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Quaresma:

Frase da semana:

Tempo de conversão

Cf. Eclo 38,8


Bíblia e Liturgia O Dízimo na Liturgia "...tomarás as primícias de todos os frutos que recolheres do solo que o Senhor teu Deus te dará e, colocando-as num cesto, irás ao lugar que o Senhor teu Deus houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome. Virás ao sacerdote... O sacerdote receberá o cesto da tua mão, colocá-lo-á diante do altar de do Senhor... e te prostrarás diante do Senhor teu Deus" (Dt 26,2-11). A descrição da entrega das primícias “ao sacerdote, no lugar que o Senhor teu Deus houver escolhido para aí habitar o seu nome”, que “colocá-la-á diante do altar” (Dt 26,2-4), bem como a recomendação “te prostrarás diante do Senhor teu Deus” (Dt 26,11), demonstra que existia um ritual apropriado para a oferta do dízimo, designado aqui como «as primícias». As primeiras colheitas representavam a parte reservada a Deus em forma de gratidão pela fecundidade da terra e, portanto, o reconhecimento de que tudo lhe pertence. Para receber as oferendas, o templo possuía um armazém onde se estocava os alimentos e os demais utensílios necessários ao culto (Ne 13,5). Desta forma, o dízimo tinha a dupla função de sustento do serviço do templo e de louvor a Deus pelos dons da criação. O Novo Testamento não aborda diretamente o tema do dízimo, mas propõe que estas oferendas sejam espontâneas e voluntárias (2Cor 9,7). Jesus, em uma das críticas aos fariseus, confirma a prática de oferecer o dízimo ao templo, mas recorda que este gesto não nos dispensa de exercer a justiça e viver segundo o amor (Lc 11,42, par.; 18,12). Um dos momentos em que a oferta do dízimo é recordada por Jesus é quando afirma que “o trabalhador tem direito ao seu salário” (Mt 10,9-10), seguido por São Paulo (1 Cor 9,13-14). Afinal, este conselho remete ao fato que o próprio Jesus vivia das ofertas entregues a ele para o seu sustento e de seus discípulos, como indica a referência à «bolsa» de Judas na noite da última ceia (Jo 13,29). Já no tempo do Novo Testamento, as primícias tinham sido substituídas por dinheiro. Na Igreja, porém, nas gerações sucessivas, veio a ser substituída, em sua função de sustento do culto, pela espórtula. Na origem, este nome indicava os donativos que os patrícios romanos mandavam distribuir ao povo em cestas,

Foto da semana

Marlene dos Santos Brum chamadas espórtulas. As espórtulas ainda hoje significam o donativo oferecido ao sacerdote pelos serviços litúrgicos por ele oferecidos. O risco deste tipo de oferta sempre esteve ligado ao fato de que deixa margem para a associação de um valor econômico a algo que não tem preço: a graça sacramental oriunda do serviço espiritual realizado pelo sacerdote. A ação da Igreja em nome de Cristo não tem preço, não se adquire nada ao dar espórtulas, mas é difícil não associar uma coisa a outra. Por isso, a Igreja deseja que as espórtulas possam, sempre onde for possível, deixar de ser a maneira escolhida para o sustento do clero, ao invés, espera que o dízimo seja cada vez mais expressão do compromisso de cada fiel com a sua Igreja. Eis, portanto, o 5º mandamento da Igreja, relacionado com o dever de todo fiel de prover, na medida das suas possibilidades, as necessidades da Igreja com o seu dízimo: "prover às necessidades da Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras apostólicas e de caridade e para a honesta sustentação dos seus ministros" (Can. 222; CIC. 2043). Diante deste convite, fica clara a intenção de que não sejam as espórtulas a maneira principal de garantir as necessidades da Igreja, nem tampouco é o dízimo relacionado com os 10 por cento, mas é a livre e alegre disposição em manter viva a vida da comunidade que celebra e partilha de seus bens a nos motivar.

outubro de 1937 / março de 2012

Dizimista Aniversariante Aniversário natalício

BALANCETE CONSOLIDADO 01 A 31 DE JANEIRO 2012 valor

Aniversário de matrimônio



Semanário 85