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MENSAGEM À COMUNIDADE

“EVANGELHO DE SÃO LUCAS” A

sociedade e a cultura Greco-romana e, particularmente, o Império Romano – que marcaram profundamente o contexto do Evangelho de Lucas – anunciavam e prometiam a paz e a segurança vindas dos poderosos, do centro para a periferia. A realidade, entretanto, era bem outra: o sofrimento da periferia em proveito do bem-estar do centro. O caminho de Jesus, no Evangelho de Lucas, contrapõe-se a isso: Jesus anuncia a boanova e convoca à solidariedade e à justiça social, indo da periferia para o centro. O domínio do Império Romano era exercido por meio de guerras constantes pelo poder e de numerosos impostos, que caíam pesadamente sobre a população pobre, 90% da qual composta de camponeses. Muitas pessoas se endividavam, perdiam suas terras e acabavam tendo de trabalhar como arrendatárias, meeiras e diaristas, isso quando não ficavam sem trabalho (cf. Lc 14,12-14). Além de os impostos serem altos, havia trabalhos forçados para sustentar as obras e os exércitos do império. O Templo, em grande medida, era conivente com essa situação e também cobrava inúmeras taxas. A vida do povo tornava-se cada vez mais precária e dura. Toda essa realidade afetava a comunidade cristã de Lucas, seja pela adoção da

mesma cultura de falta de solidariedade e conformação com as injustiças, seja pela experiência direta da opressão. São muitas as evidências disso em todo o evangelho: a parábola que fala de um abismo entre o pobre Lázaro e o rico epulão (texto exclusivo de Lucas); o canto de Maria profetizando a derrubada dos poderosos e a elevação dos humildes; Jesus apresentado como o ungido pelo Espírito para anunciar a boa-nova aos pobres e oprimidos; as bem-aventuranças anunciadas aos pobres e os “ais” dirigidos aos ricos que se fecham à compaixão, à solidariedade e à justiça social (lembrando que nas bemaventuranças de Mateus não há a parte dos “ais”). Também nas primeiras comunidades cristãs, assim como hoje, havia o problema dos marginalizados, os conflitos sociais e o individualismo e indiferentismo religioso. As comunidades cristãs entraram em crise, sentiam-se sem rumo, inseguras, perdiam a identidade, crescia o desânimo pela demora da realização do reino de Deus, alguns caíam na descrença e tendiam a abandonar o caminho. Era necessário fazer uma releitura da Palavra e da prática de Jesus à luz da realidade da comunidade, reavivando a “solidez dos ensinamentos recebidos” (Lc 1,4), voltando às origens a fim de encontrar

luzes para o momento presente e retomar a prática da partilha e da solidariedade. Por isso o Evangelho de Lucas dá atenção especial às pessoas pobres e marginalizadas, chamando os ricos à conversão (como no caso de Zaqueu – cf. Lc 19,1-10) e ressaltando a importância da solidariedade e da partilha: a riqueza só é bênção de Deus se for partilhada (cf. Lc 12,13-21; 16,19-31). Esse evangelho reforça a necessidade da oração perseverante e insiste na conversão permanente, pois a salvação começa no hoje da história para as pessoas que se abrem ao projeto de Deus misericordioso. Que a reflexão e a oração suscitadas por esse evangelho nos ajudem – a nós que vivemos em um país tão desigual – a abrir o coração para a solidariedade e a justiça social, dando nosso apoio e participação em iniciativas e políticas públicas que promovam a redistribuição de renda, sem desanimar diante das dificuldades. Lembremos aquilo que dizia Dom Hélder Câmara: falar das causas das injustiças sociais e denunciá-las não é comunismo, como algumas vezes se acusa injustamente, é Evangelho de Jesus Cristo. Fonte: ALENCAR, Pe. Jakson Ferreira. Revista Vida Pastoral - SetembroOutubro/2013, n. 292.


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A PASTORAL PAROQUIAL

PASTORAL DO DÍZIMO: A Igreja que queremos – Parte II tantes. Que estejamos abertos para criar pontes entre todos os membros desta grande família, que creem em Deus e em Jesus Cristo libertador. Uma Igreja POBRE = O dízimo é uma lição inesgotável de desapego. Que possamos viver uma igreja despojada e simples. Que possamos na falta de templos, fazer de cada casa, garagem, barracão, a igreja dos pobres, celebrando a vida entre os irmãos. Uma Igreja PEREGRINA = O Dízimo nos conduz neste terceiro milênio ao encontro das pessoas de qualquer nação. Que possamos dar passos, cada vez mais corajosos e audazes, na implantação do Reino de Deus no mundo. A experiência do encontro de todos os povos transforma o mundo. Uma Igreja MISSIONÁRIA = A missão da Igreja é anunciar a presença do

Reino no mundo. “Para tal, deve enviar homens evangelizadores a todos os setores da sociedade, em todas as partes do mundo, realizando o grande projeto de Cristo: A libertação por meio da verdade.” A verdade vos “libertará”. Uma Igreja DINÂMICA = O desafio da Igreja contemporânea é estar à frente das exigências do nosso tempo. Para isso não pode ser estática, presa às estruturas e sistemas, mas precisa ser criativa e movimentar-se constantemente. Ser atual em sua forma de anunciar, tendo como fundamento a verdade do evangelho. Dízimo é uma doação espontânea. O Dízimo que temos é o espelho da Comunidade que somos! Com alegria comunicamos a adesão dos novos Dizimistas: Kimble T. F. Matos, Francisco José Camarero Nunes e Marcelo Okita. Que Nossa Senhora da Esperança os proteja sempre!

PARÓQUIA “COMUNIDADE DE COMUNIDADES”

O CARDEAL DA RESISTÊNCIA

sumação da história na parusia; mas deve ficar claro que a vida eterna, plena e abundante, já começou e tem que se verificar em sinais visíveis e transparentes da ressurreição, da fraternidade e amor reconciliado na justiça e no perdão. Por isso os cristãos vão ao encontro dos pobres para, com eles e como eles, construir uma humanidade nova, sem excluídos, para celebrar integralmente com todos(as) o banquete do Reino. A questão social hoje interliga três agendas: a agenda azul da paz e do diálogo, a agenda marrom da pobreza e miséria e a agenda verde da preservação do planeta. Somos desafiados a uma justiça maior que a espécie humana, uma justiça ambiental e climática, que garanta a todos os seres vivos a convivência harmônica na casa comum da Mãe Terra. Caberá aos cristãos e, em especial, à Igreja Católica anunciar uma globalização alternativa: a globalização da esperança e da solidariedade. Neste momento crucial da história humana não há mais possibilidade para uma nova arca de Noé, ou somos capazes de derrotar a barbárie e a violência com a civilização do amor, da simplicidade e da partilha ou sucumbiremos todos. Somos convidados a converter-nos a uma vida que espelhe as bem aventuranças, que nos ajude a instaurar a cultura do bem viver e do bem conviver, onde caibam todos os povos e nações, e toda a vida seja sagrada e respeitada.

Foi lançado no último dia 23 de Outubro, na Livraria Cultura, o livro “O Cardeal da Resistência - As Muitas Vidas de Dom Paulo Evaristo Arns”, de autoria de Ricardo Carvalho, Antonio Carlos Fester, Inês Caravaggi e Maria Angélica Rittes. O livro conta, na forma de reportagem, a trajetória e atuação de Dom Paulo Evaristo Arns em São Paulo e no Brasil desde que chegou à capital paulista, em 1966, como bispo-auxiliar da Zona Norte da cidade e, posteriormente, como Cardeal da Arquidiocese de São Paulo. Num momento em que muito se discute sobre a função pública da religião, especialmente no fortalecimento dos valores democráticos, o olhar sobre a importância de Dom Evaristo Arns como símbolo de resistência à ditadura militar é benfazejo, sobretudo se considerada sua liderança e capacidade de trabalho colegiado como pastor da Igreja em São Paulo.

Uma Igreja PLURALISTA = Que o amor seja o elo de unidade de nossa Igreja, que todos tenhamos o mesmo ideal, e que todos trabalhem para o mesmo fim sem, contudo, sermos iguais. Que as semelhanças nos unam e que as diferenças de linguagem e método nos ajudem no enriquecimento de nossas comunidades. A prática do dízimo leva ao respeito mútuo e nos dá a liberdade de expressão. Ser Igreja é muito mais que ser sócio de um clube. Uma Igreja ECUMÊNICA = Que aprendamos também com o Dízimo o livre diálogo com nossos irmãos protes-

Vigora no seio da nossa cultura cosmopolita mundial o que se conhece como globalização, uma tendência de desconhecer e até contestar o direito da Igreja em tratar a questão social. O velho laicismo liberal queria excluir a Igreja do espaço público e o novo laicismo de corte ateu e materialista quer condená-la à irrelevância e insignificância. No entanto, a Igreja é portadora de uma Boa Nova para a sociedade. O Reino de Jesus não está só dentro de nós, mas no meio de nós, gera a esperança de fazer acontecer a cada momento relações mais plenamente humanas. A Igreja, mestra em humanidade e peregrina, sabe que o homem é o caminho e a meta da salvação anunciada por Cristo. Salvação integral que envolve toda a pessoa e todas as pessoas. Por isso a evangelização está intrinsecamente ligada à justiça, à promoção da dignidade da pessoa humana e defesa de seus direitos fundamentais. A fé em ação se chama caridade e a caridade em ação se chama serviço, sempre afirmava a Bem Aventurada Teresa de Calcutá. Uma fé sem obras, sem compromisso, sem superação das injustiças é uma fé morta. A vida cristã é fermento transformador, catalisador de mudanças na linha da plenitude e da libertação da pessoa humana, senão seria um embuste e uma piedosa alienação. Com isto não esquecemos a perspectiva escatológica, a abertura para a con-


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PASTORAL DO BATISMO

Nossa Paróquia teve a alegria de acolher no final do mês de Outubro novos membros da família cristã admitidos pelo Sacramento, cujos nomes de Batismo são: Alvaro Miranda Andolpho Silva; Catarina Pasin Guimarães; Giulia Zatz Simonanacci; Isabelli Magalhães Acetozi; Izaac Guimarães Leão; João Paulo Oliveira Piva; Julia Costa Serrano; Luciano Franklin Grigolli Mendes; Lunan Victor Ribeiro Santos; Nicoly Santos Silva; Rodrigo Deucher Martinez; Sara Venâncio Carpentieri; Serena Maria Naliati Gasques e Vitor Vieira da Cunha. Além dos batizados, outros pais e padrinhos participaram da preparação a fim de realizar o Batismo em outras comunidades. Que nosso testemunho de fé possa animar na vida cristã todos os que foram, com Cristo, mergulhados nas águas da vida!

Calendário Pastoral Paroquial Missas Terça à Sexta, às 18h. Sábado, às 16h. Domigo, às 8h30,11h e 19h. Serviços pastorais Grupo Gente Ativa Segunda-feira, das 13h30 às 17h30, no Salão Paroquial. Grupo de Oração Terça-feira, das 14h às 15h30, na Igreja. Pastoral da Caridade Terça-feira, das 14h às 16h30. Pastoral da Amizade Quarta-feira, às 20h, no Salão Paroquial. Narcóticos Anônimos Segunda a sexta-feira, das 20h às 22h, nas Salas Inferiores.

PENSANDO NA VIDA DE FÉ Correção fraterna, tolerância, intransigência É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos. (2 Tm 2, 25-26) No Boletim anterior identificamos a maneira como a sociedade atual, movida por interesses nem sempre alinhados à proposta da Sagrada Escritura, vem alterando, pela distorção do uso das palavras, o sentido de muitos conceitos que originalmente se relacionavam ao sagrado. Há muito, o ser humano vem progressivamente desgastando o sentido do bem e do mal, a ponto de esgotar o conceito de verdade, abrindo alas ao relativismo e à tolerância, procurando agradar, sobretudo, aqueles a quem a verdade mais incomoda. O testemunho que Jesus deu em relação a esse inadequado respeito humano foi bem outro: em situações ocorridas principalmente com os fariseus, jamais atenuou seu vocabulário, persistindo em chamá-los de hipócritas (cf. Mt 15,7; 16,4; 22,18; Mc 7,6; Lc 12,56; 13,15). A impactante palavra “pecado”, que sempre convidou eficazmente o ser humano a refletir sobre sua conduta para evitar o mal, vem sendo cada vez mais

sistematicamente evitada, a ponto de cair em desuso. De igual modo, os termos “penitência” ou “confissão” encontram-se esvaziados, pois a não consciência do pecado faz crer que nada mais há para ser perdoado. Ora, isso afronta a oferta de salvação que Jesus nos mereceu: Ele veio e morreu na cruz exatamente para tirar o pecado do mundo, para nos resgatar e libertar. Ao eximir-nos da responsabilidade pessoal pelos pecados que cometemos (cf.1 Jo 1,8), na palavra do Apóstolo, estaríamos chamando a Deus de mentiroso, e Sua Palavra não estaria em nós (cf.1 Jo 1,10). Estaria assim esvaziado o profundo sentido da paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, aniquilando-se, ao mesmo tempo, o significado da reconciliação com Deus, emanada do sacramento do perdão (cf.1 Jo 1,9) – do qual cada vez menos fieis hoje se aproximam, pois ao se considerarem acima do pecado, não encontram sentido algum em receber o sacramento. Jesus, no Sermão da Montanha, ensina o seguinte: Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno (Mt 5,37). Esta passagem (reforçada em Tg 5,12) constitui uma dura advertência que Cristo nos faz, chamando-nos à coerência em nossas certezas, e à solidez e retidão em nossas declarações e testemunhos. A modernidade brindou-nos com a virtude da tolerância, porém sob a ótica cristã

5 Reunião Clero Ipiranga. 5 Missa Casa de Repouso, às 9h. 5 Conselho Administrativo Paroquial: no Salão Superior, às 18h. 6 Confissão Crianças Colégio Montessori, às 8h e 14h. 7 Confissão Pais Colégio Montessori, às 20h. 7 Formação: Fé e Missão Evangelizadora: no Salão Superior, às 20h30. 9 Primeira Eucaristia Montessori, às 9h. 9 Catequese da Confirmação: no Salão Superior, das 8h30 às 12h. 12 Conselho Pastoral Paroquial: no Salão Superior, às 20h30. 15 Feriado da Proclamação República: Secretaria fechada. 19 Chá/Bazar da Pastoral da Caridade: no Salão Paroquial, das 13h30 às 17h. 20 Feriado da Consciência Negra: Secretaria fechada. 22 Pastoral do Dízimo: às 20h30. 23 Preparação Batismo: no Salão Superior, das 8h30 às 12h. 23 Jantar Dançante Jubileu Presbiteral: Buffet Actuel, às 19h. 24 Missa: na Igreja, às 8h30 e 11h. 24 Celebração Batismo: na Igreja, às 9h30. 24 JUBILEU de Ouro e Prata Presbiteral: na Igreja, às 19h. 24 Encerramento ANO DA FÉ. 26 Reunião Padres Setor Vila Mariana: N. Sra. Aparecida, às 9h. 26 Conselho Pastoral Setor: N. Sra. Aparecida, às 20h30. 26 Missa da Catequese: na Igreja, às 20h15. 30 Catequese da Confirmação: no Salão Superior, das 8h30 às 12h30. 30 CONFRATERNIZAÇÃO DAS PASTORAIS: no Salão Paroquial, às 20h. a tolerância se aplica sempre à pessoa e nunca ao mal por ela praticado (cf. Jo 8,11). Nós, cristãos, se por um lado temos o dever de acolher o pecador, temos por outro também a obrigação, pessoal (cf. Ez 3,1821) e eclesial (cf. Mt 18,15-17) de resgatá-lo para Deus, para isso lançando mão de toda a nossa coragem, habilidade e energia para defender intransigentemente o bem, sustentando inabalavelmente nossa posição de intolerância contra o mal e jamais fechando os olhos, aceitando, aprovando, permitindo ou apoiando situações de pecado. Jesus dá o

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exemplo ao falar com a adúltera pedindo-lhe que nunca mais pecasse (cf. Jo 8,3-11). Resgatar um pecador para Deus permitindo que permaneça no erro, camuflando o seu pecado ou aprovando sua prática certamente não contribui para aprimorar a consciência moral cristã. Não somos perfeitos e nem sempre agimos corretamente. A sociedade moderna argumenta que por isso não temos o direito de julgar, nem de criticar, sequer construtivamente, as ações alheias, nem mesmo de aconselhar alguém a respeito dos atos que pratica. É certo que não se deve confundir uma salutar correção fraterna com acusações e julgamentos. Nos dias de hoje, porém, a correção fraterna é rejeitada sob o argumento de uma autonomia que não permite qualquer questionamento. Paulo explicitamente nos “indica” outro procedimento (cf. 2Tm 4,1-2), aludindo diretamente a essa realidade dos nossos dias, em que “os homens não suportam mais a sã doutrina, e, levados pelas paixões, ajustam mestres para si, afastamse da verdade e abraçam as fábulas” (2Tm 4,3-4). No sentido cristão autêntico, a tolerância deve ser praticada em consonância com as Sagradas Escrituras, portanto, deve estar sempre corajosamente atrelada à Verdade e à Justiça. Vivemos numa sociedade em que a convivência pacífica só fica fácil se assumirmos covardemente a posição “democrática” e “politicamente correta” que não luta pela Verdade, mas tolera, aprova e defende aquilo que convém ou que agrada à maioria, ainda que erroneamente. Falta-nos a intransigência dos primeiros cristãos nessa atitude (cf. At 6-7) – vencer optando por defender pacificamente a Verdade. O próprio Jesus, se de um lado pregou tolerância na parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13,2443), de outro lado também agiu enfática e energicamente no episódio dos vendilhões do Templo (cf. Jo 2,13-17), mostrando que o mal e sua prática jamais devem ser consentidos. Precisamos de mais autenticidade cristã, imitando os mártires em sua coragem de proclamar o respeito ao humano e não o relativismo de tudo que o rodeia e de sua própria dignidade. Falta coragem para, neutralizando

pudores políticos, eliminarmos das nossas convicções de fé as influências que nos afastam do ensinamento do Evangelho e nos predispõem a aderir às propostas de evangelização, anúncio, serviço, diálogo e testemunho de comunhão fraterna, como convém a quem se permite a prática das virtudes. Grassa entre nós carência de senso e de consciência crítica, devido à superficialidade da nossa fé e de nossos valores cristãos. Falta convicção religiosa sobre o que seja, de fato, essencial e importante. Submissos aos raramente contestados meios de comunicação, aceitamos por vezes passivamente as suas propostas sem reflexão ou crítica. A insuficiência de conhecimento da matéria impede um bom discernimento, devido à nossa carência de fundamentos e de princípios da nossa própria profissão de fé. Muito dessa postura relapsa deve-se à nossa preguiça intelectual e ao nosso desinteresse pelos

pilares do cristianismo católico – Sagrada Escritura, Tradição Apostólica e Magistério da Igreja. O futuro da Igreja está garantido, mas exige a nossa ação hoje: lutar pela difusão do Evangelho de Jesus Cristo, investindo especialmente na formação virtuosa dos jovens e crianças; ajudando a fazer uma experiência pessoal de encontro com Cristo; exercitar o senso crítico, como norma de conduta de vida; dizer não às novidades e modismos que nos distanciam do Reino de Deus; superar o egoísmo, o hedonismo, o consumismo, o relativismo; respeitar a liberdade do outro sem para isso fazer concessões quanto aos seus próprios princípios e crenças; remar contra a maré das mentiras e das falsas promessas; persistir na correção fraterna. Leitura Recomendada: RATZINGER, Joseph. Introdução ao Cristianismo. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

41 Anos Evangelizando: de Esperança em Esperança

PRESBÍTERO TORNA-TE O QUE TU ÉS!

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decreto Presbyterorum Ordinis, do Concílio Vaticano II, assim discorre sobre a vida presbiteral: “Nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração da santíssima Eucaristia, a partir da qual, portanto, deve começar toda a educação do espírito comunitário. [...] Na estruturação da comunidade cristã, os presbíteros nunca servem alguma ideologia ou

facção humana, mas, como anunciadores do Evangelho e pastores da Igreja, trabalham pelo aumento espiritual do corpo de Cristo.” Carinhosamente convidamos a toda a comunidade a celebrar o JUBILEU PRESBITERAL dos Padres Dagoberto Boim e Ney de Souza. Nossa prece por eles e com eles certamente os ajuda a serem o que são: Presbíteros da Igreja de Cristo.

NO MÊS QUE VEM... NOVENA DE NATAL EM SEU LAR: retire o seu subsídio na Igreja e reze com sua família! FAÇA UMA CRIANÇA FELIZ: entrega das sacolinhas de Natal! 3 RECONCILIAÇÃO DO ADVENTO: celebração do perdão no dia 17 de Dezembro! 1 2

atendimento da SECRETARIA: Segunda, das 13h30 às 17h30. Terça à Sexta, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.

Sábado, das13h30 às 17h30. Acesse o site www.paroquiansesperanca.org.br

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Ano XVI – Edição 182 – NOVEMBRO/2013 Tiragem: 1.000 exemplares • Periodicidade: mensal

Distribuição: gratuita • Responsável: Cônego Dagoberto Boim • Projeto gráfico e diagramação: Minha Paróquia (minhaparoquia.com.br) • Impressão: Gráfica Paulo (11) 7733 6247

Paróquia Nossa Senhora da Esperança Endereço: Av. dos Eucaliptos, 556 - Moema São Paulo, SP • CEP 04517-050 Tel/Fax.: (11) 5531-9519 • e-mail: pnsesperanca@uol.com.br


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