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Ano XXIX - nº 356 Julho de 2014 Distribuição gratuita Informativo da Paróquia Nossa Senhora de Loreto Fundada em 6.3.1661 www.loreto.org.br


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Índice Expediente Direção Espiritual

Pe Sebastião Coordenação

Hélia Fraga Equipe de Trabalho

Ana Clébia, Bira, Pascom Loreto, Badá, Corredeira, Thiago Santos Diagramação

Lionel Mota Impressão

Gráfica Stamppa

Editorial................................................................................................................... 3 Temas Bíblicos....................................................................................................... 4 Os mistérios da vida pública de Jesus ������������������������������������������������������������� 5 Loretando................................................................................................................ 6 Revista, 1º aniversário.......................................................................................... 8 Santo Antonio Maria Zaccaria.........................................................................10 A comunidade atende ao chamado �������������������������������������������������� 12 Ecos da Jornada...................................................................................................14 Corpus Christi.....................................................................................................18 Nossa Senhora do Carmo.................................................................................19 Fé e Política...........................................................................................................20 Anote em sua Agenda.........................................................................................21 Loretinho...............................................................................................................22

Expediente Paroquial MATRIZ PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LORETO End.: Ladeira da Freguesia, 375 - Freguesia Jacarepaguá - RJ - CEP 22760-090 Tel.: 3392-4402 e 2425-0900 Emails: adm@loreto.org.br (Administração) secretaria@loreto.org.br (Secretaria) Site: www.loreto.org.br

NOSSA SENHORA DA PENNA: Dom.............................................................11h NOSSA SENHORA DO AMPARO Est. de Jacarepaguá, 6883 Anil - Tel: 2447-6802

4ª..................................................................18h Sáb..........................................16h (catequese) Dom.......................................................... 7h30 INSP Estr do Pau Ferro. 945 Freguesia - Tel:3392-2521

Dom...............................................................8h

HORÁRIO DA SECRETARIA Segunda a Domingo..............das 8h às 19h HORÁRIO DAS MISSAS Segunda a sexta.......................... 7h e 19h30. Sábado.......................................... 7h e 18h30. Dom...... 7h; 8h30 (crianças); 10h30 e 19h.

CONFISSÕES 3ª a 6ª.................de 9 às 11h e de 15às 17h 3ª a 6ª...................................... de 20h às 22h Sábado................. de 9 às 11h na secretaria EUCARISTIA para doentes Atendimento domiciliar e hospitalar. Marcar por telefone com a Secretaria. BATISMO Atendimento na Sacristia Inscrições - 5ª e Sábado................. 9h às 11

CAPELAS Endereços das Capelas e os Horários das Missas NOSSA SENHORA DE BELÉM

SANTO ANTONIO

Rua Edgard Werneck, 217 - Freguesia Tel: 2445-2146

Rua Edgard Werneck 431 Freguesia Tel: 3094-4139

Terças e Quintas..................................17h30 Dom........................................................16h30 SÃO JOSÉ (CARMELO) Rua Timboaçu, 421 Freguesia - Tel: 3392-0408

Seg. a Sábado.......................................... 7h30 Domingo......................................................9h

3ª feira................................................ 17:30hs 4ª a 6ª feira:....................................... 06:30hs Exceto a 1ª sexta............................... 18:00hs E última 4ª quarta do mês (Missa de Cura) .................................................. 20:00 hs Sábados ............................................. 18:00 hs Domingos ........................................ 09:00 hs


Nosso aniversário

Eu vejo o Zaccaria como um homem e um santo de grande atualidade, uma figura ecumênica e missionária, que nos convida a apresentar e a viver a mensagem de São Paulo dentro da Igreja

Editorial Pe. Sebastião Noronha Cintra*

Querido paroquiano, prezado leitor. “O Mensageiro” revista está completando um ano. Que beleza! Parabéns! Vamos comemorar também um ano da JMJ aqui no Rio de Janeiro. A entrevista das Pastorais foi realizada com jovens representando alguns Grupos e Movimentos que trabalham com a juventude da nossa paróquia. Nossa riqueza!!! Queremos ver o legado da JMJ. Há poucos anos, em 2002, os filhos de Santo Antonio Maria Zaccaria comemoravam um ano jubileu muito significativo: 500 anos do seu nascimento. O então cardeal Joseph Ratzinger, depois eleito papa Bento XVI, redigiu o prefácio do livro da vida do nosso santo. “Eu vejo o Zaccaria como um homem e um santo de grande atualidade, uma figura ecumênica e missionária, que nos convida a apresentar e a viver a mensagem de São Paulo dentro da Igreja.” O título do livro é “Fogo na Cidade” e quer mostrar como o nosso santo foi como um incendiário do Evangelho, fazendo chegar a todos os lugares onde trabalhou, o fogo da Palavra de Deus. Inspirando-se em São Paulo Apóstolo, insistiu em espalhar essa Palavra não aos gregos e romanos, mas a todos os setores da Igreja, a saber: leigos, religiosos e sacerdotes. Assim organizou os grupos com os quais iria trabalhar reunindo religiosos sacerdotes: Bento XVI os Clérigos Regulares de São Paulo; mulheres consagradas: as Angélicas; casais comprometidos no apostolado: os Casados de S. Paulo, ou como hoje os conhecemos, os Leigos de S. Paulo. Irmãs fora da clausura e leigos trabalhando no apostolado junto com os padres e as irmãs: intuições de Santo Antonio Maria Zaccaria há tanto tempo e que não foram aceitas pela Igreja do século XVI. Enquanto ele viveu, essas “novidades” funcionaram, mas depois de sua morte foram esquecidas para reviverem com o Concílio Vaticano II. Sua proposta de uma santidade grande para cada pessoa e de um ardente apostolado nos leve a procurar conhecer melhor as lições deixadas nos seus escritos e no seu exemplo. A Festa Junina deste ano foi surpreendente. Surpreendemos-nos com a numerosa presença de participantes, paroquianos e não paroquianos, que encheram nos três dias a praça da igreja. Três pontos merecem nossa atenção: a divulgação; as pastorais que vestiram a camisa para refazer os estoques de comida que se esgotaram na primeira noite e a harmonia que reinou nos três dias. Parabéns a todos e muito obrigado pelo comprometimento. Um agradecimento especial aos patrocinadores. Foi uma bela lição para nós, para repetir e melhorar. Interceda por nós Maria, a santa Mãe de Deus. Julho 2014

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Temas bíblicos Padre Fernando Capra

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ara quem começa a ler pela primeira vez essa carta, o seu exórdio parece ser uma aglomeração tumultuada de pensamentos. De fato, João escreve esse trecho num único respiro, pastoralmente preocupado, em relação aos fiéis, para que vivam a sua fé segundo todas as suas exigências, para alcançarem a vida eterna. Para isso, o Apóstolo deseja que os fiéis guardem a comunhão de fé com ele e com os outros Apóstolos, para que continuem a viver em comunhão de vida com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. É dessa forma que levarão à plena alegria aqueles que tanto trabalharam para lhes transmitir à fé que professam. Não serão, então, achados longe de Cristo, quando da sua vinda. O que justifica a pretensão de João é a certeza dele ter sido chamado, juntamente com os outros Apóstolos, para dar testemunho de tudo o que viram, ouviram, contemplaram e, até, apalparam da Palavra da Vida, “Aquele que era desde o princípio” (2,13), a Vida que se manifestou, Vida eterna, porque é o Filho que, no seio do Pai, voltado para o Pai, dele tudo nos revelou (Jo 1,18). Nesse trecho, além de termos a exortação do Apóstolo à fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos, temos o fundamento da mesma, um fundamento que será ainda mais ilustrado quando João exortar os fiéis a não compactuarem com os anticristos, exatamente porque eles negam ser Jesus o Cristo. Renegando aquilo a que a unção do Espírito os levou, indo além daquilo que os Apóstolos semearam, anunciaram uma doutrina inaceitável, corrompidos pelo espírito do mundo. Dessa forma abandonaram a verdade, voltando a andar nas trevas, dominados pelo espírito da mentira. O ímpeto do seu espírito, nesse exórdio, leva João a uma definição fantástica de Jesus: Ele é a Palavra da Vida, a Vida, Vida eterna. A divindade de Jesus é, dessa forma, sumariamente traçada, enquanto toda a sua grandeza é explicitada. Jesus é o Filho que vive voltado para o Pai e que, ao manifestar-se, dele tudo nos revela. A ênfase que João põe nas suas palavras nos revela quanto ele está compenetrado com o Mistério da divindade de Jesus Cristo. É essa ênfase que nos trans4

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mite a segurança do seu testemunho e nos previne para não darmos a nossa adesão aos anticristos, que negam ser Jesus o Cristo. O que dá ainda mais firmeza ao seu ensinamento é a convicção da sua função, juntamente com os outros Apóstolos, de serem testemunhas qualificadas, escolhidas por Deus. Fundamentado nessas convicções e compenetrado com a preciosidade da Vida que recebemos pela fé em Jesus, é insistente em nos exortar a viver, em tudo, a nossa comunhão de fé com ele e com os outros Apóstolos e em nos lembrar: “Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus nos ouve” (4,6). Esse é o sentido das palavras continuamente repetidas ao longo da carta: “Eu vos escrevo...” e do seu pedido aos fiéis, que levem à plenitude a sua alegria. A adesão à sua pregação ou o afastamento dela são condição de estarmos na verdade ou no erro. A carta é motivada, portanto, pela preocupação pastoral de João diante dos problemas das comunidades cristãs quais o abandono da prática da purificação dos pecados, da observância dos mandamentos que Cristo nos deixou, sobretudo, do mandamento do amor ao próximo e o perigo das seitas que negam a divindade de Cristo. Consciente da sua função, João exorta os cristãos, lembrando-lhes a necessidade de estar em comunhão de fé com os Apóstolos, para que estejam em comunhão de vida com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo. De fato, os Apóstolos foram chamados para o testemunho, uma vez que, desde o princípio estiveram com Jesus Cristo. Ouviram-no, viram-no com seus olhos, contemplaram-no e o tocaram com suas próprias mãos. Chegaram a conhecê-lo como a Palavra de vida, Aquele que é desde o princípio (2,13), a Vida, e o anunciaram como Vida eterna, o Unigênito Deus que, no seio do Pai, vive voltado para o Pai e que, tendo-se manifestado, tudo nos revela.

Perguntas para revisão:

1ª) Por que João escreve a carta? 2ª) Quais são os fundamentos que embasam a sua autoridade? 3ª) Com que palavras João define Jesus?


Os mistérios da vida pública de Jesus Jane do Térsio

Deus tem a iniciativa do amor redentor universal

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eus nos amou primeiro e nos enviou seu Filho, manifestando o seu amor benevolente. S. Paulo vai afirmar em Rm 5,8 “Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”. Este grande amor não exclui ninguém: “Assim, a vontade de vosso Pai que está nos Céus é que não se perca nenhum só destes pequeninos” (Mt 18,14). A Igreja ensina que Cristo morre por

todos os homens sem exceção. O Concílio de Quiercy em 853 afirma: “Não há, não houve e não haverá nenhum homem pelo qual Cristo não tenha sofrido”. Cristo ofereceu-se a seu Pai por nossos pecados Toda a vida de Cristo é oferenda ao Pai Jesus tem pleno conhecimento que Ele desceu do Céu não para fazer a sua vontade, mas a do Pai que o enviou: “porque desci de Céu, não para fazer a

Minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou”. (Jo 6,38). “Santo Agostinho comentando esse versículo, exalta o valor da humildade de Jesus, modelo perfeito da humildade do cristão, ao não querer fazer a Sua vontade, mas a do Pai que o enviou”. Em Jo 14,31 temos: “ mas é para que o mundo saiba que amo o Pai, que faço como o Pai Me mandou.” Sua Paixão redentora é a razão de ser da sua Encarnação. Embora chegue a pedir ao Pai que o salve desta hora, Ele sabe que foi precisamente para esta hora que Ele veio. Diante da evocação da morte que O espera, Jesus Cristo perturba-se e dirige-Se ao Pai com uma oração muito parecida à de Getsemani (Cf Mt 26,39; Mc 14,36; Lc 22,42). Deste modo o Senhor, enquanto homem busca filialmente apoio no amor e no poder de Seu Pai Deus, para Se fortalecer e ser fiel à Sua missão. É uma consolação para nós, tantas vezes débeis no momento difícil da provação; então, como Jesus, devemos apoiar-nos na força de Deus, “porque Tu és a minha fortaleza e o meu refúgio” (Sl 31,4). Continua no próximo número


Loretando Paulo Sobrinho

A Copa do Mundo é nossa

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em amigos do Loreto, assumi o compromisso de neste mês falar sobre futebol e é claro, sobre a Copa do Mundo e para melhorar estou escrevendo exatamente na véspera do primeiro jogo do Brasil, então, não faço a menor ideia do que aconteceu e muito menos do vai acontecer, pois os senhores estarão recebendo nossa revista exatamente no meio do torneio, então pouco há para se falar sobre o que está acontecendo, mas o caminho é amplo para se falar sobre o que aconteceu antes. Não vou tornar este, um momento político, mas me atenho a um post que recebi agora de uma pessoa falando que todos deveriam vaiar a presidente quando ela estiver no jogo de abertura da copa. Isso reflete um pouco o nosso complexo tupiniquim de não apenas sermos desprovidos de boa educação, mas de fazermos questão de que o mundo todo saiba disso. Vale lembrar que educação vem de berço, cultura vem de escolas e isso nossos sofridos professores lutam arduamente para dar aos seus alunos neste governo e em todos os anteriores. Não é este o caminho. Meu sonho de infância era ver uma copa do mundo em meu país, minha geração cresceu pensando nisso e a geração atual recebeu de presente. A minha geração assistiu pela primeira vez uma copa pela TV em 1970 e em preto e branco, eram poucas as informações que tínhamos e então os jogos e a torcida se resumia a pequenos grupos em volta de um televisor, que poucos tinham na época, mas o que não faltava era animação. Explodiam aqui e ali torneios em campinhos de várzea, os chamados rala-coco onde sempre tinha um time canarinho,

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eu joguei num time desse, era o time da vila Levi Miranda da Três Rios, o time dos irmãos Pimentel Matheus meus grandes amigos até hoje. Aqui no Loreto tinha um desses campinhos, o monumental campo no barranco onde hoje é o Cepar. Era coisa de louco, não havia chuteira, tênis ou kitchut que resistisse ao terreno inclinado, cheio de ondulações, valas feitas pela chuva e partes gramadas, com capim ou totalmente careca. Era fatal qualquer queda, não apenas pelo tombo e arranhões, mas principalmente pelo remédio usado na época: mertiolate – ardia mais que notícia ruim. Na paróquia tínhamos os times da Liga Católica onde jogava o Rui, o time da Comunijovem com Beto macarrão, Cezinha, Robson e tantos outros craques de bola. Da Crisma, Cruzada e até os padres batiam bola neste campinho. O Loreto também catequisa pelo esporte. Nesta Copa 2014 inovamos, a Pascom colocou um telão no salão Zaccarias e convidou a todos para o futebol da Paz, boa iniciativa e ótima ideia, reunidos em Cristo torcendo para o Brasil. Nossa comunidade é assim, rica e charmosa onde o importante é estarmos juntos e o que não falta são motivos para isso. Essa geração merece ver essa copa e sentir orgulho disso, é aqui, na nossa casa, vamos fazer como na JMJ, vamos receber os torcedores de outros países com carinho e educação. Nada disso nos fará esquecer nossos graves problemas sociais, não fará esquecer dos políticos inescrupulosos que desviaram verbas, subfaturaram obras e não honraram os votos que receberam, mas para esses nós temos uma arma super poderosa que será usada nas eleições de outubro, neste dia poderemos colocar

na urna toda a nossa revolta, toda a nossa decepção e tirar do poder quem não presta e apostar em quem acreditamos ser competente e honesto para reerguer socialmente este país, para nos trazer de volta aquele sentimento maravilhoso de dever comprido e que nossas mazelas serão curadas. Se temos competência para montar um evento deste porte com padrão Fifa, temos então competência e principalmente grana para aplicar corretamente na educação, saúde, habitação e transporte público. Não podemos depositar todas essas indecências na conta do presidente da república, quem verdadeiramente manda no país, quem elabora leis, quem administra o orçamento, etc é o congresso nacional. São os deputados e senadores que definem os caminhos do país e se eles não são honestos e competentes, devemos substituí-los. Se não cobram do presidente e não usam suas bancadas para impedir seus desmandos, devemos substitui-los. Pensem bem antes de reclamar do governo, pois fomos nós eleitores que os colocamos no poder. Pensem bem em quem vão votar, não esperem milagres, exijam competência. Depois não adianta chorar, pois serão mais quatro anos de tormento ou de alegrias, tudo depende do nosso voto. Por agora vamos torcer pelo Brasil, vamos vibrar e ser felizes sem tirar os pés do chão. É tudo o que queremos neste momento; ver o Brasil campeão do mundo. Depois, nos aguardem. P.S. “180 milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração. ” P.S. do P.S. São outros tantos milhões em ação nas próximas eleições.


Revista: Primeiro

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mbora O Mensageiro tenha 28 anos, estamos comemorando neste mês de julho o primeiro aniversário da Revista, que deu ao que já era bom e bonito, uma roupagem nova, um novo formato, com mais cores, mais informação e, o mais importante, uma forma mais dinâmica de levar a Palavra de Deus a todos. A primeira edição da revista foi o maior desafio: era preciso receber a aceitação da comunidade. Foi então escolhido o mês de julho, quando receberíamos aqui no Loreto, milhares de peregrinos para a JMJ Rio 2013. O Mensageiro teria então que ser REapresentado à paróquia falando uma linguagem jovial, atual, porém firme, corajosa! Falamos então de nós mesmos, comunidade de 353 anos, que tem uma linda FACE JOVEM. Deu certo! A segunda edição foi ainda mais especial. Estávamos contagiados, inebriados com a beleza da Jornada e cheios do amor transmitido pelo nosso, então novo, Papa Francisco. E assim foram todas as demais edições, sempre um novo desafio, novo aprendizado, nova conquista. Acompanhamos grandes eventos, como o Fechamento do Ano da Fé, a eleição de Dom Orani a Cardeal, a Campanha da Fraternidade, os 50 anos de consagração da Irmã Elci, os dois anos do nosso Coral, a canonização de José de Anchieta, os 150 anos da Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus, entre outros. Mas não perdemos o foco à nossa comunidade de Fé. Trouxemos testemunhos e noticias das pastorais, divulgamos e cobrimos os eventos, em particular da Semana Santa, Natal e Festas Junina e da Padroeira. Estamos fazendo aniversário e nossa alegria se deve 8

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também aos preciosos artigos de nossos incansáveis articulistas, que a cada mês nos propõem uma reflexão nova, quer sobre temas bíblicos ou da atualidade, nos trazendo uma visão da fé sobre uma ótica toda especial. Da mesma forma, somos especialmente gratos aos patrocinadores e anunciantes da revista que tornaram e mantêm este sonho possível. Mas não podemos falar sobre esse primeiro ano de atividades da revista, sem falar na PASCOM. A Pastoral da Comunicação, que vem seguindo as orientações da Arquidiocese de fazer concreta a Pastoral de Conjunto, ou seja, integrar, promover, levar à discussão os temas e atividades comuns e que dependem da comunidade como um todo, como corpo de Cristo, para sua implantação e incremento. Com este objetivo, a Pascom além de promover as mudanças digitais na forma de


Aniversário

comunicação da Paróquia, com o uso do email coorporativo, reformulação do site, incremento nas redes sociais etc. participou ativamente do processo de transição do jornal para a revista fazendo parte da equipe do O Mensageiro, sob a coordenação de nossa incansável Hélia Fraga, que vem se dedicando ao jornal, hoje revista, por todos esses anos e, com Pe. Sebastião, que é o editor responsável. Na reunião mensal da Pascom, é tirada a pauta da revista do mês seguinte e feita a distribuição das tarefas. O grupo trabalha em total sintonia e todos vibram com o resultado final, quando na distribuição da revista as pessoas comentam sobre os artigos, mesmo quando discordando de alguma coisa, pois é assim que se vive em comunidade, aprendendo sempre, reformulando conceitos, revendo posições. Assim é nosso trabalho, e sentimos que todos estão de parabéns, em especial a Nossa Paróquia, que faz valer a pena, e o nosso Pároco, Pe. Sebastião, que apoia, que incentiva, que dá oportunidade de crescimento ao grupo, que confia e reza por nós. Que Nossa Senhora de Loreto interceda por nós e que ano que vem, nossa festa de aniversário seja um motivo ainda maior de alegria para toda a comunidade. Equipe do O Mensageiro. Julho 2014

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Santo Antônio Maria Zaccaria

Uma espiritualidade para a sociedade urbana atual

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m dos maiores desafios para a Igreja católica nos tempos atuais é como iluminar espiritualmente a sociedade tão diversificada e dispersa que mora nas áreas urbanas do Brasil e de muitos países do mundo. Todos sabem muito bem que vivemos em cidades “loucas” e desumanas em vários aspectos: desigualdades que persistem, corrupção como mentalidade oficial, manifestações e greves uma atrás da outra, mobilidade complicada, competição em todos os níveis, educação que deixa a desejar, caos no atendimento de saúde e tantos outros problemas que seria monótono enumerar. Tudo isso provoca uma desumanização progressiva e as pessoas se rendem à situação, ou correm para pedir socorro a “Deus e a todo mundo”, para conseguirem libertação a qualquer custo e, quase sempre, com o menor esforço ou mesmo sem esforço algum. A vida urbana nos “roubou” o tempo e a afetividade. Não temos tempo, vivemos correndo para darmos conta de tudo! A afetividade, para muitos, virou objeto de consumo, ou seja, as pessoas estão se desgastando demais em seus relacionamentos, especialmente a juventude, mas não só ela. Em que Santo Antônio Maria Zaccaria pode nos ajudar nesta hora? Antônio Maria foi um homem do “interior”. Nosso santo, depois do curso de Medicina, feito em Pádua, exerceu a profissão em Cremona, sua terra natal, cuidando de muitos doentes, especialmente dos mais pobres. Ao mesmo tempo, foi catequista. Incentivado a ser padre por seus orientadores espirituais, iniciou seu mi10

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nistério sacerdotal em Cremona mesmo. Algumas pessoas, especialmente uma condessa, o provocaram, para que se dirigisse à grande cidade da região: Milão, cuja sociedade padecia de mazelas que podem ser resumidas numa só palavra: decadência! Junto com outras pessoas que ele conheceu na grande cidade, Antônio Maria começa uma missão para recuperar a pessoa humana em todas as suas dimensões. É claro que ele trouxe - dos tempos de sua formação familiar, dos estudos universitários, da orientação que recebeu de dois frades dominicanos e da experiência pessoal como homem do interior, que se tornara médico e sacerdote -, uma bagagem humana e espiritual muito forte, que o sustentou na luta pela renovação do fervor cristão (seu carisma original) que passa, obrigatoriamente pela reconstrução da pessoa humana como um todo. Creio que seja essa a nossa missão nos dias atuais, em que tudo muda muito rapidamente, em que valores fundamentais caem no esquecimento ou nem fazem parte da estrutura pessoal de tanta gente. Será preciso RE-HU-MA-NI-ZAR o humano, se quisermos que a nossa sociedade se reaproxime conscientemente de Deus. Afinal, para Santo Antônio Maria, o caminho para Deus é humano (cf Sermões 4 e 6). Vamos ao prático: identifique nas frases de Santo Antônio Maria Zaccaria, citadas a seguir, o caminho a ser percorrido para ajudar na recuperação da vida humana e cristã nas nossas comunidades e na sociedade. Não cito, de propósito, os problemas da sociedade relacionados aos textos, para que todos reflitam e caminhem com as próprias pernas. “É uma grande verdade que Deus fez o homem instável e querendo sempre mudar, para não ficar parado no mal e, também, para que, conseguin-

do um bem, não fique parado só nele, mas passe para outro maior e, desse, para outro maior ainda e, assim, crescendo degrau por degrau, chegue à perfeição.” (10202) “O homem que quer chegar a Deus precisa de ir degrau por degrau, subindo do primeiro para o segundo e deste para o terceiro e, assim por diante. Ele não pode começar pelo segundo, deixando de lado o primeiro, pois as suas pernas são curtas demais e seus passos muito pequenos” (20114) “Se você se achar em condições de ser o reformador, coloque a cruz acima da tibieza com coragem, o quanto você puder, para favorecer a prática dos bons costumes. E o faça sem soberba e presunção (porque isso também pode acontecer). Mas, se você não se achar à altura (de ser o reformador) não desanime, porque lhe falta alguma qualidade, mas se decida a tornar-se aquilo que você ainda não é.” (31802) “Caríssimo, você pode compreender a necessidade do amor para com Deus nosso Senhor! Se você tem inteligência, como de fato tem, desejará conhecer os meios para adquirir esse amor e para ver se ele existe em você. Só uma coisa faz você adquirir e aumentar o amor de Deus e crescer neste amor; além disso, faz com que ele apareça claramente, quando, de fato, existe em você. Quer saber o que é? É o amor ao próximo!” (20418) “Você quer chegar à perfeição? Quer ser, pelo menos, um pouquinho espiritual? Quer amar a Deus, ser seu bom filho e ser amado por Ele? Ame o próximo, oriente-se

para o próximo, disponha-se beneficiar o próximo e não a ofendê-lo.” (20424) “Coragem, irmãos! Se até agora houve alguma falta de firmeza em nós, vamos jogá-la fora junto com a negligência e corramos como loucos não só para Deus, mas também para o próximo, pois é o próximo que recebe tudo aquilo que não podemos dar a Deus, porque Ele não precisa de nossos bens.” (10216) “Se nós quisermos estar com Deus e, ao mesmo tempo, agir, falar, pensar, ler ou resolver problemas, o jeito é elevar, muitas vezes, os olhos de nossa mente a Deus, por pouco ou por muito tempo, tal como faríamos com um nosso amigo.” (10309) “Se, porém, as coisas se prolongarem, procure interrompê-las por breves momentos, como por exemplo, pelo espaço de uma Ave Maria ou como lhe agradar e faça a oração que Deus lhe inspirar. E isso, você poderá repetir várias vezes, conforme a demora das coisas.” (10310) Há muitos outros textos, que não caberiam num artigo, que já está grande. Aproveitem para a sua meditação pessoal, em família, nos seus grupos e pastorais. Conheça e faça conhecer aos outros a figura de Santo Antônio Maria Zaccaria. E tem mais: com esses textos, você poderá começar a enfrentar muito melhor as demoras do trânsito, as greves e manifestações, a corrupção e os outros problemas que ainda estão longe de acabar. Pe. Luiz Antônio do Nascimento Pereira CRSP

05 de julho: Dia de Santo Antonio Maria Zaccaria Depois de 12 edições da Revista O Mensageiro, onde nossa contracapa apresentou lindas imagens de Nossa Senhora, este mês, em que comemoramos no dia 05, o dia de Santo Antônio Maria Zaccaria, fazemos uma homenagem àquele que além de ter a devoção da maioria de nossos paroquianos, é o patrono dos Barnabitas. Junho 2014

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A Comunidade

atende ao Chamado Nos dias 06, 07 e 08 de junho realizamos a nossa festa junina. Quando dizemos “A Comunidade atende ao Chamado” não estamos nos referindo somente a participação massiva dos paroquianos e até de pessoas de fora daqui. Afinal, convite para uma festa é sempre bem vindo e ficamos felizes ao perceber a alegria de todos os presentes. 12

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No entanto, o que queremos chamar a atenção dos leitores, é para a presença, participação, integração, harmonia, disposição para o trabalho e todo o esforço realizado pelas Pastorais, Movimentos e Grupos diversos do Loreto para a realização e o sucesso da festa, que além de animar os corações, interter as pessoas, visa também uma arrecadação extra para suprir com

as enormes despesas, resultado das nossas enormes instalações. Parabéns a todos os que trabalharam representando as suas pastorais e que demonstraram mais uma vez uma grande dedicação e força de trabalho. Este ano, a novidade da festa junina, foi a sua realização em três dias, com grande presença em todos eles. Tivemos a participação das quadrilhas do EAC, EJC, do Loreto, da Quadrilha Nazaré Show da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré de Anchieta e da Quadrilha São Judas Show da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu também. A Banda da Faculdade Integrada de Jacarepaguá também participou do evento, bem como do conjunto de Forró Araçagi. No domingo o Coral do Loreto participou da celebração das


10:30 hs, e logo após, nos brindou com uma maravilhosa apresentação debaixo de um sol escaldante. Tivemos também um momento cultural com o Prof. Robson Leite autografando o seu livro Alfabeto da Cidadania. A noite foi a vez da quadrilha

do Fé e Dons, além dos sorteios das bolsas de estudos, doadas pela FIJ, e da rifa da cesta portuguesa. Sem dúvida alguma os sorteios também provocaram um interesse a mais nos participantes. Em suma, a festa foi um total sucesso! Parabéns a todos e tam-

bém a nossa briosa Comissão de Eventos que se empenhou para que tudo saísse a contento. Nossos agradecimentos a todos os que compareceram e nosso muito obrigado especial também a todos os patrocinadores. Valeu Loreto!

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Os ecos da

Jornada M

uito se enganou quem pensava que a juventude cristã perderia sua força com a saída do Papa emérito Bento XVI. Pelo contrário, ganhou um grande incentivador no momento em que o atual Papa Francisco assumiu, impulsionando muito mais a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Faz um ano exatamente nesse mês, que o Rio de Janeiro sofreu uma “invasão” de jovens e adultos de todo o mundo, para participar dessa oportunidade de encontrar com o sucessor de Pedro e firmar-se mais na fé, testemunhando-a ao mundo inteiro. Durante a JMJ, nossa paróquia recebeu mais de 2.500 peregrinos e quase todos os membros da comunidade se voluntariaram a ajudar no que podiam, sendo sua função ou não. Dentre esses membros, lógico, temos que destacar os próprios jovens – uma vez que a JMJ é feita por jovens e para eles – e sua participação em massa. Os mais diversos grupos de jovens existentes em nossa paróquia se mostraram ativos e participaram bastan-

Em comemoração por um ano da JMJ no Rio de Janeiro, fomos entrevistar alguns jovens, representando os diversos grupos ligados à juventude, de nossa paróquia. te. Abaixo relembramos com eles um pouco do que foi a jornada, o serviço e o que a jornada modificou em suas vidas, nossa comunidade e na Igreja como um todo. Tamara Ribeiro e Thiago Santos conversaram com alguns jovens e se surpreenderam muito com o que ouviram. Antes de tudo, registraram o quão gratificante foi para eles dois realizar este trabalho. Vamos conferir: “Uma vez que trabalhamos muito com o Santíssimo, mesmo nas celebrações, é como se tivesse reavivado um pouco mais a nossa fé, aquele fervor, o calor no coração que por alguns momentos por conta de diversos problemas vai esfriando. E quando vieram à jornada, os grupos jovens se uniram mais, éramos vários grupos espalhados e a JMJ ajudou a trabalharmos juntos de verdade”, disse Juan, que é cerimoniário na Paróquia. E continuou dizendo: “As pessoas começaram a notar um pouco mais nosso trabalho, não sei se por conta das celebrações da JMJ, que eles acabaram vendo que é importante realizar uma celebração que chame mais as pessoas. Mas do ano passado para cá, temos recebido bastantes elogios e isso é bom, pois nos impulsiona a conseguir fazer um bom trabalho, um próximo da perfeição. Buscar seguir mais os padrões do vaticano, vendo o que se adequa a realidade paroquial. Trazemos coisas novas, a comunidade responde se gostou e continuamos a buscar coisas novas. Apesar disso, não observei uma maior busca da juventude por coroinhas e cerimoniários. Por conta do nosso trabalho ser diferente dos outros grupos, pode ser por isso, já que nosso trabalho leva em conta muito o chamado, a vocação da pessoa. A primeira coisa que eu percebi em relação ao nosso trabalho com outros bispos e padres de outros países foi a língua da fé. Um dia fui voluntário em outra paróquia, que tinha poloneses, e eu não entendia nada que estava sendo falado durante a missa, mas eu estava completamente dentro do que estava acontecendo na Missa. Eu soube agir da maneira certa em todos os momentos por conta dessa língua da fé. Quanto a experiência com outros padres,


Camila Barbosa o maior ensinamento foi tentar fazer o que é mais certo não o mais bonito. Desde que buscamos o que é feito no vaticano, nos uniformizamos mais. A Missa do padre Francisco tem que ter um formato semelhante ou do padre Sebastião, a do padre Miguelito, a do padre Luiz, da dos que vem de outros países para serem iguais e únicas. Tanto é que temos o calendário litúrgico para uniformizarmos as celebrações.” Outros grupos como o MAC (Maturidade Cristã) e EJC (Encontro de Jovens com Cristo) também foram muito efetivos em sua atuação durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e isso rendeu frutos: “A reestruturação no nosso movimento foi um fruto, nós organizamos melhor as coisas e definimos quais são nossos objetivos para esse ano. Estamos pensando em fazer um retiro baseado naquela frase do Papa Francisco: “ide sem medo para servir”. No sentido de fortalecimento do grupo, tanto dos que já estavam quanto os que estão chegando”, concordam Ana Clara Fontenele e Mariana Carvalho, do MAC.

mentou depois da JMJ, as pessoas viram os jovens bem ativos na paróquia ajudando, inclusive, muitos, fazendo tarefas que não eram as deles. Isso rendeu alguns frutos ao EJC”. Dentre os grupos de jovens, destaca-se também o grupo de Iniciação Cristã para Jovens e Adultos, responsável pela catequese de jovens e adultos como o nome diz, preparando-os para receber os primeiros Sacramentos. Quando perguntado sobre mudanças em seu grupo, Guilherme Takamine, catequista desde 2002 e também membro do EJC, disse que começou uma turma logo depois da JMJ, no mês de agosto: “100% das pessoas que entraram na minha turma de catequese, foram pessoas que falaram: “eu vi o papa, vi os jovens e gostei muito, achei maravilhoso e quero viver isso” e essas pessoas vão se crismar agora dia 12 de outubro. Isso foi excepcional, ver essa mudança, vermos de forma tangível a mudança na vida dessas pessoas por causa da JMJ”. Camila, que também participou da JMJ de 2011 em Madri, conta seu relato curioso sempre que a perguntam: “eu mudei completamente a maneira de ver os jovens da igreja católica, foi muito importante para a minha caminhada. Eu tive a oportunidade de viver duas JMJ e a minha primeira eu ainda estava caminhando na minha fé, um pouco ainda novata na igreja. Fiquei encantada em saber que a gente tem tantos jovens de tantos lugares com a mesma fé. Foi inesperado. Eu não iria e fiquei sabendo que ia, faltava um mês para a JMJ. Foi providência divina, fui sem

Thais Batista, também do MAC diz que “a presença da juventude dentro da paróquia mudou também. Eu, por exemplo, estou muito mais ativa na igreja do que antes da jornada. Antes eu não tinha grupo, não trabalhava dentro do grupo e depois da jornada, eu estou sempre indo à missa. Também encontrei meu namorado nos moldes do que pedia a Deus e temos vontade de casar vivendo uma vida religiosa corretamente”. A mesma percepção tem Camila Barbosa, atual coordenadora do EJC, que nos disse que “A busca au-

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Juan Julho 2014

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Takamine e catequizandos saber o que era e me surpreendi. Eu ganhei a viagem com tudo pago e foi uma coisa que vai ficar marcada na minha vida para sempre. Acompanhei a preparação de todos que iam, mas não imaginava que eu também iria. Primeiro, porque achei que meus pais não iriam deixar e segundo pela condição financeira, eu não trabalhava ainda e não estava nos meus planos, mas Deus quis que eu estivesse lá. A grande preocupação da Irmã Graça, que me levou, foi minha locomoção lá. Sabemos que é difícil

e longa a caminhada, indo de um lado pro outro. Eu tenho dificuldade de andar, então a Irmã graça perguntou se levasse uma cadeira de rodas eu iria me incomodar. Falei que não, que era uma maneira de me poupar também. Fui e fiquei muito na cadeira de rodas e eu via o quanto as pessoas queriam me ajudar, não só meu grupo, mas os grupos de outros países queriam também ajudar. O curioso é que quando eu me cansava, levantava da cadeira e as pessoas ficavam sem entender aquilo. Achavam que era milagre... (ri-


sos)... era engraçado, mas ao mesmo tempo foi uma lição para mim. Ver a doação deles, o cuidado não só comigo, mas também com os outros cadeirantes. Isso me deu um empurrão. Deus me mostrou que eu estava no caminho certo e que é esse o caminho que eu tenho a seguir. Mudou completamente minha vida, minha maneira de pensar, de agir, e não ter vergonha de proclamar minha fé e saber que não estou sozinha nessa caminha, sabendo que Deus está comigo como com os outros jovens também”, concluiu. O fato é que não só Camila e os demais que citamos nessa matéria, mas também os jovens do mundo inteiro que estiveram na JMJ, presenciaram Deus em cada pessoa, nas ações e gestos solidários, como nos disse Guilherme: “Desde a recepção calorosa na alvorada, assim como em muitas outras situações. Na praia, pessoas dando as mãos para não se perderem e outras respeitando. Parece normal, mas é difícil perceber esse cuidado, nas comemorações de ano novo, por exemplo. Pessoas passavam mal e outras ajudavam como podiam; pessoas que não tinham onde tomar banho e outras cedendo as casas para o banho, que é uma coisa tão íntima, fazendo isso por quem não conheciam e que provavelmente nunca mais ouvirão falar, são coisas que não encontramos em outro evento no mundo. Acho que não existe nada igual ao momento de jornada, isso mudou até minha forma de ver o ser humano, que nós não somos só um pedaço de carne que vai morrer, mas criaturas de fato, e capazes de atitudes que vem de Deus e vemos isso no próximo”. A Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 passou e nos deixou saudades, mas rendeu frutos de várias maneiras. Muitos são os que ainda têm contato com outros peregrinos e o marco da primeira Jornada com o querido e simpático Papa Francisco vai ficar pra sempre na memória dos cariocas. Rumo a Cracóvia! Tamara Ribeiro e Thiago Santos – Pascom.

Mariana

Ana Clara


Corpus Christi

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odemos dizer que tanto para a festa junina, quanto para a confecção do tapete de Corpus Christi, literalmente a “Comunidade atendeu ao chamado”. Nem a chuva, nem o frio, nada pôde afastar nosso povo, representando as diversas pastorais, do trabalho e esmero para a confecção do tapete no dia 18/6, desde a tarde até altas horas. Enquanto uns seguravam um imenso plástico, que servia como cobertura para a chuva, outros agachados, iam dando forma ao tapete por onde Jesus iria passar logo cedo, no dia 19. No dia 19/6 a procissão saiu da Capela de Santo Antonio, na Edgard Werneck, às 09:30 horas, sendo acompanhada em baixo de muita chuva, por centenas de fiéis. Não vimos antes tamanha participação. Os que ficaram no Loreto, aguardando a procissão, se emocionaram com chegada de Jesus sacramentado acompanhado por nossa comunidade em oração. Foi lindo! Pe. Miguelito levando o Ostensório com o Santíssimo Sacramento conduziu também emocionado uma das mais lindas e singelas adorações realizadas neste dia, no Loreto. Em seguida, foi celebrada a Missa de Corpus Christi.  Ele vive, reina e está no meio de nós. 18

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Nossa Senhora do Carmo

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festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias. Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas. De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e

dora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.

existido com o Título Servas de Maria. Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento. Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anuncia-

REFLEXÕES O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma. A história da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é uma epopéia de feitos maravilhosos, na ordem sobrenatural. O escapulário tem sido a salvação de milhares e milhares de cristãos nas suas necessidades espirituais e materiais. Para que nas mãos de Nossa Senhora possa ser efetivamente instrumento de salvação, indispensável é o renascimento espiritual de quem o leva, o cumprimento fiel dos deveres do estado de quem se diz devoto a Nossa Senhora do Carmo. Certamente, não é devoto a Maria Santíssima quem vive em pecado e ofende a Deus sem cessar.


Fé e Política Robson Leite

A Reforma Política e o Católico: o que temos a ver com isso?

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m agosto de 2013, foi lançada, na sede da nossa CNBB, em Brasília, a Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas. Trata-se de um movimento formado por mais de 100 entidades da sociedade civil, cujo objetivo é a aprovação pelo Congresso Nacional de um Projeto de Lei de iniciativa popular que acabe com o financiamento das empresas nas campanhas eleitorais e institua o financiamento público. O financiamento privado das campanhas é a origem da corrupção no Brasil – afinal, você acredita que uma pessoa ou uma empresa que faça uma doação milionária para uma determinada campanha simplesmente o faz porque sonha com um país melhor? Óbvio que não! A empresa ou a pessoa física que faz isso espera, na verdade, um retorno, uma contrapartida por parte do candidato, quando eleito. Por isso mesmo, temos que acabar com a nefasta influência do poder econômico em nossas eleições. E o projeto de lei apoiado pela CNBB é um grande passo nessa direção. Precisamos de um novo modelo que aproxime mais as pessoas da política, aprofundando, dessa forma, a nossa ainda jovem democracia; precisamos debater mais ideias e projetos e menos nomes de pessoas; assim, precisamos fortalecer essa democracia de forma a impedir que somente o dinheiro, o grande capital privado, determine quem vai ou não ser eleito, como ocorre hoje em dia, na maioria das vezes. Não podemos esquecer o que disse o papa Francisco ano passado: os fiéis não podem ser cristãos de vitrine. Disse mais o santo padre: as pessoas têm que participar da vida política de suas comunidades, cidades e países. Ou seja, o católico não pode abdicar de fazer a boa política, seja na sua paróquia, seja nas associações de bairros, sindicatos e partidos políticos – enfim, o católico não pode se alienar, de maneira alguma, pois a alienação política do povo só abre mais espaço exatamente para os maus políticos, que se aproveitam dessa situação. 20

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Elza Fiúza/ABr

Exatamente por isso é de fundamental importância a aprovação do PL de iniciativa popular proposto pela Coalizão e apoiado pela CNBB. Não podemos ficar alheios à política, como o Papa Francisco pediu – lembremos, também, que a política é considerada pela Igreja uma das formas mais elevadas de caridade. E a nossa participação apoiando esse projeto e cobrando a sua aprovação aos deputados durante as eleições desse ano será uma forma concreta de colaborar com a construção do Reino de Deus aqui e agora. (*) Robson Leite é professor, escritor, funcionário concursado da Petrobras e foi Deputado Estadual de 2011 a Janeiro de 2014. É paroquiano da Igreja da Nossa Senhora do Loreto há mais de 30 anos, tendo sido fundador e coordenador do Grupo de Fé e Política da paróquia. Também foi coordenador da Pastoral de Crisma, MEJ e da Pastoral da Juventude e, atualmente, participa da Pastoral dos políticos católicos da arquidiocese, dos círculos bíblicos e é voluntário da Rádio Catedral Site: www.robsonleite.com.br Página do Facebook: www.facebook.com.br/robsonleiteprofessor


Anote em sua agenda Julho

Dia 08

Conselho Pastoral – às 20h30m – no SCJ

Dias 02/03/04

Tríduo em comemoração ao dia de SAMZ –

Dia 05

Comemoração do dia de Santo Antônio Maria Zaccaria – Missa solene às 07:00h e 15:00h

Dia 06

Adoração das 40 Horas em comemoração ao Dia de SAMZ

Dia 05

Apresentação do Coral na missa das 08:30h Missas nos Hospitais e Casas de Saúde e outros

CATI

dia 11 - às 16h

Estância São José

dia 18 às 16h

Hospital Rios D’OR

dia 25 às 15h

Missa no Conjunto Independência

dia 02

No dia 13 de julho não haverá missa das 19:00h Catequese Dia 17/07

Reinício da Catequese

Encontro de Cura Interior com Tereza Arruda

Dias: 15/26/27 Ação Social

Entrega de bolsas aos assistidos

dia 27

Grupo de Oração Jesus Ressurgiu

Toda segunda-feira às 14h30m – Santuário

Grupo de Oração N. Sra. de Loreto

Toda segunda-feira às 20h30m – Santuário

Terço dos Homens

Toda terça-feira às 20h30m – Santuário

Terço da Misericórdia

Toda quarta-feira às 15h - Santuário

Coral do Loreto

Ensaios toda segunda-feira às 17h e sexta-feira às 20h - Salão Zaccaria.

Curso:


loretinho

Elaborado pelas Irmãs de Belém

Julho – mês da AMIZADE

No dia 20 de julho comemoramos o Dia do Amigo. Você sabe o que significa AMIZADE? A amizade cristã é AMAR! É acolher os outros como a nós mesmos, por amor a Deus,

sem reservas no coração. “O amor é a força com que nos entregamos a Deus, que nos amou primeiro...” (YOUCAT) Ele é nosso maior AMIGO!!!

LENDO A BÍBLIA Leia Jo 15, 12 – 17, complete os espaços e sinta o AMOR de Jesus por VOCÊ. “Este é o meu ______________: ________ uns aos outros como eu vos ______. Ninguém tem maior _______ do que aquele que dá a ______ por seus amigos. Vós sereis meus ___________ se praticais o que vos mando. Já não vos chamo de _______, porque o _______ não sabe o que seu Senhor faz: porque tudo o que ouvi de meu _______ eu vos dei a conhecer. Não fostes vós que me _________, mas fui eu que vos _______ e vos designei para irdes e produzirdes _______ e para que o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes a meu _______ em meu nome Ele vos dê. Isto vos mando: _______uns aos outros.”

“A Verdadeira amizade começa na terra, e continua no céu”. (Madre Maria Helena Cavalcanti)

PARA REFLETIR

“A Eucaristia é o Crucificado vivo.” (Santo Antonio Maria Zaccaria.)

SANTO DO MÊS: SANTO ANTONIO MARIA ZACCARIA No dia 5 de julho celebramos a a medicina para tornar-se “médico de festa de um grande amigo de Jesus: almas”. Ordenou-se sacerdote com Santo Antônio Maria Zaccaria, fun- 27 anos. Faleceu no dia 5 de julho de dador da ordem dos “Clérigos Regu- 1549 com apenas 37 anos. Foi canonizado por sua vida de total dedicalares de São Paulo”. Santo Antonio Mª nasceu em ção a Deus e aos irmãos e irmãs. Dentre todos os ensinamentos Cremona, Itália, em 1502. Sua mãe Antonieta ficou viúva com apenas 18 que Santo Antônio Maria nos deianos, mas soube educá-lo na fé cristã. xou, lembramos de seu amor à SanQuando jovem nosso amigo tornou- tíssima Eucaristia. Foi ele quem insti-se médico. Mas Resolveu abandonar tuiu as 40 horas de adoração. CAÇA-PALAVRAS

Como vimos, Santo Antonio Maria fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo. São os Padres Barnabitas. Você conhece alguns sacerdotes desta ordem? PADRE KKJJOL PADRE LUÍZ ANTÔNIO LMKILMKIL PADRE MIGUELITO LKMKOKMLKOLKO LOKI PADRE SEBAS TIÃO MKIJNHNJM PADRE VICTOR MKIJMNJKIM PADRE TIÚBA MJNIJ PADRE FRANCISCO MNJINMIJM PADRE MANOEL KMJNMJKNJM PADRE EDUARDO MKL MKJNMKJNMKJ PADRE ROBERTO MJNKMJNMK PADRE JOÃO MKNMKMNJKMNMKNJKJK Rezemos Por todos os sacerdotes, especialmente por aqueles que nos AJUDAM a caminhar para Deus: os sacerdotes que doam, ou que doaram, suas vidas em nossa comunidade Paroquial! A eles o nosso MUITO OBRIGADO!

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