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Ano XXXIII - nº 390 Maio de 2017 Distribuição gratuita Informativo da Paróquia Nossa Senhora de Loreto Fundada em 6.3.1661 www.loreto.org.br


Índice Expediente EDITOR CHEFE: Pe. Sebastião N. Cintra DIREÇÃO ESPIRITUAL: Pe. Sebastião N. Cintra COORDENAÇÃO: Hélia Fraga EDIÇÃO: Ana Clébia CONSELHO EDITORIAL: Pascom Loreto FOTOS: Dennys Silva, Geraldo Viana e David Martins CAPA: Corredeira COMERCIAL: Bira e Badá DIAGRAMAÇÃO: Lionel Mota IMPRESSÃO: Gráfica Grafitto

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Editorial................................................................................................................................ 3 Temas Bíblicos.................................................................................................................... 4 Profissão de Fé.................................................................................................................... 5 Espaço teológico ......................................................................................................................6 Loretando.......................................................................................................................................7 Fatos e Pessoas..............................................................................................................................8 Coluna Cultural.................................................................................................................... 9 Bem-Estar.............................................................................................................................. 10 Entrevista Pastoral - EJC – Encontro de Jovens com Cristo �������������������������������������������������������������������12 Mãe!............................................................................................................... 14 Falando Francamente.....................................................................................................22 Escritos de Santo Antônio Maria Zaccaria ���������������������������������������������������������������23 Fé e Política........................................................................................................................24 Anote em sua Agenda......................................................................................................25 Loretinho............................................................................................................................26

Expediente Paroquial MATRIZ PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LORETO End.: Ladeira da Freguesia, 375 - Freguesia Jacarepaguá - RJ - CEP 22760-090 Tel.: 3392-4402 e 2425-0900 Emails: adm@loreto.org.br (Administração) secretaria@loreto.org.br (Secretaria) Site: www.loreto.org.br

NOSSA SENHORA DA PENNA: Dom.11h NOSSA SENHORA DO AMPARO Est. de Jacarepaguá, 6883 Anil - Tel: 2447-6802

4ª18h Sáb.16h (catequese) Dom.7h30 INSP

Estr do Pau Ferro. 945 Freguesia - Tel:3392-2521

Dom.8h

HORÁRIO DA SECRETARIA Segunda a Domingo das 08:00 às 20:00 horas HORÁRIO DAS MISSAS Segunda a sexta7h e 19h30. Sábado7h e 18h30. Dom7h; 8h30 (crianças); 10h30 e 19h.

marcar) Sábado de 9 às 11h na secretaria

CONFISSÕES 3ª a 6ªde 9 às 11h e de 15 às 17h 3ª a 6ª das 20h às 22h. (Ligar antes para

BATISMO Atendimento na Sacristia Inscrições - 5ª e Sábado9h às 11

EUCARISTIA para doentes Atendimento domiciliar e hospitalar. Marcar por telefone com a Secretaria.

CAPELAS Endereços das Capelas e os Horários das Missas NOSSA SENHORA DE BELÉM

SANTO ANTONIO

Rua Edgard Werneck, 217 - Freguesia Tel: 2445-2146

Rua Edgard Werneck 431 Freguesia Tel: 3094-4139

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Mês de Nossa Senhora!

É oportunidade para revermos nossa devoção a Maria, Mãe de Deus. Essa vocação envolve também o nosso Santuário, chamado a ser lugar de devoção a Maria

Editorial Pe. Sebastião Noronha Cintra*

Querido paroquiano, prezado leitor. Que alegria podermos celebrar este Mês de Maio, Mês de Nossa Senhora dentro do Ano Mariano! A comemoração dos trezentos anos de Aparecida, jubileu do encontro da imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, motivou o Santuário de Aparecida a fazer esta grande festa. É oportunidade para revermos nossa devoção a Maria, Mãe de Deus. Essa vocação envolve também o nosso Santuário, chamado a ser lugar de devoção a Maria. Lembramos as recomendações de S. João Paulo II, em sua visita a Aparecida. “(...) conservai zelosamente este terno e confiante amor à Virgem, que vos caracteriza. (...) Sede fiéis àqueles exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Ângelus, o mês de Maria e, de maneira toda especial, o Rosário”. E recomendava o empenho missionário a partir do modelo da mãe de Jesus: “Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis pela ação do mesmo Espírito Santo através da evangelização? A Estrela da Evangelização aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho.” Aqui no Santuário de Loreto, na imagem que veneramos, encontramos a Mãe apresentando o seu Filho Divino, Senhor do Mundo no gesto de abençoar a todos que a ela se achegam. Guardamos zelosamente o ensinamento que ela nos deixou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2). Mas a capa deste número é dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Devoção tão espalhada pelo mundo que motivou o Papa Francisco a se deslocar até Portugal como peregrino. Nós nos unimos aos portugueses e aos devotos de todo o mundo para comemorar os 100 anos da aparição aos pastorinhos e a venerar a santidade dos dois que são canonizados. O Dia das Mães está sendo comemorado na nossa revista com os belos testemunhos de pessoas que recorreram à intercessão da nossa Mãe, nas suas necessidades e foram atendidos. Temos também uma maravilhosa apresentação sobre o aleitamento materno que fará vibrar as mães na riqueza da sua experiência e ensinando a superar os problemas que a praxe do mundo moderno acarreta. É também destaque nesta edição a entrevista pastoral conhecendo melhor o EJC. Temos também a reportagem da consagração da igreja do INSP pelas mãos de D. Orani. Encontramos ainda a apresentação do livro do P. Manzotti e o sorteio de três livros para quem se inscrever. Maria, de Fátima, de Aparecida, de Loreto, rogai por nós. Maio 2017

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Temas bíblicos

(9) Chave de leitura da Bíblia 1Pd 1,3-9

Padre Fernando Capra

comentariosbiblicospadrefernandocapra.blogspot.com.br

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primeiro capítulo da Primeira Carta de Pedro é uma amostra perfeita de quanto, de graça e verdade, nos é dado alcançar quando aplicamos a nossa linguagem lógico-dedutiva à linguagem figurativa. Quando lemos 1Pd 1,3-9, vemos que estamos diante da abertura de um cântico que evoca Ef 1,3-14. Instruídos por aquele texto, a palavra “Deus” (v.3) assume toda a sua significação, porque lembramos “Aquele que de antemão, por livre decisão de sua vontade, nos predestinou a sermos, em Jesus Cristo, seus filhos adotivos” (Ef 1,5). É o Deus-Bondade, que sempre age no amor, aquele que, “em sua grande misericórdia”, nos gerou de novo: verdade que nos é extensamente descrita por Jo 3 e comentada por 1Jo 4. Por aquilo que Deus realizou em favor dos homens podemos compreender a riqueza da vida que pode ser promovida em nós pela purificação e a observância dos mandamentos de Cristo: uma vida pura, sem mancha, sem ocasião de tropeço, que se explicita no amor aos irmãos, para que permaneçamos em Cristo Jesus da mesma forma que ele permaneceu no Pai, observando os seus mandamentos (Jo 15,10). O Filho é aquele que foi constituído “Cabeça da Igreja, seu corpo”, a quem prestamos culto na Missa em cada oração que termina com as palavras: “Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho”. Dele, Paulo descreve o poder que “Deus manifestou ao ressuscitá-lo dos mortos”, tornando-o “a Plenitude daquele que se plenifica em todas as coisas” (Ef 1,23). Notamos uma clara evocação de Rm 6, quando Pedro lembra toda a ação que nos regenera para uma vida nova e nos leva a uma “esperança viva”. Temos, aqui, em síntese, a teologia que Paulo desenvolve diante da perspectiva daquilo que devemos apresentar “por ocasião da Revelação de Jesus Cristo” (v.7). Tudo aquilo que João desenvolve no discurso da Última Ceia, acerca da fé, da perseverança no testemunho

diante do mundo e do compromisso moral da nossa santificação, aqui é sintetizado num só parágrafo (v.6). Sabemos, contudo, que a nossa fé é a condição de termos a vida que Deus quer comunicar aos homens, que Paulo chama de justificação. Ela deve se desenvolver “porque o justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A forma enigmática de Paulo encontra agora, em Pedro a sua explicitação, que pode ser completada com aquilo que Pedro diz na sua segunda carta: “devemos juntar à fé a virtude” (2Pd 1,5). A vida de caridade, que é a vida que despontou porque justificados pela fé, em virtude do anúncio da Boa Nova por parte dos que Cristo Jesus enviou, se desenvolve, como nos lembra Rm 5,1-5, através da perseverança nas tribulações. Ela nos alcança a constância, virtude comprovada, que faz desabrochar nos nossos corações uma esperança que nunca esmorecerá. Pedro, a essa altura, nos remete a tudo o que Jesus ensinou no seu discurso ao longo da Última Ceia, quando falou da missão da Igreja. Os seus discípulos sofrerão tribulações, mas será por pouco tempo. Suportadas com paciência, em união com Cristo na sua Paixão, levarão à sua plenitude a alegria de quem colocou a sua fé em Cristo (v.6). Descobrimos, enfim, pelas palavras de Pedro (v.8-9), que quase literariamente nos cita as palavras de Jesus dirigidas a Tomé e aos outros Apóstolos que chegaram a exclamar: “Meu Senhor e meu Deus”, diante do Senhor ressuscitado que lhes apareceu com as suas chagas gloriosas, que estamos incluídos entre aqueles que Jesus considera felizes. De fato, nós somos aqueles que agradaram a Deus por ter acreditado sem ter visto. A nossa fé despontou sem os percalços da fé dos Apóstolos. Seremos bem-aventurados caso vivamos o que os Apóstolos nos pregaram, segundo a exortação de Paulo: “Justificados pela fé, tenhamos paz com Deus” (Rm 5,1), “solícitos em guardar a unidade do Espírito, pelo vínculo da Paz” (Ef 4,3).

Os seus discípulos sofrerão tribulações, mas será por pouco tempo. Suportadas com paciência, em união com Cristo na sua Paixão, levarão à sua plenitude a alegria de quem colocou a sua fé em Cristo

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Profissão de Fé Jane do Térsio

A Comunhão dos Santos

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comunhão dos santos é a Igreja. A assembleia de todos os santos. A Igreja é formada por Cristo que é a sua Cabeça e os seus membros que somos todos nós, portanto há uma comunhão dos bens na Igreja. O bem de Cristo é comunicado a todos por meio dos sacramentos da Igreja, pois Ele morreu por todos. Ao dizermos “Creio na comunhão dos Santos” temos dois significados interligados: “comunhão nas coisas santas (sancta)” e “comunhão entre as pessoas santas (sancti)”. Os fiéis (sancti) são alimentados pelo Corpo e pelo Sangue de Cristo (sancta) com a finalidade de crescerem na comunhão do Espírito Santo e de comunicá-la ao mundo. A comunhão dos bens espirituais No livro dos Atos dos Apóstolos 2,42 é-nos contado que os discípulos “mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, a fração do pão e às orações”. A comunhão na fé - a fé dos fiéis é a fé da Igreja, recebida dos Apóstolos. A comunhão dos sacramentos – a todos os fiéis pertence o fruto dos sacramentos, sobretudo com Batismo somos unidos uns aos outros e incorporados ao Cristo. Na verdade o termo comunhão pode ser

aplicado a cada sacramento uma vez que todos eles nos unem a Deus, mas antes de tudo o aplicamos à Eucaristia por ser neste sacramento que a comunhão se consuma. A comunhão dos carismas - visando à edificação da Igreja, O Espírito Santo distribui, entre os fiéis, graças especiais, carismas e “cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos” (1 Cor 12,7). Punham tudo em comum – (At 4,32). Os bens que possuímos devem ter a disponibilidade de serem colocados à disposição dos indigentes e dos pobres, diminuindo assim a miséria deles; afinal, nós cristãos, somos administradores dos bens do Senhor. (Cf. Lc 16,1-3). A comunhão na caridade – São Paulo afirma: 1 Cor 13,5 “a caridade não procura seu próprio interesse”. Qualquer ato, mesmo um pequeno ato, praticado na caridade serve de benefício de todos os homens, vivos ou mortos. Ou seja, tudo o que uma pessoa faz ou sofre em Cristo e por Cristo torna-se proveitoso para todos; infelizmente, isso também significa, contrariamente, que cada pecado danifica a comunhão. Isto é o fundamento da comunhão dos santos. Sendo assim, podemos compreender que todo pecado prejudica esta comunhão como diz S. Paulo em 1 Cor 12,26-27 “Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria”.

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Espaço teológico Michele Amaral - Bacharel em Teologia – PUC-Rio

Maria – Mãe das mães

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mês de maio é dedicado a Maria, a mãe das mães. Exemplo de Mulher! Mulher essa que admira e intriga a muitos. O que houve com ela sequer ousaríamos imaginar. O que houve com ela foi algo fora de qualquer cogitação humana. Desde que aceitou a proposta trazida pelo mensageiro de Deus, sua vida mudou por completo, Filho especial, gravidez especial, mãe especial. Passou por momentos maravilhosos e únicos que só uma mãe pode vivenciar, em cada golfada de leite, a cada roupa trocada e lavada dele, a cada papinha, a cada palavra ensinada, a cada brincadeira, a cada riso e choro. É certo que ela não vivenciou só momentos maravilhosos nessa jornada. Mais tarde, ela ouve cada palavra que Ele dizia e sentiu cada golpe que Ele recebeu. Sempre guardando tudo em seu coração e meditando. O que mais me surpreende em Maria é a sua coragem para enfrentar os eventos da vida, pois se tivesse medo dos riscos não estaria apta a educar Jesus, pois seria escrava do medo. Isso podemos perceber olhando a vida adulta de Jesus, Ele viveu destemido, sem receio de expor as hipocrisias e denunciar o que estava errado. Ao dizer sim para Deus ela demostrou sua coragem. Você pode estar se perguntando por que coragem? Para responder essa questão temos que olhar o ambiente cultural que Maria vivia. Ela era judia, criada em uma sociedade patriarcal e que muitas vezes exercia o radicalismo religioso. Nessa sociedade se a mulher fosse vista cometendo adultério era apedrejada publicamente até a morte, cultivando assim a “doutrina do medo”. Viveu sua infância sabendo o que acontecia a mulheres que não iam conforme as leis. Na sua adolescência já estava noiva, para a cultura

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judaica, o noivado era tão sério quanto o próprio casamento. Estava próxima a finalizar o ritual do casamento, mas não havia mantido relações sexuais com seu futuro marido, José, um carpinteiro sem grandes posses, que carregava pesadas toras e as lapidava para sobreviver. Era um homem acostumado ao trabalho pesado, segundo a tradição nos ensina. Quando tudo parecia tranquilo e certo, acontece algo surpreendente. Um mensageiro dos céus apareceu a essa simples jovem. Ela recebe um convite de Deus, para participar do seu projeto, gerando o Seu Filho. Aceitar esse convite iria submeter Maria a percorrer riscos. Se ela pensasse em todas as consequências do seu sim, teria um mar de dúvidas e medos, pois todas as mulheres que engravidavam fora do casamento morriam apedrejadas. Sem pensar no que poderia acontecer, diz sim abertamente, depositando toda a sua confiança nas mãos de Deus. Com essa atitude ela se torna mãe de Jesus, uma mãe tranquila, que ama sem reter, companheira e discípula fiel. Maria em sua função maternal não é a imagem de uma mulher submetida, dependente, nem de uma deusa, e sim a imagem da pessoa que foi a mais próxima e mais unida ao divino por ter sido plenificada pelo Espírito Santo, e por encarnar o Verbo de Deus. Sua vida nos desafia a despertar o sentimento maternal como atitude que permite a outras pessoas viver e crescer, que respeita a liberdade e a responsabilidade das outras. Maria de Nazaré tem muito a nos ensinar. E-mail: misouzaamaral@gmail.com Blog: http://caminhoteologico.blogspot.com.br/


Loretando Paulo Sobrinho e Solange - loretando@oi.com.br

Momentos com Deus

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ão vários os momentos de nossas vidas em que pensamos em desistir, achamos o fardo muito pesado, as mãos cansadas, a respiração difícil e o melhor é parar. Quanta vez passou pela minha cabeça que o melhor era parar de remar. Quase parei. Quase desisti. Uma vez, pensei: não adianta vir com esse papo de Deus, não adianta ninguém chegar com essa conversa de que tudo vai melhorar, confie em Deus, etc., etc. Sim, já “tropiquei” bastante, bati a cabeça, tonteei, mas não cai, não sei por que, mas não caí. Larguei de mão mesmo, fechei os olhos e deixei o vento me derrubar, mas não caí. Abri meus olhos inchados de tanto chorar e procurei o que não me permitia cair, mesmo inclinado permanecia de pé, que força era aquela? Deus? Ora, Deus tem coisas mais importantes pra fazer do que ajudar um pecador como eu, então o que me fazia imune à queda? Que força era aquela que vinha do nada e levantava meu queixo não me deixando ficar cabisbaixo? Diante de tantas amarguras havia uma coisa em comum, meus amigos, minha família, seria esse o toque de Deus? Seria a presença da comunidade o elemento essencial que me matinha aquecido? Seria o contato com meus familiares que me fazia aliviar a dor? Já me disseram; não faça pergunta que você já sabe a resposta. O Senhor disse; “não cairá um fio de cabelo sem que eu o permita.” “O Senhor é meu pastor e nada me faltará.” Essas palavras nunca deixaram de habitar meus pensamentos, mesmo não me lembrando, as pessoas à minha volta me faziam serenar. Era o Cristo enviando suas mensagens e os mensageiros estavam à minha volta, a comunidade de Cristo estava ao meu redor, por isso eu não caía, não esmorecia. Deus se fazia presente em minha vida

nos menores detalhes, quando participava da missa parecia que a música era direcionada exclusivamente para mim. Sinceramente achei que não suportaria a caminhada, mas venci. Hoje, olhando pelo retrovisor, percebo e valorizo tudo o que já passou, olho com bastante atenção e descubro no detalhe a presença de Deus me amparando e me dizendo com palavras suaves que tudo vai passar, e passou. Hoje não me canso de dobrar os joelhos para agradecer, volto meus olhos para o céu e com lágrimas entoo cânticos de alegria. Muito se passou, mas nada me tirou a maravilhosa sensação de que Deus está no comando, posso balançar, mas cair nunca, Ele não permite. Nossa família, nossa comunidade é o parapeito que não nos deixa ao relento. É nas missas, nos grupos e nas atividades paroquiais que encontramos o raio de sol chamado Jesus para nos aquecer, as pessoas que habitam nestes lugares são ferramentas importantes para o nosso crescimento espiritual e pessoal. Nada pode nos deter, nada pode nos fazer esmorecer quando estamos em Cristo Jesus. Muita coisa ainda vai acontecer na minha vida, saber interpreta-las e administra-las caberá a mim, mas a direção estará sempre nas mãos do Senhor Jesus Cristo, é Nele que devo confiar meus projetos de vida e deixar que se operem os milagres do dia a dia, sobreviver é pouco para mim, eu quero mesmo é saborear a vida com a vida que Deus me deu. Obrigado por tudo meu Deus. P.S. Maio mês das mães, obrigado Deus por ter ao meu lado D. Quita, a minha querida Mãe. P.S. do P.S. Obrigado Deus também pelas mães que o Senhor colocou no mundo e já se foram.

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Fatos e Pessoas

Dom Orani Tempesta celebra Dedicação do Altar e da Igreja Nossa Senhora da Piedade

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m antigo sonho concretizou-se no domingo de 02 de abril. Apesar de a manhã ter começado com chuva, as nuvens abriram-se dando espaço ao céu azul e aos raios de sol que pareciam celebrar junto com a multidão que aguardava o Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, para abrir as portas da mais nova Igreja dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Na inauguração, a Igreja que fica situada dentro do Instituto Nossa Senhora da Piedade comportou cerca de 800 fiéis. A Superiora Geral da Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade (CIANSP), Madre Neuza Cota da Silva além de convidados e autoridades civis e eclesiásticas, estiveram presentes no evento. Antes da Missa, o Arcebispo e a Superiora, descerraram a placa inaugural do templo que chama a atenção pelas 22 janelas em vitrais produzidos pelo artista brasileiro Danilo Pagotto formando um conjunto de mais de 11.000 peças em vidro produzidas artesanalmente. Os bancos e mobílias sacras foram talhados em madeira e retomam um traço gótico para o interior da Igreja. Os símbolos religiosos estão em cada detalhe e o conjunto convida os fiéis para uma profunda comunhão com Deus. A oração das Sete Dores de Maria é retratada por Marco Funchal em pinturas vibrantes em vidro fixadas nos pilares, apresentando os momentos de força e coragem vivenciados por Maria.  Ao adentrarem a Igreja, todos foram recebidos pelos cânticos do Coral do INSP, coordenado por Irmã Edilane Silva de Alecrin. As vozes ornamentaram a celebração entoando os cantos durante toda a missa. A religiosa também foi a salmista da celebração. Gabriel Morse, coordenador do Ensino Médio do INSP e Fernanda Loureiro Peleteiro, estudante do INSP, foram os leitores.  A celebração do Rito de Dedicação, solenidade tradicional da Igreja, foi presidida pelo Arcebispo Dom Orani Tempesta acompanhado de autoridades religiosas: o Vigário Episcopal de Jacarepaguá, Padre Robert Józef Chrzaszcz, o Pároco da Igreja de Nossa Senhora do Loreto, Padre Sebastião Noronha Cintra, o Padre da Arquidio8

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cese de Belo Horizonte, Padre José Geraldo Sobreira, o Capelão do INSP, Padre Lídio dos Santos e Padre Renato Martins. O Rito é composto por momentos muito peculiares que marcaram a dedicação da Igreja e do Altar como a unção, o incenso, a ornamentação do altar e a iluminação da igreja. O Rito Eucarístico ocorreu logo após o Rito da Dedicação sobre o altar recém-ungido, definitivamente fixo, tendo a superfície de pedra e base de madeira com o símbolo da Igreja talhado em alto relevo. Em sua homilia, o Cardeal enalteceu a importância da educação católica. “Mais do que nunca, a missão de uma escola católica é orientar o caminho do bem. Na escola católica, gente inteligente e de capacidade intelectual e pedagógica aprimorada orienta os estudantes e é capaz de contagiar nossa sociedade com o bem interferindo no hoje e no amanhã”, explicou o religioso citando também a felicidade em ver uma escola crescendo e caminhando bem. Dom Orani congratulou-se com as Irmãs de Nossa Senhora da Piedade pela “louvável iniciativa em compartilhar este espaço sagrado com a comunidade local”. Referindo-se ao fato de que a Igreja é aberta ao público para a Missa dominical e semanal.   Fotos Zele Comunicação Colaborou: José Alessandro de Oliveira Artigo completo em loreto.org.br


Coluna Cultural

Padre Reginaldo Manzotti lança livro Batalha Espiritual em São Paulo Com o selo da Petra Editora, novo livro trata da luta do bem contra o mal, no dia a dia. Lançado em Março, o novo livro do Padre Reginaldo Manzotti, Batalha Espiritual - Entre Anjos e Demônios, é mais uma novidade da Petra Editora. A obra desfaz os mitos que rodeiam a luta entre o céu e o inferno, e revela a natureza do adversário e as armas humanas e sobrenaturais para assegurar a vitória que foi conquistada por Jesus Cristo. Está o homem preparado para este combate? A obra chegou às livrarias de todo o Brasil em março deste ano. Segundo o autor, a batalha entre o bem e o mal consiste em estar do lado de Deus ou do Inimigo, aquele que deseja desvirtuar todos os homens e mulheres de boa vontade para fazê-los viver uma vida fundada na mentira, no erro e no desregramento. “Num mundo cada vez mais cego às realidades sobrenaturais, falar em batalha espiritual pode parecer loucura”, afirma. “Mas não podemos nos enganar: há um inimigo que deseja nos levar à

perdição eterna”... Trata-se do próprio Satanás, anjo astuto e desobediente, motivado pelo rancor que nutre por Deus desde que se viu lançado nas profundezas do inferno. O Senhor, porém, não nos abandona. Por meio de seu Filho, garantiu de uma vez por todas o triunfo sobre o adversário. A nós, cabe orientar nossa vida interior e exterior para sermos reais herdeiros dessa vitória de Cristo. E este livro é o guia completo para quem deseja conquistar precisamente isso. Em cada página, padre Reginaldo Manzotti revela os detalhes da ação do mal no mundo, mas sem o sensacionalismo falso de quem não conhece nada do assunto. Antes, suas palavras oferecem o conforto de quem sabe que temos, à nossa disposição, uma série de meios que mantêm à distância os ataques e seduções do Maligno. Com suas explicações claras e verdadeiras, todas baseadas no testemunho de papas e santos, esta é uma leitura cada vez mais fundamental.

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Bem Estar

Cirurgia Bariátrica: grande aliada no combate à obesidade severa e mórbida

Febre Amarela se tor

Eliminação dos focos das larvas do Aedes ae

Proteção solar, hidratação e roupas leves são p estação mais quente do ano também reforça o ale clima facilita a proliferação dos ovos do mosquit Amarela, enfermidade relacionada mais recentem estas doenças são similares e acabam causando avaliação médica para definição da melhor conduta

Hospital Rios D’Or aposta em equipe multidisciplinar e alta tecnologia

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obesidade é responsável por diversos problemas de saúde, como elevação do colesterol, diabetes, pressão alta e, até mesmo doenças do coração e alguns tipos de cânceres. Independente do motivo, todos pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica têm algo em comum: o desejo por uma vida mais saudável. A perda de alguns ou de muitos quilos reflete diretamente no bem-estar, na autoestima de pessoas que sempre lutaram contra a balança, mas, principalmente, na melhoria da saúde. O tecido adiposo em excesso é considerado tóxico para o organismo

A Febre Amarela é uma doença febril aguda vira

amazônicas a década de 80, porém no in porque também permite que a gordura seja desde estocada em cidades como Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia c diferentes células e tecidos, prejudicando o funcionamen- A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da Feb e cefaleia com duração média de dois dias, mas em to de todo organismo. A cirurgia bariátrica é reconhecida apresentando dor muscular, nas articulações, náu pode ter hemorragia causando icterícia, um sintom mundialmente por ser eficaz no combate à obesidade seve-tratamentos m aspecto amarelado. Não existem tratamento visa melhorar os sintomas e, em cas ra e mórbida. Embora a cirurgia seja relacionada ao trato perdido nas hemorragias, diálise para os rins afeta infectologista Sílvia Oliveira, do Hospital Rios D’Or. gastrointestinal, seus efeitos contribuem diretamente no Combate ao Aedes aegypti – A prevenção, com a combate a doenças associadas. forma de evitar a doença, mas a vacinação també Amarela, sendo indicada para moradores ou visitan 60 anospor de idade alcançando eficácia de até 97% - Uma equipe multidisciplinar, formada endocrinoMundial de Saúde. A vacina contra febre amare clínicas particulares, é contraindicada logista, psicólogo, nutricionista e cardiologista, realiza uma para gestant seis meses e pessoas com mais de 60 anos. Pacient podem ser com indicação avaliação detalhada do paciente para definir sevacinados a cirurgia é amédica, assim melhor indicação para seu caso. Diversos aspectos são ana>>>Conheça os principais sintomas da Febre Amar lisados como o IMC (índice de massa corpórea), doenças Zik associadas à obesidade e levantamento do Sintomas históricoFebre paraAmarela conhecimento das experiências anteriores para emagrecimenFebre alta, É baixa Febre sempre presente estar pr to sem sucesso, com reeducação alimentar e atividade física Dores de Cabeça Sempre presente Sempre p – detalha o Coordenador de Cirurgia Bariátrica do Hospital Dores nas Dores Dores le articulações

Manchas vermelhas na pele Náuseas

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Andrea ou Rita (21) 3392-4402 / 2425-0900 r.205 Ladeira da Freguesia, 250 Freguesia - Jacarepaguá adm@loreto.org.br - www.loreto.org

principalmente nas costas Ausente Pode estar presente

podem prese Quase s prese

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Rios D’Or, e Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Dr. Antônio Carlos Jamel Coelho. O tipo de cirurgia ao qual o paciente será submetido é definido após avaliação multifatorial do perfil psicológico, alimentar, de doenças associadas e do grau da obesidade. No Hospital Rios D’Or, que usufrui de estrutura hospitalar e tecnologia de ponta para o acompanhamento no pré e pós-cirúrgico do paciente, as cirurgias minimamente invasivas são as mais utilizadas por oferecerem menos tempo de internação, menos dor e recuperação mais rápida. A Gastrectomia Vertical é feita por videolaparoscopia e parte do estômago é removido, enquanto que na Bypass Gástrico são feitas incisões milimétricas e, além da redução do estômago, também é criado um desvio no intestino do paciente. De acordo com as orientações da Resolução n° 2.131/15, estabelecidas em reunião conjunta com o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina, a cirurgia é liberada apenas para pacientes com IMC igual ou maior que 40kg/m² e pode ser realizada em casos de IMC entre 35kg/m² e 40kg/m², desde que o paciente tenha comorbidades como, por exemplo, diabetes e hipertensão. O IMC é calculado a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em 2016 foram realizadas no país cerca de 100

mil cirurgias bariátricas, número 6,5% maior no comparativo com 2015 quando foram realizados aproximadamente 93 mil procedimentos. Hospital Rios D’Or – Localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Hospital Rios D’Or atende a população de Jacarepaguá, assim como de bairros próximos, oferecendo excelência no atendimento, com estrutura moderna e profissionais qualificados nos setores de internação e terapia intensiva, atendimento a emergência 24 horas, e procedimentos cirúrgicos, para pacientes adultos e crianças. O Centro Cirúrgico do Rios D’Or é composto por 6 salas, onde os mais diversos tipos de cirurgias são realizadas, e o hospital conta também com o Centro de Intervenção Cardiovascular, equipado para procedimentos de alta complexidade. Além disso, o Consultório Médico do Hospital Rios D’Or disponibiliza de mais de 30 especialidades cirúrgicas e clínicas como urologia, proctologia e oncologia, além de exames laboratoriais e de imagem que completam o diagnóstico. Informações para a imprensa HD Comunicação Patrícia Gualberto | patricia.gualberto@hdpr.com.br | (21) 3478 3123 / 96702 2777 Aline Marinho | aline.marinho@hdpr. com.br | (21) 3478 3122


ENTREVISTA PASTORAL

EJC – Encontro de Jovens com Cristo

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sse mês dedicamos tempo para uma conversa com a coordenação do EJC. Como sabemos que existem muitas dúvidas a respeito do trabalho e organização do movimento, buscamos o máximo de informações para que jovens interessados em fazer parte do grupo, possam entender um pouco da sua dinâmica. Em primeiro lugar, queremos conhecer vocês: quem são e quando fizeram o EJC? Somos três coordenadores: Caroline Zanotta, Vitor de Figueiredo e Vivian Belém. - Carol, 24 anos, profissional de relações publicas. Fez o 33° EJC, em 2015, já havia participado do EAC na adolescência, porém nunca esteve tão envolvida com a igreja como está desde que fez o EJC.  - Vitor, 26 anos, formado em engenharia de produção, atua no setor bancário. Fez o 33° EJC, em 2015. Possui caminhada na igreja toda a sua vida, é paroquiano do Loreto desde que se entende por gente, foi dirigente de montagem no EAC. Fez crisma em 2014. - Vivian, 30 anos, psicóloga, atua em clínica e área educacional. Fez o 32° EJC, em 2014. Fez crisma em 2003 no Loreto, se afastou e retornou a vida cristã através do EJC. Desde então, está envolvida com o movimento e a paróquia. O EJC é um grupo de 12

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bastante expressão dentro da comunidade, porém mesmo com mais de 30 anos no Loreto, nem sempre foi assim. O que, na opinião de vocês, propiciou esse crescimento e engajamento nas atividades da comunidade? Acreditamos que essa mudança ocorreu principalmente pela percepção das últimas coordenações, que entenderam a importância da presença do EJC na comunidade paroquial, transmitindo essas ideias para os membros, que buscaram aumentar ainda mais essa integração. O EJC só consegue atingir sua missão evangelizadora quando participa ativamente da paróquia. Soubemos que o movimento está elaborando um estatuto. Essa preocupação tem relação com o crescente número de paróquias que estão implantando o EJC? Nosso estatuto ainda está em fase desenvolvimento. É muito trabalhoso, mas estamos conseguindo caminhar, mesmo que lentamente. Realizamos reuniões periódicas, com a participação de todos os atuais e antigos coordenadores e temos a supervisão do nosso Diretor Espiritual, Padre Luiz Antonio. Buscamos ser fiéis aos objetivos do movimento e a forma de organizar os encontros e pós-encontros. Atualmente temos o EJC neste for-

mato em cinco paróquias (incluindo Loreto) e nossa iniciativa será importante para mantermos uma unidade natural de qualquer movimento leigo, na Igreja. Como está sendo esse trabalho do estatuto e como tem sido a experiência de levar o encontro para outras paróquias? Tem sido gratificante, apesar de termos muito trabalho, o estatuto é muito importante para o movimento ganhar forma e manter sua tradição. Quanto aos novos EJC´s, é interessante poder participar destes momentos, quanto mais conseguirmos evangelizar através do EJC, mais saberemos que o nosso serviço tem rendido frutos para Deus, e esta é a nossa principal missão. Além disso, não basta somente levar o EJC para as paróquias, mas apoiarmos o novo EJC. Buscamos manter o EJC com a visão de família que ele é, interagindo e integrando todos os membros, independente de Paróquia. Muitos falam da dificuldade em fazer o EJC. Isso é verdade? Quando abrem as inscrições e quem pode fazer as inscrições para o EJC? O EJC é realizado uma vez ao ano. Essa é a forma de ingresso para o grupo, e por realizarmos o encontro em uma casa de retiro, onde passamos o final de semana, temos um limite em relação


atividades externas, momentos de adoração, Gestos Concretos, momentos de aprofundamento da palavra, e o CFL - Curso de Formação de Líderes. O EJC está sempre em movimento, se adaptando as necessidades da paróquia e do grupo. Tudo que é feito no EJC, é criado, elaborado e idealizado por seus membros, e isso faz com que cada um tenha a responsabilidade com o desenvolvimento e crescimento do EJC.

à quantidade de pessoas participantes. Porém, ao longo dos anos, temos buscado chamar o máximo de pessoas possível. E com a distribuição do EJC em outras quatro paróquias, houve um aumento de vagas para o ingresso de jovens no movimento em seu próprio bairro e paróquia de origem. Assim sendo, esperamos conseguir atender a demanda dos inscritos para os próximos EJC´s no Loreto. Iremos abrir as inscrições em Junho de 2017, para o 35° EJC. Es-

tão aptos a fazer a inscrição, jovens de 18 a 29 anos, que não vivam uma vida matrimonial. O que acontece depois do encontro? O que vocês fazem para manter os jovens motivados? Após o encontro temos atividades dominicais, que em sua maioria são realizadas na paróquia. Nelas procuramos abordar temas que contribuam para a formação e espiritualidade dos membros do grupo. Além disso, realizamos

Quais são as maiores dificuldades encontradas por vocês? Se quiserem abordar algum assunto que não está diretamente nas perguntas acima, fiquem a vontade. O principal desafio no EJC é o jovem encontrar um equilíbrio entre trabalho, estudo, e a participação ativa no grupo. Entendemos que cada membro tem os seus objetivos pessoais e ainda assim buscam estar presente participando do movimento. Nós também, trabalhamos e estudamos e buscamos esse equilíbrio, no entanto, participar do EJC, tem sido gratificante e engrandecedor. Por isso, cada desafio e obstáculo nos dá força para seguir no caminho de serviço a Cristo. Entrevista: Thiago Santos – Pascom

EJC na JDJ 2017 No dia 8 de abril de 2017, o EJC Loreto participou da JDJ (Jornada Diocesana da Juventude) que é organizada pela arquidiocese do Rio de janeiro. A concentração dos jovens aconteceu em frente à Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro com a benção dos ramos e a preparação para a procissão que foi da catedral metropolitana até a igreja da Candelária, onde aconteceu a missa de encerramento da JDJ que foi presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta. Cerca de 200 jovens participaram da procissão seguindo o carro de som onde havia uma banda cantando musicas e louvando ao Senhor Jesus Cristo junto com os jovens que estavam participando do evento.

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Santa Maria, Virgem Fiel, Espelho de Justiça, Sede de Sabedoria, Rosa Mística, Torre de Davi, Casa de Ouro, Porta do Céu, Estrela da manhã, Rainha dos Anjos... De Aparecida, de Guadalupe, de Fátima, do Amparo, das Dores, do Carmo, da Divina Providência, da Saúde, de Loreto... Poderíamos ficar uma eternidade citando os diversos títulos e devoções que Nossa Senhora carrega, mas podemos resumir todas essas em uma:

MÃE!

Maria teve como maior missão na Terra a maternidade, ser a mãe de Jesus Cristo e de cada um de nós! Desde o anúncio do anjo até os dias de hoje, como uma mãe zelosa com os seus filhos, ela nos acompanha, nos protege e intercede junto ao Pai por nós! E desde pequenos atos, como a proteção diária, até as grandes aparições, ela manifesta esse amor de mãe para com cada um de nós! “Eu estudava no CEFET, ao sair fui assaltado com uma faca. Comecei a rezar a Ave Maria, uma atrás da outra e nisso apareceu uma mulher, de calça jeans, cabelo preto longo, normal. O bandido olhou para essa mulher e saiu correndo. Quando olho para trás, para ver se a mulher havia sido assaltada ou para onde ela havia ido, vejo que ela sumiu, sendo que não havia onde ela entrar e também não parou nenhum carro, nada! E o bandido saiu correndo, igual a um louco.” (Vitor Telles – Comissão do Santuário)

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Maria, uma jovem de Nazareth, que por volta dos seus 15 anos recebeu a visita do anjo Gabriel que anunciava que Deus desde sua concepção tinha um plano maior para sua vida, ser mãe, não de uma criança qualquer, mas de seu filho Jesus, Deus humano, Salvador da Humanidade. Que grandiosa missão... Se para nós a gravidez é um período de muitas perguntas e cuidados, de muita expectativa, pense como foi para Maria, que daria a luz à uma criança esperada pelo Céu e pela Terra. “Minha história com Nossa Senhora começou de repente. Eu nunca nutri um grande amor por Maria, era para mim “somente” a mãe de Jesus. Respeitava, admirava, mas não amava de verdade. Eu até rezava diariamente o terço, mas nem isso me fazia ser de fato uma filha devota de Nossa Senhora. Mas mesmo sem eu perceber, ela sempre esteve me sondando, surgindo em pequenos detalhes para mim. Até que em um momento Maria se cansou e me laçou de vez! Eu estava organizando meu casamento e, na busca por datas, o único dia possível era 8 de dezembro. Para mim, na época, isso não significava nada. Mas o padre que nos preparou para o casamento me disse que era um dia muito especial, pois era o dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora; e me mandou buscar uma consagração para eu fazer a Nossa Senhora. E foi aí que ela me abraçou e nunca mais soltou. De forma muito sutil, tudo ia me levando à Imaculada! E o amor por ela foi crescendo de maneira incrível muito rápido. Dois meses antes do casamento eu descobri um problema de saúde muito sério e precisaria passar por uma cirurgia. Foi um momento muito tenso, por ser um problema que poderia afetar a minha capacidade de ter filhos e por ser tão próximo ao dia do casamento. Uma semana antes da cirurgia eu tive a oportunidade de ir a um tríduo de silêncio e coloquei um propósito de me manter em profundo silêncio interior e não pedir nada a Deus, só ouvir. E assim foi, durante todo o tríduo eu me mantive em silêncio e encontrei uma imagem linda de Nossa Senhora, onde sempre ficava nos A maternidade de Nossa Senhora não se baseia apenas na concepção de Jesus, ela vai muito além disso... Maria nos dá uma verdadeira lição de fé e temor a Deus! Desde o anúncio do anjo, passando pela perda do Menino Jesus no templo e culminando nos pés da cruz onde ela viveu ao lado do seu filho a

momentos de reflexão. Mas como eu era uma filha muito mimada, eu tinha certeza de que a Imaculada estaria lá na casa de retiro e que eu tinha que encontrar ela. No último dia do tríduo eu decidi que iria rezar o terço pela cirurgia, ia ser o único momento em que iria pensar no assunto. E eu queria rezar diante da Imaculada! Comecei a buscar por toda a casa de retiro uma imagem da Imaculada e não encontrava. Até que desisti e fui lá para a tal imagem que eu tinha gostado. Mas eu estava bem chateada por não ter encontrado a Imaculada por lá e fiquei resmungando, como podia acontecer isso, ela tinha que estar ali para me amparar nesse momento! Onde estava a Imaculada? Até que eu parei de reclamar, levantei a cabeça e olhei para aquela imagem de Nossa Senhora que havia me acompanhado durante todos os dias. Eu olhava para ela mas não via... Ela era uma Nossa Senhora de Lourdes e em sua cabeça havia um arco onde estava escrito “Eu sou a Imaculada Conceição”! Nesse momento eu senti como se Maria tivesse descido, me dado um abraço e dito: “Minha filha, eu nunca vou te abandonar, eu vou estar sempre do seu lado”. Eu chorava e ria ao mesmo tempo, em uma sensação tão plena de encontro com Nossa Senhora que é difícil descrever com palavras. Rezo para que cada um tenha essa experiência um dia! E Maria é tão carinhosa que no dia da cirurgia, assim que eu cheguei no hospital, havia uma imagem enorme dela bem na entrada! Era ela me dizendo como que por mais que a vida fosse trazer situações difíceis ela estaria sempre ao meu lado. E a partir do dia 8 de dezembro de 2012, eu me consagrei à Imaculada Conceição, consagrei meu matrimônio, meu marido, meus futuros filhos; minha vida por completo passou a estar completamente entregue nas mãos dela. Muitos outros desafios surgiram desde então, muitas alegrias, conquistas, muitos momentos que eu nunca imaginei ter força para passar. Mas uma coisa sempre acontece, Maria sempre chega com seus delicados detalhes e reforça que ela estará sempre ali do meu lado.”

Morte de Cruz por pecados que não eram Dele. Tudo isso vivido no seu silêncio, guardado no seu coração com a certeza de que os planos de Deus ali estavam sendo realizados. Que grande lição nos dá o seu FIAT, o seu SIM! Maria é aquela “que avança como a aurora, temível como um

(Carolina Stolerman – EAC) exército em ordem de batalha, brilhante como o sol e como a lua, mostrando o caminho aos filhos seus”. Assim como esteve sempre ao lado de Jesus, ela é a nossa advogada, nossa principal intercessora. Maria é a que enfrenta a serpente, é aquela que Cristo nos entregou no momento Maio 2017

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de sua Paixão e que se põe a frente de todos os perigos para proteger os seus. “Certa vez, minha mãe muito debilitada pelo câncer, precisou ser internada. Ao chegar no hospital, pedi um quarto com alguma vista para alguma planta ou flor que ela amava. Não havia essa possibilidade, pois

não tinha previsão de alta. Ela foi de elevador para o 3º andar e eu de escada. Ao chegar no 2º andar, me deparei com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e ali fiz uma oração pedindo misericórdia. Subi e encontrei minha mãe num quarto todo fechado e muito barulhento. Passados 20 minutos o telefone

A figura de Maria nos convida a estar cada vez mais próximos de Cristo, que é Deus, mas em momento algum foi desobediente à sua mãe, como nas Bodas de Caná onde ela alerta o filho que falta vinho. “Três dias depois, celebravam-se as bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: ‘Fazei o que ele vos disser’.” E está aí o testamento de Maria e a grande lição que ela nos deixa. “Fazei o que ELE vos disser.” – quem encontra Cristo e Nele permanece não diz “faça o que eu quero” e sim o que Ele quer. É alguém que se abre à vontade de Deus, o Senhor de sua vida!

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tocou e a recepcionista informou que de repente um paciente do 2º andar teve alta e vagou um quarto. Quando desci, o quarto era de frente para Imagem de Nossa Senhora e ao lado um jardim que eu não tinha visto. Creio que foi intercessão de Nossa Senhora! (Amaral – ECC e Betânia)

“Sempre fui católica, mas até pouco tempo eu não considerava muito Nossa Senhora, apesar de ter consciência da sua importância no catolicismo. Eu, sinceramente, não conseguia acreditar que ela fosse capaz de interceder por alguém. Meu lema pessoal era: “Ninguém vai ao Pai, se não por Mim”. Não concordava nem mesmo com as visitas de Nossa Senhora nos movimentos em que eu participava, uma vez que era um encontro com Cristo. Mas, em meados de 1998 parece que Nossa Senhora decidiu me mostrar que eu estava errada, se fazendo presente em minha vida de uma tal forma, que em muitos momentos achei que era perseguição. No dia das mães, um colega catequista me trouxe uma medalha de presente dizendo que era muito devoto de N. Sra de Fátima, mas que infelizmente ele não encontrou para comprar, então trazia aquela para mim. Quando abri o embrulho, veio a surpresa, era sim uma medalha de N. Sra. de Fátima. Em outro episódio, no dia das catequistas,


a mãezinha de Belém (madre superiora) mandou um santinho para nós, e para minha surpresa o meu era de N. Sra. de Fátima. Nessa mesma época também tínhamos sido tios do EAC, e no primeiro contato com os adolescentes pós encontro, nos deparamos com um altar e a imagem de N. Sra. de Fátima, apresentada carinhosamente pelos pais da menina. Nesse momento sussurrei para meu marido: Ela está mesmo me perseguindo. E em várias outras situações, ela se fez presente em minha vida, como se quisesse me lembrar que estava ao meu lado. Até que, no dia 31/12/1998, dei a luz ao meu filho Gustavo, que 24 horas após veio a falecer. Somente neste momento de dor eu pude entender que ela não estava me perseguindo, mas me protegendo por tudo que eu iria passar. E não ficou só nisso, dois anos depois, com o mesMinha alma glorifica ao Senhor! Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, por que olhou para a humilhação de sua serva”. Maria sabia que todos iriam conhecer sua história não por ela, mas pelo o que o próprio Deus fez na vida dela! Eu e meu marido nos casamos em 1994, e em 1997 fiquei grávida pela primeira vez. Ficamos muito felizes, a gravidez era desejada e começamos a viver

mo problema nasceu o Bruno, meu filho mais novo. Um médico amigo da minha mãe estava de férias em Portugal, soube que minha mãe estava com um neto no CTI, trouxe uma medalha de Fátima e disse a ela: “Marlene, não sei qual a religião da sua filha, mas, eu sou muito devoto de N. Sra. de Fátima. Ela é muito milagrosa, diz a sua filha para colocar na incubadora do neném e ter Fé que N. Sra. Irá interceder por eles”. Assim eu fiz. Crendo como nunca antes, e hoje, anos depois meu filho é um belo e saudável jovem de 16 anos. Até hoje Nossa Senhora continua se fazendo presente em nossa vida sempre que existe uma situação de dificuldade. Hoje, tenho certeza de que ela está comigo em todos os momentos.” (Marcia Kristina Lanzarini – Fé e Dons)

aquela alegria dos preparativos, como a compra do enxovalzinho. Em torno de 8 semanas, um novo ultrassom de rotina constatou ausência de batimentos cardíacos, o que caracterizou a morte do feto. Ficamos completamente devastados. O que nos foi dito é que não deveria ser nada sério, uma vez que isso era comum em casais na primeira gestação. Que pela nossa idade e por sermos pessoas saudáveis, não seria difícil conseguirmos uma segunda gestação, dessa vez bem-sucedida. 

Passados alguns meses engravidei novamente, e para nossa surpresa, infelizmente, o quadro se repetiu. Foi muito difícil esse momento, pois já não parecia ser algo simples. Duas perdas consecutivas, muita tristeza e o emocional bastante abalado. Nessa época fizemos uma série de exames, eu fui a muitos médicos e fiz tratamento hormonal. Veio então à terceira gravidez e mais uma perda. Eu orava muito, pedia a Deus e a Nossa Senhora, mas parecia que eles não me

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escutavam. Após mais uma gravidez veio outra perda. Dessa vez a quarta, do mesmo jeito. Fui a muitos médicos e fiz tratamentos caros. Eu não tinha dificuldades para engravidar, mas o triste quadro se repetia e o bebê morria em torno de 8 ou 9 semanas.  Após alguns meses engravidei novamente, a quinta vez, sempre sob a supervisão da ginecologista. Procurei, por indicação, um médico ainda mais especializado na área, mas não teve jeito e sofremos a quinta perda. Nossos pais já ficavam até assustados quando anunciávamos que estávamos grávidos. Uma notícia que normalmente seria comemorada com alegria passou a ser motivo de preocupação para toda a família. Apesar de tudo, a minha fé resistia, meio abalada, eu confesso. Ora, forte, ora fraca. Os médicos já tinham um diagnóstico mais preciso, mas ainda assim o tratamento pareceu não ter surtido o efeito desejado. Fomos liberados para a sexta tentativa. Muita expectativa, nós estávamos um pouco mais esperançosos pelo tratamento, mas novamente perdemos nosso sexto filho. Fiz uma nova rotina de tratamentos, que consistia em vacinas feitas a partir do sangue do meu marido, dessa vez ainda mais fortes. Me liberaram para a sétima tentativa. Engravidei e cada ida ao médico, a cada ultrassom era uma tortura, até saber que estava tudo bem. Minha barriga finalmente apareceu e ficamos muito felizes. Descobri que seria um menino, Gabriel. Quanta felicidade! Porém, com 26 semanas fizemos uma ultrassonografia morfológica, quando o médico revelou que Gabriel tinha todas as características de hidrocefalia, o que dei-

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xou meu marido, Luiz, completamente arrasado. Fomos informados que a criança poderia vir a ter uma série de problemas muito sérios, principalmente na coluna vertebral, talvez até virar um vegetal. Luiz ficou muito abalado, completamente sem chão. Parece incrível, mas uma estranha tranquilidade tomou conta do meu coração. Eu senti minha fé fortalecida nesse momento difícil. O Luiz nessa época, não havia se convertido ainda, se dizia católico, mas não praticava, eu ia à missa e fazia minhas orações em casa. Comecei a orar muito, praticamente passei a gravidez ajoelhada pedindo a Nossa Senhora sua poderosa intercessão junto a Jesus.  Fomos conversar com o Pároco da Nossa Senhora de Loreto à época, Padre Francisco, que nos atendeu muito bem. Guardei uma frase que ele nos disse na minha alma e no meu coração: «A última palavra é de Deus». Ou seja, Tudo que os médicos nos disseram era importante, mas a última palavra não era deles e sim de Deus. Confiante nisso, nada que os médicos nos diziam me abalava mais, por pior que fossem as expectativas. A única coisa que eu pensava era no meu bebê, no meu colo. Houve um dia em especial, no carro, talvez voltando de alguma consulta médica, Luiz me disse que da forma que Gabriel viesse, com qualquer aparência ou problema, nós o amaríamos do mesmo jeito. Acho que nesse momento, Deus nos deu a graça! Gabriel nasceu no dia 22/02/2006. Tinha uma pequena herniação na cabeça, mas a coluna estava íntegra, nossa primeira vitória. Dois dias depois foi colocada uma válvula na cabeça, a herniação foi retirada e


o material foi para análise, mas foi constatado que não era nada grave. Foi feito teste de audição e Gabriel ouvia normalmente. Em casa, não sabíamos se ele enxergaria bem, se firmaria a cabeça, se andaria, se falaria... Hoje, onze anos depois, posso dizer com certeza que Gabriel é graça e misericórdia de Deus através da intercessão poderosa de Nossa Mãe Maria.  Gabriel anda, fala, enxerga, ouve e tem a cabeça normal para a sua idade. Faz exames periódicos de rotina de 2 em 2 anos. Não toma nenhuma medicação, nunca reNeste ano, a Igreja nos dá a oportunidade de aprofundarmos nas virtudes da Mãe com o Ano Mariano. Ela nos convida a celebrar, e mais que isso, através do exemplo de Maria, estarmos cada vez mais abertos ao chamado de Deus para nossas vidas. Enquanto aqui no Brasil celebramos os 300 anos de encontro da imagem que deu início a grande devoção a Virgem de Aparecida, em Portugal celebram-se os 100 anos da aparição de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, ambas, grandes fontes de conversão pelo mundo!

petiu de ano e tem notas excelentes na escola. Só anda meio malcriado ultimamente, mas isso talvez seja minha culpa, por que o mimo demais. Essa é nossa história. Sempre que lembro, agradeço a Deus e Nossa senhora pela graça alcançada. Além disso, Luiz se converteu de coração e atualmente demonstra sua devoção a Nossa senhora frequentando o Terço dos Homens toda semana, no Loreto. (Denise de Andrade Bacellar)

Como Paulo VI disse na exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, Maria é a “estrela da evangelização”, a primeira missionária, desde a visitação à sua prima Isabel onde ela pela primeira vez leva Jesus aos demais dando início ao Encontro de muitos outros com Ele, desde o estábulo onde Cristo nasceu e a partir daí por todos os lugares onde passavam! “Foi a hora que eu mais senti medo e um vazio enorme, o mesmo que senti quando saí do hospital... Eu lembrava o

aborto a todo instante. Estava no chão, quando vi em cima de mim, um pontinho de luz que foi se abrindo, ficando cada vez maior e a luz cada vez mais forte. Dentro dessa “luz”, vi Nossa Senhora grávida. Ela estava de perfil, era possível ver a silhueta perfeita da barriga dela. Suas mãos estavam embaixo da barriga e ela olhava pra barriga. Assim que a imagem ficou perfeita, ela virou seus olhos pra mim e estendeu sua mão. Imediatamente o medo e o vazio sumiram. A luz foi ficando cada vez mais forte até que eu enxerguei minha

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mãe e meu pai naquele banheiro. Eles rezavam a Ave-Maria quase que mecanicamente, sabe? Lembro-me que eu disse: “Mãe, eu acordei, estou aqui”!” Ela disse: “Você não acordou, você voltou a vida porque esteve de olhos abertos o tempo todo.” Fui ao hospital, é claro, mas ao chegar lá, meus níveis de cálcio estavam quase normais já. E, na manhã deste dia, eu tinha feito um exame de sangue que mostrava um nível extremamente baixo de cálcio. O médico que me atendeu cogitou haver erro no exame matinal pois seria quase impos-

sível o nível do cálcio no sangue ter subido tão rápido com toda a perda de sangue que eu tive. Minha mãe estava atrás de mim quando eu caí no banheiro e se desesperou quando me viu, de olhos abertos, desfalecida. Ela disse que não via vida em meus olhos. Gritou pra que meu pai fosse até ela e a meu irmão que ligasse pra emergência. Ela disse que quando meu pai me viu, gritou que eu estava morta e culpou o aborto. Nessa hora ela escutou uma voz dizendo “Peça a Nossa Senhora”. Foi aí que ela fez meu pai se ajoelhar e disse

“Reza comigo! Anda!”. E começaram uma Ave-Maria atrás da outra. Ela não lembra quantas rezou, só lembra que acabava e iniciava uma atrás da outra, sem parar. Eu sei que ela me perdoou. Nunca mais senti o vazio e a dor. Não tenho lembranças do aborto. Sei o lugar que foi feito, mas, por mais que eu me esforce, não consigo lembrar das cenas, sabe? Não lembro quando entrei no hospital, detalhes do quarto, a fisionomia do médico, a roupa que eu usei, minha ida pra casa... não me lembro de nada.” (Paula Silva)

Que possamos nesse ano Mariano aprender e compreender as virtudes que nos ensina a Fé. Que tendo Maria como exemplo perfeito de que vale a pena dizermos também nosso SIM ao projeto de Deus possamos estar cada vez mais próximos Dele e assim como sua mãe, sermos apóstolos missionários apaixonados pela Igreja e por Cristo, fazendo que com o nosso SIM Ele nasça em muitos outros corações. Como dizia São João Paulo II, que possamos ser todos de Maria:

“Se no discípulo João, te foram entregues todos os filhos da Igreja, tanto mais me apraz ver confiados a Ti, ó Maria, os jovens do mundo. Com eles, também eu me confio mais uma vez a Ti e, com afeto confiante, te repito: Totus tuus ego sum! Eu sou todo teu!”

Aleitamento Materno

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lgumas pessoas imaginam que dar abrigo a outro ser humano dentro do seu próprio corpo é uma experiência inigualável para as mulheres, e de fato é. No entanto as torrentes de emoções não terminam com o parto. Passados os nove meses de gestação, a mãe deve aproveitar o momento da amamentação do bebê para criar uma intimidade única com o seu filho, curtindo cada segundo e se permitindo momentos de paz. Estabelece-se neste contato, o que chamamos amor. No entanto, mesmo sendo a amamentação um gesto tão antigo quanto a própria humanidade, ainda são muitas as dúvidas que permeiam as nutrizes nesse gesto de amor. Nada mais justo, então, que no mês que homenageamos nossa mãe Maria e todas as mães, conversamos sobre esse tema.

O aleitamento materno traz diversos benefícios à saúde da criança como a redução de infecções respiratórias, diarreias, otites, meningites, verminoses e cáries, além de reduzirem o risco de doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças inflamatórias intestinais, alergias respiratórias e alimentares. E as vantagens do aleitamento não se restringem às crianças, ele também auxilia na involução uterina da nutriz e reduz o risco de hemorragias, câncer de ovário e câncer de mama. E o mais importante de tudo... o aleitamento propicia um íntimo contato físico e emocional entre mãe e filho. Apesar de todas essas vantagens e da recomendação do aleitamento materno nos primeiros 2 anos de vida da criança, frequentemente vemos o desmame ocorrer de forma


precoce. Isso ocorre porque o início do aleitamento pode ser difícil e diferente do que a sociedade pensa. Amamentar não é um ato inerente da mulher e depende de um processo de aprendizado e adaptação da nutriz com seu recém-nascido. A falta de informação, (pré) conceitos familiares, o marketing agressivo de indústrias de alimentos infantis e o uso de bicos artificiais despontam como principais causas do desmame precoce. O ponto inicial e mais importante é compreender que o ÚNICO e maior estímulo à produção láctea é a sucção. Muitas vezes na maternidade, vemos mulheres sofrendo porque nas primeiras horas do pós parto não estão com uma “boa” produção, mas realmente não é esperado que as mamas tornem-se túrgidas nesse primeiro momento. Estima-se que a mulher produza cerca de 20 ml de colostro nas primeiras 24 horas de pós parto... e você pode perguntar “o bebê não vai ficar com fome mamando apenas 20 ml?”. A resposta é não, pois Deus com sua imensa sabedoria fez com que os bebês nasçam com uma reserva de energia que eles consumirão nessas primeiras horas, suportando assim esse “jejum” inicial e, além disso, o bebê costuma ser pouco ativo nesse primeiro estágio, o que poupa energia. Compreendido isso, a mulher terá calma para começar a adaptar-se com o processo de amamentação e aqui está outro aspecto crucial: a amamentação é um processo psicofisiológico, ou seja, para uma amamentação eficiente, a nutriz precisa estar confiante e informada, tornando o apoio familiar essencial. E como apoiar uma nutriz? Escutando seus anseios com plena atenção, não criticando (comentários como “eu produzia muito mais leite” nunca serão bem-vindos), deixando a mulher à vontade e, se ela quiser, respeitando seu direito de estar sozinha ou apenas com seu companheiro e bebê nesse momento de intimidade, sendo cálido e acolhedor e estando disponível a ajudar. Passadas essas primeiras horas, por vezes muito angustiantes, o bebê começa a ficar mais desperto e nesse momento ele quer mamar “o tempo todo”. Os bebês mamam de 8 a 12 vezes por dia ou até mais. Isso não significa que o leite da mulher seja fraco. Na verdade, o lactente tem um grande

gasto metabólico. Lembre-se: ele nunca mais vai crescer e ganhar tanto peso como nesses primeiros meses. Sendo assim, devemos deixar o bebê mamar em “livre demanda”; quando eles se sentem saciados, adormecem ou largam o peito espontaneamente. Vencido esse momento inicial de adaptação e corridos os primeiros meses, vemos um segundo momento de transição difícil para a mulher, que é o retorno ao trabalho. A legislação brasileira concede a licença maternidade por 120 dias (4 meses) e idealmente o aleitamento materno exclusivo (sem água e alimentos) deve ser realizado até os 6 meses. Seria então, o retorno ao trabalho o fim do aleitamento exclusivo? Claro que não! A mulher pode ordenhar e congelar o leite, armazenando o mesmo em pequenos potes de vidro ou plástico duro esterilizado e reaquecê-lo em banho-maria. O leite materno pode ser armazenado por 15 dias em freezer e 12 horas em congelador: então, para não se confundir, rotule os potes com data e hora da ordenha. Depois de descongelado, o leite não pode ser recongelado. Armazene, então, em cada pote a quantidade aproximada de leite que seu bebê ingere em cada mamada. Esperamos que nossa conversa ajude as mães da nossa comunidade a viver e aproveitar um dos momentos mais especiais da sua convivência com seu filho ou filha. Parabéns a todas as mamães. Giselle Lopes é médica pediatra.

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Falando Francamente Zamoura

Deus salve o Brasil tam as Igrejas. Na verdade, o trabalho evangelizador é bastante prejudicado no que refere as reuniões dos paroquianos, nas pastorais e nos movimentos tais como ECC, EAC e EJC, que são esvaziadas em decorrência da violência, ou seja, as pessoas ficam com medo de sair á noite, e por isso não comparecem as reuniões. A cada dia que passa, surge algo novo no que se refere a assaltos e outras maldades. A onda de explosões em caixas eletrônicos acontece até em cidades do interior, cujos sítios e fazendas são assaltadas constantemente. O famoso arrastão, tem sido comum principalmente nos túneis da Cidade, isso tudo sem falar nos sequestros relâmpagos e os assaltos aos caminhões de carga. Quanto ao roubo em residências, este procedimento não é mais constante, devido à instalação de inúmeras câmeras. Podemos acrescentar os constantes roubos de carros e motos. Vivendo tanta violência, desonestidade e corrupção,  sentimos saudades dos ladrões de galinha e dos batedores de carteiras, cujas vítimas eram nossos antepassados. Por isso, clamamos a uma só voz: Deus Salve o Brasil! Louvores e Glórias a Deus

Evidenciamos a dedicação dos nossos padres, principalmente os Párocos, que devidamente ajudados pelos fiéis, conseguem levar avante o anúncio da boa nova

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stimados irmãos leitores, lamentavelmente, nós brasileiros vivemos uma fase bastante difícil em diversos sentidos tais como: Segurança, Religiosidade, Honestidade, entre outros. A cada dia que passa, a mídia nos apresenta incríveis reportagens, mostrando violência e muita maldade, além logicamente da arrasadora corrupção envolvendo um grande número de políticos, os quais o enriquecimento ilícito é evidente. No que se refere à religiosidade, os falsos pastores e pregadores, ocupam espaço nas centenas de ``Igreja, cujos fiéis, iludidos pela encenação de ``Milagre são atraídos, logicamente com a melhor das intenções, e há casos em que são bem sucedidos e atendidos em seus anseios e orações, graças à infinita bondade de Deus. Quanto à religiosidade da Igreja católica apostólica romana, esta caminha da melhor forma possível, graças ao trabalho realizado pelo nosso querido Papa Francisco, muito bem auxiliado pelos nossos Bispos, em especial pelo Cardeal D. Orani Tempesta, seus Bispos auxiliares e todo clero. Evidenciamos a dedicação dos nossos padres, principalmente os Párocos, que devidamente ajudados pelos fiéis, através do apoio das Pastorais e dos movimentos, conseguem levar avante o anúncio da boa nova. Infelizmente a desonestidade ultrapassa os limites da sensatez e do respeito ao sagrado, quando assal-

Zamoura (Diva) 15º E.C.C zamouraediva@oi.com.br


Escritos de Santo Antônio Maria Zaccaria

Evangelizar é preciso

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omo bons barnabitas, onde temos o carisma de “renovar o fervor cristão”, durante os dias 11 a 16 de abril do ano do Senhor de 2017, na cidade de Piraí, estado do Rio de Janeiro, realizamos a MISSÃO JOVEM BARNABITA, nos distritos de Varjão, Arrozal e Passa Três. Na oportunidade de anunciar a Boa Nova do Senhor, contamos com a ajuda dos padres barnabitas, Pe. Rafael Borges, Pe. Miguel Panes, Pe. Marco Aurélio, seminaristas André, Bruno cruz, Danilo, Jonathan Yure, Willian Douglas e Isaac. Contamos também com a colaboração de três jovens paroquianos, Bruna Miranda, Bruno Guerreiro, Sebastian, e este que vos escreve, seminarista Robert Cardoso. Tivemos a graça de evangelizar durante a semana santa nesses lugares, participando das celebrações litúrgicas, procissões, rezas, além de visitas nas diversas famílias espalhadas por essas comunidades. Aconselhamos, conversarmos, rezamos, muitas vezes até nos emocionamos com a partilha de cada pessoa e procuramos ajudá-las com palavras e gestos concretos de amor, paz, fé e misericórdia, sempre deixando uma mensagem de fé e força para continuarem no caminho que não está, nem será fácil seguir, porém, se depositarmos a confiança em Deus podemos começar a dar os primeiros passos. Santo Antônio Maria Zaccaria nos diz que temos que “encarar a realidade com humildade e perseverança, sem relaxamento...”, é isso que procuramos fazer, durante toda nossa caminhada e principalmente nesses momentos únicos e tão ricos que temos que aproveitar para cativar os cristãos. Fazê-los voltar ao amor primeiro, ao amor que Cristo nos deu gratuitamente numa Cruz e fixar essa certeza quan-

do Cristo nos diz: “eis que estarei convosco todos os dias de sua vida, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Ainda temos uma grande saída para a salvação, ainda temos um que está ao nosso lado, que nos ama, nos guarda e nos ajuda. E, lembremos que antigamente a Cruz era vista como símbolo de tortura, mas tornou-se para nós símbolo de salvação. Temos a certeza do triunfo de Cristo sobre a morte e morte de Cruz, e para seguir esse Cristo temos que carregar nossas Cruzes de cada dia, como diz o próprio Jesus: “Se alguém quer vim após mim, negue-se a si mesmo tome a tua Cruz e me siga...” (Mc 8.34), e Santo Antônio Maria Zaccaria lembra-nos que “Cristo dá o peso de acordo com nossas forças”, Ele está ao nosso lado, para que quando cairmos não percamos a certeza que Ele nos sustentará. SOMOS BARNABITAS, FILHOS DA CONSOLAÇÃO, SOMOS CHAMADOS A SER RENOVADORES DO FERVOR CRISTÃO, HOMENS DE REFORMA, HOMENS PARA REFORMA! Temos uma grande certeza que deixamos grandes Cristãos renovados nesses poucos dias que transcenderam o curto período e se transformaram em dias válidos e fervorosos. Com certeza nosso pai fundador deve estar orgulhoso de cada filho, de cada planta e coluna de São Paulo. Ter sempre como foco o “CRESCER SEMPRE EM COISAS PERFEITAS, DEGRAU POR DEGRAU”. Subimos um degrau muito importante nessa missão e ajudamos outros a subirem também. Que venham outras e outras missões. Fogo e luz a todos! Robert Cardoso, Seminarista Barnabita.


Fé e Política Robson Leite

“A paz é fruto da justiça”

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ssa frase do profeta Isaías, “A paz é fruto da justiça”, orientou e inspirou diversas campanhas da fraternidade em nossa Igreja. Ela nos desafia a buscar a paz como consequência de uma sociedade justa e fraterna. Além disso, ela nos inquieta frente a qualquer tipo de exclusão social existente em seu seio. Qual deve ser o nosso papel frente a essa declaração tão desafiadora do Profeta Isaías? Estamos realmente dispostos a contribuir decisivamente com o projeto de instaurar o Reino de Deus aqui na terra? Qual é a origem, por exemplo, da violência existente no nosso Estado, em especial nas comunidades mais pobres onde as balas perdidas vitimam diariamente trabalhadores, homens, mulheres, crianças e jovens? Aliás, a nossa juventude é a mais atingida pela violência cotidiana desse modelo equivocado de segurança pública, onde há uma clara ausência do estado em construir uma política que não criminalize a pobreza e não paute a sua atuação no extermínio e no confronto, mas que gere oportunidades, educação de qualidade e inclusão social. E tudo isso como parte de um grande projeto que gere a redução do abismo hoje ainda existente entre os mais ricos e os mais pobres em nosso país. Jesus Cristo, também vitimado pela violência de sua época, permaneceu fiel à sua missão, mesmo quando a rejeição à sua mensagem o conduziu a morte de cruz. Sua coragem ao desafiar o sistema profundamente injusto de sua época, conforme vemos, por exemplo, no evangelho de São João capítulo 18 versículo 23, quando Jesus questiona o guarda romano que lhe dá uma bofetada por responder a pergunta do sumo sacerdote: “se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?”, é o exemplo que fica para que nós, seus seguidores, possamos questionar com a mesma coragem a injustiça da nossa sociedade. Uma excelente oportunidade que temos para esse questionamento é a situação atual do sistema carcerário brasileiro que não educa, não insere e nem recupera, mas apenas pune despertando o nefasto e prejudicial sentimento de ódio e vingança em detrimento a um caráter restaurador da justiça e reduzindo, cada vez mais, a necessária construção de vida e oportunidades 24

O Mensageiro

Maio 2017

para os ex-detentos. Afinal, quem daria um emprego para um ex-presidiário que já cumpriu sua pena e pagou a sua dívida com a sociedade? Por que não há uma política de incentivo tributário para as empresas que empreguem ex-detentos? Essa situação só deixa para essa pessoa uma alternativa: voltar para o crime. Talvez isso explique um pouco o fato do Brasil possuir a terceira maior população carcerária do planeta. Para piorar um pouco mais, somos o país que mais prende no mundo – o que por si só já mostra que há algo muito errado nesse modelo, pois a violência não para de crescer. Se não fizermos nada, em breve esse sistema voltará contra nós mesmos entrando em colapso e vindo a romper o tecido social. Já há claros sinais nesse sentido evidenciados nas ultimas rebeliões ocorridas recentemente no Brasil. Os desafios são grandes na área carcerária, mas a nossa fé cristã nos impõe um compromisso: fazermos a construção do Reino aqui e agora através da nossa atitude lutando, ao menos, contra esse preconceito existente em nossa sociedade ao ex-detento. Trata-se também de um compromisso Cristão presente claramente no próprio Evangelho de S ão Mateus, capítulo 25, quando Jesus nos ensina como alcançar a salvação colocando, como um dos critérios, a atenção aos presidiários que possuem, segundo Suas palavras, o Seu próprio rosto: “Estive preso e foste me visitar”. Sei que muitos podem achar bastante complicado, ou até mesmo inatingível, o objetivo dessa minha reflexão. Para esses, eu encerro esse artigo com os versos de Mário Quintana: “Se as coisas são inatingíveis... ora! / Não é motivo para não querê-las... / Que tristes os caminhos, se não fora / A mágica presença das estrelas!”.

(*) Robson Leite é professor, escritor, membro da nossa paróquia, Ex-Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no RJ e foi Deputado Estadual de 2011 a Janeiro de 2014. Site: www.robsonleite.com.br Página do Facebook: www.facebook.com.br/ robsonleiteprofessor


Anote em sua agenda

As demais atividades do mês estão em: www.loreto.org.br

Maio

DATA

HORÁRIO

EVENTO

09/5

16:00hs

MISSA NÚCLEO INDEPENDÊNCIA

12/5

16:00hs

MISSA NO CATI

19/5

15:00hs

MISSA NA ESTANCIA SÃO JOSÉ

26/5

15:00hs

MISSA NO HOSPITAL RIO’S DOR

DATA

HORÁRIO

PASTORAL

LOCAL

EVENTO

05, 06, 07/5

07:00 às 22:00h

ECC

TODO CEPAR

74º ECC

10/05

07:00 às 21:00h

GUARDIÕES

SANTUÁRIO

SANTUÁRIO ABERTO

11/05

12:00 às 17:00h

MÃE RAINHA

PLENÁRIO

ENCONTRO ANUAL

12/05

08:00 às 02:00h

FÉ E DONS

SALÃO CEPAR

FESTIVA - SOU POP SOU ROCK

20, 21/5

07:00 às 18:00h

ESC SANTO ANDRÉ

PLENARIO CEPAR

CURSO NOVA VIDA

26/05

09:00 às 02:00h

AÇÃO SOCIAL

SALÃO CEPAR

FESTIVA - BLACK BIRD

28/05

07:00 às 12:00h

AÇÃO SOCIAL

SALÃO ZACCARIA

ENTREGA DAS CESTAS AOS ASSISTIDOS

ADQUIRA JÁ O SEU! O NOVO LIVRO DE ROBSON LEITE DISPONÍVEL NA LOJA DA PARÓQUIA OU PELA INTERNET EM: WWW.ROBSONLEITE.COM.BR


loretinho

Queridas crianças, Estamos no mês de maio, Mês das Mães e de Nossa Senhora. A Virgem Maria é nossa Mãe e está sempre cuidando de nós. Sempre cuidando dos interesses de Deus. Quando nos deixamos envolver por Deus, vamos aprendendo a forma certa de nos ocupar com as coisas e as pessoas. Após o anúncio do anjo, a Virgem Maria sai, apressadamente, para a casa de sua prima Isabel, era o Espírito de Amor de Deus que

a levava para atender às necessidades de sua prima. Ao ouvir a saudação da Virgem Maria, Isabel ficou cheia do

Marque com um x Sim ou não. Digo sim a Deus como Maria, quando? Ajudo nas tarefas de casa. Não estudo. Rezo com muito amor. Brigo com os colegas Protejo os menores que eu. Sou bom amigo. Divido o meu lanche com quem tem fome.

SIM

Caça – Palavras A devoção a Nossa Senhora, nos leva a chamá-La com diversos nomes. Encontre no diagrama 10 desses nomes. P A D F R Y I F O P B E

A G U I A T I A V G B R

F U T O R E Q T U N J O

I A P A R E C I D A O S

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O Mensageiro

C D Z I L E R M P Z R A

E A Q L U O E A G A E R

V L U Z O L Z E A R O I

Maio 2017

C U U R A P L O R E T O

A P A Z O I Z C X Q U Z

B E L E M L E M N E M S

Elaborado pelas Irmãs de Belém Espírito Santo e diz: “Tu és bendita entre as mulheres e Bendito é o fruto de teu ventre, o filho que estás gerando...” (Lucas 1, 41-47). A Virgem Maria então louvou a Deus e ficou com sua prima até o nascimento de João, o Batista. Neste mês de maio, vamos aproveitar todas as oportunidades para demonstrar nosso amor e nossa gratidão as nossas mães e de modo muito especial a Nossa Senhora Aparecida Mãe e protetora de todos os Brasileiros.

NÃO

“Quero lhe dar flor, carinho e amor, ó mãe querida.” (Me. Mª Helena Cavalcanti)

PARA LEMBRAR... Dia 13 de maio, Sábado – Bingo das Famílias– 9h – no salão Zaccaria

Dia 27 de maio, Sábado– Coroação de Nossa Senhora – 9h – Loretão.


Imaculado Coração de Maria

O Mensageiro - Maio 2017  

O Mensageiro é a Revista da Paróquia e Santuário Nossa Senhora de Loreto cujo objetivo é servir à comunidade na sua vocação missionária de f...

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