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ENTREVISTA

O BRASIL NO CAMINHO DA CIÊNCIA Presidente da SBPC diz que o Paraná começa a se destacar como um dos estados brasileiros que mais investem em CT&I doutorado e o defendeu em dezembro de 1974. Sua primeira ida aos Estados Unidos foi durante o ensino médio, quando realizou o último ano com bolsa do American Field Service (AFS) na Pensilvânia, recebeu bolsa para cursar a universidade nos EUA, mas resolveu voltar.

Retornou aos Estados Unidos para fazer pós-doutorado na University of Southern California como bolsista da Fogarty International Fellowship sob gestão do National Institute of Health (NIH). Novamente recebeu oferta para ficar, dessa vez trabalhando no Veterans Administration Hospital na California, e mais uma vez, optou por retornar ao Brasil. “Achei que lá eu seria mais um

e, que aqui, talvez pudesse ajudar na construção da ciência brasileira e dar um pouco do que recebi de volta ao meu país.” Associada da SBPC desde a graduação, nunca imaginou que um dia chegaria a ocupar o cargo que tem hoje na entidade. Seu nome foi indicado pelo Conselho da Sociedade para concorrer ao cargo de vice-presidente para a gestão 2007-2009. Em seguida ocupou o lugar do presidente, que se retirou para assumir outro cargo. “Fiquei muito emocionada quando a comunidade me deu a honra de ser eleita para o cargo de 1a vice-presidente e depois novamente para a gestão 20092011”. Hoje ela exerce o cargo como presidente eleita. A Paraná Faz Ciência convidou Helena B. Nader para falar sobre o cenário científico nacional, o papel da SBPC e o Fórum Mundial de Ciência 2013, que será sediado no Brasil.

a 57ª posição em educação básica e o 58º lugar em inovação, segundo classificação publicada em julho de 2012 pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual e pelo Instituto Insead, considerados como os mais completos “termômetros” do grau de inovação no mundo. Essas posições indicam a necessidade de aumento nos investimentos voltados para o desenvolvimento educacional,

científico e tecnológico nacional. Mas, os resultados dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) estão muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostram que o desempenho dos nossos alunos em ciências vem caindo.

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ela segunda vez, a biomédica Helena Bonciani Nader, 65 anos, professora titular da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal do Estado de São Paulo (EPM-Unifesp), ocupa o cargo de presidente da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. A entidade estimula o trabalho em defesa da ciência e da educação de qualidade, articula pesquisas científicas de interesse geral do país, facilita a cooperação entre os cientistas e promove a compreensão do público em relação à ciência e à tecnologia. A sólida trajetória profissional e sua experiência à frente da entidade lhe permitem uma visão clara da situação e perspectivas da ciência no país. Em 1967 ela passou no vestibular para o recém-criado curso de ciências biomédicas da Escola Paulista de Medicina, hoje Universidade Federal de São Paulo. Fez o Como é visto o Brasil no meio científico internacional? O Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial. Em dez anos, o país, que hoje ocupa a sétima posição na economia mundial, subiu do 17º para o 13º lugar, segundo o ranking baseado nos artigos científicos publicados em revistas indexadas. Em algumas áreas do conhecimento, a ciência brasileira está acima desta média. E também de acordo com dados internacionais, o Brasil ocupa

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PARANÁ FAZ CIÊNCIA


Revista Parana Faz Ciência - Edição 1