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CENTRO TECNOLÓGICO ARAMAR Núcleo Elétrica), que estará concluído em 2016, testará os equipamentos que compõem toda a estrutura do sistema de propulsão de um submarino, além de treinar as futuras tripulações. “Não se trata apenas de energia nuclear aplicada à propulsão, é necessário um alto grau de compactação para caber no submarino. É uma tecnologia complexa, que apenas cinco países detêm. É nisso que estamos trabalhando”, disse o contraalmirante e engenheiro naval Luciano Pagano Junior.

Banco de Imagens CTM-Aramar

A Marinha do Brasil vem pesquisando e produzindo o combustível nuclear no CTM-ARAMAR - Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó, (SP). Tem uma mega-estrutura, com sofisticados equipamentos, técnicos e engenheiros especializados em várias áreas. O LABMAT (Laboratório de Materiais Nucleares), fabrica combustíveis e materiais de aplicações nucleares. No local está em andamento a fabricação do primeiro lote de pastilhas, destinado à Central Nuclear de ANGRA I. O LABGENE (Laboratório de Geração-

PERIGOSO? A energia nuclear pode ser usada para o bem ou para o mal. Torna-se perigosa quando artefatos são construídos para explodir, usando energia nuclear, como é o caso das bombas atômicas. A mesma tecnologia pode ser utilizada nas modernas usinas nucleares e na Medicina Nuclear, que salva muitas vidas.

VANTAGENS CTM-Aramar – Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó (SP)

O QUE É COMBUSTÍVEL NUCLEAR Combustível nuclear são os compostos ou ligas metálicas, normalmente fabricados à base de urânio, um metal pesado e radioativo. Uma reação em cadeia produz a fissão (quebra ou divisão) espontânea de um núcleo de urânio do isótopo 236, gerando nêutrons que atingem outros núcleos de urânio. A fissão produz outros nêutrons, liberando progressivamente enormes quantidades de energia térmica. Esta reação em cadeia pode ser controlada em uma usina nuclear, quando o combustível é “queimado” no reator da usina, em uma taxa administrada pelo operador do sistema. A energia térmica liberada é transformada em energia elétrica que é distribuída para os consumidores.

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PARANÁ FAZ CIÊNCIA

URÂNIO, O COMEÇO DE TUDO No início da cadeia de produção de combustível nuclear está a mineração, a extração do subsolo do mineral que contém urânio. O Brasil possui grandes reservas de minério de urânio. O mineral deve ser processado e transformado em um gás, o hexafluoreto de urânio. A seguir, vem o processo (dominado no Brasil) chamado “enriquecimento” do urânio, que consiste em tornar o urânio mais eficiente e concentrado para liberar energia. Isto pode ser feito em graus menores para uso em usinas ou maiores para bombas nucleares. Uma vez enriquecido, o urânio é convertido em UO2, a matériaprima do combustível nuclear.

A grande vantagem deste combustível é que ele não depende de chuva ou vento para mover turbinas e gerar eletricidade, como as hidrelétricas e as torres eólicas.

NO BRASIL Existem duas usinas nucleares em funcionamento, Angra I e Angra II, que fornecem 4% da capacidade nacional de geração de energia elétrica. Uma terceira usina, Angra III, está sendo concluída e tem início de operação programado para 2014.

NO MUNDO Em países como a França, Japão ou os EUA a geração nuclear de energia elétrica é de 78 %, 66 % e 20%, respectivamente, de forma que está profundamente presente na vida das populações locais.

Revista Parana Faz Ciência - Edição 1  

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fundação Araucária - Ano 1 - Nº 01 - Outubro 2013 - Distribuição Gratuita

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