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Secretaria da Ciência Tecnologia e Ensino Superior

O

Secretário João Carlos Gomes divulgou o balanço de investimentos na cooperação técnico-científica do Estado do Paraná com o setor produtivo

s primeiros resultados de uma nova política governamental de incentivo à pesquisa e desenvolvimento já podem ser evidenciados no estado do Paraná. Em dois anos foram atraídos cerca de R$ 25 bilhões em investimentos diretos para novos empreendimentos empresariais, especialmente os que agregam novas tecnologias. Os dados são da Secretaria de Ciência Tecnologia e Ensino Superior e foram contabilizados a partir da implantação do Programa Paraná Competitivo. O Estado possui o Fundo Paraná, que é composto por 2% da receita tributária da região. Para o exercício de 2013 serão investidos aproximadamente R$ 300 milhões em Projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, garantindo a implantação de uma nova matriz de desenvolvimento econômico sustentável. Em cinco anos os recursos aumentaram em 82%, passando de R$ 164,2 milhões em 2008 para R$ 299 milhões em 2012, possibilitando o apoio a mais de 4 mil projetos no Paraná. O balanço é do secretário da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, que anunciou novos

programas, projetos e ações de governo, visando à cooperação técnico-científica com o setor produtivo. “Estamos trabalhando para estruturar uma matriz de desenvolvimento no estado, que resulte em investimentos para projetos de transferências de tecnologia utilizando o capital científico das nossas sete universidades e centros de pesquisa, em parceria com o setor produtivo”, revela o secretário. Pela primeira vez o Plano Plurianual do Governo do Estado/SETI (2012-2015), contemplou dois grandes programas – Excelência no Ensino Superior e Paraná Inovador. O primeiro objetiva melhorar os indicadores acadêmicos na graduação e pós-graduação e consolidar a excelência das Universidades Estaduais no ensino, na pesquisa, na extensão e na cooperação técnico-científica, prevendo investimento em infraestrutura, em recursos didático-pedagógicos e na qualificação dos seus servidores. Já o Paraná Inovador é voltado para o incentivo ao desenvolvimento científico, tecnológico e à inovação, nas áreas estratégicas estabelecidas pelo Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia do Paraná. “Os dois programas visam o desenvolvimento do

estado, mediante parcerias envolvendo universidades, setor produtivo, instituições de pesquisa, organizações não governamentais, governo municipal, estadual e federal”, ressaltou Gomes. Em 2012 também foi regulamentada a Lei de Inovação, uma nova e avançada legislação que criou o ambiente favorável necessário para uma mudança rápida e radical, rumo ao desenvolvimento sustentável. A elaboração da proposta da lei aprovada pela Assembleia Legislativa contou com a participação de representantes da academia, governo e setor produtivo e foi aberta para sugestões das comunidades desses segmentos. A lei permite, por exemplo, que professores das universidades estaduais desenvolvam projetos junto ao setor produtivo e que empresas e universidades públicas estabeleçam parcerias em projetos de pesquisa, regulamentando também a questão da propriedade intelectual. Um outro aspecto que a lei prevê é que o governo estadual poderá estabelecer cooperação com empresas não governamentais. A lei, de fato, preenche uma lacuna na legislação e propicia integração efetiva entre a academia, governo e setor produtivo. PARANÁ FAZ CIÊNCIA

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Revista Parana Faz Ciência - Edição 1  

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fundação Araucária - Ano 1 - Nº 01 - Outubro 2013 - Distribuição Gratuita

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