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A equipe do projeto de Reabilitação Física é composta por médico ortopedista, fisioterapeuta, enfermeira e assistente social. A coordenadora, Maria Regiane Trincaus, explica que são atendidos os pacientes encaminhados por médicos ou outros profissionais de saúde. Segundo ela, o diferencial do tratamento de reabilitação é quando se consegue devolver a autoestima e a qualidade de vida desses pacientes. Karine Fogliarini, relações sociais do projeto, ressalta que não somente as questões físicas são avaliadas, mas também é preciso identificar as demandas que os pacientes apresentam a respeito das suas relações sociais. “Muitos dos pacientes que estão iniciando a reabilitação chegam desmotivados e desacreditados

ATENDIMENTO PELO SUS

da possibilidade de readaptação e de viver com autonomia, mas o processo de reabilitação é reaprender, trabalhar novas possibilidades.” Ela explica que é preciso saber lidar com as particularidades de cada pessoa. “Temos pacientes que fazem uso de prótese bilateral e caminham sem muletas, pacientes que praticam esportes mesmo usando uma prótese, outros que voltaram a trabalhar e os que ainda estão em processo de reabilitação.” Outro ponto destacado por Karine é a participação da família. “Tenho observado no dia a dia profissional e também em pesquisas científicas que, na maioria dos casos, as famílias precisam se adaptar à nova rotina, financeiramente, emocionalmente ou na sua dinâmica.”

Há dez anos o Projeto Órtese e Prótese tem devolvido sorrisos a muitas pessoas. O atendimento é feito gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). As órteses e próteses são dispositivos que auxiliam na reabilitação física de pacientes. A prótese substitui determinada parte do corpo, como braços e pernas. Já a órtese é aplicada ao corpo para alinhar, auxiliar em alguma função ausente ou deficiente. Além dos benefícios para a comunidade o projeto proporciona experiência aos acadêmicos na área da saúde, nos cursos de fisioterapia e enfermagem e também aos graduandos de serviço social, por meio do estágio supervisionado. “Temos interesse em ofertar campo de estágio para os alunos que fazem graduação na Unicentro para modificar a visão desses acadêmicos sobre a pessoa com deficiência”, destaca Maria Regiane.

O MAPA DA DEFICIÊNCIA NO BRASIL Def. Visual 48% Def. Motora 22,9% Def. Auditiva 16,7% Def. Mental 8,3%

O processo de reabilitação é reaprender, trabalhar novas possibilidades.

Def. Física 4,1% Dados do Censo 2000 do IBGE, mostram que 14,5% da população total, equivalente a 24,6 milhões de pessoas, tinham algum tipo de deficiência. Desse total, 16,7% são deficiência

auditiva, 48,0% deficiência visual, 22,9% deficiência motora, 4,1% deficiência física e 8,3% são pessoas com deficiência mental.

Karine Fogliarini, relações sociais do projeto.

Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo

MUNICÍPIOS ATENDIDOS • Boa Ventura de São Roque • Candói • Cantagalo • Campina do Simão • Foz do Jordão Informações: (42) 3629-8140/8141

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Guarapuava Goioxim Laranjeiras do Sul Laranjal, Marquinho Nova Laranjeiras Porto Barreiro

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Pinhão, Palmital Pitanga, Prudentópolis Rio Bonito do Iguaçu Reserva do Iguaçu Turvo Virmond

PARANÁ FAZ CIÊNCIA

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Revista Parana Faz Ciência - Edição 1  

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fundação Araucária - Ano 1 - Nº 01 - Outubro 2013 - Distribuição Gratuita

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