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Pesquisadores, professores e alunos da Unioeste desenvolveram o xLupa Desktop, uma tecnologia assistiva de ampliação de tela de computador para pessoas com baixa visão, de distribuição livre e de uso facilitado. “O principal objetivo do xLupa é fornecer não apenas acessibilidade, mas também usabilidade e ergonomia no uso dos computadores”, destacou o pesquisador e professor Jorge Bidarra. O ampliador de tela está ajudando Renato Alves de França e Luan Nunes de Barros, alunos do Centro Regional de Assistência Integrada ao Deficiente, em Curitiba. Em 2012, Marilene Muschitz, professora do Centro de Reeducação Visual, conheceu o xLupa. “Não me conformava com as pessoas com baixa visão utilizando somente leitores de tela mais destinados a pessoas cegas. Por possuírem resíduo visual, elas conseguem enxergar com a devida ampliação, conforme sua patologia ocular”. Luan, 22 anos, como qualquer jovem da sua idade, agora pode acessar com mais facilidade a internet para pesquisas e para se comunicar com amigos pelas redes sociais e e-mails, também ver fotos e vídeos. “Com certas lupas e no Windows era mais difícil, principalmente quando apareciam atualizações. Mas com o xLupa, posso ler sozinho”, comentou.

Fotos Unioeste

UNIOESTE DESENVOLVE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COM SOFTWARE LIVRE

Professora Marilene com Luan: software permite acesso mais fácil à internet

MAIS SOLUÇÕES PARA OS DEFICIENTES VISUAIS A Unioeste desenvolveu mais duas soluções para os deficientes visuais. Uma delas é o software para totens de autoatendimento, a Plataforma Multissensorial (PlatMult). “Essa solução oferece não somente os recursos voltados para o problema da visão, por meio da ampliação e leitura de conteúdos da tela, como também tátil, através de um mouse vibratório”, destacou o professor Marcio

Fotos Unioeste

FACILIDADE NO COMPUTADOR Renato, 48 anos, disse que não gostava de computador. “Antes de usar xLupa tinha que me aproximar demais da tela do computador para poder enxergar e isso diminuía ainda mais meu campo visual. Além disso, tinha dores lombares”, explicou.

Seiji Oyamada. Para ele, é essencial tornar mais confortável o uso do computador, integrando os sentidos da visão, audição e tátil. “O uso de interfaces multimodais como solução de acessibilidade abre um novo campo de pesquisas e temos estudado a sua influência na interação humano-computador”, acrescentou o professor Clodis Boscarioli, também colaborador no projeto. Foi criado ainda o ampliador móvel de documentos impressos, denominado xLupa embarcado. É um equipamento portátil que pode ser conectado à TV e monitores com entrada HDMI. Serve para ampliação de documentos digitais como revistas, livros e jornais, permitindo que a imagem antes de ser enviada para a TV possa ser tratada. Além disso, há possibilidade de zoom e contraste. “Esses recursos são importantes, pois os usuários possuem diferentes graus de baixa visão. Alguns possuem fotofobia, necessitando da aplicação de contrastes”, esclareceu Márcio. PARANÁ FAZ CIÊNCIA

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Revista Parana Faz Ciência - Edição 1  

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fundação Araucária - Ano 1 - Nº 01 - Outubro 2013 - Distribuição Gratuita

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