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CENÁRIO AGRÍCOLA “Espera-se a redução da ocorrência das geadas, diminuição no número de horas de repouso invernal das frutíferas e queda de potencial de rendimento de algumas culturas considerando as variedades atualmente disponíveis”, revela o pesquisador Paulo Henrique Caramori, do Iapar. O instituto, em uma parceria com a Fun-

dação ABC, além de fornecer registros de suas estações meteorológicas para o estudo, elaborou os cenários futuros de adaptação das culturas agrícolas aos ambientes modificados. Na agricultura, é possível planejar sistemas de produção mais sustentáveis, com melhor manejo do solo, reposição

florestal e redução da degradação. “Na pesquisa agrícola são necessários grandes investimentos em medidas de mitigação e adaptação, como o desenvolvimento de novas variedades de plantas adaptadas ao calor, cultivo em sistemas agroflorestais e silvipastoris”, acrescenta Caramori.

INCÊNDIOS FLORESTAIS Os pesquisadores Antonio Carlos Batista e Alexandre Tetto da UFPR – Universidade Federal do Paraná realizaram projeções sobre as ocorrências de incêndios florestais no estado ao longo dos próximos cem anos. A elevação do aquecimento da temperatura média e a proporcional diminuição das chuvas aumentam

os riscos deste tipo de ocorrência. O estudo levou em conta as variáveis que influenciam o início e a propagação do fogo como tipo e umidade de material combustível, índice de perigo de incêndios, declividade do terreno, orientação das encostas, densidade demográfica e distribuição do sistema viário, além

ZONEAMENTO DE RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL - 2090 a 2100 - PIOR CENÁRIO

Banco de Imagens

ZONEAMENTO DE RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL - 2090 a 2100 - MELHOR CENÁRIO

das variáveis meteorológicas: temperatura, umidade relativa do ar e precipitação. “A ideia é alertar as instituições públicas e a sociedade organizada sobre o aumento dos incêndios no Paraná nas próximas décadas para que subsidiem o planejamento das atividades de prevenção e combate”, comenta Batista.

Devastação causada pelas enchentes no município de Morretes (PR), em março/2011

PARANÁ FAZ CIÊNCIA

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Revista Parana Faz Ciência - Edição 1