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REUNINDO OS DADOS Para concretizar o projeto foi concebido e implementado um banco de dados para armazenar todas as informações. “São dados que se referem à chuva, temperatura, pressão, umidade, radiação so-

lar, velocidade e direção do vento captados nos registros existentes nos últimos 40 anos. Estes dados históricos foram coletados em estações meteorológicas por todo o estado”, conta o pesquisador

Flavio Deppe, do Simepar, o instituto responsável pela análise e interpretação dos dados meteorológicos e climatológicos simulados, também pela elaboração dos mapas com base nessas projeções.

Virgens Filho e de acadêmicos do curso de Engenharia da Computação. A iniciativa contou com o apoio da Fundação Araucária e do CNPq no financiamento de equipamentos e de bolsas de iniciação científica. Este software, além de simular dados diários de precipitação pluvial (chuva), temperatura do ar (máxima e mínima), umidade relativa do ar e radiação solar, possibilita ao usuário criar cenários climáticos. “Pode ser utilizado para preencher

dados ausentes em séries climatológicas históricas, dados que não foram medidos ou medidos incorretamente ou ainda não registrados por eventuais falhas ou quebras nos equipamentos de medição”, diz o coordenador. Os resultados podem ser usados de forma efetiva para planejar estratégias de plantio, cultivo ou substituição de determinadas culturas e ações que possam evitar enchentes em áreas urbanas e aproveitamento de energia eólica.

SOFTWARE Para trabalhar as informações deste estudo foi criado o software PGECLIMA_R - Gerador Estocástico de Cenários Climáticos, que simula séries de dados climáticos diários, baseadas em modelos probabilísticos a partir dos registros meteorológicos históricos. Esta ferramenta foi desenvolvida no Laboratório de Estatística Computacional e Aplicada – LECA, da Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG, como projeto de pesquisa coordenado pelo professor Jorim Sousa das

ZONEAMENTO DE RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL - 2010 a 2020 - PIOR CENÁRIO

Fonte: UFPR - Setor de Ciências Agrárias Departamento de Ciências Florestais Laboratório de Incêndios Florestais

ZONEAMENTO DE RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL - 2010 a 2020 - MELHOR CENÁRIO

FÓRUM Para reforçar ações e estudos de monitoramento das mudanças climáticas, foi implantado no Paraná o Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas Globais, formado por representantes de secretarias, autarquias e conselhos estaduais, Ministério Público, Assembleia Legisla-

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PARANÁ FAZ CIÊNCIA

tiva, outros órgãos públicos, instituições de pesquisa e diversas entidades civis. O objetivo do Fórum, presidido pelo secretário do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, é promover discussões sobre mudanças climáticas, com a integração de diferentes órgãos públicos, setores produtivos e a sociedade civil. No dia 23 de julho deste ano, os

representantes participaram de um workshop para discutir resultados das pesquisas que simulam o cenário das mudanças no clima do Paraná nos próximos cem anos. Os resultados também foram discutidos com os tomadores de decisão do Paraná, para subsidiar ações e políticas de estado nos setores de agricultura, floresta e energia.


Revista Parana Faz Ciência - Edição 1