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maio 2009

Belém - Pará - Brasil

www.paramais.com.br

ISSN 16776968

Edição 90

6,00 3

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Mais Amazônia 06 pela cidadania

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www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Cresce nossa produção industrial

Vale investiu U$$ 1 bilhão no Pará

17 O Mês das Mulheres 22

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil

Cinderelas, Lobos e Um Príncipe Encantado

28 Minha Casa, Minha Vida

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES: Acyr Castro, Adilia Belotti, Amandio Bastos Junior, Camillo Martins Vianna, Denise Moraes, Garibaldi Nicola Parente, Sérgio Martins Pandolfo; FOTOGRAFIAS: Adriano Machado/ABr; Amy Miranda/Vale; Arthur Vizy/OMS; Carlos Cesar/ASCOM; Chico Batata/Agecom-AM;Claudio Santos, David Alves, Elcimar Neves,Eunice Pinto, Lucivaldo Sena, Rodolfo Oliveira e Tamara Saré/AgPa; Jeziel Rodrigues; José Sampaio, Elivaldo Pamplona, João Gomes/Comus; Norma Smith; Marcelo Martins; Oséas Santos/Alepa; Martha Cride, Ricardo Stucker/PR; Secom/MP; Sérgio Maranhão Vantuir Souza, Zilma Dias e Walquiria Souza; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios OS ARTIGOS ASSINADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES

ANATEC ASSOCIAÇÃO DE PUBLICAÇÕES

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Os 10 anos da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

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A OMS e a gripe A/H1N1

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3ª Semana dos povos indígenas

44 Enchentes no Pará

Á

/AG PAR

ara Saré

m Foto: Ta


Mais Amazônia pela Cidadania Fotos: David Alves/Ag Pa, Chico Batata-Agecom/AM e Ricardo Stuckert/PR

O

presidente Luís Inácio Lula da Silva e os governadores dos estados amazônicos assinaram em Manaus, o Compromisso Mais Amazônia pela Cidadania. O protocolo firmado estipula metas para promover avanços sociais na região, como a ampliação de cursos de alfabetização para jovens e adultos, a redução dos índices de analfabetismo e ainda de mortalidade infantil. Lula também assinou um decreto que institui os modelos únicos de certidão de nascimento, casamento e óbito para todo país. Segundo o presidente, uma das prioridades do governo federal é a erradicação do sub-registro civil de nascimento. “Não queremos que uma pessoa não tenha condições de tirar o registro de seu filho. O país precisa criar vergonha e dar a essas pessoas as oportunidades necessárias para que isso ocorra”, declarou o presidente, em discurso feito entre as autoridades políticas da Amazônia e representantes de diversos movimentos sociais presentes na cerimônia. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ressaltou a importância do lançamento da mobilização regional pelo Registro Civil de Nascimento na Amazônia Legal. Para ela, a certidão de nascimento é uma espécie de passaporte para a cidadania. “A assinatura do decreto, que padroniza as certidões de nascimento, é muito

Lula saúda os trabalhadores

A governadora Ana Júlia Carepa participou do encontro entre o presidente Luís Inácio Lula da Silva e os governadores dos Estados da Amazônia. No encontro, ela assinou o compromisso "Mais Amazônia pela Cidadania", com ações para redução das desigualdades sociais das famílias em localidades da região, que se iniciam pela regularização fundiária. A solenidade em Manaus também marcou o lançamento do Plano de Cadeias da Sociobiodiversidade, que visa aproveitar de forma sustentável as riquezas da floresta sem destruir o meio ambiente.


importante para esta região. Com as certidões, cada pessoa poderá ter acesso aos benefícios sociais. É como se fosse um passaporte para a cidadania”, disse ainda: “Há muito não se faz por

O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinando o termo de compromisso com os governadores da Amazônia

essa região com o olhar de quem conhece a resumiu a ministra.Amazônia. O Brasil precisa da Amazônia”finalizou a ministra, ovacionada pelos presentes. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, mais de 12% das crianças que nascem no país não são registradas em cartórios. Na região amazônica esse percentual chega a 17%. Os piores números estão em Roraima e no Amapá, já que o sub-registro atinge 40% e 33% de crianças em cada um dos estados, respectivamente. Sem o registro civil, essas pessoas ficam impossibilitadas de ingressar em instituições de educação, por exemplo, e, posteriormente, de retirar outros documentos que dão acesso a benefícios sociais, como registro de identidade e CPF. A ausência de cartórios em diversos municípios é apontada como a principal causa do sub-registro, sobretudo pelas comunidades ribeirihas e tradicionais daAmazônia. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirmou que, com os decretos, o processo de regularização fundiária será acelerado, a partir do programa Terra Legal, beneficiando principalmente os que têm posses de pequenas

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Distribuindo Castanhas do Pará, o presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou em seu discurso: “A Amazônia não é mais um santuário intocável, é onde vivem 26 milhões de pessoas que vivem da pesca, da floresta, da castanha e sabem preservar sua terra”. “Estou cansado de viajar o mundo e um monte de gringo ficar dando palpite sobre a Amazônia. Nós temos que afirmar, cada vez mais, que isso aqui é nosso. Se eles já acabaram com a floresta deles, por favor, deixa a gente cuidar da nossa à nossa maneira”, afirmou. Ele disse que não se pode esquecer que a região é habitada por milhares de pessoas que vivem da floresta, mas ponderou que a Amazônia não pode ser “vítima” de crimes ambientais. “Nós vamos regularizar, vamos legalizar a Amazônia, que era chamada de Amazônia legal apenas para efeito do mapa geográfico, mas, do ponto de vista da propriedade, não era. A gente vai estabelecer que não é proibido indústria de madeira na Amazônia se o cara trabalhar com a madeira certificada, se o cara fizer o manejo correto da floresta.” Na cerimônia, também foram entregues títulos de regularização fundiária. O compromisso firmado nesta segunda envolve o Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins em ações para reduzir o analfabetismo, a mortalidade infantil, erradicar o sub-registro civil de nascimento e promover o fortalecimento econômico no meio rural na região. O prefeito Helder Barbalho, presidente da Federação das Associações de Municípios do Pará – FAMEP, também assinou o Compromisso.

07


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ressaltou a importância do lançamento da mobilização regional pelo Registro Civil de Nascimento na Amazônia Legal. Para ela, a certidão de nascimento é uma espécie de passaporte para a cidadania. "A assinatura do decreto, que padroniza as certidões de nascimento, é muito importante para esta região. Com as certidões, cada pessoa poderá ter acesso aos benefícios sociais. É como se fosse um passaporte para a cidadania", resumiu a ministra. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, mais de 12% das crianças que nascem no país não são registradas em cartórios. Na região amazônica esse percentual chega a 17%. Os piores números estão em Roraima e no Amapá, já que o sub-registro atinge 40% e 33% de crianças em cada um dos estados, respectivamente. Sem o registro civil, essas pessoas ficam impossibilitadas de ingressar em instituições de educação, por exemplo, e, posteriormente, de retirar outros documentos que dão acesso a benefícios sociais, como registro de identidade e CPF. A ausência de cartórios em diversos municípios é apontada como a principal causa do subregistro, sobretudo pelas comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia. Dilma Rousseff agradece o carinho de Ana Júlia

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propriedades. “Até o final de 2009, nossa meta é ter 10 mil posses tituladas na Amazônia. Acabar com a insegurança jurídica entre os produtores é o primeiro passo. Depois temos que continuar esse processo garantindo crédito, assistência técnica e preço de mercado para os seus produtos”. A adesão dos governadores da Amazônia Brasileira em Compromisso Mais Amazônia pela Cidadania aconteceu no Centro Cultural P Povos daAmazônia em Manaus.

Na adesão dos governadores da Amazônia Brasileira em Compromisso Mais Amazônia pela Cidadania

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Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Ministério da Educação

COMUNICADO OFICIAL REFERENTE À CONFINTEA VI Brasília, 06 de maio de 2009. O Governo brasileiro, por intermédio de seu Ministério da Educação, e a Unesco lamentam comunicar o adiamento da Sexta Conferência Internacional de Educação de Adultos (CONFINTEA VI), que seria realizada em Belém, Estado do Pará, no período de 19 a 22 de maio de 2009. Adecisão de adiar a Conferência foi tomada pelo Governo brasileiro, levando em consideração a recomendação do Grupo Permanente de Emergências de Saúde Pública (GPESP), instituído por Decreto de 24 de outubro de 2005. Embora não existam atualmente casos confirmados no Brasil, o grupo considerou os desdobramentos associados à InfluenzaA(H1N1) no mundo. O adiamento também levou em consideração a decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de manter o nível de alerta de pandemia internacional de influenza na fase 5. O Ministério da Educação e a UNESCO reafirmam o forte compromisso de realizar a CONFINTEA VI no Brasil, ainda este ano, em data a ser comunicada com a brevidade possível.

Pelo Governo Brasileiro Fernando Haddad Ministério da Educação

Pela UNESCO Koïchiro Matsuura Diretor-Geral


Governadora recebe insígnia da Ordem do Rio Branco

A

Ana Júlia Carepa com a insígnia, junto com os ministros Guilherme Cassel, Luiz Eduardo Barreto e Carlos Minc

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tornado merecedoras do reconhecimento do Governo Brasileiro. A Ordem é destinada a estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção, bem como para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas. A Ordem de Rio Branco pode ser conferida a pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras. A insígnia da Ordem - recebida pela governadora Ana Júlia - é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, tendo no centro uma esfera, em prata dourada. Inscrita num círculo de esmalte azul está a legenda latina Ubique Patriae Memor, do mesmo metal - extraída do ex-libris do Barão do Rio Branco e se traduz como "Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança". No reverso estão as datas 1845-1912, respectivamente os anos de nascimento e morte do Barão do Rio Branco. P

Para Ana Júlia Carepa, a honraria é um estímulo para prosseguir com o trabalho de inclusão social desenvolvido pelo governo do Pará

Ricardo Stuckert/PR

governadora Ana Júlia Carepa recebeu em Brasília, a insígnia da Ordem do Rio Branco. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, presidiu a cerimônia, na qual foram agraciadas diversas autoridades e personalidades públicas. "É uma honra receber esta insígnia. Eu a recebo em nome do povo do Pará", disse a governadora. Para ela, a homenagem "é um estímulo para prosseguir com o trabalho de construir políticas públicas de inclusão social que resultem em mais qualidade de vida para a população paraense". A Imposição de Insígnias e Medalhas da Ordem do Rio Branco integrou as comemorações do Dia do Diplomata e foi realizada no Palácio Itamaraty, na capital federal. Além da governadora, foram agraciados os ministros Edson Lobão, das Minas e Energia; Carlos Minc, do Meio Ambiente; Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário; Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego; e Luiz Eduardo Barreto, do Turismo. Outros homenageados foram o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, e os governadores do Ceará, Cid Gomes, e de Goiás,Alcides Filho. A Ordem de Rio Branco foi instituída pelo ex-presidente João Goulart para homenagear as pessoas que, por qualquer motivo ou benemerência, tenham se

Fotos: Adriano Machado e Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula condecora a governadora Ana Júlia Carepa, durante cerimônia de comemoração do Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty

Na cerimônia de comemoração do Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty paramais.com.br


Cresce nossa produção industrial Fotos: David Alves/Ag Pa

Maurílio Monteiro, titular da Secretaria de Desenvolvimento, Ciências e Tecnologia SEDECT, na Alubar

A

produção industrial do Pará está entre as quatro que mais cresceram no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, entre fevereiro e março, o índice regional da produção industrial do Pará (ajustado sazonalmente) avançou 1,5%. O desempenho é maior, inclusive, do que a média nacional fixada em 0,7%. Este é o terceiro mês consecutivo que o Pará consegue alcançar resultados positivos, acumulando um ganho de 3,9% no ano. Das 14 regiões pesquisadas, o desempenho paraense se iguala ao do Ceará e perde apenas para o Rio de Janeiro (5,4%), Pernambuco (5,1%) e Minas Gerais (3,4%). O Pará também continua a ser o único da região Norte a apresentar resultado

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positivo na produção no ano de 2009. O Amazonas, por exemplo, acumula perdas de 8,4% no trimestre. De uma forma geral, os resultados do estado vizinho estão bem abaixo dos encontrados no Pará. Outro exemplo disso é o índice acumulado nos últimos 12 meses, enquanto a indústria paraense apresenta 2,0%, a amazonense apresenta perda de 3,6%. "Desde o final do ano passado, já vínhamos detectando no mercado internacional uma volta do interesse pelos produtos do Pará. Algumas das principais commodities, como o alumínio, já apresentavam crescimento no mercado livre, o que sinalizava que esta demanda voltaria a crescer", afirmou Maurílio Monteiro, secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia – SEDECT.. Em comparação ao mesmo período de 2008, porém, o Pará segue a tendência do

restante do país, assinalando queda de 2,3%. De acordo com o IBGE, quatro das seis atividades pesquisadas apontaram um desempenho negativo. Os principais impactos negativos na formação da taxa global vieram da indústria extrativa (10,7%), madeira (-27,3%) e minerais nãometálicos (-24,0%). Nestes ramos sobressaíram os decréscimos nos itens: minérios de ferro; madeira compensada; e caulim beneficiado. Por outro lado, a principal pressão positiva veio da metalurgia básica (16,2%), sobretudo devido à fabricação de óxido de alumínio. "Se compararmos estes resultados com o que foi constatado na produção industrial de outros países, veremos que a queda não foi diferente. Por conta da crise econômica mundial, muitos, até por cautela e precaução, diminuíram a produção. Mas o governo estadual, em consonância com o federal, tem feito esforços para aquecer de novo a economia. Com o final das chuvas, e os investimentos que tem sido feitos na construção civil, por exemplo. Em breve, o mercado vai voltar a despontar com mais P vigor", observou o secretário. O índice regional da produção industrial do Pará avançou 1,5% , entre fevereiro e março, segundo dados divulgados pelo IBGE

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VALE INVESTIU US$ 1 BILHÃO NO PARÁ NO 1T09 E teve saldo positivo de 1.200 novas contratações Fotos: Any Miranda/Vale

Fábio Barbosa, diretor executivo, na Coletiva de imprensa sobre os resultados da Vale em 2008

A

Vale apresentou sólido desempenho no primeiro trimestre de 2009 (1T09), apesar do impacto desfavorável da mais severa recessão global no período da crise econômica mundial. Para enfrentar o cenário recessivo, foi focado a flexibilidade operacional e financeira, procurando maximizar eficiência, minimizar custos e contribuir para o reequilíbrio dos mercados onde atua a Vale. O portfólio de ativos de classe mundial, solidez financeira e a rápida resposta dada à dinâmica da recessão, possibilitou a Vale continuar a gerar valor ao longo dos ciclos.

melhora na economia de mercado mundial. A produção de Carajás alcançou 20,3 milhões de toneladas nos três primeiros meses deste ano, uma com redução de 16,2% em relação ao mesmo período de 2008, devido à parada na primeira semana de janeiro e durante o Carnaval. Na refinaria de Barcarena, houve acréscimo de 40% na produção de alumina, saltando de 1,1 milhão de toneladas nos primeiros três meses de 2008 para 1,5 milhão de toneladas neste ano, resultado da ampliação da capacidade produtiva. que a Vale mantém no Pará, a mineradora está gerando cerca de 17.000 empregos em canteiros de obras dos seguintes projetos em andamento: implantação do projeto Salobo de concentrado de cobre, aumento da capacidade das minas de Carajás em 30 milhões de toneladas e capacitação das ferrovias. Os projetos de grande monta no Estado estão sendo readequados. A exploração de níquel, em Ourilândia do Norte, no projeto Onça Puma, deve atrasar em um ano o começo das atividades e a intenção de expandir a extração na Serra Sul de Carajás também deve reduzir o ritmo, diz ele, embora nenhum deles esteja paralisado. Os investimentos no território paraense, ainda estão de pé e indo bem, embora o cenário de crise ainda não aponte uma

Projetos sociais Na área social, os investimentos da Vale neste trimestre foram destinados para projetos em educação, trânsito, agricultura familiar e pesquisas, entre outros. Em Parauapebas, a Vale investiu no 1T09 US$ 54,1 mil no Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido na área do Projeto Salobo em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento daAmazônia (Fidesa). Para o Projeto 100 foram destinados US$ 74,9 mil para a manutenção do atendimento educacional de crianças e adolescentes do município. Em Ourilândia do Norte e Tucumã, a

No Pará A Vale investiu US$ 1,073 bilhão no Pará no 1T09, um aumento de 9% em relação aos US$ 980 milhões investidos no 1T08. No primeiro trimestre deste ano, a empresa desembolsou US$ 30,4 milhões em projetos socioambientais. Comparando o primeiro trimestre de 2009 com o de 2008, a empresa teve um saldo positivo de contratações de 1.200 empregados próprios, o que representa um aumento de 13% no quadro de pessoal. Em função dos diversos investimentos

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EMPREGOS 1 PA

1T08

1T09

Var.

PRÓPRIOS

9.246

10.450

13 %

TERCEIROS

25.132

26.858

7%

TOTAL

34.378

37.308

8,5 %

(1) Além desses empregos diretos, são gerados aproximadamente 1.200 postos de trabalho em empresas coligadas nas quais a Vale possui participação acionária

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parceria da Vale com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA) teve o investimento de US$ 18,1 mil na preparação dos professores, que passam a ser multiplicadores dos conceitos para um trânsito mais seguro e cidadão. Em Moju, houve mapeamento das potencialidades produtivas de 14 comunidades integrantes do Território Quilombola do Jambuaçu. O projeto foi encomendado à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e teve um investimento de cerca de 389,4 mil dólares. Também foi feito um estudo com o objetivo de conhecer a influência das atividades da Vale em Terra Santa e Oriximiná à Mineração Rio do Norte (MRN), um investimento de US$ 76,9 mil. A Vale também manteve investimentos no setor ambiental, direcionando recursos para estudos e monitoramento de áreas, programas de desenvolvimento da agricultura familiar, entre outros. Em Parauapebas, foram iniciadas as atividades para identificar das principais Fábio Barbosa e Marcus Severini do Dep. de Controladoria

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O Jornal econômico francês elogia gestão do grupo brasileiro Vale Les Echos publicou recentemente que a número um mundial do minério de ferro – a gigante brasileira Vale, não escapou da retração brutal dos mercados de recursos minerais no primeiro trimestre. Em compensação, a empresa conseguiu comprimir os gastos e melhorar sua margem operacional, que passou de 27,7%, no primeiro trimestre de 2008, para 31,6% no primeiro trimestre deste ano. O artigo elogia a adaptação da política de marketing da Vale. Mais navios, mais clientes, novos centros de distribuição no Oriente Médio e na Ásia, maior flexibilidade de preços do minério de ferro são os quatro pontos cardeais da estratégia. O jornal francês considera a gestão do grupo prudente, o que deverá garantir um futuro tranquilo, mesmo em tempos difíceis.

espécies vegetais nativas, bactérias e fungos do ecossistema regional. Só no primeiro trimestre de 2009 foram investidos US$ 29,2 mil de um total de US$ 99,5 mil que serão aplicados no projeto até o final do ano. Em Canaã dos Carajás, o investimento foi de UIS$ 30,3 mil em atividades para conscientização ambiental na Vila Bom Jesus, e recuperação das margens do Igarapé Araras, em parceria com Prefeitura Municipal e a comunidade.

Investimentos sociais Na área social, os investimentos da empresa neste trimestre foram destinados para projetos em educação, trânsito, agricultura familiar e pesquisas, entre outros. Em Parauapebas, a Vale investiu no 1T09 US$ 54,1 mil no Programa de Educação Patrimonial, desenvolvido na área do Projeto Salobo em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa). Entre as diversas ações foi produzido um documentário educativo com a apresentação dos principais resultados obtidos no programa, desde o trabalho arqueológico até as oficinas sobre cultura indígena, técnicas de produção fotográfica e de percepção cultural, desenho e pintura e produção de artesanato em cerâmica. O Programa é desenvolvido desde 2005 e já atendeu mais de 100 pessoas no município, incluindo as vilas Paulo Fonteles e Sanção. Para o Projeto 100 foram destinados US$ 74,9 mil para a manutenção do atendimento educacional de crianças e adolescentes do município. Desenvolvido desde fevereiro de 2000, o projeto

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Trens da Vale dentro d'água Em Moju, o investimento de aproximadamente US$ 389,4 mil com destaque na conclusão do estudo socioeconômico que mapeou as potencialidades produtivas de 14 comunidades que integram o Território Quilombola do Jambuaçu. Em Terra Santa e Oriximiná, foram investidos US$ 76,9 mil em um levantamento do contexto socioeconômico e ocupacional da região do entorno da empresa. InvestimentosAmbientais Em Parauapebas, foram investidos US$ 29,2 mil nas atividades do Projeto de Levantamento da Composição Florística das Leguminosas de Carajás, uma ação realizada em convênio com o Centro Nacional de Agrobiologia, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em Canaã dos Carajás, a Vale investiu US$ 30,3 mil na realização de atividades de conscientização ambiental na Vila Bom Jesus, e na recuperação das margens do Igarapé Araras, em parceria com Prefeitura Municipal e a c o m u n i d a d e . O destaque ambiental da MRN foi a soltura de mais de 5 mil filhotes de quelônios da Amazônia, a empresa investiu US$ 3,9 mil no Projeto Péde-Pincha. P

INVESTIMENTO SOCIOAMBIENTAL Em US$ Milhões

Estado

1T08

1T09

PA

37,6

30,4

viabiliza bolsas integrais a 100 alunos de baixa renda, incluindo material de uso coletivo e individual, uniformes, transporte, alimentação e reforço escolar, benefícios estes que se estendem até a conclusão do ensino médio, garantindo a educação de qualidade. Em Ourilândia do Norte e Tucumã, a parceria da Vale com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA) e as secretarias de educação dos dois municípios certificou 35 professores da rede pública de ensino no curso de capacitação básica em educação para o trânsito, uma iniciativa pioneira no Brasil. No primeiro trimestre o investimento foi de US$ 18,1 mil na preparação dos professores, que passam a ser multiplicadores dos conceitos para um trânsito mais seguro e cidadão. Os professores irão ministrar a disciplina "Educação para o trânsito", já incluída no calendário escolar de 2009, onde serão repassadas orientações de como agir de maneira correta, mesclando teoria com ações práticas.

O tráfego na Estrada de Ferro Carajás foi interrompido em virtude das fortes chuvas que caíram na região. Com a paralisação da estrada de ferro, deixam de ser transportadas por dia 1.300 pessoas que têm no trem de passageiros seu principal meio de transporte entre 23 municípios do Maranhão e do Pará. A assessoria de comunicação da mineradora Vale informou, através de uma nota, que o Rio Vermelho – afluente do rio Itacaiunas, que nasce em Xinguara e segue até Marabá – transbordou e as águas alcançaram os trilhos da estrada. As águas provenientes do alagamento formaram um lago de 760 metros de extensão e cobriram os trilhos em mais de meio metro de altura. O tráfego foi interrompido no quilômetro 765, entre Marabá (PA) e Itainópolis (PA). O volume de água nos trilhos compromete a segurança da operação, uma vez que os trens não podem circular com mais de sete centímetros de água na linha férrea. Em consequência, a Vale declarou condição de força maior na Estrada de Ferro Carajás, em virtude da interrupção do transporte de minério, provocada pelas fortes chuvas ocorridas nos estados do Pará e do Maranhão. Bombas de sucção retiram água da linha férrea para que vagões passem pelo trecho liberado

DESEMPENHO OPERACIONAL VOLUME DE PRODUÇÃO Mil toneladas

1T08

1T09

Albras-Alumínio

112

112

Alunorte-Alumina

1.058

1.482

825

1.483

1.638

1.502

CADAM-Caulim

157

81

PPSA-Caulim

139

57

Sossego-Cobre (2)

30

30

Ferro Gusa Carajás-Gusa

79

44

24.199

20.277

504

43

Paragominas-Bauxita MRN-Bauxita (1)

Ferrosos Norte-Ferro RDM-Manganês

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ÚLTIMA HORA Ao fecharmos esta edição tivemos conhecimento da liberação do trecho alagado quando o nivel da água sobre o trilho baixou para 9cm, possibilitando a passagem dos trens de carga. O tráfego foi feito em regime especial, com os trens circulando com velocidade de 5Km/h e com acompanhamento das equipes de operação e manutenção durante todo o tempo. A liberação do trecho só foi possível depois que a equipe de engenharia da Vale construiu dois diques de 850 metros cada um, ao lado dos trilhos, formando um muro. Em seguida, bombas de sucção começaram a retirar a água que cobria os linha férrea. O trabalho envolveu cerca de 500 homens, trabalhando ininterruptamente. Para a construção dos diques foram usados 56 mil sacos de areia.


ONU faz consulta online sobre Relatório de Desenvolvimento Humano

E

m uma iniciativa inédita, o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, lançou a campanha "Brasil Ponto a Ponto", no site www.brasilpontoaponto.org.br. O objetivo da ação é escolher o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro, programado para ser divulgado entre o final de 2009 e o início de 2010, e promover a discussão pública sobre os grandes problemas nacionais. No site, os brasileiros têm a chance de colaborar indicando o que precisam para

melhorar suas vidas. As sugestões podem ser enviadas por meio de vídeos ou mensagens escritas. A iniciativa, liderada pelo brasileiro Flávio Comim – coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil –, tem o apoio de grandes empresas como Natura, TIM, Rede Globo, Suzano Papel e Celulose, Sebrae, entre outros. "A participação das pessoas é importante não apenas para registrar as suas opiniões como para registrar a opinião dos demais, porque o site permite você ler e ver quem está postando os vídeos", “Para que possa haver desenvolvimento humano, é necessária que haja canais de discussão, para sabermos para onde ás pessoas querem ir", afirmou Convim.

No documento são registrados os problemas mais críticos para o bem-estar das pessoas. O primeiro relatório referente ao Brasil foi publicado em 1996. Neste ano, a população tem a oportunidade de participar do relatório, que não ficará limitado a dados técnicos e estatísticos. P

RDH

O Relatório de Desenvolvimento Humano é um livro produzido pela ONU em todos os países, todos os anos. O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade? Esta é a pergunta que o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) quer que as pessoas respondam para ajudá-lo a escolher o tema do próximo relatório de desenvolvimento humano, que será publicado no início de 2010.

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ADVB-PA COMPLETA 35 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO PARA O CRESCIMENTO DO ESTADO

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m a r k e t i n g c o m o resultados diretos observados está a ferramenta de combate capacitação dos empresários que à crise financeira, participaram para a entrada nos processos e s t r a t é g i a s d e de licitação da Infraero. negócios e orientações INTEGRAÇÃO sobre como aumentar os lucros são algumas das diretrizes que Projetos como as premiações Top Social, servem de base para o trabalho que a Top de Marketing e Personalidade de Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing também fazem parte da Marketing - Seção Pará (ADVB-PA) que programação da ADVB-PA para promover o crescimento dos associados completou 35 anos no mês de março. 'No momento em que se fala de crise, as através do reconhecimento público. As empresas associadas mantêm o otimismo, premiações valorizam as estratégias de continuam mostrando produtos e serviços marketing e vendas, mostrando à e não deixam de investir em marketing. A sociedade como estratégias inovadoras e ADVB garante esse apoio promovendo ações de responsabilidade social podem eventos que estimulam a economia e a contribuir para um mercado mais justo e produção no estado do Pará', destaca qualificado. Marcos Aurélio de Oliveira, presidente da Os cases inscritos são julgados por Associação. A ADVB-PA é uma das mais antigas representações da instituição em nível nacional. Nos últimos anos, a entidade tem investido em ações de relacionamento que incentivam a geração de negócios, como os projetos 'Happy Hour Empresarial' e Diretoria da ADVB-PA quando da Premiação 'Conheça a ADVBPersonalidade de Marketing 2008 PA'. O “Conheça a ADVB” é uma visita dos associados e instituições de ensino superior que convidados a empresas como a Infraero, possuem pós-graduação em Marketing. A que recebeu a comitiva ADVB-PA no dia Universidade daAmazônia (Unama) julga 07 de maio. O grupo foi recebido no os inscritos no Top de Marketing, e a Aeroporto Internacional de Belém pelo Faculdade do Pará (FAP), os do Top superintendente regional da Infraero, Social. 'Ao envolver os futuros Washington Santana, que ressaltou a profissionais de marketing em projetos importância da visita dos empresários e como esses, nós contribuímos para um formadores de opinião da sociedade. 'É a mercado muito mais qualificado', primeira vez que consigo trazer esse completou MarcosAurélio de Oliveira. grupo de qualidade para conhecer a Em 2001, a ADVB-PA instituiu o Infraero e identificar as oportunidades de concurso Top Social. A premiação busca negócio que temos no aeroporto', valorizar e incentivar o desenvolvimento do conceito de Responsabilidade Social comentou Santana. 'A visita possibilitou a nós, usuários do Empresarial como forma de fortalecer a aeroporto, conhecermos a parte interna e o cidadania. O foco dos casos de sucesso do funcionamento do espaço. A sociedade Top Social são ações voltadas ao meio não tem muito conhecimento do ambiente e à cidadania. Por isso, em 2007, funcionamento da Infraero', comentou o o prêmio passou a certificar as empresas presidente da ADVB-PA, Marcos Aurélio vencedoras com o selo 'Top Social'. 'O Top Oliveira. Ele disse ainda que, entre os Social aprimorou a atuação das empresas em prol da sociedade. A premiação

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representa uma evolução para o mercado. No início, tinha-se uma noção de social voltada mais para o assistencialismo, que é melhor do que nada. Hoje, os projetos são bem mais ricos', afirma a consultora em responsabilidade social, Saphira Ruffeill. O TOP de MARKETING é realizado, anualmente, desde 1981. O prêmio tem como objetivo divulgar e valorizar as ações de Marketing e Vendas, premiando as empresas que utilizaram com eficiência as técnicas e mídia adequada com resultados comprovados. O Personalidade de Marketing tem como base a idéia de que a atuação da empresa no mercado é uma relação direta da visão e do empreendedorismo de seu administrador. Para destacar esse profissional, a ADVB-PA elege anualmente, através de votação de seus associados, a Personalidade de Marketing. “O prêmio é para o executivo que aplica, por meio da atuação de sua empresa, ações e promoções de m a r k e t i n g , u t i l i z a n d o modernas técnicas e instrumentos de mídia”, explica Marcos Aurélio Oliveira. EM 2008, o apresentador e colunista Marcelo Marques foi o homenageado.

Happy Hour Para aproximar associados a ADVB-PA promove, todos os meses, o Happy Hour Empresarial. Os locais dos encontros são empresas que apresentam instalações, produtos e serviços oferecidos. O último evento foi no Crowne Plaza Hotel, no dia 15 de abril. Durante os encontros a ADVB-PA abre espaço também para outras empresas e novos projetos, além de apresentar os novos associados. No Crowne, foram anunciados como novos integrantes do grupo RD2 Comunicação e Marketing Empresarial, Bureau A3, Idalina Ferreira da Paz, Maria do Socorro Cravo e Sinergia Eventos . P paramais.com.br


Acyr CASTRO

O Mês das

Mulheres Q

ual a flor mais bela e mais ativa e mais perfumada que a rosa? Fácil de responder, mais fácil ainda explicar. Claro que é a mulher. E nenhuma rosa tem mais perfume, tem mais brilho do que a mãe de Jesus, Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, minha madrinha de batismo por iniciativa da tia-avó Santa Paiva. Uma mulher extraordinária, que desde os 23 dias de idade criou,educou e tratou com todo carinho a flor mulher que tinha o nome de Neuza Cecília, Neucília amada por quantos a conheceram e lamentam a sua falta, a começar pelos filhos Acyr, Cecília, Eliana,Suely, Nina Rosa e Marilda, e, aquele que foi dormir mais cedo, João Luiz. Doming 10 de maio o mundo todo festeja todas as rosas que existem, por isso Dia das Mães, um acontecimento que atravessa o universo de ponta a ponta, homenagem exata e precisamente a todas as mulheres inclusive e sobretudo quantas trabalham para sustentar famílias numerosas, algumas até abaixo da linha da miséria. Falemos claramente. O problema, difícil de definir, representa uma causa que mobiliza gente de todos os credos e confissões, à frente a Igreja Católica em sua eterna batalha em defesa da vida, portanto das flores, logicamente das mulheres que são a essência pura do ser e do estar de cada criatura na terra. Um problema que perpassa e percorre o humano, o psicológico, o político, o ideológico. Sem resolver esse problema o que acontecerá? Creio que será o fim do brilho, o fim do perfume, o fim do viver. Cabe a cada um de nós, cidadãos do mundo, resolver de imediato tal problema, se é que amamos as flores, isto é, as mulheres. Falar em mulher é falar das noivas, fonte de amor e do cumprimento da máxima divina "Crescei e multiplicai". O mais fica para junho, já que, segundo a canção popular, quem diz tudo de uma vez fica sem nada dizer. Que os leitores fiéis da revista, que os queridos amigos Ronaldo e Rodrigo Hühn tão bem editam até os limites do sacrifício para alegria e prazer de Belém, do Pará e do mundo. Quem quiser que conte outra, com ajuda de Deus.

(*) Poeta, jornalista e escritor

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por Adilia Belotti

Símbolos do mês de

A

h, o mês de maio! Não bastasse essa luz oblíqua que faz as manhãs acontecerem assim feito epifanias e este fundo do ar friozinho, maio ainda é mês de mãe, mês de noivas, mês de Nossa Senhora… “Maio é o mês mais feminino do ano”, me dizia um astrólogo. Tem razão, meu amigo, que não há de ser só por coincidência se terem juntado no mesmo mês tantas festas femininas! Existem perguntas que, uma vez formuladas, funcionam feito tiros de largada: você só consegue parar quando a curiosidade é saciada, não concorda? Pois foi assim que me senti quando descobri que não sabia as razões da feminilidade do mês de maio. E lá fui eu atrás..

Maiesta, a Bona Dea

maio

esposa de Vulcano, o deus do fogo. Nas festas em sua honra, os homens não eram admitidos. Os livros de mitologia grecoromana também falam de um festival das flores em sua homenagem e que acontecia entre abril e maio. E, como em muitas festas primitivas que celebravam a primavera, além das flores, símbolo da possibilidade de renovação da vida, os rituais incluíam muita dança e muita festa e um vento de liberdade bem sexual inspirando tudo. Vou lendo e deixando surgir uma imagem em tons de ocre, tons da terra, um campo verde-novinho...no alto da colina encharcada de sol, vejo chegar o cortejo da Bona Dea. Libertados dos andrajos sombrios do inverno, homens e mulheres em panos claros, transparentes e flutuantes, caminham Beltane

Uma busca no dicionário me ensina que a palavra maio está relacionada com Maiesta, um antiquíssima deusa dos romanos e que provavelmente estava, ela também, associada com uma outra figura divina, a Bona Dea, ou a boa deusa da fertilidade e da abundância. Maiesta era Maiesta, antiquíssima deusa dos romanos

rodopiando pela estradinha poeirenta. Alguns tocam alaúdes ou flautas. Trazem flores nos cabelos, amarradas nos pulsos, presas na cintura. Florália é o nome do festival. Fauna e Flora são os outros nomes das deusas. A festa da Natureza é a festa dos humanos.

Beltane, a festa da primavera Nos países do hemisfério norte, em maio a primavera está no auge. As florálias romanas eram apenas um dos grandes

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festivais que marcavam a mudança da estação. Beltane ou o grande festival do fogo entre os celtas, o povo que vivia em boa parte do que hoje a gente conhece como Europa, antes da expansão do cristianismo era outro. Para estes celtas – e para os irlandeses, seus descendentes mais diretos – o verão começava entre o dia 30 de abril e 1o de maio. Mas não era só a volta do calor que os festejos de primavera celebravam. Importante também era garantir boas colheitas do trigo recém semeado. Os rituais de fertilidade traziam a festa para os campos. Os casais vão dançar em torno do mastro, símbolo da árvore sagrada. Trançando e destrançando fitas coloridas, aproximamse e afastam-se, antecipando jogos mais ousados de sedução. Alguém lembrou dos nossos mastros de São João? Pois, nossas festas juninas, embora no inverno, guardam, sim, um restinho de sol... Por toda parte, encenava-se sobre a terra, o mesmo ato sagrado que assegurava a vida: a germinação das sementes. Na última noite do festival, as orgias reproduziam o hierogamos, o casamento sagrado que unia o casal divino. E, repetindo o ato criador original, faziam circular a energia criativa, espalhando-a pelos campos cultivados e pelos corpos e almas de mulheres e de homens. A mágica do ritual paramais.com.br


garantia a vida vegetal e animal até o ano seguinte…

Maio, mês das noivas Maio, mês das noivas...mesmo sem saber, talvez estejamos impregnados destas memórias. O fato é que embora hoje a gente mal nem perceba a passagem das estações, para estes nossos ancestrais, seria impensável trocar as cerimônias típicas da primavera pelas do outono e vice-versa. Cada época, tinha o gosto, os cheiros, as cores e o espírito da estação… e pronto, estamos conversados. E para quem acha que só existe um jeito de se casar – o nosso -- surpresa: o casamento, tal como a gente conhece hoje não existe até algum momento do século 18. É o que diz o sociólogo Philippe Ariés, francês e um dos autores do livro Sexualités Occidentales. Interessantíssimo, por sinal. É lá que

aprendo que até o século 9, a função do padre resumia-se a abençoar o leito nupcial, para garantir a fecundidade da “semente” do casal. Antes disso, a cena de um casamento seria mais ou menos assim: estamos na casa da moça, onde alguns parentes ou amigos aguardam. O pai da noiva convida o futuro genro para sentarse e oferecer a ela uma taça de vinho. Maria, a noiva, bebe em silêncio. Talvez o próprio pai, talvez um tio, irmão de sua mãe convida: “Dá de beber ao teu noivo, João, como sinal de união”. Ela obedece e leva a taça aos lábios do felizardo João, que então anuncia: “Eu beijo Maria, como sinal de união”. Eles se dão as mãos e se beijam. Os presentes festejam, gritando, “eles estão casados! E que todos bebam à saúde dos dois…” Um beijo, um gole de vinho, gente querida em volta...quer coisa mais simples?

Os símbolos do casamento Eventualmente, um ritual tão importante assim vai se enriquecendo de símbolos. Havia as flores que enfeitavam Maria com os tons e perfumes da própria primavera. E o anel que, assim como o gesto de dar as mãos, representa união, totalidade. E o costume de jogar arroz ou qualquer outro grão nos noivos também não cabe naquela cena de primavera? Abundância e fertilidade, tudo de que um casal precisa... Para afastar os maus espíritos, o cortejo que acompanhava os recém-casados até sua nova morada, fazia muito barulho – lembraram das latas amarradas atrás dos carros? E neste cenário de um maio ensolarado não podia faltar comida: pães e bolos compartilhados, promessas de unir esforços, na saúde e na doença...Símbolos-bênçãos que deveriam ajudar os noivos a atravessarem juntos muitas primaveras e muitos invernos...

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Maio, de Nossa Senhora E Nossa Senhora? Prometo falar só dela num outro artigo, mas vou contar uma historinha bem curta para vocês. Existe um costume nas aldeias de Portugal, cujas origens ninguém sabe explicar muito bem. Em algum momento entre a Páscoa e Pentecostes, ou seja, em plena primavera, os habitantes se reúnem para fazer o bodo anual contra pragas e contra a seca. “Bodo” vem do latim votum e quer dizer “promessa”. Era o nome da refeição que se servia nos casamentos. Um bodo ritual também era oferecido a Nossa Senhora da Guia ou Nossa Senhora Rainha do Céu. Em grandes fornos colocados nas praças dos vilarejos, os camponeses preparavam para esta refeição uns biscoitos, parecidos com bolos, chamados “cavacas”. E “cavacas” chamavam-se também os pães que os cananeus, do outro lado do Mediterrâneo, ofereciam à sua Senhora dos Céus, Ishtar, há milhares de anos...Coincidência? Acho que não. Não existem coincidências na memória coletiva dos homens...Agora adivinhe só de onde vêm nossa palavra “bodas”? P

Editora do site Árvore do Bem

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por

Q

Mulheres de Trinta

uando assisti ao filme o Diário de Bridget Jones (Columbia, 2001), desde os primeiros minutos achei que já conhecia Bridget de algum lugar. Ela está na faixa dos 30 anos, é solteira, mora numa cidade grande, quer parar de fumar, acha que está marcando passo no emprego, tomou a firme decisão de fazer ginástica e aprender a programar aparelhos eletrônicos. Enfim, ela quer tomar as rédeas de sua vida e conta com seu bom humor para enfrentar os obstáculos do cotidiano. Esta poderia ser milhões de brasileiras, que passam pela mesma situação. Mas o que será que está acontecendo? Será que falta homem? Ou mudou o modelo de relacionamento? É como dizem por aí: Bem vinda à guerra! Bonitas, Malhadas, Elegantes, Inteligentes, independentes, estudadas, bem-sucedidas e com mais de trinta anos, essas mulheres dizem a mesma coisa: Falta homem! Se você tem o seu, segura ele! Por opção ou por contingência, o fato é que nunca houve tanta mulher sozinha.

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por Denise Moraes

Mas por incrível que pareça, não, não falta homem. Segundo dados estatísticos da Fundação Getulio Vargas, nascem mais meninos (51,2%) do que meninas (48,8%), então temos um empate técnico neste placar. “Hoje em dia existem muitos gays!”. Outra fala comum entre as mulheres. De fato, os homossexuais nunca foram tão visíveis. Mas não temos como precisar se eles hoje estão em maior ou menor número. Podemos dizer que os gays assumem mais sua opção e não criam, em sua maioria, estereótipos masculinos para mostrar a sociedade. A revolução sexual, que emancipou a mulher, também deu coragem a homossexual para expor sua sensualidade. O problema, a meu ver, está modelo de namoro, que funcionou muito bem até a geração passada, mas que agora está transformando. Antes as mulheres se

preparavam para o casamento; estudo e projeção profissional eram coisas secundárias. O triângulo: condição financeira, filhos e amor eram a base de um casamento, que agora depende somente do terceiro item, justamente o mais complexo, pois engloba emoção, afinidades e entrega dos envolvidos. Pois bem, trinta anos e avulsa, “Tá sozinha?” Vá à luta, é a

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guerra. Quando o objetivo é encontrar um companheiro para, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, compartilhar um relacionamento afetivo comum, elas não disfarçam o desespero; na academia, no salão de beleza, na fila do banco, elas só falam disso. E como sintoma desta busca, uma característica anteriormente masculina está se invertendo. Algumas se insinuam mesmo, sem constrangimento “dão em cima pra valer”. Porém, não é a grande maioria, pois a maioria ainda é muito seletiva na procura do parceiro mesmo que seja para um 'sexo casual'. Ao conversar com algumas mulheres neste perfil, uma parte teve um numero relevante de tentativas durante o ano passado, já outras, que se decepcionaram ou assumiram a maternidade como determinante na felicidade, optaram pelo “celibato”, não tendo relacionamento nenhum por anos. Uma funcionária pública, por exemplo, disse que não fazia sexo a pelo menos dois anos e que vive em função da filha.

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“É como se nenhuma conquista tivesse netos”, declarou Cristina, 34 anos, valor sem um homem em casa. Que falta dentista. que faz a perna cabeluda na hora de Como não precisam mais casar para pagar dormir”, disse uma delas num bate papo as contas no fim do mês ou para fazer sexo, as mulheres esperam algo mais de informal. A raiz do impasse é a linha do tempo da um relacionamento amoroso. Então, mulher; ela dedica os primeiros anos da como já mencionei no inicio, não falta vida ao estudo e à colocação profissional, homem. Falta aquele tipo companheiro, isso anteriormente não existia. Elas sensível e que queira se entregar a um querem casar agora, perto dos trinta anos. c o m p r o m i s s o c o m l e a l d a d e e cumplicidade. Mas outro ponto Aquela certeza de que o namorado da importante nesta “avulsabilidade” época da faculdade se que afeta as mulheres é o fato transformará no marido na é de não quererem homens mais válida. É quando a colocados abaixo delas na mulher chega aos trinta Quando eu era mais jovem escala social, o que não que se depara como Nunca precisei de ninguém acontece com os homens, relógio biológico que E fazer amor era só por divertimento eles não se preocupam, alerta para maternidade, Esses dias já passaram pelo menos em primeiro ou seja, quando consegue Vivendo sozinho Penso em todos os amigos que tive plano, se a parceira está manter parceiro estável, Quando telefono e m p a t a d a no segundo encontro quer Ninguém está em casa financeiramente ou apresenta-lo aos pais e em Sozinho profissionalmente com seis meses, pressiona-o Não quero estar ele. para casar! Sozinho Não mais E como na música “Entro no relacionamento É difícil ter a certeza “Cinderela” de Ângela criando uma expectativa Às vezes sinto-me tão insegura Maria, “venha de onde vier, de que aquele será para o E o amor é tão distante e obscuro chegue de onde chegar, resto da vida. Consigo Falta a cura aquele amor que sonhei, virá imaginar nossa relação Música-tema do filme O Diário de Bridget Jones que eu sei, é só esperar”. daqui a 30 anos e cheios de P

sozinha

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O filme de Joel Zito Araújo estréia em Belém este mês na luta contra a exploração sexual

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Fotos: Divulgação

documentário Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado estréia em circuito nacional no dia 18 de maio. O lançamento do filme faz parte das ações de mobilização, que acontecerão em todo Brasil, no Dia Nacional de Luta contra o Abuso e a Exploração Sexual. O filme trata das intimas questões ligadas ao turismo sexual no Brasil e à dura realidade do tráfico internacional. Mulheres, travestis, crianças, são a ponta de um comércio que movimenta milhões de dólares e que envolve autoridades, estabelecimentos comerciais, exploradores diretos e indiretos e turistas estrangeiros que vem ao Brasil em busca de um 'Pindorama Sexual'. Joel Zito Araújo, diretor do longa, percorreu o nordeste brasileiro, e algumas

Joel Zito Araujo

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Cinderelas, Lobos e Um Príncipe Encantado cidades européias, em busca de depoimentos significantes para o entendimento da complexa questão. Era preciso conversar in loco com os personagens dessa tragédia real para entender o que leva uma menina à prostituição. Falhas na estrutura familiar? Imposição de uma sociedade de consumo num país de miseráveis? Falta de afeto? Falta de ações governamentais para cuidar desses jovens? De outro lado, era preciso também entender como agem os aliciadores. Como o lenocínio torna-se prática em todo o nordeste (e praticamente todo o Brasil) e alimenta uma rede enorme? Como o turismo sexual é visto por quem o pratica? Na ponta de lá, estão os homens europeus que vem ao Brasil em busca de prazer. O que pensam esses lobos do norte? O que vem, na verdade, buscar aqui? Que estigmas da escravidão e da segregação racial ainda estão abertos? Essas e muitas outras questões são levantadas ao decorrer do filme. Algumas questões serão respondidas. A distribuição do filme, feita pela Pipa Produções, é baseada no conceito da Distribuição Criativa, onde ingressos gratuitos serão disponibilizados ao público, em pontos estratégicos, nas praças de exibição. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos/Comissão Intersetorial do Governo Federal e Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes viram no filme uma forte ferramenta para ser utilizada no combate ao abuso e à exploração sexual. Assim, são parceiros nesse projeto de lançamento nacional e o

filme será utilizado como peça fundamental das ações do dia 18 de maio e de seus desdobramentos. Dentro da Programação, o filme será exibido em sete capitais brasileiras, iniciando por Recife e encerrando em Belém. Aqui a pré-estréia será organizada pela Caiana Filmes. Segundo o diretor da Produtora, João Inácio, este evento consolida o compromisso da caiana em trabalhar com filmes que levantem temais importantes a serem discutidos com a sociedade: “pretendemos expandir ações desse gênero durante todo o ano, assim como também produzir filmes que provoquem reflexões sobre o direito da criança e do adolescente, como o filme Shala - um curta em 35 mm, que começa a

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ser filmado em julho”. Para João Inácio, o cinema é uma dos principais meio de informação e sensibilização da população para o tema, “nesse sentido a vinda do documentário de Joel Zito, trará uma grande contribuição para a cultura e para a sociedade paraense”. O filme “Cinderelas, lobos e um príncipe encantado” acontece dia 24 de maio, às 19h30, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, grande parceira do evento, que pela primeira vez terá um espaço totalmente transformado em uma sala de cinema, para exibição do documentário.

SINOPSE - O filme Em Cinderelas, lobos e um príncipe encantado , viajando pelo nordeste brasileiro e pela Europa, na Itália e Alemanha, o diretor discute o sonho de cinderela de várias mulheres brasileiras que buscam encontrar um marido europeu. Muitas migram e se tornam dançarinas em apresentações de ritmos ligados ao Brasil. Sem estudo ou formação profissional, outras se transformam em prostitutas. Mas, uma minoria consegue criar o seu final feliz. Duração: 107'52'' /Cor / HD

Biografia do diretor Criador e diretor dos filmes A Negação do Brasil (vencedor do É Tudo Verdade 2001) e Filhas do Vento (8 kikitos no

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Festival de Gramado 2005). Realiza documentários desde 1988. Autor dos livros “A Negação do Brasil – o negro na telenovela brasileira” e “O Negro na TV Pública” (no prelo), e vários artigos sobre a mídia e a questão racial no Brasil. Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

18 de Maio O 18 de Maio foi instituído pela Lei Federal No. n. º 9970/00 como do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. A motivação para criação de uma data como mais um elemento de reforço ao enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, foi criar capacidade e mobilização dos diferentes setores da sociedade e dos governos e da mídia para formação de uma forte opinião pública contra ä violência sexual de criança e adolescente. Por outro lado a intenção é estimular e encorajar as pessoas a denunciarem/revelarem situações desse tipo de violência bem como criar possibilidades e incentivos para implantação e implementação de ações de políticas públicas capazes de fazer o enfrentamento ao fenômeno, no âmbito do combate à impunidade e de proteção e promoção às pessoas em situação de vítimas ou vitimização, conforme estabelece o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança eAdolescente. A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973 em Vitória-ES um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Crime Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas 08 anos de idade que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta daquela cidade. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda prescreveu impune. Desde a criação dessa Lei a sociedade

civil organizada promove atos de mobilização social e política na perspectiva de avançar no processo de conscientização da população sobre a gravidade da violência sexual e ao mesmo tempo impulsionar a implementação do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente aprovado pelo CONANDA em 2000, no marco dos 10 anos do ECA. Amanhã, (dia 18 de maio) com o filme Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado, haverá mais uma grande mobilização nacional na luta em favor de toda infância e adolescência brasileira, coordenada conjuntamente pelo Comitê Nacional e o governo federal por meio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, contando com a parceria da Frente Parlamentar dos Direitos de Criança e do Adolescente do Congresso Nacional.

Distribuição Criativa O projeto foi idealizado por Isabelle Cabral, da Pipa Produções, como alternativa para produções cinematográficas com baixo orçamento, para atuar na distribuição, exibição e divulgação de filmes nacionais. Para isso, cria o conceito de Vale-cinema e Promoção Criativa e conta com apoios fundamentais de exibidores e produtoras locais, numa parceria inédita em prol do cinema nacional. O vale-cinema é um ingresso subsidiado pelo patrocinador e é distribuído gratuitamente ao público. P

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Cartaz A

apresentação/ lançamento do Cartaz oficial do Círio 2009 foi realizado no interior da Basílica Santuário de Nazaré, durante missa celebrada pelo monsenhor Raimundo Possidônio, administrador arquidiocesano, e concelebrada por vários sacerdotes, em virtude da forte chuva que caia sobre Belém, era para ser realizada na Praça Santuário. Assim mesmo a Basílica ficou repleta de fiéis católicos. No início o casal César Neves, coordenador da Diretoria da Festa de Nazaré, conduziu a imagem peregrina ao altar. Na homilia monsenhor Raimundo Possidônio enfatizou o acolhimento por parte de Maria da missão de encarnar a palavra divina para orientar os seres

Monsenhor Raimundo Possidônio na homilia

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do Círio 2009

Durante a missa, celebrante e concelebrantes

humanos, serve de exemplo de humildade e prática de evangelização. Segundo o administrador arquidiocesano, a antecipação do lançamento do Cartaz era uma vontade de Dom Orani Tempesta, ex-arcebispo da arquidiocese e faz parte de uma estratégia de evangelização. "Queremos que o Círio se torne um elemento de evangelização o ano inteiro, não só na quadra nazarena, mas, principalmente logo a partir da celebração da Páscoa", explicou Padre Cid, como é conhecido o administrador. O cartaz deste ano traz em destaque, como não poderia deixar de ser, a imagem de

Nossa Senhora de Nazaré, de frente à nave central e sobre folhagens, recordando o local onde o caboclo Plácido encontrou a imagem original, no qual se ergueu o templo, e, para celebrar o centenário (24 de outubro) do lançamento de sua pedra fundamental – a fachada da Basílica Santuário de Nazaré. No cartaz, a frase “Em Maria, a palavra se fez carne” e a imagem da Santa abordam a temática da programação deste ano, em uma dimensão cristológica, disse o monsenhor Raimundo Possidônio. César Neves lembrou que o cartaz é um dos ícones mais importantes da quadra

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Miguel Chikaoka, ao centro

A Basílica ficou repleta de fiéis O cartaz no altar

nazarena e marca para o público o começo da trajetória do Círio, dessa maneira começamos o Círio deste ano com o pé direito, afirmou o coordenador da Diretoria da Festa. Em 2009, a tiragem do cartaz será recorde, com previsão de mais de 800 mil exemplares. A fotografia leva a assinatura de Miguel Chikaoka e a arte é da agência Mendes Publicidade. Os fiéis presentes aplaudiram bastante quando o Cartaz foi apresentado. A fotografia é de Miguel Chikaoka e a arte é da agência P Mendes Publicidade.

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Lula vem ao Pará lançar o programa Minha Casa, Minha Vida

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá lançar no Pará, ainda neste primeiro semestre, o programa Minha Casa, Minha Vida, que vai construir 1 milhão de moradias para famílias que recebem até dez salários mínimos. Ficou acertado ontem, em Brasília, durante reunião de Lula com a governadora Ana Júlia Carepa e o presidente da empresa Vale, Roger Agnelli. Um dos principais temas da reunião foi a redução do déficit habitacional no Estado, que ultrapassa 400 mil habitações. Ana Júlia Carepa informou que, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o "Minha Casa Minha Vida" e

Fotos: Adriano Machado/ABr

A governadora Ana Júlia Carepa durante reunião com o presidente Lula e o presidente da Vale, Roger Agnelli, no gabinete do Presidente do CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil

encaixar projetos executivos elaborados pela Vale. No total, seis mil casas serão construídas nos municípios localizados na área de influência da empresa. Elas beneficiarão a população que recebe até três salários mínimos. As habitações serão construídas com recursos dos governos federal e do Pará, e com apoio da Vale, que elaborou os projetos executivos. A reunião com o presidente foi muito positiva, na avaliação da governadora. "Estou bastante satisfeita com os avanços nos nossos projetos de infraestrutura urbana e habitação. Pela primeira vez o Pará vai reduzir, realmente, o seu déficit habitacional", assegurou.

Siderúrgica

outras ações voltadas para a área de habitação, o Pará, de imediato, reduzirá em 15% o déficit total. "Esse déficit habitacional somente crescia até hoje, mas agora começamos a reverter essa tendência. A partir desses resultados positivos temos chances de conseguir mais financiamentos para novos projetos", disse ela. A governadora agradeceu a participação da Vale em alguns dos projetos. O governo do Pará cedeu 30% de sua cota no programa "Minha Casa Minha Vida" para

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Durante a reunião, o presidente Lula reiterou ao dirigente da Vale a importância da empresa investir em siderúrgicas no Brasil – particularmente no Pará. Lula disse a Roger Agnelli que considera essencial para o Brasil agregar valor ao ferro extraído no Estado. A governadora concordou e aproveitou para convidar o Lula acertou com Agnelli que seis mil casas serão construídas nos municípios localizados na área de influência da VALE

presidente da República para uma visita às obras da Usina Termelétrica de Barcarena, um projeto de R$ 1,8 bilhão, e ao Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, onde será instalado o Centro de Bauxita e Alumina um investimento conjunto da Vale e do governo do Pará, orçado em R$ 23,10 milhões. Para Ana Júlia Carepa, o investimento em siderurgia é "mais um passo na transformação do modelo de desenvolvimento do Estado". A governadora e o presidente da Vale acertaram, para agosto deste ano, uma visita à área da usina siderúrgica de Marabá, que tem investimentos previstos de R$ 7,6 bilhões. Juntos, eles também visitarão as obras da rodovia BR-230 (Transamazônica), do Distrito Industrial e do porto de Marabá. Ana Júlia Carepa também pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação R$ 85 milhões para obras de infraestrutura no estado, atingido pelas fortes chuvas. E segundo a governadora, a solicitação será avaliada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. P


A Caixa e o turismo nacional

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Caixa Econômica Federal terá em suas agências uma linha de financiamento específica para o turismo. O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto, e pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, que assinaram protocolo de intenções com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav) para o início das operações. Também fazem parte do acordo a companhia aérea TAM e a operadora de viagens CVC. Com a nova linha, esperase ampliar a concessão de crédito no setor. O objetivo é oferecer financiamentos de pacotes turísticos diretamente para o turista. Luiz Barreto, Ministro do Turismo

De acordo com Barreto, o valor máximo do crédito a ser tomado é de R$ 10 mil, com prazo de 24 meses para o pagamento via boleto bancário ou débito em conta corrente. Não será necessário ser correntista da Caixa para obter o financiamento e as taxas de juros serão definidas em conjunto com cada parceiro, com base nos aspectos regionais e na política de cada conveniado. O crédito será distribuído para todo o país. O turista poderá procurar as agências ou as operadoras de turismo. “Nós queremos manter o crescimento que tivemos do

2009

para que o programa entre em vigor de fato, é preciso que as agências e as operadoras de turismo entrem em contato com a Caixa para firmar as parcerias. “A partir daí, acontece um treinamento, que é muito rápido e muito simples, para que a agência possa operar o crédito. Na medida que o crediário estiver disponível, as Maria Fernanda Coelho, agências divulgam para a sua clientela”, a presidente da Caixa explicou Lenza. Econômica Federal Por enquanto, a linha de crédito só turismo no verão e crédito é fundamental. financiará pacotes nacionais. Com isso, Crédito de até R$ 10 mil por pessoa física, pretende-se incentivar o turismo dentro do desburocratizado, com os juros mais Brasil. Segundo Lenza, o limite de R$ 10 baixos do mercado, é uma injeção de mil para uma família viajar é compatível ânimo em toda a indústria do turismo. Isso com as características de um pacote deve gerar um crescimento regional. “Tendo demanda, de 5% no setor, o que é essa linha pode ser estendida muito importante nessa fase também a pacotes na qual o mundo todo vive”, internacionais. No disse o ministro referindomomento, nesta parceria, a se à crise financeira. linha lançada foi para Segundo Barreto, a linha de incentivar o turismo crédito do turismo é feita nacional”. para a população de baixa Para obter o financiamento, renda, que não está basta ir até uma agência com acostumada a fazer viagens Fábio Lenza, vice-presidente carteira de identidade, CPF, devido ao custo. “É para da Caixa Econômica Federal comprovante de residência e incrementar aqueles 20 de renda (contra-cheque, imposto de milhões de brasileiros que entraram no renda, contas de serviços como água e mercado de consumo nos último anos e luz). O cadastro é feito na hora. A que estão consumindo fogões, geladeiras liberação do crédito também é imediata. e automóveis, para que consumam “A qualquer momento, ele [o sistema] já também viagens”. dá o limite de crédito, emite uma cédula de O incentivo já deve estar disponível para crédito, o cliente assina e já sai com o os próximos feriados prolongados. A pacote de viagem em mãos. Assim que a previsão é a de que as agências de viagens agência nos entrega essa cédula, nós estejam prontas para atender o creditamos na mesma hora o valor para a consumidor dentro de uma semana a dez agência de turismo”, explicou Lenza. dias, por conta das adaptações e do treinamento necessário ao programa. O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Lenza, disse que as prestações terão valor mínimo de R$ 50 e,

O presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo – BRAZTOA, José Eduardo Barbosa, disse que, com o financiamento, espera-se que o turismo doméstico cresça em torno de 20%. Segundo ele, as operadoras de turismo que compõem a Braztoa, e que detém 80% do movimento das viagens realizadas no país, têm um valor estimado em R$ 7 bilhões para movimentar em 2009. “Vivemos um ano especial. A composição desse valor se dá com viagens internacionais, domésticas, cruzeiros marítimos. A expectativa de crescimento no ano, no geral, é de 5%, porque o doméstico está reagindo muito bem. A temporada de verão foi muito boa e também fundamentamos nossa expectativa nos cruzeiros marítimos do final do ano”. Barbosa disse ainda que o mais importante da nova linha de financiamento são as prestações mais baratas e em maior número. Ele acredita que, com isso, o setor passará a atender um novo espectro de clientes.

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, afirmou que “não há restrição” para que sejam financiados pacotes de turismo internacional, em “um segundo momento”. “Começamos com o turismo nacional. A idéia é trabalhar principalmente com os 65 roteiros do Ministério do Turismo”, afirmou Maria Fernanda. Segundo Maria Fernanda, em cerca de 15 dias, período de capacitação dos agentes de viagens, será possível conseguir o financiamento para o turismo nacional.


Minha Casa, Minha Vida Fotos: David Alves, Elcimar Neves/Ag Pa; Norma Smith

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Minha Casa, Minha Vida é um programo do governo federal, em parceria com estados, municípios, empresas e movimentos sociais que vai construir um milhão de novas moradias para a população. Dessas, 400 mil serão destinados a famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos (isto é, até R$ 1.395,00).

O que você precisa fazer para comprar sua casa pelo programa Minha casa, Minha Vida? O primeiro passo é procurar um dos postos de cadastramento que serão abertos pelas prefeituras ou governos estaduais / Distrito Federal. Depois de selecionado, você será convocado para comparecer a uma agência do CAIXA, prefeitura ou outro local credenciado e apresentar documentos pessoais, como carteira de identidade e CPF. A assinatura do contrato ocorrerá na entrega do imóvel. O que será analisado para você ser selecionado? Documentos pessoais. Comprovante de renda formal ou informal.

Quem não pode ser beneficiado pelo programa? Quem já foi beneficiado por outro programa de habitação do governo federal. Quem já tem casa própria ou financiamento habitacional em qualquer estado brasileiro. Qual o valor das prestações? A prestação mensal será de 1O % da renda familiar. O valor mínimo da prestação é de R$50,00. Por exemplo: se uma família recebe R 800.00 reais por mês, a prestação será de R$ 80,00; se outra família recebe R$ 1.390 00; vai pagar urra prestação de RS139,00. Não haverá cobrança de seguro por Morte e Invalidez Permanente ou Danos Físicos do Imóvel – DFI. paramais.com.br


JUROS As taxas de juros variarão de acordo com as faixas de renda familiar, sendo de 5% ao ano mais TR para as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, de 6% ao ano mais TR para famílias com rendimentos de cinco a seis salários mínimos e de 8,16% ao ano mais TR para a faixa de renda de seis a dez salários. Para essas faixas, o prazo para pagamento é de até 30 anos e a quota de financiamento é de até 100%. Para famílias que recebem até três salários mínimos, o valor da parcela será de 10% da renda, respeitado o mínimo de R$ 50, com prazo de até dez anos. Famílias de baixa renda terão isenção de tarifas cartoriais; já quem ganha de três a seis mínimos terá desconto de 90% e os mutuários com rendimentos de seis a dez terão direito a 80%. A Caixa trabalhará com o Sistema de Amortização Constante (SAC) para pagamento do financiamento. O programa não prevê seguros habitacionais, independentemente da faixa de renda familiar. No caso de morte ou invalidez permanente do beneficiário, cessará a obrigação de pagar as parcelas mensais. Criado pela Medida Provisória 459, um Fundo Garantidor de R$ 2 bilhões financiará as prestações em casos de desemprego temporário, perda de renda, morte, invalidez permanente e danos físicos do imóvel. Respeitando o limite máximo de prestações, o Fundo protege as 600 mil casas para famílias com renda entre três e dez salários mínimos. Ele não se aplica a quem ganha menos de três mínimos, que pagará parcelas proporcionais a 10% do rendimento mensal. A compra será quase subsidiada. Para ter acesso ao fundo, o mutuário deve ter quitado pelo menos seis prestações do contrato e comprovar que está desempregado ou que perdeu parte da renda. O valor das prestações quitadas com a utilização do Fundo Garantidor deverá ser pago ao final do prazo do contrato ou, a critério do mutuário, quando ele tiver condições de efetuar os pagamentos.

Durante o credenciamento no Programa Minha Casa, Minha Vida

De acordo com o Ministério das Cidades, não haverá mais limites de população – antes, o programa dava preferência a municípios com mais de 100 mil habitantes e de regiões metropolitanas. Estados e municípios farão o cadastramento gratuito de pessoas com renda mensal de até três salários mínimo, nas datas e locais que serão divulgados regionalmente. Os que ganham de três a 10 salários mínimos podem fazer a simulação do contrato no site do banco: www.caixa.gov.br A meta é erguer 1 milhão de casas, com um investimento estimado de R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios federais; e gerar cerca de 800 mil empregos em 2009, 1,6 milhão em 2010 e 1,1 milhão em 2011. As propostas deverão apresentar casas térreas ou prédios, de acordo com as especificações publicadas na cartilha. Os projetos para as famílias com renda mensal até três salários mínimos terão prioridade quando estiverem em regiões com grandes empreendimentos de infraestrutura – como usinas e portos – e em áreas atingidas por catástrofes definidas pela defesa civil. Também terão prioridade empreendimentos de estados e municípios com maior contrapartida e desoneração fiscal de ICMS, ITCD, ITBI e ISS.

Fazendo o credenciamento paramais.com.br

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Quando as prestações começam a ser pagas? Não é preciso dar entrada ou pagar taxa de inscrição. As prestações só começam a ser pagas após a entrega do imóvel; quando o morador se mudar para a novo casa. Assim; ele não vai precisar pagar o aluguel e o financiamento da casa ao mesmo tempo. Quantos anos o beneficiário tem para pagar sua casa? Dez anos. Como serão os imóveis? Serão casas ou apartamentos produzidos por empresas da construção civil. P

No Palácio dos Despachos, a governadora Ana Júlia Carepa anunciou o inicio do cadastramento para os interessados no Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal em 13 municípios paraenses. O Pará foi o primeiro estado brasileiro a aderir oficialmente o Programa Federal e a meta é construir no Estado cerca de 51mil Unidades habitacionais. Para garantir condições especiais para esse atendimento, a governadora firmou convênio com a Caixa Econômica Federal, com empresas da Iniciativa Privada e do setor da construção civil Participaram da cerimônia, o presidente da Caixa Econômica Federal, Evandro Lima, da Construtora Direcional, Ricardo Gontijo, a Secretaria de Governo, Ana Cláudia Cardoso, o Presidente da Cohab, Geraldo Bitar, além de outros secretários de estado. Até junho,serão construídas as primeiras 3 mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. Essas casas, estarão localizadas na Região Metropolitana (Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara) e em Castanhal, especificamente, para a população que ganha até 3 salários mínimos. Segundo informou o presidente da Cohab, Geraldo Bitar, das 50.667 unidades habitacionais destinadas ao Pará, 20 mil casas serão construídas para

A Companhia de Habitação do Estado do Pará – COHAB ficou lotada

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a população desta faixa de renda. “Isso equivale, a 40% do total de habitações que serão construídas no Estado, através do Programa Minha Casa, Minha Vida”, disse ele, acrescentando que isso significa que o governo do Pará está priorizando o atendimento à população de mais baixa renda, que é a mais atingida pelo déficit de moradia. A direção da Cohab informa também que serão atendidos quem ganha de 4 a 10 salários mínimos, nesse caso, os interessados serão selecionados para ser atendidos conforme sua faixa de renda. Pelo novo critério do Governo Federal, os municípios com população acima de 50 mil habitantes também passarão a ser atendidos pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Com a nova seleção aumenta para 32, o número de municípios paraenses beneficiado pelo Programa:– Belém, Anaindeua,Marituba, Castanhal, Santa Bárbara do Pará, Benevides, Abaetetuba, Cametá, Bragança, Marabá,Parauapebas, Santarém e Itaituba, Abaetetuba, Acará, Altamira, Barcarena, Bragança, Breves, Cametá, Capenama, Capitão Poço, Igarapé Miri, Itaituba, Marabá, Moju, Palestina do Pará, Parauapebas, Redenção, Santarém, Tucuruí e Viseu

Em entrevista à Rádio Nacional, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, fala sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de casas populares em todo o país

INFORMAÇÕES:

Ricardo Contijo, presidente da Empresa Direcional, o secretario de Estado de Administração, Orlando Bordalo e a governadora Ana Julia Carepa deslancham o Programa Minha Casa Minha Vida.

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Processo de inscrição virtualmente, através do site www.cohab.pa.gov.br Para fazer a inscrição basta o interessado deve clicar no banner Habitar Melhor e, em seguida, informar seus dados pessoais, tais como CPF, RG e salário (pessoal ou do casal), ao final da operação, é emitido um comprovante do cadastramento feito para quem concluiu a inscrição. No horário de 8 às 15, inscrições na COHAB, Companhia e Habitação do Estado do ParáPass. Gama Malcher, 361 - Souza - Belém, Pará Telefone: 3214-8400

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Os 10 anos da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

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romulgada pela Lei Estadual n° 6.215, de 28 de abril de 1999 a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer nasceu com o objetivo institucional de formular e gerir as políticas públicas e do Plano Estadual de Esporte e Lazer, promovendo e estimulando a sua prática, de modo a possibilitar a melhoria da qualidade de vida da população. Nestes 10 anos de atuação é notória a contribuição da SEEL para o fortalecimento do sistema esportivo em nosso Estado, através do estímulo a criação de Secretarias, Diretorias e Coordenadorias nos municípios para implantação de políticas horizontalizadas que consolidem o esporte enquanto fator de inclusão social e desenvolvimento humano.

Fotos: Elcimar Neves/Ag Pa

Alberto Leão, durante cerimônia

Alberto Leão, secretário de Estado de Otávio Carepa, secretário adjunto da Esporte e Lazer (SEEL), no lançamento do secretária de Estado de Esporte e Lazer, selo comemorativo aos 10 anos da SEEL, obliterando o selo dos 10 anos da SEEL no Teatro da Estação Gasômetro

Selo e Logomarca em homenagem à secretaria Um concurso para escolher uma logomarca foi lançado para marcar as homenagens pelos 10 anos de atuação da S E E L . F o r a m apresentadas diversas propostas e apenas uma delas foi selecionada por uma comissão de avaliação, que escolheu a peça que passa a ilustrar o selo comemorativo da

secretaria, além de compor diversas peças publicitárias que estão sendo preparadas, entre elas um selo comemorativo que os Correios lançaram e que visa dar ainda mais destaque a festa que a SEEL prepara no decorrer de sua primeira década de atuação. Com uma tiragem de 1.500 selos, a série comemorativa 10 anos da SEEL, será utilizada nas correspondências da secretaria durante o ano de 2009.. Além do selo, a logomarca dos dez anos da SEEL, também ilustra o verso da P Medalha Guilherme Paraense.

Medalha do Mérito Guilherme Paraense

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SEEL em comemoração pelos seus 10 anos, homenageou 15 personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do Esporte e do Lazer no Estado do Pará com da Medalha do Mérito Guilherme Paraense, criada em 2005, através do decreto nº 1.733 de Agosto de 2005, é o título de comenda para agraciar personalidades públicas e privadas, brasileiras ou não, servidores, colaboradores, atletas e dirigentes esportivos que tenham prestado reais e efetivos serviços em prol do esporte no Estado do Pará, ou façam jus à homenagem em decorrência de

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Fotos: Jimmy/Ascom SEEL; Ozéas Santos e José Sampaio

para o Brasil, ao vencer a prova individual de tiro dos VII Jogos Olímpicos realizados naAntuérpia, Bélgica, no ano de 1920. Pará reverenciar a memória dos cidadãos paraenses que, com seus efeitos, honram o nome do Estado do Pará e do Brasil, a SEEL estabeleceu o dia 29 de Abril como parte de seu calendário de eventos, homenageando àqueles que fazem jus à homenagem. Artur Carepa, pai da governadora Ana Júlia, ex-atleta da natação é entusiasta e apoiador do esporte. A representou na solenidade, recebendo do Dep. Domingos Juvenil, presidente da ALEPA, a Medalha do Mérito Guilherme Paraense

extraordinária e merecida atuação no setor desportivo. Guilherme Paraense foi o desportista que conquistou a primeira medalha de ouro

Os agraciados com a medalha do Mérito Guilherme Paraense Personalidades Públicas: Governadora Ana Júlia de Vasconcelos Carepa, Ministro Orlando Silva, Deputado Federal Paulo Roberto Galvão da Rocha e paramais.com.br


Deputado Estadual Esmerino Neri Batista Filho (Miriquinho); Secretários da SEEL durante os 10 anos: Carlos Alberto da Silva Leão, Maria Lúcia de Macedo Penedo, José Ângelo Sousa de Miranda, Francisco Dias Fernandes, Lucilene Bastos Farinha da Silva e Amaro Barreto da Rocha Klautau; Técnicos, Atletas e ex-tletas: João Conceição Agberto Guimarães, Suzete Garcia Montalvão Fraia, Alan Fonteles, e Wilson Flávio da Silva Corrêa (Caju); Dirigente do Desporto Estadual: Miguel Sampaio; Imprensa: Guilherme Guerreiro e o Servidor mais antigo da SEEL: Raimundo NonatoAmpuero. Albertinho Leão, secretário de Esporte e Lazer, referendou a importância dos seus antecessores, para que hoje a SEEL possa estar cumprindo sua missão institucional, além de destacar, a justa homenagem aos demais agraciados com a medalha, entre eles o ex-atleta João Conceição Agberto Guimarães, que foi destaque nas décadas de 70 e 80, sendo corredor de 800 e 1.500 metros, três vezes medalhista nos jogos

pan-americanos e participante das olimpíadas de Moscou (1980), Los Angeles (1984) e Seul (1988). “Outro destaque, foi a justa homenagem à governadora Ana Júlia, que já foi atleta de natação e hoje à frente do Governo do Pará, não mede esforços para contribuir no fomento e desenvolvimento do esporte no Estado”. Destacou o secretário Albertinho Leão.

Roberto Gesta de Melo, presidente das confederações Brasileira e Sul-americana de Atletismo

O almoço da CBA

A mesa oficial das comemorações dos 10 anos da SEEL na ALEPA

Fotos: Jeziel Rodrigues/Pará+

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o Centro de Convenções e Feiras da Amazônia – H a n g a r, o f e r e c i d o à imprensa local pela Confederação Brasileira de Atletismo, o presidente das confederações Brasileira e Sul-americana de Atletismo, Roberto Gesta de Melo, afirmou a necessidade de se avançar nos investimentos na prática esportiva, enfatizando o atletismo. “Existem registros na história, desde 400 anos antes de cristo, de provas de corrida e que hoje, o atletismo é um dos esportes mais praticados no mundo, rompendo fronteiras e possibilitando intercambio entre os povos”. O secretário de Esporte e Lazer Albertinho Leão em seu discurso frisou “Tenho dito por onde passo e tenho a oportunidade de falar, que a imprensa com todos seus comentaristas e críticos especializados no esporte, são meus paramais.com.br

assessores indiretos, pois são meus olhos, pernas e ouvidos e com eles vejo, vou e escuto e vejo o que nem sempre é possível fazer sozinho” afirmou o secretário, referindo-se aos profissionais da área que sugerem, criticam e ajudam a consolidar uma política de Esporte e Lazer no Estado, com suas experiências e notório conhecimento.

A homenagem dos Vereadores

Roberto Gesta de Melo, Albertinho Leão e Ronaldo Hühn

A pedido do vereador Adalberto Aguiar e por consenso de todos os vereadores, a Câmara Municipal de Belém homenageou em Sessão Especial, os 10 anos da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer – SEEL e o 1º ano de criação daSecretariaMunicipaldaJuventude,Esporte e Lazer. Ambas representadas por seus respectivos secretários, Albertinho Leão e CarlosPereira. P No almoço da CBA Albertinho Leão , secretário de Esporte e Lazer

Na Câmara Municipal de Belém

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Grande Prêmio Brasil

Caixa Governo do Pará de Atletismo

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presidente da Confederações B r a s i l e i r a e Sulamericana de Atletismo, Roberto Gesta de Melo, garantiu que o Grande Prêmio Caixa Brasil de Atletismo, que acontecerá no próximo dia 24 de maio pela oitava vez em Belém, tem tudo para ser a mais importante dentre as 25 edições do evento. O motivo é o elenco de estrelas do esporte já confirmado para a competição. O convênio garante o patrocínio ao evento, que este ano passa a ser denominado Grande Prêmio Brasil Caixa Governo do Pará deAtletismo. Segundo Roberto Gesta, o GP reunirá pelo menos 33 atletas que integram o Top 10 de suas categorias, como a campeã olímpica de salto em distância Maurren Maggi e o português Nelson Évora, campeão de salto triplo nos Jogos Olímpicos de Pequim. "Esse GP dificilmente será superado por qualquer outro realizado na Europa em 2009, pela qualidade dos atletas que participarão", afirmou ele.

Recorde Segundo Ana Júlia Carepa, a renovação do patrocínio demonstra a importância dada ao esporte não só pelo governo do

Fotos: David Alves/Ag Pa

O GP de Atletismo leva ao Estádio Olímpico atletas de alto nível e um público entusiasmado com a prática esportiva

Estado, mas por todos os paraenses. "Esperamos que Belém quebre mais uma vez o recorde de público num evento de atletismo e que a população compareça ao Mangueirão no dia 24 de maio, para prestigiar os atletas, mostrando a toda a sociedade que temos plenas condições de realizar eventos esportivos de grande porte", reiterou a governadora, que recebeu recentemente a medalha do mérito Guilherme Paraense por seu apoio ao esporte, com ações como a criação dos programas Bolsa Talento, para incentivo a

Roberto Gesta, Ana Júlia Carepa e Alberto Leão consolidaram a parceria para o evento, que trará a Belém os melhores atletas de várias modalidades

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atletas, e Esporte e Lazer da Cidade, voltado à interiorização de atividades esportivas. Também presente à assinatura do convênio, o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Alberto Leão, reforçou o significado do evento para o Estado e da mudança do nome do GP. "É um evento importante e que agora inclui em seu nome o Governo do Estado do Pará, reafirmando o papel de vanguarda que o Pará sempre teve em relação ao esporte", destacou. P

Ana Júlia Carepa e Roberto Gesta assinaram Convênio entre o Governo do Estado do Pará e a Confederação Brasileira de Atletismo na presença de Alberto Leão, secretario de Estado de Esporte e Lazer, garantindo o patrocínio à oitava edição do Grande Prêmio de Atletismo

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A OMS e a gripe A / H1N1

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argaret Chan, diretorageral da OMS, fez um apelo para que os governos mundiais não baixem a guarda em resposta ao surto de gripe suína, todos os países devem continuar a vigilância, pois o surto de gripe suína é uma "emergência de saúde pública de preocupação internacional constante".. Os governos devem se concentrar em combater a gripe A / H1N1, mas que, por outro lado, não restrinjam viagens ou fechem fronteiras porque o vírus já está estendido e, portanto, segundo ela, estas medidas não serviriam mais para nada. A OMS exigiu que os governos de diversos países forneçam informações à população e tomem todas as medidas necessárias para controlar o alastramento do vírus."

O vírus da Gripe A (H1N1)

Margaret Chan, diretora-geral da OMS

Margaret Chan, adotou esta decisão após consultar o comitê de especialistas da organização, que também concordou em continuar com o nível de alerta pandêmico na fase 5, de uma escala de 6. Keiji Fukuda, diretor-adjunto, ressaltou que "a experiência nos diz que as restrições de viagens e o fechamento de fronteiras têm pouco efeito em frear o movimento do vírus". A OMS pede que se continue a produção de vacinas para a gripe sazonal, pois ela ajuda a neutralizar o vírus da gripe suína, enquanto se trabalha para criar uma vacina específica contra esta, o que, segundo ele, pode levar de quatro a seis meses - e mais diversos meses mais para fabricá-la em grandes quantidades. A OMS trabalha estreitamente com todas as partes envolvidas na produção de vacinas para desenvolver o mais rápido possível uma contra a gripeA/ H1N1.

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Ministério da Saúde O Ministério da Saúde divulgou após reunião do Gabinete Permanente de Emergência, que o governo brasileiro já possui o equivalente a 90 milhões de doses do medicamento Tamiflu, usado no tratamento de influenza em geral – inclusive a gripe suína, estocadas no almoxarifado do Ministério da Saúde. O

José Gomes Temporão, Ministro da Saúde

A gripe A / H1N1 no Brasil está sendo monitorada pelo Gabinete Permanente de Emergências do Ministério da Saúde e a situação da doença é acompanhada 24 horas por dia pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). A partir deste trabalho, diariamente está sendo atualizada e disponibilizada nota oficial sobre a situação da doença no país. - A população tem acesso pelo Disque Saúde (0800 61 1997) a esclarecimentos sobre a gripe A / H1N1. Os profissionais da central telefônica receberam treinamento específico sobre o tema. O Ministério da Saúde disponibilizou um hotsite sobre a doença, com link no portal www.saude.gov.br


protocolo de tratamento indica que, tão logo o médico diagnostique o caso como suspeito, ele prescreva o Tamiflu. O Gabinete Permanente de Emergência e a Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) em recente reunião com o objetivo de ajudar nas informações aos turistas, ficou certo que não haverá suspensão de venda de passagens aéreas que tenham como destino as áreas afetadas pela doença.

O diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares, fala sobre o surto de gripe A / H1N1

A OMS afirmou que a comunidade internacional está mais bem preparada do que nunca para enfrentar um novo tipo de vírus de gripe

A / H1N1 A gripe Influenza A provocada pelo vírus H1N1, também conhecida como gripe suína, continua seu avanço e os casos já identificados ou suspeitos atingem 24 países em todo o mundo. De acordo com o ministro da Saúde do México, Jose Angel Cordova, “felizmente, o vírus não é tão agressivo quanto pensávamos”. Em recente pronunciamento ele relativizou a gravidade do A / H1N1 dizendo que a taxa de mortalidade "não é de 70% como no caso da gripe aviária”. A gravidade do vírus também foi minimizada por Nancy Cox, chefe da divisão gripe do Centro Americano de Controle e Prevenção de Doenças – CDC, na sigla em inglês. “Não constatamos as características virulentas observadas no vírus de 1918”, declarou Cox, em referência ao vírus que provocou uma pandemia no início do século passado. A “gripe espanhola” como ficou conhecida, teria matado entre 1918 e 1920 mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.

Precaução/prevenção Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama declarou preferir tomar medidas de precaução em excesso do que não o suficiente para combater a doença, denominada oficialmente pela OMS como InfluenzaA/ H1N1. paramais.com.br

“Prefiro agir agora do que hesitar e, depois, enfrentar consequências mais graves”, disse Obama em uma mensagem dirigida à população americana. O presidente dos Estados Unidos também confirmou a eficácia dos atuais tratamentos antivirais para combater essa nova gripe. Segundo a OMS, o vírus, se transmite através das vias respiratórias entre seres humanos. Como medidas de prevenção, a OMS recomenda que as pessoas lavem bem as mãos com sabão e água corrente e procurem um Lave suas mãos constantemente com água e médico diante de qualquer sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar sintoma da doença. O período de incubação é de até 5 dias. A previsão é de Evite contato próximo com pessoas que uma vacina contra o vírus A / H1N1 doentes. possa estar disponível no mercado daqui 4 Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar ou 6 meses. infectá-los. Como prevenir Em hospitais Cubra seu nariz e boca com um lenço Médicos e demais funcionários de quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o hospitais devem usar máscaras e luvas e lavar as mãos com frequência, de modo a lenço após o uso. Lave suas mãos constantemente com água reduzir o risco de contágio entre eles e e sabão, especialmente depois de tossir ou para os pacientes, disse a agência da ONU. espirrar. Produtos à base de álcool para Os países devem ficar em alerta elevado para surtos não-usuais de doenças limpar as mãos também são efetivos. Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os semelhantes à gripe e pneumonia severa", disse a diretora-geral da OMS, Margaret germes se espalham deste modo. Chan.

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A / H1N1 Grupos de Risco Marcelo Vallada, infectologista clínico do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina da USP, destacou os grupos de risco do vírus influenza, entre os quais crianças, idosos e pacientes de qualquer idade com doenças cardiopulmonares crônicas. “As gestantes têm quatro vezes mais riscos de ter complicações causadas pelo influenza, quando comparada a mulheres sadias não gestantes da mesma idade. Por isso, existe uma recomendação da OMS para que todas as gestantes tomem a vacina da gripe”, alertou. Vírus de inverno Os vírus da Influenza (gripe) normalmente se propagam mais durante os meses de inverno porque podem sobreviver mais tempo na superfície graças às temperaturas mais baixas e à umidade. Além disso, esta é uma época em que as pessoas se concentram mais em espaços fechados – também por causa da temperatura – o que também propicia a propagação. Apesar de as autoridades mexicanas terem anunciado que os casos da doença começam a se estabilizar no país, especialistas temem que o vírus possa retornar com mais força nos próximos meses, quando começar a temporada regular de gripe no Hemisfério Norte, no terceiro trimestre do ano. Segundo o representante da OMS Gregory Hartl, a atual "fase de atividade" do vírus pode ter ultrapassado o seu auge, mas isso não significa que ela foi encerrada, ressalta também que, por ora, não há elementos novos que justifiquem aumentar ou diminuis o nível de alerta. Infelizmente, a propagação continua apesar das declarações de estabilização da doença. Vacina A próxima vacina contra a gripe comum já

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isso acontecer, vai afetar cerca de um terço da população".

deverá conter uma cepa do vírus H1N1 contra a gripe A, de acordo com o professor Bruno Lina, a vacina deverá estar pronta em cerca de quatro meses.A Sanofi-Pasteur, divisão de vacinas do grupo farmacêutico francês SanofiAventis, recebeu autorização das autoridades sanitárias dos Estados Unidos para construir uma nova fábrica na Pensilvânia, capaz de produzir 150 milhões de doses da vacina antigripal por ano. Mudança de Costumes Graças à A/H1N1, a gripe suína, caiu muito os abraços e beijos no México e nos Estados Unidos. Cerca de um a cada dez e americanos parou de abraçar e beijar amigos próximos ou parentes devido a preocupações com a gripe, de acordo com uma pesquisa divulgada recentemente. O mesmo número parou também de apertar mãos. Expansão Uma pesquisa realizada pela universidade Imperial College de Londres e publicada na revista especializada Science, sugere que um terço da população mundial poderá ser infectado com a gripe suína. De acordo com os pesquisadores a gripe suína tem "potencial total para pandemia", pois se espalha rapidamente entre as pessoas e deve atingir o mundo todo. «Este vírus deverá se espalhar pelo mundo todo nos próximos seis a nove meses e, quando

Diversidade genética Os pesquisadores britânicos, liderados pelo professor Ferguson – que também faz parte do Comitê de Emergência da OMS –, trabalharam levando em conta fatores como contaminação internacional e diversidade genética viral. Ferguson afirmou que ainda é muito cedo para afirmar se o vírus da influenza A (H1N1) vai causar mortes em larga escala ou se ele será um pouco mais letal que uma epidemia de gripe comum. O professor afirma que uma "grande epidemia" deve ocorrer no hemisfério norte nos meses do outono e do inverno, no final de 2009, quando começa a época de gripe naquele hemisfério. "Para colocar em contexto, a cada ano a gripe normal sazonal provavelmente afeta cerca de 10% da população mundial todo ano, então estamos nos encaminhando para uma época de gripe que talvez seja três vezes pior do que o de costume", afirmou. O potencial de mortalidade causada pelo vírus está em torno de 0,4% (variando entre 0,3 e 05%). Para podermos fazer uma comparação, a taxa de fatalidade do vírus da gripe sazonal, gripe comum, fica em torno de 0,2%. Ferguson afirma que o estudo do Imperial College de Londres conf irma que são necessárias decisões rápidas a respeito da produção de uma vacina. Conclusão A gripe causada pela nova versão do vírus H1N1 ainda não mostrou um potencial devastador para levar pessoas à morte, mas está se espalhando com velocidade pelo planeta. Inspira cuidados por ter caracterís ticas que ainda não foram enfrentadas pelo sistema de defesa do P organismo humano.

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por Amandio Bastos Junior

Empregabilidade

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termo empregabilidade vem sido tratado com bastante intensidade nos últimos tempos, porém muita gente ainda não sabe o que realmente se trata. Empregabilidade é o ato de saber manter o emprego de maneira constante e eficaz, é na verdade o conjunto de competências e habilidades necessárias para uma pessoa se manter no mercado de trabalho. O mundo tem mudado muito rápido. Há um crescente desenvolvimento tecnológico, a globalização tem cada vez mais encurtado lugares e pessoas. Tudo isso faz com que empresas e organizações se tornem mais e mais rígidas, exigindo muito de seus funcionários e colaboradores. Neste contexto surgem as competências técnicas e humanas gerando

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inovação no sentido de poder acompanhar tais mudanças. Ter empregabilidade é levar grande vantagem perante os que não têm. Mas o que é ter empregabilidade? É possuir algumas características que coloco abaixo: - Conhecimento é algo que não podemos deixar de ter. Quem investe seu tempo em aprender algo sempre está à frente dos outros; - Estar bem atualizado nunca é demais. Leia bons livros e revistas de sua área ou não, assista bons livros e esteja sempre conectado a cultura; - No seu emprego procure estar sempre em sintonia com os outros setores, isso o tornará polivalente; - Aumentar seu network conta muito. Ninguém cresce sozinho; - Procure manter foco em seus projetos

sem deixá-los pela metade. Ter um bom curso de graduação, seguido de MBA, mestrado e assim por diante também aumenta muito suas chances de empregabilidade, pois na hora da contratação o currículo conta muito, assim como possuir cursos de idiomas. Entretanto, as habilidades humanas ainda são o grande diferencial para quem está passando por entrevista de emprego ou já está no mercado. Em 2008 o IBGE publicou o resultado de uma pesquisa sobre os jovens que ingressam no mercado de trabalho nos últimos 10 anos. O resultado foi que a cada 100 jovens empregados neste período 55 ficaram desempregados e 45 encontraram uma ocupação. Isso mostra que estes jovens que permaneceram no mercado se ligaram às oportunidades, às habilidades humanas e às características que citei anteriormente. Isso fez com que as empresas que trabalhavam ou ainda trabalham os viram como pessoas diferenciadas em potencial. Para terminar, gostaria de dizer que independentemente do seu cargo ou da sua idade, o que você precisa saber é que apenas um nível superior não é garantia e sim sua competência profissional que fará o diferencial. P

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3ª SEMANA

DOS POVOS INDÍGENAS

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o Forte do Presépio, durante o encerramento da 3ª Semana dos Povos Indígenas, a governadora Ana Júlia Carepa falou aos jornalistas sobre as ações do governo estadual para as comunidades indígenas. Entre eles, estava Aritã Parkatejê, jovem universitário no curso de Sistemas de Informação em uma faculdade particular de Marabá, Aritá é professor no laboratório de informática na escola instalada dentro de sua aldeia onde vivem em torno de 400 índios, na aldeia Parkatejê de Bom Jesus do Tocantins. Depois de ajeitar o cocar e dar sinal ao seu cinegrafista, também índio, Aritã se mostrou animado com as perspectivas propostas na minuta de projeto de lei para a instalação de uma Política Indigenista do Pará, apresentada pela governadora: “Se acontecer mesmo, vai ser muito bom”. Um bom exemplo da diversidade de realidades dos povos indígenas existentes no Pará, as quais a minuta, elaborada após um longo processo de discussão envolvendo 14 representações indígenas e um comitê intersetorial, espera contemplar. “As pessoas não tem muita idéia da realidade da aldeia”, diz o rapaz, que é um

Fotos: David Alves/Ag Pa

A governadora destacou as ações para as comunidades indígenas: emissão de documentos, apoio a projetos produtivos, casas de farinha, a construção de 17 escolas indígenas

Roberto Martins, secretário de Justiça e Direitos Humanos

dos 12 participantes índios da oficina de audiovisual promovida pela Fundação Curro Velho e que anseia por educação, “para não ser enganado como os antepassados foram”. Entre outros elementos, a proposta incorpora a criação de um fundo estadual específico para dar sustentação às políticas voltadas para os índios. Segundo a governadora Ana Júlia, a proposta se

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insere no esforço do governo para assegurar direitos aos indígenas, resguardando a diversidade e as peculiaridades dos cerca de 50 mil índios distribuídos por 52 municípios paraenses, em aldeias e em centros urbanos. A minuta do projeto de lei ainda deve passar por novas consultas da comunidade indígena e do próprio governo antes de ser enviada à Assembléia Legislativa, mas foi paramais.com.br


saudada como um avanço por ouvir os índios em sua elaboração. Além do fundo, a minuta propõe a construção de um Plano Estadual de Sustentabilidade Humana e Territorial dos Povos Indígenas e a implantação do Conselho Estadual dos Povos Indígenas. Os líderes indígenas Tibúrcio Tembé e Gedeão Arapiun pediram ao governo tempo para que a minuta fosse explicada a todas as comunidades indígenas, mas também pressa e empenho aos deputados para a aprovação da lei. “Temos que transformar isso em realidade agora, para que a gente tenha não políticas pontuais, mas políticas de Estado”, disse Gedeão. Na mesma ocasião, a governadora Ana Júlia assinou com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, um termo de cooperação técnica que amplia as ações conjuntas entre governo federal e estadual para os

Ana Júlia Carepa assina termo de cooperação técnica que amplia as ações conjuntas entre governo federal e estadual para os povos indígenas

Aritã Parkatejê, da aldeia Parkatejê de Bom Jesus do Tocantins: Se acontecer mesmo, vai ser muito bom

Márcio Meira afirmou que a parceria irá habilitar mais recursos e ampliar as ações para o Pará

Edilson Moura, secretário de Cultura assinou o termo

povos indígenas. Os secretários de Cultura, Edilson Moura, e de Justiça e Direitos Humanos, Roberto Martins, também assinaram o termo. Márcio Meira afirmou que a parceria irá habilitar mais recursos e ampliar as ações para o Pará. A governadora Ana Júlia destacou ainda ações que já vêm sendo realizadas pelo Governo do Estado para as comunidades

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indígenas, como emissão de documentos, apoio a projetos produtivos, como casas de farinha, e também a construção de 17 escolas indígenas. “Vamos manter esse investimento, em parceria com o governo federal, assim como a implantação de sistemas de abastecimento de água e outras obras infra-estruturais que são importantes para o povo paraense”, garantiu. P

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Fórum Permanente de Prefeitos

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esforço do governo do Estado é para manter as obras e serviços nos municípios, com o objetivo de gerar emprego e renda e enfrentar a crise econômica mundial", afirmou a governadora Ana Júlia Carepa na reunião com o Fórum Permanente de Prefeitos, realizada no Palácio dos Despachos. Na reunião foram tratados temas relacionados às demandas dos municípios em diversas áreas, como questão ambiental, Planejamento Territorial Participativo (PTP), ampliação da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará – FAMEP, nos conselhos estaduais, crise econômica mundial e questão fundiária. Da reunião participaram o secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, o prefeito de Ananindeua e presidente da Famep, Hélder Barbalho, prefeitos e representantes de associações e consórcios municipais. O Fórum é um espaço de integração e articulação de ações entre o governo do Estado e os municípios, propiciando a discussão das necessidades e dificuldades das cidades paraenses e a aproximação entre o Executivo e os gestores municipais. O Fórum é, segundo a governadora, um instrumento para "estreitar as relações institucionais entre Estado e municípios e de promoção de ações que solucionem problemas em áreas como saúde e meio ambiente". Na ocasião, a governadora propôs aos gestores um pacto pela saúde. "Faremos

Fotos: David Alves/Ag Pa

uma parceria entre governo e prefeituras pela saúde básica. É um investimento para beneficiar os que mais precisam", disse ela.

Avaliação positiva A política de descentralização, que segundo André Farias está cada vez mais eficiente, leva a presença do governo a todas as regiões do Estado. "Podemos dizer que o relacionamento entre governo e municípios está sendo positivo. Logo no primeiro ano da atual gestão todos os prefeitos receberam atendimento do Estado", ressaltou o secretário, destacando o "tratamento republicano, que respeita a autoridade e a legitimidade de cada gestor". Para o titular da Seir, as reuniões promovidas pelo Fórum Permanente de Prefeitos são ferramentas de fomento para o desenvolvimento de ações e de fortalecimento dos municípios. "Por meio dessas reuniões nós podemos ouvir os gestores, independentemente da cor partidária. A vida se dá nos municípios. E é nos municípios, portanto, que as políticas públicas devem acontecer", frisou ele. Segundo Ana Júlia Carepa, a descentralização administrativa é muito importante, pois visa encontrar soluções conjuntas para o desenvolvimento do Estado. "Iremos receber cada prefeito", garantiu ela. A governadora citou ainda a reorganização administrativa e a criação da Seir como dois importantes instrumentos de integração. "Eu tenho recebido constantemente prefeitos de todas as regiões de integração, não só no

meu gabinete, mas também nos próprios municípios", ressaltou. Os Centros de Integração Regional já foram implantados nos municípios de Santarém e Marabá. "É uma demonstração de que acreditamos na importância da descentralização da gestão", afirmou Ana Júlia Carepa.

Parcelamento de dívidas A governadora anunciou aos participantes da reunião que "estamos bem próximos de apresentar à Assembleia Legislativa o projeto de parcelamento das dívidas previdenciárias do Instituto Geral de Previdência (Igeprev) e do Iasep".

André Farias, Ana Júlia e Helder Barbalho

Hélder Barbalho, presidente da Famep, entrega a Ana Júlia Carepa documento contendo as necessidades dos municípios paraenses

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A integração entre governo e prefeituras, uma das diretrizes da atual gestão, foi destacada durante a reunião da governadora com os Prefeitos

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A governadora destacou ainda que, desde o início do governo, não tem medido esforços em busca do diálogo com os prefeitos, para levar as políticas públicas à população, e citou como exemplo o programa Bolsa Trabalho. "Trata-se do maior programa de inclusão de jovens no mercado de trabalho, na América Latina. E no ano passado já começaram as obras do Plano Plurianual ( P PA ) , q u e t e r ã o continuidade em 2009 e 2010", informou. A questão ambiental também foi destacada pelos gestores. Para o prefeito de Ananindeua, Hélder Barbalho, "o licenciamento ambiental é uma das principais preocupações dos municípios paraenses". Após agradecer à governadora - a quem

entregou um documento com as demandas e propostas dos municípios pelo tratamento respeitoso dispensado aos gestores municipais , o prefeito falou sobre a crise econômica e a questão fundiária. "Apesar de o epicentro da crise mundial estar na União Européia e nos Estados Unidos, já estamos sentindo seus efeitos danosos. Não concordamos com a prática das demissões, mas sim com propostas criativas para superar as dificuldades", ressaltou. Em relação ao pedido de intervenção federal no Pará, proposto pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Hélder Barbalho, falando em nome da Famep, disse que a sociedade, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e os gestores municipais paraenses repudiam a solicitação da senadora. "É um gesto extremo, com o qual não concordamos. Quando nos voltamos para o estrelismo perdemos o foco, a lucidez dos atos. O gesto da senadora em nada contribui para a superação desses problemas", finalizou o prefeito. P

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Líder do Governo acompanha situação de enchentes no interior do Estado

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Ao lado de parlamentares e da governadora Ana Júlia, Aírton Faleiro vai a municípios atingidos

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stamos acompanhando de perto a situação. Avaliando cada município e levantando suas prioridades”, assim disse o deputado Aírton Faleiro, líder do Governo na Assembléia Legislativa, durante agenda de visitas que a Comissão Temporária Externa da Alepa fez a 11 municípios atingidos pelas enchentes. A viagem da comissão, formada por 10 deputados, aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de maio, percorrendo municípios do Baixo Amazonas e Tapajós, numa resposta as populações que precisam de apoio urgente. De acordo com Faleiro a ação rápida do governo estadual e a solidariedade do povo paraense permitiram a assistência às famílias afetadas. “Assim que soube do ocorrido (enxurrada em Altamira) liguei imediatamente para a governadora e logo a Defesa Civil, num trabalho extraordinário até agora, começou a trabalhar em socorro as vítimas”, disse. No retorno da viagem os parlamentares se dirigiram à Secretaria de Integração Regional – Seir, com o objetivo de levar ao Governo do Estado as demandas constatadas nos municípios. Em reunião de apresentação do relatório da visita o deputado estadual Airton Faleiro, comunicou ao secretário de integração Regional, André Farias, o quadro encontrado e as peculiaridades de cada local. A comissão foi formada pelos deputados Josefina Carmo (PMDB), Júnior Ferrari (PTB), Gabriel Guerreiro (PV), Carlos Martins (PT), Alexandre Von (PSDB) e Antonio Rocha (PMDB), José Megale (PSDB), Júnior Hage (PR), Ítalo Mácola (PSDB) e Faleiro. O deputado Airton Faleiro destacou que os investimentos para atender às vítimas no estado já somam mais de R$ 5 milhões, incluindo os repasses do governo estadual e do governo federal. “Estão sendo distribuídos mais de 50 mil kits humanitários e cestas básicas desde o

início das ações para atender às famílias atingidas”, ressaltou. Ana Júlia, Geddel Lima e Faleiro visitam municípios – Além da visita da Comissão da Alepa, a governadora esteve nos dias 13, 14 e 15 de maio visitando os municípios atingidos pelas enchentes, e se encontrou em Santarém com os prefeitos destes com a presença do ministro da Integração Regional, Geddel Lima. "Viemos aqui trazer solidariedade e apoio às famílias da região. Estamos distribuindo cestas básicas e kits de ajuda humanitária. Não poderei estar em todos os municípios afetados pelas cheias, mas todos receberão a ajuda possível", garantiuAna Júlia. Na visita da governadora, o deputado Aírton Faleiro, acompanhou passo a passo a assistência dada pelo governo estadual às populações afetadas. O líder do Governo destacou mais uma vez a ação ágil do Estado em atender as demandas mais urgentes. “A presença de Ana Júlia nestes locais e seu encontro com o presidente Lula pedindo o apoio federal, mostram o compromisso da governadora com cada cidadão, com o povo”, afirmou. A vinda do ministro Geddel Lima ao Pará foi uma resposta a solicitação de apoio que foi feita pela governadora ao presidente Lula. "Vim até aqui a pedido do presidente, para trazer solidariedade e deixar claro que não vai faltar apoio do Governo Federal", declarou o ministro que logo depois, comunicou à governadora a liberação de R$ 55 milhões para as ações de ajuda. Ainda em Santarém, a governadora assinou autorização para o transporte de 2.250 metros cúbicos de madeira para 11 municípios do Baixo Amazonas, afetados pelas enchentes. Na comitiva governamental estavam os secretários de Integração Regional, André Farias; de Transportes, Valdir Ganzer; de Assistência e Desenvolvimento Social, Eutália Barbosa; de Desenvolvimento Urbano e Regional, Suely Oliveira; a secretária de Saúde Pública, Laura Rosseti e o coordenador estadual de Defesa Civil major Norat. Navio de Ajuda às Vítimas do Oeste do Estado - O Governo do Pará, por meio da Defesa Civil enviou ao oeste paraense no dia 13 de maio o Navio Grão-Pará, com uma tripulação de 60 pessoas, incluindo, profissionais de saúde, mergulhadores e

A governadora Ana Júlia e o deputado Airton Faleiro fazendo entrega de alimentos a desabrigados

técnicos da defesa civil. O navio percorreu 11 municípios da região oeste: Porto de Moz, Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Alenquer, Curuá, Santarém, Óbidos, Oriximiná, Juruti e Terra Santa, com o propósito de distribuir 8 mil cestas básicas, 5 mil redes, 10 mil mosqueteiros, 10 mil colchões, 10 mil travesseiros e 10 mil toalhas, além do atendimento médico de clínica geral e vacinação feito no local para prevenir doenças. Em todo o Estado serão entregues 30 mil cestas básicas. Comitê Popular de Apoio às Vítimas de Altamira - Foi para ajudar as famílias afetadas pela enxurrada em Altamira que o líder do governo, Aírton Faleiro, articulou a criação do Comitê Popular de Apoio às Vítimas de Altamira composto por várias entidades sociais, movimento de mulheres e de jovens, empresários e líderes comunitários, organizações não governamentais e de governo. Com a campanha “Vamos dar as mãos por Altamira” as equipes começaram os trabalhos de arrecadação no dia 17 de abril, através de ações de divulgação em praças públicas e de mutirões em bairros da grande Belém. De casa em casa, os voluntários receberam doações como alimentos, roupas, remédios, calçados, colchões e outros donativos. No total, foram obtidas mais de três toneladas de alimentos não perecíveis, mais de 5 mil peças de roupa e mil pares de sapato. “Além de cumprir com minha obrigação de parlamentar e líder do Governo, também articulei a formação deste comitê, permitindo com isso que o cidadão comum também pudesse ajudar a quem que tanto precisa. E de fato a solidariedade existe e não só as pessoas comuns ajudaram como também empresas como a Associação de Supermercados que doou 1 tonelada de alimentos. A todos que colaboraram nesta campanha o meu muito obrigado”, disseAírton Faleiro. P

A comissão foi formada pelos deputados Josefina Carmo (PMDB), Júnior Ferrari (PTB), Gabriel Guerreiro (PV), Carlos Martins (PT), Alexandre Von (PSDB) e Antonio Rocha (PMDB), José Megale (PSDB), Júnior Hage (PR), Ítalo Mácola (PSDB) e Faleiro


Fotos: David Alves, Eunice Pinto e Tamara Saré / Ag. Pará

>>> FLAGRANTES DA ENCHENTE NO PARÁ

Alemquer

Moradora do bairro do Camarazinho, às margens do rio Cuparutuba, em Monte Alegre Em Oriximiná

Ainda em Alemquer No Cento Histórico Comercial de Oriximiná

No bairro do Camarazinho em Monte Alegre

Muita água...

No bairro do Mapiri, em Santarém

Em Oriximiná, no Cento Histórico Comercial, a Orla e a comunidade p a rSão a mJosé, a i sas . cáreas o m .mais b r atingidas

Com mais de 9 metros acima do nível normal, o rio Tapajós inundou grande parte da área urbana de Santarém

No município de Óbidos em visita aos bairros de Lurdes, Cidade Nova e o Centro Comercial

No município de Monte Alegre

O Ministro da Integração Nacional, Geddel Lima com a governadora Ana Júlia Carepa no município de Alemquer

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Camillo VIANNA

AMAZÔNIA: Comparando Lembranças DE VOLTA PARA O FUTURO m determinado dia fui visitar o oleiros de Icoaracy, antiga Pinheiro, agora área metropolitana de Belém. Eles são bastantes conhecidos e usam modelos inspirados em livros de arqueologia sobre índios extintos do Marajó, do Amapá e do Tapajós. Seus produtos são muito requisitados não só pelos do sul e sudeste do Brasil, como também pelo exterior, em uma espécie de bancada, o artífice fica sentado em um banco alto e com os pés – principalmente o direito – movimenta uma correia que ativa outra menor sobre um bloco de barro ou tabatinga, agora argila. Esse era o método mais que milenar utilizado, desde priscas eras. A tralha toda hoje é movimentada com o auxílio da eletricidade.

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o destino lhe reserve. Caso não sejam mortos antes por caminhoneiros ou saqueadores. Principalmente para Bem representativa é a história do tio Biú de Abaetetuba – Pa., que foi esmagado na PA 70, rodovia Moura Carvalho, que liga o porto do Arapari ao Baixo Tocantins, por duas grandes carretas carregadas de coco seco que iam para Ananindeua, perto da capital. Certamente estaria dormindo no asfalto. Cabeludo, barbudo,vestido de trapo com a única peça que possuía.. Sustentava nos pés, sabe-se lá como, perecatas de dedos, unhas imundas, restos de cacos de dentes na boca e pequenas cicatrizes pelo corpo todo. Os que o conheciam antes, diziam que ele estava desorientado no tempo e no espaço. Não sei por que carregava um “cambito”, que tinha amarrado na ponta uma pequena trouxa. E só Deus sabia o que era, talvez fosse toda sua riqueza. Quem estava presente quando a caçamba da prefeitura foi levantar o cadáver, não soube informar para onde deveriam leva-lo. Com certeza não seria para o novo Campo Santo, pois não possuía a família, um vintém de mel coado, além do que o cemitério está privatizado. Um dos carreteiros desabafou: puxa vida! O tio Biú não vale o prejuízo que ta dando pra empresa e todos nós.

DE VOLTA PARA O PASSADO Dona Zula, conhecedora das coisas do Marajó, que tinha raízes na África, conta que lhe foi passada a história seguinte: no tempo da Guerra do Paraguai, empregados das fazendas percorriam os campos procurando pequenos lugares - agora comunidades - para roubar comida e pedir agasalho, eram os chamados desertores. Matriculados a pulso para irem lutar como voluntários na tal Guerra, no lugar dos filhos dos brancos ou apaninguados dos donos das fazendas. A solução era ganhar os campos e sumir na capoeira. Os próprios companheiros saíram atrás deles para laçá-los e traze-los de volta para os patrões. DE VOLTA PARA LUGAR NENHUM Nas atuais rodovias, encontram-se outros personagens que não são voluntários e nem vão lutar em guerra alguma, a não ser, contra a própria existência pois são rejeitados pela família e pela comunidade: são os doidos que perambulam pelas estradas sem rumo ou rota, a não ser o que

DE VOLTA PARA O PASSADO Subi o rio Arari entrando pelo rio Anajás e deste para o Anajás-Mirim, topeI com a fazenda Santa Águida. Depois de servir a janta, armar a rede antes da boca da noite, isto porque começava a cair a praga de carapanã, inclusive os Souvela, capazes de ultrapassar o tecido da rede ou mosquiteiro dos desavisados, faziam a maior festa sobre os visitantes, obrigando-os a colocar pesos do lado de dentro do mosquiteiro para afastar os malditos. Segundo o anfitrião, o gado pastava em cima dos camutins (cemitérios de índios de tribos já extintas). Era hábito botar roçado e plantar capim sobre os cemitérios transformando-os em cacos. Existe uma grande rede

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dessas peças contrabando de peças, principalmente para sul e sudeste do país e também para o exterior. As peças eram de barro cozido, algumas transformadas em frangalhos e, um pelos outros eram chamados de cacos d'índio. Em uma palafita na beira-rio, havia uma prancha de madeira que ia da cozinha para o um girau onde outra Igaçaba estava sendo limpa pela dona da casa para uso doméstico, era, portanto, usada depois de 4 ou 5 séculos. A quando da visita do Governador do Mais poderoso Estado da União, Hademar de Barros, foi lhe emprestada uma urna marajoara para ser exibida no Palácio do Governo. Depois do que pode ser comparado a um longo e tenebroso inverno, a Igaçaba (urna mortuária), surgida como se do nada na casa do Governador paulista, retornou ao seu lugar de repouso, o Museu Paraense Emílio Goeldi. Esse governador ficou famoso quando disse a celebre frase: “rouba mas faz”. O pessoal de hoje rouba sem fazer. DE PASSADO REMOTO E IGNORADO PARA FUTURO INCERTO E NÃO SABIDO Começou tudo com pedras e paus, passando por ossos de animais e daí em frente, depois de uma luta armada, vinha sempre outra, tudo em nome da paz.

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É o caso do nosso trabuco, fácil de identificar, pois era do tipo boca de sino e trazia no coice as palavras: lázaro, lazareno, legítimo de Braga, a famosa e falada lazarina. Eu não conheço nem a filosomia dessa peça d'armas, nem sei se ela tinha alguma parecência com cravinote ou bacamarte, que bem podem ter o feitio daquela uma, que trazia a inscrição. O futuro da nossa arma terminou com o surgimento da winchester, arma de repetição com grande avanço tecnológico, conhecida como papo amarelo ou mata índio pelos nossos amigos do Norte.

Maio de 2009 *Com a participação de Otto Mendes, Orlando Carneiro e Walter Chile

*SOPREN/SOBRAMES

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Unificação fortalece a língua portuguesa

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esde primeiro de janeiro de 2009, começou a entrar em vigor o acordo ortográfico da língua portuguesa nos 8 países mais Macau que falam português no mundo. A aplicação da mudança é gradativa. No Brasil, as duas formas de escrever serão toleradas até 2012. Em Portugal essa tolerância é de seis anos. O acordo tem por meta a simplificação e a unificação da ortografia entre a norma válida no Brasil e a norma de Portugal, que também é adotada pelos outros países lusófonos: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A mudança atinge apenas 0,5% da grafia usada no Brasil e 3% em Portugal, mas as resistências são grandes, principalmente

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em Portugal onde um manifesto em defesa da língua portuguesa e contra o acordo ortográfico, lançado por intelectuais e personalidades importantes, já obteve mais de cem mil assinaturas. O novo acordo ortográfico foi aprovado politicamente em dezembro de 1990 pelos ministros ou secretários de estado de cultura dos países que falam português e levou mais de 18 anos para ser ratificado por pelo menos três países, condição necessária para que ele entrasse em vigor. Uma das principais razões que nortearam a procura de uma ortografia unificada foi a necessidade de transformar o português, língua falada por mais de 200 milhões de pessoas, em um instrumento de comunicação internacional. Muitos críticos dizem, no entanto, que o acordo permite muitas formas facultativas e duplas grafias que, ao invés da unificação

pretendida, provocará imprecisões e equívocos. Apesar das resistências, o acordo já está sendo adotado pela maioria dos jornais brasileiros e alguns jornais portugueses. O professor do Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, José Luiz Fiorin, um dos maiores lingüistas do Brasil, defende principalmente o aspecto político do acordo. Ele lembra que esta não é a primeira mudança vivida pela ortografia portuguesa e que com o tempo as pessoas vão se acostumar com a nova grafia. P

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Sérgio PANDOLFO

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa Pra unificar a escrita, do grande mundo lusófono, fez-se convenção estrita, que iguala o expressar isófono.

Ureia, jiboia, joia, sai acento em E e O; baiuca, feiura – boia o sinal do U sem dó.

Brasil, Portugal e outros assinaram o tratado, que fará com que aqueloutros reconheçam o acordado.

Mas continua em herói e em tônicas finais de E e O, como em rói léu, céu e demais.

Países de lusa fala agora escrevem igual e isso lhes dá mais gala no contexto mundial.

E o chapéu de voo e leem agora já não mais tem; abençoo, creem, veem ficam sem chapéu também.

Pequenas alterações de como escrever morfemas que têm modificações na locação dos grafemas.

Mas prossegue em pôde e pôr, pra não confundir com pode nem com a preposição por e já não nos incomode.

Patrick, Willy, Kaká já se considera certo: ipsílon, dáblio e cá retornam ao alfabeto.

O hífen tem bem mais fácil a regra do seu emprego; o termo fica mais grácil diminui o escorrego.

Já não se trema lingüiça, rege a nova ortografia; pingar o U só enguiça a boa caligrafia.

Sendo assim a lusa língua, das mais faladas do mundo, cresce em prestígio, não míngua, esse idioma jucundo.

Eu por mim já estou tranquilo quanto ao trema sobre o U; não é necessário aquilo pro tremelir qual jambu (*) Médico e escritor. SOBRAMES/ABRAMES

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por Garibaldi Nicola Parente

A DOURADA

A

mulher estava de resguardo. Seu homem tomou todas as precauções para um repouso reconfortante e saudável. Colou nas paredes do quarto da sua humilde casa, papéis de embrulho, papelões, santões de políticos, folhas de jornais e revistas que nunca soube ler. Era preciso tapar as gretas para evitar que a friagem da beira do rio trouxesse alguma doença tipo constipação, suspensão... ramos de ar. Mupicou uma centena de palhas novas para a cumeeira da casa. Havia de impedir a todo custo qualquer respingo de chuva. Muito previdente, no pequeno quarto, os petrechos essenciais estavam providenciados: um grande capitão de barro para a aparação das precisões do verter e do evacuar, uma tina de madeira para os banhos com água retirada do meio do rio na preamar; cuia pitinga, sabão, talco, cueiros, água de colônia, água inglesa, tônico das parturientes, extrato... tudo, tudo estava arrumado. Este é o segredo sem mistério. Porém, há um segredo recolhido no fundo das águas: "Cá e lá más fadas há". -Mulher, a maré quebrou! Já dá pra gente puxar um peixinho. Esse negócio de ficar só na canja de galinha não dá muita sustança. -Vai, mas não traz peixe reimoso! O Lito aprontou a montaria, colocou o mastro de vara no lugar, cruzou a verga, armou o cordame para firmá-los e abriu pano redondo para a baia do Marapatá. O vento estava de feição, rapidamente a bocarra do Rio Tucumanduba ficou zitita. Pra lá do meião, protegido das maretas agitadas por um recorte saliente do litoral marajoara, iscou o anzol e jogou linha. Queria ganhar uma pescada bem prateada. Nem tanto. Bateu uma fisgada forte, sinal certo de peixe avolumado. Embatucado, foi puxando a linha lentamente. O peixe fisgado fazia um alvoroço estabanado. Momento de muita cautela. A experiência do pescador foi prestimosa, lentamente, com muito jogo de puxar e soltar linha conseguiu dominar a rompânça do peixe. Vai, mas não traz peixe reimoso!

Por fim, puxando e puxando vagarosamente trouxe-o às mãos. Colocou-o na montaria. Era uma dourada de mais ou menos quinze quilos. Avantajada mesmo! Nunca havia puxado um peixe daquele baita tamanho. Logo cuidou de jogar água no fundo da montaria até formar uma grossa lâmina, queria manter a dourada vivinha, abrindo e fechando as bochechas das guelras. Ainda ficou algum tempo na baia com o intuito de pegar ao menos uma pescada ou mesmo um mapará. Não bateu nada. Veio embora, sempre jogando água fresca no seu trunfo. Velejou, remou. Entrou no rio e encostou no porto do Idalino. Na

Evitar que a friagem da beira do rio trouxesse alguma doença

mercearia, muito gabola, fez questão de mostrar o peixe para os outros pescadores que lá estavam. -Agora, minha gente, eu acho que posso comemorar o nascimento de mais um filho meu. Vamos tomar uns tragos de pinga de cana abaete. Bota aí, Carioca, uma garrafa da azuladinha do Engenho São José! -Vem cá Lito! A dourada é fêmea, então é filha, e não filho! -Estás por fora. A Mulher pariu mais um filho, cara! Está lá em casa. -Ah. sim! Tu que nunca fizeste uma filha. Mesmo assim, vamos beber mina de goles! Os pescadores beberem, beberam, até ficarem coçados... riam às gargalhadas das piadas e histórias contadas por cada qual. Riam de graça das desgraças das próprias vidas resumidas numa vida só, sacrificada, mas divertida, - às vezes algumas tragédias, logoesquecidas. -Bem pessoal! Agora eu vou atravessar pra casa.Aindatenhoqueprepararopeixe. -Vai, mas não dá de comer esse peixe pra tua mulher! Disse o Mundico Negrão, pescador muitoconscientedascoisasdorio. -Por que não? -Porque esse peixe é de maus bofes.

A Dourada de mais ou menos quinze quilos

Mulher parida não pode comer uma postazinha que seja. Se comer bate uma caninga, um azar nunca visto, que pega na família inteira e afuleima e inflama… -Olha Mundico! Eu nunca fui homem de acreditar nessas coisas. Não me deixo humilhar por abusão nenhuma. Não mergulho nesses enganos de crendices, superstições, feitiços, esconjuros, fantasmas... isso é avejão de gente medrosa. Isso pra mim é uma afronta. -Puxa! Nem parece que nasceste e foste criado aqui na ribanceira do nosso meio. Tu és filho da beira do rio, da varja. Teu encosto é no mará de raiz. Vives em nossos costumes, vives no nosso modo de ser, de ver e de sentir. Nós acreditamos porque tudo é possível na vida, basta a gente estar vivo! -Vai lá, Mundico! Deixa isso pra lá! Carioca, bota a saideira! O Lito tomou até a última gota da caninha adocicada. Até espremeu o copo de fundo grosso. Despediu-se: -Até amanhã, pessoal! Somente o Mundico Negrão respondeu: -Se Deus quiser e a Mãe-D'água também! O pescador pegou o remo e caminhou na ponte na direção á escada. Todos viram. Estava cambaleante, zuruó de porre. Desceu a escada segurando-se, apoiandose no corrimão. Embarcou com muita dificuldade na pequena montaria. A dourada ainda mexia languídamente as barbatanas na lâmina dágua. -Vombora, bicha! Vou já te tirar os bofes! -Remou desajeitado, não conseguiu tarear-se direito. No meio da travessia, num repente imprevisível, bufou um vento atazanado, alistado em todos os quadrantes misteriosos. As águas dos rios agitaram-se num furdunço incontrolável. Maretas daqui, dali e dacolá: vapt, vupt... chicotadas de muxinga vinham dos ares e do rio.Amontaria não suportou tanta surra e emborcou. Todos viram. Quarenta e oito horas depois, em tarde de calmaria, de rio silencioso, o corpo do pescador boiou no mesmo lugar. Um assombro! Presa firmemente nas mãos entesadas do morto, a dourada debatia-se, e num supremo levante de força e agilidade conseguiu desvencilhar-se daquele que fora seu quase algoz. Solta, nadou calmamente, na flor dágua por uns instantes, e sumiu na direção da baía. Todos viram. (Ao Raimundo Hranlmo Negrito)



Para+ Ed. 90