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Revista agosto 2008

Belém - Pará - Brasil

ISSN 16776968

Edição 80

3,00

NO PARÁ LE A V A D S TO N E M TI INVES DEDOR FEIRA DO EMPREENÁ 2008 FRUTAL E FLOR PAR LUZ PARA TODOS

www.paramais.com.br


III FRUTAL AMAZÔNIA VIII FLOR PARÁ

raense! osamente pa

orgulh

A FEIRA DO EMPREENDEDOR 2008

A VALE, A ALUNORTE E O PARÁ Com a inauguração da 3ª expansão, a Alunorte passou a ser a maior refinaria de alumina do mundo. Está localizada no município de Barcarena, no Estado do Pará, detentor de gigantesca reserva de bauxita. O presidente da Vale já está pensando na duplicação da Albras, depende principalmente em conseguir aumentar a oferta e produção de energia, para tal...

Com o tema “Cidadania e Desenvolvimento Sustentável” a III Frutal Amazônia e VIII Flor Pará, produtores de flores e frutas do Pará e de outras regiões do Brasil promoveram a maior feira da região amazônica, no Hangar Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, com cerca de 3 mil pequenos e grandes agricultores ...

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FÉLIX ROCQUE?

CAMPO CIDADÃO

O LUZ PARA TODOS NO PARÁ

O Programa Campo Cidadão, um programa de desenvolvimento rural, de caráter socioambiental, vinculado ao Pará, Terra de Direitos, foi lançado pelo secretário de Estado de Agricultura, Cássio Pereira, no auditório do Hangar - Centro de Convenções da Amazônia...

O Pará renovou o compromisso financeiro com o programa Luz Para Todos para o cumprimento da meta da prorrogação até 2010 de atender mais 130 mil famílias, além das 236 mil previstas inicialmente em 2003, é o primeiro Estado a renovar esse compromisso. O termo aditivo da subvenção financeira e a ata de revisão das metas do programa, foi assinado pela governadora Ana Júlia Carepa e os representantes da Celpa, José Alberto Cunha e Álvaro Bressan, com a presença de Aurélio Pavão....

Mas quem foi ele? É a pergunta que se fazem, não somente taxistas, mas também muitos belemenses ao passarem pela ex travessa da Vigia, na Cidade Velha. Pensando bem, é verdade: quem tem menos de 60 anos não pode lembrar a "Quadra Nazarena" dos idos anos 40 e 50, do século passado...

por DULCE ROCQUE

Pág. 43

Pág. 38

Pág. 34 A CASA DA ÓPERA

AMAZÔNIA - A COBRA GRANDE E O RIO PARACAUARI

por Sérgio Pandolfo

Pág. 44

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Í N D I C E

PUBLICAÇÃO

por Camillo Vianna

Essa exposição reuniu peças do acervo da Fumbel (Fundação Cultural do Município de Belém) e de algumas escolas de samba. No Memorial dos Povos Imigrantes, estiveram em exposição, fotos de bailes, das Rainhas das Rainhas...

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Montagem em fotos de Eunice Pinto e Marcos Gonçalves

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; REVISÃO: Paulo Coimbra da Silva; COLABORADORES: Acyr Castro, Dulce Rosa de Bacelar Rocque, Camillo Martins Vianna, Sérgio Martins Pandolfo; FOTOGRAFIAS: Elizeu Dias, Eunice Pinto, Elcimar Neves, Claudio Santos, Lucinaldo Sena, Rodolfo Oliveira/Ag. Pará, Marcos Gonçalves, Valter Campenato/Abr, Sergio Pandolfo, Maria Santana, Walter Stavio; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

OS ARTIGOS ASSINADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES

ANATEC ASSOCIAÇÃO DE PUBLICAÇÕES


A Vale, a Alunorte e o Pará

C

om a inauguração da 3ª expansão, a Alunorte passou a ser a maior refinaria de alumina do mundo. Está localizada no município de Barcarena, no Estado do Pará, detentor de gigantesca reserva de bauxita. O presidente da Vale já está pensando na duplicação da Albras, depende principalmente em conseguir aumentar a oferta e produção de energia, para tal. Roger Agnelli adiantou, que a mineradora estuda com a Norsk Hydro a construção de uma nova unidade de alumina, que receberia o nome de Companhia de Alumina do Pará (CAP). O empreendimento tem investimento inicial previsto em US$ 1,795 bilhão e produziria 7,4 milhões de toneladas do produto por ano. Para a posteridade, a inauguração da expansão da ALUNORTE

Uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora Ana Júlia Carepa e a ministrachefe da Casa Civil, Dilma Roussef, selou o compromisso da Vale em antecipar em um ano, para 2012, a inauguração da fase inicial da nova siderúrgica do Pará, que será implantada no município de Marabá, no sudeste paraense. Para isso, os governos federal e estadual se comprometeram a acelerar as obras de infra-estrutura

Solenidade de inauguração da expansão da Alumina do Norte do Brasil Alunorte

necessárias para a viabilização do empreendimento, como as eclusas de Tucuruí, a ampliação do Porto de Vila do Conde e aceleração das licenças ambientais necessárias a implantação do empreendimento. O anúncio da antecipação foi feito pelo presidente da Vale, Roger Agnelli durante inauguração de mais duas linhas de produção da Alumina do Norte Brasil S/A (Alunorte), localizada no município de Barcarena. Na ocasião Agnelli anunciou ainda que até 2012 a Vale vai investir R$ 59 bilhões, dos quais R$ 20,1 bilhões no Pará em projetos de minério de ferro, bauxita, alumina, cobre, níquel, logística e geração de energia. A governadora Ana Júlia Carepa destacou que a instalação da siderúrgica no Pará é um sonho acalantado por todos os paraenses desde que a atividade minerária iniciou no Estado. A governadora considera que o anúncio desse empreendimento é um dos mais importantes desde que ela foi eleita. Durante o evento, ela anunciou que o governo do Estado vai aplicar R$ 8 milhões na revitalização do Distrito Industrial de Marabá, a fim de atrair novos investimentos para a região.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadora Ana Júlia Carepa, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente da Vale, Roger Agnelli, durante a reunião que selou o compromisso da Vale em antecipar a inauguração da fase inicial da nova siderúrgica do Pará, que será implantada no município de Marabá, no sudeste paraense

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Luiz Inácio Lula da Silva, Ana Júlia Carepa, Dilma Roussef, e Roger Agnelli no momento da assinatura do acordo da antecipação


Localização da usina, fluxo de produtos e insumos Carvão

Investimentos da VALE no Pará Projetos vão gerar mais de 21 mil empregos durante implantação e serão desenvolvidos em parceria com os Governos Federal e do Estado do Pará. A Vale está anunciando ações para o Pará que, somadas aos investimentos já em curso no estado e aos que serão realizados pela empresa até 2012, representam forte incentivo ao desenvolvimento sustentável da região. As medidas vão permitir a criação do pólo metalmecânico do Pará e de uma base de produção industrial.

Coqueria

Hidrovia do Tocantins

Coque

Bobinas e Chapas Estrada de Ferro Carajás

Minério de Ferro

Usina Siderúrgica Ferrovia Norte-Sul

Aços Laminados do Pará SA Com capacidade inicial de produção de 2,5 milhões de toneladas/ano, a Aços Laminados do Pará, a ser construída em Marabá, sudeste do estado, prevê a produção de bobinas laminadas a quente, chapas grossas e tarugos. O investimento será de aproximadamente US$ 3,3 bilhões na primeira fase. O projeto prevê expansão futura da usina para até 5 milhões de toneladas anuais. Na implantação da primeira fase do projeto, serão criados 16 mil empregos no estado. Na fase de operação, serão gerados cerca de 3.500 empregos diretos e outros 14 mil indiretos. A siderúrgica terá forte impacto Roger Agnelli, presidente da Vale, anunciando nova refinaria de alumina positivo na economia do estado e na cadeia produtiva local, agregando valor ao minério e estimulando a criação de empresas na região para fornecerem insumos e produtos acabados. Esse investimento está em linha com a estratégia da Vale de fomentar o desenvolvimento do setor siderúrgico nacional, por meio de participações minoritárias em projetos como CSA(RJ), CSV (ES) e CSP (CE).

Usina Termelétrica de Barcarena Com investimento total de US$ 898 milhões e geração de 5 mil empregos na fase de construção, a Usina Termelétrica a carvão mineral que a Vale pretende construir em Barcarena terá potência instalada de 600 MW. AVale não terá como objetivo vender ao mercado e, sim, o de gerar energia para os seus projetos. Porém, com energia disponível, outras atividades produtivas

poderão se instalar na região, propiciando um ciclo virtuoso de geração de empregos e renda. O desenvolvimento regional depende de grandes investimentos na área de energia.

Vale Florestar Concebido para proteger e recuperar as florestas nativas do sudeste do Pará, combinando o plantio de espécies da região com árvores de uso industrial, o Vale Florestar é o maior projeto de recuperação ambiental já implantado na Amazônia. Iniciado em 2007, o programa receberá investimentos de US$ 300 milhões até 2015, dos quais US$ 60 milhões até o fim de 2008. A área total a ser beneficiada pelo programa é de 300 mil hectares. O Vale Florestar já plantou mais de 11 milhões de mudas e recuperou 40 mil hectares, sendo 15 mil plantados com eucalipto e 25 mil destinados à revegetação de mata nativa da região. Entre próprios e terceirizados, 1.250 empregados estão trabalhando no programa.

Centro de Tecnologia de Bauxita e Alumina Pioneiro nas Américas, o Centro receberá investimento de US$ 10 milhões e tem como objetivo aprofundar o conhecimento dos recursos e reservas de bauxita da Vale, além de desenvolver novas tecnologias para o processamento de minérios. Os investimentos previstos para toda a cadeia de alumínio da Vale no Pará são de Rousseff, Ministra-chefe da Casa US$ 755 milhões Dilma Civil da Presidência da República, apenas este ano. anunciou que o governo federal vai investir em infra-estrutura EDIÇÃO 80 [AGOSTO 08]

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Programa de Cooperação Vale-Cefet Com o objetivo de promover a educação técnica no Pará, a Vale e o Governo Federal fecharam uma parceria para modernização e expansão da unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica de Marabá. O valor do convênio é de R$ 2,2 milhões (US$ 1,4 milhão). Serão implantados cursos profissionalizantes de mecânica, eletro-mecânica e química. O Cefet irá disponibilizar profissionais especializados para ministrar os cursos, salas de aula e laboratórios para as atividades práticas.

Programa de Fomento à Educação Superior O maior programa de qualificação profissional de nível superior já implantado no Pará prevê a concessão de 400 bolsas de estudo, de mestrado e doutorado, até 2010. A concessão das bolsas se dará por meio do Programa de Fomento à Educação Superior do Pará, que busca qualificar e fixar docentes e pesquisadores no estado. Serão lançados três editais (2008, 2009 e 2010), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará (Sedect) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa). O edital deste ano, cuja publicação acontecerá até outubro, contemplará 85 pesquisadores, com 25 bolsas de doutorado e 60 de mestrado. O investimento da Vale neste projeto será de R$ 10 milhões (US$ 6,2 milhões).

As áreas a serem contempladas com bolsas de mestrado são: Engenharia - elétrica, química, mecânica, civil, de minas, de materiais, metalúrgica, de recursos naturais daAmazônia Ciências exatas e naturais - geologia e geoquímica, geofísica, química Multidisciplinar - desenvolvimento sustentável do trópico úmido

As áreas a serem contempladas com bolsas de doutorado são: Engenharia - elétrica, química, mecânica, civil, de minas, de materiais e metalúrgica Ciências exatas e naturais - geologia e geoquímica, geofísica, química, física, matemática e estatística, ciência da computação Multidisciplinar - desenvolvimento sustentável do trópico úmido, ciências ambientais, gestão de recursos naturais e desenvolvimento local na Amazônia

Pará é foco para a Vale Até 2012, a Vale investirá US$ 59 bilhões em todo o mundo, sendo que 77% desse valor serão destinados a projetos no Brasil e 23% no exterior. O Pará receberá investimentos de US$ 20 bilhões, cerca de 34% do valor anunciado para investimento em todo o mundo. Dos 62 mil empregos que a Vale irá criar em todos os países em que atua até 2012, 35 mil (mais de 56%) estarão no Pará. Em 2007, a Vale investiu US$ 4 bilhões no Pará. Em projetos ambientais, a empresa investiu US$ 110,2 milhões, valor 834% superior aos US$ 11,8 milhões investidos em 2006. E os investimentos irão crescer. Para 2008 a 2012, a empresa já anunciou um planejamento de investir US$ 2,8 bilhões em meio ambiente, em todos os países onde atua. Deste total, US$ 692,5 milhões serão destinados somente ao estado do Pará. Em projetos sociais, a Vale planeja investir US$ 1,4 bilhão nos próximos cinco anos, em todos os países onde está presente. Somente em 2008, a Vale irá investir US$ 98 milhões em ações de responsabilidade social no Pará.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva , anunciando a geração de mais de 21 mil empregos.

Alunorte Cada vez maior, cada dia melhor.


o m o c a i n ô z a ! m u A i A u n ca v n ê v oc áNAS

JBANCAS


A Feira do

Empreendedor Fotos: Eunice Pinto/Ag Pa e Marcos Gonçalves

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Feira do Empreendedor do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, foi e é realizada para dar oportunidade de criação e/ou expansão de negócios de micro e pequena empresários em níveis locais e até mesmo internacional. Durante a abertura Feira do Empreendedor, a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, ressaltou a importância do papel desempenhado pelo Sebrae, em ajudar a alavancar as micro e pequenas empresas – principais geradoras de emprego e renda no País. Disse também que esse

Abertura da Feira do Empreendedor 2008

evento tem um caráter educacional importantíssimo, pois serão oferecidos mais de 40 cursos, palestras e oficinas, com o objetivo de difundir a cultura empreendedora e fazer com que ela chegue ao maior número possível de pessoas', destacou. Ana Júlia também ressaltou ainda as ações do governo do Estado destinadas a esse público, como o Cred-Pará – programa de microcrédito solidário dirigido principalmente aos empreendedores populares nos diversos ramos de atividades com a liberação de linhas de crédito de até R$ 10 mil para os pequenos e micro empreendedores de todo o Estado, agora com desconcentrar dessas operações de crédito, também em Marabá, Altamira, Santarém e Itaituba, com esse serviço nos polos do Banco do Estado do Pará. A governadora anunciou para até o fim deste ano a construção do Centro Público Estadual de Economia Solidária, onde os empreendedores terão a chance de se qualificar e buscar assessoria em diversas áreas para o desenvolvimento dos seus projetos. O Sebrae colocou à disposição dos participantes, através de seus produtos e serviços, informações para aber tura e desenvolvimento de empresas, tecnologia, cursos, treinamentos direcionados para o estímulo à cultura empreendedora


15 mil pessoas visitaram a Feira

Ana Júlia ainda participou do plantio simbólico de uma muda de andiroba Hildegardo Nunes, superintende do Sebrae no Pará,falou do momento favorável da economia brasileira e as boas perspectivas que a conjuntura oferece ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Disse que segundo uma pesquisa realizada a respeito da taxa de sobrevivência e mortalidade das micro e pequenas empresas depois do primeiro ano, houve um avanço na taxa de vitalidade dessas empresas. Em 2002, ela estava em menos de 50% e hoje está em mais de 70%. Afirmou que no Pará, o índice está muito acima da média – em torno de 83%. O superintende disse também que um dos maiores desafios do Pará é legalizar as cerca de 40 mil micro e pequenas empresas que ainda trabalham em dissonância com as leis em todo o Estado. Nossa expectativa é que com a consolidação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, esse número vá reduzir. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) prestou diversos serviços, gratuitos, voltados à exportação: entrega de folders, informações, orientações e demonstrações de todo o processo de prospectar mercados e conseguir novos clientes. Contribuindo assim para

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Ana Júlia também ressaltou as ações do governo


importante para a internacionalização de seus produtos”. Muitas pequenas empresas preocupamse, em maior parte, na administração e produção de bens, deixando de lado o conhecimento técnico de como preencher um formulário e elaborar um projeto, que é um dos pré-requisitos para a comercialização de produtos ao exterior”, informou a Diretora de Apoio ao Comércio e Exterior da Sedect, Fátima Gonçalves. Para desenvolver uma consciência de exportação nos pequenos e micro empresários, a Sedect trouxe a Belém o especialista em comércio exterior Edílson Urbano, do Ministério do Desenvolvimento. Ele fez a palestra “Ferramentas da Secretaria de Comércio Exterior de Apoio ao Exportador”, por sinal, muito concorrida.

O Estande da Toscana No Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, a Região Toscana, no centro-norte da Itália, teve um estande exclusivo. Os italianos apresentaram ao José Maria Cardoso, recebeu o Crédito para Desenvolvimento de Negócios para Micro Empreendedores - Cred Pará, entregue pelo presidente do Banpará, Edilson Souza

fomentar a cultura de exportação nas micro e pequenas empresas da capital e do interior do Estado, potencializando e capacitando pequenos empresários e futuros empreendedores para ter sucesso na venda ao exterior. Muitos não sabiam, siquer, que uma simples página na internet traduzida em inglês pode ser uma ferramenta Os chef's Romeo D'Oranzio e Fábio Sicília foram um espetáculo à parte

Oficina Sabores da Amazônia

público paraense materiais de promoção turística, fotos, produtos gastronômicos e indústrias típicos da região Toscana. A gastronomia da Toscana teve destaque especial, o chef Romeo D'Oranzio apresentou com Fábio Sicília, presidente da EDIÇÃO 80 [AGOSTO 08]

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As empreendedoras Raquel Santa Rosa e Amanda Amoras com a governadora Ana Júlia Carepa na Feira do Empreendedor 2008

Marilena do Socorro também recebeu o Crédito para Desenvolvimento de Negócios para Micro Empreendedores - Cred Pará, entregue pela governadora Ana Júlia Carepa

Maria de Nazaré Vieira, recebeu da governadora Ana Júlia Carepa o Crédito para Desenvolvimento de Negócios para Micro Empreendedores - Cred Pará

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará, uma mistura das cozinhas toscana e paraense. Os chef s deram aulas-show de culinária italiana aos visitantes. Representantes comerciais de diversas empresas também estiveram em Belém, com o objetivo de iniciar negociações com parceiros paraenses: Dorin, compressores para refrigeração; Bandini, lar e

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Na Oficina de DJ, a governadora se divertiu


Uma simples página na internet traduzida em inglês pode ser uma ferramenta importante para a internacionalização de seus produtos

construção; Marchesi de Frescobaldi, casa vinícola; Gerini Salume, frios e o Consórcio Terre del Levante Fiorentino, de empresas gastronômicas, foram as companhias que apresentaram seus produtos no espaço. A participação italiana foi articulada pela Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (CIDS), por meio do Instituto para a Promoção das Relações Sociais, Econômicas e Culturais Brasil – Itália (IBRA)

Na Oficina de Comunicação EDIÇÃO 80 [AGOSTO 08]

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Balanço Estima-se que pelo menos 15 mil pessoas visitaram a Feira, com a participação de 200 expositores, além de oficinas, cursos e palestras. Foi estimado um volume de negócios de R$ 30 milhões e a capacitação para cerca de 2.300 pessoas. Para Hildegardo Nunes, superintendente do Sebrae no Pará, o balanço da feira foi extremamente positivo devido aos indicativos de negócios gerados ou

encaminhados principalmente na área da tecnologia. “Todos os empresários de franquia também manifestaram avaliação positiva sobre a feira” O destaque principal, porém, segundo Hildegardo, ficou por conta do contato das microempresas com as indústrias de mineração responsáveis pelos grandes projetos em implantação no Estado. “Algumas delas puderam fazer negócios pela primeira vez com companhias como a Vale e a Globe Metais. Em condições normais, isso seria praticamente impossível”.

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Segundo o superintendente do Sebrae/PA, Hildegardo Nunes, este ano a Feira do Empreendedor foi baseada em três eixos: responsabilidade social, interatividade e tecnologia, com o objetivo de mostrar o potencial empreendedor do paraense e apresentar ao público o que há de mais moderno nas tendências no Brasil em novos negócios.

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PUBLICAÇÃO DIGITAL

A Editora Círios é a primeira editora do Norte a publicar suas edições digitalmente

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Claro com 3G, assume compromisso de ampliar sinal de telefonia móvel no Pará Fotos: Eunice Pinto/Ag Pa

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gora também no Pará, a Claro está instalada e funcionando com 33 milhões de clientes em uma cobertura que abrange 2.590 municípios no país, além de atuar em 12 países na América Latina. A Claro é controlada pela América Móvil, um dos cinco maiores grupos de telefonia móvel do mundo, com mais de 159 milhões de clientes e atuação direta em 17 países. É o quarto maior grupo de telefonia do mundo. O lançamento da empresa de telefonia móvel e internet banda larga no Estado foi realizado, no auditório do Hotel Crowne Plaza, em Belém. São 82 pontos de vendas instalados em Belém, Ananindeua, Icoaraci, Mosqueiro e Salinas, implantando e trazendo a tecnologia 3G no Estado. E criando cerca de 800 empregos diretos e indiretos no Pará. O presidente nacional da Claro, João Cox, acredita que até o final do ano a empresa esteja entre as duas maiores coberturas no Pará e, em dois anos, estará em todos os municípios paraenses.

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Segundo Cox, o mercado paraense é um dos mais competitivos. Ele prevê um processo rápido e breve de expansão. "A Claro é a primeira empresa a viabilizar o sonho de falar e ver qualquer pessoa que tenha 3G da Claro, em qualquer lugar, a qualquer hora". “Com a possibilidade de utilização da internet banda larga pelo celular ou o uso do aparelho como modem do computador, além de uma política de relacionamento mais próxima ao cliente”. Disse ainda “Com o 3G, a competitividade da banda larga deve aumentar e com a competição haverá redução de preços. Nós vamos fazer pela banda larga aquilo que o celular fez pela telefonia", afirmou Cox. De acordo com o diretor da Claro na região Norte, Randolpho Tostes, a empresa foi a pioneira em lançar os serviços de terceira geração no país no fim do ano passado. No Norte, a nossa expectativa é grande em todos os

João Cox, presidente da Claro e Randolpho Tostes, diretor regional

Celulares disponibilizados pela Claro durante o evento EDIÇÃO 80 [AGOSTO 08]

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aspectos, afinal, completamos nossa cobertura nacional. Embora seja a quinta operadora a entrar no Estado do Pará, estamos trazendo inovação e tecnologia. Somos a primeira a oferecer o 3G no Estado e na região. A Claro informa que 3G é a evolução da telefonia celular, trazendo velocidade mais rápida na transmissão de dados e no acesso à Internet pelo celular, notebooks ou nos computadores domésticos. A 3G, (terceira geração da telefonia móvel) permite acesso à internet em banda larga com velocidade de até 3.6 Mbps, a partir de qualquer lugar, com total mobilidade. É possível baixar músicas, jogos e arquivos rapidamente, assistir trailers, filmes e os canais de televisão do Idéias TV com alta definição de imagem. Pode-se ainda realizar a Vídeo Chamada Claro 3G – serviço de transmissão simultânea de áudio e vídeo em tempo real.

O compromisso com a Governadora O presidente da Claro, João Cox, visitou a governadora Ana Júlia Carepa, acompanhado por outros dirigentes da empresa. Cox disse a ela que não há limite de investimentos para a ampliação do sinal da empresa no Estado e que a meta da Claro é ultrapassar a cobertura de suas concorrentes até janeiro de 2009. A governadora propôs à empresa priorizar não apenas os grandes mercados, mas também as localidades que não recebem sinal de telefonia móvel. Estima-se que metade dos municípios paraenses não conte com o serviço de telefonia celular. Cox, assumiu o compromisso de ampliar sinal de telefonia móvel no Pará.

A governadora Ana Júlia Carepa recebeu em audiência diretores e representantes da Claro

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empresa assegura que assim que iniciar a comercialização do iPhone, tecnologia desenvolvida pela Apple, que reúne em um único aparelho telefone, internet e i-Pod, Belém será imediatamente contemplada. A Claro será a primeira empresa a comercializar o produto no Brasil e já recebeu 100 mil pré-inscrições de interessados.


O presidente da Claro, João Cox

Para utilizar a nova tecnologia, é preciso ter o chip 3G da Claro e um aparelho compatível, se o objetivo for usar a banda larga no celular. Para banda larga em laptops ou desktops, deve-se utilizar o chip 3G em uma placa PCMCIA ou mini-modem USB. Com os mais recentes aparelhos da Claro, os clientes têm à disposição os novos serviços nas áreas cobertas pela nova rede. Aonde ela ainda não chegou, os usuários podem utilizar normalmente os serviços da rede 2,5G, disponível nos mais de 2.300 municípios cobertos pela operadora.

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A III Frutal Amazônia/VIII Flor Pará reuniu pequenos e grandes agricultores e os maiores especialistas do país

III Frutal Amazônia

VIII Flor Pará

Fotos: Eliseu Dias, Eunice Pinto e Rodolfo Oliveira/AgPa e Valter Campanato/ABr

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á está funcionando na Almirante Wandenkolk, 1847, esquina com a avenida Governador José Malcher, no bairro do Umarizal, o comitê estadual de apoio ao Fórum Social Mundial (FSM), que acontecerá em janeiro do ano que vem, em Belém. O local abrigará a equipe de governo que vai se ocupar dos eventos referentes. O governo do Estado investirá, até janeiro de 2009, R$ 195 milhões em ações preparatórias ao Fórum. Grande parte desse recurso irá para a melhoria da malha viária da Grande Belém, por onde devem transitar os mais de 120 mil participantes esperados para o FSM. O esforço será no sentido de garantir a Belém a infra-estrutura necessária para receber um evento dessa magnitude. Segundo a governadoraAna Júlia Carepa, o papel do

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governo não é o de organizar o FSM, e sim o de apoiálo e agir na retaguarda, oferecendo condições para que ele aconteça. “O Fórum Social Mundial é uma conquista da sociedade, dos movimentos sociais, e cabe a eles coordenar o evento. Mas o governo do Estado, assim como o governo federal, comunga da filosofia que o evento professa, o que faz com que abracemos as mãos nessa causa”, disse.

Histórico O secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Paul Singer, que participou da inauguração do comitê, lembrou que o Fórum, enquanto espaço de interlocução e conhecimento, terá


Os stands da III Frutal Amazônia/VIII Flor Pará, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia

um apogeu em sua próxima edição, já que acontecerá em plena região amazônica. “Nada mais oportuno do que virar as atenções do mundo para essa região e conclamar a necessidade de revermos o modelo de desenvolvimento dominante”, asseverou. Para o assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, Renato Martins, o momento é histórico e emblemático para o País e o mundo. Ele garantiu que, como aconteceu nos fóruns realizados no Brasil, o presidente Lula deve prestigiar o de Belém. “Todas as nossas políticas públicas dialogam com as diretrizes perpassadas pelo Fórum, que, na verdade, é a prova da força dos movimentos sociais na decisão dos rumos de uma humanidade justa e igualitária”, afirmou.

Obras A construção de um novo terminal hidroviário de passageiros, a duplicação da rodovia TransMangueirão e a reforma de dez prédios históricos no bairro da Cidade Velha fazem parte das obras que o governo do Estado deverá concluir até o FSM como ações preparatórias para o evento. Segundo o secretário estadual de Governo, Cláudio Puty, o objetivo é dar suporte ao Fórum e, também, dotar a cidade de equipamentos que vão garantir mais

Para o Secretário Estadual de Agricultura Cássio Alves Pereira, este é o maior evento do agronegócio da Amazônia e faz parte da estratégia adotada pelo Governo do Estado para a construção do novo modelo de desenvolvimento do Pará. “A s c a d e i a s produtivas de flores e de frutas se identificam com a abordagem do modelo de desenvolvimento, como atividades geradoras de emprego e renda”, disse Cássio Pereira. Ao capacitar o agricultor, a Frutal incentiva a qualidade dos produtos e ao mesmo tempo contribui para a superação dos gargalos da produção.


qualidade de vida à população. Um deles é a biblioteca digital que será instalada no bairro da Terra Firme, a primeira do Pará. Depois de servir aos participantes do encontro, ela funcionará como um centro de capacitação profissional a jovens carentes. A Companhia de Habitação do Pará (Cohab), por sua vez, deverá assumir os prédios históricos que serão reformados para oferecer moradia à população de baixa renda, numa área que será totalmente urbanizada. Na área do Aeroclube – cedida para o Estado – o governo pretende criar espaços para anel viário, parques, jardins e bosques, além de ampliar a esplanada do Hangar - Centro de Convenções & Feiras da Amazônia. No local serão destinadas áreas para quilombolas e acampamentos da juventude.

Incremento Além dos recursos estaduais, o governo federal deverá liberar para o Estado montante de R$ 66 milhões como forma de apoio ao FSM. “Muitas dessas obras já estão licitadas e outras até começaram. Queremos garantir a melhoria da malha viária em Belém e dar à cidade a

Ana Júlia Carepa, assina protocolo de intenções de flores e plantas ornamentais da região metropolitana

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infra-estrutura necessária para que o Fórum aconteça aqui”, disse o secretário, lembrando que grande parte dos investimentos irá para a área da segurança pública. Do recurso federal que será liberado pela União, grande parte será destinada a projetos de economia solidária, capacitação de voluntários e reabilitação do mercado de peixe do complexo Ver-o-Peso e do Solar da Beira. Também haverá apoio aos Fóruns de Autoridades Locais.


O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, fez a apresentação da Frutal Amazônia destacando o tema “Cidadania e desenvolvimento Sustentável” e afirmou: “A educação do agricultor é a base para o crescimento, pois o mercado consumidor exige cada vez mais produtos de qualidade. O homem do campo tem que estar preparado para enfrentar os desafios do mundo dos negócios”. A governadora Ana Júlia Carepa, durante a cerimônia de abertura da III Frutal Amazônia/VIII Flor Pará

Mais de 40 milhões de reais em negócios nacionais e internacionais para impulsionar as cadeias produtivas de flores e frutas

Há três anos sem poder exportar, por causa do mal da Sigatoka Negra, os produtores de flores do Pará agora respiram aliviados e comemoram uma nova era no setor da floricultura paraense. O secretário Nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agriculturaira, Inácio Kroetz, na FrutalAmazônia/Flor Pará, anunciou

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Nos últimos 3 anos a produção de frutas do Pará vem crescendo numa média de 10% a 15% nas principais culturas, como açaí, abacaxi, cacau, cupuaçu e banana. A área plantada passou de 226.376 hectares em 2006, para 238.712 hectares em 2007. As regiões que mais se destacam na produção de frutas são o BaixoTocantins e o nordeste paraense. Na área da floricultura hoje trabalham cerca de 120 produtores, 44% oriundos da agricultura familiar. A atividade gera uma receita anual em torno de R$ 41,7 milhões incluindo vendas globais, no varejo e no setor da prestação de serviços nos segmentos de decoração, paisagismo, jardinagem e serviços funerários. A área cultivada passou de 188 hectares em 2005 para 274,63 hectares em 2007.

a liberação para exportação das espécies do gênero helicônia, a flor tropical mais produzida no Estado. A Instrução Normativa do Ministério da Agricultura já foi publicada no Diário Oficial da União.Trata-se de uma atualização da lista de hospedeiros das pragas quarentenárias no Brasil, ou seja, as pragas que provocam danos nos vegetais. Há mais de 3 anos, uma pesquisa da Embrapa havia identificado que as helicônias eram hospedeiras do fungo causador da Sigatoka Negra, o que provocou o embargo da exportação da planta. Posteriormente, um outro estudo mais detalhado do

Demonstração de produção de farinha de tapioca

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Ministério da Agricultura confirmou que apenas duas, das 70 espécies de helicônias, são hospedeiras do fungo. Inácio Kroetz disse que a floricultura é uma atividade que envolve muita dedicação, técnica e paixão porque é prazeroso trabalhar com a natureza, além de caber em qualquer quintal. O secretário elogiou a Frutal/Flor Pará dizendo não deve nada para as grandes feiras que visitou na Alemanha, China e França, em modernidade, mercadorias expostas e temas tratados. Josuan Moraes agradeceu em nome dos produtores. Para o produtor Natalino Corrêa a proibição da


exportação era o maior entrave da produção de flores e agora, a liberação vai incentivar o desenvolvimento do setor. Um dos floricultores mais antigos do Pará ele se tornou um grande produtor cultivando, em Ananindeua e Mosqueiro, flores e folhagens para composição de jardins e decoração de eventos. Natalino garante que a produção paraense já atende o consumo interno. Jader Carvalho é outro grande produtor de flores que comemora a liberação das helicônias. Em Benevides ele mantém 20 hectares plantados embaixo da floresta, sem desmatar. "Em cada hectare posso produzir até 120 mil hastes, mas tenho uma perda de 20% por falta de mercado" diz Jader. Outro fator comemorado é a área para comercialização de flores que os produtores ganharam na feira da 25 de setembro, graças ao convênio entre o governo do Estado e a prefeitura de Belém. A maior preocupação dos produtores agora, é atender as exigências do mercado externo que são de ordem fitosanitária, mantendo o padrão de qualidade e quantidade suficiente para atender a demanda em qualquer época do ano. As helicônias são as flores mais procuradas pela forma exótica, beleza, cores fortes, tamanho e durabilidade. Maria Lúcia Costa, produtora de doces

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Pará Rural e SEPE no Frutal da Amazônia O Stand do Pará Rural mostrou as ações estratégicas do Programa Estadual de Ordenamento Territorial – PEOT e do Pará Rural. Com os Técnicos do Pará Rural e SEPE expondo todas as ações do PEOT e do Pará Rural, executadas pela SEPA em parceria com Sema, Sagri, Emater, Iterpa e Ideflor em áreas rurais do Pará. O Pará Rural (um dos patrocinadores do III Frutal) é o programa do governo do Estado do Pará que visa o aumento da renda e melhoria das condições de vida das comunidades rurais pobres. O Pará Rural está sendo executado em frentes convergentes de ação nas áreas do ordenamento fundiário, gestão ambiental/florestal e dos investimentos produtivos.

noivos e o salão da festa. A oficina segmentada foi ministrada durante três dias pelo decorador Vando Nascimento. O secretário de Estado de Agricultura, Cássio Alves Pereira, encerrou a III FrutalAmazônia/VIII

O Encerramento Um casamento simulado fez parte da programação de encerramento da III Frutal Amazônia/VIII Flor Pará. A cerimônia mostrou o resultado da oficina segmentada, na qual mais de 40 participantes produziram arranjos de flores regionais para a decoração do evento. Orquídeas, bastão do imperador e alpínias reunidas em belos arranjos, arrematados com folhas de pândano, deram o toque de sofisticação à decoração, desde o altar até as mesas de doces, convidados, bolo dos

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Exposição de flores

Ruan presenteia Carol com belo arranjo de flores amazônicas

Flor Pará elogiando o alto nível dos produtos expostos nas feiras, e já convidou a todos os participantes para 2009. Informou que o segmento de exportação de frutas cresceu este ano 56% em comparação ao ano passado.Na área de agricultura familiar, 1.600 agricultores

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Apresentação da Companhia de Arte e Dança do município de Pau D'arco

Empresas (Sebrae). “Foram R$ 15 milhões de novos negócios formalizados no Pará”. Sobre a importância da feira para o meio ambiente, o secretário destacou que “a sustentabilidade só ocorrerá se soubermos tratar a diversidade cultural, social e natural da região amazônica”. O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, disse que a feira de frutas e flores é uma grande

A exportação de frutas cresceu este ano 56% em comparação ao ano passado

familiares participaram das feiras, e contabilizaram mais de R$ 90 mil em negócios, o dobro do ano passado. O volume total de negócios este ano atingiu R$ 31 milhões, sendo 16 milhões somente na venda direta nos estandes, o que superou o valor comercializado no ano passado, de R$ 11 milhões. O restante foi alcançado na Rodada de Negócios, coordenada pelo Serviço deApoio a Micro e a Pequenas

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ESTADO DO PARÁ JÁ PODE EXPORTAR FLORES TROPICAIS

Helicônia, a flor tropical mais produzida no Estado

Inácio Kroetz, secretário Nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura

oportunidade de desenvolver o mercado, gerando novos consumidores e capacitando produtores, permitindo que usufruam do resultado de seus investimentos. O evento também ajuda a desenvolver outros segmentos, como a rede hoteleira da cidade, acrescentou.

Produtores de frutas e flores comemoram bons negócios Nos quatro dias da Frutal/Flor Pará, 85 eventos de capacitação foram realizados e as feiras de flores, frutas, equipamentos de agroindústria e artesanato atraíram cerca de 35 mil visitantes. As caravanas trouxeram do interior do Estado 1.600 agricultores, que participaram da programação técnica de capacitação. Na área de agricultura familiar 150 expositores contabilizaram mais de R$ 90 mil em negócios, o dobro do ano passado.

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O Luz Para Todos

no Pará Fotos: Elcimar Neves/Ag Pa

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Pará renovou o compromisso financeiro com o programa Luz Para Todos para o cumprimento da meta da prorrogação até 2010 de atender mais 130 mil famílias, além das 236 mil previstas inicialmente em 2003, é o primeiro Estado a renovar esse compromisso. O termo aditivo da subvenção financeira e a ata de revisão das metas do programa, foi assinado pela governadora Ana Júlia Carepa e os representantes da Celpa, José Alberto Cunha e Álvaro Bressan, com a presença de Aurélio Pavão, assessor do Ministério das Minas e Energia. Como subvenção financeira do LPT, o governo do Estado disponibilizará R$ 75 milhões, referentes a 10% do valor da primeira parcela da prorrogação (R$ 750 milhões). A Celpa será responsável por 15% e o restante virá do governo federal. O investimento dos governos estadual e federal passará de R$ 1,888 bilhão para R$ 2,928 bilhões até 2010. Para a governadora, o acréscimo no volume de recursos é compreensível quando se trata de obras na região amazônica. Quanto mais distante o local, mais caro se torna levar energia elétrica. “Quando assumimos o governo o Estado estava com 12 meses de atraso no repasse dos 10% que é responsável. E, mesmo com as dificuldades, já

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assinamos contratos de R$ 25 milhões e R$ 31 milhões, e agora este de R$ 75 milhões. Somos o primeiro Estado a reconhecer a importância do programa, e vamos chegar em 2010 com a universalização da energia elétrica”, comemorou Ana Júlia Carepa. Ela enfatizou a combinação de ações do governo do Estado com o LPT, como o programa Campo Cidadão e o programa Um bilhão de árvores para a Amazônia. “O resultado será a qualidade de vida à população”, garantiu. Ela salientou que não é fácil optar por ações que implicam em transformação de um modelo de desenvolvimento no Pará, um Estado que, afirmou, não respeitava as leis ambientais e não investia em A vernadora Ana Júlia Carepa assina o termo aditivo da subvenção financeira do programa Luz Para Todos


saúde básica ou em transportes, por exemplo. “Não é fácil ter o Bolsa Trabalho que já atendeu 30 mil jovens e, desses, dois mil não precisam mais receber a bolsa porque já estão trabalhando com carteira assinada. É fácil fazer ações pontuais e gastar com propaganda para divulgá-las. Ser vanguarda é não ter felicidade num primeiro momento”, afirmou. José Alberto Cunha, vice-presidente de Operações da Celpa, informou que a meta inicial do LPT no Pará era de 236.050 unidades consumidoras. Com a prorrogação, chegará a 366 mil. Do que está programado até 2010, até junho, foram executados quase 50%, além da construção de 24 mil km de rede de distribuição, dos 60 mil km finais. “Já levamos o programa a 138 municípios, dos 143 paraenses. Em março, adquirimos 120 mil postes, a sua totalidade comprada de indústrias do Pará, e mais 11 mil toneladas de cabos de aço, 48 mil transformadores e 65 mil medidores. Materiais que mostram o aquecimento do mercado. A força de trabalho é de 3.900 pessoas”, observou.

Na Solenidade de assinatura de convênios e decretos do Programa Luz Para Todos e Consórcios Públicos

BENEFÍCIOS Segundo Aurélio Pavão, as metas do LPT em 2003 se basearam no censo demográfico de 2000. Inicialmente seriam atendidos 2 milhões de famílias ou 10 milhões de pessoas que não tinham energia no meio rural e 500 mil no meio urbano. “Para falar da envergadura do programa, seriam R$ 7 bilhões em investimentos; hoje já superamos R$ 11 bilhões em contratos. No Pará, são R$ 1,5 bilhão ou 10% dos investimentos contratados em todo o país. E, apesar de estarmos caminhando ao cumprimento das metas, apareceu demanda de 1,2 milhão de famílias, sendo 130 mil no Pará. Para tanto, precisamos renovar as parcerias”, comentou.

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O MME encomendou uma pesquisa ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para aferir o impacto social do programa: 48% dos beneficiados compraram aparelhos de TV nos três primeiros meses do LPT; 37% adquiriram refrigeradores; 27% aparelhos domésticos; 26% deixaram de sair do campo e 25% retornaram da cidade ao campo.

CONSÓRCIOS O compromisso foi assumido na cerimônia de lançamento da Política Estadual de apoio e Desenvolvimento de Consórcios Públicos, por meio da assinatura do decreto de regulamentação da lei estadual nº 7.088/2008. Na ocasião foram assinados convênios com quatro consórcios públicos, que somam R$ 1,8 milhão em investimentos. Os consórcios e os recursos são: Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social (CIDS), R$ 108 mil; Intermunicipal de Saúde do Araguaia Tocantins (Cisat), R$ 640,2 mil; Intermunicipal de Saúde da Rodovia PA-140 (Coispa), R$ 415,5 mil; do projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Região Guajarina (Consgua), R$ 700 mil. Esses convênios beneficiarão 935,1 mil pessoas, com obras nas áreas de saúde, água e esgoto, meio ambiente, segurança e justiça, mobilidade e resíduos sólidos. No Pará existem 11 consórcios constituídos, que propiciam a combinação de recursos materiais, financeiros e humanos, na solução dos problemas comuns dos municípios de uma região. Por meio deles, há o fortalecimento das instituições, maior eficiência do uso dos recursos públicos, aumento do poder de diálogo e pactuação dos municípios, e aumento da transparência e do controle social nas decisões. “Os consórcios são a união dos municípios para

O representante do Ministério das

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garantir políticas públicas que vão melhorar a vida das pessoas. É uma alternativa aos municípios que, às vezes, têm poucos recursos. Já existe lei federal e hoje regulamentamos a estadual (nº 7.088). Assim, o governo do Estado pode fazer convênios com esses consórcios, com regras claras e prestação de contas. E quem sai ganhando é a população”, avaliou a governadora. Eduardo Costa, secretário-adjunto de Estado de Integração Regional, afirmou que as ações consorciadas são diretriz do governo do Estado. Para executa-la, foi criada a Política Estadual de Apoio e Desenvolvimento dos Consórcios Públicos, que faz parte de um sistema de integração regional. “O nosso objetivo é que as políticas pactuadas cheguem aos territórios, respeitando as diferenças regionais. Os pilares estratégicos do sistema são descentralização regional, desenvolvimento regional sustentável e nova relação institucional”, explicou.

A solenidade de assinatura de convênios e decretos do Programa Luz Para Todos e Consórcios Públicos foi bastante concorrida

José Alberto Cunha, vice-presidente de Operações da Celpa, informou que a meta inicial do LPT no Pará era de 236.050 unidades consumidoras

O Secretário Adjunto da Secretaria de Estado de Integração Regional, Eduardo Costa


Acyr Castro

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Vinicius eja inevitável a globalização, a transformar em de Moraes aldeia o nosso planeta, nem por isso o mercado persista uma palavrinha suspeita, a sustentar um sistema baseado apenas e tão somente no lucro pelo lucro, a fazer de cada brasileiro, de cada paraense, de cada ser não uma pessoa, mas um animal manipulável pelos donos da vida e da palavra. Num Estado como o nosso, este Pará tão sofrido, todo mundo vira número, como peças com mínima possibilidade de reposição. A Cultura, e isso é indiscutível, continua a colocar a nós paraenses como simples Alfred Hitchcock fornecedores de matéria prima tanto para importadores percebem: o da burrificação que se generaliza, exaltando nacionais (caso de São Paulo) como internacionais, quase sempre o medíocre e o banal, despersonalizando e sobretudo os Estados Unidos. Aprendi com poetas vulgarizando o povo indicado como simples consumidores. O

Estamos diante de um problema gravíssimo de que poucos se percebem: o da burrificação que se generaliza... maiores, a partir de Vinicius de Moraes e chato é que há quem enriqueça à custa Ruy Barata, que o que dizemos tenha desse processo. A bondade desaparece cunho ou deva ter de verdade tanto ou se transforma em matéria descartável, quanto é possível na condição humana. quando o padre Antonio Vieira nos ensinou Não esqueçamos que, vocábulo de em português castiço: “é muito bom ser origem romana, cultura significa cultivo, importante, mas é muito importante ser cuidar de, espiritual e intelectivamente, bom”. Acertou na mosca. Em sendo desta o que faz dela também, além de coisa maneira talvez agosto seja, de fato, um mental, um processo sociológico de mês cruel. Existirá, aqui, ali, acolá, quem formação. Nem assim estaria errado se acostume como a verdade? Quando Thomas Stears sonhamos que sonhamos, é que está Eliot, quando Padre Antonio Vieira próximo o despertar. O sonho pode ser Ruy Barata anunciou que inimigo da razão. agosto é um mês cruel. Acaba Antes que me esqueça: o cineasta Mario Peixoto, autor de “O sendo por causa da massificação Limite”, romancista de “O inútil de cada um”, foi sábio ao generalizada, a partir dos meios de lecionar, urbe et orbe, que o Homem luta com a História; o comunicação que hoje costumam poeta refaz a natureza. Até Setembro, se Deus quiser e ele chamar de mídia, do cinema à quer, que o digam os grandes editores Ronaldo e Rodrigo música, do teatro ao jornal e Hühn. principalmente a televisão. Estamos diante de um problema (*) Escritor e jornalista, membro gravíssimo de que poucos se da Academia Paraense de Letras

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PROGRAMA

CAMPO CIDADÃO

Fotos: Cláudio Santos,Eunice Pinto e Rodolfo Oliveira/Ag Pa

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Programa Campo Cidadão, um programa de desenvolvimento rural, de caráter socioambiental, vinculado ao Pará, Terra de Direitos, foi lançado pelo secretário de Estado de Agricultura, Cássio Pereira, no auditório do Hangar - Centro de Convenções da Amazônia. Representantes de 14 órgãos estaduais e 200 produtores rurais participaram do anúncio do programa Campo Cidadão, de caráter socioambiental, que permitirá a implantação de ações que irão garantir segurança alimentar, elevar as capacidades locais de competitividade econômica e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares, ribeirinhos, pescadores artesanais, quilombolas, extrativistas e populações tradicionais.

Serviços ambientais Cássio Pereira ressaltou que a inovação do programa será a remuneração dos serviços ambientais. "Os produtores que se comprometerem a produzir de forma sustentável e assumirem o compromisso de recuperar Carlos Augusto Silva, presidente da FETAGRI Pará Federação dos Trabalhadores Rurais do Pará falou em nome dos Trabalhadores Rurais O Campo Cidadão busca melhorar os benefícios sociais e econômicos do meio rural

as reservas legais e as áreas de preservação serão remunerados. Para isso será criado um mecanismo para efetuar o Pagamento de Serviços Ambientais, que irá colaborar de maneira eficaz com o reflorestamento em nosso Estado", explicou ele. O Campo Cidadão está direcionado para os agricultores familiares e busca melhorar os benefícios sociais e econômicos do meio rural, além de incentivar as práticas produtivas sustentáveis. Em quatro anos, 120 mil famílias paraenses serão beneficiadas.

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Campo Cidadão

O Programa vai integrar esforços do setor público e da sociedade civil para garantir a segurança alimentar, elevar as capacidades locais de competitividade econômica, assegurar a adequação ambiental da produção familiar e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares (ribeirinhos, pescadores artesanais, quilombolas, extrativistas e populações tradicionais).

Cássio Alves Pereira, secretario de Estado de Agricultura, representando a governadora Ana Júlia Carepa, durante o Lançamento do Programa de Desenvolvimento SócioAmbiental da Produção Familiar Rural Paraense do “Programa Campo Cidadão" EDIÇÃO 80 [AGOSTO 08]

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De acordo com o secretário Cássio Pereira, as diretrizes do programa respeitam as especificidades de cada uma das 12 regiões do Estado. "É preciso reconhecer que a produção familiar é responsável pelo desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. A categoria é uma solução para o crescimento, além de garantir a produção de alimentos", enfatiza. Ainda segundo o secretário, o segmento ganhará mais competitividade.

Serão priorizados os produtores organizados em associações, cooperativas, caixas agrícolas ou outras formas de organizações, que já desenvolvem atividades de segurança alimentar ou atividades identificadas com os Arranjos Produtivos Locais (APL's). OsAPL's são aglomerações territoriais de agentes

Maria Gomes (45), e sua filha Vitória, cuidando de suas plantações, que cultiva no sítio da família, localizado próximo à Marabá, na PA-150. A agricultura familiar é uma das subsistências da família

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O agricultor José Ramos, produtor rural do município de Novo Progresso, onde a economia gira em torno também da agricultura familiar

Maria José Silva (66) e seu marido Antônio Galdino, produz macaxeira, em sua propriedade, localizada na PA-150

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Domingos Santos e Antonia Brito, produtores rurais do município de Novo Progresso, onde a economia gira em torno também da agricultura familiar.

econômicos, políticos e sociais, com foco em um conjunto específico de atividades econômicas que apresentem afinidades. Dentre as principais linhas de ação do Programa estão: o fortalecimento de organizações sociais; o fomento para produção agropecuária, pesqueira e florestal; a articulação de desenvolvimento científico e tecnológico voltadas ao desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais (APL's) e a integração das ações de assistência técnica e extensão rural. O Programa é coordenado pelas seguintes órgãos do governo do Estado; Sagri, Ideflor, Sepaq, Sema, Sepe, Sedect, Seir, Segov, Sepof, Seplan, Emater, Adepará, Iterpa, Ceasa e Idesp. Durante a cerimônia foi assinado um Termo de Cooperação Técnica, entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), p a r a implementação de ações conjuntas no âmbito da gestão ambiental. Desse modo, será possível qualificar e facilitar os investimentos do Jaime Sousa, coordenador regional dos Plano Safra, com a Trabalhadores da Agricultura Familiar no Lançamento Campo Cidadão criação do Cadastro

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Agricultores de vários municípios de Estado participam do Lançamento do Programa Campo Cidadão

Ambiental Rural e a regularização ambiental, operacionalizada pela Sema.


FELIX ROCQUE ? por Dulce Rosa de Bacelar Rocque

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as quem foi ele? É a pergunta que se fazem, não somente taxistas, mas também muitos belemenses ao passarem pela ex travessa da Vigia, na Cidade Velha. Pensando bem, é verdade: quem tem menos de 60 anos não pode lembrar a "Quadra Nazarena" dos idos anos 40 e 50, do século passado. Felix Rocque "... Com seu arrojo, sacudiu a cidade, transformou a Festa de Nazaré, modelando-a a seu estilo. Fora da festa, em seu Palace Casino (no extinto Grande Hotel) centralizou a vida social de Belém, apresentando shows que nada ficavam a dever aos centros mais evoluídos." "... Para exibir Beatriz Costa, Felix construiu, em 6 dias, o Teatro Coliseu, para 2.000 pessoas." " ... Trouxe também Orlando Silva, o "cantor das multidões"... o Augusto Calheiros...; a mais popular dupla de cômicos do Brasil, Jararaca e Ratinho; outro cômico de renome, o Jorge Mudar, que se celebrizara com suas imitações de libanês ." Ao longo dos anos, montou os teatros Coliseu, Poeira, Iracema, Odeon, Moderno e Variedades, onde se apresentaram também: Vicente Celestino, Gilda de Abreu, Moreira da Silva, João de Barros, Carlos Galhardo, Aurora Miranda, Osni Silva, Emilinha Borba, Elvira Pagã, Derci Gonçalves, Eby Camargo, Irmãos Chiozzo, Salomé Parisio, Osny Silva, Raito de Sol, Ângela Maria, Rosita Gonzáles e tantos outros nomes hoje totalmente esquecidos, como ele. "... a partir de 1940 centralizou, em torno de sua pessoa, da empresa que criara, toda a quadra festiva. E, durante 17 anos, trouxe a Belém os maiores ídolos do

Félix Rocque em foto tirada no ano de sua morte

rádio brasileiros. Foi o período áureo da grande Festa: no lugar dos pequenos teatros de variedades, as mais famosas companhias teatrais. A cidade vibrava a cada aproximação do Círio e aguardava, com invulgar expectativa, os teatros que Felix Rocque montaria no arraial. Coisa que a nova geração nunca sentiu, nem poderia sentir, pois com a morte de Felix, a 8 de agosto de 1958, morreram os teatros nazarenos" "O paraense deixou de fazer roupa nova para ir a Nazaré." (Historia do Círio e da Festa de Nazaré de Carlos Rocque). Se ele estivesse vivo, completaria 100 anos no dia 15 de agosto.

Filha de Felix Rocque

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Camillo Vianna

Amazônia

A Cobra Grande do Rio Paracauari

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ualquer cidadão que se atreva a jurar pela Luz Divina que já coletou grande número de personagens silvestres de determinada região da Grande Floresta, sejam referentes à fauna ou a flora, afiançando que conseguiu amealhar representação geral e completa, estará, como toda certeza, inventando coisas ou, como se diz por aqui criando moda, tal a abundância e variedade existente, ficará mais perdido que sãocristão em dia de procissão, quando desgarrado do Santo de devoção que bem poderá ser São Bendito Achado de Curuçá, da região do Salgado, ou Amazônia Azul como é chamada agora, de onde é padroeiro desde que foi encontrado no fundo do rio por pescadores ribeirinhos ou de São Pingo do Mearim santo que dá nome à fazendola do amigo do autor, Wilson, fazedor de pontes do antigo Departamento de Estradas de Rodagem do Pará, morador de Taciateua, no município de Santa Maria, onde as equipes do Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária (CRUTAC), da Universidade Federal do Pará e da Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (SOPREN) atuavam, semanalmente, junto aos chamados Comandos MédicoSanitários, por mais de quatro décadas. Passando de pau prá cacete, vamos ao que interessa, ou seja, a

Em Soure, a “capital” da Grande Illha e a da Cobra Preta, cuja loca fica à margem do rio, em frente à Fazenda Bom Sossego, na confluência dos rios Paracauari e Maratacá, próximo ao Furo do Miguelão

Cobra Grande muito famosa e falada do Rio Paracauari, que é o mesmo rio de Soure como é conhecido pelos mais antigos. Antes, porém, singelo depoimento do autor destas mal batidas teclas: desde o início de suas atividades a SOPREN vem demonstrando interesse pelos viventes do monstruário silvestre do também chamado País das Pedras Verdes ou Boiúna, além de preocupação com o homem da região. Não resta a menor dúvida que a denominação de Cobra Grande vem de muito longe, e pode ser encontrada em qualquer local do ainda considerado Recanto Primoroso da Natureza, situado na linha do Equador. Qualquer morador de beira de barranco, paraná, furo, lago, lagoa ou mesmo de simples filete d'água que cresce no inverno, é capaz de garantir, com serenidade, a veracidade das histórias que envolvem a Cobra Grande de cada local. O autor que andou por sem número de cursos d'água, poças ou poções, está aí mesmo para dar seu testemunho quando se trata da Amazônia Clássica, Ribeirinha ou Verdadeira, deixando de lado a Amazônia dita Legal, que não passa de artifício político para desviar verbas que deveriam ser destinadas para a Amazônia que compõe o Norte do Brasil. Vale à pena levar ao conhecimento dos interessados,


reanimação de suas raízes culturais e tiveram na SOPREN suporte operacional, por suas atividades de interiorização junto a pescadores, lavradores, seringueiros, professores, estudantes e comunidades organizadas. As Histórias sobre as Cobras Grandes se fazem presentes em toda a região

apenasmente a história-lenda da Cobra do rio Paracauari e seus afluentes que carregam em suas águas riquezas culturais das mais variadas. Graças ao depoimento do pecuarista e preservacionista da SOPREN, Eduardo Castro Ribeiro, o leitor tomará conhecimento da citada Cobra, que é de cor preta, chifruda, que deixa recordação em todos os que passam no encruzo dos rios Saco, Paracauari e Furo do Miguelão, susto que dificilmente esquecerão, como ocorreu com o autor e seu irmão Garibaldi em noite chuvosa no Furo, fato confirmado pelos moradores como arte da Cobra. Conforme Eduardo essa Cobra é enxergada, sempre à boca da noite à margem direita para quem sobe o rio, no lago Encantado. Faz referência ainda a comitiva de vaqueiros que rumavam a Soure, que também toparam com a citada Cobra refastelada à margem, dificultando a passagem, obrigando a vaquejada distrocê de volta; em outra ocasião Eduardo, acompanhado do queijeiro da Fazenda Manoel Carneiro procurou ver a Cobra de perto. Seu acompanhante passou mal vomitando e desonerando, dando enorme trabalho para recuperá-lo. No final das contas o fazendeiro, também criador de gado preto, ou seja, búfalos, depois de observar a possível Cobra, chegou à conclusão, acertada, que esta não passava de búfalo velho desgarrado que transitava no rio. Entre as infindáveis histórias de cobras muito é conhecida a da que fica perto do barranco, quase na ilharga do trapiche da cidade de Soure, considerada a “capital” da Grande Illha e a da Cobra Preta, cuja loca fica à margem do rio, em frente à Fazenda Bom Sossego, que provoca remoinhos, durante as águas grandes, fazendo boiar restos de pequenas embarcações e árvores por ela derrubada ou afundada. As Histórias sobre as Cobras Grandes se fazem presentes em toda a região, podendo superar, algumas vezes, outros ilustres personagens do fabulário. Apesar do processo de integração, com alto poder agressivo, vem sendo possível identificar maior interesse dos amazônidas na defesa e

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ÓPERA Obra desconhecida de Landi Imagem do Palácio dos Governadores, 1867, vendo-se à esquerda, as ruínas da Casa da Ópera

O

notável arquiteto bolonhês Antonio Giuseppe Landi, que viveu entre nós de 1753, quando chegou como integrante de Comissão Demarcadora dos Limites entre os reinos ibéricos de Portugal e Espanha, até sua morte, em 1791, projetou e executou obras, assim civis como eclesiásticas e também militares que se constituíram, algumas delas, em verdadeiras preciosidades arquitetônicas pelo arrojo e ineditismo de linhas, tendo sido, inclusive, o pioneiro em nosso País do estilo neoclássico, só retomado no século seguinte, após a chegada da assim chamada Missão Francesa , em 1816, pelas mãos de Grandjean de Montigni, no Rio de Janeiro. O mestre da traça arquitetônica aqui fixou residência definitivamente, casando-se com uma paraense e nunca mais voltou à desenvolvida e agitada Europa. Já idoso fez parte da expedição do naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, contribuindo com inúmeros desenhos da flora e da fauna. Muitas de suas obras estão até hoje aí, a embelezar e engrandecer Belém, podendo-se destacar entre as de mais notoriedade, o antigo Palácio dos Governadores (hoje Museu do Estado do Pará), o anteriormente Hospital Real (atual Casa das Onze Janelas), as Igrejas de Santana (onde estariam enterrados seus ossos), de São João, do Carmo, das Mercês do Rosário dos Homens Pretos e a Catedral (Sé) belenense. A Capela do Senhor dos Passos, mais conhecida como Capela Pombo e as

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O passado preservado alimenta o viver presente e amplia os horizontes do porvir” S.M.P.


Conjunto Igreja e Convento das Mercês

Foto do Palácio dos Governadores nas suas linhas originais (1900)

O vate lusitano à pesca nas margens do Ganges, Índia

ruínas da de N. Srª. da Conceição, no primitivo engenho do Murutucu, onde viveu parte de sua existência, são igualmente exemplos da subida engenhosidade landiana. Ainda nesse campo da arquitetura religiosa são exemplares suas intervenções na Capela de São Francisco (no Hospital da Ordem Terceira da Penitência), na da Ordem Terceira do Carmo (anexa à Igreja de mesmo nome), na de Santo Antônio, no Convento homônimo, bem como as magníficas obras da tríade interiorana: Matriz de Sant'Ana, em Igarapé-Miri, a de São Benedito, em Gurupá e a de São João Batista, em Cametá. Dentre as obras civis, além das de maior viço anteriormente referidas restam-nos o imóvel na confluência das ruas João Alfredo e Frutuoso Guimarães (bastante alterada) e o prédio conhecido como Casa Rosada, na interseção da Rua Siqueira Mendes com a Trav. da Vigia, edificação essa que, para gáudio e sorte dos belenenses passa por um processo completo de restauro. No campo da construção militar lamentavelmente nada mais resta e seria de todo imperioso que as autoridades ligadas ao Patrimônio Histórico da Cidade interviessem a fim de que as ruínas da Capela do Murutucu não desaparecessem de vez na voragem do tempo e inconseqüência dos ditos órgãos Planta alegórica de Belém com as principais obras de Landi

competentes. Mas houve em nossa cidade uma obra de Mestre Landi da qual pouco se fala ou se conhece, a qual, certamente, não terá sido construção de menor valia e beleza arquitetônica, vinda como foi da traça magistral do arquiteto-régio do Grão-Pará, que decerto a ela emprestou seu desvelo, engenho e arte. Queremos nos referir à Casa da Ópera ou Teatro Cômico, que o historiador Antonio Ladislau Baena afirma ter sido mandada construir em 1775, pelo governador e capitão general João Pereira Caldas, para o que “Encarrega a Antônio José Landi o desenho e a ereção de um pequeno Teatro bem ordenado junto ao lado oriental do Jardim do Palácio: e expressa-lhe nesse momento que nisto espera ver a mesma atividade e inteligência que sempre tem manifestado no desempenho das difíceis obrigações inerentes a um Arquiteto”. Vicente Salles refere ter sido no Pará a Casa da Ópera ou Teatro Cômico a casa própria que se construiu especialmente para as representações de dramas, comédias e tragédias. Durou cerca de cinco anos a construção do teatro e não terá sido um modesto edifício, a julgar pelo que dele nos fala, em 1783, Alexandre Rodrigues Ferreira, dizendo de sua grandeza, conforto e pouca utilização: “Raras vezes se abre o Teatro que fez erigir a um lado do Palácio o Sr. João Pereira Caldas, porque não tem cômicos pagos para esse fim; e os que nele representam algumas vezes são curiosos, que dedicam esses obséquios aos senhores Generais. Até um teatro de muito bom fundo, ao menos proporcionado à grandeza e comprimento da casa, que é suficientemente asseada; e não deixa de ter suas visitas de algum gosto”. “Segundo o risco da 'Planta Geral da Cidade do Pará em 1791', executada pelo Eng. Teodósio Constantino Chermont por ordem de D. Francisco de Sousa Coutinho, o edifício ficava no lado esquerdo do jardim do Palácio dos Governadores” (...) pouco mais se sabendo, entretanto, de suas características arquitetônicas, planta, forma, capacidade, etc.”, referencia Salles. Dela não se tem, também, nenhuma reprodução pictórica.

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Ruínas da Capela de N. Srª. da Conceição (Murutucu)

Casa Rosada, atualmente em processo de restauro

Ao fundo e à esquerda, final do século XIX, edificações não mais existentes

Imóvel no canto da rua João Alfredo com Frutuoso Guimarães

. Faça-se notar que Belém era a sede da Capitania do Grão-Pará e Maranhão, naquele comenos ligada diretamente à capital do Reino e que aqui viviam, permanentemente, fidalgos reinóis despachados de Lisboa para as Igreja de São João Batista (Cametá) atividades administrativas e de segurança e defesa do rico território amazônico que, já àquela altura, era o principal responsável pelo suprimento do Erário Real, e toda uma “entourage” de cortesãos e referenciado clero que cá exerciam suas laborações e misteres. Toda essa gente, acostumada aos faustosos espetáculos lisboetas, não poderia resignar-se à “mediocridade” de alguns amadores ou curiosos dispostos a representar, porquanto não era possível importar de Lisboa ou de outras praças européias “cômicos pagos” ou companhias afamadas de forma sistemática. Também, é de óbvio raciocínio, a Casa da Ópera não poderia ter instalações assemelhadas às dos teatros lisboetas, à altura havidos entre os de melhor padrão europeu. Dados assim os devidos descontos é de se supor que as peças que eram levadas à cena pela “prata da casa” decerto não seriam lá de baixa qualidade, verdadeiramente, e o teatro construído pelo mestre boloniense era uma realidade e cumpria suas funções a contento. Em carta que escreveu em 1787, aos 18 de julho, para seu amigo Alexandre Rodrigues Ferreira, o professor régio de Filosofia Racional, assim se refere ao programa dos festejos de inauguração do Hospital da Santa Casa: ”Há de haver pontifical, tragédia santa na Casa da Ópera, fogos, árias, quatro sermões, carros triunfantes, pobres a gemer pelas ruas, galante mistura!”. Em seu livro “A música e o tempo no Grão-Pará” (Cons. Est. de Cultura, 1980) Vicente Salles referencia diversos espetáculos levados à cena na Casa da Ópera por artistas e dramaturgos vindos de fora, em anos subseqüentes, a se exibirem em nosso Teatro e inclusive alude ao primeiro dramaturgo local: “Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, poeta primoroso, autor de um soneto célebre e de outras produções poéticas conhecidas”. Salles coonesta seus relatos com exemplares de convites, programas e bilhetes de acesso aos espetáculos. Por exemplo, em 1794, o drama Aódia, composto para tal por renomado dramaturgo atuante em Lisboa, foi recitado no Teatro do Pará, ”antes da ópera nele representada (...) em aplauso do nascimento de SAR, a Serma. Srª Infanta D. Maria Thereza” (primogênita do futuro rei D. João VI). A Casa da Ópera viveu momentos de esplendor e glória em 1809, já, portanto, com o Brasil vivendo o papel de sede do reino português após a vinda da Família Real e da Corte lusitana para o Rio de Janeiro, em 1808, a fim de escapar da sanha invasora de Napoleão Bonaparte, o “demolidor de impérios”. Nesse ano festejou-se em Belém a tomada de Caiena pelas tropas luso-paraenses aqui sediadas, em represália à invasão de Portugal pelos exércitos do “corso demoníaco”, um “Lúcifer na Terra”, no dizer de seus detratores. Ainda segundo Salles “a Casa da Ópera funcionou regularmente até 1812. Depois entrou em decadência. Em 1817 já não se davam mais representações”. O Governador e Capitão General Conde de Vila-Flor, recém-chegado, propõese “a construir um novo Teatro no mesmo lugar do antigo, em que há tempo, pelo seu estado de ruína, já não haviam jogos cênicos” (...) “segundo um dos desenhos do defunto Antônio José Landi oferecidos pelo genro”. Mas o novo teatro, que chegou a ser iniciado, não foi concluído, sendo as obras abandonadas. “Do que havia, sobre seus alicerces, ergueu-se posteriormente o Palácio Municipal de Belém” (Salles), que os belenenses conhecemos como Palacete Azul. Uma ilustração de.1867 mostra as ruínas desse edifício, junto ao Palácio dos Governadores, uma das obras máximas da lavra landiana em Belém. *Médico e escritor – SOBRAMES

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