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O SAMBA É FOGO O povo e a força do Samba de Véio da Ilha do Massangano


MÁRCIA NÓBREGA

O SAMBA É FOGO O povo e a força do Samba de Véio da Ilha do Massangano


© Márcia Nóbrega

Coordenação Editorial Rafael Gutiérrez, María Elvira Díaz-Benítez Antonio Marcos Pereira Capa Martín Rodríguez

Fotografia de Capa Leo Drumond Revisão Bruno Goularte

Consultoria de Diagramação Celeste Ribeiro

Conselho Editorial Alberto Giordano (UNR-Argentina) | Ana Cecilia Olmos (USP) Elena Palmero González (UFRJ) | Gustavo Silveira Ribeiro (UFMG) Jaime Arocha (UNAL-Colômbia) | Jeffrey Cedeño (PUJ-Bogotá) Juan Pablo Villalobos (Escritor-México) | Luiz Fernando Dias Duarte (MN/UFRJ) Maria Filomena Gregori (Unicamp) | Mônica Menezes (UFBA)

[2017] Papéis Selvagens papeisselvagens@gmail.com papeisselvagens.com


Sumário Prefácio por José Jorge de Carvalho Prelúdio - O funeral

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Introdução - No princípio e no processo 19 Capítulo 1 - A Ilha 31 As pegadas da terra 32 O náufrago e o marinheiro 37 A correnteza das águas 43 O povo de Celestina 52 Capítulo 2- O samba 67 A chegada 68 A estadia 74 A jornada 81 A partida 88 Capítulo 3 - Existências A brincadeira O luto A força O fogo Da água e do fogo

Agradecimentos Referências bibliográficas

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A Ilha é o barco, nós somos o rio. Mia Couto

A Bartolomeu Nascimento, em memória de suas pisadas, e a Joaquim Nóbrega pelos seus primeiros passos.


Prefácio O samba, de novo, se refaz no Samba de Véio José Jorge de Carvalho

O livro de Márcia Nóbrega surge em um momento em que se solicita da nossa academia uma urgente atualização de nossa base etnográfica sobre as culturas populares no Brasil. Um universo simbólico e expressivo tão rico e vasto está ainda longe de ser satisfatoriamente conhecido, nem pelas instituições do Estado, nem pelos meios de comunicação e nem pelo conjunto da sociedade. Felizmente, um novo interesse pelo registro e pelo mapeamento dessas expressões tradicionais tem surgido na última década, conduzindo a um movimento de valorização e apoio às agrupações e aos seus mestres e mestras através de políticas públicas, em vários formatos e escalas, nos níveis federal, estadual e municipal de representação. Concomitantes ao recente olhar estatal e público sobre o universo das culturas populares, surgiram também novos agentes da sociedade civil, tais como mediadores e produtores, interessados em agenciar os grupos tradicionais para apresentações fora das suas comunidades, transformando as festas e celebrações nos terreiros em apresentações em palcos, programas de televisão, festivais e encontros. Novos processos de reconfiguração do cenário cultural estabelecido surgem neste contexto que tenho denominado de espetacularização e canibalização das culturas populares, com ênfase principalmente nos gêneros performáticos. Tais dinâmicas exigem de nós, intérpretes comprometidos com as culturas populares, um redobrado esforço de observação e rigor analítico, além de flexibilidade de valores e posições na hora de interpretar e avaliar as linhas de transformação e de continuidade, muitas inusitadas e surpreendentes, que perpassam este gigantesco universo das formas populares de arte no Brasil. Todas essas questões, relacionadas com a passagem da autoexpressão comunitária para a apresentação em espaços externos, aparecem neste livro cativante, centrado em um estudo etnográfico do Samba de Véio praticado pelos moradores da Ilha do Massangano no rio São Francisco.


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O Samba de Véio é uma variante local do samba tradicional, gênero musical e coreográfico que foi chamado, na taxonomia clássica de Edison Carneiro, de samba de umbigada. Um de seus parentes mais próximos, e com o qual deve estar historicamente conectado, é a variante do samba de roda e do samba chula do Recôncavo Baiano, dada a similaridade da estrutura musical e coreográfica: pandeiros, triângulos, viola (no caso do samba chula, de machete) e o caracaxá (chocalho). E se estendemos mais o grande arco do macrogênero samba, lembra ainda o jongo do Sudeste: a roda, a fogueira, a improvisação de versos cantados e a irradiação espiritual no corpo dos dançantes que conecta a arte do canto com a presença das entidades. Transparece, no limiar da descrição explícita do tema estudado, o entrelugar do samba, posicionado entre os gêneros de música e dança ditos seculares, para diversão e entretenimento, e o contato com as entidades, experiência que se intensifica quando os mesmos envolvidos com o samba se dedicam a participar dos centros de caboclos e dos reisados. Essa manifestação do samba como ponte entre mundos é ainda pouco explorada e pouco compreendida na nossa literatura acadêmica e sua apresentação minuciosa já significa, em si mesma, uma contribuição altamente relevante deste estudo. Márcia resume lindamente o papel mediador do samba ao falar da sua presença no reisado: “Na Ilha do Massangano, não há estandarte que torne o santo presente: é somente o samba que, ao fazer a vez da brincadeira no reisado, arrasta com ele existências que vão dos santos às pessoas”. Transcendendo o formato estabelecido de dissertação acadêmica, que prescreve uma separação entre as partes descritivas e as partes teóricas, a forma deste texto não está separada do seu conteúdo, resultando em uma narrativa que realça tanto a elaboração da escrita quanto a qualidade dos dados apresentados. Esses dois esforços fazem cumprir a expectativa colocada há já algum tempo por Steve Tyler acerca da etnografia: mais que uma descrição (ou pelo menos não só, para atualizar o seu argumento), trata-se de produzir uma evocação da realidade pesquisada. Essa capacidade de evocação transparece nitidamente nesta narrativa e somos transportados para o mundo das águas do rio São Francisco e para a vida cultural intensa dos ilhéus do Massangano. Junto com a observação precisa das práticas musicais e coreográficas e das interações sociais que giram em torno do samba, Márcia


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Nóbrega exibe igualmente a habilidade de uma exímia narradora, evocando, para além dos códigos estéticos dos gêneros performáticos praticados, um tom de travessia, trânsito, trocas, nomadismo. Desfila aos nossos olhos um fluxo contínuo de pessoas, lugares, elementos naturais, expressões culturais, histórias de vivos, mortos, almas e entidades, estados de consciência e modos de se colocar no mundo - ética, espiritual, política e esteticamente. Não por coincidência, Márcia optou por uma leitura deleuziana-guattariana do samba e dos sambadores e sambadoras do Massangano, daí a ênfase em significantes como “agenciamento”, “intensidade” e “devir”. Feita sua escolha, conseguiu ser coerente teoricamente do início ao fim. Mais ainda, acredito que ela conseguiu aqui, com seu uso próprio desse marco conceitual, amadurecer sua vocação por pesquisar as interações de cultura com política, iniciada na sua monografia de graduação, Peça pra Falar, Palco pra Ocupar: Encontros entre o MST e o Teatro, de 2007, que tive o prazer de orientar. Além disso, seu texto sugere outra possível ativação de uma abordagem surgida com Stuart Hall nos Estudos Culturais e que vem crescendo em vários âmbitos das Ciências Sociais: a interseccionalidade. Se até agora essa teoria tem sido útil para entender as articulações entre os vários componentes da identidade, tais como classe, gênero, raça, sexualidade, entre outros, neste caso, a interseccionalidade é de agências, intensidades e significantes, tanto materiais como imateriais, humanas e não humanas. Mesmo que não tenha sido seu objetivo explícito aplicar essa teoria na direção que apontei, considero mais um avanço do seu trabalho que essa possibilidade tenha sido exercitada. Defendida como dissertação em Antropologia, o livro adota um perfil próximo da interdisciplinaridade. Dentre as principais disciplinas aqui articuladas, chama a atenção, em primeiro lugar, a História, horizonte organizador, de fato, de toda a sua narrativa, da microhistória do Samba de Véio às transformações econômicas ocorridas na região consequentes do megaprojeto da barragem de Sobradinho. No campo subjetivo, aproxima-se da Psicologia pela sutileza da escuta e do tratamento interpretativo que realiza ao falar das personagens fascinantes, mulheres e homens, cujas vidas foram e são construídas como reflexo do compromisso assumido de dar continuidade ao samba, ao boi, ao reisado, aos terreiros de caboclo, aos penitentes, ao São Gonçalo.


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No nosso mundo, a perda de um grande cientista ou artista é mitigada pela preservação, em textos escritos e demais suportes de memória, do saber que foi embora no corpo do acadêmico que partiu. Por outro lado, nas comunidades tradicionais, a morte de um mestre instala sempre uma crise do saber e somente a resistência, a perseverança e a resiliência permitem o renascer das cinzas de um patrimônio coletivo guardado por um indivíduo de saber excepcional que foi embora. Intermitentemente, abre-se a temporada do esforço agonístico por impedir que a morte do sábio não acarrete também na morte do saber. Assim, apesar de celebrarem a vida intensamente e serem guardiãs da alegria e da festa, as culturas populares são, pela sua própria constituição, culturas enlutadas. Não por acaso, mas justamente por ter sido afetada por esse predicamento constitutivo do campo das culturas populares, Márcia Nóbrega abre seu livro com um excurso sobre o funeral de Berto Barrinha, mestre e guardião do samba de Massangano. E não somente abre, mas fecha (ou suspende, estado que talvez melhor represente a realidade etnografada) seu relato com o luto do mestre, cuja morte desorganizou e logo incitou a reorganização das ordens expressivas das tradições da Ilha que ele tão bem dominava: o samba, as giras de caboclo, a procissão dos penitentes. Consciente de que minha leitura está longe de esgotar a riqueza e a variedade de temas e argumentos elaborados pela autora, leio este livro cativante espelhando seu conteúdo em duas novas frentes de reflexão e intervenção ligadas às culturas populares que neste momento me mobilizam. A primeira delas é o Encontro de Saberes, projeto dedicado a trazer os mestres e mestras dos saberes tradicionais para as universidades para que ensinem matérias regulares, valendo créditos. Somente assim faremos justiça à diversidade de saberes (indígenas, afro-brasileiros, quilombolas, das culturas populares) existentes no Brasil e que foram excluídos dos nossos currículos devido à nossa mentalidade eurocêntrica e colonizada. A segunda é a Cartografia dos Mestres dos Saberes Tradicionais, que complementa o Encontro de Saberes ao disponibilizar um banco de dados atualizado de quem são os mestres e quais são as formas de expressões e os gêneros tradicionais e as agrupações, associações, irmandades e centros, que se distribuem e se superpõem por todo o país, formando o que considero a mais rica e complexa rede de expressões culturais do país.


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Márcia Nóbrega inscreve a Ilha do Massangano nesse mapa nacional das culturas populares, explorando suas conexões internas e externas e a nova inserção do Samba de Véio em uma rede maior, mostrando sua presença na Festa da Lavadeira em Pernambuco, em eventos no SESC de Petrolina, em um documentário da TV Cultura do Recife e um ponto alto da sua expansão e reconhecimento: o apoio e apadrinhamento de Ariano Suassuna, que se fascinou com o samba quando o conheceu em 2004. Minha expectativa é que seu livro desperte a curiosidade de professores e pesquisadores das universidades da região do rio São Francisco e que eles possam incluir o Samba de Véio em alguma edição futura do Encontro de Saberes, ampliando o leque da inclusão dos mestres e mestras baianos, movimento iniciado, no caso do estado da Bahia, em 2014, na Universidade Federal do Sul da Bahia. Assim como estudos anteriores revelaram a grandeza de outras expressões populares, Márcia Nóbrega marca com pé firme seu lugar neste campo de estudos ao chamar nossa atenção, com profundidade etnográfica e mestria narrativa, para o Samba de Véio da Ilha do Massangano, que, como o samba de roda, o coco, a chegança, e tantas outras, entra agora para a galeria das grandes formas expressivas das culturas populares brasileiras.


Prelúdio - O funeral Não havia três horas que havia pisado meus pés na Ilha e depositado minhas malas no quarto da casa de Chagas e lá estava eu de novo, com os pés sobre as águas do rio São Francisco. Segundo meu anfitrião, embarcaram conosco cerca de uma centena de pessoas. Em silêncio, um a um subiam e se acomodavam num conjunto de cerca de cinco barcos. Todos foram levar o corpo do morto-parente até o cemitério, na banda da Bahia, em terra-firme e do outro lado do rio. O morto, no caso, chamava-se Berto Barrinha. Um mesmo senhor que eu conhecera numa primeira visita à Ilha. Ainda que pouco pudesse compreender de sua fala embolada – adquirida, me explicaram, após ter sido vítima de uma série de derrames –, ele e sua esposa, Dona Francisca, impressionaram-me por sua disposição em contar histórias. Foi a primeira vez que escutara que o samba é coisa deles e que religião cada um tem a que quer. Enquanto espiava o caixão sendo carregado até o barco principal, calculei a sorte que tive em ainda ter conseguido trocar dois dedos de prosa com aquele senhor. A barqueata seguiu seu cortejo fúnebre, liderada pela canoa que levava o defunto que ia à frente. Para nós que estávamos no barco, na medida em que nos afastávamos da Ilha, de longe, ela foi ficando pequenina. Enquanto dávamos a volta para acessar à banda da Bahia, junto com a Ilha sumia Dona Francisca que, na companhia da filha Darcilene, decidiu não acompanhar o cortejo. Sem forças que alcançassem uma despedida, de longe, acenava ao marido. Em comboio, quem conseguiu vaga nas barcas tomou seu acento e juntos demos a volta em torno da Ilha do Massangano, para passarmos perto da Ilha do Rodeadouro e, finalmente, atracarmos numa vila de mesmo nome, a Vila do Rodeadouro, onde o povo da Ilha enterra seus mortos. Já aportados, descemos das canoas e outras pessoas do vilarejo juntaram-se a nós e seguiram velando o corpo. Àquela hora o sol já tinha saído de trás das nuvens, e a grande quantidade de gente e de barcos sobre as águas foi algo muito bonito de se ver. Os homens puseram o caixão nas costas e o carregaram até a capela do vilarejo, e ali o corpo foi velado uma segunda vez. O padre chamado Gilberto, que velou o corpo, descobri mais tarde, era parente de Seu Berto, assim como era a maioria, se não todas as pessoas que estavam no local. Enquanto todos lamentavam a partida daquela


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personalidade ilustre, o padre passou boa parte do sermão falando de ressurreição. Dizia que a alma deixara o corpo, mas que um dia todos voltarão: esta é a palavra da salvação, amém. Diante daquilo, perguntei a Chagas se Seu Berto era católico. Ele me respondeu que sim, “era católico como são quase todos da Ilha”. Além de católico, Chagas explicou-me, Seu Berto foi chefe de uma das principais casas de caboclo que a Ilha já teve. Completou explicando que ainda que todos fossem católicos, não havia nada que os impedissem de cuidarem de seus “caboclos”. Para eles, Chagas me advertiu, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, no dizer local. Findada a missa, o corpo desta vez foi levado por um carro que estava à espera do lado de fora da capela. Me desencorajaram a acompanhá-los até o cemitério, alegando longa distância, lá no “semfim da caatinga”. Não sabendo bem o que fazer, achei por bem acatar a recomendação e junto a Chagas aguardei num bar o retorno dos parentes, que dessa vez voltariam sem o caixão. Mesmo de longe, pude avistar e ouvir a reza dos penitentes que seguiam o cortejo. Os penitentes são homens (e apenas homens) que se flagelam no período da quaresma e que têm na figura das alimentadoras de alma sua versão feminina. Ali soube que Berto Barrinha além de mestre de vapor, “caboqueiro fino” e “enfrentante” do samba, também teve destaque na lida com os penitentes, sendo praxe que em ocasião de morte de um deles, seus benditos sejam entoados. Entretanto, naquele dia, a pedido de D. Francisca, enquanto o corpo foi velado na sala de sua casa, não houve reza. “É triste demais”, explicou-me tempos depois a viúva. No bar soube que o pai de Seu Berto viera de Barrinha da Conceição, um povoado vizinho à Vila do Rodeadouro. Por isso era conhecido por “Barrinha” – e não por Nascimento, sobrenome dado àqueles que nasciam na época do Natal. Chagas me disse que Barrinha da Conceição era “terra de preto” e calculava que inclusive a Ilha do Massangano também seria, como se diz por aí, um ‘território quilombola’. Ele creditou sua suspeita aos rumores que ouvira de que alguns negros costumavam se refugiar na Ilha, uma vez que desde ali teriam uma visão privilegiada de suas terras em Barrinha da Conceição, quando ameaçadas por estranhos. No dizer de Chagas, a Ilha do Massangano seria uma espécie de quilombo de quilombo e que seu Berto provavelmente teria relações ancestrais com esses povos, tendo em vista suas origens lastreadas pelo nome que carrega.


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Aos poucos, os parentes começaram a voltar do cemitério. Uma tripulação diferente embarcou de volta à Ilha, em sua maioria crianças. Naquela hora já entardecia e o sol se punha atrás das águas. O trajeto de volta se fez outro: margeamos a Ilha do Massangano pela ponta oposta ao Rodeadouro e paramos na travessia “Beirario”, onde algumas pessoas desembarcaram para voltar às suas casas em Petrolina. De volta à Ilha, Chagas me conduziu até a uma capela localizada na rua principal. Lá ele apresentou-me à encarregada da igreja, uma senhora miudinha e muito simpática, que responde pelo apelido de Totô. A senhora apresentou-me à famosa estatueta de Santo Antônio que, abrigada por uma pequena redoma de vidro, situava-se no altar principal da igreja. Explicou que a imagem foi recuperada por um tio-avô seu, de nome Agostinho, num episódio da Guerra de Canudos. Conversamos e após algum tempo Dona Amélia juntou-se a nós. Em frente à capela, trocamos nossas primeiras conversas. Mesmo bastante incrédula quanto ao fato de eu vir a morar na ilha por três meses, conforme eu havia lhe posto a par de minhas intenções, Dona Amélia, que numa visita anterior tinha se mostrado tão desconfiada, mostrou-se bastante receptiva ao me ver na companhia de Chagas, julgando eu ser sua parente. Nossa conversa foi interrompida por uma outra senhora, de nome Teresinha, que nos avisou que a trezena de Santo Antônio não iria começar naquele dia, mas no seguinte, no dia primeiro de junho, como era o costume dos mais antigos. Seria assim esse ano, explicou, por conta da morte de Seu Berto. Quando morre algum parente, não é costume fazer festa dançante. Assim, em respeito ao morto no dia treze, dia do santo, na Ilha do Massangano ninguém dançará o samba. Voltamos para casa.

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