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PANTOKRATOR

Informativo da Comunidade Católica Pantokrator

Ano VI - Fevereiro/2017 - nº 61

O SANGUE DOS MÁRTIRES É A SEMENTE DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Em meio a tanta dor, encontramos muitos cristãos que percorrem diariamente a Via Sacra, seguindo os mesmos passos de Jesus, unindo-se a Ele que, com sua cruz, nos reconciliou. Estes irmãos e irmãs são um modelo que nos incentiva a permanecer com o Senhor em todas as circunstâncias, abraçar a sua cruz, confiar em seu amor. Os mártires nos indicam que no centro da nossa fé sempre está a presença de Cristo que nos convida, inclusive na adversidade, a não nos cansar de viver a sua mensagem de amor, de reconciliação e de perdão. Esta é a lição que aprendemos com os mártires e com aqueles que, ainda hoje, mesmo às custas da própria vida, permanecem fiéis ao Senhor e com Ele vencem o mal com o bem. Como o sangue de Cristo, derramado por amor, reconciliou e uniu, fazendo germinar a Igreja, assim o sangue dos mártires é semente da unidade dos cristãos. Chama-nos a avançar da caridade fraterna à comunhão. Papa Francisco Vaticano, 17 de Novembro de 2016


SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS: une mais intimamente o enfermo a Cristo

Em Mateus 28,20, Deus faz-nos uma promessa: ”Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”. Deus, em Seu infinito amor e misericórdia, promete-nos, com fidelidade, auxílio em todos os acontecimentos ao longo de nossa vida cotidiana. Uma das possibilidades do cumprimento desta promessa é a vivência dos sacramentos instituídos por Cristo. Ao nascermos, recebemos o Batismo; na primeira infância recebemos a Eucaristia; na adolescência recebemos a Crisma. Os sacramentos da Reconciliação e Eucaristia acompanham-nos em grande parte de nossa vida. E, nos momentos de enfermidade, podemos recorrer ao sacramento da Unção dos Enfermos. São João Paulo II, escreveu um documento sobre a dignidade da vida humana no momento da enfermidade, resgatando o sentido do sofrimento humano como oportunidade para a vivência da fé e esperança. Sim, o cristão é chamado a fazer de sua vida testemunho de fé e esperança na certeza que Deus pode renovar e recapitular todas as situações seja de alegria ou de sofrimento. Situações de dor e enfermidade são oportunidades únicas para experimentarmos o amor e poder de Deus. O sofrimento é lugar de encontro com Deus. E, quando conseguimos fazer esse encontro, as graças e a conversão são abundantes. Toda enfermidade que possa levar o enfermo ao risco de morte pode converter-se em experiência de presença e amor de Deus através do recebimento do sacramento da Unção dos Enfermos que mediante a unção com óleo bento e a oração do sacerdote, confere ao enfermo a EXPEDIENTE

graça de Deus para a saúde da alma e, uma vez sendo a Sua vontade, pode conferir também graças para a saúde do corpo. O sacerdote ao ministrar o sacramento pronuncia as seguintes palavras de esperança e conforto: “Por esta unção e pela Sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos.”. O enfermo nesse momento faz a experiência do encontro com Cristo que vem reconfortá-lo com a Sua Onipotência redentora tornando-o mais íntimo Dele e conferindo-lhe conforto, paz, coragem e também o perdão dos pecados, caso não seja possível receber o sacramento da Reconciliação. Então, o que devemos temer? Deus é o Senhor de nossa vida e nossa história estando presente a todo instante realizando milagres, curas e prodígios. No dia 11 de fevereiro, a Igreja celebra o dia de Nossa Senhora de Lourdes que fez sua primeira aparição à santa Bernadete Soubi-

rous em 1858 numa gruta localizada na pequena cidade de Lourdes. Por desígnio de Deus, nesta gruta jorra permanentemente uma pequena fonte de agua milagrosa através da qual Deus mostra Seu amor e poder. Muitos peregrinos enfermos são curados ao beber e banhar-se nessa fonte! Que possamos fazer

de nossas enfermidades experiências concretas de louvor, fé e esperança. Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós. Amém.

Márcia Maria Tognetti Corrêa Consagrada da Comunidade Pantokrator

O Pantokrator é uma publicação mensal dirigida aos sócios, membros, engajados e amigos da Comunidade Católica Pantokrator Direção Geral: Edgard Gonçalves | Grupo de Comunicação: Bruno Guimarães, Eliana Alcântara, Jildevânio Souza, Juliana Campos, Renata Tonon Jornalista Responsável: Renata Tonon MTB 56 525 | Planejamento, Criação, Edição e Revisão: Comunidade Católica Pantokrator www.pantokrator.org.br

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Gostaria de pedir desculpas a mim mesmo... No emaranhado de correrias que vivemos e estando sempre alertas com coisas supérfluas precisamos notar que deixamos de dar atenção às atitudes que acarretam graves consequências. Todos, principalmente nós que nos consideramos seriamente cristãos, somos envolvidos por assuntos que nos desfocam das obrigações diárias. Isso deve nos levar a uma reflexão sincera que envolve, por exemplo, os tempos festivos e feriados, onde um número assustador de pessoas tornam-se vítimas reais da negligência no trânsito. Quando nós, ou um de nossos familiares, são incluídos nesta terrível estatística, achamos isso um absurdo, uma injustiça. Porém, quando verificamos quem causou o acidente, encontramos uma pessoa trabalhadora, dedicada, com boas intenções, assim como nós. Mais uma vez, estamos próxi-

mos de uma época de muita folia e também muitas mortes: morte por embriagues, por excesso de velocidade, por avanço de sinal vermelho entre tantas outras. Recentemente tivemos a queda de um avião que levou comoção ao mundo todo, mas devemos saber que bastariam apenas 71 horas para somar a mesma quantidade de vítimas em acidentes de trânsito. Isso mesmo, em média a cada 1 hora no Brasil um filho de Deus é atingido por esta triste realidade. Precisamos levar a sério nossa conduta ao volante e reverter as desculpas em disciplina ativa para prevenir acidentes e reduzir infrações, pois, normalmente, somos nós mesmos, condutores sem paciência e desatentos às Leis de Trânsito, que “quase” causam acidentes todos os dias. Está no nosso controle e ao nosso alcance colocar o manda-

mento do Amor ao Próximo acima da pressa e da falta de planejamento do tempo. Também não se pode acreditar que nada acontecerá ao avançarmos um cruzamento, ou teimarmos que um “pouquinho” de álcool não custará sério descontrole. Talvez pedir desculpas a si mesmo é olhar para nossa verdade onde Deus, no Seu amor ciumento, nos livrou de muitos acidentes. Desta forma, notaremos que não precisamos de muito, mas sim de uma decisão convertida que nos levará a perceber que nessas ocasiões de feriados prolongados temos que zelar por nós e pelo próximo, pois são momentos que Deus nos dá como presentes para desfrutarmos bons momentos de alegria e descaço.

Wilder Lopes Barbosa Discipulo da Comunidade Pantokrator

COMUNIDADE CATÓLICA PANTOKRATOR - (19) 3232.4400 - www.pantokrator.org.br Rua Culto à Ciência, 238 - Botafogo - Campinas/SP

Missas Dominicais às 11h00 - Grupos de Oração (para todas as idades) às quintas-feiras às 20h00 Grupo Sempre Fiel (dependentes químicos) segundas-feiras às 20h00 Atendimento de Oração (com agendamento) - Cursos e Formações - Visita a casas (com agendamento)

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A IGREJA ENSINA

Como receber a Sagrada Eucaristia?

Pergunta simples, mas de profunda reflexão. Receber Jesus, o Deus exaltado na espécie do pão e vinho, em nossa vida, através da Eucaristia não e pouca coisa. Infelizmente acabamos nos acostumando por todo domingo, ou até mesmo várias vezes por semana, contudo, receber o Senhor Deus do universo em nosso humilde casebre não é de se acostumar. Com isso, abrimos algumas reflexões: Receber na mão ou na boca? De joelhos pode? Preciso confessar? Em que momento não posso? “Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a

hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão. ” (Redemptionis Sacramentum 91 e 92). São João Paulo II nos recorda as disposições de receber de maneira clara: De joelho, na boca ou onde é permitido (no Brasil é) na mão. Mas cuidado com os gestos. Apenas ajoelhar-se basta. Não precisa levantar os braços ou balançar o corpo. Se for na boca, leve a língua até os dentes (para que o ministro não arremesse a hóstia, ou tenha os dedos mordidos); se for na mão não faça pata de caranguejo. Muitas vezes o fiel está com uma mão aberta e a outra tentando arrancar a hóstia do ministro. Espere ele depositar a hóstia na mão e comungue na frente do ministro! Outra coisa: o Santo diz que “não lhes seja proibido o direito”. Quem os são? Resumindo, quem pode receber: quem confessou no máximo a um ano, não tenha cometido pecados graves (que ferem diretamente a Deus a partir dos 10 mandamentos), tenha feito a preparação (catequese) para o sacramento da eucaristia e esteja em jejum por 1 hora antes da comunhão (exceto casos específicos). Após a comunhão fique em silencio (no seu próprio banco) e adore o Senhor que está em você! Cristo, o Rei Supremo está em você. Adore-o! Muitas vezes a comunhão não faz o efeito necessário em nossa vida pois não o adoramos, não contemplamos o mistério dentro de nós. “Puxa mas tenho filho de colo, pequeno e que pede minha atenção”. É com ele que você vai adorar a Deus. Muitas vezes não temos como silenciar pois

nossos pequenos “roubam” nosso tempo, mas Deus permite que, com eles possamos realizar um culto de adoração. Ensine a ele que esse momento é hora de silenciar, adorar Jesus e use a pedagogia que Deus lhe inspirar. Após, assim que possível, pare e adore o Senhor que se fez um com você. Aqueles que não puderem por motivo que for, façam a comunhão espiritual. Para isso, preciso buscar Deus na vida de Oração. Não é uma mentalização, mas “olhar aquele que me olha” (cf Santa Teresa de Ávila), é estar com Deus que habita minha alma. Modéstia e pudor nas roupas nunca é demais relembrar: para os homens, missa não é lugar de bermuda, chinelos, croc’s, regata, etc. Não se vai a um casamento, Fórum, jantar em um bom restaurante dessa maneira, quanto mais encontrar Cristo. Para mulheres, decotes que “ousam”, fendas que mostram muito, roupas justas, transparentes etc são inapropriados. O véu é livre para usar e um objeto de devoção muito significativo. Vamos a igreja para encontrar Deus que se faz presente na curvatura da hóstia e não nas curvas da pessoa que vai à missa. Estamos indo encontra Deus, que é grande amor de nossas vidas. Nossa roupa, postura e presença precisa ser condizente. "Contemplemos com devoção o sangue de Jesus derramado até a última gota por nós na cruz pela redenção da humanidade." (São Pio de Pieltrecina).

Leonardo Pataro

Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator

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Informativo O Pantokrator nº61