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PANTOKRATOR

Informativo da Comunidade Católica Pantokrator

Ano VI - Janeiro/2017 - nº 60

A oferta dos Reis Magos

Tendo pois, Jesus nascido em Belém de Judá, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer. Vimos a estrela do Oriente e viemos adorá-lo. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante Dele o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. (Mt 2,1-2.9b-11) Deus quer nos atrair para estar em sua presença, e usa de sinais ordinários e extraordinários para isso. Ele nos quer na sua presença, nos quer próximos para que façamos a experiência de adorá-lo em espírito e verdade e reconhecê-lo como Senhor de nossas vidas. A aparição da estrela encheu os reis magos de alegria, porque Deus não havia se esquecido do seu povo, e com sinais no céu, os conduziu até o menino. Os reis magos deixaram seus afazeres, suas ocupações, sua família, e deram a Deus o seu tempo e suas riquezas. Deram a Deus o que tinham de melhor e prostraram-se diante da humildade de um menino, porque sabiam que Ele era Deus. Renderam-se ao mistério de um Deus que se inclina, e se torna acessível ao homem, se deixando en-

contrar e tocar por cada um de nós. Deus também nos faz esse convite de derramarmos a nossa existência, tudo o que temos e somos, diante da sua presença. Assim deixando de lado aquilo que passa, possamos nos concentrar diante da verdade de Deus que não passa, que é maior que tudo e deve ocupar o centro de nossas vidas e de nossos corações. A oferta do nosso tempo, de nossas riquezas é necessária para que nos esvaziemos e Deus possa reinar em nossas vidas, em nossos projetos, sonhos e nos desejos mais profundos que trazemos. Deus quer ocupar o centro do nosso ser, para que assim todas as outras coisas tomem seu lugar e sejamos livres para amar a Deus, O servindo nesse mundo, amando o próximo e sendo generosos para implantar o Seu reino já nesta terra.

Que nossos olhos se abram diante do mistério do Deus menino, do Deus Eucaristia, que vem para nos salvar todos os dias. É necessário abrir nossos corações e nossas mentes para aderir com fé essa palavra, e deixá-la ser fonte de vida e salvação para nós. Que a cada encontro com o Senhor façamos a experiência de verdadeiros adoradores que depositam tudo na presença do Deus vivo, acreditando sempre que só Ele pode saciar nosso ser com a sua presença e dar o verdadeiro sentido das nossas vidas.

Luciana Coluccini Consagrada da Comunidade Pantokrator


Como anda sua conversão? Todo início de ano é marcado por novas expectativas, novas promessas, um novo ano que se inicia e uma nova oportunidade de recomeço. A lista costuma ser longa, “neste ano eu quero um carro novo, um emprego novo, viajar, emagrecer e etc.”. E será que um dos itens de nossa lista é: “esse ano quero buscar ou fortalecer a minha conversão”. E o que significa conversão? É mudar a direção, buscar um novo caminho. E para nós cristãos, Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Jesus nos chama à conversão, “o Reino de Deus está próximo: convertei-vos e acreditai na boa-nova” (Mc 1,15). Este apelo dirige-se, em primeiro lugar, aqueles que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho. Por isso, o batismo é o momento principal da primeira e fundamental conversão. No entanto, mesmo para aqueles que já foram batizados e que passaram por esta primeira conversão, o apelo de Cristo ainda se faz concreto e fundamental. “Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que contém pecadores no seu seio e que é, ao mesmo tempo, santa e necessitada de purificação, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e de renovação. Este esforço de conversão não é somente obra humana. É o movimento do coração contrito atraído e movido pela graça para responder ao amor misericordioso de Deus, que nos amou primeiro” (Catecismo 1428). Uma conversão ininterrupta, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da Sua graça. É necessário, portanto, suplicar a Deus que aumente nossa fé e nos dê a graça da conversão, mas também se faz necessário o nosso movimento de busca pela conversão, seja na vida de oração, em jejuns e penitencias como também nas obras de caridade, ofertando nossa vida e nossos bens em favor das obras de Deus. Caro leitor, gostaria de instiga-lo a refletir e acrescentar na sua lista de 2017 a buscar uma conversão autentica e frutuosa. Que Deus o abençoe. Vanessa Cícera Ramos Discipula da Comunidade Pantokrator

EXPEDIENTE

O Pantokrator é uma publicação mensal dirigida aos sócios, membros, engajados e amigos da Comunidade Católica Pantokrator Direção Geral: Edgard Gonçalves | Grupo de Comunicação: Bruno Guimarães, Eliana Alcântara, Jildevânio Souza, Juliana Campos, Renata Tonon Jornalista Responsável: Renata Tonon MTB 56 525 | Planejamento, Criação, Edição e Revisão: Comunidade Católica Pantokrator www.pantokrator.org.br

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A alegria que se deu pela paz

“Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer...” Quantas vezes já ouvimos essa música? Mas te convido a refletir quais são os seus sentimentos ao final de mais um ano. Muitas pessoas ao encerrar o ano, vivem a frustração por não ter realizado um sonho ou objetivo proposto. Tudo isso merece ser olhado com mais calma para que possamos nos organizar interiormente para o ano que se inicia. Isso porque podemos assumir duas posturas, traçarmos metas inalcançáveis para compensar as que não atingimos – e isso é algo ruim por gerar uma frustração - ou não planejar mais as coisas porque sabemos que não conseguiremos cumprir, o que revela uma falta de esperança. E é justamente nessa segunda postura que quero me deter. O coração do homem foi criado por Deus com um desejo de felicidade e realização e isso nos leva a uma busca.

Nessa busca muitas vezes nos decepcionamos e abandonamos o nosso ser à tristeza e ao desânimo. É importante refletirmos sobre o que realizamos ou não conseguimos realizar, mas ter sempre um olhar direcionado para Deus, que é capaz de nos encher novamente de esperança, de alegria e paz na busca da vivência do nosso dia a dia. O salmista nos diz: “Feliz aquele que tem por protetor o Deus de Jacó, que põe sua esperança no Senhor, seu Deus.” (Salmo 145, 5). Em quem nos temos colocado a nossa esperança? Muitas vezes em nós mesmos ou nas coisas desse mundo, coisas que passam e que geram inquietude ao nosso ser, que nos roubam a paz! Um ano novo se inicia e com a ele a possibilidade de recomeçarmos a nossa vida, como o salmista, tendo como nosso protetor o Senhor Deus e nele colocando a nossa esperança! Reflita, faça um momento de rever o que foi bom e o que não foi e com

os olhos fixos no Senhor reze, confiando a Deus o ano que Ele, por amor nos quer dar, acreditando que podemos ser muito melhores que fomos, com o Seu sustento! E deixe que nesse breve momento o seu coração se encha da paz que vem de Deus, o único que pode nos conduzir a essa felicidade verdadeira que o nosso coração tem sede! Termino essa reflexão trazendo o que nos diz o Papa Emérito Bento XVI em sua Encíclica sobre a Esperança Cristã Spe Salvi: “Precisamos das esperanças – menores ou maiores – que, dia após dia, nos mantêm a caminho. Mas, sem a grande esperança que deve superar todo o resto, elas não bastam. Esta grande esperança só pode ser Deus!” Um Feliz e Santo Ano Novo!

Carmen Martins Consagrada da Comunidade Pantokrator

COMUNIDADE CATÓLICA PANTOKRATOR - (19) 3232.4400 - www.pantokrator.org.br Rua Culto à Ciência, 238 - Botafogo - Campinas/SP

Missas Dominicais às 11h00 - Grupos de Oração (para todas as idades) às quintas-feiras às 20h00 Grupo Sempre Fiel (dependentes químicos) segundas-feiras às 20h00 Atendimento de Oração (com agendamento) - Cursos e Formações - Visita a casas (com agendamento)

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A IGREJA ENSINA A Missão do Músico Católico

O zelo pela casa do Senhor me consome (cf Sl 68, 10)

Na sociedade moderna é muito difícil alguém que nunca tenha ouvido falar da missa católica. Vivemos em um país de tradições católicas, onde Cidades, Estados e até o primeiro nome de nossa terra vem de tradição católica. E com tanto sinal acabamos por vezes “ligando o piloto automático” na vivencia da celebração eucarística. A missa tem seus gestos, posições, e ritos que se não mergulharmos em seu mistério começaremos a querer enfeitar. Músicas que dão o “quentinho no coração”, entradas de objetos (que muitas vezes são contra a fé da Igreja), missas “disso e daquilo outro” são sinais que perdemos a capacidade de nos portar diante de Deus, diante do mistério. Vivemos também, em uma sociedade “forever alone”. Mergulhamos em nossos smartphones e perdemos pouco-a-pouco a capacidade de sociabilidade, caridade, comunhão, contemplação e estar em silencio consigo mesmo e com Deus. Mais do que estar em silencio,

de pé no evangelho, sentado nas leituras, de joelhos na consagração e, responder e cantar corretamente, qual o verdadeiro comportamento que devemos ter na missa? A pergunta principal é: por que eu vou a missa? A resposta a essa pergunta expressa-se em nossa postura. Estamos diante do grande milagre da História: Deus desce de seu trono e se faz presente no pão e no vinho. Cristo mais uma vez é imolado! A partir desse entendimento que a missa é calvário, é caminho sim de ressurreição, mas que passa pela morte, o silencio interior, a contemplação, não conversar com a pessoa ao lado durante a missa, chegar no horário, receber a benção dentro da igreja, ouvir a homilia, entoar os cantos ganham sentido. E devem ganhar! Não precisamos de músicas que até ferem o senso do sagrado,

letras pobres de doutrina e espiritualidade (mas que com sua melodia chacoalham o esqueleto, mas não a alma), orações improvisadas e ideologicamente inseridas perdem seu sentido. E devem perder. Como devo me comportar na missa? Pergunte-se a si mesmo: como me comportaria no calvário? Se o soldado romano entrega-se a mim o corpo chagado e sem vida de Cristo? Se ao chegar no sepulcro visse vazio e Ele a me perguntar: por que choras? Contemplar, viver o “Mistério da fé”, ouvir atentamente a palavra de Deus, morrer com Cristo e com Ele ressuscitar, comungar do sacratíssimo corpo de Cristo e levar ào Mundo a Boa nova, eis a verdadeira postura, o verdadeiro comportamento de um filho de Deus.

Leonardo Pataro Consagrado da Comunidade Pantokrator

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Informativo O Pantokrator nº60