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revista

A Planície

Revista da SEB. Sociedade Editorial Bética Lda. - Distribuição: Gratuita

Ano

11 - Número

11

MAIO / 2017

Nesta edição:

O AZEITE O VINHO O FOTOVOLTAICO

Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos

Encostas do Alqueva

Moura Fábrica Solar

Concelho de Moura

regista o terceiro maior crescimento

de exportações do país

Feira de Maio XII Feira Empresarial do concelho

VI Salão de Caça e Pesca PUB.


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Santiago Macias Presidente da Câmara Municipal de Moura

FICHA TÉCNICA TÍTULO - A PLANÍCIE PROPRIEDADE SEB. Sociedade Editorial Bética Lda. DIREÇÃO E COORDENAÇÃO José Manuel Albardeiro e David Albino REDAÇÃO E DESIGN/PAGINAÇÃO SEB. Sociedade Editorial Bética Lda. IMPRESSÃO Gráfica FIG DEPÓSITO LEGAL 392749/15 TIRAGEM 3000 exemplares

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A Feira de Maio deste ano congrega a XII edição da Feira Empresarial de Moura e o VI Salão de Caça e Pesca. Como perspectiva a edição deste ano do certame? Corremos sempre o risco da repetição, nestas respostas. A verdade é que só podemos perspectivar a feira com confiança e optimismo. Desde há 10 anos, cumprem-se justamente agora, que as obras no Parque Municipal de Feiras e Exposições vieram dar outra dignidade ao espaço das feiras. Não é um assunto ou tema de segunda ordem. Infraestruturas de qualidade são essenciais ao trabalho que se quer desenvolver. E esse foi o ponto de arranque para o momento em que estamos. Se as feiras têm a qualidade que têm – temos um dos melhores parques de feiras da região alentejana -, isso deve-se a um potencial que foi e é concretizado em cada evento.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística dão conta de que o concelho de Moura, foi o terceiro no País onde as exportações mais cresceram entre 2013 e 2015, tendo-se registado um crescimento, em termos relativos, de 352,7%. Como interpreta estes resultados e o que tem permitido esta evolução? Vejo os resultados com agrado, como é natural. A Câmara Municipal de Moura regozijou-se, em devida altura, com a divulgação destes indicadores económicos, a juntar a outros recentes como os da diminuição do desemprego, do aumento da actividade turística, do surgimento de novos projectos. O que acontece é resultado, antes de mais, da dinâmica dos empresários, da sua vontade, de novos investimentos que vão ganhando corpo. Para esta realidade no concelho de Moura, contribuem, naturalmente, a criação de condições


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de acolhimento de micro e pequenas empresas, a cooperação entre o Município e importantes empresas agro-industriais e industriais, o bom ambiente para a atração de investimentos privados. E isto prova, uma vez mais, que a Câmara Municipal apoia o investimento e os empresários. Sejam esses investimentos de grande dimensão (central fotovoltaica, fábrica de painéis, nova superfície comercial no antigo campo de futebol), de média dimensão (há uma unidade no âmbito da apicultura e uma nova adega em construção na nova zona industrial) ou de pequena dimensão (os espaços de oficinas do Centro de Acolhimento a Microempresas de Moura estão completamente ocupados). A verdade é essa e os factos são esses. Com um ambiente hostil não há empresários que aqui ficam. E não só ficam, como vêm de fora. Outra das áreas abordadas no certame é a caça e a pesca, nas quais o Concelho dispõe de condições excepcionais, nomeadamente ao nível da Zona Nacional de Caça da Herdade da Contenda. De que forma podem ser aproveitadas estas potencialidades? Peço desculpa mas, na minha opinião, não é “podem ser aproveitadas”. Estão a ser aproveitadas. E se arrancámos com este salão de caça e pesca há alguns anos foi por dois motivos. Por um lado, pela importância que estas atividades têm do ponto de vista lúdico e desportivo para muitas centenas de pessoas neste concelho. Devemos valorizar esse entusiasmo e a dinâmica e interesse que as associações liga-

das ao setor. Recordo a atribuição da medalha de mérito municipal a Joana Ramalho, campeã do mundo de sub18 em pesca desportiva. Recordo também a realização em Moura, em 2016, do Campeonato do Mundo de Pesca ao Achigã em embarcação. Por outro lado, sectores que desempenham um importante papel na vida económica do concelho e que têm, a esse nível, conhecido uma crescente visibilidade. A Zona Nacional de Caça da Herdade da Contenda teve, em 2016/17, a sua melhor temporada. Não são só os resultados financeiros que nos interessam (e esses foram muito bons), mas também o prestígio que a Herdade tem, e que está a aumentar, dentro e fora de portas. Tivémos a presença de monteiros vindos da França, da Bélgica e da Suiça, que souberam da existência da Contenda e da excelência do trabalho que na nossa herdade se faz. Quais as expectativas para a Feira de Maio deste ano? Repito-me. Não houve, ao longo destes anos, uma única feira que defraudasse as nossas expectativas. Esta, sobretudo se o tempo ajudar, não fugirá às nossas expectativas. Pela animação que o espaço das tasquinhas garante, pelo programa musical, pelas múltiplas iniciativas que, entre quinta-feira e domingo, aqui têm lugar e, também, pela inovação. Aos prémios atribuídos aos empresários e aos jovens empresários junta-se agora um Salão dos Premiados. De que se trata? De juntar num único local todas as empresas e entidades do concelho que receberam

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prémios, no País ou no estrangeiro, na área em que desenvolvem negócios. É importante que toda a gente neste concelho tenha uma visão de conjunto de muito que se faz neste concelho. E da qualidade que aqui há. E isso tem de ser valorizado pela Câmara Municipal. Por dever e por prazer. Que mensagem gostaria de deixar aos visitantes da Feira de Maio? Atrevo-me a quase repetir o que disse no ano passado. Ou seja, que é importante que os visitantes tirem partido da feira e do que Moura tem para oferecer. Os trabalhos de reabilitação dos espaços públicos, levados a cabo de forma consequente há mais de uma década, tornaram Moura uma terra atractiva e diferente. Não imagina o gosto que me dá ouvir os que saíram há muito e agora, por qualquer razão, regressam dizerem coisas como “ena, a terra está tão diferente, que bonitos que estão os Quartéis e a Mouraria” etc.. Termino com as mesmas frases do ano passado. Porque continuam a fazer sentido: “Temos direito a um futuro melhor. É na convicção que o Alentejo e Moura têm direito ao progresso que nos empenhamos a fundo. Tanto na melhoria de infraestruturas como no domínio da reabilitação urbana. E, bem entendido, na realização de certames como este, que simbolizam bem a nossa vontade”.


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Instituto Nacional de Estatística divulgou um estudo, no início deste ano de 2017, onde é possível perceber a evolução das exportações nos concelhos portugueses, entre 2013 e 2015. A maioria dos municípios aumentou as suas exportações, em termos nacionais o volume de bens vendidos ao exterior cresceu 5,3%. Segundo os dados disponibilizados pelo INE, 185 concelhos melhoraram a sua performance ao nível das exportações, a maioria deles são do interior, com destaque para o concelho de Monchique, Paredes de Coura e o concelho de Moura que surge em terceiro lugar no ranking dos municípios que mais aumentaram, em termos relativos, as suas exportações. Em 2013, o concelho de Moura tinha atingido os 3.567.886 euros ao nível do volume de exportações, em 2014 o valor subiu para 10.722.529 euros e em 2015 chegou aos 16.150.564 euros. Estes valores representam um crescimento de 352,7%, o terceiro maior do país, em termos relativos. O sector fotovoltaico, através da Moura Fábrica Solar, bem como os produtos locais, como o vinho e o Azeite, estão na base deste resultado alcançado pelo concelho de Moura. A título de exemplo a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos registava em 2013 uma cota de venda para o mercado internacional de 7%, em 2014 subiu para 14% e em 2015 chegou aos 18%. O Alentejo surge também entre as regiões mais dinâmicas, com um crescimento das exportações de 4,2% em 2015 face a 2013.

O Azeite

(Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos)

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos é um dos pilares mais importantes no tecido económico do concelho de Moura. É aqui se produz o conceituado Azeite de Moura. A Cooperativa foi fundada em 1954, com a principal missão de dar resposta competitiva à transformação em azeite das produções de azeitona dos seus fundadores. Actualmente possui o maior e mais moderno lagar do país, com uma capacidade de moenda de 850 toneladas de azeitona, diariamente. Esta capacidade permite acomodar uma produção média anual superior a 35.000 toneladas de azeitona, provenientes de 20.000 hectares de olival, de 1200 cooperadores, transformando-a em mais de 7 milhões de quilos de azeites virgens, em cada campanha. Dotado com a mais moderna tecnologia, o lagar está também preparado para evitar a emissão de efluentes. Luís Crisóstomos gerente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos revelou à Revista A Planície que no período 2013-2015, as exportações da cooperativa cresceram 365%.

Um dos sectores que contribuiu para o aumento das exportações do concelho de Moura foi precisamente o sector Olivícola. Que análise é possível realizar relativamente a estes indicadores e à evolução e implementação da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e dos seus azeites? As exportações do concelho de Moura, no período de 2013 a 2015, aumentaram 352,7%, o que permitiu posicionarem-se no 3º lugar a nível nacional dos concelhos que mais aumentaram as suas exportações. Relativo à CAMB, no mesmo período, de 2013 a 2015, a evolução das exportações foi de 365%. Deste modo, a CAMB contribui em grande medida para este resultado, o que muito nos honra e orgulha, levando o Azeite Moura DOP além-fronteiras. Como tem evoluído este mercado em Portugal e em termos mundiais, sabendo-se que este ano irá ficar marcado pela quebra de 30% na produção e o consequente aumento do preço do azeite?


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Concelho de Moura regista o terceiro maior crescimento de exportações do país Podemos de uma forma geral dizer que a quebra de produção é a nível mundial, devido a vários factores climatéricos que influenciaram a produção da campanha anterior. Todavia reparamos diariamente num aumento das plantações, uma maior preocupação do agricultor em produzir mais e com mais qualidade, o que nos leva a que futuramente verifiquemos menos oscilações ao nível de produções. Atendendo, aos baixos níveis de stocks de Azeite em Espanha (maior produtor mundial) prevê-se que os preços se mantenham nos valores actuais e com tendência de subida. Muito se tem falado nos últimos tempos e os próprios apoios comunitários disponíveis, tem como principal foco precisamente a questão da internacionalização das empresas. Considera que o futuro passa por apostar nessa internacionalização e no aumento das exportações no que ao sector do azeite diz respeito? Em primeiro lugar, convém esclarecer que internacionalização não é o mesmo que exportação. Internacionalização é colocar a organização com estabelecimento próprio no exterior e exportação é colocar os produtos da organização no mercado externo.

Salientamos a necessidade em apostar nas exportações como meio de minimizar o risco a que estamos expostos no mercado interno, para além da oportunidade em divulgar no mercado global o Azeite de Moura DOP, de qualidade, sabor e aromas muito característicos. Os reconhecimentos internacionais (prémios e distinções) nos concursos internacionais atribuídos à CAMB são um excelente carta de apresentação e os recentemente atribuídos tem contribuído em muito para novas oportunidades de negócio.

mais imprescindível para a competitividade destes produtos no mercado. Estamos em crer que este alargamento do perímetro do Alqueva que abrange a região de Moura, tão pouco beneficiado por esta infraestrutura até a presente data, será uma realidade a breve prazo. Excelentes solos e condições climatéricas para olivicultura já temos, falta-nos água para podermos criar e distribuir mais riqueza.

A região de Moura apesar de albergar o maior lago artificial da Europa, continua a ser a que menos usufrui da água de Alqueva. Qual a importância do alargamento do regadio de Alqueva à nossa região, ao nível do sector olivícola?

A estratégia da CAMB tem sido de constante investimento, acompanhando assim o crescimento das produções dos seus cooperadores, e este tem de continuar para que sejamos altamente competitivos num mercado cada vez mais exigente. Actualmente temos em curso um projecto candidato no PDR 2020, na ordem dos 5M€ que permitira ampliar transversalmente todas as capacidades instaladas na CAMB, acompanhando e antevendo importantes e significativos investimentos estratégicos que se prevêem para a região.

O alargamento do perímetro de regadio do Alqueva é muito importante para a nossa região, isto porque permite aos agricultores aumentar as suas produções e equacionar novas plantações futuras e melhoramento das atuais. Não podemos esquecer a importância do olival tradicional (de sequeiro com compasso alargado) para esta região, contribuindo para o tão conhecido e apreciado Azeite de Moura da CAMB mas a água é por todos vista como uma mais valia para as suas explorações e uma necessidade cada vez

Projectos para o Futuro?


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Como tem evoluído o mercado vinho em Portugal e em termos mundiais?

O Vinho

(Encostas do Alqueva, com sede no concelho de Moura) Um dos sectores que contribuiu para este resultado, tal como referido, é o do vinho, onde a empresa Encostas do Alqueva, com sede na Póvoa de São Miguel, liderada por Manuel Bio, teve um papel preponderante. Actualmente a Encostas de Alqueva já vende vinho alentejano para 16 países. Um dos sectores que contribuiu para o aumento das exportações do concelho de Moura foi precisamente o sector vinícola. Que análise é possível realizar relativamente a estes indicadores e à evolução e implementação da Encostas do Alqueva e dos seus produtos? Estes indicadores são bastante positivos e mostram o bom momento que o sector está a atravessar tanto no mercado interno como externo. No entanto não basta crescer vendas. Temos de ter o objectivo de aumentar o preço médio da venda do Vinho, pois só assim poderemos remunerar melhor os viticultores e os colaboradores do sector. Encostas de Alqueva, tem vindo a crescer muito as suas exportações e hoje já vendemos para 16 países. Entrámos em alguns países com vinho de relação qualidade preço muito competitivo e em outros foi com os nossos vinhos mais diferenciadores. Dou o exemplo do Vinho de Talha, de preço medio perto dos 10€ a garrafa, que hoje é vendido quase na totalidade para os USA, Suíça, Bélgica e Brasil.

O mercado do Vinho em Portugal está desafiante. Em 2016 teve um crescimento moderado de +2%, conseguindo finalmente aumentar ligeiramente os preço médios. No entanto, embora com este crescimento, o sector ainda não alcançou os níveis já alcançados em 2012. O Vinho consumido em Portugal, é maioritariamente vendido nos Hipermercados e Supermercados e a preço inferior a 2,99€/garrafa, o que obriga as empresas do sector a serem cada vez mais competitivas e eficientes. No sector do Vinho ainda há mais de 300 produtores a tentar conquistar o seu espaço (nas Cervejas, dois Fabricantes Centralcer e Unicer - fazem quase a totalidade do mercado), o que obrigará a curto prazo a muitas fusões, aquisições e falências. Só os mais eficientes e com grande capacidade comercial interna e externa irão sobreviver. Em termos mundiais, o consumo de vinho continua a aumentar. A Europa é já um mercado maduro e estável mas nos USA, Europa de Leste e na Ásia Pacifico continua a crescer. E como os vinhos portugueses estão a ficar na “moda”, é nas exportações que temos de nos focar. Muito se tem falado nos últimos tempos e os próprios apoios comunitários disponíveis, tem como principal foco precisamente a questão da internacionalização das empresas. Considera que o futuro passa por apostar nessa internacionalização e no aumento das exportações no que ao sector do vinho diz respeito? A aposta na Internacionalização é inevitável e será o foco prioritário da nossa estratégica 2017 - 2020. Há quadros comunitários disponíveis para a promoção da internacionalização, que hoje funcionam com grande rigor, disponibilizando financiamento após prova da execução das acções lá fora. Temos que ser exigentes com os nossos governantes mas também temos de os elogiar, quando é o caso. Hoje o sector está mais ágil e melhor prepara-

do para a Exportação. A prova foi dada, nestes últimos dois anos, em que as empresas portuguesas demonstraram grande flexibilidade e dinamismo, conseguindo colocar noutros mercados os 60 milhões de Euros que deixaram de vender em Angola. Há muito trabalho que já vem de trás. Há apoios comunitários de internacionalização que os produtores de vinho podem executar per si, mas ao mesmo tempo, é também feito um trabalho de qualidade, na criação da Marca Portugal, levado a cabo pela Viniportugal e pelas CVR’s de cada região vinícola. As exigências do Mercado poderão levar a um aumento de capacidade de produção da Encostas do Alqueva? De certeza que sim! No nosso plano estratégico, contamos que as Exportações representem 20% das nossas vendas em 2020 e passarão por termos produção própria ou em parcerias no Douro, nos Vinhos Verdes, no Dão, no Tejo, Região de Lisboa, na Península de Setúbal e claro no nosso Alentejo. Projectos para o Futuro? O “Grupo” Encostas de Alqueva cresceu muito rapidamente e o maior projeto que temos no curto prazo, é a consolidação desse crescimento pois vamos chegar aos 25 milhões de Euros em 2017. Hoje temos parcerias de gestão comercial e sócios no Alentejo (Cooperativa Granja-Amareleja, Adega da Vidigueira, Amareleza Vinhos, Herdade da Madeira Velha em Evoramonte), no Douro, no Dão, Verdes, Lisboa e Tejo. Ser uma Empresa representativa das diferentes sub-regiões vinícolas portuguesas, é algo desafiante mas muito exigente e por isso temos de criar uma estrutura robusta e eficiente para controlar todas as variáveis de gestão. No entanto a par da consolidação estamos sempre a analisar novas oportunidades de negócio, como é o caso recente da aquisição de uma quota na empresa Sabores de Barrancos - enchidos de Porco Preto, na Bitube - produção de embalagens de cartão que temos no concelho de Mourão e no sector agrícola onde investimos 4 milhões de Euros nos últimos 3 anos.


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O Fotovoltaico Um dos sectores que mais contribuiu para o aumento das exportações no concelho de Moura é o fotovoltaico. A cidade alberga a Moura Fábrica Solar, uma unidade de assemblagem de painéis fotovoltaicos. A unidade fabril foi instalada em Moura em 2008 e era parte integrante do projecto que tinha como finalidade instalar no concelho a maior central fotovoltaica do Mundo, a AMPER Central Solar. O projecto teve no seu inicio como impulsionador, a Câmara Municipal de Moura, que mais tarde abriu a porta ao investimento privado, tendo os espanhóis da ACCIONA comprado e executado o projecto, que instalou a Central Foto-

voltaica de Amareleja, com uma capacidade instalada de 46,41 megawatts pico iniciais, produzindo actualmente cerca de 93 milhões de KWh por ano, o suficiente para abastecer 30 mil habitações. A AMPER Central Solar ocupa uma área de 250 hectares, que alberga 2.520 seguidores solares azimutais, equipados com 104 painéis solares cada um, a central foi a maior do mundo em 2008, em potência total instalada e capacidade de produção, ocupando actualmente o 18º lugar deste ranking. Está previsto um aumento de potência instalada, em cerca de 20 MW. Quanto à Moura Fabrica Solar, representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, dando actualmente emprego a 105 pessoas. Também pro-

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priedade da ACCIONA, a unidade fabril encontra-se a ser explorada pela Projinko, empresa do grupo chinês JinkoSolar, líder mundial no fabrico de módulos solares. Desde o início do ano que a Moura Fábrica Solar se encontra a produzir um novo modelo de painel, trata-se dos painéis fotovoltaicos negros, que se caracterizam pela sua alta eficiência, uma espécie de topo de gama do sector. Os novos painéis destinam-se sobretudo à instalação em habitações, dando desta forma resposta às exigências do mercado. Notícias recentes dão conta de que os responsáveis pela Moura Fábrica Solar ponderam o aumento das suas instalações, bem como da sua capacidade de produção instalada. PUB.


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Jorge Pais Director da Comoiprel Como vê o ensino profissional em Portugal e como tem a Escola Profissional de Moura desenvolvido a sua actividade? O ensino profissional em Portugal foi durante anos considerado um ensino menor, que se destinava aos alunos mais fracos; felizmente este estigma tem diminuído aos poucos e cada vez mais há alunos que ingressam em cursos profissionais por vocação e porque procuraram uma via que lhe facilite a entrada no mundo do trabalho. No caso de Moura, a EPM tem ao longo destes dezasseis anos de funcionamento desenvolvido um esforço de consolidação PUB.

do seu trabalho e imagem; hoje em dia um aluno que ingresse num curso da nossa escola sabe que irá frequentar um estabelecimento que desenvolve um trabalho sério de preparação dos seus alunos para o mundo do trabalho ou para prosseguimento de estudos, se for essa a sua escolha. Que cursos estão a ser disponibilizados que que novidades estão a ser preparardas para o próximo ano lectivo? O processo de autorização de abertura de novas turmas ainda não está concluído nesta fase, mas estamos convictos que no ano lectivo

2017/18 iremos ter duas turmas novas: uma de Técnico de Cozinha/Pastelaria e uma turma de Técnico de Instalações Elétricas. A escolha destas turmas prende-se com a taxa de empregabilidade destes cursos, que é elevada. No que respeita ao ensino básico, contamos abrir uma turma de CEF, que dá equivalência ao 9º ano de escolaridade. Que projectos gostaria de ver implementados no Futuro, relativamente Escola Profissional de Moura? No que concerne ao número de turmas, a Escola Profissio-

nal de Moura atingiu a dimensão que consideramos mais adequada, tendo em conta a população da região; por outras palavras, não pretendemos crescer em número, mas sim melhorar sempre a qualidade do ensino, visando que os alunos que concluem os nossos cursos possam singrar no mundo do trabalho e ajudar ao desenvolvimento da região. Estaremos atentos a todas as oportunidades de financiamento que surjam, de modo a podermos aperfeiçoar as nossas instalações, equipando-as para melhor formar os nossos jovens. PUB.


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Luís Barradas Director da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa Numa altura em que muito se tem discutido a necessidade de existir um regulamento próprio para as escolas profissionais agricolas, dadas as suas especificidades, como tem a Escola de Desenvolvimento Rural de Serpa desenvolvido a sua actividade? A EPDRS pelo seu passado e presente, assume-se cada vez mais como uma opção para todos os jovens que pretendem realizar os seus estudos de nível secundário pela via do ensino profissional, no contexto do Desenvolvimento Rural e numa dimensão nacional. As condições que

oferecemos, quer do ponto de vista físico e de equipamentos, (Exploração Agrícola, Centro Hípico e Centro Tecnológico Agro-alimentar), quer ainda de recursos humanos, associadas a um ambiente escolar adequado e a uma experiência de muitos anos de ensino contribuem decisivamente para que a EPDRS seja um referencial estratégico para o desenvolvimento da região Alentejo e do País. Que cursos estão a ser disponibilizados que que novidades estão a ser preparardas

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para o próximo ano lectivo? No enquadramento geral do Projeto Educativo da EPDRS assente no conceito de Desenvolvimento Rural, a sua oferta formativa vem na sequência dessa estratégia, abrangendo os diferentes sectores da actividade que contribuem para esse desenvolvimento, a saber: Técnico de Produção Agro-pecuária, virado essencialmente para a produção agrícola e pecuária onde são relevantes subsetores como o regadio, a olivicultura e a Fruticultura; Técnico de Gestão Equina como resposta a actividades pecuárias específicas ligadas à Equinicultura (Ex: valorização do Cavalo Lusitano), ao desporto equestre e a actividades de turismo e lazer de natureza equestre; Técnico de Industrias Agro-alimentares como resposta às necessidades cada vez maiores de técnicos intermédios para a agro-indústria e no retalho agro-alimentar, atendendo nomeadamente a subsetores como o azeite, o vinho, o queijo e os enchidos enquanto produtos regionais de excelência e com forte potencial económico. Que projectos gostaria de ver implementados no Futuro, relativamente à EPDR de Serpa? A EPDRS apesar do seu passado e presente não esquece o futuro e já hoje investe na melhoria da qualidade dos seus equipamentos, numa forte aposta no regadio, com a aquisição de um Pivot que já permite a instalação de uma cultura de milho na nossa exploração agrícola, ou de um novo trator agrícola com toda a tecnologia adequada aos novos conceitos de agricultura sustentável. Também

a reconversão e alteração dos sistemas culturais na perspectiva da valorização ambiental e na sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas (modo biológico e integrado), é hoje uma realidade que acompanha as alterações que se sucedem na região, como resultado do aproveitamento do regadio nos perímetros de rega do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

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Filipe Fialho Pombeiro Presidente do NERBE/AEBAL O País e a região Alentejo têm nos ultimos tempos vindo a apostar no desenvolvimento do seu tecido empresarial, nomeadamente através do aumento das exportações. Alias, segundo dados recentemente divulgados pelo INE, o Alentejo é das regiões onde as exportações mais cresceram em Portugal, entre 2013 e 2015. De que forma interpreta estes dados e esta realidade? Com naturalidade, se tivermos em conta que a região nos anos que antecederam os referidos, tinha um nível de internacionalização baixo e que, fruto da capacidade produtiva gerada por Alqueva e pelo trabalho dos empresários na vertente da internacionalização das suas empresas, vieram alterar completamente esta realidade. Estou muito otimista relactivamente aos próximos anos, penso que o potencial que a nossa região tem, irá acenPUB.

tuar esta tendência de crescimento das nossas exportações. Os apoios disponíveis permitem dotar as nossas empresas de capacidade para competir em mercados exteriores? Embora existam alguns constrangimentos no acesso ao P2020, como sejam, alguma dificuldade com a utilização dos formulários, as datas dos avisos de candidaturas, de uma forma geral, penso que os mecanismos existentes que respeitam à internacionalização respondem às necessidades das empresas. O Nerbe encontra-se a dinamizar na região do Baixo Alentejo o projecto “Alentejo Exportar Melhor”, qual o seu intuito e a quem se destina? O intuito é sempre o mesmo: Ajudar as empresas da região no seu processo de internacionalização. Destina-se

essencialmente às nossas pequenas e médias empresas, já que, as empresas de maior dimensão têm os seus próprios processos já desenvolvidos. O nosso objetivo é aumentar o volume de negócios internacionais da região, mostrando os nossos produtos e serviços nos mercados em que estamos a trabalhar e, trazendo importadores e players internacionais à nossa região para iniciar contactos e potenciar negócios. Como vê o futuro empresarial na região Alentejo, tendo em conta os recursos existentes na região? Sempre olhei para a nossa região com muito optimismo fruto do potencial que a mesma encerra. Claro que é vital transformar o potencial em realidade, ou seja, em maior produto da região com mais valor acrescentado, gerando riqueza e criando emprego.

Penso que nos últimos anos, materializados parte deste potencial e as condições começam a estar criadas para se materializarem outras actividades económicas, já que, o sector agrícola e agroalimentar, está já num patamar muito interessante. Por este dias realiza-se a Feira Empresarial de Moura que integra a tradicional Feira de Maio, são importantes estes eventos para a promoção do tecido empresarial da região? São muito importantes, essencialmente por duas razões: Porque permitem mostrar os nossos produtos e serviços, ou seja, as nossas empresas e porque trazem pessoas a visitarem a região e a ter contacto com a mesma. Os nossos parabéns à organização por mais esta realização, espero que cumpra todos os seus objectivos.


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Programa da Feira de Maio

Dia 11 Maio (quinta-feira) 19,00H – Sessão de inauguração (Auditório da Comoiprel) 19,30H – Animação circulante com banda filarmónica Dia 12 Maio (sexta-feira) 10.00H – Actividade Lúdico-didática infantil “Pêlos e Penas”, visita a um marouço e visualização de espécies cinegéticas (Parque de Leilão de Gado) 10,30H – Demonstração dos alunos dos cursos de Cozinha/ Pastelaria, Restaurante/Bar e Instalações Elétricas da EPM (Comoiprel) 11,00H – Oficina “Que importância tem a Arte” com Profª. Paula Palhota (Comoiprel) 11.00H – Animação circulante – alunos do curso profissional de animador sociocultural da EPM 12,00H. – Oficina “Restauro de Móveis” com Profª. Manuela Miguel (Comoiprel) 14.30H – XII Fórum da ENCPB, com o tema “Turismo e Natureza” (Auditório da Comoiprel) 16,00H. – Animação circulante – alunos do curso profissional de animador sociocultural da EPM 17.00H – Demonstração de ensino e baptismo a cavalo, organização da Escola Profissional de Serpa (Parque Leilão Gado) Demonstração dos alunos dos cursos de Cozinha/Pastelaria, Restaurante/Bar e Instalações Elétricas da EPM (Comoiprel) 18.00H – Demonstração de obstáculos, organização da Escola Profissional de Serpa (Picadeiro) 19.00H – Entrega dos prémios municipais “Jovem Empresário” e “Empresário” do Concelho de Moura (Palco 2) 21.30H – TOCA E FOGE | música (Palco 2) 23.00H – GANDA BANDA | música (Palco principal) Dia 13 Maio (sábado) 09,30H – Workshop “Ferramentas de Gestão e Empreendedorismo”, organização MARP (Comoiprel – sala 1) 10,30H – Demonstração dos alunos dos cursos de Cozinha/ Pastelaria, Restaurante/Bar e Instalações Eléctricas da EPM (Comoiprel), Animação circulante – alunos do curso profissional de animador sociocultural da EPM 11.00H – Oficina “A Arte e as Bactérias” com Profª. Paula Palhota (Comoiprel) 11.30H – “Cães de Caça” Exposição e demonstração de cães de parar (Campo de Demonstrações da ENCPB) 12,00H – Oficina “Arte no Vidro” com Profª. Conceição Cabral (Comoiprel) 14.30H – Prova de Pesca para crianças e jovens (Barragem de Amoreira) 15,00H – Palestra “A Saúde pelas plantas”” com Prof. Tavares (Comoiprel) 16,00H – Demonstração de ensino e baptismo a cavalo, organização da Escola Profissional de Serpa (Parque Leilão Gado) 17,00H – Demonstração de obstáculos, organização da Escola Profissional de Serpa (Picadeiro), Demonstração dos alunos dos cursos de Cozinha/Pastelaria, Restaurante/Bar e Instalações Eléctricas da EPM (Comoiprel)

18.00H – Tiro com Arco de Salão em peças cinegéticas (Parque de Leilão de Gado), Animação circulante – alunos do curso profissional de animador sociocultural da EPM 19.00H – Entrega de prémios da Prova de Pesca para crianças e jovens (Palco 2) 19,30H – IMAGINÁRIO | música (Palco 2) 22.00H – CANTAR PORTUGAL | música (Palco principal) 23.30H – SANGRE IBÉRICO | música (Palco principal) Dia 14 Maio (domingo) 07.00H – IV Prova da Taça FAC Santo Huberto, promovida pela ENCPB (Herdade dos Machados) 09.00H – XIV Passeio Equestre da Associação Equestre de Moura (Concentração junto ao Parque de Leilão de Gado) 10.00H – Regata Odiana 2017 (Local de partida: Foz do Ardila / Local de chegada: Ponte do Pedrógão) 10.30H – Oficina “A Arte da transformação” com Profª. Paula Palhota (Comoiprel) 11.30H – “Com o que há” Cozinhar sem receitas com Profª. Elena Antunes (Comoiprel) 15,30H – Oficina “Vizagismo a arte da transformação” com Prof. Robertinho Marques (Comoiprel), Entrega de prémios da Regata Odiana 2017 (Palco 2) 16.00H – Demonstração dos alunos dos cursos de Cozinha/ Pastelaria, Restaurante/Bar e Instalações Elétricas da EPM (Comoiprel) 17.00H – Entrega de prémios da IV Prova da Taça FAC Santo Huberto (stand da ENCPB) 18,00H – Espectáculo de Sevilhanas com os grupos (Palco 2): 4 Pasitos / Flamenco e Olé / Las Gitanilhas – grupo de sevilhanas e flamenco do C.R.B.A. Pólo de Moura 19.00H – Desfile de Moda “Natureza Sublime” em parceria com a empresa Capote’s Emotion (Palco 2) 20,00H. – UM DIA À CALMA | música (Palco 2)

Durante os dias da Feira - Exposição de Éguas Puro Sangue Lusitano e Cruzadas da Margem Esquerda do Guadiana (Parque de Leilão de Gado) - Animação circulante de cães de matilha e toque de caracola, em parceria com a Direção de Feiras de Badajoz – Sábado ao longo do dia (por todo o Parque Municipal de Feiras e Exposições) - Exposição “Pais das Maravilhas” de Luis Quinta (Pavilhão 1) - Exposição fotográfica de Francisco Pinto Moreira, Dinis Cortes e Pedro Narra (Pavilhão 1) Horário dos Pavilhões de Exposição quinta-feira, 11 - 19.00 – 24.00 sexta-feira, 12 - 10.00 – 13.00 e 15.00 – 24.00 sábado, 13 - 10.00 – 13.00 e 15.00 – 01.00 domingo, 14 - 10.00 – 13.00 e 15.00 – 22.00


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Revista A Planície - 2017  
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