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Mundo Designer

Elementos da Linguagem Visual

ISSN 977-167695500-0

0324

Edição 01-A R$ 12,90

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Qual é a sua percepção?

Linguagem

Visual

d G design Grafic

Anatomia da Mensagem Visual

Dinâmica do Contraste

Técnicas Visuais

Gestalt


Sumário Editorial 3 Elementos da Linguagem Visual 4 Anatomia da Mensagem Visual 16 Dinâmica do Contraste 20 Entrevista 22 Técnicas Visuais 23 Gestalt 27


Editorial Caro leitor, Esta é a primeira edição da revista Mundo Designer que traz informações ao público, uma parte do universo da Linguagem Visual e suas formações. E tem o propósito de mostrar de um modo que favoreça a compreensão da mensagem, tornando o visual mais técnico com imagens que pelo inconsciente deixamos de passar por despercebido quando olhamos apenas para uma imagem sem saber como interpretar-la. As variações visuais estão todas ao nosso redor, basta ter percepção e conhe cimentos para entender o que a linguaguem quer nos passar. Qualquer lugar que podemos estar, a arte está presente também. Nela, tudo que vemos e sentimos tem uma explicação por existir. Explorando suas extre midades, fará nossas mentes irem além do que achavam que o visual podia significar. E que tal encarar uma aventura artistíca? Então, bem vindo a exploração visual.

Pamella Alves


ELementos da Linguagem Visual

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A Linguagem Visual passa ideias e sensações através de símbolos que causam maior im pressão e afeto no observador do que a linguagem conceitual (escrita e oral) em alguns momentos. É bem notável que ao passar do tempo, conseguiu obter avanços a uma direção de uma comunicação mais eficiente. Para desfrutar o que a arte nos proporciona, desenvolvemos atenção, memória, análise aos pensamentos lógicos e criativos que permite a percebe os elementos da linguagem da arte foram surgidos.


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Pontos

É o elemento mais simples e menor da linguagem visual. E possui outras formas além de ser um círculo, como um quadrado ou uma mancha. Um ponto isolado em uma obra chama muita atenção de quem observa. Quando se desenha em uma obra usando muitos pontos, pode-se criar uma vibração. Uma malha de pontos usada em reprodução gráfica de imagens, permitindo nuaces de tons é chamada de retícula.


lINHAS Pontos muito próximos um do outro, em sequência, formam uma linha. As linhas são dinâmicas, sugerem trajetórias e ritmos. Podem ser curvas (associadas a leveza), retas (mais associadas à racionalidade), angulosas(noção de choques e conflitos), horizontais(noções de estabilidade) e diagonais (dinamismo)

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F O RM A

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A linha descreve a forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas : - Quadrado; - Círculo; - Triângulo;

Cada uma das formas pode se apresentar diferente para nossa obervação de acordo com a referência visual da superfície que ela está.


Direção Ao ver qualquer imagem procuramos entende-la visualmente quanto à sua forma, dimensão, tamanho e outros elementos. As formas básicas expressam três direções visuais e significativas:

Quadrado

Horizontal e vertical; O sentido horizontal expressa calma e êxtase , e já o sentido vertical, prontidão e equilíbrio.

Círculo

Curva Expressa continuidade.

Triângulo Diagonal Expressa instabilidade.

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TOM

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O tom ou tonalidade consiste na variação do claro e escuro em determinada imagem. É comumconfundir tonalidade com luz e sombra. São dois recursos relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa.

A tonalidade possui um recurso variado e eficaz podendo ser aplicado na imagem com várias funções, como, por exemplo, ilusão de volume e profundidade. Ao acrescentarmos contrastes de claro e escuro na imagem, são sugeridos efeitos de afastamento ou proximidade do observador.


Cor A cor pode ser percebida, quanto à sua natureza, em dois tipos básicos: cor-pigmentos e cor-luz. Cor-pigmento : É aquela que se manifesta na superfície de qualquer objeto, produzida pela reflexão da luz quando esta incide sobre ele; uma cor materializada como pigmento, sejam naturais ou artificiais. Por exemplo são encontradas em qualquer tipo de impressão gráfica. Cor-luz: É a cor presente na emissão direta de uma fonte luminosa. Por exemplo, as cores em qualquer meio que utiliza monitores como TV, vídeo ou computador.

As características da cor são : Matiz : Determina a posição exata de uma cor no espectro de luz. Na linguagem comum é aquilo que se denomina como cor (vermelho, amarelo, azul, laranja etc. Brilho : Definido pela quantidade de claros e escuros presente na cor. Sua variação de tonalidade mais escura ao mais iluminado possível. Saturação: Intensidade ou pureza da cor. E quanto mais se aproxima do cinza, mais ela vai perdendo a sua pureza.

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Vale lembrar que a cor está também ligada nas emoções humanas. Ela designa um determinado status, em sua função simbólica. Por exemplo: amor, perigo, paz e entre outros. Os desenhistas usam a cor de forma estratégica para ciriar condições visuais de unidade, diferenciação e etc. Com a cor é possível gerar sentimentos, sugerir ações e criar efeitos. E também é assim na criação de identidades visuais, embalagens e outras expressividades.


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Textura Fornece qualidades assosciadas ao tato na imagem, como aspereza, suavidade, rugosidade e maciez. Também pode ser utilizada na tipografia, incorporadas à própria fonte e não se limita à imagem criada, mas ao próprio suporte: a escolha do papel para o produto final apresentará qualidades determinadas, conforme a textura que apresentem.


Escala

Quando trabalhamos com os elementos visuais de uma área específica bidimensional, devemos prestar atenção na relação entre tamanhos de imagens. Destaca importânica pelo fato o que se encontra ao lado o objeto visual, em que cenário ele se insere. A escala pode ser estabelecida não só através do tamanha relativo das pistas visuais, mas também através das relações com o campo ou com o ambiente.

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DIMENSÃO A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão. A dimensão existe no mundo real. Não só podemos senti-la, mas também vê-la, com o auxílio da nossa visão estereóptica e binocular. Mas em nehuma das repreentações bidimensionais da realidade como a fotografia, a pintura e a televisão, existe uma dimensão real; ela é apenas implícita.

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Movimento

Como no caso da dimensão, o elemento visual do movimento se encontra mais frequentemente implícito do que explícito no modo visual. O movimento talvez seja uma das forças visuais mais dominantes da experiência humana. A sugestão de movimento nas manifstações visuais estáticas é mais difícil de conseguir sem que ao mesmo tempo se distorça a realidade, mas está implícita em tudo aquilo que vemos, e deriva de nossa experiência completa de movimento na vida.

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Anatomia da Mensagem Visual O processo de criação de uma mensagem visual constitui-se em uma série de passos, que vão de alguns esboços em busca de uma solução, até a escolha definitiva. Expressamos e recebemos mensagens visuais em três níveis: Representacional; Abstrato; Simbólico; Todos esses níveis de resgate de informações são interligados e se sobrepõem, mas é possível estabelecer distinções suficientes entre eles, de tal modo que possam ser analisados tanto em termos de seu valor como tática potencial para a criação de mensagens quanto em termos de sua qualidade no processo da visão. Para ser visualmente alfabetizado, é extremamente necessário que o criador da obra visual tenha consciência de cada um desses três níveis individuais (representacional, abstrato e simbólico).


17 Representação : A realidade é a experiência visual básica e predominante.

Simbólico : O vasto universo de sistemas de símbolos codificados que o homem criou arbitrarimente e ao qual atribuiu significado.

Abstração: O processo de abstração é um processo de destilação, de redução dos fatores visuais múltiplos aos traços mais essenciais e característicos daquilo está sendo representado.


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Dinâmica do Contraste

Em todas as artes, o contraste é uma poderosa ferramenta de expressão, o meio para intensificar o significado e, portanto, para simplificar a comunicação. Também é o oposto à tendência do equilíbrio absoluto, ele desequilibra, sacode, estimula e atrai atenção. Embora a harmonia seja colocada como polaridade do contraste, é preciso enfatizar que é necessário ter harmonia e contraste em uma composição. A harmonia diminui a tensão entre os elementos contrastantes, fazendo com que eles combinem entre si. Isto nos dá a sensação de tranquilidade e é visualmente agradável, facilitando o entendimento da mensagem emitida pela composição. O contraste é o ponto de atenção desta composição e de sua harmonia. Serve para tirar a monotonia de um projeto.


Contraste de tom:

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Com o tom, a claridade ou a escuridade relativativas de um campo estabelecem a intensidade do contraste.

Contraste de cor:

O tom supera a cor em nossa relação com o meio ambiente, pois é mais importante que a cor na criação do contraste. Mesmo a cor tem três dimensões ( matiz, cor e croma), o tom é o que mais predomina.

Contraste de forma:

Através da criação de uma força compositiva antagônica, a dinâmica do contraste poderá ser prontamente demostrada em cada exemplo de elemento visual que demos. Se o objetivo for atrair a atenção do observador, a forma regular, simples e resolvida é denominada pela forma irregular.

Contraste de escala:

É produzido pelo uso de elementos a diferentes escalas dos normais ou de proporções irreais, conseguindo-se o contraste por negação da percepção aprendida. A distorção , pode chocar o olho ao manipular à força a proporção dos objetos e contradizer tudo aquilo que, em função de nossa experiência, esperamos ver.


Entrevista com Thais Carioca de 22 anos, formada no curso técnico no SENAI Artes Gráfica em 2013. A revista Mundo Designer bateu um papo com ela sobre sua carreira

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Correia

Quanto tempo trabalha profissionalmente? Tenho 1 ano e uns 5 meses, contando o período de estagiária e o de contratada mesmo. Quais são suas fontes de inspirações para o seu trabalho? Sempre busco sites de referências, me ajuda muito com idéias. Sites de portfólio como behance.net são muito bons pra referência. Qual é a dificuldade do trabalho na área que atua? A dificuldade maior está em fazer artes diferentes que agradem clientes diferentes. Mas cada tipo de trabalho tem uma dificuldade diferente, as vezes é difícil achar um conceito, as vezes passar esse conceito através da arte é mais difícil ainda... Depende. O que espera da sua profissão daqui a 5 anos? Acredito que daqui a 5 anos, a profissão de designer gráfico fique mais valorizada. Até rezo por isso (risos). Mas com isso o mercado fica mais concorrido, é cada vez mais fácil alguem fazer um curso de photoshop e se dizer designer, então é cada vez mais difícil você se mostrar um bom profissional de verdade, com diferencial. E como profissional, qual dica que daria para quem está começando a trabalhar como designer gráfico? Estudo(risos). Não tem jeito, é sempre estudo. Gosto muito de uma tirinha que mostra um cliente reclamando que o trabalho é muito caro pra ser feito em 10 minutos, e o designer responde: mas eu estudei durante anos pra conseguir hoje fazer isso em 10 minutos. O diferencial de um designer é um bom portfólio, e com estudo você consegue mais facilmente ter um bom portfólio.


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Técnica Visual Na comunicação visual a mensagem que se quer transmitir precisa de eliminar elementos gráficos que favoreçam a compreensão da mensagem.


24 Equlíbrio

Instabilidade

Equilíbrio simétrico Para Dodis, há equilíbrio quando “ a distribuição dos elementos visuais são compensados mutuamente nas áreas da imagem. Não é necessário que a imagem apresente exatamente os mesmos elementos”. O equilíbio pode ser simétrico ou assimétrico.

Os elementos são apresentados com forças atuando com intensidades diferentes em partes da imagem.

Regularidade

Irregularidade

Distribuição uniforme de elementos, apresentando uma maneira constante e invariável.

Inclui elementos inesperados, variando e quebrando a repetição de padrões ao longo da imagem.


Complexidade

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Há presença de múltiplos elementos visual, com relações elaboradas entre si.

Simplicidade Há utilização de formas elementares, sem a ornamentação ou elaborações detalhistas.


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Ainda existem outras técnicas, tais como : - Unidade / Fragmentação - Economia / Profusão - Minimização / Exagero - Previsibilidade / Espontaneidadde - Atividade / Estase - Sutileza / Ousadia - Neutralidade / Ênfase - Transparência / Opacidade - Estabilidade / Variação - Exatidão / Distorção - Planura / Profundidade - Singularidade / Justaposição - Sequencialidade / Acaso - Agudeza / Difusão - Repetição / Episocidade - Angularidade / Rotundidade - Intersecção / Paralelismo

Exagero

Minimização

Essas técnicas são apenas alguns dos muitos possíveis modificadores de informação que se encontram à disposição do designer. Quase todo formulador visual tem sua contrapartida, e cada um está ligado ao controle dos elementos visuais que resultam na configuração do conteúdo e na elaboração da mensagem.


EquilĂ­brio Gestalt

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28 Palavra de origem germânica que significa padrão do qual é objeto de estudo dessa tão discutida psicologia. Sua teoria foi criada pelos pscicólogos alemães Max Werteimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffa, nos princípios do século XX. Atuou principalmente no campo da teoria da forma e teve como base vários estudos e pesquisas experimentais nas áreas da forma, percepção, linguagem, inteligência, aprendizagem, memória, motivação, conduta exploratória e dinâmica de grupos sociais. E funda-se na ideia de que todo é mais do que a simples soma de suas partes. Seus fundamentos são: Unidade Uma unidade pode ser um elemento ou um todo feito de elementos, isto é um conjunto de mais elementos que tenha unidade em si. As unidades que formam um todo são percebidas através de relações entre os elementos que as compõem. Segregação Sgnifica a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades formais em um todo ou em partes deste todo. Unificação Consiste na igualdade ou semelhança dos estímulos produzidos pelo campo visual, pelo objeto. A unificação se verifica quando os fatores de harmonia, equilíbrio e ordenação visual e coerência da linguagem ou estilo formal das partes ou do todo estão presentes no objeto ou composição.

Exemplo de fechamento.

Fechamento Obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela continuidade numa ordem estrutural definida, ou seja, por meio de agrupamentos de elementos de maneira a constituir uma figura total mais fechada ou mais completa. Continuidade A boa continuidade é a impressão visual de como as partes se sucedem através da organização perceptiva da forma de modo coerente, sem quebras ou interrupções na sua trajetória ou na sua fluidez visual. Proximidade Elementos ópticos próximos uns dos outros tendem a ser vistos juntos e a constituírem um todo ou unidade dentro de um todo.


Semelhança A igualdade de forma e de cor desperta também a tendência de se construir unidades, de estabelecer agrupamentos de partes semelhantes.

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Pregnância A pregnância é a lei básica da percepção visual da gestalt e é definida: “Qualquer padrão de estímulo tende a ser visto de tal modo que a estrutura resultante é tão simples quanto o permitam as condições dadas”. “As forças de organização da forma tendem a se dirigir tanto quanto o permitam as condições dadas, no sentido da harmonia e do equilíbrio visual”. Uma boa pregnância pressupõe que a organização formal do objeto, no sentido psicológico, tenderá a ser sempre melhor possível do ponto de vista estrutural. Dominar as leis da Gestalt e saber usá-las em suas criações fará grande diferença no resultado de seus trabalhos.

Exemplo de Unificação / Proximidade/ Semelhança.

Exemplo de continuidade e de fechamento.



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