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‚V{ dormir, Finnick. É minha vez de ficar de guarda, de qualquer forma,‛ digo. Finnick hesita, mas ninguém pode ficar acordado para sempre. Ele se deita na boca da cabana, uma mão agarrando um tridente, e caí num sono inquieto. Eu me sento com meu arco carregado, observando a selva, que está pálida como um fantasma e verde à luz da lua. Depois de cerca de uma hora, os relâmpagos param. Posso ouvir a chuva vindo, porém, chocando-se contra as folhas a poucas centenas de metros de distância. Eu continuo esperando que nos atinja, mas isso nunca acontece. O som do canhão me assusta, embora faça pouca impressão em meus companheiros. Não há sentido em acordá-los para isso. Outro vencedor morto. Eu nem mesmo me permito imaginar quem é. A chuva para de repente, como a tempestade fez no ano passado na arena. Momentos depois que parou, vejo o nevoeiro se aproximando suavemente da direção do aguaceiro. Só uma reação. Chuva fria no chão quente, penso. Ele continua a se aproximar, e a parte de baixo parecem dedos curvados, como se eles estivessem puxando o resto para sempre. Enquanto eu observo, sinto os cabelos da minha nuca começarem a se arrepiar. Há algo estranho nesse nevoeiro. A progressão da linha frontal é uniforme demais para ser natural. E se não é natural... Um odor doce e doentio começa a invadir minhas narinas e eu grito para os outros acordarem. Nos poucos segundos que levam para acordá-los, bolhas aparecem na minha pele.

JOGOS VORAZES 2  
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