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ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DOS COMERCIÁRIOS DE MARÍLIA

PAMELA CARDOSO ANDRADE DE SOUZA

º 030

VOL 02 / n

ISSN 2019-030

CDD720


Revista TFG - Arquitetura e Urbanismo [recurso eletrônico] / Núcleo Docente Estruturante de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de

º 030 (nov./dez.). - Marília: UNIMAR, 2019.

Marília. - Vol. 2, n v.: il., 30cm

Trimestral Endereço eletrônico: http://www.unimar.br/cursos/graduacao/aruitetura/ ISSN 2019-030 versão eletrônica

1. Arquitetura

2. Comerciários

3. Educação Infantil

I. Universidade de Marília. Arquitetura e Urbanismo

CDD - 720


REVISTA TFG - ARQUITETURA E URBANISMO UNIVERSIDADE DE MARÍLIA - UNIMAR ARQUITETURA E URBANISMO

ISSN 2019-030 REVISTA TFG

CDD-720 VOL. 02

NOV 2019


UNIVERSIDADE DE MARÍLIA Reitor MÁRCIO MESQUITA SERVA Vice-Reitora REGINA LÚCIA OTTAIANO LOSASSO SERVA Pró-Reitora de Pós-Graduação FERNANDA MESQUITA SERVA Pró-Reitor de Administração MARCO ANTÔNIO TEIXEIRA Pró-Reitor de Graduação JOSÉ ROBERTO MARQUES DE CASTRO Pró-Reitora de Ação Comunitária FERNANDA MESQUITA SERVA Curso de Arquitetura e Urbanismo FERNANDO NETTO


UNIVERSIDADE DE MARÍLIA NDE - NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE Ms. Fernando Netto - Coordenador / Arquiteto e Urbanista Dr. Irajá Gouveia - Docente / Arquiteto e Urbanista Ms. Walnyce O. Scalise - Docente / Arquiteto e Urbanista Ms. Sônia C. Bocardi de Moraes - Docente / Arquiteto e Urbanista Ms. Wilton F. Camolese Augusto - Docente / Arquiteto e Urbanista

NIPEX - NÚCLEO INTEGRADO DE PESQUISA E EXTENSÃO Dra. Walkiria Martinez Henrich Ferrer - Coordenação CPA - COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO Dra. Andréia C. F. Baraldi Labegalini - Pesquisadora Institucional

COMISSÃO EDITORIAL - REVISTA TFG Ms. Fernando Netto - Coordenador / Arquiteto e Urbanista Ms. Wilton F. Camolese Augusto - Docente / Arquiteto e Urbanista Ms. Sônia C. Bocardi de Moraes - Docente / Arquiteto e Urbanista Dra. Walkiria Martinez Henrich Ferrer Fernando Martins - Jornalista / MTB 76.753 COORDENAÇÃO - ARQUITETURA E URBANISMO Ms. Fernando Netto - Coordenador / Arquiteto e Urbanista


AGRADECIMENTOS

Eu agradeço a Deus, pois sem Ele eu não conseguiria ir além de todos os desafios e obstáculos que surgiram ao longo desta jornada. Agradeço ao meu esposo Diego Lamin que sempre esteve ao meu lado, me apoiando e fazendo de tudo para que eu pudesse me empenhar intensamente para a concretização deste sonho. Agradeço incansavelmente a minha mãe Eliana Andrade, ao meu pai João Andrade e aos meus familiares, que desde muito tempo me incentivavam e encorajavam para que eu me dedicasse a essa paixão por Arquitetura. A esta instituição e todo seu corpo docente, pela competência e pela arte de nos ensinar e orientar para um futuro melhor. A professora Sônia que sempre foi muito atenciosa e me orientou de maneira singular, para que eu pudesse entregar esse trabalho. E por último, mas não menos importante, às minhas queridas amigas de faculdade e da vida Esteffani Abreu, Suyani Timoteo e Tayara Barros, que mesmo em meio as adversidades conseguiram concluir mais este ciclo, sempre ajudando e compartilhando dos mais diversos momentos, que sempre ficará em meu coração.


“Eu conheço o preço do sucesso: dedicação, trabalho duro e uma “O que é um adulto? Uma criança de idade." incessante devoção às coisas que você quer ver acontecer.”

Frank Lloyd Wright Simone de Beauvoir


RESUMO O período da primeira e segunda infância tem grande repercussão por toda a vida do ser humano, podendo afetar positiva e negativamente em vários aspectos, é a fase responsável pela formação da índole de cada um. Nesse ciclo da infância, a maioria das crianças ainda dependem quase que integralmente de um responsável para realizar atividades básicas do dia a dia, sendo fundamental a presença de um adulto. Uma escola de ensino infantil, apesar de não ser a principal responsável, está muito relacionada ao crescimento e pode cooperar nos desenvolvimentos psicossociais e cognitivos, bem como o desenvolvimento físico de uma criança. Atualmente, com o crescimento da cidade de Marília e com o aumento no número de empresas comerciais na cidade, muitos pais comerciários não encontram uma forma satisfatória de assegurar a qualidade na educação, e por muitas vezes, o bem-estar na estadia de seus filhos, devido ao longo período que passam fora de casa. Este trabalho aborda conceitos, regulamentos, diretrizes e propostas para a realização do projeto, não pretendendo apenas a efetividade de mais uma Escola de Educação Infantil, mas também a concepção de um local estável para a estadia dos filhos desses comerciários, de modo a exercer o papel pedagógico de uma escola, com o conforto e a segurança de um lar. Afim de gerar menos estresse, e com objetivo de facilitar e otimizar o percurso e o tempo dos pais, ao levar e buscar seus filhos na escola, a instituição de ensino se situará próximo ao centro da cidade e funcionará em dia e horário comercial. Além de o projeto conter espaços para aulas convencionais, ele é composto por espaços para atividades artísticas e culturais, onde estes receberam sala de música, sala de teatro e sala de dança. Também há áreas destinadas à prática de esportes e área destinada ao incentivo à preservação do meio ambiente. Esta escola foi projetada com uma arquitetura que dialogue com o processo pedagógico das crianças, promovendo sempre o progresso de seus alunos. Palavras-chave: Arquitetura. Comerciários. Educação Infantil.


I NTRODUÇÃO

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CONCEI TUAÇÃO A I NFÂNCI A A ESCOLA DE EDUCAÇÃO I NFANTI L MÉTODO MONTESSORI ANO MOBI LI DADE URBANA E QUALI DADE DE VI DA

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EVOLUÇÃO HI STÓRI CA A EDUCAÇÃO I NFANTI L NO MUNDO A EDUCAÇÃO I NFANTI L NO BRASI L

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.LEGI SLAÇÃO ECA – ESTATUTO DA CRI ANÇA E DO ADOLESCENTE NORMAS ESTABELECI DAS PELO MI NI STÉRI O DA EDUCAÇÃO

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LEI TURA DE PROJETOS CORRELATOS ESCOLA I NFANTI L MONTESSORI CRECHE E JARDI M DE I NFÂNCI A C. O ESCOLA I NFANTI L LA MONSI NA

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ANÁLI SE DE I MPLANTAÇÃO

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PROGRAMA DE NECESSI DADES E PRÉ-DI MENSI ONAMENTO

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ORGANOGRAMA, ZONEAMENTO E FLUXOGRAMA ORGANOGRAMA ZONEAMENTO FLUXOGRAMA

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PARTI DO ARQUI TETÔNI CO

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CONSI DERAÇÕES FI NAI S

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REFERÊNCI AS

S U M Á R I O

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INTRODUÇÃO Este presente estudo, propõe-se à viabilização de um projeto de uma Escola de Ensino Infantil, para alunos da primeira e segunda Infância, de 0 a 5 anos, que será localizada na região central da cidade de Marília, destinada exclusivamente aos filhos de comerciários e funcionários dos estabelecimentos. Muitos pais, que cumprem carga horária fixa diariamente em seus locais de trabalho, têm dificuldade em encontrar um local para deixar seus filhos, pois várias escolas não atendem à demanda de vagas solicitadas, apesar de haver 36 instituições públicas e 20 privadas, responsáveis pelo ensino infantil distribuídas por toda a cidade, segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Quando a vaga é concedida, a escola não é tão próxima a residência ou os horários e dias entre aula e trabalho não coincidem, dificultando o deslocamento e fazendo com que os pais, providenciem um responsável por levar e buscar a criança na escola ou colocar e retirar do transporte escolar. A primeira e segunda infância na vida de uma criança é de extrema importância, pois é o período das primeiras experiências e descobertas, que irão refletir posteriormente no caráter do adulto que se formará. Portanto, é necessário considerar todo o seu desenvolvimento e aplicar métodos adequados, de acordo com suas limitações. Com base nos levantamentos sobre a infância, a educação infantil e a mobilidade urbana, este projeto visa contribuir com a qualidade de vida das crianças e dos pais, simplificando a locomoção pela cidade, que tem crescido e se tornado cada vez mais complexa.

Imagem ilustrativa

Pretende-se aplicar à escola, funcionamento em horário comercial, onde meio período será de ensino e meio período de atividades culturais, artísticas e esportiva – além de estadia – promovendo conforto e estimulando as crianças para uma sociedade mais saudável.

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Tabela 1: Desenvolvimentos físicos

CONCEITUAÇÃO

PRIMEIRA INFÂNCIA

Se comparado ao Pré-Natal, o cérebro aumenta seu nível de complexidade e as habilidades motoras são mais rápidas; Altamente sensível à influência ambiental;

SEGUNDA INFÂNCIA

Proporção do corpo mais semelhante ao de adulto; O apetite diminui e surgem problemas com o sono; Surge a preferência pelo uso de uma das mãos; Habilidades motoras e forças aumentam; Fonte: Papalia, Old e Feldman (2001, p. 52), com intervenção do autor.

A Infância Tabela 2: Desenvolvimentos cognitivos

O Dicionário Aurélio, define infância como o “período de crescimento, no ser humano, que vai do nascimento à puberdade” ou “o primeiro período de existência de uma instituição, sociedade, etc.” (MINI AURÉLIO SÉCULO XXI, 2001, p.387). É o nome dado aos três primeiros ciclos de vida de uma pessoa, podendo ser dividida em Primeira, Segunda e Terceira Infância.

PRIMEIRA INFÂNCIA

Uso de símbolos e capacidade de solucionar problemas surgem no final do segundo ano de vida; Desenvolvimento da compreensão e o uso da linguagem;

SEGUNDA INFÂNCIA

Melhor compreensão e pensamento mais egocêntrico; Ideias lógicas sobre o mundo; Aperfeiçoamento da inteligência, memória e linguagem;

Fonte: Papalia, Old e Feldman (2001, p. 52), com intervenção do autor.

Tabela 3: Desenvolvimentos psicossociais

Segundo Papalia, Old e Feldman (2001), a Primeira Infância (dos 0 aos 3 anos) e a Segunda Infância (dos 4 aos 6 anos), são ciclos vitais que se caracterizam por seus desenvolvimentos específicos. Conforme as tabelas:

PRIMEIRA INFÂNCIA

Desenvolve-se apego aos pais e pessoas próximas; Avanço na autoconsciência; Desenvolve-se a autonomia; Interessa-se por outras crianças;

SEGUNDA INFÂNCIA

A compreensão das emoções torna-se mais complexo; Aumento da independência, iniciativa e autocontrole; Brincar torna-se mais imaginativo, complexo e social; Altruísmo, agressão e temores são comuns; A família é o foco da vida social, mas outras crianças tornam-se mais importantes; Frequentar a pré-escola é comum;

Fonte: Papalia, Old e Feldman (2001, p. 52), com intervenção do autor.

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A Escola de Educação Infantil A medida em que se conclui um ciclo de vida, outro ciclo é iniciado, trazendo desenvolvimento e maturidade para lidar com as diversas tarefas e desafios apresentados, fazendo com que cada ser humano corresponda e reaja de uma maneira diferente.

A escola de educação infantil não pode ser apenas um espaço para as crianças colorir desenhos ou brincar enquanto seus pais trabalham, ela deve ir além e assegurar o aprimoramento dos valores morais e éticos, para que os tornem seres humanos comprometidos, críticos e honestos, que irão atribuir às futuras gerações uma sociedade mais justa. (ROMAN e STEYER, 2001).

Tudo que ingressa na criança, resultante da ação do outro, é traumático. Considerando-se alguns pontos que parecem importantes tem-se primeiro que a criança não nasce preparada, pronta para o mundo. Ela tem a imaturidade inerente à espécie humana, c’est um éterne inhachévé. Tudo o que cerca a criança, ingressa de forma súbita. De uma criança para a outra tem-se uma resposta diferente a estes variados e intensos estímulos. (ROMAN E STEYER, 2001, p. 62)

Conforme a LDB¹ 9394/1996 – Título V – Cap. II Da Educação Básica – Seção II – Da Educação Infantil, artigo 29, a primeira fase da educação se dá pelo ensino infantil, tendo por objetivo o integral desenvolvimento da criança de até cinco anos, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social, agregando a ação da família e da sociedade.

Para Roman e Steyer (2001), não há dúvidas de que os anos iniciais de um ser humano são os mais importantes, quando se trata de formação de caráter e criação da personalidade. Portanto, se faz necessário que os educadores, sejam eles a família ou a instituição de ensino, interajam e contribuam para o desenvolvimento saudável da criança, de modo a não as traumatizar desfavoravelmente.

Baseando-se na coleta de informações adquiridas, relacionadas ao comportamento da criança de 0 a 5 anos e na importante função do ensino infantil, uma instituição educacional deve contribuir beneficamente para seus alunos, atuando de forma específica em cada fase vivenciada. O ser humano, por sua essência constitutiva, é um ser dotado de liberdade. Como ser livre, pode tornar-se sujeito e agente de sua própria história. A educação visa auxiliar o homem no uso adequado de sua liberdade e a hierarquizar corretamente os valores. (ROMAN E STEYER, 2001, p. 191).

Imagem ilustrativa

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Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 18


Método Montessoriano De acordo com Röhrs (2010), o método montessoriano, surgiu através da médica e especialista em tratamentos de crianças com deficiências mentais, Maria Montessori, que com os muitos anos de experiências e pesquisas, constatou que a questão da educação para estas crianças, estavam muito mais relacionadas ao sistema pedagógico do que ao clínico. Por conseguinte, com o lento desenvolvimento da educação infantil em sua época, a médica começou a aplicar o sistema de educação de crianças deficientes mentais, para todas as demais crianças, abrindo em 1907 sua primeira instituição de ensino, a Casa dei Banbini. Sua metodologia resumia-se em atender os objetivos de uma escola, tendo como finalidade educar para a liberdade, o autogerenciamento do aluno e a concepção de uma sociedade democrática – através de um ambiente adequado, educadores preparados e dinâmica de atuação – pois assim a criança adquiriria o conhecimento do mundo exterior e do seu próprio eu, tornando-se ativa e identificando sua própria personalidade Maria Montessori, constitui sua “Linha” – a base da educação montessoriana – inovando nos padrões de estruturas do mundo adulto pela criança. Logo, foi adotado o método montessoriano neste projeto, tendo em vista que os mecanismos apontados pela doutora de propiciar à criança independência, responsabilidade e diversas habilidades, permanece possibilitando progresso no âmbito da pedagogia infantil.

Figura 1: Método Montessoriano aplicado na Escola Clover Montessori em Londrina-PR

Fonte: http://www.clovermontessori.com.br/. Publicado em 2016.

Figura 2: Alunos da Escola Clover Montessori no momento da leitura

Figura 3: Aluna da Escola Clover Montessori servindo-se sem auxílio de um adulto Fonte: http://www.clovermontessori.com.br/. Publicado em 2016.

Fonte: http://www.clovermontessori.com.br/. Publicado em 2016.

Figura 4: Aluno da Escola Clover Montessori utilizando o lavatório com autonomia

Fonte: http://www.clovermontessori.com.br/. Publicado em 2016. 19


Mobilidade Urbana e Qualidade de vida De acordo com PIRES A. e PIRES L. (2016), o deslocamento da população sujeita-se em como a cidade está organizada territorialmente e interligada com os serviços e atividades do espaço, e a forma com que a cidade é organizada depende de fatores políticos, econômicos e sociais.

O site da Prefeitura de Marília (2019), baseando-se nos dados Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, publicou no dia 18 de janeiro de 2019, que a cidade teve um aumento de 25,75% no índice de abertura de novas empresas, comparando os anos de 2017 e 2018. É importante considerar que uma parcela desse número é responsável pela geração de empregos, logo, o número de pessoas circulando pela cidade e possíveis mães e pais trabalhando, é acrescido.

Imagem ilustrativa

Os autores apontam que nas capitais e em grandes cidades, tem ocorrido cada vez mais conflitos entre os pedestres e os condutores de veículos motorizados, refletindo em um mal aproveitamento de tempo, desgaste à saúde mental e física, precariedade na qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente, entre outros, sabendo-se que a cidade dentro de seu contexto urbano, deve assegurar o bem-estar e a boa integração entre os cidadãos, independentemente das atividades que são exercidas – moradia, trabalho, serviços, comércio, educação, saúde, lazer – de modo a locomover-se satisfatoriamente.

Portanto, viabilizar o projeto de uma Escola de Ensino Infantil, exclusiva a esse público, na Região central da cidade de Marília, irá atribuir menos estresse aos pais comerciários, pois estes não terão com o que se preocupar no que se refere ao bem estar de seus filhos, além de que terão melhor mobilidade, pois não terão que fazer longos trajetos para busca-los após o expediente. As crianças também serão beneficiadas, pois a Escola irá funcionar de modo a incentivar as práticas esportivas e culturais, afim de estimular o talento e a vocação de cada aluno.

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EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Educação Infantil no mundo

Segundo Craidy e Kaercher (2007), o cuidado às crianças, por muito tempo era incumbido à própria família, onde eram vistas como um adulto em miniatura, sendo tratada da mesma forma. Não houve uma instituição de ensino ou cuidado infantil responsável por complementar à família, durante um longo período na história da humanidade.

Logo, começou-se a aparecer vários critérios a serem analisados, para que viabilizasse a escola de educação infantil, como: o trabalho materno fora de casa, considerando o período da revolução industrial; preservação da inocência da criança, tendo em vista que a escola proporcionaria meios adequados para a idade; estímulos e incentivos para não tornarem-se preguiçosas ou promíscuas, que eram perfis considerados de crianças pobres. (CRAIDY e KAERCHER, 2007)

O aparecimento das escolas de ensino infantil, para as autoras, esteve relacionado ao surgimento da escola e ao sistema pedagógico moderno entre os séculos XVI e XVII, onde na Europa, devido o descobrimento de novas terras, a aparição de novos mercados, o desenvolvimento da ciência e a invenção da imprensa, permitiu-se que muitos tivessem alcance à leitura. A igreja também contribui para esse processo, que por disputas entre protestantes e católicos, fazia-se necessário o mínimo de escrita e leitura da bíblia.

Sendo assim, entende-se que a partir das transformações políticas, sociais e econômicas, surgiram-se as creches, com base em uma série de princípios em como a criança se tornaria um sujeito que contribuiria positivamente na sociedade.

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A Educação Infantil no Brasil No Brasil, os primeiros abrigos e creches tinham como objetivo dar assistência às mulheres. De acordo com Roman e Steyer (2001), em 1825, a Igreja Católica por meio das Santas Casas de Misericórdia de todo o país, contribuía através da Roda dos Expostos, acolhendo crianças que eram abandonadas por diversos motivos, dentre eles a ilegitimidade, onde mães solteiras viam-se obrigadas a rejeitá-las, e escravas que buscavam livrar seus filhos da escravidão. No Século XVIII, Didonet (2001) afirma, que se iniciou o processo de Revolução Industrial na Europa, e por ser um período em que o Brasil sofria impacto colonial, não era autorizado a abertura de indústrias na colônia. No entanto, no final do século XIX e início do século XX, devido ao crescimento universal da industrialização, São Paulo e os demais estados da região Sudeste começaram a produzir, tornando-se grandes polos industriais, no ramo alimentício – como café – e têxtil.

Com o governo Getúlio Vargas, em 1930, houve um grande avanço no processo de industrialização em todo o país e de acordo com Didonet (2001), essa grande demanda provocou o início do trabalho feminino nas indústrias e consequentemente, como o cuidar dos filhos era de responsabilidade da mulher, as crianças que ainda não tinham idade para trabalhar, ficavam sob cuidado de um familiar que não trabalhava ou em casa sem a supervisão de um responsável, o que neste caso, acarretava em desnutrição generalizada, acidentes domésticos e mortalidade infantil. A partir de um sentimento altruísta, surgiram instituições que tomaram a iniciativa de prestar assistência às famílias, recebendo no Brasil a nomenclatura de guarda da criança, sendo em 1943 responsável por acolher filhos de mães trabalhadoras que estava no período de amamentação, conforme estabelecido pela CLT ² às empresas com mais de 30 operárias. Os aspectos sociais, econômicos e históricos, foram caracterizando o modelo da escola de ensino infantil no decorrer dos anos. Anteriormente o objetivo era cuidar da saúde da criança, ensinar a higienização e alimentação adequada, deixando a educação sob responsabilidade da família, mas atualmente, além destes cuidados básicos, a escola tem como função, o desenvolvimento social, educacional e político. (DIDONET, 2001).

² Consolidação das Leis do Trabalho, sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, são regulamentos relacionados ao trabalho urbano e rural. 22


LEGISLAÇÃO ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente

O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, é o conjunto de decretos que visa a proteção e os direitos da criança e do adolescente. No Título II – Dos Direitos Fundamentais – Capítulo IV – Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, Art. 53, a lei determina que a criança e o adolescente têm direito à educação, com objetivo de desenvolver-se. O Art. 58 do mesmo capítulo estabelece que durante o processo de educação, deve-se respeitar os princípios do contexto social da criança e do adolescente, nos âmbitos culturais, artísticos e históricos. Já no Art. 59, há um decreto ao município, para que facilitem recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer, incentivando a participação da criança e do adolescente.

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Normas estabelecidas pelo Ministério da Educação O Ministério da Educação (MEC) tem por finalidade a política nacional de todas as áreas da educação, sendo: especial, infantil, fundamental, ensino médio, superior, profissional, tecnológica, entre outras. Baseando-se nas pesquisas do Grupo Ambiente-Educação (GAE), o ministério aponta que a qualidade do espaço físico de um projeto escolar, está diretamente relacionado ao sistema pedagógico, ao desenvolvimento da criança e ao meio ambiente. Segundo o portal do MEC, a educação infantil é direito de todas as crianças, independentemente de sua posição social, aspectos fisionômicos, comportamentos, crenças e descendência, e afim de assegurar esses direitos, foram estabelecidos regulamentos da LDB³ e PNE . 4

A LDB 9394/1996 – Título V – Cap. II Da Educação Básica – Seção II – Da Educação Infantil – Artigo 30, determina que creches é devidamente apropriada a crianças de até 3 anos e pré-escolas a crianças de 4 a 5 anos de idade. A lei ainda estabelece o mínimo de 800 horas, subdividido em 200 dias de trabalhos educacionais anualmente. Já o PNE 13.005/2014, estabelece diretrizes, metas e estratégias que regem iniciativas na área da educação.

Outro regulamento importante a ser estudado, é o PROINFÂNCIA , resolução nº 6, de 24 de abril de 2007 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que baseando-se em parâmetros básicos de infraestrutura, visa assegurar o bem-estar das crianças no ambiente escolar, sugerindo mobiliários e equipamento adequados, algumas tipologias de projetos, com dimensionamento e número de salas. 5

O projeto Proinfância tipo C por exemplo, pode receber o máximo de 120 alunos, em dois turnos (matutino e vespertino), ou 60 crianças em turno integral. Foi considerado ideal para lotes retangulares, que possuam declínio máximo de 3% e dimensões de 35m por 45m, de largura e profundidade, respectivamente. Já o Projeto do Módulo de Educação Infantil, possui capacidade de atender o máximo de 96 crianças, em dois turnos (matutino e vespertino), e 48 crianças em turno integral. Foi considerada ideal para uma área com dimensões de 20m por 20m e declividade máxima de 3%. Fundamentando-se nas legislações exteriorizadas, na ABNT NBR 9050/2015 e nas normas municipais, como o Código de Obras e Plano Diretor do município de Marília, a instituição de ensino a ser projetada buscará contemplar todos os decretos e requisitos estabelecidos, de modo a promover um ambiente adequadamente composto por seu sistema físico e pedagógico. 6

³ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 4 5 6

Plano Nacional de Educação Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil Norma técnica que estabelece acessibilidade às edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos, criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. 24


LEITURA DE PROJETOS CORRELATOS Escola Infantil Montessori O projeto da escola de ensino infantil Montessori, foi desenvolvido no ano de 2018 pelos escritórios Meius Arquitetura e Raquel Cheib Arquitetura, para a região central da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Conforme mencionado no site Archdaily, a edificação de 700m², é existente desde a década de 50, tendo diversas funções até chegar a este projeto.

Apesar do uso de tijolinhos brancos no muro, as cores primárias utilizadas nos portões, letreiro e em parte do cobogó, logo permite a identificação sobre a qual tipo de atividade a edificação exerce.

Figura 5: Fachada da escola Montessori

Fonte: https://bit.ly/2Z3SwQc. Publicado em 04 de setembro de 2018.

Por estar localizado no centro da cidade, nota-se o uso de muro e portões, possivelmente com o a intenção de garantir segurança e privacidade, no entanto, os elementos vazados, denominados cobogós, permitem contato visual de quem está do lado de dentro para quem está ao lado de fora da escola.

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É perceptível a composição de cores que os autores propuseram ao projeto, onde para a fachada foram atribuídos alguns elementos de cores vibrantes e aos ambientes internos foram aplicados tons mais neutros, sem muita saturação.


A paleta de cores utilizada tanto nos revestimentos quanto nos mobiliários internos, centraliza a atenção do aluno para o que lhe será abordado. Figura 6: Sala de aula da escola Montessori

Fonte: https://bit.ly/2Iv7HMJ. Publicado em 04 de setembro de 2018.

Segundo os arquitetos responsáveis pelo projeto, por se tratar de uma edificação já existente, foram necessárias algumas modificações para assegurar o conforto, como por exemplo aberturas zenitais nas salas de aula, para entrada de iluminação e circulação de ventilação natural. Figura 7: Representação ilustrativa de uma sala de aula com abertura zenital

Fonte: https://bit.ly/2YWiGV4. Publicado em 04 de setembro de 2018. 26


Observando a planta baixa, nota-se que os ambientes foram bem setorizados e houve uma boa disposição das salas, onde há coerência entre o fluxo para as atividades realizadas, como por exemplo, a área de serviços fica ao fundo, a área administrativa destacada foi locada na lateral da planta, atendendo tanto as salas de aula quanto a área de convívio comum.

Figura 8: Planta baixa/Implantação Pavimento Térreo

Figura 9: Planta baixa – Piso 01

Como o terreno possui declividade expressiva, foi destinado ao lado mais baixo (figura 12), salas de uso misto na parte da frente, portão de entrada e saída de serviços na lateral esquerda, um refeitório e espaço para recreação aos fundos. Tabela 4: Legenda para leitura da Planta Baixa/Implantação do pavimento térreo Setor administrativo (Recepção, secretaria, diretoria, sala de reunião) Setor de serviços (copa/cozinha, depósito, sanitários) Setor pedagógico (salas de aula com bebedouros e sanitários individuais) Obs.: Áreas de convívio comum, como pátios e jardins, não foram demarcados. Fonte: Elaborado pelo autor.

Conclui-se a partir desta leitura, que uma escola deve ser projetada com coerência na organização dos ambientes, utilização das cores sem excessos – buscando equilibro e moderação – e o máximo possível de aproveitamento do terreno, considerando e valorizando sua declividade existente.

Fonte: https://bit.ly/2OY1Lgk. Publicado em 04 de setembro Fonte: https://bit.ly/2ImRPLW. de 2018. Foto com intervenção do autor. Publicado em 04 de setembro de 2018.

Figura 10: Corte esquemático

Fonte: https://bit.ly/2uZHq0J. Publicado em 04 de setembro de 2018. 27


Creche e Jardim de Infância C.O.

De acordo com site Archdaily, o projeto da creche C.O. é uma edificação de 940,60m² e está localizado em Hiroshima, no Japão, em uma área considerada rural, justamente porque as escolas dos centros urbanos encontram-se insuficientes para atender mais crianças. Projetada pelo escritórios de arquitetura Hibinosekkei e Youji No Shiro, a forma da fachada da instituição, como pode-se notar, não apresenta a função, possuindo cobertura de duas águas, com telhas aparentes, elementos simples e tons neutros.

Uma das propostas para o projeto, segundo os arquitetos, foi a de implantar um café logo na entrada da edificação, separadamente do berçário, com o objetivo de possibilitar a integração dos moradores locais e dos pais no momento em que fossem buscar seus filhos, de forma com que conseguissem os assisti-los brincando.

Figura 11: Fachada do Jardim de Infância

Figura 12: Fachada da Creche e Café

Fonte: https://bit.ly/2VxCqfL. Publicado em 23 de outubro de 2015.

Fonte: https://bit.ly/2uYcYEk.Publicado em 23 de outubro de 2015.

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A instituição tem a forma de um “L”, que com a instalação do café, pode-se constatar que acabou-se formando um pátio cercado, onde a criança consegue ter liberdade de brincar e ser observada pelos pais e educadores. Figura 13: Pátio do Jardim de Infância

Fonte: https://bit.ly/2Ucy77P. Publicado em 23 de outubro de 2015.

Aos ambientes internos, foi adotado o uso de tons neutros, com alguns elementos nas cores primárias, em conformidade com as fotos disponibilizadas pelos arquitetos. Também se usou formas geométricas e equipamentos em altura ideal para proporcionar liberdade e autonomia aos alunos. Figura 14: Circulação de acesso aos sanitários

Fonte: https://bit.ly/2IdnHUi. Publicado em 23 de outubro de 2015. 29


Percebe-se que a disposição dos ambientes nesse projeto, foi feito de modo a atender as características do local. Pode-se notar, que apesar de ter sido denominado como creche, a função da instituição é somente de jardim de infância, por não haver salas de aulas. Consegue-se observar, que há um beiral avantajado apoiado sobre pilares em parte da edificação, formando no pavimento térreo uma varanda e no pavimento superior uma circulação de acesso às salas. Figura 15: Planta baixa/Implantação – Pavimento térreo

Figura 16: Planta baixa – Pavimento Superior

1- COZINHA 2- CAFÉ 3- BERÇÁRIO 4- PISCINA INTERNA 5- ESCRITÓRIO 6- SANITÁRIO 7- BRINQUEDOTECA 8 SALA DE REUNIÕES 9- PLAYGROUND 10- ACESSO DE TRANSPORTES 11- CAIXA DE AREIA

Fonte: https://bit.ly/2Dbhbcl. Publicado em 23 de outubro de 2015. Fonte: https://bit.ly/2UL4IGs. Publicado em 23 de outubro de 2015. Figura 17: Corte esquemático da Creche e Jardim de Infância C.O.

2- CAFÉ 3- BERÇÁRIO

Fonte: https://bit.ly/2P0ZL6Z. Publicado em 23 de outubro de 2015.

Este projeto apresenta a probabilidade de conciliar uma edificação escolar e um ambiente para que os pais e responsáveis possam não só interagir entre si, como participar e presenciar do sistema de ensino aplicado pela instituição. 30


Figura 18: Escola Infantil La Monsina

Escola Infantil La Monsina A escola La Monsina é uma edificação de 1.350m², situada no estado de Alicante na Espanha. Mesmo com a vasta área verde em seu entorno, percebe-se a partir das imagens ao lado, que os arquitetos Ángel Luis Rocamora Ruiz e Alexandre Marcos, usaram propositalmente o espaço de brincar em comum à todos os ambientes dos alunos, que forma um tipo de claustro, em forma circular, possivelmente com a finalidade de permitir a observação entre todos da instituição.

Fonte: https://bit.ly/2Id2cTg. Publicado em 09 de março de 2016. Figura 19: Circulação de acessos às salas

Como demonstrado nas imagens, apesar de as cores utilizadas nos revestimentos da escola serem em tons neutros, o pátio colorido interage de fora para os corredores de circulação dos alunos, devido os grandes vãos, que são compostos por paredes, portas e janelas de vidros. Observa-se que foi utilizado vidros fixos nas salas, permitindo muita entrada de iluminação natural.

Fonte: https://bit.ly/2OZCwdm. Publicado em 09 de março de 2016. Figura 20: Pátio de recreação da escola La Monsina

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Fonte: https://bit.ly/2UMS0Xw. Publicado em 09 de março de 2016.


Figura 21: Planta baixa da escola infantil La Monsina:

Analisando a planta baixa, pode-se notar que todos os ambientes da escola foram dispostos da mesma forma, onde tanto o setor de serviços, setor administrativo e os ambientes pedagógicos pertencem a uma única forma, e todos conseguem se comunicar, direta e indiretamente. Tabela 5: Legenda para leitura da Planta Baixa/Implantação do pavimento térreo Setor administrativo (Recepção, secretaria, diretoria, sala de reunião) Setor de serviços (copa/cozinha, depósito, sanitários) Setor pedagógico (salas de aula com bebedouros e sanitários individuais) Pátio central de recreação Fonte: Elaborado pelo autor.

Com base nesta leitura, a Escola de Educação Infantil dos Comerciários de Marília, irá contar com um pátio central de recreação, propiciando às crianças entusiasmo e segurança, fazendo com que a instituição, apesar de possuir normas e regras a serem seguidas, proporcione sensação de liberdade e autonomia a todo o público infantil.

Fonte: https://bit.ly/2UKEvrv. Publicado em 09 de março de 2016. Figura 22: Corte esquemático da escola infantil La Monsina

Fonte: https://bit.ly/2UKEvrv. Publicado em 09 de março de 2016.

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ANÁLISE DE IMPLANTAÇÃO A partir de estudos sobre a localização do projeto, constata-se que o melhor local para a implantação da escola é no lote situado entre os bairros Palmital e Somenzari, na confluência da Rua Bernadino de Campos, que possui sentido único de tráfego de veículos, e Avenida Nelson Spielmann, que possui duplo sentido, sendo vias de pouco trânsito e trânsito moderado, respectivamente.

Figura 23: Localização do terreno e entorno

Apesar de o terreno estar situado próximo a zona central da cidade, a região que o circunscreve é de ruído e movimento mais ameno, o que irá assegurar segurança e conforto para todos os usuários.

Levando em consideração a Lei de Zoneamento e Uso do Solo da cidade de Marília, o terreno encontra-se na ZEC 2 (Zona Especial dos Corredores 2 – Arteriais) onde é autorizado a implantação de edificações de Uso Institucional (E-1), desde que sejam previstas vagas para estacionamento de veículos de seus usuários.

Fonte: Google Earth 2018, comintervenção do autor.

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Figura 24: Perfil de elevação do terreno

O terreno originalmente possui área de 7.654,63m² e apresenta uma topografia de 3,00m de desnível, considerando a lateral que acompanha a Rua Bernadino de Campos

Com relação a orientação do sol, a face do terreno voltado para o Sul, onde tem menor incidência solar, foi destinada ao setor pedagógico e a de maior incidência para o setor de vivência.

Figura 25: Planta topográfica do terreno Fonte: Google Earth 2018 Figura 26: Maquete topográfica do terreno

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

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Atualmente, o terreno encontra-se sem uso e sem vegetações. Possui apenas uma árvore de pequeno porte em seu passeio. Parte dele possui tela de alambrado e em praticamente todo o seu perímetro possui mureta. Ele foi aplanado recentemente, e isso possibilitará um desenvolvimento de projeto sem a necessidade de realizar movimentação de terra. Figura 27: Terreno escolhido - Av. Nelson Spielmann com Rua Bernadino de Campos Figura 28: Terreno escolhido

Fonte: Arquivo Fonte: Arquivo pessoal (2019). Figura 30: Terreno escolhido – Av. Nelson Spielmann

Figura 31: Terreno escolhido – Av. Nelson Spielmann

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

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Na quadra de frente ao lote, na Av. Nelson Spielmann, há edificações térreas de uso residencial, enquanto na quadra lateral esquerda ao lote, na Rua Bernadino de Campos, há uma edificação térrea abandonada. Ao fundo do terreno, como pode-se notar através das fotos, há um prédio institucional (ETEC) e no lote vizinho, na lateral direita, há uma edificação comercial. Figura 29: Terreno escolhido - Rua Bernadino de Campos - Rua Bernadino de Campos

pessoal (2019). Fonte: Arquivo pessoal (2019). Figura 32: Situação atual do terreno

Figura 33: Situação atual do terreno

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

Fonte: Arquivo pessoal (2019).

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PROGRAMA DE NECESSIDADES E PRÉ-DIMENSIONAMENTO Tabela 06: Programa de necessidades e pré-dimensionamento dos ambientes

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Fonte: Elaborado pelo autor, com instruções da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

38 Imagem ilustrativa


Zoneamento ORGANOGRAMA, ZONEAMENTO E FLUXOGRAMA

Para compreensão da disposição dos acessos e setores da escola, foi realizado o zoneamento do projeto dentro do terreno selecionado, levando em consideração a orientação do sol e todas as características do entorno.

Organograma

SOPMAC ED ONIDANREB AUR

Foi elaborado um organograma para entendimento de como serão interligados os setores administrativo, pedagógico, de serviço/técnico e de vivência.

SETOR DE VIVÊNCIA SETOR PEDAGÓGICO

ACESSO DE ALUNOS

SETOR DE SERVIÇOS/TÉCNICO SETOR ADMINISTRATIVO

SETOR PEDAGÓGICO Á= 720,61m²

SETOR DE VIVÊNCIA Á= 1.317,80m²

SETOR ADMINISTRATIVO Á= 650,61m²

SETOR DE SERVIÇOS/TÉCNICO Á= 286,51m²

AV. NELSON SPIELMANN ACESSO ADMINISTRATIVO

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ACESSO DE SERVIÇOS


Fluxograma O fluxograma abaixo irá possibilitar a identificação de como funcionará a transição por todos os ambientes da escola e o modo em que eles se conectam. ÁREA TÉCNICA

COPA/DESCANSO FUNCIONÁRIOS

ENTRADA E SAÍDA ADMINISTRATIVA

ENTRADA E SAÍDA DE SERVIÇOS

SANITÁRIOS

LAVANDERIA

DEPÓSITO

REFEITÓRIO

COZINHA

LAVABO

DESPENSA

SALA DE REUNIÕES

SANITÁRIOS

RECEPÇÃO/ ESPERA

SALA DA COORDENAÇÃO

SECRETARIA

SALA DA DIREÇÃO

ARQUIVO

SALA DA ADMINISTRAÇÃO

SANITÁRIOS

SALA/COPA PROFESSORES

HORTA

SANITÁRIOS INFANTIS

QUADRA DE ESPORTES

SANITÁRIOS ADULTO

SANITÁRIOS/VESTIÁRIOS INFANTIS

ENFERMARIA

SALA DE TEATRO

ALMOXARIFADO

ENTRADA E SAÍDA DE ALUNOS

PLAYGROUND

SETOR DE SERVIÇOS/TÉCNICO

SALA DE MÚSICA

PÁTIO COBERTO

PÁTIO DESCOBERTO

PISCINA COM SOLÁRIO

SALA DE DANÇA

SETOR ADMINISTRATIVO

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SANITÁRIOS

SALAS DE DESCANSO

BERÇÁRIOS

SAÍDA DE EMERGÊNCIA

SALA DE AULA AO AR LIVRE

SETOR DE VIVÊNCIA

SALAS DE AULA

SETOR PEDAGÓGICO


PARTIDO ARQUITETÔNICO O estilo predominante do projeto arquitetônico, é o Contemporâneo, visando apresentar uma leitura mais simples do ambiente, de modo a simplificar todo o processo pedagógico da escola. Serão utilizados tons neutros com detalhes coloridos, pois apesar do público alvo ser infantil, deve haver equilíbrio ao fazer uso das cores pois elas podem remeter sensações, já que estão diretamente relacionadas ao psicológico do ser humano. Devido a localização, a escola será murada, no entanto pretende-se mesclar os tijolos convencionais com cobogós, para que haja a função de proteger a edificação sem perder a visibilidade de dentro para fora, além de tornar a fachada mais convidativa.

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Imagem ilustrativa


Alguns ambientes do setor de vivência receberão telhas translúcidas para o aproveitamento da iluminação natural. Alguns ambientes sofrerão grande incidência de raios solares, portanto serão utilizados brises para amenizar a insolação. A escola atenderá cerca de 65 alunos em período integral e terá apenas um pavimento, que receberá um layout dinâmico proporcionando o bom desempenho dos alunos.

Imagem ilustrativa

Imagem ilustrativa

Toda a edificação será projetada de modo a garantir funcionalidade e inclusão social, além de proporcionar ambientes agradáveis através do uso de vegetação, arborização e grandes aberturas para entrada de iluminação e ventilação natural.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo promoveu uma apuração a respeito da infância e da educação infantil, bem como a relação entre os aspectos sociais e a qualidade de vida da sociedade, comprovando a importância da implantação da escola de ensino infantil para os comerciários de Marília.

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Desta forma, a instituição projetada possibilitará melhoria no desenvolvimento dos alunos, um futuro promissor a cada um deles e qualidade de vida aos cidadãos da cidade.

Imagem ilustrativa

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REFERÊNCIAS ARCHDAILY. Creche e Jardim de Infância C.O. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/775657/creche-e-jardim-deinfancia-cohibinosekkei-plus-youji-no-shiro>. Acesso em: 08 abr de 2019. ARCHDAILY. Escola Infantil La Monsina. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/783286/escola-infantil-lamonsina-angel-luisrocamora-ruiz-plus-alexandre-marcos>. Acesso em: 09 abr de 2019. ARCHDAILY. Escola Infantil Montessori. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/900876/escola-infantilmontessori-meiusarquitetura-plus-raquel-cheib-arquitetura>. Acesso em: 08 abr de 2019. CRAIDY, C.; KAERCHER, G. E. Educação Infantil: pra que te quero? 1 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. DIDONET, V. Creche: a que veio... para onde vai... Em Aberto. Brasília, v.18, n. 73, p. 11-27, jul. 2001. FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Catálogos Técnicos. Disponível em: <http://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/Interna.aspx?codigoMenu=190>. Acesso em: 16 maio de 2019. FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Proinfância. Disponível em: <https://www.fnde.gov.br/programas/proinfancia?view=default>. Acesso em: 28 mar. de 2019. INFÂNCIA. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. O minidicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 387.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Legislação. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php? option=com_content&view=article&msg=1&id=12 907:legislacoes&catid=70:legislacoes&l=aW5kZXgucGhwP29wdGlvbj1jb21fY29udG VudCZ2aWV3PWJ1c2NhZ2VyYWwmSXRlbWlkPTE2NCZwYXJhbXNbc2VhcmNoX3 JlbGV2YW5jZV09bGVpcyZkPXMmcGFyYW1zW2RlXT0mcGFyYW1zW2F0ZV09JnB hcmFtc1tjYXRpZF09JnBhcmFtc1tzZWFyY2hfbWV0aG9kXT1hbGwmcGFyYW1zW2 9yZF09cHI=>. Acesso em: 27 mar. de 2019. PIRES, A. C. M.; PIRES, L. R. G. M. Mobilidade Urbana: desafios e sustentabilidade. 1 ed. São Paulo: Ed. Ponto e Linha, 2016. PREFEITURA DE MARÍLIA. Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo. Disponível em: <http://www.marilia.sp.gov.br/prefeitura/marilia-registra-aumentosuperior-a-25-na-abertura-de-novas-empresas-de-2017-para2018/>.Acesso em: 01 jun. de 2019 RÖHRS, H. Maria Montessori. 1 ed. Recife: Ed. Massanga, 2010. ROMAN, E. D.; STEYER V. E. A criança de 0 a 6 anos e a educação infantil: um retrato multifacetado. 1 ed. Canoas: Ed. Ulbra, 2001. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Localize uma escola. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/central-deatendimento/index_escolas_pesquisa.asp>. Acesso em: 07 abr. de 2019.

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ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DOS COMERCIÁRIOS DE MARÍLIA


COM O CRESCIMENTO ACELERADO DAS CIDADES, NOTA-SE A IMPORTÂNCIA DA AMPLIAÇÃO DE INFRAESTRUTURA PARA ASSEGURAR O BOM DESENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO.

A CIDADE DE MARÍLIA, QUE POSSUI CERCA DE 232.000 HABITANTES, VEM APRESENTANDO UM AUMENTO SIGNIFICATIVO NO NÚMERO DE ABERTURA DE NOVAS EMPRESAS E COMÉRCIOS, E CONSEQUENTEMENTE GERAÇÃO DE EMPREGOS AOS SEUS HABITANTES E AOS HABITANTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO.

LOGO, MUITOS PAIS E MÃES QUE NECESSITAM TRABALHAR, PRECISAM DE UM LOCAL ESTÁVEL PARA DEIXAR SEUS FILHOS, EM ESPECIAL AS CRIANÇAS DA PRIMEIRA E SEGUNDA INFÂNCIA QUE DEPENDEM QUASE QUE INTEGRALMENTE DA SUPERVISÃO DE UM ADULTO, ONDE ESTES POSSAM CONTINUAR SENDO CUIDADOS E INSTRUÍDOS PARA DESENVOLVER-SE DE MANEIRA SAUDÁVEL.

A PROPOSTA EXTERIORIZADA NESTE PROJETO, É GARANTIR UMA BOA ESTADIA E QUALIDADE DE VIDA ÀS CRIANÇAS, QUE ESTARÃO EM UM LOCAL DEVIDAMENTE PROJETADO, DURANTE TODO O PERÍODO DE EXPEDIENTE DOS PAIS COMERCIÁRIOS, E TAMBÉM, CONTRIBUIR POSITIVAMENTE COM A MOBILIDADE DE DIVERSAS PESSOAS NO MEIO URBANO.

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO - 2019

DISCENTE: Pamela Cardoso Andrade de Souza ORIENTADOR: Profª Ms. Sônia Cristina Bocardi de Moraes COORDENADOR DE GRADUAÇÃO: Profº Ms. Fernando Netto ASSUNTO: Apresentação do tema FOLHA: 01/05


Este projeto foi idealizado de modo a oferecer conforto, segurança e funcionalidade a todos seus usuários. Os ambientes internos e externos, foram dispostos afim de um melhor aproveitamento das condições climáticas.

Foi adotado grandes vãos, no pátio e refeitório para possibilitar boa integração entre o interior e exterior, podendo controlar a incidência da luz solar dentro do ambiente através das portas pivotantes. O projeto é composto por 2 berçários e 3 salas de aula, podendo atender até 65 alunos em período integral. Devido ao longo período que os alunos passarão na escola, foi implantado sala ao ar livre e salas para atividades artística, como dança, música e teatro.

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N

Neste projeto foi adotado o Método Montessoriano para o melhor desenvolvimento de seus alunos.

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OVITARTSINIMDA ROTES

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AICNÊVIV ED ROTES

A escola é inteiramente acessível de acordo com as normas técnicas, sendo utilizado rampas com inclinação de 0,0833% no acesso de alunos, acesso administrativo e acesso de serviços, plataforma elevatória no palco da sala de reuniões/apresentações e saída de emergência, além de os ambientes serem devidamente dimensionados, com base nas instruções do FNDE. Afim de possibilitar melhor deslocamento por toda a edificação de 3.002,57m² (T.O. de 40%), o projeto foi setorizado conforme ao lado, onde todos os setores conectam-se entre si, com exceção do setor pedagógico e setor de serviços/técnico. Para essa distribuição, também levou-se em consideração as vias e seus respectivos tráfegos de veículos, sendo fator determinante para indicar a entrada e saída de alunos, bem como o acesso ao setor administrativo e de serviços.

OCIGÓGADEP ROTES

Está sendo proposto um solário com piscina para aulas de natação, quadra poliesportiva para a prática de esportes e horta para realização de atividade de preservação do meio ambiente, além de ser um método eficaz onde a escola produzirá suas próprias ervas e temperos para o preparo dos alimentos. Foi implantado uma sala de reuniões e apresentações que pode ser integrada ao refeitório, através de portas de correr, possibilitando o fácil acesso dos pais e alunos em festas e eventos.

SOÇIVRES ED ROTES

. . . . . . . . . TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO - 2019

ESTACIONAMENTO EXTERNO: 35 VAGAS PARA CARROS (SENDO 7 DE PNE E IDOSOS) 11 VAGAS PARA MOTOCICLETAS

DISCENTE: Pamela Cardoso Andrade de Souza ORIENTADOR: Profª Ms. Sônia Cristina Bocardi de Moraes COORDENADOR DE GRADUAÇÃO: Profº Ms. Fernando Netto ASSUNTO: Planta baixa humanizada FOLHA: 02/05


A escola irá contar com cisterna para o sistema de captação de água pluvial, para uso em lavagem dos pátios e irrigação das plantas.

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N

A instituição irá contribuir com o meio ambiente, através de soluções sustentáveis.

A cobertura será predominantemente composta por telhas termoacústicas, reduzindo o consumo de eletricidade para aparelhos de refrigeração, além de conter um bom isolamento acústico e retardância em propagação de chamas. Algumas circulações internas e 50% da horta, será coberta com telhado de vidro, afim de um mehor aproveitamento da luz solar, amenizando a utilização de luzes artificias.

CISTERNAS DE ÁGUA DA RUA E PLUVIAL

1 2 5

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6

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VISTA COM PERSPECTIVA AV. NELSON SPIELMANN E RUA BERNADINO DE CAMPOS

A C E S S O A D M I N I S T R A T I V O Tanto os ambientes AVENIDA NELSON SPIELMANN internos como as fachadas,

foram compostos por tons de cinza, cimento queimado, branco e madeira, para remeter leveza e aconchego, sem deixar de apresentar sua função para as pessoas que a vêem , devido as cores primárias que são aplicadas em alguns elementos e revestimentos A C E S S O D E A L U N O S por toda edificação. RUA BERNADINO DE CAMPOS

3

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O piso do pátio externo da escola e a grama, foi elaborado compondo formas orgânicas, para remeter às crianças um espaço alegre e divertido, além de valorizar ainda mais o espaço como um todo.

LEGENDA: 1 AREIA TRATADA 2 DECK DE MADEIRA ECOLÓGICA 3 TELHA METÁCIA 4 TELHA METÁLICA SANDUÍCHE TERMOACÚSTICA 5 GRAMA ESMERALDA 6 TELHADO DE VIDRO 7 LAJE IMPERMEABILIZADA 8 CONCREGRAMA

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TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO - 2019

DISCENTE: Pamela Cardoso Andrade de Souza ORIENTADOR: Profª Ms. Sônia Cristina Bocardi de Moraes COORDENADOR DE GRADUAÇÃO: Profº Ms. Fernando Netto ASSUNTO: Implantação/Cobertura humanizada FOLHA: 03/05


PÁTIO DESCOBERTO


PLAYGROUND

RECEPÇÃO/ESPERA

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO - 2019

DISCENTE: Pamela Cardoso Andrade de Souza ORIENTADOR: Profª Ms. Sônia Cristina Bocardi de Moraes COORDENADOR DE GRADUAÇÃO: Profº Ms. Fernando Netto ASSUNTO: CORTES e IMAGENS FOLHA: 04/05


SALA DE AULA

PLAYGROUND

SANITÁRIO INFANTIL


Foi adotado o Método Montessoriano em todos os ambientes que serão utilizados pelas crianças, conforme apresentado nas imagens da sala de aula, sanitário e refeitório, com o objetivo de proporcionar autonomia e contribuir com o progresso no desenvolvimento infantil.

REFEITÓRIO

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO - 2019

DISCENTE: Pamela Cardoso Andrade de Souza ORIENTADOR: Profª Ms. Sônia Cristina Bocardi de Moraes COORDENADOR DE GRADUAÇÃO: Profº Ms. Fernando Netto ASSUNTO: CORTES E IMAGENS FOLHA: 05/05


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TFG UNIMAR 2019 - ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DOS COMERCIÁRIOS DE MARÍLIA  

Escola de Educação Infantil destinada exclusivamente aos filhos de comerciários de Marília, que tem por objetivo o bom desenvolvimento de se...

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