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UNIVERSIDADE PAULISTA PALOMA LIMA DA SILVA

Casa Lar Para Mulheres Vítimas de Violência.

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .

SANTANA DE PARNAÍBA 2018


UNIVERSIDADE PAULISTA PALOMA LIMA DA SILVA

Casa Lar Para Mulheres Vítimas de Violência Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Arquitetura e Urbanismo apresentado à Universidade Paulista - UNIP. Orientador: Arnaldo Machado

SANTANA DE PARNAÍBA 2018


Casa Lar Para Mulheres Vítimas de Violência

CIP - Catalogação na Publicação Silva, Paloma Lima Casa Lar Para Mulheres Vítimas de Violência / Paloma Lima Silva. 2018. 6200 f. : il. color Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) apresentado ao Instituto de Ciência Exatas e Tecnologia da Universidade Paulista, Santana de Parnaíba, 2018. Área de Concentração: Arquitetura. Orientador: Prof. Esp. Prof. Arnaldo Machado.

1. Casa Lar para mulheres vitimizadas. 2. Abrigo de emergência. 3. Habitação coletiva. 4. Acolhimento. 5. Violência doméstica. I. Machado, Prof. Arnaldo (orientador). II.Título.

Elaborada pelo Sistema de Geração Automática de Ficha Catalográfica da Universidade Paulista com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).


Casa Lar Para Mulheres Vítimas de Violência Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Arquitetura e Urbanismo apresentado à Universidade Paulista - UNIP. Orientador: Arnaldo Machado

Aprovado em: BANCA EXAMINADORA ______________________________/__/__ Prof. Arnaldo Machado Universidade Paulista ______________________________/__/__ Convidado Universidade Paulista ______________________________/__/__ Convidado Universidade Paulista


DedicatĂłria Aos meus amados pais e avĂ´s.


Agradecimentos A Deus, pela gentileza de cada dia, por tranquilizar meu espírito nos momentos de ansiedade e angústia. Agradeço ao meu pai, nos momentos em que mais precisei esteve sempre disposto a me ajudar. Obrigada Luana, minha irmã, por acreditar e me apoiar. Agradeço a minha mãe, melhor exemplo de mulher que eu poderia ter, obrigada pela preocupação diária, pelo apoio, carinho e pelas pequenas ações que causaram um grande impacto na minha trajetória e no meu coração. Aos meus amigos e colegas de curso. Em especial á Thalita, Isabelita, Pollyanna e Regiane que estiveram comigo desde o começo compartilhado momentos de carinho, tristeza, alegria, força e ensinamentos Sou grata ao meu professor orientador por todo aprendizado que tive esse ano e aos professores que contribuíram com a minha trajetória acadêmica e ampliaram minha visão de arquitetura no mundo.


Todo mundo precisa de alguma espĂŠcie de ninho para pousar. Herman Hertzberger


Resumo Este trabalho tem por objetivo elaborar um projeto de arquitetura de uma Casa Abrigo para mulheres em situação de violência, na cidade de Barueri. O projeto prevê abrigo provisórios para mulheres acompanhadas ou não de seus filhos, que se encontrem sob ameaça e que necessitem de proteção em ambiente acolhedor e seguro. Palavras chaves: Casa Lar, mulheres vitimizadas, Acolhimento de emergência, Habitação coletiva


Abstract This work aims to elaborate an architecture project of a shelter for battered women, in the city of Barueri. The project provides for temporary shelter for women with or without their children who are under threat and who need protection in a safe and secure environment. Keywords: Home, victimized women, accommodation, Collective housing

Emergency


Sumário

1.INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………..11 1.1 Apresentação…………………………………………………………………..12 2. O TEMA………………………….................…………………………………………..13 2.1 Contextualização Histórica…………………………………………………...14 2.2 Violência contra mulher……………………………………………………….15 2.3 Violência Institucional…………………………………………………………16 2.4 A mulher e um olhar para moradia e cidade………………………………..17 2.5 Rede de Enfrentamento a Violência………………………………………...18 2.6 Casas- Abrigo………………………………………………………………….18 2.7 Público Alvo…………………………………………………………………….20 2.8 Casa da mulher Brasileira…………………………………………………….21 3. O LOCAL……………..............…………………………………………………………22 3.1 A cidade………………………………………………………………………...23 3.2 Rede de enfrentamento a violência na cidade……………………………..24 3.3 Localização…………………………………………………………………….26 3.4 Situação e Corte Geral………………………………………………………..27 3.5 Levantamento fotográfico…………………………………………………….28 3.5.1 Características Espaciais Especiais................................................28 3.6 Parâmetros Urbanísticos……………………………………………………..32 4. LEITURA DO ESPAÇO………..............……………………………………………...33 4.1 Perímetro de Estudo…………………………………………………………..34 4.2 Diagnósticos…………………………………………………………………...35 4.3 Análise Climática……………………………………………………………....37 5. ESTUDOS DE CASO……….................……………………………………………...38 5.1 Abrigo para vítimas de violência doméstica………………………………..40 5.2 Casa de Acolhimento para crianças do futuro……………………………..42 5.3 Centro de tratamento para saúde mental de jovens mulheres - Casa Verde…….......………………………………………………………………….44 6. O PROJETO…………….................…………………………………………………..46 6.1 Conceito………………………………………………………………………...47 6.2 Partido Arquitetônico………………………………………………………….48 6.3 Programa de necessidades…………………………………………………..49 6.4 Diagrama conceitual…………………………………………………………..50 6.5 Implantação Geral……………………………………………………………..51

6.6 Corte Geral……………………………………………………………………..52 6.7 Pavimento Inferior…………………………………………...………………...53 6.8 Pavimento Térreo……………………………………………………………..54 6.9 Pavimento Superior…………………………………………………………...55 6.10 Cortes……………………………………………….....……………………...56 6.11 Elevações..............................................................................................58 6.12 Habitações............................................................................................60 6.13 Detalhamento Construtivo.....................................................................61 6.14 Perspectivas..........................................................................................62 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………….......…………………………..63


1 . INTRODUÇÃO

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


1.1 Apresentação

Este trabalho tem como objetivo elaborar um projeto arquitetônico de um abrigo com moradia temporária para mulheres vítimas de violência doméstica, integrado a Rede de Enfrentamento à violência contra a Mulher, a ser localizado em Barueri – SP, tendo como objetivo o acolhimento, acompanhamento psicossocial, orientação jurídica às mulheres vítimas de conflitos domésticos e familiares. Assim como a capacitação, oferecer suporte para o fortalecimento e resgate de sua autoestima, autonomia pessoal e social, contribuindo, assim para a superação e prevenção do cenário de violência, proporcionando a ruptura desse ciclos de violência. O projeto da Casa abrigo se fundamenta nos princípios de Lar, tendo a conotativa sentimental, entendendo-se que a relação entre o indivíduo, a edificação e as noções do viver em coletividade e individualidade estão presentes no processo de reabilitação, capacitação e prevenção da revitimização dessas mulheres, de modo que resulte definitivamente na recuperação da autoestima, mudança de comportamento e empoderamento.

1| Umas facadinhas de nada. Frida Kahlo, 1935 Fonte: <https://artsandculture.g oogle.com/asset/umasfacadinhas-denada/oQG_590SEeTDa w?hl=pt-BR>.

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Acesso 04/11/2018

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2 . O TEMA

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


2.1 Contextualização Histórica A violência contra a mulher não é um fato novo. Pelo contrário, é tão antigo quanto a humanidade. O que é novo, e muito recente, é a preocupação com a superação dessa violência como condição necessária para a construção de nossa humanidade. Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil. Waiselfisz, 2015.

O caminho entre os direitos das mulheres e as lutas para a igualdade das minorias em

O ativismo, as denúncias e as reivindicações dos movimentos feministas e das mulheres

geral estiveram sempre entrelaçados. Na época do Brasil Colônia (1500-1822), pouco foi

contribuíram para a visibilização das questões de gênero e apontaram para a falta de políticas

conquistado. Vivia-se uma cultura enraizada de repressão às minorias, desigualdade e de

públicas, programas e serviços que pudessem auxiliar as mulheres na garantia dos seus

patriarcado. As mulheres eram propriedade de seus pais, maridos, irmãos ou quaisquer que

direitos. A primeira Casa abrigo de que se tem registro foi criada em 1971, na cidade de

fossem os chefes da família (FAHS, 2018).

Chiswick, em Londres, na Inglaterra (KRENKEL, 2016).

Algumas mudanças começam a ocorrer no mercado de trabalho durante as greves

De início, era um local criado para o encontro de mulheres que buscavam ajuda para

realizadas em 1907 (greve das costureiras) e 1917, com a influência de imigrantes europeus, e

seus problemas cotidianos; tornou-se um abrigo diante da necessidade de acolhimento e

de inspiração anarco-sindicalistas, que buscavam melhores condições de trabalho em fábricas,

segurança demandados pelas mulheres que frequentavam aquele espaço e que vivenciavam

em sua maioria têxtil, onde predominava a força de trabalho feminina.

situações de violência contra si e seus filhos, em suas casas (Rocha, 2007). Nos anos 80 foi

Ainda no início do século XX, em 1922, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino,

criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, que passaria a Secretaria de Estado dos

onde os principais objetivos eram a batalha pelo voto e livre acesso das mulheres ao campo de

Direitos da Mulher, e passou a ter status ministerial como Secretaria de Política para as

trabalho. Em 1928, é autorizado o primeiro voto feminino. Ambos os atos foram anulados,

Mulheres (FAHS, 2018).

porém abriram um grande precedente para a discussão sobre o direito à cidadania das mulheres. Alguns anos depois, em 24 de Fevereiro de 1932, no governo de Getúlio Vargas, é garantido o sufrágio feminino, sendo inserido no corpo do texto do Código Eleitoral Provisório (Decreto 21076) o direito ao voto e à candidatura das mulheres, conquista que só seria plena na Constituição de 1946 (FAHS, 2018). Durante o período que antecede o Estado Novo, as militantes do feminismo divulgavam suas ideias por meio de reuniões, jornais, explicativos, e da arte de maneira geral. Todas as formas de divulgação da repressão sofrida e os direitos que não eram levados em

2|Cena do documentário: She's Beautiful When She's Angry, 2014.

consideração, eram válidas. Desta forma, muitas vezes aproveitam greves e periódicos

Fonte:

sindicalistas e anarquistas para manifestarem sua luta, conquistas e carências.

<https://www.netflix.co

Entre os dois períodos ditatoriais vividos pelo Brasil, o movimento perde muita força. Destacando conquistas como a criação da Fundação das Mulheres do Brasil, aprovação da lei do divórcio, e a criação do Movimento Feminino Pela Anistia no ano de 1975, considerado como

m/br/title/80023078>. Acesso em 07/08/2018

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o Ano Internacional da Mulher, realizando debates sobre a condição da mulher. Na década de 1970, os movimentos feministas presentes em diversas partes do mundo foram os responsáveis pelo surgimento dos primeiros abrigos para mulheres que viviam em situação de violência, como forma de enfrentamento do problema.

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2.2 Violência contra mulher Inúmeras situações são chamadas de violência, esse tema tem sido bastante estudado e é definido de várias formas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência como o uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação. (KRUG; DAHLBERG, 2002). A violência manifesta-se de diferentes formas, em distintas circunstâncias e com diversos tipos de atos violentos dirigidos a crianças, mulheres, idosos e outros indefesos. Violência doméstica, violência de gênero e violência contra mulheres são termos utilizados para denominar este grave problema que degrada a integridade da mulher.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (World Health Organization – WHO, 2014), vivenciar uma situação de violência prejudica o desenvolvimento vital das mulheres, podendo acarretar problemas graves para a saúde física, mental, sexual e reprodutiva, a curto e longo prazo, gerando altos custos econômicos e sociais. A violência contra a mulher, sobretudo a violência por parceiro íntimo e a violência sexual, está entre os principais problemas de saúde pública e violação dos direitos humanos. Os índices mundiais mostram que 30% das mulheres admitem já ter sofrido violência física ou sexual por seu parceiro, ao longo da vida, e 38% dos assassinatos contra mulheres são cometidos por seu parceiro ou ex-parceiro íntimo (WHO, 2014).

violência sexual, violência econômica e violência no trabalho. (CASIQUE;FUREGATO, 2006).A violência doméstica, portanto, pode ser considerada a soma de um processo histórico que legitima a diminuição social da mulher, juntamente com a incapacidade masculina de adequar-se a uma nova esfera social na qual as mulheres detém o poder sobre si mesmas. É possível que boa parte da violência que os homens praticam hoje contra a mulher, não seja apenas a persistência do velho sistema, e, sim, uma incapacidade ou recusa de adaptar-se ao novo. Ou seja, não é apenas a continuação do patriarcado tradicional, mas também um modo

Relógio da Violência no Brasil

A violência de gênero pode manifestar-se através de violência física, violência psicológica, A cada 2.6 segundos, uma mulher é vítima DE OFENSA VERBAL.

A cada 7.2 segundos, uma mulher é vítima DE VIOLÊNCIA FÍSICA.

A cada 16.6 segundos, uma mulher é vítima DE AMEAÇA COM FACA OU ARMA DE FOGO. A cada 22.5 segundos, uma mulher é vítima DE ESPANCAMENTO OU TENTATIVA DE ESTRANGULAMENTO. Fonte: IMP Instituto Maria da Penha,2018.

de reagir contra a sua derrocada (ESSY, 2017). A violência doméstica é resultado de agressão física ao companheiro ou companheira. Na maior parte das vezes porém, a vítima é uma mulher, e o agressor, tem com ela um relação de

Evolução das taxas de homicídio de mulheres (por 100 mil). Brasil. 2003/2013

Homicídios Dolosos no Brasil

poder e por se tratar de um espaço simbólico do ambiente doméstico, é resistente ao poder público. As relações e o espaço intrafamiliares foram historicamente interpretados como restritos e privados, gerando uma alta impunidade dos agentes da violência perpetuada no ambiente familiar. A naturalidade com que a violência contra a mulher nas relações privadas tem sido tratada, socialmente, ofusca a visibilidade do problema e banaliza a sua ocorrência. A violência doméstica serve de base para outras formas de violência. Ela produz experiências de brutalidade na infância e adolescência que terminam por levar a condutas violentas e desvios psíquicos graves também 4.201

nesse público.

4.475

Dentre as que sofreram violência doméstica

Onde foi a agressão mais grave? 43 % em casa 39 % Na rua

O que você fez?

Fonte: Mapa da Violência 2015. Homicídio de mulheres no Brasil.

3.777

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2017

11% Procurou uma delegacia da mulher 13% Procurou ajuda da família 52% Não fez nada

15 Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2017


2.3 Violência Institucional Quando se atinge o ponto em que a principal preocupação de uma organização é assegurar a continuidade de sua existência - independente dos objetivos para as quais foi criada, ou seja, fazer pelos outros o que não se pode esperar que eles mesmos façam -, neste momento a burocracia assume o controle. As regras tornam-se uma camisa-de-força de regulamentos. (HERTZBERGER, 2015).

A violência institucional é presente nos espaços onde o Estado omite o atendimento às . vítimas do machismo, instituições especialmente as que tratam com as relações mulheres humanas, sociais e psicológicas, uma vez que a mulher decide buscar assistência do Estado, ainda pode sofrer com a violência institucional, motivada por desigualdades (de gênero, étnicoraciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades. (artigo 7º da Lei nº 11.340/2006). Tal violência se perpetua em cada instituição que descaracteriza a violência sofrida pela mulher, locais de atendimento ao público não levam em consideração especificidades de atendimento especializados, além dos aspectos humanos, onde a vítima passa pelo constrangimento de serem ouvidas diversas vezes até serem atendidas, o que contribui para a não denúncia e faz com que a mulher sinta receio de socorrer-se aos órgãos de apoio. modelos institucionalizados interferem no papel de como o espaço compõem o processo de reabilitação emocional, um ambiente mais acolhedor e familiar onde a vítima não tenha mais obstáculos, não tenha que aguardar atendimento em meio ao público geral teria mais influência na motivação por sair da situação de violência.

Como agente de transformação de espaço a

arquitetura deve contribuir na reabilitação emocional, acolhimento que favoreça relações afetivas do tipo familiar e integração com a comunidade, contribuir como instituição humanizada.

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2.4 A mulher e um olhar para moradia e cidade

O Brasil, como membro da ONU, assina embaixo do que diz a Declaração dos Direitos

A moradia adequada não diz respeito apenas ao espaço físico mas também a fatores que

Humanos: “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua

englobam a cidade, está diretamente ligado ao direito a cidade, ao conjunto de elementos que

família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os

estão relacionados a segurança de posse, condições de habitações adequadas que não ponham

serviços sociais indispensáveis” (MERELES, 2017).

em risco a saúde e vida de pessoas, disponibilidade de serviços públicos, localização adequada,

No entanto em uma sociedade marcada pelas diferenças, a desigualdade de gênero originadas de uma cultura patriarcal na qual a mulher apesar de todas as recentes conquistas

adequação cultural no sistema construtivo, a acessibilidade a grupos vulneráveis e custo acessível de moradia.

nos seus direitos, continua na busca pelo seu reconhecimento igualitário nas condições ,

Os problemas de infraestrutura, pobreza e violência que tanto atingem a qualidade de vida

incluindo o direito universal que não se aplica a realidade de muitas mulheres que ainda estão

das pessoas nas nossas cidades, impactam fortemente as mulheres. Ainda que a melhoria da

em desvantagens no quesito, trabalho, política, no âmbito doméstico, a moradia e a cidade.

infraestrutura dos nossos espaços urbanos possibilite o aumento da qualidade de vida da

O direito universal à moradia ainda encontra muito distante da realidade, essa garantia é fundamental às mulheres que estão em busca de melhores condições de vida, melhor

população em geral, inclusive das mulheres, políticas que considerem as especificidades de gênero são necessárias.(COURB Brasil,2016)

capacitação e autonomia em todos os aspectos da vida. De acordo com a pesquisa feita pelo DataSenado, 29% das mulheres entrevistadas vítimas de violência, não denunciam o agressor por ser dependente financeiramente. Para as mulheres vítimas de violência doméstica, a insegurança da posse da terra e da habitação pode ser fatal: muitas não conseguem pôr um fim à relação com o agressor por não verem alternativa viável de habitação para si e para seus filhos (ROLNIK, 2011).

“O modelo da casa própria individual construída em condomínio pode ser um modelo que responda às necessidades e aos desejos de certos grupos familiares, mas ele está absolutamente longe de ser um modelo único. Vou dar um exemplo. Nós estamos aqui numa ocupação, como milhares de outras pelo Brasil afora, que está atendendo a uma necessidade emergencial de famílias e indivíduos que estão numa situação de não ter para onde ir, por várias

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razões. Há mulheres que estão saindo de situações de violência doméstica, há tomadas de territórios populares por milícias ou pelo tráfico de drogas, há pessoas que não conseguem mais pagar o aluguel hoje e vão pra rua amanhã. Então, qual é o programa que temos hoje que atende a situações de emergência como estas? Não temos” (ROLNIK, 2016).

3 3| Fonte: <https://wallhere.com/en/wallpaper/882188>. Acesso 04/11/2018

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2.5 Rede de Enfrentamento a Violência “(…) garantir o atendimento humanizado e qualificado às mulheres em situação de violência por meio da formação continuada de agentes públicos e comunitários; da criação de serviços especializados (Casas-Abrigo/Serviços de Abrigamento, Centros de Referência de Atendimento à Mulher, Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor,

Tenta organizar os serviços por meio de redes de atenção às mulheres, com interlocução entre centros de referência, defensoria, juizado especial, promotoria, serviço de saúde, entre outros. Além

Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Defensorias da Mulher, Delegacias Especializadas de

de estar previsto na Política Nacional, o fortalecimento da rede de atendimento constitui um dos

Atendimento à Mulher); e da constituição/fortalecimento da Rede de Atendimento (articulação dos governos – Federal,

eixos prioritários do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, lançado em

Estadual, Municipal, Distrital- e da sociedade civil para o estabelecimento de uma rede de parcerias para o enfrentamento da violência contra as mulheres, no sentido de garantir a integralidade do atendimento.” (SPM-PR, 2007,

2007 na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. os eixos estruturantes do pacto são:

p. 8).

1. Durante muito tempo acreditou-se que não se podia interferir nas relações pessoais, nos

Garantia da aplicabilidade da Lei Maria da Penha.

2. Ampliação e fortalecimento da rede de serviços para mulheres em situação de violência.

conflitos ocorridos na intimidade de cada família. A vida familiar era particular e cada um teria poder

3. Garantia da segurança cidadã e acesso à Justiça.

de manter a ordem sobre a sua, nem que para isso a violência fosse posta em prática. Assim

4. Garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico

durante um grande período o poder judiciário se absteve. Até então, na maioria dos casos a vítima não deixava transparecer ao mundo as agressões sofridas por falta da devida compreensão social ( NECKEL, 2015).

de mulheres.

5. Garantia da autonomia das mulheres em situação de violência e ampliação de seus direitos. Caminhos do Atendimento

No início dos anos 80 mobilizações de mulheres se estenderam para a denúncia dos espancamentos , maus tratos conjugais e assassinato de mulheres e impunidade dos agressores, frequentemente os próprios maridos, comumente absolvido em nome da “defesa da honra” (ARAUJO, 2008). Resultaram dessa luta a criação dos SOS Mulher e demais Serviços de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência, em geral vinculados a organizações não governamentais criadas por militantes feministas envolvidas na luta por políticas públicas voltadas para a mulher. Desses processos surgiram também o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, os Conselhos Estaduais e Municipais da Condição Feminina e as Delegacias de Defesa da Mulher, conquistas importantes no combate à violência contra a mulher. No Brasil, em agosto de 2006, era sancionada a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, visando incrementar e destacar o rigor das punições para esse tipo de crime. A introdução do texto aprovado constitui uma boa síntese da Lei: Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei Maria da Penha incorporou o avanço legislativo internacional e se transformou no principal instrumento legal de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, tornando efetivo o dispositivo constitucional que impõe ao Estado assegurar a "assistência à família, na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência, no âmbito de suas relações” (art. 226, § 8º, da Constituição Federal). Nacionalmente, a Política e o Pacto Nacional de Enfrentamento à violência contra as Mulheres trazem diretrizes para uma atuação estatal coordenada, nas três esferas da federação.

Fonte: CANÊDO, 2018 Editado pela autora

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2.6 Casas- Abrigo

A criação da Lei Maria da Penha representou um passo importante para o

Casa-Abrigo são locais seguros que oferecem moradia protegida e atendimento integral a mulheres em risco de vida iminente em razão da violência doméstica, é um espaço de proteção, (re) construção da cidadania, resgate da autoestima e autonomia das mulheres, no qual as usuárias permanecem por um período determinado, durante o qual deverão reunir condições necessárias para retomar o curso de suas vidas.

enfrentamento da violência contra as mulheres, pois institui mecanismo para prevenir e coibir a violência doméstica familiar e prevê, em suas disposições preliminares, que toda a mulher

SPM, 2011

goza de direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar sua saúde física e mental.

Distribuição de Casas-Abrigo por região (unidades)

Uma das questões fundamentais para garantir a integridade física, mental e moral da mulher diz respeito ao abrigamento nos casos de risco de morte. Neste nível de assistência, a principal resposta do Estado está traduzida na criação de equipamentos denominados CasasAbrigo, que tem por atribuições prover, de forma provisória, medidas de emergências de proteção em locais seguros para acolher mulheres em situação de violência doméstica e familiar sob risco de morte, acompanhadas ou não de seus filhos(as). Em 2009, a casa abrigo passa a ser incluída na tipificação dos serviços socioassistenciais como serviço de proteção social especial de alta complexidade, sob a denominação de "serviço de acolhimento institucional para mulheres em situação de violência" (Resolução CNAS n°109, de 11 de novembro de 2009). O Brasil tem ao todo 155 abrigos em 142 municípios. Serviços de saúde especializados, como atendimento dos casos de violência contra a mulher, instituto médico Fonte: Diretrizes Nacionais para Abrigamento ás Mulheres em Situação de violência, 2011 - Editado pela autora

legal, creches e centro de parto normal, estavam presentes em somente 7,1% dos municípios. 97,5% das cidades não têm casas-abrigo para mulheres e apenas 27,5% dos 5.570 municípios do País possuem estrutura para formulação, coordenação e implementação de

Distribuição de Casas-Abrigo no Estado de São Paulo.

políticas específicas para mulheres. Apontou a pesquisa Munic, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2014. Hoje, o Estado de São Paulo conta com 15 equipamentos de acolhimento provisório distribuídos uma unidade nos municípios de Araraquara, Campinas, Diadema, Jundiaí, Ribeirão Preto , Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São José do Rio Preto, Sorocaba e quatro abrigos na cidade de São Paulo. (MOBILIZADORES, 2014).

O que é Casa-Abrigo e/ ou Casa Lar?

Casa abrigo e/ou Casa Lar é um espaço de segurança, proteção, (re) construção da cidadania, resgate da autoestima e autonomia das mulheres. Pertence a rede de enfrentamento à violência contra mulheres e é articulada com instituições/ serviços governamentais, não governamentais e a comunidade que visam o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção, assistência, combate e garantia de direitos às mulheres em situação de violência.

3

Fonte: Autora, 2018.

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2.7 Público Alvo

O que leva uma mulher a NÃO denunciar a agressão? O público alvo é composto por toda e qualquer mulher, cis e trans independente de faixa etária, raça, classe social e orientação sexual. Mulheres vítimas de violência dos mais diversos tipos (física, psicológica, sexual, econômica, etc). Mulheres acompanhadas ou não se suas filhas e de seus filhos menores de 14 anos (a ser avaliado pela equipe técnica da casa- abrigo quando houver casos onde existam filhos maiores de 14 anos). Mulheres que vão para os abrigos são mais vulneráveis pois em geral correm risco de morte ou de sofrer violência ainda mais forte ao voltar para suas casas caso não cesse o ciclo de violência. Entre as mulheres estão ainda mulheres cujos filhos também sofrem violência sendo necessário atendimento a crianças e adolescentes. As famílias e/ou mulher permanecem na casa lar pelo período de em média 90 dias, sendo que esse período pode ser estendido mediante avaliação técnica, durante a moradia recebem atendimento psicológico, jurídico, de saúde e participam de oficinas e aulas profissionalizantes, sempre buscando resgatar a autoestima, a reorganização das defesas internas e externa e a constituição da autonomia. Durante o período de abrigamento, as crianças são encaminhadas à creches ou escolas da rede pública, localizadas nas imediações, nos períodos de aula, e mesmo fora do período de matrículas

Quem foi o agressor? (%)

estabeleceu-se parceria para a recepção das crianças. Após o período de abrigamento, as mulheres buscam uma nova vida fora do ambiente de violência, com novos parâmetros e possibilidades. Contando também com o pós-abrigamento mediado pela própria Casa Lar, a fim de minimizar reincidência ao convívio com a violência.

60.018 Estupros em 2017 Crescimento de 8,4% Em relação a 2016

1.133 Feminicídios em 2017

221.238 Registros de violência domestica em 2017 (Lesão corporal dolosa) 606 casos por dia

4.539 Mulheres vítimas de homicídios em 2017 Crescimento de 6,1% em relação a 2016

Fonte: Pesquisa DataSenado , 2017 Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2018

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2.8 Casa da mulher Brasileira Como alternativa para diminuir essa carência do serviço de abrigamento, em 2013 através do Programa Mulher Viver sem Violência foi construído a Casa da Mulher Brasileira, equipamento público que reuniram todos os serviços necessários para que as vítimas pudessem sentir-se um pouco menos vulneráveis, a proposta era oferecer um espaço público que concentre serviços para um atendimento integral e humanizado seriam 27 Casas da Mulher Brasileira, o projeto foi feito para ser implantado em todas as capitais do Brasil, no entanto, até o momento foi construída apenas em Brasília (DF), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP), esta enfrenta dificuldades para seu funcionamento desde a conclusão da obra em 2016, após o protestos , em outubro de 2017, a prefeitura de SP se comprometeu a inaugurar o espaço em três meses. Somente em março de 2018, abriu as portas da CMB, mas não iniciou os atendimentos até o momento (MENEZES, 2018). Para a criação das Casas da Mulher Brasileira, foi elaborado um projeto arquitetônico padronizado, concebido para contemplar as seguintes premissas: 1. Integração espacial dos serviços dentro da Casa, de modo a facilitar a articulação 4

entre as diferentes ações e ofertar o atendimento e acolhimento integral às mulheres em situação de violência; 2. Espaço aconchegante e seguro para ofertar acolhimento e atendimento humanizado; 3. Redução de custos, em conformidade com os princípios da eficiência e da economicidade na Administração Pública; 4. Unidade visual e arquitetônica da Casa em todas as capitais, de maneira a constituíla como uma referência para as mulheres em situação de violência. (GONCALVES, org., sem data). Apoio Psicossocial

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Delegacia Especializada

Recepção, Acolhimento e Triagem

4|Casa da Mulher Brasileira, 2015. Fonte: <https://www.arcoweb.com.br/noticias/arquitetura/casas

Juizado Especializado

Promotoria Especializada

-acolhimento-mulheres-vitimas-violencia>. Acesso em 13/03/2018 5,6 e 7|Casa da Mulher Brasileira, 2016. Fonte: <http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/07/casa-damulher-em-curitiba-recebe-281-vitimas-de-violencia-em-

7

30-dias.html>.

Defensoria Especializada 3

Central de transportes Alojamento de passagem

Autonomia econômica

Fonte: Diretrizes gerais e protocolo de atendimento CMB, s.d - Editado pela autora

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3 . O LOCAL

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


3.1 A Cidade Capela de Nossa Senhora da Escada

A história de Barueri remonta à época das missões jesuíticas, em meados do século XVI. O desenvolvimento econômico de Barueri ganhou força a partir de 1973, quando a Câmara Municipal aprovou a Lei de Zoneamento Industrial que permitiu o surgimento de polos empresariais como os de Alphaville, Tamboré e Jardim Califórnia. Barueri pertence à zona oeste da RMSP, estabelecendo fronteira com os municípios de Osasco, Carapicuíba, Jandira, Santana de Parnaíba e Itapevi. Os principais acessos são feitos por meio da rodovia Castelo Branco, pela Estrada dos Romeiros e pela linha 8 – Diamante da CPTM (IBGE, 2018). Inserido neste contexto, em 2008 município instaurou Lei de Abairramento, incorporando o Bairro Cruz Preta como bairro do

1960

Distrito da Sede. O bairro Cruz Preta localiza-se a aproximadamente 2,7 km a norte do centro da cidade. Construção da Ponte Pênsil sobre o rio Barueri Mirim no Centro da cidade

Centro de Barueri

Bairro Cruz Preta 2002 Fonte: Google Earth, 2018

Bairro Cruz Preta 2005 Fonte: Google Earth, 2018

1969

Estação ferroviária.

Bairro Cruz Preta 2008 Fonte: Google Earth, 2018

Bairro Cruz Preta 2012 Fonte: Google Earth, 2018

1975

23 Fonte: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/barueri/historico


3.2 Rede de enfrentamento a violência na cidade Espaço Mulher Ruth Cardoso

Inaugurado em 2012 o Espaço Mulher Ruth Cardoso, homenagem a antropóloga e professora, compõem a secretaria da Mulher de Barueri, o espaço público foi criado com o propósito de centralizar os serviços de atendimento às necessidades da mulher no que diz a assistência jurídica, assistência social, alfabetização, capacitação profissional, saúde, beleza e auto estima e integra a Delegacia de Defesa a Mulher. O equipamento atende 3 mil mulheres por ano com idade superior a 18 anos, e contribui com assistência a mulheres que estão em situação de violência, mulheres que procuram a delegacia especializada recebe atendimento e são encaminhadas a serviços especializado de assistência, entretanto o atendimento são apenas para moradores do município e o espaço funciona apenas em dias úteis, no entanto compõem uma importante rede de atendimento à mulher, podendo através de consórcio futuramente integrar outros municípios consolidando a rede de atendimento a mulher A delegacia especializada a Mulher, é um anexo integrado ao Espaço Mulher e sua administração é por conta do Estado de São Paulo, no entanto tem parceria com o município, seu objetivo é acolher a mulher no primeiro contato com a delegacia, e ajudá-la a conhecer seus direitos e como preservá-los, respeitando sua integridade física e moral.

2

8

8| Espaço Mulher Ruth Cardoso. Fonte: Acervo pessoal, 2018. 9| Atividades no espaço mulher. Fonte: Secretaria de Comunicação Social. Acesso em: 15/08/2018 10| Zumba Espaço Mulher Ruth Cardoso, 2018. Fonte: Secretaria de Comunicação Social. Acesso em: 15/08/2018

9

10

24


Espaço Guardiã Maria da Penha Por meio de parceria com o Ministério Público em Março de 2018, foi inaugurado em Barueri uma base do programa “Guardiã Maria da Penha”, na qual corresponde a uma unidade da Secretaria Municipal de Segurança Pública, localizada a 2,3 km do local a ser implantado o projeto. O programa é composto por um grupo de guardas municipais que fazem a fiscalização e acompanhamento das medidas de proteção solicitadas pelas mulheres vítimas da violência e tem funcionamento 24 horas para atendimento de casos de violência doméstica. Os agentes da Guardiã Maria da Penha realizam visitas periódicas às vítimas e as acompanham em diversos aspectos, como a verificação do cumprimento de medidas protetivas, orientação dos direitos da mulher e até o encaminhamento dos agressores aos distritos policiais. É feito o monitoramento dos agressores para averiguar se estão mantendo a distância mínima da vítima, conforme determinado pela Justiça. Além disso, os agentes do projeto prestam orientação sobre os direitos assegurados pela Lei Maria da Penha, 11

encaminhamento das mulheres para a rede de atendimento e registro do Boletim de Ocorrência e condução dos agressores para os distritos policiais. O projeto também 2 envolve acompanhamento diário dessas mulheres, para evitar que o agressor volte a agir.

11 e 12| Base Guardiã Maria da Penha. Acesso em: 10/08/2018 Fonte: https://portal.barueri.s p.gov.br/Noticia/guardi a-maria-da-penhaguarda-ganha-baseexclusiva-para-

12 2

programa-de-

2

protecao-a-mulher

25


3.3 Localização O terreno escolhido para implantação do projeto, esta localização no Bairro Cruz Preta, vizinho ao centro da cidade de Barueri, a acessibilidade ao lote foi um dos determinantes para localização, uma vez que qualquer dificuldade imposta, afasta a mulher do rompimento do ciclo de violência, as vias coletoras, Marginal Esquerda segue a marginal do rio tietê desde a cidade vizinha, Carapicuíba e a Estrada dos Romeiros interliga os municípios de Barueri, Santana de Parnaíba e Pirapora. A localização na cidade oferece oportunidade de desenvolvimento econômico, cultural e social. A região é composta por uma rede importante de equipamentos públicos de saúde, educação, Sub região metropolitana de São Paulo - Região Oeste

segurança e lazer que são de grande importância para a Casa Abrigo. Outro fator importante foi a

Bairro Cruz Preta - Município de Barueri

topografia, contanto com um desnível de 11 metros permitindo o uso desse desnível como partido para a segurança que o projeto necessita, o terreno se sobressai à rua proporcionando uma vista ao bairro de modo que não seja possível visualizar do nível da rua o terreno, incorporando assim um local seguro de modo que não isole a mulher do convívio a sociedade. Terreno

Equipamentos e Viário

Vias Arteriais Vias coletoras Segurança

1

1

3

1 - Delegacia de defesa a mulher 2 - Fórum da comarca (em construção) 3 - 18° Agrupamento do corpo de bombeiros 4 - Secretaria de segurança pública de Barueri e Batalhão da Guarda Municipal

4

2

Rio Tietê

2 1 1

3

3

2

2

1 - Biblioteca Salomão Cruz 2 - Maternal Guilherme Alves Siqueira 3 - Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental 4 - Escola Municipal Ensino Fundamental 5 - Secretaria de Educação Saúde

3

1 - Unidade Básica de Saúde Pedro Izzo 2 - Hospital Municipal de Barueri 3 - Centro de Diagnósticos Municipal

5 4

Lazer

4

Fonte: Google Earth. 2018 - Editado pela Autora

Educação

1 - Parque Municipal Dom José 2 - Museu da bíblia e centro de eventos 3 - Espaço Mulher Ruth Cardoso 4 - Corredor arbóreo - Pista de caminhada

26


3.4 Situação e Corte Geral

B

A

Limite do terreno

A

B

Escala 1:3000

Limite do terreno

Corte BB Escala 1:3000

Corte AA Escala 1:3000

27


3.5 Levantamento fotográfico A partir desta análise, foi possível identificar pontos estratégico do terreno, a fim de tomar perspectivas sobre a implantação e melhor posicionamento, além disso, foram analisados visuais interessantes a partir do terreno, levando em consideração a diferença topográfica e grande massa arbórea compondo com uma porção da paisagem da cidade. Desta forma conclui-se que o terreno, apesar de possui apenas uma face voltada a rua, fundo fechado pela topografia e uma das laterais também fechadas devido a topografia e edificações vizinhas, possui a outra lateral voltada a uma interessante vegetação e visual, assim o projeto utilizou-se dessa lateral e a frontal para se relacionar com o entorno, mesmo tendo como barreira a topografia, o projeto possibilita ao usuário usufruir do espaço interno e a permanecer no espaço, gerando momentos de lazer, contemplação e estar.

3.5.1 Características Espaciais Especiais O terreno em questão, atualmente estão implantados dois galpões industriais subutilizados, sem valor arquitetônico em meio a um Setor de Uso Predominantemente Comercial e Empresarial que conforme análise de uso e ocupação de solo realizada há predominância do uso residencial. Esta construção não será mantida para o projeto tema deste trabalho.

1| Galpão existentes subutilizado.

1

2

2| Vista frontal do terreno.

28


3| Vista do entorno da frente do terreno para a rua Urano. 4| Vista do entorno a partir do início da rua Urano em direção ao terreno mostrando a vizinhança e vegetação do entorno.

3

4

29


5| Vista da Rua Dempachi Nakayama para a rua Rua Seikiti Nakayama, um dos acesso ao terreno. 6| Via da Rua Dempachi Nakayama mostrando a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

5

6

30


A imagem 7 mostra uma das laterais do terreno, esta fachada corresponde a face nordeste, é possível visualizar os fundos

7

8

das residências vizinhas essas casas são unifamiliares de baixo gabarito, no entanto com a declividade acentuada se torna uma barreira física aliada com o edificado. A Imagem 8 evidencia um dos visuais a ser aproveitados no projeto, esta vista se eleva

ao

nível

da

rua

Urano

proporcionando uma ampla visão para quem

esta

no

terreno

e

torna

se

imperceptível para quem passa pela rua. A imagem 9 também se volta a um visual da cidade no entanto é possível perceber a altura da construção do edifício de condomínio causando um rompimento na vista assim como na Imagem 10, na qual é possível visualizar a edificação de alto gabarito entretanto esta visual do terreno se volta para uma área mais serena com uma grande massa arbórea.

9

10

31


3.6 Parâmetros Urbanísticos

Características de aproveitamento, dimensionamento e ocupação do sítio do projeto, estabelecidos no Plano Diretor de Barueri 2014 e Lei complementar nº415/2017. Zona: ZUQ 1 - Zona Urbana com característica urbana Residencial a qualificar Setor: SCE - Setor de Uso Predominantemente Comercial e Empresarial Índices Urbanísticos para usos especiais

Uso: Sociais (Permitido nas Zonas SUD, SPC e usos comerciais dos setores residenciais). Coeficiente Básico: 1, aplicado ao terreno resulta um índice de 6.200m² Taxa de Ocupação Máxima: 0.55, aplicado ao terreno resulta um índice de 3.410m² Taxa de Permeabilidade Mínima*: 0.20, aplicado ao terreno resulta um índice de 1.240m² Recuos: 5m frente, 2m laterais e 3 fundos

ZUQ 1 - Zona Urbana com característica urbana Residencial a qualificar

32 Fonte: Planta de Referência cadastral, Prefeitura de Barueri


4 . LEITURA DO ESPAÃ&#x2021;O

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


4.1 Perímetro de Estudo

A área de influência determinada para o diagnóstico deste projeto é delimitada em função das principais vias de acesso e pontos importantes da região: a leste temos como barreira o rio Tietê que comporta em sua margem a avenida marginal esquerda, que faz ligação com a aldeia de Barueri (centro) e segue como Avenida Antônio Furlan até o extremo norte da cidade. Ao norte o perímetro se deu pela Rua Dempachi Nakayama e a divisa por loteamento conforme zoneamento, uma vez tornou-se importante o estudo do conjunto enquadrado, todavia, esse setor de uso compreende um grande vazio caracterizado por um estacionamento de caminhões e vegetação. A Rua Dempachi Nakayama é a principal via de interligamento entre o núcleo do bairro à Av. Antônio Furlan e Estrada dos Romeiros, esta importante via que comporta o fluxo do centro da cidade e serve como importante interligação entre algumas cidades da zona Oeste e a sul está situado à Rua da Prata, Rua Augusta e Avenida Brasil, formando o eixo de conexão ao acesso entre o centro e os bairros a leste da Estrada dos Romeiros.

Terreno

34


Uso dos solos

4.2 Diagnósticos O uso do solo predominante é residencial unifamiliar e plurifamiliar, este têm crescido exponencialmente no bairro, devido ao investindo recente na infraestrutura, existem poucas edificações de uso misto e comercial, as que existem são compostas por pequenos comércios como, salões de beleza, pizzarias, farmácias e pet shops, principalmente na Rua Dempachi Nakayama e Rua Marte. Identifica-se também uma grande área para o uso institucional, esta é bastante relevante na região, com a presença de equipamentos de

Legenda Uso misto Áreas verdes Industrial Institucional

Escala 1:10000 Fonte: Google Earth. 2018 - Editado pela Autora

saúde de grande porte como o Hospital Municipal Doutor Francisco Moran, o Centro de Diagnósticos, que está em construção e a UBS Pedro Izzo, assim como equipamentos de educação como escolas e maternais, há também equipamentos de segurança extremamente relevantes para o projeto, sendo o espaço Mulher Ruth Cardoso que abriga a Delegacia Especializada no

Comércio e/ou serviços

atendimento à mulher pertencente a rede de enfrentamento à violência contra

Residência Unifamiliar

as mulheres o 18º Agrupamento do Corpo de Bombeiros e a Secretaria de

Residência Plurifamiliar

Segurança e Mobilidade Urbana. A presença de área verdes também é

Terreno Corpo Hídrico

Gabarito

bastante significativa o terreno fica próximo ao Parque Municipal Dom José e uma extensa massa verde vizinha ao terreno, assim como um corredor arbóreo nas proximidades.

O Gabarito da região é predominante por edifícios baixos, com no máximo dois pavimentos, contudo algumas construções mais recentes chegam ao seu limite máximo descrito pelo zoneamento, compondo gabaritos exorbitantes com até 27 pavimentos, estas correspondem a

Legenda Térreo a 1 pavimento 02 a 04 pavimentos 05 a 09 pavimentos Mais de 09 pavimentos

Escala 1:10000

Terreno

Fonte: Google Earth. 2018 - Editado pela Autora

Corpo hídrico

conjuntos residenciais que causam sombreamento e interferem no visual para dentro do lote determinado ao projeto, nas edificações no entorno compostas por baixos gabaritos e no contexto urbano, esse fator é mais perceptível ao nível do solo, onde os grandes muros negativos na percepção da cidade.

causam impactos 35


Cheios e Vazios

Nos lotes vizinhos ao terreno há um grande adensamento, as fachadas nordeste, noroeste e sudeste são cercadas por edificações, no

Legenda

entanto a fachada sudoeste não há construções é marcada por um vazio

Edificado

correspondente a vegetação existente, esse vazio se estende a quadra e

Vazios Urbanos

toda área ao sul do perímetro de estudo, compondo uma grande área de

Escala 1:10000

Terreno

vazios.

Fonte: Google Earth. 2018 - Editado pela Autora

Corpo Hídrico

Hipsometria

Legenda Curva 715 Curva 720 Curva 725 Curva 730

A topografia da área de estudo se caracteriza por ser regular no plano

Curva 735

nas áreas próximas aos equipamentos urbanos e se eleva conforme o

Curva 740

caimento da rua Urano, onde localiza-se o projeto, dessa forma há um

Curva 745 Curva 750 Curva 755

grande desnível no entorno imediato, caracterizando o terreno com um desnível de 11 metros, entretanto a maior declividade, 7 metros, se dá pela

Curva 760

fachada frontal a sudoeste, estando no recuo do terreno, proporcionando

Curva 765

uma vista interessante de modo que favoreça um dos partidos do projeto, privacidade sem isolamento, não havendo impedimento para a paisagem. 36

Escala 1:10000

Terreno

Fonte: Google Earth. 2018 - Editado pela Autora

Corpo hídrico


4.3 Análise Climática

O terreno possui grande declividade e seu entorno um grande adensamento, no então há um

- Fachada Nordeste: No solstício de verão há incidencia solar durante grande parte da manhã,

boa incidência solar nas fachadas nordeste, noroeste e sudeste, a fachada nordeste no

das 06 hs as 10:40, já no inverno há incidencia por toda manhã até 16 hs.

solstício de verão recebe incidência solar durante toda manhã das 06hs às 12hs, já no inverno

- Fachada Noroeste: Há incidência solar é escassa durante as manhas do verao, há incidência

há incidência por toda manhã até as 16h30. A fachada Noroeste do terreno há pouca

no período da tarde, 12:30 até o final do dia 18:30. No inverno há insolação durante as 10:30

incidência solar pela manhã, a grande parte de insolação se dá pela tarde, das 12hs às 18:30 e

até o final do dia.

no inverno há incidência durante as 10:30 até o final do dia. E a fachada sudeste recebe sol

- Fachada Sudoeste: Esta fachada é a mais preocupante pois não há incidencia de sol durante

durante parte da manhã no inverno, entre as 06hs às 09:50 e no verão 06hs às 12:00. A

o dia, no verão o sol incide apenas no período da tarde entre as 12hs ao final do dia e no

fachada do terreno sudoeste há pouca incidência durante o inverno e verão, no verão recebe

inverno apenas entre as 17:40 as 18:30.

sol a tarde das 13:00 as 17:00 e no inverno 15:00 as 16:30. No entanto esta fachada pode ser

- Fachada Sudeste: Há incidencia de sol durante toda a manhã no verão, 06:00 as 12:00, e

observada uma massa de vegetação, auxiliando no conforto termo acústico do terreno, além

durante parte da manhã no inverno, 06:00 as 09:50.

de poder ser valorizada através dos visuais no projeto.

37


5 . ESTUDOS DE CASO

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


Estudos de Caso

Os projetos selecionados para análise se deram em função da temática Casas de Acolhimento, a partir disso foram estudados critérios como soluções adotadas para segurança, programa de necessidade, setorização e influência da arquitetura como forma de reabilitação, os três projetos aqui propostos possuem em comum a destinação desses espaços para um público vulnerável e fragilizado que necessitam de necessidades individuais, a partir disso buscou-se projetos que propuseram ao edifício um caráter acolhedor e disponha de uma espaço que evidencia-se essa identidade dentro de um contexto de moradia em coletividade. Em virtude da proposta dos projetos ter como principal determinante o acolhimento temporário, mediante as condições de cada mulher e/ou criança, os autores colocam nas interações a principal chave para a reabilitação, através da relação do espaço e como as interações acontecem de forma recíproca, essas interações tornam-se fundamentais para estabelecer vínculos afetivos. 13| Casa Abrigo Lar da Mulher. Fonte: <

A comparação entre os estudos analisados, permitiu identificar que o papel na

http://www.riosolidario.org/programas/mulhere

construção de relações principalmente de programas que contemplam o acolhimento de

s/casa-abrigo-lar-da-mulher/>. Acesso em 15

mulheres e crianças socialmente vitimizadas, envolve a forma como o espaço é organizado num

de Março de 2018.

modelo familiar com o princípio de romper o caráter institucional e tornar a ideia de ‘Lar’, ou sentimento de estar em casa como partido ao programa das casas de acolhimento, que apesar da segurança, esses equipamentos envolve o modelo familiar como favorável a relação afetiva de vida diária personalizada e a integração na comunidade. Os projetos analisados propuseram abrigos e habitações temporárias de forma a evidenciar como o espaço determina a identidade de pessoas com necessidades especiais e como estas se relacionam em conjunto, este fato foi considerado tendo em vista em como a interação e relações interpessoais favorecem na reabilitação através dos espaços organizados e a forma com as unidades e acomodações se relacionam entre os setores. Os autores souberam compreender as necessidades do conjunto de usuários, sua realidade e limitações adequando à forma arquitetônica como organização do espaço adequado a cada programa.

13

39


5.1 Abrigo para vítimas de violência doméstica

Ficha Técnica Arquitetos: Amos Goldreich Architecture Ano do Projeto: 2015 Construção:2018 Estrutura: Alvenaria Estrutural Localização: Tel Aviv-Yafo, Israel Contexto do entorno: Bairro residencial Área construída:1.600m² Área do terreno: 800m² A casa abrigo localiza-se na segunda maior cidade de Israel, seu entorno se dá em meio a um bairro tranquilo, composto por residências, pequenos comércios e equipamentos como clínicas, parques, escolas e centros de aconselhamento. O edifício é um refúgio para mulheres vítimas de violência doméstica e que sofrem com profundos problemas psicológicos, assim como seus filhos, o projeto se deu por criar um espaço seguro e protegido que dá aos seus habitantes uma sensação de lar sem que se sentisse em uma prisão. O edifício tem capacidade para acomodar até doze famílias, cada família tem, em média, três filhos, de modo que o projeto do edifício se baseia em uma população flutuante de mais de 24 crianças ao mesmo tempo. Uma das premissas foi criar um espaço que proporciona-se positividade e esperança. Para isso o projeto foi concebido como uma pequena aldeia, proporcionando alojamentos para cada nova família, bem como um jardim de infância, e uma variedade de funções. O abrigo é resguardado por um jardim murado, um quesito de segurança, que no entanto têm seu impacto visual diminuído pela vegetação compondo uma fachada interna tátil, que se dá pelas acomodações com vista para o pátio interno, este contém o espaço de interação servindo como ponto de encontro, o pátio se conecta por ruas internas nos quais são de livre circulação para que as mulheres, crianças e as próprias casas mantendo uma conexão e linhas de visão mútuas. Os autores enfatizam as relações sociais entre as usuárias, concebidos por unidades autônomas que se conectam pelo pátio, este cria um espaço de ponto de encontro, conectado e apesar de ser murado, não transpõe a sensação de confinamento, pelo contrário, guarda a livre circulação interna entre as mulheres, crianças e as próprias casas, dentro desses muros, mantendo uma conexão fluída por todo edifício.

Imagens disponíveis em: Fonte: < http://www.agarchitecture.net/shelter-for-victims-of-domestic-violence/>. Acesso em 10 de Março de 2018.

40


Acesso

TÉRREO

1° PAVIMENTO

ESCALA GRÁFICA

ESCALA GRÁFICA

CORTE AA ESCALA GRÁFICA

CORTE BB ESCALA GRÁFICA

41


5.2 Casa de Acolhimento para crianças do futuro

Ficha Técnica Arquitetos: CEBRA Ano do Projeto: 2012 Construção:2014 Estrutura: Alvenaria estrutural e madeira Localização: Kerteminde, Dinamarca Contexto do entorno: Pequena cidade de meio residencial Área construída: 1.500m² Área do terreno: 1.250m² O projeto é uma casa de acolhimento para crianças e adolescentes que lutam com problemas de saúde comportamental, social e mental. Localizado numa pequena cidade portuária cercada por fazendas, a casa de acolhimento estabelece um centro de cuidados que incentiva as relações sociais e um senso de comunidade, ao mesmo tempo em que acomoda necessidades individuais das crianças, cria um espaço de abrigo seguro em um ambiente de moradia tradicional com concepções que respondem a função de um lar. Para se distinguirem dos edifícios institucionais as alas foram separadas e comprimidas, para formar um edifício compacto, criando dessa forma um jogo de volumes, deste modo, a mescla da construção é reduzida e torna-se autônoma, com diferentes unidades para os diferentes grupos de residentes, respeitando a individualidade de modo que a circulação também possibilite a interação entre outras crianças assim como o administrativo, integrado as áreas comuns e acomodações, para tornar a rotina dos funcionários incorporada às das crianças. Apesar de ser destinado a um público alvo diferente do proposto é um projeto com características familiares para práticas de acolhimento de pessoas fragilizadas, o projeto propõem um modelo inclusivo, no qual as crianças e jovens se identifiquem que pertencem ao lugar, esse partido foi proporcionado pelos fluxos e a composição do programa, também por unidades residências, onde são recebidas crianças e jovens de diferentes idades, articulado a

Imagens disponíveis em: Fonte: < https://cebraarchitecture.dk/project/future-childrens-home/>. Acesso em 10 de Março de 2018.

unidade central que contém os espaços administrativos e as áreas comuns, onde os residentes são coagidos a interagir, entretanto a espacialidade também permite os ambientes mais íntimos, onde podem estar sozinhos proporcionando momentos de privacidade, esse projeto traduziu o programa das casas de acolhimento na ideia de casa e o sentimento de estar em casa, permitindo criar experiências de vida normalizadas.

42


Acesso

PAVIMENTO TÉRREO ESCALA GRÁFICA

1° PAVIMENTO ESCALA GRÁFICA

43


5.3 Centro de tratamento para saúde mental de jovens mulheres - Casa Verde

Ficha Técnica Arquitetos: LDA.iMdA architetti associati Ano do Projeto: 1920 Construção: 2016 Estrutura: Metálica Localização: San Miniato,Pisa - Itália Contexto do entorno: Área montanhosa próxima ao centro histórico da cidade. Área construída: 1.060m² Área do terreno: 4.600m²

O projeto visa recuperar e integrar um antigo local já utilizado como orfanato, construído em uma área montanhosa próxima ao centro histórico de San Miniato. A Casa Verde se conecta com o bosque, a paisagem, a luz natural, os usuários e arte, ocasionando em um espaço harmonioso e pacífico, o projeto foi assim nomeado por conta do seu valor histórico e social: casa remeta ao lar e a cor verde remete à floresta de carvalho próxima, proporcionando homogeneidade à paisagem tornando o edifício discreto que respeita o meio e as residentes no edifício. A ideia principal do projeto é proteger, tanto a forma quanto os materiais da planta original, ao mesmo tempo, também enfatizou as extensões com formas, materiais e cores condizentes com a cultura contemporânea. Em sua simplicidade os espaços internos foram recriados para transmitir a sensação de estar dentro de uma sala de lã cardada, visto que o espaço recebe paciente com distúrbios neuropsiquiátricos. A fachada relaciona o espaço interior e exterior, seja pelos desenhos das crianças impressos quanto na relação com a luz natural que é filtrada por micro diafragmas, criando na circulação um ambiente iluminado. Ainda que se trate de uma requalificação, apenas o edifício é cheio de valor social e o projeto original trata-se da temática de abrigamento e uma vez inserido no contexto histórico possuía características impessoais e institucionais, preservando apenas o envoltório, evidenciase soluções adotadas para tornar o edifício um espaço contemporâneo acolher e relacionado com o sítio inserido e como esses aspectos se relaciona com as usuárias de modo que desperta relações agradáveis entre os mesmo, proporcionando um ambiente de reabilitação com enfoque no lar e aliado também a elementos artísticos que traz significância para quem habita. Imagens disponíveis em: Fonte: < https://www.ldaimda.com/CASA-VERDE-ph-SimoneBossi.htm>. Acesso em 15 de Março de 2018.

44


Acesso

PAVIMENTO TÉRREO ESCALA GRÁFICA

1° PAVIMENTO ESCALA GRÁFICA

CORTE AA

CORTE AA

ESCALA GRÁFICA

ESCALA GRÁFICA

45


6 . O PROJETO

Imagem: : Mag Magrela Fonte : https://www.flickr.com/photos/magritcha/ .


6.1 Conceito

Acolher

Transformar o espaço em um local seguro para mulheres vitimizadas, sem transparecer a sensação de confinamento mas sim remeter as noções de lar, estabelecer segurança e promover recursos para o restabelecimento da autonomia, autoestima e recuperação através da interação multidisciplinar, senso de comunidade e respeitando a identidade de modo que o lugar se possa chamar de “meu”.

Apoiar

Libertar

47


6.2 Partido Arquitetônico

O projeto abriga o programa de necessidades em setores independentes de modo se interligam, a segurança se faz necessária para o projeto em questão, esta possui uma cobertura que se integra ao edifício por meio de uma praça interna, descaracterizando a rigidez que um setor de segurança possui, o primeiro bloco abriga a recepção, gestão e segundo integra todos os serviços de atendimento de terapia a mulheres e crianças, no segundo pavimento o setor da autonomia se insere neste primeiro bloco compondo toda área de apoio e restruturação das vítimas, o setor da autonomia associam as funções de atendimento e atividades de empoderamento, abrigando as salas de aulas, brinquedoteca e apoio à criança e adolescente, possibilitando que enquanto as mães estão em atendimento possam estar perto de seus filhos, e ainda o bloco da moradia com as habitações, que possui interligação com o atendimento e o pátio, onde todas as interações sociais acontecem. A fim de manter os usos com características mais públicas ao acesso principal e os usos mais privativos contidos, associando a topografia acentuada do terreno, esta se tornou uma diretriz projetual, na qual os desníveis dispuseram de uma volumetria em que as habitações tivessem a privacidade assegura, dispondo da insolação e aproveitassem do visual que se volta a massa arbórea adjacente ao terreno e uma vista do entorno da cidade, proporcionada também pela topografia disposta por toda testada do terreno, esse eixo serviu como área de interação, um pátio aberto relacionado à cidade no qual as usuárias possam se sentir livres e seguras.

Elevar-se do solo

Visuais e orientação

48


6.3 Programa de necessidades O programa de necessidades foi desenvolvido a partir do percurso feito pela mulher, que chega de outras instituições aliadas a rede de enfrentamento à violência contra mulheres, incorporando setores dessas instituições já existentes e acrescentando a infraestrutura capaz de ajudar essas mulheres a conseguir cessar o ciclo de violência. Ainda foram definidos em função da especificação do público alvo, capacidade de atendimento e em acordo com condicionantes normativos, sendo eles a Norma Técnica de

Termo de referência Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contras as Mulheres (SPM,2008), Diretrizes Gerais e protocolo de atendimento CMB (PROGRAMA MULHER, VIVER SEM VIOLÊNCIA, 2015) integrado com o programa de Casas Abrigo das Diretrizes Nacionais para o Abrigamento de Mulheres em Situação de Risco e Violência (SPM, 2011). Demais programas não normativos, foram definidos por estudos de projetos análogos.

Uniformização - Centros de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (SPM, 2006),

49


6.4 Diagrama conceitual

A partir do programa de necessidades, criou-se um diagrama de bolhas para representar a interação entre algumas atividades. Fica explícito, assim, as atividades mais predominantes dentro do programa e o nível de interação com as demais áreas. O diagrama apresenta um aumento gradual de relevância dentro do programa conforme se adentra o programa, mostrando que relação do projeto com o programa se dá de dentro para fora, ou seja, o coração do programa se dá no interior do projeto, onde acontece a maior parte das relações, circulações e espaços de convívio.

Legenda de circulação

50


6.5 Implantação Geral

IMPLANTAÇÃO GERAL Escala 1:1000

51


CORTE GERAL Escala 1:1000 Rua Urano

Limite do terreno

Limite do terreno

6.6 Corte Geral

52


6.7 Pavimento Inferior ELEVAÇÃO NOROESTE

8.1

+757

8.2

8.3

o jeçã Pro

o

açã

dific

da e

ELEVAÇÃO NORDESTE

Muro de arrimo

Projeção Deck Mirante

ELEVAÇÃO SUDESTE

Arquibancada

+756

+756

Ambientes 8.1 - Reservatório inferior água potável reuso 8.2 - Depósito de lixo 8.3 - Sala técnica Vagas totais: 18 Motos:4 Bicicletário: 4 PNE: 2

Área: 1.172,67 m² (Área não computável)

+756

Ambientes Espelho d’água Mureta de contenção

N PAVIMENTO INFERIOR ESCALA 1:400

ELEVAÇÃO SUDOESTE

7.1 - Sanitários 7.2 - Cozinha 7.3 - Lavanderia 7.4 - Academia 7.5 - Salão multiuso

Área: 1.084,73 m² (Área computável) 53


6.8 Pavimento Térreo ELEVAÇÃO NOROESTE

+759,64

+759,64

+761,00

RAMPA I= 15% D= 20 M h=3m

+760,00

+760,34

1.3

+760,00

1.2 3.7

3.9

3.8

3.6

3.10

3.5

3.11

3.4

3.12

3.3

3.15

3.2

3.13

2.1

3.1

3.15

1.1

RAMP D= 16 A I= 5% M h=0 ,80m

+760,00

+759,20

s

+760,08

3.14

+758,00

2.2 +760,00

Praça Pública

Ambientes

+757,00

4.3

4.1 +758,00

4.5 4.4

+760,40

RAMPA I= 8% D= 5 M h=0,40m

75 lugares

4.9

+757,00

o

ei

ss

Pa

+758,00

a Ru

+760,08

4.6

o

an

Ur

+760,08

4.8

4.7

6.4 6.6

6.1

6.4

vazio

vazio

vazio +760,08

N PAVIMENTO TERREO ESCALA 1:400

6.2

6.1

6.1

6.5

ELEVAÇÃO SUDOESTE

vazio

o

ei

ss

Pa

ELEVAÇÃO SUDESTE

ELEVAÇÃO NORDESTE

+759,00

4.2

1.1 - Controle de acesso 1.2 - Monitoramento 1.3 - Sanitário 2.1 - Praça externa coberta 2.2 - Praça interna 3.1 - Secretaria 3.2 - Direção 3.3 - Sala de reunião 3.4 - Assessoria de comunicação 3.5 - Sala de Descompressão 3.6 - Sanitário Masculino 3.7 - Sanitário Feminino 3.8 - Sanitário PNE 3.9 - Copa 3.10 - Arquivo 3.11 - DML 3.12 - Sala dos professores 3.13 - Sala de estudo aberta para estudantes, profissionais e membros de movimentos sociais 3.14 - Ambulatório 3.15 - Pátio interno 4.1 - Sala atendimento Assistente Social 4.2 - Sala atendimento Jurídico 4.3 - Sala atendimento Psicológico 4.4 - Sala atendimento Psicológico Criança e Adolescente 4.5 - Auditório 4.6 - Sanitários 4.7 - Atendimento em grupo 4.8 - Atendimento em grupo 4.9 - Deck Mirante 6.1 - Apartamento tipo 1 - família 6.2 - Apartamento tipo 2 - família 6.3 - Apartamento tipo 3 - família 6.4 - Apartamento tipo 4 - Individual 6.5 - Apartamento tipo 4 - PNE 6.6 - Sala de TV

Área: 2.728,89 m² (Área computável) 54


6.9 Pavimento Superior

5.1

5.2

5.3

5.4

+763,28

5.5

5.5

Guarda Corpo

5.6

5.8 5.7

ELEVAÇÃO SUDESTE

5.9

+763,28

Ambientes

6.3

6.1

Vazio

6.4

6.5

6.4

Vazio

6.2

Vazio

+763,28

6.1

6.2

Vazio

5.1 - Creche 5.2 - Brinquedoteca 5.3 - Salão de Beleza 5.4 - Ateliê e Artes 5.5 - Sala da aula 5.6 - Cozinha experimental 5.7 - Laboratório de informática 5.8 - Biblioteca 5.9 - Sanitários 6.1 - Apartamento tipo 1 - família 6.2 - Apartamento tipo 2 - família 6.3 - Apartamento tipo 3 - família 6.4 - Apartamento tipo 4 - Individual 6.5 - Apartamento tipo 4 – PNE

N PAVIMENTO SUPERIOR ESCALA 1:400

Área: 2.387,67 m² (Área computável) ELEVAÇÃO SUDOESTE 55


6.10 Cortes

CORTE AA ESCALA 1:400

CORTE BB ESCALA 1:400

56


6.10 Cortes

CORTE CC ESCALA 1:400

CORTE DD ESCALA 1:400

57


6.13 Elevações

ELEVAÇÃO SUDESTE ESCALA 1:400

ELEVAÇÃO SUDOESTE ESCALA 1:400

58


6.11 Elevações

ELEVAÇÃO NOROESTE ESCALA 1:400

ELEVAÇÃO NORDESTE ESCALA 1:400

59


6.12 Habitações

Apt. 58m²

N

Apt. 58m²

N

Apt. 37m²

N

Apartamento tipologia 1 - família

Apartamento tipologia 2 - família

Apartamento tipologia 3 - Individual

ESCALA 1:100

ESCALA 1:100

ESCALA 1:100

Quantidade de Apartamentos

Apt. 87m²

Apt. 58m²

N

N

Apartamento tipologia 1 família - 5 unidades Apartamento tipologia 2 família - 3 unidades Apartamento tipologia 3 individual - 4 unidades Apartamento tipologia 4 PNE - 2 unidades Apartamento tipologia 5 família - 1 unidade Total: 15 Apartamentos

Apartamento tipologia 4 - PNE

Apartamento tipologia 5 - Família ESCALA 1:100

Capacidade para 45 pessoas.

ESCALA 1:100

60


6.13 Detalhamento Construtivo Detalhe Brise 1 5

4

3

2 6 7 8 6

9

1 Platibanda 2 Sistema Alwitra Manta cor: Cinza claro 3 Manta Impermeabilizante 4 Contrapiso 5 Laje Alveolar 6 Cantoneira metálica 7 Rufo em aço galvanizado 8 Viga metálica com pintura eletrostática preta 9 Forro em madeira 10 Painel Brise-Soleil de Correr em Madeira 11 Guarda Corpo 12 Banco em concreto e assento de madeira 13 Piso de Porcelanato 14 Pilot

6 7

5

4

32

8 9

1

10

11

12

10 11

12 Varanda 1º Pavimento

13

Salão de Beleza

13 Detalhe Caixilhos e floreira

Varanda Térreo

4 6 14

Pátio

1 Contrapiso 2 Manta Impermeabilizante 3 Sistema Alwitra Manta cor: Cinza claro 4 Substrato 5 Proteção Mecânica 6 Manta Antiraiz 7 Impermeabilização 8 Rufo metálico 9 Viga pré-moldada 10 Mão-Francesa Metálica 11 Vidros laminados de controle solar Incolor/Prata Espessura 7,5 e 7,5mm 12 Esquadrias alumínio tipo glazing abertura Maxim-Ar 13 Laje Alveolar 14 Viga metálica com pintura eletrostática preta 15 Pilar metálico com pintura eletrostática preta 16 Forro em madeira 17 Piso

14 15 16

12

11 17 1

Sala de reunião

Subsolo

61


6.14 Perspectivas

62


7. Referências Bibliográficas Material físico BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. São Paulo: Círculo do Livro, 1986. Trad. Sérgio Milliet. BRASIL. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Rede de Enfrentamento à violência contra as mulheres. Brasília: SPM, 2011. CHING, Francis D.K. Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem. 3. ed. [S.l.]: Bookman, 2013. 456 p.

Amos Goldreich Architecture. Shelter for Victims of Domestic Violence, 2018. Disponível em: < http://www.agarchitecture.net/shelter-for-victims-of-domestic-violence>. Acessado em 3 Nov 2018.

HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. 3°. ed. [S.l.]: Martins Fontes, 2015. 272 p. JACOB, Julio Waiselfisz. Mapa da Violência 2015, Homicídio de mulheres no Brasil. Brasília: All Type Assessoria Editorial Ltda. 1° Edição, 2015. JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2014. Trad. Carlos S. Mendes Rosa. NEUFERT, E. A Arte de Projetar em Arquitetura. 18. Ed. São Paulo: GG Brasil, 2013. NEVES, Laerte Pedreira. Adoção do Partido na Arquitetura. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA, 1989. Prevenção e atenção à Violência Intrafamiliar e de Gênero: apoio às lideranças comunitárias / Instituto Noos. – Rio de Janeiro: Instituto Noos, 2010. REBELLO, Y. A Concepção Estrutural e a Arquitetura. São Paulo: Zigurate Editora, 2000. Rocha, M. L. N. Casas-Abrigo no Enfrentamento da Violência de Gênero. São Paulo: Veras Editora, 2007. ROCHA, P. M. D. Maquetes de Papel. São Paulo: Cosac & Naify, 2007.

Aprofundando o olhar sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres / pesquisa OMV/DataSenado. – Brasília: Senado Federal, Observatório da Mulher Contra a Violência, 2018. Disponível em: < https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/arquivos/conhecer-direitos-e-terrede-de-apoio-sao-pontos-de-partida-para-denunciar-agressao-e-interromper-ciclo-de-violencia>. Acesso em 23 de Março de 2018. ARAÚJO, Maria de Fátima. Gênero e violência contra a mulher: o perigoso jogo de poder e dominação. 2008. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1870350X2008000300012>. Acesso em: 14 abr. 2018. ARCHITECTURE, CEBRA. Children’s home of the future. Disponível em: <https://cebraarchitecture.dk/project/future-childrens-home/>. Acesso em: 03 abr. 2018. ARCHITIZER, Projects. Children's Home of the Future. Disponível em: <https://architizer.com/projects/childrens-home-of-the-future/>. Acesso em: 03 abr. 2018. ARCOWEB. Lelé inspira projeto de casas de acolhimento para mulheres. 2015. Disponível em: <https://www.arcoweb.com.br/noticias/arquitetura/casas-acolhimento-mulheres-vitimas-violencia>. Acesso em: 10 fev. 2018. BARUERI. Lei Complementar n°415, de 4 de dezembro de 2017. Barueri. 2017. BARUERI. Lei Complementar nº 4, de 12 de dezembro de 1991. Barueri. 1991.

WHITAKER, F.S. João. Produzir casas ou construir cidades. São Paulo: Ed. FUPAM, 2012.

Material Eletrônico A3, Laje Alveolar. Lajes Alveolares : Tabela Prática de Dimensionamento. Disponível em: <http://www.lajealveolar.ind.br/>. Acesso em: 29 set. 2018. ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575-3 Edificações habitacionais – Desempenho, Parte 1: Requisitos gerais. Rio de Janeiro: [s.n], 2013. ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaço. Rio de Janeiro: [s.n.], 2015. ABNT – ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9077 – Saídas de emergências em edifícios. Rio de Janeiro: [s.n.], 2001.

BARUERI. Revisão Decenal do Plano Diretor de Barueri. Lei Complementar nº 150, de 10 de dezembro de 2004. Disponível em: <https://servicos.barueri.sp.gov.br/audienciaplanodiretor>. Acesso em 10 de fevereiro de 2018. BRASIL, Programa mulher, viver sem violência. Diretrizes gerais e protocolos de atendimento. Brasília, 2015. Disponível em: < http://www.spm.gov.br/noticias/diretrizes-gerais-e-protocolo-deatendimento-da-casa-da-mulher-brasileira-sao-lancados-em-brasilia>. CASA VERDE young women´s care home for mental health problems. LDA.iMdA architetti associati. Disponível em: < https://www.ldaimda.com/CASA-VERDE-ph-Simone-Bossi.htm>. Acesso em 3 Nov 2018. CASIQUE, Leticia; FUREGATO, Antonia Regina. VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES: Reflexões teóricas. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rlae/v14n6/pt_v14n6a18>. Acesso em: 20 maio 2018.

Amos Goldreich Architecture + Jacobs Yaniv Architects" [Shelter For Victims Of Domestic Violence / Amos Goldreich Architecture + Jacobs Yaniv Architects]. Abrigo para Vítimas de Violência Doméstica. 08 Jun 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila). Acessado 3 Nov 2018. <https://www.archdaily.com.br/br/895789/abrigo-para-vitimas-de-violencia-domestica-amos-goldreicharchitecture-plus-jacobs-yaniv-architects>.

63


CELINA, Manita. Reconstruções Pós Violência Doméstica Vivências e Significados das Casas Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Tese apresentada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto para obtenção do grau de Doutor em Psicologia. Disponível: < https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/20555/2/29432.pdf>. Acesso em 13 de fevereiro de 2018. CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº 11/2011 – Saídas de Emergência. São Paulo: [s.n], 2011. DAHLBERG, Linda L.; KRUG, Etienne G. Violência: um problema global de saúde pública. 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v11s0/a07v11s0>. Acesso em: 11 ago. 2018. ESSY, Daniela Benevides. A evolução histórica da violência contra a mulher no cenário brasileiro: do patriarcado à busca pela efetivação dos direitos humanos femininos. 2017. Disponível em: <http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,a-evolucao-historica-da-violencia-contra-a-mulher-no-cenariobrasileiro-do-patriarcado-a-busca-pela-efetivacao,589527.html>. Acesso em: 04 nov. 2018. FAHS, Ana C. Salvatti. Movimento Feminista: História. 2018. Disponível <https://www.politize.com.br/movimento-feminista-historia-no-brasil/>. Acesso em: 06 maio 2018.

em:

FERREIRA, Karen; ROBSON, Gleyton da Silva. Urbanismo Feminista. 2017. Disponível em: <http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/ST %209/ST%209.3/ST%209.3-01.pdf>. Acesso em: 20 maio 2018. FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. (Brasil). Violência contra as Mulheres e Violência de Gênero: Notas sobre Estudos Feministas no Brasil. 1. 2017. Disponível em: <http://www.forumseguranca.org.br/publicacoes/visivel-e-invisivel-a-vitimizacao-de-mulheres-no-brasil/>. Acesso em: 03 nov. 2018. LDA.IMDA, architetti associati. Centro de Tratamento para Saúde Mental de Jovens Mulheres Casa Verde. 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Martino, Giovana). <https://www.archdaily.com.br/br/889126/centrode-tratamento-para-saude-mental-de-jovens-mulheres-casa-verde-ldmda-architetti-associati> Acesso em 3 Nov 2018.

ONU MULHERES ENTIDADE DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A IGUALDADE DE GÊNERO E O EMPODERAMENTO DAS MULHERES. Mais igualdade para as mulheres brasileiras: caminhos de transformação econômica e social. 2016. Disponível em: <http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/05/encarte-ONU-mulheres_2a-impressao_final.pdf>. Acesso em: 03 abr. 2018. PASKO, Priscila. A MULHER NO ESPAÇO URBANO: E SE A RUA TAMBÉM FOSSE DELAS? Disponível em: <http://lounge.obviousmag.org/por_uma_linha_que_caiba/2015/08/a-mulher-no-espacourbano-e-se-a-rua-tambem-fosse-delas.html>. Acesso em: 03 abr. 2018. PORTO, Madge. Casa Abrigo mãe da mata em Rio Branco – Acre: Experiência de políticas para as mulheres. 2017. Disponível em: < http://revistas.ufac.br/revista/index.php/mui/article/view/1393>. Acesso em 25 de Maio de 2018. ROLNIK, Raquel. Como fazer valer o direito das mulheres à moradia?. 2018. Disponível em: <https://raquelrolnik.files.wordpress.com/2011/12/guia-mulheres-pt_ok.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2018. Secretaria de Políticas para as Mulheres – Presidência da República, 2011. Disponível em: < https://www12.senado.leg.br/institucional/omv/entenda-a-violencia/pdfs/diretrizes-nacionais-para-oabrigamento-de-mulheres-em-situacao-de-risco-e-de-violencia>. Acesso em 05 de Março de 2018. SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (SPM/PR), Diretrizes nacionais para o abrigamento de mulheres em situação de violência enfrentamento à Violência contra as mulheres. Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. WAISELFISZ, Julio Jacobo. MAPA DA VIOLÊNCIA 2015: Homicídios de mulheres no Brasil. 1. 2015. Disponível em: <http://www.mapadaviolencia.org.br>. Acesso em: 03 abr. 2018. ZAPATER, Maíra. Violência contra mulheres, violência doméstica e violência de gênero: qual a diferença?. 2016. Disponível em: <http://www.justificando.com/2016/03/10/violencia-contra-mulheresviolencia-domestica-e-violencia-de-genero-qual-a-diferenca/>. Acesso em: 03 abr. 2018.

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Profile for Paloma Lima

TFG - Casa Lar para mulheres vítimas de violência - 2018  

Monografia Arquitetura e Urbanismo - Universidade Paulista - 2018

TFG - Casa Lar para mulheres vítimas de violência - 2018  

Monografia Arquitetura e Urbanismo - Universidade Paulista - 2018

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