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A Mãe Natureza mostra o seu poder Embora muitas catástrofes naturais sejam provocadas pela dinâmica interna da terra, a maioria está associada a condições atmosféricas específicas. A frequência deste tipo de fenómenos está a aumentar e muitos cientistas afirmam que isso deve-se às alterações climáticas provocadas em parte pela acção humana. Recentemente temos assistido a várias alterações climáticas que geram destruições e catástrofes naturais. Um forte terramoto de magnitude 7, que ocorreu há cerca de dois meses, sacudiu o Haiti. O Epicentro foi a cerca de quinze quilómetros da capital Porto Príncipe. A situação humanitária do país, o mais pobre das Américas, é caótica. Pelo menos 200 mil pessoas morreram, 300 mil ficaram feridas, 4 mil foram amputadas. Há um milhão de desalojados. Cadáveres foram enterrados em valas comuns ou pelas próprias famílias. Comida, água e medicamentos escasseiaram. Mais recentemente um outro terramoto, de magnitude ainda maior e com centenas de réplicas, seguidos de um destruidor maremoto, ocorreu no Chile fazendo mais alguns milhares de vítimas. Para que as consequências destas catastrofes sejam reduzidas, é preciso prevenir. Existem várias medidas para diminuir as destruições como por exemplo as observações regulares, o cumprimento das regras de construção dos edifícios e das infraestruturas, de modo a que resistam melhor aos abalos provocados pelos sismos e a divulgação dos procedimentos correctos a adoptar pela população, em caso deste tipo de catástrofe. Outro caso recente foi o da Madeira. Esta ilha do Atlântico foi devastada por fortes ventos e precipitações elevadas que causaram derrocadas, inundações, dificuldades de circulação em estradas e no movimento no aeroporto. Este tipo de catástrofes acontecem quando a água dos rios transborda ou o mar invade a terra. Em geral, todas as áreas próximas dos rios ou do mar estão sujeitas a esse tipo de catástrofes. Causam grande destruição, com elevados prejuízos materiais, além da perda de vidas. Contudo, também existem modos de prevenção das cheias e diminuição dos seus efeitos como por exemplo o planeamento da ocupação das bacias hidrográficas, a limpeza dos leitos de cheias, a construção de barragens, a protecção das margens dos rios com diques, canais e a foz contra as invasões do mar e por fim a reflorestação nas áreas onde o escoamento superficial é mais intenso. Existem outros tipos de fenómenos físicos que causam inúmeras devastações. O tsunami é um destes fenómenos. É uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, actividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro. Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. O tornado também é outro fenómeno físico que ocorre muitas vezes. Um tornado é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho. Estes desastres naturais causam elevados prejuízos quer a nível material quer a nível económico. Causam ainda perdas de vidas humanas, derriçadas ou aluimentos de terras, destruição de campos agrícolas e morte de gado, isolamento de povoações e começa a haver falta de água potável. Contudo, há várias maneiras de atenuar estas consequências com medidas que são bastante simples de cumprir como já referi anteriormente. Porque não tomar simples medidas e poupar inúmeras vidas? Já tivemos exemplos negativos suficientes, está na altura de pormos mãos à obra e corrigirmos o que nós próprios “estragamos”. Diana Ranito 11º E Boletim Informativo da Escola Secundária Quinta das Palmeiras - Covilhã

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