Page 1

Foto: Ilustrativa

A CONFERÊNCIA DA ONU - RIO + 20

L

Líderes dos 193 países que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da Organização, se reuniram no Rio de Janeiro para discutir como podemos transformar o planeta em um lugar melhor para viver, inclusive para as futuras gerações. Uma grande responsabilidade, sem dúvida. O objetivo da Conferência é assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvi-

mento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes. Os dois temas em foco na Conferência são: (a) uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e (b) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. TURISMO CULTURAL O Turismo cultural inclusivo no contexto da sustentabilidade foi o assunto do ciclo de palestras realizado nesta quarta-feira, 13 de junho, na Arena da Barra. Gratuito, o evento teve tradução simultânea

para inglês e espanhol, audiodescrição, legenda em tempo real e Libras – a linguagem de sinais. A primeira mesa discutiu a criação de uma rede de acessibilidade em museus. Para a museóloga Isabel Portela, uma das debatedoras do tema, “o turismo cultural inclusivo vem abrir mais um caminho para o Rio”. Durante o debate foram discutidas questões de acessibilidade no Centro Cultural Banco do Brasil e os encontros multissensoriais realizados no Museu de Arte Moderna (MAM). Durante uma das palestras foi sugerido que os eventos passem a ter interpretações para outros

idiomas em linguagem de sinais. “Estamos inaugurando essa modalidade durante a Rio+20, a partir de agora, quem vier depois terá que fazer melhor”, destacou Isabel Portela. A acessibilidade em museus e sítios tombados pelo patrimônio foi outro tema discutido. “Fazer uma calçada para um arquiteto parecia fácil, agora temos que reaprender a fazer modelos para todos”, ressaltou a coordenadora de acessibilidade e inclusão social do CNO da Rio+20, Márcia Adorno.

LEIA MAIS NA PÁGINA ...............

6

ARCELORMITTAL

ENGENHEIRO JOSÉ MARTINS DE GODOY

A ArcelorMittal Monlevade promoveu no dia 5/6 palestra e caminhada ecológica para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente e também o aniversário do Centro de Educação Ambiental (Ceam), que completa 20 anos em 2012. O evento foi realizado na sede do Ceam e teve como palestrante o professor Júlio Machado, biólogo e consultor, que falou do tema "Cuidar da pessoa e do meio ambiente".

O engenheiro e professor José Martins de Godoy em seu discurso na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde foi homenageado, proferiu as seguintes palavras: Estou muito feliz em receber esta homenagem da Câmara Municipal de Belo Horizonte, cidade que me acolheu em 1955.

LEIA MAIS NA PÁGINA .............................................................................

5

LEIA MAIS NA PÁGINA .............................................................................

3


2

BH 24 HORAS

Leia o teto completo da carta da Terra em: www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html

P

reliminarmente gostaria de narrar uma experiência minha na maior metrópole do país que é São Paulo, (11 milhões de habitantes) que tem constantemente quilômetros e quilômetros de engarrafamento no congestionado trânsito local apesar de atender 7 milhões de passageiros pelo METRÔ e Trens de Subúrbio, 6 milhões de passageiros nos 15000 ônibus urbanos de São Paulo e 6 milhões de veículos automotores que exalam gás carbônico e que tornam o ar quase irrespirável em São Paulo. Meu voo para a capital paulista estava previsto para 7:00 hs da manhã, mas atrasou e cheguei em São Paulo às 9:30hs , pegamos um carro e fomos sem problema de transito a vários locais onde tivemos inúmeras reuniões, sem sofrer do malfadado congestionamento paulista. Almoçamos na periferia e continuamos as nossas visitas técnicas até às 16:30 horas sem grandes problemas de trafégo e trânsito. Voltamos para o Aeroporto de Congonhas às 17 hs, tudo livre, sem problemas de tráfego e levantamos vôo para BH às 18:30 hs, dentro do avião pude observar espantado o monumental engarrafamento das avenidas que cir-

cundam e dão acesso ao Aeroporto de Congonhas.Veio, então, na minha mente que, se tivermos uma utilização mais racional da cidade grande nas 24 horas e não somente nas 14:00 horas (6:00 horas da manha até às 20:00) em que ela é realmente usada, encontraremos a solução de "BH-24 HORAS" para melhorar o tráfego e o transito da capital mineira, enquanto não se constroem as linhas 2 e 3 do METRÔ DE BH (que será a médio prazo para a Copa de 2014). Propomos então,horários alternativos e diferenciados para industriários, operários da construção civil, comerciários, estudantes, funcionários públicos, profissionais liberais, bancários, etc. a fim de melhorar o fluxo viário da cidade nos horários de pico, que sejam alternados de 06, 07, 08 ,09 e 10 horas para entrarem em serviço e saírem também alternadamente as 16,17,18,19 e 20 horas evitando o famigerado "rush" ou pico. Na ideia de aplicar na proposta "BH 24 HORAS" a varrição, coleta de lixo, obras de infra-estrutura na área central etc. seriam realizadas somente à noite, das 20hs até 06 hs da manhã (COPASA/CEMIG/SLU/TELES), diminuindo a retenção do transito durante o dia e dando maior movimentação à noite e pela madrugada, o que proporcionaria inclusive maior segurança aos transeuntes. Criação de RUAS 24 HORAS (como Curitiba) nas áreas centrais de BH, na Savassi, na Floresta e outros centros comerciais além dos Shopping com cinemas, teatros, supermercados, farmácias, restaurantes, Shopping 24 HORAS, Rua da Bahia 24 HORAS, Praça Sete e Quarteirões Fechados 24 HORAS, Metrô 24 HORAS etc. Os ônibus, taxi-lotação e metrô funcionariam também pela madrugada, em horários mais espaçados (com isto as estações do Metrô funcionariam 24 horas).

O atendimento de cargas e descargas no comércio em geral seria principalmente de 20 hs às 06 da manhã, para evitar acesso de grandes caminhões e carretas na área central da Avenida Contorno, teríamos Terminais de Carga na periferia, transportando as cargas para caminhões menores, caminhonetes, Kombi, etc., que atravessariam sem problemas o centro de BH. Deveria ser incentivado o funcionamento das atividades de clubes, escolas, comércio, indústria, bares, restaurantes, etc. no período noturno, com isenção dos impostos dando maior movimentação e segurança (BH - 24 HORAS). Argumenta-se contra esta ideia o custo do pagamento das horas extras (adicional noturno) não levando em conta a deseconômia de aglomeração, isto é o custo do combustível gasto nestes congestionamentos e as horas perdidas deixadas de trabalhar para milhares de motoristas. Finalmente teríamos de volta os trens de subúrbio, que seriam reativados, melhorando as vias férreas para atender às cidades - dormitório em volta de BH (Contagem, Betim, Nova Lima, Rio Acima, Raposos, Santa Luzia, etc.). Com as explicações acima, propomos este plano BH 24 HORAS como solução imediata a curto prazo para atender à mobilidade urbana do caótico transporte público de BH. Foto: PPGC

Nesta edição a Folha da Engenharia cede o espaço do editorial para a falarmos sobre a Carta da Terra: A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos. A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais. À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei branca (“soft law”). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law). Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.

Foto: PPGC

EDITORIAL:

Arq . José Carlos Laender Castro Presidente IAB-MG (80/81),Membro da Política Urbana ACMinas,Membro Conselho de Urbanismo - SME e Diretor da Assoc. Ex-Aluno EEUFMG

EXPEDIENTE: Editor: Petrônio Perdigão Godoy Castro Revisora: Djanira P. Castro Colaboradores: Jornalista José Godoy Castro, Dênis Kleber Gomide Leite, José Carlos Laender e Oscar Ferreira, Henrique Campos Vivácqua e Revista Arquitetura e Engenharia. Fotos: Folha da Engenharia, Pedro Moura, anunciantes e agências. Redação e Administração: Rua Penafiel, 360 - Anchieta CEP: 30310-420 - Belo Horizonte/MG Telefax: (31) 3221 1553 - Cel.: (31) 8400 8100 E-mail: folhadaengenharia@ig.com.br CPNJ: 09.353.211/0001-82 Diagramação e Editoração: Jota Peg Comunicação Total E-mail: jotapegcomunica@gmail.com Impressão: Diário do Comércio Tiragem: 5000 exemplares

A Folha da Engenharia não se responsabiliza pelo material publicitário e/ou conteúdo dos artigos veiculados nesta edição. Os artigos e matérias publicados não refletem necessariamente a opinião dos editores.


3

DISCURSO DO PROFESSOR JOSÉ MARTINS DE GODOY NA CÂMARA DE BH

O

professor José Martins de Godoy, em seu discurso na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde foi homenageado, proferiu as seguintes palavras: Estou muito feliz em receber esta homenagem da Câmara Municipal de Belo Horizonte, cidade que me acolheu em 1955. Só estive ausente durante três anos e meio para pós-graduação no RJ e na Noruega. Para se ter uma ideia da importância do título, saliento que até o momento apenas 1624 pessoas o receberam, sendo o primeiro agraciado Juscelino Kubistcheck, em 1957, quando era presidente da República. Estou em companhia de um grupo seleto. É evidente que estou envaidecido, mas tendo em mente o que diz o pregador: Vaidades das vaidades, tudo é vaidade. Para não ficar sozinho com esta culpa, quero compartilhar a homenagem com as pessoas que contribuíram para a minha trajetória, familiares, companheiros de trabalho e amigos. Vou lhes falar um pouco sobre o que é gerenciar, assunto a que venho me dedicando desde 1985. Também sobre o a minha trajetória, complementado aspectos já narrados. Gerenciar é atingir metas. É também

resolver problemas, entendendo-se como problema o mau resultado obtido na condução de uma atividade-fim. Metas são estabelecidas na atividade-fim. Já seria um grande avanço se gerentes tivessem clara noção de quais são suas atividades fins. Muita gente passa a vida envolto em atividades meios ou coisas do dia a dia. Os resultados são pífios. Para atingir metas é fundamental que exista liderança. Livros de administração indicam que o líder deve ter grande número de qualidades. São tantas que é difícil encontrar alguém com todas elas, pois existem poucas pessoas capazes de preencher o amplo espectro de conhecimentos, competências e habilidades desejados. É possível de certa formar líderes, reiterando os requisitos necessários para a prática satisfatória da liderança, mas algumas qualidades são inatas. Outras, como o caráter, são trazidas do berço. Saliento algumas qualidades do líder. Tem profundo respeito pelo ser humano, capacidade de congregar pessoas e motivá-las para atingir os fins desejados. A humildade é uma virtude cultivada (humildade vem do latim humus, terra, de onde também deriva o homem. Remete-nos à lembrança de que ao pó voltaremos).

Maria Helena Coelho Godoy, José Godoy Castro, o homenageado José Martins de Godoy e o nosso editor PPGC

Também ressalto que bons líderes são éticos. Valores universais como a honestidade, lealdade, amor ao próximo, apreço pela verdade, entre outros, são práticas constantes na vida dessas pessoas. Além disso, têm boa dose de inteligência emocional. Infelizmente, existem no País determinadas escolas empresariais que, sob pretexto de aumento da produtividade, advogam a dispensa anual de 10% dos empregados, após processo de avaliação cujos critérios são questionáveis. Fazem curvas de avaliação forçadas, a fim de que algumas pessoas sejam excluídas para dar exemplo aos que permanecem. Com isso aumentam a concorrência entre os empregados, tornando o clima contrário à cooperação e trabalho em equipe. Têm explicação para o procedimento: estão direcionando as pessoas excluídas para que encontrem a sua verdadeira vocação. Para mim, isto significa que não têm o menor respeito pelo ser humano. Ignoram que todos somos filhos de Deus. Com zelo, treinamento e boa vontade, haveria espaços para todos. É claro que há pessoas que devem ser afastadas por questão de atitude, de falta de bom caráter, entre outras. Eu posso dizer que tive uma escola de administração excepcional. Meu pai, desde os meus 8 anos até os 15 quando permaneci na fazenda, atribuiu-me de forma crescente grande número de atividades, capacitandome a ter visão global do que deveria ser feito, sem negligenciar qualquer atividade. Era exigente e implacável no combate a erros. Mas elogiava sempre pelas tarefas cumpridas. Nos fins de tarde jogávamos futebol até escurecer. Nos domingos, depois de 10h, era somente lazer, com partidas de futebol mais longas, entre outros. A minha rotina era trabalhar e estudar. O estudo era intermitente, aproveitando pequenas folgas entre as atividades, orientado por minha mãe ou autodidaticamente (a leitura ficou fluente por meio de revistas em quadrinhos, que meu pai proibira). Sempre se dá um jeito de burlar tais

proibições! Eu assinava algumas revistas (Tarzan, Superhomen, entre outras). Fiz tratativa com o agente do correio para entregar as revistas a portadores que as levassem só a mim. Ainda bem que não era uma coisa prejudicial. Eu particularmente não gosto de gerentes one track mind, ou seja, só lidam com um desafio de cada vez. O gerente deve ter uma visão global, saber priorizar, atacar os problemas estrategicamente de acordo com as prioridades. Deve lidar com todas as questões da empresa, importantes e menos importantes. Muitos chamam isto de centralização. Prefiro isto a ter dissabores por negligenciar questões que acabam derrubando o gestor. Com o tempo, meu pai me indicou o livro Admissão ao Ginásio. Sem o primário, era preciso dar um salto. Gostava de estudar geografia. Era mais fácil, mas encontrava nomes estranhos. A capital dos Estados Unidos, por exemplo, era Washington. Meu pai era um homem além do seu tempo. Só para dar uma ideia: as minhas irmãs mais novas foram estudar em colégio interno antes de mim. Reconhecia o papel da mulher no lar e na sociedade. Mamãe foi o sustentáculo dele. Ela passara 8 no Colégio das Irmãs Salesianas em Cachoeira do Campo, cidade próxima a Ouro Preto. Tinha formação excepcional. Deveria ter sido freira, mas foi passar férias em casa após os 8 anos ininterruptos no colégio, conheceu o galante e bem apessoado Raimundo Godoy de Castro e não voltou ao Colégio. Ainda bem, senão eu não estaria aqui. Meu pai tinha pouca escolaridade, pois ficou órfão muito cedo e teve que começar a trabalhar. Porém, tinha inteligência privilegiada. Aprendeu com minha mãe um pouco mais de aritmética e português, de forma que ele pudesse exercer com competência a função de administrador de uma madeireira. CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO


4

A

CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA ARCELORMITTAL COMPLETA 20 ANOS

ArcelorMittal Monlevade promoveu na terça-feira, 5 de junho palestra e caminhada ecológica para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente e também o aniversário do Centro de Educação Ambiental (Ceam), que completa 20 anos em 2012. O evento foi realizado na sede do Ceam e teve como palestrante o professor Júlio Machado, biólogo e consultor, que falou do tema "Cuidar da pessoa e do meio ambiente". O público, de 60 pessoas, foi formado por moradores dos bairros Jacuí e Centro Industrial, além de representantes da Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade, Su-

perintendência Regional de Ensino de Nova Era, do secretário municipal de Educação de Rio Piracicaba, Sérgio Mayrink Soares, e do sargento da Polícia Militar de Meio Ambiente, José Flávio da Silva. Após a palestra, os visitantes percorreram uma das trilhas para conhecer um pouco mais sobre a biodiversidade do local. O Centro de Educação Ambiental da ArcelorMittal Monlevade foi inaugurado em 1992, exatamente no dia 5 de junho, aproveitando o Dia Mundial do Meio Ambiente, para ser um local onde a comunidade da região possa ter contato com a natureza. O Ceam ocupa hoje uma área de 4,3 hectares

dentro de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de 518 hectares de Mata Atlântica nativa, mantida e preservada pela ArcelorMittal Monlevade. "O nosso objetivo é proporcionar às pessoas maior contato com a rica biodiversidade existente, uma vez que o Ceam fica dentro de uma reserva. É um privilégio para quem tem a oportunidade de conhecer", diz a técnica em Meio Ambiente da ArcelorMittal Monlevade, Geisa de Souza Carvalho Correia, coordenadora do programa de visitas ao Ceam. Todas as visitas são pré-agendadas, de acordo com a programação feita pela coordenação do Ceam. Em

cada visita, o público é recepcionado na sede, onde assistem a palestras, conhecem diversas espécies de borboletas e seguem para uma das três trilhas mata adentro, uma com 40 metros de extensão, outra com 600 metros, e a maior delas com 1200 metros. Pelas trilhas, que percorrem a Mata Atlântica, é possível observar várias espécies da fauna e da flora que compõem a biodiversidade do local. Pesquisa realizada identificou 112 espécies de aves, 17 de anfíbios, 5 de répteis e 29 espécies de mamíferos. Na flora são mais de 90 espécies catalogadas. Até hoje, o Ceam já recebeu cerca de 67 mil visitantes, sendo 1900 somente no ano passado.

ARCELORMITTAL APRESENTA NOVA SOLUÇÃO AGREGADA AO SISTEMA BELGO PRONTO tempos de escassez de mão-de-obra.” Depois de cortado e dobrado conforme as normas da ABNT, todo material é pré-montado e soldado, com tecnologia em solda MIG/MAG seguindo rigorosos processos de controle, o que garante maior rigidez às armaduras. As peças são entregues identificadas diretamente na construção, de acordo com o cronograma de execução da obra. Desta forma, a Armadura Pronta proporciona a redução de etapas, otimização nos canteiros de obra e diminuição dos riscos de acidentes, além de facilitar o planejamento das entregas e o fluxo de caixa. Além disso, a Armadura Pronta reforça a preocupação da Arcelor

Mittal com as questões ambientais. Sua utilização proporciona desperdício zero de aço, sem sobras na obra, pois todo o processo é realizado pelas unidades Belgo Pronto. As armaduras são produzidas com vergalhões da ArcelorMittal certificados com o Rótulo Ecológico ABNT e o Selo Ecológico do Instituto Falcão Bauer de Qualidade, que garantem a utilização de material reciclado e o respeito ao meio ambiente em todas as etapas de produção. Ao utilizar material com essas certificações, construtoras e consumidores podem obter certificações ambientais para seus empreendimentos, em especial a Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green

Building Council Brasil, que reconhece os chamados “prédios verdes”. Outro ponto a ser destacado é que Armadura Pronta, além de ser produzida com aço certificado, também está em processo de certificação ISO 9001 pela ABNT, o que assegura que todos os cuidados relacionados à qualidade do produto e processo estão sendo atestados por um organismo isento e reconhecido internacionalmente. Foto: Divulgação

A

ArcelorMittal, maior produtora de aço do mundo, inova e sai na frente mais uma vez ao oferecer a Armadura Pronta, uma nova solução estrutural para construção civil. A Armadura Pronta vai além do corte e dobra de aço, já oferecidos pelo Belgo Pronto, e entrega a estrutura finalizada e armada para aplicação na forma, de acordo com o projeto da obra. Conforme o Gerente de Processos do Belgo Pronto, Alexandre Regis Bittencourt, “esta solução em aço da ArcelorMittal aponta para uma nova tendência mundial, a industrialização da construção civil e a racionalização dos seus processos. Também reduz a demanda de operários na obra, um diferencial para construtoras em


RINO COM

Vai usar aço na sua obra?

A ArcelorMittal entrega a solução em aço sob medida para você.

Tela Soldada Nervurada e Espaçador Treliçado

Corte e Dobra de Vergalhões e Armadura Pronta

Um novo país se constrói com a realização dos projetos da sua vida e com aço produzido no Brasil. Mais que uma linha completa de produtos para construção civil, a ArcelorMittal oferece soluções em aço para obras de todos os portes, como as Telas Soldadas Nervuradas e a Armadura Pronta, um serviço que entrega a estrutura cortada, dobrada e armada, pronta para aplicação na fôrma conforme seu projeto. É o máximo de agilidade com zero desperdício. Tudo com a qualidade e a sustentabilidade do aço ArcelorMittal, que o mundo todo reconhece.

A primeira siderúrgica do Brasil a receber o Rótulo Ecológico ABNT e também certificada com o Selo Ecológico Falcão Bauer, que atestam o compromisso da ArcelorMittal com a sustentabilidade. O escopo da certificação ArcelorMittal junto ao IFBQ refere-se apenas às Telas Soldadas Nervuradas e Espaçador Treliçado.

Central de Relacionamento

0800 015 1221 www.arcelormittal.com/br


6

Foto: Ilustrativa

A CONFERÊNCIA RIO + 20

A

Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre no Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho de 2012 marcando o 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UN CED), que aconteceu no Rio em 1992, e o 10º aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), ocorrida em Johanesburgo em 2002. Com a presença de Chefes de Estado e de Governo ou outros representantes a expectativa é de uma Conferência do mais alto nível, sendo que dela resultará a produção de um documento político focado. O objetivo da Conferência é assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes. Os dois temas em foco na Conferência serão: (a) uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e (b) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. Em maio de 2010 o Secretário-Geral da ONU nomeou o Subsecretário-Geral de Assuntos

Econômicos e Sociais como Secretário-Geral da Conferência, sendo estabelecido nos quadros do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU um secretariado para ajudar o Bureau e o Secretário-Geral da Conferência, que é apoiado na execução de suas funções por dois Coordenadores Executivos e um grupo de conselheiros especiais. Líderes dos 193 países que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da Organização, se reunirão para discutir como podemos transformar o planeta em um lugar melhor para viver, inclusive para as futuras gerações. Uma grande responsabilidade, sem dúvida. A ideia da realização dessa Conferência no Brasil foi do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 2007, fez a proposta para a ONU. O evento recebeu o nome de Rio+20, uma vez que a reunião acontece no Rio de Janeiro, exatamente 20 anos depois de outra conferência internacional que tinha objetivos muito semelhantes: a Eco92, também promovida pela ONU, na capital fluminense, para debater meios possíveis de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente. O evento rendeu a criação de vários documentos importantes - como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica -, além de ter consagrado uma menina de apenas 12 anos. Trata-se da pequena canadense Severn Suzuki, fundadora do movimento Eco - Organização Ambiental das Crianças, que ficou marcada na história da Eco92 ao juntar dinheiro, junto com três amigos - Michelle Quigg, Vanessa Suttie e Morgan Geisler* - para viajar para o Brasil e falar para os mais importantes

líderes do planeta, na época. Em um discurso muito emocionante, a menina pediu aos adultos mais respeito pelo mundo que eles deixariam para ela e suas futuras gerações. Vinte anos depois, a Rio+20 reune os líderes de todo o mundo para fazer um balanço do que foi feito nas últimas duas décadas e discutir novas maneiras de recuperar os estragos que já fizemos no planeta, sem deixar de progredir. Mas pensar em alternativas para diminuir o impacto da humanidade na Terra não é responsabilidade, apenas dos governantes: é nossa também. Afinal, todas as atitudes que tomamos no dia a dia - do tempo que demoramos para escovar os dentes ao meio de transporte que escolhemos para ir ao trabalho afetam, de alguma maneira, o

planeta e, por consequência, nossa vida. Por isso, no mesmo período da reunião oficial da Rio+20, o Rio de Janeiro sedia, também, a Cúpula dos Povos: um evento que contará com debates, palestras e uma porção de outras atividades, sobre os mesmos temas da Conferência da ONU, mas que serão promovidos por grupos da sociedade civil - como ONGs e empresas. A ideia é que todos os setores da sociedade discutam, ao mesmo tempo, maneiras de transformar o planeta em um lugar melhor para vivermos. Afinal, a união faz a força, certo? E mesmo quem está de fora desses debates pode ajudar, pensando em maneiras de minimizar o impacto nocivo da humanidade sobre a natureza.


7

Foto: Ilustrativa

E

stamos nos aproximando da Rio+20 e, durante a realização do evento, o mundo inteiro voltará suas atenções para o Brasil. Dentre os pontos de destaque está a matriz de geração de energia elétrica brasileira com mais de 85% de fontes renováveis. Operamos o maior sistema interligado do mundo, que permite a transferência de energia entre diferentes regiões. O Brasil fez o maior programa de eletrificação rural do mundo, que tirou da escuridão mais de 18 milhões de brasileiros. Tudo isso seria fantástico se ainda não tivéssemos problemas estruturais para resolver. O debate sobre o preço da energia está ganhando cada vez mais espaço na mídia, no Congresso e no Executivo. O tema é prato cheio para pessoas sem conhecimento técnico e, muitas vezes, serve de bandeira política, alimenta comentários superficiais de porta-vozes, que utilizam argumentos infundados para se valer do tema de forma equivocada. Hoje não é exatamente a tarifa de eletricidade que traz mais dor de cabeça aos industriais, comerciantes e consumidores residenciais. O que tem pesado no preço da energia são os encargos e impostos. Na média, 45% da conta de luz vai para encargos e tributos. Somos o terceiro país do mundo que mais tributa energia elétrica. Algumas comparações presentes

O CUSTO DA ENERGIA

* Nelson Fonseca Leite é Presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica - (Abradee) nos discursos panfletários, que, volta e meia, estão na mídia, costumam desprezar as peculiaridades e as diferenças que um país como o nosso apresenta. A comparação pura e simples com o custo em outros países é uma delas. Num país de dimensões continentais como o Brasil, as características regionais tornam

boa parte delas equivocadas. É preciso levar em consideração, por exemplo, a complexidade da atuação das empresas que atuam na Região Norte, não apenas em termos geográficos, mas sobretudo pelas características socioeconômicas da região. Não é possível ignorar que as dificuldades extremas de locomoção e a carên-

* Nelson Fonseca Leite cia de infraestrutura básica no Norte e Nordeste já são condições suficientes para derrubar qualquer comparação com países europeus ou com os Estados Unidos. No caso particular da Região Norte, há um clamor das distribuidoras que ali atuam para que o agente regulador leve em consideração a realidade local nas metodologias das tarifas de energia elétrica e também na fixação das metas de qualidade ao longo do tempo. A execução do programa Luz para Todos também pesa para as empresas. É uma iniciativa socialmente meritória, mas que se revelou, em muitos estados, pesada financeiramente para as concessionárias, obrigadas a drenar uma grande parte de seus recursos para dar conta das obrigações do programa. Isso colaborou para a piora dos indicadores de qualidade, tema que as distribuidoras das regiões mais pobres do país vêm discutindo nos últimos anos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em suma, é preciso levar em consideração a sustentabilidade econômico-financeira das empresas que produzem e distribuem energia no país. A complexidade do tema requer um debate aprofundado, com exposição dos melhores argumentos, para que se chegue a um equilíbrio entre o que é desejável e o que é factível.


Tesouras hidráulicas STANLEY Tesouras hidráulicas STANLEY LaBounty acopladas a escavadeiras permitem cortar sucata e demolir concreto. O produto é um dos destaques na M&T Expo 2012 e comprova que versatilidade representa aumento da produtividade. Escavadeiras foram projetadas para escavar, mas podem ir muito além dessa função quando recebem um tipo de acessório: as tesouras hidráulicas da série MSD da STANLEY LaBounty, usadas para processamento de sucata e concreto. Entre os benefícios imediatos do uso dessa peça estão o aumento da produtividade, a redução de mão de obra e dos riscos de acidentes entre operários. “Dependendo do modelo, a tesoura hidráulica pode ser instalada em escavadeiras de 3 a 125 toneladas. As tesouras chegam a processar 125 toneladas de sucata por dia, e podem substituir de 2 até 14 “maçariqueiros” em campo. Sua força de corte pode chegar a 4522 toneladas na garganta e 534 toneladas na ponta”, explica Flávia Garcia, Gerente de Vendas de Infraestrutura da Stanley Black&Decker, que comercializa a LaBounty. A LaBounty está no mercado há 38 anos e é pioneira no segmento de tesouras hidráulicas. A marca possui uma gama completa de acessórios para demolição, processamento de sucata e manuseio de materiais, como as tesouras hidráulicas de corte de sucata da série MSD, tesouras para pulverização de concreto linha UP, MDP e CP, além das garras, cortadores de madeira entre outros. Muito utilizadas em pátios de sucata, indústria e construção civil, as tesouras hidráulicas têm aplicações diversas, incluindo corte e movimento de materiais como metais ferrosos (vigas tipo H e I, tubos, etc.); metais não ferrosos (cobre, alumínio etc.); eletrodomésticos (geladeiras, lava roupas etc.); tanques; automóveis; embarcações; concreto; tijolos e alvenaria; pneus; e também uso em demolições, sendo aplicadas em estruturas de tijolo e concreto, madeira e aço. A abertura da mandíbula das tesouras varia de acordo com o modelo e tamanho. Há modelos que vão de 10 pol, que são tesouras para mini máquinas, até 48 pol para instalar em escavadeiras de 125 toneladas. A versatilidade é a marca desse acessório.

As mulheres estão transformando os canteiros de obras A área da construção civil tem recebido outro tipo de força de trabalho: a feminina. Pedreiras, pintoras, eletricistas e carpinteiras estão em campo realizando trabalhos até pouco tempo realizados apenas por homens. Formação de mão de obra foi o tema da palestra da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção – Sobratema, que ocorreu no dia 31/5, durante o Sobratema Congresso, realizado junto com a M&T Expo 2012, que prossegue até 2/6, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. A palestra foi proferida por Norma Sá e Deise Gravina, coordenadoras do projeto Mão na Massa – Mulheres na Construção Civil, pioneiro no país. “O projeto teve início em 2007, no Rio de Janeiro, com o objetivo de capacitar mulheres em condições de vulnerabilidade para trabalharem na construção civil”, conta Deise. Com duração de seis meses, mulheres de 18 a 45 anos recebem a qualificação profissional necessária para atuarem em canteiros de obras. “Mais de 50% da força de trabalho no país é feminina. Por que não treiná-las e colocá-las na construção civil, área que está sofrendo um ‘apagão’ por falta de trabalhadores? O curso já formou 410 operárias, 80 estão atualmente em sala de aula e, no próximo mês, mais 60 vagas serão abertas, totalizando quase 500 mulheres com capacitação profissional para atuarem nas obras. “Os empregadores destacam a organização, a limpeza, a disciplina, o não desperdício e a utilização de equipamentos de segurança como as principais características das mulheres no trabalho, o que transforma por completo o canteiro de obra”, ressalta Norma. E completa: “Não conhecemos nenhuma construtora que tenha contratado mulheres pela

primeira vez e não voltou a contratar. Pelo contrário: pedem sempre mais operárias”. O projeto, além de qualificar, encaminha as recémformadas operárias para vagas de trabalho através da parceria que mantém com diversas empresas. “A vida dessas mulheres muda completamente. Sentem-se capazes e valorizadas, com função social definida e renda, o que facilita a educação dos filhos e a transformação da própria família e, consequentemente, da comunidade.”, afirma Deise. Ao ser contratada para trabalhar em um canteiro de obras pela primeira vez, a operária formada pelo projeto Mão na Massa ocupa o cargo de meio-oficial, com salário de R$ 1.030,00, “muito maior do que os R$ 250, R$ 300 que ela recebia fazendo faxinas e outros bicos”, lembra Norma Sá. “Além do melhor salário, elas também modificam o comportamento dos homens no canteiro de obras. Eles passaram a buscar maior qualificação profissional, além de ficarem mais atentos à organização, segurança e limpeza do canteiro”, complementa Deise. Foto: Ilustrativa

NOTAS

Fotos: Ilustrativas

8

Folha da Engenharia - Edição 99  

Folha da Engenharia