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CUSTO DA CONSTRUÇÃO EM BELO HORIZONTE INICIOU O ANO EM ALTA

O

Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² - projeto-padrão representativo R8-N) aumentou 3,93% em janeiro em relação ao mês anterior. Dos seus quatro grupos componentes, observou-se que o material registrou elevação de 0,59%, a mão de obra aumentou 7,28%, as despesas administrativas cresceram 2,04% e o aluguel de equipamentos apresentou estabilidade. Com esse resultado, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e 03 quartos), que em dezembro era R$939,80 passou para R$976,74 em janeiro. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução dos preços de materiais de construção, mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sinduscon-MG, de acordo com a Lei 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721 : 2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). De acordo com o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista

Daniel Furletti, o aumento mais expressivo do CUB/m² em janeiro aconteceu em função da alta registrada no custo com a mão de obra. “A data base dos trabalhadores da Construção Civil em Belo Horizonte é o mês de novembro. Como as negociações aconteceram até o mês de dezembro, o maior reflexo do aumento ocorrido em função da nova Convenção Coletiva de Trabalho aconteceu em janeiro”. Furletti ainda lembra que, em dezembro, o custo com a mão de obra também cresceu. “Naquele mês o CUB/m² elevou-se 1,79% enquanto o custo com a mão de obra aumentou 3,65%, refletindo antecipações dos aumentos salariais”, destaca. Em relação à alta do custo com materiais, o coordenador do SindusconMG, ressalta que, apesar de ser a maior observada nos últimos meses, ela pode ter refletido uma acomodação nos preços: “Não acreditamos que esta é uma tendência. O Brasil não possui ambiente econômico que possibilite descontrole de preços. O natural é que os preços dos materiais caminhem de acordo com a política econômica e monetária do país, dentro de um ambiente de maior estabilidade. Deve-se lembrar que as expectativas de inflação para 2012 já

sinalizam arrefecimento e esperamos que o mesmo aconteça com o custo da construção”, destaca o coordenador. Da cesta de insumos que compõem o cálculo do CUB/m² observouse que 15 itens registraram elevações em seus preços, 08 ficaram iguais e três registraram quedas. Furletti destaca que o setor segue acompanhando atentamente a evolução dos preços dos seus insumos. “É necessário um acompanhamento contínuo dos preços, pois alguns materiais ainda se destacaram com altas relevantes”, ressalta. Em janeiro os maiores aumentos foram: brita (+5,83%), porta interna semi-oca para pintura (+2,19%), areia (+2,13%), fechadura para porta interna (+2,13%), placa cerâmica (+2,09%), vidro liso

transparente 4mm, colocado com massa (+1,85%) e bloco de concreto sem função estrutural (+1,40%). Período 12 meses (fevereiro/11janeiro/12): Nesse período, o CUB/m² aumentou 7,89%, sendo que o custo com material registrou incremento de 4,92% e o custo com a mão de obra cresceu 11,19%. Os materiais que apresentaram as maiores elevações de preços foram: brita (+36,56%), porta interna semi-oca para pintura (+14,00%), bloco de concreto sem função estrutural (+13,79%), esquadria de correr (+13,00%), janela de correr em perfil de chapa de ferro dobrada (+11,94%), placa cerâmica (+11,88%) e vidro liso transparente 4mm, colocado com massa (+11,45%).

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Jornal Folha da Engenharia - Ed 96  

Engenharia, Arquitetura, Urbanismo

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