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Relatório Projeto Vai e VemNem tudo é lixo

Expediente Relatorio Visual Projeto Vai e Vem - Nem tudo é lixo Textos - Coletivo Roldana Diagramação - Nanda Paixão


SOBRE O PROJETO Diante da necessidade ambiental urgente que é dar o devido destino e/ou reaproveitar o máximo possível da imensa quantidade de resíduos sólidos que são produzidos e muitas vezes acumulados nas periferias das cidades, onde se é carente de saneamento básico, surge o “Vai e Vem - Nem Tudo é Lixo”. Com intuito de propor uma transformação na cultura do consumo e descarte, buscando estimular um novo olhar sobre tudo aquilo que jogamos fora e trazendo os questionamentos levantados por nós, equipe, e também vivenciados nas partilhas feitas na Comunidade Cidade de Deus: De onde veio? Pra onde vai? Será que posso reaproveitar? A partir desses questionamentos buscamos estimular uma mudança no dia-a-dia da comunidade, da consciência das crianças que se tornarão agentes multiplicadores propagando para suas famílias podendo tornar o local em que vivem mais saudável e sustentável.


Primeira Fase


ABRIL 2018

02. Primeira reunião da equipe inicial na na base, no Cosme e Damião, onde foram apresentadas as ideias gerais do projeto, discutidas propostas de aplicação e disponibilidade de cada membro da equipe. 12. Segunda reunião dos membros da equipe Vai e Vem na base, no Cosme e Damião, onde iniciamos a divisão de funções e organização do calendário de atividades de planejamento e oficinas. Conversando percebemos que tínhamos a necessidade de vivenciar as atividades integralmente para juntos podermos ensinar e aprender em um processo mútuo. Sendo assim optamos por não mais contratar profissionais para ministrar oficinas e sim nós mesmos o fazer, para fundamentar melhor o conteúdo decidimos por contratar uma profissional da educação para nos prestar consultoria pedagógica.

MAIO 2018

03. Reunião da equipe no Edf Pernambuco para planejamento da atividade junto à Festa dos Becos promovida pelo Favela News, na qual faríamos uma apresentação do “Vai e Vem” na comunidade (CDD – Arruda) onde se realizara as oficinas do projeto. 14. Dia em que realizamos compra de materiais e também coleta de garrafas pet para a produção dos brinquedos “Vai e Vem” que dá o nome e conceito ao projeto. 15. Fizemos a compra de mais alguns materiais que estavam faltando para a confecção dos brinquedos e iniciamos a produção na base, no Cosme e Damião. 16. Produção e Atividade - Finalização e acabamento dos brinquedos na base, no Cosme e Damião; Apresentação do projeto na Festa dos Becos: Reunimos cerca de 7 crianças para conversar sobre a importância da reciclagem e suas possibilidades, em


seguida fizemos uma mini gincana para catar garrafas pet, confeccionamos mais dois brinquedos além dos cinco que já havíamos levado prontos e fizemos a brincadeira do Vai e Vem com crianças da comunidade CDD – Arruda. Essa experiência serviu como investigação do público, do local onde se dariam as oficinas e nossos primeiros contatos enquanto “Vai e Vem – Nem tudo é lixo” na comunidade. A partir dela decidimos mudar o que produziremos para as oficinas, ao invés de brinquedos conseguimos identificar que a música seria uma linguagem muito mais atrativa para as crianças, passamos então a começar a estudar sobre e confeccionar instrumentos musicais à partir de materiais recicláveis.

JUNHO 2018

09. Pesquisa de público - Neste dia fomos à CDD – Arruda com o objetivo de conversar com a comunidade, conhecer mães, pais e crianças com idade até seis anos. Falamos sobre o projeto e convidamos para a atividade que aconteceria no dia 16 de Junho. 14. Preparamos melhor o ambiente na base, no Cosme e Damião, para melhorar a funcionalidade e qualidade de produção e construímos uma bancada de trabalho com madeiras recicladas; Começamos a fazer a seleção dos materiais que havíamos coletado - garrafas pet, madeira, tampas de garrafa - e seu preparo higienizando, lixando e cortando. 15. Na base, no Cosme e Damião, assistimos alguns vídeos tutoriais e com base nos materiais reciclados produzimos alguns instrumentos: 1 pandeiro feito com madeira, garrafa pet e tampas de garrafa; 4 chocalhos feitos com madeira e tampas de garrafa; 4 matracas feitas de madeira. 16. Oficina na CDD - Fizemos mais uma passagem pela comunidade conversando com mães sobre o projeto e convidando as crianças a participar. Iniciamos a oficina com quinze crianças de idade entre 4 e 8 anos, nosso foco é a primeira infância, porém damos as oficinas em uma praça e sempre procuramos agregar outras crianças que estão ociosas em volta e se encontram


em uma mesma situação de vulnerabilidade social ou ainda pior. Falamos e fizemos perguntas sobre reciclagem no intuito de obter informações sobre o nível de conhecimento das crianças sobre o assunto, em seguida conversamos um pouco sobre as possibilidades que a reciclagem traz, apresentamos alguns instrumentos que construímos previamente e fizemos uma dinâmica musical cantando a música:

“VAI E VEM, VAI E VEM NEM TUDO É LIXO USE COM CONSCIÊNCIA EVITE O DESPERDÍCIO CUIDADO COM O LIXO E ONDE VAI JOGAR PRESTE BEM ATENÇÃO E VÊ SE PODE RECICLAR VAI E VEM, VAI E VEM NEM TUDO É LIXO USE COM CONSCIÊNCIA EVITE O DESPERDÍCIO DA PRA FAZER MUITA COISA RECICLAR TAMBÉM É ARTE PRO BEM DO AMBIENTE FAZEMOS A NOSSA PARTE”


20. Dia de produção na base no Cosme e Damião, onde andamos pelas ruas do bairro (Cosme e Damião – Recife) fazendo coleta de materiais que consideramos ser interessantes para o nosso objetivo, continuamos os estudos e a confecção dos instrumentos reciclados. 25. Dia de produção na base, no Cosme e Damião, onde mais uma vez andamos pelas ruas do bairro (Cosme e Damião – Recife) fazendo coleta de materiais que consideramos ser interessantes para o nosso objetivo, fizemos o preparo do material (triagem e higienização) e continuamos na confecção dos instrumentos reciclados. 27. Fizemos uma reunião na casa de Caio (um dos membros da equipe) para organizar a prestação de contas. 30. Fizemos uma reunião na base, no Cosme e Damião, para alguns ajustes na equipe e estudo do conteúdo para a oficina do dia 07 de Julho de 18.

JULHO 2018

07. Mais um dia de oficina na comunidade, dessa vez contamos com a participação de 13 crianças. Conversamos sobre a Coleta Seletiva e sua importância, a identificação dos tipos de materiais (papel, plástico, vidro, metal e orgânico), seus impactos no ambiente e no que podem se transformar. Em seguida fizemos uma dinâmica para exercitar a associação de cada tipo de material à sua cor correspondente na coleta seletiva como papel – azul, plástico – vermelho e assim por diante. 17. Nos reunimos para planejar o início da segunda fase de oficinas, desse primeiro ciclo. Definir bases para o conteúdos dos próximos encontros. 20. Produção (Material Didático) - Pesquisa e confecção de material didático para atividade que acontecerá no dia seguinte.


21. Oficina na CDD - Ciclo da Reciclagem - com base em um cartaz, ilustramos um ciclo de reciclagem de latinhas alumínio, conversamos sobre o processo de descarte. Passando pela coleta dos catadores, chegando ao depósito que compra esse material e em seguida enviando para a fábrica voltando a ser latinhas. Algumas das crianças têm pais que vivem da reciclagem e a atividade contribuiu para o reconhecimento da importância dessas pessoas como trabalhadores ambientais. 24. Começamos a reunir elementos de identificação da comunidade para compor os personagens e os cenários da história. Pesquisamos algumas histórias para ter como base. Construímos um roteiro e escrevemos a nossa com as características físicas, sociais e geográficas da Cidade de Deus. 26. Produção


AGOSTO 2018

01. Produção de História - Contação de História Cenário: Praça do Dinossauro de lata | Cidade do Povo Contexto: Era uma uma vez, uma menina chamada Lila que morava na Cidade do Povo, onde tudo era compartilhado. As pessoas almoçavam juntas comidas muito gostosas e sempre que alguém tinha um lanche chamava todos os amigos para dividir…as crianças de lá viviam muito felizes. Todos os dias, desde o sol nascer até a lua aparecer, as árvores cantavam ao som dos pandeiros dos pássaros batuqueiros e as borboletas dançavam alegremente Descoberta Um dia Lila e seus amigos foram brincar nas ruas da Cidade do Povo e decidiram ir até a Praça do Dinossauro de lata, mas pra chegar até lá resolveram apostar uma corrida, quem chegasse primeiro na praça e tocasse na cabeça do dinossauro de lata venceria. Então Lila e seus amigos começaram a correr. Lila estava na frente, quase chegando, quando escorregou em uma garrafa de refrigerante que alguém havia jogado no chão e caiu.

Todos ficaram muito assustados e correram para ajudá-la. Depois daquele aperreio todo, ajudaram Lila a se levantar e limparam a sujeira que tava pelo corpo e pela roupa dela. Perceberam que a praça estava diferente. Não se ouvia mais o toque dos pássaros batuqueiros, as borboletas dançarinas também sumiram e ninguém via mais suas alegres cores dançando pelo ar, as árvores estavam tristes com suas folhas todas secas e seus galhos cansados... No lugar da alegria e dos bichos que tinham antes, encontraram uma galera de ratos mal encarados. Os ratos estavam comendo lixo, arrotando, fazendo cocô e xixi e espalhando muita sujeira pela praça. Motivo Sem entender o que estava acontecendo o grupo de amigos saiu procurando uma resposta, querendo saber porque a praça tinha ficado daquela maneira, tão suja e feia. E ninguém melhor do que as árvores falantes para contar o que tinha acontecido. Elas ficavam sempre ali


paradas observando tudo. Mesmo se estivesse chovendo, fazendo sol, frio ou calor elas nunca saíam de lá; Chegando perto das árvores, Lala, a irmã de Lila, se aproximou de Seu Coração de Nego, a árvore mais antiga da Praça, e perguntou: - Seu Coração de Nego, o que aconteceu com a praça do dinossauro de lata? E Seu Coração de Nego respondeu: - Semana passada várias pessoas vieram aqui para jogar seu lixo e desde então todos jogam lixo na praça. Alimentando a gang dos ratos mal encarados. Adoecendo e assustando os bichos que aqui viviam - Mas e os pássaros batuqueiros e as borboletas dançarinas, pra onde foram? - Os pássaros batuqueiros ficaram doentes e foram em busca de um lugar mais limpo para morar. As borboletas se sentiram ameaçadas pelos ratos mal encarados e voaram para dançar em outra praça. Ação Tristes com a atitude das pessoas e com a presença dos ratos mal encarados, Lila e seus amigos perceberam que tinham que fazer alguma coisa para ajudar a praça do dinossauro de lata. Foi então que Lala teve a ideia de

chamar seu Bocão para anunciar na bike, alertando as pessoas sobre o que estava acontecendo. O que não adiantou muito... Lila e seus amigos ficaram lá limpando, durante toda a manhã Quando viram dona Maria e seu Biu se aproximando para jogar seus lixos. Quase não acreditaram no que estavam vendo e perguntaram: -Por que estão fazendo isso? Desse jeito os pássaros batuqueiros, as borboletas dançarinas e os outros animais irão morrer e os ratos mal encarados vão dominar esse lugar... -Mas não temos onde jogar isso, aqui parecia que era um lugar massa para colocar nossos lixos - Disse seu Biu. Solução Quando estava muito cansada e quase desistindo, Lila percebeu que no lixo daquelas pessoas tinham tonéis gigantes. Então teve uma grande ideia. -Por que não usamos esses tonéis gigantes para criarmos lixeiras ecológicas? -Mas o que são lixeiras ecológicas? Perguntou dona Maria -São lixeiras feitas com materiais que não utilizamos mais. E esses tonéis gigantes são perfeitos para isso. Pois tudo o que jogarmos dentro deles, podemos separar, colocando


papel no tonel azul, plástico no tonel vermelho, alumínio no tonel amarelo e vidro no verde.. assim poderão reciclar e transformar esses materiais em muitas coisas legais. -Que ótima ideia, Lila! - Falou dona Maria Fim Felizes com a grande ideia de Lila, todos saíram em busca de tonéis gigantes para construir lixeiras ecológicas. A praça do dinossauro de lata foi ficando limpa outra vez, os

pássaros batuqueiros e as borboletas dançarinas começaram a voltar e alegrar a praça... Lição À partir desse dia,Lila, Lala, os seus amigos e todo mundo que mora na Cidade do Povo nunca mais vão jogar lixo na praça nem em lugares que agridam a natureza. Lixo é pra jogar na lixeira! E assim, viver e brincar em um lugar limpo, alegre e saudável para todos nós.


03. Produção da História e Personagens - Contação de História Pesquisamos na internet figuras que servissem para compor os personagens e cenários da história. Imprimimos, colamos em papel Kraft para ficar mais firme e colorimos. Estas figuras ilustram os acontecimentos da história 04. Atividade Contação - Nesse dia, especificamente, tivemos o menor público de todos os encontros. Apenas 2-3 participantes. Sentimos que a comunidade estava em um ritmo diferente. Um clima estranho. Depois de um diálogo com as crianças, soubemos que houve uma festa em um bairro próximo e algumas crianças tinham ido para lá. Além disso, ficamos sabendo do “tempo de pipa” que na comunidade se transforma em um evento. Com isso teríamos que disputar a atenção com essa brincadeira popular divertida. Apesar do pequeno número, olhos e ouvidos atentos a cada fala dos personagens que se apresentavam na história. Curiosos, queriam interagir pegando a figura e dando vida a elas ao seu modo. 11. Festa dos Becos - Compra de material para construção das atividades. 15. Produção 22. Produção

SETEMBRO 2018

10. Produção para Atividade do dia 15

15. Pintura de Cartazes-contação de histórias 19. Produção 27. Reunião de Organização Financeira


OUTUBRO 2018

03. Produção

05. Compra furadeira - Reunião noite Compra de material para construção das atividades. 11. Compra de Material - Encontro Organização Compra de material para construção das atividades. 26. Produção 27. Atividade Colagem de Lambe; Atividade de Construção de Kazzo (com Neto Costa)

NOVEMBRO 2018

08. Compra de Material (Avil - Coral) Compra de material para construção das atividades. 16. Reunião Financeira - Organização para prestação de contas. 24. Reunião Financeira - Organização para prestação de contas. 30. Reunião Financeira - Organização para prestação de contas.


Segunda Fase


FEVEREIRO 2019

14. Reunião de Repasse Financeiro - Primeiro encontro da equipe após aprovação do projeto. Conversamos sobre a divisão dos recursos; Nanda e Caio repassou o funcionamento do financiamento (divisão de rubricas) e planejamento de conteúdos para os novos membros da equipe, Neto Costa e David John. 18. Pesquisa de Materiais - Fomos ao centro do Recife para realizar uma pesquisa prévia de lojas, materiais e preços. Também estudando as possibilidades de reaproveitamento de materiais.

MARÇO 2019

09. Reunião de Organização - Nós reunimos para revisar o projeto, debater possibilidades e estratégias para as atividades, divisão de funções entre a equipe e construir calendário de ações. 15. Compra de material - Fomos ao centro do Recife para realizar a compra de alguns materiais essenciais para o início das produções. 22. Reunião de Planejamento - Nos reunimos para pesquisar sobre dinâmicas a serem aplicadas nas oficinas, estudamos mais sobre como transmitir o conteúdo através das linguagens lúdicas. 23. Reunião de Organização - Neste encontro, discutimos sobre formas de aprofundamento do conteúdo aplicado na primeira fase do projeto, foi quando decidimos dividir as vivências/oficinas baseando nos quatro principais tipos de materiais da coleta seletiva: Plástico, Papel, Metal e Vidro. A partir desta divisão seria possível trabalhar dinâmicas que detalhasse os processos de cada material. Associando cada um a sua cor correspondente e seus ciclos. Com o objetivo de proporcionar maior entendimento sobre cada resíduo, para onde deve ir e o que podemos fazer.


25. Compra de Material - Fomos ao centro do Recife para comprar alguns materiais e posteriormente confeccionar o material didático para a primeira oficina 27. Encontro de Confecção (Tema: Plástico) Neste dia fizemos a catação de diversos materiais plásticos, dando prioridade a garrafas pet; Fizemos as seleções já direcionando “o que serviria para o que” e optamos por fazer instrumentos musicais: kazoo (uma espécie de instrumento de sopro) e chocalhos. Higienizamos os materiais e cortamos. 28. Com o material previamente selecionado e cortado, confeccionamos os kazzos, os chocalhos e também um joguinho de “peteca na cesta”. Feito com as tampas (peteca) e com o fundo da garrafa pet (cesta), para que também fizesse parte da dinâmica pedagógica. Planejamos todos os detalhes para a vivência do dia 30/03 (Oficina com o tema: Plástico) e dividimos as responsabilidades.


30. Oficina Vai e Vem (Tema: Plástico) - Primeira oficina com as crianças da Cidade de Deus (CDD), nesta segunda fase do Vai e Vem. Chegamos na comunidade no início da tarde e começamos a organizar o espaço para a atividade, na praça. Uma parte da equipe foi convocar as crianças, passando nas casas e conversando com os pais. Nos reunimos com dez crianças e iniciamos a vivência fazendo uma roda e relembrando nossa música. Depois conversamos sobre os processos de produção e descarte do plástico e as possibilidades de reaproveitamento que estão ao nosso alcance. Fizemos o jogo da peteca na cesta. Quem acertava tinha que responder uma pergunta sobre o que conversamos. O objetivo não era de competir, mas de estimular que o conhecimento fosse também um prêmio; Após o jogo, distribuímos os kazzos e os chocalhos fazendo perguntas sobre do que eram feitos e a relação com a cor vermelha. Fizemos novamente a roda, dessa vez com o objetivo de cantar e tocar a nossa música. Encerrado o momento musical, lanchamos e finalizamos esta oficina.


ABRIL 2019

02. Planejamento e Compras de Materiais - Nos encontramos no centro do Recife para planejar a vivência do dia 06/04 “Oficina Papel”. Decidimos trabalhar o conteúdo a ser passado através da linguagem lúdica das máscaras. Como o projeto Vai e Vem tem a base na troca de saberes e ciclos, sejam estes ciclos físicos ou intelectuais, estamos a todo momento buscando aprender para poder ensinar e ensinando aprendemos ainda mais. Assistimos alguns vídeos sobre produção de máscaras de papel e optamos por confeccioná-las em papelão por ser um material de simples manuseio e relativamente fácil de encontrar. Neste encontro também planejamos as produções deste material e como seria a dinâmica da oficina. 03. Neste dia fomos pra rua catar papelão, passamos por comércios explicando sobre o projeto e pedindo. Pesquisamos modelos de máscaras para usar como referência, limpamos os papelões e cortamos nos formatos necessários. 04. A partir das formas já recortadas, fizemos a pintura das máscaras pensando na criação de personagens. Usamos predominantemente a cor azul para ajudar na assimilação da cor correspondente ao papel na coleta seletiva, finalizamos as máscaras colocando os cordões para segurar na cabeça e estudamos mais detalhadamente como seria a oficina.


06. Oficina Vai e Vem (Tema: Papel) - Chegamos na CDD e começamos a organizar o espaço da atividade que é sempre aberto, na praça, e como já foi a segunda oficina as crianças já foram se aproximando curiosas e querendo participar. Começamos a atividade conversando sobre de onde vem o papel, do que ele é feito e respondendo questionamentos como “papelão também é papel?” Conversamos bastante sobre a importância de aproveitar e reaproveitar ao máximo o papel pois árvores são derrubadas para que seja produzido. Havíamos pensado em construir uma estória contada na hora a partir dos personagens atribuídos as máscaras. Após a troca de idéias fizemos perguntas sobre os assuntos abordados e quem fosse respondendo escolheria sua máscara. Devido a euforia gerada pelas máscaras, a criação da história não fluiu como planejamos. Porém todos foram criando seus personagens, inventando nomes e dizendo se era do bem ou do mal, baseado nas suas características. Brincamos um pouco com aqueles personagens e finalizamos este encontro com o lanche. Na primeira vivência não tivemos a participação de nenhuma menina e nesta chegaram algumas apenas no final. Ficamos de sondar melhor os motivos para essa ausência


10. Desde o início a música é uma linguagem muito presente nas nossas oficinas, percebemos que através dela conseguimos passar o conteúdo e também criar mais um elemento atrativo para as crianças. Pensando nisso decidimos utilizar um batuque de latas na oficina com o tema metal. Neste dia fomos até o lixão, que fica perto da casa de um dos membros da equipe, no bairro de Timbí-Camaragibe. Lá catamos diversas latas de diferentes tamanhos. Selecionamos e as deixamos em melhores condições (tirando os rótulos, lixando e lavando. Deixamos secando ao sol para receber a pintura no dia posterior. 11. Neste dia, no local que utilizamos para as produções em Vila da FábricaCamaragibe, pintamos todas as latas de amarelo, que é a cor correspondente ao metal na coleta seletiva. Conseguimos alguns pedaços de uma antena e fizemos as baquetas de alumínio; Esperamos tudo secar e colocamos os cordões de apoio. Estavam prontos os tambores! Produzimos o material didático, pedaços de papel amarelo onde foi desenhado o ciclo do metal (desde sua extração até o descarte/reaproveitamento/reciclagem), pensando na praça onde as crianças brincam. Que tem o formato circular e seria de fácil memorização do processo.


13. Oficina Vai e Vem (Tema: Metal) - Chegamos na praça que realizamos as oficinas e as crianças já estavam na expectativa para a vivência. Organizamos o espaço com a ajuda de algumas crianças e iniciamos a atividade com uma dinâmica nos arredores da praça. Espalhamos os papéis, formando o ciclo da latinha de alumínio, da coleta até quando retorna para as nossas mãos. Dividimos em três grupos, para que cada grupo passasse por cada processo e fosse explicado como funciona contextualizando com o cenário real. Onde os catadores têm função primordial nesse ciclo. Não funcionou bem essa espera das crianças dos outros grupos. Eles estavam curiosos e resolvemos fazer um grupo só e explicarmos tudo de uma vez. Logo após, distribuímos os tambores e tocamos e cantamos os tambores junto com a criançada. Finalizamos e lanchamos.


16. Reunião de Planejamento e Compras - Nos reunimos no centro do Recife para discutir possibilidades e estratégias para a oficina do tema vidro. Foi a que encontramos uma certa dificuldade e pensamos com cautela “o que podemos fazer?”. Como o vidro é um material de manuseio com mais riscos ficamos com alguns receios. Foi quando um dos integrantes da equipe, Neto Costa, deu a ideia de utilizarmos a tradicional brincadeira da bola de gude (bola de vidro) e foi uma ótima solução. Compramos as bolas de gude e marcamos os dias de organização do conteúdo e produção do material didático 23. Encontro de Produção e Reunião com Ilka - Neste dia, Caio foi para uma reunião com Ilka e os outros para instruções sobre mudanças na prestação de contas. O restante da equipe se encontrou para discutir estratégias para a próxima oficina e formas de introduzir o conteúdo na brincadeira da bola de gude. Estudamos através de alguns vídeos sobre os processos de produção, consumo, descarte e reaproveitamento/reciclagem 24. Confecção de material didatico para a oficina de vidro 27. Oficina Vai e Vem (Tema: Metal) - Chegamos na praça que realizamos as oficinas e as crianças já estavam na expectativa para a vivência. Organizamos o espaço com a ajuda de algumas crianças e iniciamos a atividade com uma dinâmica nos arredores da praça. Espalhamos os papéis, formando o ciclo da latinha de alumínio, da coleta até quando retorna para as nossas mãos. Dividimos em três grupos, para que cada grupo passasse por cada processo e fosse explicado como funciona contextualizando com o cenário real. Onde os catadores têm função primordial nesse ciclo. Não funcionou bem essa espera das crianças dos outros grupos. Eles estavam curiosos e resolvemos fazer um grupo só e explicarmos tudo de uma vez. Logo após, distribuímos os tambores e tocamos e cantamos os tambores junto com a criançada. Finalizamos e lanchamos.


MAIO 2019

03. Reunião de Organização e Atividade do Ciranda- Devido algumas dificuldades encontradas no decorrer do processo, como dispersão da equipe e algumas falhas de comunicação, decidimos convocar essa reunião para retificar alguns pontos e com isso aprimorar a aplicação e fazer um bom fechamento desta fase do Vai e Vem em uma culminância que sintetizasse todo o conteúdo, trazendo novos elementos didáticos. Após a reunião, Caio e David se dirigiram ao encontro de compartilhamentos das experiências dos projetos apoiados pelo Fundo Ciranda, no Centro Luiz Freire em Olinda. 04. Encontro de Estudos- Seguindo alguns pontos de retificação propostos na reunião anterior, nos encontramos para revisitar todo o conteúdo aplicado nas oficinas até então e realizar alguns estudos a partir da cartilha “Lixo quem se lixa?” que usamos como base desde a primeira fase do projeto, a qual guiou algumas ideias para a finalização dessa segunda fase. 09. Compra de Materiais- Fomos ao centro do Recife comprar materiais necessários para a última vivência. 10. Confecção para a Culminância- Continuando na divisão dos quatro materiais básicos (plástico, papel, metal e vidro) buscamos sintetizar uma junção como forma de revisar o conteúdo e ampliar as possibilidades. Construímos novos batuques, de lata; Novos kazzos, de garrafas pet; Uma dinâmica diferente para as bolas de gude; No caso do papel fizemos “guritinhas” (um tipo de pipa feita só com papel). Também confeccionamos cartazes ilustrados à mão, detalhando o ciclo de cada material, para continuar instigando os dois questionamentos essenciais: “De onde veio? Para onde vai?”


11. Oficina Culminância - Chegamos e as crianças já foram ao nosso encontro. Havia muitas crianças novatas. Organizamos o espaço e iniciamos a atividade, com uma roda de diálogos. Voltamos a falar das cores da coleta seletiva, dessa vez os quatro elementos na mesma aula. Na conversa rememoramos as atividades passadas, até para situar as que estavam pela primeira vez na aula. Fixamos o conteúdo com uma dinâmica, logo após o diálogo. Onde as crianças iam colocando os objetos -recortados de revistas- nos espaços determinados, de acordo com as cores da coleta seletiva. Vermelho-Plástico, Azul- Papel, Amarelo-Metal, Verde-Vidro. Fluindo bem e as crianças interagindo e memorizando, do mais velho ao mais novo. Depois separamos o grupo em quatro pilares, representados por cada um dos materiais. Neto, ficou com o plástico. Caio, com o metal. David, com o papel. E Nanda, com o vidro. O objetivo do grupo era cada representante mostrar os ciclos infinitos da reciclagem, a importância da coleta - principalmente do catador- e apresentar os brinquedos-instrumentos construídos com os materiais. Sendo, plástico: o kazzo- instrumento de sopro com o som similar a um trompete, feito de garrafa pet metal: a percussão- tambores feito de latas papel: pipas, modelo conhecido na periferia como chalopinha vidro: brincadeira com bola de gude. As meninas optaram pelo grupo de Nanda, como já esperávamos. No início, houve uma resistência ao tipo de jogo, por ser denominado jogo de menino. Foi conversado e compreendido por elas. Algumas crianças não se limitaram a um grupo só e se misturavam entre as brincadeiras, que aconteciam de forma simultânea. Logo após, servimos o lanche e concluímos a atividade. A nossa oficina acontece na praça da cidade de Deus, onde não há limitações de espaços e contamos com a liberdade e gosto por buscar o aprendizado das crianças. Como ponto negativo, há as interferências sociais, que por vezes impedem a presença das crianças e o querer dos pais em que elas participem. A comunidade na guerra do tráfico é uma realidade comum. Por mais que, por sorte, não tivemos no meio desses conflitos tivemos um desfalque no grupo, principalmente por parte das meninas. Nessa última oficina, em especial, tivemos uma grande participação delas, as meninas. A comunidade estava animada e aparentemente mais tranquila do que os outros dias.


COLETIVO ROLDANA Nascido a um pouco mais de um ano, é uma junção de ideias, expressões e vontades de solucionar as nossas inquietações de forma conjunta. É o apoio e escuta. É a vontade de ajudar e ser ajudado. Composto por integrantes residentes de Recife e região metropolitana. Criou e realizou o Projeto Vai e Vem- Nem tudo é lixo

INTEGRANTES Caio Philippini David John Nanda Paixão Neto Costa


Profile for Nanda Paixão

Revista Virtual- Projeto Vai e Vem - Nem tudo é lixo  

Revista com relatos do decorrer do Projeto Vai e Vem - Nem tudo é lixo.

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