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Fale Mais Sobre Isso 1


2 Fale Mais Sobre Isso


CARTA AO LEITOR

77 Esta 4ª edição da Revista Fale Mais Sobre Isso reafirma o nosso compromisso com a criação em Uberlândia de um veículo de comunicação ético por meio do qual os profissionais ligados, direta ou indiretamente, ao universo da Saúde Mental possam divulgar seus serviços e, a população em geral, possa melhor compreender as capacidades e potencialidades desses serviços. Como já dissemos em outras edições, o mercado não existe de forma independente ao que dele fazemos e, portanto, importa que nos manifestemos, nos apresentemos e nos fortaleçamos como categorias profissionais que podem – e devem -, por meio das suas habilidades e competências, ajudar pessoas, salvar vidas, mudar instituições e auxiliar na construção de um mundo melhor. De uma forma cada vez maior, temos recebido várias manifestações de apoio a esse projeto de popularização responsável das capacidades operativas da Psicologia e das diversas áreas comprometidas com a Saúde Mental das pessoas. E, paralelamente ao crescente apoio que temos recebido, temos também constatado o imenso interesse que todas – veja bem, todas – as pessoas e instituições possuem pelas temáticas, as questões e os conhecimentos que fazem parte do infinito universo da Psicologia e de todas áreas da Saúde Mental. Nesse sentido, gratifica-nos, e muito, saber que esta revista tem sido aguardada e levada para casa por quem a encontra nos estratégicos pontos em que a mesma é, gratuitamente, distribuída pela cidade. Explicando: a Fale Mais Sobre Isso não é uma revista que, nas salas de espera de escritórios e consultórios, tem sido, simples e desinteressadamente, folheada por quem aguarda ser atendido. Como temos visto e sido informados, é uma revista que some das salas ou dos ambientes nos quais se encontrava, sendo carregada para a pasta, para o carro ou para a casa de quem mais tarde, com tempo, quer saboreála, absorvê-la, utilizá-la. Tal situação nos gratifica por que confirma o que pensávamos ao criar este veículo de comunicação: conhecimentos, como os que a Psicologia proporciona, mudam e salvam vidas. Agora, pense: em um mundo como o que estamos vivendo, quem não precisa acessar esses conhecimentos e fazer uso dos mesmos? Por isso, falemos muito sobre isso – todos nós precisamos.

Coordenador

Leonardo Abrahão Diagramação e Arte

Osvaldo Guimarães A Psicologia, as ciências Psi e todas as ciências e práticas ligadas ao universo da Saúde Mental mudam e salvam vidas. Nosso objetivo é, democraticamente, falar mais sobre isso e divulgar ao máximo os profissionais dessas áreas. Dessa forma, todo o conteúdo da Revista Fale Mais Sobre Isso nos ajudará nessa tarefa – assim como os debates, as conversas, as controvérsias e a muito bem vinda participação dos leitores. Leia-nos. Escreva-nos. Sua participação nos felicita e engrandece! Contato comercial: (34)99661835 revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br Fale Mais Sobre Isso

DOS LEITORES Ana Júlia, em depoimento deixado no blog da Revista “Ler a Revista Fale Mais Sobre Isso foi a força final que eu precisava para ir a um psicólogo. Fui ao consultório levando-a em mãos, pois um depoimento retratava a minha própria situação e me ajudou muito a começar a me abrir. Me ajudou mesmo!” Renan, em depoimento deixado no blog da Revista “Revi duas vezes o filme Cisne Negro após ler o excelente artigo sobre o mesmo na edição de Agosto da Revista Fale Mais Sobre Isso. Como não sou psicólogo, achei excelente a idéia da Revista de falar, também, sobre filmes e outros assuntos à luz dos conhecimentos psicológicos!” César Junqueira, em comentário deixado no blog da Revista “A maneira como o psiquiatra Luiz Carlos de Oliveira Junior abordou a relação entre Psiquiatria e Psicologia foi de uma clareza ímpar em textos com esse propósito. Mérito dele, que entende do assunto e escreve muito bem, e mérito da Revista, que se demonstra antenada, moderna e democrática” Beatriz, em depoimento deixado no blog da Revista “Em um mundo tomado pela publicação de fofocas, intrigas, futilidades e banalidades, esta Revista, oportunamente, tem trazido muito conteúdo reflexivo, crítico e consciente aos dias de quem a lê e deveria ter mais páginas...”

A maior dor do vento é não ser colorido. Mário Quintana

SEÇÕES PSI’s................................................................ 4 SAIBA MAIS................................................. 5 DEPOIMENTOS........................................... 8 GUIA DE PSICOLOGIA DE UBERLÂNDIA E REGIÃO................................................... 14 ARTIGOS.................................... 6 - 9 - 12 Fale Mais Sobre Isso 3


PSI’s

Videogame influencia comportamento infantil

Jogos de videogame violentos sempre foram motivo de preocupação para os pais de crianças obcecadas pelo passatempo. Mas será que esse tipo de entretenimento pode mesmo influenciar negativamente o comportamento da meninada? Para estudiosos americanos, a resposta é definitivamente sim. De acordo com Brad Bushman, professor de psicologia da Universidade de Ohio, a ligação entre videogames e comportamento agressivo é

muito clara. Segundo o especialista, a partir da análise de dados de 130 estudos realizados com mais de 130 mil voluntários em todo o mundo, foi possível evidenciar que jogos violentos podem levar às crianças a desenvolverem diversos transtornos psicológicos e físicos. Entre os mais comuns, estão aumento de pensamentos hostis, sentimentos de raiva e excitação fisiológica, incluindo aumento da freqüência cardíaca e da agressividade. “Além disso, constatamos que há uma diminuição de atitudes solidárias e de empatia pelo próximo”, afirma. O psicólogo da Universidade do Texas, Christopher Ferguson, lembra que embora alguns considerem o videogame eficiente para aliviar o stress, essa ligação pode ser saudável apenas para a população adulta. Com as crianças, o efeito é

VOCÊ SABIA... ...que psicólogos podem trabalhar em consultórios, escolas, hospitais, ambulatórios, centros de saúde, clínicas, empresas, asilos, creches, abrigos, clubes, presídios, fóruns, delegacias, sindicatos e em toda e qualquer instituição como um facilitador/promotor/cuidador/orientador do saudável desenvolvimento das relações entre os homens? Saiba mais em: www.falemaissobreisso.com.br

muito mais destrutivo do que benéfico. “Para um adulto que consegue controlar o passatempo, os jogos podem ser um modo de acalmar as tensões do dia-a-dia. Porém, é importante lembrar que isso não ocorre da mesma maneira com as crianças”. Contudo, é possível evitar que as crianças fiquem refém de jogos de videogame perigosos. Segundo Douglas Gentile, estudioso da Universidade de Iowa, isso depende, acima de tudo, da consciência dos pais quanto aos riscos de liberar este tipo de divertimento sem impor limites. “Uma das pesquisas sugere que quando os pais estabelecem regras para uso dos jogos pelos filhos, eles estão protegendo as crianças. Por isso, eles precisam estar envolvidos nesse processo”, finaliza. Fonte: Association for Psychological Science

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original Albert Einstein

Uma teoria não é uma chegada; é a possibilidade de uma partida Morin

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente Mário Quintana

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Equoterapia: homem e cavalo em sintonia A Equoterapia tem despertado grande interesse como tratamento, por se tratar de uma abordagem inovadora, compondo um ambiente estimulante e visando resgatar o individuo de forma global. Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. O início de tudo, os relatos de como o cavalo poderia ajudar como exercício para o corpo, vem anos antes de Cristo, quando Hipócrates (458 - 377 (a.C)) já recomendava equitação como um dos tratamentos físicos e psíquicos (insônia). Muitos estudos vieram depois disso, “achismos” e comprovações que contribuíram para o crescimento deste método e seu reconhecimento, principalmente pelo Conselho Federal de Medicina em 1997. O fato é que a Equoterapia tem crescido, não só em número de centros, em profissionais, mas também em credibilidade. Mas, por que o cavalo? Muitos são os benefícios já estudados, e ainda há estudos em andamento que com o tempo irão aparecer. Mas, o fato é que este animal realiza movimento tridimensional pelo seu dorso (frente/trás; lado a lado; cima/baixo), que pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar e que ajuda a fornecer imagens cerebrais seqüenciais e impulsos importantes para se aprender ou reaprender a andar. Esses movimentos ainda estimulam o metabolismo, regulam o tônus e melhoram os sistemas cardiovascular e respiratório. O movimento e a mudança de equilíbrio constante estimulam o sistema vestibular e solicitam uma adaptação incessante do próprio equilíbrio, fortalecendo a muscula-

tura e a coordenação. A imponência e altura do cavalo desenvolvem a coragem, a autoconfiança, a concentração, o sentimento de independência. A docilidade e o contato do cavalo desenvolvem a calma, a capacidade social e a comunicação. Mas, não é qualquer cavalo que serve para a Equoterapia. Para isso, o cavalo deve ser castrado, ter acima de 10 anos de idade, ser manso, não pode ser gordo, treinado para ser montado dos 2 lados, possuir altura média de 1,50m, ser adestrado para tal prática. Também o local não pode ser qualquer um: o terreno deve ser especial e o local ideal é em contato com a natureza, que transmita sensação de calma e tranqüilidade, para que assim o praticante consiga relaxamento. Assim também os equipamentos não são qualquer um. O uso de equipamentos adaptados deve ser de acordo com o quadro clínico, necessita-se de rampa para montar, sela especial com alça para apoio, cilha com alça, mantas de espuma de diferentes espessuras, estribos adaptados ou não, guia de trabalho, e ainda recursos materiais (lúdicos) como bolas, bastões, cones, balizas, etc. Todo praticante (é assim que chamamos quem pratica Equoterapia) deverá passar por avaliação médica e ser autorizado à Equoterapia. Casos indicados para essa prática são diagnósticos de paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, traumatismo crânio-encefálico, déficits sensoriais, síndromes neurológicas (Down, West, Rett, por exemplo), seqüelas de processos inflamatórios do sistema nervoso central (meningoencefalite), transtornos invasivos do desenvolvimento (Autismo, Psicose Infantil, Síndrome de Asperger),

deficiências intelectuais, síndrome hipercinética, dificuldade de aprendizagem, alterações comportamentais, déficit de atenção, hiperatividade, alterações de escrita, de linguagem oral, insônia, ansiedade, stress, dentre outros. A Equoterapia é realizada somente com equipe interdisciplinar que pode ser formada por psicólogo, fisioterapeuta, instrutor de equitação (estes três primeiros são obrigatórios a qualquer centro de Equoterapia), fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicomotricista, médico, pedagogo, professor de educação física, auxiliar-guia, tratador, veterinário, zootecnista. O praticante é avaliado pela equipe e a partir disso é elaborado um programa especial e definido os seus objetivos. Vale ressaltar que a Equoterapia tem conseguido excelentes resultados quando ministrada por profissionais habilitados técnica e cientificamente e sob orientação médica.

michele.arantes@uol.com.br

ARTIGO

Michele Honorato Arantes

Michele Honorato Arantes é psicóloga, mestre em Psicologia da Saúde, especialista em Neuropedagogia, Equoterapeuta habilitada pela Associação Nacional de Equoterapia – ANDE Brasil, membro da equipe interdisciplinar do Centro de Equoterapia de Uberlândia (CEDU).

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Por que nos tornamos tão agressivos no trânsito?

ARTIGO

Caroline Kotani Braga

Trânsito é a afluência ou circulação de pessoas; é o movimento de veículos, é o tráfego. A palavra tráfego se referia originalmente ao comércio e transporte de mercadorias. Esse significado se expandiu aos poucos para incluir as pessoas envolvidas nesse comércio e as transações entre as pessoas. Depois a palavra passou a significar o movimento em si. O curioso é que pensamos no tráfego como um agrupamento de coisas, em vez de uma coletânea de indivíduos. Falamos sobre “evitar o tráfego” ou “preso no tráfego”, mas nunca falamos sobre “evitar pessoas” ou “presos em um mar de pessoas”. Agora vem a pergunta: por que nos tornamos tão agressivos no trânsito? Walt Disney em 1950 criou uma personagem que mostra de forma brilhante como as pessoas se comportam no trânsito. Este personagem é o amável cão Pateta, senhor Walker (senhor Andante), um verdadeiro modelo de pedestre. Ele é um bom cidadão, cortês, educado, daqueles que não faria mal a ninguém. Quando o senhor Walker se senta atrás do volante do seu carro, sua personalidade muda completamente. Ele se transforma no Senhor Wheeler (Senhor Volante), um monstro incontrolável, obcecado pelo poder, que aposta corrida com os outros carros e vê a estrada como se fosse uma propriedade pessoal, mas ainda assim se considera um bom motorista. Quando sai do carro, volta a ser o pacato senhor Walker.

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Para entendermos melhor porque tendemos a nos tornar um senhor Volante quando entramos num veículo é preciso falar sobre a linguagem. A linguagem é o nosso diferencial em relação aos animais. No trânsito nos esforçamos para continuarmos humanos, isso porque estar em um carro nos torna praticamente mudos, e de certa forma invisíveis. Em vez de vocabulários complexos e alterações sutis de expressão vocal e facial, a linguagem no trânsito é reduzida a uma variedade de sinais básicos, formais e informais, que transmitem apenas os significados mais simples. Frustrados com a nossa incapacidade de conversar, às vezes acabamos por gesticular violentamente ou buzinamos de forma frenética. Essa mudez nos enlouquece. É como se ficássemos desesperados para dizer algo. O trânsito está repleto de assimetrias comunicativas, como poder ver, mas não poder ser ouvido ou visto. Os motoristas passam grande parte do tempo olhando para a traseira dos outros carros, uma atividade culturalmente associada com subordinação. Isso tende a fazer a comunicação ser de mão única: você está olhando um monte de motoristas que não podem enxergá-lo. Os seres humanos não foram projetados para se comunicar desta forma. Nós temos necessidade de olhar para rostos humanos e reconhecer as suas expressões. O contato visual gera nas pessoas um sentimento de cooperação. Os olhos ajudam a revelar o que gostaríamos; é uma confissão tácita de que não achamos que seremos prejudicados ou explorados se revelarmos nossas intenções. Pelo fato de o contato visual ser tão raro no trânsito, quando ele acontece a sensação pode ser de desconforto. Outra característica humana que se perde no trânsito é o senso de identidade dos indivíduos. O motorista é reduzido na melhor das hipóteses à marca do carro ou a um número de placa. Nosso veículo acaba por se tornar nosso self, e assim, projetamos


dentro do carro e pude ver a tampinha da cabeça de uma criança, provavelmente um bebê sentado numa cadeirinha no banco de trás. Pensei comigo novamente: “Puxa vida, essa moça tem um bebê dentro do carro! Por isso está dirigindo com tanto cuidado”. A partir do momento que eu vi o bebê, não mais pensei naquele fato como um veículo que estava andando devagar, mas sim como uma mãe levando seu bebê de forma bastante cuidadosa. Nós, motoristas, quando conduzimos um veículo no trânsito, às vezes nos esquecemos de que aqueles outros veículos também contém seres humanos. Acredito que o caminho para melhorar as nossas relações no trânsito seja o de ver aquele outro veículo não como uma máquina em si, mas como um espaço onde existem outras pessoas, em semelhante situação. Olhando para o trânsito como um movimento de seres humanos, nos tornamos mais humanos uns com os outros. carolinekotani@yahoo.com.br

nosso corpo no veículo. É como se vestíssemos uma armadura. O anonimato no trânsito atua como uma poderosa droga, com vários efeitos colaterias curiosos. Pelo fato de sentirmos que ninguém está olhando, ou que ninguém que conheçamos nos verá, todo o espaço interno do carro se torna um espaço de auto-expressão, onde as pessoas fazem coisas como comer, se maquiar, ouvir música alta, fazer a barba, ler jornal, e em alguns casos, não muito raros, podemos ver motoristas cutucando o nariz. Outro efeito é o de que o anonimato aumenta a agressividade. Estar no trânsito é como estar em uma sala de bate-papo on-line usando um pseudônimo. É como se o alter-ego da pessoa tivesse um espaço para se manifestar e agir da forma que bem entender, inclusive com agressividade. Em pequenas cidades faz sentido ser educado no trânsito, pois você pode voltar a ver a pessoa, ou ela pode estar de alguma forma relacionada a você. Mas na estrada ou em grandes cidades, os motoristas raramente se conhecem entre si. Resumindo: retirando a identidade e o contato humano, passamos a agir de forma desumana. Recentemente eu estava dirigindo pela avenida Rondon Pacheco na cidade de Uberlândia, numa tranquila manhã de terça-feira, quando me deparo com um veículo andando relativamente devagar na minha frente. Eu também não estava correndo e nem estava com pressa, mas tive de pisar no freio e isso me gerou um leve sentimento de desconforto. E pensei comigo: “Bem que esse carro da frente poderia acelerar um pouco mais”. Fixei meu olhar para

Caroline Kotani Braga Psicóloga

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VEJA O QUE DIZEM PESSOAS QUE FIZERAM PSICOTERAPIA Gostaria, também, de dar o seu depoimento? Envie-o para: revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br

Hudson*, 37 anos Meus colegas de escola passaram grande parte do 1º grau me humilhando. Depois, no psicólogo, descobri que isso me levou a ter medo das pessoas e de ambientes cheios de gente. Durante muito tempo eu não consegui defender os meus posicionamentos e as minhas vontades, achando que eu era inferior e incapaz. Com muito jeito, o psicólogo conseguiu me levar a ver que eu não precisava ser refém daquela história de vida passada na escola e que eu era mais forte do que todos e eu mesmo pensávamos. Sou muito grato a ele e nunca deixo de recomendar a psicoterapia aos que sofrem. Luana*, 16 anos Graças a minha psicóloga eu consegui entender por que eu fazia xixi na cama até os meus 12 anos de idade (!) e, então, consegui mudar esse comportamento. Desde então posso dormir na casa das minhas amigas sem medo de passar vergonha. Obrigada, psi! Onivaldo*, 57 anos Quando meu filho mais velho morreu, pensei que não havia mais motivo para eu mesmo continuar vivendo. Achava uma injustiça muito grande ele ter morrido mais cedo do que eu e comecei a pensar que a culpa era minha por não ter dado conta de protegê-lo. Comecei a beber mais do que já bebia e arrastei o meu casamento e a minha família para um buraco sem fim. Hoje agradeço a Deus por meu primo psicólogo ter me convencido a visitar uma psicóloga amiga dele. No começo eu visitava a psicóloga por que achava bom conversar com alguém “de fora” sobre a minha dor, mas, aos poucos, consegui enxergar que aquelas conversas conseguiam me mostrar a importância de eu estar ali tratando de outras coisas que já povoavam a minha cabeça muito antes da morte do meu filho. Hoje sinto-me em paz comigo mesmo e com a vida e não deixo de levar a minha 8 Fale Mais Sobre Isso

esposa a outra psicóloga. Todos temos a cabeça povoada por pensamentos que poderiam ser repensados. Ana Beatriz*, 25 anos Quando eu era criança, fui atacada por uma coruja quando caminhei rumo à toca em que os filhotes dela estavam alojados. Fiquei muito traumatizada com os ataques e passei a ter medo de permanecer exposta em lugares abertos. Medo não, pavor. Deixei de viajar, de ir à fazenda com os meus pais e até mesmo de sair da sala de aula no recreio da escola. Todo tipo de pássaro me amedrontava. Precisei da ajuda de um psicólogo para recuperar a coragem de encarar o céu aberto novamente. Aos poucos ele foi me fazendo perder o medo de tudo que me lembrasse o dia do ataque e me senti totalmente recuperada quando consegui voltar ao mesmo lugar em que as corujas costumavam ficar. O tratamento foi rápido e valeu à pena. Jonas*, 33 anos O psicólogo que contratei me ajudou a descobrir por que eu era super desorganizado a ponto de perder empregos e oportunidades em função da minha indisciplina. Em poucos meses de “tratamento” revi uma série de situações da minha vida e percebi o quanto a minha irresponsabilidade financeira e profissional era uma forma de boicote que eu mesmo infligia a mim por conta de questões muito mal resolvidas da infância e da adolescência. Foi um investimento que fiz e que resultou em ganhos muito maiores para mim. Hoje sou mais responsável e consigo gastar a minha energia destrutiva em áreas que não me trazem prejuízos pessoais, como em hobbies estranhos que cultivo mas que são completamente inofensivos. João Ricardo*, 41 anos Procurei um psicólogo quando eu estava a um passo de terminar um casamento de 20 anos em função de uma paixão inesperada por uma cole-

ga de escritório 18 anos mais nova do que eu. Eu sabia que amava a minha esposa e que era feliz ao lado dela, porém, não conseguia evitar o crescimento de um interesse avassalador pela moça que o escritório resolvera contratar de uma hora para outra ao final do ano passado. Ao procurar o psicólogo eu desejava entender melhor a origem daquele sentimento incontrolável e que estava prestes a redefinir toda a minha vida. Sendo assim, eu não podia agir sem entender melhor o que se passava comigo. A psicoterapia me ajudou a enxergar o que estava acontecendo à luz da minha própria história de vida, dando-me mais segurança e clareza para tomar uma decisão mais coerente e honesta com o sentido da minha existência e das minhas relações. Margarida*, 31 anos Levei minha filha de 5 anos à psicóloga depois que ela deu uma série de birras gigantescas na porta da escolinha por não querer ficar lá. Ela gritou muito, se debateu e agrediu as coleguinhas e as professoras que tentaram se aproximar. Fiquei muito preocupada com aqueles comportamentos e fui atrás de um profissional que me ajudasse a entender o que estava acontecendo. Por meio de desenhos e brincadeiras simples, a psicóloga conseguiu compreender o que se passava com a minha filha e, então, descobrimos que um professor da escolinha causava muito medo a ela por causa da sua grande semelhança com o pai que a agredia e que também costumava me agredir quase todas as noites. Foi difícil resolver esse conflito na cabecinha dela, mas a psicóloga foi muito hábil e conseguiu ajudá-la a não ter mais medo daquele professor que era inocente.

* Nomes fictícios para preservar a identidade.


Chrystiane Mendonça Cardoso

A maioria de nós tem dificuldades de dizerElson o que realmente pensamos Kagimura para as elsonkagimura@yahoo.com.br pessoas com as quais nos relacionamos. Nossa maior dificuldade é dizer Não, pois acreditamos que quando negamos um pedido a alguém estamos sendo mal educados ou corremos um grande risco de perdermos o afeto dessa pessoa. Por outr o lado, existem algumas pessoas que se dizem ser muito sinceras, mas essa sinceridade normalmente se revela como agressividade, ou seja, agem de forma autoritária com os outros e são ríspidas demais em suas negativas, afirmando serem verdadeiras como forma de justificar seu comportamento agressivo. Mas afinal, como conseguir ser sincero sem ser agressivo? Como ser verdadeiro com os outros e especialmente consigo mesmo ser sem o super bonzinho e mesmo assim cultivar o afeto das pessoas importantes para nós? A resposta para essas perguntas está na Assertividade. O termo assertividade origina-se de asserção, que quer dizer afirmar, vem do latim afirmare, tornar firme, consolidar, confirmar e declarar com firmeza. É uma filosofia de vida, mais do que um comportamento. Engloba valores, atitudes, pensamentos e sentimentos frente à vida. O comportamento assertivo é ativo, direto, honesto e transmite uma impressão de auto-respeito e respeito aos outros. É falar e agir com sinceridade, sem inibição, temor ou agres-

sividade. É ser claro e afirmativo, sem deixar dúvidas sobre o que pensamos e sentimos, porém, sem agredir ou provocar incômodo demasiado na outra pessoa. Assertividade é a arte de defender nosso espaço vital, nosso “mundinho particular”, sem recuar nem agredir. Para se tornar assertiva, a pessoa deve primeiro se conhecer bem, elevar sua auto-estima e só assim poderá agir de acordo com o que verdadeiramente pensa. Uma pessoa assertiva reconhece o direito à igualdade, e lida de forma eficaz com a diferença de opiniões. Amar alguém não deve implicar o recurso a comportamentos submissos. A capacidade de dizer “Não”, acompanhada de uma justificação legítima, não abala o relacionamento, pelo contrário, impede que os membros envolvidos na relação acumulem frustrações ou se anulem na relação interpessoal. Uma pessoa assertiva reconhece a importância dos elogios e não perde

uma oportunidade para valorizar os comportamentos positivos do outro. Não se centra apenas nos erros dos outros, mas promove sua auto-estima, demonstrando capacidade para observar os erros e também os bons atos. Para desenvolver sua assertividade é preciso ter uma atenção plena. Tenha coragem e tente mudar sua postura, seu tom de voz, sua maneira de se expressar. Preste atenção ao que lhe faz bem e o ao que lhe faz mal, só assim você poderá se defender com convicção, pois nós só conseguimos agir em favor daquilo que realmente acreditamos. Assertividade aparece com treino e conforme você for praticando, notará que sua auto-estima também melhorará. Chrystiane Mendonça Cardoso

Psicóloga da Clínica Integrare - CRP 04/27377 Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental Mestre em Psicologia da Saúde pela UFU Professora da Faculdade Pitágoras em Uberlândia

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AIHO Academia de Inteligência Humana e Organizacional Aproximadamente em 387 a.C., nos jardins localizados no subúrbio de Atenas, o filósofo Platão deu origem à primeira Academia. Um espaço onde o saber não era apenas ensinado, mas produzido. Inspirado por este cenário nasceu a AHIO, uma empresa que gera soluções ensinando a aprender! Nossa missão é ajudar pessoas e empresas a serem produtivas, prósperas e felizes! Queremos te ajudar a planejar sua vida pessoal e familiar a partir de sua vida financeira, e demonstrar que, com pequenos ajustes e investimentos, sonhos e objetos podem ser alcançados facilmente. Vamos juntos construir hábitos e relacionamentos saudáveis.

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Luto – uma experiência indescritível

ARTIGO

Mara Aparecida Girardi Alves

Um dos temas mais discutidos nos consultórios de Psicologia Clínica é o luto. Ele é caracterizado por tristezas ou sentimentos de compaixão, sofrimento profundo, depressão, transtornos de humor, dentre outros, em decorrência de algumas perdas, as quais são notadas nas diferentes áreas como, emprego - perda, rebaixamento, aposentadoria; relacionamentos - separação, divórcio, quando um filho sai de casa; saúde - doença, ferimento, acidente; fatos da vida - morte de amigo ou membro da família, perda de propriedade, mudança de casa ou de cidade (Holmes, 1997). A perda de uma pessoa pela qual se tem um sentimento profundo constitui uma das experiências mais dolorosas na vida e dá origem ao que se denomina por luto, caracterizado por uma relação afetiva que

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existia entre as pessoas, e quanto maior for o grau de intimidade que as unia, maior será sofrimento, como é o caso da perda de um(a)

filho(a), de um pai ou mãe, do(a) cônjuge, familiar ou amigo muito próximo. Ao comentar sobre luto, as pessoas perguntam se há uma igualdade para todos, e quando analisamos os relatos nas psicoterapias, observamos que o luto se apresenta de diferentes maneiras, não existindo imposição ou rigidez que normaliza essa situação, pois o luto é uma experiência pessoal e única, acompanhada por etapas emocionais e comportamentais de cada indivíduo. De acordo com Papalia e Olds (2000), as etapas do luto se iniciam quando a pessoa se encon-

tra em Estado de choque - a pessoa fica assustada e desacreditada, perdida e confusa; Estado de negação - aparecem questionamentos sobre o porquê que aconteceu e o que deveria fazer para evitar, busca evidencias de que é mentira a perda da pessoa, apresenta sofrimento e desorganização, e sintomas como ansiedade, depressão, solidão, medo, hostilidade, podendo culpar pessoas ou coisas pelo acontecimento, desconforto físico, e as vezes pode ser tomada de um sentimento de que o seu marido morto está presente; Estado de compreensão e resolução - a pessoa tem uma visão ampla do acontecimento, as lembranças da pessoa morta suscitam afeição e saudade, mas sabe que deve focar no futuro para se adaptar à realidade e as perdas, busca novas atitudes e contato com o meio social. As pessoas me questionam quanto tempo dura o processo de luto. Entendo que esta é uma das pri-


o autor Scott (1994), considera necessário que a pessoa desenvolva um “auto-cuidado”, destacando uma alimentação regular; viagens para lugares novos, exercícios físicos; permitir o contato e ajuda da família e amigos

(pois neste período as pessoas começam a se isolar, devido a achar que ninguém pode entender a dor que estão sentindo); relembrar momentos agradáveis; tentar não fazer grandes alterações em sua vida (como se mudar de casa) no primeiro ano de luto; e é importante apoio espiritual ou religioso, dentre outros. Deste modo, será possível compreender que, embora a pessoa que faleceu jamais virá a ser esquecida, a vida pode e precisa continuar a ser desenvolvida. Entretanto, torna-se muito importante atendimento Psicológico, para permitir à pessoa expressar todas as emoções sem ter o receio de se tornar incomodativa (ao repetir assuntos sobre o falecido) ou de reprimir os seus sentimentos, com medo de magoar

outras pessoas que também estejam em luto. A recuperação de pessoas em luto é lenta, pois trabalha com estabilidade emocional, desabafo sentimental, compreensão e aconselhado, facilita uma enorme organização afetiva, aprendizagem e adaptação das etapas as quais devem ser vivenciadas adequadamente. E assim, à medida que o tempo passa, a angústia e sofrimento começam a diminuir de intensidade e a pessoa começa a ganhar a capacidade de pensar em outros assuntos ou até programar projetos futuros.

mara_girardi@yahoo.com.br

meiras dificuldades que os indivíduos enfrentam: a impaciência de passar pelas etapas citadas acima somada ao desejo de sair logo da experiência do luto. Além disso, a pessoa em luto sofre pressão da sociedade para voltar à atividade normal, e os que tentam apresentar um comportamento socialmente aceitável, contradizendo sua necessidade psicológica, começam a ver o luto como algo a ser evitado e que não precisa ser vivido. Tentar negar o sofrimento ou evitá-lo parece apenas criar mais problemas graves no futuro. E aqueles que permanecem expressando tristeza por um tempo prolongado são considerados fracos, loucos, temem que seus sentimentos sejam anormais, ou que nem sempre ocorre com outras pessoas, dentre outros. Para atravessar o processo de luto de maneira saudável, é melhor entender o que é conviver com a perda, e buscar meios para trabalhar e diminuir o sofrimento. A este respeito, para passar pelas etapas do luto de maneira positiva, é necessário que trabalhe com “Estratégias de enfrentamento”, ou seja, busque formas de adaptação em sua vida. Sendo assim,

Mara Aparecida Girardi Alves Psicóloga Clínica

ETAPAS DO LUTO (Papalia e Olds) Estado de choque

Estado de negação

Estado de compreensão e resolução

A pessoa fica assustada e desacreditada, perdida e confusa Aparecem questionamentos sobre o porquê do acontecido e o que poderia ter sido feito para o mesmo ser evitado. Busca evidências de que é mentira a perda da pessoa, apresenta sofrimento, desorganização e sintomas como ansiedade, depressão, solidão, medo, hostilidade, podendo culpar pessoas ou coisas pelo acontecimento; desconforto físico A pessoa tem uma visão ampla do acontecimento; as lembranças da pessoa morta suscitam afeição e saudade, mas sabe que deve focar no futuro para se adaptar à realidade e às perdas; busca de novas atitudes e contato com o meio social

Referências: - HOLMES, D. Psicologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997 - PAPALIA, D. & OLDS, S. Desenvolvimento Humano. - 7 ed. - Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. - SCOTT, J. Terapia cognitiva na pratica clinica: Um manual prático. Porto Alegre: Artmed, 1994.

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Ana Paula de Melo

Ana Paula Rodrigues Rocha

Andréa Vieira de Paiva

Clientela: Adolescentes e Adultos Orientação Profissional Atendimento a Vestibulandos

Clientela: Crianças, adolescentes e adultos

Clientela: adolescentes, adultos e casais Atendimento individual e a casais

Psicologia Clínica

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(34) 3235-7368 – (34) 9992-5353

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Carolina Moreira Marquez

Cínthia Pereira Alves

Psicologia Clínica Clientela: crianças, adolescentes, adultos e casais Atendimento individual e a casais Av. Santos Dummont, 174 Uberlândia - MG

(34) 3223-5253 - 9114-5925 www.psicologacarolina.blogspot.com

Fabiana Pinto da Cruz

Psicóloga Acupunturista

Clientela: adolescentes e adultos Atendimento individual Rua Barão de Camargos, 617 – Fundinho Uberlândia – MG

(34) 99611524 – (34)32140212

Fernando Silva Sales

Psicologia Clínica

Av. Cesário Alvim, 818, sala 1210

(34) 8844-0230 – (34) 3212-8509

Cíntia Marques Alves

Psicóloga Clínica Clientela: Crianças, adolescentes, adultos e pais (orientação de pais) Atendimento individual R. Hortêncio de Moraes, 1559 - B. Cazeca - Uberlândia - MG

(34) 3234-7130 / (34) 9198-7532 cintiamalves@yahoo.com.br

Psicologia Clínica

Psicologia Clínica, Acupuntura e Yoga

Francielle Xavier Dias

Clientela: Adolescentes, adultos e idosos Atendimento individual

Clientela: Adolescentes, adultos, idosos, casais e famílias Atendimento individual, a casais e em domicílios

Clientela: Crianças, adolescentes e adultos

Rua Bernardo Cupertino, 300, sala 05 - Martins Uberlândia - MG

R. Benjamim Constant, 448 - B. Aparecida - Uberlândia - MG

Psicologia Clínica

Av. Floriano Peixoto, 386 - Sala 306

(34) 3223-7389 – (34) 9663-0501

(34) 32142906 - (34) 9176-0342 - (34) 9966-4499 www.psicologouberlandia.com

Ed. Avelina Moreira - Cantro - Uberlândia - MG

Francisco Luiz Ferreira Boleli

Heloísa Vanorden de Assis

Leonardo Andrade Nogueira

Clientela: Crianças, adolescentes, adultos, idosos Atendimento individual e em domicílios

Clientela: Adultos Atendimento individual e em grupos

Clientela: Adolescentes, adultos e casais Atendimento individual, em grupos, a casais e à família

Rua Bernardo Cupertino, 212 - Martins - Uberlândia - MG

Rua Goiás, 11- sala 28 - Centro - Uberlândia – MG

Travessa Ricardo Silva, 94 - Uberlândia - MG

Psicologia Clínica

(34) 9124-6413

Psicologia Clínica

(34) 8806-0184 – (34) 9979-1445

(34) 9185-8366

Psicologia Clínica e Educacional

(34) 3219-6986

Mara Aparecida Girardi Alves

Psicologia Clínica

Psicologia Clínica, Escolar e Organizacional

Maria Luiza Zago de Brito

Clientela: Crianças, adolescentes, adultos, idosos, família e casais Atendimento individual, em grupo e a casais

Clientela: crianças, adolescentes, adultos e idosos Atendimento individual e em grupos

Clientela: Adolescentes, adultos, casais e idosos Atendimento individual, a casais e em domicílio

Rua Agenor Paes, 32 - Centro - Uberlândia – MG

Av. Getúlio Vargas, 1005 - Centro - Uberlândia - MG

Rua Caiapônia, 260/270 - Aparecida - Uberlândia – MG

Ludoana Paiva Rocha Barros

(34) 9966-1122 – (34) 3215-7288

(34) 3235-2558 – (34) 3236-6473

Psicologia Clínica

(34) 9976-2529 - (34) 9116-6700

Mariana Paula Oliveira

Miriam Vieira Ribeiro de Lima

Nélio Marra de Oliveira

Clientela: Atendimento individual de adolescentes, adultos e idosos.

Avaliação psicológica para piloto e concursos públicos Clientela: Adolescentes, adultos, casais e família Atendimento individual, em grupos e a casais

Clientela: adolescentes e adultos Atendimento individual

Rua Cruzeiro dos Peixotos, 499 - Sala 1007 - Uberlândia - MG

Rua Senador Salgado Filho, 504 - Maracanã - Uberlândia - MG

Psicologia Clínica

(34) 3084-7247 ( Secretária eletrônica)

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Psicologia Clínica e Organizacional

(34) 3236-2646

Psicologia Clínica

Rua Agenor Paes, 32 – Centro – Uberlândia

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