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Dia Internacional do

Holocausto O Dia Internacional do Holocausto é uma data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada mediante a resolução 60/7, que designa a data 27 de Janeiro para a comemoração anual em memória das vítimas do Holocausto. O dia 27 de Janeiro foi escolhido, porque nesta data, em 1945, o exército soviético liberou o maior campo de extermínio nazi, localizado na Polónia (Auschwitz–Birkenau). Os horrores da segunda guerra mundial deram lugar a um dos fundamentos da Carta dos Direitos Humanos, que menciona no artigo 2: “Toda pessoa tem todos os direitos e liberdades proclamados nesta Declaração, sem distinção alguma de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de qualquer outra índole, origem nacional ou social, posição económica, nascimento ou qualquer outra condição”. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon lembrou mais uma vez: “Devemos seguir ensinando aos nossos filhos as lições dos capítulos mais sombrios da História. Isso ajudá-los-á a fazer as coisas melhor que os seus pais ao construir um mundo, onde possamos conviver em paz. Devemos combater a negação do Holocausto e denunciar abertamente o fanatismo e o ódio. E devemos respeitar as normas e as leis que instituíram as Nações Unidas para proteger as pessoas e lutar contra a impunidade do genocídio, os crimes de guerra e os crimes que lesam a humanidade” Mapa dos Campos de Concentração Nazis


AUSCHWITZ

Campo de Concentração de AUSCHWITZ, entrada e instalações dos fornos crematórios

«A única maneira de sair daqui é pela chaminé». Esta foi a frase que milhão e meio de pessoas ouviram antes de irem para a câmara de gás. «Arbeit macht Frei» (o trabalho liberta) é outra frase célebre de Auschwitz escrita numa tabuleta pelos nazis à entrada do campo. Foi o primeiro campo de extermínio. Foi construído na Polónia onde conseguiram juntar cerca de 155 mil pessoas e onde se criou um complexo de morte. Os primeiros 20.000 que foram recebidos eram criminosos alemães. Dois outros campos foram construídos na sequência de uma visita realizada por Himmler em 1 de Março de 1941, que decidiu elevar a capacidade para 30.000 e mandar projectar o campo para 100.000 pessoas. Este último campo acabou por ser construído pelos próprios prisioneiros da guerra. Na visita, Himmler anuncia que será construída uma fábrica de armamento para que os prisioneiros participem no esforço da guerra.

Fábrica de armamento

Próximo dos campos existentes funcionavam dezenas de oficinas metalúrgicas, fábricas e minas da região. As execuções em massa de judeus começaram na Primavera de 1942 em Maio, altura em que 1.200 judeus encolhidos nos comboios recém-chegados da Alemanha, Eslováquia e França, foram gaseados. Tinha-se descoberto que para cada quilo de peso era necessário cerca de 1 miligrama de Zyklon. Entre 1942/43 usaram 20.000 kg do produto.


Interior de câmara de gás em Aushwitz, à esquerda.

À direita, próteses, óculos, brincos, colares, alianças e dentes de ouro retirados às vítimas.

Os médicos do campo seleccionavam quem morreria nas 2 horas seguintes e quem iria trabalhar nos 6 meses futuros. O comandante de Auschwitz formou entre os presos uma orquestra de instrumentos de corda obrigando-os a tocar «Barcarolle» para os acalmar. Depois deu-lhes postais ilustrados para escreverem para casa dizendo que estavam bem instalados num campo de trabalho imaginário. Os SS prometiam-lhes banhos reconfortantes, pediam-lhes que pendurassem as roupas em cabides numerados e que entrassem numa sala cheia de chuveiros e torneiras mas que eram falsas. Mal a porta da sala se fechava militares SS com máscaras de gás subiam ao terraço e introduziam Zyklon B pelas frestas que actuava em 20 minutos. Os mais novos eram os primeiros a morrer devido ao gás se espalhar mais depressa em baixo. Um esquadrão especial de presos eram os responsáveis pela limpeza dos corpos, retiravamlhes as próteses, os óculos, os brincos, colares, alianças, dentes de ouro e rapavam-lhes o cabelo, e só depois eram levados para os fornos para serem queimados. As cinzas eram deitadas nos rios ou usadas como estrume. Aos sobreviventes eram-lhes atribuídos símbolos próprios que os identificavam: os judeus usavam a estrela de David amarela, os prisioneiros políticos um triângulo vermelho, os ciganos um triângulo negro, as testemunhas de Jeová o violeta, os homossexuais o cor-de-rosa, e para os criminosos o verde. As refeições eram constituídas por: ao pequeno-almoço meio litro de uma aguada a que os nazis chamavam café, ao almoço uma sopa sem carne preparada normalmente com legumes estragados, e à noite um pão mal cozido com margarina ou queijo e uma nova tisana. Sendo uma alimentação inadequada levava a que muitos dos detidos fossem parar à enfermaria, conhecida com «antecâmara da morte», pois normalmente o seu sofrimento era aliviado por uma injecção letal ou por um passeio até à câmara de gás.

Fornos crematórios, ainda com restos humanos…


Os prisioneiros eram punidos por todas e nenhuma razão, por fazer e por não fazerem. Josef Mengele era um médico do campo e escolheu cerca de 1500 gémeos para usar como cobaias, servindo um de controle e experimentando no segundo. Mandava matar muitos só para os estudar na autópsia. Utilizou também como cobaias sete dos dez anões ciganos que obrigou a dançar nus para as tropas SS. O único que tentou ajudar os prisioneiros foi o bacteriologista Wilhelm Hans Munch, dando-lhes medicamentos e alimentos, correndo assim risco de vida.

Milhares de cadáveres de seres humanos reduzidos a ossos e farrapos, numa vala comum, ainda por enterrar…

Crianças usadas em experiências científicas, autênticos esqueletos vivos…

Em 27 de Janeiro de 1945, o exército soviético liberta o campo da morte e encontra perto de 3.000 homens e mulheres pesando entre 23 e 35Kg.

MORTES CAUSADAS PELO HOLOCAUSTO Judeus Prisioneiros de guerra soviéticos Civis soviéticos Civis polacos Civis jugoslavos Homens, mulheres e crianças com deficiência mental ou física Ciganos

6 milhões cerca de 3 milhões 2 milhões cerca de 1 milhão cerca de 1 milhão 70 mil cerca de 200 mil


Para o sĂŠculo XXI

in http://www.fafich.ufmg.br/~luarnaut/index.htm, 18/01/2011


Filmes na Biblioteca

SINOPSE O clássico literário da literatura mundial mudou-se para o grande ecrã. Um documento histórico que foi lido por gerações de compreender os horrores da Segunda Guerra Mundial através dos olhos de uma menina holandesa: a eclosão da guerra, a invasão pelos alemães ou o voo antes de ser apanhada e presa num campo de concentração. SINOPSE Uma fábula tragi-cómica, o filme mais popular de Roberto Benigni, vencedor, entre muitos outros prémios internacionais, do Óscar para o melhor filme estrangeiro e melhor actor para Benigni. É uma deliciosa fábula, e um hino à vida dos duros tempos da Europa da Segunda Guerra Mundial, onde o nosso protagonista Guido, um homem inocente, terá que utilizar a sua imaginação e força de vontade para salvar as vidas daqueles que ama. Romântico, hilariante, surpreendente e comovedor, este filme é um dos mais belos momentos de cinema!

SINOPSE Um rapaz de oito anos, Bruno é o protegido filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde o solitário jovem não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.

SINOPSE Tinham se passado três anos desde que os mais importantes líderes nazistas tinham sido julgados em Nuremberg. Dan Haywwod, um juiz aposentado americano, tem uma árdua tarefa, pois preside o julgamento de quatro juízes que usaram seus cargos para permitir e legalizar as atrocidades nazis contra o povo judeu durante a 2ª Guerra Mundial. À medida em que surgem no tribunal as provas de esterilização e assassinato a pressão política é enorme, pois a Guerra Fria está aí e ninguém quer mais julgamentos como os da Alemanha. Além disto, os governos aliados querem esquecer o passado, mas a coisa certa que deve se fazer é a questão que este tribunal tentará responder.

Sinopse: Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial, o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.


Dia Internacional do Holocausto