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EDIÇÃO PDF Directora Graça Franco

Quarta-feira, 11-06-2014 Edição às 08h30

Editor Raul Santos

SELECÇÃO NACIONAL

Goleada no último ensaio. 51 à Irlanda Governo pondera abdicar do último cheque da “troika”

Cavaco alerta para “preço elevado” se faltar “entendimento partidário”

REPORTAGEM

A fronteira da solidão

Greve em Lisboa mantém-se apesar de avanços negociais

Corte nas turmas com apoio “é manifestamente exagerado”

Português libertado depois de rapto de duas semanas em Moçambique

Milhares de crianças em Fátima ouvem apelo para ficar com Deus

JOSÉ MIGUEL SARDICA

Felipe VI ou a República

UEFA não apoia Blatter para um novo mandato na FIFA


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SELECÇÃO NACIONAL

Goleada no último ensaio. 5-1 à Irlanda CR7 e Meireles regressaram em pleno. Hugo Almeida "deu bigode" aos irlandeses. Varela e Nani também em bom plano.

Jogadores da Selecção festejam vitória frente à Irlanda Por José Pedro Pinto

A última experiência de Portugal com a Alemanha, no Europeu de 2012, permitiu perceber que não valerá de muito a uma selecção querer "mandar" no jogo frente aos segundos classificados do "ranking" da FIFA. Ponto assente. Contudo, há vida para além da primeira jornada do Grupo G do Mundial do Brasil. E é esse esboço que Paulo Bento aparenta ter finalizado num desenho claro, esta madrugada. A goleada aplicada à República da Irlanda, no último teste de preparação antes do arranque do campeonato do mundo permitiu perceber que, para além da evidência da necessidade imperiosa de ter Ronaldo e também Meireles no onze e de que ambos estão em boa forma física, esta é uma Selecção com argumentos diferentes dos exibidos, por exemplo, até durante o próprio "playoff" com a Suécia. Controlo, fluidez, dinâmica e capacidade de ter a bola mostram uma equipa das quinas em modo de evolução, tentando escapar ao rótulo sempre indesejado de equipa de contra-ataque. Depois, há o produto de tudo isto: golos. Quem diria que a Selecção teria uma veia goleadora tão aprimorada? Alerta. Onze do Mundial ainda não é este Pois não. Mas as "soluções", que Paulo Bento não se cansa de preconizar, estão lá. Amorim, Neto, Ricardo Costa, Varela ou Hugo Almeida não fazem parte do "núcleo duro" mas querem mostrar serviço e, quem sabe, garantir um lugar no onze. Isso empresta à equipa das quinas vontade e ambição. E dá a Paulo Bento um maior leque de possibilidades. Aliando essa circunstância à forma física revelada quer por Ronaldo quer por Meireles, compreende-se que, diante da 70ª melhor selecção do mundo, o nível tenha sido elevado e a Selecção tenha sido "mandona". A entrada em jogo foi aguerrida e, logo aos 3', Varela assinaria a primeira de duas assistências para o "bis" de Hugo Almeida. O segundo golo do avançado do Besiktas - que demonstrou argumentos para rivalizar

com Postiga e Éder pelo posto de ponta de lança titular durante o Mundial - surgiu aos 37', já depois do autogolo de Keogh (21'), após cruzamento de Coentrão. Denominador comum no segundo e terceiro golos: CR7. Passe para Coentrão, no 2-0. Primeiro cabeceamento, no 3-0, antes do desvio final de Hugo Almeida. Se encheu o campo, durante os 65' que esteve em campo? Não. Nem por isso. Mas num jogo de preparação no qual surgiu poucos dias depois de recuperar de uma lesão incomodativa, foi uma exibição bem conseguida. Desatenção inaceitável e Nani na génese da goleada O único "senão" em tamanhos elogios foi mesmo o golo de McClean, aos 52', na sequência de uma distracção colectiva e inaceitável de Portugal, na cobrança de um pontapé livre por parte dos irlandeses. Bento ainda gere o esforço e o momento dos seus jogadores. Na etapa complementar, mudou sete peças, lançou Pepe - também ele em boas condições, após várias semanas de ausência, devido a lesão - e viu Nani "agarrar", em definitivo, o posto de extremo. Com duas assistências, o extremo do Manchester United também brilhou, aproveitando o facto de Ronaldo não estar em campo para passar a ser o homem de referência na derradeira construção ofensiva da Selecção. Beneficiaram disso Vieirinha, aos 77' e Coentrão - jogo esforçadíssimo, com importância capital no resultado dilatado -, já aos 83'. E Nani só não concluiu a noite com chave de ouro porque o golo com um toque de calcanhar que acabaria por bater Forde acabou por ser anulado, por fora de jogo. Faltam cinco dias para o jogo com a Alemanha. E a mensagem que a Selecção transmite é simples: tranquilidade. Bem à imagem do seu timoneiro. CAVACO SILVA

“Bem hajam todos” Chefe de Estado “sentiu uma reacção vagal”, mas recuperou meia hora depois.

O Presidente da República comentou, através de uma nota oficial, a “indisposição” que o obrigou a interromper o discurso do 10 de Junho, na Guarda, e agradeceu solidariedade. Cavaco Silva confirma apenas que retomou o discurso “após observação médica, que confirmou o restabelecimento”. A fechar, o Chefe de Estado dirigiu um “sentido


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agradecimento a todos os que manifestaram a sua preocupação e solidariedade”. "Bem hajam todos." Cavaco Silva sublinha ainda nesta nota a forte adesão os portugueses às comemorações do Dia de Portugal em vários pontos do país e do mundo. Noutra nota, o Chefe de Estado confirma que recebe esta quarta-feira o primeiro-ministro para a reunião semanal no Palácio de Belém. O Presidente da República “sentiu uma reacção vagal, da qual recuperou rapidamente, nunca tendo perdido a consciência e sempre manifestou intenção de concluir o seu discurso", declarou à Lusa o major-general médico José Duarte, da Força Aérea, que assistiu esta manhã Cavaco Silva.

Português libertado depois de rapto de duas semanas em Moçambique

Corte nas turmas com apoio “é manifestamente exagerado” Rodrigo Queiroz e Melo considera que “a estabilidade e a manutenção dos postos de trabalho indicam que a redução não deve ultrapassar as 44, sendo o restante ajustamento feito no valor financeiro”.

Não foram revelados pormenores sobre a libertação. O adolescente português raptado há duas semanas em Maputo foi libertado esta terça-feira e está bem de saúde, disse à Lusa fonte oficial. O rapto ocorreu a 27 de Maio junto à marginal de Maputo, indicou na segunda-feira à Lusa o cônsulgeral de Portugal na capital moçambicana, Gonçalo Teles Gomes, acrescentando estar impedido de fornecer mais pormenores devido a um pedido de confidencialidade dos pais da vítima. Segundo o diplomata, este foi o oitavo rapto de cidadãos portugueses nos últimos dois anos e, à semelhança dos anteriores, o consulado prestou apoio à família, estabelecendo a ligação com as autoridades policiais moçambicanas.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo considera que a redução imposta pelo Ministério da Educação não deveria ir além das 44 turmas. O gabinete de Nuno Crato anunciou o acordo para cortar o financiamento até 64 turmas no próximo ano lectivo, comprometendo-se a manter o mesmo o valor por turma com contrato de associação. No entanto, Rodrigo Queiroz e Melo, presidente da associação do sector, considera os cortes excessivos. “A redução de 64 turmas teria como contrapartida a não redução do valor, mas parece-nos que 64 turmas é manifestamente exagerado. A estabilidade e a manutenção dos postos de trabalho indicam que a redução não deve ultrapassar as 44, sendo o restante ajustamento feito no valor financeiro”. O valor financeiro, por turma, passa de 82 mil para 80 mil euros. Ao todo corresponde a um “ajustamento importante” de cinco milhões de euros. É mais um corte no sector do ensino privado, à semelhança do que tem vindo a ser feito, refere Rodrigo Queiroz e Melo. O presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo admite que o acordo leva também em conta a redução demográfica, mas não concorda que seja o Ministério da Educação a fazer, de forma administrativa, os cortes no número de turmas.


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Governo pondera abdicar do último cheque da “troika” Ao todo em causa estão mais de dois mil milhões de euros, entre duas tranches do lado da União Europeia e uma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Por Daniel Rosário, em Bruxelas

O Governo português está a ponderar abdicar do último cheque da “troika”, cujo desembolso depende da apresentação de medidas alternativas às chumbadas pelo Tribunal Constitucional. Isso mesmo foi esta terça-feira admitido pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, à margem de uma conferência, em Bruxelas. Ao todo em causa estão mais de dois mil milhões de euros, entre duas tranches do lado da União Europeia e uma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para receber o dinheiro, Portugal tem que apresentar medidas que compensem o chumbo do Tribunal. Mas o Governo diz que apenas o fará quando forem conhecidas todas as decisões dos juízes relativas a outras medidas do orçamento para este ano. No entanto, não há um prazo para isso acontecer e, formalmente, o programa de ajustamento termina no dia 30 de Junho. Assim, ou o Governo responde ao Constitucional antes dessa data ou, para poder receber o dinheiro que falta depois de 30 Junho, Portugal terá que solicitar uma nova extensão técnica do programa. JOSÉ MIGUEL SARDICA

Felipe VI ou a República Um referendo, se realizado, daria por certo a vitória à manutenção da monarquia, porque o problema da Espanha não é a elegibilidade do chefe de Estado mas a austeridade que ensombra a democracia.

A questão de se saber se o regime mais conveniente para governar um povo é a monarquia ou a república é

um clássico da ciência política. Na Europa democrática dos dias de hoje, os que têm uma ou outra, e gostariam de trocar de regime, cruzam argumentos acerca da maior ou menor legitimidade do chefe de Estado e da maior ou menor economia a fazer. São razões que valem o que valem – e pouco valem em abstracto. Os reis não são eleitos, mas nem por isso deixam de ser legítimos, pois são ratificados e entronizados em parlamentos que representam a vontade popular. Votar, ou não, para a chefia do Estado pode até considerar-se questão menor, perante a quantidade de decisões vitais para a governação pública que escapam a um verdadeiro controlo democrático. É verdade, porém, que um monarca idiota ou corrupto não é tão facilmente substituível quanto um presidente com características semelhantes. Mas também é um facto que a maioria dos reis tem um poder mais simbólico que efectivo: é David Cameron e não Isabel II quem governa o Reino Unido, e o presidente Hollande manda mais do que qualquer cabeça coroada europeia. E quanto à economia, seria preciso ver caso a caso, considerando uma relação custo-benefício. Em Portugal, a modesta presidência de Teófilo Braga gastava menos do que a Corte de D. Manuel II; mas o país não lucrou muito com ela. E aposto que as monarquias nórdicas são mais frugais do que, por exemplo, a Casa Branca ou o Palácio do Planalto. O processo sucessório agora em curso em Espanha, na sequência da abdicação de Juan Carlos I, é um bom pretexto para reequacionar estas questões. Para isso, há que superar os simples discursos do “Monarquia porque sim!” ou do “República finalmente!”. A monarquia espanhola teve, e tem, uma função agregadora única, e é de todos conhecida (e da maioria estimada) a forma como Juan Carlos, criado pelo franquismo, foi um dos mais sages obreiros da incruenta transição democrática em Espanha. Felipe de Borbón, o herdeiro, está apto para reinar: foi preparado para isso, goza de um estatuto que nenhum político partidário pode reclamar e tem uma visão suficientemente “plebeia” e realista da vida dos seus concidadãos para os saber inspirar. Como indicam sondagens recentes, um referendo, se realizado, daria por certo a vitória à manutenção da monarquia, porque o problema da Espanha não é a elegibilidade do chefe de Estado mas a austeridade que ensombra a democracia. E do ponto de vista económico, já alguns vieram lembrar que a nova monarquia espanhola até vai ser mais barata… porque as duas irmãs do futuro Felipe VI deixam de integrar a Família Real a cargo do Estado. Resta a agenda espanhola do presente. Li algures que Juan Carlos se precipitara e que o anúncio da abdicação fragilizava o trono a meses de um muito problemático referendo independentista na Catalunha. Talvez suceda o contrário. Longe de reforçar o secessionismo catalão (ou o basco), a sucessão real pode diminuí-lo: os radicais de Barcelona já não vão poder fazer campanha contra um “velho” de 76 anos envolvido em escapadelas amorosas, nem contra a filha do rei (Cristina), acusada de cumplicidade com alegados crimes financeiros cometidos pelo genro do rei; vão defrontar um jovem monarca, com a energia inicial de um reinado que poderá ser uma lufada de ar fresco nas instituições, nos discursos e nas práticas.


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Como sempre, monarquia e república são apenas formas de regime: é da saúde do seu conteúdo – a democracia – que depende a felicidade dos governados.

REPORTAGEM

A fronteira da solidão Em Castro Laboreiro, o sossego dos dias é marcado pelo isolamento de quem vive cercado de granito. Já não há crianças nem escolas. O médico vem de Espanha, uma vez por semana, e atende na farmácia, porque já não há centro de saúde. E os telemóveis mal funcionam. Aqui, tudo é longe demais. Por André Rodrigues

Quem sobe a Serra da Peneda para Castro Laboreiro enfrenta um longo serpenteado de asfalto até lá chegar. A mais de mil metros de altitude, encontramos a vila das 40 aldeias. Desde as últimas autárquicas - que ditaram a fusão com os vizinhos de Lamas de Mouro -, Castro Laboreiro passou a ser a maior freguesia do país. Mas já era há muito tempo uma das mais desertificadas. Aqui, estamos na última fronteira, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, com a Galiza mesmo ao lado. Os de cá afirmam com orgulho que este é o seu 'cantinho do céu'. Mas neste cantinho vive gente isolada e envelhecida. "Eu toda a vida vivi cá", atira Isalina, uma mulher de 71 anos que, tal como a maioria das idosas de Castro Laboreiro, enverga o luto pela morte do marido, antigo emigrante em França, um dos muitos que abandonou a terra quando, após a II Guerra Mundial, as minas de volfrâmio deixaram de ser o sustento das famílias, nos tempos do contrabando. Um passado próspero cheio de memórias trazidas para um presente feito da vida árdua do campo. "Aqui vivemos todos dos animais e da lavoura", diz. E já era assim na juventude. Nos melhores anos da sua vida, e não obstante todas as dificuldades, Isalina lembra que "éramos cerca de 20 raparigas, fazíamos bailes" no meio do monte. Uma alegria tão distante no tempo que se traduz num desabafo: "Hoje é uma tristeza, já não há nada disso". Os poucos jovens que vivem em Castro "só querem discotecas" e a vida da terra "já não é nada com eles", lamenta. O queixume, no entanto, não rouba o sorriso a esta mulher de expressão simpática, baixa estatura e pronúncia mesclada de português e galego. Isalina será, talvez, das poucas viúvas de Castro Laboreiro que não está só. A filha, Leonor, acumula um 'part-time' num dos restaurantes da aldeia com as sementeiras e os animais. "É uma vida dura", diz. "Lá na cidade, andam todos mais limpos e próprios. Aqui, não sabemos o que são férias". A terra dá trabalho o ano inteiro. E também dá o sustento que, em tempos difíceis, garante a

sobrevivência básica imediata. Na honestidade de viver do trabalho e para o trabalho, Leonor não tem dúvidas: "Aqui só passa fome quem é calaceiro". Talvez por isso, a crise que, nos últimos anos, se tornou a constante no dia-a-dia seja, neste lugar, uma questão algo relativa, menos marcante, em comparação com o impacto que o fenómeno tem nas grandes cidades, onde quase todas as famílias dependem do comércio para abastecerem a despensa. "Aqui não vamos à loja nem para comprar legumes, nem galinhas, nem coelhos. Era o que mais faltava!", diz Isalina. Aqui tudo o que se come "é da nossa terra". Não há fome que bata à porta. E os cortes na reforma? Isalina não tem grande razão de queixa. Recebe uma boa pensão de França, por causa do marido. Mas tem pena de "todos aqueles que levaram uma vida a trabalhar e agora não vão receber tudo a que tinham direito. É muito injusto", argumenta. Entre brandas e inverneiras Isalina e Leonor. Mãe e filha, uma vida em comum. Até na transumância, a tradição ancestral das terras de pastoreio que consiste na migração de casa consoante a altura do ano. Em Castro Laboreiro, quase todas as famílias têm, pelo menos, duas habitações que as defendem dos rigores do clima extremo. Nove meses nas inverneiras, na parte baixa e mais abrigada da aldeia, três meses nas brandas na zona alta. Entre ambas, a oscilação da temperatura pode chegar aos seis graus. No Inverno, é frio demais. No Verão, não raras vezes, os termómetros ultrapassam os 40 graus e o ar torna-se irrespirável. Para Isalina e Leonor, a distância entre as duas casas é de pouco mais de um quilómetro. Transtorno? "Para mim, não é transtorno nenhum", responde Isalina. "Enquanto eu viver, vou sempre fazer isto". Leonor também: "Fazemos isto sem qualquer problema e estamos tranquilas em relação a isso. Os das cidades vivem na mesma casa todo o ano. Nós não. Já nos habituámos a isto". Para estas duas mulheres, o sossego do lugar onde moram é tudo. Mas há muita coisa que faz falta por estas bandas. O reverso da medalha É na falta dos serviços essenciais que a crise se torna mais evidente em Castro Laboreiro. Em pouco mais de uma década, esta vila nos limites do concelho de Melgaço perdeu as escolas e o centro de saúde. Para remediar a situação, pelo menos uma vez por semana, um médico espanhol do centro de saúde de Entrimo, do outro lado da fronteira, vai à farmácia atender voluntariamente e gratuitamente quem precisa de uma consulta. Elsa é a funcionária da farmácia. Avia receitas e é, também, uma espécie de secretária do doutor Júlio. "Uma vez por semana é muito pouco para uma terra com tantos idosos", diz Elsa. "Aqui, não há dia em que não haja uma situação em que o médico é necessário". E lá vem o doutor Júlio, qual 112 pronto a ajudar. É mais rápido, até, que o INEM "que vem de Melgaço, a 26 quilómetros, e a não menos de meia hora daqui". Num caso de vida ou morte, "a pessoa morre", admite a funcionária da farmácia, que é um caso raro de juventude em Castro Laboreiro. De acordo com os cadernos eleitorais das últimas eleições europeias, "haverá pouco mais de 300 pessoas a viver em Castro Laboreiro", apesar dos mais de 800 inscritos. Dessas,


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"só dez, no máximo, são jovens", reconhece. CTT na Junta e escola a 16 quilómetros Há pouco mais de um ano, Castro Laboreiro quase perdia o posto dos CTT. Em protesto, a população cortou a única estrada que liga a freguesia à sede de concelho. A estação acabou mesmo por fechar, mas os serviços foram transferidos para um balcão na junta de freguesia, que funciona três horas por dia. É lá que se fazem os pagamentos das contas, que se recebem as reformas. Isso e pouco mais. Crianças, nem vê-las. Elisabete Sousa, funcionária do posto de turismo e secretária da Junta de Freguesia, explica: "As poucas que temos aqui são obrigadas a ir à escola em Pomares". Desde o ano 2000 que o Ministério da Educação decidiu que Castro Laboreiro não tinha crianças em número suficiente para frequentar as seis escolas espalhadas pelo extenso território da freguesia. Francelina é proprietária de um dos restaurantes de Castro Laboreiro e tem duas filhas na escola de Pomares. Todos os dias, sujeitam-se a mais de 30 quilómetros de estrada, entre ida e volta. No Inverno, "a preocupação é muito maior", diz. É que a neve bloqueia a estrada "e o autocarro não arrisca vir por aí acima para vir buscar as crianças". A solução? "Ou vai lá o meu marido levá-las de propósito ou, então, nem vão às aulas". A todos os transtornos, acrescenta-se o cansaço das filhas, que "saem de casa muito cedo de manhã e só regressam já noite cerrada". Ficam, muitas vezes, "tão exaustas que nem conseguem fazer os trabalhos de casa". Do jardim-de-infância ao quarto ano de escolaridade, é a Pomares que todos vão parar. De lá, os miúdos migram para Melgaço. Depois, chega a hora da universidade. Adultos para se fixar na terra? "Infelizmente, não", responde Elisabete, com o sorriso amargo de quem antecipa o definhar da terra que a viu nascer. Vão resistindo os negócios do turismo e da restauração, o principal cartão-de-visita desta zona que beneficia da envolvente do Parque Nacional da Peneda-Gerês, mas que se debate com défices que, não sendo tão prioritários como os serviços essenciais, condicionam o dia-a-dia de quem cá vive ou visita a aldeia. Sem telemóveis nem multibanco Das três operadoras móveis nacionais, só duas funcionam mais ou menos bem e não em toda a freguesia. E o multibanco "só em Melgaço", diz Fernando, dono de um hotel que também é restaurante e café. Este empresário de hotelaria diz que o estebelecimento "até nem trabalha mal", mas "nota-se uma quebra no poder de compra" dos clientes, "que são, sobretudo, os espanhóis e os portugueses que viajam com cada vez menos dinheiro". É aqui que a crise entra na conversa. Fernando procura empregados para trabalhar na recepção e no serviço à mesa. "Fala-se tanto de desemprego e eu não encontro ninguém que queira trabalhar. Alguma coisa não bate certo". Vítor também entra na conversa. É cliente habitual e amigo do dono do hotel. Sempre que pode, vem de Salvaterra de Magos a Castro Laboreiro. É um amante da fotografia, da beleza natural e dos trilhos para as

caminhadas. "Por isso, aqui juntei o útil ao agradável. Pena é que as nossas autoridades não estejam atentas ao potencial inesgotável de Castro Laboreiro". Fernando concorda. Diz que o turismo em Portugal está viciado por lugares comuns. "No nosso país, o turismo é todo canalizado para as zonas mais evoluídas, como o Algarve. Nós, os pequenos, acabamos sempre esquecidos". Ou quase sempre. "Aqui só se lembram de nós quando é para pagar os impostos", desabafa. Recomeçar no interior Se a maioria das pessoas foge de Castro Laboreiro por causa do desemprego e do isolamento, Vítor e Diana vieram para cá, há dois anos, em busca de uma vida melhor. Ou, pelo menos, diferente. Ele é natural de Alcobaça, ela é do Porto e foi na Invicta que se conheceram. "Eu trabalho em azulejaria há 14 anos, mas, nos últimos tempos, o volume de trabalho estava a diminuir bastante", começa Vítor. Até que conhece Diana, uma técnica de ilustração que nunca conseguiu emprego nem na sua área, nem em nenhuma outra. Para este casal, é ilusória a ideia de que as oportunidades são um exclusivo das grandes cidades. "Temos a nossa pequena horta", afirma Vítor com orgulho. "E aqui aprendemos com as pessoas da terra a cultivá-la e a colher os frutos desse trabalho", conclui Diana com entusiasmo. E ter filhos? Na resposta, multiplicam-se dúvidas e receios. A isso não é alheia a falta de serviços essenciais de saúde nas proxidades. Diana aponta culpas "ao Governo e ao poder local, que lavaram as mãos em relação ao que faz mais falta no interior". Mas também reconhece que "sem crianças não há evolução, sem evolução não há necessidade de serviços essenciais e sem serviços essenciais não há população". À beira do fim? O ciclo vicioso é difícil de ser estancado e está em linha com a tendência dos últimos 20 anos. Castro Laboreiro perdeu mais de mil habitantes nesse período. "Uns porque morreram, outros porque emigraram e já não voltam", lamenta Elisabete Sousa. Se o êxodo a que se tem assistido não for travado ou compensado com gente nova, "daqui por 20 anos, os velhos já morreram". Restarão as casas de granito e os campos abandonados. Depois disso, quem virá para Castro Laboreiro? "Ninguém".

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


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Cavaco alerta para “preço elevado” se faltar “entendimento partidário” Presidente da República considera que 2014 é o ano da recuperação da esperança mas que o futuro deve ser enfrentando com cautela para não erem repetidos os erros do passado. O Presidente da República alertou esta terça-feira para o "preço muito elevado" que se poderá pagar se um entendimento partidário continuar a ser adiado, apontando o período até à discussão do Orçamento como o indicado para "o tempo de diálogo". "Os desafios que temos diante de nós, de todos nós, só podem ser vencidos através de uma cultura de compromisso. Adiar por mais tempo um entendimento partidário de médio prazo sobre uma trajectória de sustentabilidade da dívida pública e sobre as reformas indispensáveis ao reforço da competitividade da economia é um risco pelo qual os portugueses poderão vir a pagar um preço muito elevado", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão solene das comemorações do 10 de Junho, que decorreu no Teatro Municipal da Guarda. E, acrescentou, "o tempo de diálogo que se estende agora até à discussão do próximo Orçamento do Estado será o mais indicado para que as forças políticas caminhem no sentido da concretização do direito à esperança dos portugueses, numa perspectiva temporal mais ampla, situada para além de vicissitudes partidárias ou de calendários eleitorais". No mesmo discurso, Cavaco Silva considerou 2014 como o ano em que Portugal conquistou "o direito a ter esperança", mas recomendou atenção para não se repetir uma "situação explosiva" e pediu para que se olhe o futuro sem "ilusões". "Neste ano de 2014, conquistámos o direito a ter esperança", afirmou, recordando o "caminho duro" percorrido e os "tempos muito difíceis" vividos até à conclusão do programa de assistência financeira em Maio. Cavaco Silva alertou também para a necessidade de se ter "uma noção muito clara de duas realidades que não podem ser iludidas": a necessidade de atenção e vigilância, nomeadamente em matéria de disciplina das contas públicas e de controlo do endividamento externo, e a importância de olhar para o futuro "sem triunfalismos ou ilusões". "A fase crítica por que passámos deixou marcas e sequelas profundas. Devemos, pois, permanecer atentos e vigilantes, designadamente em matéria de disciplina das contas públicas e de controlo do endividamento externo, para não cairmos de novo numa 'situação explosiva', risco para o qual alguns alertaram os portugueses em devido tempo", disse. Olhar o futuro com esperança e cautela Por outro lado, continuou, os portugueses devem estar conscientes que se pode olhar para "o futuro com mais

confiança, mas sem triunfalismos ou ilusões", não se podendo desperdiçar o "capital de credibilidade" que se conquistou à custa de tantos sacrifícios. "O futuro reserva-nos, certamente, algumas decisões difíceis, porque não podemos esquecer as regras de disciplina orçamental a que todos os Estados-membros da Zona Euro estão sujeitos. Mas se as forças políticas revelarem o mesmo espírito patriótico demonstrado pelo nosso povo, tais decisões poderão ser tomadas num ambiente de maior serenidade e confiança", sublinhou. Na sua intervenção, o chefe de Estado defendeu também uma atenção especial para aqueles que "sentem mais dificuldades em fazer ouvir a sua voz", nomeadamente os idosos, reformados e pensionistas, "aqueles que chegaram ao fim de uma vida de trabalho e têm o direito a uma existência digna. "Esses portugueses têm o direito à esperança de voltar a ter as condições que lhes permitam viver para além da mera subsistência e de que sejam corrigidas algumas injustiças acumuladas durante o período de emergência", disse, defendendo igualmente a necessidade de "trazer esperança" aos desempregados, já que apesar da descida do desemprego ao longo do último ano regista-se ainda "um nível socialmente insustentável". "Nesta nova fase da vida nacional, os reformados e os pensionistas e os jovens têm direito à esperança", enfatizou, sustentando, contudo, que a "coragem da esperança" deve estender-se a outros grupos da nossa sociedade, como os empresário e os trabalhadores, "que esperam uma melhoria das suas condições de vida e de bem-estar".

Os condecorados do 10 de Junho O antigo comissário europeu António Vitorino e o presidente do Tribunal de Contas Europeu, Vitor Caldeira, foram distinguidos com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo. Foram 37 as personalidades condecoradas pelo Presidente da República, no 10 de Junho. Entre os distinguidos com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique esteve, a título póstumo, o economista António Borges, mas também o antigo reitor da Universidade Católica, Braga da Cruz e o expresidente da PT, Miguel Horta e Costa, receberam a distinção O ensaísta Eduardo Lourenço recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. A jornalista Maria João Avillez, o compositor Rodrigo Leão, o antigo presidente do Instituto do Património Cultural, António Lamas, e o presidente da Câmara da Guarda e anfitrião das comemorações do 10 de Junho deste ano – Álvaro Amaro – foram agraciados com o título de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. O antigo comissário europeu António Vitorino e o presidente do Tribunal de Contas Europeu, Vitor Caldeira, foram distinguidos com a Grã Cruz da Ordem


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Militar de Cristo. O escritor Mário Carvalho foi condecorado como Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago e Espada, os investigadores Rui Reis, da Universidade do Minho, e Rui Costa, da Fundação Champalimaud, foram agraciados como comendadores e o escultor Rui Chafes como Oficial da mesma Ordem. O antigo reitor da Universidade de Évora Jorge Araújo ou o banqueiro português Horta Osório integraram também a lista de condecorados por Cavaco Silva no Dia de Portugal. O mesmo acontece com António Melo Pires, director da Autoeuropa, e Zeinal Bava, da PT. Da lista constam também o ilusionista Luís de Matos e a cantora lírica Cristina Castro, esta a título póstumo, e seis autarcas receberam a Ordem de Mérito.

É tempo de os portugueses imporem aos políticos a prioridade do interesse nacional. REVISTA DA IMPRENSA

Cavaco em todas

FRANCISCO SARSFIELD CABRAL

Insistência louvável O país precisa de um acordo entre os principais partidos, de modo a que os credores mantenham e aumentem a confiança. Mas terá de ser a opinião pública do país a exigir dos políticos a prioridade do interesse nacional.

Por Francisco Sarsfield Cabral

Não trouxe novidades o principal discurso do Presidente da República no Dia de Portugal. Ora, o país precisa, não de novidades, mas de actuações políticas sensatas. A mais sensata delas – e também uma grande novidade nos hábitos nacionais – seria os principais partidos firmarem um acordo de médio prazo que desse confiança a quem nos irá emprestar dinheiro de que o pagaremos. Se essa confiança não existir, só obteremos empréstimos a juros exorbitantes, revelando-se efémera a actual baixa. Por isso fez bem o Presidente em repetir o apelo ao compromisso, por mais improvável que ele agora pareça. Aliás, o discurso de Silva Peneda insistiu na mesma tecla. Terá de ser a opinião pública do país a exigir dos políticos o espírito de compromisso no que é essencial, mantendo as naturais diferenças partidárias. Nos primeiros dois anos do seu mandato o Governo não se preocupou em lançar pontes para o PS. Agora é o PS, dividido internamente, que promove um campeonato para mostrar quem é mais anti-Governo.

Cavaco Silva está em praticamente em todas as primeiras páginas dos jornais desta manhã - ou com as imagens do momento da indisposição que o acometeu, durante as cerimónias do Dia de Portugal, ou com o "ultimato". O Presidente da República exigiu um entendimento político até Outubro. "Ministra das Finanças admite prescindir do último cheque da Troika", escreve o Jornal de Notícias, enquanto o Jornal de Negócios avança que a Segurança Social trama recibos verdes, depois de o Governo ter flexibilizado as regras para os descontos dos trabalhadores independentes. "Aumento de capital bem sucedido". O Diário Económico diz que o BES garantiu mil milhões de euros num aumento de capital sem apoio dos bancos. Por sua vez, o Público escreve que os “médicos só declararam oito dos 28 milhões doados pelos laboratórios”. O Diário de Notícias revela que há já 186 mulheres vítimas de violência doméstica com dispositivo de teleassistência contra agressores. O ultimato de Cavaco está, também, nos editoriais desta manhã. O Público pergunta se a proposta do Presidente da República é realista, para, de seguida, responder que Cavaco sabe que o seu apelo ao entendimento político é um sonho. Há também uma pergunta no editorial do Diário de Notícias. O jornal questiona se Portugal deve dizer sim ou não à última tranche do empréstimo da troika. O DN conclui que caberá a Passos Coelho decidir se, neste caso, um certo risco efectivamente compensa.

PRINCÍPIO E FIM. Um espaço de informação social e religiosa. Ao domingo, a partir das 23h30, com Ângela Roque.


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Alberto João Jardim, o político há mais tempo no poder desde 1910 Presidente do Governo Regional da Madeira não vê a data não lhe diz “nada de especial” e recusa comparações com Salazar. "Enquanto o dr. Salazar estava numa posição ditatorial, eu estive sempre eleito pelo povo”, diz.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, é, a partir desta terça-feira, o político português com maior longevidade no poder desde 1910, com 36 anos e 85 dias de governação, mais um dia que Oliveira Salazar. Jardim completa 13.310 dias de poder desde que assumiu a presidência do Governo Regional, a 17 de Março de 1978. Torna-se, assim, o político português há mais tempo em funções desde a instauração do regime republicano em Portugal. Então, ao despedir-se dos leitores do Jornal da Madeira, de que foi director, escrevia na "Tribuna Livre" não ver na naquele dia de tomada de posse "qualquer sentido de triunfo pessoal", recordando o que já havia escrito na sua primeira crónica, a 29 de Outubro de 1974, segundo a qual "só se merece a vida quando ela é empenho permanente naquilo em que se acredita". Esta longevidade assenta na sua nomeação como presidente do Governo Regional, sempre na sequência dos resultados de eleições para a Assembleia Legislativa, com Alberto João Jardim a vencer, desde 1976, dez eleições regionais consecutivas. Segundo o governante madeirense a data de hoje não lhe diz "nada de especial", embora reconheça que tem de "agradecer à população" a confiança que nele depositou. "Enquanto o dr. Salazar estava numa posição ditatorial, eu estive sempre eleito pelo povo. Estou mais legitimado que o dr. Salazar", disse Alberto João Jardim à agência Lusa. Fundador do Estado Novo, António de Oliveira Salazar presidiu ao Governo de Portugal durante 36 anos e 84 dias, entre 5 de Julho de 1932 e 27 de Setembro de 1968. Questionado como vê a forma como o país olha para a sua actividade política, Jardim responde ao seu jeito: "Portugal, dê atenção, ou não dê atenção, eu tenho é de

resolver os problemas da Madeira".

Segunda fase de buscas no Caso Maddie em dois locais novos A operação das polícias britânica e portuguesa estava prevista para durar cerca de uma semana, mas o prazo foi alargado.

Polícias britânica e portuguesa de regresso ao terreno para procurar pistas. Foto: Luís Forra/EPA

A segunda fase de buscas por indícios que esclareçam as circunstâncias do desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann começa esta quarta-feira em dois novos locais, fora da zona urbana da Praia da Luz. Durante sete dias, dezenas de elementos da polícia britânica e outros técnicos concentraram-se num terreno de vários hectares na zona do miradouro daquela praia de Lagos, Algarve. As autoridades portuguesas estão a colaborar após terem recebido uma carta rogatória inglesa que requereu estas diligências. A operação decorreu a cerca de 500 metros de distância do apartamento onde a família McCann passava férias em 2007, no empreendimento Ocean Club. Além dos cães pisteiros levados pelas autoridades inglesas, foram utilizados nas buscas aparelhos para sondar o terreno, tendo também sido vistoriada parte do sistema de esgotos da povoação. Após uma interrupção na segunda-feira e na terçafeira, as equipas de investigação retomam a inspecção a mais dois terrenos, situados no exterior do perímetro urbano da Praia da Luz. As busca estavam previstas durar cerca de uma semana, e terminando na sexta-feira, mas o prazo foi estendido. O objectivo é encontrar indícios que ajudem a desvendar as circunstâncias do desaparecimento de Madeleine, sete anos depois de a menina ter desparecido. Maddie McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de Maio de 2007, do quarto onde


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dormia com os dois irmãos gémeos, mais novos, enquanto os pais jantavam fora com amigos.

O calor está de volta mas a exposição ao sol deve ser regrada A radiação ultravioleta é perigosa, sobretudo, em determinadas horas. Autoridades aconselham a que se evite sair de casa nas horas de maior calor, a utilização óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt e protector solar de índice elevado e a evitar a exposição das crianças ao sol. As temperaturas vão subir até sábado, com as máximas a ultrapassar os 30 graus. “A subida será gradual e para sábado prevê-se que, em locais como Leiria, Lisboa e Porto, possam atingir os 32 e os 33 graus”, refere à Renascença a meteorologista Ângela Lourenço. “As regiões do interior também irão registar subida da temperatura, em particular da máxima, e poderão atingir valores da ordem dos 37 ou 38 graus, nomeadamente nas regiões do interior sul – o Alentejo”, prossegue a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Quanto às temperaturas, Lisboa, Bragança, Vila Real e em Braga devem atingir os 29 graus, Évora os 34, Beja os 32, Castelo Branco os 31, Portalegre os 30, Porto e Funchal os 24, Guarda e Viana do Castelo os 25, Viseu os 27, Coimbra e Faro os 28, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo os 22 e Santa Cruz das Flores os 23. Raios ultravioletas com risco extremo e muito elevado Esta quarta-feira, quase todo o país apresenta risco extremo e muito alto de exposição à radiação ultravioleta (UV). O IPMA alerta para os níveis extremos de perigosidade para o Funchal e o Porto Santo e para os níveis muito altos de risco nas regiões de Aveiro, Beja, Bragança, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real e Angra do Heroísmo. O IPMA aconselha, por isso, a população a utilizar óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protector solar de índice elevado. Deve ainda evitarse a exposição solar entre as 11h00 e as 17h00, sobretudo das. A radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança. O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, sendo 11 o máximo. As previsões do tempo para esta quarta-feira indicam céu pouco nublado ou limpo no continente, aumentando temporariamente de nebulosidade durante a tarde nas regiões do interior, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros, vento fraco, soprando moderado de noroeste no litoral oeste em especial durante a tarde e a sul do Cabo Carvoeiro e subida da temperatura máxima. Na Madeira, prevê-se céu com períodos de muita

nebulosidade, apresentando-se geralmente pouco nublado nas vertentes sul da ilha e vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando moderado de nordeste nas zonas montanhosas. Para os Açores, o IPMA prevê céu muito nublado, com boas abertas a partir do fim da manhã, períodos de chuva durante a madrugada que poderá ser forte, passando a aguaceiros fracos e vento sudoeste muito fresco com rajadas até 60 quilómetros/hora, tornandose moderado. Risco muito elevado de incêndio em três concelhos de Faro Três concelhos do distrito de Faro apresentam hoje risco muito elevado de incêndio: Monchique Portimão e Silves. O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, variando entre reduzido e máximo. O cálculo é feito com base nos valores observados às 13h00 de cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação ocorrida nas últimas 24 horas. Na terça-feira, a Autoridade Nacional de Protecção Civil registou 31 incêndios, que foram combatidos por 396 operacionais, com o apoio de 108 veículos.

Greve em Lisboa mantém-se apesar de avanços negociais Reunião com autarquia não teve "fumo branco", mas houve avanços. Esta quartafeira, sindicato reúne-se para analisar propostas de António Costa. A greve dos funcionários do município de Lisboa, nomeadamente da limpeza urbana, convocada para quinta-feira, mantém-se após uma reunião de quatro horas e meia entre a autarquia e o sindicato, anunciou um representante dos trabalhadores. "A greve para já mantém-se. Vamos reunir amanhã (quarta-feira) com a direcção [do sindicato] para avaliar as propostas que o senhor presidente [da Câmara Municipal de Lisboa] nos apresentou, de solução dos vários problemas que aqui trouxemos", disse Vítor Reis, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) no final da reunião, nos paços do concelho, entre o sindicato e o executivo municipal que começou pouco depois das 18h45 e terminou às 23h13. Vítor Reis reconheceu uma maior abertura, face à demonstrada pela CML nos encontros de quarta e quinta-feira, referindo que em cima da mesa esteve a proposta de entrada imediata de 150 trabalhadores para a área da limpeza urbana, sendo que 125 serão avençados e os restantes contratados através do Contrato Emprego-Inserção (CEI), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Esta quarta-feira a direcção do sindicato volta a reunirse para analisar o que foi discutido no encontro com o presidente da Câmara de Lisboa. Já o autarca António Costa considera que "a reunião de


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trabalho foi bastante útil". "Genericamente posso dizer que chegámos a um acordo praticamente total, aguardamos a decisão da direcção do sindicato e temos muita esperança que possamos ter ultrapassado esta situação que seria muito negativa para a cidade". O presidente da Câmara acrescenta que foram dados "passos positivos" no sentido de reforçar meios humanos e também no que diz respeito ao pagamento de horas extraordinárias, duas das reivindicações do sindicato. A paralisação de quinta-feira, dia dos Casamentos do Santo António e das Marchas Populares e na véspera do dia da cidade, foi convocada pelo STML e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), abrangendo todos os sectores e funcionários da autarquia e das juntas de freguesia de Lisboa. Os trabalhadores do município também vão estar em greve ao trabalho extraordinário entre 13 e 22 Junho, e no dia 14 de junho os trabalhadores da limpeza urbana vão parar entre as 00h00 e as 05h00. [actualizado às 0h20]

Sardinhas, marchas e trânsito condicionado

Herculano e a Rua das Pretas, das 18h30 às 08h00, e entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, das 19h00 às 07h00. Segundo a organização, "a circulação nas faixas laterais e atravessamentos não sofre qualquer alteração", contudo as faixas "Bus", entre as ruas Alexandre Herculano e das Pretas, estarão com condicionamento das 14h30 às 18h30. No Rossio, o trânsito também será cortado das 21h00 às 02h30, da próxima sexta-feira. "A reabertura ao trânsito destas vias poderá ser antecipada, logo que as condições de circulação estejam garantidas", diz a Câmara de Lisboa.

ALKANTARA

Alkantara. Festival de artes performativas em risco de acabar Grupo de espectadores entregam petição ao Governo. Temem que o corte nos apoios ponha em risco a continuidade do festival lisboeta.

Entre quinta e sexta-feira vai ser complicado circular de carro nos acessos à Avenida da Liberdade em Lisboa. Cortes começam à 01h00 de quinta-feira.

Espectadores do Alkantara entregam bilhetes na Secretaria de Estado da Cultura. Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

Foto: Lusa (arquivo)

O desfile das Marchas Populares, que se realiza na noite de 12 para 13 de Junho, na Avenida da Liberdade, vai provocar o condicionamento do trânsito em algumas zonas de Lisboa a partir de quinta-feira. A Câmara de Lisboa anunciou, em comunicado divulgado esta segunda-feira, que a circulação viária será afectada na quinta e na sexta-feira com cortes de trânsito e condicionamentos junto ao eixo central da Avenida da Liberdade. A partir da 01h00 e até às 19h00 de quinta-feira haverá "corte ao trânsito no eixo central da Avenida, entre a Rua Alexandre Herculano e a Rua das Pretas", informou a organização. Na sexta-feira haverá também corte ao trânsito no eixo central da Avenida da Liberdade, entre a Rua Alexandre

Cerca de 70 espectadores entregaram esta segundafeira, na Secretaria de Estado da Cultura (SEC), uma petição em defesa da continuidade do Alkantara Festival - Festival Internacional de Artes Performativas, cuja 13ª edição terminou no domingo, em Lisboa. Francisco Frazão, programador de teatro da Culturgest e uma das pessoas envolvidas na criação da petição, disse à Lusa que a entrega do documento na SEC foi acompanhada de "um protesto simbólico de entrega de bilhetes dos espectáculos [guardados em 230 sobrescritos], por algumas dezenas de espectadores, cerca de 70". Centrado nas artes performativas e na área transdisciplinar, o Alkantara Festival realiza-se de dois em dois anos, mas, este ano, a direcção alertou para a possibilidade de esta 13ª edição, que encerrou no domingo, ser a última, devido ao significativo corte de apoios. A SEC ainda chegou a reforçar o orçamento com um apoio extraordinário para a actual edição, mas os peticionários - na mesma linha da direcção do


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Alkantara - consideram que, a manterem-se as actuais regras dos concursos da Direcção-Geral das Artes (DGArtes), o certame não poderá sobreviver. "A petição foi entregue na portaria, assim como os bilhetes, guardados em 230 envelopes. Portanto, houve pelo menos 230 pessoas que ficaram indignadas com a possibilidade de o festival acabar, e que decidiram manifestar-se", sublinhou Francisco Frazão. O programador indicou ainda que a petição, com mais de mil assinaturas, também tem agora uma versão em inglês e vai continuar "online" para receber assinaturas de artistas e público estrangeiro, devido às ligações internacionais do festival. Questionado se tencionam levar a petição ao Parlamento, Francisco Frazão disse que não: "A ideia foi sempre apresentar o protesto na tutela da Cultura, que é a responsável pelos concursos públicos de apoio às artes". Mais espectadores A 13ª edição do festival, que terminou no domingo, recebeu 11.225 espectadores, este ano, superando os números da anterior, em 2012, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pela organização. Nesse balanço, a organização indica que a taxa de ocupação média dos espectáculos foi de 94%, ao longo dos 27 dias do festival, que apresentou uma programação com 16 propostas artísticas e um total de 46 sessões. Ao todo, participaram 170 artistas e 50 programadores, nesta edição do festival, que tem por objectivo verificar as novas tendências nacionais e mundiais, nas artes performativas e na área transdisciplinar, a cada dois anos.

Henrique Mota eleito vice-presidente da Federação Europeia de Editores

e do Espaço Económico Europeu. Henrique Mota, actual membro da direcção da APEL e responsável pelo pelouro das Relações Internacionais, é licenciado em Direito, foi director de informação da Rádio Renascença, exerceu o cargo de secretário-geral da Universidade Católica, onde estudou, e é o fundador e director da Principia Editora, criada em 1997.

Líder de extremadireita quer ocupar lugar em Bruxelas sem deixar Holanda Geert Wilders exige acumular os dois cargos, mesmo contra as regras europeias. O líder da extrema-direita holandesa “estica a corda” no Parlamento Europeu. Geert Wilders anunciou que vai ocupar o seu lugar de eurodeputado, em simultâneo com a cadeira que ocupa no Parlamento holandês. Esta decisão é proibida pelas regras de procedimento do Parlamento Europeu, embora os regulamentos holandeses não proíbam o duplo mandato. Se avançar, Wilders incorre num processo legal que poderá travar a sua presença em Bruxelas. “Quase 300 mil pessoas votaram em mim. Seria muito absurdo se Bruxelas me proibisse de representar os meus eleitores no Parlamento Europeu”, disse. O dirigente do Partido da Liberdade, que ganhou quatro lugares no Parlamento Europeu, já tinha dado a entender que pretende apresentar uma queixa no Tribunal Europeu de Justiça de forma a acabar com a regra, segundo a qual um deputado não pode exercer mandatos em simultâneo em dois parlamentos. A extrema-direita holandesa está, com a Frente Nacional francesa e outros partidos semelhantes, a tentar chegar a acordo para formar um grupo parlamentar europeu.

Livreiro tem duas prioridades: defesa do copyright e harmonização fiscal relativamente aos diversos tipos de livros. O livreiro Henrique Mota foi eleito vice-presidente da Federação Europeia de Editores. O fundador da “Princípia” considera que este é também um reconhecimento do trabalho da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). À Renascença, Henrique Mota indica as prioridades que quer defender neste novo cargo. “Em primeiro lugar a defesa do copyright, nomeadamente por causa da pirataria, e em segundo lugar a harmonização fiscal relativamente aos diversos tipos de livros, quer sejam livros impressos, livros electrónicos ou áudio-livros”, disse. Esta é a primeira vez que um português é eleito para um alto cargo na FEP. Anteriormente Fernando Guedes, editor da Verbo, tinha presidido ao Grupo de Editores de Livros da União Europeia, organismo que antecedeu a FEP, que agrega todos os editores da União Europeia

FALAR CLARO. O debate político na Renascença entre Morais Sarmento e Vera Jardim. À segunda-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h, num debate conduzido por José Pedro Frazão.


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"Zoo humano" levanta fantasmas do racismo na Noruega Africanos exibidos como animais em Oslo. Era assim há 100 anos. Dois artistas recriam agora a "Vila Congo" e a polémica não tardou.

projecto. É uma "mera provocação", que "fomenta o racismo", acusam. Foi também criado uma "hashtag" no Twitter contra a exposição: #SomeoneTellNorway. À época, o Congo estava sob o domínio belga. Para ilustrar este facto, os artistas colocaram uma bandeira da Bélgica à entrada da aldeia recriada. A embaixada da Bélgica já veio pedir que fosse retirada. Os artistas, porém, recusam-se a fazê-lo. Iniciativas como a "Vila Congo" eram comuns na Europa do século XIX. Nesses anos, as crenças darwinistas e outras considerações científicas serviam de base a teorias que postulavam a inferioridade racial dos negros. Havia também um interesse etnográfico da sociedade em relação a África e aos seus nativos.

“Picos” contra semabrigo causam polémica em Londres Era anunciado como um jardim zoológico humano, algo normal para aqueles tempos em que a ciência dizia que os negros eram uma "raça inferior". Na capital da Noruega, Oslo, em 1914, foi criada a "Vila Congo". Nesta "aldeia", foram exibidos e viveram 80 nativos africanos. Durante cinco meses, um milhão e meio de pessoas – três quartos da população norueguesa – foram ver a "aldeia", inserida no centenário da constituição norueguesa. A iniciativa teve honras de Estado: foi inaugurada pelo rei da Noruega. Cem anos depois, uma dupla de artistas escandinavos, surpreendidos pelo desconhecimento dos noruegueses em relação a esta página da história, resolveram recriar a "Vila Congo" no parque Frogner, o maior de Oslo. O país está a celebrar os 200 anos da Constituição e a recriação foi incluída na programação das comemorações. A iniciativa – do norueguês Mohamed Ali Fadlabi (que é negro) e do sueco Lars Cuzner – está a gerar polémica na Noruega. Desta vez, as pessoas expostas são voluntárias, de várias etnias e vêm de várias partes do mundo. "Queríamos recuperar histórias do zoo humano, algo que foi completamente apagado da memória colectiva", disse, na inauguração, em Maio, Mohamed Ali Fadlabi. Citado pela agência Efe, o artista diz “ter conseguido" pôr o assunto na ordem do dia. Isto é racismo? Os artistas querem promover o debate sobre o colonialismo e o racismo, num momento em que a Europa vê crescer forças políticas de extrema-direita. O projecto é financiado pelo Estado norueguês e tem sido pretexto para estudar o que realmente aconteceu em 1914. Entre outras coisas, a dupla de artistas descobriu que em 1914 os nativos eram provenientes do Senegal e não do Congo. Várias organizações anti-racismo e o Centro Norueguês-Africano têm feito duras críticas ao

Ninguém assume a paternidade da ideia, mas o certo é que está a ganhar adeptos em várias cidades. A instalação de picos de metal junto a habitações em Londres, alegadamente para afastar sem-abrigo, está a levantar polémica. Muitos londrinos dizem que quem defende esta política está a tratar os sem-abrigo como "pombos". Uma solução semelhante é usada para que os animais não possam pousar em determinados locais. O presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, já deixou fortes críticas a esta “moda” que tem estado a alastrar, não só na capital inglesa mas também noutras cidades mundiais. Os picos são “estúpidos” e “não são a resposta”, disse Boris Johnson, citado pelo “The Telegraph”. O autarca defende que estes picos sejam retirados o mais depressa possível. O ministro Kris Hopkins considerou “ofensivo” o uso destas estruturas que impedem que os sem-abrigo possam dormir em determinado local. Já o presidente da St Mungo's Broadway, uma ONG de apoio a sem-abrigo, considerou “brutal” esta estratégia utilizada para afastar os pobres de alguns prédios. Não é conhecido o autor desta ideia, mas o certo é que já há outros exemplos semelhantes fora de Londres: uma ponte na China tem picos que impedem pessoas de lá dormir e um parque no Japão tem bancos redondos. Por outro lado, na Hungria e em algumas cidades dos Estados Unidos há leis contra sem-abrigo que criminalizam o dormir na rua.


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União Europeia tem milhões para apoiar a Ucrânia O país tem estado instável nos últimos meses e tem agora um novo Presidente. A União Europeia (UE) mobilizou 500 milhões de euros, obtidos nos mercados de capitais, como primeiro empréstimo à Ucrânia no âmbito do programa de assistência macrofinanceira àquele país. Os fundos foram reunidos através do lançamento, em Abril, de um leilão de títulos de dívida a 10 anos, no valor final de 3.200 milhões de euros. O montante da operação será entregue à Ucrânia a 17 de Junho, a data acordada no acordo de assistência. A assistência europeia, no total de 1.610 milhões de euros, foi concebida para ajudar a Ucrânia a cobrir parte das suas urgentes necessidades financeiras externas, reduzir o défice da balança de pagamentos e remendar fragilidades orçamentais. A Ucrânia poderá utilizar a assistência financeira para pagar a factura de 1.660 milhões de dólares que o consórcio de gás russo Gazprom exige de adiantamento à ucraniana Naftogaz pelo consumo de gás de Junho. O país tem estado instável nos últimos meses. Manifestações em Kiev levaram, primeiro, à demissão do presidente Yanukovich e depois ao avanço da Rússia para a Crimeia. Após eleições, a Ucrânia tem um novo Presidente.

ONU vai precisar de milhões de euros para recuperar Bósnia após cheias As cheias causaram 55 mortos e cerca de 600 mil pessoas estão deslocadas na Sérvia e na Bósnia. A Organização das Nações Unidas (ONU) quantificou em 155 milhões de euros o financiamento das necessidades para os próximos seis meses na Bósnia, depois das devastadoras inundações na região, adiantou fonte oficial na segunda-feira. A dirigente do Programa de Desenvolvimento da ONU, Cihan Sultanoglu, especificou que aquelas necessidades incluem abrigo, alimentação, água, medicamentos e alimentação, bem como remoção de detritos e minas. Adiantou ainda que se suspeita que na área afetada pelas inundações, com uma extensão de 800 quilómetros quadrados, estejam minas por explodir, o que torna a operação de limpeza cara, difícil e prolongada. A embaixada da Sérvia em Lisboa lançou uma linha

telefónica que visa facilitar os donativos para ajuda humanitária às vítimas das cheias que afectam o país há uma semana, consideradas as mais graves na região. O número em Portugal é o 760 100 381. Por cada telefonema, são atribuídos 50 cêntimos à população sérvia afectada pelas inundações, sendo que o custo da chamada é de 60 cêntimos. As cheias causaram 55 mortos e cerca de 600 mil pessoas estão deslocadas na Sérvia e na Bósnia. As consequências do fenómeno, provocado por chuvas intensas - em três dias o nível foi equivalente a três meses de pluviosidade contínua - já foi comparado pelas autoridades locais às guerras ocorridas entre 1992 e 1995.

Segunda cidade do Iraque nas mãos da Al-Qaeda O primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, pediu ao Parlamento a declaração do estado de emergência. Os Estados Unidos e a ONU dizem-se muito preocupados com o que se está a passar em Mosul, cidade de dois milhões de habitantes no norte do Iraque cujo controlo foi perdido pelas autoridades para um grupo ligado à Al-Qaeda. O chamado "Estado Islâmico do Iraque e Levante" domina agora a segunda cidade de um país de onde os norte-americanos saíram há já dois anos e meio. Washington promete ajudar o Governo de Bagdad a travar esta ofensiva. O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu ao Parlamento a declaração do estado de emergência. Os Estados Unidos condenaram esta conquista de Mosul pelos rebeldes sunitas e fala numa situação extremamente grave. Seriamente preocupado está também o secretário-geral da ONU. Ban-ki-Moon apela aos líderes políticos para que mostrem unidade nacional contra as ameaças que pendem sobre o Iraque.

Tiroteio em liceu nos Estados Unidos. Atirador abatido O homem provocou um morto e um número indeterminado de feridos, alguns em estado grave. Foi abatido o homem que esta terça-feira efectuou disparos no liceu de Reynolds, a poucos quilómetros de Portland no estado norte-americano de Oregon. O suspeito provocou um morto e número indeterminado de feridos, alguns em estado grave. O atacante terá utilizado uma arma semi-automática


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e, segundo a imprensa norte-americana, terá sido abatido por um dos muitos agentes das autoridades e equipas de intervenção rápida que foram deslocados para o local. O edifício onde o homem armado atacou está agora a ser revistado. As autoridades consideram que a situação está controlada. [actualizado às 18h34] TERRA SANTA

Encontro com Papa introduziu "autoridade moral" no conflito IsraelPalestina Director do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa vê no encontro um “impulso” no estabelecimento da paz.

Shimon Peres, Mahmoud Abbas e Francisco encontraram-se no domingo. Foto: Claudio Peri/EPA

O encontro entre o Papa Francisco e os presidentes de Israel e da Autoridade Palestiniana foi "muito importante", afirma à Renascença o director do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa, António Dias Farinha. Para o especialista, o encontro de domingo no Vaticano "acrescentou uma autoridade religiosa e uma autoridade moral", o que pode constituir um "impulso" nas conversações de paz. Apesar das divergências entre as facções palestinianas e de o governo israelita não ceder nas questões fundamentais para a paz, o professor universitário considera que foi introduzida uma “intervenção ética”. Dias Farinha considera que o Papa reuniu dois homens que estão interessados no diálogo, mesmo que os respectivos povos dêem sinais contrários. Na sextafeira, dois dias antes do encontro, Israel anunciou a construção de um novo colonato na Cisjordânia. “Estres três homens unidos representam uma vontade de fazer a paz ou, pelo menos, de suspender a violência”, diz Dias Farinha. A convite do Papa Francisco, o Presidente da

Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, o Presidente de Israel, Shimon Peres, e o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, encontraram-se no Vaticano.

Contra extremismos e contra a discriminação Reunião juntou em Bruxelas instituições europeias e líderes religiosos. Por Daniel Rosário, em Bruxelas

O extremismo e a violência em nome da religião foram denunciados esta terça-feira em Bruxelas no decorrer do encontro anual entre instituições europeias e líderes religiosos. Os participantes neste décimo encontro observaram um minuto de silêncio pelas vítimas do recente ataque ao Museu Judaico, um exemplo de uma tendência que suscita preocupação. “Tomámos nota de tendências recentes a que estamos a assistir em algumas partes das nossas sociedades que, na realidade, colocam em causa as relações entre as pessoas, em que o outro é visto como inimigo. Temos que combater com firmeza todas as formas de discriminação contra a comunidade judaica, com os recentes ataques aqui em Bruxelas a mostrarem como a situação é séria, mas também contra todo o tipo de discriminação”, disse Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia foi o anfitrião do encontro em que participaram representantes das outras instituições europeias e líderes religiosos de igrejas e comunidades cristãs, muçulmanas, judias, sikhs, hindus e mórmons. O tema do encontro deste ano foi “O Futuro da União Europeia” com especial atenção para o resultado das recentes eleições europeias, em que a abstenção e o aumento do voto de protesto em vários países foram interpretados à luz das dificuldades económicas e sociais que se vivem em vários países. Os participantes apelaram à libertação de uma cristã sudanesa condenada à morte por apostasia. No final, e em jeito de despedida, Durão Barroso disse ainda esperar que estes encontros possam prosseguir no futuro e salientou o papel das comunidades religiosas na resposta a muitas das preocupações expressas pela sociedade.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença. Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.


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Milhares de crianças em Fátima ouvem apelo para ficar com Deus O tema da peregrinação deste ano é “Ó Jesus, é por vosso amor”, recordando a terceira aparição de Maria, em Julho de 1917.

Foto: Rui Fernandes/RR Por Paula Costa Dias, com Agência Ecclesia

O Bispo de Viana do Castelo; D. Anacleto Oliveira, exortou os milhares de crianças presentes no recinto a estarem sempre em Deus. Considerando que, quando as pessoas não querem saber do Criador, ficam na solidão, D. Anacleto Oliveira atribuiu as desgraças do mundo ao facto das pessoas não quererem saber de Deus. A mensagem foi deixada durante a Peregrinação Nacional das crianças a Fátima. D. Anacleto Oliveira convidou ainda as crianças a preencherem os buracos do mundo com simbólicos tijolos que representam as boas acções de quem está em Deus, colocando Jesus em cima do mundo, como que pedindo-lhe protecção. No final das celebrações, o Santuário de Fátima ofereceu às crianças uma cruz de madeira com a frase esculpida “Ó Jesus, é por Vosso amor” e uma pagela com a oração que Nossa Senhora ensinou aos pastorinhos para rezarem sempre que fizessem um sacrifício. O tema escolhido para a peregrinação deste ano foi “Ó Jesus, é por vosso amor”, que recorda a terceira aparição de Maria, em Julho de 1917. Na altura, segundo os relatos de Jacinta, Lúcia e Francisco, Nossa Senhora ensinou-lhes uma oração de oferecimento, para minimizar o mal do mundo - “Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”. O Santuário espera que este lema ajude as crianças que participam na peregrinação a aprenderem essa “atitude de oferecimento” para no seu “quotidiano” contribuírem “para que o mundo seja melhor”.

Ney Matogrosso contra prioridades do Brasil Cantor considera investimento no Mundial “absurdo”. O cantor Ney Matogrosso considera que o Mundial de Futebol do Brasil é um investimento "absurdo e excessivo" para um país onde faltam infra-estruturas básicas para a população. Entrevistado há dias durante a sua participação no "Talk-Fest" em Lisboa onde foi exibido um documentário sobre a sua vida, Ney Matogrosso fala da contestação à presidente Dilma Roussef. À Renascença, Ney Matogrosso olha também para a situação de Portugal. Diz que encontrou um público menos "acabrunhado" do que há dois anos sentado na plateia dos seus concertos que encheram.

Árbitro japonês no arranque do Mundial Yuichi Nishimura dirige o Brasil-Croácia, primeiro jogo do campeonato do mundo, a partir das 17h00 de quinta-feira.

O Comité de Arbitragem da FIFA nomeou o japonês Yuichi Nishimura para dirigir o encontro entre Brasil e Croácia, agendado para a próxima quinta-feira e que abre o campeonato do mundo. O juiz nipónico, internacional desde 2004, não traz boas memórias aos "canarinhos", tendo dirigido o Holanda-Brasil do Mundial de 2010, em que a seleção canarinha foi eliminada. O Brasil-Croácia, da primeira jornada do Grupo A, está marcado para as 17h00 [hora de Portugal Continental] de quinta-feira.


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UEFA não apoia Blatter para um novo mandato na FIFA Reunião da entidade que rege o futebol europeu, em São Paulo, determina rejeição de apoio ao actual presidente da FIFA.

As federações europeias que integram a UEFA informaram Joseph Blatter, esta terça-feira, de que não vão apoiar uma recandidatura do actual presidente da FIFA a um novo mandato à frente do organismo que superintende o futebol mundial. A indicação já tinha sido dada, há alguns dias, quando o organismo que tutela o desporto-rei europeu apresentou uma proposta que visa limitar a 72 anos a idade de um candidato à presidência da FIFA. Esta terça-feira, durante uma reunião da UEFA em São Paulo e em vésperas do Congresso da FIFA, o holandês Michael van Praag, membro do comité executivo da UEFA, foi o porta-voz da rejeição de apoio a Blatter. "Disse-lhe que não deveria candidatar-se outra vez", afirmou em relação ao suíço, cujo quarto mandato na liderança da FIFA é válido até 2015. As eleições para a presidência da FIFA realizam-se em Maio do próximo ano.

REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA

Selecção e mercado dominam primeiras páginas

O Record festeja o regresso de Cristiano e escreve: "Voltou em grande". O diário destaca que o madeirense "participou em dois golos e atirou um 'tomahawk' ao poste". A Bola centra-se no mercado e titula: "Pedro Tiba a um passo do benfica". Por sua vez,o Jogo diz que há "Ordem para resistir". O jornal refere-se ao "cerco" do valência a Jackson Martinez. "Eleições em risco" é outro destaque na primeira página de O Jogo, numa referência á confusão das eleições na Liga de Clubes. De volta a A Bola - e sobre o Sporting - diz-se que o Sporting tem acordo por Rafel Martins. Sobre este assunto, o record avança: "Sporting oferece 200 mil euros".

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate.

Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.

Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


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RIBEIRO CRISTÓVÃO

Bom ensaio final Depois da exibição no jogo frente à Irlanda, a selecção portuguesa chega ao Brasil liberta dos problemas que apoquentaram vários jogadores. A grande aventura começa em Salvador.

ELEIÇÕES LIGA

Mário Figueiredo desiludido com "espectáculo degradante" Actual presidente da Liga e único candidato ao acto eleitoral de quarta-feira lamenta clima de polémica que põe "a nu as forças que se concentram nos bastidores".

Por Ribeiro Cristóvão

A selecção portuguesa despediu-se dos Estados Unidos com uma excelente e robusta vitória frente à República da Irlanda, deixando indicações muito seguras de que podemos alimentar algum optimismo quanto a um bom comportamento no Mundial brasileiro, que amanhã inicia a sua longa marcha de mais de trinta dias. Com todos os 23 jogadores considerados aptos pelo departamento médico da Federação, a comitiva portuguesa chega ao Brasil liberta dos problemas que apoquentaram vários jogadores e lançaram dúvidas incontáveis sobre a presença de alguns deles, com Cristiano Ronaldo no centro de todas as preocupações. Pelo que se viu no desafio da última madrugada, Paulo Bento dispõe agora de um excelente lote de jogadores que lhe vão proporcionar opções diversas consoante as dificuldades que serão colocadas pelos nossos futuros adversários, com a Alemanha à cabeça. O seleccionador português fez, neste jogo de Nova Jérsia, escolhas que não surpreenderam colocando em campo de início muitos dos jogadores que constituirão a base do onze com que partiremos para o confronto com os alemães, sem dúvida o mais complicado da fase de grupos, em que teremos ainda pela frente as selecções dos Estados Unidos e do Ghana. Do conjunto dos três desafios disputados pela selecção lusa em jeito de preparação, com a Grécia, o México e a República da Irlanda, foi contra os irlandeses que se colheram maiores proveitos, a todos os níveis. A uma exibição de qualidade, juntaram-se os números de uma vitória inquestionável e, talvez mais importante, a garantia de que o mau tempo já lá vai, e todos os 23 convocados estão em condições de dar uma boa resposta às exigências de Paulo Bento. Até segunda-feira há ainda alguns dias para proceder aos acertos finais. Depois, em Salvador, começa a grande aventura. O mundo está de olhos postos em Cristiano Ronaldo e em todos os companheiros que o seguem nesta gigantesca epopeia. Há boas razões para manter a esperança.

Mário Figueiredo, actual presidente da Liga e único candidato às eleições para a liderança do organismo, lamentou esta terça-feira toda a polémica que envolve o acto eleitoral, agendado para amanhã. Em conferência de imprensa na sede da Liga, no Porto, Figueiredo confessou profunda desilusão pelos "últimos acontecimentos" que surgiram, devido à inelegibilidade das candidaturas de Rui Alves e Fernando Seara, considerando que "em nada contribuem para a dignificação do futebol português" e que assumem a forma de um "espectáculo degradante". "Nos últimos dias, temos assistido a um espectáculo degradante feito de conspirações, conluios e traições", atirou o presidente da entidade, voltando a criticar duramente os "poderes invisíveis que têm vindo a mandar no futebol". "Esses acontecimentos colocam a nu as forças que se concentram nos bastidores", prosseguiu, garantindo que tudo irá fazer para ajudar a "alcançar um futebol mais justo, livre e solidário". "A opção que os clubes são chamados a tomar é entre o passado e o futuro, o medo e a liberdade. Tenho plena consciência de que para alcançar um futebol mais justo, livre e solidário, é necessário que haja uma forte e sólida união entre os clubes, pelo menos dos clubes médios, sem olhar somente a proveitos próprios e hegemónicos", sustentou. Mário Figueiredo encabeça a única lista aceite pela assembleia geral da Liga para as eleições desta quartafeira. Recorde-se que, devido ao facto de terem apresentado listas incompletas, as candidaturas de Rui Alves e Fernando Seara não foram aceites. O antigo presidente do Nacional já garantiu que irá interpor uma providência cautelar que impeça a


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realização do acto eleitoral, enquanto o ex-autarca de Sintra e actual vereador da Câmara de Lisboa deverá optar pela mesma via. LIGA

Paulo Fonseca de regresso a Paços de Ferreira Fonseca volta ao clube depois de um ano de contestação no FC Porto.

O Boavista garantiu mais um reforço para a época 2014/2015. O clube oficializou esta terça-feira a contratação do extremo Brtio, que alinhou pelo Gil Vicente na época passada. Brito, de 26 anos, realizou 22 jogos na época passada e marcou um golo. Antes de chegar ao Gil Vicente passou por clubes como Torreense, Sertanense, Lagoa, Barreirense e Quintanejense. Com esta contratação, o Boavista garante um atleta com experiência de Primeira Liga.

Euromilhões com "jackpot" de 135 milhões na sextafeira Chave sorteada na terça-feira não teve direito a primeiro prémio, mas há portugueses entre os vencedores do segundo e terceiro prémios.

O ex-treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, vai ser apresentado como novo técnico do Paços de Ferreira para a época 2014/2015. Quem o adianta é o próprio clube, em comunicado oficial disponível no seu site. Fonseca, de 41 anos, volta ao clube que orientou na época 2012/2013 e onde conseguiu um inédito apuramento para a Liga dos Campeões. No mesmo comunicado emitido pelo Paços de Ferreira, é deixada uma nota de agradecimento a Jorge Costa, que orientou a equipa no final da época e conseguiu evitar a despromoção dos "castores".

O primeiro prémio do concurso do Euromilhões da próxima sexta-feira é de 135 milhões de euros, dado que no concurso de terça nenhum apostador acertou na chave sorteada. A combinação vencedora sorteada na terça-feira era composta pelos números 12 - 18 - 21 - 32 - 33 e pelas estrelas 1 e 11. O primeiro prémio era também um “jackpot”, no valor de cerca de 118 milhões de euros. Com o segundo prémio foram apurados nove vencedores, um dos quais em Portugal, que irá receber um prémio bruto de 195.840 euros. O terceiro prémio tem o valor de 41.965 euros e foi dividido entre os 14 apostadores, dois dos quais portugueses.

MERCADO

Brito assina pelo Boavista O internacional cabo-verdiano chega ao Bessa proveniente do Gil Vicente.

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