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EDIÇÃO PDF Directora Graça Franco

Quarta-feira, 16-04-2014 Edição às 08h30

Editor Raul Santos

TAÇA DE PORTUGAL

Benfica quer dobradinha. FC Porto quer troféus Coreia corrige balanço. São mais de 300 os desaparecidos em naufrágio Seguro não está livre de ser o "coveiro do PS"

FILMOGRAFIA DE PÁSCOA

Cinema bíblico tem quase 100 anos de história PRIMEIRO-MINISTRO

Passos não se compromete em baixar o IRS em 2015

Capela do Palácio da Ajuda reabre ao 40 anos – e para fim de um século quê? JOSÉ MIGUEL SARDICA

Gás natural aumenta 2,4% em “Eu não vou acabar A primeira final do na terra, vou Real sem o Bola de Julho ressuscitar em Ouro Cristo” REPORTAGEM

TAÇA DO REI


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Coreia corrige balanço. São mais de 300 os desaparecidos em naufrágio O balanço inicial apontava para três mortos e mais de 100 desaparecidos, com 368 pessoas resgatadas.

transportava também carros e camiões. [Notícia actualizada às 7h42 com rectificação dos números avançados pela guarda costeira] PRIMEIRO-MINISTRO

Passos não se compromete em baixar o IRS em 2015 Corte nas pensões será menor do que a actual CES. “Essa redução nunca será tão grande como é hoje com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade”, disse Pedro Passos Coelho, em entrevista à SIC.

Equipas de salvamento já conseguiram resgatar 368 pessoas

A guarda costeira sul-coreana corrigiu, esta quartafeira de manhã, os números avançados sobre o naufrágio de um ferry com mais de 400 pessoas a bordo. De acordo com os dados avançados pela agência Reuters, o número de resgatados baixou para 164 passageiros e mais de 300 estão desaparecidos. O balanço inicial indicava números trocados. Quanto às vítimas mortais, baixou para duas. O canal de televisão Sky News avança, contudo, com três. O barco levava 477 pessoas a bordo e dirigia-se para a ilha turística de Jeju, no sul do país. O acidente ocorreu ao início da madrugada (pouco depois das 9h00 manhã na Coreia) e, assim que foi enviado o pedido de socorro, foi colocada em marcha uma operação de salvamento por parte da guarda costeira. Para o local do naufrágio foram enviados salva-vidas e helicópteros. Pouco depois, o Presidente da Coreia Sul, Park Geun-hye, ordenou a utilização de todos os meios disponíveis no país para auxiliar na operação, onde também participam mergulhadores. A guarda costeira e a Marinha sul-coreanas já tinham enviado para o local 18 helicópteros e 34 embarcações de socorro. As equipas já conseguiram resgatar 368. A maior parte dos mais de 400 passageiros era estudantes e respectivos professores. Durante a madrugada, a estação de televisão YTN avançava que todos os 338 alunos e professores tinham sido resgatados, mas a informação ainda não foi confirmada pelas autoridades sul-coreanas. Não há ainda uma explicação oficial para o naufrágio, mas um dos passageiros resgatados afirmou a uma televisão sul-coreana que ouviu um forte estrondo antes do navio começar a afundar. O ferry tem capacidade para 900 pessoas e

O Governo só vai apresentar a proposta para corte permanente das pensões no fim deste mês, mas o primeiro-ministro diz já que esse corte será menor do que a actual Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES). “Essa redução nunca será tão grande como é hoje com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade”, disse Pedro Passos Coelho, esta terça-feira à noite, em entrevista à SIC. A solução será trabalhada nos “próximos dias” para ser apresentada antes das eleições europeias. "Isso é inequívoco", garante o primeiro-ministro. Na entrevista, num dia em que o Governo anunciou cortes de 1.400 milhões de euros, o líder do Governo reafirmou a necessidade de um corte permanente nas pensões já em pagamento. E assumiu que, para o futuro, a actualização das pensões ficará ligada à situação demográfica e à evolução económica. “A actualização de pensões não pode deixar de estar relacionada com aspectos demográficos, nem com o grau de crescimento da nossa economia. Mas isso é o que se refere à actualização para futuro das pensões. Outra questão é saber como é que resolvemos duradouramente um problema que existe hoje de insustentabilidade nas pensões”, disse. Na entrevista, o primeiro-ministro disse que ainda não leu o relatório sobre o corte permanente das pensões feito pelo grupo de trabalho que foi coordenado pelo secretário de Estado da Administração Pública. "Desonerar" salários só em 2016 Passos admite que será preciso “desonerar” os salários, mas remeteu esse alívio para 2016. “Possivelmente”, ressalvou. Não há qualquer promessa de baixa do IRS em 2015, garante Passos, que lembrou também que o Governo já disse que não conseguirá repor salários e pensões em 2015. O chefe do Executivo admitiu ainda impor um tecto para as prestações sociais que cada pessoa recebe para evitar "injustiças". Cortes na saúde sem impacto na qualidade A reorganização da administração pública e as saídas de funcionários públicos foram outro assunto da entrevista. Mas Passos não revela quantos funcionários


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públicos ainda vão sair do Estado. Entre rescisões e contratos que deixam de ser renovados, há “poupanças importantes" a assinalar, respondeu, sem avançar números. Rejeita que os cortes na máquina do Estado resultem em piores serviços públicos, nomeadamente na saúde. E diz que os números, que dão conta de um aumento dos actos médicos, desmentem essa tese. Passos fez a defesa do caminho seguido. "Em 2010 tínhamos um défice de 10% e para o ano será de 2,5%. Alguma coisa tem sido feita", vincou. Os números da pobreza e do desemprego (“talvez a coisa mais dramática que temos em Portugal”) não se devem à acção do Governo, defende. "O que provocou o aumento do risco de pobreza não foram as medidas, mas o facto de termos conduzido o país a uma situação insustentável em 2011", disse. “Não sacudo do meu capote nenhuma responsabilidade, mas estamos a cumprir o programa, não estou a pedir um segundo resgate para Portugal e, felizmente, a perspectiva para os próximos anos é melhor para os portugueses". PSD e CDS não definiram futuro da relação Passos diz que tem uma “boa relação” com o viceprimeiro-ministro Paulo Portas. Mas não antecipa se PSD e CDS vão coligados às próximas eleições legislativas. Um escrutínio para o qual as eleições europeias podem ser um indicador. Apesar de a generalidade das sondagens indicarem uma vitória do PS, Passos espera ganhá-las. Mas, se perder as europeias por uma margem expressiva, Passos não deixará a liderança do PSD e do Governo. "Nem pensar. Tenho um mandato para respeitar e esse mandato deve ser um mandato sagrado, salvo circunstâncias excepcionais". "Se for preciso pagar um preço elevado para salvar o país da bancarrota, eu não me importo de pagar esse preço", disse. Cobertura da entrevista de Passos Coelho à SIC ao minuto

FALAR CLARO. O debate político na Renascença entre Morais Sarmento e Vera Jardim. À segunda-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h, num debate conduzido por José Pedro Frazão.

TAÇA DE PORTUGAL

Benfica quer dobradinha. FC Porto quer troféus Benfica-FC Porto, na Luz. Duas equipas rivais apostadas em chegar à final da Taça. Dragão tem vantagem mínima na eliminatória das meias-finais .Jogo a partir das 20h45, com relato na Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.

A segunda parte da eliminatória das meias-finais da Taça de Portugal arranca às 20h45 desta quarta-feira. Na primeira metade, um golo solitário de Jackson Martínez, aos seis minutos de jogo, adiantou o FC Porto na disputa por um lugar na final do Jamor. Hoje, o reencontro, na Luz, assinala o terceiro clássico da temporada entre dragões e águias (faltam ainda mais dois: um para as meias-finais da Taça da Liga e outro para a última jornada do campeonato), com o prestígio da presença na final da Taça de Portugal em jogo. Há quem diga que a prova-rainha do futebol português interessa, esta temporada, muito mais aos azuis e brancos, devido à pobre carreira na I Liga realizada pelos tricampeões nacionais. A possibilidade da décima "dobradinha", contudo, tambémmove a ambição dos encarnados, que podem celebrar a conquista do campeonato já no domingo, em caso de vitória sobre o Olhanense. Motivação pelo orgulho ferido, de um lado. Motivação pela confiança e sucesso, do outro. Intensidade e espectáculo estão garantidos. Águia obrigada a mexer. Dragão na máxima força Jorge Jesus não terá Oblak e Sílvio à sua disposição. A juntar à dupla, é igualmente crível que Luisão, Fejsa e Rúben Amorim, com problemas físicos, não sejam utilizados. Desta forma, avançará para o onze Artur Moraes. Jardel e André Almeida repetirão a titularidade registada em Aveiro, diante do Arouca. Maxi, Garay, Siqueira, Enzo, Gaitán, Markovic, Rodrigo e Lima por certo figurarão no onze benfiquista. Já Luís Castro tem apenas Helton como o único "cliente" do departamento médico. O figurino inicial dos portistas consistirá no núcleo duro da equipa:


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Mangala a comandar a defesa, Fernando e Defour na primeira fase de construção, Quaresma e Varela como municiadores de Jackson mas igualmente com mira apontada à baliza encarnada. 45 mil no máximo A Luz não vai encher. A Polícia de Segurança Pública calcula que a assistência deverá rondar os 40 a 45 mil espectadores, sendo esperados menos adeptos do FC Porto, face a outras ocasiões. O que diz a estatística? Em seis eliminatórias das meias-finais que disputaram entre si, Benfica e FC Porto alcançam um empate: três passagens à final para cada um dos rivais. Hoje, há a possibilidade de desempatar o registo. O Benfica busca a segunda final consecutiva da Taça, competição que conquistou por 24 ocasiões. O FC Porto procura alcançar o Jamor para tentar erguer o "caneco" pela 17ª vez no seu palmarés. O Benfica-FC Porto, da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, está marcada para as 20h45 de quarta-feira, na Luz, com arbitragem de Pedro Proença. Jogo com relato na antena da Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt. Taça de Portugal: 2ª mão das meias-finais Estádio da Luz, Lisboa Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa) Equipas prováveis Benfica Artur Moraes; Maxi Pereira, Jardel, Garay e Siqueira; André Almeida, Enzo Pérez e Gaitán; Markovic, Lima e Rodrigo. Treinador: Jorge Jesus. FC Porto Fabiano Freitas; Danilo, Diego Reyes, Mangala e Alex Sandro: Fernando, Defour e Herrera; Quaresma, Jackson Martínez e Varela. Treinador: Luís Castro.

Seguro não está livre de ser o "coveiro do PS" Socialista João Cravinho acusa, em entrevista à Renascença, o secretário-geral do PS de passividade excessiva face ao momento crítico que se vive em Portugal. Por Raquel Abecasis

A “troika está a fazer tudo para “meter no bolso” o líder do Partido Socialista, António José Seguro, afirma João Cravinho em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença. O antigo ministro acusa o secretário-geral do PS de passividade excessiva face ao momento crítico que se vive em Portugal. “É óbvio que a ‘troika’ fará tudo para que ele [Seguro] quando chegar ao Governo seja facilmente embolsável”, afirma João Cravinho, que deixa um alerta a António José Seguro: “Na política não é só quando o vento está favorável que o político se faz ao mar e vai para o convés”. Em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, João Cravinho diz que “a questão fundamental é perceber que o Partido Socialista tem que ser o garante do bem estar do seu povo. Se ele

[Seguro] é o coveiro, por má preparação, por hesitação não deixará de ser coveiro, embora com a melhor das intenções”, sublinha. O responsável pelo chamado “manifesto dos 74”, que pede uma reestruturação da dívida para Portugal, diz também que o Governo se prepara para fazer uma reforma do sistema de pensões em 15 dias e aconselha os partidos com assento parlamentar, principalmente o PS, a mostrarem a sua indignação junto do Presidente da Republica, deixando nas mãos de Cavaco Silva a responsabilidade de, caso promulgue a lei, ser conivente com o Governo.

Ministros cortam 1.400 milhões sem "sacrifícios adicionais para contribuintes" Estado pretende poupar 730 milhões de euros com a redução de custos nos ministérios e outros 180 milhões com rescisões amigáveis e aposentações na função pública. Por Filipe d’Avillez

O Governo anunciou, esta terça-feira, que não haverá aumento de impostos para 2015, nem outras medidas que impliquem um adicional esforço sobre salários e pensões. A ministra das Finanças disse, em conferência de imprensa, que, segundo as contas do Governo, será necessário cortar 1.400 milhões de euros, o que corresponde a 0,8% do PIB, para se conseguir cumprir a meta de 2,5% do PIB para o próximo ano. Um valor menor do que o que era previsto em Dezembro, garante, devendo-se isso a uma execução orçamental de 2013 melhor do que o esperado. Segundo Maria Luís Albuquerque, algumas medidas de carácter extraordinário vão ser mantidas, mas “as medidas duradouras não se traduzem em sacrifícios adicionais para os contribuintes. As medidas acordadas reflectem o necessário para cumprimento do défice acordado para 2015”. As medidas aprovadas, esta terça-feira, em Conselho de Ministros, prendem-se sobretudo com a reforma do Estado, diz o Governo, e incluem sobretudo cortes e reorganizações em ministérios e outros serviços do Estado, bem como uma diminuição dos custos com o número de funcionários públicos. Neste campo, contudo, Maria Luís Albuquerque diz que apenas haverá lugar a rescisões amigáveis e aposentações, que conduzirão a uma poupança de cerca de 180 milhões de euros. A redução de custos com ministérios, decorrente de reorganizações e fusões deve valer ao Estado uma


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poupança de cerca de 730 milhões de euros, embora a ministra das Finanças não tenha entrado em mais detalhes. O Governo pretende ainda poupar 320 milhões de euros com a redução de custos com consultorias e ainda com os efeitos do programa “Aproximar”. Por fim, as reformas acordadas para o sector empresarial do Estado devem permitir poupar 170 milhões de euros. A ministra revelou que o Conselho de Ministros falou ainda da necessidade de diminuir a dívida do Estado no sector da saúde, sendo que para tal se apostará também na redução de despesas e aumento de eficiência, mas também em “contributos adicionais na indústria farmacêutica ou tributação de produtos com efeitos nocivos para a saúde”.

JOSÉ MIGUEL SARDICA

40 anos – e para quê? Tenho muito orgulho no 25 de Abril, que já vivi mas que não recordo. Este texto não serve para o diminuir, mas para lamentar que a data não possa ser celebrada num Portugal mais condigno.

REVISTA DA IMPRENSA

Contas, cortes, contas, cortes... Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e os cortes para 2015 dominam as primeiras páginas dos jornais desta quarta-feira. O Diário Económico escreve que os cortes definitivos nos salários e pensões serão revelados no final do mês. O jornal indica que o Governo avança com uma nova taxa sobre farmacêuticas e lembra a declaração de Passos Coelho de que não há nenhuma promessa para baixar o IRS. O Público segue a mesma linha: "Solução permanente para salários e pensões conhecida até dia 30". Governo reduz medidas de austeridade para 2015 em um terço e concentra esforços nos cortes dos ministérios. "Governo promete reduzir défice com reforma do Estado", lê-se no Jornal de Negócios. este diário avança ainda que o Executivo pondera taxa sobre sumos, sal, álcool e tabaco. De novo Passos Coelho e a afirmação de que não há qualquer promessa para baixar o IRS na primeira página do Jornal de Notícias. "Cortes suaves antes de atacar salários e pensões" é o título. Novos cortes que, de acordo com o Correio da Manhã, estão nas mãos da "troika". O único jornal a fugir a esta temática é o Diário de Notícias que escreve: "Privados ganham 500 milhões com subsistemas de saúde". Nos editoriais desta manhã, o Público sustenta que a boa notícia é que, devido à evolução da economia, o esforço que o país terá de fazer em 2015 para alcançar um défice de 2,5% será menor do que o estimado. A má notícia é que milhares de reformados e trabalhadores do Estado continuam a viver na angústia de não saber o que lhes reserva o dia de amanhã. Já o Diário Económico escreve que as medidas ontem avançadas por Maria Luís Albuquerque são demasiado genéricas. Um conjunto de princípios bondosos para enviar para o FMI e, desta forma, fechar a décima primeira avaliação da troika e receber mais uma fatia da ajuda financeira.

Portugal expia, com a amargura deste momento de humilhação e ansiedade, 40 anos de egoísmo, de imprevidência e de relaxamento dos costumes políticos – 40 anos de paz profunda, que uma sorte raríssima nos concedeu e que só soubemos malbaratar na intriga, na vaidade, no gozo material, em vez de os aproveitarmos no trabalho, na reforma das instituições e no progresso das ideias. Sob o insulto imprevisto, esta nação parece agora acordar: mas é necessário que o protesto nacional seja, ao mesmo tempo, um acto de contrição da consciência pública. Reconhecer os erros passados será já um começo de emenda: e temos muito, muito que emendar. O nosso maior inimigo não é o inglês, somos nós mesmos. Só um falso patriotismo, falso e criminosamente vaidoso, pode afirmar o contrário. O excerto que o leitor acabou de ler não é meu. É parte de um texto intitulado «Expiação», escrito por Antero de Quental para o jornal portuense A Província, a 26 de Janeiro de 1890, na ressaca do sobressalto patriótico do ultimato britânico. Em vez de culparem (só) o inglês, talvez os portugueses devessem olhar para si mesmos e pensar nas oportunidades perdidas que tinham malbaratado nos 40 anos anteriores, desde que a Regeneração, em 1851, acabara com as revoluções e instalara a era da bonança e do comboio. Escolhi citar o texto de Antero porque ele é, acho, de uma notável atualidade. Também nós hoje estamos a celebrar 40 anos desde que Portugal, a 25 de Abril de 1974, virou as costas ao passado, para uma democracia de futuro, de bem-estar e de horizontes europeus. Também Portugal, desde então e nos últimos 40 anos, desperdiçou oportunidades e energias, gozando muito e trabalhando pouco (aos que são excepção, aqui fica o meu respeito!). Também Portugal foi insultado e humilhado pelo “inglês” do nosso tempo, que é a “pérfida” e pseudo “amiga” troika. Mas também o Portugal de 2014 faria melhor se não culpasse só a troika, reparando afinal que o inimigo está dentro de nós e dissipando falsos patriotismos. Tenho muito orgulho no 25 de Abril, que já vivi mas


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que não recordo. Este texto não serve para o diminuir, mas para lamentar que a data não possa ser celebrada num Portugal mais condigno com o que a revolução de 1974 prometeu. O “para quê” do título não pergunta porque razão se fez o 25 de Abril. A resposta é óbvia e quem não a souber não é bom cidadão e é um péssimo democrata. O que pergunto é pelo sentido da comemoração, 40 anos volvidos, desse feito ímpar que é, segundo um inquérito recente, o facto mais importante da História de Portugal para nada menos do que 59% dos respondentes. Celebrar o 25 de Abril tem de servir para lembrar a capacidade dos portugueses em tomarem nas suas mãos o seu destino coletivo e em criarem, a todo o momento, um futuro que lhes sirva melhor e que não desbaratem em querelas e contas mesquinhas. Ser patriota não consiste em odiar a troika ou querer correr com ela (o PCP de hoje parece o Salazar “orgulhosamente só” dos anos 60); é recordar o que o passado teve de melhor, aprender com os erros que poderiam não ter acontecido e cuidar que eles não se repitam no futuro. Com a qualidade média da classe política que temos, estou tentado a chamar “estadista” ao primeiro que revelar ter este sábio, simples, honesto e empreendedor bom-senso. Para que daqui a 40 anos, o tom das comemorações de Abril não seja o da saudade, mas o do orgulho pela obra feita.

Parlamento mostra "O nascimento de uma democracia" Todo o material da exposição é original e grande parte pertence ao arquivo pessoal do ex-deputado Pacheco Pereira, como cartazes, fotos, discos em vinil. Por Susana Madureira Martins

Os primeiros hinos de campanha após o 25 de Abril, os cartazes de apelo ao voto nas eleições de 1976 ou fotografias do primeiro dia de sessão plenária da Assembleia da República fazem parte da exposição “O nascimento de uma democracia”, que irá ser inaugurada esta quarta-feira, na Assembleia da República. A mostra está inserida no ciclo de comemorações dos 40 anos do 25 de Abril e foi apresentada esta terça-feira aos jornalistas pelo comissário da exposição José Pacheco Pereira, historiador, ex-deputado do PSD e proprietário da maior parte do acervo original desta mostra. Os visitantes podem escutar, por exemplo, uma música de campanha do CDS do final dos anos 70 do século passado, há ainda uma rara versão da Internacional do PS, diferente da do PCP, ou um hino da campanha presidencial de Pinheiro de Azevedo. “Traduzem um pouco o ambiente da época. Muitas das músicas são bastante ignoradas. Aliás, há um disco fabuloso do CDS, que é muito bem cantada e bem feito, com músicas contra os golpistas”, refere Pacheco Pereira. Todo o material da mostra é original e grande parte

pertence ao arquivo pessoal do ex-deputado, como cartazes, fotos , discos em vinil. Algumas das peças de propaganda são verdadeiras raridades e cheias de significado político. “É muito a simbologia ou clássica dos partidos políticos, no caso, por exemplo, da esquerda a foice e o martelo: a foice representava os camponeses, o martelo os operários e a estrela de cinco pontas o internacionalismo proletário. No caso do PSD, as três setas, que muita gente hoje já não sabe o que significam, que aqui ainda são visíveis como três setas e que são as setas que os sociais-democratas alemães usavam para pintar por cima das cruzes gamadas, para estragar as cruzes gamadas nas paredes da Alemanha”, explica o historiador. Aos visitantes fica um aviso: esta não é uma exposição sobre o 25 de Abril, é sobre como é que entre esse dia de 1974 e o fim do ciclo eleitoral de 1976 nasceu a democracia. São anos em que quase tudo aconteceu, sublinha Pacheco Pereira. No andar nobre do Parlamento podem ainda ser vistos originais dos diários da última sessão da Assembleia Nacional, os originais dos diários da primeira sessão da Assembleia da República. “Bom dia, Assembleia da República. Adeus, Assembleia Nacional”, foi a primeira frase proferida nessa sessão histórica. A exposição recorda ainda algumas das frases-slogan da época, por exemplo: “Os galos pedem a nacionalização dos ovos” ou “Socialismo em construção: visite o andar modelo”.

Assunção Esteves visita Associação 25 de Abril para "encontro de afecto" Presidente da Assembleia da República reúne-se com Vasco Lourenço depois da polémica em torno da ausência dos capitães de Abril das comemorações da "Revolução dos Cravos", que terão lugar no Parlamento.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, visita na quarta-feira a Associação 25 de Abril, a seu pedido, para um "encontro de afecto" com o presidente, Vasco Lourenço, avançou à agência Lusa


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fonte oficial do seu gabinete. A mesma fonte revela que a presidente do Parlamento "já tinha pensado" em visitar a Associação 25 de Abril, o que no actual contexto se tornou "ainda mais oportuno". "Será um encontro de afecto com o coronel Vasco Lourenço", disse a mesma fonte. A SIC Notícias avançou que a presidente da Assembleia irá encontrar-se na quarta-feira com o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, na sede da instituição, uma informação agora confirmada pelo gabinete de Assunção Esteves. Os capitães de Abril queriam usar da palavra nas comemorações da “Revolução dos Cravos” que terão lugar no Parlamento. No dia 10 deste mês, a presidente da Assembleia da República garantiu que convidou a Associação 25 de Abril para estar presente na sessão solene comemorativa da revolução, mas que, se os militares impõem a condição de falar, "o problema é deles". Estas palavras causaram polémica e levaram os capitães de Abril a anunciar que não estariam presentes nas cerimónias no Parlamento, o que acontece pelo terceiro ano consecutivo. Em solidariedade para com os militares, o antigo Presidente da República Mário Soares também decidiu não ir à sessão solene.

Esta situação causa inúmeros prejuízos às empresas credoras do Estado, algumas das quais faliram por causa dos atrasos na liquidação de dívidas públicas. Claro que em plena crise orçamental, com intervenção externa, a necessidade absoluta de cortar despesa pública não ajuda a promover o Estado como pessoa de bem. Só que o (mau) exemplo do Estado rapidamente começou a ser seguido por muitas empresas. Instalouse, assim, uma cultura de caloteiro na sociedade portuguesa, pelo menos quanto à pontualidade no pagamento de dívidas.

FRANCISCO SARSFIELD CABRAL

Por Anabela Góis

A cultura do calote Os atrasos nos pagamentos do Estado é uma situação que se arrasta há anos e que causa inúmeros prejuízos às empresas. E o (mau) exemplo rapidamente começou a ser seguido.

Por Francisco Sarsfield Cabral

A ministra das Finanças disse ontem que o Governo está preocupado com os atrasos nos pagamentos do Estado, em particular no sector da saúde. E que irá reduzir esses atrasos. Esta é uma questão que se arrasta há muitos anos. De vez em quando, surge uma iniciativa para diminuir esses atrasos, que a partir de 2010 passaram a pagar juros de mora – antes, nem isso. No ano passado, o Estado conseguiu reduzir, em média, o atraso com que paga em apenas seis dias, passando para cerca de 130 dias (o que excede largamente o limite legal).

Estado vende edifício da Direcção de Veterinária e volta a alugar por seis anos Edifício no Chiado foi vendido em 2008, mas os serviços ainda não saíram de lá. Por ano, o Estado paga uma renda superior a 600 mil euros. Seis anos após a venda do edifício onde funciona a Direcção-geral de Veterinária há mudanças à vista. De acordo com o Ministério da Agricultura, a equipa de Maria Teresa Villa de Brito vai mudar-se para novas instalações, na zona do Campo Grande, e m Lisboa, até ao final do mês de Junho. O edifício, situado no Largo da Academia Nacional de Belas Artes, junto ao Chiado, em Lisboa, foi alienado à ESTAMO por 7.700 milhões de euros, no primeiro semestre de 2008, ainda no tempo de José Sócrates. Dois anos depois, em 2010, a ESTAMO vendeu o prédio a um fundo de investimento imobiliário fechado por 8. 840 mil euros, ou seja, com um lucro de quase um milhão e meio de euros. Apesar da venda, a Direcção-geral de Veterinária continuou a funcionar no mesmo espaço, pagando uma renda anual de 638.676€. Feitas as contas, o arrendamento custou até agora ao Estado quase quatro milhões de euros (3.832.056€). Apesar das tentativas da Renascença não foi possível falar com os actuais proprietários, desconhecendo-se qual será o futuro do edifício que ocupa os números 1 a 3 do Largo de Belas Artes e os números 2 a 6A da Rua Vítor Cordon, numa zona nobre da cidade. Desconhece-se também qual o local exacto para onde a Direcção-geral de Veterinária vai mudar-se. A tutela limita-se a dizer que é no Campo Grande, sem esclarecer se se trata de um edifício do Estado ou de um novo arrendamento.


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Gás natural aumenta 2,4% em Julho Proposta tarifária para Portugal continental destina-se aos cerca de 765 mil consumidores que ainda estão no mercado regulado. As tarifas transitórias de gás natural deverão subir em média 2,4% a partir de 1 de Julho para os consumidores domésticos, que ainda se encontram na tarifa regulada, de acordo com a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos revelada esta terça-feira. Esta variação média de 2,4% vai repercutir-se num acréscimo de 32 cêntimos por mês numa factura média de cerca de 14 euros, o que corresponde a um casal sem filhos, e de 56 cêntimos por mês para uma factura média de cerca de 27 euros, o que corresponde ao consumo médio de um casal com filhos. Na tarifa social, o aumento será de 1% para os consumidores considerados economicamente vulneráveis, ou seja, de 13 cêntimos numa factura mensal de 13 euros. A tarifa social não é revista trimestralmente e, como tal, vigorará durante um ano, entre 1 de Julho de 2014 e 30 de Junho de 2015. Esta proposta tarifária para Portugal continental destina-se aos cerca de 765 mil consumidores que ainda estão no mercado regulado, uma vez que os restantes 585 mil clientes já transitaram para o mercado liberalizado, pagando as tarifas correspondentes ao contrato de fornecimento. A variação média de 2,4% nas tarifas de gás natural é explicada fundamentalmente por um menor grau de utilização das infra-estruturas de alta pressão e de distribuição do gás natural, o que, conjugado com a entrada em exploração de investimentos que foram realizados nestas infra-estruturas, contribui fortemente para o aumento nas tarifas do peso dos custos com o acesso às redes. Além disso, o preço do petróleo, que determina o do gás natural, voltou a subir desde Abril de 2013, mantendo-se estabilizado em torno dos 110 dólares o barril, justifica o regulador do mercado. Ainda assim, a variação tarifária foi minorada pela aplicação às empresas reguladas, por parte da ERSE, de metas de eficiência que geram reduções tarifárias em benefício dos consumidores. Estas tarifas, que terão de ser aprovadas pela ERSE a 15 de Junho, após o parecer do conselho tarifário, entram em vigor a partir de 1 de Julho de 2014 e são susceptíveis de revisão trimestral (à excepção da tarifa social).

Dificuldades financeiras levam mais de 7.500 famílias a pedir ajuda Às situações de desemprego, doença e divórcio, vieram juntar-se a deterioração das condições do trabalho, as penhoras e os fiadores como causas para o agravamento da situação familiar.

"Isto mostra claramente que a situação financeira das famílias se está a agravar"

Mais de 7.500 famílias pediram ajuda à Associação de Defesa do Consumidor (Deco) por dificuldades financeiras, mas só 900 tinham capacidade para renegociar os encargos. "Nos primeiros três meses de 2013 tivemos números de solicitações idênticos aos deste ano, mas conseguimos abrir mais processos, 1.100, enquanto este ano só abrimos 900, isto mostra claramente que a situação financeira das famílias se está a agravar, pelo menos aquelas que nos estão a pedir ajuda", adiantou Natália Nunes, em declarações à agência Lusa. De acordo com a coordenadora do serviço de apoio ao sobre endividado, a Deco só abre o processo se as famílias apresentarem "viabilidade de renegociação de créditos e reorganização do orçamento familiar", sendo que a maior parte das famílias que chega à Defesa do Consumidor " já não apresenta qualquer capacidade de restruturação". Segundo Natália Nunes, quando a Deco iniciou o projecto de apoio ao sobre endividado, em 2000, as principais causas que levavam as famílias a pedir ajuda tinham a ver com situações de desemprego, doença e divórcio, actualmente vieram juntar-se a estes factores a deterioração das condições do trabalho, as penhoras e os fiadores como causas para o pedido de ajuda. "Uma das causas que gera situações de endividamento, que já verificamos no ano passado e este ano, tem a ver com a penhora dos rendimentos e dos bens, mas não conseguimos identificar se são levadas a cabo pelo fisco ou pela Segurança Social", explicou. Embora não consiga identificar se a penhora de bens


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àqueles que pedem ajuda na instituição é feita pelo Estado, através do Fisco, ou pela Banca, Natália Nunes reconhece que os bens penhorados, maioritariamente os salários, têm vindo a aumentar. A edição do “Diário Económico” revela que o Fisco penhorou 11 milhões de euros em contas bancárias no espaço de sete meses, nomeadamente em 52 mil contas, à razão de 733 mil euros por dia.

Há quem queira dar emprego e não consiga candidatos

Poeiras africanas ameaçam qualidade do ar em Portugal Efeitos de uma massa de ar proveniente do norte de África pode durar vários dias, indica a Agência Portuguesa do Ambiente.

Lavandaria procura trabalhadores há mais de meio ano para conseguir expandir o negócio. O empresário oferece mais do que o salário mínimo, mas os poucos que aparecem preferem continuar a viver do rendimento mínimo. Por João Cunha

Apesar do elevado número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego, ainda há patrões que não conseguem preencher vagas. É o caso de uma lavandaria e engomadoria no distrito de Setúbal, criada em 2013, que pode crescer, se conseguir mão-de-obra. O proprietário decidiu realizar obras de ampliação, mas agora faltam trabalhadores. "António" - chamemos-lhe assim para manter o anonimato -, já fez de tudo para conseguir mais colaboradores. "Recorri a publicidade no jornal, fui a três centros de emprego, em Setúbal, Montijo e Barreiro e estamos desde 4 de Setembro de 2013 à espera que nos enviem mão-de-obra", explica à Renascença. "António" conta que até aparecem pessoas em situação de desemprego, mas "mesmo sem saberem qual o horário de trabalho" recusam a oferta, porque assumem ter um part-time, cujo rendimento somam ao subsídio e acham que não justifica aceitar o emprego. "Na zona existem muitas pessoas que vivem de rendimentos mínimos, que recebem supostamente mais do que o ordenado proposto e que não querem trabalhar", revela. António sublinha, no entanto, que "paga mais do que o ordenado mínimo" e está "disponível para pagar ainda mais, se necessário". Mas nem assim consegue atrair quem está no desemprego. Por isso, só consegue chegar a uma conclusão: "É muito mais cómodo levantarmo-nos e irmos para o café, o resto da manhã. Enfim, vamos para a diversão e os outos que trabalhem", lamenta. Com a chegada da época alta no turismo vai ter de lavar e passar mais toalhas e lençóis dos vários hotéis e residenciais com quem trabalha.

A qualidade do ar em Portugal Continental pode ser afectada esta quarta-feira devido a uma massa de ar proveniente do Norte de África, contendo partículas e poeiras em suspensão, alerta a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). De acordo com a APA, irá continuar a ocorrer a deslocação de uma massa de ar no sentido horizontal “e o transporte das partículas em suspensão com origem nos desertos do norte de África". A mesma informação acrescenta que a análise comparativa de modelos prognósticos indica que o fenómeno poderá manter-se nos dias seguintes. A APA sugere o acompanhamento da evolução dos índices diários de qualidade do ar no site da Agência e recomenda a consulta dos conselhos para a saúde na página da Direcção-Geral da Saúde. A Agência Portuguesa do Ambiente recorda que em Portugal e nos países mediterrânicos estes acontecimentos "são mais frequentes nos períodos de Primavera e Verão".

S. Pedro da Cova quer compensação por "crime ambiental" Remoção de resíduos perigosos depositados há 13 anos nas antigas minas vai começar nos próximos dias. A remoção de 88 mil toneladas de resíduos industriais perigosos das minas de São Pedro da Cova, em Gondomar, vai arrancar nos próximos dias. O presidente da junta de freguesia exige uma


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recompensa pelo que apelida de "crime ambiental". O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, anunciou o início iminente dos trabalhos durante a assinatura do contrato de adjudicação, realizado esta terça-feira. Jorge Moreira da Silva disse que a remoção dos resíduos vai custar 13 milhões de euros. Os trabalhos deverão durar nove meses, com “70 a 80 camiões por dia” a carregar os resíduos industriais perigosos que estão depositados nas escombreiras das antigas minas de S. Pedro da Cova desde 2001. Daniel Vieira, o presidente da junta de freguesia local, diz à Renascença que, apesar do atraso, a população está contente com a decisão, mas continua preocupado com a qualidade da água na região. “Foram assumidos compromissos de análise à qualidade da água em São Pedro da Cova e, até ao momento, não são conhecidos os resultados dessas análises.” O autarca acrescenta que, logo que terminem os trabalhos de remoção dos lixos perigosos, a autarquia pretende avançar com valorização das antigas minas de São Pedro da Cova. “É necessário o desenvolvimento de um projecto de requalificação ambiental, paisagístico e cultural do espaço, quer onde foram depositados os resíduos quer no antigo complexo industrial mineiro contíguo. A freguesia foi prejudicada, foi cometido este crime ambiental para o qual a população em nada contribuiu, portanto, pensamos que é necessário uma compensação por este crime ambiental”, conclui Daniel Vieira.

prática, refere o presidente da CCDRA, António Costa Dieb, traduz-se em “reuniões regulares em termos de definição de metodologias e de cooperação no terreno, bem como na melhoria dos próprios processos de inspecção.” Vai ser intensificada a saída para “o terreno, em conjunto, de inspectores da CCDRA e de militares da GNR para observar situações concretas e inclusive, quando a legislação a isso obriga, efectuar o levantamento de autos ou de embargos”. No Alentejo, os indicadores ambientais são bons, de forma geral, mas isso não significa que não se verifiquem ocorrências em que é necessário actuar. “Estamos a falar muitas vezes de pequenas situações de abandono de resíduos, da criação de alguns espaços de deposição de lixos a céu aberto, da falta de informação das populações ou até de situações de maior risco, como poluição dos solos ou atmosférica”, diz Dieb. A parceria agora celebrada não implica o reforço de efectivos por parte da GNR.

Greve dos comboios marcada para 8 de Maio Ferroviários estão contra a fusão da Refer com as Estradas de Portugal.

Alentejo reforça fiscalização ambiental Militares da GNR e inspectores da Comissão de Desenvolvimento Regional do Alentejo vão colaborar mais. Por Rosário Silva

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) e a GNR assinaram esta terça-feira, em Évora, um protocolo de cooperação no âmbito da fiscalização ambiental. À CCDR Alentejo compete executar, avaliar e fiscalizar, ao nível regional, as politicas do ambiente e do ordenamento do território. À GNR cabe assegurar o cumprimento da legislação no que toca à protecção e conservação da natureza e do ambiente. “[O protocolo] Insere-se numa partilha de informação e de formação, assim como numa coordenação de esforços no sentido de permitir um melhor ambiente, uma melhor qualidade de vida e uma maior fiscalização, que é responsabilidade da Guarda como força de segurança, transmitindo este mesmo sentimento às populações”, explica à Renascença o major general Agostinho Dias da Costa, comandante operacional da GNR. A cooperação já existia, mas fica agora formalizada. Na

Os sindicatos dos trabalhadores ferroviários decidiram esta terça-feira avançar com uma greve no dia 8 de Maio para contestar a fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal (EP), decidida pelo Governo. O coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, Abílio Carvalho, adiantou que os trabalhadores da CP - Comboios de Portugal e da CP Carga se vão juntar aos da Refer numa greve geral da ferrovia, marcada para 8 de Maio. O dirigente sindical explicou à agência Lusa que os receios dos trabalhadores da Refer aumentaram, depois de uma reunião, na segunda-feira, em que os representantes da empresa "não responderam a nenhuma das questões levantadas pelos funcionários". "Há um conjunto de preocupações, nomeadamente sobre o futuro das empresas e dos trabalhadores, que ficaram sem resposta. Os representantes da administração limitaram-se a dizer que a hipótese de fusão ainda está em estudo", acrescentou Abílio


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Carvalho. Na reunião de hoje, os sindicatos elaboraram um documento para entregar à administração da Refer, que reúne as preocupações e reivindicações dos trabalhadores. O ministro da Economia, António Pires de Lima, anunciou a 3 de Abril que a fusão entre a Refer, gestora da rede ferroviária nacional, e a Estradas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária, vai avançar em Abril para estar em execução no segundo semestre do ano. "A nossa ideia é avançar com este projecto em termos de decisão já no mês de Abril, para estar em modo de execução ao longo do segundo semestre de 2014 e com impacto claro em 2015", disse António Pires de Lima em conferência de imprensa. O ministro considerou, na altura, que "a racionalidade do projecto é óbvia, tanto do ponto de vista estratégico", como do "ponto de vista da racionalidade económica" e referiu a eficiência dos modelos europeus semelhantes.

Neo-pagão queria matar judeus mas atingiu três cristãos por engano O neo-paganismo tem aumentado em muitas partes do mundo e tem particular adesão entre grupos que advogam a supremacia branca, pelas suas ligações aos antigos povos germânicos da Europa.

as suas vítimas. Os primeiros dois mortos foram um médico e o seu neto. O avô tinha levado o rapaz de 14 anos a participar na audição de um concurso de música, que tinha lugar no Centro Cultural Judaico de Overland Park, no Kansas. Ambos eram cristãos devotos. De lá, Cross seguiu para uma residência assistida, também judaica, onde atingiu a tiro Terri LaManno, outra cristã, que tinha ido visitar a sua mãe que lá se encontra a viver. Neo-pagão Ao contrário do que chegou a ser noticiado, Frazier Glenn Cross não é cristão. Numa biografia publicada em 1999, “Um homem branco fala”, Cross define-se como devoto de Odin, o deus dos povos germânicos. Um trecho dessa biografia, publicado pela CNN, revela bem as suas preferências religiosas e o desprezo que sente pelo Cristianismo: “Adoraria ver os 100 milhões de cristãos arianos da América do Norte a converterem-se à religião inventada pela sua própria raça, praticada durante mil gerações, até que os judeus inventaram o Cristianismo”. O neo-paganismo tem aumentado em muitas partes do mundo e tem particular adesão entre grupos que advogam a supremacia branca, pelas suas ligações aos antigos povos germânicos da Europa.

"Não há Páscoa sem cruz, mas não há cruz sem Páscoa" Na sua mensagem pascal o bispo da diocese de Bragança-Miranda lembra os que mais sofrem e incentiva-os a enfrentar os tempos difíceis com coragem e confiança.

Polícias no local do primeiro crime, no Kansas Foto: ED ZURGA/EPA Por Filipe d’Avillez

O homem suspeito de matar três pessoas no passado domingo estaria a tentar iniciar uma “guerra racial” e tinha por objectivo tirar a vida aos judeus que tanto odiava. Mas Frazier Glenn Cross, um defensor da supremacia da raça branca e feroz anti-semita, enganou-se e as três pessoas que morreram às suas mãos acabaram por ser cristãos. Cross, de 73 anos, era uma figura conhecida pelas suas posições radicais. Já tinha fundado um núcleo local da organização racista Ku Klux Klan e no domingo foi propositadamente a dois locais judaicos para procurar

D. José Cordeiro. Foto: Olímpia Mairos/RR Por Olímpia Mairos

“Não há Páscoa sem cruz”, mas também “não há cruz sem Páscoa”, diz D. José Cordeiro, bispo de BragançaMiranda, na sua mensagem pascal. No seu texto, D. José Cordeiro dirige-se especialmente aos que “mais sofrem no corpo ou no espírito”, encorajando “à confiança nos desafios exigentes da vida”. Aos que sofrem “no silêncio, na casa, na família, na fragilidade, no hospital, na prisão, na indiferença, na


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instituição, no lar para idosos, na escola, no lugar de trabalho, no desemprego, na pobreza, na rua ou em qualquer não lugar da sociedade”, o prelado assegura que Deus a todos “quer muito bem” e que “só o amor que Ele é, salva e dá vida nova”. O prelado convida ainda todos os fiéis a difundirem a “sempre antiga e sempre nova boa notícia da Páscoa" a todos os “povos e culturas”, como exercício da vocação cristã que “nos coloca na atitude própria do peregrino”, seguindo “o caminho que é Cristo, nossa Páscoa”. REPORTAGEM

“Eu não vou acabar na terra, vou ressuscitar em Cristo” Duas mulheres, que vivem intensamente a vida presente, falam da serenidade com que encaram a morte. Por Aura Miguel

A morte é a maior certeza de cada um, mas como é que a encaramos? Quem ama a vida pensa na morte? Com desassossego ou com serenidade? Na semana em que os cristãos de todo o mundo reflectem sobre o mistério pascal, da morte e ressurreição de Cristo, a Renascença foi à procura do testemunho de pessoas que vivem profundamente, mas que encaram a morte com serenidade. “Quem gosta de viver não pode ter medo de morrer. Vejo que há muitas pessoas que encaram a hora da morte como algo tormentoso, que gera angústia e faz com que o fim da vida não seja vivida com tanta plenitude”, considera Isabel Jonet, fundadora do Banco Alimentar. Ajudar pessoas a morrer é um desejo muito concreto que partiu da própria experiência que Isabel teve, também, com a morte do pai. Estava ao lado dele, quando morreu. "Foi uma experiência tão forte que tive a certeza que queria poder ajudar pessoas a poderem passar para a outra vida", diz. “Às vezes, vejo pessoas que têm medo de morrer porque não estão em paz com aquilo que achavam que poderiam ter feito. Quando digo que gostava de ajudar pessoas a fazer essa passagem com mais serenidade, é sem recriminações. Muitas vezes, as pessoas que não se deixam libertar é porque têm recriminações e arrependimentos e penas de coisas que não fizeram. Acho que essas penas devem-se ter ao longo da vida e não naquele momento.” E, quando se acompanha alguém nestas circunstâncias, o que é que se diz quando a vida terrena chega ao fim? “Estamos de passagem nesta terra e o nosso céu começa na terra. Está nas nossas mãos fazer o nosso céu. Aquilo que pode vir tem de ser melhor.” Nosso matrimónio apontou para a eternidade Leonor Ribeiro e Castro é outra pessoa que nunca fugiu dos desafios que a vida lhe lançou. Mãe de 13 filhos e

com uma actividade incansável a favor da promoção da vida e da dignidade humana, perdeu o seu marido há poucas semanas: “No dia de São José, ele perguntou 'o que é que São José tem reservado para mim este ano?' Eu respondi, 'o Céu amor'. Ele morreu no dia seguinte”. Leonor e Fernando Ribeiro e Castro viveram uma vida feliz e intensa. Três semanas depois de ficar viúva, Leonor aceitou falar do assunto: “Há uma saudade profunda, uma dor de quem muito ama, muito sofre, é uma dor física, de quem quer apertá-lo, ouvir a porta, a voz. Tudo acabou. Mas não houve morte. Está na tal viagem. O navio partiu, já está no Céu.” Com a eternidade no horizonte, Leonor e Fernando receberam a notícia da doença incurável: “O nosso matrimónio apontou sempre para a eternidade. A missão de um casal é ajudar a levar o outro para o Céu. Dizemos isso aos noivos, apontem para a eternidade.” As razões de esperança que animam a vida Leonor servem para todos e isso leva-a a deixar conselhos para que a vida aconteça a todos, na Terra e no Céu: “Procurem um sacerdote, conversem com um sacerdote sobre a eternidade. Não se fala da eternidade, não se fala de Céu. Fala-se muito de Inferno, falta falar de Céu. É preciso ir morrendo aqui para aquilo que é morte e não deixa que a vida aconteça, tanta coisa que provoca isso, se formos morrendo para isso, quando chegar o dia, não há morte.” “Isto é uma passagem, e temos de a fazer o melhor possível. E eu não vou acabar na terra, porque se Cristo ressuscitou, e eu acredito nessa ressurreição, eu vou ressuscitar com Cristo. A minha fé diz-me isso. Mas passa por uma paixão”, conclui. FILMOGRAFIA DE PÁSCOA

Cinema bíblico tem quase 100 anos de história A Renascença pediu sugestões sobre filmes de cariz bíblico a ver nesta Páscoa. Respondem Paulo Miguel Martins, Pedro Mexia e Vasco Brilhante.

Os filmes de cariz bíblico são uma tradição do período da Páscoa, embora haja uma tendência para sairem dos alinhamentos de progamação das televisões generalistas. O género, contudo, nunca passa "de


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moda". A história do cinema bíblico é tão rica como a própria história do cinema. A primeira grande obra deste subgénero cinematográfico é situada pelos especialistas no ano de 1916, com o filme "Intolerance", de David Griffith. Passou quase um século. Para Paulo Miguel Martins, investigador na área do cinema, este filme mostra uma "visível preocupação com temas bíblicos, não só do ponto de vista religioso, mas também do ponto de vista dos valores universais". Os anos 30, 40 e 50 do séc. XX foram especialmente ricos em filmes com esta temática, observa o investigador. Ao longo dos anos, vai crescendo a videoteca de filmes inspirados na Bíblia. Regra geral, "estes filmes abordam a história toda e não têm grande distinção na abordagem a um só período bíblico" e "tendem a seguir o percurso biográfico de Cristo", assegura Pedro Mexía, poeta e crítico literário, acrescentando que "nuns predomina o espectacular e noutros o devoto". A procura por este tipo de filmes tem sofrido oscilações e, por isso, as opiniões dividem-se. Se há quem considere este um género atractivo para o público, há também quem considere o contrário. Pedro Mexía entende que, "em geral, os filmes bíblicos são bastante interessantes", ao que Paulo Miguel Martins acrescenta: "Os filmes religiosos estão em alta. A religião deixou de ser um tema tabu, é um tema que interessa às pessoas. As pessoas gostam de saber e ouvir falar sobre o futuro, de onde vieram, para onde vão. Procuram o sentido da vida e aí as religiões têm algo a dizer". As audiências são cativadas pelo tratamento de temas universais e transversais à vida das pessoas. "Estes temas universais tornam-se particulares quando as pessoas os vivem", garante Martins. A "ditadura" do lúdico Vasco Brilhante, crítico e especialista em cinema, acredita que "a profusão dos filmes de cariz religioso não impera", porque "hoje, impera muito mais um filme de pura diversão ou para a família. O interesse de ir ao cinema passou a ser puramente lúdico". Para ilustrar a ideia, Brilhante usa uma analogia curiosa: "Ao longo da história do cinema, sempre houve uma comparação muito grande entre a ida ao cinema e a ida à missa. Ambas tinham este acto colectivo de ida. Ao longo do século XXI, o que se tem constatado é que ambas têm baixado radicalmente, no mundo ocidental, e isso talvez explique muita coisa". Quando se fala do atractivo cinematográfico do período de Páscoa, as vozes são concordantes. A ressurreição tem uma carga dramática mais forte, os temas são mais espectaculares e mais emocionantes e isso é cinematograficamente bastante rico. Paulo Miguel Martins explica que "tudo o que é emocionante está ali - o sangue, o castigo, a maldade, a crueldade, a inveja, a solidão… São temas que dizem respeito à humanidade". Vasco Brilhante vai mais longe e diz que "a Bíblia é uma fonte inesgotável de temas e ideias" e "ainda há muito para explorar nessa matéria". Ausências das televisões generalistas Este ano, nenhum dos canais generalistas vai passar um filme de cariz religioso na época de Páscoa, algo que costumava acontecer. Para Vasco Brilhante, isso é um reflexo do desinteresse das grandes audiências por

esse tipo de filmes: "A verdade é que o mercado se adapta sempre às pessoas". As razões desta ausência estarão relacionadas com constrangimentos económicos, com as ofertas dos produtores e distribuidores para épocas específicas como a Páscoa ou, simplesmente, por razões editoriais (que, em algum momento, englobarão as razões atrás mencionadas). Contactadas pela Renascença, nenhuma dos grandes canais generalistas - RTP, SIC e TVI - forneceu até ao fecho desta edição a informação soliciotada. Sugestões Como não haverá filmes bíblicos em canal aberto, os especialistas deixam algumas sugestões para o dia de Páscoa. Pedro Mexía escolhe "A Palavra", de Carl Dreyer, ou um dos filmes de Andrei Tarkovski, que considera serem "filmes onde a grande porta do que se pode chamar a mensagem evangélica ou a visão do mundo do cristianismo está presente, mas que não são propriamente uma representação de cenas bíblicas". Paulo Miguel Martins recomenda o já referido "Intolerance", de David Griffith, ainda "Ben-Hur" de William Wyler, "um filme que marcou gerações, quer pela espetacularidade com que foi realizado quer pela emoção que transmite" , e ainda "Paixão de Cristo" ,de Mel Gibson, "um dos mais recentes, que é obrigatório ver". Vasco Brilhante, por seu turno, recomenda "Os 10 Mandamentos", de Cecil B. DeMille, que classifica como "um filme monumental e notável. É um pouco como a Capela Sistina do cinema".

Operação militar em curso na Ucrânia Governo de Kiev mandou a tropa desalojar separatistas pró-russos que ocuparam instalações do Estado no Leste do país.

O Governo ucraniano ordenou uma operação militar para recuperar o controlo de instalações públicas que foram tomadas nos últimos dias por separatistas prórussos. Forças aerotransportadas ucranianas tomaram de assalto esta terça-feira uma base aérea no Leste do país, até aqui sob controlo de elementos pró-russos. Os relatos dão conta de uma recepção hostil em Kramatorsk, a cidade junto a essa base, que é uma das


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10 localidades controladas por forças leais a Moscovo. Este dado e a notícia de uma operação semelhante noutra cidade da região mostram que estará em curso uma operação para voltar a garantir o controlo daquelas zonas por parte de Kiev. A Casa Branca considera que as acções da Ucrânia contra milícias pró-russas no Leste do país são justificadas pela ameaça à lei e à ordem. O porta-voz do Presidente Barack Obama diz que a Ucrânia tem que responder às provocações no seu território e admitiu que novas sanções contra a Rússia estão a ser seriamente ponderadas. Para já, Washington aposta na diplomacia e na reunião de alto nível esta quinta-feira em Genebra entre os Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e União Europeia, um encontro que foi abordado numa conversa telefónica entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Questionado esta terça-feira na cidade do México, o secretário-geral da ONU disse que não é o momento de enviar uma força de manutenção de paz para a Ucrânia. Ban Ki-moon lembra que nada pode fazer sem um mandato claro do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Washington Post" e "Guardian" vencem Pulitzer com trabalhos sobre NSA Diário norte-americano e a edição digital norte-americana do jornal britânico ganharam o prémio de serviço público por uma série de artigos que expuseram os programas de vigilância denunciados por Edward Snowden.

revelações sobre os "Papéis do Pentágono", um documento governamental ultrassecreto sobre o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietname Tanto no caso da NSA quanto no dos "Papéis do Pentágono", os artigos basearam-se em fugas de informação de documentos secretos furtados por funcionários contratados pelo Governo, e tanto Snowden como Daniel Ellsberg – que forneceu os "Papéis do Pentágono" ao repórter do "Times" Neil Sheehan – foram classificados como traidores pelos seus actos Ambos os autores das fugas de informação, bem como os órgãos de comunicação social que publicaram as peças, foram acusados por críticos, incluindo membros do Congresso, de encorajar a espionagem e prejudicar a segurança nacional.

Esplendores do Oriente no Museu de Arte Antiga Em finais de 1961, perante a iminente invasão de Goa pelas tropas indianas, o gerente do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Goa preservou centenas de peças de joalharia guardadas no banco, enviandoas de barco para Lisboa.

O diário norte-americano "The Washington Post" e a edição digital norte-americana do britânico "The Guardian" ganharam esta segunda-feira o Prémio Pulitzer de serviço público por uma série de artigos que expuseram os programas de vigilância globalizada da Agência de Segurança Nacional norte-americana. Uma equipa de 28 jornalistas do "Washington Post", liderada pelo repórter Barton Gellman, e Glenn Greenwald, o então repórter principal do "Guardian" norte-americano para as histórias relacionadas com os programas secretos da NSA, basearam as suas reportagens em documentos secretos que lhes foram passados por Edward Snowden, o ex-analista governamental que se exilou na Rússia, desencadeando alguma controvérsia em torno dos premiados deste ano. A atribuição do galardão aos dois jornais poderá suscitar um debate como o que se seguiu à decisão do júri do Pulitzer de distinguir com a medalha de serviço público o "New York Times", em 1972, pelas suas

Uma exposição com 392 peças de joalharia dos séculos XVIII e XIX, encerradas em cofres durante 50 anos, inaugura na quarta-feira no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, revelando o encontro entre o mundo hindu e cristão. "Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa" é o título desta exposição que inaugura às 18h30 na Sala do Torreão do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Colares, pendentes, pentes-tiaras e outros ornamentos para o cabelo, anéis, pulseiras, escapulários, fivelas e outros objectos em ouro de "grande importância por documentarem a joalharia goesa dos séculos XVIII e XIX", segundo os comissários da exposição, Anísio Franco e Luísa Penalva. O valioso conjunto de peças em ouro traz consigo uma


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história ligada à presença colonial portuguesa em Goa e às relações diplomáticas entre Portugal e a Índia. A 12 de Dezembro de 1961, perante a iminente invasão de Goa pelas tropas indianas, que aconteceria poucos dias depois, o gerente do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Goa, Jorge Esteves Anastácio, decidiu preservar um conjunto de bens guardados no banco, enviando-o de barco para Lisboa. Parte dessa remessa era constituída por jóias depositadas por particulares, apreensões de contrabando, e cauções de pequenos empréstimos concedidos pelo BNU. A maior parte do espólio viria a ser entregue ao Estado indiano, em 1991, após o restabelecimento das relações diplomáticas com Portugal, e foi estabelecido um contrato entre o BNU e o State Bank od India, que recebeu cerca de meia tonelada do que se encontrava nos cofres. Após a fusão do BNU na Caixa Geral de Depósitos (CGD), foram analisados os bens que se encontravam na instituição bancária, e, passados 50 anos, em 2011, um grupo de trabalho que reuniu também o Ministério das Finanças e o MNAA abriu as caixas e ficou a ser conhecido o seu conteúdo. Numa visita guiada realizada esta terça-feira à exposição, o director do museu, António Filipe Pimentel disse que depois de ter sido reconhecida a importância histórica das peças, o conjunto foi incorporado no acervo do MNAA, que agora as mostra ao público pela primeira vez. "O processo de restauro foi longo e complexo devido ao estado das peças, mas a CGD também apoiou este processo", sobre a recuperação do conjunto ao longo dos últimos dois anos. Os comissários observaram que este trabalho de recuperação implicou uma larga investigação de joalharia da região de Goa, e recorreram a especialistas indianos. "Mesmo para eles foi difícil de identificar as peças porque a sua tipologia é muito específica da região e apresenta uma mistura de traços hindus e cristãos, como o Menino Jesus a dar a bênção", descreveu Luísa Penalva, acrescentando que um restauro no género "nunca tinha sido feito no país". "É uma descoberta extraordinária" salientou Anísio Franco, acrescentando que, devido ao seu valor, as peças já despertaram o interesse da comunidade museológica internacional, que também pretender mostrar o conjunto. Jorge Esteves Anastácio, gerente do banco, e que decidiu enviar as peças para Lisboa, há 50 anos, tem actualmente 94, e foi convidado para a inauguração da exposição. "Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa" inaugura na quarta-feira e ficará patente no MNAA até 7 de Setembro.

Capela do Palácio da Ajuda reabre ao fim de um século Espaço é a casa da única tela do pintor El Greco existente em Portugal.

A capela do Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde estará exposta a única tela de El Greco, em Portugal, "Santa face de Cristo", reabriu esta terça-feira ao público, depois um século de encerramento. O director do Palácio, José Alberto Ribeiro, disse à agência Lusa que reabrir a capela é "devolver ao olhar do público um espaço desconhecido". O óleo de El Greco é datado do primeiro quartel do século XVII, passa a fazer parte do programa museológico da capela, tendo sido adquirido pelo rei D. Luís, marido de D. Maria Pia. A capela está encerrada desde a proclamação da República em 1910, e o seu restauro "seguiu as indicações documentais de 1910, a partir dos arrolamentos judiciais [da República] do que estava em cada divisão do palácio real e é muito fiel ao que seria no final da monarquia", disse José Alberto Ribeiro. O projecto da capela, explica, visou "restaurar o espaço que é muito bonito, e mostrar algumas peças de referência da colecção do palácio, como pinturas importantes de mestres italianos dos séculos XVII e XVIII, escultura e alfaias religiosas" em prata. Referindo-se à capela, José Alberto Ribeiro refere que é "construída quase toda em madeira, num programa decorativo feito pelo arquitecto Manuel Ventura Terra, em finais do século XIX, com o pintor Veloso Salgado, autor da pintura de Nossa Senhora com o Menino, que é o orago". A capela "é uma caixa em madeira de carvalho criada dentro de uma sala já existente no palácio, no piso térreo, à direita da entrada para o vestíbulo, na ala sul, e inclui alguns objectos criados pelo arquitecto, como as ferragens das portas e o sacrário, numa linha neomedieval e 'arts & craft' de final do século [XIX], que é das últimas novidades e tendências estéticas aqui do palácio". O espaço religioso mostra alguns santos da devoção da rainha Maria Pia, nomeadamente Santa Rita de Cássia, S. Francisco Xavier, S. Carlos Borromeo e a Virgem de Paris, ligada à "imagem milagrosa", e ainda o seu


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missal, em madrepérola, disse José Alberto Ribeiro. "A antecâmara e a sacristia, com algum mobiliário original, foram musealizadas de forma a mostrar algumas peças de cariz religioso das colecções do palácio", acrescentou.

Parlamento Europeu aprova regras para liquidação de bancos Entre as medidas para as quais foi mais difícil obter o consenso foi a criação de um fundo europeu que irá resgatar os bancos na União Europeia e que será inteiramente pago pela banca. Por Daniel Rosário, em Bruxelas

O Parlamento Europeu deu esta terça-feira mais um passo para a concretização da união bancária, com a aprovação dos diplomas que estabelecem as novas regras para a liquidação e resolução de bancos para garantir que sejam os próprios bancos a suportar as suas perdas em vez de passar a responsabilidade para os Estados e os contribuintes. O voto em Estrasburgo resultou de um longo e duro processo negocial e de compromisso com os governos da União e teve lugar na última sessão plenária da actual legislatura do Parlamento, evitando o adiamento de todo o dossier, o que representaria um forte golpe para a credibilidade de todo o projecto. A socialista Elisa Ferreira foi o rosto do processo do lado parlamentar. “Toda a cultura da supervisão e de resolução a nível europeu era uma cultura do antigamente, em que não esperávamos encontrar criminosos à frente de bancos, antes se tinha a noção de que quem ia para a actividade bancária se regia por um mínimo de regras éticas. Neste momento, infelizmente, o mundo não está assim”. O capítulo agora fechado viabiliza a constituição de um fundo europeu que será financiado pela própria banca e que será chamado a intervir caso um banco enfrente dificuldades. Soma-se ao supervisor único europeu, função que começará a ser exercida pelo Banco Central Europeu a partir do Outono. A peça que fica a faltar prende-se com a criação de um mecanismo europeu de garantia de depósitos. Os depósitos inferiores a 100 mil euros são garantidos, mas, a nível nacional, o objectivo é criar, à semelhança dos demais pilares da união bancária, um sistema europeu que garanta este objectivo. A este plano fica a faltar a questão da garantia dos depósitos até 100 mil euros. É uma questão que terá de ficar para o Parlamento Europeu que sair das eleições de 25 de Maio.

Berlusconi vai cumprir pena num centro de idosos Antigo primeiro-ministro italiano foi condenado a um ano por fraude fiscal. O Tribunal de Execução de Penas de Milão condenou Silvio Berlusconi a uma pena de um ano de serviço comunitário num centro de idosos, por fraude fiscal. Sabia-se que não iria cumprir pena de prisão efectiva, por ter mais de 70 anos, mas arriscava cumprir prisão domiciliária. Contudo, o tribunal italiano decidiu, esta terça-feira, comutar a pena em trabalho comunitário. Escapou à prisão domiciliária, um regime que o obrigaria a estar fechado em casa durante dez meses, mas o tribunal decretou restrições. Berlusconi, antes afastado do Senado e proibido de se candidatar a eleições por seis anos no âmbito de outro processo judicial, terá também a partir de agora os seus movimentos limitados: está obrigado a permanecer na Lombardia, região de que Milão é a capital, e necessita de autorização especial para viajar para Roma para trabalho político. O ex-primeiro-ministro, de 77 anos, que se mantém como principal figura do partido oposicionista Forza Itália, lidera a campanha do partido para as eleições europeias de Maio. Esta foi uma vitória para os advogados que defendiam que a pena fosse cumprida através do serviço cívico: estando obrigado a estar diariamente em casa entre as 23h00 e as 6h00, mas podendo dedicar apenas um dia por semana à tarefa escolhida pelos juízes. No resto do tempo, a pessoa condenada pode dedicar-se à sua profissão habitual. O antigo governante tinha sido condenado a quatro anos de prisão, que em 2006, graças a uma lei do indulto, já tinham sido reduzidos a um ano.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença. Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.


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TAÇA DE PORTUGAL

O segredo está na Taça Sporting de Braga já tem uma Taça de Portugal no museu. Rio Ave persegue o primeiro troféu. Acesso à final do Jamor decide-se esta noite. Sporting de Braga-Rio Ave, a partir das 21h15, com informações na antena da Renascença e acompanhamento em rr.sapo.pt.

rr.sapo.pt. Taça de Portugal: 2ª mão das meias-finais Estádio AXA, Braga Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto) Equipas prováveis Rio Ave Ederson; Lionn, Marcelo, Rodríguez e Edimar; Filipe Augusto, Tarantini e Diego Lopes; Pedro Santos, Hassan e Ukra. Treinador: Nuno Espírito-Santo. Sporting de Braga Eduardo; Tomás Dabó, André Pinto, Aderlan Santos e Núrio; Custódio, Mauro e Luiz Carlos; Rafa Silva, Moreno e Pardo. Treinador: Jorge Paixão. RIBEIRO CRISTÓVÃO

Final antecipada A situação dos dragões não tem qualquer semelhança com a do seu adversário. O plantel é curto, e quando tem sido necessário recorrer a medidas alternativas, os resultados têm sido desastrosos.

O Rio Ave recebe o Sporting de Braga, esta quarta-feira, em jogo da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Na primeira mão, em Vila do Conde, Rio Ave e Braga anularam-se (0-0), levando a eliminatória em aberto para a segunda mão. A qualificação para a final representa, automaticamente, o apuramento para a Liga Europa da próxima temporada. A presença no Jamor pode representar a salvação de uma temporada falhada para os arsenalistas, que estão longe dos lugares europeus. Para os vareiros, o sucesso desta noite será a confirmação de uma evolução, sobretudo, a partir do momento em que Nuno Espírito-Santo assumiu o comando técnico da equipa, na época passada. O Sporting de Braga persegue a quinta final de uma competição que conquistou apenas por uma ocasião, em 1965/66. Perdeu nas outras três: em 1976/77 com o FC Porto, em 1981/82 com o Sporting e em 1997/98, de novo com o FC Porto. Já o Rio Ave logrou marcar presença no Estádio Nacional, em Oeiras, apenas por uma ocasião. Há precisamente 30 anos, houve goleada sofrida às mãos do FC Porto (4-1). Mais incógnitas do lado minhoto Jorge Paixão tem mais motivos de preocupação do que Espírito Santo. Núrio, Rafa Silva e Éder já estão aptos para ir a jogo, mas Baiano, Nuno André Coelho, Sasso, Alan e Rúben Micael estão em dúvida, devido a condicionantes físicas. Do lado do Rio Ave, o plantel está praticamente na máxima força, à excepção dos lesionados Nuno Lopes e Ronny. O Sporting de Braga-Rio Ave arranca às 21h15, no Estádio AXA, com arbitragem do portuense Artur Soares Dias. Jogo com informações na antena da Renascença e acompanhamento das principais incidências em

Estamos hoje perante mais uma final antecipada da Taça de Portugal. A expressão é recorrente e é usada com inusitada frequência, sempre que os sorteios colocam os clubes grandes no caminho uns dos outros antes de se chegar à sempre desejada e perseguida festa do Vale do Jamor. Benfica e Futebol Clube do Porto acertam contas logo à noite no Estádio da Luz, depois de, na primeira mão, os portistas terem ganho vantagem, embora escassa, o que faz aumentar o seu risco neste repetido confronto. Iniciar o desafio no reduto dos encarnados tendo, pelo seu lado, o avanço de um golo, também tem de, por outro lado, ser considerado um trunfo que não deve ser subestimado. A equipa comandada por Jorge Jesus, cuja composição será uma incógnita até poucos momentos antes do início do jogo tem, neste momento, recursos que não estão ao alcance dos dragões. O treinador lisboeta continua a ter ao seu dispor as mais variadas soluções para os problemas que lhe têm sido colocados semana a semana, não sendo de admirar que nesta segunda parte da eliminatória volte a lançar mão de jogadores não habituais titulares, no rigoroso sentido do termo. A situação dos dragões não tem qualquer semelhança com a do seu adversário. O plantel é curto, e quando tem sido necessário recorrer a medidas alternativas, os resultados têm sido desastrosos. Daí que se torne fácil adivinhar os nomes dos onze jogadores que entrar em acção após o primeiro sinal do árbitro Pedro Proença. Não obstante a realidade do momento, um jogo de Taça raramente obedece aos padrões que ficam à vista noutras competições. O que faz aumentar a expectativa sobre esta final antecipada que, todos esperamos e desejamos, não vai


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desiludir os seus milhões de seguidores.

Cem alunas raptadas na Nigéria Sequestro ainda não foi reivindicado, mas as autoridades suspeitam dos rebeldes islâmicos do movimento Boko Haram, com ligações à rede terrorista Al-Qaeda. Mais de uma centena de alunas de uma escola secundária do Norte da Nigéria foram raptadas por um grupo de homens armados, revelou um professor citado pela agência Reuters. O sequestro ainda não foi reivindicado, mas as autoridades suspeitam que seja da responsabilidade de rebeldes islâmicos pertencentes ao movimento Boko Haram, com ligações à rede terrorista Al-Qaeda. O ataque contra a escola da localidade de Chibok, no estado de Borno, aconteceu na segunda-feira, no mesmo dia em que a explosão de uma bomba nos arredores de Abuja, a capital da Nigéria, provocou pelo menos 75 mortos. O Boko Haram pretende criar um Estado islâmico no Norte da Nigéria. Nos últimos seis meses, uma vaga de acções contra escolas, igrejas e instalações da polícia, dos militares e do governo fizeram mais de dois mil mortos.

"Jackpot" no Euromilhões Primeiro prémio aumenta para 50 milhões de euros na sexta-feira. O sorteio do Euromilhões da próxima sexta-feira vai ter um 'jackpot' de 50 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou hoje na combinação vencedora, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia. O segundo prémio coube a três apostadores, nenhum em Portugal, cabendo a cada um destes vencedores uma verba de cerca de 353.230 euros. Oito apostadores, todos fora de Portugal, arrecadaram o terceiro prémio, recebendo cada um 44.154,17 euros. Houve ainda 27 apostadores, dois dos quais em Portugal, que ficaram com o quarto prémio, ganhando cada um 6.541,35 euros. A combinação desta terça-feira foi composta pelos números 3 - 14 - 26 - 47 e 50 e pelas estrelas 7 e 11. Os prémios de valor superior a cinco mil euros estão sujeitos a imposto do selo, à taxa legal de 20%, nos termos da legislação em vigor.

TAÇA DO REI

A primeira final do Real sem o Bola de Ouro Nunca até hoje uma lesão tinha afastado Cristiano Ronaldo de uma decisão para os "merengues". Logo, há clássico com o Barcelona, em Valência, para a final da Taça do Rei.

Pode o Real Madrid ganhar uma final sem Cristiano Ronaldo? Os madrilenos vão tirar essa dúvida a limpo esta quarta-feira, a partir das 20h30 [hora de Portugal Continental], a partir do momento em que arrancar a decisão da Taça do Rei, frente ao rival Barcelona. A rotura muscular no joelho esquerdo que o internacional português sofreu, no início de Abril, afastou-o dos últimos três jogos dos "blancos", que acabaram por ultrapassar os consequentes adversários com relativo à-vontade [excepção feita à segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, com a derrota diante do Borussia Dortmund, mas que não impediu a passagem do Real às "meias"]. A realidade é que esta será a primeira final que o Real Madrid irá disputar sem Cristiano Ronaldo. Desde que foi contratado ao Manchester United, no Verão de 2009, o Bola de Ouro de 2013, o "CR7" nunca falhou nenhuma derradeira partida de qualquer prova. Até hoje. Com o Real Madrid a três pontos do líder Atlético de Madrid e com necessidade premente de conquistar títulos na presente época, a pressão quanto ao sucesso diante dos "blaugrana" residirá nos ombros de Gareth Bale e companhia. Mas pressão verdadeira sente o Barça. Época irreconhecível de uma equipa em final de geração. Xavi, Iniesta e Messi não escapam às agruras dos problemas físicos e a equipa de Gerardo Martino ressente-se. Terceiro lugar no campeonato, eliminação precoce nos quartos-de-final da Champions e uma enorme onda de contestação pesam emocionalmente junto do plantel. Quem não vai a jogo No Real Madrid, para além de Cristiano Ronaldo, também Marcelo, lesionado de longa-duração, não será opção de Carlo Ancelotti.


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Mas "Tata" Martino tem mais "dores de cabeça". O Barcelona entrará no Mestalla sem centrais de raíz. Apesar de Puyol, Piqué e Bartra deverão falhar a final, devido a lesão. Mascherano e Busquets improvisarão no eixo. Toca a desempatar O "braço de ferro" está equilibrado. Observando o registo histórico de finais da Taça do Rei entre Real Madrid e Barcelona, há seis partidas realizadas, com três troféus erguidos para cada lado. À sétima final entre ambos, é preciso desatar o nó. O Real Madrid-Barcelona terá arbitragem de Mateu Lahoz. Taça do Rei: Final Estádio Mestalla, Valência Árbitro: Mateu Lahoz (Comunidade Valenciana) Equipas prováveis Real Madrid Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Pepe e Coentrão; Xabi Alonso e Modric; Di María, Isco e Bale; Benzema. Treinador: Carlo Ancelotti. Barcelona Pinto; Dani Alves, Mascherano, Busquets e Jordi Alba; Alexandre Song, Xavi e Iniesta; Neymar, Messi e Pedro Rodríguez. Treinador: Gerardo Martino. REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA

Espaço total para o Benfica-FC Porto

"Mais qua uma Taça" é o título do Record, enquadrado pelas imagens de Rodrigo e Jackson Martinez. Os mesmo rostos na primeira página de O Jogo, que titula: "Canhões apontados ao Jamor". O diário A Bola opta por Jackson, do lado dos tricampeões, e Gaitán, do lado do vice-campeão. O título é: "Questão de honra". Outros títulos nas primeiras páginas: "Jardim bate antecessores aos pontos", em O Jogo. "Ir ao Mundial já est´na minha cabeça" - é uma declaração de Antonhy Lopes em A Bola. "Ronaldo em Valência como adepto", no Record.

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Página1 16 Abril 2014