Issuu on Google+

EDIÇÃO PDF Directora Graça Franco

Segunda-feira, 12-05-2014 Edição às 08h30

Editor Raul Santos

PEDRO MAGALHÃES

“Decisões com maior importância não emanam do Parlamento Europeu” EM NOME DA LEI

Constitucional pode "chumbar cortes nos salários da função pública" EDP cortou luz a quase 300 mil famílias no ano passado

FÁTIMA

Patriarca latino de Jerusalém preside à primeira peregrinação do ano Marcelo chocado com comentário de Cavaco sobre fim do programa da troika

Cameron promete sair se não conseguir referendo sobre permanência na UE

Rentes de Carvalho Ordem dos homenageado no Médicos abre LEV inquérito a prescrição de antibióticos

Separatistas russos garantem vitória esmagadora em Donetsk

E se a missa fosse celebrada a partir de um "tablet"?


2

Segunda-feira, 12-05-2014

PEDRO MAGALHÃES

“Decisões com maior importância não emanam do Parlamento Europeu” Entrevista a Pedro Magalhães. Campanha das Europeias começa hoje. Por Henrique Cunha

Pedro Magalhães, especialista em sondagens, diz que persistem factores de desmobilização dos eleitores para as eleições europeias de 25 de Maio. O investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa sublinha que muitas decisões na União Europeia são tomadas por “instituições sobre as quais não há qualquer responsabilização de natureza democrática”. A campanha eleitoral começa esta segunda-feira. Há especialistas que apontam para a possibilidade de a abstenção subir até aos 70% nestas eleições. Prevê o mesmo? A abstenção é uma matéria sobre a qual é muito difícil fazer previsões. Os elementos que temos disponíveis, e que geralmente são sondagens, apresentam notórias dificuldades em fazer previsões da abstenção. Ficaria muito surpreendido se os níveis de participação nestas eleições aumentassem de forma minimamente significativa. Mas, nos últimos anos, os eleitores começaram a sentir que há decisões que afectam a sua vida e que lhes são impostas. Há aqui dois factores um pouco contraditórios. O primeiro tem a ver com o facto de estas eleições serem, porventura, as eleições europeias em que, mais do que nunca, os temas europeus, a política europeia e as decisões que se tomam a nível europeu entraram na agenda política nacional. Numa primeira suposição, essa chegada dos temas europeus à política doméstica poderia gerar maior interesse e mobilização. Mas, ao mesmo tempo, temos outras forças que continuam a funcionar contra a participação nas eleições europeias. Essas decisões foram tomadas pelo Banco Central Europeu, pelo Conselho Europeu, pela Comissão Europeia, por um conjunto de instituições sobre as quais não há qualquer responsabilização de natureza democrática. Ou aquela que existe é muito indirecta. Os eleitores podem continuar a pensar que a eleição para o Parlamento Europeu é um acto com pouco significado nas suas próprias vidas? É verdade que, objectivamente, o Parlamento Europeu tem hoje muito mais poderes do que no passado. Simplesmente esses poderes e essa decisão não são perceptíveis para a maioria das pessoas. Acresce que as decisões com maior importância e mais consequências não emanam do Parlamento Europeu. Surgem de outros órgãos para os quais estas eleições contribuem nada, no caso do Banco Central, e muito pouco, no caso da Comissão Europeia. Penso que essa é uma razão que continua a servir como elemento de desmobilização.

Bruxelas e Estrasburgo continuam longe do horizonte dos eleitores portugueses? Elas podem ser sentidas como perto do ponto de vista de sabermos que lá se tomam decisões com grande importância. A dúvida é saber se estas eleições têm qualquer espécie de consequência nessas decisões. E eu creio que, mesmo que estas consequências venham a existir (as revisões dos tratados apontam nesse sentido), as pessoas não têm a percepção do valor do voto e de que o voto influencia as decisões. Castigar ou validar as políticas do Governo pesará na decisão de ir votar no dia 25? Isso sim. Se há uma coisa que sabemos das eleições europeias é que elas são, ou têm sido, não só em Portugal, mas também noutros países, determinadas por factores de natureza estritamente doméstica. Por serem vistas como pouco relevantes, tendem a ser usadas para enviar um sinal de insatisfação com o governo do dia, seja ele qual for. E sabemos que essa insatisfação ainda é elevada. Por outro lado, sabemos que estas eleições tendem a gerar menos voto útil, precisamente porque não elegem um governo. Os grandes partidos em geral tendem a ter piores resultados nas eleições europeias do que nas eleições legislativas. FÁTIMA

Patriarca latino de Jerusalém preside à primeira peregrinação do ano O Serviço de Peregrinos do santuário elevou para 35 mil o número de peregrinos que até terça-feira, dia de encerramento da peregrinação, se desloca a pé por estes dias a Fátima. Milhares de pessoas começam a concentrar-se em Fátima, para a primeira Peregrinação Aniversária do ano. A peregrinação é presidida pelo patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, naquela que é a sua segunda viagem a Fátima, após ter participado numa deslocação com doentes à Cova da da Iria. Em declarações à sala de imprensa do santuário, o patriarca afirmou que em Fátima irá "apresentar a Nossa Senhora as súplicas dos seus filhos do Médio Oriente e as dos seus filhos de todo o mundo" e pedir "pelas necessidades dos cristãos e de todos os habitantes da sua pátria, a Terra Santa". Fouad Twal adiantou que nesta ocasião deseja também "chamar todos os cristãos do mundo e todos os bispos a sentirem-se corresponsáveis pela comunidade cristã da Terra Santa e por todo o Médio Oriente, pela sua existência e pelo seu futuro", salientando que a região está "em chamas". O Serviço de Peregrinos do santuário elevou para 35 mil o número de peregrinos que até terça-feira, dia de


3

Segunda-feira, 12-05-2014

encerramento da peregrinação, se desloca a pé por estes dias a Fátima. Até domingo, mais de 120 grupos de diversos países inscreveram-se junto do santuário para participar nas celebrações. Para garantir a segurança nas celebrações e cidade de Fátima, nos dois dias, a GNR mobilizou um total de 300 militares.

Separatistas russos garantem vitória esmagadora em Donetsk

Marcelo chocado com comentário de Cavaco sobre fim do programa da troika Chefe de Estado comentou comentadores, diz o comentador Marcelo. “É pouca coisa”, diz.

Comunidade internacional não reconhece resultado do referendo, mas o certo é que muitos ucranianos foram votar.

Os separatistas russos da Ucrânia reclamam vitória no referendo para a independência da região de Donetsk. De acordo com a agência Reuters, que cita fonte da comissão eleitoral, 89% dos eleitores votaram a favor da independência. Donetsk é a maior das duas regiões do leste da Ucrânia onde este domingo se realizou a consulta popular de autonomia. Para a região de Lugansk ainda não há resultados provisórios. A União Europeia já disse que não vai reconhecer os resultados do referendo, considerando ilegal o acto eleitoral. Durante o dia registaram-se confrontos entre a Guarda Nacional Ucraniana e apoiantes pró-rússia. Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas.

O professor Marcelo Rebelo de Sousa confessa ter ficado chocado com o comentário do Presidente da República sobre a saída limpa do programa da “troika”. No seu habitual espaço na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a saída limpa do programa merecia outro tipo de comentário do Chefe de Estado. “O que me choca neste comentário presidencial é o facto de, sobre um ponto essencial da vida política portuguesa – que é a saída da troika – o Presidente ter feito uma nota no Facebook em que comenta comentadores. É pouca coisa”, disse. Na passada segunda-feira, Cavaco Silva publicou na rede social Facebook um comentário onde perguntava o que dizem agora os que previam um segundo resgate. Em Março, o chefe de Estado defendeu o programa cautelar como a opção mais prudente para a saída do programa da "troika". "Ficando inteiramente à mercê da volatilidade dos mercados o país pode incorrer em custos de regressão elevados", escreveu Cavaco. No dia 4 de Maio, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou a saída limpa do programa de resgate da troika.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate.

Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.

Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


4

Segunda-feira, 12-05-2014

SILVA PENEDA

Parlamento Europeu. Nova câmara pode salvar euro Presidente do Conselho Económico e Social defende "câmara do euro" para reforçar legitimidade das decisões. "Esta ideia de dizer que consumimos mais do que podíamos é falsa", defende o economista. "Não acredito que o euro resista à situação tal como está. Não há um pensamento orgânico estabilizado sobre a Zona Euro. Não me parece possível manter uma moeda única na mesma zona sem ter algumas políticas comuns", afirmou Silva Peneda, no programa “Conversas Cruzadas”, da Renascença, deste domingo. Para o presidente do Conselho Económico e Social (CES), um eventual redesenho da arquitectura institucional europeia pode passar pela criação de uma câmara específica no Parlamento Europeu (PE) só para os países do euro. "Coloca-se um problema político: quem decide? São os chefes de Estado à volta do Conselho [Europeu]? Os parlamentos nacionais estão completamente fora do processo. Qual é a legitimidade dos parlamentos nacionais?", questiona o economista. "Há quem defenda a criação de uma câmara no Parlamento Europeu para a Zona Euro: haver uma eleição para esse parlamento onde se tomariam as decisões fundamentais no sentido de se evitar a especulação financeira na Zona Euro. Desde logo, a gestão comum da dívida pública", diz. Uma ideia ausente do debate de campanha a 15 dias das europeias. O sociólogo Manuel Carvalho da Silva concorda com o debate à volta desta possível "câmara do euro" no PE, mas sugere outras mudanças, como "a alteração do Tratado Orçamental" e dos "mecanismos de funcionamento do euro para que pudesse haver integração, solidariedade e cooperação". "Mas o caminho actual é diametralmente oposto." Carvalho da Silva: "Subordinação substitui cooperação" "O que está a acontecer em nome da salvação do euro? Quando dizem que a própria paz e a cooperação dependem da salvação do euro o que está em curso é uma reconfiguração da acção das instituições. Uma reconfiguração em que se tende a aprofundar fracturas e a substituir a cooperação pela subordinação. A não deixar espaço para políticas alternativas", acusa Carvalho da Silva. José da Silva Peneda insiste na legitimação democrática das decisões na Zona Euro, mas reconhece tratar-se ainda de um quadro distante no tempo. "Estamos a anos-luz deste cenário, por isso é que acho que um parlamento da Zona Euro no PE pode fazer com que as decisões sejam tomadas muito mais rapidamente do que apenas pelo método colegial dos chefes de estado e de governo. É mais fácil chegar a compromissos e consensos num Parlamento com esta

composição que num Conselho Europeu", defende o presidente do CES, no meio de outras sugestões defendidas, numa espécie de "road map" para preservar esta "ideia de Europa". "Acho que é um desejo respeitável do doutor Silva Peneda, mas não passa disso", contrapõe Manuel Carvalho da Silva. "As condições objectivas no terreno não apontam nesse sentido. Agora vamos ter saídas para esta encruzilhada em que está a União Europeia sem descalabros, sem borrascas? Essa é uma interrogação do tamanho da União Europeia". Para o ex-líder da CGTP, "esta Europa está a fazer a violação dos tratados actuais". E exemplifica: "O que está a desenhar-se no controlo externo do exercício orçamental português não deixa espaço para a gestão política por parte da sociedade portuguesa". Na tréplica, Silva Peneda afirma: "Carvalho da Silva aludiu a um desejo quando referi o conjunto de reformas que defendo para a Europa. O desejo mede os obstáculos, a vontade é que os vence. Portanto, eu tenho o desejo, mas também tenho a vontade". "Porquê? Porque acho ser possível. Acho que este discurso passa nas diferentes famílias políticas europeias, não é um discurso ideológico de uma única família. Há muitos académicos por essa Europa que também pensam assim. Reconheço, isso sim, ser uma ruptura com o modelo passado", observa o exdeputado europeu. Contra o "discurso moral" da crise Silva Peneda e Carvalho da Silva coincidem na rejeição ao "discurso moral" sobre a crise veiculado pelos países do norte da Europa. "Nesta crise, a Europa reagiu tardiamente. Foi uma reacção muitas vezes desajustada, com um discurso punitivo, o que é injusto", afirma o economista. "Um destes dias apareceu o relatório de emprego da União Europeia e há lá um gráfico revelando números dos últimos anos. O país mais austero em termos de consumo privado era a Alemanha e a seguir, espantem-se, era Portugal." "Esta ideia de dizer que consumimos mais do que podíamos é falsa. Não corresponde à realidade. Em termos de comportamento austero, nós estávamos logo a seguir à Alemanha. Há outros países que tinham um comportamento pior. Além de ser um discurso punitivo, era injusto por não corresponder à verdade. Julgo que há arrependimentos desse tipo de discurso. As pessoas hoje já não fariam esse discurso", conclui. Carvalho da Silva vai mais longe e critica a conferência do Banco Central Europeu sobre bancos centrais que levará a Sintra Draghi, Lagarde e Barroso, a 25 de Maio, dia das eleições europeias. "Chega-se ao ponto do desplante nesta campanha do ‘êxito da humilhação dos portugueses’, de, a 25 de Maio, dia das eleições europeias, virem a Portugal as figuras fundamentais da troika – incluindo a senhora Lagarde e Durão Barroso – fazerem uma espécie de comemoração para a Europa deste ‘êxito’ da nossa ‘saída limpa’, critica o sociólogo. "O ‘êxito da humilhação’. Não o podemos permitir. Quando um país perde a dignidade não tem mais espaço", remata.


5

Segunda-feira, 12-05-2014

EM NOME DA LEI

REVISTA DA IMPRENSA

Constitucional pode "chumbar cortes nos salários da função pública"

Mais contas sobre cortes

Constitucionalistas Gonçalo Almeida Ribeiro e Domingos Farinho analisam, na Renascença, as previsões orçamentais do Governo e as probabilidades destas passarem no escrutínio dos juízes do Tribunal Constitucional. Por Marina Pimentel

O constitucionalista Gonçalo Almeida Ribeiro considera que a norma com mais probabilidade de vir a ser chumbada pelo Tribunal Constitucional (TC) é o corte nos salários da função pública, ou seja, a medida com maior impacto orçamental: representa um buraco de 1,2 mil milhões de euros nas contas do Estado. Em declarações ao programa "Em Nome da Lei", da Renascença, Gonçalo Almeida Ribeiro afirma acreditar que a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) vai passar pelo crivo dos juízes, mas não os cortes salariais para funcionários públicos previstos no Orçamento do Estado (OE) deste ano. "Nas leis do orçamento, o tribunal deixou passar a CES. Havia muita gente a dizer que a contribuição era mais problemática que os cortes na função pública. O TC não entendeu assim e, portanto, acho que no Orçamento de 2014 o mais sensível são os cortes na função pública. O Constitucional provavelmente vai chumbar esses cortes", argumenta. O facto de terminar para a semana o programa português de ajustamento retira argumentos ao Governo para continuar a impor medidas de austeridade, e isso vai pesar também na avaliação dos juízes do Palácio Ratton, considera, por seu lado, o constitucionalista Domingos Farinho, também convidado no "Em Nome da Lei". "Todos estão de acordo que há uma espécie de estado de excepção informal. A verdade é que ele vai acabar, acabando o argumento para o Governo estabelecer uma série de medidas. Não nos esqueçamos que este orçamento é respeitante a um ano em que estamos parcialmente em programa de ajustamento. Isso coloca aqui um grau de imprevisibilidade sobre o que vai entender o TC", observa Domingos Farinho. "A única coisa que diria - especulando - é que não era surpreendente que o tribunal voltasse a usar a ferramenta de diferir efeitos para o futuro ou, pelo menos, limitar os efeitos a partir da decisão do TC", acrescenta Domingos Farinho. Excertos do programa “Em Nome da Lei”, transmitido na íntegra este sábado, a partir do meio-dia, e que debate o risco do Tribunal Constitucional chumbar algumas das medidas constantes do Orçamento do Estado e do Orçamento Rectificativo deste ano.

“Governo deixa cair cortes salariais com a caducidade dos contratos colectivos”. O Diário Económico avança que o ministro Mota Soares admite recuar nos cortes salariais, mas não prescinde da redução dos prazos de caducidade destes contratos. Os parceiros sociais reúnem amanhã. O Jornal de Notícias fez as contas. Se a medida avançar, em média, os salários dos privados levam um corte de 171 euros, diz o JN. “Finanças travam classificação de imóveis” como monumentos nacionais, “para os poderem vender”, escreve o Público. Já o Correio da Manhã conta que há “menos de 11% de ricos a pagar IRS”. É mais uma consequência da crise. Há menos 8.626 famílias com mais de 100 mil euros. Por último, o Diário de Notícias diz que os “vistos dourados vão ter um alerta automático emitido pela Interpol”. Nos editoriais desta manhã, o Público assinala o início da campanha para as Europeias, ao recuperar a ideia defendida por Marcelo Rebelo de Sousa de tornar o voto obrigatório nas eleições. De acordo com o jornal, a sugestão tem uma grande desvantagem: não procura “combater as razões que levam as pessoas a não querer ir votar”. O Diário Económico debruça-se sobre a possibilidade de um entendimento PS/CDS depois das eleições legislativas de 2015. OS dois partidos podem não gostar. “Será um casamento de conveniência. Ainda assim revelará alguma maturidade democrática”, escreve o Diário Económico.

CONSELHO DE DIRECTORES. A reflexão sobre a actividade política e económica. Com Graça Franco, Pedro Santos Guerreiro e Henrique Monteiro, num debate conduzido por José Pedro Frazão. À quinta-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h.


6

Segunda-feira, 12-05-2014

FRANCISCO SARSFIELD CABRAL

RIBEIRO CRISTÓVÃO

Um imposto nadomorto?

Pequeno balanço

Em 2011, Merkel e Sarkozy decidiram criar um imposto sobre transacções financeiras, de modo a levar os bancos a pagar um pouco da crise que criaram. Até hoje não há acordo entre os 11 países europeus que assinaram a medida.

Por Francisco Sarsfield Cabral

O sector financeiro, e em particular os bancos, teve responsabilidades na crise global, chamada do “subprime” e iniciada nos EUA em 2007. Depois, na América e na Europa vários grandes bancos foram salvos da falência com dinheiro dos contribuintes, para evitar um colapso financeiro generalizado. Gerou-se, assim, um sentimento de animosidade contra os bancos. Para repor alguma justiça, pondo os bancos a pagar um pouco da crise que criaram, onze países da UE, incluindo Portugal, decidiram instituir um imposto sobre transacções financeiras. A ideia foi lançada por Merkel e Sarkozy (então Presidente de França) em 2011. Mas ainda não existe acordo entre os onze sobre o campo de incidência do imposto, o seu nível, a forma e o local da cobrança, etc. Certo é que, a concretizar-se, este imposto será muito mais baixo e suave do que inicialmente era previsto. E que, pelo menos numa primeira fase, deverá limitar-se à compra e venda de acções. Mas é legítimo pôr em dúvida se algum dia o imposto sobre transacções financeiras será mesmo uma realidade.

CONSELHO DE DIRECTORES. A reflexão sobre a actividade política e económica. Com Graça Franco, Pedro Santos Guerreiro e Henrique Monteiro, num debate conduzido por José Pedro Frazão. À quinta-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h.

Terminado o campeonato, é tempo de começar a adensar as dúvidas em relação àquilo que poderá trazer-nos a nova temporada. Treinadores e jogadores estão já na corda bamba, levantando-se à volta das figuras mais proeminentes as mais variadas especulações. Os próximos dias, enquanto o futebol não entrar definitivamente em férias, vão ser férteis em notícias oriundas das mais diversas fontes, bastas vezes inócuas, mas todas elas com a pretensão de veicular a verdade e apenas a verdade. No entanto, virá a propósito passar de relance por um campeonato intenso que chegou ao fim com a justa vitória do Benfica, a qual começara a perfilar-se no horizonte, com toda a segurança, algumas semanas antes. O mérito assenta em todo o grupo, a começar pelo presidente, passando pelo treinador e destacando a qualidade de um plantel que permitiu chegar aos objectivos já alcançados. Em contraponto, a grande desilusão chegou-nos via Futebol Clube do Porto, ao fechar as portas a treze pontos do novo campeão no culminar de exibições a fio sem classe, que nada vieram acrescentar ao prestígio de uma colectividade capaz de acumular sucessos quase incontáveis nas últimas três décadas. Sem surpresa, o Olhanense despediu-se do escalão principal em consequência de erros sucessivos, que incluíram a escolha de jogadores de fraca qualidade e a insegurança com que conviveram os vários treinadores que foram desfilando pela equipa algarvia. Veremos se o histórico clube de Olhão vai ser capaz de se renovar o suficiente para poder voltar depressa à primeira divisão. Outro histórico, o Belenenses, teve melhor sorte ao conseguir manter-se entre os grandes. As incertezas que marcaram a equipa só na ronda final ficaram desfeitas por uma vitória preciosa no Restelo e pela conjugação com outros resultados que, à mesma hora, se iam registando noutras paragens. Uma nota final para o Paços de Ferreira. Vindo de uma época fulgurante que lhe permitiu, inclusive, uma inédita participação na Liga dos Campeões, deixa um exemplo muito forte para aqueles que, menos preparados e dispondo de condições mais reduzidas, colocam nos seus percursos, como metas ambiciosas, a chegada às competições da UEFA.


7

Segunda-feira, 12-05-2014

Infelizmente, os pacenses não constituíram, neste aspecto, o único exemplo destes últimos anos. Basta consultar as estatísticas.

Marítimo 1-0 Rio Ave Sporting 0-1 Estoril Gil Vicente 1-0 Nacional

FUTEBOL

REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA

Classificação final do campeonato da I Liga

Leonardo Jardim sai do Sporting

Veja aqui como terminou o campeonato 2013/14 agora que se chegou ao final das 30 jornadas.

Terminou a I Liga. Para a última jornada ficaram as decisões sobre as descidas e a fava saiu ao Olhanense. O Paços de Ferreira ainda não tem a sua situação definida e vai jogar a Liguilha com o Desportivo das Aves, em duas mãos. Quanto ao resto já estava tudo decidido: Benfica volta a ser campeão e conquista o 33º título nacional. O Sporting terminou em segundo e o FC Porto em terceiro e vão à Liga Milionária. Já à Liga Europa vão o Estoril, que terminou com recorde de pontos, o Nacional e o Rio Ave (face à presença na final da Taça de Portugal). Classificação final 1 Benfica 74 (Campeão/Liga dos Campeões) 2 Sporting 67 (Liga dos Campeões) 3 FC Porto 61 (play-off Liga Campeões) 4 Estoril 54 (Liga Europa) 5 Nacional 45 (Liga Europa) 6 Marítimo 41 7 V. Setúbal 39 8 Académica 37 9 Sp Braga 37 10 V. Guimarães 35 11 Rio Ave 32 (Liga Europa) 12 Arouca 31 13 Gil Vicente 31 14 Belenenses 28 15 P. Ferreira 24 (liguilha) 16 Olhanense 24 (descida) Resultados Jornada 30 Belenenses 1-0 Arouca P. Ferreira 2-4 Académica V. Setúbal 3-1 Olhanense V. Guimarães 1-0 Sp Braga FC Porto 2-1 Benfica

A saída de Leonardo Jardim do Sporting, rumo ao Mónaco, está em todas as primeiras páginas. "Jardim de saída" é o principal título de O Jogo. Em A Bola, lê-se "Leonardo Jardim perto do Mónaco" e no record "Mónaco paga 5 milhões por jardim". Estes dois jornais lisboetas dão, contudo, primcipal destaque á final da Liga Europa e em ambos falar Rodrigo, avançado do Benfica. "Demos a volta por cima", escreve o Record, enquanto A Bola olha para a frente: "Queremos muito trazer este troféu". Sobre o FC Porto, o diário O Jogo diz que "Mikel é para amarrar", A Bola diz que Moreno, lateral esquerdo do Sevilha, está "nas contas de Lopetegui" e o record destaca Jackson Martinez pela conquista do título de melhor goleador do campeonato.

Bombeiro de Mesão Frio gravemente ferido em exercício Acidente ocorreu cerca das 10h45, quando elementos da corporação participavam num exercício de instrução. Um bombeiro dos Voluntários de Mesão Frio, distrito de Vila Real, sofreu ferimentos graves após ter caído de uma viatura, enquanto participava num exercício de formação. O acidente ocorreu cerca das 10h45, este domingo, quando elementos da corporação participavam num exercício de instrução. Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real, depois de transportado para o Hospital desta cidade, a vítima foi transferida para uma unidade hospitalar do Porto.


8

Segunda-feira, 12-05-2014

GNR atenta às condições dos veículos e materiais transportados <BR>Há 881 acções previstas, a partir de segunda-feira. Militares vão estar atentos às infracções de natureza fiscal, aduaneira e ambiental.

Um total de 1.607 militares da GNR participa, entre segunda-feira e domingo, em operações de fiscalização intensiva às condições técnicas dos veículos e aos materiais transportados. Nas 881 acções previstas, direccionadas para as vias onde se verifica maior tráfego rodoviário, os militares da GNR vão estar atentos às infracções de natureza fiscal, aduaneira e ambiental, bem como a quaisquer indícios da prática de ilícitos de natureza criminal. Os 1.607 militares convocados para a operação pertencem aos comandos territoriais, à Unidade Nacional de Trânsito, ao Serviço da Protecção da Natureza e ao Ambiente e da Unidade de Acção Fiscal. A operação foi desenvolvida no âmbito do plano definido pelo Euro Controle Route (ECR), grupo de serviços de comando nas estradas europeias que colabora para melhorar a segurança rodoviária e promover a concorrência leal neste sector.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.

"Verdadeiramente lamentável". MAI condena acção sindical nos aeroportos Sinapol distribuiu panfletos aos turistas alertando que as dificuldades por que alegadamente passam os polícias podem afectar a segurança do país.

Para Miguel Macedo, os protestos "não correspondem à verdade". Foto:Lusa

O ministro da Administração Interna considerou este domingo "verdadeiramente lamentável" a iniciativa desenvolvida pelo Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol) nos aeroportos do país e acusou o responsável pela acção de ter "zero horas de trabalho policial" em 2013. "Eu acho esse tipo de acções verdadeiramente lamentável", referiu Miguel Macedo, aludindo à iniciativa do Sinapol de distribuição de panfletos aos turistas nos aeroportos nacionais alertando que as dificuldades por que alegadamente passam os polícias podem afectar a segurança do país. Para Miguel Macedo, esse alerta "não corresponde à verdade, porque, nos termos do relatório anual da Segurança Interna, os resultados da criminalidade em Portugal em 2013 foram os melhores da última década". "Portanto, Portugal é um país seguro e um destino seguro, como de resto várias sondagens com muitos turistas que nos visitam bem assinalam", acrescentou. Para Miguel Macedo, a cação do Sinapol é também lamentável porque "significa verdadeiramente um desprezo pelo trabalho dos milhares de homens e de mulheres das forças de segurança, que garantem a segurança do país e dos portugueses". "Compreendo que tenha essa dimensão de desprezo por esse trabalho porque, no caso concreto - não quero deixar de dizer isto porque gosto de ser frontal nestas matérias - esse dirigente em causa, por exemplo, no ano passado, entre trabalho sindical, assistência à família e doenças teve de trabalho policial zero dias", criticou. Em 2012, ainda de acordo com Miguel Macedo,


9

Segunda-feira, 12-05-2014

foram 11 dias de trabalho policial. "Se todos os polícias fossem, coisa que não são, tão empenhados no trabalho policial como esse dirigente sindical, aí sim tínhamos razões para temer pela segurança do país. Felizmente, não é o caso", rematou. Miguel Macedo falava em Amares, à margem de uma sessão de entrega às corporações de bombeiros do norte do país de equipamentos portáteis para operação na Rede SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

EDP cortou luz a quase 300 mil famílias no ano passado Há menos 10 mil agregados com direito à tarifa social, que resulta de um desconto na tarifa de acesso às redes que compõe o preço final facturado ao cliente. A EDP cortou, no ano passado, o fornecimento de energia a 285 mil famílias que não pagaram a conta. Segundo dados divulgados pela empresa, o número de pessoas que está a pagar as dívidas de electricidade a prestações aumentou 25% e atingiu 100 mil contratos. Já o número de clientes residenciais da EDP com direito a tarifa social, que oferece descontos aos mais carenciados, baixou em 10 mil no ano passado, totalizando 60 mil. A mudança de fornecedor de electricidade ou o não preenchimento dos requisitos exigidos aos beneficiários da tarifa social podem estar na origem desta quebra. A tarifa social resulta da aplicação de um desconto na tarifa de acesso às redes de electricidade em baixa tensão, que compõe o preço final facturado ao cliente. Só têm direito a esta tarifa os clientes de electricidade que se encontrem numa situação de carência socioeconómica, comprovada pelo sistema de Segurança Social. Outra exigência para a tarifa social é ser beneficiário de uma das cinco prestações sociais: complemento solidário para idosos, o Rendimento Social de Inserção, o subsídio social de desemprego, o 1º escalão do abono de família ou a pensão social de invalidez. São os próprios comercializadores de electricidade que, a pedido do cliente, verificam junto das instituições de segurança social a atribuição daquelas prestações sociais. A manutenção da aplicação da tarifa social também é verificada e confirmada todos os anos pelos comercializadores de electricidade. No dia 7 de Maio, o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, disse no parlamento que o Governo está a trabalhar na definição das regras para encontrar o grupo de 500 mil famílias que vão passar a usufruir de tarifas sociais na electricidade.

"Agarrar as oportunidades". Eles venceram o desemprego Perder o emprego não tem idade. Começar uma nova vida profissional também não. Estas são as histórias de José, Débora e Bruno, ex-desempregados. Por Joana Costa

"Se tivesse deitava foguetes". A festa de José Augusto Conceição, 59 anos, explica-se com um emprego, após anos de instabilidade laboral. Tinha 45 anos quando a multinacional norte-americana onde era técnico de processo fechou portas no Crato, onde vive há mais de um quarto de século. "A gente já sabia que a fábrica aqui não durava muitos anos – no máximo 15. E aquilo estava-se a aproximar. Vieram as extinções de postos de trabalho, até que fechou por completo", explica à Renascença José Augusto. Seguiram-se anos de "biscates" e trabalhos de curta duração arranjados pelo centro de emprego na Câmara e no Centro de Saúde do Crato. Até que a 2 de Maio começou a trabalhar numa empresa de gestão de sistemas informáticos "a cinco minutos de casa". Precisamente no mesmo dia em que Débora Ornelas, 29 anos, também deu o pontapé de saída numa nova vida. Desempregada desde 2011, por motivos pessoais, há cerca de um ano que enviava currículos sem resposta. "Entretanto, vi na internet e apareceu este. Sugeriramme fazer a formação e comecei. Não tem nada a ver comigo. Eu trabalhava mais ao nível do apoio a cliente, mas, embora tenha a prática, como não tenho curso especifico nessa área, não me chamam", conta Débora, mãe solteira com duas filhas de 7 anos e 21 meses a cargo. Depois de sete anos como operadora de parque no aeroporto de Lisboa, onde já estava efectiva, Débora, natural de Queluz, é, há menos de uma semana, operadora de "telemarketing". Após 30 dias à experiência, deverá assinar um contrato sem termo. "O próprio formador disse que não gostava de trabalhar com pessoas na corda bamba, sempre à espera de saber se os contratos são renovados ou não. Embora seja nova na empresa, são muito compreensivos", explica. Contratos temporários vs. recibos verdes A história de Bruno Oliveira, comercial, 31 anos, é diferente. Perdeu o trabalho anterior a 20 de Dezembro. Já perdeu vários desde 2010, "porque a área das vendas está muito má e não nos renovam os contratos". Mas a 19 de Março, este pai de primeira viagem (a filha Camila nasceu em Janeiro) recebeu como presente um contrato de seis meses numa empresa a que se seguirá uma situação de recibos verdes. "Ou seja, passamos a autónomos, prestamos serviços


10

Segunda-feira, 12-05-2014

à empresa, representamo-la, mas trabalhamos por conta própria. Não somos funcionários da casa", refere Bruno, que conseguiu este emprego depois de um amigo ter sugerido o seu nome à empresa. "Não tenho subsídio de férias, nem de Natal. Se vier embora e não tiver aqueles dois anos que a Segurança Social obriga, acho que não tenho direito a subsídio de desemprego. Mas é necessário trabalhar, é necessário ganhar dinheiro. Eu tenho que aproveitar as oportunidades", acrescenta. "Já não contava com isto" José Augusto Conceição não esperava esta oportunidade. Recebeu em Abril o convite para trabalhar numa empresa de gestão de sistemas informáticos. Soube-o através da sua mulher, colega de trabalho da mãe do seu agora patrão. "Já não contava com isto. Com 59 anos, quase 60, apesar de estar aqui pronto para trabalhar. Mas neste país as empresas metem pessoas com experiência na rua para meterem jovens para pagarem menos. Assim não vão longe", confessa. Três décadas separam-nos. Mas a juventude de Débora Ornelas, 29 anos, não lhe garantiu emprego rapidamente. Recebeu durante ano e meio o subsídio de desemprego, intercalado pela licença de maternidade, devido ao nascimento inesperado da filha mais nova, agora com 21 meses. Quando parou de receber qualquer tipo de apoio do Estado restaram-lhe, durante um ano, a ajuda de familiares e amigos, os abonos dos filhos e um "seguro especial" que tinha feito num banco. "Isso tudo, muito apertadinho, serviu para viver". Querer emigrar, mesmo com emprego Talvez por isso, e mesmo já com emprego novo no centro de Lisboa, Débora pense em emigrar. "Só não vou garantidamente sem olhar para trás, porque precisava de alguém que ficasse com as minhas filhas durante um mês, dois meses, para ir, poder arranjar trabalho e casa para as poder levar para lá. Se tivesse alguém que ficasse com elas, garantidamente ia-me embora. Eu vou para onde me tratam bem", confessa. Quem não arreda pé do Crato é José Augusto, apesar de quando vivia na capital "ter tido sempre trabalho". Mais de um quarto de século depois, as raízes apegamse à terra. "Já não saia do Crato. Agora já não. A minha mulher está efectiva, temos a nossa casa aqui, paguei-a agora ao fim de 25 anos. As minhas raízes estão aqui. Não penso voltar a Lisboa. Os meus filhos, já encaminhados na vida, estão perto." Ao contrário de José, que já não tem filhos a cargo, Bruno Oliveira acaba de ser pai. Camila ainda não completou cinco meses e é nela que pensa sempre que a situação de desemprego bate à porta. "Acima de tudo tenho de pensar nela. Tenho de agarrar todas as oportunidades que possam surgir. E esta oportunidade surgiu. Espero que corra tudo bem".

Ordem dos Médicos abre inquérito a prescrição de antibióticos Em causa um estudo da Deco. O Ministério da Saúde também vai analisar o caso. A Ordem dos Médicos vai abrir um inquérito para apurar os indícios de prescrição elevada de antibióticos. A confirmação surgiu este sábado, no Porto, pela voz do Bastonário na sequência do estudo da Deco que revela que 20 em cada 50 clínicos prescreveram antibióticos sem necessidade. José Manuel Silva diz que quer avaliar o comportamento, tanto dos médicos como dos supostos doentes envolvidos no estudo da associação de defesa do consumidor. Admite "intervir pedagógica e, eventualmente, disciplinarmente". A ideia é "entender a razão de uma tão elevada prescrição de antibióticos de forma aparentemente injustificada", acrescentando que a Ordem "não pode ignorar que isto aconteceu". Estas declarações foram feitas à margem do sexto encontro da associação nacional de unidades de saúde familiar onde esteve também o ministro da Saúde. Sobre este caso, Paulo Macedo manifesta preocupação, mas garante que os resultados deste estudo da DECO serão devidamente analisados pela Direcção Geral de Saúde.

Governo quer 50 novas unidades de saúde familiar ainda este ano Prevista autorização para criação de 16 unidades no Centro, 16 em Lisboa e Vale do Tejo, 11 no Norte, quatro no Alentejo e três no Algarve. O Governo autorizou a criação de 50 novas Unidades de Saúde Familiar (USF) em 2014 e a transição de um máximo de 20 destas unidades para o modelo B, em que os profissionais são pagos pelo cumprimento de objectivos. O despacho com as USF a constituir em 2014, publicado na sexta-feira no Diário da República, estabelece que 11 das novas unidades poderão ser criadas na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, 16 no Centro, outras 16 em Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Alentejo e três no Algarve. De acordo com o diploma, podem transitar no máximo 20 unidades do modelo A para o modelo B,


11

Segunda-feira, 12-05-2014

que abrange as USF públicas com um regime retributivo especial para todos os profissionais, integrando remuneração base, suplementos e compensações pelo desempenho. O Governo autorizou a transição do modelo A para o B a um máximo de sete unidades no norte, cinco no centro, seis em Lisboa e Vale do Tejo e duas no Alentejo. Um estudo apresentado na quinta-feira no 6º Encontro de USF, que termina este sábado no Porto, concluiu que as USF têm tido melhores resultados que os tradicionais centros de saúde e os cuidados de saúde personalizados. "Quando nós estabelecemos alguma comparação, destacam-se melhores resultados das USF no seu conjunto, em particular do modelo B", afirmou à Lusa Bernardo Villas Boas, presidente da Direcção da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar. Reunindo dados de 2013 a nível nacional, Villas Boas destacou na altura que as USF, especialmente o subgrupo do modelo B, mostraram ter "melhor acesso, desempenho, vigilância de saúde materno-infantil, doença crónica e na área da prevenção oncológica, acompanhada de menores custos em medicamentos e MCDT (Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica) ". As USF podem, segundo a lei, constituir-se de acordo com três modelos de desenvolvimento, com critérios que se distinguem quanto ao grau de autonomia organizacional, diferenciação do modelo retributivo e modelo de financiamento. A transição de um modelo para outro depende das metas estabelecidas anualmente pelo Governo.

editor Francisco José Viegas, o escritor Bruno Vieira Amaral e o académico Carlos Nogueira. José Rentes de Carvalho confessou que a sua condição de escritor aconteceu por acaso. Aos 84 anos, José Rentes de Carvalho vive entre Estevais de Mogadouro, em Trás-os-Montes, e Amsterdão, na Holanda, onde é há muito um escritor aclamado. O reconhecimento em Portugal chegou-lhe nos últimos anos à medida que a sua obra tem vindo a ser reeditada. Em Matosinhos o autor de “Ernestina” explicou que nunca pensou em publicar. Foi um amigo a quem mandou há muito um manuscrito que o editou. Agora tem editora. O Festival Literatura em Viagem termina este domingo. Entre os convidados está o ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio, que irá participar numa das conferências do dia, moderada pela jornalista Maria João Costa, da Renascença.

Hollande quer cimeira sobre segurança na Nigéria Em causa o rapto de centenas de raparigas por parte do grupo Boko Haram.

Rentes de Carvalho homenageado no LEV Festival prossegue este domingo. Uma das conferências é moderada pela jornalista Maria João Costa, da Renascença.

O escritor José Rentes de Carvalho foi homenageado este sábado em Matosinhos no Festival Literatura em Viagem (LEV). O autor de livros como "Ernestina", "A amante Holandesa" ou "Mazagran" marcou presença numa cerimónia com contou com a participação do seu

O Presidente francês François Hollande ofereceu-se para organizar uma cimeira sobre a segurança na Nigéria com dirigentes africanos, provavelmente no próximo sábado, em Paris. "Propus ao Presidente nigeriano Goodluck Jonathan uma reunião entre os países limítrofes da Nigéria", disse Hollande durante uma conferência de imprensa na capital do Azerbeijão, onde se encontra a realizar uma visita oficial. "Teremos como temas as questões de segurança mas sobretudo o grupo islâmico armado Boko Haram", acrescentou, referindo-se ao rapto das 200 raparigas na Nigéria. Hollande disse ainda que a reunião, caso a Nigéria concorde, pode realizar-se no próximo sábado.


12

Segunda-feira, 12-05-2014

Extrema-direita grega autorizada a ir a votos Partido Aurora Dourada é acusado de ser uma organização criminosa mas, mesmo assim, vai concorrer às Europeias. O Supremo Tribunal da Grécia deu luz verde à candidatura do partido de extrema-direita Aurora Dourada às eleições europeias do próximo dia 25. O líder do partido, Nikolaos Mihaloliakos, está detido para julgamento, acusado de pertencer a uma organização criminosa. Em Setembro de 2013 a polícia emitiu 38 mandados de captura. Elementos do partido são acusados participarem em numerosos crimes. As últimas sondagens, colocam o Aurora Dourada como a terceira e quarta força política, entre 43 partidos candidatos.

Cameron promete sair se não conseguir referendo sobre permanência na UE Chefe do governo britânico escreve no “The Sunday Telegraph” um artigo no qual insta os britânicos a votar nas eleições europeias de 22 de Maio, apesar de compreender o seu “cepticismo”.

optimistas, apesar de assegurar que entende o seu cepticismo. Para o primeiro-ministro britânico, os "verdadeiros patriotas" devem apoiar o seu partido e não o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), do populista Nigel Farage, que lidera as sondagens. David Cameron reiterou a sua promessa de renegociar a relação do Reino Unido com a UE e de depois convocar uma consulta popular em 2017 se os conservadores revalidarem a vitória nas eleições gerais do próximo ano no Reino Unido.

Fisco espanhol encontra Van Gogh em cofre devedor Há 40 anos que se tinha perdido o rasto da pintura. A obra pode ser “Cipreste, céu e campo”, pintada em 1889. As Finanças espanholas descobriram um quadro do pintor Van Gogh num cofre de um devedor ao fisco. A obra, cujo rasto se tinha perdido há quatro décadas, pode ser “Cipreste, céu e campo”, pintada em 1889, no hospício de Saint Rémy, onde o artista também pintou a célebre “A noite estrelada”. O quadro mais caro do artista holandês foi vendido por 62 milhões de euros. O contribuinte alega que apenas guardava o quadro, levada para Espanha em 2010, que pertence a um milionário estrangeiro, segundo escreve o site do jornal “El Mundo”.

"Os verdadeiros patriotas devem apoiar-nos". Foto(arquivo):EPA

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, assegurou este domingo que se vai demitir caso não consiga cumprir a sua promessa de convocar um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), na eventualidade de os conservadores ganharem as eleições de 2015. Cameron escreve no “The Sunday Telegraph” deste domingo um artigo no qual insta os britânicos a votar nas eleições europeias de 22 de Maio e a serem

FALAR CLARO. O debate político na Renascença entre Morais Sarmento e Vera Jardim. À segunda-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h, num debate conduzido por José Pedro Frazão.


13

Segunda-feira, 12-05-2014

Papa Paulo VI beatificado a 19 de Outubro

Congregação.

O sucessor de João XXIII será beatificado no Vaticano no Outono, depois de os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos terem aprovado por unanimidade, na terça-feira, o milagre atribuído à sua intercessão.

O Papa que cumpriu o Concílio e visitou Portugal Paulo VI foi o Papa que continuou e concluiu o Concílio Vaticano II, o Papa que iniciou as viagens missionárias e o primeiro Papa a visitar Portugal. Giovanni Battista Montini nasceu na região italiana de Brescia, em 1897. Entrou para o seminário em 1916 e foi ordenado sacerdote em 1920. Durante muitos anos, trabalhou na Cúria Romana e foi nomeado secretário de Estado do Vaticano (uma espécie de primeiroministro daquele Estado) em 1944. Em 1954, o Papa Pio XII nomeou-o Arcebispo de Milão e, quatro anos depois, fê-lo cardeal.

Anúncio da beatificação de Paulo VI chega duas semanas após a canonização de João XXII e João Paulo II. Foto: Vaticano Por Eunice Lourenço e Aura Miguel

O Vaticano anunciou este sábado que o Papa Paulo VI vai ser beatificado, em Roma, no próximo dia 19 de Outono, tal como a Renascença tinha antecipado na passada terça-feira. Os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos aprovaram, no passado dia 6, por unanimidade, o milagre atribuído à intercessão de Paulo VI, Papa entre 1963 e 1978. A história passou-se nos Estados Unidos, em 2001, quando uma mãe no quinto mês de gravidez estava prestes a perder o bebé. A criança começou a perder o líquido do saco amniótico, o que levaria à morte ou ao seu nascimento com graves má-formações. Os médicos sugeriram o aborto, mas não conseguiram convencer a mãe. A mulher seguiu o conselho de uma freira amiga da família e rezou a Paulo VI que intercedesse pelo filho. Nas semanas seguintes, o bebé melhorou notavelmente e nasceu de cesariana, no oitavo mês de gravidez. Desde então, a criança, que é hoje um adolescente de 13 anos, nunca mais teve problemas graves de saúde. Em 2001, o acontecimento foi comunicado a Roma. O processo foi depois alvo de investigação científica por médicos crentes e não crentes, tendo sido, no passado dia 12 de Dezembro, confirmado o caracter inexplicável da cura. A 18 de Fevereiro foram os teólogos da Congregação da Causa dos Santos que se pronunciaram favoravelmente. Na terça-feira, do consenso dos cardeais e bispo, chegou a aprovação definitiva do milagre, último passo do processo na

O processo de beatificação teve início em 1993 e o reconhecimento das “virtudes heróicas” do Papa Montini foi promulgado por Bento XVI a 20 de Dezembro de 2012.

Em 1963, foi eleito Papa, sucedendo a João XXIII. Escolheu o nome de Paulo para indicar que queria espalhar a mensagem de Cristo pelo mundo inteiro. Foi o primeiro Papa moderno itinerante, o primeiro depois de Pedro a ir à Terra Santa. Entre as suas viagens históricas estão a visita à India e o discurso na sede das Nações Unidas. Veio a Fátima em 1967, inaugurando uma visita repetida por todos os seus sucessores (à excepção, natural, de João Paulo I). Montini cumpriu a tarefa de levar à Igreja e ao Mundo as novidades que o Concílio Vaticano II tinha introduzido. Conduziu os tempos difíceis do pósConcílio, em que a sua serenidade foi capaz de levar a bom porto uma das épocas mais complicadas da história da Igreja Católica. Homem culto, de fina inteligência, foi um Papa sensível às exigências do seu tempo e que se esforçou por interpretar os sinais dos tempos. Ficou também conhecido pela sua pastoral em favor dos pobres e dos mais desfavorecidos, chamando a atenção para a África e América do Sul, bem como para as realidades operárias do ocidente. Escreveu sete encíclicas, 12 exortações apostólicas e inúmeras cartas e constituições apostólicas. A ele se devem três dos documentos que ainda hoje são referência na doutrina e na acção da Igreja: a “Populorum Progressio”, sobre a justiça social no mundo, a “Evangeli Nuntiandi”, sobre as condições para a evangelização, e a” Humanae Vitae”, sobre a dignidade da vida humana, muitas vezes reduzida a uma mera proibição de métodos contraceptivos. Morreu em Agosto de 1978, tendo sido sucedido por João Paulo I, que haveria de falecer no mês seguinte. [Notícia actualizada às 15h15]


14

Segunda-feira, 12-05-2014

E se a missa fosse celebrada a partir de um "tablet"? Bem-vindo ao mundo das "apps" católicas. Rezar pelo telemóvel ou pelo iPad é cada vez mais um hábito. E muitos sacerdotes já não dispensam as novas tecnologias.

Há cada vez mais aplicações católicas. Foto: DR Por Angela Roque, Ana Lisboa e Isabel Pacheco

"Poderíamos mesmo dizer que, em circunstâncias muito especiais, poderia celebrar-se a eucaristia a partir daqui", diz o padre Tiago Freitas, um dos responsáveis pela versão portuguesa do iBreviary. Esta aplicação para iPhone e iPad que tem tudo o que é preciso para celebrar missa. O iBreviary nasceu em Itália, em 2008. A aplicação disponibiliza a Liturgia das Horas, ou Breviário, quatro volumes em livro, e também o Missal, que inclui tudo o que é preciso para celebrar missa. Estão também acessíveis as principais orações católicas e os rituais dos sacramentos. "Imaginemos uma situação em que um padre tem de fazer a unção de um enfermo e, chamado de emergência, não tem à mão o ritual. A partir do iBreviary tem no momento imediato tudo aquilo de que necessita", explica o sacerdote da arquidiocese de Braga, que estuda em Itália. O iBreviary já está em nove línguas (o português, o turco e o árabe são as mais recentes). Tiago Freitas diz que esta era uma das versões mais desejadas. Em vários países muçulmanos, onde os cristãos não podem ter em casa a Bíblia ou a Liturgia das Horas, o iBreviary está a ser "uma espécie de uma porta para a liberdade religiosa". Tiago Freitas é um dos seis sacerdotes que trabalham diariamente na versão portuguesa: "temos que inserir diariamente todos os textos, com as memórias dos Santos, obrigatórias, facultativas, as festas. Depois, cada país tem a sua especificidade. Por exemplo, em Portugal é a festa de Nossa Senhora de Fátima, que não há noutros países". "Ainda há pouco tempo o Papa Francisco disse que não

importa a plataforma que se usa, se é o livro, se é o digital. O importante é rezar", diz o padre. O iBreviary em português só está disponível, por agora, no iPhone e no iPad, mas ficará em breve também em sistemas Android. "Passos com Maria" A pensar em quem, neste mês de Maio, peregrina a santuários marianos, o projecto "passo-a-rezar", dos jesuítas, criou um novo conteúdo. Chama-se "Passos com Maria" e inclui nove momentos de oração e reflexão. A ideia, explica o padre António Valério, é acompanhar o peregrino em diferentes momentos: "Tem uma proposta para, ainda em casa, no dia de partida, aquecer os motores para esta experiência. Tem outra para o dia em que se começa a andar e tem ainda cinco ficheiros com temas diferentes, um ficheiro para o dia da chegada, e outro ainda, quase de avaliação da peregrinação, para o regresso a casa". Susana Reis e João Ricardo dão voz aos textos escritos pelo padre jesuíta Luis Maria da Providencia. Para assinalar o quarto aniversário do "passo-a-rezar", está já a ser preparado um novo conteúdo, a "Oração em Família". Juntar o "i" ao terço O nome diz tudo: o iTerço é uma aplicação que permite que as pessoas possam rezar o terço mesmo sem o ter. E podem fazê-lo sozinhas ou em grupo e em qualquer ocasião: a caminho do trabalho, no regresso a casa ou em peregrinação. "Há uma voz que faz a primeira parte e depois é dado tempo a que a pessoa possa responder no terço. O que significa que aparentemente dá aquela sensação de que a pessoa não está sozinha e está a rezar com outra pessoa", explica Bento Oliveira, coordenador do portal iMissio, um projecto de evangelização na internet. O iMissio que decidiu divulgar o iTerço a pensar na sua utilidade sobretudo neste mês de Maio – mês de Maria, mês por excelência das peregrinações a Fátima. Toda em português, a aplicação iTerço pode ser utilizada em vários dispositivos móveis, como "smartphones" e "tablets". Não é gratuita: terá de ser comprada no iTunes ou no Google Play. As novas plataformas digitais ao serviço da Igreja vão ser um dos destaques do programa "Principio e Fim" deste domingo, a partir das 23h30, na Renascença.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


15

Segunda-feira, 12-05-2014

"A verdadeira educação faz-nos amar a vida" Na Praça de S. Pedro, estavam mais de 300 mil pessoas, representantes de escolas de toda a Itália, para defender a livre escolha na educação.

O Papa avisa que a educação é uma ferramenta positiva ou negativa, mas nunca neutra. Francisco encontrou-se, este domingo, com milhares de estudantes, professores e educadores de escolas católicas de toda a Itália. Esta tarde, na Praça de S. Pedro, o Papa tratou de lembrar qual a missão da escola na formação dos alunos: “A educação não pode ser neutra: ou é positiva ou é negativa; ou enriquece, ou empobrece; ou faz crescer a pessoa ou a deprime, ao ponto de a corromper”. “A missão da escola é desenvolver o sentido da verdade, do bem e do belo. E estes elementos juntos fazem-nos crescer e ajudam-nos a amar a vida, mesmo quando estamos mal e cheios de problemas. É sempre mais belo uma derrota limpa do que uma vitória suja”, sublinhou Francisco. “A verdadeira educação faz-nos amar a vida e abre-nos a plenitude da vida!”, rematou. Na Praça de S. Pedro, estavam mais de 300 mil pessoas, representantes de escolas de toda a Itália para defender a livre escolha na educação.

"Dói-me quando encontro quem já não se vai confessar porque foi repreendido" Papa Francisco lembrou que os sacerdotes devem andar no meio dos fiéis e que estes não devem deixar de importunar os pastores para os ajudarem no caminho da fé.

Papa acena durante o Ângelus. Foto(arquivo):EPA

O Papa Francisco deixou este domingo um forte apelo à misericórdia, durante a missa de ordenação de 13 novos sacerdotes, na Basílica de São Pedro, à qual presidiu. “A mim dói-me quando encontro gente que já não se vai confessar, porque foi repreendida, correu mal, ouviram ralhar e sentiram que as portas da Igreja se fechavam na cara. Por favor não façam isto: misericórdia, misericórdia”, sublinhou o Papa, no Vaticano. Onze dos novos sacerdotes ordenados são da diocese de Roma. Depois da missa, na oração Regina Coeli, proferida perante milhares de pessoas na Praça de São Pedro, o Papa lembrou, neste domingo do Bom Pastor, que os sacerdotes devem andar no meio dos fiéis e que estes não devem deixar de importunar os pastores para os ajudarem no caminho da fé. Na saudação aos peregrinos, o Papa Francisco saudou ainda um grupo de estudantes portugueses de Miranda do Corvo.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate.

Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.

Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


16

Segunda-feira, 12-05-2014

Papa pede redistribuição da riqueza e respeito pela vida à ONU Francisco recebeu um convite de Ban Ki Moon para visitar a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. O Papa pediu esta sexta-feira ao secretário-geral da ONU e aos chefes de várias comissões desta organização que contribuam para encorajar uma “legítima redistribuição da riqueza”. Francisco manifestou a esperança de, assim, poder-se beneficiar “uma parte da humanidade que não partilha dos benefícios do progresso e que, de facto, é relegada para o estatuto de cidadãos de segunda”. Já por diversas vezes criticou o actual sistema económico mundial, que considera desumano e injusto, na medida em que é regida pelo lucro e não por valores. Tornou-se conhecida a sua afirmação de que “esta economia mata”, na exortação apostólica Evangelii Gaudium. No seu discurso aos membros da ONU, reunidos em Roma, o Papa insistiu também no reconhecimento do respeito pela “sacralidade e inviolabilidade da vida, da concepção até à morte natural”. Este recado surge dois dias após uma comissão da ONU ter criticado a Santa Sé por se opor ao aborto, equiparando a posição a tortura, isto apesar de o aborto não ser mencionado em qualquer documento sobre tortura da ONU. Na altura o representante da Santa Sé junto da ONU, o arcebispo Tomasi, disse que era precisamente por se opor a todas as formas de tortura que a Igreja recusava a ideia de torturar e matar os seres humanos não nascidos. No final do seu discurso o Papa recebeu um convite de Ban Ki Moon para visitar a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Pânico em estádio faz 15 mortos na RD Congo

lacrimogéneo para tentar acalmar a situação, mas isso levou os espectadores a entrarem em pânico. Uma situação semelhante de pânico com público no país ocorreu no mês passado num festival de música. Pelo menos 21 pessoas morreram.

Hamilton vence em Espanha e é primeiro no campeonato Pilotos da Mercedes dominam Fórmula 1 este ano.

Foto: SRDJAN SUKI/EPA

O britânico Lewis Hamilton venceu o Grande Prémio de Espanha de Fórmula 1, este domingo, e é o novo líder do campeonato. A Mercedes continua a dominar a época. Hamilton, campeão do Mundo em 2008, somou o quarto triunfo consecutivo, ao concluir em 1:41.05,155 horas as 66 voltas ao circuito da Catalunha, deixando Rosberg a 0,6 segundos e o australiano Daniel Ricciardo (Red Bull) a 48,9. Hamilton passou a liderar o Mundial, com 100 pontos, mais três do que Rosberg, que venceu a primeira corrida do Mundial. O espanhol Fernando Alonso (Ferrari), que hoje foi sexto, é terceiro, com 49 pontos, mais quatro do que o campeão do Mundo, Sebastian Vettel (Red Bull), quarto em Espanha.

Número de vítimas pode ainda aumentar. Pelo menos 15 pessoas morreram e 24 ficaram feridas depois da polícia ter tentado controlar os adeptos. Na confusão, alguns espectadores foram espezinhados e apertados num estádio na República Democrática do Congo. A informação é confirmada à Reuters por fonte policial e por fonte do governo local. Os problemas nas bancadas começaram depois da derrota da equipa da casa. A polícia usou gás

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença. Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.


17

Segunda-feira, 12-05-2014

Em Inglaterra já há campeão, em Espanha não Manchester City acaba em primeiro, Liverpool em segundo e Chelsea em terceiro no campeonato inglês. Já em Espanha tudo vai decidir-se entre Barça e Atlético de Madrid no Camp Nou.

Foto: Juan Carlos Cardenas/EPA

O campeonato espanhol vai ser decidido apenas na última jornada com um escaldante Barcelona - Atlético de Madrid. Os dois primeiros vão defrontar-se e ao Atlético basta um empate para conquistar o título nacional, que lhe foge há várias épocas. O REal Madrid, sem Cristiano Ronaldo, perdeu e está fora da corrida. Para já a classificação está assim: Atlético de Madrid 88 pontos, Barcelona 86 e Real Madrid 84. ATL. MADRID 1-1 MÁLAGA [Alderweireld; Samuel] ELCHE 0-0 BARCELONA CELTA 2-0 REAL MADRID [Charles (2)] O Manchester City é o novo campeão inglês e conquista o quarto título da sua história (o segundo em três épocas). Os azuis venceram o West Ham por 2-0 e não deram hipótese ao Liverpool que ainda sonhava com o título. Na classificação final: Man City 86 pontos, Liverpool 84 e Chelsea 82. LIVERPOOL 2-1 NEWCASTLE [Skrtel (auto-golo), Agger, Sturridge] MAN CITY 2-0 WEST HAM [Nasri e Kompany] CARDIFF 1-2 CHELSEA [Schurle e Torres; Bellamy] [actualizado às 19h55]

Página1 é um jornal registado na ERC, sob o nº 125177. É propriedade/editor Rádio Renascença Lda, com o nº de pessoa colectiva nº 500725373. O Conselho de Gerência é constituído por João Aguiar Campos, José Luís Ramos Pinheiro e Ana Lia Martins Braga. O capital da empresa é detido pelo Patriarcado de Lisboa e Conferência Episcopal Portuguesa. Rádio Renascença. Rua Ivens, 14 - 1249-108 Lisboa.


Página1 12705/2014