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EDIÇÃO PDF Terça-feira, 01-04-2014 Edição às 08h30

Infarmed suspende alguns lotes de dois antidepressivos

Atenção a um email falso a pedir sangue para uma aluna de Pinhel

Morreu Kumba Ialá, ex-Presidente Ogier lidera por um fio da Guiné-Bissau RALI DE PORTUGAL

Directora Graça Franco Editor

Padre Lino Maia quer um sínodo diocesano no Porto

Apoio ao casamento tradicional custa emprego a CEO da Mozilla


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Segunda-feira, 11/11/2013

REVISTA DA IMPRENSA

Os receios do PS oficial face ao Ps de Sócrates Os socialistas receiam excessivo protagonismo dos socráticos na próxima campanha eleitoral. "Governo prepara fecho de serviços nos hospitais", é a manchete do Jornal de Noticias. Lê-se em antetitulo: "Plano para reforçar qualidade vai reduzir custos". Já o Diário Económico destaca uma fotografia do ministro Pires de Lima com a frase: "Governo revê lista de projectos prioritários até 2020". O diário Público apresenta a foto de uma estação de comboios, com o título "Bruxelas exige ao Governo projectos para passageiros". No Jornal de Negócios, sobressai hoje a indicação de que os "Fundos estrangeiros apostam na bolsa". De politica fala hoje o semanário Sol. O jornal diz que "PS teme o efeito Sócrates". Os socialistas receiam excessivo protagonismo dos socráticos na próxima campanha eleitoral. Já o ministro Poiares Maduro refere a este semanário que "Não se pode controlar tudo o que os governantes dizem". No "i" há uma sondagem a indicar que o PS está mais perto da maioria absoluta. Em editorial, o director do Diário Económico exclama: "É aproveitar!" Diz o director António Costa que a fadiga de austeridade está outra vez aí e, agora, anda de mãos dadas com a vontade de ganhar eleições em comícios e manifestações pré-eleitorais. O Governo está na corda bamba entre a necessidade de responder à 'troika', a negociação de um programa tutelar e o objectivo de não perder as eleições europeias por muitos. O director do Diário Económico sublinha que os juros da dívida pública, a 10 anos, caíram para valores abaixo dos 4% e, daí, a exclamção: "É aproveitar!".

Infarmed suspende alguns lotes de dois anti-depressivos A Autoridade do Medicamento proíbe a venda nas farmácias e avisa os doentes para pararem a toma. O Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização de quatro lotes de dois medicamentos antidepressivos. Trata-se do Seroxat de 2 e 20 miligramas e Paroxetina de 20 mg. O laboratório GlaxoSmithKline (GSK) vai recolher os lotes por ter sido detectada uma contaminação química da substância activa utilizada no seu fabrico. A Autoridade do Medicamento avisa os doentes que devem parar de tomar o medicamento e devem

consultar o médico assistente para adquirir um lote alternativo. O Infarmed diz ainda que as farmácias que possuam estes fármacos não os podem vender. Os lotes em causa são os seguintes: o lote K007 de Seroxat 2mg; os lotes 601 e 602 de Seroxat 20 mg e o lote 001 de Paroxetina de 20 mg.

Centro Hospitalar do Oeste justifica “caos” com “problema social” Administração rejeita que seja necessário reforçar o número de profissionais nas Urgências, tal como exige o Sindicato dos Enfermeiros. O Centro Hospitalar do Oeste rejeita as acusações do Sindicato dos Enfermeiros e alega que em qualquer urgência é inevitável que os doentes estejam em contacto. “O problema neste momento não é incapacidade de dar resposta aos pedidos ou às pessoas que recorrem à Urgência, mas de reduzir o tipo de permanência de doentes, que na grande generalidade dos casos já não precisava de lá estar. Não é, portanto, um problema que se resolva com mais enfermeiros ou profissionais, mas iminentemente social”, afirma à Renascença o presidente do conselho de administração, Carlos Sá. O responsável acrescenta que o reforço do número de camas está em curso. O Sindicato dos Enfermeiros fez um ultimato ao conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO – que junta os hospitais das Caldas, Peniche e Torres Vedras) por causa da falta de camas nas urgências do Hospital das Caldas. Foi dado um prazo à administração (até 30 de Abril) para tomar três medidas: disponibilizar mais 30 camas no hospital de Peniche, transferir para o serviço de urgência das Caldas todas as camas disponíveis noutros serviços do hospital e admitir mais funcionários. Se a resposta for negativa, os enfermeiros do hospital prometem entrar em vigília por tempo indeterminado, de modo a denunciar aquilo que dizem ser a falta de condições de segurança no serviço de urgência. A sindicalista Guadalupe Simões critica, em especial, a colocação de pessoas imunodeprimidas junto a doentes com doenças infecto-contagiosas, uma decisão que só compreende se o objectivo do Ministério da Saúde for “aumentar o número de mortos nas urgências do hospital porque, como diz alguém, temos que acabar com os velhos”.


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Atenção a um e-mail falso a pedir sangue para uma aluna de Pinhel Instituto do Sangue lembra que tem mecanismos próprios para accionar a reposição de determinados componentes sanguíneos sempre que solicitado por uma unidade hospitalar.

Tempo de comichão no nariz. Há muito pólen no ar Semana de 4 a 10 de Abril deve registar níveis "muito elevados" de pólenes. Os sinais alérgicos podem manifestar-se no aparelho respiratório nos olhos ou na pele.

Atenção aos pólenes no ar (Foto: DR)

IPST pede que a mensagem não seja reencaminhada

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) alertou para a circulação de uma mensagem de e-mail falsa a pedir sangue B negativo para uma aluna de Pinhel. De acordo com uma nota do IPST publicada no Portal da Saúde, este pedido electrónico surge com um despacho do agrupamento de escolas de Miranda do Corvo. O IPST pede que a mensagem não seja reencaminhada porque "nenhuma informação nela constante é verdadeira". O instituto lembra ainda que estes e-mails constituem acções de “phishing”: a obtenção de endereços de email para fins incertos. Na mensagem que tem estado a circular, é pedido sangue B negativo para uma suposta aluna do 12.º ano, de nome Inês, de Pinhel, com a justificação de que precisa de fazer um transplante de coração. O instituto lembra que tem mecanismos próprios para accionar a reposição de determinados componentes sanguíneos sempre que solicitado por uma unidade hospitalar.

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia (SPAIC) prevê que, nos próximos dias, os níveis de pólenes no ar se mantenham entre "elevados a muito elevados" em Portugal continental. No Boletim Polínico divulgado esta sexta-feira, prevêse que, na semana de 4 a 10 de Abril, com "a melhoria das condições meteorológicas e com o aumento de temperatura", os níveis sejam "muito elevados" na Estremadura e região de Lisboa. Destacam-se os pólenes nas árvores azinheira, pinheiro e cipreste e das ervas urtigas, parietária e azedas. Em Trás-os-Montes e Alto Douro, a Sociedade de Alergologia prevê níveis de pólenes "elevados", com destaque para os pólenes de pinheiro, vidoeiro, cipreste, carvalho, plátanos e urtigas. O mesmo no Douro Litoral, com incidência dos pólenes do pinheiro, plátano, carvalhos e urtigas. Já na Beira Litoral e na Região Centro, os níveis vão estar "muito elevados". Pinheiro, plátano, carvalhos, ciprestes e urtigas são os pólenes em causa. No Alentejo prevê-se níveis "muito elevados", com predomínio dos pólenes das árvores azinheira, pinheiro e plátano e das ervas urtigas e azedas. No Algarve, os pólenes vão encontrar-se igualmente "muito elevados", destacando-se os das árvores azinheira, pinheiro e cipreste e das ervas urtigas e tanchangem. Quanto às ilhas, nos Açores e região de Ponta Delgada, assim como na Madeira e na região do Funchal, os pólenes vão encontrar-se em níveis baixos. A alergia a pólenes é causa frequente de manifestações alérgicas, que podem ser do aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), dos olhos (conjuntivite alérgica) ou da pele (urticária e eczema). O Boletim Polínico dá informação todas as semanas sobre os níveis de pólenes existentes no ar, através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua destas substâncias, em várias regiões do país.


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JOÃO FERREIRA DO AMARAL

Mediocridade

Morreu Kumba Ialá, ex-Presidente da Guiné-Bissau Esteve à frente dos destinos guineenses durante três anos, tendo sido deposto por um golpe militar.

Se outros méritos não tivessem, o manifesto e a subsequente petição sobre a reestruturação da dívida (não sou signatário nem do primeiro nem da segunda, note-se) demonstraram ter um: pôr na agenda do debate nacional o futuro do País. Não sei por quanto tempo nem se o debate será admitido pela chamada classe política. Infelizmente, face às reacções quase histéricas ao manifesto e face ao que tem sido, no passado, o bloqueio sistemático que a classe política tem oposto ao debate sobre as grandes questões nacionais, não acalento grandes expectativas sobre o aprofundamento deste debate. Triste democracia esta, em que se pode debater tudo excepto aquilo que verdadeiramente interessa a todos! Porque este é, de facto, um debate inadiável. Portugal está inserido num contexto europeu cujas regras, em particular o tratado orçamental - e não só não lhe garantem a sustentabilidade como país. Nem sustentabilidade económica - o ajustamento que precisamos de fazer na economia é inviável com as regras da moeda única; nem financeira - aspecto que o manifesto realça; nem social - o aumento da pobreza e dos desempregados de longa duração assim o demonstram; nem demográfica, face à emigração de jovens sem perspectivas de emprego. Numa situação destas, o debate sobre as grandes opções que se põem ao nosso País deve ser feito sem peias e sem segundas intenções. Poderá inclusivamente ter que ser posta sobre a mesa uma hipótese que inclua uma mudança radical do nosso posicionamento na União Europeia. É próprio de medíocres escandalizarem-se quando um grupo de cidadãos considera ser seu dever cívico questionar o caminho que o País tem vindo a seguir. Não podemos admitir que a mediocridade vença.

O ex-Presidente da Guiné-Bissau Kumba Ialá morreu esta sexta-feira, aos 61 anos, na sequência de problemas de saúde. A notícia está a ser avançada pela agência Lusa, que cita fonte próxima do ex-chefe de Estado. O ex-Presidente da Guiné-Bissau Kumba Ialá morreu esta sexta-feira, aos 61 anos, na sequência de problemas de saúde. A notícia está a ser avançada pela agência Lusa, que cita fonte próxima do ex-chefe de Estado. O corpo encontra-se em câmara ardente no Hospital Militar de Bissau. Kumba Ialá foi Presidente da Guiné-Bissau durante três anos, entre 2000 e 2003, tendo sido deposto num golpe militar. Renunciou à vida política activa em Janeiro deste ano, dizendo "haver um tempo para tudo". Kumba Ialá nunca adoptou um nome português. [Notícia em actualização] UCRÂNIA

Rússia aumenta gás e prende "suspeitos" de terrorismo Moscovo aplica o segundo aumento do custo do gás em dois dias. A Rússia deteve 25 ucranianos por alegada suspeita de estarem a preparar ataques terroristas no sul e no centro do país. A notícia foi avançada pela agência RIA, que cita um comunicado dos serviços de segurança russos. Os detidos foram identificados como membros de movimentos ultra-nacionalistas, mas o Governo ucraniano já apelou de “disparatadas” as alegações de Moscovo. Aumenta preço do gás A Rússia aumentou em 80% o preço do gás vendido para a Ucrânia, no mais recente desenvolvimento da crise diplomática entre os dois países. Esta subida é justificada com a introdução de uma taxa sobre as exportações de gás, disse o presidente da empresa estatal Gazprom, Alexei Miller, ao primeiroministro russo, Dmitry Medvedev. Este é o segundo aumento aplicado pela Rússia em dois dias à vizinha Ucrânia e acontece poucas semanas depois da anexação por Moscovo da região autónoma


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ucraniana da Crimeia . Há dois dias, a Gazprom tinha anunciado um aumento o gás de 44%, para 280 euros por cada mil metros cúbicos, devido a contas em atraso por parte do Governo de Kiev. Agora, o preço volta a subir, para cerca de 352 dólares. Metade do gás consumido na Ucrânia é proveniente da Rússia. O Governo de Kiev já condenou a inflação do preço e diz que a decisão tem motivações políticas. “A economia ucraniana não deve pagar este preço pelo gás. É um preço político”, acusou o ministro ucraniano da Energia, Yuri Prodan. Os Estados Unidos já condenaram a decisão russa de aumentar o preço do gás vendido à Ucrânia. A Casa Branca considera que devem ser os mercados a determinar o preço.

Papa recorda cristãos perseguidos na sua homilia de manhã Francisco aludiu aos “pensadores da Igreja” que foram perseguidos como “heréticos”, por denunciarem o que estava mal, e que hoje são admirados e mesmo beatificados.

início” da sua vida pública, com “calúnias”, e que todos os profetas “foram perseguidos” por pedir às pessoas que deixassem o caminho “errado” e se voltassem para Deus. “Às pessoas que têm o poder desta estrada errada, isso não agrada”, acrescentou. O profeta, precisou, “luta contra as pessoas que enjaulam o Espírito Santo” e por isso é “sempre perseguido”. Francisco aludiu aos “pensadores da Igreja” que foram perseguidos como “heréticos”, por denunciarem o que estava mal, e que hoje são admirados e mesmo beatificados. “Mas como é que ontem era um herege e hoje é beato? É que ontem, os que tinham o poder queriam silenciálo, porque não lhes agradava o que dizia. Hoje, a Igreja, que graças a Deus sabe arrepender-se, diz: ‘Não, este homem é bom’”, precisou. O Papa concluiu com uma oração para que todos os cristãos sigam o Senhor “pela sua estrada e, se for preciso, também com a cruz das perseguições”. RAQUEL ABECASIS

Eu concordo com a Isabel Jonet Será que algum dos inquisidores ouviu a entrevista de Isabel Jonet à Renascença? Ou a citação da citação lhes bastou para tentarem destruir uma cidadã que dedica o tempo a tentar responder como pode às necessidades de cada vez mais portugueses? Por Raquel Abecasis

Católicos no Vietname, onde a Igreja é perseguida Por Ecclesia

O Papa Francisco alertou esta sexta-feira no Vaticano para o número crescente de perseguições aos cristãos e denunciou os poderes que querem “silenciar” a voz dos que se lhes opõem. “Todas as pessoas que o Espírito Santo escolhe para dizer a verdade ao Povo de Deus sofrem perseguições”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta. Segundo o Papa, há hoje “tantos ou mais mártires do que nos primeiros tempos” do Cristianismo, porque “dizem a verdade, anunciam Jesus Cristo nesta sociedade mundana, nesta sociedade algo sossegada, que não quer os problemas”. “Há pena de morte ou prisão hoje, nalguns países, por ter o Evangelho em casa, por ensinar o Catecismo. Um católico destas nações dizia-me que não podem rezar juntos, é proibido, só se pode rezar sozinho e às escondidas”, declarou. Francisco lembrou que Jesus foi “perseguido desde o

É verdade: concordo, por muito que isso revolte os “nouvelle” lápis azul do Facebook, que, aliás, pouco mais devem fazer do que andar a perscrutar quem ousa pensar diferente deles para imediatamente lhes aplicar o castigo correspondente: crucificá-los na “rede” e reduzir a cinzas o trabalho desses rebeldes antipensamento único. Declaro desde já que nada tenho contra as redes sociais ou quem as utiliza, como acho que a Isabel Jonet também não terá, embora não tenha mandato para ser sua advogada de defesa. Mas acho que, como tudo na vida, as redes sociais são boas ou más conforme o uso que delas se faz, e obviamente, foi a isso que a presidente do Banco Alimentar se referiu quando falou no prejuízo que as redes sociais podem causar aos desempregados. E o maior prejuízo que podem causar é deixar as pessoas agarradas a “amigos que não existem” e a “viver uma vida que é uma total ilusão”. É pena que certos “gurus” pseudo-intelectuais da nossa praça – leia-se das nossas redes sociais –, dediquem os seus talentos a denegrir quem não pensa como eles demonstrando uma visão deformada sobre a realidade, que não olha para as obras, mas sobrevaloriza e deturpa as palavras e as ideias só


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porque, na democracia deles, há coisas que não se podem pensar muito menos dizer. Eu, que sou uma democrata, pergunto: será que algum dos inquisidores ouviu a entrevista de Isabel Jonet à Renascença? Ou a citação da citação lhes bastou para tentarem destruir uma cidadã que dedica o tempo a tentar responder como pode às necessidades de cada vez mais portugueses?

Encerramento de serviços hospitalares com plano em marcha Governo garante que o objectivo não é conter custos, mas dar garantias de elevada qualidade aos doentes. Antigo presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos diz haver défice de informação sobre o processo e discorda de alguns dados do relatório do grupo de trabalho. O Governo já terá definido a maneira de concentrar meios na saúde, de modo a fechar serviços hospitalares. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo “Jornal de Notícias”, segundo o qual o processo deve arrancar este ano em cinco áreas. Transplantação, oncologia, doenças hereditárias do metabolismo, hemofilia e hemodinâmica e cardiologia de intervenção são as especialidades que devem integrar os primeiros centros de referência – hospitais que passam a concentrar a prestação de serviços altamente especializados e que se pretende que estejam a funcionar em meados de 2015. O relatório do grupo de trabalho encomendado pelo ministro Paulo Macedo e a que o jornal teve acesso conclui que existe, actualmente, excesso de resposta e demasiado dispersa. Como exemplo indica os tumores do sistema nervoso central, com quatro centros de referência. O grupo sugere também o encerramento de uma das quatro unidades de transplante cardíaco e admite a necessidade de reforço na área do pulmão. O Governo garante que o objectivo não é conter custos, mas sim dar garantias de elevada qualidade aos doentes e tornar os hospitais portugueses um polo de atracção a nível europeu. “Se o critério é a quantidade vamos por mau caminho” O antigo presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos e actual chefe de serviço do Hospital do Barreiro, Jorge Espírito Santo, critica o défice de informação e debate sobre o relatório encomendado pela tutela. “Há um grupo que fez um relatório que não é conhecido pela maioria dos profissionais e, portanto, há aqui um défice de informação e de discussão de uma reforma que tem alguns problemas. Se o conceito que preside à reforma é o da quantidade, vamos por mau caminho”, afirma à Renascença.

“A oferta sustentada em oncologia é coisa que não existe – se existir é oferta no suficiente e se o grupo entende que 400 em Portugal a tratar tumores do sistema nervoso central é muito, não posso concordar com isso”, sustenta. A definição do número de centros por área vai depender da decisão de uma comissão de sábios que inclui a Ordem dos Médicos. O processo será por candidatura dos hospitais.

Padre Lino Maia quer um sínodo diocesano no Porto Definir uma nova evangelização e preparar as finanças para os tempos duros que aí vêm deve ser a prioridade do novo bispo do Porto, considera o presidente da CNIS.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade (CNIS) quer que o novo bispo do Porto, D. António dos Santos, convoque um sínodo diocesano. O sínodo servirá, diz o padre Lino Maia, para definir uma nova evangelização, mas não só: “Seria bom que fosse agendado um sínodo diocesano que de algum modo apontasse os caminhos para uma nova evangelização, que de algum modo coordenasse melhor o culto na diocese. Seria importante também pensar na presença da Igreja no mundo, na diocese em particular, nas suas respostas sociais, que são muitas mas nem sempre bem apoiadas ou coordenadas.” O padre Lino Maia, responsável máximo na diocese pela acção social diz à Renascença que o Porto tem de procurar novos caminhos, também ao nível financeiro: “Julgo que também é importante que o novo bispo, como administrador da diocese, preste atenção à situação económica da diocese. Todos sabemos que vêm diminuindo as receitas e as respostas, e vêm aumentando as despesas. A diocese está numa situação difícil e é importante que se deite a mão à situação económica.” É neste contexto que o padre Lino Maia, presidente da CNIS, defende o agendamento a curto prazo de um sínodo diocesano. A entrada solene de D. António dos Santos na Diocese está agendada para o próximo domingo.


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Governo anuncia investimentos de 6 mil milhões de euros O ministro da Economia anunciou, também, que a fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal (EP) vai avançar ainda este mês para estar em execução no segundo semestre do ano. O plano estratégico para as infra-estruturas prioritárias conta com 59 projectos prioritários, que se concentram, sobretudo, nos sectores marítimo e ferroviário, e representam um investimento de 6.067 milhões de euros. O anúncio foi feito, após Conselho de Ministros desta quinta-feira, pelo ministro da Economia, Pires de Lima, que apontou o prazo de oito anos para a concretização dos investimentos. Quase metade do valor a investir será financiado por fundos comunitários. "É um plano ambicioso, mas 6.067 milhões de euros por oito anos mostra também critério e prudência", disse Pires de Lima. O ministro da Economia explicou que "ao nível portuário, apesar do bom desempenho do secto", a capacidade total nos cinco maiores portos portugueses é de "2,2 milhões de TEU’s [contentores], que é menos de metade de um só grande porto espanhol, como Valência ou Algeciras”. “Também ao nível da ferrovia penso que é facilmente compreensível a necessidade de investimento em Portugal, não só nas ligações internacionais, mas também no sentido de modernizar algumas infraestruturas mais de serviço nacional”, salientou ainda Lima. Na apresentação do plano, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, disse que o sector da ferrovia é importante "do ponto de vista estratégico, ambiental e de sustentabilidade do país, vai ter um peso de 44% do total do investimento, o marítimo-portuário 25%, a rodovia 15%, o transporte passageiros 12% e o aeroportuário 4%. As prioridades estão estabelecidas num relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado (GTIEVA) que o Governo vai enviar sexta-feira para Bruxelas. Inicialmente, o relatório elaborado pelo GTIEVA definia um total de 30 projectos prioritários até 2020, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros. Corredor Interior recebe maior fatia de investimento O Governo divide o plano de obras públicas para os próximos anos em seis eixos prioritários: transportes públicos de passageiros e os corredores fachada Atlântica, internacional Norte, internacional Sul, Algarve e do Interior. A maior fatia de investimento vai para o corredor do Interior, com cerca de 2.746 milhões de euros. Destaque para a consolidação das ligações ferroviárias Porto-Aveiro- Vilar Formoso e Lisboa-Sines-SetúbalCaia. Na rodovia está previsto o fecho da malha rodoviária integrante da Rede Transeuropeia de

Transportes (RTE-T), constituída pelo Túnel do Marão, eixo do IP3 (Coimbra – Viseu) e IP5 (Vilar-Formoso – Fronteira). O segundo eixo a receber mais dinheiro é o corredor da fachada Atlântica. O objectivo é aplicar 2.435 milhões de euros. A maior parte desta verba vai para o sector marítimo-portuário, designadamente, para desenvolver os principais portos do país. Está prevista também a consolidação do corredor ferroviário Vigo-PortoLisboa e o desenvolvimentos dos aeroportos do Porto e Lisboa. Para o corredor Norte - ligação dos portos do Norte até Vilar Formoso, Túnel do Marão e a auto-estrada entre Coimbra e Viseu - estão previstos 1.765 milhões de euros, enquanto para o Sul - ligação ferroviária aos portos de Sines, Lisboa e Setúbal com ligação a Espanha e ao resto da Europa e reabilitação do IC33 - o investimento será de 840 milhões de euros. O corredor do Algarve, para onde o plano considera prioritário o desenvolvimento do aeroporto de Faro e a modernização e desenvolvimento dos portos de Portimão e Faro, terá um investimento de 131 milhões de euros. Avança fusão da Refer e Estradas de Portugal O ministro da Economia anunciou que a fusão entre a Refer, gestora da rede ferroviária nacional, e a Estradas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária, vai avançar ainda este mês para estar em execução no segundo semestre do ano. "A nossa ideia é avançar com este projecto em termos de decisão já no mês de Abril, para estar em modo de execução ao longo do segundo semestre de 2014 e com impacto claro em 2015", disse Pires de Lima. O ministro considerou que "a racionalidade do projecto é obvia, tanto do ponto de vista estratégico", como do "ponto de vista da racionalidade económica" e referiu a eficiência dos modelos europeus semelhantes. "Feito o diagnóstico e o estudo, não há vantagem nenhuma em prolongar o tempo da decisão, esta decisão está tomada e assumida pelo Ministério da Economia", concluiu Pires de Lima. Numa primeira reacção, o PS desconhece estudos que fundamentem a fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal e receia que se esteja perante "uma tentativa pouca preparada" de o Governo mexer numa área tão sensível como a dos transportes. Em declarações à Agência Lusa, o dirigente socialista Eurico Brilhante Dias disse que "o PS não conhece estudos que fundamentem as vantagens de fundir essas duas instituições, que trabalham em áreas muito diferenciadas e que têm volumes de trabalho e de operação tão significativos que uma fusão para ser feita tem de se mostrar que traz vantagens económicas".


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FRANCISCO SARSFIELD CABRAL

Totalitarismo na Venezuela Saúde-se a coragem dos bispos venezuelanos, que põem em causa o perfil democrático do governo de Maduro, denunciando a sua tendência totalitária.

Gondomar foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção. O homem, com 51 anos, foi detido em flagrante delito quando pedia contrapartidas financeiras para facilitar um processo de licenciamento. A Polícia Judiciária acredita que seja apenas mais um caso entre vários que envolvem o mesmo funcionário da autarquia de Gondomar.

Portugal vai ajudar a formar clínicos moçambicanos Empresas portuguesas ligadas à área da saúde exportaram no último ano 11 milhões de euros para Moçambique, assinala o ministro da Saúde. Por Liliana Monteiro Por Francisco Sarsfield Cabral

A Conferência Episcopal da Venezuela não teve papas na língua: acusou Nicolás Maduro e o seu partido no poder de actos de violência na repressão a manifestações (algo que alguns jornalistas puderam demonstrar através de filmagens a partir de aviões não tripulados). Os bispos da Venezuela condenam a violência, venha ela de onde vier, mas dizem que frequentemente ela é provocada “por grupos de infiltrados com o objectivo de transviar e desacreditar os protestos”. Os bispos põem em causa o perfil democrático do governo de Maduro, denunciando a sua tendência totalitária. Saúde-se a coragem dos bispos venezuelanos. Já parece estranho que uma certa esquerda europeia, também presente em Portugal, evite qualquer crítica ao regime “chavista” e ignore a maciça violação dos direitos humanos que ali ocorre. Talvez porque apostou num novo tipo de “socialismo”, supostamente em construção na Venezuela, na Bolívia e noutros países sul-americanos. Nada de novo: durante décadas muitos intelectuais europeus acreditaram que a União Soviética era o paraíso na terra.

Fiscal da Câmara de Gondomar suspeito de corrupção Homem foi detido em flagrante delito quando pedia contrapartidas financeiras para facilitar um processo de licenciamento. Por Celso Paiva Sol

Um fiscal da área do urbanismo da Câmara de

Portugal vai ajudar a formar profissionais de saúde vindos de Moçambique. Para isso, foram assinados esta quinta-feira, em Lisboa, cinco protocolos de cooperação em áreas fundamentais. O ministro da saúde de Moçambique, Alexandre Manguele, disse em conferência de imprensa que um primeiro grupo de médicos moçambicanos vai receber formação em Portugal, durante um período de seis meses, e “outros quadros se seguirão”. “Outra preocupação que temos é na área da neonatologia. Precisamos de melhorar a qualidade do nosso atendimento neste domínio. Há um passo que o país se prepara para dar no domínio do combate ao cancro. O país está a fazer um esforço para colocar à disposição dos moçambicanos a possibilidade de poder fazer a radioterapia no país. Existe treinamento para estes aparelhos”, refere Alexandre Manguele. Os Ministérios da Saúde de Portugal e Moçambique assinaram protocolos de cooperação em áreas como a transferência de doentes, inspecção, farmácia, medicamentos e emergência médica. Na conferência de imprensa, o ministro português Paulo Macedo destacou que as empresas nacionais ligadas à área da saúde exportaram no último ano 11 milhões de euros para Moçambique e há cada vez mais empresas interessadas no país. “As exportações na área da saúde ultrapassaram mais de mil milhões de euros. Para Moçambique exportámos 11 milhões de euros, cerca de apenas 1% do nosso total, portanto, as nossas empresas têm a obrigação de ser mais competitivas, de mostrar mais a sua valia e penso que isso terá uma boa receptividade por parte de Moçambique”, sublinhou Paulo Macedo. Além de visitas a várias unidades de saúde, o ministro moçambicano Alexandre Manguele encontrou-se também com empresários portugueses e disse que o interesse no seu país é crescente.


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LISBOA

Museus de portas abertas e espectáculos noite fora no Belém Art Fest Fado no Museu dos Coches, rock no Claustro dos Jerónimos e várias propostas de dança e música, além de workshops, preenchem o programa do festival. Os museus da zona de Belém, em Lisboa, vão estar de portas abertas noite fora com espectáculo de música e dança. Até sábado, a terceira edição do “Belém Art Fest” vai dinamizar espaços como o Mosteiro dos Jerónimos e os Museus de Arqueologia, dos Coches. “Vamos ter concertos em todos os museus, espectáculos de dança nos intervalos, workshops de fotografia, exibição de curtas-metragens e teremos oportunidade de espreitar os museus à noite, entre as 20h00 e as 4h00”, refere à Renascença Tiago Martins, da organização. No Museu dos Coches vai ouvir-se fado, no Claustro dos Jerónimos a música será rock e entre os cabeçasde-cartaz consta ainda Walter Benjamin e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. O Belem Art Fest arranca esta sexta-feira à noite. Os bilhetes custam entre 12 e 16 euros, consoante seja para entrada em todos os espaços num dia ou nos dois dias.

Apoio ao casamento tradicional custa emprego a CEO da Mozilla Brendan Eich não resistiu a uma semana e meia de pressão e boicotes. No centro da polémica está o seu apoio ao conceito tradicional de casamento. O CEO da Mozilla, Brendan Eich, apresentou a sua demissão na quinta-feira depois de menos de duas semanas no cargo. Eich acabou por sucumbir à pressão que se seguiu à revelação de que em 2008 ele doou 1.000 dólares, cerca de 730 euros à taxa de câmbio actual, à campanha a favor do “Proposition 8”, uma emenda constitucional na Califórnia para definir o casamento como sendo exclusivamente entre um homem e uma mulher. Esta oposição de Eich à alteração do conceito tradicional de casamento para incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo conduziu a uma onda de

críticas nas redes sociais, incluindo por parte de funcionários da Mozilla. Um site de encontros on-line optou mesmo por impedir o acesso a utilizadores da Firefox, o browser da Mozilla, devido às posições sociais e políticas de Eich. Horas depois de Eich ter sido pressionado a demitir-se por causa das suas opiniões, a Mozilla publicou um comunicado a pedir desculpa aos seus críticos por não ter agido mais cedo e a dizer que a cultura organizacional da empresa “reflecte diversidade e inclusão. Aceitamos contribuições de toda a gente, independentemente da idade, cultura, etnia, género, identidade de género, língua, raça, orientação sexual, localização geográfica e convicções religiosas”. Ao longo dos úlitmos meses, sobretudo desde uma decisão do supremo tribunal que considerou inconstitucional a lei federal que impedia o Governo de reconhecer os casamentos homossexuais celebrados em diferentes Estados, tem havido diversos incidentes de pessoas a perder o emprego por expressar a sua oposição ao casamento entre homossexuais, bem como casos de pessoas multadas ou obrigadas a fechar os seus negócios por se recusarem a prestar serviços nessas celebrações. FORA DA CAIXA

Vitorino acusa Bruxelas de cegueira face à pobreza em Portugal O ex-comissário europeu debateu as consequências sociais da crise na Zona Euro com Pedro Santana Lopes no programa “Fora da Caixa”. O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa diz que ainda há tempo de incluir uma agenda social no programa de ajustamento. Por José Pedro Frazão

AJUDAS PARA AGRICULTORES

Portugal tem que devolver 12,56 milhões a Bruxelas A maior parcela deve-se ao incumprimento do conjunto de condições de base por agricultores que beneficiam de pagamentos directos. Portugal tem que devolver a Bruxelas 12,56 milhões de euros de ajudas indevidamente usadas no sector da


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Segunda-feira, 11/11/2013

Agricultura, principalmente por incumprimento de regras de condicionalidade, divulgou esta sexta-feira a Comissão Europeia. A maior parcela, de 12,04 milhões de euros, da verba que Portugal terá que devolver à Comissão Europeia tem que ver com o incumprimento da condicionalidade, que é conjunto de condições de base por agricultores que beneficiam de pagamentos directos. Lisboa terá ainda que enviar para os cofres comunitários 0,62 milhões de euros, relativos restituições às exportações, um mecanismo de compensação financeira que visa permitir aos operadores económicos comunitários escoar os seus produtos para países fora da UE. A multa a Portugal inclui 3,90 milhões por "prémios animais", devido a controlos locais insuficientes e por pagamentos a animais não identificados. Bruxelas irá reaver um total de 315 milhões de euros de 11 Estados-membros, cabendo à França a maior multa, no valor global de 289,77.

RALI DE PORTUGAL

Ogier lidera por um fio Ao fim de quatro classificativas, os seus primeiros do Rali de Portugal estão separados por menos de dez segundos.

FÓRMULA 1

Mercedes alarga domínio no Bahrain Hamilton e Rosberg foram os mais rápidos na primeira sessão de treinos livres.

Os motores Mercedes continuam a reinar no arranque de temporada da Fórmula 1. O domínio foi, uma vez mais, visível, no Bahrain. Entre os dez melhores da primeira sessão de treinos livres, seis carros estavam equipados com motor da casa germânica. Apenas os dois Williams ficaram para trás, com Massa a conseguir o 11º melhor tempo e Felipe Nasr, brasileiro que é piloto de reserva, a estrear-se na F1, com a 13ª marca. Lewis Hamilton foi o mais rápido da sessão, ao rodar em 1:37.502. Rosberg ficou a 0.231 segundos. Só Alonso conseguiu acompanhar os Mercedes no segundo 37, gastando mais de 0.451s que Hamilton. O campeão do mundo Sebastian Vettel fez o décimo tempo, a 1.887s do britânico.

Sebastien Ogier segura a liderança do Rali de Portugal, por uma magríssima margem de 0.4 segundos de diferença para o seu companheiro de equipa na Volkswagen, Jari-Matti Latvala, quando estão cumpridas quatro especiais. Os Ford, de Hirvonen e Otto Tanak, seguem os carros germânicos, com 2.3 e 5.5 segundos de desvantagem, respectivamente. A andar muito bem está Dani Sordo. Apoiado pelos milhares de espanhóis que atravessaram a fronteira, o piloto tem o Hyundai a rodar no quinto posto, a 8.9 segundos do líder. Sordo foi o mais rápido nas primeiras passagens por Silver e Ourique, chegou a liderar, mas perdeu a vantagem nos 26.4km de especial, em Almodôvar. Para a história fica a primeira vitória da Hyundai numa classificativa do WRC. Ainda na luta dos da frente, Mads Ostbeg está no sexto lugar, a nove segundos de Ogier. O norueguês é o melhor dos Citroen. Esta tarde, os pilotos repetem as passagens da manhã, por Silves, Ourique e Almodôvar.

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04.04.14 - edição 2  
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