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EDIÇÃO PDF Directora Graça Franco

Terça-feira, 29-04-2014 Edição às 08h30

Editor Raul Santos

Governo apresenta estratégia orçamental hoje "FALAR CLARO"

Sarmento diz que "alguns militares de Abril" estão "fora de prazo" Câmara de Braga desconhecia estado do muro que matou três alunos

Candidatos a suceder a Barroso em debate na Renascença

Um poeta é Deputados devem Águas mil alguém que ensina votar "barrigas de a ver aluguer" em Maio

Portugueses inventam forma de detectar cancro da mama sem biópsia

Português sequestrado há quase três semanas em Moçambique

Aumentam as queixas por causa dos buracos na estrada


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Governo apresenta estratégia orçamental hoje O DEO é um documento que o Governo apresenta anualmente, em Abril, com as suas perspectivas para os anos seguintes. Este ano, servirá para traçar a sua estratégia orçamental até 2018. O Documento de Estratégia Orçamental (DEO), aprovado ontem em Conselho de Ministros, será apresentado publicamente hoje, disse à agência Lusa fonte governamental. Ao início da tarde de segunda-feira, fonte do Governo admitia que o documento ainda fosse apresentado ontem, mas as alterações introduzidas e a complexidade do DEO fizeram com que não fosse possível apresentá-l em tempo útil, precisou a mesma fonte. Também a impossibilidade de a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, desmarcar a agenda relacionada com a presença dos elementos da "troika" que estão em Portugal no âmbito da 12ª avaliação fizeram com que o Governo decidisse adiar a apresentação do DEO, acrescentou. O DEO é um documento que o Governo apresenta anualmente, em Abril, com as suas perspectivas para os anos seguintes. Este ano, servirá para traçar a sua estratégia orçamental até 2018. O documento deste ano deverá conter as medidas de consolidação orçamental para 2015, que totalizam cortes de 1.400 milhões de euros para o próximo ano, segundo já adiantou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

Deputados devem votar "barrigas de aluguer" em Maio Projectos em cima da mesa “apenas é admitida a gestação de substituição a título excepcional e gratuitamente". Por Susana Madureira Martins

A legalização das "barrigas de aluguer" deverá ser votada em Maio, avança à Renascença a deputada do PSD Ângela Guerra. Esta terça-feira, realiza-se aquela que deverá ser a última reunião do grupo de trabalho que está a analisar os projectos de lei do PSD e do PS. Desde Janeiro de 2012 que a questão está a ser estudada pelos grupos parlamentares. A complexidade da matéria e os sucessivos pedidos de pareceres têm sido dados como justificação para o arrastar de todo o processo legislativo.

Em entrevista à Renascença, a deputada do PSD Ângela Guerra admite que até Maio ou no máximo até Junho se realize a votação final global, em sessão plenária. Para esta terça-feira, o grupo de trabalho reserva a análise de alguns pontos que ainda não estão completamente consensualizados, que se prendem com os beneficiários e questões técnicas e médicas. Ângela Guerra explica que os deputado vão analisar um parecer pedido ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, sobre “dúvidas a partir de que momento é que a mulher, quando começa a iniciar os tratamentos de fertilidade, efectivamente se pode considerar que ela já iniciou o tratamento de procriação medicamente assistida”. O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida respondeu aos deputados que “é considerado para efeitos de tratamento médico de procriação medicamente assistida quando a mulher inicia o tratamento e começa a tomar a medicação para induzir o estímulo ovárico”, adianta a deputada do PSD. Ângela Guerra sublinha que, nos projectos de lei do PSD e do PS, “apenas é admitida a gestação de substituição a título excepcional e gratuitamente, quando a mulher não tenha útero ou em caso de lesão ou de doença grave desse órgão que impeça de forma absoluta e definitiva a gravidez da mulher”. Quem violar esta determinação e receber dinheiro para ser “barriga de aluguer” ou pagar para ter um bebé vai incorrer num crime. “As molduras penais têm a ver com quem pratica o acto e com quem permite que o acto seja praticado ou que induz que alguém o pratique gratuitamente ou onerosamente. Mas as molduras penais que estamos a prever têm a ver com o facto de, quando há um envolvimento oneroso, haja punição superior”, sublinha a deputado do PSD. Sobre a designação a utilizar nos projectos de lei “ficou quase determinado que será gestação de substituição”, explica Ângela Guerra nesta entrevista à Renascença. "FALAR CLARO"

Sarmento diz que "alguns militares de Abril" estão "fora de prazo" “Alguns militares estiveram para as celebrações do 25 de Abril como Mário Soares tem estado no comentário político: fora de prazo”, criticou o antigo ministro do PSD. Nuno Morias Sarmento defendeu, ontem, no programa “Falar Claro”, da Renascença, que os militares não devem não devem fazer política, acusando alguns de terem mostrado, nas celebrações do 25 de Abril, que se encontram “fora de prazo”. “Alguns militares estiveram para as celebrações do 25


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de Abril como Mário Soares tem estado no comentário político: fora de prazo”, criticou o antigo ministro do PSD. Para Sarmento, os capitães não deviam ter exigido discursar na Assembleia da República, muito menos para ir dizer que o Governo já devia ter caído, como fez Vasco Lourenço na intervenção que fez no Largo do Carmo. José Vera Jardim tem uma visão diferente. O antigo ministro do PS considera que uma data tão marcante como os 40 anos do 25 de Abril foi uma oportunidade perdida para os capitães irem ao Parlamento e diz compreender que os militares queiram expressar descontentamento. “Você exerceu um cargo, fez uma reforma, saiu do cargo e depois viu a sua reforma totalmente estropiada por um conjunto de intervenções posteriores, que não vão no sentido daquilo que você pretendia. Naturalmente, não se coibirá de dizer ‘não era isto que eu tinha em vista, tinha em vista uma coisa bem diferente”, sustentou Vera Jardim. Morais Sarmento defendeu ainda a tese de que os militares que fizeram o 25 de Abril não tinham uma visão para o país, pelo que não há qualquer visão traída: “Os militares, a quem devemos a democracia e a liberdade que hoje gozamos, não tinham nem anunciaram na altura ao país 'raio de visão nenhuma' que pudesse ser traída”. "Discursos chochos" Sobre a cerimónia oficial das comemorações, no Parlamento, Morais Sarmento considera que tantos os discursos dos partidos como o do Presidente da República “foram chochos”. “Não vi nenhum discurso que eu vá recordar. Politicamente, acho que aquilo foi tudo paroquial. Não vi nada que rompesse, que me apontasse futuro, que surpreendesse, que me desse esperança, que me desse ânimo, que me pusesse a pensar”,disse o antigo ministro. Já Vera Jardim criticou a ausência de uma referência aos capitães de Abril no discurso do Presidente da República e lamentou que Cavaco Silva se tenha referido às Forças armadas, “que, umas semanas antes [do 25 de Abril], foram prestar vassalagem ao professor Marcelo Caetano”.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.

Um poeta é alguém que ensina a ver José Tolentino Mendonça escreve sobre Vasco Graça Moura.

Todas as partes da "Divina Comédia" de Dante, esse texto maior do património ocidental que, de forma absolutamente inspirada, Vasco Graça Moura verteu para a nossa língua, terminam da mesma maneira. Cada secção do inesquecível tríptico (seja o Inferno, o Purgatório ou o Paraíso) culmina com uma abertura para o grande mistério do cosmos. Depois da peregrinação pelos infundos infelizes, o poeta escreve: “E, por fim saímos, voltando a ver as estrelas”. A concluir a viagem reparadora pelo purgatório surgem os versos: “Eu regressei…/puro e disposto a elevar-me às estrelas”. E no cimo do paraíso, sela-se a viagem com palavras que tornam a evocar as estrelas, mas acrescentando-se agora uma referência ao astro-rei. Instala-se assim uma progressividade que joga no sentido da intensificação do motivo que subjaz a toda a itinerância descrita na "Divina Comédia": esse motivo é o amor. Se tivéssemos de explicar o que é que Dante nos ensina a contemplar não teríamos dúvidas: oferece-nos o amor, chave para a grande pergunta que somos, “o amor que move o sol e as outras estrelas”. O que é um poeta na terra? É alguém que ensina a ver. Alguém que não se conforma que o olhar dos homens fique capturado pelo breu, pela desesperança ou pelo medo. É alguém que nos infernos e purgatórios da história rasga saídas criativas, fendas para olhar mais longe, miradouros debruçados sobre um futuro outro, capaz de estilhaçar a fatalidade. Claro que a matéria de trabalho de um poeta é a palavra. Mas a palavra não é só palavra: é sede, é desejo de comunicar, é mergulho na realidade para a compreender melhor, é a sabedoria de perceber que o visível é também um signo do invisível e que não se pode separar o audível do inaudível, a palavra do silêncio. Temos muito a agradecer a Vasco Graça Moura: a vastíssima erudição que ele sabia activar e colocar ao serviço; o prodigioso artesanato verbal que fez dele um grande poeta e um tradutor de vulto; a paixão civil e europeia que ele tomou como causa e combate; a defesa da cultura e da língua, irremovíveis laboratórios do nosso comum viver. Mas temos de agradecer sobretudo a Vasco Graça Moura ele ser um mestre inspirador, precisamente neste tempo em que parece


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que vivemos com menos alma e que os mestres escasseiam. José Tolentino Mendonça

Funeral de Graça Moura realiza-se às 10h00 O poeta e escrito morreu no passado Domingo, tinha 72 anos. Está marcado para as 10h00 a missa de corpo presente, na Basílica da Estrela, de Vasco Graça Moura. Segue-se o funeral para o cemitério dos Olivais onde o corpo vai ser cremado. As cinzas do poeta e escrito viajam para a cidade do Porto, de onde Graça Moura era natural. A Câmara do Porto cumpre, esta terça-feira, o segundo dia de luto municipal pelo desaparecimento daquele que considera ser “um dos grandes vultos da literatura portuguesa”. Graça Moura morreu no Domingo, aos 72 anos, vítima de cancro. O presidente do CCB teve um percurso marcante na área das letras, tendo recebido vários prémios, entre os quais o Pessoa em 1995. No entanto, Vasco Graça Moura teve também uma vida dedicada à causa pública. Era actualmente o administrador do Centro Cultural de Belém e foi um dos mentores da Expo 98 de Lisboa, entre outros cargos. A vida política levou-o até Bruxelas em 1999 onde foi eurodeputado durante 10 anos no Grupo do Partido Popular Europeu. Fez parte da comissão nacional de reeleição de Ramalho Eanes em 1980 e da comissão política da candidatura de Cavaco Silva em 95. Mais recentemente tornou-se numa das vozes mãos críticas do Acordo Ortográfico.

PRINCÍPIO E FIM. Um espaço de informação social e religiosa. Ao domingo, a partir das 23h30, com Ângela Roque.

Português sequestrado há quase três semanas em Moçambique Demora na libertação do cidadão nacional estará relacionada com a falta de meios da família para pagar o resgate.

Um cidadão português que foi raptado em Moçambique no início do mês mantém-se em cativeiro há já 18 dias. A demora na libertação deste português, de 70 anos, estará relacionada com a falta de meios da família para pagar o resgate exigido pelos raptores, adianta a agência Lusa. Fonte próxima do empresário descreve a situação vivida pelos familiares como “desesperante”. Este português foi raptado em Matola, cidade satélite da capital moçambicana, a 10 de Abril, quando um número indeterminado de homens armados o sequestrou. Em Abril outros dois raptos foram reportados em Moçambique, tendo ambos os casos culminado com a libertação das vítimas, segundo as autoridades moçambicanas.

EM NOME DA LEI. A justiça em debate com Eurico Reis e Luís Fábrica. Ao sábado, a partir das 12h, num debate conduzido por Marina Pimentel.


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Águas mil Passou-se bem este 40º aniversário da Liberdade e, por umas horas, fomos menos periféricos e menos pobres, ricos, como somos, de símbolos e de poesia.

Por Cristina Sá Carvalho

A maior parte das comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril foram interessantes e significativas, parecendo, por vezes, que atingíramos já um patamar temporal mais formal. Este empenho esteve recheado de boas peças jornalísticas e a recuperação de um amplo conjunto de alfaias memorialísticas, das quais talvez se destaquem a fotografia e a música, numa mistura de medo e alegria, e medo de perder a alegria, que são tão genuinamente portugueses e, por isso, facilmente assumem uma tonalidade religiosa, litúrgica. Talvez se deva ao sofrimento e à desesperança que a sociedade portuguesa carrega, nas quais a dependência de estranhos não é a menor carga, o que justifica aos credores o patente receio de nos deixarem, brevemente, à solta, uma vez terminado o socorro financeiro. E não é um problema de partidos nem de eleições, é apenas o mesmo ser português de 1640, 1974 ou em 2014. Mas quarenta anos já são alguma coisa, afinal, e outra vez, melhor vividos no Carmo do que no Parlamento, aquele medo ao discurso inflamado e esquerdófilo dos "Capitães" uma coisa somítica e inestética. Tempo, pois, para a recordar o início da década de setenta, que senti vivamente marcado pelo generalizado cinismo da sociedade portuguesa face à guerra do Ultramar, aqueles lentos dias das comissões em África como uma mistura angustiada de soldados a mandar prosperidades pela televisão, o papel azul, finíssimo, do aerograma militar em que os pais distantes nos escreviam pedidos terrivelmente formais de bom comportamento, as brevíssimas reportagens com o "staff" de Spínola a subir e a descer de helicópteros nas clareiras da Guiné, os roncos metálicos das escutas no telefone e o discurso das famílias que não queriam perder o Ultramar do último dos Impérios nem mandar os filhos para a guerra e com isso achavam que tinham autoridade para julgar que entre os militares se vivia uma situação de privilégio: se estavam na Metrópole, era excelente porque estavam em paz, se estavam a combater na guerra, também era muito bom porque ganhavam mais. A diplomacia militar libertou-me, um pouco mais cedo,

de tudo isto, mas nunca se me apagou totalmente o cinzento daqueles anos de infância afligida e a impressão de que o 25 de abril queria apenas terminar com este estado de coisas, sem pensar no 26 nem no que viria a seguir, a queda do regime uma necessidade intermédia, a descolonização uma consequência arrogada por outros. Das intensões bélicas dos espanhóis já se sabe alguma coisa, os americanos revelam telegramas e reconstroem a sua própria versão, é enternecedor que a imprensa francesa ainda faça primeira página com o viço dos cravos que se sagraram como o signo maior de um ciclo que a ciência política aclamaria como as transições para a democracia na Europa do sul, um fenómeno popular que, ao arrepio das vantagens económicas, é inteiramente europeu, e culminou com a entrada dos três países no «mundo civilizado» da Comunidade Europeia. Passou-se bem este 40º aniversário da Liberdade e, por umas horas, fomos menos periféricos e menos pobres, ricos, como somos, de símbolos e de poesia. Mas julgo que entre as letras e a política alguns nomes foram escassamente pronunciados e mereciam um relevo mais generoso: desde logo, a própria Junta de Salvação Nacional, na diversa complexidade das histórias, pertenças, pretensões e posições dos seus membros; Melo Antunes, que sabia pensar e antecipar; e Sá Carneiro, cuja vida curta na democracia portuguesa lhe imprimiu um cosmopolitismo interessante e equilibrou providencialmente o ego de Soares, assim disponível para controlar Cunhal; D. António Ribeiro, esse lúcido e corajoso bispo. E muitos outros personagens, que agora parecem secundários, e que das janelas acalmaram manifestações ou dos bastidores criaram uma coesão insuspeita. Muita água passou, entretanto, sob as pontes que nos ligam as margens e as diferenças, grande é o trabalho que tem pela frente a investigação histórica. Entretanto, é bom ser este povo.

Forças Armadas surpreendidas com possível mudança para os Camarões Por Ana Rodrigues

As Forças Armadas Portuguesas ficaram surpreendidas com a alteração de planos da missão europeia na República Centro-Africana. Em vez do Gabão, os militares europeus deverão ficar baseados nos Camarões. Segundo fontes oficiais das Forças Armadas, este é um volte-face totalmente inesperado, que vem trazer mais dificuldades às muitas que a esquadra da Força Aérea envolvida na missão já enfrenta no dia-a-dia. Portugal participa na missão com um avião C-130 e com cerca de 50 militares. A missão de um mês vai custar 2,5 milhões de euros. Questionado esta segunda-feira pelos jornalistas durante uma visita à base aérea do Montijo, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco não confirmou a


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mudança de planos por parte da força europeia de reacção rápida (UEFOR).

submarinos para a África do Sul, Grécia, Egipto, Turquia e Portugal.

Público alemão desconhece "corrupção maciça" na venda de submarinos

Candidatos a suceder a Barroso em debate na Renascença

Jornalista António Cascais, autor de uma reportagem transmitida pela televisão pública alemã, considera que até o julgamento do caso na Alemanha foi feito à medida.

Saiba quem são e o que defendem os candidatos a presidente da Comissão Europeia. Um debate para ouvir na antena da Renascença e que pode acompanhar em vídeo no site.

Por Sandra Afonso

As autoridades alemãs ocultam do público as suspeitas de corrupção na indústria dos submarinos, afirma o jornalista António Cascais, autor de uma reportagem transmitida esta segunda-feira pela televisão pública alemã. Os casos e as investigações vão-se acumulando fora da Alemanha, país que detém 60% do comércio mundial da venda de submarinos, negócios milionários envolvidos em "corrupção maciça", denuncia António Cascais. A história não é estranha ao público português, onde está em investigação a compra de dois submarinos a um consórcio alemão, mas por terras de Angela Merkel tudo tem sido abafado, revela António Cascais. “Para o público alemão tudo é novo, ninguém sabe com que métodos os submarinos alemães são vendidos em todo o mundo. É uma grande história de êxito para os alemães, mas os alemães não sabem que por trás desse êxito estão ocorrências de corrupção maciças. Toda a documentação era secreta.” O jornalista português diz ainda que até o julgamento feito na Alemanha foi feito à medida. “A Alemanha esteve interessada em fazer uma espécie de julgamento rápido às empresas que praticaram a corrupção, porque as pessoas que foram condenadas na Alemanha não poderão ser condenadas em Portugal, porque já foram condenadas na Alemanha. Eu diria que foi cozinhada uma espécie de sentença relativamente branda, os managers da Ferrostal que foram condenados na Alemanha não foram para a prisão, receberam uma pena suspensa, e a empresa pagou uma multa em dimensões relativamente fáceis de pagar”, afirma António Cascais. Os detalhes da sentença foram ocultados da imprensa, com a conivência das autoridades, “para proteger os malfeitores”, sublinha o autor do documentário. António Cascais acrescenta que esta é apenas a ponta do icebergue, “há imensos casos do género”. Os submarinos não foram vendidos só pela sua alta qualidade, “mas sim porque houve sempre corrupção maciça por trás desses negócios”. O jornalista dá o exemplo de contratos de venda de

Da esquerda para a direita: Jean-Claude Juncker, Martin Schulz, Guy Verhofstadt, Ska Keller e Alexis Tsipras Por Daniel Rosário, em Bruxelas

Quatro dos cinco candidatos a presidente da Comissão Europeia vão revelar o que defendem para o futuro da Europa num debate emitido pela Renascença, esta terça-feira, pelas 13h30. O que pensam os candidatos sobre o desemprego, pobreza ou os limites ao défice são questões para o debate organizado no âmbito da parceria com a rede europeia de rádios Euranet. O debate começa às 13h30, na rádio e no site da Renascença através de uma emissão vídeo. Jean-Claude Juncker, Martin Schulz, Guy Verhofstadt e Ska Keller (Alexis Tsipras não participa no debate) vão responder a um painel de 15 jornalistas espalhados por várias capitais europeias, entre os quais o jornalista da Renascença Francisco Sarsfield Cabral. Os candidatos à presidência da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker – Partido Popular Europeu O ex-primeiro-ministro do Luxemburgo venceu as últimas eleições legislativas no seu país, no final de 2013, mas uma coligação dos demais partidos impediu-o de continuar no lugar que ocupava desde 1995 e que fazia dele o decano dos líderes europeus. Foi igualmente presidente do Eurogrupo durante oito anos. Apontado como o favorito nesta corrida. Martin Schulz – Partido dos Socialistas Europeus Martin Schulz é eurodeputado desde 1994. Foi líder do grupo parlamentar socialista e, fruto do habitual acordo com o PPE, ascendeu à presidência do parlamento no


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início de 2012. Proprietário de uma livraria, militou desde cedo no partido social-democrata alemão e foi eleito aos 31 anos presidente da câmara da sua cidade. É o único candidato com hipóteses reais de travar Juncker. Guy Verhofstadt – Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa O ex-primeiro-ministro da Bélgica (1999-2008) foi eleito para o Parlamento Europeu em 2009 e dirige a bancada parlamentar do seu partido, o terceiro grupo político do hemiciclo. Em 2004, era o candidato apoiado pela Alemanha e pela França à presidência da Comissão Europeia, mas viu o Reino Unido bloquearlhe o caminho e o lugar acabou por ser ocupado por Durão Barroso. Ska Keller – Verdes A alemã Ska Keller vai ser a face dos ecologistas europeus neste debate, apesar de o partido ter escolhido dois candidatos para o lugar (o outro é o francês José Bové, o segundo mais votado no processo eleitoral directo e aberto organizado pelo partido). Além de ser a única mulher na corrida, Keller, de 32 anos, é a mais nova de todos os candidatos. Nascida na ex-RDA, é eurodeputada desde 2009. Alexis Tsipras – Partido da Esquerda Europeia O líder da Syriza, a coligação da esquerda radical grega, é o rosto dos protestos contra a austeridade no Sul da Europa. O seu partido lidera em todas as sondagens para as eleições europeias e legislativas. Como se elege o presidente da Comissão Europeia? A eleição do Presidente da Comissão Europeia obedece a vários passos que arrancam com as eleições ao Parlamento Europeu. Com base nos resultados eleitorais, o Conselho Europeu (composto pelos chefes de Estado e de Governo dos membros da União Europeia) escolhe o nome do candidato. Esse nome é depois sujeito à apreciação do Parlamento Europeu através de uma votação. Para ser confirmado como novo presidente, o candidato tem de ser eleito por maioria, ou seja, tem de receber o voto favorável de 376 dos 751 eurodeputados constituem o Parlamento Europeu. De acordo com o Tratado de Lisboa, caso o candidato não obtenha a maioria necessária, o Conselho Europeu, dispõe de um mês para indicar um novo candidato. ANÁLISE

Porque é que as eleições europeias são importantes?

capaz de prender a atenção dos ouvintes ou espectadores do princípio até ao fim. O facto de os candidatos terem que se exprimir num idioma diferente da sua língua materna roubará espontaneidade, a eventual tradução encarregar-se-á de retirar o sal a eventuais remoques mais elaborados. O mesmo em relação ao conteúdo. Os candidatos serão confrontados com temas considerados decisivos em alguns países, mas que despertam pouco ou nenhum interesse noutros. O público português seguramente quererá saber o que pensa o futuro presidente da Comissão acerca da austeridade dos últimos anos e da perspectiva do seu alívio no período pós-troika em que nos preparamos para entrar. Questão igualmente crucial em Atenas. Mas para responder os candidatos não podem esquecer que também os estarão a escutar na Alemanha, na Finlândia e na Holanda, onde os resgates foram vistos de um prisma completamente diferente. Aliás, toda esta questão é bastante indiferente para um polaco ou lituano, cuja maior preocupação actual e imediata está mais a Leste, e que quererá saber o que poderá a Europa fazer para travar o que é visto como a ameaça russa ou garantir as necessidades do seu país em termos energéticos. Os britânicos, se os houver a acompanhar a discussão, deverão estar interessados em perceber quais as vantagens para o seu país continuar a fazer parte da União, questão com que muito provavelmente serão confrontados em referendo a realizar nos próximos anos. Em França, a preocupação é dar resposta à ansiedade da população em torno da pressão migratória e do aumento do desemprego, com a qual a extrema-direita tem sabido capitalizar apoios. E de saber com que firmeza a Europa vai negociar o TTIP, o novo acordo comercial com os Estados Unidos. Quer isto dizer que, sendo assim, nem sequer vale a pena ouvir o que os candidatos têm para dizer? Antes pelo contrário. É que tão interessantes como as respostas podem ser as perguntas. Porque esta aparente fraqueza do debate em causa poderá ser igualmente uma das forças deste formato inédito. A de mostrar que, apesar de ausentes do debate público de um determinado país, algumas questões assumem uma importância existencial noutras realidades geográficas. E de mostrar com exemplo concretos que a Europa é uma realidade muito mais multifacetada do que aquilo que se possa imaginar. E que, apesar de todas as diferenças, que se mantêm e manterão, continua a construir, passo a passo, um destino comum para os países que a integram.

A Europa é uma realidade muito mais multifacetada do que aquilo que se possa imaginar. Por Daniel Rosário, em Bruxelas

Dificilmente um debate entre os candidatos à presidência da Comissão Europeia – como aquele a que a Renascença se associa esta terça-feira – se será

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


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Portugueses inventam forma de detectar cancro da mama sem biópsia O novo sistema ainda está em fase experimental mas pretende ser semelhante ao mecanismo utilizado para medir a glicose em diabéticos.

Um dos visados é Igor Sechin, o líder do gigante petrolífero Rosneft. Os EUA decidiram ainda proibir a exportação de componentes de alta tecnologia que possam contribuir para aumentar as capacidades militares russas. Os visados, tal como na decisão norte-americana, serão sobretudo pessoas próximas do Presidente russo. Também a União Europeia deverá ainda esta segundafeira endurecer as sanções impostas à Rússia pela intervenção na região ucraniana da Crimeia e no leste do país, e pela pressão sobre Kiev.

O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a desenvolver um sistema simples e portátil de detecção do cancro da mama que poderá vir a ser utilizado em centros de saúde ou consultórios médicos, sem recurso a biopsia. "Só é preciso analisar o sangue, não é preciso biopsia, é um procedimento muito simples", explica à Lusa Hendrikus Nouws, professor adjunto do ISEP e investigador responsável pelo projecto cujos resultados preliminares são apresentados terça-feira num seminário no Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto). O sistema assenta num biossensor electroquímico portátil que irá analisar uma pequena amostra de sangue do paciente e detectar a presença de substâncias (biomarcadores) associadas ao cancro da mama. A ideia do investigador é que o sistema não seja "nem muito caro, nem muito grande", à semelhança dos mecanismos utilizados para medir a glicose em diabéticos, para que seja possível descentralizar a detecção do cancro da mama dos hospitais. Nesta primeira fase, os ensaios com os biossensores foram feitos com amostras sintéticas, sendo a próxima fase a aplicação a amostras de doentes reais, para validação do sistema até ser possível a sua comercialização. Hendrikus Nouws alertou, porém, que o sistema do biossensor para detecção do cancro da mama se encontra ainda numa "fase muito inicial" e que, sendo uma "área muito sensível", faltam vários anos de testes e ensaios com amostras reais até ser validado pela própria comunidade médica.

Os visados, tal como na decisão norte-americana, serão sobretudo pessoas próximas do Presidente russo. Separatistas pró-russos controlam Kostiantynivka e ferem autarca de Kharkov Esta segunda-feira separatistas pró-russos tomaram o controlo da cidade de Kostiantynivka no Leste da Ucrânia. Na mesma região, um ataque atribuído a separatistas russos deixou ferido o presidente da câmara de Kharkov. O autarca foi atingido a tiro pelas costas quando circulava de bicicleta. Os seus guarda-costas não tiveram hipótese de reagir. Detidos continuam os sete observadores internacionais ao serviço da OSCE capturados em Slaviansk por separatistas fiéis a Moscovo. Domingo apenas um foi libertado, um cidadão sueco que sofre de diabetes.

EUA sancionam empresas e aliados de Putin

Por Daniel Rosário

Norte-americanos decidiram ainda proibir a exportação de componentes de alta tecnologia que possam contribuir para aumentar as capacidades militares russas. Os Estados Unidos decidiram impor sanções contra sete altos responsáveis russos e 17 empresas ligadas ao Presidente Vladimir Putin.

União Europeia aprova alargamento das sanções a Moscovo Congelamento de bens e proibição de obter vistos europeus abrangem mais 15 nomes russos que só serão tornados públicos na terça-feira. A União Europeia acrescentou esta segunda-feira 15 nomes à lista de pessoas abrangidas por sanções que envolvem o congelamento de bens e a proibição de obter vistos para viajar no espaço europeu. Os nomes só serão tornados públicos terça-feira, mas à semelhança dos 33 responsáveis russos já penalizados anteriormente por medidas semelhantes, trata-se de pessoas que, aos olhos da União têm responsabilidades directas nas acções das últimas semanas que ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia. Esta reacção europeia era esperada depois da reunião do G7 no fim-de-semana e perante os últimos desenvolvimentos no terreno.


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Estas são sanções do chamado nível dois e mostram que a Europa continua a não ter condições políticas para avançar para a chamada fase 3, que envolveria a implementação de sanções de carácter económico. Isto porque os "28" estão divididos na forma de lidar com Moscovo, entre quem defende uma atitude mais dura e os preconizam a manutenção do diálogo com o Kremlin, uma posição mais moderada a que não serão alheios os importantes laços económicos que a Rússia mantém com várias potências europeias, nomeadamente a Alemanha. Também os Estados Unidos anunciaram o reforço das sanções contra a Rússia. Passam a ser abrangidos mais sete altos responsáveis russos e 17 empresas ligadas ao Presidente Vladimir Putin. Entretanto, eparatistas pró-Russos são acusados de rebentar granadas atordoantes numa manifestação pacífica que juntou cerca de duas mil pessoas, esta tarde, na cidade ucraniana de Donetsk. Há indicação de pelo menos, cinco feridos, segundo a agência Reuters.

FRANCISCO SARSFIELD CABRAL

Um sarilho europeu O problema está em saber como avançar na integração quando esta tem cada vez menos apoio popular na UE, levando à subida nas sondagens dos políticos anti-europeístas.

Por Francisco Sarsfield Cabral

Em 1979 realizaram-se as primeiras eleições por sufrágio directo e universal para o Parlamento Europeu (PE); até aí os deputados europeus eram escolhidos pelos parlamentos nacionais. De 1979 para cá os poderes do PE foram reforçados; no entanto, as eleições directas dos seus deputados registaram um nível sempre crescente de abstenção. A possibilidade de essa tendência ser travada nas próximas eleições para o PE tem a ver, paradoxalmente, com a maior força que agora têm os partidos ditos eurocépticos num grande número de Estados membros da UE. Esses partidos põem em causa a integração europeia, pelo menos nos moldes em que ela se processou nas últimas décadas. Também os europeístas advogam mudanças na UE, mas de sinal contrário. Dizem eles ser indispensável um salto em frente na integração europeia, seja para dar solidez ao euro, seja para espevitar um crescimento

económico agora anémico na Europa. O problema está em saber como avançar na integração quando esta tem cada vez menos apoio popular na UE, levando à subida nas sondagens dos políticos anti-europeístas.

Mogadouro assegura transporte a doentes oncológicos No concelho, existem várias pessoas com graves problemas de saúde que não conseguem pagar as deslocações, devido ao preço dos transportes e às longas distâncias. Por Olímpia Mairos

A Câmara de Mogadouro vai assegurar transporte gratuito aos doentes oncológicos que sejam obrigados a deslocar-se ao Instituto Português de Oncologia, no Porto, ou a outros hospitais, e não tenham capacidade económica para o fazer. "Apesar de não ser uma competência da autarquia, deve o município assumir a resolução deste problema, uma vez que está em causa o direito aos cuidados de saúde", disse à Renascença a vereadora da Acção Social da autarquia de Mogadouro, Joana Silva. A autarquia identificou várias pessoas com graves problemas de saúde, não só do foro oncológico, que não conseguem pagar as deslocações, devido ao preço dos transporte e às longas distâncias que separam Mogadouro do Porto ou de outras cidades, onde se realizam este tipo de tratamentos. Joana Silva sublinha que "o custo do transporte de ambulância ronda os 200 euros, o que não é comportável para quem recebe o ordenado mínimo ou tem reformas baixas”, lembrando que “nos transportes públicos as viagens duram mais de quatro horas e as pessoas são obrigadas a sair de casa muito cedo o que não é bom para pessoas debilitadas". No sentido de ajudar a minimizar "o sofrimento" dos doentes e das suas famílias, a autarquia vai assegurar o transporte gratuito e organizar as viagens mediante marcação prévia, para rentabilizar o serviço e para chegar a um maior número de doentes.

Um morto e dois feridos em acidente com ambulância Desastre no concelho de Viseu envolveu três viaturas. Uma mulher morreu e dois bombeiros ficaram feridos na sequência de uma colisão que envolveu dois ligeiros e uma ambulância, esta segunda-feira à tarde, no concelho de Viseu, avança fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu. "A colisão de dois veículos ligeiros com uma


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ambulância dos Bombeiros Voluntários de Tondela" ocorreu às 17h41, na recta de Loureiro de Silgueiros, no concelho de Viseu, disse à agência Lusa fonte do CDOS. "Do acidente, resultou uma vítima mortal, a civil que estava a ser transportada na ambulância", esclareceu. Já os dois bombeiros "são feridos ligeiros", que foram transportados para o Centro Hospitalar Tondela - Viseu. Segundo informação da GNR de Viseu, às 18h00, o trânsito encontrava-se cortado nos dois sentidos.

Câmara de Braga desconhecia estado do muro que matou três alunos Autarquia esclarece que a estrutura era de uso particular e não precisava de licenciamento camarário, pelo que não se encontrava ilegal. Por Isabel Pacheco

A Câmara de Braga garante que desconhecia o estado da estrutura que ruiu na passada quarta-feira e que provocou a morte a três estudantes da Universidade do Minho. O único alerta chegou através de uma carta, em 2010, mas não foi relativo à "peça de mobiliário urbano" que sustentava caixas de correio, mas a um muro junto ao local do acidente, explicou esta segunda-feira o autarca Ricardo Rio. “Todas estas comunicações, esta fiscalização e este despacho não incidem sobre a estrutura que ruiu agora, mas sobre um muro adjacente que esteve, de facto, fissurado, e que foi devidamente reparado pelo próprio condomínio”, disse o presidente da Câmara de Braga. Ricardo Rio mantém o que disse na noite do acidente: “quer na vigência do actual executivo, quer em momento anterior, nunca a Câmara Municipal tinha sido alertada para qualquer risco de queda da estrutura que albergava as caixas de correio que agora desabou tragicamente”. A autarquia de Braga esclarece ainda que a estrutura que caiu era de uso particular e não carecia de licenciamento camarário, pelo que não se encontrava ilegal. Três estudantes morreram e quatro ficaram feridos em resultado da queda de uma estrutura, na passada quarta-feira, nas imediações da Universidade do Minho, em Braga. O acidente aconteceu durante uma “brincadeira” entre dois grupos de alunos durante uma “actividade de praxe”, confirmou a representante dos alunos da Universidade do Minho.

Aumentam as queixas por causa dos buracos na estrada DECO explica o que devem fazer os automobilistas em caso de acidente rodoviário ou danos na viatura. Por Liliana Monteiro e Júlio Almeida

O Inverno chuvoso provocou centenas de buracos nas estradas de Lisboa. A DECO recebeu até agora mais de 50 queixas de automobilistas por danos relacionados com viaturas danificadas, mais do que em todo do ano passado. Os automobilistas e os taxistas queixam-se e dizem que a condução na capital se tornou num “zig zag” constante. Duarte Cordeiro, vereador da higiene urbana e estruturas de proximidade, reconhece que o mau tempo danificou muito as estradas. A Câmara de Lisboa diz que já gastou desde o início do ano cerca de meio milhão de euros a tapar buracos e em repavimentações. Em declarações à Renascença, Duarte Cordeiro dá o exemplo da Rua Prior do Crato, Avenida das Forças Armadas, Rua do Arsenal e Travessa do Forno aos Anjos. “Estamos a falar de uma cidade que tem 1.800 quilómetros de extensão, cujas vias são muito antigas e quando existe mau tempo torna-se mais difícil, porque aparecem mais situações e, também, quando procuramos fazer este tipo intervenção, elas por vezes duram menos tempo”, diz o vereador. O que devem fazer os automobilistas Na DECO têm chovido queixas. Só nos primeiros quatro meses do ano foram feitas mais de 50 reclamações, um número superior ao registado em todo o ano de 2013. Ana Sofia Ferreira, jurista da DECO, explica que, quem sofrer um acidente rodoviário ou danos na viatura por causa de um buraco na estrada, deve chamar a Polícia ao local para fazer um auto da ocorrência e documentar o processo com fotografias e orçamentos da reparação. “É muito importante este auto da Polícia, uma vez que, muitas vezes, as câmaras municipais recusam avaliar a situação tendo em conta que não existe qualquer prova de que o dano reclamado pelo consumidor existe derivado a determinado buraco”, sublinha Ana Sofia Ferreira. O vereador Duarte Cordeiro revela que este ano chegaram à autarquia, pelo menos, 14 pedidos de indemnização. Certo é que, segundo apurou a Renascença, são muitos os casos que só são resolvidos em tribunal. "Aveiro é a capital dos buracos" Em Aveiro, 15 milhões de euros é o orçamento estimado pela Câmara para tapar os buracos, que são uma dor de cabeça em todo o município. Quase metade das estradas de Aveiro sob jurisdição municipal encontram-se em “estado sofrível e mau”, de acordo com um levantamento feito pela autarquia.


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Na zona do Crasto, o pavimento há muito que desapareceu, deixando ficar autênticas crateras, armadilhas para os automobilistas que arriscam ou desconhecem o estado de degradação. A rua que serve as residências da Universidade de Aveiro tem fama de ser a pior do concelho, diz Lucida Silva, moradora na zona, que continua à espera que o presidente da Câmara, Ribau Esteves, cumpra a promessa de repor a estrada. Augusto Dias, taxista, confirma que por vezes são recusados serviços para aquela zona por causa do mau estado das estradas. “É a capital dos buracos, estão em muito em muito más condições. Muitas vezes temos de ir por outra zona, cobrando mais aos passageiros, porque não há a possibilidade de entrar nas estradas, principalmente na zona da Universidade. Crateras e tudo, as estradas estão muito fracas”, descreve Augusto Dias, que já furou um pneu e estragou uma jante do seu táxi. Quinze milhões de euros é o orçamento estimado para repavimentar as ruas em pior estado do concelho de Aveiro, em grande parte devido ao mau tempo dos últimos dois invernos. Um esforço demasiado pesado para a tesouraria municipal que obriga a tapar buracos à medida da disponibilidade financeira. Responsabilidades que levaram a Câmara suportar com indemnizações desde 2010 mais de 30 mil euros por danos na via pública.

“Querem levar tudo”. CGTP diz que Governo prepara novos cortes No final da concertação social, Arménio Carlos avisou o Executivo para não contar com os sindicatos para aquilo a que chama um “ataque” à contratação colectiva. A CGTP considera que foi feita uma declaração de guerra aos trabalhadores. No final de um encontro convocado pelo Governo, o secretário-geral da intersindical, Arménio Carlos, acusou-o de não querer, ainda este ano, aumentar o salário mínimo nacional, e denunciou ser intenção do Executivo avançar com novos cortes em várias áreas. Em declarações aos jornalistas em Lisboa, no final da tarde desta segunda-feira, o líder da CGTP avisou o Governo para não contar com os sindicatos para aquilo a que chama um “ataque” que passa pelo fim da contratação colectiva. “Se juntarmos a isto a possibilidade da caducidade da contratação colectiva - que hoje vimos aqui que as confederações patronais reclamam - [ou seja], a diminuição do número de anos para que a caducidade se verifique, então é caso para dizer: querem levar tudo”, declarou Arménio Carlos.

“Connosco não contam para descredibilizar o movimento sindical, e muito menos para reduzir ainda mais direitos e mais salários àqueles que menos têm e àqueles que menos podem. Para isso não contam connosco”, insistiu o líder sindical. O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse também no final do encontro ser prioridade do Governo dinamizar a contratação colectiva, criando regras para estimular a negociação. As confederações do patronato saíram do encontro satisfeitas com esta intenção do Executivo.

Número de pessoas que recebe RSI volta a cair Em Março, o valor médio foi de 88,95 euros por beneficiário e 213,67 por família. Número de desempregados com direito a subsídio também está em queda. O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) voltou a cair no mês de Março, situandose nas 222.510 pessoas. De acordo com os dados do Instituto de Segurança Social (ISS), mais de 1.700 deixaram de receber o RSI em comparação com o mês anterior. Em relação ao ano passado, a queda é maior. Entre Março de 2013 e o mesmo mês deste ano, quase 50 mil pessoas perderam o direito ao rendimento mínimo. Segundo os números da Segurança Social, publicados no site, o maior número de beneficiários a receber o RSI reside no distrito do Porto, seguindo-se Lisboa, Açores e Setúbal. Em Março, o valor médio por beneficiário foi de 88,95 euros e por família de 213,67 euros. O número de desempregados com direito a prestações de desemprego também está em queda. Em Março, eram cerca de 367 mil, enquanto 445 mil pessoas sem trabalho não beneficiaram deste apoio. Em Novembro do ano passado, o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, revelou que mais de metade da população portuguesa recebe uma qualquer prestação social, defendendo que o Rendimento Social de Inserção é uma prestação em contraciclo. O ministro disse na altura, no Parlamento, que entre 2011 e 2013 houve um aumento de 10 pontos percentuais no número de pessoas que recebe uma qualquer prestação social.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença. Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.


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Corte no valor das horas extra pode ser prolongado Governo admite também manter até ao final do ano a redução do valor pago pelo trabalho em dia feriado. O ministro do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, admite prolongar, até ao final do ano, a redução do valor das horas extraordinárias e do trabalho em dia feriado. Pedro Mota Soares está receptivo às “preocupações de muitos parceiros [sociais], que se queixam que o Estado tem hoje para si, para o sector empresarial do Estado, regras mais benéficas do que aquelas que os privados têm”. O ministro, que falava no final da reunião da concertação social, em Lisboa, sublinha que, nestas circunstâncias, “pode fazer sentido discutir com os parceiros sociais estabelecer regras iguais, ao longo deste ano” O prolongamento, até ao final do ano, da redução do valor das horas extraordinárias e do trabalho em dia feriado corresponde a uma reivindicação das confederações patronais, em particular da CIP – Confederação Empresarial de Portugal. Desde Agosto de 2012, altura em que o Código do Trabalho foi revisto, as horas extraordinárias ou o trabalho em dia feriado valem metade do que era pago antes dessa alteração. Esta mudança era suposto vigorar até 31 de Julho, mas o Governo admite agora prolongar até ao final do ano. Após a reunião desta segunda-feira da concertação social, o secretário-geral da CGTP disse que o Governo fez uma declaração de guerra aos trabalhadores. Arménio Carlos acusa o Executivo de não querer aumentar o salário mínimo nacional este ano e denuncia que estão em estudo novos cortes em várias áreas.

Fecho de repartições? Governo promete mais qualidade e proximidade Ministro Poiares Maduro está a preparar um novo modelo de organização dos serviços de atendimento da administração pública, mas Câmaras ainda desconhecem pormenores da reforma. O Governo considera que a discussão sobre o encerramento de metade das repartições de Finanças do país até ao final de Maio está “ultrapassada”. O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, reafirmou, esta segunda-feira, que está em preparação uma reforma mais profunda dos serviços da Administração Pública. “Essa questão está a ser abordada no âmbito de um novo modelo de organização dos serviços de atendimento da administração pública. Em boa medida, está ultrapassada por aquilo que será um novo modelo substancialmente diferente, que pretendemos com mais qualidade e mais proximidade”, disse Poiares Maduro, após uma reunião com a Associação Nacional de Municípios. O ministro afirma que o novo modelo em preparação “permite, pela sua originalidade, traduzir-se não apenas numa maior racionalidade e eficiência no funcionamento da administração pública, mas também numa administração pública de mais proximidade”. Manuel Machado, o presidente da Associação de Municípios, afirma que ainda pouco sabe sobre essa reforma. O Executivo prometeu apresentar nas próximas semanas o modelo detalhado.

Para António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal, há ideias do Governo pontos que agradam à CIP em matéria de contratação colectiva. Por seu lado, João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços, considera que a dinamização da contratação colectiva nos termos propostos pelo Executivo é bem-vinda. O ministro do Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, defendeu na reunião desta segunda-feira que, em caso de extinção de postos de trabalho, deveria ser possível suspender os contratos colectivos por mútuo acordo, por forma a salvaguardar empregos.

TERÇA A NOITE. O espaço de entrevista da Renascença. Todas as semanas, a partir das 23h, a entrevista conduzida por Raquel Abecasis.


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Há mais viaturas a circular nas antigas SCUT

Porto quer ser cidade "mais aberta" ao graffiti

Via do Infante, no Algarve, foi a que registou o maior aumento no último trimestre do ano passado.

Cabines telefónicas grafitadas antecipam exposição na avenida dos Aliados. Autarquia está a fazer o levantamento de locais onde poderá haver intervenções de arte urbana.

O tráfego nas antigas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) aumentou no último trimestre de 2013, de acordo com os cálculos da agência Lusa com base no mais recente relatório do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). A A22, no Algarve, também conhecida como Via do Infante, foi a que registou o maior aumento: 9,3% de movimento diário face aos três últimos meses de 2012, o que corresponde a mais 500 viaturas por dia. As restantes ex-SCUT que passaram a ter portagens em 2011 também inverteram as quebras no movimento diário. Na A24, concessão Interior Norte, que faz a ligação entre a A25, em Viseu, Chaves e fronteira com Espanha, o tráfego cresceu 2,5% no último trimestre de 2013. Nas auto-estradas da Beira Interior, a A23; e da Beira Litoral e Alta, a A25; o movimento de automóveis aumentou cerca de 1%.

PRINCÍPIO E FIM. Um espaço de informação social e religiosa. Ao domingo, a partir das 23h30, com Ângela Roque.

Foto: Porto Lazer

A avenida dos Aliados, no Porto, acordou esta segundafeira com seis cabinas telefónicas grafitadas. Não foi um acto de vandalismo: a iniciativa insere-se num programa de valorização da arte urbana, promovido pela autarquia local. A Câmara do Porto tem vindo a fazer o levantamento de locais “onde poderá haver intervenções de arte urbana, sempre com a lógica de valorização do património e desta expressão artística”, disse à Lusa Hugo Neto, administrador da empresa municipal Porto Lazer. As cabines telefónicas grafitadas – uma intervenção temporária –promovem o “maior evento de arte urbana realizado no Porto”, que será inaugurado na quartafeira no Edifício Axa. No seu manifesto eleitoral, o actual presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, inscreveu a defesa da promoção da “arte de rua efémera” através de “um regulamento adequado”. O então candidato prometeu identificar espaços dedicados à arte urbana. A limpeza de vários grafitos durante o mandato do anterior presidente da autarquia, Rui Rio, causou grande contestação, nomeadamente dos artistas urbanos da cidade. “O novo executivo tem uma visão mais aberta relativamente à possibilidade de valorizar a arte urbana enquanto expressão artística”, diz Hugo Neto. “Este é um evento que se insere dentro de uma estratégia mais ampla, em que haverá outros momentos e outros locais em que esta arte se possa expressar.” Artistas europeus no Axa A exposição, patente até 1 de Junho, será composta por “seis pisos intervencionados por artistas de rua”, alguns deles internacionais, como o italiano Fra. Biancoshock, o francês L’Atlas e o espanhol Okuda. Da lista de artistas nacionais fazem parte Alma, Bifes, Bug, Dexa, Doc, Draw, Ego, Eime, Natz, Fedor,Mots, Mr. Dheo, Neutro, Oker, Third, Virus, Godmess, Hazul e


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Mesk – os últimos três portuenses.

“Alfacinhas Solidários”. 10 mil alfaces doadas ao Banco Alimentar

Há ondas no Tejo e McNamara quer surfá-las Chama-se "Gasoline" e forma-se na praia do Bico do Mexilhoeiro, no Barreiro.

Centenas de crianças são as protagonistas desta acção de solidariedade. Ao mesmo tempo, vão aprender novos conceitos de agricultura sustentável. Oitocentos alunos do ensino básico vão plantar 10 mil alfaces, para serem entregues ao Banco Alimentar Contra a Fome, na iniciativa “Alfacinhas Solidários”. Os alunos são provenientes de várias escolas de Lisboa e vão plantar as alfaces, esta terça-feira, no Instituto Superior de Agronomia (ISA), na Tapada da Ajuda. As crianças, além de serem protagonistas de um gesto de solidariedade, vão meter mãos à terra e aprender novos conceitos de agricultura sustentável, transmitidos pelos alunos do ISA. A acção, apoiada pela Câmara de Lisboa, é promovida por uma empresa que produz e comercializa produtos hortícolas, em parceria com o Verde Movimento, AlumnISA e o ISA. Os alunos voltam a trocar a sala de aula pela horta no próximo dia 31 de Maio, para a “Festa da Colheita”, momento em que vão colher as alfaces, numa acção aberta a todos quantos queiram participar. Para esse dia estão ainda previstas outras iniciativas: mercado de produtos tradicionais e bens alimentares, baptismo equestre, ateliês de sustentabilidade, alimentação saudável e bem-estar. A entrada é livre

CONSELHO DE DIRECTORES. A reflexão sobre a actividade política e económica. Com Graça Franco, Pedro Santos Guerreiro e Henrique Monteiro, num debate conduzido por José Pedro Frazão. À quinta-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h.

Foto: DR

Garrett McNamara, conhecido por surfar ondas gigantes, terá, esta terça-feira, um desafio bem diferente: uma onda pequena, mas comprida, e que é formada no rio e não no mar. Trata-se da onda do rio Tejo que é gerada pelos catamarans que ligam Lisboa e o Barreiro e que pode atingir 150 metros de comprimento. Chama-se "Gasoline" e forma-se na praia do Bico do Mexilhoeiro, no Barreiro. Como as ondas gigantes em que McNamara se especializou, esta é uma onda rara, mas por razões diferentes: forma-se apenas em seis dias do mês, quando a maré vazia coincide com a hora de ponta dos barcos que cruzam o Tejo. Inicialmente, estava previsto o surfista ter ido surfar esta segunda-feira aquela onda, mas a iniciativa foi cancelada e adiada para terça-feira. A acção insere-se no projecto "McNamara Surf Trip", do Turismo de Portugal, que visa dar a conhecer, entre 27 e 30 de Abril, as ondas portuguesas preferidas pelo surfista norte-americano. O projecto vai ser apresentado pelo presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, que vai estar na praia do Bico do Mexilhoeiro.

CONVERSAS CRUZADAS. A economia e as finanças do país em debate. Com Daniel Bessa, Carvalho da Silva, Silva Penda e Álvaro Santos Almeida, num debate conduzido por José Bastos.


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World Press Photo 2014 chega a Lisboa

Praça de São Pedro voltou a encher

A exposição com o trabalho premiado de 53 fotógrafos de 25 nacionalidades pode ser vista no Museu da Electricidade até 24 de Maio.

Missa de acção de graças pela canonização de João Paulo II.

"Signal", de John Stanmeyer, foi a fotografia vencedora do World Press Photo 2014.

A exposição World Press Photo 2014, com o trabalho premiado de 53 fotógrafos de 25 nacionalidades, vai abrir na quarta-feira, no Museu da Electricidade, em Lisboa. Ao contrário dos anos anteriores, este ano as entradas vão ser pagas e revertem na totalidade a favor do projecto UMAD - Unidades Móveis de Apoio ao Domicilio, da Fundação Gil, indica a Fundação EDP, que organiza a exposição em parceria com a revista Visão. A exposição, com as fotos vencedoras no concurso World Press Photo 2014, vai estar patente até 24 de Maio, com entradas no valor de dois euros. O projecto UMAD surgiu em 2006 e dá apoio a crianças em situação de doença aguda ou prolongada que permanecem internadas em hospitais devido ao perigo de não lhes serem prestados os cuidados necessários em casa. Entre as fotos premiadas vai poder ser vista a fotografia vencedora da edição deste ano do World Press Photo, intitulada "Signal", captada a 26 de Fevereiro de 2013 e publicada na revista National Geographic, onde o autor, John Stanmeyer, trabalha. O fotógrafo norte-americano captou uma imagem que retrata migrantes africanos na costa de Djibouti a tentar apanhar a rede de telemóvel da vizinha Somália, onde as chamadas são mais baratas. Concorreram à edição de 2014 da World Press Photo um total de 5.754 fotógrafos oriundos de 132 nacionalidades. O júri avaliou quase cem mil fotografias e distinguiu o trabalho de 53 fotógrafos de 25 nacionalidades.

A Praça de São Pedro, no Vaticano, voltou ontem a encher-se de uma multidão que assitiu a uma missa de acção de graças pela canonização de João Paulo II. A amioria dos presentes era polaca. A clebração foi presidida pelo Cardeal Comastri, mas houve lugar a uma saudação inicial do Cardeal Dziwisz, Arcebispo de Cracóvia, que agradeceu aos italianos o acolhimento que foi dado ao Papa que ele próprio serviu como secretário pessoal durante 39 anos.

Egipto recomenda pena de morte para mais 700 islamitas O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, está na lista de condenados.

Mohamed Badie, um dos líderes da Irmandade Muçulmana

Um tribunal egípcio recomendou a pena de morte para 682 militantes da Irmandade Muçulmana, esta segunda-feira. Segundo o sistema judicial egípcio, a recomendação é feita ao mufti do país, a principal figura religiosa do Islão Sunita no Egipto, mas a sua opinião não é vinculativa e pode ser ignorada pelo tribunal. Em Março, por exemplo, foram condenados mais de 500 militantes mas na decisão definitiva, que também foi divulgada esta segunda-feira, apenas se manteve a pena de morte para 37, com as restantes penas a serem comutadas a prisão perpétua. Desde a queda do regime de Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, esta organização foi ilegalizada e é actualmente considerado um movimento terrorista. A situação levou a um conflito aberto entre os militantes islâmicos e as forças do Governo. O Egipto prepara-se agora para eleições presidenciais, que se realizam já em finais de Maio. O actual ministro da Defesa e arquitecto da deposição de Morsi, General


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Sisi, é candidato e prevê-se que vença o escrutínio. ITÁLIA

Juventus revela veia goleadora antes de defrontar o Benfica A equipa de Turim venceu o Sassuolo e está a uma vitória de renovar o título de campeão italiano. Tevez, Marchisio e Llorente fizeram os golos da equipa de António Conte. Juve e Benfica jogam 5ª feira a presença na final da Liga Europa.

Wolfswinkel e Cissokho no pior onze da Premier League Os dois jogadores tiveram passagens de destaque pelo futebol português, mas desiludiram na primeira época em Inglaterra.

Wolfswinkel foi o melhor marcador do Sporting nas duas últimas épocas

A três dias do jogo com o Benfica a Juventus venceu fora o Sassuolo por 3-1 no jogo que encerrou a jornada 35 do campeonato italiano. A Juve ficou a uma vitória do título. Encontra-se em 1º lugar do campeonato com 5 pontos de vantagem sobre a Roma. Pode festejar no próximo domingo o tricampeonato quando receber o Atalanta. Esta noite, a Juve esteve a perder por 1-0, golo de Zasa aps 8 minutos. Mas a equipa de Antonio Conte deu a volta ao marcador com golos de Tevez aos 34’, Marchisio aos 57 e Llorente aos 75.Em relação ao onze que principiou a partida da passada 5ª feira com o Benfica, António Conte fez quatro alterações. Sairam da equipa Cáceres, Bonucci, Liechtsteiner e Vucinic. Entraram, Barzagli, Ogbonna, Isla e Llorente. De início a Juventus alinhou com Juventus: Buffon; Barzagli, Ogbonna e Chiellini; Isla, Pogba, Pirlo, Marchisio e Asamoah; Llorente, Tevez.Entraram ainda Lichtsteiner e Vidal.

FALAR CLARO. O debate político na Renascença entre Morais Sarmento e Vera Jardim. À segunda-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h, num debate conduzido por José Pedro Frazão.

Ricky van Wolfswinkel, melhor marcador do Sporting nas duas últimas temporadas, e Aly Cissokho, lateral esquerdo francês que o FC Porto transferiu por 15 milhões de euros para o Lyon e que representou o Vitória de Setúbal, estão entre os "flops" do ano em Inglaterra. Ambos integram o pior onze da temporada da Premier League, numa escolha do jornal "Daily Mail". Wolfswinkel marcou na estreia com a camisola do Norwich City, logo na primeira jornada, mas está há 26 jogos sem fazer qualquer golo. Já Cissokho, emprestado pelo Valencia ao Liverpool, também não convence a crítica. Entre os outros escolhidos há nomes bem conhecidos como Lamela, do Tottenham, Fellaini, do Manchester United, e Kallstrom, que chegou em Janeiro ao Arsenal. Pior onze da Premier League, segundo o "Daily Mail": Stekelenburg (Fulham), Lowton (Aston Villa), Amorebieta (Fulham), Diakite (Sunderland) e Cissokho (Liverpool); Lamela (Tottenham), Fellaini (Manchester United) e Kallstrom (Arsenal); Cornelius (Cardiff); Van Wolfswinkel (Norwich City) e Bent (Fulham).

CONSELHO DE DIRECTORES. A reflexão sobre a actividade política e económica. Com Graça Franco, Pedro Santos Guerreiro e Henrique Monteiro, num debate conduzido por José Pedro Frazão. À quinta-feira, na Edição da Noite, a partir das 23h.


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Ver a final da Taça custa entre 15 e 30 euros Os bilhetes para o Jamor estão à venda a partir de 8 de Maio. A final entre Benfica e Rio Ave está agendada para 18 de Maio, às 17h15.

A Federação Portuguesa de Futebol anunciou que os bilhetes para a final da Taça de Portugal, entre Benfica e Rio Ave, começam a ser vendidos a partir de 8 de Maio, e custam 15, 20 ou 30 euros, dependendo da zona. A Federação informou que 60% dos ingressos serão vendidos pelos clubes finalistas (30% pelo Benfica e 30% pelo Rio Ave). As respectivas associações - Porto e Lisboa - têm direito a 10%, a dividir pelas duas, sendo que a AF Lisboa, como anfitriã, tem direito a 5% adiccionais. Os restantes 25% serão vendidos pela Federação Portuguesa de Futebol. O Estádio do Jamor tem capacidade para 35.397 espectadores. A final está marcada para 18 de Maio, às 17h15.

descascou e comeu essa banana, tentando deste modo desvalorizar e ridicularizar aquilo que pretendeu ser uma ofensa a si dirigida. De imediato, o jogador brasileiro viu-se apoiado pelos mais variados actos de solidariedade e de condenação. Começou nos seus colegas de equipa e chegou até ao próprio Presidente da FIFA, para quem gestos como este, tentando fazer vingar o racismo, devem ter simplesmente tolerância zero. O Barcelona tomou posição sobre o assunto colocando-se ao lado do seu atleta, mas foi do próprio Villarreal que partiu a decisão mais contundente. Ontem mesmo, a direcção do clube emitiu um comunicado pedindo desculpa a Daniel Alves pelo sucedido e, não menos importante, anunciou que o espectador que feriu de morte as regras da sã convivência foi identificado e já informado de que fica proibido, para toda a vida, de frequentar o estádio El Madrigal, seja em que circunstâncias for. Louva-se a rapidez com que tudo decorreu na sequência da tão condenável ocorrência de domingo à noite. Espera-se que este exemplo sirva de lição para outros prevaricadores que todas as semanas se passeiam por muitos estádios de futebol, inclusive em Portugal. REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA

Teoria da conspiração: UEFA contra o Benfica

RIBEIRO CRISTÓVÃO

Tolerância zero O Barcelona tomou posição sobre o assunto colocando-se ao lado do seu atleta, mas foi do próprio Villarreal que partiu a decisão mais contundente. no domingo, no decorrer do jogo entre o Villarreal e o Barcelona, a contar para o campeonato de Espanha, que os catalães acabariam por vencer por 3-2, ocorreu um acontecimento lamentável que teve Daniel Alves como primeiro e principal protagonista. Numa altura em que o jogador se deslocou à linha de cabeceira para ali executar um pontapé de canto a favor da sua equipa, foi-lhe atirada, a partir da bancada mais próxima, uma banana, num lamentável acto de racismo infelizmente repetido em muitos estádios de futebol. Respondendo ao gesto estúpido de um adepto da equipa anfitriã, o lateral-direito do Barcelona,

Teoria da conspiração em A Bola: "UEFA 'quer' Juventus na final". Em causa está uma queixa dos italianos que abre a possibilidade de Enzo Pérez ser impedido de jogar a partida da 2ª mão, na quinta-feira. O diário Record titula "Enzo em risco", explicando que "Juventus fez queixa do argentino à UEFA". Está em causa uma suspeita de agressão de Pérez a Chiellini. Sobre o Benfica, o diário O Jogo anunica, na sua edição Sul, "jesus ao ataque em Turim". Na edição Norte, o destaque vai para o FC Porto, com o título "Sangue novo". Diz o diário próximo dos Dragões que Tozé e Gonçalo Paciência podems er apostas. Ainda em O Jogo: "William na lista do Inter". O diário A Bola avança, sobre o FC Porto: "Mexidas na SAD em pespectiva".


Terça-feira, 29-04-2014

Página1 é um jornal registado na ERC, sob o nº 125177. É propriedade/editor Rádio Renascença Lda, com o nº de pessoa colectiva nº 500725373. O Conselho de Gerência é constituído por João Aguiar Campos, José Luís Ramos Pinheiro e Ana Lia Martins Braga. O capital da empresa é detido pelo Patriarcado de Lisboa e Conferência Episcopal Portuguesa. Rádio Renascença. Rua Ivens, 14 - 1249-108 Lisboa.

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