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Você provavelmente já ouviu falar da UNE (União Nacional dos Estudantes) nas aulas de história do ensino médio, em algum projeto do governo, ou quando você é abordado na entrada da universidade por alguém que você nunca viu na vida, te pedindo voto. Mas, afinal, o que é a UNE e o que ela anda fazendo por ai? A UNE é a entidade estudantil mais antiga e representativa do Brasil que reúne milhares de estudantes em seus encontros. No entanto, ela encontra-se cada vez mais burocratizada e afastada dos estudantes. Por conta disso, a Chapa Nós Não Vamos Pagar Nada participa da Oposição de Esquerda da UNE. Apresentamos um projeto alternativo que tem como base a luta por uma UNE mais democrática e um movimento estudantil mais horizontal e aberto. Queremos ser a UNE que luta pelos nossos direitos, ou seja, reivindicando bandejão, passe livre, creche universitária, reajuste e ampliação de bolsas estudantis, produzindo cultura e informação livre. Queremos uma entidade onde possamos

participar livremente de suas instâncias e que lute por uma universidade pública e de qualidade. Além dos encontros de entidades de base e de entidades gerais, a UNE realiza de dois em dois anos seu congresso, o CONUNE, onde são reunidos milhares de estudantes de universidades de todo o Brasil para debater os rumos do movimento estudantil. Para isso, acontece a escolha de delegados, que serão os representantes da UFRJ no congresso. Você vai ver pela universidade chapas com propostas diferentes. Conheça as nossas!

Vamos juntos!


s e A Universidade que temo s o m re e u q e u q e d a id rs e iv n a U A universidade pública brasileira deve ser pensada como um espaço no qual o conhecimento nela produzido esteja a serviço de transformações na realidade e do interesse daqueles que a construíram, ou seja, os trabalhadores. Para isso, é necessário um montante de verba que, além de garantir boas condições estruturais, possa financiar as atividades de pesquisa e extensão. Com a reduzida verba que a universidade tem hoje, ela se torna cada vez mais dependente dos recursos de fundações de apoio privado, fazendo com que se substituam cada vez mais as pesquisas de interesse público, e com financiamento público, por aquelas de interesse de empresas privadas. Nós da chapa “Nós não Vamos Pagar Nada” defendemos que, para construir o modelo de universidade que queremos, não podemos abrir mão de lutar para que 10% do PIB seja investido na educação pública. Nas discussões do Plano Nacional de Educação (PNE), a UNE deve priorizar políticas públicas que privilegiem o ensino público, gratuito e de qualidade.

Os últimos governos não garantiram esse investimento, mas mesmo assim a atual direção majoritária da UNE se comprometeu com o governo Lula na implantação do decreto do REUNI. Esse decreto tentava se apresentava enquanto um aumento de verbas das universidades, mas afirmava que só alocaria um máximo de 20% de verbas, ao mesmo tempo em que as universidades deveriam praticamente dobrar o número de alunos. O resultado dessa “expansão” é a criação de uma série de cursos sem estrutura, como foi o caso, aqui na UFRJ, do curso de relações internacionais , que teve que mudar de campus duas vezes por não ter espaço próprio para funcionar, e dos cursos de Xerém que tiveram que assistir aulas em um clube. A situação se agrava quando, nos primeiros meses de seu mandato, o governo Dilma faz cortes na realização de concursos públicos e nas verbas para a educação. Aqui na universidade, essa medida reflete na falta de recursos para garantir a reforma dos prédios da universidade, no atraso nas obras de construção dos bandejões – como estamos acompanhando no prédio do CT – e na falta de professores na universidade. A UNE tem o dever de denunciar o descaso com a educação do nosso país, e essa é tarefa fundamental da nossa atuação em seu próximo congresso.

Vote nas eleições para o CONUNE!

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A UNE hoje faz sua opção de não se contrapor a esse projeto. Ao apoiar o governo, a entidade joga fora sua autonomia e sua capacidade de pressionar para que as lutas do movimento estudantil sejam implementadas. A UNE, em sua história, já produziu importantes documentos em defesa da universidade pública, gratuita e para o povo, direcionando assim sua atuação de maneira coerente com nossas necessidades. Foi-se o tempo. Hoje a UNE só sabe dizer sim as propostas que vem do MEC. Prefere pautar sua atuação dentro de gabinetes do que nas ruas junto com os estudantes.

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Venha construir a Oposição de esquerda!

Há muitos anos a UNE é comandada por um setor do movimento estudantil que possui forte ligação com os partidos do governo. Apesar de sua roupagem de esquerda, PT e PCdoB compõe hoje um arco de alianças que congrega partidos extremamente conservadores e fisiológicos, como o PMDB. Basta observar quem financiou a campanha desses partidos e perceber assim, quem é que define a pauta do governo da presidenta Dilma. Quem paga a banda é que escolhe a música e é por isso que o projeto desenvolvimentista do Brasil é voltado não para os trabalhadores e sim, para os grandes empresários das multinacionais e grandes empresas brasileiras.

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Bombeiros do Rio de Janeiro, que, juntamente com os profissionais da educação, estão todos mobilizados pelo reajuste do seu salário de miséria, bem diferente do salário recentemente remunerado do...

É por isso que defendemos a construção da Oposição de Esquerda da UNE. Os setores que acreditam na volta da UNE combativa, ao lado dos estudantes, vem se organizando nos últimos congressos para derrotar o imobilismo estudantil. O CONUNE é um espaço onde se encontram estudantes de todo o país, e apresentar essa proposta para os milhares ali presentes é nossa tarefa.


Somos todos bombeiros!

Aloísio que se como principais destroços do HU, bra do bandejão a incrível ciclovia um sucesso em m o Pró-reitor de amento...

O Estado do Rio de Janeiro tem vivido uma situação de constante repressão e criminalização das lutas sociais. O governador Sergio Cabral tem usado todo o aparato policial para conter as manifestações por direitos no Estado. Professores, estudantes, MC’s do funk vem sofrendo com isso. Recentemente, a nova vítima de Cabral foi o Corpo de Bombeiros do Estado.

Carlos Lev y, que se elegeu para gerir as universidade pelos próximos 4 anos. Conhecido como a “Dilma do Aloísio”, o responsável pela implant ação do Plano Diretor contou em sua campanha com o apoio da...

O L U

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Passeata do dia 12 de junho (domingo) na praia de Copacabana que levou mais de 50 mil pessoas à Avenida Atlântica para protestar contra o governo de Cabral e reivindicar dignidade no serviço público fluminense. Eram bombeiros, profissionais da educação, estudantes, policiais civis e militares e todos que estão indignados com um dos governos mais repressores da história do Rio de Janeiro.

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Estes trabalham em condições precárias e recebem 950 reais por mês. Como se pode querer um serviço público de qualidade com essas condições? Por isso, os bombeiros foram às ruas para protestar e agora deixam seu nome marcado na história de nossa cidade. Juntos com grande apoio da população e com os profissionais de educação que também estão em greve, lutam em um amplo movimento por dignidade no estado do Rio de Janeiro.

Enquanto passa uma imagem de cidade perfeita que receberá Olimpíadas e Copa do Mundo, Cabral chama os bombeiros de vândalos e irresponsáveis, usando as tropas do BOPE para prender 439 bombeiros. O grupo político da direção majoritária da UNE apoiou nas duas eleições Cabral, além de ser base do seu governo. Nossa chapa está lado a lado com os bombeiros e educadores em luta, todos os dias milhares de pessoas protestam nas escadarias e entorno da Alerj pela libertação dos 439 presos políticos e pelos direitos da classe trabalhadora. Apoiamos a luta de todo o funcionalismo público do Estado, que recebe os piores salários do país, mas vem se mostrando combativo contra o descaso do governador. Por isso, diariamente, os milhares de trabalhadores e estudantes na Alerj vem gritando: “GREVE GERAL, PRA DERRUBAR CABRAL!”

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QUANTO CUSTA O SEU DIPLOMA? Opa, pera aí! A gente estuda numa universidade pública, mantida pelo povo e que deveria estar a serviço dele. Será que os estudantes têm que pagar para ter acesso à educação pública? O valor do transporte não para de subir. Na maior parte da UFRJ, que não é atendida pelos bandejões, é difícil almoçar por menos de R$10,00. Isso sem falar do custo das xerox, que são licenciadas pela reitoria. Portanto, não é só a precariedade do ensino básico ou a falta de políticas de acesso que fazem a universidade pública ser elitizada, mas também o alto custo dos nossos estudos. Ter acesso a políticas que garantam as condições necessárias para estudarmos é um direito nosso e não um serviço prestado pela universidade. Assistência estudantil não é assistencialismo! Queremos universalizar a assistência estudantil. Só assim vamos fazer de fato a universidade ser um direito de todos. Precisamos de creches universitárias, bandejões, alojamentos, bibliotecas, laboratórios de informática e passe livre para estudarmos.

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A aprovação das cotas na UFRJ foi um passo importante na democratização do acesso, mas se tornará ainda mais importante a assistência estudantil para que esses estudantes não acabem abandonando a universidade por falta de recursos. Aqui na UFRJ não temos nenhuma creche que atenda às universitárias, os dois bandejões que existem não atendem a todos os alunos do Fundão e não há nenhum projeto para restaurantes em outros campi. O alojamento tem poucas vagas e é precário (com direito a ratos e pombos na caixa d’água). Enquanto isso, as bolsas continuam atrasando e depois de anos sem reajuste os atuais R$360,00 mal dão pra pagar o transporte. Além das poucas verbas federais vemos que há uma questão de prioridade orçamentária. Queremos mais verbas para a assistência estudantil e mecanismos que priorizem sua execução dentro da universidade. O estudante precisa ser ouvido. Vamos ao 52o CONUNE para que a nossa entidade tome um posicionamento firme na cobrança de políticas de assistência estudantil e mais repasse de verbas do governo às universidades.


O petróleo tem que ser nosso!

Meia passagem

avanço com retrocesso... Em 2011, foi aprovado na câmara municipal do Rio de janeiro a meia passagem universitária para os estudantes bolsistas do ProUni e do sistema de cotas das universidades públicas. Pela proposta, cada estudante poderá usar, no máximo, duas meias passagens por dia, ou seja, 44 por mês, sendo essas não cumulativas. Nós da oposição de esquerda reconhecemos que a meia passagem é um avanço na questão da assistência estudantil, mas é um avanço que traz consigo um retrocesso. Essa medida foi aprovada em troca do apoio da UNE à campanha de Eduardo Paes para prefeito do Rio. A UNE hoje faz a clara opção de preferir atuar dentro dos gabinetes dos políticos do que na rua com os estudantes. Logo, o que vimos foi a UNE fazendo um favor aos empresários das empresas de ônibus, pois essas passagens são subsidiadas com dinheiro público, ao invés de serem pagas pelas empresas. Esse dinheiro poderia ser aplicado em investimentos para educação. Pior é ver que logo após a aprovação da lei, as passagens aumentaram para R$2,50. Se a UNE estivesse ao lado dos estudantes, teria barrado as emendas que restringiram a lei do meio passe, estaria avançando na luta pelo passe-livre para todos os estudantes e contra o aumento das passagens.

Vimos no ano passado uma enorme discussão sobre os royalties do petróleo do Rio. As lágrimas do governador escondem os verdadeiros recursos gerados pelo petróleo. O que a mídia grande não diz é que os royalties são taxas sobre a exploração. Quem explora é que ganha mais. Hoje com os leilões de poços de petróleo criados por FHC e mantidos por Lula e Dilma fazem a Petrobras ser apenas mais uma empresa que compete pelos poços junto com a Texaco, Esso, etc. Fazemos parte de uma campanha que reúne diversos movimentos sociais que querem 100% do petróleo para o povo brasileiro. “O Petróleo Tem Que Ser Nosso!” é o lema daqueles que acham que essa riqueza pode ser investida na Educação, Saúde, Reforma Agrária e Urbana. A UNE na década de 1940 lutou na campanha “O Petróleo é Nosso!” que garantiu o monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras. Hoje a UNE, mesmo na campanha em defesa do petróleo, limita a querer 50% do fundo social do Pré-Sal para Educação. Fundo esse que não se sabe de quanto será. Ou seja, 50% de nada é nada! Além disso, a exploração do petróleo do Pré-Sal pode acarretar danos ambientais que ainda não se tem conhecimento. O uso dos recursos naturais não pode significar seu consumo indiscriminado, precisamos produzir novas fontes de energia que sejam menos poluentes que o petróleo. – Em defesa de uma Petrobras 100% pública e estatal; – Pelo monopólio da extração do petróleo pela Petrobras; – Investimentos dos rendimentos do Petróleo em áreas sociais; – Investimento em matrizes energéticas limpas e renováveis

Queremos Passe Livre já!

Veja quem já está com a gente: BIBLIOTECONOMIA: Amanda Braz, Eduardo dos Santos BIOTECNOLOGIA-Xerém: Mayara Micaela CIÊNCIAS SOCIAIS: Clarice Green, Daniel Alves, Gabriel Souza, Gabriela Franco, Isabel Lessa, Lucas Gimenes, Marcio Ambrosio, Mariana Rio, Mario Barreto, Verônica Freitas, Willyan Viegas, Yan Alcântara, Clara anastacia; Manuela Maria COMUNICAÇÃO SOCIAL: Carol Barreto, Breno Salvador, Kenzo Soares, Luciana Guedes e Pedro Souto DIREITO: Fátima Gabriela de Azevedo ECONOMIA: Caio Lima, Carlos Takashi, Celso Fontes, Julia Bustamante, Renato Gomes, Allan Mesentier, Rodrigo Lima, “Luisinho”. ENGENHARIA AMBIENTAL: Gabriel de Almeida ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: Vítor Lederman Ravet ENGENHARIA QUÍMICA: Yuri do Carmo FARMÁCIA: Ana Clara Newsland FILOSOFIA: Gabriel Zelesco, Simone Zelesco GEOGRAFIA: Maria Green GESTÃO PÚBLICA: Juliana Moreno HISTÓRIA: Afonso Fernandes, Aline Silva, Anderson Tavares, Douglas Vieira “Rony”, Gabriela Corrêa, Geany Lyrio, Henrique Guimarães, Isadora Gomes, Lucas Batau, Tadeu Alencar, Thiago Silva HISTÓRIA DA ARTE: Letícia Silva, Pollyana Quintela LETRAS: Luíza Aquino, Maria Lessa MÚSICA: Caio Treistman PEDAGOGIA: Nelson Thomé PSICOLOGIA: Ana Carolina Souza, Camila Bonfim, Déborah Ambré, Laura Mumice, Luisa Dias, Marcela Laino, Veronika Berg RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Anaís Celestino, Alabe Nunjara, Felipe Capistrano, Rafael Castro, Tomaz Mefano SAÚDE COLETIVA: Arthur Ferreira, Bárbara Bulhões, Marina Ferreira, Monique Darling, Natália de Almeida, Norberto dos Santos, Raquel Proença SERVIÇO SOCIAL: Izabele Carolina, Licya Costa, Luna Assunpção, Matheus Maldonado

bém! m a t ê c o v a h Ven

Nós Não Vamos Pagar Nada - CONUNE  

Jornal de campanha da chapa Nós Não Vamos Pagar Nada - UFRJ para o 52º Congresso da UNE (CONUNE)

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