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Reflexão sobre as PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ELEARNING Paulo Ferreira paulojorgeferreira@sapo.pt

MESTRADO EM PEDAGOGIA DO ELEARNING

Reflexão sobre as

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ELEARNING PAULO FERREIRA paulojorgeferreira@sapo.pt

NO ÂMBITO DA

PROCESSOS PEDAGÓGICOS EM ELEARNING

UC

PROFESSOR DOUTOR JOSÉ MOTA

JANEIRO 2012


Reflexão sobre as PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ELEARNING Paulo Ferreira paulojorgeferreira@sapo.pt

AO LEITOR O RESUMO ………………………………………………… OS OBJETIVOS …………………………………………… A ENTREVISTA …………………………………………… A ENTREVISTADA ………………………………………. AS PERGUNTAS …………………………………………. INTRODUÇÃO ……………………………………………. O PAPEL DO PROFESSOR EM CONTEXTO ONLINE ……………………………………………………… APRENDIZAGEM EM CONTEXTO ONLINE …… ESTRATÉGIAS EM CONTEXTO ONLINE ……….. FERRAMENTAS DA FORMAÇÃO ONLINE ……. ELEARNING VERSUS ENSINO PRESENCIAL …. AUTORES DE REFERÊNCIA NO ELEARNING … CONSIDERAÇÕES FINAIS ……………………………. BIBLIOGRAFIA ……………………………………………

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O RESUMO O texto que se apresenta a seguir tem como base de apoio, por um lado, a pesquisa efetuada sobre a prática pedagógica em elearning e por outro, a entrevista dirigida à professora Lina Morgado, especialista desta área e com o intuito de conhecer a sua prática pedagógica, nesta área, bem como reconhecer o papel da prática pedagógica em contexto online e a sua importância no quadro atual de ensino / aprendizagem. Procuramos contribuir com a nossa reflexão para um maior entendimento do elearning e de que forma o conhecimento de alguns especialistas neste tema se podem revelar uma mais-valia e uma forma de enriquecimento e exemplo para a comunidade educativa em geral. OS OBJETIVOS Quando nos propusemos refletir sobre o tema sugerido na unidade curricular de Processos Pedagógicos em Elearning, estabelecemos como objetivos prioritários, reconhecer o papel da prática pedagógica em contexto online e a sua importância no quadro atual de ensino / aprendizagem. Cedo, percebemos a necessidade de estabelecer objetivos específicos dada a amplitude do tema. Assim, definimos que, com a revisão da literatura em geral e com a entrevista, em particular, procuraríamos conhecer a prática pedagógica desenvolvida pelo(a) entrevistado(a); caraterizar o papel do professor em contexto online; perceber como se processa o processo de ensino /

aprendizagem em contexto online; aferir algumas orientações na formação em contexto online e perceber o papel do elearning face à aprendizagem tradicional. Estes objetivos nortearam o trabalho desenvolvido, desde a realização da entrevista até ao texto que agora se apresenta. A ENTREVISTA Para a realização da entrevista pensámos em entrevistar especialistas na área e no tema sobre o qual pretendíamos desenvolver o nosso trabalho. Foi definido um guião sob supervisão e aconselhamento do professor responsável pela unidade curricular de Pedagogia do Elearning, professor doutor José Mota. Após resposta afirmativa da professora doutora Lina Morgado, foram sugeridas duas possibilidades à entrevistada, para realização da entrevista sendo que, uma hipótese seria a de utilização da comunicação assíncrona (email) e outra, síncrona (Skype). A opção aceite foi a da comunicação assíncrona (email), uma vez que esta se revelava mais flexível na sua execução, permitindo uma melhor gestão do tempo.

A ENTREVISTADA A professora doutora Lina Morgado é Doutorada em Ciências da Educação (Universidade Aberta) com uma tese sobre Ensino Online. É Mestre em Comunicação Educacional Multimédia (Universidade Aberta), Licenciada em Psicologia (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). É Professora auxiliar do DEED, Departamento de Educação e Ensino à Distância (DEED) da Universidade Aberta e investigadora integrada no LE@D, Laboratório de Educação à Distância e ELearning. É Coordenadora do Mestrado de Pedagogia do Elearning. Integrou várias equipas sobre Inovação em EaD, na UAb. Foi coordenadora da equipa de inovação sobre Formação dos Docentes em Elearning no âmbito do Programa de Inovação em EaD entre 2007-2011, responsável pela formação da rede de docentes e tutores da UAb e de docentes de outras universidades portuguesas. Foi também coordenadora da equipa de inovação Serviço de Apoio ao Docente Online.


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AS PERGUNTAS 1. Enquanto mediador(a) do processo de formação online, como define o papel do professor, neste contexto? 2. Na sua opinião, existem pré-requisitos (condições de base) para que ambos, quer professores, quer alunos, obtenham uma aprendizagem mais válida em contexto online? 3. Sabendo que não há “receitas”, pedia-lhe que me indicasse algumas estratégias para motivar um aluno em contexto online, considerando em particular a comunicação assíncrona. 4. Para além das plataformas de aprendizagem, como é o moodle, que outras ferramentas são para si, um complemento necessário ao processo de formação online? 5. Qual o papel do elearning aprendizagem presencial?

face

à

6. Se lhe pedisse para me indicar 2 autores de referência na área do elearning e ensino online, quem sugeriria? INTRODUÇÃO São inúmeras as caraterísticas que distinguem o Ensino Tradicional do Ensino à Distância e que individualizam cada um deles. Neste último e sobre o qual assenta a reflexão que aqui queremos partilhar, diz-se hoje que está na sua quinta fase de evolução, ou a chamada fase de m-learning (mobile learning) por permitir cada vez mais a mobilidade através do recurso a utensílios móveis. No entanto, é já longa a história do ensino à distância. A primeira fase ou geração assentava num processo de ensino que embora à distância, se desenvolvia a partir da troca de correspondência, por utilização do correio para a troca de materiais. Posteriormente, com o aparecimento da televisão educativa, da qual a Universidade Aberta foi potencial utilizadora, bem como de vídeos e cassetes, desenrolou-se a que hoje é conhecida como segunda geração do ensino à distância. Esta fase permitia, para além da leitura, novas formas de aprendizagem, em que a imagem complementava o texto escrito. Este processo viria mais tarde, com a introdução da internet,

a ser ainda melhorado, na medida em que era possível desenvolver já, atividades de forma síncrona e assíncrona. É igualmente com esta geração que desenvolvem exponencialmente, o correio eletrónico e os canais de conversação ou chats. Seguidamente, depressa chegámos à quarta geração que antecedeu esta última em que nos encontramos, onde suportes digitais quase que substituíram por completo os textos e livros. Abria-se assim, o caminho para a utilização de ambientes de aprendizagem e plataformas multimédia de ensino aprendizagem que por serem mediados pela utilização de tecnologias, introduziram consigo novos termos como o elearning ou online learning. Tendo como base esta última geração do ensino à distância, definimos as perguntas que gostaríamos de colocar à nossa entrevistada e de acordo com as respostas dadas, gostaríamos de fazer algumas reflexões.

1 O PAPEL DO PROFESSOR EM CONTEXTO ONLINE Enquanto mediador(a) do processo de formação online, como define o papel do professor, neste contexto? Importa ter em consideração que o professor online, é um professor que, para "ensinar" utiliza as tecnologias. Assim, a comunicação com os estudantes é mediada por um conjunto de ferramentas. Por esta razão o professor tem que possuir competências: de gestão da comunicação, da informação e da tecnologia, do grupo; competências pedagógicas específicas do mundo online - que não são as mesmas que do trabalho académico presencial e naturalmente tecnológicas: saber operar com as ferramentas, uma espécie de carta de condução. Lina Morgado

Sobre este aspeto, a entrevistada refere num artigo publicado pela Universidade Aberta em 2001, na revista Discursos, que há um relativo consenso quanto a considerar-se que a chave do sucesso do ensino online se centra na actuação do professor (Bischoff, 2000 & Salmon, 2000, cit. por Lina Morgado). É por isso que a autora faz ainda uma categorização de alguns aspetos sobre os quais assenta o papel do professor, como sendo aspetos pedagógicos, aspetos de gestão, aspetos sociais


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e aspetos técnicos, em que todos se complementam e em que todos são importantes no processo de ensino aprendizagem. Quanto a nós, corroboramos desta opinião e estamos em crer que o feedback é a atitude mais positiva neste processo de ensino. É imprescindível para o estudante online a resposta célere ao trabalho desenvolvido, sob pena de muitas vezes “o não comprometimento” do professor com o trabalho desenvolvido pelo aluno, deixar de estimular a sua participação.

2 APRENDIZAGEM EM CONTEXTO ONLINE Na sua opinião, existem pré-requisitos (condições de base) para que ambos, quer professores, quer alunos, obtenham uma aprendizagem mais válida em contexto online? Sim, sem dúvida. No caso do professor, é totalmente diferente ensinar em contextos online. Aliás, aí reside um dos grandes equívocos dos processos de formação dos professores quando se perspectiva essa formação como uma questão apenas tecnológica e de aprendizagem da manipulação de ferramentas. Ensinar em contexto online pressupõe que se adquiram competências várias quer de gestão, quer pedagógicas e sociais. Ensinar online implica um processo de comunicação específico para estes contextos, de relação interpessoal de concepção que não se reduz a questões técnicas. Devo dizer que de todo o programa de formação de docentes de que fui responsável nunca se ensinou tecnologia de modo explícito. O mesmo se passa com os estudantes. Os estudantes necessitam de compreender o "mundo online" saber estar, saber fazer e saber comunicar pois não é o mesmo que comunicar presencialmente. Lina Morgado

O processo de ensino em contexto online, decorre da comunicação entre duas partes privilegiadas – o formando e o formador. Pese embora, uma das características que distingue o ensino à distância do ensino presencial, ser o fato do primeiro estar centrado no aluno, o papel do formador enquanto mediador, é fulcral neste processo. De acordo com Landin, o formador tem de ter determinadas caraterísticas capazes de motivar os formandos, como entender a natureza e filosofia do ensino à distância, adaptar as estratégias de ensino para transmitir instruções

à distância, envolver-se na organização, planeamento e decisões. Como afirma Lina Morgado, são necessárias competências em diferentes áreas, em particular nos contextos social, pedagógico e gestão. Mason (1998) acrescenta ainda sobre o papel do e-formador que este tem de promover, estimular, orientar e apoiar as interacções que ocorrem no processo de formação e que, apresentam em três dimensões: interacção entre formando e formador, interacção entre formando e conteúdos e interacção entre formandos. Salmon (2000) desenvolveu um modelo de elearning em 5 níveis em que cada nível exige que os participantes possuam certas habilidades técnicas (canto inferior esquerdo) e exige diferentes competências de moderação por parte do e-formador (canto superior direito).

Figura 1 – Modelo de e-learning de Salmon (2000)

3 ESTRATÉGIAS EM CONTEXTO ONLINE Sabendo que não há “receitas”, pedia-lhe que me indicasse algumas estratégias para motivar um aluno em contexto online, considerando em particular a comunicação assíncrona. Há 3 aspectos aqui a reter. O que é a motivação? A questão da motivação é bastante complexa e envolve frequentemente mal entendidos. Existe um discurso fácil que diz que cabe ao professor motivar os alunos. Mas, a motivação é de ordem extrínseca e intrínseca. Ou seja, o próprio estudante também tem a sua responsabilidade.


Reflexão sobre as PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ELEARNING Paulo Ferreira paulojorgeferreira@sapo.pt Por outro lado, é necessário ter presente que houve uma alteração do paradigma com Bolonha. Todo o ensino é centrado no estudante, o que significa que é ele o responsável pelo seu próprio processo de aprendizagem, o que no caso dos sistemas de ensino à distância esta era há muito, uma sua característica. Relativamente à sua questão, é importante contextualizar um pouco as minhas afirmações para que se perceba que o know-how sobre esta matéria tem sido desenvolvido ao longo de quase 2 décadas da minha atividade, de um doutoramento sobre ensino online, e de vários projetos. Há 16 anos que trabalho no "mundo online", com o elearning. Muito se passou neste campo. Quando comecei, as universidades ainda não estavam ligadas à internet: eu "ligava-me" via modem, com base num serviço duma empresa inglesa. Por isso, devo dizer que as estratégias que uso na minha prática derivam de toda a investigação que tenho feito, dum doutoramento na área e dos projetos em que tenho estado envolvida e/ou acompanhado na UAb. Assim, as estratégias que uso e que promovo nos programas de formação a que estou ligada relacionam-se com a pedagogia do elearning, ou seja a criação de contextos, de atividades desafiantes e com significado e que rompam com as " zonas de conforto" dos estudantes, que criem algum conflito socio-cognitivo, potenciando e promovendo assim o seu desenvolvimento académico e profissional (dado que trabalho com adultos). Importa dizer que todo este trabalho é desenvolvido assincronamente (com ferramentas diversas). Devo salientar que o que procuramos fazer na UAb (com a formação e investigação permanente) e enquanto docente na minha prática profissional, está baseado em investigação. Esta tem demonstrado quais são os ingredientes dos cursos com sucesso, "onde" se localiza o sucesso nos cursos online: não se relaciona com a tecnologia em si, mas na articulação dum conjunto de variáveis, entre as quais encontramos a tecnologia, mas que a ultrapassa. O seu sucesso está relacionado com a interação e comunicação entre os indivíduos, ou seja, com o modo como os professores (e outros mediadores) organizam e desenham a interacção entre os estudantes, o curriculum e a tecnologia. Relaciona-se com 3 tipos de ingredientes: a estrutura, diálogo e o grau de autonomia do indivíduo possibilitando a construção de redes e nós de comunicação que estimulam a criação de conhecimento. Lina Morgado

importante em todo este processo e, uma outra, extrínseca, sobre a qual o formador pode desempenhar um papel importante. Como anteriormente já referimos, a propósito do modelo de Salmon (Figura 1), a motivação assume um papel primordial logo no primeiro nível, mas acompanha todo o processo de ensino e deve ser valorizada e incentiva em todos os níveis descritos.

Quando analisada no contexto educativo, seja ele presencial ou à distância, a motivação dos alunos é um enorme desafio, pois tem implicação direta na relação e no envolvimento do aluno com o processo de ensino aprendizagem. Um aluno motivado procura novos conhecimentos e oportunidades, envolvendo-se nesse mesmo processo, participa nas tarefas com entusiasmo e revela disposição para novos desafios (Alcará & Guimarães, 2007, cit. por Lourenço & Paiva, 2010). Neste processo, consideremos pois duas variáveis da motivação, uma intrínseca, inerente ao formando e talvez a mais

As ferramentas da Web 2.0 permitem reformular a dinâmica do processo de ensino e aprendizagem, na medida em que permitem inovar e potencializar a criação conjunta de conhecimento. De acordo com a experiência de Morgado e segundo Nonato (2007, a utilização dessas ferramentas formalmente estruturadas nos AVAs representam um mecanismo poderoso para a mediação pedagógica, aumentando exponencialmente as oportunidades de construção colaborativa do conhecimento. É colocado, pois, um novo desafio ao aprendente, o da literacia digital, conforme nos afirma Morgado na resposta à questão colocada.

4 FERRAMENTAS DA FORMAÇÃO ONLINE Para além das plataformas de aprendizagem, como é o moodle, que outras ferramentas são para si, um complemento necessário ao processo de formação online? Para mim não são um complemento à aprendizagem. Para mim são o veículo que suporta, que serve de interface à aprendizagem do indivíduo. Como lhe disse anteriormente, estas tecnologias permitem que se desenvolva todo o ensino através delas. Portanto, como professora universitária (online) para concretizar a docência e conduzir os meus estudantes a uma aprendizagem efetiva, procuro para além dos conhecimentos e competências obrigatórias, que adquiram competências de ordem digital, de modo transversal (por exemplo, quando ensino psicologia, os estudantes usam todo um conjunto de dispositivos digitais para o fazer). Por isso, procuro promover a aprendizagem, o desenvolvimento de competências e elaboração de produtos/conteúdos (no sentido do user-generated content) através do uso de várias ferramentas web 2.0 (blogs, slideshare, mapas mentais digitais, voice-thread, podcasts, vokis, avatares, videos, storytelling, etc) Lina Morgado


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5 ELEARNING VS ENSINO PRESENCIAL Qual o papel do elearning face à aprendizagem presencial? Há vários entendimentos do que é e pode ser o elearning. O entendimento do que pode ser é muito variável, tendo em conta se estamos numa instituição presencial, ou à distância. No caso do ensino superior presencial, as instituições começam sobretudo desde 2010 com o Contrato de Confiança estabelecido pelo governo de então, com as instituições de ensino superior, a contemplar dispositivos e ferramentas (gravações de aulas, sumários, materiais e testes no moodle, uso do colibri, vídeos, ou outros dispositivos). Trata-se de perspetivas diversas que pretendem complementar o ensino presencial facilitando a consulta e acesso à informação dos seus estudantes. No caso da minha prática docente, considero que a perspetiva é bastante diferente: o elearning da UAb envolve a criação de comunidades de aprendizagem online, baseadas em interação diversificada dos participantes, e com suporte de recursos digitais. Uma das premissas do nosso modelo de elearning implica um compromisso institucional de grande relevo e que nem sempre é valorizado: trata-se de fazer a inclusão digital dos nossos estudantes, dando-lhe formação específica para trabalhar em ambientes virtuais e desenvolver competências várias nesses contextos, ambientes e ferramentas. Neste momento encontro-me fortemente envolvida na experimentação de novas estratégias e modelos para um ensino à distância na rede. Lina Morgado

A propósito da evolução do ensino online e do papel que ocupa hoje enquanto mecanismo de aprendizagem, Mota (2009) refere que o facto de o ensino online poder contar com um grupo de aprendizagem, suportado pelas capacidades de comunicação oferecidas pelas tecnologias actuais, permitiu-lhe, finalmente, constituir-se como alternativa credível face ao ensino presencial, oferecendo as suas próprias vantagens e benefícios no quadro de uma formação cuja diferença não é percepcionada já em termos de constrangimentos ou grau de qualidade mas sim de oportunidades e preferências pessoais. Embora, segundo o autor ainda não estejam em grau de paridade, a forma como a internet se tem desenvolvido nos últimos anos, leva a crer que muito brevemente se obtenham esses resultados. A acreditar neste cenário, registamos que o ensino à distância é, cada vez mais, uma alternativa ao ensino presencial. É nesse contexto que fazem mais sentido as palavras de Morgado quando descreve que

relativamente à sua experiência em cursos de modelo de elearning, assentam a aprendizagem numa base de compromisso.

6 AUTORES DE REFERÊNCIA NO ELEARNING Se lhe pedisse para me indicar 2 autores de referência na área do elearning e ensino online, quem sugeriria? É muito difícil escolher apenas 1 ou 2 autores sobretudo quando já se fez um caminho de mais de 20 anos no ensino à distância e tantas pessoas e investigadores contribuíram para a formação do nosso pensamento. Destacaria alguns que em muito contribuíram para a minha prática e visão do EaD e eLearning até hoje: Tony Bates, Terry Anderson, Robin Mason, bem como, George Siemens ou Stephen Downes. Lina Morgado

CONSIDERAÇÕES FINAIS Pela partilha da experiência e pelas leituras complementares registamos no final deste texto, que pretendemos que seja um contributo à reflexão sobre esta temática que tem muito atual e permite igualmente configurar o quadro do ensino/aprendizagem nos próximos anos. Procurámos com as questões colocadas e com a escolha da entrevistada, responder a algumas questões de uma forma breve mas que salientasse alguns aspetos que muito contribuem para o estado atual do EaD em Portugal e no mundo. O formador tem um papel importante no desafio constante à aprendizagem. O formando é o principal construtor dessa aprendizagem. O processo, esse pode ser facilitado com as ferramentas que diariamente são disponibilizadas. Este é um percurso que vale a pena fazer!


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BIBLIOGRAFIA / WEBGRAFIA Morgado, L. (2001). O papel do professor em contextos de ensino online: Problemas e Virtualidades. Discursos. III Série, n.º especial, pp.125-138. Universidade Aberta. Disponível em: http://www.univab.pt/~lmorgado/Documentos/tutoria.pdf Mason, R. (1998). Using communications media in open and flexible learning. London: Kogan Page NONATO, E. EaD, TIC e Internet: ainda estranhas à escola. In: 13º Congresso Internacional de Educação a Distância (CIED), Curitiba, 2007. Salmon, G. (2000). E-Moderating: the key to teaching and learning online. London: Kogan Page www.sumarios.org/sites/default/files/pdfs/530 70_6207.PDF (acedido em 16.01.2012) http://orfeu.org/weblearning20/3_2_2_comuni dade_aprendizagem (acedido em 10.02.2012)


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