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Suplemento Especial Comemorativo aos 55 anos do Jornal Município Dia a Dia - Edição 03 - Abril/2009

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Trabalho Histórias de quem faz o progresso da nossa cidade


.03 | Trabalho 03

Agricultura

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Lavoura e Homens da terra

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Produção

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Agropecuária

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DA Agricultura para a indústria

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Carlos Renaux

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Buettner

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schlösser

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Áreas induStriais

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indústria Metal-mecânica

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Exportação e Arrecadação

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Azambuja

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COMÉRCIO CENTRAL

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Rod. Antônio Heil e Ivo Silveira

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Serviços

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Construção Civil

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Transporte

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Ampe

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CDL e ACIBr

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Desenvolvimento

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Cenário

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Walter Orthmann

PROJETO IDENTIDADE

Jornal Município Dia a Dia Rua Felipe Schmidt, 31 - sl. 01 Centro - Brusque - SC Fone: (47) 3351-1980 www.municipiodiaadia.com.br municipiodiaadia@municipiodiaadia.com.br comercial@municipiodiaadia.com.br

Diretor: Cláudio José Schlindwein Editora-Chefe: Letícia Schlindwein Edição e redação: Guédria Baron Motta

(Palavra e Cia - Agência de Comunicação)

Fotografia: Maicon Schlindwein Projeto Gráfico e Diagramação: Paulo Morelli | Chess Design Gráfico Impressão: Jornal de Santa Catarina

Colaboradores e Agradecimentos:

A terceira edição do projeto Identidade contou com o apoio e informação de muitas pessoas. Para elas, que guardam conhecimentos tão importantes sobre Brusque, nossa gratidão e respeito: membros e mantenedores da Sociedade Amigos de Brusque (SAB), Marlus Niebuhr, secretário de Desenvolvimento Econômico e Agricultura, Jorge Luiz Ramos, secretário de Turismo, Vilmar Walendowsky, escritor Saulo Adami, colaboradores e diretoria das empresas Renaux, Buettner, Schlösser, Zen, Sancris, Fischer, FIP, Stop Shop, Bruem, Havan, All Shopping, Shopping Gacher, RC Conti e Transporte Santa Luzia. Obrigada também aos membros das entidades: Associação das Micro e Pequenas Empresas (AMPE), Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Industrial de Brusque (ACIB), Serviço Nacional de Empregos (SINE), Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e todos os sindicatos do município. FOTO DA CAPA: Alexandre Ouriques dos Santos, colaborador da Sancris


AGRICULTURA

A história oficial de Brusque começa em 1860, quando um grupo de 55 imigrantes alemães, vindos do Grão Ducado de Baden, chegam ao município de matas fechadas, circundado por um rio. Aqui, o primeiro trabalho desenvolvido é a agricultura de subsistência, executada manualmente, com o uso da enxada. As primeiras tentativas (plantações de trigo, cevada e algodão) se mostraram desanimadoras, em função do clima frio da nossa região. Já o cultivo de milho, mandioca, cana-de-açúcar e árvores frutíferas, apresentou bom resultado. Com a chegada de novos imigrantes, o controle das atividades agrícolas, a introdução do plantio de fumo e a criação de suínos e gado leiteiro, as plantações começaram a progredir e a gerar excedente. Este era comercializado nas vendas, as primeiras casas de comércio onde se comprava enxada, corda, pregos, óleo, entre outros. O agricultor, que não tinha dinheiro, trocava parte da sua plantação por algum produto que necessitava. Eram os vendeiros que faziam o seu preço e, assim, prosperavam (o primeiro vendeiro da mata virgem se chamava Motta).

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AGRICULTURA | LAVOURA

Hoje, a atividade agrícola corresponde a 3% do cenário de trabalho no município. Prevalecem as plantações de milho e arroz, em bairros como Cristalina, Dom Joaquim, Ribeirão do Mafra e Limeira. Há, ainda, a pecuária e comercialização de hortifrutigranjeiros. Para auxiliar o homem do campo, a prefeitura mantém uma patrulha mecanizada, que presta serviço às 20 famílias de agricultores que vivem unicamente do plantio e da colheita. Dados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brusque mostram que estas famílias têm um aspecto peculiar: a maioria das pessoas que trabalham na lavoura tem outras fontes de renda como, por exemplo, empregos em fábricas. Um dos motivos para essa dupla jornada está relacionado à proximidade entre o rural e o urbano, além da redução das áreas cultiváveis, devido o aspecto acidentado das terras e da preocupação em preservar o meio ambiente.

AGRICULTURA | Homens da terra

Criados na lavoura, na região da Cristalina, os irmãos Valdecir e Ademir Petermann continuaram a desenvolver o negócio da família: a plantação de hortaliças. O trabalho nas terras da região rendeu mais do que o cultivo. Hoje, eles têm uma empresa de conservas, na qual vendem mais de 100 mil vidros ao ano, o equivalente a 50 toneladas. Apesar do número expressivo, garantem que o trabalho na agricultura já não é tão promissor quanto antigamente. “Na época do meu pai, ele plantava dois chãos e vivia muito bem. Hoje temos que trabalhar mais do que o dobro para conseguir sobreviver”, comenta Ademir. Para os irmãos, a concorrência com produtos de outros estados (hoje trazidos com facilidade), dificulta a comercialização dos produtos locais. Por isso, ele também acredita que as próximas gerações da própria família devem migrar para outras áreas. 4


Em 2007 foram produzidas em Brusque 1.190 toneladas de arroz, com valor de produção de R$ 476 mil. A área plantada e colhida é de 170 hectares e o rendimento de produção é de sete mil quilogramas por hectare. Foram produzidas também novemil toneladas de feijão, com valor de R$ 10 mil, área plantada de 10 hectares e rendimento de 900 quilogramas por hectare. O mais rentável, no entanto, é o cultivo de milho que, nos 300 hectares plantados rendeu 1.980 toneladas, com valor de produção de R$ 693 mil e rendimento de 6.600 quilogramas por hectare. No mesmo ano, foram produzidas três toneladas de carvão vegetal, com valor de produção de R$ 2 mil. Além disso, 40 mil m³ de lenha com valor de R$ 1.600, 25 mil m³ de madeira em tora com valor de produção de R$ 1.500 e 25 mil m³ de madeira em tora para outras finalidades, com valor de R$ 1.500.

AGRICULTURA | Produção

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Agropecuária

O Censo Agropecuário, realizado pelo IBGE em 2006, cadastrou 71 estabelecimentos agropecuários em uma extensão de 22.675 hectares. São 17 lavouras permanentes, 35 lavouras temporárias, 35 áreas com pastagens naturais e 56 áreas com matas e florestas. Entre as pessoas que trabalham no campo, 135 apresentam laço de parentesco com o produtor e apenas 17 são especificamente colaboradores. No mesmo ano, havia 41 áreas com bovinos, totalizando 714 cabeças, três com 29 cabeças de caprinos, quatro com 78 cabeças de ovinos, 18 com 116 cabeças de suínos, 26 com 1.168 cabeças de aves, 14 com vacas que produziam 82 mil litros de leite e sete estabelecimentos com galinhas, responsáveis por duas mil dúzias de ovos por mês. Juntas, a agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal em Brusque eram compostas por 20 unidades, formadas por 80 pessoas, das quais 57 eram assalariadas, um investimento anual de R$ 621 mil.

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Da agricultura para a indústria

No final do século 19 e no começo do século 20, a agricultura atingia 90% da produção local. Portanto, estava saturada e não absorvia novos trabalhadores. A chegada dos poloneses, no final da década de 1880, iria modificar esse cenário. Parte deles, conhecidos como Tecelões de Lodz, não sabiam lidar com agricultura e queriam se manter no ramo têxtil, com o qual trabalhavam na Europa (indústria da foto). Foi na busca por empreendedores interessados em investir no setor que os poloneses conheceram o vendeiro Carlos Renaux e a parceria deu certo. Dono de uma casa de comércio, no centro de Brusque, ele utilizou o depósito do estabelecimento para instalar os teares de madeira bastante rústicos, em 1892.

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CENTENÁRIAS | CARLOS RENAUX

Carlos Renaux nasceu na cidade Loerrach, Alemanha, em 1862. Formado no (atual) ensino médio, ele era aprendiz de banco e emigrou com a família para o Brasil, em 1882. Aqui, trabalhou como caixeiro e gerente de vendas, até apostar em uma audaciosa ideia e firmar parceria com tecelões europeus. O negócio prosperou e em 1890 Carlos Renaux se transformou no primeiro empreendedor do ramo têxtil de Brusque e dono da primeira fábrica de fiação de Santa Catarina. Pouco tempo depois, os teares rudimentares de madeira foram substituídos por maquinários vindos da Alemanha e a palavra “inovação” ganhou evidência na filosofia da empresa. Na década de 1940, já consolidada e com projeção nacional, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux instalou no município, a primeira máquina da região, capaz de produzir fios penteados e tecidos finos de alta qualidade. Na década de 1960, a empresa trouxe da Inglaterra a tecnologia de produção e aplicação de resinas sintéticas, capaz de produzir tecidos de algodão resistentes ao amarrotamento. Hoje, a Renaux conta com 939 funcionários e, devido a crise mundial, seu faturamento caiu de 10 para cinco milhões, da mesma forma que a exportação neste período também diminuiu, de 27% para 12% da produção.

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A empresa Buettner S.A. Indústria e Comércio foi fundada em fevereiro de 1898, por Edgar Von Buettner, que trouxe suas primeiras máquinas da Alemanha, para bordar cortinas de filó. Poucos anos depois, a empresa passou a fornecer cortinas para o Palácio do Catete, na Capital da República (Rio de Janeiro), bem como para várias residências oficiais dos governadores. Já na década de 1970, a empresa adquiriu uma máquina de estamparia automática e passou a exportar para Grã-Bretanha, Suécia, Dinamarca, Austrália, Suíça, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos. Dez anos depois, iniciou a construção do parque fabril, no bairro Batêas, que acolheria módulos de fiação, beneficiamento (estamparia) e tinturaria de fios. Em fevereiro de 1996, o setor administrativo também foi transferido para a área industrial, concentrando o trabalho da Buettner no bairro Batêas. FOTO: Fiação da Buettner S.A.

CENTENÁRIAS | Buettner

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CENTENÁRIAS | Schlösser

Já em 1911, Gustavo Schlösser e seus filhos criaram a Schlösser, empresa de toalhas de mesa e rosto com flores de jacquard. O mostruário de tecedura fôra trazido da Polônia pelo fundador. Hoje, 39% do controle acionário da empresa continuam pertencendo à família e 32% estão nas mãos de um investidor de São Paulo. O restante é pulverizado entre muitos sócios, sendo que nenhum deles tem quantidade maior do que 1%. Anilton Zanon (foto), 64 anos, é o colaborador com mais tempo de carteira assinada na Schlösser. Ele, que entrou na empresa em julho de 1960, como auxiliar de escritório técnico, hoje é assessor jurídico e presidente do Conselho Administrativo.

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Áreas industriais

Devido a sua topografia, Brusque não tem hoje grandes áreas para crescer industrialmente. Há um terreno público com um milhão de m² no bairro Limeira e algumas áreas disponíveis nas localidades da Estrada da Fazenda e Souza Cruz. Por esta razão, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agricultura aposta no investimento de empresas de tecnologia, que ocupam menos espaço e apresentam mais viabilidade financeira. Em Florianópolis, por exemplo, a tecnologia é a segunda maior arrecadadora de renda do município, precedida apenas do turismo. Um dos objetivos da atual administração pública de Brusque é pulverizar grandes empresas em diferentes bairros, facilitando o acesso de seus trabalhadores.

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INDÚSTRIA Metal-mecânica

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A concentração de grandes empresas do setor metal-mecânico destaca Brusque no cenário internacional. Uma das referências do setor é a Irmãos Zen S.A. Indústria Metalúrgica (foto) que é líder mundial na produção de impulsores de partida e exporta seus produtos para mais de 50 países. Com cerca de mil funcionários, em 2007 a empresa produziu 8,86 milhões de unidades completas e 6,69 milhões de componentes, faturando R$ 118 milhões.


Exportação

Santa Catarina está entre os estados mais exportadores do país. Em 2007, as vendas para o mercado internacional foram de US$ 7,4 bilhões, 4,6% do total exportado pelo Brasil, o que lhe possibilitou a oitava posição em nível nacional e permitiu um saldo positivo de US$ 2,4 bilhões na balança comercial. Já a balança comercial do Vale do Itajaí é superavitária e apresentou em 2007 um saldo de US$ 1,1 bilhão. As exportações totalizaram US$ 3,5 bilhões e as importações US$ 2,4 bilhões. No mesmo ano, Brusque exportou R$ 114.356.107, importou R$ 72.188.011 e apresentou saldo de R$ 42.168.096. FOTO: Depósito na Irmãos Zen S.A.

Arrecadação

De acordo com levantamento da prefeitura, a maior empresa arrecadadora do município é a Irmãos Fischer S.A. (foto), que se destaca no pólo industrial do Brasil como líder na fabricação de fornos elétricos. Em 2008, a empresa vendeu 350 mil fornos elétricos para mais de 40 mil pontos de venda espalhados pelo país. Além do mercado interno, a empresa exporta para mais de 10 países da América do Sul. O faturamento de R$ 230 milhões em 2008 é o resultado do trabalho de seus 680 colaboradores treinados para exercer as funções com qualidade. Cerca de 4% do faturamento é voltado para investimento em novos processos tecnológicos, automação, máquinas e equipamentos. 13


COMÉRCIO | Azambuja

No início da década de 1980, já haviam algumas empresas instaladas no bairro Azambuja. A expansão do comércio no local, no entanto, aconteceu depois da enchente de 1984, quando foi liberado o Fundo de Garantia (FGTS) e muitas pessoas aproveitaram o dinheiro para investir no próprio negócio. Em busca de sacoleiros, alguns empresários viajaram até São Paulo e, com festa, recepcionaram o primeiro ônibus de turistas que estacionou no local. Depois desse, vieram muitos outros, cerca de 70 por dia, de segunda-feira a sábado. Com mais de 800 pontos de vendas, Azambuja chegou ao seu melhor momento em 1994, mas enfraqueceu a partir do ano seguinte, em consequência da troca da moeda brasileira (cruzeiro pelo real).

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A Straetz foi a primeira loja instalada no Centro de Brusque, quando ainda era uma tipografia, em 1910. Apenas em 1942, a empresa migrou para o ramo moveleiro, onde atua até hoje. Atualmente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL ), o comércio na avenida Cônsul Carlos Renaux concentra 30 estabelecimentos associados. Hoje, o coração de Brusque engloba atividades comerciais e de serviços.

Comércio Central

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COMÉRCIO | Rodovia Antônio Heil e Ivo Silveira

É com um sorriso nos lábios que Márcia Bernardo Régis, 52 anos, atende suas clientes, em um dos centros comerciais da rodovia Antônio Heil. Balconista do comércio brusquense desde os 14 anos, ela trabalha há 38 no setor, 18 deles no mesmo local. “A gente gosta do que faz e tenta passar uma energia positiva para as pessoas que atendemos”, comenta Márcia, exemplo e incentivo para as futuras vendedoras do setor. Hoje, a rodovia Antônio Heil concentra três grandes centros comerciais (Fip, Stop Shop e Bruem) que, juntos, totalizam cerca de 400 lojas e, por dia, movimentam mais de 1.500 pessoas, além de grandes lojas como a Havan, considerada a maior do segmento no país, com 30 mil m² e mais de 100 mil produtos à disposição dos clientes. Já na rodovia Ivo Silveira, está localizado um shopping exclusivamente atacadista, com mais de 80 lojas e fluxo mensal de 15 a 20 mil lojistas. FOTO: Loja na FIP

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Fazer o melhor possível por aqueles que atende. Essa é a expectativa de Maria Inácia Dalcastagne Milke, 62 anos, cozinheira do Grupo Gracher, em Brusque, há 39 anos. Uma das mais antigas trabalhadoras do ramo da prestação de serviço, ela começou no restaurante da empresa e, só depois, passou a trabalhar no Shopping Gracher. As primeiras atividades, aos 18 anos, foram na cozinha. Hoje, ela é responsável pela organização da copa, no café da manhã, e atendimento dos clientes. “Adoro o que eu faço. Às vezes, até passo do horário, mas é por puro prazer”, comenta Maria. Em cinco municípios, há 980 trabalhadores associados ao sindicato de hotéis, bares, restaurantes e similares, condomínio e imobiliário, entidades filantrópicas, salão de beleza, conservação de elevadores e casas de diversões, lavanderia e similares. Os ramos que mais empregam neste setor, no entanto, são o imobiliário e hoteleiro.

Serviços

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serviços | Construção Civil

Luiz Carlos Berner tem 33 anos, estudou até a quarta série do ensino fundamental e hoje trabalha na construção civil. Natural de Concórdia, há três anos ele vive em Brusque com sua mulher e dois filhos. “Na empresa é sempre muita pressão, por isso prefiro trabalhar como pedreiro. Estou bem, já consegui até comprar uma moto e um fusca”, comemora. De acordo com o sindicato da categoria, a crise mundial ainda não atingiu a construção civil em Brusque. Ao contrário! O benefício do Fundo de Garantia em Brusque alavancou a negociação de imóveis.

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SERVIÇOS | TraNsporte

De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2005, na cidade, transporte, armazenagem e comunicações tinham 222 estabelecimentos, envolvendo 1.067 pessoas, sendo 845 com carteira assinada. Uma destas pessoas é o motorista Valdemar Argentino Francisco, 39 anos, que se diz completamente realizado atrás do volante. O profissional, que começou o trabalho na boléia de um caminhão aos 18 anos, hoje atua no transporte coletivo de Brusque. Há oito anos, ele percorre os bairros da cidade, levando as pessoas à escola, ao trabalho e a outros destinos. Segundo Valdemar, além do prazer de dirigir, também gosta de interagir com as pessoas: “Gosto muito do meu trabalho, é muito bom”. Em 2009, existem na cidade, diversas empresas de transporte, incluindo ônibus, microônibus, vans e táxis, sendo que duas delas prestam serviço de transporte público coletivo.

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ASSOCIATIVISMO | Ampe

Em 1990, quando a cidade já era conhecida como “Capital da Pronta Entrega”, foi fundada a Associação das Indústrias e Comércio de Azambuja (Aica), mais tarde transformada na Associação das Micro e Pequenas Empresas (Ampe), de Brusque. Hoje, com cerca de 260 associados, a entidade é responsável pela Pronegócio que, na última edição (janeiro de 2009) cresceu 35% e chegou ao número inédito de 1 milhão de peças comercializadas na coleção de inverno. Permitir que o micro e pequeno empresário conheça e atue no cenário mundial é um dos objetivos atuais da Ampe, que já mantém 40 empresas vinculadas ao programa de exportação. A Associação também mantém uma Unidade Distribuidora (UD), em Moçambique, um showroom permanente no Panamá e organiza a segunda Rodada de Negócios Internacional, prevista para setembro de 2009, em Miami. 20


“A união faz a força” é o lema para o associativismo, que propõe a oportunidade de crescer e se fortalecer. A Associação Comercial e Industrial de Brusque (ACIBr) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) são exemplo desta união. Fundada em 1934, a ACIBr tem uma história de lutas e conquistas importantes que promovem o desenvolvimento da indústria, comércio e prestadores de serviço do município. Em outubro de 2009, a associação comemora 75 anos com seus 445 associados. Preocupada com os interesses da classe empresarial, promove com freqüência cursos, palestras e exposições. Após 35 anos do nascimento da ACIBr, em 1969, surgiu a Câmara de Dirigentes Lojistas de Brusque (CDL) focada no serviço de varejo. Hoje, CDL conta com 568 associados e seu principal foco é a consulta no serviço de proteção ao crédito; é responsável também pela divulgação de campanhas sociais e institucionais, capacitação de associados e promoção de ações pontuais e locais, como, por exemplo, o trabalho diferenciado nas ruas Pedro Werner e Rui Barbosa. FOTO: Produção da Metalúrgica Zen S.A.

ASSOCIATIVISMO | CDL e ACIBr

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Desenvolvimento

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é baseado em dados censitários, disponíveis a cada 10 anos. E foi justamente pela falta de um indicador anual, capaz de medir o desenvolvimento humano, econômico e social dos municípios e estados, que levou a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) a criar o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), ampliado para todas as unidades da Federação. O cálculo também leva em consideração as principais áreas de desenvolvimento humano: Educação e Emprego, Saúde e Renda. Vinte municípios catarinenses estão entre os melhores colocados no IFDM sendo que em Santa Catarina Brusque lidera o ranking, seguida por Videira, Jaraguá do Sul e Pomerode. (No detalhe da foto, Sancris, a primeira empresa nacional que fabrica zíperes e hoje compete com duas multinacionais). FOTO: Alexandre Ouriques dos Santos, colaborador da Sancris.

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Em 2006, Brusque ocupava o 10º lugar no ranking do PIB em Santa Catarina, com R$ 1,9 bilhão. No ano seguinte, 1.325 indústrias empregavam 24.642 pessoas e 1.518 estabelecimentos comerciais reuniam 7.529 funcionários. Já as 969 prestadoras de serviço, empregavam 8.083, enquanto a agropecuária, extração vegetal, caça e pesca eram representadas por 25 empresas e 126 pessoas na área. Na oportunidade, eram 3.837 estabelecimentos, empregando 40.380 pessoas. Hoje, com cerca de 100 mil habitantes, o município representa 1,6% da população de Santa Catarina e ocupa o 10º lugar na tabela de arrecadação do ICMS (janeiro-outubro de 2008). Brusque é também o sexto maior cliente da Celesc. Com 37 mil consumidores de energia elétrica, tem esta posição em relação ao consumo e ao faturamento. FOTO: Ana Pereira Till, Setor de Costura da RC Conti

Cenário

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O trabalho em Brusque é formado por muitos rostos, sonhos, expectativas e motivações. Desde o “chão de fábrica” até a gerência dos estabelecimentos. Desde os profissionais autônomos até os administradores de grandes empresas. “Viver para trabalhar” ou “trabalhar para viver”, bom ou mau, é um dos legados deixados em nossa terra pelos colonizadores europeus. Agora, se fosse possível representar (ou sintetizar) toda esta diversidade do trabalho no município em uma só face, o rosto escolhido seria (incontestavelmente) de Walter Orthmann. Hoje, aos 87 anos, é ele quem lidera o título de “Maior tempo em atividade na mesma empresa” no Rankbrasil - o Livro dos Recordes Brasileiros. O brusquense iniciou sua vida profissional aos 16 anos, como auxiliar de expedição, na Fábrica Renaux. Passados 71 anos, até o nome da empresa mudou (Renaux View), mas seu Walter continua lá, agora como gerente de vendas nos Estados do Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo. “Vou continuar meu trabalho enquanto tiver forças, como um verdadeiro brusquense”, diz, Walter Orthmann.

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PERFIL | Walter Orthmann

Projeto Identidade  

Projeto Identidade - 55 anos do Jornal Município Dia a Dia - Brusque/SC

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