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Ano 19 Nº 222 Abril 2018

SOJA

Produtores otimistas com a colheita

EXPODIRETO COTRIJAL

Alta de 4% nos negócios

| PÁGINAS 4 E 5

COTRIJAL LIGADA EM VOCÊ

Conhecidos os dez primeiros ganhadores

Feira teve público recorde, de 265.600 pessoas, e os 527 expositores fecharam R$ 2.207.837.000,00 em vendas. | PÁGINA 22

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02|Abril / 2018

Expediente Jornal da Cotrijal Órgão de divulgação da Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial

Endereço: Rua Júlio Graeff, nº 01 - Cx. Postal 02 Não-Me-Toque/RS - CEP 99470-000 Fone: 54 3332-2500/ 54 3191-2500 E-mail: lmertins@cotrijal.com.br Internet: http://www.cotrijal.com.br Diretoria Executiva Presidente: Nei César Mânica Vice-presidente: Enio Schroeder Conselheiros de Administração Região Sede: Francisco Jorge Eckstein Jair Paulo Kuhns Leori Antônio Dessoy Luiz Roberto Gobbi Odair Sandro Nienow Roveni Lúcia Doneda (Representante dos Líderes de Núcleos) Região Um: Jonas Francisco Roesler José Valdir Kappaun (Representante dos Líderes de Núcleos) Mateus Tonezer Região Dois: Airton Emílio Scharlau Délcio Reno Beffart Ildo José Orth Juliano Manfroi Milton Antônio Marquetti (Representante dos Líderes de Núcleos) Valdecir Luiz Delazeri Valdino Morais Conselheiros Fiscais Titulares Leandro Burgel de Souza Francisco Feiten Schreiner Daniel Gustavo Scheffel Conselheiros Fiscais Suplentes João Henrique Maldaner Celito Dal Pizzol Edemir Rosso Produção: Unidade de Desenvolvimento Cooperativista Jornalista Responsável: Leila Mertins Gerente da Unidade de Desenvolvimento Cooperativista - Reg. prof. 4.985 Redação: Elisete Tonetto, Fernando Teixeira, Ingra Costa e Silva, Jorge Correa, Liliana Fernanda Zimmermann Crivello, Mariliane Cassel, Mário Quadros e Mayara Dalla Líbera Fotos: Elisete Tonetto, Fernando Teixeira, Foto Choks, Mariliane Cassel e Mayara Dalla Libera Editoração Eletrônica: Prisma Produções Gráficas (54) 3045-3489 Pré-Impressão e Impressão: Imperial Artes Gráficas Ltda. (54) 3313-5434 Comercialização: Agromídia - Desenv. de Negócios Publicitários Ltda. - São Paulo/SP - Fone: (11) 5092-3305 Guerreiro Agro Marketing - Maringá/PR Fone: (44) 9180-4450 - 3026-4457 Prisma Produções Gráficas - Passo Fundo/RS (54) 3045-3489 - 9233-3170 Periodicidade: Mensal

Opinião

NEI CÉSAR MÂNICA Presidente da Cotrijal

A safra do conhecimento e dos bons resultados A maior satisfação da Cotrijal é ver o associado contente com o trabalho da cooperativa, colhendo bons resultados. No momento em que nos encaminhamos para o final de mais uma safra, com expectativa de boa produtividade, o sentimento é de dever cumprido.

Juntos, vamos em busca

Em função de problemas climáticos isolados – chuva em excesso no início da safra, estiagem em janeiro e em março, granizo em alguns locais – estimamos uma média geral de produtividade um pouco menor do que a alcançada no ano passado, quando fechamos 70,6 sacas/hectare. Mas muitos produtores, em regiões onde o clima foi mais favorável, estão superando as médias do ano passado. Isso, aliado ao preço maior em relação à mesma época do ano passado, vai garantir boa rentabilidade.

de produtividade,

A missão da Cotrijal é gerar valor ao cooperado. É com esse foco que trabalhamos o ano todo. E é essa parceria consistente, entre cooperativa e produtor, que tem feito a diferença nas lavouras na Região Norte do Rio Grande do Sul. Quem trabalha com a Cotrijal tem essa percepção do diferencial e das vantagens que ela oferece. Competência, seriedade e confiabilidade conquistadas ao longo de mais de 60 anos de história, com dinamismo e visão de futuro. O ano de 2018 permanece com muitas incógnitas. Eleições brasileiras ainda não definidas, mercado podendo ser impactado pelas decisões do presidente norte-americano, safra dos Estados Unidos por começar, possibilidade de redução a taxa de juros no Brasil. Tudo isso exige atenção. Mas com a safra garantida, fica mais fácil lidar com as variáveis que podem impactar no mercado. A Cotrijal está pronta para receber e dar o melhor direcionamento para a safra, atendendo com qualidade e eficiência o

de mais um ano com excelentes resultados. Não só em termos mas de aprendizado, de conhecimento. seu produtor. Juntos, vamos comemorar o resultado do trabalho realizado. Assim como comemoramos o êxito da 19ª edição da Expodireto Cotrijal. A feira, muito mais do que bons negócios para os 527 expositores, que totalizaram mais de R$ 2,2 bilhões, mais uma vez cumpriu seu papel de difundir o conhecimento que auxilia o campo a ter melhor resultado. É uma safra de conhecimento, disponível a todo o agronegócio, mas que para os nossos associados tem a vantagem da proximidade. O impacto disso é o que estamos vendo a cada colheita, em que colhemos mais, agregamos renda, enfim, somos, como produtores, mais eficientes. Ficamos muito felizes por constatar que o nosso produtor aproveita a feira de forma integral, participando de palestras, buscando novidades e aproveitando bons negócios. Esse é o papel principal da Expodireto Cotrijal: levar conhecimento e oportunidades para o nosso associado. É assim, juntos, que vamos, em busca de mais um ano com excelentes resultados. Não só em termos de produtividade, mas de aprendizado, de conhecimento.


04|Abril / 2018

Produtores otimistas com a colheita da soja O momento mais esperado pelos produtores chegou. A colheita da soja na área de ação da Cotrijal avança e, segundo o Departamento Técnico, os resultados iniciais são bons, embora a média geral registrada no ano passado não deva se repetir, basicamente devido à interferência do clima. A expectativa é de que até o final de abril toda a soja já esteja nos silos da cooperativa. Os produtores tentam aproveitar ao máximo os dias de sol para dar sequência aos trabalhos de colheita. Segundo o coordenador técnico de Difusão da Cotrijal, Alexandre Doneda, o clima não deu folga para neste ciclo, com muita chuva na semeadura, escassez hídrica em alguns períodos e até mesmo a incidência de granizo em algumas áreas. “Tivemos uma safra atípica. Escapamos daquela previsão inicial de seca mais severa, porém tivemos muitos incidentes, que exigiram o máximo de atenção e trabalho de nossos produtores”, destaca. A safra da superação. É assim que a família Bortolini, de Almirante Tamandaré do Sul, encara este

ano. “Tivemos de tudo. Períodos de seca, de muita chuva, doenças, pragas… Manter esse padrão de lavoura não foi tarefa fácil”, comenta Maurício, que junto com o irmão Alexandre e o pai Valdir trabalha na colheita. Com o objetivo de superar as 80 sacas/ha, Maurício acredita que todos os trabalhos preventivos realizados tiveram êxito. As lavouras tiveram ataques de percevejo, tamanduá da soja e a infecção da ferrugem asiática. “Nas primeiras áreas colhidas nossa média já superou o resultado de anos anteriores. Aguardamos que isso se mantenha e possamos fechar esse trabalho da melhor forma possível”, comenta o produtor.

Família Bortolini quer repetir bom desempenho da safra anterior

Ladrões de produtividade

Dentre os fatores que mais impactaram na safra, exigindo atenção e manejo adequado, estão: ► Fungos do solo (rhizoctonia e fusarium) ► Tamanduá da soja ► Percevejos ► Lagartas ► Plantas invasoras ► Ferrugem asiática ► Doenças de final de ciclo (DFCs) ► Mofo branco ► Erosão do solo

Primeiras áreas colhidas apresentaram elevada produtividade

Em busca de médias cada vez melhores A soja que foi plantada no final de outubro na propriedade de Euzébio Machri, em Santo Antônio do Planalto, começou a ser colhida no dia 11 de março. Até a última semana do mês de março, ele já havia colhido 20% do total de 300 hectares plantados e a média alcançada era de 74,5 sacas/hectare. Produtividade que se repete da safra 2016/2017, que fechou com uma média final de 75 sacas/hectares. “Nesta safra, focamos bastante no tratamento com fungicidas, com quatro aplicações e combinações de produtos. O resultado foi um manejo bem-sucedido”, avaliou. A preocupação, segundo Machri, é com a falta de chuva durante o mês de março, o que pode baixar um pouco a produtividade geral da lavoura, em função da soja plantada tarde. A Cotrijal tem sido decisiva nesta busca por boa produtividade, destaca. “O conhecimento e as informações sempre atualizadas do quadro técnico facilitam nossas escolhas na lavoura. Isso é fundamental na minha evolução na

atividade”, acrescentou. A soja que foi plantada no final de outubro na propriedade de Euzébio Machri, em Santo Antônio do Planalto, começou a ser colhida no dia 11 de março. Até a última semana do mês de março, ele já havia colhido 20% do total de 300 hectares plantados e a média alcançada era de 74,5 sacas/hectare. Produtividade que se repete da safra 2016/2017, que fechou com uma média final de 75 sacas/hectares. “Nesta safra, focamos bastante no tratamento com fungicidas, com quatro aplicações e combinações de produtos. O resultado foi um manejo bem-sucedido”, avaliou. A preocupação, segundo Machri, é com a falta de chuva durante o mês de março, o que pode baixar um pouco a produtividade geral da lavoura, em função da soja plantada tarde. A Cotrijal tem sido decisiva nesta busca por boa produtividade, destaca. “O conhecimento e as informações sempre atualizadas do quadro técnico facilitam nossas escolhas na lavoura. Isso é fundamental na minha evolução na atividade”, acrescentou.

Programa Monitora ao lado do produtor O slogan ‘sua lavoura sob controle’ nunca foi levado tão ao pé da letra como nesta safra. Através do Programa Monitora, a cooperativa levou informação de qualidade, na hora certa para os produtores, auxiliando na adoção de estratégias visando a melhor produtividade. Além de seguir na guerra declarada contra os percevejos, o programa alertou para as boas

práticas de semeadura e seguirá divulgando informações sobre o manejo e a conservação do solo, visando a implantação das plantas de coberturas e as culturas de inverno. “Nosso objetivo é reforçar os conceitos do Sistema de Plantio Direto e cuidar ainda mais desse bem tão precioso que é o solo”, destaca o gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, Juliano Recalcatti.

Euzébio com os filhos Bryan Vincent e Bernardo, que fazem questão de ajudar o pai na colheita e demais atividades da propriedade: “a paixão pela agricultura é uma vocação”

MERCADO

É a hora de

comercializar? Com um olho no clima e outro na colheita da soja, os produtores não deixam de lado as movimentações do mercado da soja. Segundo o superintendente Comercial da Cotrijal, Jairo Marcos Kohlrausch, o cenário está positivo para os negócios, especialmente para quem tem juros a pagar. No entanto, a recomendação é que se mantenha a atenção aos fatores que podem interferir no preço, aproveitando os momentos de alta sempre levando em conta o custo de produção. O preço superior pago pela soja em março de 2018 em comparação ao mesmo mês de 2017 deve-se basicamente à frustração de safra na Argentina, atingida por forte estiagem causada pelo efeito climático La Niña. Dentre os fatores que devem direcionar o mercado nos próximos meses ele cita: o encerramento da colheita na Argentina, que vai dar noção real da quebra da safra; o anúncio de área menor para soja e milho nos Estados Unidos, notícia que é altista e leva ao início das especulações do clima para este ciclo; a ameaça dos Estados Unidos taxarem a importação e adotarem retaliações em relação à China, especialmente na área de direito de propriedade e de eletrônicos; a possibilidade de redução nas taxas de juros no Brasil, levando a uma maior saída de especuladores, que retiram dólares do país; e as eleições presidenciais, que podem impactar o câmbio, com apreciação ou desvalorização do Real. “A Cotrijal está sempre atenta às melhores oportunidades de negócios e é importante o produtor ficar também de olho na movimentação do mercado”, orienta o superintendente.


Abril / 2018|05

Registros da safra

Dia de campo para mulheres A Unidade Cotrijal de Santo Antônio do Planalto realizou um Dia de Campo para Mulheres em 28 de fevereiro. O objetivo, segundo a gerente Aline Luersen, foi aproximar ainda mais mulheres da cooperativa. A atividade foi uma sequência da realizada para os produtores um dia antes, no mesmo local. Elas receberam informações de todos os processos que envolvem a safra, desde a produção até a armazenagem. Elaine Moraes e Terezinha Ribas estiveram no dia de campo e aprovaram a iniciativa. “Eu me

sinto em casa na Cotrijal. Faço questão de participar das decisões e atividades da lavoura. Plantamos soja e usamos a aveia para rotação de cultura e cobertura de solo”, indicou Elaine. “Não deixo de participar de nenhum evento promovido pela Cotrijal, acho importante. A assistência técnica é um diferencial muito grande e eu sempre estou a par de tudo que acontece na propriedade”, comentou Terezinha, destacando que está incentivando o processo de sucessão com a filha.

Programação agradou as mulheres

Cresce a procura pelo seguro agrícola A busca pelo seguro agrícola oferecido pela Cotrijal cresceu 24% em 2017 em relação ao ano anterior. Foram 38.839 hectares assegurados, totalizando 964 apólices. A explicação para o incremento é a confiabilidade e o bom atendimento prestado pelas corretoras parceiras da cooperativa. Maurício Backes não abre mão do seguro. É a segunda safra de soja que ele assegura e desta vez teve que acionar a corretora devido a um problema com tromba d’água no início do desenvolvimento da cultura em uma área de 29 hectares em Linha Ojeriza, Lagoa dos Três Cantos. “Nos atenderam com rapidez e conseguimos pagar a conta do replantio. Se não tivesse o seguro teria que desembolsar uns R$ 19 mil”, revela. Além dos 226 hectares de soja, Backes assegurou os 31,6 hectares

Visita à Cotrijal

Maurício Backes com o agrônomo Eder Wentz e o analista de Seguros Tiago Mendes: satisfeito com o serviço contratado através da Cotrijal

que foram plantados com milho, mas nesta área não precisou acionar o seguro. Colheu 207 sacos/ hectare. Ele também fez seguro dos 90 hectares de cevada que plantou no ano passado. “Vale a pena, porque o risco climático tem sido grande a cada ano. Com a subvenção, o custo por hectare do seguro na soja ficou em três sacos”, explica. Guilherme Setti é outro que vê o seguro agrícola como um dos Guilherme Setti com o agrônomo Juliano Algeri: cobertura ampla garante tranquilidade

Produtores da região Norte do Estado, ligados às Unidades de Negócios da Cotrijal de Lagoa Vermelha, Capão Bonito do Sul e Clemente Argolo, visitaram a sede da cooperativa, em Não-Me-Toque, no dia 1º de março, passando também pela Unidade de Beneficiamento de Sementes, Área Experimental, Unidade de Negócios de Não-Me-Toque. Produtor de Capão Bonito do Sul, Délcio Bernardon esteve com os dois filhos na visita. “Trabalho com a Cotrijal desde que ela chegou a nossa região. A cooperativa veio para agregar muito aos produtores, principalmente em conhecimento”, destacou.

M  odalidades de

É o segundo grupo da região que visita a Cotrijal

DADOS DE 2017 ¾¾Área segurada: 38.839 hectares ¾¾964 apólices

Novas cultivares

¾¾24% a mais do que em 2016 ¾¾R$ 2.397.000,00 em subvenção federal liberados para produtores da Cotrijal na safra de verão, gerando uma economia de até 45%

seguro para a soja ¾¾Granizo e geada: garantias em Reais. ¾¾Tecnológico: garantias em sacas/hectare, baseadas na média de produtividade do IBGE, mas com acréscimo de 10%. ¾¾Personalizado: garantias em sacas/hectare, baseadas no histórico de produtividade do produtor nos últimos sete anos. Neste plano, a cobertura mínima é de 35 sacas/hectare e a máxima é de 47 sacas/ hectare.

componentes essenciais da safra. Começou a fazer seguro para geada e granizo na lavoura de inverno, há mais de cinco anos, e teve que acionar o seguro em pelo menos duas safras. Há três anos também fez seguro contra granizo para a soja. E desde que a Cotrijal começou a trabalhar com o seguro multirrisco, tem optado por ele. Neste ano, foram cerca de 200 hectares assegurados em Almirante Tamandaré do Sul, sendo que teve que acionar o seguro por tromba d’água, com replantio de seis hectares. O investimento é maior, mas, segundo ele, compensa. “Porque a cobertura é mais ampla”, justifica. “Além disso, tem a oportunidade de que os planos estão disponíveis bem antes do início da safra, o que nos possibilita garantir a subvenção federal, que reduz o custo com o seguro”. Mesmo satisfeito, o produtor atenta para a necessidade de um seguro de renda. “Sei que a Cotrijal tem pleiteado isso e seria a solução ideal para a agricultura”, aponta.

Vantagens do seguro disponibilizado pela cotrijal ¾¾N o caso dos pacotes Tecnológico e Personalizado, o cálculo é feito a partir do histórico de produtividade da área, o que aumenta a cobertura. Pelo IBGE, cálculo usado no caso do Proagro, a produtividade é bem mais baixa e a cobertura, consequentemente, menor. ¾¾Os pacotes permitem a inclusão de dois beneficiários. ¾¾Através da Cotrijal, o produtor consegue fazer o seguro antes do que normalmente ocorre no mercado e possibilitando o acesso à subvenção federal.

Preparados para o inverno

A Cotrijal realizou nos dias que antecederam a colheita dias de campo nas vitrines tecnológicas visando apresentar aos produtores as cultivares de soja que vão estar disponíveis para comercialização na próxima safra. Na foto, a atividade em Vista Alegre, reunindo produtores de Colorado e Saldanha Marinho. O dia de campo contou com a participação de 60 produtores

A Cotrijal está buscando melhorias em taxas e principalmente em coberturas para as culturas de inverno. Segundo o analista de Seguros da Cotrijal, Tiago Mendes, o foco da cooperativa é, em parceria com as corretoras e companhias de seguro, atender de maneira mais segura as culturas, que são de alto risco. Uma das novidades é que a partir desta safra de inverno serão três opções de corretoras e companhias de se-

guro. Além da Tovese, que representa a Essor Seguros S/A, e da Pasetti, que representa a Sancor Seguros do Brasil S/A, os produtores da cooperativa vão poder optar também pela corretora Mânica, que representa a Swiss Re Seguros. “É mais uma alternativa que estamos oferecendo aos associados, que pode optar pelo plano mais apropriado para a sua realidade”, aponta Mendes.

I nício da contratação– A abertura do prazo para as contratações de seguro para a lavoura de inverno ocorreu em 2 de março. E para a próxima safra de verão, o seguro também já pode ser contratado. O quanto antes o produtor efetivar a proposta, mais chances terá de garantir a subvenção federal. Para realizar a contratação, o produtor deve buscar a sua unidade de acerto.


06|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Público recorde e negócios acima de R$ 2,2 bilhões Marcada pelo grande número de lançamentos, em produtos e serviços, nas mais variadas áreas ligadas ao agronegócio, a Expodireto Cotrijal 2018 foi recorde de público e superou em 4% o volume de negócios da edição anterior. O montante comercializado pelos 527 expositores chegou a R$ 2.207.837.000,00. De ponta a ponta do parque, o que se viu na Expodireto Cotrijal 2018 foi um show de tecnologias, capazes de auxiliar o produtor na busca por melhor produtividade, otimização de custos e gerenciamento da propriedade. Com a safra de soja bem encaminhada e os preços em recuperação, os produtores aproveitaram para fazer bons negócios. “Estamos satisfeitos e vemos os expositores também contentes com os resultados”, disse o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, ao fazer o balanço da feira. Ao lado do vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, e dos demais integrantes da comissão organizadora, Mânica explicou que houve crescimento de 31% nos negócios via bancos de fábrica, as vendas por meio das instituições financeiras públicas e privadas tiveram queda de 16% e as aquisições com recursos próprios caíram 10%. No Pavilhão da Agricultura Familiar, as vendas cresceram 4%, totalizando R$ 1,089 milhão. O maior responsável pela evolução nos negócios foi o Pavilhão Internacional, que teve um crescimento de 722% na comparação com o ano passado, R$ 40 milhões. O montante apresentado, R$ 328,644 milhões, representa vendas de commodities (soja e farelo de soja) e atração de investimentos. Dois negócios foram os mais significativos. O primeiro foi a negociação de um moinho argentino para instalação de uma unidade no interior gaúcho. O outro, os dividendos de acordo feito por meio de uma trading de São Paulo para negociação de soja pelo Porto de Açu (RJ) para o Porto

de Las Palmas nas Ilhas Canárias (pertencente à Espanha). Para Mânica, alguns fatores impediram que os negócios fossem maiores. “A estiagem e a incerteza com os juros limitaram um crescimento mais significativo”, disse o dirigente, lamentando a colocação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para a imprensa, durante sua visita à Expodireto na quinta-feira, de que não haveria redução nos juros. “Isso pode ter influenciado”, admitiu. Público recorde - O público da Expodireto Cotrijal 2018 foi recorde. Nos cinco dias, a feira recebeu 265.600 pessoas, o maior número de visitantes em toda a história - crescimento de 10,4% na comparação com o ano passado (240.600 pessoas).

Presidente da Cotrijal, Nei César Mânica: “Quando começamos em 2000, em um projeto que envolvia o plantio direto, não imaginávamos este crescimento. Hoje, somos referência em tecnologia, inovação e oportunidade de negócios. A despeito de crises, avançamos a cada ano”.

Autoridades federais, estaduais e regionais prestigiaram a abertura oficial

Agronegócio é o farol, diz Sartori Em seu discurso na abertura da Expodireto Cotrijal, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, destacou que os últimos anos foram de descrença nas áreas política e econômica e que o seu governo precisou utilizar remédios amargos a partir de 2015 ao buscar a recuperação financeira do Estado. “Agora voltaram o crescimento e a esperança. E isso pode ser visto aqui neste parque”, frisou o governador. Para Sartori, o agronegócio foi “o nosso farol” e uma demonstração do Rio Grande do Sul que pode dar certo. Na sua avaliação, a Expodireto é uma demonstração do gaúcho que valoriza a sua tradição, mas não esquece de inovar.

Números da 19ª edição Negócios encaminhados: R  $ 2.207.837.000,00. Público: 265.600 Expositores: 527 Satisfação do público: 9  9% Países: 70

Governador disse que a feira é símbolo da esperança de dias melhores

 FEIRA DE 2019 - O presidente da Cotrijal confirmou que a 20ª edição da Expodireto será realizada de 11 a 15 de março de 2019. “Temos um desafio, como acontece todos os anos: fazer uma mostra melhor do que a anterior”, enfatizou.


Abril / 2018|07

Força da agropecuária Para o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, a feira de 2018 evidenciou a força da agropecuária. As novidades apresentadas pelos expositores, segundo ele, são fruto de demanda do setor e vêm sendo incorporadas conforme a realidade de cada propriedade. Schroeder lembra que a razão de existência da feira é aproximar o produtor das novas tecnologias. “Avançamos rapidamente para novos patamares de produção, tanto na agricultura quanto na pecuária, e como a cooperativa promotora da feira, ficamos felizes em ver que nossos produtores estão atentos a tudo o que vem para agregar qualidade e renda para o campo”, destacou.

Reconhecimento contínuo Durante os cinco dias, a Expodireto Cotrijal foi fortemente prestigiada por autoridades e lideranças ligadas ao agronegócio. Na abertura, políticos de todas as esferas manifestaram seu contentamento com a realização da feira. Segundo o ministro­chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, representando o presidente Michel Temer, a Expodireto é uma feira que enaltece o desenvolvimento tecnológico, a agricultura de precisão e os negócios.

“Não tenho dúvida em afirmar que neste ano irá ultrapassar os negócios realizados em 2017”, disse, no primeiro dia da feira. Dentre as autoridades presentes estavam também: o presidente da Assembleia Legislativa, Marlon Santos; a senadora Ana Amélia Lemos; o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Roberto Novacki; o ministro-chefe da Secretaria­ Geral de Governo, Carlos Marun.

Conhecimento para todas as idades na Casa da Família Cotrijal

Ministro da Agricultura visita a feira

Em seu segundo ano como ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi esteve no parque da Expodireto no dia 8 de março. Permaneceu boa parte do

dia, visitando estandes, reunindo-se com entidades representativas do agronegócio para ouvir suas demandas e atendendo a imprensa. O ministro ressaltou que algu-

Blairo Maggi destacou que feira é referência no Brasil

mas demandas, como o acordo entre os países-membros do Mercosul que leva a falta de competitividade dos produtos brasileiros estão sendo avaliadas mas disse não estar otimista em relação a outras, como a questão do Funrural. “Não há ambiente político e nem espaço fiscal”, justificou. Ele também enalteceu a importância da feira. “Já estive aqui várias vezes como empresário. A Expodireto é, sem dúvida, uma das grandes feiras do Brasil. Inspira muitos a seguirem este caminho. O Rio Grande do Sul é o maior Estado produtor de máquinas agrícolas, em densidade de produção, e por isso atrai pessoas do Brasil inteiro e de outros lugares do mundo, para conhecer o que aqui se faz”, disse Maggi, ressaltando que a feira é um ambiente que além de garantir bons negócios é muito agradável visualmente.

Produtoras de Colorado aproveitaram para esclarecer todas as dúvidas sobre nutrição

Os produtores que circularam na Casa da Família Cotrijal na feira encontraram no local muitas oportunidades de aprendizado. Durante quatro dias, em parceria com a Ulbra Carazinho e os Supermercados Cotrijal, a Unidade de Desenvolvimento Cooperativista organizou oficinas sobre temas variados, desde a área da saúde até o reaproveitamento de materiais. A iniciativa agradou. “Muito bom. Enquanto os maridos vão ver as máquinas, a gente descansa e busca conhecimento aqui”, opinou Rosália Pazinato, associada da Cotrijal em Colorado, ao participar da oficina sobre educação nutricional, com a

nutricionista dos Supermercados Cotrijal, Raquel Jeager. Ela estava acompanhada das amigas Augustinha Cassol e Elita Kaiper. Na quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a atividade foi voltada para o público feminino, que recebeu dicas de cuidados com a pele e teve inclusive oportunidade de fazer sessões de limpeza de pele. A CASA– Na Casa da Família Cotrijal todos são recebidos com chimarrão, água e um bom bate-papo, pelos conselheiros de Administração e Fiscais, líderes de núcleo e integrantes do Comitê de Mulheres da cooperativa, que se revezam no atendimento.

Dialetos e línguas se multiplicam A primeira informação que vem à cabeça quando se fala na internacionalização da Expodireto Cotrijal, para quem está familiarizado com a feira, são os povos que se reúnem no Pavilhão Internacional. Mas quem circulou pelo parque vê que não é só nessa área que se encontra estrangeiros. Percorrendo as ruas, não era difícil encontrar pessoas de outros países frequentando estandes e

participando dos demais eventos que acontecem. Uns pela primeira vez. Outros, que já visitam a feira ou comparecem para negócios há anos. A equipe de tradutores que acompanhou as rodadas de negócios entre estrangeiros e brasileiros é unânime em afirmar que as “línguas oficiais” do Pavilhão Internacional são o inglês (55%), espanhol (25%) e alemão (10%).

Diversidade de línguas e negócios na Área Internacional

Dentre os fatos marcantes na área internacional neste ano é que uma cooperativa de frutas de Roraima, a Coophorta, fechou contrato com a Espanha para vender de 60 a 70 toneladas semanais. A cooperativa tem 615 associados e a exportação abre espaço para ampliar a produção. “Estamos muito satisfeitos e impressionados com a feira”, disse o presidente da Coophorta, Odacir Henz.

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, quem passou pelo espaço teve direito a sessão de limpeza de pele

Na oficina sobre reaproveitamento de materiais, público aprendeu a utilizar garrafas pet para cultivar hortaliças


08|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Tecnologia e inovação de ponta a ponta A digitalização chegou no campo e a Expodireto Cotrijal 2018 é solo fértil para as novidades. De ponta a ponta do parque, os expositores capricham na apresentação de ferramentas que prometem ajudar o produtor a reduzir custos e aumentar a produtividade e a rentabilidade. O produtor Airton Lange, de Não-Me-Toque, começou a plantar grãos em uma época em que a agricultura era feita com um olho na terra e outro no céu. Hoje, ele dispõe de uma diversidade de tecnologias que pode ser utilizada antes de plantar, durante o desenvolvimento da cultura e na colheita. Na Expodireto Cotrijal, Lange encontrou uma ferramenta muito útil para os 60 hectares onde vai plantar trigo este ano. O agricultor esteve no estande da Biotrigo Genética, empresa que trouxe calculadora gratuita que permite estimar quantos quilos serão necessários semear em determinada área. Para o produtor Gentil Rizzatti Filho, de Tupanciretã, o uso de tecnologia na lavoura é um caminho sem volta. Dono de 1,6 mil hectares, onde planta soja no verão e trigo no

inverno, ele era resistente em utilizar muitas ferramentas na agricultura, mas desde o ano passado acabou cedendo às novidades, porque as máquinas que comprou já vinham com a tecnologia embarcada. Uma delas foi o piloto automático da Trimble. E na Expodireto Cotrijal deste ano, adquiriu um sinal pago para acessar o equipamento on-line.  egócios - Levantamento N feito pelas indústrias de máquinas e equipamentos associadas à Abimaq apontou que as intenções de compra de máquinas para grãos cresceram 6% em relação à feira passada, ficando dentro da expectativa da associação, de aumento de 5% a 8% em 2018. No segmento da irrigação, houve crescimento de 18%, enquanto que, em armazenagem, registrou-se queda de 13%.

Airton Lange: aplicativo que calcula quantidade de sementes de trigo necessária por área chamou a atenção

Menor e poucas sementes Mas não é só a tecnologia digital que atraiu olhares na feira. As novidades da pesquisa também chamaram a atenção. Na Bayer, uma melancia melhorada geneticamente, mais doce, menor e com quase nenhuma semente, foi uma das atrações. A multinacional promoveu ação de degustação da melancia Pingo Doce – nova variedade desenvolvida pela unidade de sementes de hortaliças e Nova variedade da Bayer é mais compacta e doce vegetais da empresa. “Ela possui menos setransporte e armazenagem, evita mentes e tem peso médio de 6 a 8 quilos, bem menor que a con- o desperdício do alimento”, aponvencional, que chega a pesar mais tou o gerente da Bayer, Marcos de 15 quilos. Além de facilitar o Cernescu.

Uruguaios se encantam Feira mais uma vez trouxe máquinas, equipamentos, softwares, genética e tudo o que está relacionado ao agronegócio, impressionando brasileiros e estrangeiros. Na foto, os uruguaios Benjamin Sicalo e Carlos Gonçales

Gentil, de Tupanciretã, já é cliente da feira

As modernas tecnologias expostas na Expodireto Cotrijal encantaram não somente brasileiros. Os consultores agronômicos Benjamin Sicalo e Carlos Gonçales vieram do Uruguai para conhecer as novidades oferecidas pelos expositores, depois de buscar na internet informações sobre a Expodireto e ficarem impressionados com a grandiosidade da feira. Eles prestam consultoria a produtores uruguaios. “A feira nos proporciona um contato direto com nosso público-alvo, além de oferecer tecnologia de ponta e isto muito nos interessa”, afirmou Sicalo. “Foi a primeira de muitas visitas. É uma feira completa”, garantiu Gonçales, depois da visita a estandes com pulverizadores autopropelidos. “Estamos admirados com a estrutura, é uma exposição extraordinária, seja pela diversidade, pela estrutura geral”.

Mais conforto e eficiência Quando começou a trabalhar na lavoura com o pai, o produtor Cezar Augusto Londero tinha 15 anos. Era uma época em que os tratores tinham menos potência e os operadores eram obrigados a enfrentar os rigores do clima (calor, frio e chuva). Situação semelhante era das colheitadeiras. Hoje com 45 anos, o agricultor, que planta soja em 800 hectares e arroz em 50 hectares (além de pecuária), em Restinga Seca, região central do Rio Grande do Sul, é um aficionado pelas tecnologias que asseguram a redução de custos de produção e o ganho em produtividade na lavoura. Londero e os dois irmãos não abrem mão das vantagens que surgiram com força nos últimos 20 anos. “Passamos a investir em tecnologia desde que surgiram as máquinas com rotor e autopropelido. Como deu retorno, seguimos perseguindo a tecnologia”, destacou. No ano passado, ele comprou um trator com piloto automático e uma plantadeira a vácuo da New Holland e já colhe resultados. Além do retorno econômico por

meio da eficiência do campo, desfruta do conforto para quem opera máquina. “Há 30 anos, eram 130 hectares com soja. Era tudo limitado. Hoje, com a ajuda da tecnologia, ampliamos área em mais de 600%”, pontuou.

Cezar Augusto, de Restinga Seca: de olho nas novidades


Abril / 2018|09

Plantio sem desperdício é o foco Almir José Görgen, 57 anos, de Posse São Miguel, interior de Não-Me-Toque, estava interessado em sistema elétrico da Stara para acoplar em linha da semeadora que possibilita semear com a distribuição precisa de sementes de ponta a ponta da lavoura. O equipamento está nos planos do produtor. “Ainda estou avaliando, mas acho que compensa pela economia de sementes tanto no milho como na soja. Sobra para gente investir em outras coisas”, disse “Miri”, que planta soja, milho, trigo e cevada em área de 250 hectares. “Se paga no primeiro ano só pela economia de semente. Em alguns casos o aumento de produtividade chega a 11% no milho e em 9,2% na soja, pela redução do volume de plantas na mesma área”, reforçou Vinícius Lara, do Centro de Treinamento da Stara.

“Namorando” pulverizador Quem também circulou por entre as máquinas foi Armênio Casagrande, de Capo-Erê, Erechim. Um pulverizador autopropelido, com piloto automático e GPS, deve ser a próxima aquisição do produtor. O “namoro” com a nova tecnologia já começou nesta edição da Expodireto. A decisão vai levar em conta a opinião do filho Adriel, 16, que é aficionado por máquinas. “Tem que ir modernizando. E o autopropelido vai facilitar o trabalho e reduzir custos. A ideia é testar equipamento depois da colheita”, comentou.

Com a Cotrijal há dois anos, Armênio faz rotação com mix de culturas para ter boa palhada e colher melhor. Antes mesmo de iniciar a colheita da soja, ele já havia definido plantas de cobertura que vai adotar na entressafra e reservado sementes de milho, trigo e soja. “Só tecnologia não resolve. Tem que nutrir o sistema. Isso evita doenças como o mofo branco”, falou. O trabalho nos 500 hectares de planta, tem a parceria do irmão Artêmio e o filho. Na última safra de verão, a soja rendeu 74 sacas/ha.

Almir Görgen, de Não-Me-Toque: interessado em sistema que evita sobreposição de plantas

“Ligada” nas inovações da feira Para Inézia Toso Meira, 64 anos, do interior de Almirante Tamandaré do Sul, não tem dia ruim. Ela faz de tudo um pouco. Desde plantar, aplicar defensivos químicos, tirar

leite e até colher. Ela já ajudava na propriedade, mas com a doença do marido, em 2003, foi preciso assumir negócios na Agropecuária Paineira. Na Expodireto, circulou

Área de máquinas fascina Inézia de Tamandaré do Sul

com olhos atentos de um lado para outro por entre máquinas agrícolas, acompanhada da neta Paola, de 13 anos. Em um dos estandes visitados, foi atraída por modelo de trator, mais potente que o que possui na propriedade. “Vim só para olhar. O que tenho é ótimo, mas esse é um sonho”, disse a produtora, que está sempre atenta às novidades. Em área de 55 hectares, ela planta soja, trigo e milho para silagem. Com a ajuda da assistência da Cotrijal, viu a produtividade na soja saltar de 30 sacas/ha para 73 sacas/ha, média colhida na última safra. Inézia também trabalha com leite. São 28 vacas em ordenha com produção de 21,5 litros/vaca/dia. “Hoje, minha vida é isso. Acordo feliz de saber que vou trabalhar fazendo o que eu realmente amo. E a tecnologia ajuda muito”, concluiu.

Objetivo é crescer na atividade Criada ajudando os pais na lida do campo, Maiara Lohmann Neuberger, 27 anos (à direita na foto), de Serra do Pontão, interior de Coqueiros do Sul, é fã da Expodireto. “Gosto de olhar tudo, mas o que mais me atrai são as novidades na parte do leite e as máquinas”, falou. Casada com Ricardo Airton e com uma menina de 1 ano e 9 meses, ela não esconde o orgulho de ajudar de ponta a ponta na propriedade de 70 hectares do sogro Hiomar Adailton, que produz leite e grãos em sociedade com os dois filhos. No leite, são 40 vacas em ordenha que produzem de 25 a 30 litros/vaca/dia. Há pouco mais de um ano a família investiu em sistema de Composto Barn. A intenção agora é aumentar plantel e investir em genética.

Armênio Casagrande, de Erechim, com o filho Adriel e vizinhos

Gestão facilitada A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) deve movimentar US$ 8 bilhões no Brasil este ano, segundo a empresa de pesquisa IDC. Com os sensores instalados em máquinas agrícolas, é possível obter uma série de informações do solo, por exemplo, que podem orientar as ações de correção de acidez, irrigação e plantio. A agricultura de precisão, nesse caso, é aliada importante da IoT.

Mais de 15 horas na estrada A família Bonow, de Pelotas, viajou cerca de 1,4 mil quilômetros só para conferir de perto as novidades da Expodireto. Além da produção de grãos, em área de 850 hectares, em Jaguarão, eles se dedicam à pecuária de corte. “Vale a pena. Tem opções para todo o tamanho de propriedade”, afirmou Márcio Bonow, que estava interessado no trabalho de produção

de grãos e sementes da Cotrijal e novidades em maquinários. “Excelente! Adorei o presente”, exclamou Selani, que estava de aniversário. Na propriedade é ela quem administra o rebanho de 300 cabeças, do planejamento de pastagens à aplicação de vacinas. Os gêmeos Vinícius e Christian, 19, cursam Engenharia Agrícola e também saíram empolgados.

Jovens de Coqueiros do Sul: gosto pela lida no campo vem de berço

Na Expodireto, ela passou com olhos atentos pela área de Produção Animal e de máquinas,

na companhia do esposo Ricardo, da irmã gêmea Maisa, e do cunhado André. Família Bonow: foco em tecnologias para inovar na lavoura


10|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Mais segurança e maior produtividade Na agricultura não é mais possível pensar em aumento de produtividade sem passar pela qualidade da semente. Para produzir mais, em uma mesma área, o produtor precisa, antes de tudo, ter material que gere plantas de elevado vigor e desempenho superior de campo. Para ter safras cheias e plantas sadias, Luiz Poles, 62 anos, de Carazinho, não abre mão dessa garantia. Nos 100 hectares de lavoura, na localidade de Cruzinha, só entram sementes rigorosamente selecionadas. O retorno desse investimento não poderia ser melhor: na safra 2016/17 a soja rendeu 85 sacas/ha de média. Em alguns talhões, passou das 90 sacas/ha. “Orgulho de vestir esse chapéu e de ser agricultor”, disse. Sócio há 40 anos, Poles foi um dos produtores que aderiu à campanha de reserva antecipada de cultivares para a safra 2018/19 no estande da Sementes Cotrijal na Expodireto. “Lavoura boa começa com semente segura. Se não tiver vigor e tratamento já começa mal”, afirmou. Ele faz rotação com canola, aveia e cevada e a expectativa é co-

lher 90 sacas/ha de soja nesta safra. A esposa Neuza e o filho Matheus acompanharam Poles no tour pela área de Produção Vegetal na feira. Quem também só usa material de alta qualidade e com procedência é o produtor, Arlindo Kilpp, 72, de Não-Me-Toque. Na safra 2016/17, foram 71,5 sacas/ha. Este ano, espera colher 75 sacas/ha. “A tecnologia melhora a cada ano e a gente investe em cima disso. Até agora tem dado certo”, assegurou, ao passar pelo estande. Em área de 20 hectares, ele planta soja e aveia.  xpodireto 2018 - No E espaço da cooperativa, o produtor pôde conferir o desempenho de 14 cultivares de soja de alto potencial produtivo, sendo dois lançamentos, que estarão à disposição dos produtores no próximo ciclo da cultura.

Na lavoura de Luiz Poles, Carazinho, só entram sementes rigorosamente selecionadas. Na safra 2016/17, chegou a colher 90 sacas/ha

Bons negócios

Eloir Edson Schmidt (à esq.), de Coqueiros do Sul, garantiu na feira as cultivares para a próxima safra de verão: “lavoura boa requer semente de ponta, rotação e palha”

André Casagrande Perin já é cliente tradicional da cooperativa quando o assunto é sementes e aproveitou a Expodireto para sinalizar bons negócios. A relação com a Cotrijal iniciou há anos, quando a família ainda residia em Marau. Hoje em São José, interior de Mormaço, Perin prioriza fazer suas compras de fertilizantes, insumos e sementes na cooperativa – experiência que ele aprova: “Comprei a semente de Ativa da Cotrijal e me surpreendi com a qualidade da germinação, de quase 100%. O que a gente busca é um alto vigor, para alcançar boa produtividade, e isso a Semente Cotrijal nos entrega”.

Parceria que dá certo Marcelo Carvalho Medeiros é proprietário da empresa MM Sementes e Insumos Ltda., de Pelotas, empresa parceira das Sementes Cotrijal e aproveitou a feira para ver o potencial das variedades expostas. A parceria iniciou há duas safras, no estande da Sementes Cotrijal durante a Expodireto. “Atuamos em uma área de 7 mil hectares de soja em venda de sementes e, na safra 2016/2017, a Sementes Cotrijal atendeu 90% da Carvalho: sementes Cotrijal bem nossa demanda. Estamos extrema- aceitas na região de Pelotas mente satisfeitos com a riqueza de materiais entregues, tecnologia empregada grande nesse ano. “Mesmo com baixa umie qualidade no tratamento de sementes”, dade no solo, conseguimos estabelecer bem avaliou, acrescentando que a região Sul do as lavouras. Atribuímos isso à qualidade Estado está sofrendo com uma estiagem que a Cotrijal nos entregou em sementes”.

Perin: relação de confiança com a cooperativa

Qualidade de grão a grão O associado Vilmar Raber Port, de Mantiqueira, Não-Me-Toque, já foi produtor de sementes da Cotrijal e sabe muito bem a importância da qualidade empregada em cada grão. “É de uma boa semente que conseguimos índices de produtividade cada vez melhores e, consequentemente, lucratividade. E nas Sementes Cotrijal a gente confia”, declarou. Para ele, a feira é uma grande vitrine tecnológica, que o produtor precisa aproveitar para conhecer os produtos e variedades que melhor se adaptam à realidade de cada região ou propriedade. Há duas safras Port atingiu a média de 74 sacas/hectare e na safra 2016/2017 alcançou 77 sacas/hectare. Acréscimo que ele atribui à qualidade da semente, aliada a assistência técnica.

Port: feira é vitrine tecnológica


Abril / 2018|11

Alto vigor e germinação Não é por acaso que o agricultor ligado à Cotrijal tem hoje as melhores médias do Estado. Para ajudar o produtor que busca se superar a cada safra, a cooperativa só leva para o campo sementes de alta qualidade genética, fisiológica e física. “É a semente que garante um bom stand inicial, emergência uniforme e maior produtividade. E o tratamento industrial garante essa segurança e proteção que a semente precisa”, destacou a gerente de Produção de Sementes da Cotrijal, Claudia Moi Soares Rother.

Satisfação garantida

Também aproveitaram as condições diferenciadas durante a feira, os produtores ligados à Unidade de Água Santa da Cotrijal, Maicon Giacomin, Adão Bonez, Fernando Bonez, Martinho João Bragagnolo e Maicon Bragagnolo. Eles foram acompanhados no espaço da Sementes Cotrijal pelo engenheiro agrônomo Edimar Fontana, que explicou sobre as variedades disponíveis. “A Expodireto é sempre uma excelente oportunidade para buscar

mais conhecimento, conhecer as novidades que estão no mercado de sementes e podem agregar valor à produtividade”, apontou o associado Maicon Giacomin, que planta no interior do município de Lagoa Vermelha. Ele relata que na safra 2016/2017 já teve uma excelente experiência com as sementes da Cotrijal, por isso, neste ano, vai repetir a dose, aproveitando os descontos oferecidos durante a feira.

Dados - No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), 71% das sementes utilizadas são legais, mas no RS o índice não passa de 35%. Pesquisas mostram que sementes com certificação podem gerar um incremento de até 30% em produtividade.

Rotação e boa cobertura “A lavoura tem que ter solo e água como prioridade. Isso inclui fazer rotação e cobertura. Se não tiver palha, não funciona a agricultura de precisão, nem a semente, nem o fertilizante”, pontuou o superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, Gelson Melo de Lima. Para ele, a rotação de culturas não é algo para ser pensado em um ano, mas ao longo de vários anos. Na região Norte do Estado, a monocultura com a soja e a simplificação do plantio direto fez ressurgir problemas antigos: a erosão e a buva (planta daninha que interfere na produção da soja). “O produtor precisa olhar o sistema como um todo ou corre o risco de ter custo maior de produção”, alertou Lima.

Quanto mais palha, melhor Produtores de Àgua Santa aprovam as sementes Cotrijal

Receita de campeão “A Expodireto é um espetáculo! Cada ano está mais atraente. Conquista pela estrutura, maquinário, tecnologia”, exclamou Osmar Reimann, de Cruz Alta, que faz questão de trazer os funcionários da fazenda para visitar a feira. Plantando em área de 1,8 mil hectares, em Boa Vista do Cadeado, Reimann é referência em produtividade. Ele foi o campeão, em nível estadual, em área irrigada no concurso do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) Cotrijal/2014, com 94,90 sacas/ha. Os bons resultados não são por acaso. Reimann só usa Sementes Cotrijal e o portfólio de produtos da cooperativa. O produtor também cultiva milho no verão em parte da área e no inverno não deixa área descoberta, plantando trigo e aveia.

O produtor Osmar Reimann e a esposa Rosa Maria, de Cruz Alta, em visita ao estande da Cotrijal

A Cotrijal chegou a ter 30% da área da cooperativa plantada com milho, hoje não chega a 10%. A rotação de culturas foi um dos destaques do Seminário Monitora Manejo e Conservação de Solo na Expodireto Cotrijal. “Este é o foco. Melhorar o sistema de rotação, adicionar mais palha nas lavouras

e assim garantir o potencial produtivo ao longo dos anos”, frisou o coordenador Técnico de Difusão da Cotrijal, Alexandre Doneda. Para o engenheiro agrônomo, professor doutor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – campus de Frederico Westphalen, Antônio Luis Santi, palestrante do evento, a tecnologia deve ser uma aliada do produtor. “Tecnologia sem um solo estruturado e fisicamente saudável não resolve”, afirmou.

Solo protegido

Plantas como capim sudão, trigo morisco e nabo forrageiro estão entre as alternativas de cobertura que a cooperativa recomenda o produtor implantar para proteção do solo. A novidade chamou atenção de Hélio Otolakoski, 61 anos, de Capo-Erê, Erechim, que produz em 110 hectares e visitou o estande da Cotrijal com grupo de agricultores. Ele não abre mão de plantar milho e fazer cobertura com aveia, trigo e nabo. Neste inverno, a ideia é ocupar parte da área com mix composto por ervilhaca, aveia e nabo forrageiro. O trabalho na propriedade tem a parceria dos filhos Daniel e Jucimar.

Hélio, de Capo-Erê, decidiu investir em mix de plantas após passar pela feira

Monitora: lavouras sob controle

Na soja, o ataque de percevejos pode causar perdas de até 12 sacas por hectare. O assunto foi tema do Seminário Monitora Todos contra o Percevejo, no Auditório da Produção, e atraiu a atenção de produtores e de profissionais da área técnica da cooperativa. “Hoje o produtor se preocupa mais com a lagarta, mas a praga existe e requer a máxima atenção. Um percevejo por metro já leva um saco e meio de soja”, destacou o pesquisador e especialista em manejo de pragas e doenças, Mauro Tadeu Braga da Silva, da MTB Consultoria/Instituto Phytus. O pesquisador Juliano Ricardo Farias, do Instituto Phytus, outro palestrante do seminário, falou

sobre danos, manejos e estratégias de combate ao percevejo. Ele recomendou o produtor olhar o chão, mexer palhada e não confiar apenas no pano de batida. A preocupação da cooperativa é a mesma do produtor Lairton Araldi, de Passo da Felipa, Saldanha Marinho. Para seguir colhendo médias acima de 70 sacas/ha nos 21 hectares de lavoura ele não descuida. “Reforço as aplicações de fungicidas e inseticidas, sempre com a orientação da assistência da Cotrijal”, adiantou.

Guerra aos percevejos Na Cotrijal, o Monitora Percevejos tem trazido excelentes

resultados. A começar pela qualidade das sementes que chegam à cooperativa. “O foco do Monitora é minimizar perdas pelo ataque de percevejos. Um trabalho que vem dando muito certo”, destacou o gerente de Produção Vegetal, Juliano Recalcatti. O coordenador técnico de Validação de Pesquisas da Cotrijal, agrônomo Fernando Martins, lembrou que o percevejo não é apenas a praga do verão, mas do ano inteiro. “É aí que o produtor está pecando. Precisa fazer esse controle no inverno e nas áreas de pousio. Quando o manejo é adotado corretamente ocorre uma redução significativa do potencial de dano na soja”, pontuou.

Lairton Araldi, de Saldanha Marinho, reforça aplicações e monitoramento para evitar perdas

 ções – O Programa MoniA tora surgiu em 2013 para auxiliar o produtor no controle da lagarta Helicoverpa armigera. Em 2016,

declarou guerra aos percevejos. Esse ano, além do combate a percevejos, o programa tem alertado para os cuidados com o solo.


12|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Bons negócios e parcerias renovadas Com índice de satisfação elevado, a Área de Produção Animal encerrou as atividades na 19ª Expodireto Cotrijal com um balanço positivo. O valor gerado em negócios e a presença de visitantes no novo espaço superou anos anteriores e motiva novas ações e campanhas para as próximas feiras. “Recebemos bons retornos sobre essa nova proposta de estande e alcançamos nossas metas, com um portfólio preparado especialmente para a feira e com a garantia de bons resultados para a produção”, destacou o gerente de Produção Animal da Cotrijal, Renne Granato, que já adiantou que para 2019 o estande permanecerá ao lado da exposição de animais, mas com novidades. A ação conjunta com as Lojas Cotrijal também apresentou bons resultados, oportunizando condições especiais de pagamento e um atendimento personalizado para os

produtores que visitaram o parque nos dias da feira. “Novamente conseguimos priorizar o produtor da Cotrijal, com uma campanha abrangente, inclusive nas unidades da cooperativa”, destacou Granato.

Investimentos com qualidade

“O produtor tem que aproveitar essas condições da feira. O preço do leite não está lá essas coisas, por isso que é importante valorizar essas promoções que a Cotrijal nos oferece”, comentou o produtor Evandro Klein, de Santo Antônio do Triunfo – Ibirubá. Também com novilhas em exposição na Expodireto Cotrijal, Klein saiu satisfeito da feira, fez bons negócios e aproveitou para conhecer as inovações do setor. “A Cotrijal organizou um espaço propício para receber os produtores. Tudo pensado para acompanhar a tecnologia apresentada na feira”,

Elis Renata Bernardi e Sidnei Guidini confirmaram bons negócios na feira

Evandro e sua esposa Marlise Tiemann Klein, junto com os filhos Eduarda Rayane e Ezequiel Vicente

destaca o produtor que trabalha com a cooperativa, através do acompanhamento veterinário, aquisição de medicamentos e ração. Com 35 animais em ordenha e uma produção superior a 33 litros vaca/dia, o casal de Coxilha, Elis Renata Bernardi e Sidinei Guidini chegou na Expodireto Cotrijal com o objetivo de realizar investimentos

de qualidade. “Estamos investindo em melhorias em nossa propriedade e vejo na feira uma ótima oportunidade para a aquisição de equipamentos modernos e com condições diferenciadas, que só encontramos aqui”, comentou Elis, que estava a procura de um desensilador e uma contenção para a sala de ordenha.

Leite: mercado otimista para 2018 As perspectivas são otimistas para o mercado de lácteos em 2018, indicando recuperação dos preços. A projeção é do engenheiro agrônomo Marcelo Carvalho, sócio-fundador e CEO da AgriPoint, de Piracicaba/SP, durante o 14º Fórum Estadual do Leite. “Estamos saindo do fundo do poço”, brincou o especialista, já que 2017 foi um ano complicado para o mercado do leite. Dentre os fatores que devem influenciar positivamente está a acomodação da oferta e o início de um processo de retomada do consumo, impulsionado pelo aumento da confiança dos consumidores na situação econmica. “Além disso, a

importação deve ser menor nos próximos meses, já que os preços internos estão baixos”, indicou Carvalho. Ele alertou, porém, que a recuperação do mercado de lácteos em 2018 deve ser cautelosa e lenta, até os meses de junho e julho. “É um ano para ajustar a casa. Vamos sair do buraco, mas a rentabilidade também não dará um salto extrondoso. É por esses processos ciclocos de altos e baixos no mercado, que destaco a importância da gestão, competitividade e eficiência de produção dentro da porteira. Meu conselho ao produtor é se manter na atividade, manter o foco, com busca de resultados a longo prazo”, comentou o especialista.

Além de equipamentos o casal aproveitou também as campanhas ofertadas pela Cotrijal. “Trabalhamos com a Cotrijal o ano inteiro, é uma empresa muito sólida e que pensa no produtor. Aqui adquirimos sal mineral em condições especiais. O parcelamento em seis vezes facilita a nossa vida”.

O que impulsiona Produção em queda Baixa atratividade das importações Recuperação do consumo

O que retrai Baixas margens de rentabilidade da indústria (principalmente no UHT) Preços externos não estão elevados Consultor Marcelo Carvalho projetou recuperação dos preços durante o 14º Fórum Estadual do Leite

Os desafios para intensificar a produção Aumentar a produtividade e otimizar os custos de produção, diante de margens de lucro cada vez mais apertadas, é o maior desafio dos produtores de leite. E o fórum deste ano abordou isso de forma prática, trazendo especialistas e produtores para mostrar como garantir bons resultados econômicos tanto no sistema de produção em confinamento quanto a pasto. O zootecnista Renato Palma Nogueira, de São Paulo, falou sobre o sistema de confinamento e a palestra teve depoimento do produtor Augusto Hoffstaedter, da Cotrijal de Victor Graeff. O pesquisador Wagner Beskow, de Cruz Alta, relatou os desafios da produção a pasto, seguido de depoimento do produtor Valdir Jacoby, de Selbach. Com a vaca em confinamento, o produtor consegue um ambiente mais controlado, sem interferência dos fatores climáticos, focando no desempenho e melhorando as performances produtivas, reprodutivas e

sanitárias. “A resposta média é de 7 a 8 quilos de leite/ vaca, com retorno do investimento em, no máximo, quatro anos”, apontou Nogueira. O sistema a pasto exige, dentre outras questões, maior controle da alimentação, com pasto de qualidade e manejado de forma correta. “Ver o pasto bonito e sobrando não quer dizer que os animais estão bem alimentados. O produtor precisa ter estratégias para reconhecer um pasto de qualidade, entendendo a importância do manejo e adubação”, mencionou Beskow.  PONTO EM COMUM - Independente do sistema de produção, o recado dos palestrantes é que o produtor precisa ser cada vez mais eficiente e buscar o auxílio de profissionais para garantir a rentabilidade do negócio, já que o lucro da atividade leiteira é contabilizado em centavos.

Produtor Augusto Hoffstaedter: “estamos satisfeitos com o compost barn, mas o sistema exige muita eficiência”. As 134 vacas da propriedade produzem 34 litros/vaca/dia, com picos de 42 litros. Objetivo é dobrar ou até triplicar a produção em médio prazo.

Produtor Valdir Jacoby: "em 2017 conseguimos rentabilidade de 36%, com média de 34 litros/vaca/dia, e picos de 39 litros, com épocas de 29 litros". A propriedade tem 31 vacas em lactação e foi pioneira na região em produção de silagem.


Abril / 2018|13

Soja: é tempo de “construir margem de lucro” A expectativa para o agronegócio brasileiro em longo prazo é otimista, mas o agricultor precisa dedicar maior atenção à “construção da margem de lucro”. O recado foi dado pelo consultor e professor Marcos Fava Neves durante o 29º Fórum Nacional da Soja. Segundo o especialista, a tendência é de crescimento da produção, da produtividade e das exportações do setor nos próximos anos. Ele estima que dos atuais US$ 100 bilhões exportados, em dez anos o volume cresça para US$ 155 bilhões. “É muita renda entrando no país e a perspectiva de preço, na soja, é essa que está aí. Portanto, é necessário que os produtores saibam como construir margem, ou seja, ao preço atual tentar reduzir os custos de produção”, explicou. O fórum debateu também uma questão que preocupa pesquisadores e produtores e que deve merecer total atenção nas próximas safras no Sul do Brasil, pelo impacto na produção: a retomada de algumas práticas do Sistema de Plantio Direto. Os pesquisados José Ruedell, da CCGL, e Antônio Luís Santi, da Universidade Federal de Santa

Tradicional evento da feira debateu tendências do agronegócio e futuro do sistema de plantio direto

Maria, discorreram por mais de duas horas sobre o tema, ressaltando principalmente a necessidade da rotação de culturas. “A base da alta produtividade é a qualidade do solo. É preciso intensificar a rotação de culturas, voltando a plantar milho no verão e no inverno primando por coquetel de plantas, misturas de plantas ou consórcio de plantas”, disse Santi.

Pedro e Mirtes Müller, de Tio Hugo: atualização de conhecimentos proporcionada pelo fórum é muito importante, especialmente a abordagem sobre a rotação de culturas

Gilberto Maldaner, de Tapera: fórum relembrou a importância das práticas de conservação do solo

Homenagem ao idealizador Waldir Heck

Além de coordenador do fórum desde a primeira edição, Heck teve passagens importantes pela história do cooperativismo e agronegócio. Foi, por exemplo, fundador e diretor do Jornal O Interior

Promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, a FecoAgro/ RS, desde 1990, e integrando a programação da Expodireto Cotrijal desde 2001, o Fórum Nacional da Soja se transformou num dos principais eventos do agronegócio brasileiro. Muito do sucesso desse

evento se deve ao jornalista, cooperativista e profissional da área financeira Waldir Antonio Heck, que foi homenageado durante o fórum deste ano. Ele atuou na coordenação geral do evento desde a primeira edição. Ao relembrar a trajetória de quase 30 anos de debates, Heck

emocionou-se. “Neste tempo todo aprendi muito com os dirigentes, com os palestrantes e com o público. Revendo aqui estes fatos, esta história do fórum é empolgante. Tenho a sensação de que nestes anos conseguimos ser coerentes com os assuntos tratados”, conta o coordenador.

Compactação do solo é fator determinante na rentabilidade A preocupação com a conservação do solo foi foco de debates em vários eventos na Expodireto Cotrijal. Além do Fórum Nacional da Soja, ampla discussão sobre o tema ocorreu durante o 3º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água, na tarde de 6 de março. Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, a construção de um solo fértil e descompactado é uma saída para impedir as grandes quebras de safra em anos de chuva abaixo dos volumes normais. “A diversificação de culturas para controle da erosão e o terraceamento levam à construção de um solo poroso, com qualidade, para melhor desenvolvimento das plantas”, esclarece Lemainski. Conforme o coordenador Técnico de Difusão da Cotrijal, Alexandre Doneda, para melhorar a qualidade do solo, é necessária uma mudança no sistema de produção. “Precisamos aumentar a palhada e dentro deste contexto se insere o retorno da cultura do milho no sistema de produção e também o uso de plantas de

cobertura do solo, que podem ser utilizadas tanto no período de inverno, mas principalmente nos períodos de entressafra, após as colheitas das culturas de verão, até a chegada das culturas de invernos. Esta é a principal mudança imediata que precisamos para garantir a qualidade do solo produtivo por longo tempo, para nossas futuras gerações”, aponta Doneda. De acordo com o pesquisador da CCGL e professor da Unicruz, Jackson Fiorin, a conservação do solo e da água no Rio Grande do Sul está baseada na qualificação do Sistema de Plantio Direto. “A utilização de espécies que objetivam deixar o solo sempre coberto, principalmente na entressafra das culturas e no inverno, é essencial. Existe uma série de outras práticas, em especial a rotação de culturas com a utilização do milho, como também práticas que visam amenizar o problema da compactação. Dentre elas, realizar as operações em nível, principalmente na semeadura”, frisa Fiorin.

Debate sobre o tema levou grande público ao auditório central


14|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Protagonismo feminino no campo Além de ser uma referência em produtividade e no uso de tecnologia, a Cotrijal faz a diferença quando o assunto é motivar a participação feminina no campo. Hoje são várias as associadas no comando dos negócios ou preparadas para assumir essa função. Muito disso se deve ao trabalho da cooperativa. Para inspirar ainda mais agricultoras, a Cotrijal convidou a produtora paranaense Marlene Kaiut para relatar sua história no 4º Encontro de Empresárias Rurais Cotrijal/Bayer, na Expodireto. A ex-modelo é referência no Brasil quando o assunto é produção de leite. Formada em Administração de Empresas, Marlene é um exemplo entre as mulheres empreendedoras do meio rural pelo seu dinamismo e coragem. Quando assumiu a frente do rebanho leiteiro, há sete anos, a propriedade deu um salto no quesito eficiência. Hoje são 115 vacas em ordenha, que rendem 23 litros/vaca/dia. Da genética dos animais à qualidade

Encontro de Empresárias Rurais Cotrijal/Bayer deste ano destacou importância do papel da mulher na propriedade

Foco e determinação

Marlene Kaiut contou sua história de superação

do leite, tudo é de primeira. Por esse trabalho, Marlene conquistou o primeiro lugar, pelo Paraná, no Prêmio Mulher de Negócios e o segundo lugar nacional do mesmo prêmio.

Para dar uma guinada no negócio do leite, Marlene fez empréstimos bancários, pagou a dívida que a propriedade tinha e já investiu mais de R$ 1 milhão na propriedade. Com investimento em maquinário e dedicação, a renda de R$ 14 mil mensais saltou para R$ 100 mil. “O segredo é gostar do que faz, mas tem que trabalhar bastante, ter coragem, foco, se esforçar. Querer fazer a diferença. Hoje eu tenho orgulho de dizer que sou produtora e não me vejo em outra coisa”, fala. Além de administradora, Marlene atua na parte operacional, usa botas, trata vacas, tira leite, move carrinho de mão, cuida dos bezerros e faz a faxina na sala de ordenha. Ele também teve que aprender coisas que desconhecia. “Eu nunca me imaginei fazendo um parto, aplicando medicamento, tirando chifre de bezerro, cuidando do casco das vacas. Busquei ajuda com quem podia me ensinar e hoje isso faz parte da minha rotina

Mais espaço e voz  edi Müller, 57 L anos, é produtora rural e toca a propriedade em Tio Hugo ao lado do marido. Ela ajuda em praticamente todas as atividades e participa ativamente dos negócios da família. “A Cotrijal está de parabéns pela iniciativa. Foi um grande presente para nós. Eu adoro ser agricultora”, disse. A produtora

L  ourdes Marta Doneda, 55 anos, de

Mantiqueira, interior de Não-Me-Toque é daquelas que “pega junto” em tudo na propriedade. “Levar maquinário, produtos e almoço é comigo. O chimarrão é sagrado para tratar dos assuntos da propriedade. Com apoio e suporte da Cotrijal fica bem mais fácil”, falou.

na propriedade”, comenta. O marido, Anselmo Kaiut, que não gostava de mexer com leite, hoje se dedica mais à lavoura de soja e milho e também colhe os frutos de fazer o que gosta.

Valorização e parceria

O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, destacou na abertura a importância da mulher como parceira de trabalho na propriedade e reforçou o empenho da cooperativa em oferecer às mulheres associadas formação e discussões que fomentem sua participação e liderança no agronegócio. “A Cotrijal acredita no poder da força feminina no campo”, frisou. Também prestigiaram evento o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, e o representante técnico de vendas da Bayer, Jonis Gelain. “A mulher tem um grande futuro na agricultura. Que todas vocês possam sair daqui com mais ânimo e motivação para inspirar nas propriedades”, declarou Gelain.

Inspiração e garra de sobra e os desafios que uma área predominantemente masculina acaba impondo. “Além de não ter espaço, a mulher tinha medo. Frágil sim, mas incapaz nunca. Hoje é crescente essa participação e isso inclui fazer parte de uma cooperativa”, disse. A agricultora é a segunda mulher a integrar o Conselho de Administração da Cotrijal e um exemplo de dedicação e comprometimento com o cooperativismo. O evento contou ainda com palestras da analista técnica do Sescoop/RS, Ubiracy Barbosa Ávila, e da administradora de empresas Michele Daandels.

“Muito bom! Fiquei impressionada. Até nem parece ser verdade. Mostra que quem tem força de vontade vai para frente”, opinou a agricultora D  irce Marli Tossin, 56 anos, de Vila Seca, Lagoa dos Três Cantos. A família está na atividade leiteira há mais de 20 anos. São 22 vacas em lactação, além da produção de grãos.

A Expodireto Cotrijal também é lugar para mostrar o trabalho da mulher forte, inovadora, guerreira, interessada em deixar o seu legado na propriedade rural e no cooperativismo. A conselheira representante dos líderes de núcleo pela Região Sede da Cotrijal, Roveni Lúcia Doneda, emocionou, arrancou risos e aplausos calorosos da plateia feminina que prestigiou ciclo de palestras sobre mulheres que cooperam, na casa Ocergs-Sescoop/RS. Com seu jeito simples e espontâneo, Roveni inspira. Em seu depoimento, ela falou da superação e cura após um diagnóstico de câncer

Maiara Fontana, 28 anos, saiu da palestra ainda mais inspirada. Ela ajuda na administração da propriedade de 300 hectares do pai em Água Santa. “Esse tipo de debate é uma motivação a mais para nós, mulheres, que estamos começando a atuar profissionalmente no agronegócio”, afirmou.

Roveni Doneda encantou plateia feminina, com integrantes da Cotrijal, ao falar de seu trabalho na propriedade da família e cooperativa em ciclo de palestras na Expodireto


POR QUE AS PRIMEIRAS APLICAÇÕES DE FUNGICIDA SÃO ESSENCIAIS PARA A

O uso de produtos de qualidade nessas fases do ciclo aumenta a eficiência do programa de controle de doenças da soja

produção de soja no Brasil atravessa um bom momento, porém ainda são comuns os casos em que o planejamento equivocado no controle de doenças resulta em perdas financeiras. A busca por economia ou falta de informação são os principais responsáveis por esse cenário, que costuma custar caro aos produtores. Muitas vezes, eles esperam aparecer os primeiros sinais de doenças para, só então, iniciar a aplicação de fungicidas. E isso acaba em menor eficiência de controle e queda de produtividade. De acordo com pesquisadores, as primeiras aplicações são essenciais, pois nesse momento a quantidade de inóculo é baixa e o dossel das plantas ainda está aberto, permitindo uma boa cobertura. Assim, a utilização de produtos de ação ampla nessa fase é muito importante. A medida que o ciclo da cultura avança, ocorre o fechamento das entre linhas e, com isso, o chamado efeito guarda-chuva, dificultando que as folhas do baixeiro, onde as doenças iniciam, recebam a quantidade adequada de fungicida. Após a primeira aplicação, com um fungicida de qualidade e associado ao adjuvante, na hora certa e na dosagem recomendada, as demais devem respeitar intervalos ao redor de 14 dias.

A segunda aplicação também é fundamental, pois ocorre na transição do estado vegetativo para o reprodutivo, quando já houve o fechamento das entre linhas, dificultando a penetração de fungicida no baixeiro nas próximas aplicações. Apesar disso, é comum alguns agricultores guardarem os produtos mais eficientes para o final do ciclo, o que pode resultar em menor retorno financeiro.

Primeira, Sem Dúvida (www. deprimeirasemduvida.com.br), da Bayer, acompanha de perto as safras a fim de detectar os resultados dos produtores e, com suas pesquisas, aliadas às boas práticas no campo, trabalha para garantir a força da soja brasileira.

Doenças afetando o baixeiro da soja (mancha-parda e cercosporiose)

A

Sintomas de mancha-alvo em soja

SA FRA?

Outro aspecto importante são as práticas de manejo da resistência de fungos a fungicidas para aumentar a vida útil das moléculas. Tem sido notória nos últimos anos a queda na eficiência de alguns produtos. Práticas como resistência genética, respeitar o vazio sanitário, eliminação da soja guaxa/tiguera na entressafra, aplicar preventivamente, utilizar as doses corretas, fazer intervalos adequados entre aplicações e usar boa tecnologia são importantes para retardar a seleção de fungos

resistentes. Por isso, a iniciativa De

Nédio Tormem Engenheiro Agrônomo, Mestre em Fitopatologia, Doutorando em Fitopatologia (Universidade de Brasília) e colaborador do Instituto Phytus na área de fitopatologia e pesquisador da iniciativa De Primeira, Sem Dúvida da Bayer na estação de Planaltina – DF.


16|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Uma espiada no futuro dos jovens cooperativistas Tecnologia, oportunidades digitais, inovação e a sucessão familiar rural também estiveram em pauta durante a 19ª Expodireto Cotrijal. Na sexta-feira, 9/3, a maior feira do agronegócio brasileiro abriu suas portas para aqueles que são o futuro do setor, com o Fórum Internacional do Jovem Cooperativista.

O jornalista e escritor Marcos Piangers foi a atração principal do fórum, com a palestra “Inovação: uma espiada no futuro”, mostrando como um mundo conectado está mudando empresas, marcas, profissões e pessoas

Com apenas 10 meses de vida, Gabriel era o mais jovem cooperativista a participar do fórum. Filho de Leandro e Denise Rosso Casanova, o pequeno já é super participativo em momentos da propriedade e da cooperativa. “Ainda não é uma escolha dele, mas faço questão de inserir o Gabriel neste mundo cheio de coisas boas, desde cedo. Levo ele por todos os lugares. Isso faz dele um pequeno cooperativista”, enfatizou a mãe, que esteve atenta a cada detalhe da palestra com Marcos Piangers – referência quando o assunto é paternidade e relações familiares. “A tecnologia está aí para melhorar e facilitar a vida das pessoas. A grande lição que fica é que devemos inseri-la no nosso dia a dia com sabedoria, sem esquecer os

valores principais que norteiam as nossas famílias”, apontou Denise. A produtora tem 28 anos, é associada da Cotrijal em Passo Fundo, membro do Comitê de Mulheres, e conhece a importância de se debater a sucessão familiar rural. Ela é formada em Nutrição e recebeu apoio dos pais para continuar na atividade rural, dando sequência ao negócio familiar. “É muito oportuno a Cotrijal acolher os jovens com um espaço tão importante dentro da Expodireto. A cooperativa levanta um debate importantíssimo, coloca a família em primeiro lugar e faz sua contribuição para um mundo melhor, incentivando as novas gerações a continuar produzindo alimentos de forma cooperativa”, acrescentou.

“Todos ganham com o cooperativismo” Em sua 7ª edição, o Fórum Internacional do Jovem Cooperativista reuniu jovens filhos de produtores e alguns pais, buscando fomentar o seu interesse pela sucessão e por ferramentas que visam o incremento da renda no campo. A programação foi realizada através de uma parceria entre Cotrijal, Sistema Ocergs-Sescoop/ RS e Grupo Diário da Manhã. Quem falou aos jovens cooperativistas foi o jornalista e escritor, Marcos Piangers. Com 150 mil livros vendidos no Brasil, Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, ele fez uma apresentação sobre tecnologia, oportunidades digitais e como a inovação acontece, com a palestra “Inovação: uma espiada no futuro”, mostrando como um mundo conectado está mudando empresas, marcas, profissões e pessoas. Especialista em relações familiares, Piangers falou sobre o futuro e

as tendências com muito bom humor. “Eu sempre fico emocionado quando eu vejo pais e filhos juntos nas palestras, nas empresas, famílias com os filhos todos ao redor. Eles conseguiram achar meios de ficar juntos levando isso para a vida profissional. Os filhos cuidarão do que os pais começaram a construir, quem sabe expandindo e construindo coisas mais interessantes. É isso que deixa as pessoas mais felizes”, afirmou o palestrante. Ele mencionou ainda a importância do cooperativismo para a vida das pessoas e das comunidades. “Todo mundo ganha com o cooperativismo. É um sistema mais lógico, humano, alinhado com as expectativas da sociedade para o futuro. E os jovens de fato são o futuro disso tudo que existe, por isso, quando busco entender um pouco do que nos espera, olho para as minhas filhas e eu sou muito otimista com relação ao que virá”.

O desafio de estar conectado

Gabriel foi o mais jovem cooperativista a participar do fórum, com apenas 10 meses de vida. Na foto, com os pais Leandro e Denise Rosso Casanova

Para Piangers, um dos perigos da modernidade é a ideia de que só se é feliz após o distanciamento dos pais, da família. Ele defende que as pessoas são felizes quando passam mais tempo com quem amam e que a sucessão familiar de uma propriedade acaba por ser a manutenção dos laços de amor da família. “O grande desafio dos nossos tempos é entender que tecnologia é maravilhosa quando é bem utilizada, mas que quando mal utilizada nos transforma em pessoas mais introspectivas, menos cooperativas, menos sociáveis. Todo mundo está no celular e isto nos distancia da cooperação. Precisamos trabalhar o nosso lado humano, junto com a tecnologia, mas mostrando o que nos diferencia da máquina”, concluiu.

O Fórum Internacional do Jovem Cooperativista reuniu jovens filhos de produtores e alguns pais, tratando com bom humor sobre tecnologia e sucessão


Abril / 2018|17

Famílias que contam histórias de sucessão e cooperação A sucessão não é um tabu na propriedade de V  olmir e Beatriz Lohmann, em Posse Gonçalves, Tio Hugo. Associados da Cotrijal desde 1984, eles têm trabalhado para uma transição bem-sucedida entre pais e filho. Para eles, as iniciativas da cooperativa em incluir o jovem estimulam o processo naturalmente dentro das famílias. “A cultura cooperativa tem que passar de pai para filho. Daniel ainda não é sócio, mas na próxima safra já vamos providenciar isso”, afirmou o pai. D aniel tem 20 anos e participou do fórum ao lado dos pais. Ele é o caçula de três irmãos e está no quarto semestre do curso de Agronomia com o intuito de assumir a propriedade. “A Cotrijal foi fundamental nessa minha escolha. É o apoio que precisamos para nos sentirmos seguros”, mencionou o jovem.

Orgulho da profissão Associado da Cotrijal desde 1982, C  erenito Antônio Balin, de Santa Rita, Colorado, fez questão de levar as filhas J ordana (17 anos) e G  eovana ( 11 anos) para prestigiar o fórum, ao lado da esposa J  ocilene. “Elas vão aprendendo cada vez mais com a Cotrijal, já que é uma instituição que está sempre ao lado do produtor, apoiando em todos os momentos”. E a integração da família com a cooperativa já está rendendo frutos: Jordana quer cursar Agronomia para permanecer no negócio familiar e o mesmo caminho está nos planos da caçula. “Temos muito orgulho da profissão dos nossos pais”, mencionaram as filhas.

De geração em geração

Foi a segunda vez que Classi de Santo Antônio do Planalto, esteve acompanhada da filha Y  ésli (18 anos) durante o Fórum Internacional do Jovem Cooperativista. “A fidelização ao cooperativismo é um valor que fazemos questão de passar na construção da vida da nossa filha”, ponderou a mãe. A jovem também reconhece a importância dos valores de cooperar e se mostrou entusiasmada com a programação do fórum. Classi e o marido Luiz têm dois filhos: além da caçula Yésli, que acompanhou a mãe durante o evento, Charles (33 anos), que participa ativamente da vida na propriedade.

Paludo,

A família Nienow, de Linha Tesouras, em Chapada, esteve em peso assistindo a programação voltada para os jovens. Para o patriarca Armando Idécio, associado desde 1983, este é o tipo de atividade que atrai as novas gerações para dentro do sistema cooperativista, mostrando o quanto o agronegócio pode ser rentável e garantir a realização profissional. “Meu pai trabalhava com a Cotrijal. Eu também me criei dentro da cooperativa e tenho orgulho em dizer que meus filhos seguem o mesmo caminho. Este associativismo sempre garantiu todo o apoio para nós”, revelou o produtor, que é casado com Vânia Rosa. O casal tem quatro filhos: Rafael, Régis, Raquel e Rejane. E a sucessão já está bem encaminhada. Rafael, o mais velho, é o braço direito do pai na propriedade e os irmãos também despertam para a atividade. “É um sentimento de orgulho ter crescido com as nossas raízes bem alicerçadas no agronegócio e no cooperativismo”, indicou Raquel, associada da Cotrijal, que é formada em Design. “Os pais precisam saber da importância de fazer o processo de forma aberta, dando espaço para os filhos. Se pararmos no tempo, sem nos atualizar, a atividade deixa de ser lucrativa”, aconselhou Armando Idécio.

Ligado na Cotrijal  ldon Neuhaus, de São José da Glória, Victor Graeff, E esteve acompanhado do filho Pedro (13 anos), que já demonstra enorme interesse pelos afazeres da propriedade. Ele garante que não perde as palestras, dias de campo, reuniões de núcleo, todas as atividades oferecidas pela Cotrijal. “Agradeço à cooperativa por ter incentivado e despertado isso no meu filho. A sucessão é um tema importante e o cooperativismo é o caminho para essas novas gerações”, apontou o pai.

Tecnologia e startups no agronegócio Os jovens ainda acompanharam o talk show “Tecnologia e Startups no Agronegócio”, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ RS) e mediado pelo gestor de projetos do agronegócio da entidade, Thales da Rocha Flores. A conversação teve foco na inovação e no aproveitamento da tecnologia para qualificar a produtividade do agronegócio e despertar o interesse dos jovens. Foram apresentados cases das empresas Optim, Z2S e Montagner – exemplos sobre a implementação de tecnologia e como o aproveitamento pode ser maior com o auxílio do digital.

De mãos dadas por um futuro melhor Durante o fórum, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, ressaltou a importância da sucessão familiar rural e da inserção do jovem nas cooperativas. Destacou que, pensando nisso, a Cotrijal criou programas para aproximar as novas gerações destas realidades, com o Jovem Aprendiz Cooperativo, o Jovem Aprendiz Cooperativo do Campo e o Líder Mirim. “O jovem deve se inteirar sobre os desafios da propriedade e buscar recursos e maneiras de desenvolver o seu trabalho. Os pais, por sua vez, devem entender que o jovem precisa ter uma renda para ser estimulado a permanecer no campo”, expôs. O vice-presidente da cooperativa, Enio Schroeder, também enfatizou o papel dos jovens para o cenário atual da agricultura, cada dia mais profissionalizada e tecnificada. “O fórum é um momento importante dentro da Expodireto. É a chance do jovem se tornar ainda mais especializado, se sentir representado e incluído”, comentou.

O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, foi enfático em sua mensagem: “Para os jovens presentes eu trago três palavras: ficar, profissionalizar e cooperativar. Nós temos a terra para cultivar, então vamos ficar na propriedade rural. Fazendo cursos como os oferecidos pelo Sistema Ocergs-Sescoop/

RS, o jovem pode se profissionalizar e crescer com perfeição”, disse, mencionando que aos 16 anos o jovem pode ser sócio da cooperativa, tendo assistência técnica, garantia da produção, comercialização e armazenagem da produção. Janesca Martins Pinto, diretora-presidente do Grupo Diário da

Manhã, enfatizou a importância da cooperação na vida das pessoas. “O fórum só foi possível graças a parcerias. É a mesma parceria que se dá entre pai e filho dentro da propriedade rural e que faz o negócio familiar dar certo”, disse. Ela destacou ainda que os jovens devem buscar a inovação, a tecnologia e o conhecimento.

Esta foi a 7ª edição do Fórum Internacional do Jovem Cooperativista, uma parceria entre Cotrijal, Sistema Ocergs-Sescoop/RS e Grupo Diário da Manhã


18|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Os melhores do agronegócio brasileiro Ano passado, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1%, o agronegócio registrou expansão de 13%. Muito disso, se deve ao capricho e trabalho de agricultores como Sideno Kroessin, de Santo Antônio do Planalto, e Bibiana Copetti Michelini, de Vista Alegre, interior de Colorado. Dois dos produtores da Cotrijal homenageados no Troféu Brasil Expodireto 2018. A festa, na noite de 4 de março, no Centro de Eventos Bier Site, em Carazinho, premiou ao todo 20 personalidades, instituições e empresas ligadas ao setor. Aos 81 anos, Sideno, era só sorrisos. Ele se criou dentro da lavoura, driblou adversidades e junto com a Cotrijal viu a propriedade prosperar. Hoje são 750 hectares, entre áreas próprias e arrendadas, sob seu olhar atento e administrados pelo filho Sérgio, 55. “Já fiz de tudo um pouco, mas produzir grãos me realiza”, falou. Mesmo pertencendo a uma geração que arou lavouras, ele não parou no tempo. Exemplo de seriedade, profissionalismo e competência, o associado aderiu sem medo a era digital para ter bons rendimentos no campo. Na safra 2016/17, os Kroes-

Os premiados Jovem Produtor Rural - B  ibiana Copetti M ichelini  - Fazenda Capão Bonito Produtor Rural – Sideno Kroessin– Agrícola Kroessin Pesquisa – Instituto Phytus Universidade Parceira – U  niversidade de Passo Fundo (UPF)

Parceiro da Expodireto – Augustin

& Cia Ltda

Máquinas e Equipamentos Agrícolas – I ndústria de Implementos Agrí-

Troféu Brasil Expodireto 2018 destacou 20 nomes importantes do setor

sin colheram média de 79 sacas/ha. Em alguns talhões, a soja rendeu 120 sacas/ha.

Vocação para a agricultura

Na Fazenda Capão Bonito, em Colorado, é Bibiana, 31 anos, quem cuida do planejamento das lavouras, das contas e sobe em máquinas para plantar ou colher. “Eu venho de uma

Sideno Kroessin - categoria Produtor Rural

família com vocação para a agricultura. Fico feliz por esse reconhecimento ao meu trabalho e da minha família. É uma honra poder representá-los nesse momento”, agradeceu. Os Michelini plantam soja, milho e investem em pecuária. Na safra 2016/17, a média de produtividade na soja fechou em 80 sacas/ha e no milho foram 220 sacos/ha. Sobre a Expodireto, ela diz não perder uma edição. “A gente fica por dentro das

Bibiana Copetti Michelini - categoria Jovem Produtor Rural

novidades do setor, principalmente maquinários, novas tecnologias e cultivares”, destacou.

R  epresentatividade - A

festa, que tradicionalmente antecipa a abertura oficial da Expodireto Cotrijal, contou com a presença do governador José Ivo Sartori, representantes do governo federal e de delegações de inúmeros países, traduzindo a importância e a representatividade internacional do evento. Homenagens - A abertura contou com uma mensagem especial a Carlos Sperotto. Falecido em dezembro último, tendo dirigido por muitos anos a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. Também foi anunciado, como Embaixador da Expodireto, o vice-presidente da Rede Pampa de Comunicação, Paulo Sérgio Pinto.

colas Vence Tudo Importação e Exportação Ltda Instituição de Crédito – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Instituição Gaúcha - C  orpo de Bombeiros Militar Destaque Internacional – Consulado Geral em Porto Alegre Estados Unidos da América Liderança Empresarial – A  rlindo Bianchini– Bianchini S/A Destaque Especial – E  dson Bündchen– Banco do Brasil Associativismo e Cooperativismo – F  ecoagro– Federação das Cooperativas

Agropecuárias RS Destaque em Gestão – Romildo Bolsan Júnior – presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense Reconhecimento – Eumar Roberto Novacki – secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Liderança Gaúcha – Cláudio Pachaco Prates Lamachia– presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Personalidade Gaúcha – F abiano D allazen  – Procurador Geral de Justiça Institucional – Sérgio Westphalen E tchegoyen  – ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Personalidade Política – Carlos Marun  – ministro-chefe da secretaria-geral de Governo da Presidência da República Liderança Parlamentar Gaúcha – Marlon Santos– deputado presidente da Assembleia Legislativa/RS Liderança Nacional – Eliseu Padilha – ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República

Expodireto abre espaço para discutir energias renováveis A grande vitrine do agronegócio também abre suas portas para debater os avanços da energia fotovoltaica e a necessidade da sua aplicação no campo. No segundo dia de programação da 19ª Expodireto Cotrijal, 6 de março, aconteceu a palestra com o engenheiro agrônomo e associado da Cotrijal Udo Schmiedt, proprietário da empresa Tropical Energia, no auditório da produção. "Precisamos debater as energias renováveis, pois pelo assunto passa o futuro do nosso país. Já avançamos muito, mas olhando para países desenvolvidos vemos que ainda temos um longo caminho a percorrer, por isso a importância de debater o tema durante a Expodireto Cotrijal", mencionou o

presidente da Cotrijal, Nei César Mânica. O vice-presidente, Enio Schroeder, completou, dizendo que pensar sustentável, através de energias renováveis, é se preocupar com as gerações e com o planeta a longo prazo. Schmiedt acredita que a Expodireto Cotrijal é um momento pertinente para debater o assunto, pelo alcance que a feira tem e, principalmente, por ser referência em inovação e tecnologia. Pulverizador elétrico, trator dirigido por celular, colheitadeira automotriz elétrica e trator elétrico são algumas das novidades que o engenheiro agrônomo diagnostica para o agronegócio nos próximos anos. Tecnologia que exige fontes alternativas de produção de ener-

gia. “Cada dia que passa o campo está evoluindo e, com isto, vem a necessidade de ter energia para alimentar o futuro desta geração e das próximas. Precisamos estar preparados para esta tecnologia que vai chegar a nós”, alerta.  spaço no parque– As E energias alternativas estão expostas no Parque da Expodireto Cotrijal desde a edição da feira em 2013. O Espaço da Natureza Cotrijal conta com placas fotovoltaicas instaladas na Casa do Meio Ambiente e ainda com dois aerogeradores próximos ao Recanto Temático. O projeto-piloto de energia renovável, promovido pela Cotrijal e empresa Tropical, existe desde 2012.

Udo Schmiedt apresentou vantagens da energia fotovoltaica

Além disso, a Unidade de Beneficiamento de Sementes da Cotrijal, em Não-Me-Toque, já

possui um sistema com 11 placas fotovoltaicas que alimenta o laboratório de análise de sementes.


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20|Abril / 2018

EXPODIRETO COTRIJAL 2018

Negócios das agroindústrias crescem 4,25% Embutidos, sucos, doces, panificados e uma infinidade de delícias produzidas no campo mais uma vez fizeram a festa dos visitantes que passaram pelo Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expodireto Cotrijal 2018. Este ano, o espaço reuniu 195 empreendimentos de 112 municípios, distribuídos em 182 estandes. Com tanta fartura e novidades, os negócios cresceram 4,25%, totalizando R$ 1,089 milhão. Estreante na feira, o casal Cláudia, 46 anos, e Eduardo Almeida, 53, da Cabanha Rancho das Cabras, de Taquara, trouxe iogurtes e queijos derivados do leite de cabra. “A aceitação foi muito boa em função de ser diferente, e justamente por não ter lactose”, comemorou a produtora, que planeja voltar na próxima edição. Além de leite pasteurizado, a agroindústria produz iogurtes não adoçados e com polpa de frutas, e queijos variados e finos, como o boursin (cremoso e temperado com ervas) e o feta (grego, na versão com apenas leite de cabra). O artesão de facas Jair Pimentel, de Soledade, veio à Expodireto para expor peças únicas. “Nossas facas são fabricadas de modo artesanal, na marreta e carvão, com des-

baste, feitas de mola de trem ou com disco de arado e são usadas mais para churrasco e para carnear. Ideais para quem trabalha no campo”, disse. A qualidade do trabalho chamou atenção de Adelar Pagnussat, com ervateira em Marau, que faz parte do roteiro de turismo rural da Rota das Salamarias. “Sempre tem novidades. Esse é o sexto ano que visito a feira”, disse. O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma realização do Governo do Estado, através da SDR, Emater/ RS-Ascar, Cotrijal, Fetag e Fetraf. Empreendimentos - Nesta edição da feira, espaço reuniu 123 empreendimentos de agroindústrias e 59 com artesanato, plantas e flores.

Queijo com leite de cabra fez sucesso. Na foto, produtor Flávio Moura, de Tupanciretã, com o filho Derli

De olho nas novidades O casal de namorados Rodrigo de Carvalho e Maria Angélica de Jesus, de Campos Novos (SC), que também trabalha com agricultura e pecuária, estava de olho nas novidades. No Pavilhão, o colorido e a mistura de sabores das geleias da Agroindústria Sander, de Nova Petrópolis, chamaram a atenção dos jovens. “Para essa estreia, trou-

xemos o suco de uva, geleias gourmet com pimenta e sem açúcar. A procura está muito boa. Queremos voltar”, falou Mariane Almeida Sander, que toca empreendimento junto com o marido Adriano. Além de suco de uva, a agroindústria produz 16 variedades de geleias e já está inserida na Rota Caminhos Germânicos, que abre em maio para degustação.

Casal de namorados catarinense esteve na feira pelo segundo ano

De vento em popa Para provar e levar Quem resiste a um bom salame, queijo e pão caseiros ou suco natural e gelado? No Pavilhão da Agricultura Familiar nem é preciso andar muito para encontrar as novidades. Difícil mesmo é escolher, depois de tantas degustações, o que levar para casa na hora de ir embora. “Quem prova acaba sempre comprando e levando o produto”, afirmou a expositora Andrieli Coldbella, 27, da Agroindústria Embutidos Bisolo, de Frederico Wesphalen. Ao todo, cinco pessoas traba-

lham na agroindústria, que produz em média cinco mil quilos/mês de copa sem gordura, salame e linguiça. O casal de aposentados Zeferino Sérgio Setti, 67 anos, e Vitorina Luiza Bortolini, 65, de Planalto, viajou mais de 200 quilômetros para conhecer a feira. “É uma cidade inteira aqui dentro. Somos do tempo da enxada e da foice e ver toda essa tecnologia impressiona. Aqui no Pavilhão, o que a gente bater o olho, vamos levar”, disse o casal, ao provar naco de salame.

Casal Zeferino e Vitorina, de Planalto, saiu encantado com a feira

Bruna Dariva, da Queijos Dariva, de Erechim: vendas melhoram a cada edição

Participando pela sexta vez da Expodireto, Bruna Dariva, 29 anos, da Agroindústria Queijos Dariva, de Erechim, estava empolgada com o retorno que a feira trouxe ao negócio. “É uma grande vitrine. Tô bem feliz. Os clientes estão voltando e levando várias peças para o ano inteiro”, festejou. No estande, era possível

De tudo

um pouco Família Marquetti, de Tio Hugo, não resistiu ao festival de aromas e sabores e caprichou nas compras. Visitantes assíduos da Expodireto, eles fazem questão de prestigiar trabalho das agroindústrias, conferir novidades na área da Cotrijal e no setor de máquinas.

encontrar queijos coloniais e temperados, com condimentos distintos, como adobo, damasco, manjericão, tomates secos e pimenta e vinho bordô. Na edição passada, foram negociados 300 quilos do produto. Este ano, a expectativa era vender mais de 400 quilos. A produção mensal é de 2 mil quilos de queijo.

Emater: ideias para

produzir com renda A Emater/RS-Ascar trabalhou intensamente no seu espaço na feira, em dois hectares, o incentivo à produção sustentável e à gestão da propriedade. Em 17 parcelas, mostrou que o agricultor familiar tem opções de renda e também deve estar atento aos negócios para garantir sua a viabilidade. E no Recanto Temático, trouxe reflexão sobre os riscos do efeito estufa e suas consequências para a sociedade. O Espaço da Família Rural é tradicionalmente um dos pontos de grande visitação na feira, especialmente pelos agricultores familiares, interessados em conhecer as novidades e os trabalhos sugeridos pela Emater.


Abril / 2018|21

Debates reforçam necessidades do setor Debates importantes aconteceram durante a 19ª Expodireto Cotrijal. Dentre eles, o Fórum da Cultura do Trigo, que reforçou a importância da cultura para o Rio Grande do Sul e apontou caminhos para incentivar a produção e a comercialização. O analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, defendeu a realização de um planejamento para o trigo para os próximos dez anos, seguindo o exemplo russo. “A Rússia fez um planejamento de 20 anos para expandir as exportações. Em 2001, exportava 1,2 milhão de toneladas de trigo e fez um planejamento para exportar 35 milhões em 20 anos. Em 15 anos – ou seja, cinco anos antes do planejado, já atingiu 45 milhões de toneladas”, revelou.

No Fórum do Trigo, entidades defenderam incentivo à exportação

O presidente da FecoAgro, Paulo Pires, também destacou a importância da exportação e apresentou estudo feito pela entidade entre 2016 e 2017, visando identificar cultiva-

res e práticas de manejo para estimular a produção e também buscar mercado externo no Norte da África e na Ásia. “É uma das alternativas para garantirmos renda”, apontou.

Conscientização de forma descontraída

Música, gargalhadas e muita descontração. Este foi o ambiente que tomou conta do Anfiteatro do Espaço da Natureza Cotrijal durante a apresentação do espetáculo Sertanejo Ambiental. Na plateia, crianças, jovens e adultos aprenderam de forma descontraída como cuidar do meio ambiente, reciclando o lixo e economizando água. Enquanto os atores desempenhavam seus papéis, a agricultora Elenir da Silva e suas duas netas, Jamile da Silva e Julia dos Santos, não conseguiam segurar o riso e desprender a atenção do

palco. “Tenho 62 anos, trabalhei na primeira Expodireto, na praça de alimentação, e ainda não conhecia este espaço. Entendi que com pequenos gestos que fizemos em casa podemos ajudar muito a natureza”, aponta Elenir. “Entendi por que não podemos jogar lixo no chão, mas o que mais me chamou a atenção é o porque devemos economizar a água”, conta Julia, 9 anos. “Vim com uma excursão da minha escola e voltei para mostrar para minha irmã e para minha vó como era bom”, completa Jamile, 12 anos.

Milho: faltam políticas de governo “Produzir milho é um bom negócio”. A afirmação é do economista-chefe do sistema Farsul, Antonio da Luz, um dos palestrantes do 10º Fórum Nacional do Milho. Segundo ele, até 2026 o consumo vai crescer 239 milhões de toneladas no mundo. O problema é o custo de produção no Rio Grande do Sul e a concorrência com os países do Mercosul. “Precisamos

de políticas de governo para estimular a produção”, defendeu. Em relação ao mercado, o consultor de agronegócios, Carlos Cogo, disse que a tendência é de que o Brasil se torne o maior exportador mundial nos próximos anos. A quebra da safra argentina, aliada ao crescimento da demanda, deve levar a preços melhores para o grão. Interagindo com o público, atores mostraram a importância de economizar água e reciclar o lixo

Estímulo à criatividade

A audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado neste ano debateu os gargalos que o produtor encontra para ter acesso à tecnologia, considerada hoje essencial para a busca de maior produtividade. O debate foi conduzido pela senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), com a participação do presidente da CRA, Ivo Cassol (PP-RO).

Após o término do espetáculo, os espectadores foram até a Casa do Meio Ambiente, que compõe o Espaço da Natureza Cotrijal, onde aprenderam que o lixo pode se transformar em muito mais do que detritos para descarte. As oficinas ocorreram durante os cinco dias da feira. De acordo com a instrutora do Senar, Ma-

reni Bresolin Catanio, o foco do trabalho deste ano foi o reaproveitamento de garrafas pet. “Escolhemos fazer flores como peças decorativas e um porta-trecos que é uma peça utilitária, reutilizando o litro completo, desde a tampa, além de retalhos de tecido para compor o miolo das flores e cola colorida para decorar”, explicou.

Jovens cooperativistas concluem curso na Expodireto Após 15 meses de aulas, a 14ª turma do projeto Aprendiz Cooperativo celebrou a conclusão do curso de Auxiliar Administrativo para Cooperativas em formatura realizada na casa do Sistema Ocergs-Sescoop/RS durante a Expodireto Cotrijal. A solenidade foi prestigiada por familiares, professores e representantes do cooperativismo gaúcho. O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, felicitou os jovens pela dedicação e perseverança durante o curso. “Usem bem do que vocês aprenderam, continuem sendo desafiadores e o aprendizado que vocês levam deste curso vai ficar o resto da vida com vocês”, declarou. “Eu já cheguei a lamentar não poder voltar a ser jovem e fazer o curso de

Formatura foi realizada na casa do Sistema Ocergs-Sescoop/RS

jovem cooperativista da Cotrijal, uma das melhores e maiores cooperativas do Rio Grande do Sul. Uma grande cooperativa que, com certeza, está observando o esforço e o talento de vocês”, completou o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius.

A produtora da Cotrijal Vera Lucia Schneider não cabia em si de felicidade pela conquista do filho Carlos Daniel, 18 anos, que sonha cursar a faculdade de Agronomia. “Espero que todos tenham essa oportunidade, porque vale a pena”, disse ela, orgulhosa.

Oficina ensinou a reaproveitar a garrafa pet, transformando-a em lindas flores e porta-trecos

 ESPAÇO- A preocupaO ção com as questões ambientais é enfatizada desde 2002 na Expodireto Cotrijal, no Espaço da Natureza, composto pela Casa do Meio Ambiente e pelo Anfiteatro. Conforme a coordenadora de

Meio Ambiente da Cotrijal, Deisi Sebatiani Nicolao, o espaço é uma oportunidade de conscientização e educação ambiental e a cada ano são trabalhadas temáticas diferentes para discussão do público visitante.


22|Abril / 2018

COTRIJAL LIGADA EM VOCÊ

Conhecidos os dez primeiros ganhadores Com o Supermercado Sede lotado de clientes que queriam aproveitar as ofertas da véspera de Páscoa e garantir a chance de ser contemplado com um televisor de 43 polegadas, foi realizado na manhã de 31 de março, o primeiro sorteio da campanha Cotrijal Ligada em Você. A campanha iniciou em fevereiro e até o final de deste ano vai sortear 100 televisores entre os clientes das Lojas, Supermercados e Atacado, sendo dez por mês. “É uma forma de prestigiar nossos clientes”, disse o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica. O sorteio foi acompanhado também pelo vice-presidente, Enio Schroeder, pelo superintendente de Varejo, Valcir Zanchett, os gerentes de Lojas, Jair Heller, e de Supermercados, Ana Cristina Bocasanta, além dos conselheiros de Administração Roveni Doneda, Odair Nienow e Mateus Tonezer e fiscal João Maldaner. A associada da Cotrijal Semilda Nienow estava animada. Aproveitou o sábado para colocar mais uma cautela na urna. Não ganhou prêmio neste primeiro sorteio mas diz que tem muitas cautelas concorrendo. “Vamos continuar torcendo”, confirmou, acompanha do marido Orlando e do neto. O associado Valírio Berwig também segue otimista. “É um grande incentivo que a Cotrijal dá para seus associados e clientes”, avalia.

Os ganhadores

 ndré Arend– Ernestina A  duarda H. Haupt – Não-MeE -Toque Elemar Deuner– Ernestina Gilberto W. Moreira– Colorado José Carlos Fath– Victor Graeff José Lucildo de Mello – Carazinho Laura Beatriz de Mello– Não-Me-Toque Maria Lúcia Ribas – Não-Me-Toque  lga M antovani  – Não-MeO -Toque  hiago Krüger– Victor Graeff T

Próximos sorteios

Foram sorteados dez televisores de 43 polegadas

Como participar Para ter a chance de ganhar, basta fazer compras na rede de Lojas e Supermercados ou no Atacado Cotrijal. A cada R$ 50,00 o cliente recebe uma cautela. Para ração ensacada e a granel, cada R$ 200,00 valem uma cautela.

Além de preencher corretamente a cautela com seus dados pessoais, o cliente deve responder a uma pergunta: Qual a melhor cooperativa para realizar suas compras e que ainda lhe permite ganhar prêmios?. Depois, é só depositar a cautela em uma das urnas das Unidades Cotrijal.

2º SORTEIO - 28 de abril 3º SORTEIO - 26 de maio 4º SORTEIO - 30 de junho 5º SORTEIO - 28 de julho 6º SORTEIO - 25 de agosto 7º SORTEIO - 29 de setembro 8º SORTEIO - 27 de outubro 9º SORTEIO - 24 de novembro 10º SORTEIO – 29 de dezembro

CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO CAIXA Nº 6-0030/2018

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Promoção válida de 1/2/2018 a 27/12/2018

Regulamento no site www.cotrijal.com.br 1° Sorteio: 31/03/2018 2º Sorteio: 28/04/2018 3° Sorteio: 26/05/2018 4° Sorteio: 30/06/2018 5° Sorteio: 28/07/2018

6° Sorteio: 25/08/2018 7° Sorteio: 29/09/2018 8° Sorteio: 27/10/2018 9° Sorteio: 24/11/2018 10° Sorteio: 29/12/2018

cupons e concorra! Lojas, Supermercados e Atacado Cotrijal

SUPERMERCADOS


Abril / 2018|23

Cotrijal festeja com agricultoras Animação, homenagens e almoço farto. Mais de 800 pessoas prestigiaram festa em homenagem à mulher do campo, dia 3 de março, no pavilhão da comunidade de Mata Cobra, interior de Almirante Tamandaré do Sul. O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, participou do encontro ao lado do gerente da Unidade de Negócios de Almirante Tamandaré do Sul, Enio Raber. “A gente fica feliz de ver que a mulher rural está cada vez mais inserida nos negócios da propriedade, do sindicato e da própria Cotrijal. Isso é muito bom. Traz excelentes resultados”, destacou Schroeder. Classi Lourdes Paludo, 55 anos, de São Lourenço, Santo Antônio do Planalto, estava animada. “Não perco essa festa por nada”, falou. Disposta e confiante, ela não escolhe serviço na propriedade de 90 hectares da família. “Eu ajudo até plantar. A Cotrijal já me ensinou muita coisa”, disse, empolgada. Em casa, ela tem o incentivo do marido Luiz Paludo, que é sócio da cooperativa, e dos filhos.

Vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, no evento do sindicato, início de março

“Hoje a mulher é uma forte aliada do homem no trabalho do campo. Busca aprender mais, estudar e planeja cada passo. Quando assume o trabalho, faz com excelência. Por isso, o nosso reconhecimento”, destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Carazinho, Elio Bernardi. Dos 2,7 mil associados da entidade, 950 são mulheres.

Classi Paludo, Mariane e Solange Müller, de Santo Antônio do Planalto

E  ncontro

anual - O encontro atrai trabalhadoras rurais dos municípios de Carazinho, Almirante Tamandaré do Sul, Santo Antônio do Planalto e Coqueiros do Sul. A promoção é do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Carazinho, Emater/ RS-Ascar e Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais. A Cotrijal é umas das apoiadoras.

Carla de Quadros, 36, de Pinheiro Marcado: a Cotrijal e o Sindicato impulsionam essa participação feminina

Visita de produtores estrangeiros A Cotrijal recebeu a visita de dois grupos estrangeiros em março. No dia 1º, do estado da Pensilvânia (EUA). A comitiva era composta por 14 pessoas, entre agricultores e professores da Penn State University. A visita técnica ao Brasil teve como foco a cultura da soja, sistemas de produção e tecnologias empregadas por produtores e cooperativas como a Cotrijal. No grupo, estavam agricultores campeões em produtividade nas culturas de soja e milho. Alguns, colhendo médias acima de 300 sacos/ha no milho e 150 sacas/ha na soja. “A Cotrijal é uma referência, no Estado e Brasil, em cooperativismo, produtividade, inovação, inclusão no campo e resultados”, justificou o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, um dos representantes da Embrapa Trigo que acompanhou a comitiva.

P  lantio direto - Com o objetivo de debater e conhecer as técnicas do Sistema de Plantio Direto utilizadas no Brasil, no dia 20 foi a vez de produtores canadenses visitarem a Cotrijal. Além de levar informações sobre o trabalho da cooperativa, os visitantes apresentaram a realidade da atividade agrícola em seu país, que ainda conta com 70% das áreas manejadas com o sistema convencional de produção. Além da sede, eles visitaram a Área Experimental da cooperativa e o produtor Vinícius Arnold Kraemer, de Carazinho.

Comitiva da Pensilvânia (EUA)

Engenharia Química No dia 26 de janeiro, Isabel Rauber Barth colou grau em Engenharia Química pela URI, campus Santo Ângelo. O cerimonial ocorreu na catedral do município e a recepção dos convidados foi realizada na Associação do Banco do Brasil. Os pais Günter e Rosane, a irmã Cecília, demais familiares e amigos desejam sucesso para a nova engenheira.

E   ncontro dos Berwig - O dia 18 de fevereiro foi especial para os familiares descendentes de Philipp Berwig e Johanna Appel, imigrantes de origem alemã, agricultores, de religião Evangélica Luterana, que fixaram residência em Estrela (RS). O encontro da

família reuniu mais de 120 pessoas, no Pavilhão Comunitário, em Invernadinha, interior de Não-Me-Toque. Inclusive descendentes de Santa Catarina e do Paraná. O evento foi organizado pela família Berwig de Não-Me-Toque. Ivane Berwig,

Comitiva do Canadá

Os 67 anos de Adroaldo

que dedica parte de seu tempo ao estudo da história da família, já cadastrou 2 mil nomes na árvore genealógica. Os Berwig estão presentes em todo Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos e no país de origem. O segundo encontro será novamente em Não-Me-Toque, em 2020.

O produtor Adroaldo Jacob Dessoy reuniu amigos, familiares e vizinhos no dia 3 de março em sua propriedade, em Almirante Tamandaré do Sul, para festejar o aniversário de 67 anos, completados no dia anterior. A data foi marcada por um churrasco farto de ovelha, costelão de gado e muita animação. Com a cooperativa desde jovem, quando não está na lavoura, Dessoy adora jogar uma bola com os amigos. Ele já participou de várias edições da Copa Cotrijal. “Tô feliz! Bem de saúde, fazendo o que eu gosto e ainda sobra tempo para o futebol”, fala. Dessoy é casado com Sueli, que é do Comitê de Mulheres da cooperativa, e tem dois filhos: Fernando e Eduardo. Ele também já ocupou cargo na liderança. A comemoração foi prestigiada pelo gerente da Unidade de Negócios de Almirante Tamandaré do Sul, Enio Raber, que estava acompanhado do vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

Adroaldo com os filhos, o gerente Enio Raber e o vice-presidente, Enio Schroeder


24|Abril / 2018

FAMÍLIA SCHEFFEL

Cooperativismo em primeiro lugar Para a família Scheffel, de Linha Glória, Lagoa dos Três Cantos, a Cotrijal é mais do que uma parceira de negócios. A relação é de amor. “Temos na cooperativa uma integrante da nossa família. Ela faz parte da nossa história. Está presente nos bons momentos e também quando a coisa não é tão boa assim”, comenta Daniel Scheffel, 31 anos, ao relatar trechos da história de sua família na agricultura. Estão na memória de Daniel as conversas sobre as entregas de produção, as compras de insumos, os projetos, tudo sempre relacionado com a Cotrijal. “Meu pai é cooperativista e sempre esteve ao lado da cooperativa. Inclusive foi líder de núcleo por muitos anos. É uma parceria forte e segura”, destaca Daniel. A fidelidade da família com a Cotrijal envolve manias como ouvir diariamente o programa de rádio e ler sempre o jornal da cooperativa. E também colecionar bonés, chapéus e tudo o que tenha a marca da organização. “Como donos, nosso sentimento é de muito orgulho”, desta Breno Francisco Scheffel, 69 anos, 43 deles de associado, que está

sempre ligado no que diz respeito à Cotrijal. No mês de março, com a proximidade da colheita e da realização da Expodireto Cotrijal, esse orgulho cresce ainda mais. A família costuma percorrer todos os corredores do parque. Em 2018, Daniel conseguiu reunir todos à sombra das bandeiras para uma foto. “Reservamos vários dias para visitar a feira, mas normalmente cada um faz a sua agenda”. Ele revela que obteve muito conhecimento em palestras e conversas. “O produtor que consegue tirar proveito dos debates e apresentações que acontecem aqui na feira certamente terá um diferencial na atividade”, observa.

Daniel, a esposa Elineia e a pequena Kauani

Os Scheffel na Expodireto 2018: orgulho de ser donos da Cotrijal

O desafio de Daniel A frente dos negócios desde 2003, Daniel sempre teve apoio para seguir os caminhos da agricultura, principalmente dos pais, que perceberam que nele estava o destino da propriedade. “Desde pequeno o Daniel nos acompanhava pelas lavouras e galpões, apegado aos tratores e serviços”, comenta Breno, que junto com sua esposa, Loni Rejane, comandou a propriedade e direcionou a vida dos dois filhos, Daniel e Leila. “A Leila hoje trabalha na Cotrijal em Lagoa dos Três Cantos e o Daniel está envolvido com os negócios da nossa família”, complementa Loni, que fala com orgulho do trabalho dos filhos.

Liderança se aprende em casa Quando o assunto é cooperativismo, Breno gosta de falar. Contar histórias e relembrar os feitos e a sua participação como associado e líder de núcleo. “A Cotrijal sempre valorizou seus associados e como líder aprendi muito sobre o cooperativismo e principalmente sobre a importância da fidelidade. Isso também cativou a minha família. Hoje ver o Daniel na liderança da Cotrijal nos enche de orgulho”, ressalta o agricultor. No mesmo ano que deixou o cargo de líder de núcleo da Cotrijal, Breno teve a grata surpresa de prestigiar a posse de Daniel no cargo. “É uma responsabilidade ainda maior, mas tive um bom exemplo dentro de casa e procuro sempre ouvir os demais associados. E assim cumprir o verdadeiro papel da liderança, que é fazer esse elo com a direção da cooperativa”, destaca Daniel. Além de líder de núcleo, Daniel é conselheiro fiscal e está no segundo mandato. A propriedade da família está ligada à Unidade de Negócios da Cotrijal de Victor Graeff.

Daniel buscou qualificação para trabalhar na propriedade da família. Concluiu o Curso Técnico no Colégio Agrícola de Frederico Westphalen em 2003, e também tem graduação em Administração de Empresas (Ulbra) e em Gestão Ambiental (Uninter). Mas nunca esteve sozinho nos negócios. O pai sempre está ao seu lado nas principais e mais difíceis decisões. A família trabalha com 32 hectares de lavoura, produção leiteira e terminação de frangos. “Temos uma propriedade bem diversificada, com negócios importantes e que cumprem o seu papel. Uma herança do meu pai, que sempre buscou a diversidade por entender o valor da

terra e tudo que é possível produzir”. As atividades são tratadas com igualdade, dedicação e capricho. Uma complementa a outra. Na soja, já foi rompida a barreira das 80 sacas por hectare. No leite, a propriedade produziu 145 mil litros em 2017. E a produção de frangos, em dois galpões, está com média de 36 mil aves por lote. Os resultados são motivo de comemoração e Daniel projeta um futuro otimista. “Nosso maior objetivo é nos mantermos na atividade, mas de forma competitiva”, afirma. Ele conta com o auxílio da esposa Elineia, 31 anos, que sempre está ao seu lado, com a filha Kauani, de 1 ano e 7 meses.

A propriedade

► Localização: Linha Glória (Lagoa

dos Três Cantos)

► Atividades: grãos, produção leiteira

e aves ► Área: 32 hectares

A soja

► Safra 2016/17 – 83,4 sacas/ha ► Safra 2015/16 – 73 sacas/ha ► Safra 2014/15 – 71 sacas/ha

O leite

► Animais em lactação: 20 ► Produção em 2017: 145 mil litros

Frangos ► 2 galpões de 1200 metros qua-

drados

► 36 mil aves por lote Daniel e Breno: exemplo para o trabalho e a vida

► 8 lotes por ano


O chimarrão nosso de cada dia “Onde há chimarrão existe amizade, existe um povo que sabe que a maior felicidade é crer que a simplicidade te faz rico em qualquer chão”. O poema de Carlos Eduardo Back revela muito sobre o que a bebida representa para a tradição dos povos que a consomem. Além de propriedades medicinais valiosas, o chimarrão possui aspectos sociais determinantes para a magia da integração: quantas famílias resolveram suas diferenças apaziguados pelo compartilhar do mate? Quantos negócios foram selados com um chimarrão? Ou quantas histórias de namoro e amizade iniciaram entre uma cuia ou outra? Para celebrar tanta simbologia, neste mês, o Rio Grande do Sul comemora os seus símbolos típicos, entre eles o chimarrão.

Você sabia? Em 20 de junho de 2003 foi sancionada a Lei nº 11.929, instituindo o churrasco a gaúcha como o prato típico e o chimarrão como a bebida símbolo do Rio Grande do Sul. Com isso, anualmente no dia 24 de abril, comemora-se os símbolos típicos do Estado.

Expodireto Cotrijal também é lugar para um bom mate amargo Para celebrar os encontros e amizades regados a boas cuias de chimarrão e levar a tradição para além fronteiras, há cinco anos a Escola do Chimarrão é presença garantida durante a Expodireto Cotrijal. E em 2018, não poderia ser diferente. A ONG marcou presença durante a 19ª edição da feira com 36 formas de preparo diferentes da bebida típica dos gaúchos. A novidade ficou por conta de um espaço ampliado, o chimarródromo, com mais conforto para receber os visitantes dispostos a desfrutar de um amargo. “É um prazer e um orgulho fazer parte de um evento como este, em que podemos levar o conhecimento da nossa tradição para o Brasil inteiro e para mais de 70 países. É lindo de ver, os embaixadores das comitivas internacionais provaram o chimarrão, saíram do nosso estande e foram comprar a cuia, bomba e erva-mate”, ressaltou Pedro Schwengber, diretor-executivo da instituição.

Pedro Schwengber, diretor-executivo da Escola do Chimarrão


2•

Tão bom quanto tomar é saber fazer Veja o passo a passo de como fazer o mate, conforme recomendações da Escola do Chimarrão: 1. Coloque uma colher de sopa de erva-mate no fundo da cuia 2. Coloque água quente (na temperatura de beber o mate) até o pescoço da cuia 3. Coloque erva-mate sobre a água, cobrindo toda a abertura da cuia 4. Empurre a erva-mate (com a bomba) para a lateral, criando um espaço e complete com água 5. Com movimentos laterais leves, introduza a bomba na cuia, segurando-a pelo resfriador 6. Posicione a bomba no mate 7. Está pronto para saborear

De olho nas dicas: iiEscolha a erva-mate com base na data de fabricação, não de validade iiArmazene a erva-mate no freezer sempre iiNão esqueça de dar atenção a qualidade da água com a qual o chimarrão será preparado iiA temperatura ideal para apreciar o chimarrão gira em torno de 70ºC – um termômetro para o chimarrão pode auxiliar nesta missão iiPriorize usar bombas de aço inoxidável iiLave a cuia apenas com água e para secar deixe deitada na horizontal (para o oxigênio circular e não criar fungos e bactérias)

Quer variar? Veja mais receitas CHÁ DE ERVA-MATE: Em um litro de água coloque 3 colheres da erva-mate Coloque a mistura no fogo até a água ferver Coe e sirva adicionando açúcar a gosto OBS: experimente também com adição de leite. MATE DOCE COM LEITE: Prepare o chimarrão do modo convencional No lugar de água pura, misture a água com leite, açúcar, cravo e canela Deixe ferver Agora é só servir e saborear.

Curiosidades O chimarrão existe há 600 anos. A erva-mate possui propriedade antioxidante duas vezes mais potente do que o vinho, por exemplo, e três vezes mais eficiente do que o chá-verde. Em nível mundial, o maior consumo de erva-mate é no Uruguai. O segundo país que mais aprecia é a Argentina, seguido pelo Paraguai. O quarto lugar no consumo surpreende: Síria. O Brasil aparece em quinto lugar no consumo. O maior produtor mundial da planta é a vizinha Argentina – exportadora que abastece a Síria. Já quem abastece o Uruguai é a produção brasileira, sendo que 85% da erva consumida pelos uruguaios sai do Brasil. Em território nacional, o Estado campeão no consumo é o Rio Grande do Sul, seguido por Santa Catarina e em terceiro lugar vem o Paraná. Em último lugar no consumo está o Acre. Já quando o assunto é a produção nacional, quem mais cultiva é o Paraná, seguido de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul aparece em terceiro lugar.


•3

Um aliado da boa saúde A erva-mate contém altas proporções de vitamina C, D e do complexo B, possui cálcio, magnésio, sódio, ferro, flúor, minerais e flavonoides, que atuam como antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce. Reduz as taxas de açúcar no sangue, melhora o colesterol alto e o diabetes. “O benefício que a erva-mate traz para o corpo humano é algo mágico. Ela é uma das plantas mais completas do planeta. Por isso, quem toma chimarrão vive mais e melhor”, apontou Pedro Schwengber, diretor-executivo da Escola do Chimarrão. Digestivo e um diurético moderado, o chimarrão é um estimulante natural das atividades físicas e mentais, auxilia na regeneração celular e na eliminação da fadiga – atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco. Graças ao cálcio, a bebida típica dos gaúchos previne a osteoporo-

Os 10 mandamentos do chimarrão

1 2

 ão peças açúcar N no mate  ão digas que N o chimarrão é anti-higiênico

se, fortalecendo a estrutura óssea. Também contribui na estabilidade dos sintomas da gota (excesso de ácido úrico no organismo). O chimarrão ainda é rico em

fibras que contribuem para o bom funcionamento do intestino, auxilia em dietas de emagrecimento, atua beneficamente na musculatura e sistema nervoso.

Saiba mais sobre a Escola do Chimarrão O Projeto Escola do Chimarrão iniciou na Semana Farroupilha de 1998, lançado pela Ervateira Rainha dos Pampas, em Venâncio Aires. O objetivo era difundir e estimular o hábito do chimarrão, ampliando seu consumo e beneficiando, assim, toda a cadeia produtiva da erva-mate. Com o sucesso

3 4 5

 ão digas que o mate N está quente demais

do trabalho desenvolvido em escolas, clubes de serviços, eventos e Bric da Redenção, em 5 de julho de 2004 foi fundada a ONG Instituto Escola do Chimarrão. Regida por estatuto próprio, desde então a ONG desenvolve atividades culturais, educacionais e artísticas, cul-

tuando as tradições gaúchas, especialmente na difusão do chimarrão, resgatando-o como hábito cultural e patrimônio dos gaúchos. Além de incrementar o turismo, a entidade endossa o título do município de Venâncio Aires (sua cidade-sede) como a Capital Nacional do Chimarrão.

 ão deixes um N mate pela metade  ão te envergonhes N do “ronco” no fim do mate

6 7

 ão mexas N na bomba  ão altere a N ordem em que o mate é servido

8

 ão condenes o dono N da casa por tomar o primeiro mate

9 10

 ão durmas com N a cuia na mão  ão digas que N o chimarrão dá câncer na garganta

Espaço da Escola do Chimarrão durante a 19º Expodireto Cotrijal

AUTOR: PÉRCIO DE MORAES


4•

Excesso de peso ou só inchaço? A calça não fecha, o rosto parece maior, a blusa está mais apertada… Não há guarda-roupa e humor que passem ilesos nesses momentos! Mas a boa notícia é que nem sempre os ponteiros da balança sobem porque você está acima do peso: pode ser só inchaço. O ser humano pode reter até 5% de água corporal sem que o inchaço apareça fisicamente, mas há algumas situações que favorecem essa retenção mais aparente, como a ingestão de muito sal, assim como os problemas renais, cardíacos e disfunções da tireoid20e. Os anticoncepcionais e corticoides também provocam a retenção. Se o seu inchaço for causado por alterações hormonais ou pela alimentação errada, uma ótima alternativa é beber bastante água. Se tiver insuficiência cardíaca, muito cuidado, pois o ideal é fazer justamente o contrário, diminuir a ingestão de líquidos. Se você permanece sentada por muito tempo no trabalho, faça alguns movimentos com os pés e procure levantar a cada hora para dar uma volta. É importante que você entenda os sinais do seu corpo para identificar quando o inchaço merece maior atenção e ajuda médica.

Beba mais chá Os chás mais recomendados para essa finalidade são chá branco, chá-verde, cavalinha, erva-doce, alfafa, hibisco, carqueja, funcho, cardomomo, dente-de-leão ou de chapéu-de-couro.

Pepino contra o inchaço da TPM Uma xícara de chá cheia de pepinos. Isso é o que você deve consumir diariamente para eliminar o inchaço pré-menstrual. Aipo, uva, limão e salsa têm a mesma ação.

Sementes do bem Consumir meia colher de sopa de sementes de cominho após as refeições elimina mais da metade do inchaço abdominal em apenas duas semanas. Isso porque a erva é diurética e melhora o trânsito intestinal.

Especiarias Especiarias como canela, cardamomo, hibisco, gengibre e cravo têm potencial diurético e auxiliam a reduzir a retenção de líquidos.

Fonte de fibras, a maçã reduz a absorção de gorduras e açúcares ingeridos

Para reduzir o desconforto Menos sal, mais potássio

Quanto mais água, melhor

O sódio, contido no sal, deixa o corpo inchado. Diminua bastante seu consumo e aumente a ingestão de potássio, presente na banana e no brócolis, por exemplo. Dessa forma, você potencializa a eliminação de líquidos.

Ao tomar bastante água, o rim trabalha mais e há menos retenção de líquidos. Para aumentar a propriedade de limpeza com a água, tente adicionar pepino e rodelas de limão, ambos são anti-inflamatórios naturais.

Faça o teste!

Com os dedos indicador e polegar, forme uma pinça e pressione a região saliente do corpo, como barriga e coxa, por exemplo, por alguns segundos e solte. Se a marca dos dedos permanecer na pele por cerca de três segundos, você sofre de retenção de líquido, ou seja, o peso extra na balança é sinal de inchaço. Se a marca não aparecer, é indício de gordura acumulada.

Diuréticos campeões

Aposte nesses aliados, excelentes diuréticos naturais: kiwi, alface, melancia, manga, melão, capim-cidreira, salsinha, alcachofra, água de coco e pera.

Dica

O sal de ervas é um bom substituto do sal puro no preparo das refeições. Basta bater no liquidificador quantidades equivalentes de manjericão, alecrim, orégano, salsinha e sal.

Chá detox Ingredientes —— 1 xícara de sene + porangaba —— 1 colher (sopa) de camomila —— 1 xícara de folhas de cáscara sagrada —— Algumas gotas de limão —— Adoçante a gosto

Modo de preparo —— Ferva todos os ingredientes em 1 litro de água durante 30 minutos. Desligue e peneire em seguida. Adicione o adoçante e o limão ao servir, podendo ser quente ou gelado.

Erva-mate

Pesquisas mostram que a folha da erva-mate possui ação diurética e adstringente, o que faz dela uma grande aliada para a perda de peso, pois em excesso as toxinas causam uma inflamação celular.

Exercícios e drenagem

Atividades físicas e drenagem linfática também ajudam a diminuir a retenção, porque melhoram a circulação. Cosméticos que ativem a circulação, especialmente os que contêm cânfora e mentol, são indicados.

Abril de 2018  
Abril de 2018  
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