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Cotrisoja comemora 45 anos Show de PrĂŞmios premia o associado

Especial PĂĄginas 08 e 09


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Cooperação COTRISOJA

Abril/Maio 2011

EDITORIAL

Cotrisoja - 45 anos

Em 16 de abril, a Cotrisoja comemora seus 45 anos. Criada em 1966 com o objetivo de receber, beneficiar, armazenar e comercializar a produção de grãos, bem como fornecer os insumos necessários para a lavoura, a Cotrisoja sempre esteve ao lado do associado buscando maior rentabilidade e agregação de renda para a propriedade rural. Nesse momento é importante lembrar o pioneirismo, a coragem e o trabalho dos primeiros associados que não mediram esforços para a construção da nossa cooperativa. Ao longo desses 45 anos diversas mãos se uniram a esses pioneiros de forma que hoje somos mais de 2000 associados integrando a grande família Cotrisoja. De 1966 para cá, inúmeras foram as mudanças que ocorreram no campo. Dentre essas mudanças é importante citar as práticas de melhoria do solo, como a correção da fertilidade e a implantação do plantio direto na palha. Questões relacionadas ao manejo das culturas como espaçamento de plantio, população de plantas, rotação de culturas, uso de inseticidas, fungicidas e herbicidas para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Os avanços da biotecnologia com o desenvolvimento dos transgênicos e de

EXPEDIENTE COOPERAÇÃO COTRISOJA Cooperativa Tritícola Taperense Ltda COTRISOJA Av. XV de Novembro, 227 - CEP 99490-000 Tapera/RS - Fone/Fax (54) 3385-3000 www.cotrisoja.com.br E-mail: cotrisoja@cotrisoja.com.br Conselho Administrativo - José Gilberto Seibel (Presidente), Cristiano Scher (Vice-presidente), Nilvo Cossul (Conselheiro), Valdir Jacoby (Conselheiro), Artemio Alfredo Wagner (Conselheiro), Valcir Willens (Conselheiro), Darci Carlos Vieira (Conselheiro). Conselho Fiscal - Mario Celino Durigon, Otávio Francisco Klassmann, Luciano Luiz Knudzen, Adelmo Pedro Willig, Volmar Helmuth Kuhn e Dionísio João Feldkircher. Coordenação Geral e Redação: Michelle Corazza Diagramação: Editora Jornalística Tapera Ltda Fone (54) 3385-1940 - Tapera/RS Impressão: Gráfica Gespi - Tapera/RS Tiragem: 2.000 exemplares Distribuição Gratuita As opiniões aqui expressas não representam, necessariamente, a opinião da Cotrisoja

variedades e também cultivares mais produtivas. As inovações nas máquinas e equipamentos e mais recentemente a agricultura de precisão. Outro aspecto importante é a gestão das propriedades sendo que em um cenário globalizado e competitivo, com novas informações a todo o momento, é cada vez mais necessária a profissionalização e o planejamento para se obter bons resultados. Ao longo desse período foram inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores sejam elas por frustrações de safra, por dificuldades de comercialização, por políticas governamentais, por restrição de crédito, entre outras. Todas elas superadas pelo trabalho e dedicação do produtor. Todas as mudanças que ocorreram no campo, em um momento inicial, provocaram certa resistência. O produtor em primeiro lugar quer ver para crer. Hoje, as novas tecnologias foram incorporadas ao sistema produtivo e os resultados estão sendo colhidos. Nas últimas safras estão se obtendo produtividades cada vez maiores, as quais, em conjunto com os preços dos produtos agrícolas praticados no momento, proporcionam boa rentabilidade nesse primeiro trimestre de 2011. Da mesma forma que as mudanças chegaram ao produtor, atingiram a Cooperativa, Nesses 45 anos a Cotrisoja passou por diversos momentos, onde se buscaram alternativas que pudessem agregar mais resultados para a empresa. Fruto dessa mudança é o processo de reestruturação em que diversas atividades foram revistas, buscando dar um novo foco para os negócios da empresa. Hoje a Cooperativa concentra seus esforços na atividade agrícola nos municípios de Tapera, Selbach, Lagoa dos Três Cantos e Victor Graeff. O processo de mudança que a Cotrisoja enfrentou nos últimos anos foi necessário e fundamental, sendo que os resultados aos poucos começam a aparecer. A mudança do modelo de gestão, com a implantação de um modelo baseado na governança, seguindo o exemplo de cooperativas de outros países e de grandes empresas, foi uma das principais inovações ocorridas. A implantação desse modelo com a participação do associado e dos conselhos, bem como a condução dos negócios por profissio-

nais contratados deram uma nova dinâmica às atividades da Cotrisoja. Ações tomadas nos anos anteriores colaboraram para que, sem dúvida nenhuma, o ano de 2011 fique marcado como o melhor ano da atual gestão. A participação do associado, aliado ao incremento no recebimento de grãos, ao aumento do volume de comercialização de insumos, bem como ao aumento do faturamento nas demais áreas, faz com que se alcancem os objetivos e metas traçadas. A seriedade, transparência e trabalho aliados à confiança e envolvimento do associado colaborará para que tenhamos uma cooperativa cada vez mais forte. O processo de mudança é continuo e muitos aspectos precisam ser aperfeiçoados. Nesse sentido, o associado é fundamental e em 2011 será ainda mais importante, pois terá o papel de escolher os 51 associados que irão compor o Conselho de Líderes da cooperativa, os quais representam todos os associados dos 29 núcleos que compõem as seis unidades da Cotrisoja. É fundamental que sejam indicadas pessoas comprometidas com a Cotrisoja e que sejam exemplos de líderes cooperativistas, pois esses 51 membros tem uma grande responsabilidade nas decisões e nos rumos da cooperativa. Ao longo dos 45 anos a cooperativa sempre primou pela parceria com o produtor, se colocando à disposição do agricultor ao longo dos 365 dias do ano. A cooperativa é referência na formação de preço dos grãos e insumos em toda a região, servindo de parâmetro para as outras empresas. A Cotrisoja trabalha com total transparência e seriedade nos negócios e é importante que no momento da tomada de decisão o produtor leve em conta a segurança, credibilidade e confiança que a Cotrisoja oferece nas suas atividades. Nesse ano comemorativo ao 45º aniversário da Cotrisoja uma série de atividades está programada. O principal objetivo é ter o nosso associado junto da cooperativa, pois é a participação e união de todos que fortalece a cooperativa. Para finalizar quero desejar os parabéns a todos os associados, colaboradores, parceiros e clientes que fazem da Cotrisoja uma referência no cooperativismo do agronegócio.

Cristiano Scher – Vice-Presidente do Conselho de Administração


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Água: bem vital e indispensável A água representa um recurso natural de imprescindível utilidade para a humanidade, constituindo bem de valor econômico limitado na superfície terrestre. Dos 2,5% de água doce da Terra, 68,9% formam as calotas polares e geleiras; 29,9% constituem as reservas de águas subterrâneas; em torno de 1% são, de fato, aproveitáveis. Além de viabilizar a sobrevivência humana, a água proporciona dignidade à vida dos indivíduos através do atendimento das necessi-

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dades mais básicas como higiene e saneamento. As recentes tendências apontam que três áreas principais correm risco de sofrer severo estresse de água até o ano de 2025: o Oriente Médio, a Ásia do Sul e a África. Mas, a crise da água, ultrapassa os limites territoriais, pois a função ambiental desse recurso interfere nos processos em nível global. As águas estão em constante movimento (ciclo hidrológico), o que demons-

tra que os impactos de ações antrópicas localizadas têm ressonância mundial. Há aqüíferos subterrâneos que perpassam as fronteiras de vários países. Por isso, nenhum país pode se eximir da tarefa de garantir, através da conservação e preservação dos recursos hídricos, a qualidade de vida de seus povos e das futuras gerações. Das águas doces, o Brasil detém aproximadamente 12% do total mundial. A lei nº 9.433 de 8

Eunice Portela Bióloga de janeiro de 1997, em seu Capitulo II, Artigo 20, Inciso 1, estabelece, entre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos, a necessidade de "assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. Por isso, investimentos em ações de saneamento básico pelos Estados são extremamente necessárias para o provimento de água potável de qualidade a população.

DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA

1. Banho rápido

Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.

2. Escovando os dentes Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.

3. Torneira fechada

Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

4. Descarga

Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.

5. Lavando louça

Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.

6. Lavando o carro

Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!

7. Mangueira, vassoura e balde

Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura (assim você economiza até 250 litros de água).

8. Jardim

Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

9. Pressão política

Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que promovam o abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo do resíduos sólidos, visando à saúde das comunidades.


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3o Seminário das Culturas de Inverno reuniu mais de 100 associados

Hugo falou sobre as cultivares O 3º Seminário das Culturas de Inverno reuniu mais de 100 associados na Afuco, em Tapera. O evento aconteceu na tarde de 3 de março. O professor doutor Elmar Luis Floss palestrou sobre o manejo para alta produtividade do trigo. Em sua explanação, Floss comentou que após a colheita do milho uma opção é plantar nabo forrageiro, pois esta planta tem grande efeito na reciclagem de nutrientes, tendo um sistema radicular bem agressivo trazendo os elementos como fósforo e potássio, principalmente, das camadas mais profundas do solo para a superfície, onde a atividade microbiana é maior. Isto causa um efeito muito benéfico no desenvolvimento inicial do trigo. Também comentou que ao escolher a semente, o produtor já sabe o potencial de rendimento que terá na lavoura. "Não adianta utilizar agricultura de precisão e as melhores tecnologias se não fizer manejo da cultura", acrescentou. Floss ressaltou que a palhada é muito importante como cobertura do solo porque melhora a estrutura física do solo, a aeração para entrada do oxigênio, o que facilita a fixação do nitrogênio em leguminosas e melhora o

Mais de 100 associados participaram do evento

enraizamento das plantas, dando maior capacidade de exploração do solo em busca de água e nutrientes. Ao finalizar, ele esclareceu dúvidas dos produtores sobre as plantações e comentou sobre as sementes de trigo adequadas para a região. O grupo de associados foi dividido em turmas 1 e 2. Enquanto a turma 1 partiu para visitação das lavouras de soja, a turma 2 acompanhou a apresentação do portfólio Bayer, realizada por Maiquel Hack. Depois, enquanto a turma 2 visitava as lavouras, a turma 1 participava da apresentação. Foram visitadas as lavouras de soja de Celso Magni, localizada na RS 223, e de Zelindo e João Delmar Durigon, na Vila Raspa. Os produtores puderam visualizar as características agronômicas de cada cultivar. O representante da empresa Brasmax Genética, Eng. Agr. Hugo Favoreto, esclareceu as dúvidas dos produtores quanto às cultivares. Conforme as cultivares apresentadas descreveu as características principais: BMX-Ativa RR: cultivar de ciclo superprecoce, crescimento determinado, re-

sistente ao acamamento, porte baixo, indicada para terras de alta fertilidade. Plantio recomendado de 05/11 a 20/11. Recomendação de 340.000 plantas/há. BMX-Turbo RR: cultivar de ciclo superprecoce, crescimento indeterminado, resistente ao acamamento, porte médio, indicada para terras de alta fertilidade. Plantio recomendado de 01/11 a 30/11. Recomendação de 220.000 plantas/há. Para o gerente regional e também coordenador do departamento técnico, Gerson Kuffel, o evento foi bastante interessante. "A participação dos associados surpreendeu principalmente pelo período, em que alguns produtores estão colhendo milho", comentou. Cada vez mais a Cotrisoja está oportunizando ao produtor acompanhar os avanços tecnológicos no campo. Toda tecnologia desenvolvida pela pesquisa somente terá valor se difundida, validada e aceita pelo produtor. É isto que o departamento técnico da Cotrisoja busca. Levar a informação até o associado, criando uma expectativa de melhores resultados na lavoura, se ele adotar as recomendações atualizadas.

Maiquel Hack falou sobre as cultivares

Visitação às lavouras de soja


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Entrevista com Elmar Floss Comunicação Cotrisoja - Por que você recomenda o plantio de trigo? Elmar - Bom, apesar de o trigo ter alguns problemas na comercialização, dependendo do ano, em função de alguns contratos de importação que o Brasil tem com a Argentina, com os Estados Unidos, com Canadá, com a Rússia, os estoques mundiais de trigo caíram muito nos últimos dois anos e é por isso que no mercado internacional o preço do trigo subiu muito. No Brasil, não subiu na mesma proporção, mas sempre que nós temos uma diminuição de estoque, há uma tendência dos preços reagirem. Em segundo lugar, é importante plantar trigo porque no inverno nós temos ociosidade. Colhemos milho e soja no verão e é importante colocar uma cultura para anteceder, especialmente, a soja. O rendimento da soja sobre uma lavoura de trigo normalmente pode variar entre três e cinco sacos a mais. Benefícios causados pela melhoria das propriedades físicas do solo, por causa do sistema radicular do trigo, pelo resíduo de nutriente que fica, e principalmente por facilitar a limpeza da lavoura de nabo, de buva no trigo. Então, quando vou plantar a soja tenho uma lavoura limpa. Analise hoje: os agricultores que não plantam nada no inverno tem hoje um problema muito sério que é a buva resistente e, por isso, tem um gasto muito alto para poder eliminar essa buva e poder fazer o plantio. Então, considerando mercado, tecnologia disponível e ainda o sistema de

produção, ou seja, benefícios que o trigo do inverno deixa para a soja no verão é interessante fazer uma parte da lavoura com trigo.

Comunicação Cotrisoja - Durante sua palestra no 3º Seminário das Culturas de Inverno da Cotrisoja, você ressaltou o plantio de nabo após a colheita do milho. Por que o produtor deve fazer isso? Elmar - Nós temos estudos já de sete anos, onde plantamos área de milho, colhemos essa lavoura e imediatamente plantamos nabo. Mais ou menos de 20 a 25 quilos de semente por hectare, para ter uma grande população. Se tiver 60 dias de intervalo entre a colheita do milho e o plantio do trigo, vale a pena colocar nabo, porque o custo é muito baixo e os benefícios são muitos. A decomposição do nabo depois é muito rápida e ele libera nutrientes para o trigo. Nossos ensaios nesses sete anos mostraram que o rendimento de trigo depois de milho, colocando nabo como cultura intercalar, foi superior ao rendimento de trigo depois de soja. Se eu plantar o trigo depois de milho sem colocar o nabo, a grande quantidade de palha do milho acaba segurando o nitrogênio, fazendo o trigo crescer amarelinho e não produzir. Comunicação Cotrisoja - Você sempre ressalta os benefícios da palhada. Quais os benefícios da palhada para a cultura do trigo? Elmar - A coisa mais importante

que aconteceu na agricultura de toda região foi nós passarmos do plantio convencional ao plantio direto. Quem estava na atividade há 30 anos, lembra o que eram as erosões depois das chuvas, as mossorocas em divisas de lavouras. A semeadura direta só dá certa quando tem uma exuberante palhada em superfície. As pesquisas tem mostrado que para o agricultor ter uma semeadura direta de qualidade tem que ter por ano, entre a cultura de inverno e a de verão, de nove a 12 toneladas de palha, porque nossa condição de clima chuvoso e de verão quente, faz com que a palha se decomponha rapidamente. Palhada principalmente de gramínea: milho, aveia, triticale, trigo, centeio, azevem. Essa palhada aumenta a estrutura física do solo, então aumenta o espaço para crescimento de raízes, melhora a aeração do solo, melhora a absorção de água quando chove. E essa condição é muito importante quando dá período de estiagem. A palha é o melhor subsolador que pode existir. Comunicação Cotrisoja - No ano passado tivemos uma safra de trigo surpreendente. É impossível prever como o clima vai se comportar, mas as expectativas são boas? Elmar - Eu mostrei aos produtores durante a minha palestra o quanto nós evoluímos ao longo dos anos. Nós saímos de 1977

colhendo de 10 sacos de trigo por hectare e no ano passado tivemos produtores que colheram mais de 50 sacas/ hectare. Houve uma evolução muito grande. Esse aumento do rendimento se deve a vários fatores: melhoria das variedades, melhor aplicação da tecnologia, adubação, controle de plantas daninhas, controle de doenças e pragas. Então, o que eu digo para os agricultores: continuem fazendo tudo aquilo que deu certo no ano passado. Usem bem a tecnologia disponível e torçam para que clima ajude de novo. A previsão é de que o La Nina se mantenha até setembro. Os anos de La nina são os melhores anos de clima para produção dos cereais de inverno, pois há uma menor probabilidade de chuva na primavera, que é o período de floração e enchimento de grãos do trigo. Nesse período é muito importante ter dias ensolarados, noites de temperaturas baixas e pouca chuva.

Os fatos e notícias que fazem a região, você ouve aqui! SINTONIZE 1.380 io Rád

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Principais pragas iniciais dos

PULGÕES As espécies de insetos fitófagos encontradas em lavouras são praticamente as mesmas observadas O pulgão-verde-dos cereais em todos os ceSchizaphis graminum reais de inverno, como trigo, cevada e aveia. Embora numerosas, apenas algumas espécies ocorrem em quantidade e frequência que as caracterizem como pragas do ponto de vista econômico, quando se justifica a adoção de medidas de controle. Várias espécies de pulgões ou afídeos (Hemiptera, Aphididae) ocorrem nos cereais de inverno, dependendo da época do ano e da região tritícola. As mais comuns são o pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum), o pulgão-do-colmo-do-trigo ou pulgão-da-aveia (Rhopalosiphum padi), o pulgão-da-folha-do-trigo (Metopolophium dirhodum) e o pulgão-da-espiga-do-trigo (Sitobion avenae). Outras espécies, como o pulgão-da-raíz (Rhopalosiphum rufiabdominale), o pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) e o pulgão-amarelo (Sipha flava), podem ocorrer esporadicamente em plantas de trigo.

FENOLOGIA E CICLO DA PRAGA Os pulgões apresentam corpo relativamente pequeno, mole e piriforme. Nas condições climáticas brasileiras os pulgões do trigo não põem ovos (vivíparos); as fêPulgão-da-espiga-do-trigo meas parem diretaSitobion avenae mente ninfas (formas jovens, sem asas, semelhantes aos adultos); reproduzem-se sem ocorrência de machos e geram apenas fêmeas (partenogênese telítoca). Devido à alta prolificidade e ao ciclo biológico curto, em condições favoráveis, desenvolvem rapidamente colônias numerosas, formadas por fêmeas aladas e ápteras e por ninfas de diferentes tamanhos (instares). Indivíduos alados (formas de disseminação) surgem na colônia em condições desfavoráveis, como a má qualidade do alimento, e podem voar centenas de quilômetros com auxílio do vento. Os pulgões do trigo desenvolvemse e multiplicam-se melhor em temperaturas amenas (entre 20 e 22 ºC) e em períodos de estiagem; o clima frio prolonga o ciclo de vida e retarda a multiplicação. Tomados em conjunto, os pulgões são considerados pragas principais da cultura de trigo. De modo geral, os pulgões citados para a cultura de trigo têm como hospedeiros outros cereais de inverno, como: aveia, centeio, cevada, triticale e outras gramíneas. Tanto pulgões jovens (ninfas) como adultos alimentam-se da seiva das plan-

tas, que é suscetível ao dano desde a emergência até que os grãos estejam completamente formados (grão em massa).

DANOS DA PRAGA Ao se alimentarem em plantas de trigo, cevada, aveia, os pulgões podem causar danos de dois tipos: S Diretos - enfraquecem as plantas pela sucção de seiva e/ou provocanPulgão-do-colmo-do-trigo do morte de tecido pulgão-da-aveia, foliar pela injeção Rhopalosiphum padi, de toxinas salivares. Consequências - rendimento de grãos, diminuição do tamanho, do número e do peso dos grãos e também do poder germinativo das sementes, sendo que os chamados danos diretos de pulgões só ocorrem quando existem grandes densidades populacionais da praga; S Indiretos - transmitem a doença viral VNAC Virose do Nanismo Amarelo da Cevada. O potencial de danos dos pulgões é influenciado por diversos fatores, como por exemplo: S Estágio fenológico das plantas - plantas pequenas são mais suscetíveis; S Condições climáticas - condições ambientais de temperatura amena ou relativamente alta e baixa ou com precipitação pluvial, otimizam o desenvolvimento e a reprodução de pulgões; S Espécie de pulgão - S. graminum se reproduz mais rapidamente e, devido à saliva fitotóxica, tem maior capacidade de causar dano; S vigor das plantas; S Existência de focos infestação etc. MANEJO DA PRAGA

No manejo de pulgões recomenda-se aplicar inseticidas apenas quando forem atingidos os seguintes níveis populacionais, de acordo com a fase das plantas: a) 10% de plantas infestadas, da Pulgão-da-folha-do-trigo emergência ao Metopolophium dirhodum perfilhamento; b) 10 pulgões/perfilho, do alongamento ao emborrachamento; c) 10 pulgões/espiga, do espigamento ao grão em massa. O nível de infestação deve ser avaliado por meio de inspeções semanais da lavoura, amostrando-se aleatoriamente locais, na bordadura e no interior das lavouras, que proporcionem resultado médio representativo da densidade de pulgões. Os pulgões são facilmente controlados quimicamente com inseticidas a base de Imidacloprid + beta-ciflutrina (Connect) e/ou Lambda-cialotrina + Tiametoxan (Engeo pleno) aplicados via pulverização da parte aérea, nos estágios mais avan-

çados. O tratamento de sementes é o manejo onde se obtêm os melhores resultados, pois atua nos estágios iniciais,onde esta praga causa o maior dano. Pode-se usar inseticidas à base de Imidacloprid + Tiodicarbe (Cropstar) " Períodos de estiagem que favorecem a multiplicação dos pulgões, diminuem a eficácia do controle e determinam a necessidade de reaplicações mais frequentes de inseticidas; S Períodos chuvosos que, por sua vez, embora não favoreçam a multiplicação dos pulgões ao ponto de até, dependendo da intensidade das chuvas, contribuírem para a estabilização do nível populacional, podem acarretar ineficiência do tratamento devido à lavagem do produto inseticida e/ou dificultar a realização da própria aplicação e de reaplicações. CORÓS S Os corós (Coleoptera, Melolonthidae) são larvas de solo. Constituem problema maior no Sul do Brasil, onde ocorrem as espécies Diloboderus abderus (coró-da-pastagem) e Phyllophaga triticophaga (coró-do-trigo). A ocorrência de corós não está generalizada em todas as regiões produtoras. Os ataques iniciam em manchas, podendo evoluir para áreas maiores. O fato de uma área ter problemas de corós num ano não significa que os terá nos anos seguintes, Adulto macho pois as populações coró-das-pastagens flutuam naturalmenDiloboderus abderus te, em função de clima e de inimigos naturais. No Sul, os corós ocasionam maiores danos em culturas de inverno, embora também possam danificar culturas de verão em fim de ciclo (soja) ou semeadas precocemente (soja e milho). Em centeio, os danos de corós são potencialmente grandes. FENOLOGIA E CICLO DA PRAGA S Apresentam cor esbranquiçada, com a cabeça e os três pares de pernas torácicos mais escuros (fase larval). S As espécies citadas acima Larva apresentam desenvolvimento coró-das-pastagens holometabólico (passam peDiloboderus las fases de ovo, larva (coró), abderus pupa e adulto) e de ciclo biológico longo: D. abderus tem ciclo anual e P. triticophaga, bianual. Podem ser diferenciados morfologicamente: os adultos (besouros) diferem no tamanho e na cor; as larvas (corós), no tamanho, se comparadas na mesma fase, e na disposição de pêlos e de espinhos na região ventral do último segmento abdominal. S Os adultos de D. abderus são besouros de coloração quase preta, medindo em torno de 1,3 cm de largura e 2,5 cm de comprimento. Os machos não voam e apresentam um apêndice cefálico na forma de chifre, que se projeta para


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cereais de inverno trás, e outro apêndice torácico bifurcado e mais curto que o anterior, que funciona como instrumento de defesa. O ciclo da espécie é anual. Adultos podem ser encontrados de novembro a abril, e a postura é feita nesse período, com mais freqüência em janeiro e fevereiro. Para oviposição, as fêmeas preferem locais com abundância de palha que é utilizada na proteção dos ovos e serve de alimento para as larvas pequenas. Cada fêmea coAdulto coró-do-trigo loca, em média, 14 ovos. Phyllophaga A incubação dos ovos triticophaga dura entre uma e duas semanas. As larvas duram em torno de sete meses e passam por três instares até empuparem, geralmente a partir de outubro; em seu tamanho máximo atingem 4 ou 5 cm de comprimento por 1,1 cm de largura, vivem a uma profundidade variável (geralmente entre 10 e 20 cm) e duram cerca de cinco meses, dentro de uma galeria vertical que lhe serve de abrigo. S Os adultos de P. triticophaga são besouros de coloração marrom avermelhada brilhante com pelos dourados. Medem cerca de 1,8 cm de comprimento e 0,8 cm de largura. O ciclo desta espécie é

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bianual. De maneira mais intensa no mês de outubro e início de novembro, à noite, os adultos deixam o solo e sobem à superfície para acasalamento e dispersão. Os ovos são encontrados de novembro a dezembro. A fase larval ocorre desde o final deste primeiro ano, prolonga-se durante todo o ano seguinte e vai até janeiro-fevereiro do terceiro ano, entretanto, a alimentação é interrompida geralmente em novembro. A larva apresenta três instares e atinge 3 a 4 cm de comprimento por 0,8 cm de largura; não constrói galerias e vive muito próximo à superfície do solo (concentrando-se nos primeiros 10 cm de profundidade). As pupas são encontradas nos meses de janeiro a abril e a partir de março se transformam em adultos, forma na Larva qual sobrevivem ao invercoró-do-trigo no, enterrados e sem se Phyllophaga alimentarem. triticophaga S A identificação de espécies é importante, pois nem todos os corós presentes no solo são rizófagos e, potencialmente, pragas. Os corós são polífagos, podendo atacar diversas espécies de plantas, cultivadas ou não. DANOS DA PRAGA Os danos de corós em trigo são potencialmen-

Anderson Vincenzi Estagiário Agronomia te grandes, pois ambas as espécies alimentase na fase larval alimentam-se de sementes, raízes e parte aérea de plântulas, que puxam para dentro do solo, assim, diminuindo a população de plantas e a capacidade de produção das plantas sobreviventes. Um único coró, em atividade plena e em seu tamanho máximo, é capaz de consumir em torno de duas plântulas de trigo em uma semana. O período mais crítico para as culturas vai de maio a outubro, e às vezes, a novembro. Por serem polífagas podem atacar diversas espécies de plantas cultivadas ou não, incluindo plantas daninhas. MANEJO DA PRAGA Para o manejo de corós, é fundamental que seja realizado o monitoramento periódico das áreas, por meio da abertura de trincheiras com 20 cm de profundidade no solo, em número e tamanho necessário para conferir representatividade à amostragem. Sinais e sintomas da presença de corós (diminuição da população de plantas, plantas mal desenvolvidas, perdas no rendimento etc.) também auxiliam no monitoramento. Tanto o coró-das-pastagens como o coró-do-trigo podem causar danos a partir de 5 corós/m2. O tratamento de sementes com inseticidas a base de Imidacloprid + Tiodicarbe (Cropstar) tem se mostrado eficiente no controle dessas larvas de solo.


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Cooperação COTRISOJA ESPECIAL

Um pouco de história... A Cooperativa Tritícola Taperense Ltda surgiu com o intuito de receber e armazenar grãos colhidos pelos produtores do município de Tapera e também de facilitar e baratear o preço dos insumos agrícolas. Antes de se tornar cooperativa, o município contava com a Associação Rural de Tapera. Quando surgiu a Lei Federal que extinguia as Associações Rurais, o grupo de produtores tinha as opções de transformar a entidade em cooperativa ou sindicato. Optou por cooperativa e, em 16 de abril de 1966, data da primeira Assembléia Geral, nascia a Cotrisoja, com 167 sócios fundadores. A primeira atividade desenvolvida pela empresa esteve voltada à agricultura. Recepção e armazenagem de grãos, venda de insumos agrícolas e de todos os produtos úteis na lavoura eram realizadas pela cooperativa. O departamento técnico foi implantado para melhor atender ao produtor. No decorrer dos anos, também foram criados os departamentos de produção animal, industrial, de consumo, transporte, postos de combustíveis, além da instalação de armazéns. Em 1968, a Cotrisoja inaugurou a primeira filial, localizada no município de Selbach. E depois os negócios foram expandidos para as cidades de Lagoa dos Três Cantos e Victor Graeff, para melhor atender os associados. A fábrica de rações iniciou as atividades em 1977, produzindo 8 toneladas por ano. A partir do incremento na pecuária leiteira, que começou em 1979, foi necessária a ampliação da fábrica. Em 2010, o estabelecimento passou por uma reestruturação, atendendo em duas linhas de produção, incorporando a linha comercial de origem vegetal. Hoje, a fábrica produz 23 toneladas de ração por hora. As rações e concentrados são destinados a bovinos, suínos e aves de associados e também clientes, com entrega a granel e ensacada. Para viabilizar a distribuição e venda para os associados, a Cotrisoja investiu nos postos de combustíveis . Hoje, são quatro estabelecimentos localizados em Tapera, Selbach, Victor Graeff e Mormaço. A cooperativa buscou alternativas em outras regiões, mas optou por ficar na região sede. Com fortes raízes no cooperativismo, a Cotrisoja prima pelo desenvolvimento conjunto, ou seja, que beneficie tanto empresa quanto associado. O objetivo de promover o estímulo, o desenvolvimento progressivo e a defesa das atividades econômicas de caráter comum dos associados pela prestação de serviços são seguidos por todos os funcionários da cooperativa. Em parceria com o associado, a Cotrisoja busca por melhores resultados nas atividades desenvolvidas, fazendo com que o cooperado participe das decisões da empresa e tenha conhecimento do que se passa.

Conheça as unidades Tapera: o início de uma grande história

A Unidade da Cotrisoja foi fundada em 16 de abril de 1966 no município de Tapera. A cooperativa está localizada na Avenida XV de Novembro, 227, na saída para Lagoa dos Três Cantos. A sede possui o maior número de funcionários, que somam 160 colaboradores, divididos nas atividades de recebimento e armazenamento de grãos e sementes, venda e entrega de insumos, farmácia veterinária, prestação de serviços, assistência técnica e veterinária, fábrica de rações e concentrados e postos de combustíveis. Na unidade regional em Tapera fica concentrada a maior parte dos grãos recebidos durante as safras. A capacidade de armazenamento é de 70 mil toneladas a granel e 200 mil sacas de produto ensacado. Também na unidade sede, está localizada a fábrica de rações da cooperativa.

Selbach

A unidade de Selbach foi fundada em data de 16 de abril de 1968, no mesmo local onde atua até hoje: Rua Arnilo Alfredo Maldaner, centro da cidade. Hoje, a cooperativa conta com 69 colaboradores na unidade selbachense, onde são desenvolvidas as atividades de recebimento de grãos, comercialização de insumos e defensivos, assistência técnica e veterinária e postos de combustíveis. A Cotrisoja Regional de Selbach conta com dois postos de recebimento de grãos, localizados no centro e no trevo da cidade.


Cooperação COTRISOJA ESPECIAL

Lagoa dos Três Cantos

A Cotrisoja foi fundada no município de Lagoa dos Três Cantos em 15 de abril de 1993. Até hoje, está localizada na Rua Adolfo Petri, nº 151. Com apenas dezessete colaboradores efetivos, a cooperativa desenvolve as atividades de assistência técnica, recebimento e armazenamento de grãos, comercialização de insumos e defensivos.

Atividades

Rações e concentrados

Victor Graeff

No município de Victor Graeff, a unidade da Cotrisoja está instalada em Linha Jacuí, na rodovia 223 km 12. Com apenas 25 funcionários, a cooperativa realiza, de maneira enxuta, todas as atividades existentes na sede: ponto de vendas, comercialização de insumos e defensivos, rações, faturamento, assistência técnica e veterinária, recebimento de produtos agrícolas, bem como a atividade de postos de combustíveis.

Linha Floresta

A Unidade da Cotrisoja no distrito de Linha Floresta surgiu anos após a instalação da empresa em Selbach. Até hoje, a estrutura da cooperativa está localizada na Avenida Clemente Wolken. Assim como as Unidades de Victor Graeff e Lagoa dos Três Cantos, Linha Floresta atua

com uma equipe mais enxuta, formada por 34 pessoas. Apesar da turma pequena, as atividades desenvolvidas - recebimento de grãos, venda e entrega de insumos, rações, produtos veterinários, diesel, prestação de serviços, assistência técnica e veterinária - contemplam as necessidades dos associados que moram e plantam na região. Durante os períodos de safra, os agricultores de Linha Bela Vista também utilizam o posto de recebimento de grãos em Linha Floresta.

Postos de Combustíveis

Ponto de Vendas

Beneficiamento de Sementes, Recepção e Armazenamento

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Cooperação COTRISOJA

Planejamento para safra de cereais de inverno 2011 Gerson Kuffel Coord. Depto Técnico e Gerente Regional Tapera

Estamos na expectativa de mais um plantio das culturas de inverno. Assim torna-se necessário definir alguns pontos importantes como: ? A escolha da área: deve ser preferencialmente de rotação de culturas, porque são nos restos culturais que os fungos sobrevivem e eles ainda são causadores das podridões radiculares e de manchas foliares. ? A área deve ser livre de invasoras: o produtor deve fazer a dessecação antecipada para eliminar as plantas invasoras que possam causar alguma forma de supressão ou competição à cultura implantada e, ainda assim, existem herbicidas para controle de invasoras em pós-emergência. ? A escolha da variedade: conhecer as suas características é com certeza um dos fatores mais importantes, porque é através dela que vamos definir o período mais favorável recomendado para a semeadura e para programar os manejos a serem realizados durante o seu ciclo. ? A fertilidade do solo é outro fator determinante para o bom desenvolvimento de todas as culturas. Devemos, primeiramente, realizar uma boa análise de solo, no intervalo da colheita de soja até o plantio do trigo ou cevada. Esta vai nos dar uma posição de quanto usar em kg por há dos nutrientes em geral. Lembramos que todos os nutrientes são importantes

para as culturas. As gramíneas são exigentes em Nitrogênio. As quantidades a serem aplicadas na cultura do trigo ou da cevada podem variar de acordo com o nível de matéria orgânica no solo, da cultura precedente e de quanto o produtor pretende colher. As doses de Nitrogênio que devem ser aplicadas na semeadura variam entre 15 e 20 kg/há e o restante em cobertura varia de acordo com a matéria orgânica do solo. A média da região é em torno de 40 kg por ha de nitrogênio em cobertura, lembrando que os fertilizantes nitrogenados (uréia) devem ser aplicados no perfilhamento com umidade, já o sulfammo deve ser aplicado na definição de stand, 15 a 20 dias antes do que a uréia e pode ser usado sem umidade por não apresentar perdas por volatilização. O Fósforo é responsável pela fotossíntese, respiração, armazenamento e transferência de energia, ajuda as raízes e as plântulas a se desenvolverem mais rápido e acelera a maturidade, resultando em grãos perfeitos. A cultura do trigo necessita de 12 kg de Fósforo por tonelada de grãos produzidos. E quanto ao Potássio, a necessidade da cultura do trigo é de 18 kg desse nutriente por tonelada de grãos produzidos. O Potássio também tem importância na fotossíntese, na síntese de proteínas, na diminuição dos efeitos das doenças e danos de pragas,

ajuda na formação do grão, melhora a tolerância ao frio e a resistência ao acamamento. Estudos indicam que não devemos ultrapassar 40 kg de Potássio/há na semeadura para evitar a salinização de linha. ? A densidade de semeadura recomendada para a cultura do trigo varia de acordo com as variedades: cultivares precoces a médias: 300 a 330 sementes viáveis/m²; cultivares semi tardias e tardias: 280 sementes viáveis/ m², cultivares tardias para duplo propósito: 330 a 400 sementes/ m². A densidade varia de 60 a 80 sementes por metro linear de acordo com o ciclo e porte. Já a densidade de semeadura de cevada é em torno de 250 sementes viáveis/m². ? Observar o espaçamento entre linhas, que na nossa região varia de 15 a 17cm e em regra não pode ultrapassar 20cm. ? A profundidade de semeadura deve ficar em torno de 2 a 5 cm e preferencialmente utilizar a semeadura em linha, o que vai dar mais uniformidade ao plantio com maior eficiência na utilização de fer-

tilizantes e maiores possibilidades de danos às plantas quando da utilização de defensivos e nitrogenados na parte aérea. ? O tratamento de semente é uma das práticas mais inovadoras dos últimos tempos que traz ao produtor vários benefícios, tais como: desinfecção das sementes, redução da fonte de inóculo, garantia de stand com um maior número de plantas produtivas, manejo de pragas e doenças iniciais, proteção sistêmica da lavoura na fase inicial e plantas sadias e vigorosas. Além de fazer a desinfecção, o tratamento de semente com fungicida vai proteger a planta na fase inicial de desenvolvimento auxiliando na manutenção do stand. As principais pragas que atacam a cultura do trigo na fase inicial são os pulgões e corós. Os pulgões sugam a seiva da planta e injetam uma toxina transmitindo uma virose para a planta, o que paralisa seu crescimento. Os corós comem as raízes das plantas e essa injúria pode levar a planta à morte.


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Mau tempo causa prejuízo nas lavouras de soja Cotrisoja participa da 12a Expodireto Cotrijal

Algumas lavouras de soja da área de abrangência da Cotrisoja foram prejudicadas pelo clima nessa safra 2010/2011. Primeiro, a falta de chuva castigou produtores nas regiões de São Rafael, Barra do Colorado, Arroio Angico e outras localidades do município de Tapera. Em Selbach, as perdas maiores foram contabilizadas em Linha Floresta e Santa Isabel. Cerca de 40% de perda foi detectada pelo Departamento Técnico da Cotrisoja. Nos últimos dias do mês de março, a chuva em excesso atra-

palhou a colheita. O jornal Correio do Povo noticiou em 30 de março que o município de Lagoa dos Três Cantos decretou situação de emergência. Os produtores, grande parte associados da Cotrisoja, sofreram com as perdas da lavoura, base econômica de muitas famílias. Até o final do mês de março, somavam mais de 27 mil pessoas prejudicadas pelo mau tempo no Rio Grande do Sul, sendo que os maiores problemas se concentram nas estradas e produções agrícolas do Nordeste do Estado.

Cotrisoja marca presença na Lagoa Fest

A Cotrisoja participou da 10ª edição do Lagoa Fest, realizada em Lagoa dos Três Cantos, entre os dias 18 e 20 de março. No estande montado na feira, a cooperativa recebeu associados, clientes e visitantes da região que prestigiaram a festa. No domingo à tarde, as soberanas do município, acompanhadas do prefeito Ernor Weber e do Secretário da Agricultura, Meio Ambiente, Indústria, Comércio e Turismo, Roque Elói Fath. Durante os três dias, quem passou pelo espaço da cooperativa concorreu a prêmios. Os ganhadores foram:

1 jogo de espetos - Geni Rosane Rohrig 1 chapéu - William Schrader 1 chapéu - Nei Keitel 1 cuia - Edgar Pazinato 1 bomba de chimarrão - Fátima L. Duarte 1 térmica - Roberto Pasinato 1 caneca - Jairo José Assmann 1 caneca - Elsi Steffens 1 sacola térmica - Celso Baumgart

A Cotrisoja disponibilizou transporte para os associados visitarem a 12ª Expodireto Cotrijal. Um grupo de 30 pessoas acompanhou as palestras e visitou estandes na Feira Internacional do Agronegócio. O evento aconteceu entre os dias 14 e 18 de março, em Não-Me-Toque. Os funcionários da cooperativa também marcaram presença na feira. O departamento técnico acompanhou as evoluções mercadológicas referentes à tecnologia e grãos.


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Visita à Propriedade

A família Saueressig participa da vida comunitária

Edemar e Classi A propriedade de Edemar e Classi Saueressig, localizada em Linha Jacuí, interior de Victor Graeff, é considerada de pequeno porte. Porém, as atividades desenvolvidas geram renda e

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garantem o sustento da família. Dos 30 hectares, 24 são utilizados no plantio de milho e soja. A área é arrendada para o plantio do trigo. Edemar conta que um hectare é utilizado na produção

de milho para silagem, enquanto os outros 23 ha são colhidos. A cultura da soja e milho é cultivada na área total. Na propriedade também são criadas quatro vacas. O leite produzido é transformado em queijos, em torno de 20 peças por semana, que são comercializados na região. Os animais se alimentam de silagem, pastagem e ração produzida na propriedade com matéria prima fornecida pela Cotrisoja. Para o consumo, o casal cria animais (suínos, bovinos e aves), planta verduras e frutas. Edemar e Classi casaram em 1968 e até hoje residem na casa que pertencia aos pais de Edemar. Lá, criaram suas duas filhas: Dóris e Solange. Dóris, desde o ano 2010, administra os outros 30 hectares da família, localizados em Linha Posse Cerrito. Ela é casada com Leandro Alberto Arent e tem um filho de nove anos chamado Igor. Solange mora e trabalha no município de Carazinho. Nas horas vagas, em que não está cuidando da casa e ajudan-

do o marido, Classi participa dos encontros da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE). Ela foi uma das fundadoras. Em 2012, a entidade completa 35 anos de existência. Edemar participou da vida política. Em 1996, ele foi eleito vereador. Nas eleições seguintes, ficou como primeiro suplente da bancada e assumiu as sessões da Câmara de Vereadores algumas vezes. Ele sempre esteve envolvido com a vida da comunidade. A esposa conta que Edemar chegou a ter quatro cargos em um ano. Ele participou do Sport Clube Ipiranga, fez parte do Conselho da Coprel e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e esteve por muitos anos como líder da Cotrisoja, sendo um dos sócios fundadores da cooperativa. Para ele, a Cotrisoja fez muitas melhorias na Unidade de Recebimento de Grãos e no Posto de Combustiveis de Victor Graeff e está realizando um bom trabalho junto ao associado. A área técnica acompanha o produtor no campo e isso ajuda muito na hora de produzir.

O casal acompanhado do Gerente da Unidade, Alexi Loesch, e do técnico Alexandre Schaeffer


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Planejamento inicial do cultivo da cevada Planejamento da lavoura O plantio da cevada para fins cervejeiros deverá ser antecedido de um planejamento prévio realizado pelo produtor e a assistência técnica da empresa de fomento, tendo como base as exigências da cultura, as características das cultivares disponíveis e os cuidados básicos para o sucesso do empreendimento. O planejamento deve contemplar o emprego do conjunto de técnicas e informações disponíveis que potencializam rendimentos competitivos de grãos com qualidade cervejeira, considerando, entre outros, os seguintes fatores: A plantar em solo profundo, bem drenado, descompactado, corrigido quanto à acidez (pH) e à fertilidade; A semear em mais de uma época, dentro do período preferencial indicado; A usar cultivar de melhor desempenho na região; A usar semente fiscalizada de boa qualidade sanitária e/ou tratada com fungicidas; A estabelecer população adequada de plantas; A aplicar fertilizantes conforme indicado pela análise de solo e segundo exigências da cultura e específicas de cultivares; A controlar, adequada e oportunamente, pragas, plantas daninhas e moléstias; Época de plantio da cevada A produção brasileira de cevada para fins cervejeiros está concentrada em regiões espalhadas pelos três estados da Região Sul do Brasil: Rio Grande do Sul, San-

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ta Catarina e Paraná. Clima, genética e manejo são fatores determinantes na produção de cevada de acordo com o padrão de qualidade para malteação, particularmente em relação ao poder germinativo, tamanho e teor de proteínas e à sanidade de grãos. Por isso, seguir as indicações técnicas da Comissão de Pesquisa de Cevada, no tocante às práticas de manejo da cultura, é passo fundamental para a obtenção de um produto com a qualidade necessária. A época ideal de semeadura para a região de abrangência da Cotrisoja é de 11 de maio a 20 de junho.

linhas indicado é de 15 a 20 cm e a profundidade varia de 2 a 5 cm. Adubação Nitrogênio - As doses de nitrogênio indicadas para a produção de cevada para rendimento de grãos de 2 t/ha. &XOWXUDDQWHFHGHQWH

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Cultivar A cultivar a trabalhar < 2,5 neste ano será Mn 610. 2,6 – 5,0 >5,0 Essa cultivar foi a que mais se destacou no ano anterior. É precoce e resiste bem ao acamamento e a doenças. A característica principal é que tem boa qualidade para cevada cervejeira.

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Tratamento de sementes É o mesmo tratamento realizado na cultura do trigo, neste mesmo jornal temos a recomendação completa do tratamento de sementes nas culturas de inverno. Densidade, espaçamento e profundidade de semeadura A densidade de semeadura deve ser ajustada tendo como meta o estabelecimento de uma população mínima de 250 plantas por m². O espaçamento entre as

João Artidor Schneider Engenheiro Agrônomo

em geral, ao estágio entre 5 e 6 folhas do colmo principal. No caso de resteva de milho, e especialmente quando da presença de muita palhada, convém antecipar a aplicação em cobertura. Para cultivares muito suscetíveis ao acamamento, quantidades menores que as indicadas na tabela devem ser empregadas. Fósforo e potássioAs quantidades de fertilizantes contendo P e K a aplicar variam em função dos teores desses nutrientes no solo. O limite superior do teor "Médio" é considerado o nível crítico de P e de K no solo, cujo nível deve ser mantido pela aplicação de quantidade adequada de fertilizante.

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As quantidades de fertilizante nitrogenado a aplicar variam, basicamente, em função do teor de matéria orgânica do solo, da cultura precedente e da expectativa de rendimento de grãos da cultura, a qual é função da interação de vários fatores de produção e das condições climáticas. A quantidade de nitrogênio a ser aplicada na semeadura varia entre 15 e 20 kg/ ha. O rest a n t e Muito baixo 110 70 deve ser Baixo 60 aplicado Médio Alto 30 em co- Muito alto 0 bertura. A aplicação de nitrogênio em cobertura deve ser realizada entre os estágios de afilhamento e alongamento, correspondendo,

Quantidades de fósforo e de potássio a aplicar ao solo para a cultura de cevada no RS e SC

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Observação: devemos sempre ter em mãos a analise de solo para uma melhor recomendação de adubação N P K. Consulte o Departamento Técnico da Cotrisoja.


14 ANIVERSARIANTES ABRIL 1/Abr Almir Roberto Borghetti Amanda Finkler Arlei Jorge Kollerausch Romeu Vieira 2/Abr Antonio Barboza Norberto Dierings Paulo Sergio Beskow Plinio Jose Salvadori Valdir Pasinato 3/Abr Ercilio Bach Joao Irineu Ludwig Susane Angelica Bloss Jose Reckziegel Liborio Muller Pedro Matias Conrad Valdemiro Kuhns 4/Abr Claudemir Luis Junges Ernesto Fiorese Jonas Wetter Vilson Jorge Schafer 5/Abr Ivani Schirmann Walli Lamers 6/Abr Joel Daniel Sipp Lari Grahal 7/Abr Luiz Prediger 8/Abr Ademar Hendges Alice Cristina Schwade Delmar Beffart Fabio Rogerio Rizzi Jacinto Terhorst Jose Adelar Avozani 9/Abr Beatriz Sander Petry Graziela Salvadori Nelci Maria Pasinato Pedro Alfredo Werlang 10/Abr Afonso Prediger Aloysio Schwaab Arthur Ludvig Eduardo Cossul Francisco Augusto Schwantes Luciano Ebbing Osmar Schumann Ricardo Alberto Geller 11/Abr Aloysio Enio Simon Anselmo Peter Arlindo Willig Cleber Finger Nelson Miguel Schmitz Valdir Jose Kuhn Waldir Jose Kuhn 12/Abr Canisio Schneider Olivio Stohlirck 13/Abr Alvori Artur Willig Delcir Dolci Ivania Clair Pauwels Jorge Luis Schaefer Leandro Alberto Arend Oswaldo Muller Renato Selvino Klassmann 14/Abr Armando Konig Caio Junior Magni Ewerton Tischer Jair Borghetti Leontina Bonatto Marcelo Bohn Silvano Raber 15/Abr Flavio Jorge Guareschi Kuni Zeno Decker Kuni Zeno Decker Lauro Brune Moises Bortolan Nelson Miguel Lutkemeyer Osvino Pedro Maldaner

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16/Abr Angelo Francisco Massarotto Bonemar Bender Elia Maria Klassmann Idelcio Heuert Gema Zanatta Ivoni Klauss Jose Alcino Cossul Jose Norberto Geller Marcos Schollkopf 17/Abr Claudio Nei Gatto Jair Mattei Karine Dendena Volnei Antonio Garaffa 18/Abr Aloisio Nelson Kuhn Eneas Goncalves Dias Junior Leila Beatriz Zanatta Luciano Schoellkopf Romeu Simon Rosalina Santana 19/Abr Camilo Seibel Claudemir Luiz Staudt Remidio Erbes 20/Abr Hedi Wagner Ilma Eckstein Ingo Cassel Iseu Crestani Pedro Renato Maldaner Roque Scheffel Silvia Fiornettina Sbabo 21/Abr Angela Elsing Arsenio Ebert Carlos Fernando Roethig Hulda Osvaldo Becker Mario David Fiorese Miguel Maldaner Sandra Maria Machiavelli Valmir Luiz Bellini 22/Abr Arno Anselmo Schneider Carlos Schollkopf Dercio Nodari Helho Jose Huppes Ricardo Schoelkopf 23/Abr Edson Moraes De Avila Davi Loesch Elio Muller Luis Carlos Fleck 24/Abr Gilmar Reichert Idilson Luis Maldaner Milton Cristiano Sauer Manoel Bach Romeu Machado De Souza 26/Abr Alysson Arnemann Claudete Ines Hubner Schneid Orlando Magni 27/Abr Cristiano Scher Evanir Elmario Richter Gilberto Picinin Irineu Weber 28/Abr Abel Paulo Oberherr Dionisio Keil 29/Abr Alfredo Francisco Junges Dalmir Jose Tomazi Ilton Jose Meier Loni Henn 30/Abr Dalsino José Maldaner MAIO 1/Mai Gilberto Luiz Schwade Marcio Tenkaten Gilmar Jose Batistella Jose Gilberto Seibel Leopoldo Edmundo Schneider Plinio Bruno Wetter

2/Mai Clovis Henrique Stohlirch Elidio Canova Jose Celso Ebert Pedro Prediger 3/Mai Ademir Eloi Beck Ibanor Bini 4/Mai Decio Wagner Maria Helena Maldaner Olivia Ludwig 5/Mai Altemar Bortolin Luiz Antonio Bonatto Marli Zanatta Maldaner Nivena Ahlert Petry Sergio Luiz Tonello Stefano Simon Volmir Edison Kuhn 6/Mai Adelir Jorge Gatto Juarez Pedro Seger Edegar Pazinato Ervino Geller Selmo Claudio Rauber 7/Mai Arnei Daniel Lang Carlos Henrique Kogler Ismael Jose Junges Walter Antonio Martini 8/Mai Acildo Francisco Hartmann Edgar Prediger Silverio Reis 9/Mai Arlindo Edvino Maldaner Ivan Wagner Nair Dolores Weber Nelsy Sipp Rubem Carlos Richter 10/Mai Dionisio Rother Eurico Ruppelt Vinicius Borghetti Kuhn 11/Mai Jose Claudir Maldaner Neocir Basso 12/Mai Fabiano Magni Juliano Konrad Leonir Antonio Tunello Pierri Passinatto Volmar Henrique Kuhn Raimundo Kuhns Rodrigo Lang Vilson Paulo Kaiper 13/Mai Iolanda Henn Mônica Fleck Luvir Cesar Bauer Rogerio Luis Lubenow 14/Mai Davi Alfredo Winter Elio Reichert Joao Francisco Ludwig Rosete Machado De Souza 15/Mai Andre Luis Prediger Atalibio Hartmann Douglas Muller Vitor Passinato 16/Mai Alberi Reichert Benno Paulus Clovis Weiss Daniel Carlos Cossul Rosamunda Terhorst 17/Mai Adilson Gilmar Papke Cristiane Rizzi Maria Lopes Bervian Ricardo Kuhn 18/Mai Adilson Feldkircher Carlos Oswino Oppelt Edilar Aloisio Paulata Gilberto Hendges

Nelvo Jose Massarotto Normelio Bach Renato Antonio Duarte Do Amaral Valdir Luis Franz 19/Mai Airton Jose Prediger Joacir Narciso Veira 20/Mai Anildo Guareschi Felipe Darci Schneider Luciano Drehmer Mirian Bervian Vilmar Guido Bellini 21/Mai Dair Baptistella Ilse Carard Iraci Claci Schneider Leomar Jose Dierings Luis Carlos Bottcher Luis Mario Guareschi Maria Salete Sander Viviane Debiasi Maldaner Wonni Decker Freitag 22/Mai Douglas Kohler Alberton Maria Terezinha Rizzi 23/Mai Eldo Pasinato Erna Seibel Henrique Jaco Werlang Loni Roessler Selita Werner Richter 24/Mai Ildo Dalmar Henn Marcos Joaquim Canzi Vilson Luis Wurzius 25/Mai Antonio Bonatto Ari Jose Maldaner Carolina Corazza Junior Kunz Claudia Maldaner Follmer Francisco Sadi Stumpf Gildo Gehrke Joao Augusto Junges Jurema Hartmann Sirlei Olinda Kogler Schenkel 26/Mai Bruno Edmundo Lutkemeyer Dulci Teresinha Mai Stohlirck Marcos Andre Eckstein Neri Jorge Junges Nestor Rauber Wally Pino 27/Mai Deolino Salvadori Edio Kapp Laertes Joel Cossul 28/Mai Lucia Ema Schmitz Luis Lotario Kuhns Alci Maria Nodari Luiz Afonso Seibel Pedro Norberto Mai Romeu Afonso Conrad Silverio Junges 29/Mai Fabio Biensfeld Jose Mario Garaffa Livete Maria Gobbi Rudi Simon Sirinito Vilibaldo Bauer 30/Mai Ernesto Gatto Gelso Joao Simon Joao Jose Kohler Marcio Andre Sander Mario Celino Durigon Silverio Klein 31/Mai Adriano Luiz Schwade Luis Cesar Vergutz Noemia Gatto Paulo Leonir Huber Teonisio Passinato FUNCIONÁRIOS ABRIL 1/Abr Katia Fernanda Reichert

ABRIL/MAIO

Evandro Hefler Valmir Moreira da Silva 3/Abr Rui Barbosa Alessandro Nunes da Silva 4/Abr Fabiane Campos de Araujo 8/Abr Alesandro dos Santos Pereira 10/Abr Cleo Adriano Follmer 14/Abr Jeverson dos Santos Jocemar Leandro Oliveira 15/Abr Dionei Matias da Silva Roberto Carlos Paludo 16/Abr Adao Valdir F Placido 17/Abr Joel Batista Maria Salete Allebrandt 19/Abr Karina Da Silva Mello Mirian Batistella Corazza 22/Abr Paulo Luis Leuchtenberger 25/Abr Joao Maciel Marques 26/Abr Pillar Becker Vieira 27/Abr Cristiano Scher 29/Abr Gilberto Kuntz 30/Abr Ari de Azevedo Cabral MAIO 1/Mai Jose Gilberto Seibel 2/Mai Orlando Heck 3/Mai Loreni Serafim 5/Mai Vedi Antunes de Oliveira 7/Mai Jose Walmir Oliveira da Silva 8/Mai Acildo Francisco Hartmann Paulo Cesar da Luz 9/Mai Leocir Batista da Silva 10/Mai Floraci Vieira Orivane da Veiga Prestes 12/Mai Leonir Antonio Tunello 13/Mai Fatima Leoni Prates 15/Mai Joao Marino Dornelles Adilson Rodrigues da Silva Alberino da Silva Vieira Alves 17/Mai Joao Carlos Alves da Cunha Neida Teresinha Borges Leandro Lammers 18/Mai Marino Jorge Schneider 20/Mai Vericio Antonio Seger 21/Mai Dione Bolico Eberson Rosmann 23/Mai Ademir dos Santos 24/Mai Sebastiao Maciel Marques 26/Mai Valderi da Fontoura 27/Mai Laertes Joel Cossul 28/Mai Vera Lucia da Silva 29/Mai Claudir Luiz Decker 30/Mai Lisete Dias Juliana da Silva Ribeiro 31/Mai Ricardo Barth


Cooperação COTRISOJA

Gripes e Resfriados

Com a chegada do outono e do inverno, as temperaturas caem, e as pessoas ficam mais dispostas às doenças sazonais. As mais comuns são gripes e resfriados. O resfriado é uma infecção leve das vias aéreas superiores (nariz e garganta), que apresenta coriza, espirros com ou sem febre moderada e pode ser causada por alergias e vírus. Os medi-

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camentos apenas amenizam os sintomas. Para prevenir, evite o frio e as bebidas geladas e não permaneça em ambientes aglomerados, fechados e pouco ventilados. Já a gripe é uma doença muito contagiosa que ataca as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões) e é causada por vírus. Assim como o resfriado, não existe remédio para a cura, mas sim

Lilian Durigon Enfermeira

para aliviar seus sintomas. Febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos são alguns deles. A melhor prevenção é a vacina. Manter o corpo é uma forma bastante eficaz de combater os vírus do resfriado e da gripe. Ter uma vida saudável, praticar exercícios e tomar alguns cuidados, podem ajudar a enfrentar esses inimigos invisíveis.

Cuidados para prevenir o resfriado 1. Lave as mãos: A maioria dos resfriados se propaga através de um contato direto. Por exemplo, uma pessoa doente assoar o nariz. Ela terá vírus nas mãos que, por sua vez, poderão ser depositados em um telefone, um teclado ou um vidro. Os germes podem viver por horas, portanto lave suas mãos com freqüência! Se essa possibilidade estiver fora de seu alcance esfregue suas mãos uma na outra, desta forma os germes são destruídos igualmente. Faça-o com força e pelo menos durante 1 minuto. 2. Não toque o seu rosto com as mãos: Os vírus da gripe e dos resfriados se introduzem no seu organismo por intermédio dos olhos, do nariz e da boca, ao tocar estas partes, a maioria das pessoas, adultos e crianças tansmitem os germes ao seu entorno. 3. Beba bastante líquido: A água limpa o organismo! Esse ditado é verdadeiro, beber bastante água (1 litro e meio por dia) permite elimi-

nar os venenos, bactérias e outros vírus, além de hidratar. Podemos considerar que através da água, os germes são diluídos e isso permite uma eliminação mais rápida. 4. Respire ar fresco Isso pode parecer paradoxal, mas o ar fresco permite melhorar a resistência ao frio, sobretudo no inverno, pois o organismo fica vulnerável quando nos afastamos dos aquecedores e voltamos ao frio. 5. Pratique exercícios regularmente Faça exercícios (esporte ou caminhada), pois isso ajuda a desenvolver uma resistência no sistema imunológico (sistema de defesa). Ele irá combater os agressores de forma mais eficaz (vírus e bactérias). 6. Coma frutas e legumes Encontramos em frutas e legumes moléculas naturais que chamamos de fitossubstâncias, que são as vitaminas, os carotenos.

7. Não fume ou fume menos O fumo paralisa os cílios do nariz, menos germes são retidos e o corpo se fragiliza. Especialistas acreditam que fumar um cigarro por dia pode paralisar os cílios por 30 a 40 minutos. 8. Diminua o consumo de álcool Um consumo muito alto de álcool destrói o fígado que é um dos principais órgãos de purificação dos germes. Além disso, o álcool provoca uma desidratação do corpo e isso é contrário à prevenção e ao tratamento de uma gripe. 9. Relaxe com freqüência! Relaxar é muito importante. Estudos mostraram que o relaxamento pode ativar o sistema imunológico. De fato, suas interleuquinas, moléculas importantes dentro do sistema de defesa contra os vírus da gripe e dos resfriados, aumentam na circulação sangüínea. Você irá aumentar então suas defesas.


Planejamento para safra de cereais de inverno 2011 Página 10

Funcionários da Cotrisoja participam de treinamento No dia 25 de março, os funcionários da unidade da Cotrisoja em Lagoa dos Três Cantos participaram de três treinamentos, com uma hora de duração cada, ministrados pelo Técnico em Segurança no Trabalho, Jocemar Leandro Oliveira. O primeiro treinamento foi periódico, com o objetivo de informar e conscientizar o trabalhador sobre os riscos ambientais a que estão expostos em seu ambiente de trabalho. Jocemar abordou prevenção de acidentes, uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e também itens da NR-6 (Equipamento de Proteção Individual) com redação dada pela Portaria MTE 25 (15/ 10/01). Durante o treinamento de Prevenção de Acidentes no Levanta-

Equipe que participou do treinamento mento e Transporte Manual Regular de Cargas, foram transmitidas informações essenciais para permitir e capacitar os trabalhadores que exerçam suas atividades de manuseio, movimentação, levantamento e transporte manual de materiais, de modo seguro evitando lesões ocupacionais. Para encerrar, foi realizado o treinamento de Prevenção e

Treinamento de Prevenção e combate a incêndios Prevenção de Acidentes no levantamento e transporte manual regular de cargas Combate a Incêndio. O objetivo é capacitar os funcionários para atender rapidamente, e com técnica, os princípios de incêndios

de forma a extingui-los ou mesmo diminuir sua propagação, evitando danos até a chegada do socorro especializado.

Cooperação abr mai 2011  
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