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Sistema de irrigação do fumo é adaptado para pastagens O produtor Lourivaldo Bloemer aproveitou o sistema de irrigação do fumo para irrigar as pastagens da propriedade, na comunidade de Rio Otília, interior de Rio Fortuna (SC). O ex-fumicultor abandonou a atividade para investir, nos últimos três anos, na bovinocultura de leite. A irrigação é usada hoje para fornecer água e fertilizar o milho e as pastagens, principalmente as de inverno. Na propriedade há dois sistemas: o elétrico, movido por um motor que puxa a água de um córrego, e por declive, onde água e estercos são liberados do alto de um morro da propriedade. O produtor estima que a produção tenha aumentado em cerca de quatro litros por dia com sistema.

Bloemer utiliza a irrigação principalmente para adubar ou estercar (fertirrigação) e para suprir a falta de água nos períodos de estiagem. Com a instalação, Loro também pôde adiantar a semeadura da pastagem de inverno. “Março e abril geralmente são meses de estiagem. Posso semear e adubar sem me preocupar se vai chover ou não”, comemora. Quando a maioria dos produtores começa o plantio das pastagens de inverno, os piquetes na propriedade de Loro já estão prontos para receber os animais. “Outra vantagem é que a pastagem irrigada aguenta sete ou oito cortes. Nas normais, o máximo que se consegue são cinco”, destaca. Loro também ganha tem-

po. “Em 18 ou 20 dias a pastagem já está pronta para receber o gado outra vez”, conta. “Sem adubação e irrigação ela cresce mais devagar”, emenda. A produção de milho, fundamental para o silo do inverno, também é maior quando bem irrigada e adubada. “Chegamos a colher de 100 a 120 sacas de milho em uma safra”, informa. “Hoje o tempo seco não interfere mais na nossa produção, só não temos o que fazer quando chove muito, mas para algumas culturas isso é até bom”, diz o produtor. Loro instalou canos em todos os piquetes. Os canhões com aspersores são móveis e ele pode mudar conforme o piquete que será irrigado. 39

Visão rural 18  
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