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DEZEMBRo 2015

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Marketing Digital

Sandra Pais

O

desenvolvimento das novas tecnologias e da Internet deram origem a uma evolução mais rápida dos mercados. Os consumidores têm-se tornado cada vez mais exigentes, por sentirem que existe mais facilidade de comparação, de compra e de reclamação por intermédio destas ferramentas tecnológicas. Por esta razão, as empresas têm vindo a superar-se ao longo do tempo e a oferecerem produtos e serviços diferenciados ao cliente, de forma a adquirirem vantagens competitivas num mercado altamente competitivo. Deste modo, para as empresas serem competitivas e crescerem, têm de estar onde o seu cliente está, ou seja, têm de estar presentes na Internet, e criar uma estratégia de marketing digital eficiente alinhada com os objetivos e estratégias globais da empresa. A aplicação do marketing digital tem-se apresentado eficaz em cada vez mais negócios, quer para aqueles com presença apenas online, quer para os que mantêm as duas formas: tradicional (loja física) em conjunto com a loja virtual. O que é então Marketing Digital? O marketing digital é um processo contínuo de divulgação e promoção da marca

e dos respetivos produtos e serviços, direcionado para o público-alvo presente na internet, de forma estratégica e coerente com o programa de marketing estabelecido para a empresa. Em termos operacionais, o marketing digital é uma sequência de atividades que uma empresa executa online com o objetivo de se posicionar no mercado atraindo novos contactos (clientes, fornecedores, parcerias), criando relacionamentos e reforçando a notoriedade da marca. É evidente a mudança no comportamento do consumidor, uma vez que, este está a utilizar cada vez mais a internet como meio de comunicação, informação, relacionamento e entretenimento. Este é o fator determinante que leva as empresas em Portugal, inclusive as microempresas locais, a marcarem presença predominante no meio digital tais como em redes sociais (por exemplo, facebook), página da empresa com informação institucional e em muitos casos com venda online, e outras ferramentas. As vantagens que o próprio meio digital oferece são muitas, a destacar o alcance global, a interatividade, as métricas, o tempo real e a segmentação. Posto isto, as vantagens do marketing digital podem-se resumir em sete tópicos, sendo estes: 1º custos – muito menos dispendioso do que o marketing tradicional; 2º ajustável  – permite facilmente ajustar e otimizar os conteúdos e gerir campanhas e promoções, bem como loja virtual; 3º mensurável  – Possibilita e facilita a obtenção de dados estatísticos que a empresa considera relevante, como o número de pessoas que visitam as suas platafor-

mas e interagem; 4º tempo – Rapidez no lançamento de uma campanha e obtenção dos resultados quase de imediato; 5º atuar no momento  – Permite aos clientes clicarem nos conteúdos e nos anúncios publicitários, saber mais sobre os produtos e serviços, até mesmo comprá-los online; 6º segmentação  – Possibilita a definição exata do público-alvo (idade, género, localização geográfica, interesses, etc.); e 7º contacto  – Permite a comunicação e relacionamento de maior proximidade com as empresas, os seus clientes e potenciais clientes e serve de canal mais completo de apoio (pedido de informações, serviço pós-venda e recomendações). Qual a importância do conteúdo? O conteúdo é a mensagem que a empresa vai transmitindo com o intuito de seduzir o seu público-alvo, levando ao crescimento gradual da sua rede de contactos. Cada conteúdo: texto, imagem e vídeo, deve ser relevante e apelativo, envolver e gerar valor para as pessoas, com coerência marcando pela diferença. Atualmente, sabe-se que a maioria dos processos de compra tem início na procura online, isto porque o número de pessoas conectadas à Internet é elevado e estas, tem acesso de forma intuitiva à informação que as empresas com marketing digital ativo disponibilizam.

Motins parlamentares José Rafael Soares Recomendo a leitura de E. P. Thompson e da sua “economia moral” de um país a caminho de se industrializar, a Inglaterra de finais do século XVIII1. Apontaria talvez três aspectos que fazem desta obra um must read: a colectânea de fontes primárias, de arquivos de todos os tipos, jogando com os actores com uma destreza surpreendente, põe este pequeno livro num dos mais sumarentos até então por mim lidos; a recolha de canções folclóricas alusivas ao tema da fome; e a lógica thompsoniana de especificar uma “história vista de baixo”.

Muito resumidamente, o que esta lógica recriou foi o motim não como simples reacção a um jogo político, mas sim como elemento preponderante de uma mecânica social complexa, cuja manifestação popular é mais uma engrenagem que atesta a existência de uma “economia moral”. Esta economia, ou pelo menos, a economia que atravessa o mundo inglês setecentista, é uma economia presa aos ditames do sector produtivo e, doravante, monopolista. O termo incide sobre a análise dos comportamentos e das atitudes, e Thompson mostra-nos como a turba foi capaz de interferir na relação empedernida de moleiros e agricultores, chegando mesmo a fixar preços

quando a autoridade local demorava a fazer-se sentir. O autor atribui-lhe sensatez, uma sensatez pré-luddiana2, não jacobina, muito bem compreendida pelas figuras do establishment capitalista que, brevemente, em jeito de substituição de um papel de poder por outro papel de poder, farão funcionar um sistema caritativo em prol dos pobres. Deliciosa é a bicada aos correligionários de uma História económica cega. Thompson tenta provar que quando Adam Smith via o modelo do laissez-faire funcionar, ele não era de facto empiricamente verificado: a abertura concorrencial do mercado não fez com que a escassez tivesse térmi-

Dezembro2015  

O Vale do Neiva edição dezembro 2015

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