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Assessoria de Imprensa


Apresentação Olá, tudo bem? Esse material foi feito especialmente para ajudá-los a entender como funciona a Assessoria de Imprensa no Grupo Marista. Aqui vamos desmistificar alguns jargões de área e mostrar como podemos aproveitar as oportunidades da mídia espontânea para reforçar nossa marca e melhorar a percepção de valores sobre o trabalho realizado na Rede Marista de Colégios (RMC). Clicando no menu abaixo você chegará diretamente no tema que procura. Caso tenha alguma dúvida, ficamos à disposição!

Boa Leitura! Bruna Cruz Assessora de Imprensa Núcleo de Educação Básica da DMP


Índice 1 Assessoria de imprensa no Grupo Marista 2 A atuação da Assessoria de Imprensa 3 O relacionamento com a imprensa 4 O que desperta interesse na imprensa 5 O que a imprensa não quer 6 Não gostei do que vi! 7 Dicas para uma boa entrevista

– por Cristiane Pelajo

8 A crise – por João José Forni 9 Trocando em miúdos


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1 Assessoria de Imprensa no Grupo Marista A Diretoria de Marketing e Planejamento (DMP) do Grupo Marista é responsável, entre outras atribuições, pela Assessoria de Imprensa de todas as Frentes de Missão. A equipe, integrada por analistas e especialistas em comunicação e marketing, é responsável por todas as ações e campanhas realizadas coordenando fornecedores e alinhando estratégias com as diretorias responsáveis. A DMP está dividida em três núcleos: Educação Superior e Saúde, Educação Básica e Inteligência de Mercado. Cada núcleo possui responsáveis pela assessoria que respondem aos gerentes de cada área e, quando necessário, fazem o diálogo com a equipe de Comunicação Institucional do Grupo Marista. Para auxiliar esta equipe a potencializar os resultados de divulgação, o núcleo de Educação Básica tem o apoio de uma empresa externa que atua em assuntos relacionados à Rede Marista de Colégios (RMC) e à Rede Marista de Solidariedade (RMS).


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Diretora Amanda Di Nardo Fruehling

Núcleo de Ensino Superior e Saúde

(PUCPR | Católica SC | HUC | HMC)

AI Interna

Núcleo de Educação Básica (RMC | RMS) Gerente: Ariane Cereda Tisi

Núcleo de Inteligência de Mercado Gerente: Suzanne Frutos de Melo (Transversal)

AI Bruna Cruz

Fornecedor

Contatos Assessoria de Imprensa: Educação Superior e Saúde: (41) 3271-1310 Educação Básica: (41) 36271-1115


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2 A atuação da Assessoria de Imprensa Nosso objetivo é influenciar, positivamente, a percepção do jornalista sobre as instituições que integram o Grupo Marista e gerenciar a reputação e a imagem das mesmas. Abaixo algumas das nossas atribuições:

Atendimento à imprensa e ao público interno Atendemos à imprensa, principalmente, com solicitações de indicações de fontes. Antes de entrar em contato, o assessor de imprensa avalia o assunto e consulta a fonte do Grupo Marista para saber se há interesse e disponibilidade em participar

Elaborar sugestões de pauta Após a apuração das informações recebidas pelas unidades, a Assessoria de Imprensa prepara e aprova o material de divulgação. Para isso, muitas vezes, é necessário entrevistar um ou mais portavozes. Por isso, esteja disponível!

Gestão de clipping Monitoramento de notícias quali e quantitativamente e envio semanal de notícias de relevância das Frentes de Missão.

Gestão de crise Participamos dos comitês de crise e planejamos ações para minimizar seus efeitos.


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Não confunda! Assessoria de Imprensa: Depende do interesse do veículo em publicar sem nenhum pagamento (mídia espontânea). Cabe ao assessor de imprensa tornar a notícia mais atrativa.

Marketing: Envolve a criação de campanhas e veicula em espaços publicitários pagos.

3 O relacionamento com a imprensa Os assistentes de marketing são peças fundamentais no fluxo da Assessoria de Imprensa da RMC, afinal são vocês que estão dentro dos Colégios e possuem o contato mais direto com professores, alunos e equipe pedagógica. Por isso, é muito importante que todos entendam como funciona o fluxo interno até chegarmos à veiculação da matéria.


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O relacionamento com a imprensa ASSESSORIA / COLÉGIO

ASSESSORIA / COLÉGIO

AI apura mais informações sobre o assunto com o responsável e levanta potenciais personagens, se for o caso.

Elabora um release e aprova o conteúdo com o responsável pelas informações.

AI recebe a informação do Colégio (pedimos o mínimo de uma semana de antecedência para dar tempo de fazermos a melhor análise de aproveitamento).

Avalia se rende uma sugestão de pauta exclusiva ou geral ouapenas uma nota.

COLÉGIO

ASSESSORIA

ASSESSORIA / VEÍCULOS

ASSESSORIA / COLÉGIO / VEÍCULOS

Envia o release para a imprensa e entra em contato com os jornalistas para ver o interesse na pauta (follow up).

AI intermedia o contato do jornalista com a Instituição, agenda entrevistas/fotos.

AI auxilia os assistentes e o assistente acompanha as entrevistas no Colégio e, em alguns casos, em outros locais, por exemplo em estúdio ou ação fora da instituição.

ASSESSORIA / COLÉGIO

Clipa a notícia, analisa e envia para o Colégio.

ASSESSORIA


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Nem só os assessores de imprensa constroem um bom relacionamento com os veículos de comunicação. Você é fundamental nesse processo! Sabemos que cada região tem sua característica, mas de uma forma geral, elaboramos algumas dicas para tornar este relacionamento c ada vez melhor.

Objetividade Seja claro e objetivo ao responder uma pergunta. Dê exemplos!

Exposição Avaliamos junto com a DERC se é de interesse da Instituição se posicionar sobre determinado assunto. Não perseguimos a exposição na mídia a qualquer curso. Devemos ter visibilidade em assuntos que reflitam nosso posicionamento institucional, sem deixar de lado a estratégia de cada negócio. Por isso, é importante que todas as solicitações sejam repassadas para a equipe de Assessoria de Imprensa a fim de avaliarmos os possíveis riscos à nossa imagem. Pensando nisso e refletindo posicionamentos já adotados pelo Grupo Marista, a DMP possui uma lista de temas que são analisados com mais cuidado quando procurados pela imprensa: • Questões de Gênero; • Novos arranjos familiares (famílias separadas, duas mães, dois pais, etc); • Bolsas de estudos; • Bullying; • Inclusão; • Indicadores econômicos (reajuste de matrículas, investimentos, inadimplência, crescimento, redução, etc); • Epidemias; • Suicídio (Jogo da Baleia Azul); • Reforma do ensino médio


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É para hoje? Sim! Geralmente os veículos nos procuram para solicitar entrevistas no mesmo dia e até mesmo poucas horas depois. O jornalismo é diário! Poucas entrevistas são agendadas com antecedência.

Nota à imprensa Respostas extensas costumam ser editadas pelos veículos, por isso o texto deve ser sucinto. Esclarecer a situação e responder aos questionamentos da imprensa. Caso contrário, as chances de divulgação da nota na íntegra diminuem, principalmente na TV

Agilidade Ao sermos procurados pela imprensa é importante dar um retorno rápido. Seja para confirmar ou declinar a sua participação em uma entrevista. Se você demora para atender o seu assessor, ele não terá como ser ágil na resposta com a imprensa.

Lembre-se! O espaço na imprensa é raro! Se você não puder ocupá-lo, alguém, até mesmo com menos conhecimento, vai fazer isso.

Dúvidas Caso tenha dúvidas em relação à divulgação de um assunto procure a Assessoria de Imprensa. É importante que os contatos da imprensa sempre sejam mediados pelos assessores. Eles podem avaliar melhor se é hora de manifestar ou esperar outra oportunidade. Por isso, caso seja procurado diretamente pela imprensa, encaminhe a solicitação para o núcleo responsável.

Disponível Deixe claro para o repórter que ele pode esclarecer qualquer dúvida após a entrevista. Informe seu e-mail de contato ou reforce que a Assessoria de Imprensa está sempre disponível para auxiliá-lo.


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Gravações nas unidades A imprensa costuma a solicitar gravações ou produções de fotos em colégios e unidades sociais e educacionais. Apenas como locação, sem divulgar a marca do negócio. Avalie este pedido junto com a Assessoria de Imprensa, pois mesmo que não tenhamos interesse nessa participação, faz parte de um bom relacionamento.

Erros Eles acontecem. Quando constar um erro em uma publicação, algo que não foi dito por você, faça sempre contato com a Assessoria de Imprensa e explique o que aconteceu. A interlocução é melhor se for feita entre jornalistas. Nem sempre é possível consertar o que foi publicado, principalmente em veículos impressos. Com os veículos online, esta possibilidade é maior. Jamais se indisponha com um repórter por causa de um erro, nem mesmo na próxima vez que tiver oportunidade de conversar com ele.

Pedidos de informações Muitas vezes o que a imprensa precisa são dados ou personagens, auxilie a Assessoria de Imprensa nesta busca. Às vezes, o veículo de imprensa necessita disso apenas para sustentar ou complementar um material em produção. Atender a esse pedido de informações é tão importante quanto conceder entrevista, com a mesma agilidade exigida por uma notícia, pois reforça o relacionamento.

Pontualidade Seja pontual. Mesmo que a equipe se atrase, o que não é raro, principalmente em gravações para a TV, esteja disponível no horário combinado.

Que demora! Algumas pautas são negociadas com exclusividade com os veículos de comunicação. Por isso, muitas vezes a reportagem pode demorar para sair.


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EVITE! Pedir aprovação do material Alguns veículos podem ter este hábito e o relacionamento da fonte com o jornalista pode permitir este pedido. Mas sabemos que a grande imprensa não gosta

Atrasar ou cancelar uma entrevista Imprevistos acontecem. Avise imediatamente sua Assessoria de Imprensa e tente encontrar uma fonte que possa substituí-lo, principalmente se a entrevista for ao vivo

Falar em off Se o assunto não pode ser divulgado, não corra risco. É melhor nem o mencionar em nenhum momento com o repórter.

4 O que desperta interesse na imprensa Ineditismo Sempre fica mais fácil negociar com a imprensa assuntos inéditos. Por isso, a Assessoria de Imprensa trabalha com os veículos de forma estratégica selecionando os assuntos e oferecendo as pautas primeiramente para aqueles que são prioritários e, após aceite ou recusa, oferece para os demais.

Bom dia SC – 29/12/2017 • Colégio Marista Chapecó Jovem se destaca em simulado da ONU. Clique aqui e veja a matéria completa


Voltar para o Menu Paraná TV 1ª edição – 17/01/2017 Colégio Marista Londrina Missão Solidária Marista Clique aqui e veja a matéria completa

Pautas de interesse público/ transformação social É mais fácil a aceitação dos veículos em questões que a comunidade possa ser beneficiada gratuitamente. Exemplos disso são as Missões Solidárias e cursos, eventos e ações abertas à comunidade.

G1 Paraná – 14/11/2017 Centro Educacional Marista Irmão Acácio Cursos técnicos gratuitos Clique aqui e veja a matéria completa

Temas atuais e relevantes Estão sempre na pauta da imprensa. Exemplos como cidadania, tecnologia e artigos conseguem explorar assuntos relevantes que estão sendo discutidos na imprensa com frequência. Artigos escritos por fontes do Grupo Marista também são boas ferramentas para discutir assuntos atuais.

Jornal do Almoço – 25/04/2017 • Colégio Marista Criciúma • Uso de celulares em sala de aula Clique aqui e veja a matéria completa

O Estado de São Paulo – 16/04/2017 • Colégio Marista Arquidiocesano• Uso de tecnologia em sala de aula Clique aqui e veja a matéria completa


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Notícias sobre comportamento, bem-estar e curiosidades

Folha de Londrina – 15/03/2017 Colégio Marista Londrina Importância de os pais acompanharem as tarefas de casa Clique aqui e veja a matéria completa

Pesquisas

Bom dia DF – 14/02/2017 Colégio Maristinha Brasília Problemas das mochilas muito pesadas Clique aqui e veja a matéria completa

Para ter maior aceitação, é preciso ser inédita, apresentar resultados e, em alguns casos, quem se beneficiou com a técnica.

Campanhas de conscientização e esclarecimento à população

Bom dia PR – 16/06/2017 • PUCPR Estudo sobre qualidade do ar Clique aqui e veja a matéria completa

Paraná TV 1ª edição – 17/05/2017 Colégio Marista Santa Maria Campanha de conscientização no trânsito Clique aqui e veja a matéria completa


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Datas comemorativas Estão na pauta da imprensa todos os anos. Aproveite para verificar se sua Unidade tem fonte disponível, especialista no assunto ou se é possível programar alguma ação relevante em datas comemorativas.

Tribuna da Massa – 21/09/2017 Colégio Marista Maringá Ação Dia da Árvore Clique aqui e veja a matéria completa

O Correio do Povo – 16/08/2017 Colégio Marista São Luís Bicentenário Instituto Marista Clique aqui e veja a matéria completa

Projetos pedagógicos diferenciados e novas abordagens

TV PUC Goiás – 11/05/2017 Colégio Marista Goiânia Atividades diferenciadas em matemática Clique aqui e veja a matéria completa

Rede Vida – 08/09/2017 Colégio Marista Glória Teatro para ilustrar obras literárias Clique aqui e veja a matéria completa


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5 O que a imprensa não quer Coletivas de imprensa As redações estão cada vez mais enxutas e a pauta dos jornalistas ainda mais concorridas. Apenas um assunto de extrema relevância regional/nacional fará com que os jornalistas deixem a redação para se dedicarem a um assunto apenas. Por isso, as sugestões de pauta e entrevistas são negociadas individualmente com os veículos de comunicação, em muitos casos, com exclusividade.

Assuntos institucionais De âmbito restrito à comunidade interna de seu negócio. A comunicação interna pode trabalhar com mais efetividade nestes assuntos específicos da empresa.

Serviços particulares e para público restrito A facilidade para aceitação de uma pauta é maior quando o serviço é gratuito e beneficia a população.

Cobertura de eventos Como citado acima, está cada vez mais difícil uma equipe de TV ou jornal impresso cobrir uma cerimônia de inauguração, palestras e eventos, principalmente início da manhã, à noite e nos finais de semana. Para despertar o interesse da mídia, o evento deve ter relevância para a comunidade em geral ou contar com alguma personalidade de grande expressão. Esta é a situação da grande imprensa, principalmente nas capitais.

Notícia velha Tente se organizar e enviar a notícia com antecedência. O aproveitamento e tempo para analisar e ver oportunidades é maior.


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6 Não gostei do que vi Nem sempre a matéria que a assessoria de imprensa sugere, ou até mesmo a entrevista com a fonte, sai do jeito que esperávamos. Todos que tiveram alguma participação na divulgação ficam chateados com esses erros. Melhor pensar que da próxima vez vai dar tudo certo. Destacamos abaixo alguns exemplos do que estava fora do previsto e que infelizmente os assessores de imprensa não têm como controlar ou alterar depois da veiculação

Nome e função errada Em TV, por exemplo, o crédito do entrevistado é inserido apenas no momento da veiculação por meio de um técnico e erros podem acontecer.

Sem crédito A instituição não foi citada formalmente na reportagem. Acontece geralmente nas matérias de TV e os assessores de imprensa não têm influência.

Edição É comum os repórteres fazerem uma entrevista mais longa para pegarem informações e aproveitarem apenas uma frase.

Outras fontes na mesma matéria A Assessoria de Imprensa costuma perguntar quem é a outra fonte a ser consultada sobre o assunto, mas nem sempre é possível ter esta informação muito menos controlar a escolha.

Personalidades Eventos com pessoas famosas chamam atenção da imprensa, mas nem sempre os veículos focam na ação promovida ou direcionam os créditos para a instituição.


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DICAS PARA MINIMIZAR ERROS Nomes e funções: Sempre que possível, tenha um cartão em mãos para entregar ao repórter. Se a entrevista for por telefone, soletre seu nome e sobrenome. Combine com o repórter o nome que prefere que seja publicado e a sua função na Instituição. Nomes e funções extensas costumam ser editados. Faça isso sempre, mesmo sabendo que a sua Assessoria de Imprensa já informou esses dados ao repórter e produtor.

Crédito: Caso você exerça outra função, presidente de uma Sociedade ou Fundação, etc, é possível que prevaleça esse crédito na reportagem, principalmente na TV. Se a negociação da pauta foi feita pela Assessoria de Imprensa do Grupo Marista, é interessante citar apenas seu cargo nessa Instituição.

Emita mensagens-chaves: Frases curtas e com conteúdo. Quanto mais você fala, mais difícil saber qual parte será aproveitado. Edite suas respostas mentalmente, principalmente em entrevistas para TV. Responda claramente o que o repórter perguntou.


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7 Dicas para uma boa entrevista - por Cristiane Pelajo • Prepare-se para a entrevista O repórter precisa responder as seguintes perguntas: O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? POR QUÊ? • Só fale de assuntos que você conhece e domina. • Mantenha o foco na informação que você pretende passar. • Seja objetivo e consistente nas respostas. • Fale com tranquilidade, seja didático e paciente. Não demonstre irritação ou ironia. • Evite falar rápido ou devagar demais. • Ofereça elementos que enriqueçam a matéria, como personagens, cases, imagens e dados estatísticos. • Não use termos técnicos e em idiomas que não sejam em português. Quando for necessário utilizá-los, explique-os em seguida. • Na TV, o público ouve o que você fala e lê sua expressão facial, seus gestos e sua roupa. Por isso, a imagem que você passa faz parte da entrevista. • Há frases de efeito e frases com defeito. Cuidado com o que fala. • Em casos de entrevista para a TV, não olhe para a câmera. Quem está conversando com você é o repórter. Evite hesitar na fala, seus “asssns”, “nés”, “tás” podem entrar. • Quando não souber responder uma pergunta, assuma isso e envie mais tarde a informação. Melhor enviar depois do que dar a informação errada. • Nunca dê informações falsas ou imprecisas. • Não tente manipular a informação. Os jornalistas percebem quando o entrevistado está tentando ‘enrolar’ e isso reflete negativamente na reportagem. Se você está com alguma restrição para falar sobre o assunto, seja sincero e diga que não pode responder por razões estratégicas ou porque o assunto não é da sua alçada.


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8 A Crise Definição de Crise de Imagem: Para definir crise de imagem, é importante não confundila com crise legal. Não só porque se trata de um ruído bastante comum, mas também porque são nos detalhes que as diferenciam que reside uma das mais importantes questões que orientam a gestão da crise de imagem:

A crise legal é factual Se, obviamente a organização puder provar sua idoneidade, não haverá prejuízos legais significativos.

A crise de imagem é perceptual Pouco importa se a organização tem ou não razão ou pode ser culpada pela crise; é a sua reputação, um atributo subjetivo, que é abalada ao longo do período de exposição na mídia. Essa questão já estabelece uma das principais virtudes de qualquer processo de gestão de crise de imagem: evitá-la e, se não for possível, encerrá-la rapidamente. Uma crise legal pode eventualmente gerar uma crise de imagem, mas a abordagem a respeito delas é completamente distinta e envolve diferentes agentes internos. *Política de Gestão de Crise de Imagem do Grupo Marista


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Crise – Saiba como lidar com ela Por João José Forni

O que é crise? Crise pode ter várias definições. Mas quando nos detemos em crises corporativas há um consenso de que é um fato negativo que representa uma ameaça real aos negócios, à reputação e ao futuro de instituições, governos ou pessoas. A crise é a quebra da normalidade; uma ruptura brusca em um processo, que pode provocar danos irreparáveis às organizações se não for contida no tempo correto e da forma adequada.

Quais os prejuízos que ela traz? As crises não necessariamente trazem prejuízos. Há um sério risco de prejuízos irreparáveis nas crises ou pelo menos à reputação. Entretanto, todo o trabalho de gestão de crises visa exatamente minimizar os efeitos. O prejuízo pode ser financeiro ou à reputação, este muito mais grave porque, dependendo da extensão, levará anos para ser recuperado. As crises podem trazer prejuízos por vias indiretas, quando um ramo de negócio, por exemplo, é afetado por causa de algum fato extremamente negativo envolvendo a cadeia de negócios. Mesmo que a organização não esteja envolvida diretamente, ela pode ter prejuízos indiretos. Outro fator negativo da crise é a energia desperdiçada por governos e organizações em administrá-las, afetando a produtividade e o clima organizacional da instituição ou da empresa.

Pressupostos para lidar com crises corporativas • Toda a crise precisa de um líder para comandar e assumir a responsabilidade pela condução das ações. • Crise não bate com lentidão e burocracia. Agilidade e rapidez são decisivas nas situações críticas. • Crises precisam de um azeitado sistema de informação, que monitore a instituição com todas as informações necessárias para tentar conter o fato negativo ao menor prazo possível. • Administrar os fatos (viés operacional) e a versão da crise (comunicação). • Transparência total, verdade e controle são variáveis fundamentais nas crises. • Pautas de crises, na mídia, já vêm prontas. Modificar ou corrigir, se houver equívoco, é um exercício de inteligência e competência. • Na sociedade digital em que vivemos, não há espaço para a burocracia e a falta de decisão. • O público interno deve ser informado com toda a transparência sobre a crise, no mesmo momento em que se dá atenção ao público externo. • Melhor do que fazer gestão de crises, é trabalhar em programas de prevenção.


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Alguns erros na condução de crises • Errar o timing da resposta. Nem precipitada, mas muito menos demorada. A natureza da crise determinará como a organização irá se pronunciar, se por meio de nota à imprensa, entrevista exclusiva ou coletiva. • Jogar a culpa da crise na mídia ou em terceiros, procurando isentar-se de culpa por meio de subterfúgios ou argumentos que não se sustentam. • Não ter comando e defender interesses políticos e corporativos. • Julgar que determinado fato, por ser muito grave, não acontecerá com a organização. São aquelas crises que jamais foram imaginadas que destruíram reputações e causaram os maiores danos. • Escolher o porta-voz errado, sem experiência ou apenas pelo cargo ou por vaidade da fonte. Um porta-voz adequado e experiente minimiza os efeitos da crise. • Procurar esconder a crise da instituição. A transparência é o melhor antídoto para a crise. Os colaboradores e a sociedade entenderão melhor e até absolvem as corporações que abertamente assumem os erros e dizem que irão corrigi-los. • Desprezar a tecnologia. Hoje qualquer fato pode se tornar público, por meio de smartphones, câmeras e redes sociais. Estamos em um momento no qual o público é o produtor da notícia. Toda a equipe precisa se condicionar a essa realidade, pois vivemos sempre em público.

9 Glossário • Cair a pauta ou derrubar a reportagem: Termo usado para expressar que uma reportagem não será publicada porque perdeu o interesse pelo assunto e será deixada de lado. Às vezes, pode voltar a ser pautada, ficando apenas em stand-by. • Chamada: Pequeno texto na capa para chamar a atenção do leitor para determinado material, ou no início de um jornal televisivo. • Crédito: Assinatura usada em foto ou para marcar material produzido por agência ou por outra publicação. Termo também utilizado para descrever quando a instituição é citada na matéria. • Deadline: Último prazo para que uma edição seja fechada ou que uma reportagem seja concluída. • Declaração: Texto ou opinião oficial expressa verbalmente por entrevistado. • Gancho: Pretexto que motiva a oportunidade de um trabalho jornalístico. Pode ser uma data, um acontecimento que puxa outros assuntos relacionados, etc.


Voltar para o Menu • Informe publicitário: Anúncio pago com aspecto jornalístico ou reprodução paga de artigo ou reportagem. • Manchete: É o título principal que indica a notícia mais importante do veículo. • Matéria: Texto preparado jornalisticamente com pesquisa de informações, entrevistas e dados. • Memória: Texto preparado jornalisticamente lembrando antecedentes do fato. • Mídia eletrônica: Rádio, TV e Internet. • Mídia impressa: Jornal e revista. • Mídia online: Sites, portais de notícias, blogs. • Notícia: Registro informativo dos fatos de interesse jornalístico. • Off: Esse termo pode ser utilizado em dois momentos. É o texto narrado pelo repórter e que cobre as imagens captadas durante a reportagem de televisão. Outra forma é como na frase ‘vamos falar em off’, que sugere ao entrevistado que o que ele está falando não está sendo registrado nem será divulgado. É necessário cuidado nessas conversas, pois o repórter pode sim utilizar o que foi dito fora para fazer a matéria. • Passagem: É a gravação que o repórter costuma fazer no local da entrevista onde apenas ele aparece. Muitas informações da sua entrevista podem ser utilizadas nesse texto, inclusive a citação do nome da instituição. • Pauta: Pode-se chamar de pauta tanto o conjunto de assuntos que uma editoria está cobrindo para determinada edição como também a série de indicações transmitidas ao repórter, não apenas para situá-lo sobre o tema, mas principalmente, para orientá-lo sobre os ângulos a serem explorados. Nos jornais, ela é feita através de reuniões de pauta, onde editor, redatorchefe e repórter sugerem as matérias a serem produzidas, ou seja, pautadas. • Personagens: Entrevistados que servem para ilustrar o conteúdo. • Pingue-pongue: Matéria em forma de perguntas e respostas. • Produtor e pauteiro: É este profissional que faz o contato com a Assessoria de Imprensa para solicitar fontes, dados ou esclarecimentos. Nem sempre um assunto vira pauta e é ele quem agenda o local, horário e tema da entrevista. • Publicidade e propaganda: Divulgação de fatos ou informações a respeito de pessoas, ideias, serviços, produtos ou instituições, utilizando os veículos de comunicação. • Release, press release ou sugestão de pauta: Informação preparada pela Assessoria de Imprensa e encaminhada aos veículos de comunicação sobre o assunto de interesse. • Repórter: Produz a reportagem, muitas vezes, com dados que estão na pauta. Ele, com certeza, deve fazer vários questionamentos sobre o assunto, do mais básico ao mais técnico. • Stand-by: Matérias que ficam aguardando a oportunidade de serem veiculados em qualquer época. Também chamados de ‘matérias de gaveta’. • Sonora: É a entrevista gravada que provavelmente será editada.


ReferĂŞncias: Manual de Assessoria de Imprensa - Unicamp https://www.unicamp.br/unicamp/manual-de-relacionamento-com-imprensa Assessoria de Imprensa e relacionamento com a mĂ­dia - Jorge Duarte

Assessoria de Imprensa NA PRÁTICA  
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