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Umaexplosão explosão Uma explosão Uma desucesso sucesso de sucesso de chamada chamada chamada

Finanças

Aprenda a ser um investidor

Ivete Ivete Sangalo Sangalo

Especial

Felipe Andreoli: do jornalismo esportivo para a comédia www.outdoorregional.com.br | 1


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Carta ao Leitor

“Decida ser livre!” Liberdade, nossa, que palavra boa de falar e de sentir... A liberdade é não ficar preso a julgamentos ou preconceitos, é aceitar as diferenças, inclusive a sua própria diferença (você também tem suas singularidades) e ainda achar interessante descobrir as diferenças de indivíduo para indivíduo, sem amarras, sem maldades. Liberdade é respeitar os limites dos outros e saber que é assim que se ganha o mesmo respeito. É acreditar na lei da ação e reação, pois ela não faz só parte da física, faz parte de tudo. Liberdade é poder fazer uma publicação como a Outdoor Regional que une colaboradores diferentes, que pensam diferente, sentem diferente e principalmente escrevem para pessoas diferentes, pessoas desconhecidas, mas que ainda assim levam a cada edição um pedacinho de todos nós para suas casas ou ambientes de trabalho. E é com muita liberdade que esta edição rompe barreiras e cresce ainda mais. Sim, a revista chega com um maior número de páginas.

Foto da capa por André Passos

Ninguém melhor para representar tudo isso do que a despojada Ivete Sangalo. E muitas outras matérias interessantes completam esta edição, Especial com Felipe Andreoli, Prata da Casa, Saúde, Decoração, Viagem, Trabalho, Direito, Literatura e muito mais. E tem editoria nova no pedaço: Finanças, com dicas de economia para seu dinheiro render muito mais. Com tudo isso, chega às suas mãos uma revista com temas livres, diversos e feita totalmente para você!

Melise Scomparim Jornalista

Recado dos leitores

A Revista está cada vez melhor. Diagramação moderna e atualíssima. Parabéns. Estou orgulhoso de vocês. Omar Carline Bueno - Sorocaba Agora sim Boituva tem uma Revista com qualidade nas matérias. Parabéns pela última edição! Nathalia Farias - Boituva

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Índice 08

Cinema & TV

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Literatura

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Música

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Tecnologia

16

Moda

18

Decoração

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Esporte

22

Games

24

Especial

28

Capa

36

Social

44

Prata da casa

46

Gourmet

48

Turismo

50

Saúde

53

Auto

54

Finanças

56

Trabalho

58

Direito

60

Política

62

Região

64

Galeria

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crônica

Esporte pag.20 Reportagem fala sobre os 17 anos sem o ídolo Ayrton Senna

Turismo pag.48 Maceió , muito mais do que uma bela cidade

Games pag.22 O sangrento clássico dos games está de volta, mais violento e realista do que nunca

Auto pag.52 Corolla 2012, futuro líder absoluto do segmento dos sedans médios

A revista Outdoor Regional não se responsabiliza por conceitos e opiniões emitidos por entrevistados e colaboradores da revista, não necessariamente refletem a opinião da redação e editores, assim como não se responsabiliza pelo conteúdo de informes e anúncios publicitários

Expediente Coordenador Geral Rafael J Pereira| Coordenador de Criação André Maffeis Jornalista Responsável Melise Scomparim MTB:46015 /SP Repórteres AC Rezende/Camila Marcusso/Juliana Cuani/ Juliana Moreno/Rafael Barbosa/Vitor Quartezani Colaboradores Bruno Fernandes/ Fábio Sanqueta/ Valdely Dantas Revisão Juliana Moreno Projeto Gráfico/Diagramação Thiago Nehring/ Bruno Veiga Foto Flávio Genaro | Comercial Patricia Pereira|Tiragem 8.000 exemplares Distribuição Boituva/Iperó/Cerquilho/Tietê/Tatuí Site www.outdoorregional.com.br|Empresa CNPJ: 07.627.719/0001-04 Anúncios e Publicidade: Avenida Pereira Ignácio, 378 - 2º andar - sala 07 Telefone: (15) 3263-5028 / (15) 9114-2136 / (15) 9744-9382 contato@outdoorregional.com.br


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cinema

E se todos nós fôssemos vítima do acaso?

EUA - 2010

Juliana Moreno j-moreno@outdoorregional.com.br

C

om certeza você já passou por uma situação em que pensou “nossa, que baita coincidência!”. Encontrar algum amigo de infância num casamento de um amigo que até então você não sabia ser em comum com a pessoa, comprar um apartamento e descobrir que uma velha amiga irá ser sua vizinha, descobrir que o avô do seu namorado tinha o nome que você sempre quis colocar no seu filho, e por aí vai. Começar a pensar em coisas assim é a garantia que, no mínimo, você vai enlouquecer por alguns minutos. Certas coisas são tão, mas tão coincidentes, que é impossível crer que seja apenas uma mera coisa do acaso. Quem não se lembra das inúmeras histórias que surgiram depois do ataque de 11 de setembro? Pessoas que tiveram algum contratempo justo naquele dia e não puderam ir trabalhar. Alguns que se atrasaram e tiveram suas vidas salvas por questão de minutos. O que dizer então de Holly e Messer? Eles tinham amizade em comum com um casal, mas eles mesmos não se conheciam, até que esse

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casal decidiu planejar um encontro às escuras na intenção de juntá-los. Resultado: ódio à primeira vista. Entretanto, quando esse casal teve uma filha, adivinha quem foram os escolhidos para serem padrinhos? Sim, Holly e Messer. Assim, mesmo mal se suportando, eles tiveram que aprender a estar sempre juntos em datas comemorativas, encontros de família e visitas ocasionais. O que eles não esperavam, era um golpe ainda mais inesperado do nosso amigo destino. Quando um desastre aconteceu aos pais da pequena Sophie, eram eles quem estavam designados em testamento para cuidarem dela. A situação então ficou assim: duas pessoas que não se suportavam e que depois se viram na obrigação de estarem juntas pelo bem de outra vida. E mais: o que antes era ódio, dada a situação, começa a se transformar em outro sentimento bem diferente. Pura obra do acaso? Talvez. Embora pareça que certas coisas são determinadas a acontecer, não importa o que queira impedir. É por isso que cada vez menos eu acredito em coincidências.

O irreverente e querido capitão Jack Sparrow está de volta as telas. O quarto filme da saga Piratas do Caribe chega com o título de "Navegando em Águas Misteriosas". Na trama da nova aventura, Capitão Sparrow reencontra uma mulher do seu passado, interpretada pela bela Penelope Cruz. É ela quem acompanha Jack na busca pela Fonte de Juventude, que fica em dúvida se o que a moça sente é amor mesmo ou apenas o está usando para chegar até o desejado destino.

“As Viagens de Gulliver”, estrelado por Jack Black chega às locadoras neste mês. Na história, Lemuel Gulliver, que há 10 anos trabalha como entregador de correspondência, decide buscar algo maior em sua carreira e se arrisca junto aos editores de seu local de trabalho. Como consequência disso, ele acaba sendo enviado para realizar uma matéria no Triângulo das Bermudas, onde ficará por três semanas. Entretanto, ao chegar no local, seu barco é tragado por uma tempestade e ele é levado para a cidade de Lilliput, onde todas as pessoas são bem pequeninas.


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literatura

Juliana Moreno j-moreno@outdoorregional.com.br

Q

uando ganhei esse livro, confesso que demorei em começar a lê-lo. Talvez porque eu quisesse ler mais pelo fato de querer saber a razão dele ficar semanas e semanas entre os dez mais lidos, e não unicamente pela vontade de o ler. Quando compramos um livro que ansiamos devorar as páginas, capaz de começarmos a leitura no caminho entre a livraria e o carro. Mas com esse foi diferente. Apesar de eu adorar – confesso – histórias, digamos assim, melosas, o começo de “A Última Música” não me impressionou muito. Por diversas vezes abandonei a leitura por pura impaciência, pois desejava que chegasse logo a parte em que o título do livro se explicaria. Enfim esse dia chegou. Posso dizer que a leitura se tornou emocionante para mim bem depois da metade. Enquanto a trama se focava apenas em amores adolescentes, era tudo normal, mas quando passou a tratar de senti-

mentos familiares, relação entre pais e filhos e entre amigos, conseguiu me sensibilizar. Acredito que tudo é uma questão de fases. Essa é a beleza dos livros, pois uma mesma leitura, feita em épocas diferentes da vida, pode te trazer emoções diferenciadas. O que posso dizer, então, é que “A Última Música” é um livro sensível e que vai te fisgar de alguma forma, coisa que você só irá descobrir quando começar, estiver na metade ou próximo do fim. Em algum momento uma situação apresentada vai se assemelhar com algo já vivido por você, e daí já era: você não vai conseguir parar enquanto não terminar. Sobre o autor, só posso dizer que Nicholas Sparks é fantástico. Eu já conhecia suas obras antes mesmo de ele ficar tão conhecido como é hoje e sempre o admirei. Seus livros são sempre sensíveis, repletos de emoções e decorados com amor. Sempre uma agradável leitura.

“A vida, entendeu, era bem parecida com uma música. No começo, há o mistério, e no final confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena. Pela primeira vez em meses, não sentiu dor alguma; pela primeira vez em anos, obteve as respostas às suas perguntas. Ao ouvir a música que Ronnie havia composto, a música que Ronnie havia aperfeiçoado, fechou seus olhos sabendo que tinha terminado sua busca pela presença de Deus. (...) Deus, entendeu subitamente, era o amor em sua mais pura forma e, nesses últimos meses com seus filhos, tinha sentido Seu toque com a mesma certeza de que ouvia a música saindo pelas mãos de Ronnie”. 10 | www.outdoorregional.com.br

Ficha Técnica: “A Última Música” Nicholas Sparks Editora Novo Conceito 383 páginas

E neste mês será lançado no Brasil o livro “Um Amor para Recordar”, que traz a história muito conhecida de Jamie e Landon, já que o livro de Nicholas Sparks foi adaptado para o cinema em 2002. Uma leitura que com certeza valerá a pena, já que dizem que o livro – como quase sempre – é bem melhor que o filme.


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música

“Por que você não olha pra mim? Ô ô; Me diz o que é que eu tenho de mal ô ô; Por que você não olha pra mim?; Por trás dessa lente tem um cara legal”

Juliana Cuani j-cuani@outdoorregional.com.br

É

com esse conhecido refrão da música “Óculos” que se inicia essa pequena homenagem a Herbert Lemos de Sousa Vianna. Em 4 de maio de 2011, uma quarta-feira, Herbert completou 50 anos de idade, tempo suficiente para acumular inúmeras histórias, e muitas delas dentro do cenário musical brasileiro. O vocalista do Paralamas do Sucesso nasceu em João Pessoa, na Paraíba, no ano de 1961, mas mudou-se ainda criança para Brasília devido à vida militar de seu pai, o brigadeiro Hermano Viana. Na capital federal, encontrou a música e conheceu o baixista Bi Ribeiro. Após a mudança da dupla para o Rio de Janeiro e ao lado do baterista Vital Dias, depois substituído por João Barone, surgia Os Paralamas do Sucesso. Também guitarrista e compositor, lançou três discos em carreira solo e 19 com o grupo, sendo ‘Brasil Afora’, de 2009 o mais recente. Uma triste parte de sua história foi o acidente de ultraleve em feve-

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reiro de 2009, em Mangaratiba – Rio de Janeiro, que matou sua esposa, Lucy, e o deixou internado por mais de um mês, parte desse tempo em coma. Perdeu a memória, ficou paraplégico e foi retomando a carreira aos poucos, sem jamais desistir. Como presente de aniversário, Barone publicou o texto “50, um novo ciclo!” no site oficial da banda. Como uma conversa direta com Herbert, ele começa dizendo: “Antes de mais nada, parabéns Senhor Herbert Vianna! Acho que a essa altura, vale o “senhor” ali na frente. Nada a ver com idade. Por trás desses anos tem um cara legal. Um, aí sim, senhor ídolo, senhor guitarrista, senhor compositor, senhor referência. Ah, se as palavras não tivessem sempre mais de um sentido pra nos mostrar que pra tudo há de se olhar com mais atenção. Qual o sentido de meio século de vida? Sr. Herbert Vianna, um senhor exemplo pra todos, seguindo também o destino inescapável da metade

já cinquentenária paralâmica. Zé Fortes, o famoso quarto paralama, senhor empresário, 50 anos. Bi Ribeiro, senhor baixista, senhor carisma, 50 anos. E agora, Herbert. Só falta um”. “Quando a gente começou com Os Paralamas, nunca pensávamos em ir tão longe. Todo mundo ao redor nos alertava para as efemeridades de ser músico no Brasil. Hoje, chegamos aos 50 anos, vivenciando mais da metade de nossas vidas com a música. De onde estamos, num pit stop rápido para não esfriar os pneus, avaliamos um monte de coisas que víamos quando éramos apenas moleques. Passamos por poucas e boas, vivemos e sobrevivemos na corda bamba entre a realização pessoal, a ambição artística e o sucesso comercial”, e termina com uma frase do amigo: “como sempre diz Herbert - que emplaca os 50 com a sapiência de um Mestre Jedi e o gás de um guri - estamos começando um novo ciclo de 50 anos...”.


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tecnologia

Melise Scomparim

A nova inovação tecnológica da Intel promete sacudir o mundo dos eletrônicos

m-scomparim@outdoorregional.com.br

N

o começo de maio a Intel anunciou a criação do Ivy Bridge, uma grande inovação na tecnologia de processadores, já que o transistor desse novo processador é 3D, o nome da tecnologia é Tri-Gate. Algo que parece simples, mas que contém muito estudo, pesquisas e engenharia. Foram dez anos para construir um transistor em três dimensões e de quebra conseguir um desempenho superior aos processadores comuns. Os transistores estão presentes em uma grande fatia dos produtos eletrônicos, com quase meio século de existência, e são os responsáveis pela existência do computador, tablets e até mesmo smartphones, pois são eles que processam as informações e comandos. A geração de processadores Sandy Bridge, com 32 nanômetros, dá vez para a Iby Bridge, cujos transistores chegam a apenas 22 nanômetros, impossível de visualizar a olho nu. Os novos transistores, Tri-gate, terão desempenho 32% melhor que aquele obtido com processadores de 32 nanômetros. Além disso, são ecologicamente corretos, no sentido de que gastam menos energia,

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50% a menos que os processadores planos ou 2D. A Intel já avisou que, a partir do final do ano, quando as linhas de produção começarão a trabalhar com transistores Tri-Gate 3D, todos os seus processadores passarão a usá-los, dos potentes Core i7/Xeon até o mais simples Atom. Essa novidade deve ajudar bastante a empresa no segmento móvel, de tablets e smartphones, onde ela ainda tem uma participação pequena. Com a tecnologia Tri-gate, o desempenho é melhor, pois a engenharia resulta em uma área de contato muito maior e um melhor controle sobre o fluxo de elétrons. Com uma área de contato tão maior, o delay entre as mudanças de estado tornam-se menores. Isso permite que o transistor possa operar de forma confiável utilizando uma tensão mais baixa, por isso, gasta muito menos energia. Embora o processo de fabricação seja mais caro, por exigir o emprego de passos adicionais na produção, o ganho de eficiência permite espremer mais transistores no mesmo espaço, o que reduz a área do wafer ocupada por cada chip. Como o wafer é o componente mais caro, assim o aumento final no custo de produção é apenas 3%.

Os principais concorrentes da empresa já fizeram testes com transistores 3D, mas têm preferido aguardar que a tecnologia de produção de chips chegue aos 14 nanômetros. Isso ainda deve levar um bom tempo, segundo analistas de mercado. No fim das contas, os transistores Tri-gate e a migração para a técnica de 22 nanômetros são apenas mais um capítulo no avanço dos processadores. A Intel pretende manter o ritmo de introdução de uma nova técnica de produção a cada dois anos, aprontando a técnica de produção de 14 nanômetros para 2013 e a de 10 nanômetros para 2015. Há cerca de uma década, os fabricantes de transistores especulavam que os 32 nanômetros seriam o limite para os chips de silício, mas com as novas tecnologias, acredita-se que os 10 nanômetros é o novo limite e, quando isso acontecer, entraremos em uma nova fase, onde os ganhos introduzidos por novas técnicas de fabricação passarão a ser menores a cada geração e os fabricantes serão obrigados a investirem na otimização das arquiteturas. É a nanotecnologia revolucionando nossas vidas, com cada vez mais eficiência e espaços menores e menores.


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moda

a do d a g e a ch meiasm Co no, as as d a r i e l v in o a vor do ã s s a a calç rosas a f o frio a e pod e contr o estil Melise Scomparim

m-scomparim@outdoorregional.com.br

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o SPFW (São Paulo Fashion Week) e no Fashion Rio elas estavam presentes deixando os looks ainda mais marcantes e, agora, as meias-calças saíram das passarelas e estão nas ruas para dar novos ares em épocas de temperaturas baixas em nosso país. Os modelos e as cores são os mais incríveis, muitas inovações apareceram e com certeza vai ter algum modelo que combinará perfeitamente com seu estilo e personalidade. É verdade que a meia-calça sofreu muito preconceito no mundo da moda por vários invernos,

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sendo considerada entre muitas coisas, como uma peça brega que servia exclusivamente para aquecer as pernas no inverno, pois na maioria das vezes ela estava presente, mas bem escondida debaixo das calças. O tempo passou e os fashionistas voltaram a olhar pouco a pouco para as meias, até que elas voltaram a ser tendência, a partir do inverno passado, porém ainda com cores clássicas, nada muito ousado, uma entrada sutil. Após um ano de sua volta, a meia-calça ganhou força e aparece neste ano rendada, texturizada, com muitas estampas e, claro, colorida.

Essa peça é um detalhe que faz toda a diferença na hora de montar seu look, cores sóbrias, por exemplo, ganham uma nova vida com as meias coloridas. Já as combinações mais arrojadas e com cores recebem destaque com as meias texturizadas ou de arrastão. A meia calça voltou a ser um acessório indispensável para as mulheres, já que aquecem com proeza e são muito sensuais. As meias com fio 40, 60 e 80 ficam ótimas com saias e shorts mais curtinhos, já que protegem melhor as pernas femininas. Já as meias em tons claros podem ser problemáticas, deixam


as pernas mais grossas e são difíceis de combinar, por isso, tenha atenção redobrada se esse modelo for o escolhido. A sexy meia estilo arrastão vem com várias releituras, tornando o visual elegante, arrojado e super fashion. Neste caso é importante ficar atenta para não ficar muito over, exagerada.

Não é da bebida adorada pelos gregos e romanos de que estamos falando. A cor vinho é tendência neste inverno e pode ser usada na maquiagem, como em sombras e batons, nas unhas e também nos acessórios como bolsas, lenços e o que mais a imaginação mandar!

Na hora de escolher o sapato, fique tranquila, todos os tipos de calçados estão liberados, scarpins, sandálias, botas, ancle boots, enfim, todos mesmo. Os desenhos mais cotados para este inverno, além do arrastão e das coloridas lisa, são as meias xadrez, listradas, gráficas, rendadas e até mesmo as que

Chegou o momento de abusar do xadrez, pois a estampa queridinha do inverno continua em alta, mas não apenas nas camisas, já que as meias-calças, bolsas e outros acessórios ficam muito bem com o xadrez. Casacos, trench-coat, vestidos, cachecol, lenços e muito mais, tudo cheio de estilo com um “quê” de aconchego, como o inverno deve ser.

imitam peles de animais, como onça, zebra e cobra. As meias são uma ótima escolha para quem gosta de usar vestidinhos e bermudinhas curtas no inverno, sem passar frio, portanto, garimpe, procure a que mais se adeque ao seu visual, experimente e tenha um inverno com muito estilo e diversão!

Biológica ou não, ser mãe é tendência. É ter amor incondicional, receber, acolher, cuidar e adotar. Chega de abandono e como moda é muito mais do que a embalagem, vamos adotar, nem que seja uma vez ao ano visitar um orfanato e dar um pouco do tanto amor que temos às crianças que ainda não têm suas próprias famílias.

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decoração

Valdely Dantas decoracão@outdoorregional.com.br

A

sala de estar é um ambiente receptivo da casa e, por isso, ela precisa apresentar uma decoração aconchegante para que as visitas se sintam acolhidas e confortáveis no espaço. O estilo contemporâneo tem ditado novas tendências nessa área, valorizando a combinação do clássico ao moderno para criar um efeito sofisticado. Nos meses de inverno, muitas pessoas optam pela construção de uma sala de estar com lareira, um ambiente confortável e refinado que promete aquecer os moradores e visitantes durante os dias mais frios do ano. Não há algo mais aconchegante do que aproveitar as tardes e noites de inverno para se aquecer próximo à lareira. A decoração de sala com lareira compõe um excelente cenário para um bate-papo de inverno com ami-

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gos e familiares. O calor das chamas aquece o corpo e também combina com um saboroso vinho, cafezinho ou chocolate quente. Mas nem sempre é uma fácil instalação, mesmo porque é preciso de uma chaminé muito bem feita para a obstrução de fumaça e se essa for construída de maneira errada, a cada acendida na lareira sua casa fica toda esfumaçada. Mesmo muitas pessoas ainda preferindo o modelo de lareira tradicional, o mercado hoje oferece modelos alternativos, como a lareira elétrica. São diferentes modelos de lareira elétrica que podem ser instalados facilmente em qualquer cômodo da casa. Uma lareira elétrica simula o fogo, não faz fumaça e alguns modelos ainda esquentam o ambiente. A lareira elétrica para casa está fazendo um enorme sucesso no que há de mais moderno em decoração de residências. O objeto dá

um charme a mais ao ambiente e ainda não faz a terrível fumaça que era algo muito temido por quem sonhava com uma lareira em casa. Além de não ter a fumaça, você não precisa ter lenha a cada vez que desejar acendê-la. No modelo elétrico, você encontra diferentes opções para a simulação do fogo. O aparelho ainda vem com as opções de aquecedor e com sons que também simulam uma lareira acesa. O aquecedor de lareira elétrica consome uma quantidade razoável de energia, podendo ser usado em vários momentos do dia em qualquer ambiente da casa. A maioria das pessoas instala na sala, local mais comum para uma lareira. Mas para os dias frios, algumas pessoas estão preferindo o quarto para o destino da lareira moderna. Aprecie esta aposta da decoração contemporânea para a temporada de inverno!


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esporte

Vitor Quartezani v-quartezani@outdoorregional.com.br

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embro como se fosse hoje do dia 01 de maio de 1994. Acordei cedo, fui à missa, pois estava no processo de fazer primeira comunhão e, na ainda inocente mente de um garoto de onze anos, me coloquei de joelhos e na hora da reza pedi: “Deus, por favor, ajude o Ayrton nessa corrida, pois ele já perdeu as duas primeiras”. Mal sabia eu que essa seria a última vez que teria contato com ele ainda vivo. Há 17 anos o Brasil perdia um de seus maiores ídolos do esporte e da história desse país. Ao bater a mais de 300km por hora, Ayrton Senna da Silva, ou simplesmente Senna para nós, deixava o mundo dos vivos e entrava para sempre em nossas memórias, tanto por suas vitórias, quanto pela lição de vida e civilidade que nos deixou. Em uma época em que a população brasileira passava por um momento delicado, com uma economia descontrolada, inflação sem precedentes e falta de emprego, Ayrton fazia questão de empunhar a bandeira verde amarela e mostrar a todos nós que mesmo em tempos difíceis, poderíamos acreditar que as coisas um dia seriam diferentes. Hoje o cenário nacional é mais animador, a crise financeira já não tem a mesma força e a esperança que

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Como se fosse obra do destino, Senna deixava, em plena corrida, uma legião de fãs órfãos de seu ídolo


antes faltava, já faz parte da realidade do povo. No cenário esportivo, Senna acumula vitórias e marcas que os colocam entre os maiores atletas da história do esporte mundial. Mas ele como sempre foi além, pois em um país onde os ídolos do futebol são tratados como deuses, Senna simplesmente foi maior e mais importante do que o próprio Rei do futebol Edson Arantes do Nascimento, Pelé, que em termos de idolatria, fica em segundo plano quando o assunto é Ayrton Senna. Talvez as circunstâncias de sua morte contribuíram para isso, pois o piloto morreu dentro de um carro de corrida, em plena prova, fazendo o que mais gostava em sua vida: liderar um grande prêmio. O respeito que ele alcançara nos seus quase dez anos na F1 foi tanto, que o seu velório e enterro tiveram honras de chefes de estados, que arrisco a dizer aqui que jamais a nova geração verá igual. Uma cidade como

São Paulo simplesmente parou, com todos os comércios fechados, para que nosso ídolo pudesse ter a atenção que ele merecia e sempre dispensou ao nosso país. Aliás, a nova geração jamais terá alguém como Senna para idolatrar e seguir. A nova geração jamais terá em sua memória uma figura tão marcante como Senna. A nova geração, infelizmente, segue sem poder encher a boca e poder dizer que tem um ídolo sem que seja contestada por alguém, que logo a mostra que o seu ídolo de agora, pode ser esquecido dentro de alguns anos. Por fim, a nova geração, involuntariamente, será a responsável pelo enfraquecimento da imagem do que Ayrton Senna significou para o país, pois ela nunca poderá saber e explicar o que aquele piloto conseguia fazer com os corações brasileiros. Todo brasileiro que viveu aquela época pode contar uma história sobre Ayrton de uma maneira pessoal, como se ele fosse um amigo íntimo

ou coisa assim. Eu também tenho a minha, que coincide justamente no dia de seu enterro. A escola em que eu estudei durante toda a minha vida, Dr. Achilles de Almeida, organizou uma viagem para um espetáculo de patinação do gelo no ginásio do Ibirapuera marcado para o dia 5 de maio, justamente o dia em que o piloto brasileiro estava sendo enterrado em São Paulo. Minha primeira excursão foi cancelada por esse motivo, e acompanhei, na sala de vídeo da escola, o meu ídolo de infância ser enterrado no dia em que eu deveria estar me divertindo. Uma semana depois, fomos ao espetáculo e no trajeto ao ginásio encontramos um vendedor que oferecia uma réplica de um macacão que o piloto usava em suas corridas. E foi a lembrança de Senna que mais me marcou na vida até hoje, muito mais do que as suas vitórias, pois sua morte foi a minha primeira perda como pessoa.

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games

Título: Mortal Kombat Desenvolvedora: NetherRealm Studios Editora: Warner Bros. Interactive Entertainment Plataformas: Xbox 360 / PS3 Lançamento: 19/04/2011

Mortal Kombat volta às origens e traz aos fãs um dos melhores games de toda a franquia Rafael Barbosa

r-barbosa@outdoorregional.com.br

S

e você algum dia pegou em um controle de vídeo game, provavelmente conhece a série Mortal Kombat. O game de luta criado por Ed Boon e John Tobias, chegou em 1992 aos árcades e logo arrebatou uma legião de fãs por conta de seus combates brutais. Ao longo dos anos a série passou por várias mudanças, mas nunca conseguiu alcançar a glória de seus primeiros títulos e por isso a NetherRealm decidiu voltar às origens da série ao tentar reinventar a franquia. Chamando-se simplesmente

Mortal Kombat, o game aposta nos elementos que fizeram a série um sucesso em seus primeiros anos. Para começar, os combates voltam a ser em 2D e os lutadores (26 no total) passam a ter um único estilo de luta, fatos que tornam o game mais intuitivo e direto. Os combates passaram a ser mais brutais do que nunca, já que agora não somente vemos os combatentes se machucarem conforme lutam, como podemos literalmente ver seus ossos racharem sobre os punhos dos oponentes, graças à adição do X-Ray Attack, especial

que mostra os danos internos que um determinado golpe causou. Os desings dos personagens sofreram algumas modificações e os cenários são uma mistura de ambientes novos com antigos (reformulados para o novo game), o que fará os olhos de muitos jogadores nostálgicos brilharem. Some tudo isto a um novo modo on-line, gráficos e alta definição, e verá um game que traz uma deliciosa mistura entre o antigo e o novo. Portanto, prepare seus controles, porque Mortal Kombat voltou aos bons e sangrentos tempos.

Não fazem nem 5 anos que o Wii chegou ao mercado e a Nintendo anunciou oficialmente que irá apresentar ao mundo o seu novo console doméstico. A empresa nipônica irá mostrar seu novo console na Electronic Entertainment Expo( E3) deste ano, em uma apresentação marcada para o dia 7 de junho. A Nintendo não divulgou mais nenhuma informação sobre o aparelho, além do fato de que o veremos em forma jogável no evento, porém já se sabe que o novo console poderá processar imagens em alta definição e que deve ser lançado em 2012. Aqueles que quiserem acompanhar ao vivo a apresentação da Nintendo na E3, podem fazê-lo acessando o site http://e3.nintendo.com/.

Segundo o site Joystiq, o Xbox 360 receberá, a partir do dia 19 de maio, um conjunto de novas atualizações. As atualizações disponíveis entre os dias 19 e 30 de maio trarão a compatibilidade com o novo formato de discos conhecidos como XGD3, além da possibilidade de pagamento via PayPal, e a implementarão dos Avatar Kinect ao console. 22 | www.outdoorregional.com.br


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especial

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Felipe Andreoli contou como a paixão pelo jornalismo esportivo o levou para a comédia

Melise Scomparim

m-scomparim@outdoorregional.com.br

F

elipe Andreoli tem um ar de menino, com um sorriso franco, raciocínio rápido e um ótimo humor. Filho de pai jornalista, desde cedo Andreoli teve contato com a comunicação, aliás, ele é um ótimo comunicador, pois em entrevista para a Outdoor Regional, ele mostrou essa característica, com respostas leves, completas, cheias de energia. Duvida que é tudo isso? Então veja a entrevista e tire suas próprias conclusões.

Outdoor>> Como foi seu início na televisão? Felipe Andreoli>> Meu primeiro emprego na TV foi justamente na Record, eu trabalhava no setor da Igreja Universal do Reino de Deus. Foi uma experiência bem curiosa e é contada dentro do meu show. Essas aventuras são sempre boas de relembrar e vale a pena contá-las no show. Outdoor>> Seu pai trabalhou muito como jornalista esportivo para a televisão. Você acredita que seu interesse pelo jornalismo se deve a ele? Felipe Andreoli>> Totalmente. Sempre foi minha referência. Passei muitos fins de semana dentro de estúdios de TV da Globo e da Band.

Quando fiquei mais velho não tive dúvida, sempre pensei em ser jornalista. Não tive a indecisão de tantos adolescentes, o que é bom. Talvez, hoje, vendo a dificuldade que é trabalhar nessa profissão, teria pensado em outras opções. Vai ver que é por isso que virei “comediante”. Outdoor>> Como foi para você encarar o desafio de fazer matérias humorísticas e sair do mundo do jornalismo esportivo? Felipe Andreoli>> Foi muito difícil. Por incrível que pareça sou muito tímido e o  primeiro ano foi bem duro, desafiador. Ainda mais quando comparavam o nosso programa com o Pânico, aí doía. Eu pensava: “pô, sou jornalista! Não faço o Pâ-

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nico!”. Hoje é tudo bem mais tranquilo, já consegui me adaptar ao CQC e as pessoas já sabem as diferenças entre os dois programas. Ambos são bacanas, mas com visões de humor diferente, só isso. Outdoor>> Você acredita que através do humor pode criticar mais abertamente do que através do jornalismo clássico?  Felipe Andreoli>> Claro! É uma das melhores coisas de se fazer o CQC, é essa liberdade de criticar com mais ênfase, de maneira mais direta. Principalmente em Brasília, local que temos ainda mais vontade de cobrar, afinal eles são nossos funcionários, trabalham, ou deveriam trabalhar, para o povo. Outdoor>> Você ainda é um apaixonado por esportes? Tem tempo de exercer essa paixão?  Felipe Andreoli>> Não muito. Como não temos rotina fica difícil marcar disputas esportivas, mas sempre dou um jeito. Jogo futebol uma vez por semana e sempre consigo um tempinho para jogar tênis, uma ou duas vezes na semana, o que já é ótimo, dá pra matar a vontade.  Outdoor>> Como é para você fazer Stand up? Felipe Andreoli>> Muito legal. Desafiador. No começo morria de medo, pois no show, com toda

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aquela galera, se eles não acharem graça, não vão rir. Eu tinha pavor disso acontecer. Ainda bem que nunca aconteceu, a galera sempre curte e elogia bastante o show. Fico muito feliz, pois foi dureza encarar o palco e toda aquela galera ali, de frente pra você, esperando pra dar risada. Hoje estou bem mais à vontade e curtindo muito os shows. Outdoor>> Qual foi a matéria que mais te marcou no CQC?   Felipe Andreoli>> Tem muitas. Todas são bacanas por algum motivo. Mas gosto muito de duas: A vitória do Obama na eleição diretamente de Chicago (2008) e no ano passado a eleição do RJ pra sede das olimpíadas de 2016 lá em Copenhague na Dinamarca (2010). Curti muito essas duas.  Outdoor>> Quais os planos para 2011?   Felipe Andreoli>> Além dos shows pelo Brasil e o CQC, tenho um projeto para um programa de rádio que deve sair muito em breve. Além disso, tenho um programa no Twitter, toda quinta 22h, chamado “Ô lá em casa...”. Faço o programa com minha mulher Rafa Brites e nele nós mostramos um pouco do nosso dia a dia e falando sobre nossas preferências e opiniões sobre diversos assuntos. Tá muito bacana!

Outdoor>> Como é o seu contato com os fãs e como lida com a questão privacidade? Felipe Andreoli>> Sou bem profissional. Adoro o carinho das pessoas, a admiração de quem gosta do meu trabalho. É normal as pessoas acharem que nos conhecem, mas costumo deixar claro o que é aquela relação. Tiro fotos, dou autógrafo, com maior prazer, mas sem maiores intimidades e gracinhas. Quando alguém passa da linha da educação costumo ser bem sério, para a pessoa perceber que exagerou. Sou um cara que faz questão de preservar a privacidade e espero que as pessoas entendam isso. Por isso mesmo fiz o programa do Twitter “Ô lá em casa”, para contar o que posso e quero sobre minha intimidade. Outdoor>> Como é a convivência com seus parceiros de CQC? Felipe Andreoli>> Muito boa. A gente se gosta e se dá muito bem, esse é um dos grandes segredos do sucesso de qualquer programa. Dificilmente um elenco que não se dá bem vai longe. É preciso ter uma galera muito afinada e animada, e isso acontece com a gente.   Outdoor>>   Qual é a ideia para o nono integrante do CQC? Felipe Andreoli>> Ah, isso eu não sei. Tem que perguntar pro chefe.  


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Foto: Cacau Magalh達es

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Ivete é cheia

de Dengo Com show marcado para dia 03 de junho em Boituva, a baiana mais amada do Brasil falou com exclusividade para a Outdoor Regional, e foi demais!

Melise Scomparim m-scomparim@outdoorregional.com.br

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rescor, renovação e uma energia que corre pelo corpo. Assim está toda a equipe da Outdoor Regional este mês após a entrevista com a diva Ivete Sangalo. Contagiados com sua alegria que transparece em todo e qualquer momento, misturado a uma grande admiração de uma profissional no sentido literal da palavra.

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Foto: Cacau Magalhães

Ivete é Ivete sem tirar nem pôr, simples, objetiva e feliz, totalmente à vontade com si mesma, a baiana arretada de Juazeiro batalhou muito e chegou à fama global. Muito mudou na vida da cantora de barzinhos de 1993. Se antes a batalha era ser reconhecida por seu talento, pode-se dizer que o objetivo foi alcançado. Fazer uma entrevista com Ivete é uma delícia, primeiro porque dá aquele frio na barriga de expectativa, depois é uma ansiedade em elaborar as perguntas, afinal ela já deu tantas entrevistas que ser diferente, nem que minimamente, já algo muito bom! Mesmos para os menos fãs de axé, é difícil ficar indiferente a tudo o que Ivete representa, como profissional, celebridade, artista e mulher. Ela é perfeccionista, se dedica com amor e perfeição à arte de cantar. Ivete sabe ser receptiva com a imprensa sem perder sua privacidade, isso é realmente uma arte nos dias de hoje. A baiana canta que é uma beleza, timbre forte, marcante e ao mesmo tempo suave como a seda para os ouvidos. E como se tudo isso não bastasse, é mãe e esposa amorosa, daquelas que preza o amor acima de tudo. Eita mulher porreta! Tem como não levar essa pessoa como exemplo? Impossível! Depois de tantas declarações, vamos à entrevista. Eu perguntei como ela se sente sabendo que é

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uma das maiores vozes da música brasileira e a resposta foi humilde e divertida, deu todas as dicas de como seria o restante da conversa. “O melhor é receber elogios de fãs e jornalistas (risos)”. E fãs é algo que não falta. No estado de São Paulo, a cantora é reverenciada, quase unanimidade no quesito carinho e admiração. E a recíproca é verdadeira. “Afi... É dengo em alta voltagem. São muitos anos tocando em São Paulo, muito amor nessa história linda. Juntos nós fazemos musica, comunicamos alegria e fico na companhia dos meus fãs”.

Agora você deve estar se perguntando: mas que energia é essa de Ivete que nunca tem fim, ela não tem dias de mau humor, nem de tristeza? Sim, Ivete fica brava e tem dias não tão bons, mas ela garante, “todo mundo tem, mas passa rápido!”. Toda essa alegria de viver e facilidade em espantar o baixo astral, talvez venham da gratidão que a artista tem pela vida, afinal, foram anos de batalha tocando em barzinhos e onde mais tivesse oportunidade, até chegar ao estrelato, sucesso esse que ela mesma nem esperava ter. “Na verdade, eu só queria cantar. As


Ping Pong com Ivetinha

coisas foram acontecendo e eu fui descobrindo que aquilo era um sonho. Sou feliz e orgulhosa por tudo que conquistei”, revela. Hoje com uma carreira sólida, declara sua maior prioridade. “Meu filho é prioridade sempre. Cheguei a um momento de maturidade profissional que me permite pensar e agir assim. Amo meu trabalho e respeito as regras, mas sem jamais perder o equilíbrio”. Por falar em criança, filhos e pequeninos, Ivete deu uma ótima notícia sobre seu projeto infantil “A Casa Amarela”. “Está nos planos também!”, disse. Apesar do sucesso colossal, a estrela também tem sonhos. Perguntei se há algum artista que ela

gostaria de fazer um dueto. Sem nem mesmo pestanejar, ela disse: “tenho o sonho de cantar com Stevie Wonder”! O dueto mais recente foi com Luan Santana. “O Luan é um fofo e talentosíssimo. Amei o convite de cantar no DVD dele e depois tê-lo em Salvador para o Carnaval. Espero poder repetir mais vezes”. Ivete atualmente está em turnê do show realizado no Madison Square Garden que passa por Boituva no começo de junho, e os fãs já podem ir se preparando, porque vem aí, como ela mesma disse, “uma cantora cheia de vontade de fazer uma linda festa, reencontrar fãs e também curtir muito!”. Nós já estamos ansiosos.

Outdoor>> Seu último DVD foi gravado no Madison Square Garden. Como foi essa experiência para você? Ivete>> Foi uma experiência única me apresentar num lugar tão especial para o entretenimento mundial. Ainda tinham meus fãs ali, prestigiando, apoiando. Foi lindo demais. Outdoor>> Boituva é a Capital Nacional do Paraquedismo. Você já saltou de paraquedas? Ivete>> Não, mas no final do show do Madison saio voando de balão! Outdoor>> Quais os planos futuros para sua carreira? Ivete>> Agora é rodar muito com essa turnê do Madison. Outdoor>> Você poderia deixar uma mensagem aos seguidores de Ivete Sangalo que aguardam ansiosos sua vinda em junho? Ivete>> Me aguardem! (risos). Tô chegando com tudo! Beijos!

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Entenda a turnê Madison Square Garden

O dia 04 de setembro de 2010 foi um dia histórico na carreira de Ivete Sangalo. A cantora foi a primeira artista brasileira a comandar um show no Madison Square Garden, templo do show business mundial. A apresentação, que teve os ingressos esgotados cerca de dois meses antes de acontecer, tornou-se o 4º DVD de sua carreira e atingiu a marca de 500 mil cópias vendidas em apenas três meses de lançado. Agora, o show que encantou Nova Iorque ganha uma turnê que entre abril de 2011 e outubro de 2012, pretende levar a magia do DVD para as cidades brasileiras, além de percorrer outros países, como Portugal. Esta é a primeira vez que um artista brasileiro sai com um show completo para uma turnê, desde o palco, até som, iluminação e painéis de led. O show será uma adaptação do que aconteceu no Madison Square Garden. O repertório é o mesmo, são 21 músicas, com sucessos como “Acelera aê”, “Desejo de Amar” e “Na Base do Beijo” e clássicos da musica mundial, como “Easy” (The Commodores) e “Humam Nature” (Michael Jackson). (Fonte: Assessoria de Imprensa)

Foto: Cacau Magalhães

Mais...

O ano de 2011 já começou “acelerado” para Ivete Sangalo. A artista já recebeu os prêmios de Melhor Cantora do Carnaval 2011, pelo Band Folia e Troféu Dodô & Osmar (no qual venceu nesta categoria em 12 das 20 edições) e melhor Cantora do país pelo Troféu Imprensa (SBT) e Melhores do Ano da Rede Globo. Além disso, em apenas quatro meses de lançado, o seu projeto “Multishow Ao vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden” já superou a marca de 500 mil cópias vendidas. Outro recorde de Ivete são os seus seguidores no twitter, pois a baiana é a cantora brasileira com o maior número de seguidores: 2 milhões. (Fonte: Assessoria de Imprensa)

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Agenda Campo da Votoram | Boituva 03/06 | CarnaBoituva com Ivete Sangalo

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Golden Hits| SRB | Boituva 01 Ana e Marcos 02 Neto e Vanilda 03 Patricia, Josimar e Marco 04 Daniel, Fernanda, Patricia e Luiz Manoel 05 Tadeu, Barbara, Luciane e Alfredo 06 Aline e Gabi Bocardo

Teatro Municipal de Cerquilho | Cerquilho 04/06 | Peça “Eu, ele e a Outra”

Black Party | Verdi | Boituva 08 Rafaela, Samanta e Sabrina 09 Rafaela, Flavia, Adriana e Aline 10 Glaucia e Pedro 11 Tiago e Geovani 12 Michele e Cristiano 13 Vanessa, Karine, Angelica e Cintia Créditos: 14 Milene e Carol Patricia Pereira 15 Diogo e Fernando Chá Dia das Mães | Atrattiva Presentes | Boituva 16 Ana Ligia e Quezia 07 Ed, Carol, Michelly e Kelly Créditos: Créditos: Patricia Pereira

Patricia Pereira

Coquetel Dia das Mães | Stillo | Boituva 17 Geralda, Angelita e Miriana 18 Lucélia e Mariane 19 Luna e Renata Créditos: Daniel Trabanca

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1ª Cervejada do Terra Brasilis | Terra Brasilis | Boituva 01 Djalma e Josilaine Feijoada Beneficente | Espaço Gegê | Boituva 02 Gabriela, Fernanda e Bruna 07 Jaqueline e Rodrigo 03 Gabriela e Flávia 08 Jéssica e Samira 04 Rodrigo, Regiane e Leia 09 Ana Lucia e Angela 05 Mariana Vitiello e Tais Soares 06 Bruna, Bianca, Marilia e Fernanda 10 Talita e Rodrigo 11 Luciana, Renata e Célia Créditos: 12 Rafaela, Gil Patricia Pereira 13 Adriana e Adriano Corvo


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Rotary Fashion Day | Tatuí 01 Marina, Giovana e Isabela 02 Jaque 03 Cris Rade e Cris Avila

Capitão XV |Tatuí 09 Angélica 10 Gustavo e Alice

Rota 11 | Tatuí 04 Lívia e Jéssica 05 Roberta e Thais 06 Rômulo e Marília 07 Ana Paula 08 Tatiana e Saulo

Festa das Nações |Cerquilho 11 Paulo Roberto Pilon e Vania Scudeler 12 Lucas e Juliana 13 Camila e Mirian 14 Nilza e Thaís 15 Junior e Joyce

Cazavelha | Tatuí 16 Rafaela Festa Fantasia Boi Sentado | Cerquilho 17 Bruna Tassoni, Lucimara Vaz e Isa Citroni 18 Rafael Zanardo e Renata Cristina Vaz 19 Regiane Sebastiani e Silmara Soares

Créditos: www.xpres.com.br André Garotynho Rodrigo Rodrigues Mario Fernandez Jhony Salles

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prata da casa

Juliana Cuani

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j-cuani@outdoorregional.com.br

untar rock, thrash, heavy metal, com algumas pitadas de personalidade, somadas ao formato acústico. Essa talvez seja a receita da banda Alternatrio, formada em 2006 na cidade de Boituva, por Rodrigo (vocal e violão), Marcos (violão e backing vocal) e Hugo (bateria e backing vocal). “Na época, assim como hoje, a cidade tinha vários bares com música ao vivo, mas o problema era sempre o mesmo: restrição quanto ao som alto. Nossa essência é o rock que quase sempre é sinônimo de som alto, por isso resolvemos montar uma banda de rock que pudesse tocar naqueles bares, divertindo as pessoas do local sem incomodar a vizinhança, e optamos pelo formato acústico”. Rodrigo conta que é difícil delimitar as influências musicais da banda já que cada um prefere um estilo. “A maioria do repertório é de rock internacional, desde os anos 60 até os mais atuais, e isso é complementado por rock nacional, reggae, country americano e MPB. No início, os

instrumentos eram dois violões e a bateria era a junção de duas ou três peças, mas com o tempo foram trocadas por uma bateria eletrônica para que pudéssemos controlar o volume. O Marquinhos é mais ligado em rock nacional dos anos 80 e hard rock, a praia do Hugo é o punk rock e hard core, e a minha escola foi o Heavy Metal e o Thrash, contudo, a banda é bem democrática e a gente só resolve tocar uma música quando ela agrada a todos, ninguém precisa tocar aquilo que não está a fim”, explica Rodrigo. Para eles, o primeiro show considerado oficial foi em 2006, na Chopperia Allegro, no shopping Villa D´Ouro. “Na verdade, todos os shows são marcantes, a galera sempre se supera, coloca a banda pra cima. A gente curte demais cada show, entretanto, um que não sai da memória foi a primeira vez que a gente tocou no ‘Projeto Verão’ da prefeitura de Boituva. Pleno domingo à noite, praça da matriz cheia de gente, e não sei se por causa do palco, da aparelhagem enorme ou da galera, o fato é que antes de subir,

Prata da casa é uma editoria destinada a divulgar os artistas da nossa Região. Se você possui uma banda, grupo de dança ou de teatro, é esportista ou tem qualquer talento artístico, este espaço é para você! Escreva agora para prata@outdoorregional.com.br

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a gente tremia igual ‘vara verde’”, contam entre risos. Conscientes das condições do cenário musical brasileiro, eles dizem saber diferenciar sonho e realidade. “Viver de música no Brasil é quase como viver de futebol, apenas uma pequena parcela consegue fazer sucesso e ganhar grana. Então cada um correu atrás e resolveu deixar a música muito mais como um passatempo, um meio de relaxar e se divertir”. Rodrigo e Hugo são empresários e Marcos é funcionário público. “A melhor parte é que o Alternatrio é uma banda com uma única finalidade: diversão. Nós nos divertimos muito, pois fazemos o que mais gostamos. Acho que por esse motivo nosso único sonho é que isso nunca acabe. A única coisa que buscamos é que cada vez mais pessoas se divirtam com o nosso som, por isso o repertório não para de crescer e se atualizar”.

Contato para shows: Rodrigo: (15)9711-4677 Marcos: (15)9752-3258 Hugo: (19)7811-9810


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gourmet

Ingredientes principais: ovos e batatas. Sim, simples assim!

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a Espanha esse prato é conhecido como tortilla, mas aqui no Brasil foi traduzido pela minha avó como ovos com batata. Há mais de 50 anos, quando ela veio da Espanha para o Brasil, já trouxe a receita desse delicioso prato na bagagem. O sucesso é tanto, que já está na família há três gerações e com certeza ainda vai permanecer por muitas outras.

Ingredientes 4 batatas grandes 3 ovos Azeite Sal a gosto

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Juliana Moreno j-moreno@outdoorregional.com.br

Modo de preparo Corte as batatas em pequenos cubinhos e depois frite-as. Após isso, unte uma frigideira grande com azeite e coloque as batatas fritas, forrando ela por completo. Bata os 3 ovos com sal a gosto. Em fogo baixo, aqueça a frigideira e, quando estiver quente, despeje os ovos batidos, de forma a cobrir todas as batatas. Com o auxílio de um garfo, vá fazendo pressão nas batatas, para que os ovos possam penetrar. Quando o lado de baixo já estiver dourado, vire a tortilla com a ajuda de um prato e faça o mesmo processo do outro lado. Assim que dourar, a famosa tortilla espanhola estará pronta!

Dica Outdoor Você pode complementar o prato usando outros ingredientes, como: bacon, queijo mussarela e cebola. Todos ficam deliciosos! Solte sua imaginação e se delicie!


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turismo

Maceió é a Capital de Alagoas, mas na verdade, a cidade vai muito além de água cristalina, povo hospitaleiro, histórias, gastronomia e muitas belezas

Melise Scomparim

m-scomparim@outdoorregional.com.br

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aceió possui uma população de 900.000 habitantes e é famosa por possuir as praias urbanas mais bonitas dentre as capitais brasileiras. Localizada entre os coqueirais, as lagoas e um lindo mar de águas cristalinas, Maceió destaca-se por sua beleza exuberante. Muito além de suas belezas naturais, Maceió tem uma cultura rica, como é comum em todo o nordeste brasileiro, destaque para as manifestações culturais, como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Auto dos

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Guerreiros, Pastoril, Folia de Reis, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado principalmente pela cerâmica que encanta a todos por sua beleza. Em 2002 a cidade foi escolhida como a Capital da Cultura. Abriga cerca de dez teatros, inúmeros cinemas e muitos museus, tais como Museu Palácio Floriano Peixoto, Museu Théo Brandão, Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, Museu de Arte Brasileira, Museu do Esporte, Museu da Imagem e do Som (MISA) e o Museu de História Natural (UFAL).

As igrejas também atraem muitos turistas para a cidade. A Catedral Metropolitana de Maceió, conhecida como Igreja da Nossa Senhora dos Prazeres teve sua construção iniciada em 1821, abriga a Obra do Santíssimo Sacramento. Outras igrejas também do século XIX são muito visitadas, como a Igreja de Nossa Senhora do Livramento, Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Martírios entre outras. Para quem quer vida noturna, a cidade é um prato cheio.São inúmeros bares com música ao vivo localizados à beira-mar e


no bairro histórico de Jaraguá. Com sol o ano inteiro e uma temperatura média de 28 graus, Maceió dispõe de uma excelente infra-estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. Com conforto garantido, em Maceió o visitante pode desfrutar da natureza, bem como da praticidade de uma cidade moderna e bem estruturada. As praias paradisíacas como Pajuçara e suas piscinas naturais, Ponta Verde e Jatiúca e as lagoas Mundaú e Manguaba são um espetáculo. Na Praia de Pajuçara, a maior atração é o passeio de jangada até a piscina natural que se forma durante a maré baixa entre bancos de areia e arrecifes, a 2 km da costa. Mais de 200 jangadas levam os turistas até o local. Aos fins de semana, Pajuçara ganha bares flutuantes nas jangadas que servem bebidas e tira-gosto.   Praia de Ponta Verde possui mar calmo e águas cristalinas, muitos coqueiros e arrecifes de coral que formam piscinas bem próximo à areia, ponto de encontro dos jovens da cidade. Para os surfistas, a indicação é a Praia Jatiúca, com mar agitado e

muitas ondas. O Pontal da Barra, no extremo sul da cidade, no encontro das águas da lagoa Mundaú e do Atlântico é cenário de uma praia selvagem, mar forte, correntezas e belíssimo pôr-do-sol. Na Lagoa Mundaú vários saveiros fazem o passeio pela lagoa e navegam entre os canais formados por suas nove ilhas até a Barra Nova, onde a lagoa se encontra com o mar. Os pescadores podem ser vistos em canoas ou caminhando pelas áreas mais rasas à cata de crustáceos que vivem na lama do fundo da lagoa e são especialidades da culinária de Maceió o caranguejo, o sururu, o massunim e a taioba. Durante os passeios à Feirinha de Pajuçara, não deixe de adquirir peças do lindo artesanato local em madeira, cerâmica e palha, e os trabalhos das  rendeiras no Pontal da Barra. Atualmente Maceió é um dos mais importantes pólos turísticos do país. A cada dia turistas do Brasil e do Mundo chegam à cidade à procura de diversão, muito sol e de suas famosas praias. Arrume suas malas e uma ótima viagem!

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saúde

Melise Scomparim

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Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou a viagem que tinha prevista este mês ao Paraguai por recomendação médica, já que a presidente foi diagnosticada com pneumonia “leve”. De acordo com a assessoria da Presidência, a Dilma já está “quase recuperada”, mas os médicos acharam que ela não deveria expor-se a enfrentar seis horas de voo. A agenda previa uma visita de apenas um dia, com ida e volta marcadas para domingo. Com a doença em evidência, é um ótimo momento de se informar e evitar a pneumonia. Pneumonias são infecções que se instalam nos pulmões, podem acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às

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vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente. Os principais sintomas são: febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, mal estar generalizado, falta de ar, secreção de muco, entre outros. Quando não tratada devidamente, a pneumonia pode levar

até mesmo à morte. O tratamento da doença requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases. Algumas medidas podem ser tomadas para evitar a doença, como evitar o fumo, álcool, ar-condicionado e mudanças bruscas de temperatura. Fique de olho e, se notar algum dos sintomas, procure o seu médico.


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autos

Melise Scomparim

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modelo, líder do segmento dos sedans médios no mercado brasileiro, chega com design mais moderno, esportivo e sofisticado, com novos equipamentos de série, acabamento interno aprimorado e nova família de motores e transmissões para as versões 1.8L 16V Flex. As alterações deixam o Corolla com

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As inovações tornam o Corolla mais competitivo, contribuindo para consolidação do modelo como líder absoluto do segmento dos sedans médios no mercado brasileiro

um apelo ainda mais jovem e arrojado, reforçando o posicionamento de marketing do produto: “Dirigir é incrível”. A linha Corolla 2012 permanece com a mesma configuração, sendo composta pelas consagradas versões XLi e GLi, com transmissões automática e manual e motor de 1.8L 16V Flex, e XEi e Altis, com câmbio automático e motor de 2.0L 16V Flex.

No design as mudanças são diversas. Na frente, acentuaram-se as linhas curvilíneas do capô, na lateral, as rodas de liga leve das versões GLi e XEi e da versão top de linha Altis foram redesenhadas e estão mais elegantes e modernas. Para as versões GLi e XEi, a roda de liga leve de cinco pontos mostra agora duas superfícies sobrepostas que transmitem a sensação de


movimento mesmo com o veículo estático. Já a roda de liga leve do Altis traz vincos nos seus raios, o que também aguça a percepção de dinâmica para quem observa o veículo estacionado e contribui para a elegância da versão. As mudanças na traseira estão nas lanternas, moldura da placa e a moldura que sobrepõe a tampa do porta-malas. Nas versões XEi e Altis, a Toyota adotou lanternas com LED, que visam reforçar o apelo de tecnologia e sofisticação. A grande novidade técnica da linha Corolla 2012 é a introdução de uma nova família de motores para as versões XLi e GLi. Ambas agora são equipadas com um propulsor 1.8L 16V Dual VVT-i Flex, que substitui o 1.8L VVT-i Flex. O motor 2.0L 16V Dual VVT-i presente nas versões XEi e Altis permanece com potência de 153 cv, com álcool, e de 142 cv, com gasolina.

Também se fazem presentes nos motores componentes que minimizam a suscetibilidade à manutenção, como pistões refrigerados a óleo, tuchos hidráulicos e balancins roletados – este último, além de reduzir o atrito no funcionamento do conjunto, contribui para melhora do consumo. Outro destaque técnico do Corolla 2012 é o ar-condicionado com compressor de volume variável, que permite captar menos energia do motor. O resultado dessa alteração é a melhora no consumo de combustível e do conforto na cabine. A nova lista de equipamentos do Corolla o torna ainda mais atrativo. A versão de entrada XLi, a partir de agora, oferece como item de série alarme com fechamento na chave e travamento automático das portas com o veículo a 20 km/h e entrada auxiliar no sistema de som. As maiores novidades, no

entanto, estão concentradas nas versões XEi e Altis. Ambas trazem, a partir da linha 2012, conectividade USB no sistema de som e Bluetooth com reprodução da agenda telefônica no visor do CD Player. O modelo top de linha Altis se diferencia pela exclusividade de possuir a câmera de visão traseira. Com a inclusão das novidades, a lista de equipamentos da linha Corolla 2012 continua a oferecer tudo o que motorista e passageiro precisam para uma vida confortável a bordo, sendo uma das mais completas do segmento. A suspensão dianteira do Corolla é independente, do tipo McPherson, com barra estabilizadora. E a suspensão traseira de eixo de torção é dotada de buchas de correção angular e barra estabilizadora, além de componentes de alta rigidez (perfil ETA – perfil curvo ideal para resistência torcional).

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finanças

Fábio Sanqueta financas@outdoorregional.com.br

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Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) fundiram-se em 8 de maio de 2008, dando origem a nova bolsa batizada BM&FBOVESPA, sediada em São Paulo e segunda maior bolsa de valores do mundo. O índice de referência da BM&FBovespa é o Ibovespa, mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. As Ações, também chamadas de papéis, são “pedaços” de uma empresa, ou seja, quem detém ações de uma determinada companhia se torna um de seus sócios. Para poder comprar essas ações, se tornar um investidor, existem dois caminhos: as corretoras e os bancos. Corretoras são membros das Bolsas de Valores credenciadas pelo Banco Central e habilitadas a negociar. Para escolher a melhor corretora, deve-se decidir a forma de comunicação com a corretora (internet, telefone), qual será a frequência de novos investimentos no dia a dia, todos os serviços oferecidos, valor da taxa de corretagem (movimentação das ações) e taxa de custódia

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(taxa de manutenção). A corretora será uma parceira em todas suas decisões. Para pesquisar uma boa corretora, o mais interessante é entrar no site da BM&FBovespa, www. bmfbovespa.com.br. Os bancos não são muito utilizados, pois fecham “pacotes”, chamados também de fundo de ações, onde eles mesmos determinam em quais ações serão investidos. Sabendo agora por onde começar, pode-se definir a quantia e onde investir. Não existe um valor mínimo para começar, varia em função do preço da ação que o investidor deseja e também das taxas cobradas pelas corretoras. Por exemplo, pode optar em comprar ações por lotes de 100 de uma mesma empresa ao custo de 50 reais por ação, pagando 5 mil reais. Outra opção é comprar fora do lote e, nesse caso, pode adquirir até mesmo uma ação, porém, pela taxa de corretagem seria inviável. Antes de comprar qualquer tipo de ação, conhecer bem a empresa, qual setor e perspectivas de crescimento são dados importantes. As compras e vendas são simples. O investidor A quer comprar ações de uma determinada em-

presa e o investidor B que vender da mesma empresa. Com isso, ambos enviam ordem de compra e venda para suas corretoras e estas transmitem o pedido para o sistema eletrônico da BM&FBovespa, que compara todas as ofertas em tempo real. Se os valores foram iguais, o negócio é fechado, caso contrário, o sistema procura outras ofertas atendendo as duas partes. É possível negociar pela internet e, para isso, é preciso ser cliente de uma corretora credenciada que disponha do sistema Home Broker (ferramenta que permite a negociação via internet, disponibilizada através do site de sua corretora). Devem-se levar em conta os riscos do investimento, diferentemente de uma renda fixa (poupança) onde é certeza do retorno, a renda é variável, ou seja, não se sabe exatamente qual será a porcentagem de ganho ou de perda, por isso é bom manter-se atualizado lendo publicações com tendências do mercado. Uma dica boa são simuladores reais que existem na internet. Aconselho dois: no site da Bolsa, www.bmfbovespa.com.br, ou Uol, www.uolinvest.economia.uol.com.br.


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trabalho

Funcio n ocupa ários que po rp ss passam ostos de com am a a mais v ser cada vez ndo a no mu lorizados ndo co rporat ivo

Rafael Barbosa r-barbosa@outdoorregional.com.br

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iderança é uma palavra extremamente forte. Vindo cheios de pompas e de responsabilidades, os cargos de liderança são, na maioria das vezes, o grande sonho de profissionais que almejam melhores salários e ascensão profissional. E não são apenas os empregados que buscam, um dia, estar em um posto de comando. As empresas também estão sempre à procura de bons líderes, buscando cada vez mais pessoas que possam não apenas ocupar cargos de che-

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fia, mas que possam exercer papéis de liderança. E antes que você possa perguntar, sim, existe diferença entre um chefe e um líder. Um chefe é aquele que, em geral, vai delegar uma tarefa e exigir resultados, enquanto o líder é aquele que irá guiar um grupo de pessoas para que elas possam desempenhar suas funções corretamente e garantir que a tal tarefa seja cumprida. Peguemos, por exemplo, o programa “O Aprendiz”, apresentado pelo publicitário Roberto Justus e, pos-

teriormente, pelo empresário João Dória Júnior. No programa, Justus (o chefe) delegava uma tarefa a dois grupos de participantes. Cada grupo, por sua vez, tinha um líder que iria comandar seus companheiros, delegando funções, estabelecendo metas e cuidando para que sua equipe desempenhasse a tarefa e obtivesse resultados superiores aos do outro grupo. Porém a capacidade de liderar outras pessoas não é uma qualidade fácil de se encontrar em um funcio-


Segundo John Maxwell, o maior elogio que um líder pode receber é aquele que parte das pessoas que trabalham com ele

nário, e pesquisas mostram que o mercado carece de empregados que tenham esta capacidade. No ano passado, uma pesquisa realizada pela consultoria de gestão de negócios e recursos humanos Kienbaum, revelou que 63% dos executivos do alto escalão acreditam que há carência de líderes em suas empresas. A pesquisa ainda apresenta que 85% dos líderes não possuem as competências necessárias para uma promoção imediata. Um quadro preocupante, visto que um funcionário despreparado para um cargo de chefia pode causar um grande prejuízo à empresa na qual trabalha. Uma companhia de software americana chegou até a fazer as contas, e concluiu que um único gerente de vendas destrutivo lhe custava cerca de US$ 160 mil por ano.

As atitudes de um bom líder Mas afinal, quais são as qualidades de um bom líder? Antes de começar a responder a esta pergunta, é bom deixar claro que posições de comando não se restringem apenas aos maiores cargos de uma corporação. Na verdade, 99% de toda a liderança acontece no médio escalão de uma empresa, pelo menos é o que

afirma John Maxwell. Conhecido como “o guru da liderança”, Maxwell é autor de diversos livros sobre o tema e diz que um bom líder sempre começa liderando a si mesmo. Segundo o escritor, a liderança começa como um trabalho interno, através da identificação de suas qualidades e deficiências como profissional. Maxwell afirma que, infelizmente, muitos líderes tentam começar pelo lado de fora, tentando concertar os outros ao invés de focar-se em consertar a si mesmo, o que mostra uma falta de integridade do profissional. O escritor também afirma que todo aquele que quer ocupar um cargo de comando deve aprender a ouvir. “Os bons lideres ouvem, aprendem e depois lideram”, afirma. Um bom líder precisa ouvir seus comandados, pois só assim ele conseguirá descobrir os pontos fortes e fracos de seus funcionários, delegar funções condizentes com as qualidades de cada um e estabelecer metas e prazos razoáveis, criando assim um ambiente de trabalho saudável. E saúde é exatamente a palavra, pois todo líder é responsável direto pelo bem estar físico e profissional de seus subalternos. “Os chefes determinam a maneira como as pessoas passam seus dias e se elas sentem alegria ou desespero, trabalham bem ou mal, são doentes

ou saudáveis”, afirma o acadêmico americano Robert Sutton, professor de administração da universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Um bom líder tem apoio incondicional de seus subordinados, tem a confiança daqueles aos quais lidera, situação que só pode ser alcançada de duas maneiras: pela demonstração de profissionalismo e pela total transparência dele para com seus comandados sobre os objetivos a serem alcançados. “Liderança é objetivo claro, follow up e acompanhamento. Quando eu lidero, a primeira coisa que eu faço é deixar claro aos meus comandados quais são os meus objetivos e o que eu imagino que eles devam fazer”, afirmou uma vez Roberto Justus ao exemplificar como deve ser a postura de um líder. O livro “O Monge e o Executivo”, uma das obras mais conhecidas sobre liderança, afirma que liderar é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Assim, o bom líder sabe que simplesmente mandar não dará resultado e que é necessário dar oportunidade para que o profissional possa fazer seu trabalho, afinal, não existe vitória na individualidade e somente através do trabalho em equipe é que resultados significativos podem ser obtidos. www.outdoorregional.com.br | 57


direito

O Tribunal do Júri, que tem o escopo de julgar crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, é capaz de proporcionar um julgamento adequado?

Bruno Fernandes b-fernandes@outdoorregional.com.br

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Tribunal do Júri talvez seja a maior representação da vontade popular em assuntos pertinentes a questões legais, algo como o velho ditado “Vox Populi, Vox Dei” (a voz do povo é a voz de Deus). Em que pese à velha máxima de que todo poder emana do povo, a elaboração das leis é feita através dos representantes deste; e a decisão do júri, pelos próprios indivíduos, deixando o futuro do réu, “literalmente” nas mãos dos jurados. Se considerarmos de forma absoluta, em regra os jurados são pessoas do povo, sem nenhum conhecimento técnico para decidir questões tão importantes, contudo, a participação destes torna o júri fascinante em todos os seus aspectos. Todos os requisitos e formalidades exigidos para a realização dessas seções não permitem colocar em discussão sua eficácia e até mesmo sua pertinência, fazendo do Júri popular um instrumento de grande utilidade na realização da Justiça. Dedicando certa atenção, nem sempre a vontade do povo deve ser aplicada de forma tão impositiva, pois sempre existirão

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possibilidades de exceções, devendo assim, questões, por mais simples que inicialmente possam parecer, serem cuidadosamente analisadas, de forma profunda, não podendo deixar-se levar por clamor ou comoção popular. Muitas vezes nos pegamos revoltados e indignados com notícias de crimes que trazem alvoroço geral, e muitas dessas vezes até sentindo as dores e o sofrimento dos envolvidos, gerando uma imensa vontade de fazer justiça, ou até mesmo, apenas punir o culpado. Se puxarmos por nossa memória, nem precisando nos esforçar muito, certamente nos lembraremos de casos de grande repercussão, que nos fizeram dedicar mais atenção ao desenrolar das investigações, acompanhando até o deslinde final. Casos como de filha que assassina os pais, pai e madrasta que matam a filha, jogador que mata amante, enfim, inúmeros casos poderiam ser citados e, após tudo isso, nos deparamos com seus julgamentos, e muitos pensarão, “é chegada hora de se fazer justiça”. Após todos os devidos procedimentos, decisão dos jurados pela condenação ou absolvição, será decidido pelo Juiz os demais de-

talhes, tais como tempo de pena, regime de cumprimento e afins. Então, se tem feita a Justiça! Será? Temos no Tribunal do Júri, uma tradição, uma plena demonstração da democracia, mas na prática, nem sempre conseguimos combater ou dirimir o sentimento de impunidade, pois a certeza do dever cumprido escorre pelos dedos, quando nos deparamos com um sistema jurisdicional falho. De que nos serve um Júri tão complexo para um resultado ínfimo? Por reiteradas situações desse tipo que temos tantas críticas a justiça nacional, vez que mesmo após “severas punições”, mesmo que limitadas a penas máximas de 30 anos de cumprimento, vemos criminosos, que outrora revoltaram a sociedade, retornando ao convívio social em poucos anos, por “benefícios” diversos, colocando sempre em comento a efetividade de nossa justiça penal. Assim temos, mesmo após efetivamente aplicada a Justiça pelo Tribunal do Júri, ainda a dúvida de que se foi feita justiça. Um pouco contraditório mas, infelizmente, um fato.


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política

AC Rezende ac-rezende@outdoorregional.com.br

O A história que os Norte Americanos fazem questão de não lembrar revela que o terrorista saudita já foi aliado fundamental do governo de Washington

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anúncio do assassinato de Osama Bin Laden, ocorrido na madrugada do domingo, 1º de maio, levou o povo estadunidense a uma euforia que beirou a completa ausência de crítica. Às gargalhadas e dançando num movimento quase irracional, os norte americanos finalmente tiveram a notícia da morte do inimigo número 1 da América. Os americanos dançaram sobre o cadáver de um filho da América, quando comemoraram a morte de Bin Laden. Vejamos o motivo. Durante a Guerra Fria, o mundo dividiu-se em duas bandeiras,


a do comunismo soviético, e a da liberdade, capitaneada pelos EUA. O Afeganistão foi palco em 1979, de um golpe militar que levou ao poder grupos ligados à União Soviética. O então presidente dos EUA, Jimmy Carter, buscou reinstalar em Cabul, capital afegã, um governo simpático aos americanos e anti-soviéticos. Ao invés de apoiar seculares grupos nacionalistas opositores de Moscou, a América preferiu apoiar as organizações afegãs mais fundamentalistas, reunidas, desde 1983, na Aliança Islâmica do Mujahedin Afegão (IAAM, em inglês). Mais de US$ 20 bilhões de dólares jorraram dos cofres dos EUA, somados a igual quantia “doada” por príncipes sauditas; bilhões devidamente direcionados para recrutar e formar guerrilheiros, fanatizados e armá-los até a alma. Os ideólogos americanos faziam sua parte, valorizando ao máximo, aos cooptados, a Jihad (guerra santa) contra o governo ateu de Moscou.

Esse movimento levou o milionário Bin Laden, saudita, a aproximar-se do Afeganistão e, por consequência, dos dirigentes do IAAM, que posteriormente alcançaram o poder, com

apoio da Casa Branca, constituindo-se o governo “Talibã”. Bin Laden estava fascinado pela jihad patrocinada pelos EUA, dando e recebendo apoio. Com o colapso do governo pró-soviéticos e da própria URSS, os então “rebeldes” voltaram para seus países de origem. Bin Laden voltou para a Arábia Saudita, então submissa aos EUA. Somado a isso, os Americanos descumpriram a promessa de retirar

as tropas daquele país, após a guerra do Golfo. A Arábia Saudita é o país onde estão as cidades sagradas de Meca e Medina, bem como estavam as bases militares e os milhares de soldados mobilizados contra Saddam Hussein. Bin Laden e seus liderados lembraram que isso contrariava a Sharia, lei islâmica. Após diversos desentendimentos, Bin Laden foi expulso de seu país (1994), afirmando que “expulsar o ocupante americano é o mais importante dever dos muçulmanos, depois do dever da crença em Deus”. Uma frente de fundamentalistas formada por Bin Laden, dois anos depois, divulgava que “a determinação de matar os americanos e seus aliados — civis e militares — é um dever individual para todo muçulmano que possa fazê-lo em qualquer país”. Cooptado, ensinado, treinado e traído pelos EUA. Assim sentia-se Bin Laden, filho da insanidade e intolerância de Washington.

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região

Camila Marcusso c-marcusso@outdoorregional.com.br

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cuidado com o meio ambiente e o consumo sustentável têm sido abordados por toda a população, desde que o planeta tem dado sinais de que precisa ser preservado para as próximas gerações. Municípios e outros órgãos governamentais de todo o mundo estão desenvolvendo ações relacionadas ao meio ambiente e as cidades da nossa região também. Cerquilho, por exemplo, conquistou o selo de Município Verde e Azul no final de 2010, que é um projeto do Governo do Estado de São Paulo o qual direciona ações ambientais como uso consciente da água, tratamento de esgoto, diminuição de resíduos sólidos através da reciclagem, aprimoramento de áreas verdes municipais, conscientização ambiental

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nas escolas, controle da poluição e reconstituição da mata ciliar. A cidade se classificou em 53º lugar, sendo que apenas 143 municípios do total de 645 do Estado de São Paulo foram classificados. “Nossa preocupação é melhorar o meio ambiente e é isso que estamos fazendo”, disse o prefeito Du Pilon. O município de Porto Feliz também está preocupado com a preservação do meio ambiente e desenvolve diversas ações relacionadas ao tema, como o programa de arborização da cidade. Desenvolvido em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) Ecoar Florestal, o programa envolve desde a coleta de sementes de espécies nativas e o cultivo de mudas no viveiro municipal, até a realização de mutirões para o plantio em áreas urbanas e a manuten-

ção das árvores. Em 2010, foram plantadas 25 mil mudas na cidade através deste programa. Um ponto a ser ressaltado é a preocupação com as novas gerações, para que elas cresçam pensando no meio ambiente e aprendam desde pequenas a importância da preservação. “Não adianta só fazer ações ambientais, é preciso desenvolver um trabalho de conscientização por meio da educação e também de campanhas voltadas para a comunidade”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Porto Feliz, João Carlos Esquerdo Júnior. A cidade possui um Centro de Educação Ambiental, onde as crianças desenvolvem atividades voltadas à preservação ambiental e levam para casa exemplos de cidadania. Boituva também realiza atividades visando à preservação do


Não adianta só fazer ações ambientais, é preciso desenvolver um trabalho de conscientização por meio da educação”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Porto Feliz, João Carlos Esquerdo Júnior meio ambiente, como plantio de mudas, coleta de óleo, limpeza das nascentes dentro do perímetro urbano e coleta seletiva. Atualmente, há 28 lixeiras de coleta seletiva espalhadas pela cidade. O município de Tatuí também desenvolve programas relacionados ao tema, como: Adote uma praça, Adote uma árvore, Oficina de Mudas Florestais Nativas, Planejamento e Gestão do Viveiro Municipal, Eventos Ambientais e Projeto Selo Verde. Na opinião da advogada Fran-

cine Amaro Andrade, as ações relacionadas ao meio ambiente na região são relevantes, mas podem ser aprimoradas. “É um início, mas ainda falta muito. Por exemplo, com relação à coleta seletiva de lixo, que ainda é pouco divulgada nas cidades da região”, explicou. Envolver as escolas e as crianças é uma sugestão da advogada para expandir a conscientização. “As escolas das cidades ou as prefeituras poderiam promover gincanas para o recolhimento de lixo

reciclável, unindo o incentivo a reciclagem ao ensinamento do cuidado com o meio ambiente para as futuras gerações”, sugeriu Francine. As ações de preservação devem partir de dentro das casas, com ações simples, como por exemplo: reciclar, separar os lixos e gastar menos energia elétrica. Colabore com o meio ambiente, para que as próximas gerações possam desfrutar de um mundo melhor e mais saudável!

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crônica

Rafael Barbosa r-barbosa@outdoorregional.com.br

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uando era um adolescente, eu trabalhava como office boy e constantemente ia a uma agência bancária para fazer depósitos (não vou dizer o nome do banco, basta dizer que é um bem patriótico). Chegando lá, eu entrava em uma fila que, depois de um bom tempo, terminava de frente a três caixas, onde um nunca estava funcionando. Pouco mais de dez anos depois eu revisitei este banco para fazer um depósito na conta de um amigo, e quase tudo estava diferente. Peguei uma senha na entrada, que mostrava exatamente quais eram as minhas necessidades, entrei no banco e vi que haviam cadeiras para que as pessoas sentassem e uma televisão (sem volume), colocada estrategicamente no alto para que todos pudessem assistir. Me dirigi a uma das poucas cadeiras vagas e sentei-me ao lado de pessoas que conversavam alegremente ou viam sua sagrada novelinha das três. Confesso que achei a situação extremamente engra-

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çada, sabe porquê? Constatei que na frente daquele grande número de cadeiras ainda se encontravam os três caixas, e um deles continuava não funcionando. O brasileiro vive em um mundo de aparências, em uma sociedade regida por empresas que preferem maquiar suas deficiências ao invés de resolver o problema. Assim, entramos em mercados com filas rápidas que demoram o dobro do tempo normal, visitamos órgãos públicos e somos atendidos por pessoas bem arrumadas, que não conseguem resolver nossos problemas ou simplesmente nos encaminham para alguém que irá tentar resolver. Isto quando não ligamos para pedir uma informação e somos atendidos por vozes melódicas, (embaladas por uma música ambiente) e que juram que nossas ligações são importantes, embora nos obriguem a aguardar uma eternidade para sermos atendidos. E nós continuamos a ser vítimas de nossos sentidos, achando que tudo está melhorando quando, na verdade, continua na mesma,

com a diferença que tudo parece mais bonito, limpo e cheiroso. Vivemos em um mundo que passou a se importar mais com a aparência do que com a qualidade e não importa se o serviço que nos é oferecido é uma grande enganação já que, pelo menos, fomos “bem tratados” enquanto atendidos. Vamos vivendo aquela eterna novelinha, onde nos encontramos em belos ambientes falsos, sempre atuando com atores de talento duvidoso, que seguem seu roteiro, ao nos dizer frases como “bom dia, o que o senhor deseja? Ah, sim, espere um minuto enquanto eu verifico nosso sistema”. Quando na verdade, deveriam dizer “me desculpe, mas esta empresa é completamente incompetente e por isto não vamos poder atendê-lo de maneira correta”. Mas não temos tempo para nos importar com isto, afinal, estamos preocupados interpretando nossos próprios personagens, o de cliente que reclama, porém omisso, ou o resignado e desanimado.


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Outdoor Regional  

- Edição 20 - Ivete Sangalo

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