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Há 49 anos a vender qualidade!

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Ourém Ontem

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Ourém Hoje

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A Cidade de...

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Jogral - Aquele Bar

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Empreendorismo - Certitabela


Ourém Magazine - 1ª edição Março 2012

A vida é demasiado rápida para andar a correr atrás dela...

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Índice De Volta...

4 Editorial

Há 49 anos a vender qualidade

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De pára-quedas em Ourém Ourém Ontem

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12 Ourém Hoje

A Ciidade

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14 N.O.D.E.

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Ourém Noite Viva

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Um Oureense perdido por... Jogral aquele bar

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Empreendorismo - Certitabela Não alimentem a ignorância

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Revoltas Futebolísticas Como tratas os teus ouvidos

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Cantinho do Nerd Vai Acontecer

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Agradecimentos

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Ficha Técnica Propriedade: Mentes Ilícitas Produções Editor: João Abel Oliveira Colaboradores: João Melo Dany de Sousa Tiago Gonçalves João Sousa Nuno Lopes “Malhoa” Todos os direitos reservados

Revisão: Zita Oliveira Ilustrador: Nuno Lopes “Malhoa” Design Gráfico: João Abel Oliveira Paginação: João Abel Oliveira Contactos: ouremmag@sapo.pt Tiragem: 100 exemplares

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Cronistas: João Deus Ferreira Guilherme Ribeiro Luis Sousa Vasco Simões Telmo Silva Fábio Rodrigues Periodicidade: Mensal https://www.facebook.com/ouremmag https://ouremmag.blogspot.pt

Ourém Magazine - 1ª edição Março 2012

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Ourém Magagazine - 1ª edição Março 2012

E eis que, momentaneamente, me vejo novamente com 14 anos. Novamente aquela casa, aquela rua, aqueles vizinhos. Tardes na rua, naquelas ruas que aprendi a conhecer de olhos fechados e de coração aberto, cada buraco na estrada, cada árvore, cada banco de jardim. Tardes que se prolongavam noite dentro, tempos em que o tempo não pesava como pesa hoje. Amigos que eram irmãos, amigas que faziam corar e ficar sem fala. A bicicleta uma mota, Kawasaki Ninja vermelho-fogo, dos 0 aos 100 em 3 segundos, dos 0 aos 200 em 4, não te metas à frente que te atropelo. O desprendimento do tempo, dos hábitos, da precaução que hoje nos impede de viver. Walkman, headphones nos ouvidos, cassete. Rebobina, carrega play. New Radicals, Oasis, The Verve. Eu, uma Kawasaki Ninja vermelho-fogo e uma tarde de Agosto pela frente. O mundo e eu. Texto:Vasco Simões

Ilustração: Nuno Lopes “Malhoa”

Tens opinião? Partilha-a connosco, escreve-nos.... ouremmag@sapo.pt 4


Editorial

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Benvindos à Ourém Magazine

ejam bem, “800 anos depois temos uma revista”, a brincar mas feita a sério, construída por jovens que apesar das dificuldades que se lhes deparam, tentam construir e contribuir socialmente para o nosso pequeno, mas confortável ninho, Ourém. Este novo projecto oureense surge com o intuito de ser visto como uma espécie de serviço público, em prol do nosso comércio local, dos nossos tascos, das nossas pessoas, dos nossos artistas e da nossa história, entre outras curiosidades e informações Oureenses. Já fazia falta um meio de mostrar Ourém aos oureenses, sem interesses “clubísticos”, sem puxar rabos a sardinhas, simplesmente uma montra do que se passa na nossa mal amada cidade, digo mal amada, porque sempre denotei a relação amor/ódio que os oureenses nutrem por ela. Talvez não pela cidade em si, mas por quem a tem maltratado, politiquices à parte, Ourém é um concelho bom e tem pernas para andar, mas falta sangue fresco, novos horizontes e novas formas de pensar. Ourém anseia por novas iniciativas, criadas por jovens para jovens, afinal de contas somos o futuro desta cidade e cada vez mais o importante “não é o que a tua cidade faz por ti, mas sim o que tu fazes pela tua cidade”. Crescemos e vivemos cá, no nosso sangue está a embutido o ADN oureense, devemos-lhe mais a ela do que ela a nós, logo ganhem orgulho de dizer bem alto com o nosso sotaque meio a cantar “sou oureense de gema e sim é a melhor cidade do Mundo”.

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João Abel Oliveira

Ourém Magazine - 1ª edição Março 2012

Apaixonem-se por Ourém, ela merece!


Texto: João Abel Oliveira Fotografia: Tiago Gonçalves (Fotos tiradas em 2007 mas a essência continua a mesma)

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Ourém Mag - 1ª edição Março 2012

Há 49 anos a vender qualidade!


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Uma mercearia esquecida pelo tempo

ou início a esta viagem, pelo nosso maravilhoso comércio local, com um pequeno passeio pela antiga rua principal de Ourém, a Rua Teófilo de Braga (a rua do hospital antigo), uma das entradas para “baixa” oureense, e enquanto rumava com passo lento e tranquilo para observar alguns edifícios, uns em ruínas, outros ainda de portas abertas ao público, subitamente olho para o interior da porta 93, e vislumbro um marco mítico do comércio local oureense, de portas abertas ao público desde o dia 1 de Abril de 1963. Acertaram, é a Mercearia, do senhor Manuel Cartuxo, que anteriormente albergava um banco, de seu nome “Raposo & Magalhães”, e que foi “sacada por trespasse”, tornando-se na loja que conhecemos hoje: - “Eu fui o único comerciante em Portugal que tomou um banco de Trespasse.” Entro, tropeço e caio num buraco negro que distorce o contínuo espaço-temporal e me arremessa umas décadas atrás no tempo. Trata-se de um estabelecimento de tamanho médio, em que, de frente para a porta de entrada se encontra um longo balcão de pedra, com aquelas maravilhosas montras de vidro embutidas, mesmo à antiga, servindo de expositor a alguns dos produtos para venda. Observando melhor, dou conta que em cima do balcão não há máquinas registadoras, não há computadores nem telemóveis, há sim uma balança, umas listas telefónicas do tempo da velha senhora e, uma daquelas calculadoras de rolo (possivelmente, o objecto mais tecnológico que se encontra no balcão), para auxiliar a contabilidade, que o próprio faz – “eu nunca usei telemóvel, mas faço a minha contabilidade toda à mão e certinha”, porque aqui tudo é feito à mão, bastam uma caneta e um livro de recibos (é o que chega) para a venda de produtos.

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Continuando a observar minuciosamente a mercearia, olho em redor e nas paredes encaixamse as estantes e prateleiras antigas, feitas em madeira, que abrigam os mais diversos produtos, cuidadosamente dispostos, é uma mercearia à antiga, que apesar de já ter visto melhores dias, porque - “Ourém morreu, Ourém era Ourém quando à quinta-feira, dia de mercado, se viam pessoas que traziam coelhos, galinhas, ovos, maçãs, vinhos para vender e compravam uma saia para a filha, umas calças para o marido, um vestido para elas, o dinheiro nunca ia para casa, é a isso que chamo mercado, compra e venda...”, este estabelecimento ainda vive e possui aquele charme do que é antigo e bonito, feito a preceito, não como aqueles - “caixotes que constroem, chamados de centros comerciais”, agora “toda a gente abre centros comerciais e depois vêm-se

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Um Sr. de primeira qualidade

com as misérias, a Rua Augusta, a Rua da Prata, a Rua do Ouro estão desertas... Então fizeram um barracão e meteram lá dentro um supermercado e deixou de haver negócio e movimento naquelas ruas lindas, onde se viam pessoas a passear...”. Para este comerciante, isto dá azo à venda de produtos de baixa qualidade, sempre a baixo preço, afinal de contas “ainda não se viu uma propaganda no supermercado a dizer que era de qualidade, só diz que é barato...”

Mas os tempos passados ficaram lá atrás, voltamos ao presente, onde o Senhor Manuel Cartuxo continua com uma lucidez e percepção do seu meio envolvente que mete inveja a qualquer jovem. Homem de opiniões próprias sejam elas económicas, – “Sabe o que lhe digo, os gestores e economistas estão todos ricos e as casas tão falidas”, financeiras, – “o que costumo dizer dos banqueiros: são aqueles que emprestam o chapéu-de-chuva quando faz sol e o pedem quando caem os primeiros pingos”, passando pela história de antigas civilizações, “os Maias no 17º calendário previam uma mudança de ciclo em 2012, nós já estamos a ver o ciclo a mudar, o clima, este calor no início do ano, isto não era nada assim.” Apesar de ter as suas convicções vincadas, é uma pessoa tolerante, - “Mas ouça, eu não quero que os outros se mudem, tanto me dá que eles sejam comunistas, socialistas, conservadores, monárquicos, maçons, para mim é igual, ou é boa pessoa ou má pessoa” Para finalizar deixo um repto do Sr. Manuel Cartuxo – “Uma coisa que costumo dizer aos rapazes novos, são vocês que têm que governar isto, não são os velhos, vocês é que têm que tomar conta disto, bem ou mal é com vocês. Têm que ser os novos a pensar e a fazer alguma coisa” “E lembrem-se, que o Manuel Cartuxo ainda sabe alguma coisa!” 9

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Atrás do balcão está um Senhor de primeira água, Manuel Cartucho de seu nome, 89 anos, 77 dos quais, atrás de um balcão e 49 anos atrás da porta 93, da Rua Teófilo Braga. Homem de um tempo no qual, - “as pessoas eram diferentes do que são hoje, eram todas amigas...”, onde os políticos como o, - “Dr. António José de Almeida, Presidente da República entre 1919 e 1923, o melhor orador até hoje em Portugal... Gastou tudo quanto tinha na política e ficou pobre... Eles custeavam as despesas que tinham com as suas fortunas... Iam para a política com o sentido de trabalhar em prol do povo...”, enquanto os de hoje, - “entram pobres e saem ricos à nossa custa”, onde o português era falado em português porque, - “cada vez vejo falar mais mal o português! E porquê? O português é aquele que o povo fala, não aquele que se ensina”.


De Pára-quedas em Ourém Como o nome indica, esta rubrica da nossa revista é dedicada a personalidades que vão “caindo de pára-quedas” na nossa Cidade. Este mês damos a conhecer um desportista, educador e bom vivant, Gonçalo Coelho, vindo de Moleanos-Alcobaça para Ourém com a enorme função de treinar e educar dois escalões (Iniciados e Juvenis) de hóquei em patins na Juventude Ouriense. Ourém Magazine – O Pára-quedas funcionou bem quando caíste em Ourém? Sem duvida, o “pára-quedas” funcionou na perfeição ao “aterrar” em Ourém, pois, não considero ter caído aqui do nada, mas sim com provas dadas anteriormente, por onde tenho passado, bem como, cair aqui deve-se essencialmente a um projecto aliciante da Juventude Ouriense, onde encontrei pessoas com vontade de tornar melhor a Juventude Ouriense, com bases sustentadas, tendo por base regras de educação, respeito e regras desportivas para todos os jovens que queiram praticar Hóquei em Patins na Juventude. OM – há quanto tempo estás por cá? Estou cá desde Setembro, e posso afirmar, estou muito bem, espero ficar por muitos e bons anos ajudando a JO a atingir resultados e a formar os nossos jovens de amanhã. OM – Até agora, que tens achado da cidade? Até ao momento tenho achado a cidade de Ourém com enorme potencial, refiro-me essencialmente à minha vertente, o Desporto, contudo, acho-a muito parada e com pouco dinamismo desportivo, refiro-me essencialmente ao que conheço, só os federados podem praticar desporto regularmente, o exemplo é o parque linear (junto ao arte café) muito mal aproveitado. O verão está a chegar….

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OM – E das pessoas? Até ao momento sinto-me em casa. OM – Como tem sido a adaptação? Fácil, diria mesmo muito fácil, devendo isto a todas as pessoas com quem trabalho, essencialmente treinadores, jogadores e dirigentes da Juventude Ouriense que tudo fazem, para eu me sentir bem nesta nova etapa da minha vida. OM – Tens conhecido a cidade? Já conhecia a cidade, pois já tinha sido atleta da Juventude Oureense, contudo desde há onze anos atrás para agora, penso que evoluiu para melhor, mais comércio, mais espaços verdes, todavia pouco dinamizados, mas com vontade de trabalho algo se poderá mudar nesta bonita cidade. OM – Quais os pontos fortes da cidade. Sinceramente penso que tem poucos, mas os que tem podem tornar-se cada vez melhor, refirome à Juventude Ouriense, Atlético Ouriense e Castelo. 10


OM – E os fracos? Penso que como fraco existe um, muito fraco, o pouco policiamento em zonas obscuras da cidade, trazendo com isto muita coisa menos boa, diria mesmo, má, para os nossos jovens, tornando as substâncias ilícitas fáceis de consumo. Este podem ter acesso facilmente aos malefícios da nossa sociedade. Considero também um ponto fraco, a cidade em si é um pouco cara, e com muito pouco emprego a oferecer. OM – Achas que Ourém tem possibilidades de crescimento? Muito potencial, com já referi anteriormente, e uma vez mais, puxando a brasa à minha sardinha, penso que Ourém poderia apostar no desporto como forma de crescimento e de fixar os nossos jovens na cidade, pois são eles, o futuro da cidade e da nossa sociedade. OM – Sentes que o trabalho que realizas, se mantiver durante anos, ficas por cá? A vida de treinador nunca é fácil, este ano estou aqui e digo sinceramente, estou muito bem, espero ficar por muitos anos, mas não depende apenas de mim, só quero acordar todos os dias como até hoje, com o sentimento de dever cumprido, tentando trabalhar sempre mais e melhor dia após dia e não ficar apenas pelo senso comum.

OM – Estás contente por teres aterrado aqui? “Aterrado” aqui com o projecto que me fora apresentado, sem dúvida estou feliz, e uma vez mais me repito, espero tornarme um ouriense de corpo e alma. Deixo uma palavra a todos os Ourienses, apostem na vossa cidade, esta ajudada por todos pode dar alegrias a todos, essencialmente, aos nossos jovens, para quem eu trabalho e eu admiro. A esses, acreditem nas pessoas e nos familiares, aproveitem o desporto e a escola para se tornarem mais fortes e melhores. Ourém pode ser melhor!

Bio Nome: Gonçalo Carreira Coelho Naturalidade: Alcobaça Aniversário: 13/02/1982 Profissão: Treinador

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OM – O que acrescentarias ou mudavas em Ourém? Uma vez mais, promovendo a minha vertente desportivo, tentava aproximar as pessoas dos clubes e tentaria dinamizar as pessoas em torno da cidade, quer no desporto mas também na cultura, algo que não é fácil, mas lá diz o velho ditado, tentar não custa, e porque não tentar?


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Ourém Ontem

retende-se com este texto dar, de forma breve, um vislumbre daquilo que foi Ourém no passado, indo das suas raízes à actualidade. É importante a passagem, mesmo ao de leve, pelo passado da ‘Vila’ que deu origem à cidade actual, para entender aquilo que a faz hoje, capital de um dos concelhos mais vastos em população do distrito de Santarém. O Castelo que é o grande marco do concelho, está hoje desvalorizado pelas gentes de Ourém. O quotidiano e o hábito de viver próximo dele, transforma-o numa obra-prima e motivo de grande curiosidade histórica apenas para os turistas e para os poucos que mantêm, por iniciativa própria, interesse pela história. Ourém é um lugar com mais de oito séculos de história, tendo sido conquistado aos mouros, no ano de 1136, por D. Afonso Henriques. Aqui foi erigido, entre os séculos XII e XIII, um castelo constituído por três torres, situado a sul da cidade de Ourém. Só mais tarde foi construído o Paço do Conde, sendo este considerado, uma das mais inovadoras obras da arquitectura militar do século XV Português. Dentro das muralhas cresceu a ‘Vila’, onde viveram milhares de pessoas durante séculos, confinados a um espaço de difícil acesso e de capacidade reduzida que impossibilitava o desenvolvimento. Essas dificuldades, acrescidas da franca necessidade de zona de cultivo para subsistência, a perda de influência da Colegiada e a saída do hospital da Vila, aportaram razões válidas que foram convencendo a população a optar fixar-se na próxima ‘Aldeia da Cruz’. O topónimo da ‘Aldeia da Cruz’ remonta ao século XIV e situa-se onde é hoje o Regato, no sopé do Castelo de Ourém. Esta era uma excelente localização e com bons terrenos agrícolas. Aqui foi criado em 1734, um mercado semanal e desde o terramoto de 1755 começou a ser o sítio escolhido por aqueles que iam abandonando a Vila e procuravam um sítio seguro. Foi o êxito e a notória expansão deste lugar que deu origem a Vila Nova de Ourém e mais tarde, em 1991, à cidade de Ourém. Ourém Magagazine - 1ª edição Março 2012

Guilherme Ribeiro

Tel./Fax: 249 545 623 Rua da Fonte, nº 5 Cabiçalva - 2490-271 Ourém e-mail: geral@pamerliso.com Site: www.pamerliso.com

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Ourém Hoje

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nossa cidade, desde há largos tempos a esta parte, tem sofrido poucas oscilações no que toca ao crescimento, comparativamente, com outras cidades também sedes de municípios do nosso distrito. Cabe elucidar os leitores, que o paralelismo supra, referese somente ao crescimento das actividades desenvolvidas dentro no concelho oureense, bem como ao desenvolvimento espacial da cidade. Da primeira premissa apresentada saltam à vista algumas excepções que são imperativo apresentar. Dentro deste rico concelho, encontramos freguesias bastantes importantes no desenvolvimento da nossa área administrativa, onde se exalta a particularidade de Fátima. Não nos alarguemos nesta consideração, pois todos compreendemos o peso da religião, que é uma “arma” saudável e preponderante na economia da região. O nosso concelho muito agradece a este nicho, pois move milhares de pessoas, que durante o ano têm o privilégio de conhecer um pouco da cultura ribatejana. Outra ressalva que importa fazer é, relativamente, às restantes freguesias esplanadas no mapa do concelho de Ourém. Não é por capricho que o dizemos, mas sim com base na análise conjuntural dos dias de hoje. A explicação para o facto de sermos um dos concelhos mais numerosos do distrito escalabitano, deve-se não só às potências de Ourém e Fátima. Somos um concelho cheio de oportunidades e desafios, que são uma dádiva apresentada pelas restantes freguesias não mencionadas. Em cada uma delas, existe uma potencialidade a desenvolver e que são sobejamente aproveitadas pelos nossos habitantes. Mas, com todos estes elogios coloca-se a questão fulcral oriunda da última premissa: então porque é que a nossa cidade estabilizou e não acompanhou a explosão de outras cidades vizinhas como Tomar, Torres Novas, Entroncamento ou até Leiria? A resposta afigura-se no plano meramente teórico e sem consequente crítica depreciativa. Mas chegou a hora de detalharmos a resposta à nossa questão. Num primeiro ponto, afigura-se a importância das acessibilidades. Em confronto com as cidades acima referidas, Ourém teve um notório atraso, porque ficou um tanto ou quanto isolada das principais áreas de desenvolvimento regional. Na região centro, num sentido amplo, foi-se construindo uma teia de redes rodoviárias de modo a facilitar o acesso e o desenvolvimento das cidades aqui existentes. Parece que a aranha se esqueceu da região de Ourém, pois o pequeno buraco na teia leva-nos a uma deslocação mínima de 25 minutos até à cidade mais próxima. Ainda assim, um valente bem haja ao nosso IC9! Outro destaque, e este também com enorme importância, no nosso entender, afigura-se a

concelho de Ourém tem uma enorme potencialidade que muitos ainda não descobriram ou fingem desconhecer. Referimo-nos aos nossos jovens, pois claro! Muitos deles foram ousados e partiram na busca da sua formação, tão desejada e com perspectivas de um sucesso risonho nas suas áreas profissionais. Na óptica de muitos, Ourém podia ser uma cidade com alternativas relativamente à formação dos jovens. É difícil e descabido competir com grandes metrópoles universitárias, no entanto, podíamos ser pioneiros numa formação específica, contribuindo para a vinda de outros jovens “Da ocidental praia lusitana”. Um passo importante foi dado por algumas das nossas cidades vizinhas, que abraçaram as oportunidades dos institutos politécnicos. Devemos acompanhar esta tendência! Luís Sousa

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valência no âmbito da formação profissional. O


A Cidade de... Parte 1

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urém só o é, porque um dia alguém na sua inquietude decidiu descer encosta abaixo, e fixou-se na antiga aldeia da Cruz, em tempos, Vila Nova (de Ourém), hoje Ourém. Uma inquietude semelhante leva-me a propor, não escrever sobre o património, em que o objecto de estudo não é por si só uma constatação de factos e de dados históricos, mas sim, fonte de uma análise crítica de movimentos e motivações do povo Oureense, da cidade feita e refeita. O que são na verdade as aldeias, as vilas ou as cidades? Muito mais que um simples conjunto de casas, fábricas e escolas, ruas, largos, praças e suas igrejas, as cidades possuem vida como um “reflexo das necessidades e somatório das vidas dos seus habitantes”, como um corpo feito de descontinuidades procurando ligações e relações mútuas transformando-se num todo. “Um aglomerado funciona como a expressão dum habitat humano criado.” A diversidade programática de uma cidade revela a constituição social, bem como as vivências de quem a habita. Aglomerado como organismo vivo, que não vive dissociado de um tempo, ao qual não é imune. O tempo tem a capacidade de consolidar e transformar revelando-se, em paralelo com o Homem, como elemento de maior preponderância deste sistema vivo que é a cidade. “A evolução dum aglomerado é um fenómeno quase biológico – na sua estrutura reflecte a razão de ser, vida, declínio, e ainda os factores que condicionam essa sequência, como a juventude, a doença ou a velhice marcam um corpo.” A variação das condições militares, geográficas, religiosas, administrativas ou económicas são suficientes para modificar a orgânica dum centro de população.

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“Vila de Ourém, afastada da sua função de defesa, desdobrouse e veio procurar vitalidade no vale, de terrenos mais favoráveis e junto das vias de comunicação.”1 “Porque gostamos de cidades? O que gostamos nas cidades? Porque é que as cidades nos atraem? E, por outro lado, o que nos desgosta nelas? O que nos desagrada no modo como continuam a crescer e a evoluir? O que poderemos fazer para continuar a gostar das cidades? De viver nas cidades?”2 Cidade como território colectivo, conformado para a possibilidade de vida comum, apresenta-se como uma enorme estrutura construída pelo homem e para o homem. São o tempo e a história que definem e marcam as próprias histórias de um povo ou de uma única pessoa, e são estas histórias do passado que em conjunto sugerem cidade “como um somatório de diferentes cronologias e origens”. Tudo o que for feito para prolongar este equilíbrio (equilíbrio em que simultaneamente nos respeitamos e às nossas diferenças – é esse o sentido da palavra urbanidade), encontrando espaços de liberdade para tentarmos ser quem verdadeiramente gostaríamos de ser, tudo o que puder amplificar este quadro de oportunidades múltiplas, será bem vindo. Por outro lado, todos os mecanismos que gerem exclusão, que nos faça, a uns, mais cidadãos 14


1-Associação dos arquitectos portugueses, “Arquitectura Popular em Portugal”, 1980, p.357. 2-Manuel Graça Dias, “Manual das cidades”, p.12 e 13.

João Deus Ferreira

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que a outros, todas as tentativas de roubar à cidade a polivalência que a define e caracteriza, colocando-a, ou partes dela, ao serviço de uma única classe, idade, raça, sexualidade, profissão, religião ou cultura, não têm cabimento neste projecto – o projecto da vida colectiva, se nele quisermos continuar a acreditar. Talvez porque as cidades se pareçam com os seus habitantes... O modo como percebemos a cidade, é fruto de relações estabelecidas com cidadãos do mesmo lugar ou sítio, partindo do princípio que a cidade é feita por quem participa nela. O café, a praça ou o mercado são o denominador comum destas relações. Ourém, num passado recente e devido à sua situação geográfica, tornou-se num ponto de paragem entre as cidades a este e a oeste, em que o tempo se encarregou de pôr fim a um ciclo como tantos outros anteriores. Desde a sua origem, posso afirmar que a urbe em discussão que sempre foi rica na vida em comunidade, hoje é uma cidade que procura as motivações para um novo ciclo, em que o binómio colectivo/individual mostra-se preponderante. Em pleno século XXI não imperam cartas militares. Devido às novas formas de comunicação facilmente o individual constrói, a par de outros, uma forma de olhar e representar a cidade. É este conjunto de memórias individuais que sugere uma nova visão desta cidade, sempre dependente de quem a vive.


NODE

Núcleo de Organização de Desportos Electrónicos

Os Nerds não morrem, reagrupam-se na NODE NODE (Núcleo de Organização de Desportos Electrónicos), é uma associação cultural e desportiva sem fins lucrativos que pretende actuar na organização de eventos e promoção do desporto electrónico. Foi constituída por escritura pública à data de 23 de Setembro 2011 pelos seus sócios fundadores, um grupo interessado em desenvolver e apresentar projectos de qualidade e interesse cultural dentro do conceito de desporto electrónico (eSport) que se demonstra cada vez mais emergente no panorama internacional. O eSport desenvolve-se na forma amadora, semi-profissional e profissional e já conta com várias ligas e torneios internacionais e nacionais que começam a ganhar cada vez maior importância. O eSport realiza-se maioritariamente através de internet ou em LAN (LAN Party) e é actualmente uma competitividade desportiva de relevo, dado ao crescente número de cibernautas e organizações interessadas em promover a sua existência e também aos eventos e campeonatos mundiais que se realizam dentro dos mais diversos jogos. Os objectivos da NODE Recrutar e formar pessoas interessadas em estudar e aprofundar os seus conhecimentos da organização e promoção de desportos electrónicos nas suas mais diversas vertentes; Esclarecer e servir de órgão de Informação e consulta; Apoiar organizações informais, nomeadamente equipas, grupos, organizadores e comunidades a constituírem-se de forma formal; Celebrar Protocolos com Empresas, Instituições (nacionais ou estrangeiras), Fundações, Associações e outras organizações similares.

Outras Informações A Associação NODE está sediada na Cidade de Ourém, Concelho de Ourém, distrito de Santarém. Telf: +351 91 153 69 42

Site: www.node.pt

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e-mail: info@node.pt


Ourém Noite Viva

Onde, Quando, Porque e Quem Slope 17 de Fevereiro Qualquer que seja o motivo, as festas são sempre agradáveis… Aproveitando a ocasião do meu aniversário, 13 de Fevereiro, propus-me a construir esta festa. Dinamizar a noite de Ourém, foi também um dos motivos. No final, tudo correu como esperado, o público agradeceu e as entradas foram muitas. Promover estas festas, em Ourém, é uma mais-valia, pois existem muitos jovens que querem aproveitar uma boa noite, com boa música, perto de casa.

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Visto que um dos objectivos era dinamizar Ourém, optei por nomes de Dj’s que começaram a ‘meter’ as suas primeiras músicas em Ourém. Nomes como Peter Wagner, Capton, John Francys, TheGuess (eu) e Rafa-L foram djs’s da festa. Para além disso, a noite começou com uma banda de covers – So Djo, também de Ourém

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João Sousa Fotografia: Miguel Pessanha


Um Oureense Perdido por... ...Londres Nesta secção iremos ter mensalmente, uma entrevista a um oureense que saiu de ourém em busca de novos mundos, afinal de contas estamos por todo o lado. OM – Há quanto tempo andas perdido? Perdi-me a 250km da Cidade Pequena em 1998 para a vida académica, tendo tido depois um regresso extemporâneo de seis meses em 2007 de onde depois parti definitivamente para além-fronteiras, em Janeiro de 2008. Portanto tudo contabilizado, quatorze anos se a universidade contar para os números. Quatro, se não contar. OM – O que te levou a ires? Acima de tudo queria enfatizar que a ida na altura não se deveu a necessidade (os tempos ainda eram um pouco diferentes, é certo), mas antes à busca de algo novo e estimulante. Só que, apesar de gostar muito de Ourém e de regressar sempre que posso com grande vontade, os seis meses que por lá passei em 2007, já estando na altura activo no mercado de trabalho, levaram-me a concluir que para bem da minha relação com a cidade, seria preferível manter antes uma relação de amor à distância do que propriamente in-your-face.

Ourém Magagazine - 1ª edição Março 2012

OM – Que fazes tu ai? Costumo dizer que nos quatro anos que agora levo fora de Portugal, passei de emigrante por opção a exilado por obrigação. A minha ideia original foi de apenas estar por fora três ou quatro anos e regressar a Portugal, porventura com outras perspectivas. Mas essa ideia há muito que desvaneceu e não prevejo um regresso tão cedo, embora os planos a longo prazo saiam sempre furados. Por cá, de dia pratico a profissão de Engenheiro do Ambiente, na Veolia. De noite, de forma totalmente amadora e entre outras coisas, tento fazer de blogger & animador de rádio, intercalado com outros projectos (uns que se concretizam e outros que nem tanto). Mas parado é que não. OM – Vale a pena? Seguramente que sim. Apesar de nunca ser fácil deixar para trás as pessoas e os lugares que nos são mais próximos, acabamos por vir descobrir outras pessoas e outros lugares que um dia terão, também eles, o mesmo lugar especial cá dentro. Para além de todas as (boas) razões óbvias que existem ao viver-se noutro país, acaba-se por também valorizar mais aquilo que se deixa para trás e creio que a frase feita de que ‘os emigrantes amam, de certa forma, mais o seu país do que os que lá vivem’ acaba também por ser verdade. Portanto, quer pelas oportunidades que existem por cá, quer pelo estreitamento da relação com o que deixamos para trás (pelo menos no meu caso), certamente que vale a pena. OM – Como é isso no estrangeiro? Isto no estrangeiro é bem diferente do que em Portugal. O céu cinzento versus o céu solarengo, será a diferença mais óbvia. Mas existem muitíssimas mais diferenças, para o bem e para mal, que não gostaria de aqui enumerar. Se há uma coisa que aprendi ao longo destes anos é de que as pessoas daí não aceitam muito bem as comparações que as pessoas daqui fazem. E como tal, passei a limitar-me a debater essas questões com os restantes 20


amigos Portugueses deste lado da barricada. Mas se relembrar que um (agora ex) Ministro do Governo Britânico actual se demitiu há cerca de um mês por suspeitas (e aqui gostaria de enfatizar a palavra ‘suspeitas’) de ter pedido à sua esposa de então para se declarar como sendo condutora do seu automóvel apanhado em excesso de velocidade na autoestrada, creio que digo tudo (ou pelo menos muita coisa). OM – Onde te informas sobre Ourém? O ponto de contacto primordial é a blogosfera Oureense, que em meados da década passada atingiu um nível que diria bastante bom, tendo em conta a população da cidade. A liderar a contenda, claro, O Castelo (http://o.castelo.vai.nu/) e o trabalho fantástico que se tem feito por lá ao longo dos anos, tanto a nível de artigos próprios, como no autêntico serviço público que é o seu agregador de blogs da terra, o Miradouro d’O Castelo (http://o.castelo. vai.nu/miradouro/). Actualmente a blogosfera Oureense encontra-se bastante menos activa, tendo boa parte das pessoas simplesmente cessado actividade ou fugido para outras plataformas como o Facebook, por exemplo. E apesar de não ser da minha preferência, tenho de confessar que esta se trata igualmente de uma forma bastante fácil de estar a par do que se vai passando na cidade. E por fim, nada como praticar um belo hábito do século passado que é conversando pessoalmente com as pessoas. OM – Pensas em voltar algum dia? A Ourém propriamente dita, talvez não. Mas para a região, seguramente que sim. O que significa que poderei continuar a manter a tal relação de amor à distância que referia em cima, embora encurtando essa mesma distância. Quando, é que não faço ideia, mas creio ser um regresso a apenas a longo prazo. Pelo meio poderá surgir outra cidade Portuguesa da qual tenho imensa curiosidade e que pouco conheço - Lisboa, se a maré actual um dia mudar. Até lá continuarei no exílio, onde estou bem, mas nunca deixando de regressar temporariamente à base para matar saudades e tentando também contribuir para a própria cidade (por pouco que seja) daqui ou por aí, via internet ou de outras formas que não vale a pena pormenorizar neste momento.

Bio Naturalidade: Londres Aniversário: 26/04/79 Profissão: Engenheiro do Ambiente / Gestor de Projectos - Veolia Water Solutions & Technologies (UK) Onde encontrar: http://plutaoanao.com http://malibucola.ricjo.org http://ricjo.org

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Nome: Ricardo Santos


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Ilustração: Nuno “Malhoa” Grafismo: João Oliveira


aquele bar

or muita gente apelidado de “Gabinete”, por outros apenas “Jogras”, este bar tem vindo a tornar-se ao longo da sua existência, um ponto de encontro e referência na cidade de Ourém. Um estabelecimento que vai para além de ser apenas um bar, vai desde incubadora de ideias (foi ali que esta revista foi estudada e elaborada), a local de grandes debates políticos, económicos, sociais e futebolísticos, entre tantos outros temas disparados à velocidade da luz, pelos diversos grupos que lá se encontram para beber alguma, das mais variadas marcas de cervejas que lá podemos encontrar. Alberga há mais de 20 anos, “jovens” de todas as idades, estilos, cultos e crenças, criando um ambiente familiar para quem lá pára, podendo-se dizer que talvez seja o bar mais ecléctico de Ourém, dotado de uma qualidade musical acima da média, dependendo sempre do estado de espírito de quem está atrás do balcão, ou mesmo dos seus clientes, que fazendo parte da casa podem passar os seus sons. Lembro-me da primeira vez que entrei no Jogral, acompanhado de um parceiro de longa data, logo à entrada deparamo-nos com o Capucho, ainda nós não conhecíamos essa “persona”, já ele estava a puxar de uma piada das suas – “Então vocês os dois juntos devem ter idade para aqui entrar!”, lá esboçámos um sorriso desconfiado e entrámos. Lembro das primeiras vezes, quando percorríamos aquele antigo Jogral, tínhamos sempre a sensação de sermos observados dos pés à cabeça pelos antigos “cativos”, até que chegávamos ao fundo, onde estava a mesa de snooker e podíamos repousar dos olhares. Hoje em dia, depois do incêndio que lavrou o antigo Jogral, temos um bar mais actual e acolhedor, com uma boa distribuição das mesas pelo espaço, mas quanto à mesa de snooker, essa desapareceu, dando lugar a novos desportos. Os novos “desportos” praticados no “Gabinete” passam pelos flippers e PES, onde grandes partidas são disputadas com a intensidade de uma final da Taça do Mundo. Atrás do balcão encontramos, para além do Capucho, o Martins e o Xico, e honra lhes seja feita, são um grande duo dinâmico, com escola, sabem que estar atrás de um balcão não é só servir bebidas, é entreter e cativar os clientes. 23

João Abel Oliveira

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P

Jogral


Empreendorismo Certitabela

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OM: Quando surgiram? E porquê? A CERTITABELA surgiu no último trimestre de 2009, no seguimento de uma conversa entre três colegas que pretendiam apostar em áreas mais específicas da engenharia e arquitectura. Dois projetistas e um perito qualificado de RCCTE (Regulamento do Comportamento Térmico dos Edifícios) entenderam que a sua união seria mais proveitosa para as partes envolvidas. A diferente forma de pensamento e as respectivas experiências profissionais, que tinham anteriormente, quando conjugadas, tornar-se-iam uma mais-valia, o que levou, dois, dos três colegas a iniciarem uma parceria. Com o aparecimento do Decreto-Lei Nº 78/2006 de 4 de Abril passou a ser obrigatória a Certificação Energética e a Reestruturação do projeto térmico no âmbito da Engenharia Civil. Ambos frequentámos formações com vista a trabalhar nesta nova área, tendo posteriormente surgido a ideia de criar a CERTITABELA. Como seria de esperar, surgiram inúmeras ideias de projetos que poderíamos realizar. A obrigatoriedade da certificação e a necessidade premente da poupança energética proporcionou-nos um alargar de horizontes nestes campos, principalmente porque estamos perante de uma nova área, com poucos profissionais formados. Todo o intuito da certificação e poupança energética proporcionou-nos um alargar de horizontes nestes campos. Trata-se de uma nova área, com poucos profissionais formados. OM: Para um leigo nestas áreas das engenharias, expliquem lá o que fazem aqui? Os consumos energéticos no nosso país começaram a ser excessivamente elevados, e desencadearam preocupações, nomeadamente, nas áreas da engenharia e arquitetura. Ao dimensionar-se um edifício habitacional ou comercial, tem de haver uma preocupação extrema com o seu comportamento térmico, para que esse mesmo edifício não aqueça nem arrefeça demasiado, evitando assim consumos energéticos e também para garantir uma boa climatização dos espaços. A ADENE (Agência para a Energia) tendo, como exemplo, outros países da União Europeia implementou através do Decreto-Lei Nº 78/2006 a obrigatoriedade da certificação energética, decidindo então, reformular o projeto térmico na especialidade de engenharia civil com critérios mais específicos e exigentes, com o objectivo de um estudo mais pormenorizado dos edifícios, em função da sua localização no país, exposição solar, distância à costa, altitude, etc. Cada edifício é único, sendo o seu estudo também individual. Face ao anteriormente exposto, realizamos assim projetos térmicos de forma a garantir o cumprimento dos critérios anteriormente referidos. Cada fração habitacional ou comercial de um edifício passa desta forma a ter agregado a si, um documento que explica detalhadamente o seu comportamento térmico. Sempre que um imóvel for transacionado (compra, venda ou arrendamento), é obrigatória 24


a presença do certificado energético para que o novo proprietário ou arrendatário saiba a qualidade térmica do espaço. E, quanto melhor a qualidade construtiva envolvente da fracção, menos energia irá ser consumida para aquecimento ou arrefecimento do espaço. Esta energia, por sua vez, é expressa em Kg de dióxido de carbono emitido para a atmosfera, dado que grande parte do consumo energético no país ainda provém de fontes não renováveis. É altamente penalizante uma fracção em que se verificam carências térmicas nas soluções construtivas adoptadas, através do uso de instrumentos desadequados para climatizar os espaços (radiadores a óleo, resistências elétricas) que consomem muita energia eléctrica, comparando com equipamentos mais eficientes (ar condicionado, bombas de calor). A certificação energética analisa ainda a forma como os consumidores aquecem as águas quentes, preterindo o uso de cilindros elétricos, dados os seus consumos energéticos, e dando mais benefício a fontes menos poluentes como é o caso do Gás Natural e da energia solar que através dos coletores, aquecem as águas quentes sanitárias de uma forma gratuita, pelo menos, uns 9 meses no ano. Em suma, uma boa eficiência energética passa por uma boa escolha nas soluções adoptadas na construção, no modo como se proporciona o aquecimento e arrefecimento dos espaços e ainda, o aquecimento das águas quentes sanitárias. Estes elementos conjugados em simultâneo garantem uma classificação energética de A+ a G, numa escala descendente (do melhor para o pior).

OM: Como é ser uma microempresa em Ourém? Depois de nos adaptarmos à realidade do mercado e às suas necessidades, é como estar noutra cidade qualquer, dado que todas têm os seus pontos positivos e negativos. Em termos de projecção e prospecção de mercado, temos a noção que a CERTITABELA, necessita de uma maior divulgação com a perspectiva de encontrar novos locais que necessitem das nossas ofertas e serviços. Nos nossos dias, com as ferramentas e vias de comunicação que temos ao nosso dispor, podemos facilmente expor-nos ao mercado e tornar uma empresa competitiva, com a mesma “agressividade” que uma empresa de uma cidade maior. Caso se justifique, em certas actividades, essa tem de ser uma prioridade, e, no caso da CERTITABELA, até foi ponderada a sua sede numa cidade vizinha, mas Ourém acabou por ser a cidade escolhida. OM: Estão a colher frutos do vosso trabalho? Sim, os resultados contabilísticos têm crescido de ano para ano. Contudo, isso não se resume a mais ativos na empresa, dado que, tal como acontece com outras empresas, as cobranças são cada vez mais difíceis. A conjuntura actual do país afecta tudo e todos. Achamos que o melhor fruto acaba mesmo por ser a experiência adquirida ao longo dos anos, as ligações criadas com alguns clientes e entidades. 25

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OM: Ter uma empresa vossa, é fixe? Claro que sim! Dá-nos a liberdade de poder decidir o rumo e volume de trabalho que pretendemos. Contudo, implica responsabilidades acrescidas face a carga fiscal em vigor no nosso país. Atualmente pagam-se demasiados impostos, sendo necessário uma produção extraordinária para fazer face aos gastos mensais. Esta é uma preocupação que só a entidade patronal consegue entender, e isto de fixe não tem nada (risos). O trabalho para além de ser executado em gabinete, é intrínseco à nossa vida quotidiana, sem querer estamos continuamente a tentar angariar mais clientes, conseguir cobranças mais rápidas, realizar melhores e mais rápidos projetos. Enquanto patrões, esta é uma preocupação constante e mesmo quando se sai às 19:00h, o dia, na maior parte das vezes, ainda não acabou.


OM: Como se estão a aguentar neste panorama económico? O panorama económico como não é o mais favorável obriga-nos a esforços extraordinários diariamente. A designada ginástica financeira aplica-se de todo à nossa empresa. Procuramos rentabilizar ao máximo os nossos negócios e estar constantemente à procura de novos parceiros comerciais. A CERTITABELA face ao decréscimo de volume de trabalho na certificação energética, proporcionada por uma menor transação de imóveis no país, está agora a executar uma nova vertente de projetos. A crise obriga a uma redução de custos nos imóveis e estamos a realizar neste momento projetos de execução. Tentamos rentabilizar ao máximo os custos de uma obra, oferecendo uma consultoria aos nossos requerentes não só no âmbito da poupança energética, mas em toda a execução da obra. As inúmeras soluções construtivas existentes proporcionam aos construtores uma redução de custos. Oferecemos diariamente soluções com vista a um aumento de qualidade e em simultâneo, redução de custos. Esta forma de prestação de serviços surge devido à necessidade de readaptação ao novo mercado económico e é a forma encontrada para colmatar o défice na realização de trabalhos inicialmente projetados pela CERTITABELA. Inovar tem que estar sempre presente nos objectivos de uma empresa. OM: E o futuro? Crescer ou manter? Pretendemos naturalmente manter o crescimento existente. Somos jovens, e diariamente surgem novas oportunidades. A engenharia está em constante expansão e existem ainda inúmeras soluções por explorar no campo da otimização de soluções existentes e de equipamentos. Vamos procurando adaptar-nos às necessidades do mercado e dos consumidores. Ter um gabinete de engenharia não é só fazer projetos para casas, é inovar e estar na linha da frente com novas ideias, de forma a proporcionar as melhores soluções aos nossos clientes. Começámos com projetos térmicos, expandimo-nos para a Certificação Energética, actualmente realizamos projectos de Execução. Este foi até agora o nosso crescimento, naturalmente que não vamos ficar por aqui, mas temos como lema: preferimos ser muito bons a realizar apenas uma área, do que sermos medíocres na execução de muitas.

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Entrevistados: João Coelho e Vasco Nunes

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Opina aí! ompreendo o pessoal que não segue a política nacional. Seja por falta de interesse (compreendo perfeitamente), seja por falta de motivação para seguir algo que, quase sempre, roça o asqueroso (compreendo ainda melhor). Ainda assim, penso que a política portuguesa consegue ser um bom espelho do que somos nós, Portugueses, enquanto pessoas individuais e enquanto pessoa coletiva. Para os que estiverem (minimamente) interessados em “ver” (?) um reflexo político da nossa sociedade, o recente episódio em torno da reabilitação das escolas públicas é um EXCELENTE exemplo do que no séc. XXI significa apoiar e defender uma “certa” direita politica e social, em Portugal. O anterior Governo (do Sócrates) iniciou um processo de reabilitação de algumas dezenas ou centenas de escolas públicas, um pouco por todo o País. Para isso, criou uma entidade, a que se chamou Parque Escolar. Esta entidade geria todo o processo e fazia os pagamentos aos empreiteiros que faziam a reabilitações das escolas. O actual Governo (do Passos Coelho e do Paulo Portas), quando iniciou funções, decidiu encomendar um relatório sobre o funcionamento dessa tal, Parque Escolar. Esse relatório foi elaborado pela Inspecção Geral das Finanças, uma entidade reconhecida como competente por (quase?) todos os partidos políticos. Ao mesmo tempo, o Governo decidiu suspender o início de novas obras de reabilitação de escolas públicas, por entender que o processo de criação e funcionamento da Parque Escolar não seria o “melhor”, e/ou o “mais transparente”. Na semana passada, a Inspecção Geral das Finanças, entregou o relatório sobre a empresa “Parque Escolar”. Entretanto, o tal relatório é PÚBLICO e toda a gente o pode ler. O ministro da Educação, o Prof. Doutor em Matemática, Nuno Crato, foi ao Parlamento dizer que o custo de reabilitação de cada uma das escolas intervencionadas tinha sido 447% superior ao inicialmente previsto. 447% foi o número que o Ministro da Educação usou para “resumir” o relatório, no Parlamento, para os deputados e para a comunicação social. Desta forma, o Ministro informou também os Portugueses sobre as conclusões do relatório, sobre o gasto de dinheiros públicos na reabilitação destas escolas públicas. Mas, aparentemente, o número revelado pelo Ministro da Educação não é o que está no relatório. Ou, pelo menos, o custo de reabilitação de cada escola NÃO foi, efectivamente, 447% superior ao inicialmente previsto. Daqui, há duas possíveis explicações (talvez mais do que duas?) que uma pessoa pode apontar, para justificar o erro do Ministro ao anunciar este número: ou interpretou mal os números do relatório, ou mentiu (deliberadamente) no Parlamento e aos portugueses. Como o Ministro é Prof. Doutor em Matemática, qualquer pessoa calcula que lá em números ele não erra. Talvez o Ministro tenha mesmo mentido deliberadamente, ao lançar os 447% de derrapagem do custo de reabilitação de cada escola. Bem, de qualquer maneira, e mesmo para os que não se interessam nada por Política (SIM. Isto é Política pura!), devem imaginar algo como: um Ministro da Educação parar obras de reabilitação de escolas, pedir um relatório sobre essas obras, e no final mentir no Parlamento sobre os custos reais dessas obras não é uma coisa boa. É um “sinal preocupante” dirão outros políticos! Eu digo que é um reflexo político da sociedade de homens e mulheres que temos em Portugal! Ora nem mais! É triste, mas é verdade, em Portugal há uma certa camada da população (muita gente!!!) que apoia este ataque à promoção e desenvolvimento da Escola Pública e, consequentemente, promove um ataque à Educação e à Formação dos jovens. 27

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C

Não alimentem a ignorância


Muitas pessoas têm uma visão Salazarista da Educação em Portugal, ou seja, “educar é desperdiçar”!!! Qualquer pessoa, qualquer jovem, que queira o desenvolvimento da sua terra e do seu País, mesmo não tendo qualquer interesse por política, tem que combater estas ideias, e tem que estar sensibilizado para as combater no dia-a-dia. Caso contrário, é ele próprio a vítima do sistema “atrasado” que não combate. É triste que em pleno Séc. XXI, na Europa da União Europeia, dos “Erasmus”, dos “Da Vinci”, dos projectos de investigação “transnacionais”, haja em Portugal uma maioria social e política que suporta um Governo e uma maioria parlamentar que defende (e concretiza!) a paragem da reabilitação das Escolas Públicas. E sobretudo, uma maioria e uma minoria, que nada fazem ou dizem quando um Ministro mente no parlamento e aos portugueses para continuar com esse processo. Eu imagino até, muita gente nova e velha, que reconhece nos óculos do Ministro da Educação, o tal “Prof. Dr. em Matemática, pessoa honrada, respeitável e ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA”. Pois bem, convém (aos jovens e aos velhos) esclarecer que os projectos políticos e sociais capturam as pessoas mais honradas e respeitáveis para irem em diante. O Ministro entrou no jogo. E a maioria social e política continua aí. A todos os jovens (votantes ou não!) que votaram ou que pretendem vir a votar nos partidos da “direita” política e social portuguesa, peço-vos para que pensem nestas coisas antes de fazer uma cruz num boletim de voto. Por favor, não alimentem a ignorância! (O FACTOR DE MAIOR BLOQUEIO EM PORTUGAL). Não imaginam como é triste ver e ouvir jovens, que até são dinâmicos e socialmente desenvolvidos, quase se “orgulharem” por uma certa tendência de voto à direita, que associam a valores como “empreendedorismo” e “desenvolvimento”. Como podem ver, a vossa tendência de voto está completamente desfasada da realidade, porque funciona exactamente em sentido contrário. Num país como Portugal, em que mais de 30% dos jovens abandonam a escola antes de completar o 9º ano (VERGONHA NACIONAL), um Governo não pode parar obras de reabilitação da Escola Pública. NÃO PODE! Assim não vamos lá pessoal. Assim não vamos lá. Compete a Fábio Rodrigues todos remar em sentido contrário. Isto é a luta do dia-a-dia.

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N

Revoltas Futebolísticas

o futebol existem vários factores que influenciam o sucesso, sendo que os mais importantes estão relacionados com os clubes, principalmente com as estruturas em que assentam as equipas. Vivemos numa era em que o dirigismo futebolístico se rege por uma anarquia onde os dirigentes não conseguem ver para além de uma dúzia de meses, reina a exigência de resultados imediatos e a sobrevivência financeira das instituições. O facto de já não se planear a longo prazo, é por si só um problema, ao qual se junta o facto de se pensar que sem grandes investimentos não há sucesso desportivo, algo que torna os objectivos dos dirigentes difíceis de atingir, com vários a terem de escolher entre os resultados e o saldo contabilístico. Continua-se a ignorar algo que é fundamental para o sucesso desportivo consistente… a identidade de um clube! Se um clube não consegue ter esta identidade, não vai conseguir atrair pessoas. Esta questão da identidade é semelhante ao que se passa no mundo da publicidade, se tivermos um produto que conhecemos e sabemos que nos satisfaz, não o vamos preterir em detrimento de um outro, talvez até mais barato, mas que desconhecemos a sua qualidade. Clubes como o Porto e o Barcelona já compreenderam isso há muito tempo e não é por acaso que têm vindo a conquistar vários títulos nos últimos anos. No Porto, os jogadores são caracterizados por serem determinados, fortes psicologicamente e com um estilo de jogo sóbrio e coerente enquanto no Barcelona reina a supremacia técnica com um jogo de posse onde o domínio da bola é soberano. Dois estilos diferentes, duas identidades distintas, mas com algo em comum, uma forte cultura enraizada em todos os elementos do clube. Infelizmente, na maioria dos clubes reina a cultura dos remendos que confunde e afasta os adeptos e castra o potencial de crescimento da instituição. 28

Telmo Silva


Como tratas os teus ouvidos?

Perfume Genius “Put Your Back N 2 It”

Machine Head “Unto the Locust”

Maceo Plex “Life Index”

Michael Hadreas, o rosto de Perfume Genius, já tinha mostrado do que era capaz com seu álbum de estreia Learning, lançado em 2010. Com Put Your Back N 2 It, Perfume Genius mostra-se mais seguro, consistente e com uma melhoria evidente no arranjo técnico das suas composições, sem no entanto, perder as marcas de personalidade do primeiro álbum que lhe valeram o reconhecimento da crítica: a dor, a fragilidade, os medos, tudo isso continua lá. O single de estreia “Hoods” tem tudo aquilo que podemos esperar deste álbum, uma atmosfera melancólica e uma junção perfeita entre a voz de Hadreas e as notas dominantes de piano. Comparado frequentemente a ícones como Cat Power e Sufjan Stevens, Perfume Genius consolida definitivamente a sua posição no panorama indie com este segundo álbum, tornando-se um dos nomes obrigatórios a acompanhar.

Tudo começa com a primeira música do álbum chamada “i am hell”, um hino ao trash metal, uma música de 8 minutos, mas nem se dá pelo tempo a passar. Ao longo do álbum destaca-se a “unto the locust”, “this is the end” e a faixa 7 “who we are”, que começa com uma introdução cantada pelos filhos dos elementos da banda. Apesar de não ser tão agressivo como o anterior “the blackening”, nem tão imponente, não deixa de ser um dos álbuns do ano. A edição especial do álbum traz ainda duas covers, “the sentinel” dos Judas Priest e “witch hunt” dos Rush, sendo para mim, esta última, a pior música do disco... mesmo sendo uma cover... Por último, de referir que ao contrário de muitas bandas, as músicas deste álbum, quando tocadas ao vivo não perdem em nada a sua qualidade e harmonia.

Vasco Simões

João Melo

Álbum que recomendo a todos os amantes da música eletrônica. Hoje, Maceo Plex, um dos vários pseudônimos pelos quais é conhecido, é respeitado e admirado em todo o mundo. Dono de um estilo único, o seu Techno denso e envolvente, fazem dele um outsider no panorama da música electrónica actual. Em 1993 compra os seus primeiros pratos technics 1200s. Não muito tempo depois, Eric já se tratava de um monstro do vinyl e um entusiasta do Techno, com um enorme conhecimento musical e um gosto por todas as formas de música electrónica. Nestes dois últimos anos, Maceo Plex tem vindo a aumentar cada vez mais o seu número de fans, muito devido à faixa “Can’t Leave You”, tornando-se um dos mais requisitados Djs nesta nova época. Vale a pena passar a informação de que Maceo Plex, vai estar presente no Rock in Rio 2012, no palco eletrônico. João Sousa

The Elders Scrolls “Skyrim”

A saga “The Elders Scrolls”, em 18 anos, tem vindo a mudar completamente a perspetiva dos RPG no mundo dos videojogos. Skyrim apresenta-se através de um mundo imenso e repleto de peripécias, com um ambiente que faz acreditar na possibilidade de que aquele mundo ser real. A “viagem” é iniciada com uma personagem, que pode ser personalizada e melhorada no decorrer do jogo. Sendo que existem inúmeras maneiras de condicionar a evolução do nosso “herói”, criando assim inúmeras possibilidades de poder resolver e enfrentar as dificuldades que vamos encontrando ao longo do caminho. É um caminho bastante longo, pois é possível contar com cerca de 120 horas de jogo entre as “guilds” e a main quest. Tudo isto para criar uma aventura repleta de dragões, monstros, calabouços e fortes para explorar. Uma aventura épica a não perder.

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Dany de Sousa

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O Cantinho do Nerd


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Vai Acontecer Cineteatro Municipal de Ourém

Under Party

23 de Março - “Rometa e Julieu” pela Associação 30 de Março - Festa “Wake Up” no Solar

Cultural e Recreativa da Moita Redonda - 21:30h 24 de Março - Ourém Hip Hop Challenge - 18:00h 30 de Março - “Os Supersticiosos”, pela Associação Sénior - 21:30h

Line Up: Dj Abelix ( set hip hop) Dj Rafa-L Dj Capton Dj TheGuess Dj John Francyz

Biblioteca Municipal de Ourém

Special Guest Dj CONTRABAND

Durante todo o mês de março a Biblioteca Municipal de Ourém terá em destaque peças de teatro que integram o seu acervo e obras sobre o teatro enquanto arte e objeto de estudo. De segunda a sexta-feira das 9h00 às 18h00; ao sábado das 9h30 às 13h00.

Pré-venda-3€

Porta-5€

Exposições:

“O que é o teatro?” “Os Trabalhos da Oficina Descobrir a Floresta – 2011”

Museu Municipal de Ourém 23 de Março - Filme “Marie Antoinette” de Sophia Coppola - 21:30h

24 e 30 de Março - Oficina de Dança e de consciência do movimento - 15h30 às 17h00

“A fantasia do brinquedo” - Oficina dirigida a grupos escolares, com lotação máxima de 30 participantes e mínimo de 8. Participação mediante marcação prévia. Custo por grupo 5€. O custo da oficina inclui a visita à exposição “Faz de Conta” no Museu Municipal. “Vem e constrói o teu brinquedo” - Inscrições individuais ou em grupo (máximo 15, mínimo 5). Participação mediante marcação prévia. Preço individual: 1€. O custo da oficina inclui a visita à exposição “Faz de Conta” no Museu Municipal “A Moura Oureana” - centra-se na lenda da Moura Oureana, historiada através de um teatro de sombras. Inscrições obrigatórias: Custo por grupo: 10€, deslocação da oficina às escolas – Preço por grupo 15€. Limite de participantes: máximo 25/mínimo 8. 31

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Oficinas Pedagógicas:


MalhoaToon

Ilustração: Nuno Lopes “Malhoa”


quando passarem por Espinho:

http://www.backdoor.com.pt


Uma página em branco só para si Publicite aqui o seu negócio

Para mais informações contacte ouremmag@sapo.pt


Agradecimentos A todos aqueles que com as suas ideias, crónicas, ilustrações e críticas conseguiram dar vida a esta Revista; A todos aqueles que acreditaram que era possível concretizar este projeto e nos motivaram ao longo da viagem que foi a primeira edição da Ourém Magazine; A todos aqueles que gozaram e não acreditaram que este sonho fosse possível, só nos deram mais força para provar o contrário; Aos Oureenses que formam esta magnífica Cidade, que é nossa para o bem ou para o mal; A todas as empresas que acreditaram que seria benéfico publicitar na revista fazendo com que esta fosse impressa e não apenas on-line;

Inspirada pela Backbook que criou em mim um bichinho pelas revistas http://www.backdoor.com.pt/backbook.php?m=3 35

Ourém Mag - 1ª edição Março 2012

E por fim a Ourém, a nossa Cidade. Afinal é ela que nos inspira a criar projetos destes...


Não é que os putos conseguiram mesmo! E para o mês que vem há mais...

Ourém Magazine  

Primeira edição // Março 2012

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