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Entrevista: Manuel Barata de Tovar Dois olhares sobre a prática desportiva A vida de uma médica em pandemia NEE recomenda...


O TOSTÃO

Fevereiro 2021

Entrevista: Loop Company (Manuel Barata de Tovar) P: Qual a sua formação? R: Estudei direito aqui, em Coimbra, e a minha formação foi muito a par com a minha vida profissional, visto que começámos a empresa durante o meu primeiro ano de faculdade. Consegui conciliar as duas coisas, tendo isso levado a que eu demorasse mais tempo do que o previsto para concluir o curso. Gostei muito de estudar direito, pois é uma área que eu aprecio e que tem uma aplicação prática muito grande naquilo que faço, mas, mais importante que isso, acho que ter um lastro de conhecimento académico é algo muito importante da nossa vida. P: Para quem não conhece a Loop, como descreveria a Loop? R: A Loop é uma empresa tecnológica que nós gostamos de chamar de green tech, uma vez que temos um grande compromisso com a sustentabilidade e tentamos pôr a tecnologia ao serviço de soluções mais eficientes para as pessoas e empresas. Nós começámos como uma empresa de produto, em 2016, com a Book in Loop, que é uma plataforma de reutilização de livros escolares baseada na economia circular, hoje presente em Portugal e Espanha. Depois lançámos um segundo produto que foi a Baby Loop, que também aplica os mesmos princípios da economia circular a equipamentos de bebé. Finalmente, tivemos que criar capacidades tecnológicas dentro da empresa para desenvolver os nossos próprios produtos, porque nós, a equipa de fundadores, não tínhamos competências tecnológicas para os desenvolver tendo que, no início, recorrer a outras empresas para o fazer. Agora já temos capacidade e ferramentas para produzir não só os nossos próprios produtos, mas também prestar este tipo de serviços tecnológicos para

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outras empresas em Portugal, como por exemplo a Sonae e a TicketLine. P: Como nasceu a ideia de começar este projeto? Como é que se formou o projeto? Quem foram os envolvidos? R: Em 2016, quisemos participar num concurso de ideias de negócio do Instituto Pedro Nunes e explicaram-nos que as melhores ideias para lançar um negócio eram aquelas que respondiam a um problema das pessoas. Eu estava no primeiro ano da faculdade e o João Bernardo Parreira ainda estava no secundário, portanto eranos muito próxima a questão dos livros escolares. Nós apercebemo-nos que os livros eram muito caros, custavam mais de 200 euros no início do ano letivo, e que, no final do ano, ainda estavam bons para outras famílias os utilizarem, mas, geralmente, acabavam parados numa prateleira. Foi este o problema que nós quisemos resolver do ponto de vista social, económico e ambiental, e foi assim que nasceu a Book in Loop. Não foi imediato, mas sim ao longo de vários anos de trabalho, de ouvir opiniões de pessoas com mais experiência que nós e de ir modificando e adaptando a nossa ideia original. Entretanto, juntaram-se a nós o Ricardo Morgado e o João Pedro Rodrigues e fundámos aquilo que hoje é a The Loop Company, que já não é apenas uma empresa de produto, mas sim uma empresa de tecnologia e de soluções para a sustentabilidade. P: Na fase inicial do vosso projeto, quais foram os principais obstáculos e dificuldades encontradas? R: No início, a maior dificuldade foi o facto de, tendo pouca experiência e uma equipa pequena, ser difícil atingir feitos muito grandes que era o que queríamos fazer, desenvolvendo uma plataforma de reutilização de livros escolares de abrangência nacional. Portanto, o que nós procurámos desde o início foi receber muito feedback, ter a humildade de alterar aquilo que pensávamos consoante as opiniões que nos iam


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sendo dadas e, por outro lado, fazer crescer a equipa de modo a trazer as competências necessárias para atingir esses objetivos. Outro obstáculo foi o facto de o crescimento de uma equipa não se fazer sem dinheiro. Assim, logo desde o início procurámos ter investidores connosco que acreditassem na viabilidade do projeto. No entanto, não é fácil encontrar investimento para apenas uma ideia sem provas dadas, pelo que tivemos de lançar o nosso produto ainda antes de recebermos investimento. Após o nosso primeiro ano, com a ajuda da atenção mediática que tivemos, mostrámos que o nosso modelo era rentável. A partir daí foi fácil arranjar investimentos de capital de risco e também foi mais fácil obtermos parceiros de grande dimensão que nos ajudaram a crescer, como foi o caso do Continente e da note!, que nos permitiram aceder a uma rede de lojas muito abrangente, o que foi fundamental na parte da distribuição e recolha dos livros, proporcionandonos um segundo ano com muito mais sucesso.

P: Quais as maiores dificuldades de trabalhar num negócio com um modelo baseado na economia circular? R: Nós acreditamos que a economia circular e a reutilização de bens em segunda mão atravessam um caminho de três fases diferentes: primeiro, a compra e venda direta através do OLX ou do Facebook onde uma pessoa vende a outra diretamente. A segunda fase é aquela em que estão a Book in Loop e a BabyLoop onde já há marketplaces que se responsabilizam pela qualidade do produto, que garantem a segurança da transação e que dão todas as garantias de comodidade de recolha ao domicílio, pontos de venda e pontos de entrega, entrega ao domicílio, meios de pagamento e faturação profissional, ou seja, toda a comodidade e segurança a que estamos habituados nas nossas compras online. A terceira fase, que é aquela em que estamos a investir neste momento, surge quando as lojas de retalho convencionais adotarem modelos circulares e prestarem serviços de recompra de equipamentos usados e revenda de equipamentos recondicionados. Só nessa altura é que a compra e venda de artigos usados vai ser mainstream.Enquanto pioneiros em Portugal desta nova tendência, a nossa dificuldade é mostrar às pessoas que isto é, de facto, uma possibilidade para poupar e para beneficiar a comunidade e o ambiente. Esta mudança de mentalidades não acontece de um dia para o outro, pelo que encontramos alguma resistência no mercado, que tentamos combater. P: A Baby Loop apareceu como resposta às quebras na Book in Loop por causa da lei do Governo de fornecer manuais escolares, ou já era algo que estava a ser pensado muito antes? R: De facto, a gratuitidade dos manuais escolares no ensino público em Portugal reduziu muito o mercado dos livros escolares reutilizáveis em Portugal. Acreditamos que isto é também um grande desincentivo à sustentabilidade e à

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responsabilidade sendo, por isso, uma medida na qual não nos revemos inteiramente. Ainda assim, lançamos a Baby Loop no início de 2019, sendo um produto que já estava em desenvolvimento e conta com a cara da Carolina Patrocínio em parceria com as lojas do Continente. Naquela altura, era muito importante para nós diversificarmos, não só porque poderia acontecer alguma coisa a um dos mercados, como se veio a verificar, mas também por um aumento do nosso scope. Este ano gerimos toda a operação de livros escolares da Sonae MC, do Continente e da note!, desde a parte tecnológica à parte logística e às operações de armazém e de transportes, pelo que não nos faltaram desafios, mas foi muito importante a estratégia que já tínhamos antes de diversificação em termos de segmento do produto e mesmo em termos de indústrias com quem estamos a trabalhar. P: Vê a economia circular como algo essencial num futuro mais sustentável? R: Sim. Nós achamos muito importante que, para além das famílias, muitos consumidores adiram à economia circular bem como as grandes marcas e os grandes retalhistas e ofereçam modelos com os níveis de serviços que só eles conseguem dar, tanto ao nível de abrangência geográfica como de número de lojas e de capacidade de fornecimento. As pessoas e as famílias estão sedentas de soluções nesta área pelo que vão aderir muito facilmente a modelos que sejam inovadores e completos. P: Sabemos que já se encontram também em Espanha. Pretendem expandir-se ainda mais no mercado internacional? Quais os objetivos futuros da Loop Co.? R: A Book in Loop entrou em Espanha neste último verão, tendo sido a nossa primeira campanha internacional e que teve uma grande recetividade nas redes sociais e nos media. Visto que é um produto altamente sazonal que só funciona durante um período curto do ano letivo, no início e no final do período escolar, acreditamos que vai ter uma aceleração significativa no período de agosto e setembro de

2021. Entretanto, irá também entrar no mercado espanhol a Baby Loop e também estamos a trabalhar com outras marcas e retalhistas espanhóis para que os nossos produtos tecnológicos também estejam disponíveis nos mercados Be to be, em Espanha.Por isso, a nossa prioridade é, para já, a consolidação no mercado espanhol porque foi ainda uma entrada ténue neste ano de 2020 e, de futuro, no arco de dois ou três anos, o alastramento para outros mercados da União Europeia. P: Se pudesse voltar atrás para quando começaram este projeto, mudaria alguma coisa? R: Não. Penso que começamos da forma correta e é mesmo essa a mensagem que deixo para quem queira ter o seu próprio negócio ou deixar algum impacto na sociedade. É importante não ficarmos demasiado presos à ideia com que partimos, tentarmos resolver um problema, ouvir humildemente o feedback de quem tem mais experiência e, acima de tudo, trabalhar de forma constante quando o cenário é mais ou menos animador. É necessário, especialmente no início, muita constância de continuar a trabalhar ainda sem ver muitos resultados que irão chegar, sem dúvida, após um ou dois anos de trabalho.

Dois olhares sobre a prática desportiva O meu nome é Tomás Costa, tenho 19 anos e estudo na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Estou no segundo ano da licenciatura em economia e represento a equipa de futebol dos sub-23 da académica, que participa na Liga Revelação. O futebol está presente na minha vida desde os 4 anos e, portanto, desde muito pequeno que se ouvia lá em casa a típica frase de que os estudos estavam em primeiro lugar e só depois vinha o futebol. Apesar disto, os meus pais, ambos p.3


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ligados ao desporto, sempre me incutiram a vontade e o gosto pela prática de atividade física, nunca colocando em causa a sua presença na minha formação. Desta forma, desde muito novo fui “obrigado” a conciliar a vertente académica com a desportiva, exigindo assim um equilíbrio no que diz respeito a estes dois mundos. Engane-se quem pensar que esta é uma simples conciliação de horários entre períodos de estudo e a parte competitiva do futebol. É muito mais do que isso… Desde estágios, treinos, viagens para jogos, que acabam por exigir muita disponibilidade horária, que seria com toda a certeza muito útil para estudar ou realizar outras atividades que tanto gostamos. No meu caso em particular, apesar deste cansaço físico, o que acaba por ser mais desgastante é mesmo o cansaço psicológico. O facto de muitas vezes chegar a casa depois de um jogo que correu menos bem e ter a capacidade emocional de me sentar e desligar totalmente do jogo e focar a 100% no estudo, confesso não ser tarefa fácil. É muito frequente nos dias que correm ouvir: “Tive que escolher entre a escola e o desporto”. É uma ideia com a qual eu não me identifico porque sei que é possível encontrar um equilíbrio entre as duas vertentes com muita disciplina, foco e determinação. Se é fácil? Não. Conciliar os estudos com uma carreira desportiva de alto rendimento nunca foi e nunca será uma tarefa fácil. Contudo, e segundo o meu ponto de vista, o desporto tem valores que a escola não tem para oferecer. No desporto, desenvolvem-se aspetos como o espírito de equipa e a capacidade de superação em momentos mais adversos, que a escola não potencia tão diretamente. E, portanto, o ideal seria retirar o melhor dos dois mundos… Concluindo, deixo-vos a seguinte questão: “Será que se não jogasse futebol, seria melhor aluno?” Talvez sim, mas será sempre uma incógnita. Por outro lado, será que uma pessoa que só estuda, está de facto a potenciar ao máximo as suas capacidades a todos os níveis? Tomás Costa

Tomás Costa, jogador dos sub-23 da Académica

Nove de março de dois mil e vinte: dia em que a Universidade de Coimbra comunicou a suspensão das atividades letivas como uma das medidas preventivas da disseminação do Coronavírus. Creio que, tal como a mim, este dia marcou-vos. Foi o começo de uma nova realidade, uma fase de adaptação: mental e profissional. Jamais pensaríamos que seria uma realidade que nos mantivesse enclausurados até ao final do ano letivo. Muitos foram os momentos em que nos agarramos à esperança. Esta era a única que possuía o bilhete que nos levasse de novo para Coimbra e o passe geral às aventuras, às histórias e às fantasias que só este berço dos estudantes nos pode proporcionar. No entanto, “fecha-se uma porta e abre-se uma janela” – encerradas as escolas, os hobbies, as saídas, surge uma brecha para cuidar de nós. Apesar de a nossa rotina profissional continuar, há mais tempo para nos dedicarmos à nossa saúde física e psicológica. Nesta vertente, posso admitir que o desporto foi o meu grande aliado e melhor amigo durante todo o isolamento. A atividade física é a bússola que me orienta no sentido dos benefícios: desperta-me, solta-me e desperta o sentimento de realização.

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Era e é o momento do dia em que estava em modo offline para tudo e todos. Não penso na balbúrdia que são as aulas online, não subsiste o fardo de me sentir inútil por estar isolada e, acima de tudo, não há o sentimento de culpa por não cuidar de mim. Um segredo: cuida de ti. A tua saúde agradece todos os dias em que o fizeres! Beatriz Dias

Conciliar todos estes “seres” em tempo de pandemia é extenuante. Sinto que um deles foi posto de lado e o outro lhe tomou o lugar – é o que acontece em alturas de escassez. Escassez de recursos humanos, escassez de recursos físicos. Foi-nos solicitado, a todos nós, profissionais de saúde, que fizéssemos muito mais com o mesmo. E como somos voluntariosos aceitamos, sem pensar nas consequências do amanhã. Escrevo agora, numa altura de bonança, sabendo que outra tempestade nos aguarda. Quando nos apercebemos que iriamos levar com esta catástrofe, apercebemo-nos que não tínhamos qualquer espólio de segurança. Todos os recursos que a Saúde tinha estavam a ser utilizados. Quando foi necessário que mais houvesse, apercebemo-nos que não fomos precavidos como a formiguinha. Houve, por isso, escassez de álcool, luvas, batas, máscaras. Vimos algo inimaginável acontecer, passamos a viver num livro de ficção científica.

Beatriz Dias, FEUC

A Vida de uma Médica de Família em tempos de Pandemia Antes de mais, quero apresentar-me. Sou a Marisa, tenho 42 anos, sou uma pessoa naturalmente curiosa e voluntariosa e provavelmente daí advém ter tido a vocação de ser médica de família. “Um médico que só sabe medicina, nem medicina sabe”. Posto isto, para além de médica, sou mulher, mãe de três, horto florista, tratadora de animais e um pouco (mesmo muito pequenino) de cozinheira…

Marisa Prada Belchior

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De repente, na nossa unidade, juntamo-nos e tentamos encontrar e comprar máscaras a um preço cinco vezes superior ao que seria habitual, bem como luvas e álcool. Compramos as nossas próprias fardas, os nossos próprios sprays de desinfeção das cadeiras. Passamos a comer, sozinhos, nos nossos gabinetes, pois a nossa anterior cantina era um gabinete improvisado que não nos garantia a distância mínima de segurança durante a refeição. Após nos apetrecharmos e improvisarmos os recursos físicos, focamo-nos nos recursos humanos. No início da pandemia não foi difícil para nós. Todas as consultas programadas foram desmarcadas, apenas víamos doentes com suspeita de COVID e fazíamos consultas essenciais (consulta de doença aguda, saúde infantil em algumas idades, saúde materna). Quando o Governo se apercebeu de que este vírus tinha vindo para ficar, lembrou-se de tudo o que tinha sido desmarcado. Então tivemos que fazer o que já fazíamos antes do COVID, além de refazer o que tinha sido deixado de fazer durante os meses de março, abril, maio e junho e manter o atendimento aos doentes com suspeita de COVID (ADR-C) bem como o telefonema diário aos doentes que eram COVID+ ou com suspeita de o serem na plataforma TraceCovid. Tivemos que nos reinventar. Passamos a ser uma central telefónica e a fazer “teleconsultas”, sem que nos tivessem dado material para as poder fazer logisticamente. Compramos, mais uma vez, material que a nossa entidade gestora nos deveria ter fornecido (headsets) para a tipologia de trabalho que estávamos a fazer. Neste momento, para além do descrito anteriormente, temos a nosso cargo toda a logística e concretização da vacinação, inicialmente dos profissionais de saúde, atualmente da população. A nível de recursos humanos, dentro da minha unidade somos os mesmos. Com isto, veio um grande desgaste físico, emocional, individual e da equipa.Não sabemos quando, ou

se, tudo isto irá terminar. Devemos, no entanto, retirar algumas lições. Uma delas é a de que a precaução é essencial em Cuidados de Saúde e, como tal, devemos ter sempre algum material de armazém e não trabalharmos apenas com o corrente. A segunda é a de que devemos ter mais recursos humanos menos diferenciados para podermos permitir que os mais diferenciados sejam mais eficientes. A terceira é a de que não somos HomoDeus. Marisa Prada Belchior

Marisa Prada Belchior

NEE recomenda... Estás em casa entediado sem saber o que fazer? Pois bem, venho aqui trazer-te a solução perfeita! Venho recomendar-te que vejas Sightless, disponível na Netflix. Este filme, realizado por Cooper Carl e com a atriz Madelaine Petsch como personagem principal, conta uma história de suspense sobre uma violinista, Ellen Ashland, que sofre um ataque

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ue a deixa cega para a vida. Desconhecendo esta nova realidade, Ellen passa a viver num apartamento adaptado à sua nova condição, mas com o passar do tempo começa a aperceber-se que certas coisas à sua volta são muito suspeitas e dá por si a duvidar da realidade em que vive e a desconfiar das pessoas que recentemente a tentam ajudar. Dos tantos filmes que vi recomendo este, uma vez que fala sobre conceitos como a realidade e a perceção que costumam ser confundidos, sendo que são completamente distintos. O realizador consegue mostrar-nos a verdadeira perspetiva de uma pessoa sem visão bem como a importância do resto dos sentidos, nomeadamente a audição e o tato, na perda desta. João Ricardo Galhardo

O livro que recomendo este mês denomina-se How to win at the sport of business, da autoria de Mark Cuban. No seu primeiro e único livro publicado, o empresário bilionário, dono dos Dallas Mavericks e estrela do programa Shark Tank, dá-nos a conhecer um pouco da sua vida pessoal e as voltas que esta deu, desde vender leite em pó e viver no sofá de casa de um amigo, até entrar na lista de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes. Com base na sua experiência, conta-nos quais os métodos que utilizou para ter sucesso no mundo dos negócios e dá aquelas que são, para si, os melhores conselhos para os que sonham em singrar na sua carreira empresarial, sempre acompanhadas de histórias reais e momentos marcantes da sua vida onde descobriu e pôs em prática todo o conhecimento e as ideias que expõe no livro. Gonçalo Vilaça Ramos

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A série que sugiro neste mês é Dark, eleita a melhor série original da Netflix pelo site Rotten Tomatoes. A frase “A diferença entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente” da autoria do físico alemão Albert Einestein, surge no início do primeiro episódio da série como uma premissa básica dando, portanto, uma pista do que nos iremos deparar ao longo do drama. No decorrer dos episódios, as personagens apercebem-se que os acontecimentos ocorridos do momento são idênticos aos que aconteceram há 33 e 66 anos atrás, que os leva a acreditar na existência de viagens no tempo através de uma ponte de Einestein-Rosen - uma dobra no espaço-tempo que forma um túnel que une dois lugares a tempos diferentes numa espécie de atalho. A partir do momento que os protagonistas falham em tentar mudar o futuro através das viagens no tempo, deparam-se com a teoria do “Eterno retorno” de Friedrich Nietzsche. Este defende que todos os momentos se repetem num ciclo infinito de vezes, colocando em questão se somos realmente detentores das nossas próprias escolhas ou se estamos predestinados a repetir continuamente os mesmos eventos sem manobra de alterar o nosso destino. Mariana Almeida

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"O TOSTÃO" | FEVEREIRO 2021  

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