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ÍNDICE

DIRETORIA EXECUTIVA

Ano VII - nº 58

Presidente Dr. Cyrilo Luciano Gomes Junior 1º Vice Presidente Silvio Trajano Contart 2º Vice Presidente Daniel Credidio Brandão Barbosa de Oliveira Secretário Geral Everaldo S. Rodrigues da Silva Secretário Adjunto Cesar Augusto Campez Neto Diretor Financeiro Julio Cesar Risso Diretor Financeiro Adjunto José Cesar Ricci Diretor Jurídico Fabio Mesquita Ribeiro Diretor Jurídico Adjunto Luis Antonio Panone Diretor Patrimônio Nelson Jacintho Diretor Institucional Eduardo Antonio da Silva

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CONSELHO FISCAL Fiscal Presidente Afonso Reis Duarte Fiscal Relator Aguinaldo Alves Biffi Fiscal Membro Edilberto Janes Suplente Luiz Camperoni Neto Suplente Raul Marmiroli Suplente Roberto Abdul Nour

ASSOCIADOS

PATROCINADORES, juntos no mesmo ideal

Abril 2014 04

EDITORIAL, Stairway TO HEAVEN

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VIDA DE MÚSICO, Conheça sua Orquestra

NAS SÉRIES “CONCERTOS INTERNACIONAIS” E “JUVENTUDE TEM CONCERTO, a pianista Juliana D´Agostini e Hekel Tavares (1896-1969) - Concerto para Piano e Orquestra, opus 105 Nº 2 “Em Formas Brasileiras”.

EXPEDIENTE PUBLICAÇÃO MENSAL DA ASSOCIAÇÃO MUSICAL DE RIBEIRÃO PRETO Rua São Sebastião, 1002 Centro | Tel.: (16) 3610.8932 Jornalista Responsável: Moranga Brasil Comunicação. Maria Daniela Marques – MTb-56220 e Fernanda Aleixo MTb- 27734r | Revisão: Cristiane Framartino Bezerra | Fotos: Produção OSRP e Ibraim Leão | Projeto Gráfico: Heitor Teixeira | Fotolito e Impressão: São Francisco Gráfica e Editora LTDA. Tiragem: 2000 exemplares Participaram especialmente na elaboração desta edição Mariangela Quartim e Gisele Haddad CONTATOS ORQUESTRA: Mariangela Quartim (gerente) gerencia@sinfonicaderibeirao.org.br Julia Quartim (produção) producao1@sinfonicaderibeirao.org.br José Antônio (administrativo) administrativo@sinfonicaderibeirao.org.br Secretaria (sócios) socios@sinfonicaderibeirao.org.br Snizhana Drahan (coral) coral@sinfonicaderibeirao.org.br Leandro (arq. musical) arquivomusical@sinfonicaderibeirao.org.br José Maria (inspetoria) inspetoria@sinfonicaderibeirao.org.br Rosana (financeiro) financeiro1@sinfonicaderibeirao.org.br Gisele Haddad (arq. histórico) arquivohistorico@sinfonicaderibeirao.org.br Os artigos assinados não representam obrigatoriamente a opinião do veículo

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#!/OSRP

Presidente Dr. Dirceu José Vieira Chrysostomo Vice-Presidente Idelson Costa Cordeiro Secretario Luiz Henrique Pacini Costa CONSELHEIROS

15 e 18

sinfonica.deribeirao

CONSELHO DELIBERATIVO

www.sinfonicaderibeirao.org.br

Abranche Fuad Abdo, Dinah Pousa Goudinho Mihaleff Eduardo José da Fonseca Costa Elias Gomes Goveia Elvira Maria Cicci Jay Martins Mil-Homens Junior João Luiz Sverzut José Donizete Pires Cardoso Lais Maria Faccio Marcos Cesário Frateschi Margaret Lucca Cabarite Maurilio Biagi Filho Raul Franco Gonzalez Sebastião de Almeida Prado Neto Sergio Roxo da Fonseca Sylvester Milan A. Janowski Tereza Cristina Modé Angelotti Tiago Wadhy Rebehy Vladimir Antônio Toniolli SUPLENTES Adriana Silva Demétrio Luiz Pedro Bom José Antonio Parpinelli P. da Costa José Mario Tamanini Maria Carolina Jurca Freitas Neusa Celesta Vieira Bighetti Sander Luiz Uzuele Sebastião Edson Savegnago Valdo Barreto 3

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EDITORIAL

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Stairway

TO HEAVEN Por Cyrilo Luciano Gomes Junior

A

venturar-se em cogitar do espírito é sempre ato de grande ousadia. O espiritual excede as dimensões do conhecimento humano e, assim, refoge à racionalidade. Suas melhores abordagens encontram-se nos âmbitos da fé, com a ressalva de que, multivariadas, nem sempre são convergentes. O ser humano está envolvido, de forma intensa e permanente, com o imaterial, que, misteriosamente, lhe nutre a alma de energias. Por isso, quando lhe faltam perspectivas, diz-se desanimado. Beethoven chegou a dizer, com alguma inspiração não-musical, que “a música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos”. Concordo. Não é incomum que muitos de nós, para absorvermos as energias de que precisamos, recorramos à música, a qual, pela percepção empírica, é apta a nos fazer levitar a dimensões imateriais.

Assim tem sido desde a antiguidade, pois os povos mais primitivos, em suas expressões rituais, empregavam a música para invocar seus deuses, pela chuva, pela colheita. Através dos tempos, as relações espirituais sempre tiveram como firme pressuposto o uso da música. Foram cantos de fé que fixaram os alicerces de várias religiões, como os salmos, nas tradições judaicas, os hinos cristãos, os cantos rituais africanos e americanos pré-colombianos, os mantras no hinduísmo e no budismo e etc. O nosso envolvimento com a música tem, também, este objetivo: abrir e conservar os caminhos da nossa comunidade, que a ligam aos valores espirituais, para que jovens e adultos transitem por eles, com serenidade e elegância, como convém àqueles que buscam a evolução, a paz, a harmonia com o eterno.

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Dr. Cyrilo luCiano Gomes Junior Presidente da Associação Musical de Ribeirão Preto

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ARQUIVO HISTÓRICO

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Sobreviver é Lutar

Por Gisele Laura Haddad

O

s fundadores da Sociedade Musical de Ribeirão Preto (atual Associação Musical), não imaginavam os problemas, lutas e adversidades que todos iriam enfrentar, para que pudesse sobreviver através dos tempos. Seus arquivos históricos comprovam, que a ínfima renda financeira arrecadada para sua manutenção e a falta de instrumentistas especializados, sempre foram os maiores empecilhos para a sua existência. O primeiro relatório da Sociedade Musical, em 1939, revela que, para atender às necessidades, os diretores liderados por Max Bartsch (primeiro presidente da Sociedade), complementavam financeiramente sua manutenção, numa época em que os homens eram mais idealistas. A Imprensa comprova, por suas manchetes, que ano após ano, a Orquestra Sinfônica sempre esteve à beira da ruína, comprovando ainda, que sempre surgiu alguém para salvá-la, conseguindo então sobreviver. A primeira subvenção municipal foi efetuada em 1939 pelo Dr. Fábio de Sá Barreto. Até então a Sociedade dependia unicamente da contribuição dos associados e da renda obtida pela realização de seus poucos concertos. Em 08 de janeiro de 1940, é publicada no Diário Oficial, a primeira subvenção do Governo Brasileiro à Orquestra Sinfônica. O pedido foi efetuado pelo presidente da entidade, Max Bartsch, tendo Gilberto Nóbrega como coordenador de toda a documentação e como intermediário o Dr. Demétrio Mércio Xavier. O triunfo conquistado veio a livrar a Sociedade de apuros financeiros, assim como reconheceu seus méritos como mentora de arte em Ribeirão Preto, colocando a Orquestra Sinfônica, numa posição realmente honrosa dentro do cenário artístico da cidade. Em 1975, a situação era tão grave, que pensou-se admitir a possibilidade de que a Orquestra fosse encampada pela Prefeitura Municipal. Surge então o jornalista Antônio Machado Sant´Anna que, através da impensa, apela para os usineiros, empresários e várias classes sociais, para um socorro urgente à Orquestra Sinfônica. Sendo aten-

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Gisele laura HaDDaD Doutoranda em Musicologia pela ECA/ USP - São Paulo e Mestre em Musicologia Histórica pelo IAUNESP - São Paulo.

dido, foi superada mais uma das tradicionais crises financeiras. Em 1977, a Secretaria da Educação e Cultura do Estado também proporcionou sua ajuda, enviando um maestro efetivo para Ribeirão Preto, além de contratar inúmeros concertos, que foram apresentados em várias cidades da região. As contribuições continuavam não sendo suficientes, quando em 1979, foi lançada pela Sociedade a campanha “Adote um Músico”, onde pessoas físicas e jurídicas, com a participação mínima de um salário, remunerariam um músico, pelo menos por um ano. Muitos aderiram à campanha, dando um melhor suporte financeiro para a Orquestra sinfônica, fortalecendo, dessa maneira, seu desenvolvimento musical. Em 1982, foi iniciada a construção do edifício Sol Maior, na Praça 7 de Setembro, cuja renda de sua locação foi por muitos anos revertida para a manutenção dos músicos. Foi uma luta sem igual, graças ao então presidente Dr. Luis Gaetani, diretoria, músicos e empresários, e pessoas que conseguiam entender o idealismo musical da Sinfônica. A Associação Musical de Ribeirão Preto é considerada de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal, pelas leis: Municipal n. 296 de 20/04/1953; Estadual n. 4403 de 20/11/1957 e Federal n. 90564 de 27/11/1984. Por volta de 1988 alguns empresários, conscientizando-se da Lei Sarney, contrataram para todo o ano concertos que foram realizados no teatro Municipal de Ribeirão Preto e nos bairros da cidade. Ribeirão Preto foi cidade pioneira ao fundar uma Orquestra Sinfônica e somente os que se envolvem com ela, podem sentir realmente, o quanto é difícil mantê-la. Seu desafio continua: “Despertar a consciência musical da cidade, para que a sensibilidade do ribeirão-pretano desenvolva-se musicalmente, apresentar uma orquestra que seja uma expressão viva na comunidade e fazer de nossa Sociedade Musical um celeiro de bons músicos”. Fonte: Livro “50 Anos de Orquestra Sinfônica em Ribeirão Preto (1938-1988)” de Myriam Strambi, publicado pela Editora Legis Summa em 1989.

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CAPA

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Associados

patrocinadores JUNTOS NO MESMO IDEAL

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Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto é, desde 1938, gerida pela Associação Musical de Ribeirão Preto e mantida com recursos da iniciativa privada, com incentivos do governo Municipal, por meio de subvenção e do Federal, através da Lei Rouanet. É uma das poucas orquestras brasileiras não administrada pelo poder público municipal, estadual ou federal. A orquestra não seria viável, não fossem os associados, patrocinadores e incentivadores, homenageados na capa desta edição da revista Movimento Vivace. A Senhora Laís Faccio é associada há 50 anos. Seu envolvimento foi musical desde o início, quando coordenava o coro do maestro Spartaco Rossi. Ele encaminhava uma cópia da partitura de cada voz do coro e ela copiava a mão todas as partituras para os coralistas. “Não tínhamos copiadora ou serviço de cópias”, lembra com emoção. Desde então, Laís é uma parceira incansável e ainda hoje convida pessoas para se associarem. O casal Shirley e Chalim Savegnago percebeu a importância da música na formação e desenvolvimento de crianças e adolescente e há sete anos mantém uma parceria com a Associação Musical de Ribeirão Preto, onde, na Instituição Aparecido Savegnago, professores da orquestra ministram aulas dentro do projeto “Tocando a Vida”. Além de participar do projeto socioeducativo, o casal é patrocinador da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Shirley, presidente da Instituição, se emociona sempre que fala no projeto. Chalim diz ter certeza de que fez a escolha certa e comenta - “Me sinto realizado duplamente. Em poder colaborar para que a música seja um instrumento transformador importante no desenvolvimento das crianças e em sua formação como cidadãos e em prestigiar os músicos profissionais que compõem a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, importante patrimônio cultural”. Nos Concertos da Orquestra é comum o encontro na plateia entre sócios e patrocinadores,

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Shirley e Chalim Savegnago

que comemoram a excelência dos concertos, sabedores de sua importância para sucesso e a solidez da Orquestra, assim como para os projetos sociais e educativos. Dona Laís, Shierley e Chalim Savegnago representam, nesta edição, todos os sócios e patrocinadores que acompanham cada passo e compasso da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Em entrevista à revista Movimento Vivace, o presidente da Associação Musical de Ribeirão Preto Dr. Cyrilo Luciano Gomes Júnior, reflete sobre a inspiração para associar-se à Orquestra Sinfônica.

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MV - O QUE O LEVOU A ASSOCIAR-SE À ORQUESTRA SINFÔNICA? DR. CYRILO - A expressão “associado” significa “aliado“, “companheiro”, traduzindo, ao mesmo tempo, as noções de aliança e companhia. Ser associado, ou sócio, envolve, pois, compartilhar os ideais e caminhar em conjunto. Não há outro desígnio a inspirar a associação, que não abranja a unidade de propósitos e o desejo de alcançá-los com o concurso de esforços. Por isso, o desejo de associar-se deve ser precedido de uma avaliação consciente, serena; não devem ser levados em conta os impulsos puramente emocionais, que, com frequência, operam em nosso espírito, mas sim aqueles enraizados na sólida vocação racional – afetos aos objetivos comuns, às causas da instituição, aos seus métodos e princípios. A Associação Musical de Ribeirão Preto deseja ampliar seu quadro de associados e, para isso, quer que eles conheçam seu trabalho cultural e social. Entretanto, também buscará proporcionar aos associados o acesso às suas formas de ação, desde a gestão, passando pela produção e até chegar à realização da arte musical, em todos os seus empreendimentos. Perquira-se sobre esses temas e, então, reafirme seu amor pela Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, associando-se a nós.

laíS maria FaCCio, SóCia.

SEJA ASSOCIADO Para se associar, preencha a ficha cadastral no site www.sinfonicaderibeirao.org.br. Com o pagamento do valor mínimo de R$ 60 reais por mês, o sócio tem direito a dois convites para os Concertos Internacionais, realizados mensalmente no Theatro Pedro II.

LEI ROUANET - Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991) A Associação Musical de Ribeirão Preto tem seu projeto de manutenção anual aprovado pelo Ministério da Cultura, o que possibilita que seus programas recebam recursos advindos da Lei de Incentivo Fiscal à Cultura – Lei Rouanet. QUEM PODE FAZER DOAÇÃO OU PATROCINAR PROJETOS DA ASSOCIAÇÃO, USUFRUINDO DO INCENTIVO FISCAL? As Pessoas jurídicas, desde que tributadas com base no lucro real e pessoa física, desde que faça declaração completa do Imposto de Renda podem investir na cultura através da Lei Rouanet. Em caso de pessoa jurídica, podem ser investidos até 4% do Imposto Devido, enquanto no caso de pessoa física até 6%. Para as pessoas jurídicas, além da isenção fiscal, elas investem também na imagem institucional, na marca da empresa. A Associação pode auxiliá-lo a entender melhor. Entre em contato conosco pelo telefone (16) 3605-8932 ou visite nosso site www.sinfonicaderibeirao.org.br

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CORAL DA ORQUESTRA

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Coral

infanto-juvenil

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MAESTRINA SNIZHANA DRAHAN

Associação Musical de Ribeirão Preto mantém, em suas atividades musicais, o Coral Infanto-Juvenil da Escola de Canto da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Seu objetivo é desenvolver a arte do canto entre adolescentes e crianças a partir de 7 anos. Com aulas de coral e teoria musical, a maestrina Snizhana Drahan tem realizado várias apresentações com seus alunos. A próxima será mês de maio, na programação da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto Os ensaios acontecem às segundas-feiras, em três horários:

• • •

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DICIONÁRIO MUSICAL

C

estilo cantado.

Dicionário musical

antabile – (do italiano) Cantável, em

Concerto – (1)Termo frequentemente aplicado no século XVII à música para conjunto de vozes e de instrumentos; desde então, costuma indicar uma obra em que um instrumento solista (ou um grupo instrumental solista) contrasta com um conjunto orquestral. (2) Termo que designa uma apresentação musical pública, habitualmente implicando a interpretação por parte da orquestra. Até meados do século XIX, um concerto podia significar praticamente qualquer tipo de entretenimento não-teatral. Para uma apresentação em menor escala, costuma-se preferir o termo “recital”. Forma – Estrutura, formato ou princípio organizador da música. Tem a ver com a organização dos elementos em uma peça musical, para torná-la coerente ao ouvinte, que pode ser capaz de reconhecer, por exemplo, um tema ouvido antes da mesma peça, ou uma mudança de tonalidade que estabelece laços entre duas partes de uma composição. Temas e tonalidades são apenas dois dos muitos elementos que os compositores utilizam para ajudar a articular a estrutura de uma peça, a fim de dar-lhe clareza e unidade. Existem numerosos meios, inconscientes ou conscientes, através dos quais os compositores conseguem, ou tentam conseguir isso, dependendo do estilo em que estejam escrevendo. A palavra “forma” é mais usada, no entanto, com referência ao plano estrutural de um único movimento: termos como binário, ternário, ritornelo, sonata, rondó e variações servem para esquemas formais próprios. Maestro – (do italiano) Mestre. Título em-

pregado, na linguagem musical, em vários sentidos. Pode se referir a um compositor, um virtuose, um professor, um fabricante de instrumentos, ao regente ou ao spalla de um conjunto. No Brasil, seguindo o costume italiano, é muito mais frequente usar-se o termo “maestro” do que “regente” para qualificar aquele que rege uma orquestra.

Molto – (do italiano) Muito. Movimento – Termos aplicado a qualquer

parte de uma obra musical suficientemente completa em si mesma para ser encarada como uma entidade.

Naipe – (ou família de instrumentos) Cada um dos grupos de vozes ou instrumentos de mesmo tipo em que se divide uma orquestra ou conjunto musical. Uma orquestra tem quatro naipes de instrumentos: • Cordas: é a família mais numerosa da orquestra e se sentam juntos bem na frente. São violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, harpa. • Madeiras: Essa família faz parte de uma

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maior ainda que se chama sopro e sentam no meio. São flautas, flautim, clarinetas, clarone, oboé, corne inglês, fagote e contra fagote. • Metais: Também fazem parte da família do sopro e seus instrumentos são feitos de metal e possuem pistos ou válvulas para emitir o som. Eles sentam atrás das madeiras trompetes, trombones, trompas, tubas. • Percussão: A família da percussão fica atrás de toda a orquestra, e pode ser dividida em duas, a dos instrumentos de sons definidos e dos instrumentos de sons indefinidos. Os tímpanos, glockenspiel, xilofone, marimba, e carrilhão são os de sons definidos e o triângulo, caixas, bombo, pratos, carrilhão sinfônico, são os de sons indefinidos.

Orquestra – (do grego Orkestra, “lugar de dançar”) Um conjunto organizado de instrumentos de cordas com arco, com mais de um músico para executar cada parte, podendo se juntar instrumentos de sopro e percussão. Um conjunto integralmente formado por instrumentos de sopro, sejam madeiras e metais ou somente metais, é normalmente chamado de banda. Solo – (do italiano) Sozinho. Termo que identifica, numa partitura, uma passagem que deve ser executada por um só intérprete (em vez de dobrada por outros), ou aquelas partes de um concerto dominadas pelo solista. O termo também é usado para uma peça executada por um único instrumentista, ou, no período barroco, um único instrumento com acompanhamento do contínuo. Spalla – Termo internacionalmente utilizado para designar o principal primeiro-violino de uma orquestra; os ingleses usam a palavra leader, designando igualmente o spalla e o primeiro-violino que comanda um conjunto de câmara; nos Estados Unidos a palavra usada é concertmaster, em alemão Konzertmeister. O spalla, em geral, senta-se na cadeira externa da primeira fila da seção dos primeiros-violinos e é responsável pela execução das indicações técnicas do regente, tais como marcação das arcadas nas partes. Ele normalmente executa passagens para violino solo, serve como regente substituto, organiza ensaios por naipes e funciona como elemento de ligação entre a orquestra e sua direção. E, períodos mais antigos, antes do advento do regente, o spalla também dirigia apresentações. Vivace – (do italiano) Vivaz, muito animado,

cheio de vida.

Fonte: Dicionário Grove de Música; edição concisa/editado por Stanley Sadie; editora assistente Alison Latham; tradução Eduardo Francisco Alves – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994.

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VIDA DE MÚSICO

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Conheça sua

orquestra

“SEM A MÚSICA, A VIDA SERIA UM ERRO”. Friedrich Nietzsche

ANDERSON CASTALDI Nome Artístico: Anderson Castaldi Instrumento: Violino Estado Civil: Solteiro Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? “Gosto de cozinhar, compor músicas, praticar atividades físicas, ter contatos com a natureza e animais, curtir a família e pensar na vida”. Anderson por Anderson: “Sincero, fiel, perfeccionista, agitado, carinhoso, desconfiado e sonhador. Acredito que Deus sempre faz milagres em minha Vida!”.

LUCIANO BORGES NASCIMENTO Nome Artístico: Luciano Borges Instrumento: Violino Estado Civil: Solteiro Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? “Viajar, de gatos (lembrando dos meus em Belo Horizonte: Nina, Simbad e Mingau), fazer amizades e renovar as antigas”. Luciano por Luciano: “Sonhador, ansioso e dedicado”.

FotoS: Claudio FrateSChi

ROSSINI ROCHA DA SILVA Nome Artístico: Rossini Rocha Instrumento: Viola Estado Civil: Solteiro Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? “Gosto do que é simples e prático, de assumir responsabilidades, criar metas e vencer desafios, gosto de contemplar e ser contemplado, gosto de estar junto a pessoas interessantes, de ouvir suas histórias, de interagir e aprender sempre. E se tudo puder ser acompanhado de um bom chope, melhor ainda! Rossini por Rossini: Não teria como me definir, ao contrário, me limitaria.

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CAROLINA RAANY CANDIDO DA SILVA Nome artístico: Carolina Raany Instrumento: Percussão Estado Civil: Solteira Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? Gosto de estar com a minha família, de animais, de assistir filmes (principalmente filmes de terror) e fazer programas caseiros com o namorado e os amigos. Além disso, adoro o estilo da época Vintage (1920-1960), o Retrô (imitação do estilo antigo) e a cultura Underground (que não segue os padrões normais, comerciais e conhecidos pela sociedade). Carolina por Carolina: Sou perfeccionista, persistente com meus objetivos e prefiro aproveitar os momentos mais simples da vida. Os piores arrependimentos da vida são: arrepender-se de nunca ter tentado e não ter valorizado os pequenos gestos e os momentos mais singelos.

JOSÉ ROBERTO RAMELLA Nome Artístico: José Roberto Ramella Instrumento: Violino Estado Civil: Divorciado Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? “Além da Música gosto de pesquisar sobre assuntos diversos na internet”.

ARTHUR LAUTON CARVALHO DE SOUSA Nome Artístico: Arthur Lauton Instrumento: Violino Estado Civil: Solteiro Nacionalidade: Brasileira Além da música, do que gosta? “Quem disse que eu gosto de música? Brincadeiras à parte... Gosto de esportes como futebol e tênis de mesa, sair com os amigos, família, assistir filmes/séries e amo animais”. Arthur por Arthur: “Não gosto de música, eu amo! A música é parte integral da minha vida. Pessoalmente sou sério, porém bem humorado. Calmo, mas ambicioso... E Vai, Corinthians!!!”

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PROGRAMAÇÃO

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REGINALDO NASCIMENTO

regente

Iniciou seus estudos musicais na Congregação Cristã no Brasil. Posteriormente, foi aluno da Universidade Livre de Música em São Paulo e por 8 anos, aluno de Claudio Cruz. Atuou como solista e camerista em diversas orquestras, incluindo a OSRP, e em festivais no Brasil. Em 2011 participou do 3rd conductors masterclass em Radom , na Polônia, liderado pelo maestro Jonathan Brett e em 2012 conquistou o 2° lugar no 2nd conductors masterclass and competition na Hungria, o que lhe rendeu um concerto à frente da MÁV Symphony Orchestra. Ainda no mesmo ano, foi laureado com a medalha “Ordem do mérito Carlos Gomes” concedida pela Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Ensino. Em 2011 foi maestro assistente do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Foi diretor artístico do projeto “Beethoven para pensar”, regendo a nona sinfonia de Beethoven. A concepção previa a utilização de elementos como dança e cena e foi apresentada a mais 5.000 pessoas. Participou como regente da gravação de um cd com obras do compositor e professor Olivier Toni, tendo Claudio Cruz também como regente e solista. Tem atuado como regente convidado da Orquestra Jovem do Estado, em concertos realizados na Sala São Paulo e regeu a Orquestra Filarmônica de Murmansk – Rússia, em fevereiro de 2014. Atualmente é diretor artístico e maestro titular da Camerata Jovem Beethoven, em São José do Rio Preto. É formado em Licenciatura em Música pela Universidade de São Paulo.

JULIANA D’AGOSTINI

solista

Juliana D’Agostini tem sido reconhecida como uma das mais importantes pianistas brasileiras da atualidade. Em 2012 lançou o CD “Juliana D’Agostini + Emmanuele Baldini” com o spalla da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), com grande sucesso de público e crítica. Em 2011, o CD “Juliana D’Agostini + Catalin Rotaru” foi finalista do 7o Prêmio Bravo de Cultura, categoria melhor CD Erudito. Em 2010, lançou seu primeiro CD, “Chopin | Liszt”, álbum que foi recebido pela crítica como junção de “técnica e sensibilidade” (revista Veja). D’Agostini acumula importantes prêmios em sua carreira, como a posição de semifinalista no Seattle International Piano Competition 2010, XIX Concurso de Piano Artlivre – 1o lugar (2006), XIV Concurso de Piano Arnaldo Estrella– 1o lugar (2006) e IV Concurso Jovens Solistas OSBA– 1o lugar (2005). Juliana é graduada em Piano pela Universidade de São Paulo (USP), sob a tutela de Eduardo Monteiro e fez especializações na França, (Académies Internationales d’Été du Grand Nancy e Strasbourg National Conservatoire), e nos EUA, sob a orientação de Wha Kyung Byun, em Boston, de Caio Pagano, no Arizona e de Max Barros em Nova York. Em maio de 2013 D’Agostini oficializou sua inclusão como endorse da marca YAMAHA. Assim, Juliana completou o seleto grupo da multinacional japonesa tornando-se a primeira pianista erudita brasileira a ser uma “Artista Yamaha”. Para ela, “figurar ao lado de nomes como a pianista clássica portuguesa Maria João Pires e os pop stars Elton John, e Paul Mccartney é uma grande honra”, finaliza a musicista.

“Juliana é extremamente rápida com os dedos. Além disso, é uma ótima intérprete: sabe reproduzir a graciosidade de Villa-Lobos e o peso de Bach.”

João Carlos Martins, maestro e pianista.

Foto:

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andre Bortolotto/ÉpoCa Sp

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MINISTÉRIO DA CULTURA E ASSOCIAÇÃO MUSICAL DE RIBEIRÃO PRETO APRESENTAM:

“CONCERTOS INTERNACIONAIS” Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto Dia: 19 de Abril de 2014 Local: Theatro Pedro II Horário: 20h Regente: Reginaldo Nascimento Solista: Juliana D’Agostini

Foto: iBraim

leão

Programa Silvia Berg - Malabares Hekel Tavares (1896-1969) Concerto para Piano e Orquestra, opus 105 Nº 2 “Em Formas Brasileiras”. I. Modinha (Tempo de batuque) II. Ponteio (Largo – molto cantabile) III. Maracatu (Lento, ma vigoroso) Intervalo Félix Mendelssohn (1809-1847) - Sinfonia n° 4 em lá maior Op.90 “Italiana” 1. Allegro vivace 2. Andante 3. Con moto moderato 4. Presto REALIZAÇÃO:

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NOTAS DE CONCERTO

Notas

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de concerto por Lucas Galon

Tavares realiza, mesmo em sua obra de concerto, sua poética dentro do espírito do neofolclorismo, quase uma moda entre os contemporâneos dele, todos capitaneados pela monumentalidade de Villa-Lobos. Aliás, cabe ressaltar que essa apropriação do folclore na música de concerto, equivocadamente chamada “nacionalista”, é parte do modernismo brasileiro, algo “sui generis”, num período tomado pelas vanguardas de pretensões universalistas. O neofolclorismo parece ser o germe deste concerto para piano, de Tavares. Considerada uma obra arrebatadora, longe das peripécias da vanguarda, se aproxima de um certo alto-romantismo, e comumente impressiona os fruidores. Há importantes interpretações dessa obra, mais marcadamente a gravação realizada por Eleazar de Carvalho, Pietro Maranca e a OSESP, em 1982.

Felix Mendelssohn (1809-1847) - Sinfonia nº 4 (1833)

H

ekel Tavares (1896-1969) - Concerto para Piano e Orquestra, opus 105 Nº 2 “Em Formas Brasileiras”.

Como é comum no Brasil - mas nem tanto em outros países - Hekel Tavares é outro daqueles compositores de quem se diz estar “na fronteira entre a música erudita e a popular”. Embora estas categorizações geralmente obscureçam e até distorçam as possibilidades de percepções mais profundas sobre obras tão interessantes, como é o caso da volumosa obra do compositor alagoano, elas fazem algum sentido quando se pensa em artistas que se dividiram entre uma atividade evidentemente cancionista e uma produção que parte das formas e gêneros consagrados pela tradição clássica, incluindo concertos para piano, violino, poemas sinfônicos, etc.; porém,

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Compositor precoce, cujas obras mais importantes e revolucionárias foram produzidas na primeira juventude, Mendelssohn carrega em sua

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trajetória parte das contradições do romantismo musical. Se por um lado suas sinfonias, compostas num período mais tardio, podem filiá-lo a uma corrente mais formalista - dentro de uma interpretação postulada pelo filósofo E. Hanslick - geradora de uma idéia de música absoluta, seus poemas sinfônicos são obras quase pioneiras da corrente oposta, a dos conteudistas, postulantes de uma musica abrangente de elementos extra-musicais. A Sinfonia nº 4, chamada “italiana”, pertence à lavra mais “tardia”, onde é prudente classificar Mendelssohn a partir de seu rigor formal, de seu apego às formas clássicas, mas nem por isso considerá-lo epígono, como tornou-se corrente em leituras linearistas. A Sinfonia nº 4 ainda mantém o seu frescor. Em parte, por isso, ainda é muito executada em todo o mundo.

com sucesso no Circo Americano. Mas para além de seu caráter elegíaco, Malabares reflete, em grande parte, as preocupações poéticas presentes em parte da obra de Silvia Berg, como o trabalho minucioso de espelhamentos contrapontísticos, bem como uma exploração consistente da instrumentação, em especial dos metais e da percussão, que no presente caso, têm papel de destaque.

Silvia Berg (*1958) - Malabares (2009)

A compositora paulistana Silvia Berg ocupa hoje papel de destaque no cenário musical brasileiro. Professora no Departamento de Música da FFCLRP-USP, teve grande parte das atividades de sua carreira consolidadas em 24 anos de residência, estudos e pesquisas em Copenhague, na Dinamarca. Suas obras já foram executadas em diversos países na Europa, EUA e America Latina. A obra sinfônica Malabares é um de seus exemplares recentes de maior repercussão. Escrita para a própria OSRP, e dedicada ao compositor Rubens Ricciardi, estreou em dezembro de 2009. A obra é uma espécie de tributo ao famoso palhaço Piolin - Abelardo Pinto - nascido em Ribeirão Preto em 1897, e consagrado entre os modernistas paulistanos nos anos 20. Acrobata, malabarista, violinista e bandolinista, Piolin atuou

Lucas Galon é compositor, professor, regente e pesquisador; atua na OSRP e na Universidade de Ribeirão Preto. É assistente da direção artística do Festival Musica Nova. Graduado em música e mestre em artes pela USP, atualmente é doutorando pela ECA-USP/São Paulo.

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JUVENTUDE TEM CONCERTO

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MINISTÉRIO DA CULTURA E ASSOCIAÇÃO MUSICAL DE RIBEIRÃO PRETO APRESENTAM:

Foto:

hudSon Souza

Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto Dia: 20 de Abril de 2014 Local: Theatro Pedro II Horário: 10h30 Regente: Reginaldo Nascimento Solista: Juliana D’Agostini

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Programa: Silvia Berg – Malabares Hekel Tavares (1896-1969) - Concerto para Piano e Orquestra, opus 105 Nº 2 “Em Formas Brasileiras”. Félix Mendelssohn (1809-1847) - Sinfonia n° 4 em lá maior Op.90 “Italiana”

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Ficha Técnica Técnica Ficha

Presidente Cyrilo Luciano Gomes Junior 1º vice-presidente Silvio Trajano Contart 2º vice-presidente Daniel Credidio Gerente Mariangela Quartim MAESTRO ADJUNTO

Reginaldo Nascimento VIOLINO I Denis Usov (spalla) Petar Vassileiv Krastanov Giliard Tavares Reis Paola Redivo Mariya Nihaylova Krastanova Eduardo Felipe Correa de Oliveira Luciano Borges Nascimento Hugo Novaes Querino VIOLINO II Marcio Gomes dos Santos Jr (chefe de naipe) Ilia Gueoguiev Iliev Jonas Mafra Gonçalves Anderson Castaldi Fernando Chagas Corrêa Arthur Lauton Carvalho de Sousa José Roberto Ramella Ivan Benedito Rodrigues (trainee) VIOLA Willian Rodrigues da Silva (chefe de naipe) Guilherme de Carvalho Pereira Rossini Rocha da Silva Adriel Vieira Damasceno (trainee) Michele Silva Piçaço (trainee) VIOLONCELO Jonathas da Silva (chefe de naipe) Svetla Nikolava Ilieva Thieres Luiz Brandini Ladson Bruno Mendes Maurelio Morais Peotta (estagiário) Richard Gonçalves (convidado) CONTRABAIXO Marcio Pinheiro Maia (chefe de naipe) Vinicius Porfírio Ferreira Walter de Fátima Ferreira Lincoln Reuel Mendes 1º OBOÉ 1 Marcos de Souza Aquino (convidado) 2º OBOÉ E CORN INGLES Josiane Cristina Cicolani Marques (convidado)

TROMPETE André de Souza Pinto (chefe de naipe) Natanael Tomas da Silva TROMBONE Ricardo Pacheco (chefe de naipe) José Maria Lopes TROMBONE BAIXO Paulo Roberto Pereira Junior

Arteris S/A Associação Com. e Ind. de Ribeirão Preto Astec - Contabilidade Augusto Martinez Perez Banco Ribeirão Preto S/A

TUBA Adilson Trindade de Avila

Caldema Equipamentos Ind. Ltda

TÍMPANOS Luiz Fernando Teixeira Junior (chefe de naipe)

Álcool Ltda

PERCUSSÃO Kleber Felipe Tertuliano (trainee) Walison Lenon de Oliveira Souza (trainee) Carolina Raany Candido da Silva (estagiária) Paulo Henrique dos Santos (convidado) Vitor Lyra Biagioni (convidado)

Central Energética Moreno de Açucar e Cia. Bebidas Ipiranga Construtora Said Dr. Raul Gonzalez Estacionamento Stopark Fundação Waldemar Barnsley Pessoa Grupo WTB

MÚSICOS LICENCIADOS

Hospital São Francisco Sociedade Ltda

VIOLA Daniel Fernandes Mendes Junior

Hotel Nacional Inn

VIOLONCELO Silvana Rangel Teixeira

Itograss Agrícola Alta Mogiana Ltda

Interunion Matrix Print

EQUIPE PRODUÇÃO E ADMINISTRATIVO

Maurílio Biagi Filho e

GERENTE Mariangela Quartim de Moraes

Maubisa

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO José Antônio Francisco

Molyplast Com. Imp. e Exp. Ltda

ASSISTENTES FINANCEIRO Francisco Evangelista Rosana Cristina Araujo ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Julia Quartim INSPETOR José Maria Lopes

FLAUTA Sergio Francisco Cerri (chefe de naipe) Lucas Martinelli de Lira (piccolo) Riane Benedini Cury

ARQUIVISTA MUSICAL Leandro Pardinho Santos

CLARINETA Krista Helfenberger Munhoz (chefe de naipe) Bogdan Dragan

MONTADORES Elvis Nogueira Mota da Silva Thaniz Gabriell de Moraes Lopes

FAGOTE Lamartine Silva Tavares (chefe de naipe) Denise Guedes de Oliveira Carneiro

ARQUIVISTA HISTÓRICO Gisele Laura Haddad

TROMPA Edgar Fernandes Ribeiro (chefe de naipe) Carlos Oliveira Portela (trainee) Moises Henrique da Silva Alves (trainee) Nadabe Tomás da Silva (convidado)

MÚSICOS CONVIDADOS DO MÊS DE MARÇO

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Patronos e Patrocinadores

Vera Lúcia de Amorim Biagi Mesquita Ribeiro Advogados Price Auditoria RibeirãoShopping Riberball Mercantil Ind. Ltda RTE - Rodonaves Transp. e Enc. Ltda Santa Helena Indústria de Alimentos S/A São Francisco Gráfica e Editora Ltda Sasazaki Indústria e Comércio Ltda Savegnago Supermercado Ltda Stream Palace Hotel UNISEB COC Usina Alta Mogiana S/A - Açúcar e Álcool Usina Batatais S/A - Açúcar e Álcool Usina Santo Antonio

Rodrigo Rangel Muller Josiane Cicolani Marques Saimonton Ribeiro dos Reis

Usina São Francisco Vila do Ipê Empreendimentos Ltda

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NOTAS

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Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto é tema em mostra de interiores Para recriar, por meio da decoração, traços da cidade, a arquiteta Valéria Lima escolheu a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto como tema do seu espaço, composto de home e sala íntima, na mostra de decoração da loja Líder Interiores, no Jardim Botânico. A mostra foi inaugurada com coquetel de abertura no dia 03 de abril de 2014 e o espaço de Valéria contou com a presença do quarteto de cordas da Orquestra: Anderson Castaldi (violino), Fernando Chagas Corrêa (violino), Adriel Damasceno (viola) e Thieres Luiz Brandini (violoncelo), além do presidente da Associação Musical Cyrilo Luciano Gomes Junior e do diretor financeiro Júlio Cesar Risso. A mostra permanecerá aberta ao público até o dia 17 de maio.

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NOTAS SOCIAIS

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Concertos

internacionais

“Nesse Dia Internacional da Mulher, gostaria de fazer uma declaração de amor. Somente a mulher, entre todos os seres, consegue despertar em nós sentimentos tão intensamente contraditórios, como aquele dito por Alfredo, na ópera La Traviata, de Verdi, o “pulsar do universo inteiro”. Nossa Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto é uma senhora experiente, que sempre nos proporciona arte e beleza.

Jean William, Maestro Reginaldo Nascimento e a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto

O casal Vitório e Heloisa Crosara

Mariléia Viliotto, Maria Cecília Latorraca e Marilda Santana Miguel

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Os sócios Frank Issa, Aparecida Oliveira e Maria Ap. Issa Bellizzi.

Sempre presentes, Rosy Roxo Guimaraes e Marina Plastino

Rafael Marchiori, Mariana Cruz, Oswaldo e Ana Maria Cruz, vindos de Jaboticabal.

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Isabel Corrêa, Lilia Maturana, presidente da Câmara Municipal de Jardinópolis, e Jorge Saquy Sobrinho, Secretário de Obras.

Leandro Queiroz, Mel Garcia e Michele Zamai, Fernanda Antunes

Guaracy Sibille Leite, Vera Riul e Juliana Malandrini Luciano Gomes

Confraternização nos bastidores, Juliana e Cyrilo Gomes, Jean William, Kel Nascimento e o Maestro Reginaldo Nascimento

Pai e filho, João Batista de Lira, uma vista esperada, e Lucas Lira, ambos flautistas, Lucas da OSRP.

Camarim de Jean William e muitos cumprimentos.

Em semelhança das mulheres, consegue conciliar a ternura, como com as Violas, com a determinação da Percussão; a energia, dos Metais, com a doçura das Madeiras; a elegância dos Violoncelos e a serenidade dos Contrabaixos, com a paixão dos Violinos. Tudo para nos trazer, em harmonia, a plenitude dos mais notáveis sentimentos. É por isso que todos nós amamos a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto”. Foi com estas palavras que Cyrilo Gomes, presidente da Associação Musical de Ribeirão Preto, dia 8 de março, deu início a Temporada 2014 da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, na primeira apresentação da Série “Concertos Internacionais”, sob a regência do Maestro Reginaldo Nascimento, tendo como convidado o tenor Jean William. Na abertura, foram executadas obras de Beethoven, Puccini, Katelbey, Verdi, Elgar, Schonberg e Arthur Freed.

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NOTAS SOCIAIS

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Juventude tem concerto

Na Série “Juventude Tem Concerto” o ambiente é totalmente descontraído. Criado há 16 anos, o projeto vem cumprindo sua função de despertar o gosto pela música erudita em crianças, jovens e adultos. No último dia 9 de março, com o teatro completamente lotado, a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sob a regência do Maestro Reginaldo Nascimento, executou obras de Beethoven, Katelbey, Schonberg, Arthur Freed, além de comemorar o 125º aniversário de Villa- Lobos. Entre músicas, comentários sobre as obras e seus compositores, houve o sorteio de CDs da Orquestra e do Livro “Jubileu de Brilhante” – os 75 anos da Associação Musical de Ribeirão Preto para a plateia.

Profª Lúcia Helena Aleixo Pedersoli, com alunos da EMEF Derci Célia Seixas Ferrari.

Profª Márcia Ap. N. de Sousa, diretora do CEMEI Virgilio Salata, acompanha alunos e pais ao concerto.

Profªs Gisele Peporini Campos e Fabiana R. Brandão, assistem a apresentação com alunos e pais da EMEF Elisa Duboc

Maria Neiva, Renata Vetrano, acompanham as pequenas, Valentina, Maria Laura e Maria Eugênia.

A liberdade de ouvir música, cada um a sua maneira.

Walison Lenon de Oliveira Souza e Carolina Raany Candido da Silva, músicos percussionistas da OSRP, aquecendo-se nos bastidores.

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Giselle, Pedro e Alexandre, três gerações que participam da música da Orquestra.

Deise Garson Cabral, Davi Cabral, diretor e ator, com sua netinha Paola Cabral Trecco

André Costa e o filho Francisco.

Maira, Marcelino Santos, Polyanna Santos e a pequena Maria Thereza.

Mateus Furlan e o filho João Pedro Furlan

Os irmãos Jairnei César Caparelli e Carlos Caparelli, prestigiam a Orquestra.

Profª Débora Vendramini, Secretária de Educação de Ribeirão Preto e Juliana Vendramini, atentas na plateia.

Yedda Ginatto Suzigan, ganhadora de um CD da Orquestra.

William Gabriel Flores

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Sr. Helio, um dos ganhadores do Livro.

Ana Cecília Carreira

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NOTAS SOCIAIS

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Ciranda

sinfônica

CANTO EM QUALQUER CANTO

Com plateia lotada Orquestra toca em Orlândia

CONCERTO EM ORLÂNDIA

No dia 29 de março, em comemoração aos 104 anos da cidade de Orlândia, a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto se apresentou no Teatro Municipal Maria José Bertrami Bordin, juntamente com o Coro da Escola de Canto e Coral da Orquestra. O teatro com capacidade para 300 pessoas ficou lotado. O concerto iniciou com o hino à Orlândia pelo Coro regido pela maestrina Snizhana Drahan e, na sequencia, o maestro adjunto Reginaldo Nascimento apresentou-se com a Orquestra a Música para os Reais Fogos de Artifício de Haendel e Missa Solene em Do menor de Mozart com os solistas: Cristina Modé, David Araújo, Carla Barreto e Fernando Munhoz.

Maestro Reginaldo e a prefeita de Orlândia Flávia Mendes Gomes

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CONCERTO NA CATEDRAL DE RIBEIRÃO PRETO

A Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto se apresentou, ao lado do Coro de sua Escola de Canto Coral na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto. O concerto aconteceu no dia 30 de março. Com regência do maestro adjunto Reginaldo Nascimento, a Orquestra apresentou a Música para os Reais Fogos de Artifício de Haendel e orquestra e coro a Missa Solene em Do menor, de Mozart, com os solistas: Cristina Modé, David Araújo, Carla Barreto e Fernando Munhoz.

Coro da Escola de Canto Coral da Orquestra Sinfônica, solistas e Orquestra proporcionam noite de emoção na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto

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AGENDA

Data: dia 08, domingo.

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Horário: 10h30

Agenda

2014

Mês de Maio: SÉRIE “ CONCERTOS INTERNACIONAIS” Regente: Claudio Cruz – maestro convidado

Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP

Mês de Julho: SÉRIE “ CONCERTOS INTERNACIONAIS” Regente: Victoria Ratsyuk (Ucrânia)– maestrina convidada Data: dia 19, sábado. Horário: 20 horas Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP SÉRIE “ JUVENTUDE TEM CONCERTO” Regente: Victoria Ratsyuk (Ucrânia)– maestrina convidada

Solista: Jennifer Stumm

Dia 3 de maio, sábado. Horário: 20h Local: Theatro Pedro II/ Ribeirão Preto - SP SÉRIE “ JUVENTUDE TEM CONCERTO” Regente: Claudio Cruz – maestro convidado Solista: Jennifer Stumm Data: dia 04, domingo. Horário: 10h30 Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP

Mês de Junho:

Data: dia 20, domingo. Horário: 10h30 Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP SÉRIE “ CONCERTOS INTERNACIONAIS” Data: Agosto, dia 16, sábado. Data: Setembro, dia 06, sábado. Data: Outubro, dia 18, sábado. Data: Novembro, dia 01, sábado. Horário: 20 horas Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP

SÉRIE “ CONCERTOS INTERNACIONAIS”

SÉRIE “ JUVENTUDE TEM CONCERTO”

Regente: Roberto Minczuk – maestro convidado

Data: Agosto, dia 17, domingo.

Dia 07 de Junho, sábado.

Data: Setembro, dia 07, domingo.

Horário: 20h

Data: Outubro, dia 19, domingo.

Local: Theatro Pedro II/ Ribeirão Preto - SP

Data: Novembro, dia 02, domingo.

SÉRIE “ JUVENTUDE TEM CONCERTO” Regente: Roberto Minczuk – maestro convidado

Horário: 10h30 Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP

Mês de dezembro: CONCERTO DE NATAL Data: dia 20, sábado. Horário: 20 horas Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP Data: dia 21, domingo. Horário: 10h30 Local: Theatro Pedro II/Ribeirão Preto-SP Observação: Constam aqui apenas as datas das Séries “Concertos Internacionais” e “Juventude Tem Concerto”. Os demais Concertos serão oportunamente anunciados. Datas sujeitas, eventualmente, a alterações.

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Revista Vivace - nº 58 - Abril 2014