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Fim-de-semana EDIÇÃO

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SEXTA-FEIRA | 4.OUTUBRO.2019 | N.º 253 | Ano II | 5.ª Série

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SONDAGEM: PS ESMAGA

ENCERRAMENTO DA CAMPANHA

Estudo da Eurosondagem dá seguinte distribuição de deputados pelo distrito

PS 9

CDU 3 PSD 3 BE 2

PAN 1 CDS 0

Socialistas elegem mais dois deputados

Comunistas perdem um deputado

Ecologistas elegem pela primeira vez no distrito

Social-democratas perdem um deputado

Bloquistas mantém mesmos mandatos

Centristas perdem único deputado que tinham

Jerónimo confiante apesar das sondagens P.6

NEGÓCIOS P.16 e 17

Riberalves é rei no mercado do bacalhau

OBRA BRILHA EM PAREDE DE PRÉDIO DE QUATRO PISOS

P.3

Montijo homenageia Jorge Peixinho com mural de artista setubalense

PS fecha campanha com dia em Setúbal P.6

REPORTAGEM P.12 e 13

Alcochete embalada pelo Tejo PUBLICIDADE

Nuno Carvalho propõe direcções regionais P.7


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FIGURA DO DIA

REPARO DO DIA

SEXTA-FEIRA, 04/10/2019

Û

MIRADOURO DA ARRÁBIDA ESCLARECIMENTO

ANDREIA SERRÃO

Esclarecimento relativo a notícia sobre Correios do Bonfim Na notícia com o título ‘Utentes do Posto de Correios do Bonfim desesperam por atendimento”, que O SETUBALENSE publicou no dia 11 de Setembro, constam declarações da gerente de loja, Merilda Medeiros, que exigem um esclarecimento por parte do jornal. A responsável afirma que quando falou com o jornal, ao telefone, não estava esclarecida que se tratava de um trabalho jornalístico, que interiorizou tratar-se de uma abordagem do jornal enquanto cliente dos CTT, pelo que as declarações não eram para publicação. O SETUBALENSE confirma que já existiram contactos de administrativas da empresa do jornal, nessa qualidade de cliente dos CTT, e que a jornalista que, neste caso da notícia, ligou para a gerente de loja, se identificou como sendo “do jornal O SETUBALENSE” mas não referiu ser jornalista. Face ao exposto, a direcção do jornal, admite que tenha existido confusão e a hipótese de Merilda Medeiros não estar ciente que se tratava de um pedido de declarações públicas. Pela situação gerada, pedimos desculpa aos leitores e à visada, e reiterámos a exigência a toda a redacção para uso de atenção máxima na identificação perante as fontes. Esta confusão, no entanto, não afecta os factos relatados pela notícia em causa, sobre as filas de espera nesta estação dos correios. F.A.R.

A atleta júnior fez história para o Clube Judo do Montijo ao conquistar a medalha de ouro taça internacional disputada no passado dia 28, no Pavilhão Multiusos de Gondomar. A conquista é ainda mais meritória por Andreia Serrão ser júnior apenas de segundo ano.

Avenida Garcia de Orta, no Montijo, com repavimentação concluída Os trabalhos de repavimentação da Avenida Garcia de Orta, da rotunda da Santa e da rotunda da Atalaia, na União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, já estão concluídos e representaram um investimento global “superior a 145 mil e 640 euros”, anunciou a Câmara

Municipal. A autarquia realça que a empreitada “permitiu colocar um novo pavimento asfáltico numa das avenidas com mais tráfego automóvel dentro da cidade do Montijo” e que agora prosseguem os trabalhos de “marcação da sinalização horizontal” na referida via.

OPINIÃO

O TAL PLANO “B”, terminal aeroportuário na BA6 (Parte I)

CARLOS JORGE DE ALMEIDA Vereador da Coligação Democrática Unitária na Câmara Municipal de Montijo

“Hoje em dia já não há plano B” – terá alertado o Primeiro-ministro, António Costa, num esforço mais para justificar a escolha da Base Aérea do Montijo para a nova infraestrutura aeroportuária na Grande Lisboa, logo após ter sido conhecido o Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Trata-se de uma contradição, mais uma, entre o discurso e a realidade. A construção do Novo Aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro/Montijo-Canha/Benavente, é e foi, sempre, o Plano “A”, a que a multinacional Vinci estaria obrigada com os lucros

arrecadados com a privatização da ANA. A “solução” Base Aérea do Montijo, que sairia muito mais económica à multinacional francesa, apareceu muito mais tarde, como um plano “B”, e a importância que lhe foi dada só se explica pela cedência dos governos do PSD/PP, e agora do PS, à chantagem e interesses da Vinci, concedendo-lhe o benefício de se libertar das responsabilidades assumidas no contrato de concessão, e de se comprometer, apenas, com a construção de uma solução provisória, não em Canha/Montijo, mas mesmo na área da cidade de Montijo, com o beneficio de arrecadar, ainda, novos direitos de cedência no atual aeroporto da Portela. Outra solução, que não a do Campo de Tiro, para ser considerada, teria necessariamente de ser mais favorável para o país e nunca poderia comportar enormes e não ultrapassáveis riscos para a qualidade de vida e saúde das populações, e para o habitat natural do estuário do Tejo, a par de

riscos para a navegação aérea. O plano “B”, um terminal na BA6, é ambientalmente inaceitável, desde logo para a avifauna, , pois de acordo com a documentação disponibilizada no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), representa um impacto “muito significativo” para uma espécie de ave (fuselo - Limosa lapponica), “moderadamente significativo” para nove espécies e “pouco significativo” para 18 outras. Mais: nem só o impacto global previsto para a avifauna é relevante para uma adequada escolha. Outros dos impactos negativos na fase de exploração do plano “B”, a solução BA6, estaria associado aos danos decorrentes do atravessamento de aeronaves numa parte do território do Barreiro e da Moita, com um significativo aumento da poluição atmosférica e sonora, com impactos inevitavelmente negativos na saúde pública, com consequências a médio e longo prazo e “que poderia condicionar a expansão urbanística prevista para este território”, lêse no Estudo de Impacto Ambiental

(EIA), que prevê que os concelhos afetados sejam o da Moita (Vale da Amoreira, Baixa da Banheira), Barreiro (Lavradio) e, necessariamente, do Montijo e de Alcochete (Samouco). Acresce que, passada a fase inicial de especulação imobiliária, que se vive sensivelmente desde há 2, 3 anos, a opção pela BA6 na União de freguesias de Montijo e Afonsoeiro, seria um rude golpe nas expectativas de milhares de famílias porque se traduziria numa significativa desvalorização do parque residencial. A opção pelo plano “B”, a BA6, cedo deixaria de se apresentar como um fator de atração e tornar-se-ia, ao contrário, num caminho para a desvalorização do tecido social com graves consequências a médio e longo prazo. Que atrativo teria para as famílias viver, constituir família, educar os filhos e cuidar dos seniores, com um aeroporto paredes meias e com aviões constantemente a sobrevoarem as cabeças dos barreirenses, dos moitenses e dos montijenses?

FICHA TÉCNICA

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SETÚBAL ALMADA SEIXAL PALMELA BARREIRO ALCOCHETE OUTROS CONCELHOS MONTIJO MOITA 212 383 228 265 520 716 265 094 354 265 092 725 212 318 392 212 047 599 212 047 599 212 384 894 937 081 515

Registo de Título N.º 107552 | Depósito Legal N.º 8/84

Propriedade: Outra Margem - Publicações e Publicidade, Lda. Contribuinte: 515 047 325. (Detentores de mais de 10% do capital social: Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro). Editor: Primeira Hora - Editora e Comunicação, Lda. Contribuinte: 515 047 031 (Detentores de mais de 10% do capital social: Setupress, Lda., Losango Mágico, Lda., Carla Rito e Gabriel Rito) Sede de Administração e Redacção: Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º, 2900-389 Setúbal. Conselho de Gerência: Carla Rito, Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro, Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro.

CONCELHO DE SETÚBAL Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º - 2900-389 Setúbal - Tel. 265 094 354 (geral) / 265092 633 (redacção) / 265 092 725 - 265 520 716 (dep. comercial) CONCELHO DE PALMELA Rua José Saramago, lote 26 - loja direita 2955-027 Pinhal Novo - Tel. 212 384 894 CONCELHOS DE MONTIJO E ALCOCHETE Praça da República, 63, Galerias Comerciais, Lj 18. Tel./Fax: 212 318 392

CONCELHO DO BARREIRO Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel.: 212 047 599 - 939 050 535 CONCELHO DA MOITA Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel. 212 047 599 / 939 050 535 REDACÇÃO Director: Francisco Alves Rito (CPJ 2292) diretor@osetubalense.com Redacção: Mário Rui Sobral (CPJ 3872 A),

Humberto Lameiras (CPJ 2321 A); Ana Martins Ventura (CPJ 7230 A). Colaboradores: Inês Antunes Malta (CPJ 7226 A); Miguel Nunes Azevedo (TP 2608); Fátima Brinca (CPJ 2574); Rogério Matos (CPJ 9929); Helga Nobre; André Rosa; Ricardo Lopes Pereira e José Pina. Fotografia: Mário Prata, Alexandre Gaspar e Arsénio Franco. DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Teresa Inácio, Dulce Lança e Branca Belchior. PUBLICIDADE Direcção Comercial: Carla Sofia Rito e Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro. Setúbal: Ana Oli-

veira, Mauro Sérgio, Célia Felix e Rosália Batista. Montijo: Graciete Rodrigues.PPalmela: Rosália Batista. Barreiro: Carla Santos. Moita: Carla Santos. IMPRESSÃO Tipografia Rápida de Setúbal, Lda. - Travessa Jorge d’Aquino, 7 - 2900-427 Setúbal e-mail: geral@tipografiarapida.pt DISTRIBUIÇÃO VASP - Venda Seca, Agualva - Cacém Tel. 214 337 000 Tiragem média diária: 9.000 exemplares

Estatuto Editorial disponível em https://www.facebook.com/pg/ JornalOSetubalense/ about/?ref=page_internal

Edição online www.diariodaregiao.pt Digital Media Officer: José Luís Andrade

Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores


No próximo dia 9 Integrado nas comemorações do Mês Sénior, o espectáculo “No Palco da Vida” vai ter lugar, no próximo dia 9, no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, no Montijo,

anunciou ontem a Câmara Municipal. A iniciativa vai contar com actuações do Grupo Movimento DansasAparte, Cercima, Grupo de Cavaquinhos da Academia Sénior

Trabalho de João Samina já brilha em prédio de quatro pisos

Mural Jorge Peixinho nasce no Montijo pelas mãos de jovem artista setubalense DIREITOS RESERVADOS

D

berdade da criatividade individual e musical. Dele também são muitas das propostas para vencer o atraso musical nacional, para o ensino da música nas escolas dos conservatórios e a ele se deve a criação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.” Samina explica obra e revela desejo À hora da cerimónia, João Samina ainda usava as vestes utilizadas no trabalho. As marcas de tinta na t-shirt e nos calções eram reveladoras. Foi até ao último momento. “AAcabámos mesmo hoje [terçafeira passada]”, confidenciou, realçando: “ÉÉ uma parede grande e isso envolve muita paciência e dedicação, são muitas horas de trabalho”. O artista de 29 anos explicou a técnica utilizada na obra. “U Utilizo o 'stencil', ou seja, pego nas fotografias, por cima destas desenho aquilo que para mim são as manchas de sombra e as manchas de luz, da imagem, recorto tudo e depois vou pintando por folhas, por partes, como se fosse uma matriz num molde para ir pintando.” Branco, cinza, negro e vermelho dão corpo à tela. “U Ultimamente o meu trabalho temse focado muito neste tipo de cores para realçar o que realmente é importante na pintu-

ra. Normalmente, com a questão do rosto e do retrato prefiro que as personagens ou pessoas retratadas sejam mais fortes do que propriamente a paleta cromática. Daí os os tons de cinza e depois chamar a atenção para determinados pontos com os vermelhos”, afirmou, admitindo que a parte mais difícil do trabalho “ffoi a logística” face ao declive do terreno junto à parede. Quanto ao futuro, o jovem não esconde um desejo. “Gostava de fazer um mural com algumas dimensões e que tivesse impacto grande no centro da cidade de Setúbal”, revelou. E o tema, se fosse hoje, até já estaria escolhido. “N Nasci, estudei e cresci em Setúbal, porque morei a minha vida toda em Quinta do Anjo, que fica a apenas 15 minutos de distância. Neste momento, muito provavelmente, iria para o tema da pesca, dos pescadores, à volta da ligação com o rio, que é das coisas mais importantes que a cidade tem.” A vontade de abraçar o desafio é mais do que muita e a disponibilidade está garantida. “S Se espero que esta mensagem chegue a Dores Meira? Pode ser que sim, esperemos que sim [risos]. Se a presidente precisar, estaremos cá para ajudar. Sem dúvida”, concluiu.

Limites Universidade Sénior do Montijo e um apontamento de desporto com o grupo sénior do Ginásio Clube do Montijo encerram a iniciativa.

Desenvolvimento regional em agenda

Empreendedorismo vai estar em reflexão no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida

O

POR MÁRIO RUI SOBRAL emorou quase uma semana a concluir, consumiu 30 litros de tinta – metade da cor branca –, além de uma dúzia de latas de spray, e pode ser apreciado a toda a dimensão da parede de um prédio de quatro pisos. Trata-se do mural de homenagem ao maestro Jorge Peixinho, que a Câmara Municipal do Montijo inaugurou na passada terça-feira, em pleno Dia Mundial da Música, num edifício localizado na avenida que ostenta o nome do compositor montijense. A obra, com a chancela do artista setubalense João Samina, constitui um elemento de valorização do espaço público e, sobretudo, vem reforçar a perpetuação da memória de um vulto maior do panorama da música contemporânea portuguesa. “Passa a marcar a cidade e transporta para o espaço público a obra, o espírito e a genialidade de Jorge Peixinho”, disse Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, durante a cerimónia de inauguração, sem poupar nos elogios ao filho da terra que também chegou a desempenhar funções de autarca, como presidente da Assembleia Municipal do Montijo, eleito pela CDU. “JJorge Peixinho foi um maiores compositores do século XX, o montijense maior da cultura musical mundial, um símbolo da democratização da música contemporânea em Portugal”, sublinhou o socialista, adiantando: “C Com Jorge Peixinho celebramos a música, a cultura, mas sobretudo a li-

MONTIJO

da Atalaia, Alto Estanqueiro e Jardia, Grupo de Teatro da Academia Sénior de Pegões e Canha e Grupo Coral dos Ateliers Sénior da autarquia. Os Jograis do Teatro Sem

Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, no Montijo, vai acolher no próximo dia 10, a partir das 10h00, um encontro sobre “Empreendedorismo, Cooperação e Desenvolvimento Regional”, promovido no âmbito da Plataforma Supraconcelhia da Península de Setúbal. “D Durante todo o dia, será promovida uma reflexão ampla, profunda e conjunta sobre o contributo do empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável das regiões, relevando a participação de um conjunto de 'stakeholders', através do trabalho em rede e em cooperação”, indica a Câmara Municipal do Montijo, em nota de Imprensa. A participação no encontro

DIREITOS RESERVADOS

ACTUAL Nuno Canta fala em obra que passa a marcar a cidade, transportando para o espaço público “o espírito e a genialidade” do compositor

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Montijo assinala mês sénior com 'palco da vida'

SEXTA-FEIRA, 04/10/2019

é gratuita, sendo que os interessados devem efectuar inscrição até ao próximo dia 9, através de https://ecdr2019. wixsite.com/encontro ou do email encontro.ecdr@gmail.com. A Plataforma Supraconcelhia da Península de Setúbal,

órgão da Rede Social, abrange do territórios dos municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, e é coordenada pelo Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal.

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Com jantar na zona ribeirinha que contará com a presença do líder do partido

CHEGA encerra hoje campanha em Setúbal com André Ventura

SEXTA-FEIRA, 04/10/2019

LEGISLATIVAS REGIÃO

O CHEGA escolheu Setúbal para fechar a campanha eleitoral. André Ventura, líder do partido, vem hoje à cidade sadina para participar no jantar de encerramento

da campanha, marcado para as 20h00 no restaurante “O Ramila”, localizado na zona ribeirinha. A iniciativa, que contará também com a participação do cabeça-

de-lista pelo distrito, Nuno Afonso, é promovida pela distrital do partido, revelou a O SETUBALENSE o presidente do órgão, Luís Maurício, salientando que em pers-

pectiva está também a realização de uma arruada pelas principais artérias da cidade antes mesmo do jantar, que é aberto à população em geral.

Sondagem Eleições Legislativas de 6 de Outubro com distribuição de mandatos do distrito de Setúbal

PS esmaga no distrito, CDS desaparece e PAN elege. CDU e PSD perdem um deputado

POR HUMBERTO LAMEIRAS E FRANCISCO ALVES RITO

O

PS vence as Legislativas deste domingo de forma esmagadora no distrito de Setúbal ao eleger 9 deputados, tantos quanto o PSD, CDU, BE e PAN juntos. A surpresa é o CDS-PP não eleger nem um mandato, o que a acontecer significaria que o histórico do partido Nuno Magalhães, sucessivamente eleitos pelo distrito, ficará fora da Assembleia da República. Os centristas até já chegaram a eleger dois deputados por Setúbal. Um outro quadro político novo no distrito é o PAN vir a eleger um deputado pelo círculo eleitoral de Setúbal, enquanto o PCP-PEV passa para 3 eleitos, menos um que em 2015, e o PSD também 3 mandatos, perde igualmente um eleito. No caso da lista social-democrata, agora liderada por Nuno Carvalho, as contas têm de ser ponderadas, uma vez que nas legislativas de há quatro anos concorria coligada com o CDSPP que colocou precisamente Nuno Magalhães em terceiro lugar. Quanto ao BE, nada de novo, continua com dois eleitos no distrito. A distribuição dos 18 mandatos do distrito de Setúbal aponta para 9 deputados do PS (7 em 2015), 3 da CDU (4 em 2015), 3 do PSD (4 em 2015) 2 do BE (2) e 1 do PAN (0). De acordo com a sondagem de O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, no total do país, em termos de projecção global, que considera as respostas "NS/NR", a lista socialista poderá chegar aos 38,8 %, o que significa mais 6,49% que nas legislativas de 2015. O PSD será a se-

ARQUIVO / LUSA

A sondagem EUROSONDAGEM / ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO indica que o Partido Socialista reforça a votação no distrito de Setúbal e elege mais deputados. O PSD perde, assim como a CDU, o CDS deixa de ter representação parlamentar e o PAN consegue um mandato

ANTÓNIO COSTA. Líder do PS deverá obter em Setúbal uma confortável vitória com uma muito larga diferença para a segunda força mais votada

gunda força política nacional ao conseguir 25,5%, tendo no registo anterior, coligado com o CDS, obtido 36,86%. Quanto à coligação comunista, que no distrito é geralmente a segunda força política para eleições para a Assembleia da República, a sondagem prevê que fique, no total nacional, na fasquia dos 7,1%, menos que os 8,25% das últimas legislativa. O registo da CDU deverá ficar atrás da votação que o BE po-

derá alcançar, 9,6%, mas os bloquistas também descem relativamente a 2015, quando alcançaram os 10,19% dos votos do país. Por sua vez, aquele que poderá ser a grande surpresa nas Legislativas deste domingo passa de 1,39% para 4%; com este resultado nacional, o PAN consegue eleger Cristina Rodrigues em Setúbal. Segundo esta sondagem, na Assembleia da República, o PS ficará próximo da maioria absoluta, po-

dendo eleger entre 109 e 117 deputados (maioria absoluta são 116 deputados). O PSD ficará entre 68 a 76 mandatos, o BE vai de 17 a 19 eleitos, a CDU entre 13 e 14, o CDSPP terá 6 a 8 e o PAN 5 ou 6. A previsão aponta que deverão ser eleitos dois deputados entre os chamados pequenos partidos. A sondagem EUROSONDAGEM / ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO realizou-se entre 25 de Setembro e 1 de Outubro, tem uma amostra

de 2071 entrevistas validadas e é estratificada por regiões, incluindo Açores e Madeira, e grupos etários acima dos 18 anos. Foram efectuadas 2 319 tentativas de entrevistas e, destas, 248 (10,7%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião. O erro máximo da Amostra é de 2,15%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.


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SONDAGEM - LEGISLATIVAS 2019 *PROJEÇÃO DOS RESULTADOS ELEITORAIS (NACIONAL) 38,8 %

FICHA TÉCNICA Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem para o jornal O SOL, Porto Canal, Diário de Notícias da Madeira, O SETUBALENSE, Diário Insular dos Açores, Açoreano Oriental, Aurora de Lima, Gazeta das Caldas, Jornal da Bairrada, Linha de Elvas, Postal do Algarve, Reconquista, Região de Leiria e Voz de Trás dos Montes, com o patrocínio da Associação Mutualista Montepio, de 25 de Setembro a 1 de Outubro de 2019. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados, para telemóveis e telefones da rede Àxa. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e Regiões Autónomas. Foram efetuadas 2319 tentativas de entrevistas e, destas, 248 (10,7%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião. O erro máximo da Amostra é de 2,15%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social. O Responsável Técnico da Eurosondagem é Rui Oliveira Costa

25,5 %

9,6 %

PS

PPD/PSD

10 %

7,1 %

BE

5%

CDU

4%

CDS/PP

PAN

Outros/ /brancos/ /nulos

(*) Exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam "NS/NR" se abstêm

INTENÇÃO DE VOTO POR SEXO (NACIONAL)

INTENÇÃO DE VOTO POR FAIXA ETÁRIA (NACIONAL) 33,4 %

PS

34 % 21 %

PPD/PSD

BE

8% 5,6 %

CDU

6,8 % 4,7 %

CDS/PP

24,4 % 11,9 %

8,7 %

CDU

19,3 % 21,8 %

PPD/PSD

23,4 %

BE

34,4 % 32,7 % 34,8 %

PS

CDS/PP

4%

3,7 % 2,7 %

3%

LEGENDA PAN

3,7 %

PAN

3,3 % 8,8 %

Outros/ /brancos/ /nulos

Ana Catarina Mendes

Eduardo Cabrita

Francisco Lopes

Paula Santos

2%

3,9 %

5,8 %

8,7 %

LEGENDA 18-30 31-59 60 ou +

4,4 % 4,9 % 5,1 %

Outros/ /brancos/ /nulos

8,5 %

DISTRIBUIÇÃO DOS DEPUTADOS

10,1 %

8,4 % 8,2 %

10,3 %

(DISTRITO DE SETÚBAL - 18 MANDATOS)

Eurídice Pereira

José Luís Ferreira

João Galamba

Ricardo Mourinho Félix

Catarina Marcelino

Maria Antónia Almeida Santos

Nuno Carvalho

Filipe Pacheco

Fernando Negrão

André Pinotes

Maria Fernanda Velez

Joana Mortágua

Sandra Cunha

Cristina Rodrigues


LEGISLATIVAS

SEXTA-FEIRA 04/10/2019

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

ARQUIVO / LUSA

ARSÉNIO FRANCO

6

PS fecha campanha no distrito com arruada e comício em Setúbal Os socialistas estão confiantes de que a população do distrito reconhece que este Governo lhes trouxe mais qualidade de vida. Ana Catarina Mendes diz que nas ruas “já não vemos a tristeza, depressão ou desesperança”

O

Partido Socialista fechou o dia de campanha ontem com um comício na Praça de Bocage, na cidade de Setúbal, com a presença de António Costa que desenvolveu o seu discurso sobre o “m muito que o actual Governo socialista fez pelo distrito” e ainda o “m muito que há para fazer”. Foi assim que a candidata, e cabeça-de-lista, do PS pelo distrito, antecipava o conteúdo do discurso de António Costa que esta quintafeira só entrou na campanha já na cidade de Setúbal, para o comício. Mesmo sem a presença do se-

cretário-geral, os socialistas montaram uma caravana que começou bem cedinho no Cais do Seixalinho, no Montijo, com uma acção dedicada aos “Transportes públicos”. Às 10h00 fizeram uma visita à empresa especializada na produção de hortênsias – Jacobs, ainda no Montijo, e cerca das seis da tarde, a baixa da cidade de Setúbal recebeu uma arruada na baixa de Setúbal e, às 21h00, então o comício. “S Sinto que as pessoas estão connosco”, afirmava Ana Catarina Mendes a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, que fala de um sentimento de satisfação das pessoas. “AAo longo da campanha percorremos todo o distrito, falámos com as pessoas e estamos bem conscientes que as coisas estão diferentes comparativamente com há quatro anos atrás”, diz a cabeça de lista que afirma ainda: “JJá não vemos na rua a tristeza, depressão ou desesperança”. Ana Catarina Mendes não perde de vista os resultados que o PS obteve em 2015, o mais expressivo do todo nacional, por isso afirma que “ssentimos na rua a responsabilidade de liderar um Governo nos próximos quatro anos e sermos a força política maioritária

em Setúbal”. Entretanto, reafirma que é necessário concretizar no distrito o “rreforço dos serviços de saúde prestados às populações”, um trabalho que “jjá foi iniciado nesta legislatura e vai continuar com a libertação de verba para o hospital no Seixal centros de saúde que estão em construção”. Isto para além da “rredução das listas de espera do SMS”. Outro compromisso “éé o direito a habitação digna. O que queremos para o distrito é o que está a ser feito com o projecto Almada Poente com a construção de 3 500 novas casas de custo acessível”. Um outro objectivo é “ccontinuar a diminuir a taxa de desemprego no país e também no distrito de Setúbal”. Para isso a candidata coloca como necessidade efectiva “ddesenvolver o Porto de Sines, alargar o canal de acesso ao Porto de Setúbal e construir o aeroporto no Montijo”. Hoje é o dia da grade descida do Chiado, em Lisboa e, horas depois, António Costa segue para o Porto para o comício de encerramento de uma campanha que começou, também com um comício, mas em Lisboa. HUMBERTO LAMEIRAS

Líder comunista diz que caminho não é fácil como a Avenida Luísa Tódi, mas mostra optimismo

O

secretário-geral do PCP reiterou ontem a confiança num bom resultado da CDU nas eleições legislativas de domingo, numa "arruada" matinal pelas ruas do Barreiro, desdenhando sondagens porque prefere o contacto com as pessoas na via pública. "Mantém-se a confiança porque é uma campanha que tem vindo em crescendo, com participação, entusiasmo e confiança. Vamos aguardar a decisão do povo português, com a confiança de que a CDU tem a perspetiva de se reforçar para os combates tão difíceis que aí vêm", disse Jerónimo de Sousa. Sobre a possibilidade de o PCP poder vir a ser apoio parlamentar suficiente para o PS voltar a formar Governo, o líder comunista não se quis comprometer. "EEssas contas apressadas, geralmente, dão mau resultado. Andamos a fazer sondagens todos os dias no contacto direto com os eleitores, com as pessoas. O sentimento que tenho e os meus camaradas me transmitem nesta campanha de âmbito nacional é de grande confiança, com uma aceitação muito grande, o reconhecimento pelo papel que a CDU teve nestes quatro anos. São elementos que nos dão confiança, é esta a nossa sondagem", afirmou.

Jerónimo de Sousa reconheceu que "nnem sempre" a "m mensagem passa, mas, ao longo da vida de quase 100 anos de história do partido, nunca houve "uma vida fácil". "LLembro-me de campanhas anteriores em que a acusação que faziam era a de que o PCP era um partido de protesto, agora é de construção, de intervenção. Essas afirmações de António Costa só as entendo tendo em conta a atitude, o posicionamento, as propostas construtivas que assumimos durante este tempo, demarcando-nos, criticando e divergindo do PS em relação a matérias de fundo. Mas tem sido este papel que acaba por levar ao reconhecimento, já não digo de António Costa, mas de muitos milhares de portugueses", continuou, questionado sobre os elogios do primeiro-ministro aos comunistas. Em relação à sua continuidade à frente do PCP, inquirido sobre se esta seria a sua última grande campanha eleitoral nacional, uma vez que pode vir a abdicar da liderança no próximo Congresso Nacional do final do ano de 2020, o secretário-geral comunista também foi evasivo. "AA questão não está colocada, nem por mim nem pelos meus camaradas. Agora é andar para a frente nesta campanha", concluiu. Lusa


SEXTA-FEIRA 04/10/2019

LEGISLATIVAS

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DIREITOS RESERVADOS

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

Jerónimo renova confiança da CDU em bom resultado sem olhar a sondagens

DIREITOS RESERVADOS

Último grande comício em Setúbal antes das eleições encheu Fórum Luísa Todi

Nuno de Carvalho defende duas direcções regionais para a Península de Setúbal Cabeça-de-Lista do PSD encerrou campanha no distrito com jantar para mais de 300 pessoas em Almada

O Dores Meira malha no PSD e no PS e garante que Câmara tenta parar as dragagens se for houver problemas No comício de quarta-feira em Setúbal, que encheu o Fórum Luísa Todi, incluindo o balcão, a presidente da Câmara de Setúbal, com a mais vigorosa intervenção da noite, apontou baterias a PSD e PS, por esta ordem, a propósito das dragagens. “VVimos nestes últimos dias o candidato do PSD pelo nosso distrito fazer com descarada e vergonhosa colagem a movimen-

tos de cidadãos que saíram à rua para, com toda a naturalidade e legitimidade, protestar contra as dragagens. Estranhamente, esqueceu o PSD quem foi o pai da obra. Mas o mesmo acontece com o PS, camaradas e amigos, porque se um é o pai da obra, o Partido Socialista é a mãe.”, atirou Dores Meira. A autarca acrescentou que o “ffilho enjeitado” por PSD e PS, o investimento no Porto de Setúbal, foi “cconcebido para desenvolver a região” e assegurou que se não houver “ttodas as garantias de respeito pelo rio e pelos pescadores” e se a APSS “nnão cumprir todas as exigências ambientais”, o município tudo fará para “sse necessário, parar estas dragagens”. F.A.R.

cabeça-de-lista do PSD às eleições legislativas de Domingo propôs, ontem, que duas das direcções regionais da Administração Central do Estado sejam deslocalizadas de Lisboa para a Península de Setúbal, apontando a distribuição destes organismos públicos como mais um exemplo da discriminação a que a região de Setúbal tem sido votada. “Temos que pensar na Área Metropolitana de Lisboa como uma área mais igual”, disse Nuno Carvalho, perante mais de três centenas de pessoas presentes no jantar-comício do partido, nas Casas Velhas, em Almada. O desafio que eu lanço é que, “O pelo menos, se consiga estabelecer uma estratégia para fixar uma direcção regional na margem norte do rio Sado e uma direcção regional na margem sul do rio Tejo e que seriam portanto, ambas na Península de Setúbal”, lançou o candidato,

apontando concretamente dois organismos que poderiam ser deslocalizados. “P Por exemplo, a Entidade Regional de Turismo em Setúbal, e a Delegação Regional de Indústria e Energia num dos concelhos da margem sul do rio Tejo.”, disse. O que o candidato a deputado defende é que o concelho de Setúbal passe a ser sede de uma direcção regional e que outro destes organismos seja deslocalizado para uma das cidades ribeirinha do tejo, embora não tenha adiantado em que cidade. Nuno Carvalho recordou que, no âmbito da Região de Lisboa e vale do Tejo, que inclui a Peninsula de Setúbal, quase todas as direcções regionais estão localizadas em Lisboa, à excepção da Direcção-Regional de Agricultura, que está instalada em Vila Franca de Xira. “Esta organização do Estado é discriminatória e impede uma maior igualdade de oportunidades à nossa região e aos seus habitantes. Não é sequer uma forma de incentivar as empresas a procurarem outros concelhos fora de Lisboa para fixarem as suas sedes. E por isso, concretizar uma estratégia de descentralização geográfica dos serviços do Estado na Região de Lisboa e vale do Tejo é uma forma de pensar no desenvolvimento mais igual em toda esta região.”, defendeu.

“S Se o Estado não dá o exemplo na atenção que presta a todo o território nacional, como pode incentivar outras entidades privadas a investirem foram de Lisboa?”, questionou, acrescentando que “ppara tratar dos problemas da habitação e dos transportes, temos que reconhecer que parte das causas é a concentração de oferta de emprego num único concelho [Lisboa].” O cabeça-de-lista do PSD reforçou ainda a proposta de “ccriação duma região NUT III para a Península de Setúbal” para efeitos da atribuição dos fundos comunitários, acusou o PS de ter transferido o déficit das contas públicas para os serviços públicos, com acumulação de problemas, por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde. “Deveríamos estar a assistir à recuperação dos serviços do Estado, mas o que é certo, é que, o que verificamos é que o défice saiu, dos cofres do Estado, para os serviços do Estado”, rematou. No jantar com militantes, foram oradores também Filipe Roseta, cabeça-de-lista por Lisboa, Fernando Negrão, candidato por Setúbal, e Carlos carreiras, autarca de Cascais. Hoje, último dia, os candidatos por setúbal vão juntar-se, como é já costume no PSD, ao encerramento da campanha, em Lisboa, com Rui Rio.


LEGISLATIVAS

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PAN promete regras apertadas para criadores cabeça de lista do PAN por Lisboa visitou ontem um canil na Aroeira da Associação dos Amigos dos Animais de Almada, onde vincou a necessidade de fazer avançar várias alterações legislativas na área do bem-estar e protecção animal. Uma delas passa por "ccriar regras mais apertadas para aquilo que vulgarmente se chamam os criadeiros", disse André Silva, considerando que, "sse é verdade que há pessoas que são profissionais que criam animais nas melhores condições, existem também muitas pessoas que fazem criação de animais sem quaisquer regras". Durante a visita ao canil, Maria Helena Mascarenhas, presidente da associação responsável pelo espaço, queixou-se de estarem sinalizados casos de "criadeiros" em que as regras de protecção e bem-estar não são cumpridas, com animais maltratados e com fome e a serem vendidos apenas com duas semanas de vida. "TTodos conhecem as más práticas e não lhes acontece nada e saem sempre impunes. É importante reforçar as regras de protecção animal e alterar a legislação", defendeu André Silva. Para André Silva, aquilo que encontrou naquele canil é o "pparadigma" do país, em que "aassociações se

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substituem ao Estado durante décadas" na área da protecção dos animais, vendo-se muitas vezes sem apoio por parte das autarquias. "M Muitas vezes [as câmaras municipais] não precisam de ter um centro de recolha oficial, não precisam de fazer investimentos avultados em recursos humanos ou infraestruturas. Basta fazerem protocolos com estas entidades", defendeu. O deputado do PAN considerou também que a criminalização do abandono dos animais "éé absolutamente inócua", referindo que o abandono "ssó é crime se desse ato resultar algum problema físico por falta de adederamento, alimentação ou falta de segurança". No canil, a presidente da associação, que existe há mais de 30 anos, salientou

que o espaço acolhe perto de 250 cães, mas que não tem apoio financeiro nem ajuda em campanhas de adopção por parte da Câmara de Almada. Maria Helena Mascarenhas vincou que o trabalho é feito de forma voluntária, sendo que hoje já é raro terem que comprar alimentação para os cães, face ao sucesso das campanhas de recolha de ração e das doações de particulares. Se a divulgação do trabalho da associação ajudou, a presidente da associação não tem dúvidas que a mudança de consciências das pessoas foi um aspecto fundamental. De há 20 anos para cá, não há "D comparação. As pessoas estão muito mais preocupadas com o bem-estar animal", disse à agência Lusa Maria Helena Mascarenhas.

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Iniciativa Liberal limpa praia no 2.º Torrão em Almada com associação

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Iniciativa Liberal em conjunto com a associação CLDS 3G – Sai e Age procedeu, no passado dia 29, a uma acção de limpeza na praia no segundo Torrão, juntamente com outros voluntários e crianças do bairro. O partido acredita que “uum dos maiores desafios em Portugal será a falta de água” que essa necessidade será mais sentida no distrito de Setúbal. “C Como tal propomos uma aposta séria na dessalinização

da água do mar para prevenir secas no futuro, e desafiamos os restantes partidos a juntaram-se a nós nesta luta”, revela o partido, explicando ainda a participação na acção. “AA preservação do meio ambiente é um tema muito importante para a Iniciativa Liberal, consideramos que a campanha eleitoral deve servir para, não só chamar a atenção para este problema como também para fazer algo sobre esta temática”, conclui.


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ALCÁCER DO SAL

Município anuncia fim do uso de glifosato

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REGIONAL SETÚBAL

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal anunciou que está a aplicar um novo herbicida biodegradável, de origem natural, "sseguro para pessoas, animais e ambiente". O novo herbicida, à base de ácido pelargónico e alter-

nativo à utilização de glifosato, "ccaracteriza-se por ser obtido a partir de plantas e quando aplicado degradase muito rapidamente, não havendo riscos de contaminação dos lençóis freáticos ou efeitos negativos para or-

ganismos do solo, apesar de se verificar um cheiro intenso após a sua aplicação", explicou a autarquia."Ainda que se trate de um produto amigo do ambiente e seguro para pessoas e animais, o município tem os devidos cui-

dados na sua aplicação e fá-la com consciência e respeitando a lei no que a esta actividade diz respeito, nomeadamente através do uso de equipamentos de protecção individual dos operadores", indicou o município.

Mulheres têm maior expressão no ensino superior do que homens, 42% para 26%

IPS lança pilares para ensino politécnico da região nos próximos 40 anos Pedro Dominguinhos, presidente o Instituto Politécnico de Setúbal assume que a meta dos próximos 40 anos, na sociedade digital, será manter talentos na região com resposta de emprego adequado

POR ANA MARTINS VENTURA FOTO ALEX GASPAR

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defesa de uma ligação cada vez mais forte entre o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e o mercado de trabalho da região, enquanto estratégia para responder aos desafios do futuro da sociedade digital foram o mote do início do Congresso 40 Anos a Construir o Futuro. O evento prossegue hoje no Auditório Principal do IPS, na Escola Superior de Ciências Empresariais. Se ontem a abertura do congresso ficou a cargo de Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS); Paula Ferreira, presidente do Conselho Geral do IPS; Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal e de Inês Silva, presidente da Associação Académica do IPS. Hoje, o destaque vai para personalidades como António Nóvoa, embaixador de Portugal na UNESCO e professor da Instituto de Educação da Universidade de Lisboa; ou Natividade Coelho e representar Setúbal, enquanto directora do Instituto de Segurança Social, Centro Distrital. Nos temas o destaque vai para o papel das instituições de ensino superior no desenvolvimento do conhecimentos e das regiões e contributo da educação para o desenvolvimento da sociedade. Mulheres a estudar mais do que homens. Porquê? Ontem o painel de debate centrou-

FUTURO. Cláudia Sarrico, Pedro Dominguinhos e Maria das Dores Meira abordaram a importância do futuro do politécnico para a região

se ao redor de um tema principal: o ensino superior e os desafios da sociedade do futuro. Depois de quatro décadas a contribuir para o desenvolvimento da região e para a fixação de profissionais qualificados, Cláudia Sarrico, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, revelou números nacionais e internacionais essenciais para a colocação do IPS no futuro. Também nos desafios do futuro foram colocadas questões como “O que nos dizem os números do ensino superior em Portugal?” e “O que precisamos fazer para manter talentos em Portugal e nas regiões onde fazem a sua formação no ensino superior?”. Num país em que, a faixa dos 64 anos “aapenas 6% tem formação superior”, face à média de “1 14% dos países da União Europeia de OCDE”, Cláudia Sarrico destaca, contudo, 34% que, entre os 25 e os 34 anos “3 de população tem formação no ensino superior”. Uma expansão do ensino superior entre os mais jovens, “qque tem continuado ao longo das décadas pós-revolução”. Mas um crescimento ainda aquém dos restantes países da EU. Neste panorama tem ainda maior

expressão, em Portugal, a frequência das mulheres no ensino superior, com 42%, face a 26% dos homens. “AAlgo que se repete em vários países da União Europeia e que precisamos avaliar”. Maria das Dores Meira assume crescimento da região associado ao IPS A importância de manter a ligação entre o ensino superior, comunidade e parceiros, como algo que tem sido, “ddesde sempre”, a máxima do IPS, foi defendida por Paula Ferreira, presidente do Conselho Geral do IPS. “U Uma ligação estratégica, para os desafios de hoje e do futuro e resposta a muitas das questões abordadas neste congresso”. Uma opinião partilhada por Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal. “S Se há algo que podemos garantir sem encontrar oposição é que o IPS tem-se afirmado sem concorrência igual”. Para a autarca, se há algo que o politécnico tem sabido fazer é “eencontrar os mecanismos para crescer e ajudar a crescer a região”, sendo por isso, na sua perspectiva, “iimperativo trazer para a região investimento que está a faltar, para captar

o talento desenvolvido e trazido à região pelo IPS”. Dores Meira vai mais longe, afirmando que, “nnestas quatro décadas, o IPS construiu o futuro ao serviço do país formando gerações de técnicos altamente qualificados. Profissionais essenciais para as empresas locais e para a administração local”. A autarca qualifica Setúbal como um pólo determinante para o país, com a fixação e algumas das suas principais empresas. Realidade onde se destaca a recuperação do desemprego, “ttendo-se verificado em Julho o menor número de desempregados registados no Instituto de Emprego e Formação Profissional, face a períodos homólogos, desde 2004”. Número que significa que “oo concelho não só recuperou da crise, como recuperou do desemprego, colocando-se num patamar inédito dos últimos 15 anos”. Com esta realidade, Dores Meira defende “eestamos aqui para preparar os próximos 40 anos”. Pedro Dominguinhos espera novos 40 anos do IPS A preparar os próximos 40 anos do IPS na região, o presidente do instituto, Pedro Dominguinhos reforçou “vvamos continuar a colaborar

com o município, a empresas e instituições da região”. No panorama para delinear as metas do futuro está o facto de “oo ensino superior politécnico estar pelo 4º ano consecutivo a crescer”. Uma afirmação do ensino que surge depois de anos de cortes durante a crise económica, durante os quais “oo desinvestimento à frequência no ensino superior foi notório”, aponta o professor. “EEm 2013/2014 havia quem dissesse que tínhamos licenciados a mais, sobre uma óptica de que o ensino superior deveria ser apenas para alguns, quando este deve ser cada vez mais democratizado, para formar profissionais qualificados e um mercado competitivo, com talentos”. Na passada segunda-feira a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação publicou os dados mais recentes sobre o ano lectivo de 2018/2019, com referência à subida de estudantes no ensino superior, pelo 4º ano consecutivo. Pedro Dominguinhos 395 não os esqueceu na sua defesa, “3 mil estudantes, nos quais o ensino politécnico representa cerca de 116 mil estudantes. Um crescimento de 16%, numa década em que a primeira metade foi decrescimento do número de estudantes no ensino superior”.


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MONTIJO Câmara aprova compra por 191 mil euros

O SETUBALENSE

Edifício para Loja do Cidadão vai custar mais do que vale Avaliação feita por entidade externa diz que o valor do imóvel é 10 mil euros inferior ao montante que a autarquia vai- pagar. Escola na Designer/gráfico, criativo para elaboração de Atalaia e habitações cartazes, cartazes, folhetos, cam sociais motivam inter- livros e outro material de camvenção do público panhas panhas de solidariedade.

- Bons conhecimentos no domínio de aplicação deedifício de base de dados. tasse a ser apreciada, numa reunião localização do espaço justifica o valor”, frente aos Paços do posterior, devidamente acompanhada adiantando que “aas proprietárias não parecer jurídico, pretensão que estavam na disponíveis para vender por Concelho conhecimentos que servirá para ins- de umem - Bons PowerPoint, página menos de 190 mil euros”. Ao mesmo talar a Loja do Cidadão vai cus- foi rejeitada. n191etmileeuros Facebook. O social-democrata justificou o sen- tempo tentou tranquilizar o vereador tar net aos cofres da autarO valor da avaliação é indiquia, valor que ultrapassa em 10 mil tido de voto com as eventuais implica- do PSD. “O - Boa utilização e conhecimentos ções legaisoffice que a decisão poderá ter. cativo, não é vinculativo”, sublinhou euros o montante da avaliação do feita pacote “O O PSD vota contra a proposta, o socialista, admitindo que as obras ao imóvel por uma entidade externa. de software. de A proposta para a compra do edifício não por se opor ao mérito da mesma de remodelação do imóvel deverão sempre defendeu uma loja pesar “ccerca de meio milhão de euros – que se encontra emorganizativo avançado estado – jáeque - Sentido excelente comunicação. de degradação – foi aprovada, na reu- do cidadão no Montijo – mas, sim, em cima” do valor da compra. a que o valor ultrapassa nião- Boa pública formação quinzenal do executivo moralatendendo e humana. POR MÁRIO RUI SOBRAL

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realizada na última quarta-feira, com os votos favoráveis da gestão socialista (quatro) e da vereação da CDU (dois). O vereador do PSD, João Afonso, votou contra, depois de ter solicitado que a proposta fosse retirada para que volPUBLICIDADE

o montante máximo da avaliação feita [181 mil euros] e significativamente o valor patrimonial [152 mil euros]”, disse. Nuno Canta, presidente da Câmara, explicou que “aa oportunidade face à

Escola sem condições nem pessoal e subaluguer de habitações sociais A sessão ficou ainda marcada pelas intervenções de um conjunto de mães de alunos que frequentam a Escola

Básica Novos Trilhos na Atalaia. A falta de condições no estabelecimento de ensino e de pessoal auxiliar, ausência de uma animadora, bem como a impossibilidade da utilização do espaço do recreio, habitualmente invadido por uma colónia de gatos, foram algumas das queixas apresentadas. Uma das reivindicações dos encarregados de educação prende-se com a climatização das salas. Nuno Canta informou que a autarquia está a proceder à instalação de aparelhos de ar-condicionado nos pré-escolares e que a situação deverá estar resolvida a breve trecho. Os gatos devem ser recolhidos para o canil/gatil municipal, assumiu, explicando depois

o problema com o pessoal auxiliar. “AAté excedemos o rácio estabelecido por lei. O problema, que nos afecta a todos, é que temos um elevado número de baixas médicas entre o pessoal auxiliar, cerca de 30%. O que é estranho”, defendeu. Ainda no período do público, uma munícipe que aguarda por atribuição de habitação social denunciou que existem “ddois casos de subaluguer no Bairro da Caneira”, pedindo fiscalização municipal. O vereador Ricardo Bernardes garantiu que os serviços municipais já estão a investigar. Antes de se entrar na ordem do dia, o debate entre Nuno Canta e João Afonso voltou a ser feio, tendo por base temáticas ligadas aos animais e ao canil/gatil do Montijo. Nota ainda para o facto de a oposição continuar a votar contra as actas das sessões. “EEstes documentos da Câmara não são sindicáveis, porque a gravação das reuniões é destruída mal estas são passadas a texto escrito, independentemente até da sua aprovação no órgão executivo do município”, declarou Carlos Jorge de Almeida, vereador da CDU, com Nuno Canta a considerar a situação como “uum amuo” da oposição.


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REPORTAGEM

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ALCOCHETE

A jóia embalada pelo Tejo Retrato de bordo em viagem ao maior estuário da Europa Ocidental para assinalar o Dia Mundial do Turismo e apresentar o projecto cultural 'Fado ConVida'. O hotel programado, o receio da chegada do aeroporto, o segredo da gastronomia local e o brilho de uma pérola realçado por flamingos e até cavalos POR MÁRIO RUI SOBRAL FOTOS ARSÉNIO FRANCO VIAGEM. O convívio em pleno Tejo permitiu destacar as potencialidades turísticas que Alcochete tem

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exta-feira, 27 de Setembro. Uma da tarde em ponto. O suave estalar de salpicos em pequenas embarcações, que bailavam ao sabor da verde maré que ainda ia enchendo, despertava a audição. O Sol brilhante, a rasgar o azul de um céu imaculado, acariciava o multicolorido Bote Leão – embarcação típica do Tejo –, atracado no final da Ponte Cais. Um rio de distância a separar margens e Lisboa lá estava definida no horizonte com a Vasco da Gama a sobressair, como se de uma tela pintada a fresco se tratasse. Enchiamse os olhos. Apetecia desfrutar, inspirar, expirar e até... mergulhar. Mas o propósito era outro: embarcar no “Rei dos Nordestes” e desbravar Tejo até zona protegida, em viagem programada pela Câmara Municipal de Alcochete para assinalar o Dia Mundial do Turismo e, em simultâneo, proceder ao lançamento do Festival Fado ConVida, que irá animar o centro histórico da vila a 12 e 13 de Outubro. Pelas costas ficara a traça arquitectónica bordejada pela riqueza do rio, decorado por dezenas de pequenas embarcações que iam saltitando com a ligeira agitação desse Tejo prestes a acordar, num cenário de perfeita harmonia e beleza inquestionável. Alcochete é linda! Brum, brum, brum. O som “metálico” corta o equilíbrio, é inconfundível – toca a largar cabos que está na hora de zarpar –, e os 36 passageiros despertam para o ligar do motor do

Bote Leão, que vai começar a sulcar as entranhas do Tejo. Já se navega e as gaivotas pousadas em vários barcos por ali dispersos apenas torcem o “pescanhoço” à passagem do “Rei dos Nordestes”, mas como que a dar boas-vindas, habituadas que parecem estar à presença humana, mostrando-se pouco intrigadas. Sem medos. A rota decorre em paralelo à costa, rumo à Praia dos Moinhos e o verde arbóreo que intercala a maioria do branco habitacional faz-se notar, antes de o amarelado areal da zona balnear irromper no campo de visão. E Alcochete é linda! Vasco Pinto, vereador responsável

pelo pelouro do Turismo, que serviu de cicerone durante a jornada, esboça um sorriso perante a constatação e reforça a panorâmica já mil vezes absorvida. “AA beleza arquitectónica devidamente harmonizada com este património ambiental transporta-nos para aquela que é a riqueza identitária da vila”, resume o autarca que também detém a pasta da Cultura. Hotel do Grupo Riberalves deve avançar nas antigas secas do bacalhau Eis as edificações, em formato cilíndrico – interrompido pelo cone das

coberturas –, que já ‘foram’ mais moinhos do que o são hoje em dia, espaçadas uma a seguir à outra, em plena praia, a serem ultrapassadas enquanto o Bote Leão mantém o ritmo em trajectória paralela à orla costeira. A Ponte Vasco da Gama vai “crescendo” e surge agora a zona das antigas secas do bacalhau. “P Para aqui está perspectivado um hotel do Grupo Riberalves”, lembra o vereador, admitindo que o projecto já conheceu avanços e recuos – as expectativas, porém, voltaram a ser animadoras. O ponto de situação é arrumado pela viragem a estibordo para inversão do sentido de marcha, com o canal da ponte das enguias marcado como destino. Mas sem GPS. “ÉÉ preciso ver esta alma de raiz que Alcochete tem”, ouve-se a alguém no seio do grupo que, além da equipa de reportagem de O SETUBALENSE, engloba, entre os convidados, representantes de operadores ligados ao turismo da natureza, patrocinadores do Festival Fado ConVida, turistas franceses hospedados em alojamentos locais, alunos do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural na Escola Secundária de Alcochete e ‘staff’ autárquico. Cuidado com o pitéu e adeus ao plástico

MARIANA ROSA. Mostrou mãos de fada para a culinária

Entretanto, já se passa pela casa de partida (Ponte Cais, subentenda-

se) e a grande vela continua por desfraldar, amarrada ao imponente mastro. É o motor que faz as despesas da deslocação do Bote Leão. A brisa apetecível complementa a sombra garantida por guarda-sóis “gigantes” de tom escuro de vermelho. A mesa rectangular acolhe a toalha de padrão axadrezado com as cores do Benfica e carrega moscatel da região e fogaças – iguaria tradicional local –, enquanto não é servido o almoço confeccionado no restaurante Barrete Verde. Ups! A amena cavaqueira entre convidados é surpreendida por um estrondo, provocado pelo tombo de um recipiente alto para depósito de lixo e motiva reacção. Olha lá o nosso pitéu”, alerta “O quem sabe dar devido valor à tradicional caldeirada à fragateiro, que só mais tarde saltaria dos panelões para os pratos de cartão para ser devorada (nalguns casos em dose dupla) com recurso a talheres de madeira. Pois é, a era do plástico… já era, agora que o planeta não aguenta mais. O verde da vegetação oferece-se como elemento dominador na margem costeira, à medida que se avança em direcção ao Sítio das Hortas. O cinzentismo de uma construção em ruínas e o laranja da estrutura de um e logo de outro prédio, que estão a nascer, emergem, mas num ápice voltam a dar lugar à principal cor do Sporting e da esperança. E Alcochete é linda!


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da espécie com a vinda do aeroporto para o concelho vizinho do Montijo. “O O meu medo é esse. Esperemos que as medidas mitigadoras salvaguardem a preservação desta nossa riqueza”, afirma. Finalmente o canal da ponte das enguias. O destino é alcançado. Com uma surpresa digna de figurar em película de um qualquer “western”. Uma manada de cavalos, castanhos, escuros, clarinhos e brancos, qual comité de boas-vindas, desfila alegre e tranquilamente rente à margem, fitando com olhar doce e “orelhaças” em pé as alminhas que se aproximam pelo leito do rio. Abanam as caudas, vaidosos, sabem mostrar-se altivos, apesar de alguns parecerem algo magricelas, e começam a relinchar, numa espécie de tentativa de estabelecimento de contacto. Alcochete é linda! O fotógrafo “glutão”, os “franciús” deliciados e o segredo da receita

Medo do aeroporto pelos flamingos e uma manada de cavalos na recepção O destino aproxima-se. O ar puro que emana em plena pérola do Estuário do Tejo convida a arregalar os pulmões e é sinal da vitalidade do ecossistema preservado. “O Olhem ali flamingos”, observa Vasco Pinto. E todos erguem-se repentinamente, como que projectados por uma mola. Às dezenas levantam voo e o rosado que dobra as asas bordadas a negro confere às aves brancas de pernitas alongadas um brilho especial. “EEsta é uma mais-valia do território e até do desenvolvimento turístico local”, sublinha o autarca, que admite temer uma eventual desertificação

REPORTAGEM

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O motor é desligado. Todos sabem que é chegada a hora de “afiar o serrote”. Calma que a caldeirada preparada pelas mãos da dona Mariana Rosa estará no ponto, como sempre, para deleite do grupo e, em particular, de Arsénio Franco, que está que nem pode, ansioso por deitar a luva aos talheres e cravar as dentuças no manjar dos deuses. “IIsto é bom, pá! A comida feita no Barrete Verde é deliciosa”, avisa, depois de ter registado através da objectiva profissional, com a incomparável arte que lhe é reconhecida, todos os pormenores da viagem para ilustrar a reportagem. Grande verdade, o aviso, mas que há muito é do conhecimento público. O pitéu começa a ser servido, porém o “prato principal” do passeio turístico virá depois, quando Matilde Cid puxar pela voz – sem que esta lhe doa – para interpretar quatro fados e proporcionar um cheirinho do que irá acontecer no festival promovido pela autarquia. Venha de lá então a abençoada caldeirada à fragateiro, que o mestre

MATILDE CID. A fadista cantou quatro fados e encantou

da fotografia “está em pulgas”. Ainda assim não consegue perder a etiqueta e passa o primeiro prato que lhe chega às mãos ao escriba. A retribuição será feita depois, quando chegar a hora da sobremesa. “EEspera pelo arroz doce, que vais ver. Não gostas? Mas já provaste? Olha lá, manda vir na mesma”, diz o boca doce, deixando implícito que reservara espaço para a guloseima destinada ao camarada. Soube-lhe tão bem que nem pestanejou a enfardar. Adeus etiqueta. O repasto foi de sonho e mereceu elogios dos presentes – os franciús até apontavam para a boca e levantavam o polegar. “O O segredo? É gostar do que se faz, darmos o melhor de todos nós. Depois é sentir a alegria das pessoas que no final nos vêm agradecer no restaurante e que nos motivam a continuar”, revela Mariana Rosa, “matriarca” da família que gere o restaurante Barrete Verde. Para o filho, João António, 44 anos, a razão do êxito das receitas, como a da caldeirada apresentada, encontra explicação simples e reflexo na riqueza gastronómica local. “IIsto é Alcochete. Estando entregue às mãos da dona Mariana está nas mãos de Deus”, afiança, por entre sorrisos de orgulho. O vereador, a fadista e os 'casórios' Pára tudo. Tempo agora para a acção promocional do festival que vai acontecer no final da próxima semana, no núcleo histórico da vila ribeirinha. Nada melhor, para o efeito, do que uma demonstração ao estilo “dois em um” – funcionando como “aperitivo” da iniciativa cultural agendada e, simultaneamente, como “digestivo” da refeição típica local, que fez disparar o sentido do paladar. Silêncio que se vai cantar o fado.

VISTA. Na popa, desfrutou-se ao lado do homem do leme

Vasco Pinto apresenta Matilde Cid – um dos nomes que integram o cardápio artístico do evento – e faz uma revelação curiosa, que ilustra as voltas que o mundo dá. “FFaço hoje cinco anos de casado e a Matilde, que já conheço há bastante tempo, comemora 11 [de casada] neste mesmo dia. Foi ela que foi cantar ao meu casamento. E hoje estamos aqui. Lançou um álbum há poucas semanas e vai estar no Fado ConVida”, assinalou o autarca, antes de passar a palavra à artista. “AAlcochete é uma terra onde se sente grande amor pelo fado. Acredito que o festival será um sucesso”, vaticinou a jovem cantora, que foi acompanhada à viola por Pedro Saltão e à guitarra portuguesa por António Martins. O bonito timbre da voz abraçou o trinar da guitarra, a par da viola, acrescentando magia ao momento e reforçando a marca identitária alcochetana, sobretudo quando houve interpretação com dedicatória à forcadagem. Olé! O regresso inicia-se. Novo bando de aves, que não os amigos flamingos,

“solta amarras” e parece desafiar a embarcação para uma corrida lado a lado que sabia não poder perder. O turbilhão de asas a bater até se faz ouvir, a romper o horizonte, e ninguém fica indiferente. Aves – 1, Homem – 0. A desforra fica para a próxima. Com a maré mais subida, o som da proa a cortar as águas rivaliza com a cadência do motor da embarcação. Os salpicos refrescam a face dos que não se protegem e a brisa não se quis ficar atrás aumentando de intensidade, mas continua saborosa. E Alcochete é linda! Grande parte do grupo invade a popa do Bote Leão para apreciar o esplendor da vista. Eleva-se a espuma das águas do rio e está feito o baptismo da viagem. “ÉÉ bom. É aguinha do Tejo”, atira Matilde Cid, sem desarmar sentada na borda da embarcação. Ponte Cais à vista, à hora marcada (16h00 em ponto). Acostagem concluída e, como diria alguém que já partiu, “AAlcochete é Alcochete, o resto é paisagem”.

Fado ConVida traz oito artistas Após o almoço, Vasco Pinto reforçou os motivos da realização da iniciativa a bordo do Bote Leão: assinalar “dduas datas importantes”, o Dia Mundial do Turismo e o Festival Fado ConVida, que se realizará nos dias 12 e 13 de Outubro. O evento vai decorrer em dois palcos distintos, um no Largo São João e outro no Largo António Santos Jorge, adiantou o autarca. Bruno Chaveiro, António Pinto Basto e Sara Correia, com Cláudia Pascoal, actuam no primeiro dia. Ângelo Freire, Matilde Cid e Ricardo Ribeiro, com Diego El Gavi, actuam no segundo dia. Mas haverá ainda a possibilidade para outros – fadistas da terra – subirem a palco, acrescentou o vereador.

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SINES SEXTA-FEIRA, 04/10/2019

LOCAL

Centro de Artes recebe os “You Can’t Win, Charlie Brown” O Centro de Artes de Sines (CAS), recebe, no dia 12 deste mês, às 22:00, a banda lisboeta "You Can't Win, Charlie Brown", foi ontem divulgado.A celebrar uma década, o

grupo fundado em 2009 por Afonso Cabral, Salvador Menezes e Luís Costa, que passou depois a sexteto com a entrada de David Santos, Tomás Franco de Sousa e João

Gil, iniciou uma série de concertos a 13 de Setembro e promete andar pelo país até ao dia 19 este mês.São, no total, 13 concertos, com passagem por vários palcos

nacionais. No dia 12 deste mês, chega a vez de Sines, com um espectáculo no CAS. O projecto musical ganhou visibilidade em 2009, com o tema “Sad Song”.

OPINIÃO

Supremo Tribunal Administrativo viabiliza dragagens do Sado

JOSÉ PUJOL Presidente da mesa da assembleia do Clube da Arrábida, advogado

A recente decisão do STA, datada de 27 de Setembro, na prática, tem como consequência negar efeito à providência cautelar que poderia parar as dragagens/escavações no Rio Sado. Essa decisão do STA conclui com a seguinte frase: “As mencionadas “questões jurídicas” (tradução nossa do latim…) reclamam a intervenção do Supremo. Até porque – e não obstante estarmos em sede cau-

telar – a empreitada em causa é, pelo seu objecto, de grande relevância económica, pormenor que contribui para o recebimento do recurso.” As previstas agressões ao Rio Sado – por via de uma escavação de muitos milhões de metros cúbicos – fazendo perigar a vida estuarina, os golfinhos, as pradarias marinhas, os baixios, as praias, a pesca tradicional, o turismo de natureza e toda a economia local, têm suscitado os mais veementes protestos de cientistas e populações ligados ao Rio Sado. Considerando que a obra vai arrancar (convenientemente após as eleições…), a única hipótese de parar tamanho crime ambiental seria a não admissão do recurso de revista que o STA vem agora admitir. Toda a gente sabe, e o STA também o sabe, que o decorrer do processo judicial principal levará tantos anos que, quando for decidido, já a obra estará realizada e o Estuário do Sado destruído. Conflituam aqui vários princípios

jurídicos. Estes princípios têm de ser ponderados, articulados, pesados e balanceados pelos Tribunais. A mensagem que o STA faz passar à sociedade e à Administração Pública é simples: perante o valor do ambiente e da natureza (e o princípio jurídico da prevenção em matéria ambiental), por um lado, que obriga a tudo parar quando se suscitam dúvidas sobre a destruição de valores naturais insubstituíveis. E, por outro lado, o suposto valor económico do projecto, a mensagem é clara: destrua-se o ambiente, a bem do dinheiro!!! Infelizmente nem a “grande relevância económica ”da obra, invocada pelo STA, está demonstrada. Pois até ao presente a APSS ainda não conseguiu demonstrar que a economia que se vai destruir (nas pescas, no turismo, nas marítimo-turísticas, na criação de ostras, nas visitas aos golfinhos, nas praias, nos baixios, no desenvolvimento da Península da Tróia…) é superior à economia que

se vai criar – a economia do “contentor” que ficou durante o presente ano tristemente célebre pelos protestos dos trabalhadores do Porto de Setúbal que trabalham em condições precárias. Com uma grande diferença – a economia que se vai destruir é ambientalmente sustentável e, por oposição, a economia que se vai criar (a economia do contentor) é assassina do ponto de vista ambiental, destruindo de forma irreversível valores naturais que nunca mais poderão voltar a ser refeitos. A jurisprudência do STA continua a refugiar-se em pormenores técnicos para fugir à discussão das questões de fundo, como uma fundamentação “dita” económica verdadeiramente sui generis. Esta orientação positivista-formalista recusa-se a discutir Direito, recusa-se a discutir princípios jurídicos fundamentais, recusa-se a discutir valores humanos (como o da preservação da natureza e do am-

biente), limitando-se a aplicar leis e regulamentos. A destruição do Sado tem como principais defensores (e quase únicos) as pessoas e entidades que têm algo a lucrar com ela, ou defendem o seu emprego ou o seu negócio ou o seu futuro emprego, ou a sua corporação ou empresa ou a quem foram pagos pareceres. É preciso a coragem de todos para parar este crime – mesmo todos: políticos, gestores públicos, funcionários públicos, pescadores, turistas, juízes, populações, comunidades locais, sociedade cívica, jornalistas, jovens. Temos a esperança que o STA, mesmo admitindo agora o recurso, após análise e ponderação dos seus fundamentos, venha a julga-lo improcedente em nome da protecção dos valores ambientais que estão em causa e que a APSS se dispõe gratuitamente a pôr em causa em nome de supostos mas nunca demonstrados, benefícios económicos para as populações “

MARCAS E EMPRESAS

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nossos clientes a viver em harmonia com os seus animais de companhia. Estamos atentos às necessidades dos nossos clientes e podem comprovar fazendo-nos uma visita à Rua José Joaquim Marques (estrada nova), nº 106 no Montijo. T: 914 265 991 * Abertos de 2ª a 6ª das 9h às 13H e das 15h às 19h – Sábado das 9h às 13h

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SEXTA-FEIRA 04/10/2019

SETÚBAL

LOCAL

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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Objectivo é partilhar o passado e o presente da escola e projectar o futuro

70 anos do edifício do Liceu de Setúbal em livro No âmbito das comemorações dos 70 anos do actual edifício do Liceu de Setúbal, cumpridos no passado dia 30 de Abril, está neste momento a ser feita a recolha de testemunhos e conteúdos para a criação de uma edição especial sobre a escola mais antiga da cidade POR INÊS ANTUNES MALTA FOTOS ALEX GASPAR

O

Liceu Setubalense, a primeira designação daquela que é hoje a Escola Secundária du Bocage - Liceu de Setúbal, data de 1857. Ao longo dos anos, foi tendo vários nomes e situou-se em vários locais da cidade até chegar à avenida Rodrigues Manito, onde funciona até aos dias de hoje. A inauguração do então novo edifício aconteceu a 30 de Abril de 1949. Apesar de ser actualmente a Escola Secundária du Bocage muitos continuam com carinho a chamar-lhe “o Liceu”. Foi a única escola da cidade que deu nome a um bairro de Setúbal. É um dos liceus mais antigos do país e a escola mais antiga da cidade. Atravessou várias gerações. Agora, é tempo de preservar o legado, trabalhar no presente e projectar o futuro. O Liceu em três tempos

Este ano, completam-se os 70 anos da construção do edifício que, nas palavras de Pedro Tildes Gomes, o actual director da escola, “ttem carisma, personalidade e impacto na comunidade”. No plano de comemorações, que têm vindo a acontecer desde o início do ano, está a publicação de um livro que conte a história da escola - no seu passado, presente e futuro, e envolva toda a comunidade educativa na sua criação, organização e realização. “TTemos alunos cujos pais e avós já andaram nesta escola. Sendo uma escola tão antiga consegue ter essa relação e as pessoas que cá andaram querem que os seus filhos venham também. A nossa escola tem uma grande memória”, refere o director. “P Pretendemos, neste sentido, fazer algo sobre a escola do passado, do presente e sobre a escola que queremos para o futuro, não estando tão presos ao que foi mas sobretudo

COMEMORAÇÃO. Pedro Tildes Gomes, director da escola, diz que o edifício da mesma tem carisma e personalidade

àquilo que é e àquilo que pode vir a ser”, continua, explicando que o principal objectivo é “ppartilhar o passado e o presente para construir uma memória colectiva” e o “ddesafio agora é juntar testemunhos e organizar um livro definidor do nosso liceu”. A 30 de Abril de 2019, foi publicada uma edição especial do Jornalsemnome, o jornal da escola, coordenado pela professora Maria Alexandra Cabral, com vários depoimentos de professores, alunos e restantes elementos da comunidade educativa do Li-

ceu. “Q Quando fizemos o jornal para celebrar os 70 anos, achei que a escola são também os alunos, não são apenas os professores, e que por isso desta vez interessava termos a visão dos alunos”, refere a responsável pelo jornal. “C Criei um grupo no Facebook, fui pondo fotografias e o resultado foi muito engraçado. Neste momento, temos mais de 800 pessoas a querer partilhar connosco as suas histórias”, continua. Para além do número especial do jornal, várias actividades decorreram

ao longo do ano, incluindo no dia aberto da Escola Secundária du Bocage, mas daqui para a frente o foco é apenas um: reunir conteúdos para criar a publicação. O Liceu tem já vários livros publicados, da autoria de Manuel Henrique Figueira, em que se faz a história da escola, do edifício, dos seus reitores, das pessoas… mas vai ter mais um e todas as ajudas são bem-vindas. “N Não temos ainda uma meta definida para a publicação do livro. Estamos a reunir material, ainda a pensar e a

organizar os conteúdos que lá vão constar”, explicam. “TTemos também a ideia de conseguir mobilizar a comunidade toda para este projecto e até tentar integrá-lo nos planos de actividades anuais de algumas turmas. Neste momento, o nosso foco é mesmo trabalhar para fazer a publicação, que é uma coisa que fica para o futuro”, adiantam. Ainda no âmbito dos 70 anos do edifício do Liceu de Setúbal, o director Pedro Tilde Gomes deixa o alerta para sensibilizar e mobilizar a comunidade, e até a tutela, sobre a necessidade de obras urgentes na escola. “EEstas comemorações servem também para alertar a comunidade para a necessidade de intervenção nas nossas instalações. Se não for a Parque Escolar, alguém…”, diz. “S Somos a escola mais antiga da cidade e o tempo também passou por aqui. Construída nos anos 40 para uma realidade completamente diferente, o mobiliário, toda a estrutura da escola e até mesmo a divisão interna já não são muito funcionais para os dias de hoje e para as exigências que o ensino tem hoje em dia”, remata.


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GRÂNDOLA

Assegurada comparticipação a 100% dos passes escolares

SEXTA-FEIRA, 04/10/2019

NEGÓCIOS MOITA

O município de Grândola, vai assegurar a comparticipação a 100% dos passes escolares dos alunos do ensino secundário, com idade até aos 18 anos, foi

ontem divulgado.A iniciativa, segundo a autarquia, pretende "ggarantir a todos os alunos do concelho de Grândola o direito ao ensino e igualdade de oportuni-

dades". A comparticipação a 100% beneficia, este ano, mais de 50 alunos, num investimento estimado de 31 mil euros. Com esta medida, o município diz que

"aassegura transporte gratuito a todos os alunos que frequentam o ensino básico e secundário regular e que estejam abrangidos pela escolaridade obrigatória".

Riberalves consolida crescimento e continua atenta a novos mercados

“Não é o bacalhau mais barato que existe no mercado, mas é o melhor” A afirmação é de Ricardo Alves, administrador e director de produção da fábrica instalada na Moita. A estratégia de procura de máxima qualidade por parte da empresa, desde a compra de matéria-prima ao processo de transformação de bacalhau instalado em Portugal, posiciona a marca enquanto líder junto dos consumidores

RICARDO ALVES. Administrador confiante num resultado global de gestão que pode chegar aos 160 milhoes de euros no ano fiscal da empresa

POR LUÍS PESTANA FOTOS ALEX GASPAR

T

udo começou numa pequena garrafeira, a Garrafeira do Oeste, em Torres Vedras, ainda nos anos 70, onde, já então, João Alves vendia bacalhau. A garrafeira evoluiu para um cash-&-carry, sempre com o negócio do bacalhau presente, entre outros. Em 1985, pela mão de João Alves, nasce então a Riberalves, mas a indústria propriamente dita chegaria apenas nos anos 90, com a venda do cash-&-carry e a construção da primeira fábrica em Torres Vedras. “FFoi tudo muito rápido”, começou por revelar na entrevista que concedeu a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIAO, Ricardo Alves, administrador e responsável pela maior fábrica do mundo na transformação de bacalhau. “EEm 2000 iniciámos o processo do bacalhau pronto a cozinhar e em 2003, devido à dificuldade de espaço, apostámos na vinda para a Moita. Isso foi um grande salto”. Aqui, con-

tinua, “ddesenvolvemos toda a indústria de um produto – bacalhau pronto a cozinhar - que veio dinamizar fortemente a atividade, os resultados e o crescimento da Riberalves”. Num tom mais intimista, o filho do homem que esteve na génese deste grande projecto, partilhou uma curiosidade que poucos conhecem: “oo negócio da compra desta fábrica, fechado entre o meu pai e o anterior proprietário, o senhor Carlos Marques da Costa, foi rubricado numa folha A4, escrita à mão. Escreveu-se o valor dos stocks, do terreno, etc., e assim foi produzido o documento de venda. Veja o que vale a palavra de dois homens e o que eles confiavam um no outro. O negócio foi feito assim! Na altura era uma antiga fábrica – das mais antigas de Portugal – com cerca de 12 mil metros quadrados. Agora é uma unidade industrial com quase 50 mil metros quadrados e onde investimos, ao longo dos anos, cerca de 45 milhões de euros. Passámos de 40 funcionários para cerca de 300”. Estava

dado o mote para uma animada e detalhada conversa. Como está a correr o ano no mercado do bacalhau em particular? O preço da matéria-prima tem vindo a aumentar nos últimos três anos em média 10% ao ano. Significa que o bacalhau aumentou 30% e, em consequência, o consumo caiu um pouco, na ordem dos 10%. De qualquer forma, em termos de valor, continua tudo muito estável e no caso particular da Riberalves vamos ter uma faturação até ligeiramente superior à do ano passado, na ordem dos 5%. Terminamos o nosso ano fiscal em Março apontando a uma faturação entre os 158 e 160 milhões de euros. Que inovações trouxeram ao mercado neste ano? Em 2019 renovámos toda a imagem da Riberalves, aproveitando para lançar uma nova estratégia de comunicação que valoriza as qualidades únicas do bacalhau e que vem valo-

rizar a experiência de consumo das pessoas. Tomámos uma medida muito importante nesta indústria, ao identificar de forma clara, em todo o packaging, os tempos de Cura Tradicional Portuguesa a que é submetido o Bacalhau. Isto é significativo, porque regra geral os consumidores não têm acesso a esta informação crucial. Tal como sucede nos queijos ou no presunto, o que faz a grande diferença na qualidade do bacalhau é o tempo de cura, pelo que é isso que temos obrigação de comunicar aos consumidores. Com a Riberalves, as pessoas sabem se estão a comprar bacalhau com 4 meses, 9 meses ou 1 ano de cura. Onde é que são enquadrados os investimentos recentes? Precisamente na questão da qualidade. Investimos 5 milhões de euros para aumentar a nossa capacidade de armazenamento, isto é, possibilitando-nos colocar mais bacalhau em maturação no sal. O nosso negócio tem dois pilares muito importantes,

relacionados com a capacidade financeira para compra de matériaprima e com a capacidade de armazenagem dessa mesma matéria prima. Nos meses de pesca por excelência, entre o início do ano e a Páscoa, quando o bacalhau tem a melhor qualidade, compramos cerca de 70% do bacalhau que adquirimos todo o ano. Por isso precisamos desse músculo financeiro e de capacidade de armazenagem. Hoje esta fábrica onde estamos tem capacidade para armazenar 20 mil paletes - 20 mil toneladas - de bacalhau. É significativo. Qual é o impacto deste investimento na facturação? O impacto na faturação não é significativo. A nossa grande preocupação é ter condições para proporcionar aos consumidores o melhor bacalhau possível. Tínhamos necessidades de armazenagem específicas, por isso apostámos aí. Este investimento encerra ainda uma curiosidade, relacionada com as visitas e com o turismo. Temos muitas pessoas, e até


SEXTA-FEIRA 04/10/2019

agências de viagens, que nos procuram para visitar a fábrica e conhecer o processo do bacalhau de Cura Tradicional Portuguesa. Assim vamos construir um circuito de visita e um auditório para apresentações, que nos vão permitir construir aquilo a que chamaremos “Riberalves Experiencie”, uma experiência em torno do “fiel amigo” que terminará, depois, como um momento de degustação, na nossa adega de produção de vinhos – a AdegaMãe. Como é que a Riberalves enfrenta a concorrência. Um consumidor escolhe Riberalves porquê? Pelo preço? Pela qualidade? Por ambos? Acima de tudo pela qualidade. Temos que entender dois mercados distintos, o do bacalhau salgado seco, e do bacalhau pronto a cozinhar. No bacalhau salgado seco não existe marca. Tudo muda no bacalhau pronto a cozinhar. A indústria do bacalhau reinventou-se com o bacalhau pronto a cozinhar, já demolhado, porque o bacalhau passou a ter uma marca. No nosso caso específico, a nossa marca

construiu todo um património de qualidade, de credibilidade e de reconhecimento do qual pura e simplesmente não abdicamos. Existe concorrência, mas sabemos o patamar onde estamos. Queremos que o nosso seja o melhor bacalhau do mercado e as pessoas reconhecem-no como tal. Não é seguramente o bacalhau mais barato que existe no mercado, mas é o melhor. Felizmente os consumidores valorizam muito isso e por isso somos hoje os líderes de mercado. O que valem as exportações para a Riberalves? As exportações são cruciais para nós e representam cerca de 30% das vendas. O mercado internacional é uma aposta de décadas, que será para manter. Estamos muito focados em consolidar os mercados onde entrámos recentemente, como o México. Temos alguns desafios específicos, por exemplo, no Brasil, o nosso maior mercado de exportação, onde estamos a lidar com alguns constrangimentos relacionados com o câmbio, que recentemente veio

inflacionar o preço do bacalhau. Em Angola tivemos alguns problemas relacionados com a falta de divisas e por isso abrandámos o envio de produto. Ou seja, tudo problemas relacionados com constrangimentos locais e não tanto com a nossa produção. Mas estamos muito focados na nossa relação com estes países, e no fundo com todas as geografias onde existe tradição de consumo destes produtos, nomeadamente, o chamado mercado da Saudade, onde temos portugueses ou cultura portuguesa Quais são os objetivos para 2020? Essencialmente continuar a crescer de forma consistente, consolidando os nossos mercados, em Portugal e na exportação, e abrindo também algumas novas geografias. O consumo de bacalhau de cura tradicional portuguesa tem potencial em novos mercados onde existe tradição de bacalhau e produtos semelhantes, como por exemplo nas Caraíbas. Estamos a trabalhar países como México, República Dominicana, Porto Rico, entre outros.

“A ligação com as pessoas desta região é muito importante” A Riberalves está presente na Moita desde 2003. Sente que a ligação com a população local, e região em geral, tem impacto significativo no dia-a-dia da fábrica? Creio que sim. Estamos fortemente comprometidos com a região, com a indústria e com as pessoas que, desde 2003, nos permitiram estabelecer aqui a nossa produção, desenvolver novos produtos e, ao mesmo tempo, abrir novos mercados e dinamizar a empresa. A ligação que temos com as pessoas desta região é muito importante. Temos aqui pessoas que continuam connosco desde o início. Contando o tempo de trabalho no anterior proprietário desta fábrica, há pessoas que estão aqui há mais 45 anos. Essas pessoas são cruciais para passar conhecimento e experiência

NEGÓCIOS

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

aos mais novos? Exactamente! Nos últimos anos temos assistido a uma evolução significativa no mercado de trabalho. Cada vez há mais rotatividade, seja entre colaboradores com mais e menos formação. As empresas têm que se adaptar a esta realidade e obviamente aqueles que nos ajudam a passar os valores e o conhecimento são cruciais. Isto é tão mais importante se tivermos em conta a dimensão da Riberalves, que tendo cerca de 300 colaboradores é maior empregador privado do concelho da Moita. A Riberalves acolhe uma fatia importante da força de trabalho do concelho, e dentro dessa força de trabalho tem famílias, casais com filhos aqui a trabalhar... Isso dá-nos muita responsabilidade. As condições de trabalho nesta

indústria do bacalhau, em particular, evoluíram muito? Sem dúvida. As condições são muito melhores, por exemplo, daquelas que existiam quando adquirimos esta fábrica, em 2003. Ao meso tempo, temos a consciência de que a relação entre empresa e colaborador tem que ser win-to-win, tem que valorizar os dois lados. Acreditamos nos incentivos à produtividade, em prémios de assiduidade, acreditamos que ao contribuírem mais as pessoas devem ser melhor remuneradas. A actividade tem que resultar em vantagens para ambos e felizmente, hoje, os nossos colaboradores entendem isto muito bem. Promove-se o profissionalismo e a dedicação. Acredita-se que uma maior produtividade resulta em vantagens para todos.

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Pesca, sal e… tempo. Quanto mais tempo melhor

Do mar ao prato, uma longa viagem

Com a escala começa o processo

Salga para a maturação

Toneladas de bacalhau na demolha

Fase final do processo com a ultracongelação

O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO fez uma visita ao interior onde toda a acção acontece. Sabia que a viagem do Bacalhau Pronto a Cozinhar, como aquele lhe chega a casa preparado para confecionar qualquer receita, começou algures nos mares do Atlântico Norte, muito provavelmente nas águas bem frias da Islândia, da Noruega ou da Rússia? É aí a origem do “fiel amigo” dos portugueses, processado na Riberalves. Essa viagem, apesar de longa, ainda se prolonga na fábrica que a empresa tem na Moita, às vezes por mais um ano, num processo produtivo final que encerra as mais diversas curiosidades. O bacalhau pode chegar à Riberalves no estado salgado-verde (já escalado e no sal), ou congelado (para ser escalado e colocado no sal). É a partir do momento em que se adiciona o sal que o bacalhau inicia o processo de cura tradicional portuguesa, a fase em que a proteína está em maturação no sal, para ganhar o sabor e textura tão apreciados pelos portugueses. Na fábrica da Riberalves na Moita, que acolhe 300 trabalhadores, as equipas dedicam-se a esta fase do processo e aos restantes que se seguem, sempre em áreas refrigeradas, por vezes até

com temperaturas negativas. Depois da demolha, o bacalhau é ultracongelado. Este é um processo desenvolvido e aperfeiçoado pela Riberalves, a 40º graus negativos e concluído em 4 horas, tendo em vista preservar as propriedades organoléticas do bacalhau. Na ultracongelação industrial a proteína fica intacta, preservando assim toda a qualidade do produto. Avançamos no processo. Após a secagem, o bacalhau é cortado nas mais variadas referências de postas, consoante as diferentes necessidades dos consumidores. Já depois de cortado, é demolhado em água a temperatura controlada e por tempo específico, consoante o tamanho e espessura da posta. Deste modo, o ponto de sal é perfeito e uniforme, evitando-se os erros e os constrangimentos da demolha caseira. Ultrapassadas estas fase chegámos ao ponto de partida para o exterior. A área onde, a um ritmo impressionante os trabalhadores embalam o bacalhau, nas suas muitas variadas referências, seguindo para o mercado, Pronto a Cozinhar, isto é, sem necessidade de demolha. Muito provavelmente, como esse que tem no seu prato. Bom apetite.

Sobre a Riberalves A Riberalves é uma empresa 100% nacional, referência Mundial na transformação de bacalhau, produzindo 25 mil toneladas/ano. Fundada em 1985, a Riberalves focou a atividade exclusivamente no sector do bacalhau a partir de 1990, com a inauguração de uma primeira fábrica, em Torres Vedras. A partir de 2003, graças ao investimento numa nova unidade industrial, na Moita, hoje a maior fábrica mundial de transformação de baca-

lhau, a Riberalves estendeu a capacidade produtiva em 60% e tornouse referência no desenvolvimento de um novo produto, capaz de responder às novas tendências de consumo: o Bacalhau Pronto a Cozinhar. Com uma faturação a rondar os 145 milhões de euros e exportações que valem 30% das vendas, a Riberalves é referência num grupo que integra ainda as empresas AdegaMãe e Riberalves Imobiliária.


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SEXTA-FEIRA 04/10/2019

O DIĂ RIO DA REGIĂƒO DE SETĂšBAL

4.Âş ANO DE ETERNA SAUDADE

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AntĂłnio JosĂŠ Gamito da Silva

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DN: 08/12/1944 DF: 25/09/2019

D.F.- 08/10/2015

Seu marido vem por este meio recordar o 4Âş Ano de Eterna Saudade do seu Ente Querido

JOSÉ MANUEL JOSÉ SILVA SILVA

Sua esposa, filhos, noras, netos e restantes familiares na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vĂŞm por este meio agradecer a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido Ă Ăşltima morada, bem como aos que de outra forma, lhes manifestaram o seu pesar.

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SEXTA-FEIRA 04/10/2019

MANUEL ANTÓNIO DOS MÁRTIRES

MARIA JOSÉ CRISTÓVÃO FARINHA FIDALGO

MARIA EMÍLIA VIEIRA CASIMIRO DE ALMEIDA

(1938 – 2019)

(1941 – 2019)

(1930 – 2019)

Participação e Agradecimento

Participação e Agradecimento

Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Manuel António dos Mártires. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria José Cristóvão Farinha Fidalgo. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria Emília Vieira Casimiro de Almeida. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

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DEOLINDA ASCENSÃO DOS SANTOS FERNANDES (1937 – 2019) Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Deolinda Ascensão dos Santos Fernandes. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

ANÍBAL AFONSO ROCHA DE DEUS

JOSÉ DA SILVA D’OLIVEIRA

PAULO MIGUEL REIZINHO JONES

VENDO GARAGEM EM SETÚBAL

FALECEU 01/10/2019

FALECEU 01/10/2019

FALECEU 25/09/2019

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

NAS COLINAS DE SÃO FRANCISCO XAVIER (VISO)

Sua esposa, filhos, nora, genro, netos e restante família, têm o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente muito querido e de agradecer reconhecidamente a todos os que se dignaram acompanhá-lo à sua última morada, bem como aos que das mais diversas formas, lhes manifestaram pesar.

Sua esposa, filhos, noras, netos e restante família, têm o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente muito querido e de agradecer reconhecidamente a todos os que se dignaram acompanhá-lo à sua última morada, bem como aos que das mais diversas formas, lhes manifestaram pesar.

Sua mãe, avó, irmãs, tio e restante família, têm o doloroso dever de participar o falecimento do seuente muito querido e de agradecer reconhecidamente a todos os que se dignaram acompanhá-lo à sua última morada, bem como aos que das mais diversas formas, lhes manifestaram pesar.

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SOCIEDADE

MONTIJO

SEXTA-FEIRA 04/10/2019

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No Cinema Teatro Joaquim d' Almeida

Autarquia distinguiu atletas pelos resultados obtidos na época transacta, a nível individual ou colectivo

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ais de cem atletas de 11 associações do Montijo, além do lutador Tiago Balão e do ciclista Rúben Guerreiro, foram distinguidos no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida pela Câmara Municipal, na passada segunda-feira, por terem alcançado resultados de mérito na época 2018-2019. A sessão decorreu no último dia da “Semana Europeia do Desporto”, promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) que , através da participação de Eduarda Marques, directora-geral do organismo para a região de Lisboa e Vale do Tejo, se associou ao evento. A responsável enalteceu a decisão do município em premiar publicamente to-

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FOTOS: DIREITOS RESERVADOS

Mais de cem premiados por mérito desportivo

MÉRITO DESPORTIVO. Os premiados da Academia Bairro Miranda

dos os que alcançaram resultados de excelência. Já Nuno Canta, presidente da autarquia, realçou a determinação, competência e dedicação do movimento associativo do concelho, aplaudindo os atletas. “C Com esta gala, comemoramos o mérito desportivo dos montijenses e homenageamos os atletas que tiveram a coragem e a inspiração de ir mais longe”, disse Nuno Canta, realçando ainda. A montijense Elisabete Jacinto, que também participou na cerimónia e que, entre outros, foi embaixadora da Semana Europeia do Desporto,

Os atletas distinguidos do Clube Judo do Montijo

Os elementos do Montijo Basket homenageados

destacou os benefícios da prática desportiva, “ppois contribui para a me-

lhoria da qualidade de vida”. Foram distinguidos a atletas das

seguintes associações: Ginásio Clube do Montijo, Clube de Judo do Montijo, Ateneu Popular do Montijo, Escola Gracie Barra Montijo, Escola de Artes Marciais Dojo Pavia/Netto BJJ Montijo, Associação Recreativa e Desportiva Bons Amigos, Clube Olímpico do Montijo, Academia Desportiva Infantil e Juvenil do Bairro Miranda, Montijo Basket Associação, Clube de Natação do Montijo, Clube de Ténis do Montijo, além dos atletas Tiago Balão (ju jitsu) e Rúben Guerreiro (ciclismo). O evento foi abrilhantado com a actuação do grupo de dança MadGWine.


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ALCÁCER DO SAL Animação garantida na margem sul da cidade POR JOANA LOPES

O NOSSO PATRIMÓNIO

(Licenciada em Artes com especialização em Direito do Património)

Feira Nova de Outubro arranca hoje

A possibilidade de inventar um futuro imaginado

FOTOS: DIREITOS RESERVADOS

Antigo Hospital João Palmeiro

Visitantes vão poder adquirir produtos regionais, frutos secos da época, artesanato, roupa, calçado, entre outros, e desfrutar de animação musical

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oje quem se passeia no Terreiro de Santa Maria, dificilmente ficará indiferente a um local erguido, na rua lateral da imponente Igreja de Santa Maria da Graça.

Uma experiência que carece de tempo, atenção e silencio. Um pesado silêncio que se tornou dono e senhor deste lugar. Refiro-me ao antigo edifício da albergaria medieval, o Hospital João Palmeiro, talvez a mais antiga construção de todo o núcleo intra-muros. O dramatismo começa à entrada, somos presenteados com uma fachada coberta de agressões ao espaço envolvente e abusos iconoclásticos1. Hoje guarda em si apenas a beleza arquitectónica de um portal gótico, uma reFOTOS: DIREITOS RESERVADOS

Edifício, hoje habitado por gatos, guarda apenas a beleza arquitectónica de um portal gótico

líquia patrimonial esquecida e resultante da erosão de uma mudança de estilo de vida. Enquanto edifício antigo a desmemoria e a falta de instrumentos de preservação e de salvaguarda faz com que os únicos habitantes desta morada sejam gatos, que nem por isso deixam de fixar o olhar do visitante desconfortavelmente. E por estar próximo de lugares de interesse histórico e cultural, deixa uma interrogação no ar: “Por que razão a dada altura, resolveram deixar isto para trás?” Como todas as coisas na vida, as construções de arquitectura, também envelhecem, a menos que existam condições de restauro ou medidas cautelares de preservação. Um compromisso que promove a sua importância e preserva a herança passada. No fim de contas, são destroços silenciosos, mas dignos, que desafiam o tempo e que, quase sempre se conformam com o destino traçado, que é o desaparecimento genuíno e simples. É desafiante, mas acredito que haverá alguém capaz de reconhecer e preservar a herança do património arquitectónico, reflexo da história de uma cidade e de o fundir com valores de uma outra grandeza. 1

Relacionado com a destruição da imagem

A

Feira Nova de Outubro arranca hoje e estende-se até domingo , apresentando um “cardápio” que promete animar a margem sul da cidade de Alcácer do Sal. Ao longo dos três dias, os visitantes vão poder adquirir, na feira franca promovida pela Câmara Municipal, “pprodutos regionais, artesanato, calçado, roupa, brinquedos e utilitários, além dos muito apreciados frutos secos da época e outros produtos alimentares”. A feira franca fica este ano instalada entre a ponte metálica e a ponte pedonal, sendo que o espaço contemplará ainda “ccarrosséis” e “ccomes e bebes” para as crianças e jovens.

O evento conta também com um habitual programa de animação musical. O artista Fernando Daniel actua logo no primeiro dia, a partir das 22h30. O artista “bbrindará o público com temas bem conhecidos, como 'Espera', 'Voltas' e 'Tal como sou'”, revela o município alcacerense, realçando que o encerramento artístico da primeira noite da Feira Nova de Outubro estará a cargo do DJ Ricky. No sábado, também a partir das 22h30, sobe ao palco o grupo Lucky Duckies, seguido de DJ Cyer G, e para o último dia, domingo, está reservada a actuação, a partir das 22h00, da Banda Oitentamente. A Feira Nova de Outubro, lembra a autarquia, “tteve origem numa Provisão datada de 13 de Março de 1782 (reinado de D. Maria I)”. “EEnviada à Câmara Municipal de Alcácer do Sal, determinava a Provisão que no primeiro domingo de Outubro de cada ano haveria uma feira franca por três dias”, explica a edilidade, acrescentando a concluir: “AAssim tem sido desde então, com o certame promovido pela autarquia a ser hoje reconhecido como uma das marcas identitárias do município”.


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MONTIJO Na Taça Internacional Kiyoshi Kobayashi em Judo

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Jovem Andreia Serrão arrebata ouro de gente grande

Berto assegura que Vitória não vai facilitar no duelo de amanhã (16 horas) da fase de grupos da Taça da Liga

“Encaramos o jogo na Covilhã como se fosse contra uma equipa da I Liga” Sadinos deslocam-se à casa do líder da II Liga com o objectivo de somar os três pontos, assegurou ontem o avançado Berto em conferência de imprensa. “Qualquer jogador que entre em campo na Covilhã vai dar uma boa resposta e ajudar a equipa a conquistar a vitória” Atleta júnior triunfou no escalão sénior. Bateu as adversárias por pontuação máxima e fez história para o Clube Judo do Montijo

A

ndreia Serrão, em representação do Clube Judo do Montijo, conquistou a medalha de ouro na XXXIII Taça Internacional Kiyoshi Kobayashi, competição disputada no passado dia 28, no Pavilhão Multiusos de Gondomar. Apesar de ser ainda júnior de segundo ano, a jovem judoca arrebatou o 1.º lugar, na categoria -70 Kg, naquela que é uma das mais prestigiadas provas de escalão sénior do calendário nacional, promovidas pela Fede-

ração Portuguesa de Judo. O mérito do triunfo foi redobrado, já que, além de a conquista ter sido alcançada no principal escalão etário, a prestação de Andreia Serrão foi irrepreensível no plano competitivo, vencendo com pontuação máxima os três combates realizados. Paralelamente, a jovem judoca fez história: esta foi a primeira vez que uma atleta do Clube Judo do Montijo conquistou a Taça Kiyoshi Kobayashi. O feito da atleta mereceu um voto de saudação da Câmara Municipal do Montijo, apresentado pela vereadora responsável pelo pelouro do Desporto, Sara Ferreira, e aprovado por unanimidade na reunião pública quinzenal do executivo, que decorreu na passada quarta-feira nos Paços do Concelho. MÁRIO RUI SOBRAL

POR RICARDO LOPES PEREIRA Quão importante é a conquista dos três pontos no jogo de sábado no reduto do Sp. Covilhã, que marca a estreia do Vitória na fase de grupos da Taça da Liga? O Vitória tem uma tradição muito forte na Taça da Liga, prova em que foi o primeiro clube a vencer o troféu. Sabemos que vamos ter um jogo muito complicado no campo do Covilhã, que tem estado a fazer um bom campeonato na II Liga. Encaramos o jogo como se fosse contra uma equipa da I Liga. Até agora entrámos em todos os jogos para ganhar e demos sempre tudo. Este não vai ser diferente. Quais os principais perigos que esperam encontrar na Covilhã? Sabemos que é uma equipa agressiva e com muita qualidade, se assim não fosse estaria em primeiro lugar. Já identificámos as características do Covilhã e estamos a treinar para podermos chegar lá e ganharmos. Nestes jogos, os treinadores dão habitualmente minutos aos jogadores menos utilizados. Sente que esses jogadores estão preparados para o fazer?

Claro que sim. O plantel tem estado muito forte e as escolhas do mister são sempre difíceis porque todos os jogadores trabalham muito forte. Qualquer jogador que entre em campo na Covilhã vai dar uma boa resposta e ajudar a equipa a conquistar a vitória.

seguir. Infelizmente, os golos não têm aparecido. Vamos encarar o jogo com o Covilhã de outra maneira para conseguir marcar. A equipa está segura, o mister tem confiança em nós, como nós temos nele. Vamos entrar no jogo com o pensamento na vitória.

Frustração na Luz

«Se não fosse o Vitória não estava na selecção»

Recuando ao jogo anterior, sente que o Vitória podia ter conseguido na Luz, com o Benfica, um resultado diferente (derrota por 1-0)? Quando acabou o jogo e chegámos ao balneário estávamos frustrados e tristes porque demos tudo dentro do campo para conseguir a vitória. Infelizmente, não conseguimos. Já passou e não dá para voltar para trás, mas no balneário falámos todos que jogámos muito bem. Agora, o foco está no Covilhã. Apesar do desempenho positivo no último jogo, os resultados não têm sido os que gostariam… Depois de fazermos um bom jogo com o Benfica, podem pensar que vamos facilitar na Covilhã. A equipa está mentalizada de que o Covilhã vai ser igual ao Benfica. Vamos encarar o jogo como se fosse com o Benfica ou outra equipa qualquer da I Liga. Sabemos que somos superiores ao Covilhã porque estamos na I Liga e o adversário na II. No entanto, não vamos pensar nisso, mas só no nosso trabalho e no objectivo de conquistar os três pontos. A equipa só facturou uma vez nos últimos sete jogos. Esta partida é uma boa oportunidade para se reencontrarem com os golos? Temos defendido muito bem e, por isso, temos cinco golos sofridos esta época. Agora faltam-nos os golos. Temos dado tudo dentro de campo para o con-

Foi esta semana pela primeira vez convocado para representar a selecção de Cabo Verde. Como recebeu a notícia? Já tinha falado com o mister Rui Águas [seleccionador] e com o director de Cabo Verde. É um orgulho para mim e para a minha família que nasceu no país. O meu pai, quando soube da notícia, abraçou-me orgulhoso. É um capítulo novo na minha vida e na minha carreira. Vou encarar isso como uma realidade. Infelizmente, não fui até à selecção A de Portugal, mas estou muito agradecido a Portugal pela oportunidade que me deu de jogar pelo país nos escalões de formação [fê-lo até aos sub-20]. Agora só penso em Cabo Verde e no Vitória. Se não fosse o clube se calhar não estava agora na selecção. Agradeço também ao mister pelas oportunidades que me tem dado dentro do campo. Agora, vou desfrutar do momento. O sorteio da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal ditou a visita ao reduto do Águias do Moradal, equipa da 1.ª divisão distrital da AF Castelo Branco. Como reagiu ao sorteio? Sabemos que somos muito superiores, mas, se entrarmos em campo com essa mentalidade e não trabalharmos, pode haver surpresas. Vamos entrar em campo como se se tratasse de um jogo contra uma equipa da nossa qualidade ou superior à nossa.


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FUTEBOL FEMININO Competição por pontos a uma só volta

Taça AF Setúbal começa este fim-de-semana

T Olímpico do Montijo recebe Loures

Amora vai a Évora, Fabril a Sacavém e Pinhalnovense joga em Lagos Olímpico do Montijo e Amora, que mudaram recentemente de treinador, vão tentar obter nesta jornada as suas primeiras vitórias no campeonato

para fugir aos lugares de despromoção, mas, como é evidente, vai ter que contar com a oposição do adversário que não vai certamente querer perder. Nos dois jogos realizados anteriormente em casa os montijenses empatam um e perderam outro, será que é desta que vão ganhar? Amora procura primeira vitória

POR JOSÉ PINA

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epois da paragem de uma semana, motivada pela disputa da segunda eliminatória da Taça de Portugal, está de volta o Campeonato de Portugal, com a realização da 6.ª jornada, que vai levar o Amora a Évora, o Pinhalnovense ao Algarve e o Desportivo Fabril a Sacavém. O Olímpico do Montijo é a única equipa da região a jogar em casa. Olímpico quer os três pontos

O Olímpico do Montijo, agora sob o comando técnico de Paulo Jorge Bento, defronta, no Campo da Liberdade, o Loures que esta semana mudou de treinador. A equipa montijense moralizada pela vitória alcançada em Coruche no jogo da taça, vai fazer tudo para conquistar os três pontos

Em situação idêntica à do Montijo está o Amora que também ainda não conseguiu ganhar para o campeonato. No último domingo venceu o S. João de Ver para a taça e isso também pode funcionar como tónico para o jogo com o Lusitano de Évora, que vai ser o primeiro sob orientação de Tuck, o novo treinador da equipa amorense. Analisando o comportamento das duas equipas verifica-se que o seu percurso tem sido idêntico. Até agora nenhuma delas conseguiu ganhar e têm ambas três pontos, produto de três empates. Será que a tendência vai persistir ou será que alguma delas se vai sobrepor à outra. Fica a interrogação. Fabril terá uma palavra a dizer Tarefa complicada vai ter o Des-

portivo Fabril em Sacavém porque vai defrontar uma equipa complicada que se encontra posicionada a meio da tabela, com mais três pontos. Seja como for, uma coisa é certa, a equipa fabril encontra-se neste momento a atravessar uma fase positiva de resultados, com duas vitórias consecutivas, uma para o campeonato e outra para a taça, e isso também ajuda. Portanto, embora o favoritismo seja do Sacavenense porque está melhor classificado e joga em casa, o Desportivo Fabril, pela qualidade dos seus jogadores, também tem uma palavra a dizer. Pinhalnovense é favorito A viagem mais longa vai ser feita pelo Pinhalnovense que se desloca a Lagos para defrontar o último classificado, que tem apenas dois pontos. A equipa de Pinhal Novo, que segue em quinto lugar com nove pontos, tem vindo a fazer um excelente campeonato e encontra-se a atravessar uma boa fase, como ficou comprovado no último domingo no jogo da taça com o Estoril. Quer isto dizer que, se tudo correr dentro da normalidade, o mais provável é que a equipa treinada por Luís Manuel regresse a casa com os três pontos.

Mais um clube que adere à modalidade

Escola de Futebol D. João I vai ter futebol feminino

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Escola de Futebol D. João I não pára de crescer. O mais recente projecto diz respeito ao futebol feminino e arranca já no próximo dia 15 de Outubro. China e Pedro Paulino vão ficar na história da escola por serem os primeiros treinadores do futebol feminino

em início este fim-de-semana a Taça AF Setúbal para seniores femininos que conta com a participação de seis equipas: Almada, Paio Pires, Pescadores da Caparica, Escolinha de Setúbal, Barreirense e Amora. Ao contrário do que acontece no sector masculino, esta será uma competição por pontos disputada a uma só volta. As duas equipas melhor classificadas disputarão a final que está marcada para o dia 30 de Junho de 2020. Jogos relativos à 1.ª jornada: Paio

que agrega jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos. Nadine Cordeiro, atleta do Sporting Clube de Portugal e da Selecção Nacional, é a madrinha da iniciativa que constitui uma novidade para a região. Neste sentido, por se tratar de

uma coisa nova, os responsáveis pelo projecto deixam um convite a todas as eventuais interessadas em aderir à modalidade para que compareçam no Polo da Escola Básica D. João I, local onde se realizam os treinos, às terças e quintas-feiras, pelas 18h 30m.

Pires – Almada; Pescadores – Barreirense e Escolinha de Setúbal – Amora. 2.ª jornada: Almada – Pescadores; Amora – Paio Pires e Barreirense – Escolinha de Setúbal. 3.ª jornada: Escolinha – Almada; Pescadores – Paio Pires e Amora – Barreirense. 4.ª jornada: Almada – Barreirense; Paio Pires – Escolinha e Pescadores – Amora. 5.ª jornada: Amora – Almada; Barreirense – Paio Pires e Escolinha – Pescadores. JOSÉ PINA

TAÇA AF SETÚBAL

Jornada de todas as decisões DIREITOS RESERVADOS

CAMPEONATO DE PORTUGAL

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última jornada da fase de grupos da Taça AF Setúbal – Joaquim José Sousa Marques, realiza-se este sábado, dia 5 de Outubro, devido às eleições legislativas que decorrem no próximo domingo. Embora algumas equipas já estejam apuradas para a fase seguinte, há ainda muita coisa por decidir em praticamente todos os grupos, daí a expectativa e o interesse em relação aos desfechos desta derradeira jornada. Na Série “A”, com o Alcochetense já apurado as atenções vão estar concentradas na Quinta do Conde onde ADQC e Estrela de Santo André, que se encontram igualados na tabela classificativa, jogam uma cartada decisiva. Na Série “B” os dois primeiros já estão encontrados mas falta saber quem vai ficar em primeiro e quem vai terminar em segundo lugar. Ao Sesimbra, que conta por vitórias os jogos disputados, basta um empate mas ao Barreirense, que joga em casa, apenas a vitória interessa. Na Série “C” as incógnitas são muitas porque há várias equipas com hipóteses de serem apuradas. O Oriental Dragon que defronta o Moitense, no campo que funciona como casa dos dois, em caso de vitória garante o primeiro lugar mas se acontecer o contrário o caso muda de figura. Na Série “D” o Águas de Moura, que tem ganho todos os jogos, já tem

o apuramento garantido e quem o deve acompanhar é o Comércio e Indústria, a quem basta apenas um empate no jogo que disputa em casa com o Almada. Na Série “E” o Cova da Piedade “B”, outra das equipas que está 100% vitoriosa, tem o primeiro lugar garantido e o Alfarim que se desloca à Quinta do Anjo deverá terminar na segunda posição, que garante também o apuramento. Na Série “F” apenas Banheirense e Alcacerense estão fora da corrida. O Brejos de Azeitão, independentemente do lugar em que terminar já tem a certeza que passa à fase seguinte e depois resta saber quem o vai acompanhar U. Santiago, Seixal ou Grandolense. Tudo vai depender dos resultados que obtiverem nesta jornada. Jogos a realizar este sábado pelas 15 horas: SÉRIE A - Quinta do Conde – Santo André; Zambujalense - Alcochetense SÉRIE B – Palmelense – Corroios; Barreirense – Sesimbra. SÉRIE C – Oriental Dragon – Moitense; Charneca de Caparica – Vasco da Gama. SÉRIE D - Águas de Moura – Melidense; Comércio Indústria – Almada. SÉRIE E - C. Piedade “B” – Monte de Caparica; Quintajense – Alfarim. SÉRIE F – Grandolense – Banheirense; Alcacerense - U. Santiago; Seixal JOSÉ PINA - Brejos de Azeitão.


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Almada 265 520 716 | Setúbal 265 094 354 Seixal 265 092 725 | Montijo 212 318 392 Moita 212 047 599 | Barreiro 212 047 599 Palmela 212 384 894 | Alcochete 937 081 515 Outros Concelhos 212 383 228

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O Setubalense, diário regional de Setúbal nº 253  

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