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SEGUNDA-FEIRA |30.SETEMBRO.2019 | N.º 249 | Ano II | 5.ª Série

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DRAGAGENS À PORTA Manifestação em vésperas do arranque dos trabalhos juntou mais de um milhar P.4 ESPECIAL

PEDRO DOMINGUINHOS PRESIDENTE DO IPS EM ENTREVISTA

40 ANOS DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL PUBLICIDADE

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Vereador do PSD pede à APSS que explique incómodos das obras a pescadores e setubalenses P.5

LEGISLATIVAS

P.3

Jerónimo de Sousa diz que PCP só ataca PS quando tem razão

“O Politécnico tem de ser motor de desenvolvimento da região”

Santana Lopes aponta luta pelos fundos como “grande causa” da região


FIGURA DO DIA SEGUNDA-FEIRA, 30/09/2019

REPARO DO DIA

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MIRADOURO DA ARRÁBIDA OPINIÃO

DANILO FERREIRA

CARLOS CUPETO Escola de Ciências e Tecnologia Universidade de Évora

O treinador de andebol do Vitória deixou o clube após a derrota com a ADA Maia, no Sábado. Danilo Ferreira estava orientava o andebol do Vitória desde meados da época anterior. Após esta jornada, a equipa soma oito pontos e está nos últimos lugares da classificação.

Catástrofe em Nova York O risco de uma catástrofe planetária é cada vez maior; isto é uma enorme verdade. A coisa aparece com o nome de “alterações climáticas”. Quase tão grave como esta realidade é o que se tem feito e a forma como surge na casa de cada um: um folclore inconsequente, uma oportunidade política para sacar mais uns votos, ou até uma moda, como todas as outras que, tal como aparecem, da mesma forma se vão… Reparem que na atual campanha eleitoral todos os partidos, ou quase, têm cartazes verdes a aproveitar a onda… Haja paciência, mas não há. O ridículo chega ao ponto de ser uma garota, Greta, de um país rico a liderar a festa. Outra verdade é o tema ser mais um excelente campo de negócio de milhões para os mesmos de sempre: os mesmos que aproveitaram outras modas e que viraram agora especialistas em clima. Um dos produtos deste negócio são os planos de ação contra as alterações climáticas; ridículos é pouco para os qualificar. Há-os para todos os gostos e não há terrinha que não tenha um pano destes. Data de 2006 um primeiro Programa Nacional para as Alterações Climáticas. São os nossos impostos que os pagam aos tais consultores e especialistas. Em Nova York ouvimos a intervenção do nosso conterrâneo Guterres, brilhante. Honesto ao ponto de confessar que a sua geração falhou…, nós bem o sabemos. Seguiu-se depois o apontar de tudo o que temos de fazer; quem diria melhor? Falta só dizer como se faz? Sobre isso nem uma palavra. Vai falhar outra vez. O Prof Marcelo foi na mesma linha e todos os outros assim farão. Não há transição possível, vamos bater no muro de frente e aí sim a coisa muda… se os dinossauros nos pudessem contar como foi… As lágrimas da gaiata sueca não acrescentam nada, ela disse-o, devia estar na escola, como todos os outros meninos que enchem as avenidas dos países ricos com cartazes coloridos; Guterres, Marcelo, eu e você sabemos o que há a fazer mas estamos bem, até ver, e não fazemos. Entretanto, viajamos para onde nos apetece por meia dúzia e Euros e vamos trocando de automóvel… A cimeira passou e, como todas as outras, “aos costumes disse nada”, ou seja, fica tudo na mesma. Nada muda. Greves palermas para nada, a não ser para tranquilizar consciências. Quantas cimeiras destas já houve? Quais foram os resultados? Depois de cada cimeira a coisa piorou e continua a piorar. Por cá, temos um modo de vida totalmente insustentável: como é compatível a sustentabilidade do planeta com o turismo que todos conhecemos, cada vez com mais intensidade e que se deseja mais e mais? Tenham vergonha, deixem-se de cimeiras e fiquem em “casa” a fazer o que devem.

OPINIÃO

“Que será feito dos nossos flamingos?” A colónia de flamingos que elegeu, desde há muitos anos, o Tejo como a sua casa, está a crescer na zona ribeirinha da Baixa da Banheira. A presença destas aves ao longo de todo o ano atrai muitos fãs da sua observação ao Parque Municipal José Afonso, como Filipe Ventura, residente nesta localidade e apaixonado pelos fla-

mingos que considera “majestosos”. Como defensor da fauna e flora das marinhas de Alhos Vedros e da Baixa da Banheira, o jovem estudante dirige uma questão a quem tem responsabilidade maior na protecção ambiental “quando o aeroporto estiver no Montijo que será feito dos nossos flamingos?”.

PENSAR SETÚBAL

As novas dinâmicas e acertos da Av. de Moçambique

GIOVANNI LICCIARDELLO Professor

Quem me sugeriu esta crónica, foi o meu colega e amigo, professor Miguel Silva, grande setubalense e grande vitoriano, morador na referida avenida e que me alertou para todas estas situações “in loco”. A Av. de Moçambique estabelece a separação entre os Bairros do Liceu e das Amoreiras. No sentido Poente-Nascente iniciase no cruzamento com a Av. Rodrigues Manitto e segue com inclinação descendente até ao cruzamento com a Av. Engº Henrique Cabeçadas. Era uma avenida com pouco transito rodoviário e o que havia, era realizado pelos moradores e pelos consumidores que se deslocam a uma superfície comercial localizada nas imediações.

No mês de Agosto, a Autarquia concluiu (e muito bem) a ligação rodoviária entre a Av. de Moçambique e a Estrada dos Ciprestes, para conseguir uma maior fluidez de trânsito, nos dois sentidos. Como seria espectável, o trânsito aumentou exponencialmente. Ainda falta concluir a estrada da Azinhaga de S. Joaquim, em fase de acabamentos, o que irá facilitar ainda mais o escoamento rodoviário. Espero que aí não coloquem semáforos, em detrimento de uma rotunda, que pode e deve ser colocada nesse cruzamento. Se assim não for, o trânsito irá novamente acumular-se. Mas regressemos à Av. de Moçambique. O acréscimo de trânsito implica a necessidade de se efectuarem algumas correcções, a saber: 1 – Do lado esquerdo relativamente a quem desce, a partir do antigo stand de vendas de casas, o passeio é muito estreito, com bocas de incêndio, candeeiros e caixas de electricidade, a impedirem a passagem dos peões. Nesse local, o tipo de estacionamento também muito estreito, implica que se estacione em espinha, colocando a traseira da viatura em plena estrada,

com riscos acrescidos de acidente. Recomenda-se o seu alargamento (passeio e estacionamento), até porque a Av. de Moçambique tem largura suficiente para se fazer esse acerto; 2 – Do lado direito relativamente a quem desce, junto à superfície comercial, existe uma pequena construção negra (onde se encontram os contadores de electricidade), que impede a visibilidade de quem sai dos novos estacionamentos, aumentando o risco de acidente rodoviário. Sugere-se a sua colocação em outro local; 3 – Colocação de pequenas lombas na estrada, a fim de evitar os excessos de velocidade que já estão a ocorrer, com cada vez maior frequência; 4 – Renovação das passadeiras existentes. Em vez de colocarem tinta branca, versão “zebra”, no asfalto, que ficará inevitavelmente negra com a passagem das viaturas, sugere-se a colocação das passadeiras iguais às que existem na Av. Luísa Todi, ou seja: colocação de empedrado com pedras negras e brancas, também em versão “zebra”, aumentando o tempo de duração da passadeira e a maior visibilidade por parte de automobilistas

e peões; 5 – Renovação do asfalto ao longo de toda a Avenida; 6 – Alteração da rotunda existente. A Autarquia tem construído algumas rotundas, com dois arcos concêntricos; um interior e o outro (maior) exterior. O que acontece é que o arco exterior está ao mesmo nível da estrada, o que implica que os automobilistas, “vão a direito”, em vez de efectuarem a curva, reduzindo, com isso, a velocidade. Recomenda-se que o arco exterior fique a um nível mais elevado que a estrada; 7 – Alargamento da estrada nova. Quem trouxer uma equipa de futebol, num autocarro, dificilmente conseguirá virar para os campos aí existentes; 8 – Os dois campos de futebol pertencentes ao Vitória, encontram-se num estado de conservação vergonhoso e indigno; sobretudo o primeiro, que nem sequer está a ser utilizado, mas também o segundo, com as envolvências a apresentarem um ar desleixado, edifícios degradados, canavial espesso, que contrastam com os outros dois, dos “Pélezinhos”. Ficam aqui as sugestões.

FICHA TÉCNICA

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SETÚBAL ALMADA SEIXAL PALMELA BARREIRO ALCOCHETE OUTROS CONCELHOS MONTIJO MOITA 212 383 228 265 520 716 265 094 354 265 092 725 212 318 392 212 047 599 212 047 599 212 384 894 937 081 515

Registo de Título N.º 107552 | Depósito Legal N.º 8/84

Propriedade: Outra Margem - Publicações e Publicidade, Lda. Contribuinte: 515 047 325. (Detentores de mais de 10% do capital social: Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro). Editor: Primeira Hora - Editora e Comunicação, Lda. Contribuinte: 515 047 031 (Detentores de mais de 10% do capital social: Setupress, Lda., Losango Mágico, Lda., Carla Rito e Gabriel Rito) Sede de Administração e Redacção: Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º, 2900-389 Setúbal. Conselho de Gerência: Carla Rito, Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro, Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro.

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CONCELHO DO BARREIRO Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel.: 212 047 599 - 939 050 535 CONCELHO DA MOITA Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel. 212 047 599 / 939 050 535 REDACÇÃO Director: Francisco Alves Rito (CPJ 2292) diretor@osetubalense.com Redacção: Mário Rui Sobral (CPJ 3872 A),

Humberto Lameiras (CPJ 2321 A); Ana Martins Ventura (CPJ 7230 A). Colaboradores: Inês Antunes Malta (CPJ 7226 A); Miguel Nunes Azevedo (TP 2608); Fátima Brinca (CPJ 2574); Rogério Matos (CPJ 9929); Helga Nobre; André Rosa; Ricardo Lopes Pereira e José Pina. Fotografia: Mário Prata, Alexandre Gaspar e Arsénio Franco. DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Teresa Inácio, Dulce Lança e Branca Belchior. PUBLICIDADE Direcção Comercial: Carla Sofia Rito e Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro. Setúbal: Ana Oli-

veira, Mauro Sérgio, Célia Felix e Rosália Batista. Montijo: Graciete Rodrigues.PPalmela: Rosália Batista. Barreiro: Carla Santos. Moita: Carla Santos. IMPRESSÃO Tipografia Rápida de Setúbal, Lda. - Travessa Jorge d’Aquino, 7 - 2900-427 Setúbal e-mail: geral@tipografiarapida.pt DISTRIBUIÇÃO VASP - Venda Seca, Agualva - Cacém Tel. 214 337 000 Tiragem média diária: 9.000 exemplares

Estatuto Editorial disponível em https://www.facebook.com/pg/ JornalOSetubalense/ about/?ref=page_internal

Edição online www.diariodaregiao.pt Digital Media Officer: José Luís Andrade

Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores


MONTIJO

Obra artística é da autoria do setubalense João Samina lense João Samina na fachada de um edifício localizado na avenida que já ostenta o nome do compositor montijense. A iniciativa vai contar com a actuação

Líder do Aliança esteve em campanha em Setúbal

DIREITOS RESERVADOS

Santana Lopes diz que acesso da região a fundos comunitários é “elementar”

Jerónimo só critica “PS ao lado do capital” e apoia defesa dos trabalhadores Comunistas dizem que só criticam Governo PS quando têm razões para isso

O ALMOÇO EM SETÚBAL. Carlos Medeiros e Santana Lopes

navios maiores, mas nada deve ser feito que provoque dano nas riquezas naturais do estuário. Espero que seja assegurado este equilíbrio e que haja a devida monitorização das autoridades ambientais.”, afirmou Santana Lopes. O presidente do partido recordou ainda que “eestá para vir o aeroporto para o Montijo”, para confessar que não sabe o que “sserá mais complicado”. Carlos Medeiros, cabeça-de-lista do Aliança pelo distrito de Setúbal reforçou a mensagem a favor do desenvolvimento económico mas com respeito pelos valores ambientais. Somos a favor das dragagens mas “S com vigilância [ambiental]”, disse

Carlos Medeiros, defendendo que a modernização do porto terá também ganhos ambientais. “H Hoje os que entram no rio são barcos velhos e poluentes”, atira, referindo-se à perspectiva de, com o alargamento dos acessos, poderem demandar o porto sadino navios de nova geração, maiores mas também ambiental e energeticamente mais eficientes. O número um da lista do Aliança acrescenta que “jjá perdemos 6 mil milhões de fundos comunitários e vamos perder mais 2 mil milhões até 2030”, para concluir que “éé uma traição que fizeram a Setúbal”. O almoço de campanha reuniu quase uma centena de pessoas.

VITÓRIA FC Decisão importante para o futuro do clube

Tribunal da Relação de Évora considera improcedentes recursos interpostos contra o PER

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SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO apurou que o Tribunal da Relação de Évora proferiu o acórdão considerando improcedentes em toda a linha os recursos interpostos contra o PER (Processo Especial de Revitalização) da SAD do Vitória FC pelo Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional e pela Sociedade Griset – Gestão Imobiliária SA, sediada em Setúbal. O clube foi notificado da decisão, considerada muito importante em termos estruturais e de futuro para

que constituirá um elemento de valorização do espaço público, visa distinguir o percurso artístico do maestro montijense, que faleceu a 30 de Junho de 1995.

Secretário-geral do PCP esteve em Sines e Almada

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presidente do Aliança diz que a luta da região pelo acesso aos fundos comunitários é “aa maior causa do distrito do distrito nesta altura” e associa-se aos que defendem a alteração da classificação da Península d Setúbal para efeitos dos fundos de coesão da União Europeia. “EEu próprio me penalizo por não ter entendido essa necessidade há mais tempo. Agora é preciso um consenso nacional, entre os partidos, sobre essa matéria”, disse Pedro Santana Lopes a O SETUBALENSE, este sábado, à margem do jantar de campanha eleitoral que o partido organizou no restaurante ‘7.ª Arte’, em Setúbal. Para o antigo primeiro-ministro, a alteração da actual situação de discriminarão da região é “uuma necessidade elementar”. Em dia de manifestação contra as dragagens no rio Sado, o líder do novo partido mostrou-se favorável às obras de alargamento do porto mas em “eequilíbrio” com a preservação ambiental. “O O porto de Setúbal precisa de desassoreamento e de poder receber

do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, que foi fundado em 1970 por Jorge Peixinho juntamente com outros músicos portugueses. A obra artística, DIREITOS RESERVADOS

A Câmara Municipal do Montijo vai inaugurar amanhã (Dia Mundial da Música), pelas 18h00, o “Mural Maestro Jorge Peixinho”, executado pelo artista setuba-

ACTUAL Ex-primeiro ministro penitencia-se por não ter-se apercebido do problema. Agora, diz, é preciso consenso político

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Mural Maestro Jorge Peixinho vai ser inaugurado amanhã

SEGUNDA-FEIRA, 30/09/2019

o Vitória, na passada sexta-feira. O acórdão teceu considerações relevantes, destacando, entre outros, a recuperação levada a cabo pela administração e a aposta na formação, aspectos que merecem credibilidade para que o PER seja aprovado. A decisão tem implicações estruturais e constitui um instrumento essencial para a estabilização financeira prometida pela actual direcção aos associados do Vitória, sendo peça-chave na estratégia

adoptada de reestruturação económica e financeira do clube e respectiva SAD. Recorde-se que a homologação do referido Processo Especial de Revitalização tinha sido proferida a 28 de Junho e dizia respeito ao requerimento que tinha sido apresentado em Fevereiro de 2019. Na altura, tal como aconteceu agora, o líder dos sadinos, devido à sua actividade profissional de advogado, acompanhou de forma permanente e pessoal o processo. R.L.P.

secretário-geral comunista esclareceu no Sábado que o PS só merece a sua condenação quando "sse põe ao lado do capital", pois o PCP apoiou o Governo minoritário socialista quando o executivo "pprocurou defender os interesses dos trabalhadores e reformados". Jerónimo de Sousa, num jantarcomício no Salão do Povo de Sines, lamentou ainda que o elenco governativo liderado por António Costa, quando acedeu a várias das iniciativas legislativas de comunistas ou ecologistas, tenha manifestado quase sempre renitência ou oposição inicial, na maioria das vezes. Há amigos socialistas que, muitas "H vezes, nos dizem ‘epá, vocês criticam muito o PS'. E eu pergunto, criticamos com que razão? Criticamos quando o PS se põe do lado do capital, do lado de uma multinacional para complicar a vida ao setor do táxi, em relação aos milhões e milhões que vão para as Parcerias Público-Privadas (PPP), aos milhares de milhões que vão para a banca, para os banqueiros e esta questão da legislação laboral que aprovou, à pressa, nos últimos dias, que vai complicar a vida aos trabalhadores, particularmente das futuras gerações", disse. "H Há um PS que, nesta matéria, se identifica com os interesses dos poderosos e por isso a nossa crítica. Muitas vezes nos perguntam, ‘mas vocês estão lá na Assembleia [da República], apoiam o Governo, e depois vêm cá para fora criticar? Nós dizemos, sempre que o PS procurou defender os interesses dos trabalhadores e reformados e pensionistas, alinhando nas nossas pro-

postas, teve o nosso apoio. O que não podemos apoiar é aquilo que eles fazem contra os trabalhadores e os reformados", explicou. Ainda sobre as alterações ao Código do Trabalho, entretanto alvo de pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade, Jerónimo de Sousa justificou a atitude do PS com a submissão Às imposições de Bruxelas, à semelhança do conceito de "ccontas [públicas] certas". "O O PS aprova esta legislação laboral não por raiva ou ódio aos trabalhadores. É porque se submete às orientações da União Europeia, do euro e do grande capital”, lastimou.

Desfile e comício em Almada O desfile e o comício da CDU, em Almada, também este fim-de-semana, juntou muitas centenas de pessoas numa “iimpressionante manifestação de força e determinação da CDU”, considerou a campanha. Os participantes, empunhando bandeiras da coligação, desfilaram entre o portão principal da base naval do Alfeite e a centenária colectividade SFUAP, onde teve lugar o comício. Jerónimo de Sousa apelou aos presentes para que, no tempo que ainda falta para as eleições, esclarecerem o maior número de pessoas possível para “aa necessidade de dar mais força à CDU para que o que foi alcançado não só não desapareça como seja possível avançar mais”. Antes, o primeiro candidato por Setúbal, Francisco Lopes, enumerou algumas propostas da CDU para o distrito, particularmente a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, em vez do “apeadeiro” no Montijo; a ligação fluvial entre os concelhos da Margem Sul do Tejo; e a terceira travessia do Tejo, em modo rodoferroviário.


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LITORAL ALENTEJANO Cooperativa de Sines e Santiago do Cacém foi uma das 15 seleccionadas

Cercisiago ganha apoio financeiro da Fundação Montepio

SEGUNDA-FEIRA, 30/09/2019

REGIONAL

A Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Sines e Santiago do Cacém (Cercisiago) é uma das 15 entidades de 10 distritos

portugueses, incluindo Região Autónoma dos Açores, que vai receber um apoio financeiro da Fundação Montepio, no âmbito do programa FACES, destinado

ao combate à exclusão social. O anúncio foi feito pela Fundação Montepio, que na edição deste ano do programa recebeu 104 candidaturas de entidades, va-

lidando 82 e elegido, após avaliação, 15 projectos. O apoio total à dezena e meia de candidaturas vencedoras ascende a 300 mil euros.

APSS nega riscos das dragagens e contaminação do rio mas ambientalistas insistem em outra verdade

“Vão apagar a luz no Sado” As dragagens no Sado podem começar amanhã, ou daqui a uma semana. APSS não confirma o dia. Os setubalenses aguardam o que consideram ser “um futuro com falta de informação sobre como será o dia-dia na cidade e no Sado” POR ANA MARTINS VENTURA FOTOS ALEX GASPAR/ARSÉNIO FRANCO

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rente ao edifício sede da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), em tarde de manifestação contra o projecto Melhoria das Acessibilidades Marítimas do Porto de Setúbal, Raquel Gaspar, co-fundadora da Ocean Alive, alertou que “qquando as dragagens levantarem o que está abaixo do fundo do rio vão apagar a luz no Sado”. PUBLICIDADE

A bióloga não tem dúvidas que depois as pradarias marinhas, “nnossas florestas do fundo do rio”, vão morrer sem fotossíntese e com elas “ttambém morrerá quem precisa delas para se alimentar, dos mais pequenos aos maiores, como os roazes do Sado”. Foi com estas palavras que falou a mais de mil manifestantes, que desfilaram este sábado entre a Doca dos Pescadores e o jardim da Beira-

Mar, terminando frente ao edifício da APSS. “AAs pradarias marinhas do Sado não vão ser arrancadas durante as dragagens. Elas vão morrer sim, mas porque a turbidez gerada nas águas impedirá a luz de penetrar e a fotossíntese de acontecer”. Para Raquel Gaspar “oo problema não ficará apenas pela turbidez”. Também metais pesados vão ser levantados do fundo do rio com a remoção de areias. Sobre estes detritos, contaminados com crómio e zinco, Pedro Vieira, ambientalista e presidente do Clube da Arrábida, explica a O SETUBALENSE, que “nnão quer dizer que sejam prejudiciais para nós em contacto directo com a água, ou pelo menos não no imediato. Mas serão prejudiciais para as pradarias marinhas, que os vão absorver e para os peixes que, através das pradarias os vão comer. E então quando o peixe chegar à nossa mesa também nós vamos comer estes metais”. APSS quer verdade e porto com capacidade real Apesar de os setubalenses aguardarem outros esclarecimentos, a APSS já avançou a O SETUBALENSE o que está planeado e garantiu a preservação do Sado. Esclarecendo que a obra apenas se concentrará numa única fase, ao contrário das duas fases que inicialmente se previam, Vitor Correia, presidente do Conselho Directivo do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e vogal do Conselho de Administração do Porto define que, “sserão retirados cerca de 3,5 milhões

objectivo é tão-somente movimentar maior volume de carga”. Para a APSS, “oo projecto de melhoria das acessibilidades já está no terreno desde que se iniciaram as obras para a extensão do Terminal Ro-Ro”, em Abril, dando assim início ao investimento global de 24,5 milhões de euros.

de metros cúbicos de areia do fundo do Sado. Não 6,5 milhões de metros cúbicos de areia, como tem sido comentado”. Quanto a riscos ambientais o enOs materiais genheiro civil esclarece. “O dragados não estão contaminados e podem perfeitamente ser reutilizados, inclusive, na reposição de areia, nas praias da Arrábida”. E sobre a presença de crómio nos detritos a dragar afirma, “éé completamente falso. As últimas análises que fizemos revelam apenas a presença de sedimentos Classe 1, que não representam riscos”. Para Vitor Correia é importante não esquecer que, “ffoi realizado o Estudo de Impacte Ambiental e a sua avaliação foi lançada. As medidas mitigadoras a tomar estão bem estruturadas, com todas as questões acauteladas. Portanto, não haverá qualquer problema com os golfinhos ou as praias”. Em comentário ao parecer das associações ambientais, sobre possíveis riscos, a resposta é também clara. “S São opiniões infundadas, que não têm base em estudos”. Nos objectivos do projecto fica ainda um último esclarecimento. “N Nunca esteve em aberto a possibilidade de trazer os navios de Sines para Setúbal. Não temos capacidade para receber navios desse porte. O

Para Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, a esperança mantém-se. “S Sim, as dragagens podem começar a qualquer momento, sendo que o período para a realização das mesmas está estabelecido entre 1 de Outubro de 2019 e Maio de 2020, mas ainda aguardamos a decisão sobre uma última providência cautelar, aceite pelo Tribunal Administrativo Central, que obriga agora o Tribunal de Almada a reapreciar a decisão de deixar prosseguir as dragagens”. Também Francisco Ferreira, presidente da Associação ZERO, assume determinado que, “eeste não é um processo irreversível”. O ambientalista setubalense acredita, “aas dragagens no porto de Setúbal ainda podem ser paradas, estamos prestes a ter um novo Governo e temos esperança que ainda seja possível mudar o curso desta História”.

Maria das Dores Meira não receia resultados do projecto

Comandante do Porto de Setúbal assume diplomacia

Durante as celebrações da Semana do Mar, o bordo do veleiro Pogoria, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, comentou ao jornal que, “cconfia no projecto e no quanto contribuirá para o desenvolvimento industrial e crescimento económico de Setúbal e da região”. Quanto a questões ambientais a autarca confia. “TTenho a certeza que a APSS vai assegurar todas as medidas necessárias para proteger o Sado”.

Com menos de um mês de funções enquanto capitão do Porto de Setúbal, Paulo Alcobia Portugal assume a sua posição sobre as dragagens com diplomacia. “AA cidade precisa de projectos estruturantes sobre os quais é preciso ponderar. Avaliar o que cabe e não cabe em Setúbal”. Planos para um porto que o ex-comandante do Navio Escola Sagres considera ter “ggrandes condições para o turismo e para a indústria, cada um no seu espaço devido”.

“Ainda é possível parar”


SEGUNDA-FEIRA 30/09/2019

REGIONAL

Nuno Carvalho esteve presente na manifestação

PSD exige à APSS que esclareça incómodos e constrangimentos provocados pelas dragagens

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ARSÉNIO FRANCO

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

Greve climática estudantil ergue bandeira contra dragas

P NUNO CARVALHO. Vereador do PSD na Câmara de Setúbal

Vereador socialdemocrata apresentou pedido de esclarecimento. Diz que responsáveis têm o dever de informar os setubalenses em geral e os pescadores em particular como vão decorrer as obras

POR ANA MARTINS VENTURA FOTO ALEX GASPAR

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resente na manifestação de sábado, Nuno Carvalho, vereador na Câmara de Setúbal e cabeça de lista do PSD por Setúbal nas Legislativas, informou que o partido enviou, este fim-de-semana, um pedido de esclarecimento à APSS em que “qquestiona o que acontecerá no rio Sado quando as dragagens começarem, desde a circulação marítimoturística, aos pescadores, sem esquecer o ruído na cidade. E quando é que esta obra vai começar? Até agora, ainda ninguém disse como vamos viver com as dragagens e a

troco de quê”, refere. Para o candidato a deputado, “aa falta de informação foi constante desde o início, com a consulta ao Estudo de Impacte Ambiental sobre o projecto a não ser divulgada. Os pescadores não foram consultados. O Município de Setúbal foi, mas Grândola não. E parece que só vale uma margem do rio Sado. Associações históricas, como o Clube da Arrábida também ficaram de fora.” Na pesca, Nuno Carvalho assume que já se sabe o que está em cima da mesa “coom a reposição dos dragados na zona da Restinga, a maternidade dos nossos peixes”. As outras questões vão para o turismo. “N Ninguém sabe em concreto até que ponto estas obras vão afectar o sector. Mas o Turismo de Portugal, quando foi consultado sobre esta obra, referiu «em Setúbal o turismo é mais virado para a indústria, com visitas a fábricas». Prova de que estamos a lidar com pessoas que não sabem o que é Setúbal”. No pedido de esclarecimento enviado, o vereador social-democrata à administração portuária que “iinforme a população em geral, e os grupos mais directamente afectados em particular, sobre em que data começam as dragagens e que condicionamentos ou incómodos estão

previstos por força dos trabalhos”, considerando que “oos setubalenses têm o direito de, no mínimo, serem informados do dia em que as obras vão começar e de todos os efeitos previsíveis na sua vida quotidiana, no usufruto do rio ou da cidade”. “O O mínimo que a APSS pode fazer é informar as pessoas e nem isso tem feito convenientemente, como até o próprio PS e o governo reconhecem. Ainda recentemente Ana catarina Mendes, cabeça de Lista pelo PS em setúbal e dirigente nacional do PS, reconheceu publicamente que a APSS falhou na comunicação com a cidade. Já que estão a impor esta obras, com um processo conduzido de forma errada desde o início e nas costas da população, pelo menos que agora informem as pessoas sobre como melhor lidarem com os transtornos que estão previstos.” Nuno Carvalho sublinha que “nnem aos pescadores, através das suas organizações, foi dada qualquer explicação sobre como devem proceder”. O PSD exige ao Governo PS que, através da APSS esclareça cabalmente todas estas questões, de preferência numa sessão pública onde os interessados possam colocar as suas dúvidas.

resentes nas manifestações com as dragagens no Sado, desde a noite de vigília realizada sexta-feira, na Praça de Bocage, ate à grande manifestação da tarde de sábado, as jovens representantes da Greve Climática Estudantil fizeram ouvir a sua opinião sobre o futuro am-

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biental de Setúbal. “TTemos muitos motivos para fazer uma greve climática”, revela Rafaela Nunes. Para a estudante de 17 anos, “éé importante tomar o tema das dragagens no Sado como prioridade, pelos ecossistemas que vão ser afectados”. Neste aspecto Rafaela des-

taca o trabalho de esclarecimento feito pela Ocean Alive, com Raquel Gaspar, “nno sentido de demonstrar a importância das nossas pradarias marinhas e o que pode acontecer a este delicado ecossistema com as dragagens. Essa é a nossa emergência climática agora, aqui, em Setúbal”.


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MONTIJO

Município distingue hoje mais de cem atletas

SEGUNDA-FEIRA, 30/09/2019

LOCAL SETÚBAL

Cerimónia de reconhecimento de mérito desportivo realiza-se no Cinema Teatro

O Cinema Teatro Joaquim d' Almeida recebe hoje, a partir das 18h00, a cerimónia (inédita) de reconhecimento de mérito desportivo promovida pela Câmara Municipal do Montijo para

premiar mais de uma centena de atletas que, a título individual ou colectivo, se destacaram ao serviço de associações locais durante a época 2018-2019. Elisabete Jacinto, que

integra o grupo de embaixadores portugueses para a Semana Europeia do Desporto (que termina esta segunda-feira), vai participar no evento e será igualmente distinguida, pelos

resultados obtidos na última temporada. A autarquia irá ainda entregar um troféu a cada equipa técnica ou treinador responsável pelos atletas ou equipas a homenagear.

Socialistas afirmam que aeroporto em Alcochete é perda de tempo e de dinheiro

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou em reunião pública, a ractificação de um parecer desfavorável sobre o Estudo de Impacte Ambiental do projecto do Aeroporto do Montijo e Respetivas Acessibilidades

ALEX GASPAR

Executivo comunista chumba aeroporto no Montijo

POR HUMBERTO LAMEIRAS

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Câmara de Setúbal juntou-se às autarquias da Moita e Seixal contra a construção do aeroporto no Montijo. Na reunião pública da semana passada, o executivo comunista chumbou o projecto defendido pelo Governo socialista, ao aprovar a ratificação de um parecer desfavorável sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Aeroporto em Montijo e Respetivas Acessibilidades. Com o período de discussão pública do EIA a levantar algumas questões sobre o novo aeroporto, embora não o inviabilize, a autarquia sadina considera, que tendo “eem conta a afectação das condições ambientais e as alterações da qualidade de vida das populações na região”, é “ppertinente a pronunciarse acerca do assunto”. A apreciação efectuada pelo município ao estudo “nnão pode ser dissociada de uma reflexão sobre o processo de tomada de decisão do Governo” relativamente à solução encontrada para dar resposta à necessidade de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, no quadro de desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa. Assim sendo, o executivo CDU reconhece “oo forte crescimento no tráfego de passageiros e no número de movimentos de aeronaves no Aeroporto Humberto Delgado”. De igual modo, admite que “oo congestionamento da principal infraestrutura aeroportuária

nacional tem efeitos negativos no desenvolvimento do país, em particular no sector do turismo”. Contudo, considera que a solução encontrada pelo Governo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, através da construção do Aeroporto no Montijo, “ssurge como uma decisão desenquadrada de uma prévia avaliação ambiental estratégica”. No parecer da autarquia, a submeter à aprovação da Assembleia Municipal, lê-se que a solução apresentada “nnão equaciona nem pondera soluções alternativas”, como resposta à necessidade de aumento da capacidade aeroportuária na região. De igual modo, considera que a decisão de construção do aeroporto no Montijo é “ddesenquadrada” do PROTAML – Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa e do PEDEPES – Plano Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal. “EEsta decisão tem implicações estruturantes no modelo de organização territorial da área metropolitana que

não foram devidamente estudadas, avaliadas e ponderadas, exigindo uma revisão do PROTAML”, refere a deliberação camarária. Considera ainda que o EIA do aeroporto no Montijo e Respetivas Acessibilidades “nnão aprofunda suficientemente os impactes negativos sobre as populações”, nomeadamente o acréscimo de exposição ao ruído e de emissão e deposição de partículas. De igual modo, observa o facto de o estudo “nnão integrar um Plano de Adaptações às Alterações Climáticas, não considerar o risco de elevação do nível médio das águas, nem a vulnerabilidade do local a cheias resultantes de fenómenos climatéricos excessivos”, bem como “nnão considera a avifauna existente no local”, nem pondera a apresentação de projetos alternativos. Para executivo liderado por Maria das Dores Meira, na avaliação ambiental estratégica desenvolvida, “ddeviam ser consideradas localizações alternativas na região, nomeadamente o Campo de Tiro de Alcochete, dada a possibili-

dade de desenvolvimento e expansão faseada, em função das reais necessidades de resposta ao crescimento do número de passageiros”. Socialistas sem dúvidas em afastar aeroporto de Alcochete De um lado está o chumbo do executivo comunista ao aeroporto na Base Área 6 no Montijo, do outro lado estão os vereadores socialistas que não têm dúvidas em afirmar que a construção desta infra-estrutura aeroportuária; para além de ganho de tempo, falam em boa compensação de custos. Entre as 22 razões que os socialistas apontam na declaração de voto que apresentaram na reunião de Câmara onde defendem a solução Portela+1 está o crescimento exponencial de passageiros nas movimentações aéreas em Lisboa. “EEm termos acumulados, desde 2013 e até fim de 2018, o número de passageiros do AHD-Lisboa cresceu 73%”, referem apontando as conclusões do EIA. A isto acrescentam que o “m mero adia-

mento de 1 ano” da solução para o problema, “ttem um impacto estimado em 600 milhões de euros de perda de receitas, só no setor do turismo”. Já quanto aos custos de construção, afirmam que “oo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, em conjunto com a execução das acessibilidades, fariam chegar esta solução a um custo estimado de 7,1 B€, considerando 4,4 B€ referente à infraestrutura aeroportuária e 2,7 B€ para as acessibilidades ao novo aeroporto”. No ponto 13 das suas razões, os socialistas garantem que a solução mais viável” é mesmo aeroportuária “m Montijo uma vez que “oos trabalhos podem avançar rapidamente, com um custo estimado de 592,5 M€, 559 M€ para a infraestrutura aeroportuária e 32,5 M€ para o acesso rodoviário, considerando a solução base”. Por fim, os vereadores socialistas na Câmara de Setúbal afirmam que, pelo EIA, “nnão estão identificados impactos negativos que sejam irreversíveis, não minimizáveis ou compensáveis”, por isso votaram a favor do novo aeroporto em Montijo.


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O Bando e Coro Setúbal Voz actuam em Lisboa

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tiva intitulada “Ritual Líquido”, com direcção artística de Miguel Jesus, implantação cenográfica de Rui Francisco e João Brites, figurinos e adereços de Clara Bento, coordenação musical de Jorge Salgueiro, apoio artístico de Rita Brito e coordenação de produção de Raquel Belchior. A água foi o conceito primordial e matéria uniÀcadora do programa de O Bando no festival Todos, deste ano. Um programa composto por pequenos espectáculos, animações, com palavras dos autores Sophia de Mello Breyner Andresen, de Miguel Torga, de Eugénio de Andrade e de Mia Couto. Esta actuação é o “motor de arranque” para a reedição do espectáculo “Purgatório“ a realizar em Coimbra, no dia 2 de Outubro, mais uma vez com a colaboração d’O Bando o Coro Setúbal Voz.

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“Purgatório” regressará aos palcos a 2 de Outubro, em Coimbra

companhia de teatro O Bando e o Coro Setúbal Voz participam no projecto TODOS – Caminhada de Culturas, que celebra Lisboa como cidade intercultural através das artes performativas contemporâneas. A iniciativa TODOS tem contribuído para a destruição de guetos territoriais associados à imigração, convidando o pú blico ao conví vio entre culturas de todo o mundo. Uma celebração da interculturalidade que oferece uma vasta programação gratuita de espectáculos de música, teatro, dança ou circo contemporâneo, mas também gastronomia do mundo, fotograÀa e visitas guiadas, entre outros. No âmbito desta iniciativa, a companhia de teatro O Bando actuou em Lisboa, no Largo da Graça, com uma intervenção performa-

LOCAL

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SETÚBAL Evento realizou-se pela primeira vez em Portugal

Dia do Peixe envolve restauração local na protecção dos oceanos Ementa especial adoptada por 12 restaurantes incluiu peixe de Setúbal para recordar a importância de proteger espécies, rio e mar

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etúbal foi a cidade de eleição para a realização do primeiro Fish Day [na tradução livre Dia do Peixe] em Portugal.

Uma iniciativa organizada pela ANP – Associação Natureza Portugal, representante nacional da WWF – World Wildlife Fund, que assenta no objectivo chave “Peixe e Marisco Sustentável para a Natureza e para as Pessoas”. Realizado também com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, o Dia do Peixe contou com o envolvimento de vários restaurantes da cidade, entre os quais A Casa do Peixe, Casa do Mar, Martróia, Novo 10, O Miguel, Rebarca, Restaurante Miami, Ribeirinha do Sado, Sangue na Guelra, Tasca da Fatinha, Tasca Xico da Cana e

Tasca Kefish. Os espaços bem conhecidos por setubalenses e visitantes, que procuram as iguarias da gastronomia da região adoptaram a “Ementa Fish Day”, especialmente concebida para este dia tendo por base “a utilização de produtos locais de forma sustentada”, segundo avança Ângela Morgado, CEO da WWF – Associação Natureza Portugal. “Uma forma de consciencializar a população para o consumo responsável de peixe, tendo m conta espécies locais e origem certiÀcada. Um meio para proteger espécies em riscos e garantir também a susten-

tabilidade e protecção dos oceanos”. No decorrer da iniciática, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, reiterou “o grande de responsabilidade” com que a cidade recebeu a iniciativa, esta sexta-feira. Para a autarca, estão criadas as melhores condições para que seja possível “continuar a cooperar e a valorizar Setúbal como terra de peixe e de pesca que é, sempre com a preocupação de garantir a sustentabilidade”, numa actividade profissional como a pesca, “que ocupa importante lugar no concelho”.

Novo olhar sobre o mar até 2020

O BANDO. A Companhia actuou no Largo da Graça, em Lisboa

A iniciativa Fish Day é incorporada no projeto Fish Forward, co-financiado pela União Europeia, que sensibiliza para o consumo sustentável de produtos do mar, ao mesmo tempo

que propõe a alteração de comportamentos de consumidores e empresas na Europa, com base numa maior consciencialização e maior conhecimento das implicações que o consumo e o

fornecimento de pescado têm sobre as pessoas e os oceanos nos países em desenvolvimento. Os objectivos passam por garantir, até 2020, que consumidores e empresas assumam a responsabili-

dade da escolha de produtos do mar sustentáveis, para, assim, contribuírem activamente para o desenvolvimento sustentável, bem como para a mitigação e adaptação às alterações climáticas.


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LOCAL

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Depois do sucesso da Semana do Mar, novo evento será recebido em Setúbal, em Julho do próximo ano

Setúbal recebe regata internacional de veleiros no próximo ano Espírito aventureiro de Fernão de Magalhães e Sebástian Elcano Viveuse bordo do veleiro Pogoria na despedida da Semana do Mar. Aporvela prepara-se para embarcar com a caravela Vera Cruz na expedição que celebra a volta Ao mundo realizada há 500 anos e anuncia novos projectos

POR ANA MARTINS VENTURA FOTO ARSÉNIO FRANCO

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bordo do veleiro pogoria, representantes da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, do município e da Aporvela celebraram mais uma Semana do Mar com um sentimento de aventura no ar, pelas comemorações dos 500 anos da volta ao mundo por Fernão de Magalhães e Sebástian Elcano. “C Celebramos esta viagem de Fernão de Magalhães levando a caravela Vera Cruz ao Estreito de Magalhães. Uma aventura por 35 portos, 13 países e 15 mil milhas naúticas, onde a tripulação da caravela estará entre os 1500 participantes”, revela rui santos, Gestor de projectos da Aporvela a O SETUBALENSE. Uma oportunidade para dar voz à história dos 180 portugueses que partiram à 500 anos, “ssem esperar

SETÚBAL

PLANOS. Em Julho Setúbal receberá veleiros de todo o mundo com o apoio da Aporvela, APSS, município e capitania

dar a volta ao mundo, porque esse nem era o plano original”. No fim regressaram apenas 18. Para além da participação da Caravela Vera cruz na expedição de MAagalhães a Aporvela desvenda já planos para 2020. “AAproveitanto as palavras do novo capitão do Porto de Setúbal, Paulo Alcobia Portugal, que vê neste porto um grande potencial para a visita de mais veleiros internacionais, anunciamos que, em Julho de 2020

vamos trazer a Setúbal uma regata internacional de veleiros”, avaNça Rui Santos. Carlos Correia, membro do Conselho de Administração dos Portos de Setúbal e de Sesimbra, comentou a 5ª edição da Semana do Mar com “uuma quebra em relação a anos anteriores devido à ausência do Navio Escola Sagres”. No entanto, os objectivos cumpriram-se inteiramente, “nnum evento muito acarinhado por setubalenses e visitantes, que man-

têm uma estreita ligação ao rio e ao mar”. Quanto a planos para a próxima edição “aainda é cedo, mas mesmo sem a nossa Sagres, que só estará de regresso em 2021, temos a certeza de que será um momento extraordinário”. Dores Meira elogiou dias dedicados ao mar “IInfelizmente não podemos ter a

Sagres connosco este ano”, lamenta a presidente da Câmara Municipal De Setúbal. “M Mas tivemos a visita do NRP Setúbal, uma curveta da Marinha Portuguesa que homenageia a nossa cidade e as ‘jóias’ da Polónia”, afirma Dores Meira. Ao longo da semana o destaque da presidente foi para a visita de muitas escolas e para a animação na doca dos pescadores, “ccom música e sabores do mundo a acompanharem os ‘veleiros ao luar’”.

Medida evitava o congestionamento de trânsito provocado pelo estacionamento desordenado

Restrições no acesso às praias da Arrábida terminaram ontem

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s restrições à circulação automóvel nos acessos às praias da Arrábida aos fins-de-semana decorreram até ontem, depois de um prolongamento aprovado pela Câmara Municipal de Setúbal em meados de Setembro. As restrições à circulação automóvel deviam ter terminado no dia 15 de setembro, mas a Câmara Municipal de Setúbal decidiu prorrogar essas restrições, apenas nos fins-de-sema-

na, porque se mantinham condições climatéricas favoráveis à utilização das praias. A "Estratégia Municipal para a Mobilidade Acessível, Segura e Sustentável para Todos nas Zonas Balneares de Setúbal", implementada pela primeira vez no ano passado, estabelece um conjunto de restrições à circulação automóvel nos acessos às praias da Arrábida, a par de um reforço significativo do

transporte público durante a época balnear. Trata-se de um conjunto de medidas para evitar os congestionamentos de trânsito provocados pelo estacionamento desordenado e permitir a circulação de viaturas de emergência em caso de acidente ou de incêndio na Serra da Arrábida, situações que poderiam colocar em risco a vida de milhares de veraneantes. De acordo com as restrições, du-

rante a época balnear é proibida a circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro, sendo apenas permitida a passagem de transportes públicos, veículos de emergência e de residentes. Por outro lado, os veraneantes têm a possibilidade de deixar as viaturas em parques de estacionamento gratuitos previamente definidos na cidade de Setúbal, seguindo depois para as praias em carreiras regulares dos

autocarros dos TST - Transportes Sul do Tejo. Antes da implementação do novo esquema de circulação rodoviária eram frequentes os bloqueios da estrada de acesso às praias da Arrábida, devido ao estacionamento desordenado, situação que estava identificada como um grande perigo potencial em caso de acidentes graves e que poderia mesmo inviabilizar a prestação de socorro.


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Nos seus 40 anos, o IPS formou mais de 39 mil estudantes Mais de 39 mil alunos passaram pelo Instituto Politécnico de Setúbal durante os seus 40 anos de existência. A celebrar o seu aniversário no próximo dia 7, várias foram as dinâmicas que marcaram a vida da instituição setubalense ao longo do tempo

POR INÊS ANTUNES MALTA

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Instituto Politécnico de Setúbal, instituição pública de ensino superior que se insere no subsistema politécnico, celebra 40 anos no próximo dia 7 de Outubro. Surgiu no âmbito da criação da nova rede de ensino superior politécnica em Portugal em 1979, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento territorial do país e qualificar as populações. Integrava inicialmente a Escola Superior de Educação, onde as actividades formativas se iniciaram no ano lectivo de 1987/88 e a Escola Superior de Tecnologia, no ano seguinte, ambas localizadas em Setúbal. Actualmente, para além destas, tem mais três: a Escola Superior de Ciências Empresariais, a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro e a Escola Superior de Saúde. As actividades das cinco escolas superiores são coordenadas pelos Serviços Centrais e existe ainda uma sexta unidade: os Serviços de Acção Social, orientada para o apoio aos estudantes no que diz respeito ao alojamento, alimentação, apoio psicológico e actividades desportivas e recreativas Tendo a missão de desenvolver ensino de qualidade, valorizando as pessoas, a transferência de conhecimento para a sociedade, da

região, do país e do mundo, apoiado na investigação aplicada, na inovação e nas parcerias, o IPS tem também como um dos objectivos estratégicos “tter um ensino e aprendizagem de qualidade reconhecida”. Ao longo dos seus 40 anos, e de acordo com a sua missão e os seus valores, o IPS recebeu 39.637 estudantes que frequentaram pelo menos um dos cursos oferecidos pela instituição. Destes estudantes, 21.406 obtiveram pelo menos um diploma. Alguns dos estudantes que frequentaram o IPS estiveram inscritos em mais do que um dos cursos e tiveram a possibilidade de adquirir mais do que um diploma. Tal acontece devido à continuidade que se estabelece entre cursos da mesma área, mas com diferentes graus académicos. Do passado para o presente, a caracterização dos institutos politécnicos em termos de docentes, funcionários, estudantes e percentagem de docentes doutorados, que é feita no Estudo sobre o Impacto Económico dos Institutos Politécnicos em Portugal, publicado em Abril deste ano, pelo Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, diz que o IPS conta actualmente com 639 docentes, 171 funcionários, 5872 estudantes e 51,9 por cento de docentes doutorados. Acompanhando a crescente diversificação da oferta formativa do IPS, o número de estudantes tem aumentado ao longo do tempo, embora com algumas oscilações tendo-se alcançado o valor mais elevado de sempre no ano de 2018, com 7051 estudantes. Este ano, o IPS regista, segundo Pedro Dominguinhos, “oo melhor ano de todos em termos de colocações no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. Feitas todas as contas, teremos este ano cerca de 2 400 estudantes a entrar pela primeira vez no IPS. Nunca tivemos tantos novos estudantes”. Nas palavras do presidente da instituição, estes resultados mostram "aa capacidade de atração e a credibilidade que o próprio instituto tem granjeado ao longo dos anos, o que se alicerça no trabalho que é feito pelos docentes e não docentes, mas sobretudo nos diplomados, os nossos maiores embaixadores, pelo reconhecimento que têm no mercado de trabalho".

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O IPS e a região de Setúbal O Instituto Politécnico de Setúbal é um agente de desenvolvimento e coesão territorial, transformador da realidade e também uma garantia de equidade de acesso ao ensino superior POR INÊS ANTUNES MALTA

R Passado e o futuro do Politécnico de Setúbal em congresso comemorativo

Conferência pelos 40 anos do IPS traz oradores de primeira linha As respostas do ensino superior aos desafios futuros da sociedade e mercado de trabalho, e a internacionalização do Instituto Politécnicos de Setúbal estão entre os temas da Conferencia organizada nos 40 anos desta instituição ministra dos saberes

Para a direcção do IPS, este evento que traduz o conceito de um organismo de ensino público “aao serviço da região e do saber”, é um dos pontos altos das comemorações deste ano que “ppretende ser uma oportunidade de mostrar publicamente o trabalho desenvolvido pelo IPS ao longo destas quatro décadas, ao mesmo tempo que se assume como uma reflexão global sobre as instituições de ensino superior (IES) no seu duplo papel de centros de conhecimento e de agentes de desenvolvimento das regiões e do país”. Sampaio da Nóvoa é um dos conferencistas

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Instituto Politécnico de Setúbal está a comemorar 40 anos e, entre as iniciativas para assinalar o trabalho da instituição, está o 2.º Congresso IPS que se realiza na próxima quinta e sexta-feira nas instalações do próprio instituto. Entre as mais de duas dezenas de especialistas na área da educação e ensino estará António Sampaio da Nóvoa, actual embaixador de Portugal na Unesco.

Organizado em quatro sessões e três conferências principais, o congresso tem abertura marcada para as 09h30, no auditório nobre do IPS (edifício ESCE/ESS), sendo abordados como grandes temas “O ensino superior e os desafios da sociedade do futuro”, “A oferta formativa e o mercado de trabalho”, “Avaliação e perspectivas da internacionalização no IPS” e “As IES, alavancas de desenvolvimento sustentado”.

Docente universitário com quase quatro décadas de carreira, António Sampaio da Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa, é o conferencista convidado para falar sobre o “Contributo da educação para o desenvolvimento da sociedade”, pelas 11h50 de sexta-feira. Helena Nazaré, presidente do Conselho Coordenador do Ensino Superior, vai abordar “O papel do Ensino Superior na sociedade do futuro”, às 10h00 do primeiro dia do Congresso, enquanto Mário Vale, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, irá apresentar uma reflexão sobre “O papel das IES no desenvolvimento do conhecimento e das regiões”, será no segundo dia às 09h00. Antes da sessão de encerramento, que estará a cargo do presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, está prevista pelas 14h30, no átrio da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, a visita a uma exposição concebida para apresentar à comunidade o trabalho desenvolvido pelo IPS em termos de produção pedagógica, científica, tecnológica e de projectos em parceria com a região.

ealizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, um estudo sobre o impacto económico dos institutos politécnicos em Portugal, publicado em Abril deste ano, diz que “aao longo dos últimos anos temos assistido ao aumento do interesse pela medição do impacto das Instituições de Ensino Superior em termos do seu desempenho académico e qualidade de ensino”. A ligação entre os Institutos Politécnicos e as regiões onde estão inseridos é a principal razão pela qual foram criados. Para além do seu papel pedagógico, as IES são também fundamentais no desenvolvimento socioeconómico das regiões onde estão inseridas e o caso do Instituto Politécnico de Setúbal não é excepção. Mas recuemos até às características do distrito de Setúbal, que foi o último a ser criado, a 22 de dezembro de 1926. É actualmente considerado extremamente importante a nível geoestratégico no contexto nacional e europeu, sendo uma das principais portas de entrada na Europa. A sua localização, acessibilidade e recursos permitiram um movimento de modernização e crescimento económico que faz com que hoje seja apontado como um distrito que investe no ensino, na formação e na investigação e que tem um grande potencial para se desenvolver nas mais diversas áreas. No que diz respeito aos processos de articulação e envolvimento do IPS com a região e o distrito, Joaquim Silva Ribeiro e Pedro Dominguinhos apresentam que a área de influência do IPS corresponde ao espaço territorial do Distrito de Setúbal, que tem uma população actual de cerca de cerca de 850 mil habitantes. A população setubalense apresenta um elevado índice de envelhecimento de cerca de 139,54, ainda assim inferior ao valor registado a nível nacional: 157,43. Também o nível da taxa bruta de natalidade se encontra superior à média nacional, com uma diferença de 9,3 para 8,5. Situação inversa regista-se ao nível da mortalidade, cuja taxa bruta apresenta um valor de 10,8, inferior à média nacional de 11,0. No que à escolaridade diz respeito, em 2011, as taxas brutas de escolari-

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- 639 docentes. - 171 funcionários. - 5872 estudantes. - 51,9 por cento de docentes doutorados. - um total de mais de 39 mil estudantes em 40 anos. - PIB Regional de 3.299.929. - um impacto total de 58.363€, extrapolado a partir das taxas de crescimento do PIB das NUT III para o período entre 2000 e 2016. - tem um peso de 1,77 por cento no PIB.

zação no ensino secundário registavam 19,1 por cento na Península de Setúbal. Relativamente às taxas de escolarização no ensino superior, os 14,3 por cento são um valor superior relativamente à média nacional de 13,8 por cento. Em 2017, existiam no distrito de Setúbal 84.108 empresas não financeiras, que representavam 6,80 por cento do tecido empresarial nacional. Na Península de Setúbal, existiam 75.152 empresas que correspondiam a 89,35 por cento do distrito. O peso das microempresas no distrito, de cerca de 97,25 por cento, é superior ao registado a nível nacional. Relativamente ao emprego, em 2017 existiam no distrito de Setúbal 202.282 pessoas ao serviço de empresas, que representavam 5,20 por cento do total nacional. Da totalidade dos empregos, 89,83 por cento correspondiam à Península de Setúbal e 4,43 por cento aos concelhos do Alentejo Litoral. Da existência de um tecido económico alargado vem, naturalmente, o reflexo no poder de compra da população do distrito. “Hoje, o IPS é um dos principais impulsionadores da economia local” Inicialmente, o contributo do Politécnico de Setúbal centrava-se na sua capacidade de formação de jovens e da população activa, de forma a dotar as empresas de recursos humanos qualificados para responder aos desafios e hoje o IPS é um dos principais impulsionadores da economia local, responsável por cerca de dois por cento do produto interno bruto e 1,7 por cento do emprego gerado nos concelhos de Barreiro e Setúbal, podendo

- conta com financiamento público de 18.516. - no nível de actividade económica gerada por cada euro de financiamento público marca 3.15. - enquanto empregador, ocupa o segundo lugar na “posição de empregador”. - criou 1.349 empregos, número calculado com base no conceito de produtividade aparente do trabalho. - 1,47% de população activa. - como multiplicador de empregos regista o valor de 1,66.

assumir-se também como um dos dinamizadores da vida económica, cultural, desportiva e social da região. Dentro e fora do campus, o IPS tem o objectivo essencial de preparar, com elevado nível de exigência, os estudantes para o mercado de trabalho. Esta relação com a envolvente materializa-se, neste caso, através dos estágios curriculares, num volume anual que chega a ultrapassar os 1500 estudantes. A AICEP Global Parques, a Associação da Indústria da Península de Setúbal e a Câmara Municipal de Setúbal são algumas das entidades a que o IPS se uniu em actividades de promoção da região como destino de turismo e de investimento. A participação do IPS em Associações Regionais tem sido também uma constante, bem como nas Plataformas Supra Concelhias do Alentejo Litoral e da Península de Setúbal, como forma de reforçar e contribuir para o desenvolvimento de toda a região. A relação do Instituto Politécnico de Setúbal com a região faz-se ainda a nível cultural, com centenas de actividades realizadas junto da comunidade, quer no campus quer nos diferentes espaços da cidade de Setúbal e do Barreiro. E no âmbito da responsabilidade social, com a participação empenhada de estudantes, trabalhadores docentes e não docentes em actividades pedagógicas com interacção com a comunidade. Participar nas campanhas do Banco Alimentar, fortalecer a parceria com a Ocean Alive ou cooperar no projecto Nosso Bairro, Nossa Cidade são também uma forma de o IPS colocar “o conhecimento e a tecnologia ao serviço da comunidade”.

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Inovar e empreender: com que projectos se faz o futuro do IPS Um simulador de voo de uma aeronave, um projecto de educação digital para crianças e a BusinessWeek de Setúbal. Aparentemente, nada têm a ver entre si mas na verdade os três fazem parte do conjunto de projectos empreendedores da instituição de ensino setubalense POR INÊS ANTUNES MALTA

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Instituto Politécnico de Setúbal tem vindo a reforçar a sua capacidade de investigação e de prestação de serviços, com empresas e entidades do terceiro sector. Neste sentido, e sobretudo durante a última década, têm sido desenvolvidos vários projectos. Quer em termos financeiros, quer na capacidade de transferência de conhecimento e tecnologia, a realização de projectos assume particular importância nas actividades do IPS, que teve sempre a promoção do empreendedorismo como um dos seus principais objectivos. Na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, o projecto do simulador de voo SEPSII da aeronave Aerospatiale Epsilon TB30 é um dos exemplos a apresentar. A par das áreas da energia e sustentabilidade, por exemplo, que assumem também um papel relevante, com dois projetos H2020, um deles coordenado pelo IPS, no valor de cerca de 4,3 milhões de euros, vários projetos europeus e nacionais e a prestação de serviços na área da certificação de edifícios e qualidade do ar e formação para as agências de energia e projectos em parceria com as autarquias da região. No que às competências digitais diz respeito, destacam-se projectos para a formação de jovens, em parceria com a Google e a SIC Esperança, como é o caso do projecto GEN10S Portugal. Este projecto permitiu formar mais de 6.000 jovens em programação e robótica, com impacto significativo no sucesso escolar, com abrangência continental e insular. Ainda na área das competências digitais, merece destaque a reconversão de desempregados para as áreas TICE, em parceria com o IEFP, que

permitiu formar cerca de 150 licenciados oferecendo-lhes uma nova oportunidade profissional. Na área da saúde, há que destacar o trabalho realizado nas áreas da saúde mental, com o projecto PReSaME a aparecer para dar respostas, da mutilação genital feminina, da terapia da fala e da construção de referenciais de diagnóstico na área e do projecto da Vocologia do Fado, bem como dos trabalhos associados ao movimento humano. O SPLIT, em parceria com o ACES Arrábida, que pretendia personalizar os tratamentos para melhor tratar a Lombalgia, é um destes casos. O projecto Business Week Setúbal, dedicado ao tema do empreendedorismo, pertence à Escola Superior de Ciências Empresariais e a utilização de metodologias de aprendizagem activa e cooperativa no ensino da engenharia é um projecto da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Mas esta capacidade de projecção não fica apenas por Portugal. Ultrapassa as fronteiras nacionais. Existe uma forte tradição de cooperação com os países da CPLP, em especial com África, reforçada nos últimos anos com dois projectos relevantes, na área da formação de professores do ensino primário, que envolvem mais de 15.000 docentes, nas várias províncias angolanas, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e do Banco Mundial. Para fechar em grande, a expressão mais visível desta estratégia de empreendedorismo do Instituto Politécnico de Setúbal reside na participação no Projecto Poliempreende, que envolve os Politécnicos Portugueses e que se constitui como a maior rede de empreendedorismo a nível nacional. Este projecto permitiu um forte reconhecimento do IPS, que obteve dois primeiros lugares e um terceiro no concurso nacional, para além do reconhecimento da COTEC, em 2013, com os prémios “Estratégias de Fomento do Empreendedorismo” e “Estratégias de Comercialização da Tecnologia”. O aprofundamento destas actividades conduziu à criação da Incubadora de Ideias IPStartUp, que já acolheu mais de 20 projectos e alberga 3 projectos internacionais no âmbito do projeto Start UP Visa, revelando a capacidade de atracção internacional do IPS para projectos empreendedores, que contribuem para que a instituição de ensino se torne cada vez mais empreendedora.


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As cinco escolas superiores que integram o Instituto Politécnico de Setúbal, entre o campus de Setúbal e o campus do Barreiro, oferecem “um largo espetro de programas de formação que o tornam indispensável na região”

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Um instituto politécnico, um vasto leque de áreas do saber de motivação e de desenvolvimento pessoal e pela procura por novos profissionais na escola, suportada pela crescente presença e realização de vários processos de recrutamento directo por parte das empresas, onde se destaca a realização da Semana da Empregabilidade do IPS, fazem já parte do ADN da ESCE/IPS. Escola Superior de Tecnologia do Barreiro

POR INÊS ANTUNES MALTA

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ão cinco as escolas que fazem do Instituto Politécnico de Setúbal um marco do saber, da aprendizagem e da educação no distrito de Setúbal. Entre o campus de Setúbal e o campus do Barreiro, há oferta para todos os gostos - desde a tecnologia à saúde, sem esquecer as ciências empresariais e a educação. Tendo presente a preocupação com a diversificação da sua oferta formativa, o IPS procurou sempre abranger uma crescente diversidade de públicos, podendo assim corresponder a diferentes expectativas de formação dos jovens, e actualmente cada vez menos jovens, da região. Ao longo dos 40 anos do IPS, houve cursos que se mantiveram, outros que foram extintos e substituídos por outros na mesma área ou em áreas diferentes, outros ainda correspondendo a novas áreas de formação numa constante procura de adequação às expectativas sociais e aos potenciais estudantes. Tradução e Interpretação da Língua Gestual Portuguesa, Gestão da Distribuição e da Logística, Bioinformática, Tecnologias do Petróleo e Acupunctura são exemplos do pioneirismo que o IPS tem vindo a imprimir no nosso país.

volvido a sua intervenção no Ensino Superior Politécnico, com a preocupação de aliar uma exigência elevada à qualidade do ensino tecnológico e científico que pratica e de qualificar o seu corpo docente, formar os seus funcionários e actualizar os seus recursos laboratoriais. Também a constante preocupação com a adequação da oferta formativa às necessidades do tecido empresarial da região se reflecte na disponibilização de estágios curriculares em todos os cursos e nas elevadas taxas de empregabilidade dos diplomados da ESTSetúbal/IPS - situadas sempre acima dos 90 por cento. Para além das atividades de ensino e formação, a ESTSetúbal/IPS está fortemente empenhada em dinamizar a prestação de serviços especializados, a realização de actividades de investigação e o desenvolvimento e transferência de conhecimento, tirando partido das suas competências técnicas, capacidades laboratoriais e alto grau de qualificação do corpo docente, constituído maioritariamente por docentes com o grau de Doutor e Especialista - que corresponde a 85 por cento dos docentes de carreira.

Escola Superior de Tecnologia de Setúbal

Escola Superior de Saúde

A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal é um centro de criação, transmissão e difusão da cultura, da ciência e da tecnologia. Foi formalmente criada a 26 de dezembro de 1979, entrou em funcionamento a 10 de outubro de 1983 e iniciou a sua actividade lectiva em 1988/1989. Com instalações amplas, funcionais e adaptadas a pessoas portadoras de deficiências motoras, tem desen-

Setúbal foi o único distrito que não teve Escola de Magistério Primário ou Escola Normal de Educadores de Infância. Por isso, inicialmente, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal nem estava prevista na rede das Escolas Superiores de Educação, integradas no que viria depois a ser designado como ensino superior politécnico. Em 1985, quando iniciou a sua

actividade, a ESE, a segunda escola do IPS, começou por intervir no processo da profissionalização em serviço e da formação contínua de educadores dos ensinos básico e secundário. Chegou a funcionar no Palácio Fryxell, no coração da cidade, e na antiga Fábrica Barreiros, onde hoje são as instalações do IEFP, antes de se mudar para o Campus do IPS em instalações inauguradas em 1993. A necessidade de responder às expectativas de formação dos jovens da região de Setúbal conduziu a ESE a outras áreas científico-profissionais e consequente abertura de novos cursos que ainda hoje se mantêm como é o caso da Animação e Intervenção Sociocultural, Comunicação Social, Desporto, Educação Básica, Promoção Artística e Património e Tradução e Interpretação de Língua Gestual Portuguesa. No total, a ESE recebe normalmente cerca de 800 alunos, incluindo os ‘Maiores de 23’ e dezenas de alunos oriundos de vários países europeus, no âmbito dos Programas de Mobilidade, de que se destaca o Erasmus. Tendo sempre presente a promoção “dda educação para a cidadania, designadamente através do desenvolvimento da capacidade de intervenção na escola e na sociedade, da educação para os media e na compreensão do mundo atual, ajudando a formar cidadãos munidos dos conhecimentos necessários para o pleno exercício da profissão que escolheram”, na ESE os resultados são bons e resultado da ligação com a comunidade. O número de parcerias e protocolos de cooperação acordados superam as 90 instituições, e acontecem especialmente na região de Setúbal

mas atraem também entidades de outros sítios do país. Escola Superior de Ciências Empresariais Criada em 1994, a Escola Superior de Ciências Empresariais, a primeira escola de ensino politécnico totalmente dedicada à área da gestão, conta actualmente com cerca de 2000 estudantes que vivem o espírito empresarial ao máximo na escola que se define como “ddiferente pela positiva e orientada para o futuro dos estudantes”. De contabilidade e finanças, recursos humanos, marketing, distribuição a logística e sistemas de informação, matérias assentes num ensino pragmático, dinâmico e prático, na ESCE/IPS o seu corpo docente, composto por profissionais altamente qualificados, de reconhecido mérito e experiência profissional na área, conta uma vasta experiência de ensino. Sem esquecer as taxas de empregabilidade dos seus diplomados: cerca de 80% dos alunos encontram emprego em menos de um ano depois de terminarem a licenciatura. A forte ligação ao contexto empresarial, proporcionada por acções como o estágio final de curso ou simulação empresarial, seminários, conferências, aulas abertas, visitas de estudo, case studies, trabalhos de consultadoria e acções de formação, são algumas das imagens de marca da Escola Superior de Ciências Empresariais. Também o fomento de práticas inovadoras, entre as quais a organização de eventos como a BusinessWeek, Jogo de Gestão Interescolas, Open Day, workshops de procura de emprego,

Integrada no Instituto Politécnico de Setúbal, a ESTBarreiro/IPS, criada em 1999, surge como resposta a uma necessidade da região e conta com formações nas áreas das engenharias e tecnologias em cursos póssecundários, licenciaturas, mestrados, pós-graduações e outras actividades de formação. Neste caso, talvez a resposta mais assertiva se situe na forma como a ESTBarreiro/IPS foi capaz de dar resposta à formação de quadros qualificados para os projectos estruturantes da região, como a indústria automóvel e a indústria aeronáutica. A ESTBarreiro/IPS tem-se constituído como uma escola de ensino superior de qualidade, cujas formações possuem planos de estudo adequados e ajustados e docentes altamente qualificados para os ministrar, tal como tem sido reconhecido por parte da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior na acreditação dos ciclos de estudos submetidos a avaliação. Escola Superior de Saúde Foi em Março de 2000 que a ESS, pioneira em Portugal na junção da enfermagem com as tecnologias da saúde, foi criada mas a inauguração só teve em lugar em Novembro desse ano. Procura desde o início o reconhecimento pela qualidade das suas formações, da investigação e dos serviços prestados à comunidade, pretendendo ser uma “rreferência positiva na formação de profissionais de saúde”. No seu desenvolvimento e consolidação como Instituição de Ensino Superior, orienta-se por uma cultura de melhoria contínua da qualidade, potenciando a capacidade para responder aos desafios e à mudança, efetuando investigações associadas ao ensino, à saúde dos indivíduos e populações e às práticas profissionais e estabelecendo parcerias nacionais e internacionais.


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PEDRO DOMINGUINHOS Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal

“Temos de ser motor do ecossistema de desenvolvimento regional” A comemorar 40 anos de fundação, o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) assinala um “marco importante para a instituição e para a região”, afirma Pedro Dominguinhos que coloca este instituto do ensino superior como um dos cernes do desenvolvimento regional. A sessão comemorativa realiza-se no Fórum Luísa Todi, a 7 de Outubro POR HUMBERTO LAMEIRAS FOTOS MÁRIO ROMÃO

C

om cinco unidades orgânicas, o IPS é das instituições de ensino superior que mais alunos tem captado nos últimos anos. Um crescimento que se verifica também a nível da internacionalização. Com uma crescente relação com empresas e outros organismos, foca-se em saberes e investigação capazes de alavancar a economia do território

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) está a comemorar 40 anos. O que mudou entretanto? O Politécnico de Setúbal foi formalmente criado em 1979, à semelhança de outros no País, e surge da alteração educativa que criou os institutos politécnicos, na sequência da reforma Veiga Simão. Foi uma missão para dotar o País de um ensino superior mais profissionalizado, garantindo técnicos superiores de qualidade que pudessem alimentar o tecido produtivo e tornar Portugal competitivo. À data de criação dos politécnicos as suas diferenças para com as universidades eram muito maiores do que hoje, no ponto de vista da missão. As universidades apontavam para um ensino mais teórico, enquanto os politécnicos era um ensino mais prático, mais ligado às profissões e mais próximo das regiões, ou seja, visava o desenvolvimento regional.

O Politécnico de Setúbal está nessa primeira vaga, houve uma fase de instalação, e em termos de alunos só na década de 80 tivemos os primeiros, eram menos de uma centena na área da Educação, isto ainda num palácio no centro da cidade de Setúbal [junto ao portal histórico de Setúbal]. Como evoluiu o IPS até chegar às actuais cinco unidades orgânicas de ensino? Formalmente começámos pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, mas a primeira a receber alunos foi a Escola Superior de Educação, na altura ainda não de ensino superior. Mais tarde, em 1994 é criada a Escola Superior de Ciências Empresariais, em 1999 a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, e em 2000 a Escola Superior de Saúde que foi a primeira desta área a criar valências integrando a enfermagem e as tecnologias da saúde. São cinco unidades orgânicas que vieram dar resposta às necessidades da região criando cursos pioneiros. Para nós sempre foi muito claro criar cursos que respondam às ne-

Alumni e empresas colocam IPS entre os melhores Num recente inquérito publicado pelo Times Higher Education referente ao ranking de ensino, o IPS entre 225 instituições europeias está posicionado nas primeiras 25 posição no reconhecimento pelos alumni [ex-alunos] e pelas entidades empregadoras. Para Pedro Dominguinhos é im-

cessidades das empresas, escolas, autarquias ou mesmo unidades de saúde da região. Temos orgulho em fazer parte do ensino politécnico virado para as profissões, virado para o desenvolvimento científico e tecnológico, criação de empresas e também uma intensa preocupação para com o desenvolvimento regional. Para além das unidades orgânicas em Setúbal e no Barreiro, o IPS tem cursos noutros concelhos, onde? Temos outros cursos em Ponte de

portante o IPS “pprolongar a relação com os alumni e ser uma instituição com reforço de empregabilidade”. A isto acrescenta que o IPS “ttem a segunda maior taxa de empregabilidade nacional”, e quanto à taxa de desemprego entre os formados “éé de 3%, o que é insignificante”.

Sor, Sines, Grândola e em Lisboa também. Nos próximos três anos não se perspectiva criarmos mais escolas. O que pode acontecer é algumas unidades orgânicas ganharem outras valências, fruto das áreas científicas que estão a crescer. Defende o IPS como um cerne para alavancar a região? Já disse, algumas vezes, que temos de ser motor do ecossistema de desenvolvimento regional. Hoje a forma como se pratica a inovação – de

forma aberta – obriga a um conjunto de parcerias com os diferentes actores regionais; temos de ser absolutamente dinâmicos, desde o relacionamento com as instituições até à criação de projectos comuns. Estamos envolvidos com várias empresas, IPSS, escolas, autarquias e instituições de saúde, assim como mantemos projectos empresariais na produção da indústria 4.0, ou mesmo casos como a Câmara de Setúbal em que, recentemente, apresentámos um projecto de percepção do modelo de governação do turismo na região. Actuamos conjuntamente com o território, e não só na formação de recursos humanos. Estamos a falar de mais de 25 mil diplomados nos últimos anos, em que a maioria fica na região. Isto contribui para aumentar a produtividade das empresas a nível do território. Maioritariamente, qual a origem geográfica dos alunos que frequentam o IPS? Globalmente, nas cinco escolas, cerca de 80% provém da península de Setúbal, mas no caso da Escola

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Superior de Saúde há uma dispersão maior. Que resposta dá a quem aponta os institutos profissionais como um ensino menor? Quem o diz revela desconhecimento sobre a realidade do ensino politécnico ou do ensino superior mais profissionalizante. Estamos num país que em mais de 40 anos de ditadura entendia que a educação não era fundamental, mas a realidade é que quanto menos educadas são as pessoas maior dificuldade têm em perceberem os factos. Hoje, no século XXI, verifica-se que são também as pessoas com menos educação que aderem a movimentos fanáticos ou extremistas. O ensino politécnico fez um caminho notável nos últimos 40 anos, eu diria que é umas das principais conquistas da democracia. Nós desempenhamos um papel fundamental no desenvolvimento regional. Um estudo recente da Agência Nacional da Inovação que compara todos os politécnicos a nível europeu na participação dos Projectos Horizonte 2020 – os mais exigentes do ponto de vista competitivo – verifica que entre os países que têm sistema universitário e politécnico, os politécnicos portugueses, em termos absolutos, são aqueles onde o número destes projectos é mais elevado. Isto quer dizer que temos capacidade para competir com os melhores a nível da Europa. Veja-se que, em projectos aprovados no H2020, estamos à frente da Espanha, da Alemanha, da França e da Holanda. Os politécnicos portugueses são responsáveis por 17% de todos estes projectos. Ora isto num estudo que compara 16 países é revelador da nossa capacidade de investigação. Pelas oportunidades que os politécnicos trazem tanto a alunos como às regiões, é de depreender que são das melhores respostas no sistema de ensino superior? Não é a melhor solução, mas é complementar dentro do ensino superior. Há cursos que só existem nas universidades, mas quem pretende um ensino mais profissionalizante é de seguir pela licenciatura no politécnico. É essa nossa missão; o que fazemos é de qualidade, e muito ao nível da investigação. As universidades não devem invadir o espaço mais profissionalizante do ensino superior politécnico, nem o politécnico ter deriva para imitar as universidades. Universidades e politécnicos têm missões diferenciadas que têm de ser assumidas com qualidade. Temos públicos-alvo distintos e com expectativas diferentes, o que necessário é lutar por um ensino cada vez com maior qualidade. Tem de subsistir a ideia de complementaridade. Existe a ideia de que o ensino su-

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perior profissional está mais perto do mercado e das soluções para cada região. É este o objectivo? E cada vez mais! A complexidade do mercado é mais complexa do que há 10 ou mesmo 20 anos atrás. Temos de formar pessoas com um maior grau de abrangência. O IPS tem cursos direccionados para determinadas necessidades de empresas, caso da Lauak [industria aeronáutica] que tem engenheiros formados no IPS. Para os cursos técnicos superiores profissionais chamámos várias empresas e, em conjunto, construímos a formação para dar resposta a esse mercado. Inclusivamente, fazemos cursos à medida para algumas empresas, caso também da empresa Deloitte. As empresas percebem a necessidade desta relação com o IPS na formação e investigação, e nós temos de fazer parte do sistema regional de inovação para identificar e responder às necessidades das empresas e de cada região. É nessa linha que um estudo do Conselho Coordenador dos Politécnicos, o qual preside, refere que cada euro de investimento público nos institutos superiores politécnicos é transformado por estas instituições em, pelo menos, dois euros na actividade económica? Depende da actividade económica das regiões, mas é um investimento altamente reprodutivo. Do ponto de vista das contas públicas somos muito certinhos, conseguimos gerar receitas próprias e temos superávites anuais. Para além de termos contas certas temos um efeito reprodutivo significativo nas economias. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na minha tomada de

posse como presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, em 16 de Maio de 2018, disse que “os politécnicos com o dinheiro que recebem fazem milagres”. São milagres que se traduzem em mais investigação, mais formação, mais projectos com as empresas, projectos europeus e também em África. Temos competência reconhecida e capacidade para captar fundos comunitários, mas para captar mais dinheiro precisamos de mais centros qualificados, por isso dizemos que somos claramente subfinanciados. E não precisamos de uma fortuna por ano, precisamos de 3% a 4% do Orçamento de Estado, [OE] por ano, para colmatar em muito as nossas necessidades. Falamos em 30 a 40 milhões por ano de acréscimo adicional para o ensino superior. O dinheiro que os politécnicos recebem do OE cobre apenas 80% dos salários. Portanto, se não tivéssemos capacidade para conseguir receitas próprias, já tínhamos fechado portas, ou então o Estado tinha de nos dar mais dinheiro para os salários. Não há mal algum em termos de ir buscar receita próprias para manter actividade, mas nós somos ensino público e, como tal, temos uma missão que nos é outorgada pelo Estado, por isso pedimos condições mínimas para funcionar. O Estado não pode dizer que quer mais recursos humanos com formação superior e depois carregar financeiramente ainda mais as famílias. No ano lectivo 2017/2018 estavam inscritos no IPS 5 938 estudantes, distribuídos pelas suas cinco unidades de ensino. Em termos globais, o actual ano lectivo regista um aumento do número de alunos?

Neste momento, segundo dados oficiais de 2018 e sem ter em conta a segunda fase de matrículas neste ano lectivo, são cerca de 7 mil alunos, isto significa que entre 2014 e 2018 tivemos um aumento de 2 mil estudantes, ou seja, 40% de crescimento. Este ano, com o concurso nacional de acesso ao ensino superior vamos ultrapassar os mil estudantes colocados nesta fase, e em conjunto com os concursos locais, os Cursos de Engenharia e Tecnologia e com os mestrados devemos ter cerca de mais 2 400 novos estudantes este ano, nunca tivemos tantos novos estudantes a entrar pela primeira vez, isto demonstra a actividade do IPS. É um crescimento muito relevante e acima da média nacional, o que implica que estamos quase na capacidade máxima instalada nos quatro edifícios para cinco escolas. Está em perspectiva a construção de outro edifício escola? A Escola Superior de Saúde partilha o mesmo edifício da Escola Superior de Ciências Empresariais, foi uma situação provisória que hoje obriga a encontrar meios para construir um novo edifício. Recentemente, a Assembleia da República aprovou uma recomendação ao Governo para colocar dinheiro para a construção desse edifício. Uma das minhas missões nos próximos meses é encontrar soluções para essa escola junto do Governo, para além de outros programas que eventualmente existam. O seu mandato como presidente do IPS termina dentro de três anos. Vê o novo edifício para a Escola Superior de Saúde como o seu grande objectivo? É um dos objectivos e uma questão

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fundamental, mas há mais dois essenciais. Um é o reforço do sucesso académico associado à inovação pedagógica e novas metodologias que coloque muito mais os estudantes no centro do processo educativo, e ainda que envolva muito mais as empresas e demais organizações. O outro objectivo é continuar a dar passos muito consistentes através de projectos de inovação pedagógica e de mais formação para os docentes. O terceiro objectivo é o reforço da investigação. Temos mais docentes doutorados, 60%, temos massa crítica instalada e centros de investigação homologados, o que implica um reforço do número de projectos e publicações e das relações com empresa e outras organizações em termos de permeabilidade com o meio. Podemos falar ainda num quarto objectivo, transversal, que é o de maior sustentabilidade ambiental onde já temos vários projectos a decorrer. Todas as escolas vão receber este mês a bandeira ecoescolas; exemplo: eliminámos as garrafas de plástico nas reuniões, só servimos água através de dispensadores nas escolas, vamos fazer separação de lixos e estamos a promover a eficiência energética dos edifícios. Estamos ainda a tentar adquirir carros eléctricos e colocar mais pontos de carregamento para essas viaturas. Por outro lado, estamos a promover a melhoria do bem-estar dos trabalhadores, docentes e não docentes, em várias vertentes. Quantos funcionários, não docentes, tem o IPS, e quantos docentes? Não docentes são cerca de 170, e cerca de 430 docentes a tempo integral, no total de docentes ultrapassa os 600.

“Mantemos uma preocupação muito forte na participação de projectos internacionais” A internacionalização é um objecto em que o IPS quer apostar cada vez mais forte. Com vários projectos e mais procurado por alunos Erasmus+, tem uma capacidade reconhecida. A 9 de Outubro vai dar mais um passo alargado com a assinatura do protocolo da Oficina Lu Ban. Em termos de internacionalização do saber e do saber fazer como posiciona o IPS? O ensino superior em Portugal está num profundo crescimento do seu processo de internacionalização. O número de estudantes internacionais mais do que duplicou nos últimos cinco anos, e o IPS não escapou a esse crescimento. Temos como mercados prioritários o Brasil, depois Angola e Cabo Verde e também, nos próximos anos, alunos da China, Macau e alguns países da

América Latina. Isto para além dos que nos chegam pelo programa Erasmos+, onde temos anualmente

cerca de 250 estudantes. Mantemos uma preocupação muito forte na participação de projectos

internacionais. Este foi o melhor ano com projectos Erasmos+ aprovados, isso significa uma consolidação da capacidade científica e da participação nas redes internacionais que temos conseguido junto dos nossos parceiros. Simultaneamente, temos a inauguração da Oficina Lu Ban, em parceria com a Escola Vocacional de Mecânica e Electricidade de Tianjin e com governo desta província chinesa, à qual a Câmara de Setúbal se associou, que vem reforçar a nossa capacidade de actuar na indústria 4.0. A 9 de Outubro temos uma conferência e assinatura do protocolo aliança Lu Ban entre as duas escolas e empresas chineses e portuguesas com o objectivo de realizar com o tecido empresarial projectos de colaboração para reforçar competências.


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Depois do rei choco chega a rainha ostra

Menus especiais na restauração local apresentam formas tradicionais de bem comer ostras e novas receitas

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Festival da Ostra regressa a Setúbal este sábado e Àca nos restaurantes locais até dia 13 de Outubro. O programa deste festival gastronómico, que conquistou muitos dos fãs do choco e da sardinha para os sabores sempre inovadores da ostra, inclui menus especiais disponíveis na restauração,

para além da habitual carta. E no último dia desta semana de sabores únicos a Casa da Baía é palco de uma degustação unicamente dedicada à rainha ostra. Alguns dos maiores bancos de ostras encontram-se no rio Sado, sendo que esta produção já representou um dos principais motores da economia regional no passado. Hoje a criação de ostra está novamente a ganhar força no concelho de Setúbal e é através de eventos como a semana gastronómica que a autarquia espera alcançar o objectivo de estimular a restauração e a gastronomia locais. Um meio para a promoção de Setúbal como destino turístico e gastronómico de excelência, promovendo deste modo um novo motor da economia.

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Festival da Ostra promove Setúbal como destino gastronómico

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MARIA JOSÉ CRISTÓVÃO FARINHA FIDALGO

MARIA EMÍLIA VIEIRA CASIMIRO DE ALMEIDA

(1941 – 2019)

(1930 – 2019) Participação e Agradecimento

Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria José Cristóvão Farinha Fidalgo. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria Emília Vieira Casimiro de Almeida. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

HENRIQUE MANUEL SILVA CALIXTO

C/0161

Faleceu 20-09-2019

C/0005

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DEOLINDA ASCENSÃO DOS SANTOS FERNANDES (1937 – 2019) Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Deolinda Ascensão dos Santos Fernandes. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

HELDER JOÃO DOS REIS MARTINS Faleceu 24-09-2019

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JÚLIO DE ALMEIDA SÉRGIO (1932 – 2019) Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Júlio de Almeida Sérgio. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

JORGE MANUEL BORGES CARRETO Faleceu 24-09-2019

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Sua mãe, irmão, cunhada, sobrinho, restante família e amigos cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido cujo o funeral se realizou dia 24-09-2019 para o Cemitério da Paz. Na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vem por este meio agradece a todas as pessoas que se dignaram acompanhar ou que de outra forma manifestaram o seu pesar.

Sua esposa, sobrinhos, irmãos, restante família e amigos cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido cujo o funeral se realizou 27-09-2019 para o Crematório de Setúbal. Na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vem por este meio agradece a todas as pessoas que se dignaram acompanhar ou que de outra forma manifestaram o seu pesar.

Sua esposa, filhas, restante família, e amigos cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido cujo o funeral se realizou dia 25-09-2019 para o Crematório da Quinta do Conde. Na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vem por este meio agradece a todas as pessoas que se dignaram acompanhar ou que de outra forma manifestaram o seu pesar.

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Carlos Vinícius saltou do banco para resolver quebra-cabeças do Benfica

pesar de ter rubricado no sábado uma exibição positiva no Estádio da Luz, o Vitória FC não conseguiu evitar a derrota, por 1-0, frente ao Benfica. Na partida da sétima jornada da I Liga, os comandados de Sandro Mendes fizeram da organização a sua principal arma, conseguindo criar muitas dificuldades ai campeão nacional, que só na segunda parte resolveram o duelo a seu favor com um golo solitário de Carlos Vinícius. Os setubalenses demonstraram na Luz que o facto de não terem sofrido golos nas seis jornadas disputadas anteriormente não era obra do acaso. Com uma defesa liderada por Artur Jorge e dois médios (José Semedo e o estreante Leandrinho) que ajudaram a cerrar fileiras, a equipa fechou praticamente todos caminhos para a baliza de Makaridze, que só aos 64 minutos foi batido no lance em que cometeu a única falha no encontro. Em relação às equipas apresentadas pelos treinadores, Sandro Mendes trocou Éber Bessa por Leandrinho face ao nulo (0-0) com o Portimonense na última ronda do campeonato. Do lado dos benfiquistas, Bruno Lage, após o empate (0-0) a meio da semana com o V. Guimarães na Taça da Liga, promoveu sete mudanças no onze, voltando à fórmula habitual, mas mantendo Gedson Fernandes no apoio a Seferovic, relegando Raúl de Tomás para o banco de suplentes. Após o apito inicial, o domínio territorial dos ‘encarnados’ foi evidente, mas quase inofensivo para a baliza de Makaridze. Os sadinos organizavam-se bem na defesa e quase abdicavam do ataque, jogando com a ansiedade do anfitrião e dos seus adeptos. E o plano do Vitória foi quase

LUSA

Só por uma vez o Vitória não conseguiu tapar o caminho da baliza na Luz A

uma defesa notável, após um canto, Rafa recuperou a bola e cruzou para o brasileiro assinar o 1-0. O golo não deu a tranquilidade esperada na Luz, já em polvorosa por um lance em que se pediu grande penalidade por um contacto de Pirri sobre Rafa, aos 56. De protesto em protesto, a equipa não conseguiu assegurar a gestão serena do jogo e viu ainda Taarabt ser expulso com cartão vermelho direto pelo árbitro Tiago Martins aos 80. Em superioridade numérica, o Vitória pressionou em busca do empate, mas sem conseguir ter o seu bom fim. Sandro Mendes: «O Vitória está a crescer de dia para dia»

perfeito, pois só aos 35 consentiu uma ocasião de golo ao Benfica, com Pizzi a rematar de pé esquerdo, já na grande área, para boa defesa do guardião georgiano. A forma compacta como os vitorianos actuaram na primeira parte surtiu o efeito desejado. O nulo registado ao intervalo e a falta de capacidade das águias para ultrapassar a bem organizada defesa dos verdes e brancos levou os adeptos benfiquistas a presentearem com alguns assobios a

exibição cinzenta dos anfitriões. Zero remates do Vitória e somente cinco do Benfica, dos quais um enquadrado com a baliza, eram um manifesto de desinspiração colectiva. No arranque do segundo tempo, Gabriel entrou logo para o lugar de Fejsa, no sentido de dar mais armas na construção e na transição dos campeões nacionais. Todavia, também o Vitória mostrou a sua nova face. Os remates de Mansilla (47) e Hachadi (49), ambos às malhas la-

terais, foram uma ameaça mais visível do que os 45 minutos anteriores e colocavam o Benfica em alerta. A pressão do relógio começou a acentuar-se, e Carlos Vinícius foi a jogo aos 59 para solucionar o ‘quebra-cabeças’ em que se havia tornado o Vitória. Bastaram quatro minutos e dois toques do avançado – que regressava após lesão – para fazer o que ainda não tinha sido feito. Na sequência de uma jogada em que Ferro já tinha obrigado Makaridze a

“S Sabíamos que era um jogo difícil. O Benfica tem uma excelente equipa, com excelentes jogadores e uma excelente estrutura. O Vitória apresentou qualidade e não é qualquer equipa que faz o que fizemos hoje [anteontem] na Luz. Viemos jogar o jogo pelo jogo. O Benfica entrou muito forte, a tentar marcar cedo e não conseguiu. Na segunda parte entrámos muito bem, mas não marcámos. O Benfica marcou na sequência de uma bola parada. Não temos feito muitos golos. Mas temos criados oportunidades. Falta confiança e um pouco de qualidade no último terço. Estou convencido que os golos vão acabar por aparecer. O Vitória começou a época com uma ideia de jogo totalmente diferente que a que temos agora. Não chegaram os jogadores que queríamos. Os jogadores foram chegando aos poucos. O Vitória está a crescer de dia para dia”. RICARDO LOPES PEREIRA

Prémios O SETUBALENSE - DIÁRIO DA REGIÃO PRÉMIO REGULARIDADE

PRÉMIO MELHOR MARCADOR

PRÉMIO DISCIPLINA

PRÉMIO REVELAÇÃO

PRÉMIO ASSISTÊNCIAS

Classificação 1.º Artur Jorge 2.º Makaridze 3.º Éber Bessa 4.º José Semedo

Classificação 1.º Hachadi

Classificação 1.º André Sousa 2.º Tiago Castro 3.º Guedes

Será atribuído no final da época ao jogador que mais se destaque nesta categoria

Classificação

Citações 3 2 1 1

Golos 1

Citações

Citações


DESPORTO

SEGUNDA-FEIRA 30/09/2019

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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ATLETISMO

Atleta do Vitória vence Meia Maratona na Areia

M

arcelo Santos, da secção de atletismo do Vitória, foi o grande vencedor da XI Meia Maratona na Areia Analice Silva, prova que serviu de homenagem a uma conhecida atleta brasileira e se disputou ao longo das praias da Costa da Caparica. O atleta vitoriano terminou com

FUTEBOL

um tempo 1h22m38s e venceu a classificação geral e, por consequência, por escalões. Em segundo lugar ficou João Faustino, do Clube Pedro Pessoa EA, com um tempo de 1h25m23s, com Hugo Batista, do Travesseiros de Sintra, a completar o pódio com um registo de 1h26m10s. M.N.A.

Sub-23 do Vitória FC foram derrotados pelo Estoril FUTEBOL

Reacção não valeu recompensa

O

s sub-23 do Vitória não conseguiram levar a melhor sobre a congénere do Estoril e saíram derrotados do jogo que abriu a 9ª jornada da Liga Revelação. A equipa orientada por Chiquinho Conde entrou mal no encontro e chegou ao intervalo a perder por 3-0, com o adversário a marcar por intermédio de Francisco Oliveira (20’ e 42’) e Bernardo Vital (37’). Determinados em dar outro rumo ao encontro, os setubalenses entraram determinados em campo e beneficiaram das

entradas de Johnson e Kamo-Kamo no arranque da segunda metade. Aos 73 minutos, Leonardo Chão marcou o primeiro golos dos vitorianos e aos 73’ Marouca voltou a reduzir. Ainda assim, embora pressionantes nos instantes finais, os sadinos não conseguiram chegar ao empate. Com João Valido, João Serrão, Bruno Langa, Leonardo Chão e Amâncio no onze inicial, o Vitória somou a quarta derrota na competição e ocupa o 11º lugar da prova com nove pontos. MIGUEL NUNES AZEVEDO

ANDEBOL

Vitorianos voltaram a não ser felizes e perderam por 22-25 diante da ADA Maia, num jogo muito renhido e no qual o triunfo poderia ter sorrido a qualquer uma das equipas. Ontem o Vitória oficializou a saída do treinador Danilo Ferreira, que colocou o lugar à disposição após reunião com a direção

MODALIDADES

O

andebol do Vitória somou uma nova derrota no passado sábado, numa partida disputada no Pavilhão Antoine Velge. O grupo orientado por Danilo Ferreira não se conseguiu superiorizar à ADA Maia, um adversário que se previa complicado, mas saiu do encontro de cabeça erguida. Ainda assim, o desfecho ditou a saída de Danilo Ferreira, que colocou o lugar à disposição e acertou ontem a rescisão junto dos responsáveis do clube. Em comunicado, o Vitória oficializou a saída do técnico que estava com o

com golos de Hugo Neves (67’) e Bruno Ventura (90’), e fecham a jornada no quinto lugar da classificação com 12 pontos, fruto de quatro triunfos e três derrotas. Ao alcance estão Estoril (13 pontos), Alverca e Sporting (14 pontos), com o líder Benfica mais isolado no topo da classificação com 21 M.N.A. pontos.

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Danilo Ferreira rescinde após derrota

D

eterminados em evitar os dramas do final da época passada, na qual a permanência só ficou assegurada na última jornada, os juniores do Vitória continuam a senda de bons resultados e somaram nova vitória no último sábado, diante do Tondela. Os vitorianos venceram por 2-0,

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Vitória perdeu pela margem mínima frente ao Estoril, depois de ter chegado ao intervalo com uma desvantagem de três golos. Leonardo Chão e Marouca marcaram para os sadinos, que sofreram a quarta derrota na Liga Revelação

Juniores batem o Tondela

grupo desde meados da época de 2017/18. “AAmbas as partes compreenderam os seus argumentos e aceitaram os motivos invocados pelo treinador, tendo ficado acertada a sua saída”, explicam os setubalenses, que nos próximos dias deverão indicar qual o sucessor. Quanto ao jogo, os sadinos perderam por 22-25, com o resultado

de ambas as partes a favor da equipa visitante - 12-13 na primeira e 1012 na segunda. Nikola Egic, com seis golos, foi o melhor marcador do Vitória, seguido de Joaquim Nazaré, com quatro golos. Com este resultado o Vitória não consegue descolar dos últimos lugares da classificação e termina a jornada M.N.A. com oito pontos.

Ténis de Mesa começa com triunfo

A

equipa B do ténis de mesa vitoriano começou da melhor forma a participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão, batendo o Boa Hora por 4-3. João Lourenço, Sérgio Almeida, Pedro Gonçalves e Rafael Albino foram os jogadores que participaram numa partida muito renhida

e que só ficou decidida no sétimo set. De destacar ainda que estava também previsto para este fimde-semana o primeiro jogo da equipa principal frente ao Bonjoanenses, que foi anulado após a desistência da equipa algarvia. M.N.A.


SEGUNDA-FEIRA 30/09/2019

DESPORTO

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TAÇA DE PORTUGAL

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Foram eliminadas três equipa da região

Olímpico do Montijo, Amora, Desportivo Fabril e Cova da Piedade vão ficar a conhecer na próxima quarta-feira os seus adversários na 3.ª eliminatória que conta já com a participação das equipas da I Liga

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Cova da Piedade, Olímpico, Amora e Fabril seguem em frente na competição

POR JOSÉ PINA

O

Olímpico do Montijo, que estreou o seu novo treinador, Paulo Jorge Bento, de 55 anos, ex-Vitória de Sernache, foi ganhar a Coruche por 4-0, com dois golos de Hélio Roque e outros tantos de Rúben Ribeiro, todos eles marcados no decorrer da segunda parte, naquela que foi a primeira vitória obtida esta época em jogos oficiais. A equipa do Montijo começou melhor, teve o sinal mais da partida até aos 15 minutos e poderia ter marcado em duas ocasiões. Depois, o Coruchense equilibrou e dispôs também de uma boa oportunidade. Depois aconteceu a lesão de Bruno Jesus, aos 38 minutos, e logo a seguir a expulsão de Diogo Branco que deixou a equipa reduzida a 10 unidades. Apesar das adversidades a equipa montijense adiantou-se no marcador por Hélio Roque na cobrança exemplar

bola ser devolvida pelo ferro da baliza alentejana. Pinhalnovense caiu de pé

de um livre directo, aos 70 minutos. O mesmo jogador ampliou a vantagem na cobrança de um penalti (82’) e depois Rúben Ribeiro fez o resto, bisando aos 86’ e 90+2’, sendo o último golo marcado num remate efectuado do meio da rua. Amora sofre mas vence No Estádio da Medideira, o Amora, que também já tem novo treinador, levou a melhor sobre o São João de Ver, equipa do distrital de Aveiro, numa partida que se tornou mais difícil do que se previa. A equipa aveirense marcou logo aos dois minutos e isso colocou toda a pressão na equipa amorense que a jogar em casa tinha a obrigação de ganhar. As coisas não estavam fáceis para os azuis da Medideira que mexeram na estrutura da equipa com a entrada ainda na primeira parte de Pedro Dias para o lugar de

TAÇA AF SETÚBAL Resultados da 4.ª jornada

Moitense – Charneca de Caparica não chegou ao fim

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4.ª jornada da fase de grupos da Taça AF Setúbal – Joaquim José Sousa Marques ficou incompleta devido a incidentes ocorridos no decorrer do jogo disputado entre o Moitense e o Charneca, por alegada agressão ao árbitro numa altura em que o Charneca vencia por 2-0. SÉRIE A – Beira Mar de Almada 1 Quinta do Conde 2; Santo André 2 Zambujalense 2. SÉRIE B - Lagameças 0 Barreirense 7; Sesimbra 4 Palmelense 2.

Classificação: 1.º Sesimbra, 9 pontos; 2.º Barreirense, 7 pontos; SÉRIE C - Moitense – Charneca de Caparica; FC Setúbal 1 O. Dragon 2. SÉRIE D - Samouquense 0 Águas de Moura 1; Melidense 2 Comércio Indústria 5. SÉRIE E - Pescadores 4 Quintajense 0; Alfarim 0 C. Piedade “B” 1. SÉRIE F - Banheirense 4 Alcacerense 1; U. Santiago 3 Seixal 0; Brejos de Azeitão 1 Grandolense 0. JOSÉ PINA

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Leo Tomé e depois ao intervalo com Delgado a surgir no lugar de Rafa. E foi exactamente Delgado a estabelecer o empate (49’) deixando tudo em aberto. O Amora continuava a ganhar confiança, tornava-se mais agressivo no ataque e acabou por dar a volta ao marcador já relativamente próximo do fim (81’) com um golo de Geraldo que carimbou assim o passaporte para a terceira eliminatória da prova rainha do futebol nacional.

No Campo Santos Jorge, o Pinhalnovense não resistiu ao maior poderio do Estoril Praia e acabou por ser afastado da competição, embora tenha dado excelente réplica, em especial na segunda parte. O Estoril foi superior no decorrer do primeiro tempo e saiu para o intervalo a ganhar por 1-0 cm um golo marcado aos 24 minutos. Na etapa complementar a equipa da linha aumentou a vantagem na cobrança de um penalti (53’) mas a partir daí foi notório o inconformismo do Pinhalnovense, muito por culpa de Nito que foi um verdadeiro quebra-cabeças para a equipa adversária, saindo dos seus pés o passe para Bandeira fazer o golo de honra. Será razão para dizer que caiu de pé.

Fabril cumpriu a missão

Alcochetense não concretizou o sonho

Quem também garantiu o apuramento foi o Desportivo Fabril que venceu a equipa do Penedo Gordo, da 1.ª Divisão da AF Beja, por uma bola a zero, sendo o golo marcado aos 11 minutos por Jorge Iguaran. No início da segunda parte o Penedo Gordo criou alguns problemas mas as melhores oportunidades pertenceram ao Fabril que viu ainda uma

O Alcochetense não conseguiu concretizar o sonho e acabou por ser afastado da Taça de Portugal pelo Leixões, equipa que disputa o Campeonato da 2.ª Liga, que saiu vitoriosa por 4-0. A primeira ocasião até pertenceu ao Alcochetense, num remate de Fialho à entrada da área que passou a centímetros da barra de Ivo mas aos 26 minutos Luís Silva inaugurou o mar-

cador, fazendo o primeiro golo da equipa de Matosinhos. Depois Júnior Sena fez o segundo (33’) e Luís Silva o terceiro, já na segunda parte (49’). Com o decorrer do tempo, a diferença de poderio físico entre as equipas acentuava-se e os 'lobos-do-mar' foram desperdiçando mais uma ou outra ocasião. A supremacia do Leixões acabou mesmo por ficar ainda mais vincada quando Tarzan fechou a contagem, aos 87 minutos.

C. Piedade impõem-se em Sines Em Sines, o Vasco da Gama que passou uma semana bastante complicada devido ao falecimento do seu presidente, bateu-se com muita dignidade na partida que disputou com o Cova da Piedade, da 2.ª Liga, mas não conseguiu resistir à superioridade do adversário que teve sempre o jogo controlado. Ao intervalo o resultado assinalava já 2-0, sendo os golos marcados por Sami (2’) e Liu (45+2’). Na segunda parte Gustavo (72’) e Edinho (75’) estabeleceram o resultado final. Resultados – 2.ª eliminatória Coruchense 0 Olímpico 4 Amora 2 S. João de Ver 1 Alcochetense 0 Leixões 4 Pinhalnovense 1 Estoril 2 Penedo Gordo 0 Fabril 1 V. Gama 0 C. Piedade 4


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O Setubalense, diário regional de Setúbal nº 249  

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