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Fim-de-semana EDIÇÃO

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SEXTA-FEIRA | 27.SETEMBRO.2019 | N.º 248 | Ano II | 5.ª Série

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MONTIJO HOMENAGEIA MAIS DE 100 ATLETAS Cerimónia inédita distingue vencedores da época 2018/19 SETÚBAL

Protestos contra dragagens no Sado voltam à rua P.6

Homicídio à porta da discoteca Best está em julgamento P.3 PUBLICIDADE

‘MÃE DE JESUS’ É ÚNICA TRAINEIRA DE SETÚBAL NA APANHA DA SARDINHA

O Barulho da Lua: reportagem sobre a pesca em Setúbal

P.4

P.8 a 11

NESTA EDIÇÃO

NEGÓCIOS

Grupo Montalva/Izidoro renova imagem e alarga mercado com novos produtos P.18 e 19

GMcon cresce na construção com aposta na qualidade P.16 e 17

SOCIEDADE

Pintura de José Luís Aguilar ilumina Fórum Cultural de Alcochete P.20


Carro a arder no Montijo assustou moradores no bairro do Saldanha

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SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

Um incêndio num automóvel ligeiro de passageiros assustou, na noite desta quarta-feira, os residentes na bairro do Saldanha, no Montijo, e obrigou à mobilização de vários meios de socorro e forças da autoridade

ACTUAL MONTIJO

para o local. Os Bombeiros Voluntários do Montijo foram accionados por alerta dos populares, respondendo à ocorrência com oito operacionais, sete dos quais envolvidos no combate às chamas com apoio de um

veículo urbano de combate a incêndios, e uma ambulância de socorro. De acordo com a corporação, não se registaram feridos. Ao local acorreram ainda dois elementos da PSP e uma viatura de limpeza de estradas.

Em Honra de Santa Teresa de Calcutá

Belito Campos actua no último dia das comemorações. Folclore e procissão são dois dos destaques do programa

DIREITOS RESERVADOS

Alto Estanqueiro entra hoje em festa

POR MÁRIO RUI SOBRAL

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uita música, sevilhanas, folclore, marchas, a habitual procissão e um espectáculo com Belito Campos, entre outras actividades, integram o programa das Festas Populares do Alto Estanqueiro, concelho do Montijo, que arrancam hoje e prolongam-se até ao próximo domingo. As celebrações em Honra de Santa Teresa de Calcutá iniciam-se mais logo, pelas 20h00, com a habitual cerimónia de recepção às entidades oficias, acompanhada pelo som do grupo de percussão Batucando. O primeiro dia das festividades, além da actuação dos Batucando, vai apresentar em palco o Grupo de

MONTIJO

PROGRAMA HOJE 20h00 – Abertura da Festa com salva de 21 morteiros, na presença das entidades oficiais convidadas, com a colaboração do Grupo de Percussão “Batucando” 20h15 – Grupo de Percussão “Batucando” 21h00 – Grupo de Cavaquinhos da “Academia Sénior da Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia” 22h00 – Grupo Popular “De Moda em Moda” 23h30 – Baile com “Nélio Pinto”

21h15 – Sevilhanas 22h00 – Noite de Folclore: - Rancho Folclórico “As Sachadeiras da Várzea”, da Casa do Povo de Vila Nova de Ceira – Góis - Rancho Folclórico “Os Rurais” da Lagoa da Palha e Arredores – Pinhal Novo - Rancho Folclórico e Etnógráfico “Os Águias” do Alto Estanqueiro – Montijo 00h15 – Baile com o duo musical “Tecl’Acorde” – Sérgio Pastor & Ricardo Silva”

AMANHÃ 16h30 – Missa

DOMINGO 09h00 – III Passeio de BTT

17h00 – Procissão em Honra de Santa Teresa de Calcutá, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo e Banda da AMUT 21h15 – Marchas Populares: - Academia Sénior de Atalaia e Alto Estanqueiro – Jardia - Academia Sénior de Pegões - Sarilhos Grandes - Cidade do Montijo 22h30 – Espectáculo Musical com “Belito Campos” 00h00 – Sessão de Fogo de Artifício

Cavaquinhos da Academia Sénior da Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia (21h00), o grupo popular “De Moda em Moda” (22h00) e o artista Nélio Pinto (23h30). A noite de amanhã abre com um espectáculo de sevilhanas (21h15) e prossegue com folclore: o público poderá ver em acção, a partir das 22h00, os ranchos “As Sachadeiras da Várzea”, da Casa do Povo de Vila Nova da Ceira-Góis, “Os Rurais” da Lagoa da Palha e Arredores – Pinhal Novo, e “Os Águias” do Alto Estanqueiro. A actuação do duo musical “Tecl’Acorde – Sérgio Pastor& Ricardo Silva” marca o fecho do segundo dos três dias de comemorações. A Procissão em Honra de Santa Teresa de Calcutá, com início às 17h00, é um dos destaques da programação de domingo. A partir das 21h15, desfilam quatro marchas populares: Academia Sénior de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia; Academia Sénior de Pegões; Sarilhos Grandes; e Cidade do Montijo. A actuação de Belito Campos, a partir das 22h30, antecede o espectáculo de fogo-deartifício que encerrará os festejos.

Dia Mundial do Turismo

Alunos da Escola Profissional dão 'showcooking' no Mercado Municipal

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Câmara do Montijo promove amanhã, a partir das 11h30, um “showcooking” no Mercado Municipal com os alunos da Escola Profissional, que visa assinalar o Dia Mundial do Turismo, que se comemora anualmente a 27 de Setembro. “Alunos e docentes dos cursos técnicos de

restaurante/bar e cozinha/pastelaria vão preparar um menu composto por risotto de cerveja artesanal Aldeana e língua de porco fumada, favorecido com ervas aromáticas da Quinta Aroma das Faias”, revela a autarquia, lembrando que as celebrações do Dia Mundial do Turismo tiveram início em

1980, como forma de promover o respectivo sector de actividade, numa perspectiva de “desenvolvimento sustentável nas esferas económica, social, cultural e ambiental”. As comemorações em torno da data têm, este ano, como tema “O turismo e o trabalho: um futuro melhor para todos”.

FICHA TÉCNICA

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SETÚBAL ALMADA SEIXAL PALMELA BARREIRO ALCOCHETE OUTROS CONCELHOS MONTIJO MOITA 212 383 228 265 520 716 265 094 354 265 092 725 212 318 392 212 047 599 212 047 599 212 384 894 937 081 515

Registo de Título N.º 107552 | Depósito Legal N.º 8/84

Propriedade: Outra Margem - Publicações e Publicidade, Lda. Contribuinte: 515 047 325. (Detentores de mais de 10% do capital social: Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro). Editor: Primeira Hora - Editora e Comunicação, Lda. Contribuinte: 515 047 031 (Detentores de mais de 10% do capital social: Setupress, Lda., Losango Mágico, Lda., Carla Rito e Gabriel Rito) Sede de Administração e Redacção: Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º, 2900-389 Setúbal. Conselho de Gerência: Carla Rito, Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro, Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro.

CONCELHO DE SETÚBAL Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º - 2900-389 Setúbal - Tel. 265 094 354 (geral) / 265092 633 (redacção) / 265 092 725 - 265 520 716 (dep. comercial) CONCELHO DE PALMELA Rua José Saramago, lote 26 - loja direita 2955-027 Pinhal Novo - Tel. 212 384 894 CONCELHOS DE MONTIJO E ALCOCHETE Praça da República, 63, Galerias Comerciais, Lj 18. Tel./Fax: 212 318 392

CONCELHO DO BARREIRO Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel.: 212 047 599 - 939 050 535 CONCELHO DA MOITA Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel. 212 047 599 / 939 050 535 REDACÇÃO Director: Francisco Alves Rito (CPJ 2292) diretor@osetubalense.com Redacção: Mário Rui Sobral (CPJ 3872 A),

Humberto Lameiras (CPJ 2321 A); Ana Martins Ventura (CPJ 7230 A). Colaboradores: Inês Antunes Malta (CPJ 7226 A); Miguel Nunes Azevedo (TP 2608); Fátima Brinca (CPJ 2574); Rogério Matos (CPJ 9929); Helga Nobre; André Rosa; Ricardo Lopes Pereira e José Pina. Fotografia: Mário Prata, Alexandre Gaspar e Arsénio Franco. DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Teresa Inácio, Dulce Lança e Branca Belchior. PUBLICIDADE Direcção Comercial: Carla Sofia Rito e Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro. Setúbal: Ana Oli-

veira, Mauro Sérgio, Célia Felix e Rosália Batista. Montijo: Graciete Rodrigues.Palmela: Rosália Batista. Barreiro: Carla Santos. Moita: Carla Santos. IMPRESSÃO Tipografia Rápida de Setúbal, Lda. - Travessa Jorge d’Aquino, 7 - 2900-427 Setúbal e-mail: geral@tipografiarapida.pt DISTRIBUIÇÃO VASP - Venda Seca, Agualva - Cacém Tel. 214 337 000 Tiragem média diária: 9.000 exemplares

Estatuto Editorial disponível em https://www.facebook.com/pg/ JornalOSetubalense/ about/?ref=page_internal

Edição online www.diariodaregiao.pt Digital Media Officer: José Luís Andrade

Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores


SEXTA-FEIRA 27/09/2019

SETÚBAL

ACTUAL

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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Homicídio à porta da discoteca Best está em julgamento

Brasileiro naturalizado inglês foi assassinado com quatro facadas nas costas enquanto fugia

DIREITOS RESERVADOS

Acusado de homicídio chora em tribunal e nega ter sido autor do crime

POR ROGÉRIO MATOS

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HOMICÍDIO. Foi à porta da discoteca Best que vítima foi assassinada quando tentava fugir de uma rixa

se ao consumo intensivo de drogas e álcool. A viagem comprada pelo arguido indicava o seu regresso a 31 de Dezembro, porém Miguel apenas regressou a Portugal a 19 de Setembro de 2018. Na noite de Halloween, 31 de outubro de 2017, decorria uma festa na discoteca Best com a participação de um rapper do Cacém. A vítima, Thiago Nascimento acompanhou o artista, seu amigo. O jovem de 27

anos não queria ir, mas mudou de ideias. Antes de entrar na discoteca, ligou à namorada, com quem tinha um filho em comum. De acordo com testemunhos recolhidos pela investigação, o artista evocou o nome do seu bairro no Cacém, o que não foi do agrado de vários jovens moradores do Bairro da Bela Vista, que exigiram que o cantor evocasse sim o bairro setubalense. Foi neste momento que co-

ALCÁCER DO SAL Câmara aprova 20 bolsas de estudo

Edifício dos Paços do Concelho vai ser melhorado

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edifício dos Paços do Concelho de Alcácer do Sal vai ser melhorado, numa obra de 154,9 mil euros já adjudicada à empresa Detalhes Cautelosos, e cujo relatório final foi aprovado ontem em reunião de câmara. A empreitada de “valorização arquitetónica e funcional” passa pela substituição das muitas janelas ex-

teriores do edifício. Na reunião de ontem, o executivo municipal aprovou também a atribuição de 20 bolsas de estudo para estudantes do ensino superior no presente ano lectivo. 12 serão renovações de bolas já existentes e as restantes oito estão destinadas a candidatos a cursos técnicos superiores profissionais (uma bolsa),

mestrados (duas bolsas) e cursos superiores - licenciatura ou licenciatura com mestrado integrado (cinco bolsas). As áreas prioritárias para a atribuição de bolsas são as de medicina, enfermagem, engenharia civil, economia e gestão. O prazo para a apresentação de candidaturas decorre entre os dias 7 de outubro e 8 de novembro.

meçaram os confrontos, que passaram rapidamente para o exterior, onde arremessavam pedras da calçada à porta da discoteca. Thiago Nascimento decidiu sair sozinho da discoteca e foi emboscado por alguns jovens que o esmurraram e pontapearam. Conseguiu ainda assim fugir, mas no seu encalce seguiu Miguel Cabral, de faca em punho. De acordo com o MP, o arguido conseguiu apanhar a vítima e desferiu

O SETUBALENSE

ma festa na noite das bruxas de 2017 na discoteca Best, em Setúbal, terminou com o homicídio de um homem de 27 anos que tentava fugir de uma rixa à porta do estabelecimento. Miguel Cabral, 25 anos, está acusado de homicídio qualificado por ter esfaqueado mortalmente Thiago Nascimento, 27 anos, brasileiro naturalizado inglês, à traição, pelas costas. O arguido ausentou-se do país ainda antes de ser identificado pela PJ e regressou um ano depois, tendo sido detido após reconhecimento na PJ por uma testemunha que não hesitou assim que viu a sua dentição. Tinha uma falha nos dentes. Ontem, no início do julgamento, o arguido de 25 anos negou ter sido o autor do esfaqueamento e chorou perante o coletivo de juízes, reclamando a sua vida de volta. “Eu não fiz nada, quando fui detido pensei que tudo ia ser esclarecido no espaço de um ou dois meses”, afirmou. Sobre a sua ausência do país dias após o assassinato, o arguido defendeu que nada teve que ver com o ocorrido na noite de 31 de outubro de 2017. “Fui esfaqueado um mês antes no bairro da Bela Vista e já tinha acordado com os meus pais que ia passar uns tempos a Cabo Verde para me afastar da vida que levava”. Miguel referia-

quatro golpes nas costas, de cima para baixo. Os golpes atingiram o pulmão de Thiago que foi ainda assistido por elementos do posto da GNR, mas faleceu já no Hospital de São Bernardo, poucas horas depois. O MP considera que o arguido “não conhecia a vítima e foi movido apenas pela vontade de matar”. A investigação acredita que o suspeito atirou a faca para debaixo do carro e pôs-se em fuga antes da chegada das autoridades. Saiu do país três dias depois, para a Ilha de Santiago, Cabo Verde, onde permaneceu com a tia. Assim que a PJ conseguiu a identificação do suspeito, foi à sua procura no Bairro da Bela Vista, porém, os inspetores receberam a indicação de que este tinha ido trabalhar para o Algarve. Miguel Cabral regressou a 19 de setembro de 2018 a Portugal. A Direção Central de Imigração e Documentação do SEF comunicou à PJ de Setúbal a sua chegada e foi notificado para comparecer na PJ, onde foi identificado em linha de reconhecimento e detido. Num primeiro momento, a testemunha teve dúvidas, que se desvaneceram assim que referiu que o poderia reconhecer por uma falha nos dentes. Foram depois realizadas análises ao ADN no Laboratório Nacional da Polícia Judiciária que não o excluíram como tendo manuseado a arma do crime. Miguel Cabral foi formalmente acusado de homicídio qualificado e na fase de instrução, negou praticar o crime, considerando que as provas, testemunha e ADN, não eram suficientes para provar que fosse o autor do homicídio. Manteve a mesma tese no início do julgamento.


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SETÚBAL SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

REGIONAL

Noite Sadina pára trânsito em cinco artérias

Este sábado e domingo várias vias do centro da cidade de Setúbal vão estar, temporariamente, encerradas à circulação automóvel entre as 18h00 e as 03h00, devido à realização de um evento musical com animação de rua itinerante. A realização da iniciativa cultural "Noite Sadina",

motiva o encerramento de cinco artérias de ligação ao centro da cidade. Assim, na faixa sul da Avenida Luísa Todi, a interrupção do trânsito incide no troço compreendido entre as Ruas da Cordoaria e João de Deus. Já no sentido poente/nascente da Rua Amália Rodrigues é encer-

rado temporariamente o troço compreendido entre a Travessa do Sado e a Rua da Cordoaria. Na Rua Guilherme Gomes Fernandes a interrupção incide no troço entre as ruas do Gás e da Cordoaria. Por seu lado na Avenida José Mourinho, sentido nascente/poente, a interrupção da

circulação rodoviária incide entre a Rua João de Deus e a Travessa do Sado. O acesso aos parques de estacionamento existentes no separador central da Avenida Luísa Todi é igualmente condicionado no troço compreendido entre as ruas João de Deus e da Cordoaria.

Em iniciativa inédita promovida pela Câmara Municipal ATLETAS E ASSOCIAÇÕES A PREMIAR

DIREITOS RESERVADOS

Montijo vai distinguir mais de cem atletas que brilharam em 2018/19

Academia Desportiva Infantil e Juvenil Bairro Miranda Equipa Campeã Distrital de Futsal – Escalão de Benjamins Afonso Afonso Alexandre Marinheiro André Póvoas Dinis Bernardo Dinis Peixinho Diogo Barrinha Francisco Lopes João Quintiliano João Henriques Miguel Balancho Nelson Machado Ricardo Fernandes Rodrigo Silva Santiago Brito Tomás António Associação Recreativa e Desportiva Bons Amigos (modalidade Tiro) Máximo Borges Carlos Silva Artur Brito Floriano Lagarto

SARA FERREIRA. A vereadora (à esq.) ao lado de Ricardo Bernardes e Clara Silva na cerimónia de atribuição da Medalha de Ouro do concelho

Cerimónia de reconhecimento de mérito desportivo é para se tornar num evento anual, revelou a vereadora Sara Ferreira POR MÁRIO RUI SOBRAL

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ais de cem atletas, que se destacaram a nível individual ou colectivo ao serviço de associações do Montijo na época 2018-2019, vão subir ao palco do Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, na próxima segunda-feira, pelas 18h00, para serem premiados pela Câmara Municipal, numa cerimónia inédita de reconhecimento de mérito desportivo. A autarquia irá ainda entregar um troféu a cada equipa técnica ou treinador responsável pelos atletas ou equipas a homenagear. “Esta época tivemos alguns resultados de excelência, o que constitui motivo de enorme orgulho para todos nós. É importante reconhecer o mérito, o trabalho, dos atletas e das associações nos resultados alcançados”, disse Sara Ferreira, vereadora responsável pelo pelouro do Desporto na autarquia, sublinhando que a ini-

ciativa deve ser encarada como factor de incentivo ao desenvolvimento de um trabalho que promove e dignifica o concelho. “Será também um estímulo para que todos, quer os atletas quer as associações, continuem na senda de um desempenho de excelência na área desportiva, que a Câmara Municipal tem apoiado no concelho”, frisou. A autarca explica a data escolhida para a realização do evento e revela um dos objectivos futuros do município. “Esta cerimónia de reconhecimento de mérito desportivo surge também com a perspectiva de se transformar num evento anual. Este ano decidimos esta data, considerando o enquadramento da mesma na Semana Europeia do Desporto, que tem como embaixadora, entre outros, a montijense Elisabete Jacinto, recentemente galardoada com a Medalha de Ouro do concelho e que será também uma das distinguidas na cerimónia”, avançou. Uma dezena de associações Os troféus de mérito desportivo vão ser entregues a atletas que se destacaram em representação das associações seguintes: Ginásio Clube do Montijo, Clube de Judo do Montijo, Ateneu Popular do Montijo, Escola Gracie Barra Montijo, Associação Re-

creativa e Desportiva Bons Amigos, Clube Olímpico do Montijo, Academia Desportiva Infantil e Juvenil do Bairro Miranda, Montijo Basket Associação, Clube de Natação do Montijo e Clube de Ténis do Montijo. Serão ainda agraciados os atletas Tiago Balão e Rúben Guerreiro, que se evidenciaram quer no plano nacional quer internacional nas modalidades de ju jitsu e ciclismo, respectivamente. Promover um momento de “reconhecimento público e homenagem às entidades e atletas que se notabilizaram na época desportiva transacta” e, ao mesmo tempo, “estreitar laços de parceria e proximidade entre a autarquia e o movimento associativo” é o principal objectivo desta iniciativa, adianta a edilidade em comunicado. Além disso, a cerimónia visa ainda destacar “o papel dos agentes desportivos locais na promoção da prática física e desportiva e na formação dos jovens”. O evento, com entrada livre no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, vai decorrer no último dia da Semana Europeia do Desporto, iniciativa lançada pela Comissão Europeia com o intuito de promover o desporto e a actividade física em toda a Europa. Em Portugal a dinamização da Semana Europeia do Desporto é assegurada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.

Ateneu Popular do Montijo (modalidade xadrez) Daniel Rocha Kevin Southwell Clube de Judo do Montijo Andreia Serrão Diogo Gancho Mariana Serrão Clube de Natação do Montijo André Baraona Inês Baraona Duarte Gonçalves Clube Olímpico do Montijo Equipa Campeã Distrital Juniores Sub-19 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal Alexandre Cardoso Carlos Obega Cláudio Santos Davi Schettini David Henrique Diogo Castro Diogo Picamilho Edjelson Corneu Filipe Silva Francisco Foles Gerson Santos Gonçalo Domingos João Cardoso João Francisco José Medeiros Leandro Penedo Luís Nascimento Márcio Fernandes Marco Martins

Matheus Martins Monteiro Pedro Barata Pedro Carvalho Petre Lungu Sidnei Obega Rui Divengle Tiago Gamito Vasco Pires Vítor Pedro Clube de Ténis do Montijo Tiago Oliveira Ginásio Clube do Montijo (modalidades Ginástica, Tumbling e Ginástica de Trampolim) Catarina Carvalho Constança Esteves Laura Dinis Inês Correia Sofia Lopes Ana Cunha Sofia Cunha Maria do Mar Sara Monteira João Sant’ana Xavier Borrego Bruno Catarino Tomás Pinto Diana Gago Gracie Barra Montijo (modalidade Jiu-Jitsu Brasileiro) André Cruz António Araújo Carlos Marafuga David Feio Francisco Bernardo João Batista João Pavia Montijo Basket Associação Equipa Vice-Campeã da 2.ª Divisão Nacional de Basquetebol André Santos David Feio David Rasteiro Davy Santos Diogo Moura Fábio Seita Gonçalo Silva Henrique Fanica Ilie Ceban João Lourenço João Silva Miguel Gamero Pedro Mestre Pedro Pinto Ricardo Raimundo Vasco Moreira Tiago Balão (modalidade Ju Jitsu) Rúben Guerreiro (Ciclismo)


REGIONAL

SEXTA-FEIRA 27/09/2019

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

ARQUIVO / DIREITOS RESERVADOS

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Ambientalistas receiam que dragas cheguem no próximo mês de Outubro

Um ano depois, Setúbal manifesta-se novamente contra as dragagens no Sado Depois da greve pelo clima que terá lugar na tarde de hoje, segue-se a vigília pelo Sado, ainda esta tarde, e a manifestação contra as dragagens durante a tarde de amanhã POR INÊS ANTUNES MALTA

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o culminar da Semana de Mobilização pelo Clima, a decorrer internacionalmente, hoje à tarde, pelas 17h00, no Largo José Afonso, terá lugar uma manifestação associada à Greve Climática Global. A marcha faz-se até à Câmara de Setúbal, onde serão exigidas “a resolução da crise climática e a protecção do Parque Natural da Arrábida”. “Precisamos de mudar a nossa vida para uma vida muito mais sustentável, não vivendo da natureza mas vivendo com a natureza e estes grandes movimentos só se criam quando a população está envolvida”, refere Cristina Correia, membro do grupo Parents For Future, pertencente à organização da manifestação em Setúbal. “Queremos chamar a atenção de todos aqueles que têm cargos importantes e podem criar mudanças

para reverter estas situações com que nos deparamos. Temos de baixar a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. Temos de unir esforços para que sejam feitas coisas para captar esse dióxido”, continua, garantido que esta é e será sempre “uma luta pacífica”. Nas palavras de Cristina, “esta greve global pelo clima é uma chamada de emergência, a reclamar as medidas de urgência necessárias para fazer face à maior batalha das nossas vidas, a mitigação e adaptação às alterações climáticas”. Em Setúbal, a greve é organizada pela Global Climate Strike e pelo Colectivo Salvar o Clima, que inclui a Greve Climática Estudantil e o Parents For Future Portugal, e as expectativas para esta tarde são positivas: “há cada vez mais pessoas a despertar e a perceber que temos mesmo de actuar. Precisamos de apoiar as gerações futuras e por isso temos todos de marcar presença. De forma pacífica, para alertar todas as pessoas à nossa volta, acredito que vamos ser mais pessoas na rua comparativamente à última greve, que fizemos em Maio”. A seguir à greve pelo clima, a luta pelo Sado No seguimento da greve pelo clima,

a Vigília pelo Sado acontece às 18h30 de hoje, na Praça de Bocage. Para este encontro, estão programados momentos de convívio, luta, debates e informação e durante toda a vigília estarão presentes bancas associativas. “Também nos associamos a esta vigília. Segundo o Plano da Área Metropolitana de Adaptação às Alterações Climáticas, a zona de Setúbal pode vir a sofrer inundações”, explica Cristina Correia, adiantando que “quando estamos a fazer dragagens no Sado, estamos a aumentar o caudal da água e estamos a aumentar esse risco”. A acção estende-se até amanhã. "Sim ao Sado, não às dragas!” é o mote da manifestação contra as dragagens no Sado, que terá lugar na tarde de amanhã, pelas 15h30, na Doca dos Pescadores. Em conversa com O SETUBALENSE - DIÁRIO DA REGIÃO, Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, diz que “esta manifestação acontece um ano depois da primeira, feita no rescaldo de o Clube da Arrábida ter descoberto que a obra de melhorias de acessibilidades ao Porto de Setúbal ia começar”. Ao perceber o significado dessas intervenções, o Clube da Arrábida descobriu também, através da Agência Portuguesa do Ambiente, que aprovou a obra, os impactos que a mesma vai ter.

“A APA aprovou a obra num processo que hoje em dia veio-se a saber que não foi claro. Houve uma discussão pública que foi mantida escondida da opinião pública e a obra é aprovada pela APA com uma série de impactos extremamente negativos e muitos dos quais irreversíveis”, refere, acrescentando que “por isso, não podemos ficar de forma alguma calados”. Na altura, tentaram parar o início da obra mas já tinham sido ultrapassados os prazos legais para que isso pudesse acontecer, pelo que avançaram, em Setembro do ano passado, com duas providências cautelares entregues ao Tribunal de Almada. “Entregámos duas providências cautelares que foram revogadas. Entretanto, recorremos para o Tribunal Central e deram-nos razão. Uma das providências foi devolvida ao Tribunal de Almada para ser julgada novamente mas isso ainda não aconteceu”, explica. Pedro Vieira acredita que “se a providência cautelar for julgada positivamente pode parar a obra” mas “neste momento, oficialmente, não há nada que a possa impedir. As dragagens têm estado paradas porque a declaração do impacte ambiental não permite que sejam feitas entre Maio e Outubro mas essa janela temporal acaba na segundafeira”. Por isso, a partir de dia 1 de

Outubro as dragagens “no estuário mais rico que nós temos em Portugal” podem começar e isso será uma “situação dramática”, que terá “impactes brutais na só na vida e biodiversidade do estuário mas também no tecido social e económico de Setúbal”. Ao Clube da Arrábida, juntaramse entretanto outros grupos, como é o caso do SOS Sado, organizados pela sociedade civil em oposição à obra, que rumam amanhã à Doca dos Pescadores para afirmar a sua posição de luta pelo Sado. “Grande parte da população já tomou conhecimento, por isso penso que amanhã teremos uma demonstração de força em Setúbal mas não nos podemos esquecer que isto é um problema que impacta o país inteiro”, afirma. “Temos um governo que diz que a prioridade é a defesa do ambiente mas assina um projecto que vai destruir, que vai causar uma catástrofe ambiental sem paralelo em Portugal”, adianta, deixando o apelo à participação de todos. “O Porto de Setúbal tem viabilidade como um porto de estuário que é mas não como um porto de águas profundas no qual o querem transformar. O governo tem de dar ouvidos a quem deu este grito de alerta. Esta obra, se avançar, vai destruir para sempre o Rio Sado”, remata.


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REGIONAL

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

HORÓSCOPO

OPINIÃO

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Dizer: Sim ao Sado, não às dragagens!

Pelo Astrológo Tarólogo e Guia Espiritual

PEDRO SOARES VIEIRA Presidente do Clube da Arrábida

Amanhã, Sábado, a 3 dias apenas do início das dragagens no rio Sado, Setúbal será de novo palco de uma grande manifestação sob o mote: “Sim ao Sado não às dragagens”, convocada pelo Clube da Arrábida, SOS Sado, Associação Zero, Ocean Alive e Greve Climática Portugal. Em julho de 2018, o Clube da Arrábida deu o grito de alerta sobre a iminência do início da colossal obra da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), encapotada sob o nome de “obras de melhoria das acessibilidades ao Porto de Setúbal”, até então desconhecida da população. A obra, entre outros pormenores, irá retirar ao rio 6,5 milhões de metros cúbicos de areia, para nele poderem entrar os mega porta contentores “panamax”, os mesmos navios que entram no Porto de Sines. Mas quais serão os verdadeiros impactos desta uma obra que atravessa 9 zonas de proteção ambiental num dos estuários mais ricos em biodiversidade da Europa? A costa da Arrábida e o estuário do Sado são duas zonas protegidas que têm um papel chave na manutenção da biodiversidade marinha. As pradarias marinhas, os recifes rochosos e as florestas de algas são habitats que suportam espécies emblemáticas, como o boto, o cavalo-marinho, a baleia-anã, raias, tubarões e golfinhos. Suportam igualmente, espécies de interesse comercial como o choco, o polvo, o lingueirão, as ostras, o salmonete, o robalo, a dourada, o carapau e a sardinha. Dadas as inúmeras pressões e a insuficiente proteção, estes habitats e espécies estão hoje

em estado fragilizado. Dito isto, como é possível que o Estado Português através de fundos comunitários (25 milhões de Euros), perante todos os alertas para a preservação ambiental caras a um futuro cada vez mais incerto, apoie cegamente uma obra que irá provavelmente potencializar a maior catástrofe ambiental alguma vez realizada no rio Sado? Para entender o que leva estas 5 organizações à rua, vale a pena fazer uma retrospetiva sobre um processo inquinado desde o inicio, que se tornou num caso político e judicial com impactos ambientais e socioeconómicos provavelmente mais devastadores do que os que se discutem sobre o aeroporto do Montijo. Este projeto não é novo, atravessou vários governos, foi chumbado no passado, ficou a marinar até o atual governo ter decidido avançar novamente. A APPS elaborou o estudo de impacto ambiental (EIA), que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou através da emissão da declaração de impacto ambiental, DIA. Houve lugar a uma consulta publica sobre o EIA, tendo sido convidadas a participar várias entidades, sobretudo organismos do Estado, com a exceção cirúrgica do Clube da Arrábida (única entidade que nos últimos 9 anos se debruçou e publicou trabalho sobre o desassoreamento da Arrábida) e estranhamente ninguém da sociedade civil, como por exemplo os pescadores locais. A consulta obteve parecer positivo, embora tenham sido elencados, inúmeros efeitos ambientalmente devastadores, mas considerados pela APA como irrelevantes face aos benefícios que a obra trará ao porto de Setúbal. De acordo com a DIA, a obra fará desaparecer as praias da Arrábida e bancos de areia, ex-libris desta região, aumentando a erosão costeira, afetará as pradarias marinhas, essenciais na importante ação de mitigação das alterações climáticas através da sua elevada taxa de sequestro de carbono, colocará em sério risco as populações dos golfi-

nhos roazes-corvineiros e as colónias de cavalos-marinhos que dependem deste habitat. As dragagens afetarão também as comunidades de pescadores e mariscadores locais e, portanto, o peixe e o marisco que fazem a marca desta região. Por último, toda a indústria hoteleira, turismo de natureza, turismo náutico e restauração serão severamente afetadas, afinal como alguém disse, os turistas não vêm a Setúbal para ver navios.

“Obra fará desaparecer as praias da Arrábida e bancos de areia, ex-libris desta região, aumentando a erosão costeira” Na impossibilidade de impugnar a DIA e tentar travar o arranque da obra, uma vez que quanto tivemos conhecimento da mesma, já havia passado o prazo legal de contestação, o Clube da Arrábida em setembro de 2018, interpôs 2 providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada (TAFA). Uma contra a APA, sobre a DIA, e outra contra a APSS e Mota Engil (empreiteiro da obra). O caso ganhou notoriedade, a sociedade civil em Setúbal mobilizou-se através de diversos grupos e juntamente com o Clube da Arrábida perto de mil cidadãos, saíram à rua em protesto contra o início da obra, faz agora um ano. No rescaldo dessa manifestação, houve audiências com os diferentes grupos e comissões parlamentares, sempre com um assumido “nim” de apoio à obra, com algumas tímidas exceções, afinal a obra é transversal a vários governos de várias cores. Assistiu-se a uma verdadeira campanha de contra informação e inverdades por parte da Presidente da APSS em diversas declarações publicas. A Câmara Mu-

nicipal de Setúbal que poderia ter sido uma ponte de ligação à sociedade civil, assumiu através da sua presidente uma postura que se chegou a confundir com o a APSS. Houve mais providências cautelares por parte da SOS Sado e do grupo Pestana, contra a APA, contra a APSS, e ainda contra os TUPEM’s referentes à imersão de dragados, houve audiências parlamentares com o Ministro do Ambiente, Ministra do Mar e Presidente da APA que se revelaram verdadeiros exercícios de pura demagogia, mentira e sarcasmo contra a sociedade civil. Enfim, um verdadeiro ensaio “trágico-marítimo”. A obra acabou por não avançar, fruto da pressão sobre a APA e das várias ações em tribunal. Com isto, chegou-se a Maio deste ano num impasse, sendo que de acordo com a DIA as dragagens apenas podem ser feitas entre Outubro e Maio. O tribunal não decretou nenhuma das providências cautelares porque o período de 90 dias para impugnação da DIA acabou antes da entrega das mesmas, e até agora ainda não se pronunciou sobre as providências cautelares dos TUPEM’s. O Clube da Arrábida, recorreu da decisão para o Tribunal Central Administrativo que nos veio a dar razão, numa das providências cautelares, tendo devolvido a mesma de novo para o TAF. Incompreensivelmente, a menos de uma semana das dragagens poderem arrancar, o juiz ainda não reavaliou a providência cautelar, podendo esta ser uma das últimas esperanças para travar todo o processo. Assim, a manifestação em Setúbal, torna-se numa obrigação para todos os que se interessam pela sobrevivência do rio Sado. A uma semana das eleições legislativas, esta é a última esperança de mostrar ao atual e ao futuro governo, o verdadeiro atentado ambiental que se avizinha. Ainda há tempo de parar, basta haver coragem política para ouvir a população, mas sobre tudo, para Salvar o Sado desta loucura! Sábado, venham para a rua gritar bem alto: Sim ao Sado, não às dragagens!

Francisco Guerreiro Consultório: 96 377 05 04 MONTIJO

E-mail: francisco_astrologo@hotmail.com

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CARNEIRO 21/03 a 20/04 No plano amoroso – tente disponibilizar mais tempo para alguém que conheceu, a fim de definir sentimentos. No plano profissional – tente fazer pagamentos por fases, porque podem surgir despesas inesperadas. Carta da semana – O JULGAMENTO

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TOURO 21/04 a 21/05 No plano amoroso – tem uma conjuntura intensa, busca de momentos sentimentais está visível no seu comportamento. No plano profissional – mostre firmeza nas decisões, mesmo que não tenha a certeza de estar certo. Carta da semana – O AMOROSO

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GÉMEOS 22/05 a 21/06 No plano amoroso – vai provar que as escolhas que fez estão certas. Apesar de conflitos, ciúmes e conflitos provenientes da paixão, os sentimentos estão fortes. No plano profissional – alguém próximo vai ajudá-lo com eficácia. Carta da semana – O MUNDO

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CARANGUEJO 22/ 06 a 22/07 No plano amoroso – ponha o passado por trás das costas, e dê novas oportunidades a si e aos outros. No plano profissional – questões profissionais vão ficar clarificadas, permitindo-lhe agir de forma segura. Carta da semana – A MORTE

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LEÃO 23/ 07 a 23/08 No plano amoroso – não é boa altura para pedir definições de sentimentos ou para tomar atitudes impulsivas. No plano profissional – pode ser obrigado a fazer uma pausa no que respeita a novos projetos. Carta da semana – O EREMITA

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VIRGEM 24/08 a 23/09 No plano amoroso – está muito exigente e com dificuldade em adaptar-se a mudanças de vida. No plano profissional – irá beneficiar de boas referências no seu trabalho, e também de decisões que lhe serão favoráveis. Carta da semana – A TEMPERANÇA BALANÇA 24/09 a 23/10 No plano amoroso – terá progressos, mudança bem ponderada estará agora favorecida. No plano profissional – duvidas terão a persistir, tente dissipa-las, pois está no caminho certo e alcançará as metas desejáveis. Carta da semana – O CARRO

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ESCORPIÃO 24/10 a 22/11 No plano amoroso – a vida amorosa promete ser emocionante, quer em situações de longa data quer em situações mais recentes. No plano profissional – não brinque com a sua segurança económica. Carta da semana – SOL

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SAGITÁRIO 23/11 a 20/12 No plano amoroso – os sentimentos e as vivências ganham novos contornos com que não contava. No plano profissional – não há evoluções, revelará grande esforço e empenho no trabalho, mas não será suficiente para que atinja os objetivos a que se propôs. Carta da semana – DIABO

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CAPRICÓRNIO 21/12 a 20/01 No plano amoroso – deve conter-se nas atitudes e gestos, tente saber mais acerca de alguém por quem se interessou há pouco tempo. No plano profissional – poderão surgir entraves, nalguns casos já esperados. Carta da semana – A PAPISA

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AQUÁRIO 21/01 a 20/02 No plano amoroso – não iniba nem reprima sentimentos, as suas palavras serão bem recebidas e as retribuições podem ser muito positivas. No plano profissional – seja claro na demonstração das suas ideias e irá obter proveito disso. Carta da semana – A IMPERATRIZ PEIXES – 21/02 a 20/03 No plano amoroso – atenção aos amores, vai sentir grande apoio e suporte na vida sentimental. No plano profissional – poderá ser confrontado com atitudes inesperadas, mas tudo enfrentará de forma sábia, pense mais em si. Carta da semana – O PAPA

O SEGREDO DAS CARTAS

Pelo TARÓLOGO e ASTRÓLOGO Francisco Guerreiro. Resolva todos os seus problemas sentimentais, profissionais, financeiros e de saúde, marcando uma consulta pelo número 96 377 05 04. Após a 1.ª consulta efectua tratamentos espirituais. Consultório: Rua Serpa Pinto n.º 127 3.º Esq. - Montijo

E-mail:francisco_astrologo@hotmail.com


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GRANDE REPORTAGEM

Entre 16 de Abril e 30 de Maio do próximo ano, no seguimento da reportagem “O barulho da lua”, será realizada uma exposição, com o mesmo nome, na Casa Bocage, em Setúbal

Actualmente, Setúbal tem apenas uma traineira para a apanha da sardinha e a lota que vende peixe mais tarde no nosso país

O BARULHO DA LUA

As fotografias foram tiradas, numa noite de faina, a bordo da embarcação “Mãe de Jesus”, a única traineira para a pesca da sardinha que Setúbal tem neste momento. Agora, em terra, fazemos um retrato sobre o estado da pesca na cidade, dando voz a quem dela vive, sabe os seus segredos e tem o maior respeito e o maior amor por andar no mar POR INÊS ANTUNES MALTA FOTOGRAFIA ALEX GASPAR

S

etúbal é terra de peixe. Com estreita ligação ao rio desde sempre, a cidade é por muitos conhecida como a cidade do rio azul, a cidade da sardinha, do salmonete e também do carapau. É o sítio onde turistas e curiosos vêm para comer peixe. Mas até que ponto Setúbal terá peixe seu para oferecer se a pesca enfrenta tempos difíceis e para a pesca da sardinha existe actualmente apenas uma traineira, que até já se divide com Sesimbra? Que futuro temos para o rio, para a economia do rio, para as gentes do mar e para a cidade de Setúbal? Na semana em que se celebra o mar, a ligação entre a cidade e o rio e a promoção das actividades relacionadas com a nossa “economia azul”, sem esquecer a importância de sensibilizar a população para a importância da preservação dos recursos marítimos, O SETUBALENSE - DIÁRIO DA REGIÃO publica uma reportagem sobre o estado da pesca na cidade de Setúbal - que tem actualmente uma traineira e a lota que vende peixe mais tarde no nosso país. Publicámos recentemente um artigo que dá conta de que o distrito é

responsável pela venda de um terço do peixe do país e que, segundo a Docapesca, “as lotas e postos do distrito de Setúbal representaram, em 2018, 32 mil toneladas e 46,5 milhões de euros, ou seja, cerca de 32 por cento do volume e 23 por cento do valor total transaccionado nas lotas do continente português”. Temos menos embarcações em Setúbal mas a Docapesca diz que “a diminuição do número de embarcações é uma realidade a nível nacional” e que “o valor de vendas na cidade do Sado cresceu 26 por cento nos últimos cinco anos”. A lota de Setúbal abre às 09h00 de segunda a sexta-feira. O horário de recepção e pesagem do pescado faz-se entre essa hora e as 04h00 e a venda entre as 21h00 e as 02h00. Fecha às 05h45. Por considerarem desajustado este horário, os barcos de Setúbal estão a migrar para o porto de Sesimbra, onde encontram melhores condições de funcionamento, para realizar as suas vendas. A lota de Sesimbra foi, segundo as contas e os dados revelados pela Docapesca relativas a 2018, a primeira lota em termos de volume e a terceira em valor de vendas.

A partir do Porto de Sesimbra, a tripulação prepara-se para sair para mais uma noite no mar.

Rui Russo é o mestre da embarcação “Mãe de Jesus”.

Setúbal, terra de peixe, tem apenas uma traineira A embarcação “Mãe de Jesus” é neste momento a única que Setúbal tem para a pesca da sardinha. Na Doca dos Pescadores, já existiram muitas mais, que rumaram entretanto a outros portos, principalmente ao de Sesimbra, pela proximidade, horários e funcionamento da lota. Foi o caso da embarcação de pesca de sardinha

“Segredos do Mar”, que se encontra representada numa pintura na parede do Mercado do Rio Azul, em Setúbal, que no mês de Janeiro deixou Setúbal rumo a Sesimbra. É também com destino a Sesimbra que Rui Russo, mestre da embarcação “Mãe de Jesus”, e a sua tripulação, todos oriundos de Setúbal, seguem viagem em muitos dias de trabalho. “Em Sesimbra, há coisas a acontecer. Há movimento. Em Setúbal,

O barco já saiu do porto. Entardece e cada um dos elementos, em sincronia com os restantes, desempenha a sua função.

não há nada. Morreu”, começa por dizer o mestre da “Mãe de Jesus”, para quem um dos motivos para este cenário em terras e mares setubalenses é o horário a que o leilão do pescado acontece na lota. “Num dia normal, Sesimbra é capaz de descarregar mais peixe do que Setúbal em dois meses. E, fazendo o paralelo entre estas duas realidades, estamos a comparar uma vila, encaixada na serra, com uma cidade com tradições como a das con-

O mestre Rui Russo aponta para o ecrã, que lhe dá informação sobre os locais onde se encontra, neste caso, a sardinha.


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O peixe foi escolhido no mar mas, ao chegar a terra, há que separar uma amostra para exposição em leilão.

serveiras e onde existe acesso para transportar peixe para toda a parte do país e do mundo”, refere. A embarcação Mãe de Jesus foi construída em 2002, em Vila Real de Santo António, completamente nova, em fibra de vidro. Veio para Setúbal e desde aí tem sofrido alguns melhoramentos mas o plano original do barco mantém-se igual. O mesmo não acontece com o estado da pesca actualmente. Olhando para trás, desde 2002, a pesca não está igual. Na opinião de Rui Russo, está pior. “O preço do peixe não se mantém, está mais barato do que estava em 2002. Os combustíveis estão mais caros, o pessoal está mais envelhecido e existem cada vez menos estaleiros, oficinas e mão de obra em terra”, relata. “Cada vez mais temos de ser os homens dos sete ofícios quando nos aparecem problemas para resolver. De 2002 para cá, nada consigo apontar algo que esteja melhor”, continua. A tripulação de Rui é habitualmente constituída por 10 pessoas mas neste momento são apenas 9. Com a reforma de um dos seus homens, o mestre viu-se a braços com mais um problema: a falta de pessoal para trabalhar no mar. “As pes-

soas vão tendo mais idade, vão reformar-se e para o lugar dessas não estão a vir outras. Está a sentir-se como nunca a falta de pessoal para trabalhar”, declara. O carapau, a sardinha e a cavala são neste momento as três espécies alvo do barco “Mãe de Jesus”, cujo futuro está neste momento, nas palavras do seu mestre, “tremido”. A mudança definitiva de Setúbal para Sesimbra é uma das opções em cima da mesa. “Não é dramático, não é uma situação ideal mas a ter em conta o rumo que as coisas estão a levar estou a ver que vai ter de ser, mais tarde ou mais cedo. A lota de Setúbal não nos oferece as devidas condições de trabalho”, diz, acrescentando que “se se der o caso de todo o cenário melhorar um bocadinho, passo a vir para Sesimbra o ano todo. Vou comprar uma carrinha para transportar o meu pessoal e vou fazer porto aqui”. Para Rui, a solução para Setúbal passava por “uma lota da manhã e uma lota da tarde, sendo que a de

manhã seria para o pescado de cerco, com o peixe do dia para ser consumido nesse mesmo dia”, uma vez que “Setúbal tem uma restauração enorme, está nas estatísticas, e o peixe do dia que se consome em Setúbal e que é da lota de Setúbal é zero”. “O peixe da lota de Setúbal é vendido às oito da noite. Ninguém vai comprar peixe às oito da noite para

goa antiga mas se calhar neste momento já vai ser tarde. Não digo que não fosse possível ainda as coisas mudarem mas ia demorar alguns anos até as coisas melhorarem novamente”. Rui Russo tem 50 anos e anda no mar há 36 anos. Foi para o mar com 13, e a liberdade e o amor sem medida que tem à cidade de Setúbal e à sua profissão fá-lo continuar, sem baixar os braços, apesar de muitas vezes se sentir desmotivado com a conjuntura e nvo l ve n te e a crise que se vive no sector. “O meu pai é armador, os meus avós eram do mar, e acho que vai terminar em mim”, desabafa. Tem filhos e netos mas não é na pesca que imagina os seus futuros. “É uma profissão lindíssima mas não lhes oferece condições para trabalhar. É tão digna como outra qualquer mas o pescador é muito mal tratado. É preciso gostar muito disto e eu gosto mui-

Sobre a possível mudança de horário da lota, Rui Russo não rejeita a hipótese de sucesso mas diz que “agora os compradores já se viraram para outros sítios, os barcos já desapareceram”. ir à corrida para o restaurante vender às pessoas às nove. Esse peixe, no mínimo, é para vender no dia a seguir”, continua. Apesar de ver na mudança de horário uma possível solução, ainda assim, Rui considera que “agora já vai ser difícil. Já se criou rotina. Os compradores já se viraram para outros sítios, os barcos já desapareceram. É uma má-

to daquilo que faço. Isto é uma vida de liberdade, de paz de espírito, sem stresses, e nem me vejo a fazer outra coisa”, acrescenta. Associações lutam pelo futuro da pesca artesanal A pesca artesanal enfrenta assim dias difíceis mas o gosto por “andar no mar” é maior e comum a inúmeros setubalenses que não abandonam a faina apesar das dificuldades. Em proximidade com as gentes do mar, a Associação de Pesca Artesanal - Setúbal Pesca foi criada para resolver problemas da pesca, dar apoio aos pescadores e a todas as pessoas relacionadas com a actividade. “Uma associação como esta faz muita falta porque a pesca é um lugar com muitos problemas para resolver”, diz Daniel Ferreira, que, dividindo o seu tempo entre o mar e os escritórios da associação, é um dos fundadores e o actual presidente da Setúbal Pesca, associação de pesca artesanal que representa os armadores da pesca local e costeira em Setúbal, na Gâmbia e na Carrasqueira. Filho do mar, Daniel recebeu da sua família as tradições e o amor pela pesca e por andar no mar,


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onde entrou há mais de 40 anos e de onde não mais conseguiu sair. Nas suas palavras, “nestes 40 anos, o que melhorou foi muito pouco” mas afirma, baseando-se em estudos realizados pela associação e na experiência que tem, que apesar de tudo não falta peixe no rio Sado. Entre as lutas pelas quais se empenhou, a associação conseguiu legalizar a pesca do salmonete com malhagem apropriada. “Há cerca de três anos pedimos um estudo sobre o salmonete, que não podia ser apanhado aqui em Setúbal. Era proibido. A Setúbal Pesca pediu ao Instituto de Investigação das Pescas e do Mar para realizar esse trabalho connosco”, refere. “Vieram connosco ao mar e chegaram à conclusão de que havia peixe para apanhar e que aquela arte não prejudica mais nenhum tipo de peixe. Conseguimos, assim, ter essa licença para mais de vinte embarcações”, adianta, acreditando que “esta é mais uma prova de que através destes estudos se pode fazer muito” e considerando “que a pesca enfrenta dias difíceis e os governantes se esquecem muitas vezes do sector, no qual continua a faltar investimento”. No mar, o barco de Daniel leva três homens a bordo. Pescam salmonetes, douradas, sargos… Daniel tem dois filhos mas também não quer que o futuro deles seja no mar. “É preciso gostar muito desta vida para se andar no mar. É uma vida dura, mas também não é nada de matar. Tem os seus bons e maus, como tudo. Há dias em que as condições são mais adversas para trabalhar mas com os equipamentos e a informação que temos disponíveis hoje em dia temos muito melhores condições e até se sabe o tempo que vai cair”, refere. Para o presidente da associação setubalense, a pesca “é uma profissão que tem futuro”, mas tem que se conseguir dar e assegurar esse futuro, dando algo mais aos jovens: “temos que cativar as pessoas mais jovens para vir para o sector, dando-lhes as devidas condições. Hoje, os pescadores e os armadores queixam-se com falta de pessoas para trabalhar. Não há pessoal novo a querer vir para a pesca e tudo isto nos preocupa”. O “pessoal a trabalhar no mar” são pessoas da sua faixa etária, na casa dos 50 anos, “para mais e não para menos” e quando questionado sobre o facto de permanecer na área apesar das dificuldades responde: “Temos que continuar, não podemos baixar os braços. E então nas minhas idades, já não dá para pensar muito. Para onde é que eu vou?”. A Setúbal Pesca garante estar empenhada em ajudar no sentido de crescimento da pesca em Setúbal, sempre “pronta para colaborar”, mas deixa o aviso: “Seguimos o nosso ca-

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL minho para fazer coisas positivas, para ver se a pesca em Setúbal cresce, para podermos puxar pessoas mais novas para a pesca. Se isto continuar assim vamos acabar por deixar de ser uma terra de peixe. Ou melhor, com muito peixe, mas sem gente para o apanhar”. A disparidade entre o preço a que o peixe é vendido em lota e o preço a que chega ao consumidor final é, na opinião de Daniel Ferreira, uma das razões para que em Setúbal as traineiras e os barcos de maiores dimensões tenham diminuído e até em alguns casos desaparecido. Daniel recorda que quando começou a trabalhar no sector da pesca, em Setúbal, existiam entre 40 a 50 traineiras. Existiam mais traineiras do que outros barcos e hoje “já ninguém aposta nas traineiras. Com a venda livre, cada um mete o seu preço. Isto acontece há bastantes anos e aqui em Setúbal foi um dos factores que fez desaparecer estes barcos todos, por não conseguirem combater estes preços. É insustentável. Há peixe que foi a cêntimos da lota e chega às mãos do consumidor a cinco euros”, explica. “Quando começaram a fechar as fábricas conserveiras as traineiras começaram a desaparecer” A indústria conserveira é um factor importante a ter em conta neste caso, uma vez que era para lá que ia grande parte do pescado. “Hoje, se houvesse indústria conserveira na nossa cidade, se calhar tínhamos mais traineiras, havia mais gente a apostar nelas. Tínhamos as melhores conservas, e eram exportadas para todo o mundo, mas quando começaram a fechar as fábricas as traineiras começaram logo a desaparecer”, refere Daniel

Aqui, está a decorrer a congelação do peixe. Quando esta fotografia é tirada, já 10 caixas estão fechadas.

legado e uma história muito profunda em relação à pesca e às fábricas de conserva. A última terminou em 1996. Com o seu fecho, que também era inevitável, com a prática que faziam de exploração desenfreada em relação aos homens e mulheres jovens que trabalhavam de sol a sol, enquanto houvesse peixe… e pagavam miseravelmente”, recorda. “Vivemos de saudosismos, mas era óbvio que com esta política social não havia possibilidades de continuar. A não ser que se fizesse, e é o que se pretende, uma fábrica de conservas com vários produtos associados mas cumprindo os direitos e obrigações dos trabalhadores”, adianta. A Sesibal é uma cooperativa de pescas de Setúbal, Sesimbra e Sines e à conversa com O SETUBALENSE - DIÁRIO DA REGIÃO, Ricardo Santos, o presidente, diz que “a Sesibal já teve cerca de 28 traineiras associadas” e traduz a sua evolução em números. Há 20 anos, tinham 20 embarcações de cerco associadas, cerca de 400 pescadores. Há

Chegaram a existir entre 40 e 50 traineiras em Setúbal. Ricardo Santos, da Sesibal, refere que em 1981 o Rio Sado contava com mais de 200 espécies marinhas. Hoje, não passam das 50.

Fe r r e i ra, da Setúbal Pesca. Também para Ricardo Santos, da Sesibal, este é um tema sobre o qual não podemos deixar de falar quando o assunto é a pesca em Setúbal nos seus três tempos. “Como se sabe, Setúbal tem um

10, existiam 15 embarcações. “Contando o pessoal que anda ao mar e o que está em terra a coser as redes, nesta altura devia rondar os 300 profissionais”, explica. Há 5 anos, Ricardo Santos contava 8 embarcações e 160 trabalhadores. “O presente não suporta o futuro” Com a situação que se vive actualmente, com um conjunto tão forte de restrições à comunidade piscatória, a organização de produtores tem vindo a sofrer muito com a saída dos cooperantes de traineiras de Setúbal e Ricardo Santos aponta a actual política de pescas para a sardinha, que não permite uma rentabilidade diária para custos tão grandes inerentes aos postos de trabalho que representam cada embarcação, como um dos factores que impede que a pesca no nosso país melhore, sem esquecer “a muita sardinha que temos no mar e não podemos apanhar pelas quotas de cada embarcação. Temos vindo a trabalhar muito seriamente para a preservação do futuro mas o presente não suporta o futuro”. Presidente da Sesibal há mais de 30 anos, Ricardo nasceu em Setúbal e começou a ir para o mar com o pai quando tinha 10 anos. “Tenho um conhecimento muito prolongado sobre esta temática, devido à minha actividade do meu dia a dia desde que me lembro. Quando queremos fazer eco-

nomia de rio, os rios são maternidades. Nós tínhamos 220 espécies de peixes no Rio Sado em 1981. Hoje, não temos mais que 50”, conta. Voz activa na defesa da pesca artesanal, a Sesibal pesca, petinga, sardinha, cavala e carapau e é a organização de produtores que detém maior abrangência de poder pescar, desde o Cabo Raso até ao Cabo de São Vicente. Mas, ainda assim, as dificuldades não passam ao lado. Pelo contrário. São, em muitos casos, ainda mais notórios. “Há pescadores do cerco que não ganham salário mínimo nacional, indo para o mar 18 horas por dia. Ou até mais. Nunca sabem quanto tempo será porque vão para o mar e só voltam quando encontrarem o peixe. Muitas vezes não encontram e têm de vir, é inevitável”, refere. Entre a Praia da Saúde e o Parque Urbano de Albarquel, já não existe o estaleiro que em tempos era o local destinado à recuperação e feitura dos barcos, que agora são também feitas em Sesimbra. “Na Docapesca de Setúbal, não temos gelo. A pesca da sardinha é muito específica. Se não levarmos a quantidade de gelo necessário, se desenvasarmos a sardinha para dentro dos recipientes e não pusermos gelo em simultâneo, o peixe chega a terra, fica engravatado e tem menos valor comercial”, explica. “Temos de trabalhar mais e melhor para a qualidade do produto que se coloca à venda. Por isso, temos de


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ter capacidade de resposta às necessidades”, acrescenta. A juntar à ausência do estaleiro e à falta de gelo e de água salgada para vender o peixe, entre as principais críticas apontadas por Ricardo Santos à Docapesca, está o facto de não existir um espaço para as pessoas trabalharem protegidas do sol na descarga do peixe, o horário desajustado que é praticado há 12 anos e afasta compradores para outros sítios e a falta de condições de segurança. “Se os barcos que normalmente fazem a vida da noite chegam a terra às 08h00 da manhã, a lota só abre a partir das oito da noite, como é que essa sardinha é vendida às oito da noite?”, questiona. “Sesimbra tem melhores condições de segurança e funcionamento. A Docapesca de Setúbal deveria ter-se preparado no sentido de

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL pois àquilo que depois vem para o mercado em fresco. Há situações de 500 por cento de mais valia para quem está a vender”. Mas nem sempre aconteceu assim. Noutros tempos, muitos barcos de Peniche vinham até Setúbal vender, a par de embarcações vindas de Sesimbra que chegavam de madrugada. “Setúbal teve sempre mais pescadores do que Sesimbra, que hoje está bem posicionada a nível nacional em termos de venda porque se adaptou a uma nova realidade de venda. Aqui, já tivemos uma lota às 05h00. Vendia-se muita sardinha, muito carapau. Muito peixe. Conseguia manter-se os barcos em actividade porque se vendia peixe”, recorda, referindo que “a lota presta um serviço público. Não é só ganhar dinheiro, tem de prestar esse serviço. Ou então admitir que hajam outros

da reflexão a nível nacional neste sentido”, adianta, considerando que “a maior grandeza de Portugal está no mar e ainda ninguém se debruçou sobre o facto de ao invés de virem outros pescar nas nossas zonas de pesca devíamos ser nós. Não há nenhum país que tenha tanta quantidade de peixe de boa qualidade e que venda tão pouco. Preocupa-me imenso o futuro de Portugal e de Setúbal em particular”. O turismo de Setúbal vive muito do mar. Setúbal vive muito do mar e para provar o nosso peixe vêm pessoas de toda a parte do país e até do mundo. Mas Ricardo Santos deixa o alerta de que para que o peixe apresentado no prato e até antes, no mercado, seja o peixe setubalense é necessário que existam pescadores, empresários, barcos, cuidados e medidas de apoio e pro-

No ano passado, a entidade responsável pela Doca dos Pescadores e pelo edifício do mercado de primeira venda promoveu um conjunto de reuniões “com vista à antecipação do horário do leilão mas não foi possível encontrar uma base de entendimento”. A Docapesca disse ainda a O SETUBALENSE - DIÁRIO DA REGIÃO que tem conhecimento de que “estão em curso conversações entre a Associação Setúbal Pesca e os compradores de pescado com vista à apresentação de uma proposta conjunta para alteração do horário do leilão”. Sobre a falta de segurança, e na sequência de vários acontecimentos que deixaram os pescadores em alerta, “foi instalado um sistema de videovigilância no porto de pesca de Setúbal, que permitiu um reforço na segurança do local”. A Doca-

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proteção da doca, aquisição e manutenção dos passadiços flutuantes, a limpeza e pavimentação da área envolvente e aquisição de caixas para guarda dos aprestos” e garante que “as condições para o desenvolvimento da pesca têm ido ao encontro das solicitações das associações do sector”. Sobre a ida das embarcações setubalenses para Sesimbra, a APSS diz que se tem “verificado uma atracção natural de actividades e embarcações para o porto de Sesimbra, historicamente com maior dimensão e economias de escala, actividade industrial de transformação de pescado e canais de distribuição nacional e internacional”. A entidade que administra os portos de Setúbal e de Sesimbra justifica ainda que, por se ter vindo a orientar mais para funções urba-

Regresso ao Porto de Sesimbra depois da noite no mar. É feita a descarga do peixe para terra, para ser de seguida vendido em lota.

Feito o transporte do peixe para o barco, procede-se de seguida ao seu acondicionamento. “Há sorrisos a bordo”.

se equipar, preparar, até porque Setúbal tem mais acessibilidades que Sesimbra, para que houvesse compradores de outras partes a vir comprar o peixe a Setúbal”, considera. A agravar toda a situação apresentada, está ainda a forma como é realizada a segunda venda, “na qual grande parte do pescado não tem origem de Setúbal mas faz concorrência com o nosso horário. Quando podíamos vender o nosso pescado, mesmo à noite, é a concorrência de uma segunda venda, que também é a única no país a funcionar em horário de lota”. Em relação aos preços, não há regras e esta é uma questão que, a par de Daniel Ferreira, da Setúbal Pesca, também preocupa o presidente da Sesibal: “não há uma defesa ao produtor nem aos tripulantes das embarcações, ou aos pescadores, para que não haja grandes exageros em relação ao preço que resulta da venda em lota comparativamente de-

que intervenham na área de exploração de fazer uma lota, porque a lei obriga a pôr o peixe todo em lota mas tem de haver as devidas condições”. “O futuro só com uma boa política para a pesca” Todos os factores acima mencionados afastam pescadores e armadores, sobretudo os mais jovens, e Ricardo só vê futuro no sector com uma boa política para a pesca. “Antes, ninguém tinha a obrigação de estudar. Os filhos dos pescadores iam para o mar com os pais. Hoje, e bem, não é assim. As crianças vão para a escola. Não vão para o mar, obviamente. Então vão-se molhar todos para ganharem uma mão cheia de nada?”, questiona. “Vendem o peixe a trinta cêntimos e passam pela praça e está a três euros. Ninguém quer ir para o mar assim e tem de haver uma profun-

tecção. “Se não defendermos isto naturalmente que não conseguimos. É muito importante revitalizar a economia da pesca em Setúbal, e é também muito importante que deixem o rio cumprir o seu papel na natureza. É uma maternidade. Querem matar a maternidade porquê?”. Docapesca disponível para alterar horário e responder às necessidades da comunidade Questionada sobre a sua posição face a estas situações, a Docapesca responde que se encontra “totalmente disponível para introduzir as alterações necessárias e responder da melhor forma às necessidades da comunidade a quem presta o serviço público da primeira venda de pescado” e que, para tal, “apenas será necessário que se obtenha um entendimento que satisfaça os armadores e os comerciantes”.

Entre vários momentos de venda, a fotografia mostra o momento em que foi atingido um dos valores mais baixos a que foi vendido o peixe: 2,15€, que o mestre Rui Russo define como “aceitável”.

pesca, que tem vindo a realizar um conjunto de investimentos no porto de pesca num montante global de 344.300€ entre 2016 e 2019 não teve conhecimento de incidentes semelhantes desde então. Neste momento, está a decorrer a reabilitação e pintura do interior do edifício da lota, com vista à melhoria das condições higiosanitárias do estabelecimento e, ainda no decorrer de 2019, será iniciado um projeto piloto do novo sistema de leilão eletrónico do pescado. A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, por sua vez, enquanto autoridade portuária, “tem vindo a melhorar as condições da pesca na Doca dos Pescadores ao longo das últimas décadas, desde a construção do edifício de aprestos e do molhe exterior de

nas e para a relação entre a cidade e o Estuário do Sado, à semelhança do que aconteceu noutros portos, a área envolvente da Doca dos Pescadores de Setúbal não permite “o mesmo tipo de desenvolvimento industrial e operacional que por exemplo o porto de Sesimbra tem tido nesta actividade, tornando-se este último um pólo de atracção na região para este tipo de actividade”.

Agradecimento especial a Rui Canas, presidente da União das Freguesias de Setúbal, por ter sido o ponto de partida para este “barulho da lua” e por nos ter mostrado que para todas as nossas ideias “há sempre um dia para acontecer”.


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Odemira acolhe oficina de turismo de gastronomia e vinhos SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

LOCAL MONTIJO

A Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira, vai receber hoje, entre as 16 e as 18h00, a oficina de capacitação e divulgação dos programas de aceleração do turismo gastronómico e enoturismo – Tourism Up/ Taste Up. A iniciativa é dirigida a “empreendedores

com projectos inovadores que valorizem a Estratégia do Turismo 2027 'Gastronomia e Vinhos', mas também as pessoas, história e cultura dos territórios”, revela a Câmara Municipal. Os empreendedores, salienta a edilidade, “irão participar em dois 'bootcamps' de

aceleração durante o mês de Novembro”. A grande final está “agendada para Dezembro, onde as ideias ou projectos finalistas serão apresentadas ao júri, constituído por pessoas e entidades de reconhecido mérito e experiência na área empresarial e potenciais clientes

e investidores”. No total, segundo a autarquia, serão seleccionadas 18 startups para participar no programa. O vencedor receberá prémios no valor total de 5.500 euros, sendo que os 2.º e 3.º classificados receberão 1.000 e 500 euros, respectivamente.

Poetisa do povo vai pôr tudo em pratos limpos

'A Cantadeira' estreia hoje e vai estar em cartaz até ao próximo domingo

POR MÁRIO RUI SOBRAL

A

bram alas, que a 'poetisa do povo' vem aí. Estreia, estreia. Hoje e amanhã, a partir das 21h30, e ainda no domingo seguinte, pelas 16h00 – para que depois a

saudade demore um pouco mais a surgir –, a personagem Ti Maria Albertina apresentase no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, no Montijo, para dar corpo ao espectáculo “A Cantadeira”, interpretado por Ana Castelo, João Marques Jacinto e, lá está, por Maria Marques Jacinto. Durante 90 minutos, a plateia vai ficar a conhecer mais “uma história que não lembra ao diabo” e que tem como pano de fundo a emigração de Ti Maria Albertina para “Paris de França”, com duplo objectivo na bagagem. “Emigra para tentar a sua

sorte, escrevendo e declamando poesia na comunidade portuguesa residente, e assim livrar-se também do seu filho Alberto Jorge, da sua nora Gracinda Maria e do seu neto Marco Paulo”, pode ler-se na sinopse do espectáculo que tem como protagonista principal a poetisa do povo, do alto dos seus 85 anos, encarnando o papel de viúva de um pescador. Ti Maria Albertina resolveu partir, até porque não podia deixar de estar farta. “Todos viviam da sua mísera reforma e de algum dinheiro que ganhasse a lavar escadas, já que

DIREITOS RESERVADOS

Ti Maria Albertina chega hoje de França para encantar no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida

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o seu filho estava desempregado, e do seu neto pouco se sabia sobre seus projectos e negociatas”. Isto, sem esquecer que a nora “sempre fora dona de casa e não prescindia de modo algum desse seu estatuto, andando sempre muito aperaltada”. O enredo à volta da 'famelga' Mas, depois havia sempre a “extremosa prima Umbelina” que acudia em horas de maior afogo financeiro, disponibilizando a nota, além de ser uma verdadeira amiga e confidente. Em “Paris de França”, por outro lado, lá estava o

primo Norberto e a esposa Brigitte, que lhe haviam prometido guarida e seduzido com a certeza de que a poetisa do povo conseguiria, ali, arrecadar uma boa maquia por invalidez. Entretanto, a Ti Maria Albertina ter-se-á cansado (ou não) e está de volta, como cantadeira, com o intuito de actuar perante o público montijense. A “famelga” está convidada a subir ao palco e não se faz rogada. O “cachet” parece “saber a pato” a Alberto Jorge e Gracinda Maria. Além disso, imaginam que a poetisa do povo deve ter vindo cheia de “pasta” amealhada em solo gaulês e

é mais do que sensato tentar agradar-lhe para ver se “chove algum”. O enredo está montado e entra, a partir de hoje e até ao próximo domingo, em cena com estórias, conversas e canções. A dramaturgia é de Maria Marques Jacinto, a encenação de Faustino Freitas Alves e a direcção e arranjo musical de Filipe José Silva. Luís Grenha (fliscorne) e Filipe José Silva (guitarra) interpretam a música da autoria de João Marques Jacinto e Maria Marques Jacinto. O espectáculo, musical, é dirigido a maiores de seis anos e os ingressos têm um custo de três euros.


SEXTA-FEIRA 27/09/2019

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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SEXTA-FEIRA 27/09/2019

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SEXTA-FEIRA 27/09/2019

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

DEOLINDA ASCENSÃO DOS SANTOS FERNANDES (1937 – 2019) Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Deolinda Ascensão dos Santos Fernandes. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

JÚLIO DE ALMEIDA SÉRGIO

MANUEL JOAQUIM SILVA DOS SANTOS

ANTÓNIO JOSÉ RUFINO DOS SANTOS

(1932 – 2019)

(1941 – 2019)

(1933 – 2019)

Participação e Agradecimento

Participação e Agradecimento

Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Júlio de Almeida Sérgio. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Manuel Joaquim Silva dos Santos. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

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A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de António José Rufino dos Santos. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

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LITORAL ALENTEJANO Prémio para boas práticas que promovem economia circular SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

NEGÓCIOS MOITA

A Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (AEBAL) lançou a 2.ª edição do prémio destinado a reconhecer boas práticas empresariais em projectos, iniciativas, produtos e serviços de promoção e dinami-

zação da economia circular. O período de candidaturas decorre até ao dia 31 de Outubro, através do preenchimento do formulário específico disponível no sítio de Internet da associação.

Podem candidatar-se empresas privadas com sede ou estabelecimento no no Litoral Alentejano ou Baixo Alentejo e os projectos, iniciativas, produtos e serviços a concurso devem evidenciar o impac-

to em termos de economia circular, a reprodutibilidade e escalabilidade, os resultados obtidos e a viabilidade económica e a potencial contribuição para a transição para a economia circular.

GMCon – Gaspena & Marques, Construções e Remodelações, Lda.

“Viemos para ficar com qualidade e seriedade” Com pouco mais de dois anos de actividade a empresa da Margem Sul do Tejo está rapidamente a ganhar uma quota de mercado bastante interessante. Distrito de Setúbal e Lisboa são as zonas preferenciais de actuação. Com uma postura, que os seus responsáveis consideram diferenciadora, a confiança num futuro risonho é total

POR LUÍS PESTANA FOTOS ALEX GASPAR

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edro Marques e Ângelo Silva dois amigos de longa data, e com vasta experiência no ramo da construção civil, uniram esforços e vontades e criaram a GMcon decorria o ano de 2017. Uma decisão ponderada e tomada depois de terem a certeza de que havia espaço para o projecto poder vingar. “Desde o início que essa tem sido a nossa postura. Analisar a fundo cada passo que damos”, começou por frisar Pedro Marques em entrevista concedida a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO. Depois de um início com os “serviços mínimos” rapidamente a GMcon começou a ganhar dimensão ao ponto de hoje em dia ter um quadro de pessoal efectivo com nove trabalhadores, (11 no total com os dois gerentes incluídos) uma frota de veículos alargada, todo o equipamento próprio necessário (andaimes, ferramentas portáteis, desde o mais pequeno artigo ao de maior dimensão) para fazer face ao trabalho que oferece aos seus clientes, um estaleiro em Brejos da Moita e escritório na vila da Moita.

GERENTES. Angêlo Silva e Pedro Marques são os rostos visiveis da empresa localizada na vila da Moita

Pedro Marques começou por confessar que o crescimento da empresa neste espaço de tempo acabou por ser surpreendente. “Basta ver em termos de equipamento e de pessoal”. O segredo para este crescimento físico, explica, está na forma de gestão implementada. ”O lucro gerado tem vindo sempre a ser investido na própria empresa. O balanço que fazemos até agora é bastante positivo com um crescimento muito mais acentuado do que estávamos à espera”. Mas a este crescimento relâmpago não é indiferente o actual cenário positivo que atravessa o ramo da construção civil e imobiliário, admite Pedro Marques. “Os mercados da construção civil e imobiliário atravessam um bom período. Voltou-se ao negócio da compra e venda de imóveis e isso ajudou ao nosso crescimento. Por outro lado a nossa abertura ao sector das obras públicas também aumentou o volume de trabalho da empresa”.

“Não nos interessa apenas a cosmética, o importante é que no fim da obra, além de estar bonita tem de estar bem executada. Com qualidade. Com os melhores materiais” Mas para a GMcon se estar a impor numa área tão competitiva, Pedro Marques, realça a postura com que a empresa se posiciona no mer-

cado. “Em primeiro lugar acho que praticamos preços justos. Depois penso que nem todas as empresas têm a maneira de estar que nós temos. A GMcon disponibilza aos seus clientes pelo menos dois técnicos, dois engenheiros civis, para além da minha experiência e a do Ângelo em obras”. Pedro Marques num tom mais incisivo esclarece o mercado e deita um olhar a “alguma concorrência”. Na GMcon, afirma, “Não nos interessa apenas a cosmética, o importante é que no fim da obra, além de estar bonita tem de estar bem executada. Com qualidade. Com os melhores materiais. Sabemos que algumas procuram o material mais barato de forma deliberada e outras por pura falta de conhecimento de alguns produtos disponíveis no mercado. Outro pormenor que faz a diferença; já fomos chamados algumas vezes a terminar obras iniciadas por outros por motivos diferentes. Aqui na GMcon o telefone é sempre atendido, antes, durante e depois do tra-

balho feito. Essa é uma garantia que damos de forma muito responsável”. Por estas razões, Pedro Marques confia firmemente que “estamos para ficar de pedra e cal neste mercado”. As zonas de actuação preferenciais da GMcon são o Distrito de Setúbal e Lisboa. O gerente da empresa explica porquê. “No momento temos noção até onde podemos ir. Nas obras públicas tentamos ser criteriosos, não adianta responder a um concurso que nos vai obrigar a montar uma estrutura que não existe e finda a obra podemos mantê-la ou não. Queremos contar com as pessoas, para estarem connosco ao longo do tempo. Não queremos descartar ninguém”. A carteira de clientes inclui o sector privado e obras públicas. No momento o peso na actividade é praticamente equiparado. Um cenário que os responsáveis querem que se mantenha. “A obra pública dá-nos a garantia de trabalho por mais tem-


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NEGÓCIOS

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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MOITA. Construção da nova sede da Junta de Freguesia

BI Da remodelação à construção

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MOITA. Pintura de fachadas na Rua de Angola

po (pode ir por vezes até 12 meses). A particular é mais curta (máximo três meses) mais desgastante mas que se consegue gerir com um pouco menos de recursos do que a obra pública. São por isso áreas distintas. Um cenário de 50/50, um pouco ‘inclinado’ para o privado é o ideal para nós”. Para o futuro a confiança em manter e reforçar a posição no mercado PUBLICIDADE

é forte mas a prioridade vai para a mudança para uma nova casa. “Neste momento estamos a sofrer as chamadas ‘dores de crescimento’. O nosso escritório já se tornou exíguo para as exigências que o volume de trabalho requer. Queremos mudar para um espaço amplo e funcional. Estamos a trabalhar nesse sentido e em breve isso será uma realidade”.

LISBOA. Pintura de fachadas efectuada na Avenida da Igreja

área de influência da GMcon é vasta: Construção de edificios (residenciais e não residenciais), construção de outras obras de engenharia civil, preparação dos locais de construção, instalações eléctricas, instalação de canalizações, instalação de climatização, outras instalações em construções, estucagem, montagem de trabalhos de carpintaria e caixilharia, revestimento de paredes e de pavimentos, pintura e colocação de vidros, outras actividades de acabamentos de edificios, actividades de colocação de coberturas e outras actividades especializadas de construções diversas e remodelações


18 NEGÓCIOS

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

MONTIJO Ano de 2019 fica marcado por muitas novidades na actividade da empresa

Grupo Montalva/Izidoro: nova imagem, mais produtos e mercado alargado A centenária empresa do Montijo não pára de surpreender. O investimento nas suas unidades no centro e sul do país é constante. A inovação na oferta é encarada quase como uma missão. Na vertente exportação, a partir deste ano, a carismática Izidoro ganhou mercado na China e Coreia

POR LUÍS PESTANA FOTOS ALEX GASPAR

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011 foi um ano marcante para este gigante português do sector de actividade pecuária. Depois de um período em que não passou incólume à crise financeira, que assolava o país na altura, encetou o caminho da recuperação. O primeiro passo foi dado com a nomeação de Luís Rodrigues como novo CEO do Grupo Montalva/Izidoro. Com a sua experiência como gestor e profundo conhecedor do mercado, renovou equipas de trabalho, definiu prioridades e estratégias. Passados oito anos o Grupo Montalva/Izidoro alargou a sua influência no mercado nacional, lançando novos e inovadores produtos. O ano de 2019 fica marcado por três momentos de capital significado: Foi lançada nova imagem de marca, de uma empresa centenária, mais consentânea com os novos tempos “piscando” assim também o olho às novas gerações; O investimento no âmbito da política ambiental do Grupo Montalva/Izidoro, para datar quatro das suas unidades industriais com painéis solares fotovoltaicos. As instalações localizadas no Montijo, Torres Novas, Milharado e Santarém vão beneficiar de um investimento de cerca de 3 milhões de euros para a instalação de unidades de produção de energia renovável para autoconsumo (UPAC), fruto da parceria a 15 anos estabelecida com a Helexia; Sendo um dos principais players no mercado nacional, o Grupo Montalva/Izidoro, também tem vindo a ga-

LUÍS RODRIGUES. CEO mostra alguns dos produtos Izidoro, com a nova imagem recentemente adoptada

nhar quota na exportação. Espaço que alargou este ano com a produção para a China e Coreia. O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO falou com Luís Rodrigues. O CEO da empresa localizada n Montijo mostrou-se satisfeito com a realidade actual e optimista em relação ao futuro. Neste ano de 2019, até ao momento, quais são os pontos altos na actividade da empresa? A Izidoro, marca com mais de 100 anos de história, apresenta agora um novo logo e uma nova assinatura, “Somos Criadores”, que reflete a sua identidade 100% portuguesa, especialista a trabalhar a carne e que está presente do prado até ao prato de forma apaixonada, assegurando por isso qualidade e sabor em tudo o que faz. Reforçámos o nosso papel de líderes da inovação na categoria, com novos produtos assentes em benefícios funcionais que respondem às tendências de consumo. Neste contexto, lançámos soluções em três eixos diferentes, uma que

“lançámos soluções em três eixos diferentes, uma que vem reforçar a nossa oferta mais saudável, outra que explora o eixo da funcionalidade e outras ainda que exploram a vertente da conveniência e das refeições rápidas” vem reforçar a nossa oferta mais saudável, outra que explora o eixo da funcionalidade e outras ainda

que exploram a vertente da conveniência e das refeições rápidas, tudo dentro das 3 categorias da marca Izidoro, Talho, Charcutaria e Mercearia. Investimos nas pessoas, através da formação para aumentar as suas competênciase do recrutamento de mais pessoas para diferentes áreas da organização. Investimos na qualidade dos nossos produtos,nas nossas unidades industriais de forma a assegurar certificações de qualidade mais exigentes. Crescemos significativamente as vendas de carne cuvetizada, afirmando a nossa liderança neste mercado. Mantemos o volume de negócios apesar da conjuntura adversa , fruto da nossa solidez e das nossas iniciativas. Até ao final do ano as expectativas são de manutenção do actual cenário ou há margem para alguma surpresa? A nossa inovação vai chegar a mais consumidores, por via do aumento da distribuição dos produtos.O volume de negócios vai cres-

cer e a marca Izidoro vai ganhar quota de mercado. Vamos obter mais uma certificação de qualidade muito importante. Em termos de evolução do preço da matéria prima (porco), não existe espaço para surpresa, uma vez que o aumento no segundo trimestre foi muito grande. Que análise faz do mercado actual? Em termos positivos destacaria três pontos: o mercado de carne fresca cresce em volume (5%) e ainda mais em valor (7%), quer em bovino quer em suíno;O preço da carne de porco estabilizou nos últimos dois meses;O mercado tem que se reinventar e as empresas que melhor estiverem preparadas para essa mudança, são as que vão vencer. Estamos certos que temos a proactividade e flexibilidade necessária para acompanhar as novas tendências. Pelo lado negativo quatro observações: as categorias de fiambre e salsichas registam quedas em volume superiores a 3% e 1,5%, res-


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Qual particularidade que, no global, define a Montalva e a faz diferente de toda a concorrência? Somos uma empresa 100% portuguesa com mais de 100 anos de história, especialista a trabalhar a carne, do prado ao prato. Temos a cadeia de valor integrada desde a alimentação animal até ao produto final, desde carne fresca (embalada e em peça) a carne transformada (fiambre a salsichas).Fazemos produtos alimentares, por isso trabalhamos com pessoas e para pessoas. Um dos exemplos mais re-

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OPINIÃO

pectivamente; a categoria de transformados não se reinventa e perde consumidores; acrescente preocupação com a alimentação saudável e com tendência para consumo de produtos menos transformados. E, finalmente, está na moda dizer que a carne faz mal, quer pelo efeito da sustentabilidade ambiental quer pelo efeito na saúde. A relação do Grupo Montalva com as comunidades onde estão inseridas cada uma das suas unidades é bastante referenciada no exterior. No Montijo 56% dos colaboradores residem no concelho. Na prática que diferença faz esta realidade? Para nós é muito importante construir comunidades mais fortes, com melhores condições de vida e issopassa, por exemplo, por ter emprego próximo do local de habitação. Por outro lado estamos a contribuir para o desenvolvimento do país fora dos grandes centros urbanos. Outra das vantagens tem que ver com a nossa política ambiental e com a pegada ecológica, quanto menor for a distância entre a casa e o trabalho, menor será o impacto em CO2. A principal diferença está na forma como as pessoas sentem a empresa e as suas marcas. Há um maior compromisso e orgulho.

NEGÓCIOS

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

A Península de Setúbal é rica ou potencialmente rica?

CALDEIRA LUCAS Consultor

“A nossa inovação vai chegar a mais consumidores, por via do aumento da distribuição dos produtos. O volume de negócios vai crescer e a marca Izidoro vai ganhar quota de mercado” centes foi o recente investimento na produção de energia solar. O Grupo Montalva assume claramente a imagem de uma empresa inovadora. Pode dar exemplos práticos que sustentem essa posição? Para a marca Izidoro a inovação tem sido o principal factor de crescimento da marca, representando mais de 10% do volume de vendas.

Para 2019 os nossos objectivos de inovação são ainda mais ambiciosos. Reconhecendo que a qualidade e o sabor são os pilares base dos nossos produtos, este ano a Marca reforçou a sua oferta com soluções que vão ao encontro das tendências de mercado e das necessidades dos seus consumidores. Concretamente lançamos: na gama bem estar e em salsichas e fiambre – um conjunto de produtos menos calóricos, Fiambre Perna Extra e Fiambre Peito de Peru, com fatias finas de 110g, em que cada fatia de fiambre tem apenas 8 Kcal. No segmento Salsichas, cada frasco apresenta 5 salsichas 100% Peru com apenas 22 Kcal por salsicha, ou 100% Porco com apenas 30 Kcal por salsicha. Ainda na gama bem estar, lançámos em frescos os hamburgueres mistos com vegetais, espinafres e cenoura. Na gama mainstream, lançámos fiambres e salsichas com mais 30% de proteína. Associado a conveniência e praticidade lançámos subgama de Cubos de fiambre e bacon e umas cuvetes de carne fresca com blisters de molho Paladin incluídos.

Em 1995 a região já divergia da Europa e, em 2016, tinha atingido o lugar de quarta mais pobre do país

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riqueza de uma região decorre do valor das suas riquezas naturais e dos seus valores humanos. Que qualquer região não conseguirá viver só e apenas de um sector de actividade económica, por exemplo do Turismo, concordo em absoluto. Mas, no conjunto das NUT III (a Península de Setúbal deixou de o ser administrativamente, a partir da Lei 75/2013 que tem contribuído para continuar a afetar os seus indicadores sócio-económicos): Em 2016, em relação às 25+2 NUT´s III, a “escondida” Península de Setúbal é 24ª no PIB e 21ª no VAB, medidos per capita, quando outrora foi terceira económica e a primeira industrial. No limiar do século XX (1995) a Península de Setúbal era já a região de Portugal que mais divergia (negativamente) da média Europeia, em parte pela forma discriminatória como tem sido tratada. Honrosa excepção feita à Autoeuropa, mas que também bastante tem favorecido outras regiões a norte em matéria de desenvolvimento. Se juntarmos o fecho da Renault e a deslocalização de “clusters” industriais nascidos na região de Setúbal (Indústria automóvel”, cortiça, etc) a comparação é ainda mais complexa. Em relação ao Poder de Compra pc (per capita), a Península de Setúbal está abaixo da média do Continente, tendo diminuído 5,8% entre 1993-2015. Quando o Continente só desceu 1,1%.

E quando as outras regiões subiram: Norte: 12,7%; Centro: 21,8%; Alentejo: 27,6%; Açores: 26,5%; Madeira: 29,7%. Esta regiões recebem maiores apoios comunitários e comparticipações nacionais. Palmela (mesmo com a Autoeuropa); Sesimbra, Seixal e Moita tem poder de compra abaixo da média continental: Os concelhos da região com poder de compra acima da média continental são Sines (efeito do porto e complexo industrial), Alcochete e Montijo (graças ao efeito PVG, para onde vieram residir quadros superiores da margem norte, bem pagos), Setúbal (tradicionalmente industrial se bem que à custa de indústrias de alguma forma poluentes, e o seu porto), e Barreiro (IC21, PVG, Soflusa, histórico Industrial). Mas, dado a Península de Setúbal ser hoje o maior dormitório-satélite de Portugal, se considerarmos os custos, económicos, sociais e ambientais a que estão sujeitos os mais de 230 mil (cerca de 2/3 da população activa) residentes da Península de Setúbal que diariamente têm que se movimentar para a margem norte, o seu “poder de compra” será na realidade ainda mais baixo. Estas discrepâncias terão muito a ver com os recursos, per capita, que essas regiões receberam em apoios comunitários e comparticipações nacionais, em relação à Península de Setúbal, desmotivando investidores. Por exemplo, no Portugal 2020, a Península de Setúbal recebe só 1%, apesar de ter 8% da população de Portugal. Factos que obviamente influenciam outros indicadores sócio-económicos a jusante, também em desfavor da Península de Setúbal. Aproveito para comentar a postura do cabeça de lista do “Nós, Cidadãos”: Quem lhe facultou a metodologia e muitos dos valores, que ele acrescentou, foi um trabalho coletivo do MPS-Movimento Pensar Setúbal, informação que, aliás, na altura agradeceu, como o comprovam vários artigos de antes e depois, saídos nos jornais regionais mais significativos, rádio local e no Facebook. Salvo melhor opinião, ao contrário do espírito de cidadania que defende, não me parece curial o seu uso político, quando outros membros de outros partidos, também candidatos às próximas eleições legislativas, num espírito de sincera cidadania, também o fizeram.


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Hoje ao início da tarde

Alcochete assinala Dia do Turismo e apresenta festival a bordo do Bote Leão

SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

SOCIEDADE

A Câmara Municipal de Alcochete assinala hoje o Dia Mundial do Turismo com um passeio a bordo da embarcação Bote Leão, iniciativa que, em simultâneo, servirá ainda para a apre-

sentação do “Festival Fado Convida”, que a autarquia vai promover a 12 e 13 de Outubro próximo e que juntará, entre outros, nomes como Ricardo Ribeiro, Matilde Cid, Ângelo Frei-

re, Sara Correia, António Pinto Basto e Bruno Chaveiro. Durante o passeio, que tem início às 13h00 na Ponte Cais, será degustada uma caldeirada à fragateiro, confeccionada pelo res-

taurante Barrete Verde, e haverá ainda um momento de fado, protagonizado por Sara Correia, que abrirá o apetite para o festival que terá lugar na segunda semana do próximo mês.

Mostra de pintura e desenho de José Luís Aguilar é inaugurada amanhã

São 59 os quadros da autoria do artista montijense que vão poder ser apreciados pelo público até 30 de Novembro. Duas das obras homenageiam a vila alcochetana

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Exposição promete iluminar Fórum Cultural de Alcochete com cores vivas

POR MÁRIO RUI SOBRAL

Entre a Obscuridade e a Dispersão da Luz” dá nome à exposição de José Luís Aguilar, composta por 59 quadros, a óleo, acrílico e desenho, que vai ser inaugurada amanhã, pelas 16h00, no Fórum Cultural de Alcochete. “É uma exposição onde podemos observar a obscuridade e o desmembramento que vai oscilando entre um m registo épico e surrea-lista”, resume José Luíss Aguilar, 66 anos, resi-cdente no Montijo, caracterizando de seguida oss trabalhos que integram m a mostra e que vão estar ar patentes ao público noo principal equipamento to cultural do concelho alcochetano até 30 de Noovembro próximo. “São imagens com m sentido poético, explolorando o artifício da técécnica, e retratando corpos os partidos pelas horas das amarguras da vida”, frisa o autor, adiantando: “É uma exposição de cores res vivas e luminosas, envolviolvidas na obscuridade e dis dispersão da cor e sempre criadas no zénite do meu êxtase.” Inicialmente, estava prevista a apresentação de 71 obras de arte na exposição, mas o número acabou por ser emagrecido em uma dúzia “por razões estéticas”, expli-

Talento premiado em Setúbal e na Figueira da Foz O valor dos trabalhos artísticos criados por José Luís Aguilar tem vindo a ser reconhecido, não só por admiradores como

também por apreciadores do sector cultural. A medalha de bronze conquistada na exposição Black and White, Galeria Mário Silva, na Figueira da Foz, em Maio deste ano, e a menção

dando: “São [eles] a figura de um campino e uma vendedora de castanhas (quentes e boas)”.

mais tarde. “Voltei à pintura em 2010, quando ingressei na Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo completado o 4.º ano de Pintura”, lembra, acrescentando: “Entre 2014 e 2017, leccionei 'Desenho e Pintura' na Universidade Sénior do Montijo e fui ainda co-autor do livro '10 anos da Universidade Sénior do Montijo'”. A pintura e o desenho absorvem uma boa parte do tempo diário a José Luís Aguilar, constituindo hoje em dia a sua principal ocupação. “Por razões de saúde fui forçado a aposentar-me. A partir dessa al-

O início, o regresso e a dedicação total ca o autor autor, que não esconde predi predilecção por um par de quadros. “O meu destaque vai para dois trabalhos que estão fora do contexto da exposição e que se destinam a homenagear a vila de Alcochete e a época do ano em que nos encontramos”, admite, desven-

José Luís Aguilar deu os primeiros passos na arte da pintura e do desenho em 1997 na Escola do Arco em Lisboa, que frequentou até 2000. Porém, o artista natural de Vila Nova da Barquinha só viria a retomar o trajecto no mundo das artes cerca de uma década

honrosa de ouro arrecadada no 1.º Salão Internacional de Arte de Bolso em Setúbal, em 2013, são apenas dois exemplos que comprovam o talento que o artista transporta para as telas. tura fiz do desenho e da pintura a minha principal actividade, à qual dedico, em média, cinco a seis horas de trabalho diário”, conta. Às mostras individuais, o artista tem também juntado participações em “várias exposições colectivas” e mostra regozijo por ter “diversas obras em colecções particulares, tanto em Portugal como no estrangeiro”. Amanhã, no Fórum Cultural de Alcochete, José Luís Aguilar volta a engrossar a 'tela curricular' com a inauguração da exposição “Entre a Obscuridade e a Dispersão da Luz”.


SEXTA-FEIRA 27/09/2019

MONTIJO

SOCIEDADE

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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No Dia Mundial da Música

Inauguração vai contar com a participação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Vereadora Sara Ferreira sublinha o reconhecimento da autarquia ao maestro e a valorização do espaço público

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Câmara homenageia Jorge Peixinho com mural de artista setubalense

POR MÁRIO RUI SOBRAL

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ai ser pela criatividade do artista setubalense João Samina que a Avenida Maestro Jorge Peixinho, no Montijo, passará a apresentar a imagem de um dos vultos maiores da música contemporânea portuguesa, reforçando a perpetuação da memória de um filho da terra. Na próxima terça-feira, pelas 18h00, a Câmara Municipal vai assinalar o Dia Mundial da Música com a inauguração do “Mural Maestro Jorge Peixinho”, que vai enriquecer a fachada de um edifício localizado na avenida que já ostenta o nome do compositor.

A autarquia associa-se às comemorações da data com uma iniciativa que pretende distinguir o maestro montijense – também patrono da prin-

cipal Escola Secundária na cidade – e que vem valorizar o espaço público. “Este mural representa um reconhecimento ao percurso do maestro

Jorge Peixinho na área musical, enquanto montijense, e ao mesmo tempo constitui um elemento de valorização de arte urbana”, disse Sara Ferreira,

vereadora responsável pelo pelouro da Cultura na autarquia montijense. A inauguração vai contar com a actuação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, que foi fundado em 1970 precisamente por Jorge Peixinho juntamente com outros músicos portugueses. Jorge Peixinho, recorde-se, nasceu no Montijo em 1940, terminou o curso superior de piano no Conservatório Nacional em 1958 e viria a falecer a 30 de Junho de 1995. Considerado um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, teve “um papel fundamental na actualização do panorama musical nacional entre 1961 e meados da década de 80 do século passado”, lembra o município, em nota de Imprensa. O compositor foi amplamente premiado ao longo da carreira, sendo inclusivamente galardoado com a Medalha de Ouro pela Câmara Municipal do Montijo em 1991. A execução do mural de homenagem a Jorge Peixinho está a cargo do “street artist” João Samina, que já colaborou em projectos como “Tour Paris 13” (França) e “Arturb” (Algarve) e com marcas de renome mundial, casos da Nike e da Heineken.

Modelscala ocupa Pavilhão do Esteval este fim-de-semana

A 18.ª edição do evento deverá juntar mais de uma centena e meia de modelistas de seis países e um total de 800 peças

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Montijo volta a ser capital do modelismo

POR MÁRIO RUI SOBRAL

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ão esperados mais de 150 modelistas, oriundos de seis países, e um total de 800 peças em exposição e submetidas a concurso, durante este fim-de-semana (amanhã e domingo), na 18.ª edição do Modelscala, a ter lugar no Pavilhão Municipal n.º 2 (Esteval), no Montijo. As entradas são gratuitas. O evento anual, organizado pela Associação de Modelismo do Montijo,

é tido como o maior do género realizado em Portugal, revela a Câmara Municipal, em nota de Imprensa, sublinhando que esta edição não constituirá excepção. A autarquia sustenta com números – que considera “elucidativos” – a dimensão que o certame já alcançou.

“São mais de 150 modelistas de Portugal, Espanha, Bélgica, França, Itália e até da Venezuela, 800 peças em exposição/concurso e a expectativa de [atrair] dois mil visitantes.” Este ano, a sétima arte servirá de mote. “Sempre procurando manter a qualidade e a diversidade do

evento e, simultaneamente, com a preocupação de introduzir novidades, este ano o Modelscala tem como tema especial o cinema, permitindo a criação de uma exposição bastante abrangente”, revela o município, adiantando que será ainda dada atenção particular ao modelismo

de veículos civis. O certame, como vem sendo habitual, vai contar com “uma área expositiva” e uma outra “comercial”, onde estarão presentes “lojas da especialidade, tanto portuguesas como espanholas”. A iniciativa vai ainda contemplar “workshops gratuitos com formadores de qualidade”, acrescenta a autarquia. Criada em 3 de Setembro de 1998 – “por um grupo de amigos modelistas” –, a Associação de Modelismo do Montijo tem dinamizado inúmeras iniciativas, com o intuito de promover a modalidade. Em 2000, enquadrado nessa estratégia, salienta a edilidade, a associação iniciou o Modelscala, que “rapidamente se transformou no evento modelístico de referência em Portugal”. O Modelscala pode ser visitado amanhã, das 15h00 às 20h00, e no domingo, das 10h00 às 16h00.


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JUNIORES

Campeonato Nacional da 1.ª Divisão

Amora defronta Sporting na Academia de Alcochete

SEXTA-FEIRA, 27/09/2019

DESPORTO

Amanhã, sábado, dia 28 de Setembro, realiza-se mais uma jornada dos campeonatos nacionais de juniores. Para a 7.ª jornada da zona sul do campeonato nacional da 1.ª divisão o Amora, motivado

pela vitória obtida na jornada anterior sobre o Belenenses, desloca-se ao Stadium Aurélio Pereira, em Alcochete, para defrontar o Sporting, pelas 11 horas, e o Vitória FC recebe o Tondela, pelas 15

horas. Na 2.ª divisão, o Olímpico do Montijo é a única equipa da região a jogar em casa com o Linda-a-Velha. As restantes actuam todas na condição de visitantes, com o Cova da Piedade a des-

locar-se a Oeiras e o Barreirense a viajar até ao Campo n.º 3 do Estádio Pina Manique para defrontar o Casa Pia. Todos os jogos, relativos à 6.ª jornada, têm início marcado para as 15 horas.

Defesa Sílvio afirma que o Vitória tem trunfos para surpreender amanhã (19 horas) o Benfica

Reencontro com as águias tem um significado especial para o jogador que celebra o seu 32.º aniversário na Luz

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“Podemos fazer um bom jogo e trazer pontos para Setúbal” POR RICARDO LOPES PEREIRA

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Vitória FC defronta amanhã, a partir das 19 horas, o Benfica, em partida da sétima jornada da I Liga. Sílvio, defesa que representou o Benfica entre 2013/14 e 2015/16, confessa que o reencontro com a antiga equipa numa casa que já foi sua será “especial”, mas, ao mesmo tempo, garante que tudo irá fazer para ajudar os sadinos a roubar pontos às águias. “É uma casa que conheço muito bem, toda a gente me conhece no Benfica, mas, como profissional de futebol, sou jogador do Vitória e vou fazer tudo para trazer pontos para Setúbal”, diz o jogador que celebra amanhã o seu 32.º aniversário.

Vitória e Benfica medem forças no sábado. O que espera do encontro do Estádio da Luz? Vai ser um jogo muito complicado contra uma grande equipa. O Benfica tem muita qualidade, grandes jogadores e jogam em sua casa. Vai ser extremamente difícil, mas nós também temos os nossos trunfos. Temos vindo a defender muito bem e, se isso acontecer no jogo e tivermos a calma necessária com bola, podemos fazer um bom jogo e trazer pontos para Setúbal. Curiosamente a partida acontece no dia em que celebra o seu aniversário. Pontuar seria um bom presente? Faço 32 anos no dia do jogo e seria uma prenda boa. Não esperamos facilidades nenhuma do Benfica e só podemos trazer pontos para Setúbal se tivermos concentrados durante o jogo todo. O Vitória tem tido consistência de-

SILVIO. Defesa sadino espera fazer um bom jogo frente ao Benfica no dia em que comemora 32 anos de idade

fensiva, mas no ataque a eficácia não tem sido a mesma. O que tem faltado para colmatar essa lacuna? Temos estado muito bem a nível defensivo e falta-nos mais calma na parte de ter bola e na finalização. Pode ser que quebremos esse jejum de golos na Luz. Não vai ser fácil, mas nada é impossível no futebol. O reencontro com a equipa onde fez a formação e se sagrou tricampeão nacional [entre 20113/14 e 2015/16] é especial? Sim. É uma casa que conheço

muito bem, toda a gente me conhece no Benfica, mas, como profissional de futebol, sou jogador do Vitória e vou fazer tudo para trazer pontos para Setúbal. Mantém uma ligação estreita com alguns jogadores do Benfica, como Pizzi, já falaram sobre o jogo? Tenho uma ligação muito próxima com três ou quatro jogadores do plantel actual do Benfica. Falamos em tom de brincadeira: eu quero ganhar o jogo e eles também. Antes destes jogos não há conversas sérias. Eles

não me dizem que vai jogar e eu também não lhes digo a eles, por exemplo (risos). Qual tem sido o segredo da defesa para sofrer poucos golos [baliza ficou a zeros em cinco das seis jornadas realizadas]? É o trabalho diário que fazemos durante a semana e temos levado para o jogo. Temos estado muito bem no processo defensivo e temos de melhorar o ofensivo para começar a fazer golo. O foco no processo defensivo não

vos tem tirado disponibilidade na frente? Passamos muito tempo do jogo sem bola e a defender. É verdade que isso nos tira um pouco de caudal ofensivo, mas temos de ver a realidade da nossa equipa que tem defendido muito bem. Nas últimas duas jornadas actuou a lateral-direito depois de nos jogos anteriores ter estado no lado direito. Qual das posições prefere? Sinto-me mais confortável a lateral direito, mas fiz tantos anos como lateral esquerdo que jogo onde o treinador mais precisar. Quais os principais perigos do Benfica? É uma grande equipa, jogam em casa e têm jogadores muito rápidos na frente. Têm jogadores no meio campo que os servem muito bem. O principal perigo na Luz é a qualidade dos jogadores e a rapidez que têm nos processos. Raul de Tomás e Seferovic são uma dupla com poucos golos. É um dado que tranquiliza ou todo o cuidado é pouco? Todo o cuidado é pouco até porque o Seferovic começou a marcar nos últimos jogos. Além disso, se não marca o Raul de Tomás ou o Seferovic têm Rafa, Pizzi e tantos jogadores que podem fazer golos. Se Raúl de Tomás ou Seferovic não marcarem golos têm jogadores perigosíssimos que podem também fazer a diferença. O que vos pediu o treinador Sandro Mendes para fazerem neste jogo? Não há uma estratégia especial. É sermos nós próprios e meter no jogo o que temos treinado. Temos de estar bem no processo defensivo e termos mais calma com bola no processo ofensivo e tentar fazer golo. Quais os seus objectivos para a presente temporada? Tenho os mesmos que tive quando aqui cheguei na época passada. Quero ajudar o clube a atingir os seus objectivos e fazer o máximo de jogos possíveis. Estou satisfeito com a minha prestação, não tenho tido lesões e tenho feito os minutos todos. Quando assim é sentimos crescer.


SEXTA-FEIRA 27/09/2019

DESPORTO

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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TAÇA AF SETÚBAL Fase de grupos está perto do fim

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Alfarim recebe C. Piedade “B” num dos jogos mais importantes da jornada

TAÇA DE PORTUGAL

2.ª eliminatória joga-se no domingo

Prova rainha do futebol nacional traz equipas da II Liga à nossa região Estoril joga no Pinhal Novo, Leixões em Alcochete e Cova da Piedade em Sines. A competição vai levar também o Olímpico do Montijo a Coruche e o Desportivo Fabril a Beja para defrontar o Penedo Gordo, enquanto o Amora recebe o S. João de Ver POR JOSÉ PINA

P

inhalnovense, Alcochetense e Vasco da Gama de Sines, embora joguem em casa, são as equipas da região com a tarefa mais complicada na segunda eliminatória da Taça de Portugal, que se disputa este fim-de-semana. Todas elas jogam no domingo, as duas primeiras às 15 horas e a última que terá transmissão televisiva, no Canal 11, às 16h 45m. No Pinhal Novo, a equipa local recebe o Estoril, terceiro classificado do Campeonato da II Liga, que vem de uma série positiva de quatro vitórias. A diferença de escalão e de valores joga a favor da equipa da linha que se apresenta claramente como favorita. Mas, como é evidente, o Pinhalnovense vai entrar em campo disposto a contrariar a tendência porque também tem alguns argumentos, sendo um deles o facto de ainda não ter perdido qualquer encontro neste

início de temporada. Alcochetense sonha Em Alcochete, a diferença ainda é maior porque uma equipa joga no campeonato distrital e a outra no campeonato da II Liga. O Alcochetense, que tem um grupo muito interessante de jogadores, reconhece a superioridade do Leixões mas, como não há vencedores antecipados, o clube sonha com a possibilidade de poder causar sensação numa prova de características muito próprias. Se o vai conseguir ou não, não sabemos, mas uma coisa é certa, que vai dar o máximo para alcançar um resultado positivo, não temos dúvidas porque a raça alcochetana é muito forte. Motivação extra em Sines O Vasco da Gama, a viver ainda momentos tristeza devido a falecimento do seu presidente, recebe no Estádio Municipal de Sines o Cova da Piedade, equipa do mesmo distrito mas de escalão diferente porque o V. Gama é do distrital e o Cova da Piedade é da II Liga. Este é mais um jogo em que o favoritismo recai para a equipa visitante. Por isso, compete aos pupilos de Jorge Coelho fazerem tudo para dar a volta à situação. O facto de o jogo ser transmitido em directo pela televisão poderá funcionar como motivação extra. Fabril joga em Beja As restantes equipas da AF Setúbal

vão ter com toda a certeza uma missão mais facilitada porque defrontam adversários de escalão inferior. O Desportivo Fabril, uma das equipas repescadas, desloca-se a Beja para medir forças com o Penedo Gordo que na primeira eliminatória afastou da competição o Praia de Milfontes. Com maior ou menor dificuldade, tudo indica que a equipa do Barreiro vai seguir em frente na competição porque dispõe de um plantel com mais qualidade. Olímpico estreia novo treinador O Olímpico do Montijo que estreia o seu novo treinador, Paulo Jorge Bento, de 55 anos, ex-Vitória de Sernache, joga em Coruche contra uma equipa do distrital de Santarém. Embora não esteja em alta neste início de época tudo aponta para que possa trazer a vitória para casa, a não ser que aconteça algo de anormal como aconteceu nos Açores onde foi eliminado pelo Rabo de Peixe. Amora com treinador provisório No Estádio da Medideira, o Amora recebe o S. João de Ver, equipa do distrital de Aveiro, numa partida em que será orientado interinamente por Pedro Cruz, treinador da equipa de juniores que substitui de forma provisória Pedro Russiano que abandonou o cargo o no início da semana. O Amora não tem estado muito bem neste início de temporada mas tem argumentos mais que suficientes para continuar em prova.

A

fase de grupos da Taça AF Setúbal – Joaquim José Sousa Marques prossegue no próximo domingo com a realização da 4.ª jornada que já vai definir algumas posições relativas ao apuramento para a segunda fase da competição. POR JOSÉ PINA Na Série “A”, onde o Alcochetense já garantiu a passagem à fase das eliminatórias, esta será uma jornada extremamente importante para qualquer uma das quatro equipas que vão estar em competição porque todas elas têm ainda possibilidade de alcançar o objectivo. Na Série “B”, que é liderada pelo Sesimbra, apenas o Lagameças, que ainda não obteve pontos, parece estar sem hipóteses. De resto, tudo continua em aberto. Na Série “C” o equilíbrio é grande e a diferença pontual entre os quatro primeiros é escassa, sinal de que muita coisa está ainda por resolver. Vamos ver como terminam os desfechos, Moitense – Charneca e FC Setúbal – Oriental Dragon. Na Série “D”, o destaque vai para a recepção do Samouquense ao Águas de Moura, a única equipa da série que se encontra invencível. Em Melides, o Comércio Indústria apresenta-se

como favorito. Série “E” joga-se talvez o jogo mais importante de toda a jornada com o Alfarim a receber o Cova da Piedade “B”, duas equipas que repartem o comando e seguem só com vitórias. A que ganhar fica automaticamente apurada, assim como os Pescadores se levarem a melhor sobre o Quintajense. E, na Série “F” com o Banheirense já fora da corrida e com todas as hipóteses em aberto para as restantes equipas, o destaque vai para o U. Santiago – Seixal e para os Brejos de Azeitão – Grandolense. Jogos agendados para o próximo domingo às 15 horas: SÉRIE A – Beira Mar de Almada – Quinta do Conde; Santo André - Zambujalense. SÉRIE B - Lagameças – Barreirense; Sesimbra – Palmelense. SÉRIE C - Moitense – Charneca de Caparica; FC Setúbal – O. Dragon. SÉRIE D - Samouquense – Águas de Moura; Melidense - Comércio Indústria. SÉRIE E - Pescadores – Quintajense; Alfarim - C. Piedade “B”. SÉRIE F - Banheirense – Alcacerense; U. Santiago – Seixal; Brejos de Azeitão – Grandolense. JOSÉ PINA

Este fim-de-semana nas competições da AF Setúbal

Minuto de silêncio em memória do presidente do Vasco da Gama de Sines

O

s jogos organizados pela Associação de Futebol de Setúbal este fim-de-semana, nos dias 27, 28 e 29 de Setembro, vão ter a anteceder o seu início um minuto de silêncio em homenagem à memória do presidente da direcção do Vasco da Gama Atlético Clube (Sines), João Sequeira, que faleceu no início da semana. A decisão da Associação de Futebol de Setúbal foi tornada pública através

de comunicado oficial com o objectivo de informar toda a comunidade desportiva, em especial os clubes, os jogadores e o público em geral. Entre as inúmeras condolências recebidas estavam as de Fernando Gomes, presidente da FPF e Francisco Cardoso, presidente da AF Setúbal. De registar também que após a trágica notícia o clube decidiu fazer três dias de luto encerrando todas as suas actividades desportivas.


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O Setubalense, diário regional de Setúbal nº 248  

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