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Fim-de-semana EDIÇÃO

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SEXTA-FEIRA | 12.ABRIL.2019 | N.º 148 | Ano I | 5.ª Série

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SETÚBAL TEM POLITÉCNICO MAIS FORTE DO PAÍS P.4 e 5

IPS é politécnico com maior impacto económico na sua região

ALCOCHETE P.8

MONTIJO INAUGURAÇÃO AGENDADA PARA 25 DE ABRIL

P.5

ALCÁCER DO SAL P.6

Câmara fecha 2018 com receitas de 19 milhões

Freeport vai dar nova cara à Avenida Euro 2004

SETÚBAL P.3

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Nova praça pública evoca tradições e requalifica entrada da cidade PUBLICIDADE

Sabores de Setúbal Sabores Encerra à segunda-feira Encerra

Gangue que assaltava lojas desportivas conhece hoje sentença


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FIGURA DO DIA

REPARO DO DIA

SEXTA-FEIRA, 12/04/2019

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MIRADOURO DA ARRÁBIDA OPINIÃO

NUNO OLIVEIRA

Do roto ao nu

Depois de rubricar um protocolo que transfere para o Freeport a responsabilidade pela manutenção e requalificação dos espaços verdes da Avenida Euro 2004 em Alcochete, o director de negócios do outlet deixou a porta aberta a futuras parcerias com a autarquia. Um exemplo empresarial a seguir que a comunidade agradece.

FRANCISCO ALVES RITO Director

Um governo de familiares é um escândalo aceite com normalidade. Pelo menos durante três anos

Casting Setúbal Fashion Weekend 2019 O casting para modelos do Setúbal Fashion Weekend 2019 realiza-se nos dias 13 e 14, na Casa da Cultura, direccionado a modelos profissionais ou amadores, de ambos os sexos, dos 15 aos 30 anos. Os modelos seleccionados vão desfilar no evento

de moda que se realiza a 3, 4 e 5 de Maio, no Cais 3 do porto de Setúbal. Uma organização da Câmara Municipal, em colaboração com os comerciantes da baixa da cidade e a associação Derivastatus, Os jovens interessados em participar devem fazer a inscrição pelo telefone 265 545 180.

OPINIÃO

As contas de 2018 da Câmara Municipal do Montijo O Presidente da República fez saber ontem que quer uma lei contra a nomeação de familiares na Presidência da República. A pressa é tanta que não apenas avança já, como até redigiu o anteprojecto de diploma para entregar ao Governo. Repare-se que a lei que Marcelo impõe é para impedir a nomeação de qualquer familiar, não para o governo, ou outro órgão ou organismo do Estado, mas para a Presidência da República. E familiares dele próprio. Não é ridículo? É, e com tal estrondo que não chega a ser populismo. É só mais uma ao estilo inqualificável de Marcelo. É ridículo porque para impor uma lei, o Presidente da República precisava apenas de falar, de fazer saber, como mais alto magistrado da nação, que defende essa medida. Era dispensável esta indirecta jurídico-política ao Governo, de fazer uma lei para a Presidência da República, que controla pessoalmente, e onde, supostamente a sua ética dispensa acção legislativa. Claro que esta medida é para atirar ao Governo. É mais ridícula ainda por ser extemporânea. Praticamente desde a sua formação que é evidente que este Governo é uma oligarquia. Não é por acaso que os membros com mais familiares no Governo são precisamente os dois ministros mais poderosos de António Costa. Marcelo Rebelo de Sousa sabe disto desde o início e nunca disse nada, contribuindo para o silêncio ensurdecedor sobre a matéria, como se um governo de familiares fosse a coisa mais natural do mundo.

Verificamos que todos nós, munícipes e empresas, contribuímos para a CMM com um valor perto dos 19 milhões €, através dos impostos e taxas pagas. Mas, será que tivemos a devida recompensa relativamente ao valor que pagámos? Por outro lado, vejamos como o dinheiro permanece imobilizado em caixa e bancos ao longo do último triénio: Conta 2016 2017 2018

FERNANDO COELHO Economista e Jurista

Os sórdidos € 10.780.000,00 em Caixa e Bancos, em 31/12/2018! Será avareza? Ou haverá “gato escondido com o rabo de fora”? Com estes exorbitantes números apresentados na última reunião de Câmara, com pompa e circunstância, não se pode dizer que não haja capacidade da CMM em gerar meios financeiros, na medida em que apresenta um saldo, em caixa e bancos, de 10,8 milhões de euros. Vejamos como ele foi obtido, entre outros, atentemos no seguinte quadro: Contas IMI IUC IMT Taxas e Multas IRS Derrama Total

2018 8.342.861,46 1.320.375,01 5.659.417,77 551.973,55 1.944.789,00 1.052.360,07 18.871.776,86

Caixa e Bancos 4.310.301,98 5.485.292,31 10.780.911,36

Na verdade temos, permanentemente, nos cofres da CMM uma exorbitância de dinheiro que não é gasto, investido em proveito do bem comum! Antes, é um mero imobilizado financeiro a render juros de miséria! A indignação sentida pela maioria é que este Executivo pouco tem feito, limita-se à gestão corrente! E a questão fundamental é saber quando se tornam realidade a Loja do Cidadão, o Centro Escolar de Pegões, a Casa da Música, o novo acesso à ponte Vasco da Gama, a construção da ciclovia para o cais do Seixalinho, a ciclovia do ramal do caminho de ferro (Montijo-Jardia), a ciclovia para a Atalaia, a construção de passadiços pedonais públicos na orla ribeirinha do Montijo, o melhoramento da limpeza dos espaços públicos, a construção da variante de acesso à fábrica de “pelletes” em Pegões, a infra-estruturação dos bairros de génese ilegal, asfaltamento dos caminhos rurais em Canha, Sarilhos Grandes e em Pegões, dinamizar o Conselho Estratégico de Desenvolvimento Económico, a colaboração entre o município e as universidades, promover a instalação deEncerra empresasà Encerra 4.0 com elevado potencial tecnológico, promover a revi-

talização do comércio tradicional, o novo estádio de futebol, as piscinas naturais, enfim, tantas e boas medidas prometidas! Sabem os munícipes que os 10,8 milhões de euros, caso haja vontade, ideias e competência da CMM, poderão ser alavancados para os 21 milhões, isto é, podemos beneficiar de investimentos no nosso município nesse montante? Será avareza? Ou haverá “gato escondido com o rabo de Fora”? É possível que o excessivo apego ao dinheiro por parte deste Executivo, isto é, que a avareza aliada às ignorância e ausência de conhecimentos de gestão seja responsável pela imobilização dos 10,8 milhões de euros mas também é possível que exista a vontade, por parte da CMM, de utilizar o dinheiro para o financiamento da descentralização administrativa de competências cega que foi por ela assumido, pois receber mais atribuições sem ter meios financeiros e humanos compatíveis equivale a negar a descentralização e é aqui que entram os 10,8 milhões de euros a serem utilizados para fazer face às despesas que seriam da responsabilidade do Estado Central. A conclusão a retirar é que os munícipes devem exigir uma outra cultura cívica às forças políticas, devem exigir candidatos aos órgãos locais que estejam devidamente preparados e identificados com os problemas locais, que sejam respeitados no meio local e que sejam responsáveis na tomada de decisões. Em democracia não há poder sem responsabilidade, e, por isso, o aumento de poder para as autarquias tem de ser acompanhado pela criação de mecanismos mais céleres e eficientes na verificação da responsabilidade dos autarcas e do pessoal administrativo das autarquias segunda-feira no exercício da autonomia local.

Sabores de Setúbal Sabores

FICHA TÉCNICA

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SETÚBAL ALMADA SEIXAL PALMELA BARREIRO ALCOCHETE OUTROS CONCELHOS MONTIJO MOITA 212 383 228 265 520 716 265 094 354 265 092 725 212 318 392 212 047 599 212 047 599 212 384 894 937 081 515

Registo de Título N.º 107552 | Depósito Legal N.º 8/84

Propriedade: Outra Margem - Publicações e Publicidade, Lda. Contribuinte: 515 047 325. (Detentores de mais de 10% do capital social: Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro). Editor: Primeira Hora - Editora e Comunicação, Lda. Contribuinte: 515 047 031 (Detentores de mais de 10% do capital social: Setupress, Lda., Losango Mágico, Lda., Carla Rito e Gabriel Rito) Sede de Administração e Redacção: Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º, 2900-389 Setúbal. Conselho de Gerência: Carla Rito, Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro, Gabriel Rito e Carlos Bordallo-Pinheiro.

CONCELHO DE SETÚBAL Travessa Gaspar Agostinho, 1 - 1.º - 2900-389 Setúbal - Tel. 265 094 354 (geral) / 265092 633 (redacção) / 265 092 725 - 265 520 716 (dep. comercial) CONCELHO DE PALMELA Rua José Saramago, lote 26 - loja direita 2955-027 Pinhal Novo - Tel. 212 384 894 CONCELHOS DE MONTIJO E ALCOCHETE Praça da República, 63, Galerias Comerciais, Lj 18. Tel./Fax: 212 318 392

CONCELHO DO BARREIRO Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel.: 212 047 599 - 939 050 535 CONCELHO DA MOITA Intermarche da Moita - Quinta Santa Rosa Rua Classe Operário - Alhos Vedros - Moita Tel. 212 047 599 / 939 050 535 REDACÇÃO Director: Francisco Alves Rito (CPJ 2292) diretor@osetubalense.com Redacção: Mário Rui Sobral (CPJ 3872 A),

Humberto Lameiras (CPJ 2321 A); Ana Martins Ventura (CPJ 7230 A). Colaboradores: Inês Antunes Malta (CPJ 7226 A); Miguel Nunes Azevedo (TP 2608); Fátima Brinca (CPJ 2574); Rogério Matos (CPJ 9929); Helga Nobre; André Rosa; Ricardo Lopes Pereira e José Pina. Fotografia: André Areias; Mário Prata, Alexandre Gaspar e Arsénio Franco. DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Teresa Inácio, Dulce Lança e Branca Belchior. PUBLICIDADE Direcção Comercial: Carla Sofia Rito e Carlos Dinis Bordallo-Pinheiro. Setúbal: Ana Oli-

veira, Mauro Sérgio, Célia Felix e Rosália Baptista. Montijo: Graciete Rodrigues.Palmela: Liliana Santos. Barreiro: Carla Santos. Moita: Carla Santos. IMPRESSÃO Tipografia Rápida de Setúbal, Lda. - Travessa Jorge d’Aquino, 7 - 2900-427 Setúbal e-mail: geral@tipografiarapida.pt DISTRIBUIÇÃO VASP - Venda Seca, Agualva - Cacém Tel. 214 337 000 Tiragem média diária: 9.000 exemplares

Estatuto Editorial disponível em https://www.facebook.com/pg/ JornalOSetubalense/ about/?ref=page_internal

Edição online www.diariodaregiao.pt Digital Media Officer: José Luís Andrade

Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores


No Centro Comunitário da União de Freguesias de Setúbal QUINTA-FEIRA, 12/04/2019

O Centro Comunitário da União de Freguesias de Setúbal recebe hoje, 12, a partir das 21h00, um debate sobre o projecto do PCP de lei de

bases da saúde. Os comunistas convidam a população em geral e profissionais da área da saúde a marcarem presença na iniciativa, que permitirá

debater questões prementes sobre a actualidade do referido sector. A iniciativa é da responsabilidade da Direcção da Organização Regional de DIREITOS RESERVADOS

ACTUAL

PCP debate hoje projecto de lei de bases da saúde com utentes e profissionais

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Setúbal do PCP e vai contar com a participação de Jorge Pires, membro da Comissão política do Comité Central do partido.

SETÚBAL Greve convocada para as 00h00 de 14 de Abril

DIREITOS RESERVADOS

Trabalhadores da ATF vincam luta por direitos iguais

SETÚBAL

Julgamento chega hoje ao fim no Tribunal de Setúbal

Gangue que assaltava lojas desportivas conhece sentença Marius Voicu e outros quatro homens e três mulheres, romenos, são acusados de associação criminosa e de roubar lojas em Setúbal, Palmela e Barreiro

O

julgamento de um gangue de romenos que se dedicava, a partir de Almada, ao furto de material desportivo de norte a sul do país chega hoje ao fim no Tribunal de Setúbal. O grupo foi desmantelado em junho de 2017 pela GNR de Palmela e na altura da detenção dos nove suspeitos na Costa da Caparica, foram apreendidos quatro mil euros em dinheiro, dois carros, material informático e mais de mil peças de vestuário e acessórios, bijuteria, pro-

dutos de beleza, equipamentos desportivos, relógios de marca e telemóveis. Marius Voicu, o principal suspeito e cabecilha do gangue, era responsável pelos planos de furtos e também pelo recrutamento de compatriotas no seu país de origem, Roménia, para integrar a rede criminosa. Chegados a Portugal, eram acolhidos num hostel em Lisboa, cujo proprietário, de nacionalidade moçambicana, vendia os bens furtados em mercados na capital e dividia os lucros pelos membros do grupo. O grupo de romenos atingiu dezenas de lojas na Lousã, Barreiro, Setúbal, Peniche, Maia, Matosinhos, Guimarães, Quinta do Conde, Albufeira, Coimbra, Braga, Aveiro e Palmela antes de ser desmantelado pelas autoridades. De acordo com a acusação do Ministério Público, em regra, os arguidos escolhiam a superfície comercial aproveitando a falta de vigilância ou segurança das mesmas. No local, apurou a investigação, enquanto um

aguardava no exterior, ao volante do automóvel, os restantes, funcionando em parelhas, por norma um casal, entravam no interior, munidos de sacos forrados a alumínio que ocultava na forma de barrigas falsas ou simplesmente transportavam os artigos na mão. Cabia a Marius Voicu, o cabecilha, a coordenação do plano de ataque, o reconhecimento dos estabelecimentos comerciais e a angariação de indivíduos romenos que fazia entrar em território nacional prometendo-lhes contrapartidas monetárias. O produto dos furtos era dividido por todos após a venda e o dinheiro era enviado para a Roménia. Os arguidos, oito romenos, três mulheres e cinco homens, bem como um homem moçambicano respondem pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. À exceção do proprietário do hostel, todos os restantes estão em prisão preventiva e se condenados, o MP pede a sua expulsão do país.

Os trabalhadores da ATF, na Mitrena, acusam a administração da empresa de não os colocar no mesmo patamar de outros trabalhadores de empresas ligadas ao Grupo The Navigator Company. Exigem direitos iguais e avançam para a segunda greve deste ano

POR HUMBERTO LAMEIRAS

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ela segunda vez este ano os trabalhadores da fábrica de papel da ATF (About the Future), do Grupo The Navigator Company, em Setúbal, vão estar em greve. A paragem começa às 00h00 de domingo e não tem ainda tempo definido. “Estamos a rever o planeamento das paragens”, diz Diogo Marques, presidente da Comissão de Trabalhadores da empresa. Segundo o representante dos trabalhadores, existe “discriminação” entre os operários da ATF e os operários de outras empresas ligadas à Navigator, é que apesar de terem as mesmas responsabilidades, as condições não são as mesmas. “Há trabalhadores lado a lado, com as mesmas tarefas, em que os da ATF ganham um salário menor”. E dá o exemplo dos operários da ex-Portucel que, comparativamente com os da

About the Future, “ganham quase mais 500 euros”, afirma. Para além da igualdade salarial, os trabalhadores desta unidade na Mitrena exigem “igualdade de direitos”, como “apoios sociais, regulação do plano de carreiras e ajuda no transporte”. Aliás, estas reivindicações já estiveram em cima na mesa na greve de 29 de Janeiro a 2 de Fevereiro, mas as razões dos cerca de 600 trabalhadores encontraram razões diferentes por parte da administração da empresa. Os trabalhadores exigiam, e exigem, “um aumento salarial de 3% que garanta um mínimo de 30 euros a cada um”, mas a empresa só propôs “2% para os trabalhadores executantes e 1,5% para os quadros”, conta Diogo Marques. Quanto à redução do horário de trabalho, os operários da ATF reivindicam “37,5 horas por semana, igual a outros de empresas ligadas à Navegator”, mas a administração “propôs 39 horas/semana para este ano e 38 horas/semana para o próximo ano”. Como as negociações a falharam, os trabalhadores convocaram agora nova greve e voltam a marcar posição a exigir “Trabalho igual, salário igual”. E ao conjunto das reivindicações querem juntar a questão da ajuda do transporte para o local de trabalho. Afirma o presidente da Comissão de Trabalhadores que os colegas de outras unidades do grupo “têm subsídio para o transporte, ou outras soluções sem custo para os trabalhadores, mas os da ATF têm de pagar do seu próprio bolso”.


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SEIXAL

Joaquim Santos recebe embaixador da China e empresários

SEXTA-FEIRA, 12/04/2019

REGIONAL PEDRO DOMINGUINHOS

Uma comitiva liderada pelo embaixador da República Popular da China, Cai Run, visitou ontem o concelho do Seixal. Joaquim Santos, presidente da Câmara

Municipal, foi o cicerone da delegação composta ainda por representantes em Portugal de três grandes empresas chinesas, revelou a autarquia. Além de uma

reunião, o encontro permitiu à comitiva visitar “alguns dos pontos estratégicos do concelho” e ficar ainda a conhecer as instalações da autarquia.

Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal

“Dois terços dos diplomados do Politécnico de Setúbal ficam a trabalhar na região” No ano em que celebra 40 anos, o IPS consolida um novo ciclo de estabilidade e crescimento. Após a grave crise económica que afectou o país, em 2018 atingiu o recorde de 7 mil estudantes

O

Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) apresentou esta semana um estudo sobre o impacto económico que tem na região. A conclusão principal é que a comunidade politécnica, alunos, docentes e funcionários, deixam 58 milhões de euros em consumo por ano, sobretudo nos concelhos de Setúbal e Barreiro. Em entrevista, o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, aponta os desafios presentes e futuros do ensino superior na península e aborda outros aspectos da acção do instituto.

POR ANA MARTINS VENTURA FOTO ALEX GASPAR Qual é a grande conclusão do estudo sobre o impacto deste polo académico na região? O impacto é claramente positivo e crescente. Primeiro ao nível da qualificação da população, com mais de 20 mil diplomados formados pelo IPS. Algo muito relevante para que as empresas da região possam ser mais competitivas. E, sobretudo, para a equidade de oportunidades. Se o Politécnico não existisse muitas pessoas dificilmente poderiam obter formação superior, por dificuldades económicas, sociais, profissionais. O IPS contribuiu para a formação com equidade, funcionando como elevador social. Um veículo na democratização do acesso ao ensino superior? Gosto da palavra democratização.

Não gosto da palavra massificação. Democratização porque é uma questão de direito. Sabemos que pessoas mais qualificadas conseguem obter salários mais elevados, resistir melhor a situações de desemprego e lutar com outras armas no mercado de trabalho. Depois existe a questão da inovação, empreendedorismo e transferência de tecnologia. Ter pessoas mais qualificadas no mercado facilita a concretização de projectos de investigação com empresas, hospitais, autarquias. Há aqui a capacidade de um “upgrading” [incremento] tecnológico para alavancar um desenvolvimento económico positivo do qual as empresas beneficiam, pela existência de uma instituição de ensino superior na região. Refere-se à retenção do talento na região? Sim. Esse é talvez um dos desafios mais relevantes que temos. O IPS retém cerca de 65% dos seus diplomados. Ou seja dois terços das pes-

“IPS contribui para a qualificação do território porque permite atrair investimento qualificado” soas que são formadas ficam na região. Um contributo inestimável para a qualificação do território porque permite atrair investimento qualificado. E o investimento que nós queremos ter aqui [na região] tem que ser mesmo mais qualificado e não baseado nos custos reduzidos da mãode-obra. O que significa a necessidade de ter profissionais especializados, não apenas pela formação inicial, mas também na formação ao longo da vida. Formar também as pessoas que estão no mercado de trabalho e que tiveram que abandonar os estudos

e agora têm necessidade de voltar a fazer formação para enfrentar os desafios da digitalização e novos conceitos. A escola agora é, mais do que nunca, a nossa casa permanente. É importante termos essa noção. Ao longo da vida vamos precisar voltar ao ensino para conseguir responder aos desafios do mercado. Muitas vezes através de formações mais curtas e intensivas que não envolvem apenas o ensino superior. E no contexto dos sistemas regionais de formação os politécnicos desempenham um papel fundamental. Quem são os alunos do futuro no IPS? A nossa capacidade de receber estudantes e investigadores estrangeiros é cada vez mais relevante. Sabemos que está projectado um inverno demográfico para os próximos anos e por isso é importante retermos cada vez mais imigrantes. Eles vão desempenhar um papel determinante num futuro pró-

ximo para que consigamos manter a nossa actividade económica. Nós [IPS] nesse contexto estamos a preparar o futuro. Exemplo disso é a procura crescente por parte de empreendedores internacionais no âmbito do programa “start up visa”. Neste momento temos três empreendedores instalados no IPS. E nas próximas semanas vão chegar mais três, para instalar as suas empresas no Politécnico de Setúbal e, a partir de Portugal, ter uma base exportadora global. Estas são empresas com pessoas altamente qualificadas, a maior parte com doutoramento. A nossa capacidade de atracção, para localizar empresas dentro de um centro de produção de conhecimento é crucial. Esse papel deixanos o desafio de encontrar espaço dentro do campus, para podermos ter outro tipo de actividades que nos permitam encontrar soluções para um futuro sustentável. Como é que o IPS sobreviveu à grave crise económica do inicio da década? Sobrevive-se com muito sacrifício interno e impactos significativos. Passámos de cerca de 6 mil alunos, para 5 mil no espaço de dois anos. Com a particularidade de que o IPS tem cerca de 40% de trabalhadores estudantes. Naturalmente, num contexto de quebra de PIB esses estudantes têm como objectivo a sobrevivência familiar, deixando as suas formações em suspenso. Ao mesmo tempo, nessa época, precisávamos aumentar a qualificação do corpo docente o que apenas foi possível realizar porque existia e existe uma situação financeira sólida. Foi difícil de gerir, mas conseguimos manter o nível de actividade e criar os alicerces para recuperar. Exemplo disso é o facto de termos fechado 2018 com quase 7 mil alunos. Um número que nunca tínhamos alcançado. Temos também mais alunos de CTeSP [Cursos Técnicos Superiores Profissionais] e mais alunos de mestrado, porque houve a capacidade de o IPS se transformar e ser mais atractivo na região e no panorama nacional.


SEXTA-FEIRA 12/04/2019

IPS lança desafio

Estudo revela impacto do ensino politécnico muito além da economia

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DIREITOS RESERVADOS

SETÚBAL

REGIONAL

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

Números do Instituto Politécnico de Setúbal

9,7% na geração do PIB local 7 mil alunos em 2018 5% dos alunos vêm de contexto internacional 6 mil euros gastos por cada aluno dentro da região 42 milhões de euros gerados só por alunos 58 milhões de euros gerados no total

MONTIJO A nível nacional o Instituto Politécnico de Setúbal é avaliado como o que tem maior impacto na economia da região em que se insere POR ANA MARTINS VENTURA

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oze politécnicos localizados de norte a sul, foram o foco do estudo do Impacto Económico dos Institutos Superiores Politécnicos em Portugal, recentemente apresentado em Setúbal, no IPS. Entre os institutos objecto de estudo estão o IP-Beja; IP-Bragança; IP-Castelo Branco; IP-Cávado e Ave; IP-Guarda; IPLeiria; IP-Portalegre; IP-Santarém; IPSetúbal; IP-Tomar; IP-Viana do Castelo; e IP-Viseu. Segundo Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), “o presente estudo revela uma abordagem ao que estas instituições de ensino representam, verdadeiramente, para as regiões em que se inserem”. Ou seja, “uma componente determinante de coesão territorial” revela Pedro Dominguinhos. Assim como “uma capacidade de investigação muito significativa”. Dentro do panorama nacional o Instituto Politécnico de Setúbal foi destacado como aquele que representa maior impacto na economia

da macro região em que está inserido. “Com 84% do impacto económico directo a ser gerado pelos estudantes entre os campus de Setúbal e do Barreiro”. Um indicador que, segundo Pedro Dominguinhos é revelador “da capacidade de medirmos o impacto do que criamos nos territórios”. Dentro do presente estudo, o IPS apresenta-se ainda como “aquele que mais pessoas fixa dentro da sua macro região”, com 65% dos formados a permanecerem no distrito, representando, actualmente, um total de 20 mil profissionais especializados. Em conclusão, o presente estudo deixa o desafio de que o impacto dos institutos politécnicos “estará muito para além do económico”. Sendo essencial “estudar a correlação do impacto económico com o impacto da formação”. Politécnicos portugueses no ranking europeu No âmbito deste estudo, Portugal foi ainda apresentado como o país da União Europeia com maior número de institutos politécnicos com projectos aprovados no âmbito do Programa Horizonte 2020. “Neste caso 18% do total de projectos em toda a Europa; seguido por Espanha, com 15% e depois pela Holanda, com 13%” revela Pedro Dominguinhos. Um contexto que, para o professor, “representa um dos ganhos mais significativos que o ensino politécnico nacional teve nos últimos anos”.

Junto à Praça de Toiros

Nova praça pública vai ser inaugurada no dia da liberdade Investimento na ordem dos 350 mil euros suportado por promotor urbanístico. Operação valoriza Monumental Amadeu Augusto dos Santos e requalifica entrada da cidade

A

nova praça pública junto à Monumental Amadeu Augusto dos Santos, no Montijo, vai ser inaugurada pelas 10h00 no próximo dia 25, concluídos que estão os trabalhos iniciados em Setembro do último ano. Um investimento “até agora contabilizado em cerca de 350 mil euros”, levado a efeito “num terreno municipal”, mas suportado na totalidade “pelo promotor urbanístico do loteamento lateral, frente à praça

de toiros”, como contrapartida exigida pela Câmara Municipal, lembra o presidente da autarquia, Nuno Canta, que destaca o impacto da operação. “Tem uma importância significativa, porque assim valoriza a nossa praça de toiros, que ficará com uma vista muito mais ampla, e permite requalificar bastante toda aquela entrada no Montijo. Esta zona fica definitivamente requalificada e com uma apresentação, uma estética, de acordo com a cidade que queremos construir, que é uma cidade aberta, tolerante e com qualidade de vida”, considera o autarca, vincando que este tipo de intervenção vai ao encontro de um objectivo há muito traçado. “É mais uma praça pública que vamos ter no Montijo. Vem no sentido de uma teoria e de uma prática que temos vindo a desenvolver, após a construção da ponte Vasco da Gama, que é a criação de várias praças no novo tecido urbano da cidade.”

A operação permite um alargamento da rotunda ali existente, bem como “uma ampliação, para o dobro, do terreno público” na zona. A nova praça pública vai contemplar um espaço verde e contará, adianta o edil, com um elemento simbólico de ligação à tauromaquia e às principais festividades da cidade. “Esse elemento simbólico consiste numa série de bandeiras que vão representar as tertúlias tauromáquicas do Montijo. Todo o movimento associativo ligado à festa brava e às Festas Populares de São Pedro estará representado naquela praça”, revela Nuno Canta. A cerimónia de inauguração está incluída nas comemorações do 45.º aniversário do 25 de Abril do município, que arranca na véspera, pelas 21h30, com a actuação de Fernando Tordo em concerto com a Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro do Montijo, no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida.


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Na Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro

Montijenses promovem espectáculo solidário com Moçambique

DIÁRIO DA REGIÃO

SEXTA-FEIRA, 12/04/2019

Um grupo de montijenses vai promover a realização de um espectáculo de variedades que visa angariar donativos para ajudar a população de Moçambique afectada pelo ciclone Idai. “Montijo solidário com

LOCAL ALCÁCER DO SAL

Moçambique” intitula o espectáculo de variedades, que vai ter lugar no próximo dia 28, pelas 15h00, na Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro. Fados, dança, poesia, coro, cavaquinhos e música africana são pro-

postas artísticas programadas para o evento. A comissão organizadora apela à colaboração da população, através da compra de ingressos para o espectáculo ou de donativos, cujas verbas irão reverter para o hospital

de campanha da Assistência Médica Internacional (AMI). A iniciativa conta com os apoios de várias colectividades, empresas e da Câmara Municipal do Montijo e da Junta de Freguesia local.

Ano de 2018 gerou receitas de 19 milhões

Câmara aprova contas e pedidos de empréstimos para obras tações de serviços. Clarisse Campos disse que a execução de cerca de 85% “confirma os alertas” feitos pelos socialistas sobre a inflação dos orçamentos. A vereadora defendeu ainda que a subida de receita municipal em Alcácer é “fruto da saúde financeira do país”.

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Empréstimos de 1,1 milhões de euros são para financiar obras comparticipadas por fundos comunitários

8 milhões em encargos com 428 funcionários

A

Câmara de Alcácer do Sal aprovou ontem a prestação de contas de 2018, que apresenta 19 milhões de receita, e a contratação de dois empréstimos de médio e longo prazo, no total de quase 1,1 milhões, para financiamento de investimento. Ambas as propostas passaram apenas com os votos da maioria CDU, tendo o PS votado contra. O empréstimo de maior valor, 1 milhão e 25 mil euros, vai ser contratado com o Banco Europeu de Investimento (BEI) ao abrigo de uma linha negociada pelo Governo, para financiar projectos comparticipados por fundos comunitários. Neste caso de Alcácer, a obra a financiar é o novo interface de transportes, na parte de 50% a pagar pelo município. O outro empréstimo, de 65 mil euros, será contratado com a Caixa Geral de Depósitos. O presidente Vítor Proença referiu que os empréstimos antigos foram já

liquidados e que estes dois novos servem “para alavancar, puxar ao máximo, pelo financiamento comunitário” que o concelho “tem de aproveitar” por tratar-se de “uma oportunidade que pode não repetir-se”. Clarisse Campos, do PS, justificou o voto contra com a “preocupação” e o “receio” de que a contratação de empréstimos “hipoteque” os futuros executivos municipais uma vez que os prazos de pagamento são de 15 anos e a amortização começa em 2021.

Sobre as contas de 2018, a receita ultrapassou um pouco os 19 milhões de euros e o exercício gerou um resultado positivo de 1,6 milhões de euros. Vítor Proença sublinhou que a receita de IMI foi de 1,4 milhões de euros (menos que os 1,9 milhões de 2014) e assegurou que a taxa de 0,3, que é a mais baixa de todos os municípios do distrito, vai manter-se. Ainda de acordo com o presidente, a receita de IMT cresceu, de 595 mil euros em 2014 para

2,25 milhões em 2018, o que Vítor Proença atribui à “significativa dinâmica económica do concelho”. A maioria CDU, em declaração de voto, considerou a prestação de contas “exemplar”, dizendo que houve “obra feita” e uma gestão “com rigor e equilibro financeiro”. Manuel Vítor de Jesus (CDU) referiu ainda “mais acção directa com a população” em áreas como o apoio social e a educação. O PS destacou o “crescimento” da despesa com pessoal e com as pres-

A Câmara de Alcácer do Sal apresentou também ontem o balanço social de 2018, revelando que o encargo total com os recursos humanos foi de quase 8 milhões. O documento refere 428 trabalhadores, 24 dos quais integrados ao abrigo do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários, e destaca o facto de 14 funcionários serem portadores de deficiência, “o que se insere na política inclusiva e de integração adotada pelo município”. O investimento nesta área passou pela aquisição de fardamento adequado para cada equipa e aquisição dos equipamentos de proteção individual e coletiva envolveu num custo total de 41 mil euros, tendo ainda sido investidos mais de mil em 32 ações de formação relacionadas com a prevenção de riscos.

Amanhã à tarde na Alameda do Pocinho das Nascentes

Investimento ultrapassa os 120 mil euros e será comparticipado em pouco mais de 40 mil pela Câmara Municipal

É

já amanhã que terá lugar o lançamento da primeira pedra da futura sede do Motoclube do Montijo. A cerimónia, aberta ao público, está agendada para as 15h30, na Alameda do Pocinho

das Nascentes, onde irá nascer o novo equipamento. A construção das instalações que irão acolher o Motoclube do Montijo representa um investimento superior a 120 mil euros, revelou o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, adiantando que o apoio da autarquia vai ainda mais longe. “Já foi autorizada a construção do edifício, localizado no antigo terreno da zona agrária do Montijo [na Alameda do Pocinho das Nascentes, junto à superfície comercial Pingo Doce] que a Câmara Municipal cedeu, em direito de superfície, ao Motoclube do Montijo. A autarquia isentou ainda o Motoclube

do pagamento de taxas de construção”, começou por afirmar o autarca, salientando que a obra terá um custo de “120 mil euros sem contabilizar os arranjos exteriores”. O investimento será suportado, em maior parte pelo Motoclube do Montijo, já que o município irá comparticipar o investimento. “Em princípio está estabelecido o acordo para que a Câmara Municipal também assuma um apoio financeiro para parte da obra. Iremos apoiar com pouco mais de 40 mil euros do valor do investimento. Será submetida uma proposta em reunião de câmara para um apoio nesse montante”, admitiu o edil.

[ DIREITOS RESERVADOS ]

Motoclube do Montijo lança primeira pedra da futura sede

INSTALAÇÕES. A construção do edifício já foi autorizada

A futura sede do Motoclube do Montijo deverá contemplar “um espaço amplo, com área para a direcção, e um espaço polivalente”, acrescentou. O terreno onde

serão construídas as instalações apresenta uma área total de 2 762 metros quadrados e uma área bruta de construção de 352 metros quadrados.


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SETÚBAL

LOCAL

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

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Exposição fotográfica e documental na Galeria do 11

Setúbal na revolução e vivências de Zeca Afonso Um espólio fotográfico e documental relembra os dias a seguir ao 25 de Abril de 1974 em Setúbal, as políticas de habitação, as relações sociais e de trabalho vão estar patentes deste sábado a 25 de Maio na Galeria do 11. Uma exposição que vai também relembrar Zeca Afonso

O

s efeitos da Revolução dos Cravos em Setúbal e os 90 anos do nascimento de José Afonso, são dois temas de uma exposição fotográfica e documental que

inaugura este sábado na Galeria Municipal do 11. A mostra, que será repartida em dois núcleos, abre às 16h00. A exposição “45.90” revela conteúdos históricos relacionados com o 25 de Abril em Setúbal, repartidos por temáticas, nomeadamente os direitos humanos básicos e sociais, a saúde, a igualdade de género, a educação e as mudanças físicas e mentais nas pessoas logo após a revolução. Através de painéis, são apresentadas fotografias que retratam as vivências na altura do 25 de Abril de 1974, acompanhadas de textos e de gráficos e tabelas. A mostra revela um pouco mais sobre o processo de apoio à construção de casas para pessoas desfavorecidas, designado SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local. No caso de Setúbal, esta política urbana surgiu em cinco pontos estratégicos da cidade, concretamente Casal das Figueiras, Forte Velho, Pinheirinhos, Bairro da

Liberdade e Terroa de Baixo. Revelando mais um pouco sobre esta mostra que vai estar patente até 25 de Maio, nas paredes da Galeria Municipal do 11 vão estar inscritos os nomes das comissões de trabalhadores que proliferaram em todo o parque industrial da cidade, desde as grandes até às pequenas unidades de produção, como é exemplo o Café Central, a Serração do Monte Belo, a TELED – Multinacional e a Herdade da Gâmbia. Esta mostra, organizada no âmbito do programa que a autarquia promove para assinalar os 45 anos do 25 de Abril e o 90.º aniversário do nascimento de José Afonso, proporciona ainda uma viagem pela vida do poeta cantor que viveu os seus últimos vinte anos na cidade. A passagem de Zeca, nascido a 2 de agosto de 1929 em Aveiro, por Setúbal, Coimbra, Algarve e África é contada pormenorizadamente, em vários textos biográficos.

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AVISO Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E. Santiago do Cacém A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E., com sede no Monte do Gilbardinho — 7540-230 Santiago do Cacém, pretende recrutar 2 Gastroenterologistas. O local da prestação do serviço, será o HLA, Sede da Unidade. Os interessados deverão entrar em contacto, através do email "ulsla.concursos.aprov@ulsla.min-saude.pt" O Presidente do Conselho de Administração-Luís Matias

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C/1017

Luís Matias Presidente do Conselho de Administração ULSLA do Litoral Alentejano, E.P.E

Conta registada sob o n° 2/2278/2019


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ALCOCHETE Câmara Municipal e Freeport assinam protocolo

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Avenida Euro 2004 vai ter imagem renovada

Euronavy Engineering instala-se no parque BlueBiz Referencia na produção de tintas e revestimento de alto desempenho, a Euronavy Engineering vem instalar-se em 4 500 metros quadrados no Parque Empresarial da Península de Setúbal

Outlet garante manutenção e requalificação dos espaços verdes da via. Negociações duraram um ano

A

Avenida Euro 2004, em Alcochete, vai ser alvo de uma intervenção estética no âmbito de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal e a administração do Freeport. O documento, que transfere a responsabilidade da manutenção e melhoramento dos espaços verdes da referida via para o Freeport, foi rubricado no passado dia 5, nos Paços do Concelho, por Fernando Pinto, presidente da autarquia, e Nuno Oliveira, director de negócios do outlet. Os cerca de 1,2 quilómetros de uma das principais avenidas que serve de porta de entrada à freguesia de Al-

cochete vão, assim, ser alvo de uma renovação de imagem, na sequência do acordo alcançado após “um ano de negociações” entre as partes, revelou a autarquia num vídeo publicado na página que administra na rede social Facebook. Fernando Pinto realçou a importância do entendimento que permitirá aliviar a capacidade operacional do município ao nível da manutenção dos espaços verdes na via. “Permite desanuviar um pouco aquilo que são as carências do município, quer em termos de equipamen-

tos, máquinas, quer em termos de recursos humanos”, disse, reforçando: “Mais importante do que aquilo que fica plasmado no protocolo é ficarmos também com a consciência de que o Freeport ajudar-nos-á a tornar a entrada de Alcochete mais agradável e mais bonita.” Já Nuno Oliveira deixou antever que acções de parceria entre as duas entidades, até em outros domínios, podem vir a acontecer num futuro próximo. “Este protocolo é apenas um exemplo de muitas coisas que nós podemos fazer. Há outras áreas

A

Euronavy Engineering vai instalar uma unidade industrial no BlueBiz – Parque Empresarial da Península de Setúbal. O contrato já foi assinado com a aicep Global Parques, onde se vai instalar num espaço com 4 500 metros quadrados, que engloba uma área reservada para I&D e uma unidade de serviços de engenharia e proteção anticorrosiva. Em comunicado, a Global Parques aponta a proximidade dos 56 hectares do seu parque empresarial em Setúbal, e a proximidade dos centros de decisão e transporte como factor de atracção para empresas como a

que queremos trabalhar, um projecto antigo [para o qual] ainda não conseguimos apresentar uma proposta sólida, que tem a ver com a parte da formação e da educação”, desvendou o responsável do Freeport. As duas rotundas que integram a Avenida Euro 2004 não são abrangidas pelo protocolo. A manutenção e requalificação de ambas permanecerá a cargo da Câmara Municipal, que anunciou ter já tem em fase de “estudo e planeamento” intervenções de melhoramento para os dois espaços.

Euronavy Engineering, neste caso particular trata-se de uma empresa industrial e de serviços cross market que “desenvolve, produz e comercializa tintas e revestimentos de alto desempenho, assim como serviços de engenharia”. Informação sobre esta empresa, refere que “opera duas Service Line distintas, contudo complementares. Conta com clientes nacionais de todos os sectores como Energia, Petróleo e Gás, Indústria e Contracting Naval”. Internacionalmente a Euronavy Engineering – High Perfomance coatings desenvolve, produz e fornece os seus produtos, assim como todo o Technical Service. As tintas e revestimentos são utilizadas pelos principais players mundiais dos sectores como o Oil&Gas (upstream/midstream/downstream), Heavy Duties, Defense, para além de alguns dos mais significativos estaleiros a nível global. Os mercados estratégicos da empresa são Brasil, Singapura, Malásia, China e Médio Oriente (Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrain, Kuwait e Arábia Saudita).

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

MARIA DA CONCEIÇÃO SOBRAL (1927 – 2019) Participação e Agradecimento

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria da Conceição Sobral. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

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MARIA LUÍSA DOS SANTOS SILVA

JOSÉLIA DA GLÓRIA MATEUS FERREIRA

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A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Maria Luísa dos Santos. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Josélia da Glória Mateus Ferreira. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

A funerária Armindo lamenta informar o falecimento de Ilda Rosa Jacinto Gomes. A família vem por esta via agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o funeral ou que, de qualquer outra forma, manifestaram as suas condolências.

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CONVOCATÓRIA Nos termos do disposto nos estatutos e regulamento interno, convoco a Assembleia Geral do Clube de Canoagem de Setúbal para uma reunião ordinária a realizar no próximo dia 26 de abril de 2019, no anfiteatro da Escola de Hotelaria de Setúbal, na Avenida Luísa Todi, Baluarte do Cais, nº5 em Setúbal (antigo quartel do 11), pelas 20h.00m, com a seguinte:

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1 - Discussão e deliberação para aprovação do Relatório e Contas de 2018. 2 - Outros assuntos de interesse associativo. Se à hora marcada não estiver presente o número legal de associados, a Assembleia funcionará meia hora depois com a presença de qualquer número de Associados.

DRA. MARIA FILOMENA LOPES PERDIGÃO DR. ALFREDO PERDIGÃO Horário 2ª a 6ª-feira: 08.00/12.30 - 14/18.00h Sábado: 09.00/12.00h Rua Jorge de Sousa, 8 | 2900-428 Setúbal www.precilab.pt | tel. 265 529 400/1 telm.: 910 959 933 | Fax: 265 529 408

Setúbal, 10 de abril de 2019 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Orlando Manuel Pereirinha da Silva


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SETÚBAL Baixa recebe coração gigante sábado e domingo

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SOCIEDADE MONTIJO

Uma estrutura composta por um coração gigante, na sua forma anatómica, é apresentada esta sexta-feira e sábado em dois locais distintos da Baixa de Setúbal, numa ação de sensibilização sobre a insuficiência cardíaca.

O slogan “Sinais do coração. Não deixe a viagem acabar cedo demais”, é o mote da campanha promovida pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, que pretende sensibilizar a população para o flagelo da insuficiên-

cia cardíaca. A acção desenrola-se na Praça de Bocage, onde é instalada a estrutura de um coração gigante, na sua forma anatómica, a servir de chamariz. No sábado, a mesma estrutura está na praça cen-

tral da Avenida Luísa Todi, junto do Mercado do Livramento. Às 11h00 decorre um momento institucional com a presença do vereador da Câmara Municipal de Setúbal com o pelouro da Saúde, Ricardo Oliveira.

Para assinalar Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

guiada à Igreja de São Jorge, à Ermida de Nossa Senhora da Piedade e espaço envolvente destes locais de culto em Sarilhos Grandes, onde há preciosos contributos para a história local e nacional”, revela a autarquia, adiantando que o programa ficará concluído com uma deslocação à Galeria Municipal no Montijo. Na Galeria Municipal, os participantes visitarão a exposição 'Sarilhos Grandes entre Dois Mundos: o Oriente e o Ocidente'. A mostra desvenda “a ligação dos sarilhenses à expansão portuguesa no mundo” e, ao mesmo tempo, revela o resultado do “trabalho de investigação bioarqueológica” que tem vindo a ser realizado por equipa de investigadores na necrópole de Sarilhos Grandes. “No final, certamente, vai descobrir coisas únicas sobre o nosso património e sobre a importância da sua conservação e salvaguarda, para que todos possamos deixar um legado às gerações futuras”, promete a autarquia, em jeito de apelo à participação na actividade. A iniciativa, acrescenta a edi-

Programa contempla visitas à Igreja de São Jorge, Ermida de Nossa Senhora da Piedade e à exposição patente na Galeria Municipal

D

ar a conhecer “o património existente” no concelho do Montijo e “as vivências” que lhe estão associadas é o objectivo da iniciativa “À descoberta de... Sarilhos Grandes e a Expansão Portuguesa” que a Câmara Municipal propõe para o próximo dia 18, entre as 10h00 e as 12h00, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A iniciativa contempla uma “visita

lidade, “é gratuita, com transporte incluído, mediante marcação prévia para o email cultura@ mun-montijo.pt ou pelo telefone 21 232 78 67”. Recorde-se que este ano, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios adoptou como tema o “Património e Paisagem Rural”.

[ FOTOS: DIREITOS RESERVADOS ]

Autarquia propõe viagem ao património histórico de Sarilhos Grandes

Os Capitão Fausto trouxeram o seu quarto e último álbum a Setúbal

Lançado o mês passado, o mais recente trabalho da banda pop Capitão Fausto ouviu-se em Setúbal esta semana. Foi mais uma iniciativa integrada no m@rço.28

O

mais recente álbum dos Capitão Fausto, “A invenção do Dia Claro”, foi apresentado a Setúbal no Fórum Municipal Luí-

[ DIREITOS RESERVADOS ]

“A invenção do Dia Claro” esgotou sala do Luísa Todi

sa Todi, perante uma sala esgotada. A banda pop portuguesa formada em 2009, é constituída por Tomás Wallenstein, Domingos Coim-

bra, Miguel Palha, Francisco Ferreira e Salvador Seabra interpretou temas de deste seu quarto álbum, em que o título foi resgatado a uma das

obras de Almada Negreiros. No concerto na agenda do m@ rço.28, programa municipal que celebra localmente o Mês da Juventu-

de, os Capitão Fausto partilharam, através de uma viagem pop com guitarras, órgão, piano e bateria, temas como “Sempre Bem”, “Faço as Vontades” e “Amor, a Nossa Vida”. Influenciada por lendas musicais como Jimi Hendrix, Arctic Monkeys, Carlos Santana, Gentle Giant, Pink Floyd, The Doors e Beatles, a banda lisboeta estreou-se em 2011 com “Gazela”. Nos anos seguintes, lançou “Pesar o Sol”, “Grelhados ao Vivo” e “Capitão Fausto Têm Os Dias Contados”. “A Invenção do Dia Claro” foi parcialmente gravado em São Paulo, Brasil, nos estúdios da Red Bull, e lançado em Março deste ano, conta com a colaboração de vários artistas paulistas em oito canções distribuídas por meia hora de música.


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MONTIJO

O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

Helena Pato vai estar amanhã no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida

Mulher torturada pela PIDE partilha história contada em livro A autora de “A noite mais longa de todas as noites” esteve presa seis meses em Caxias e exilada três anos. Traz memórias da luta pela liberdade

H

elena Pato, autora do livro “A noite mais longa de todas as noites”, vai estar amanhã, a partir das 16h00, no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, no Montijo, para falar de histórias e memórias que integram a obra literária lançada no ano passado. O testemunho, na primeira pessoa, da mulher, professora, resistente ao regime fas-

cista, que foi presa em 1967 e torturada pela PIDE, cumprindo seis meses na cadeia de Caxias sempre em regime de isolamento. Helena Pato nasceu em Mamarossa (Aveiro), em 1939, licenciou-se em Matemática e dedicou a vida ao ensino e à formação docente. “Nas duas décadas que antecederam a Revolução do 25 de Abril militou activamente na resistência ao regime fascista. Esteve no exílio três anos”, sublinha a Câmara Municipal do Montijo, entidade que apoia a iniciativa organizada pelo Projecto de Intervenção Cultura e Artes (PICA), em parceria com o Ateneu Popular local. O livro “A noite mais longa de todas as noites” foi edita-

do em Maio de 2018 e está “prestes a chegar à sua terceira edição”. Apresenta um testemunho da luta da autora – de outras lutas – pela liberdade. Helena Pato, realça ainda a autarquia, “criou, coordena e dinamiza” a página “Fascismo Nunca Mais” no Facebook, bem como o blog “Antifascistas da Resistência”. Amanhã, no Cinema Teatro Joaquim d' Almeida, irá relatar episódios marcantes. “Um encontro para fazer história, onde Helena Pato, na primeira pessoa, vai contar

algumas das suas memórias de um passado que não deve ser ignorado, nem enterrado, porque conhecer o passado é, também, perspectivar o presente e os desafios de um futuro, que todos queremos que seja melhor”, conclui a autarquia. O evento, que conta ainda com o apoio da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, tem entrada livre.

OPINIÃO

A programação cultural e artística no Montijo ILÍDIO MASSACOTE Tuba Principal O. Sinfónica Portuguesa Director Pedagógico do Conservatório Regional de Artes do Montijo Professor de Tuba e Música de Câmara na ESART Professor de Tuba e Música de Câmara na Universidade de Aveiro Doutorando na UA

A

s artes e a cultura são fatores de desenvolvimento das regiões e das cidades, são estruturantes na educação e na construção do Homem, e devem ser analisadas como investimento público que trará retorno nas gerações futuras. A experiência do belo, do autêntico, não efémero nem superficial, não é algo acessório ou secundário na busca do sentido e da felicidade, esta experiência não afasta da realidade, mas, ao contrário, leva a um confron-

to cerrado com a vida quotidiana, para o libertar da obscuridade e o transfigurar, para o tornar luminoso e belo. Citando Dostoievsky - “A humanidade pode viver - diz ele - sem a ciência, pode viver sem pão, mas unicamente sem a beleza já não poderia viver, porque nada mais haveria para fazer no mundo. No Montijo 90% da programação é amadora, não existe um programador cultural, a programação é gerida pelo presidente, vereador, e por amigos a quem dão um jeito para expor os seus novos “produtos culturais”, gerindo a oferta cultural de fora para dentro e conforme o interesse partidário. Utilizam a programação artística e cultural para controlar as forças vivas. Confundem a Arte com entretenimento, e confundem o Belo com o vulgar. Não existe um serviço educativo, não programam espetáculos didáticos para a comunidade escolar. Um exemplo é a inexistência de uma articulação entre os programas escolares que são lecionados e a oferta de peças teatrais (ignorando a capacidade instalada no Montijo), desaproveitando o

potencial de atração que a realização de peças teatrais poderiam ter ao trazer público escolar das áreas circundantes para o Montijo. O Executivo PS desgoverna o Montijo há 22 anos e ainda não compreendeu o potencial do concelho. Zona rural para festivais de verão (como o aproveitamento do Colonato de Pegões e Bairro de São Gabriel, que o laxismo do estado e a negligência e incúria da autarquia deixaram ao abandono e ao vandalismo), inexistência de programação nas freguesias rurais, Santuário da Atalaia sem qualquer tipo de aproveitamento tanto do património edificado como do cultural (ignora-se o potencial que o espaço pode oferecer a uma programação artística pensada), Capital da Flor só na propaganda porque nas ruas não se vê nada (quem chega ao Montijo ao deparar-se com esta «publicidade» perguntar-se-á porque a nossa cidade merece este epíteto), ignora-se um passado recente rico no que toca a artes e ofícios que mereciam um espaço museológico próprio.

As festas populares São Pedro, que são uma amostra do que eram, ganhavam com uma gestão transparente, uma gestão profissional, com diretor artístico, marketing/ comercial e financeiro que construa uma imagem atrativa e promova o Montijo para o exterior, e não o desfile do fungagá da feira carnavalesca em setembro. O executivo plagia tudo o que é festa e festinha sem interesse pela identidade aldeana pelas suas gentes e tradições. «Programam» espetáculos para as Igrejas como se estas fossem salas da Broadway, ofendendo e profanando locais sagrados para a comunidade Católica. O que acontece hoje no Montijo é uma gestão de conteúdos, muitos deles rotulados erroneamente como culturais. Não bastando esta confusão a gestão é maioritariamente amadora, o que se torna um problema. O normal é a gestão cultural ser profissional e haver algum espaço para amadores (não confundir com amadorismo), no Montijo é o inverso, a gestão é amadora e há algum espaço para os profissionais, muito pouco diga-se.

SOCIEDADE

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2.ª DIVISÃO DISTRITAL

Três galos para dois poleiros

Série A chega ao fim após imbróglio

SEXTA-FEIRA, 12/04/2019

DESPORTO

Resolvido o imbróglio que se instalou na 2.ª Divisão Distrital o campeonato está de regresso este fim-de-semana com a realização dos jogos que faltam para completar a Série A que ditarão

quais os clubes que se vão juntar ao Comércio Indústria na passagem à fase final da competição que será disputada também pelos três primeiros classificados da Série B, Pescadores da Caparica,

Seixal e Almada.Para os dois lugares ainda por preencher existem três candidatos Atlético Alcacerense e Estrela de Santo André, ambos com 29 pontos, e Águas de Moura, com 28 pontos.

Jogos da 18.ª jornada da 1.ª fase da Série A: Águas de Moura – Juventude Melidense, Quintajense – Alcacerense e Juventude Cercalense – Estrela de Santo André.

Médio Nuno Valente revela ambição vitoriana em surpreender o Benfica no domingo

Vitória FC defronta domingo, a partir das 20 horas, no Estádio da Luz, o líder Benfica, em jogo da 29.ª jornada da I Liga. Entre os sadinos todos estão conscientes das dificuldades que vão encontrar, mas ninguém se dá por vencido, prometendo lutar com o objectivo de regressar a Setúbal com pontos na bagagem. Quem o garante é o médio Nuno Valente que dá voz à ambição vitoriana. “Internamente, a nossa ideia é de que temos de conseguir pontos na Luz. O jogo é extremamente difícil, mas temos a ambição de pontuar”, vincou.

Depois de dois êxitos consecutivos (Feirense e Marítimo, ambos por 10), o Vitória defronta o líder Benfica. De que forma está a equipa a antever este jogo? Estamos a passar uma fase que já não tínhamos há muitos jogos, com duas vitórias consecutivas. Temos agora um jogo extremamente difícil, como aliás têm sido todos. Neste ainda é mais por ser na casa do primeiro classificado. Temos as nossas hipóteses e vamos à com o intuito de conseguir pontos. O facto de o Benfica ser apontado como favorito isso ser benéfico para a vossa equipa? Internamente, a nossa ideia é de que temos de conseguir pontos na Luz. O jogo é extremamente difícil, mas temos a ambição de pontuar. O que vão ter de fazer para ultrapassar o Benfica? Temos de estar extremamente organizados. Estando bastante compactos podemos criar alguns problemas ao Benfica e assim retardar a avalancha ofensiva que o Benfica terá certamente por jogar em sua casa e querer ser campeão. Vários elementos têm-se destacado no Benfica, como Seferovic e Pizzi, por exemplo. Vão ter alguma atenção especial a algum jogador? O Benfica vale pelo seu todo e não pelas individualidades. Claro que teremos de ter uma atençãozinha redobrada com um ou outro jogador. Todos eles merecem total respeito e

VFC

“Temos as nossas hipóteses e vamos à Luz com o intuito de conseguir pontos” O

ouro e vai ser complicado para todas as equipas. Em termos individuais, que balanço faz da sua época de estreia no Vitória? No geral, a temporada está-me a correr bem. Vim para um lugar e clube diferente, com muita história. A adaptação custou-me um bocadinho no início, mas agora sinto-me bem e acredito que as coisas possam terminar ainda melhor. Tem alguma boa recordação com o Benfica? No Arouca, quando me estreei na equipa à segunda jornada [época 2015/16], em Aveiro, conseguimos vencer o Benfica, por 1-0. Era bom repetir esse feito (risos). Mendy ainda em dúvida Frente ao Benfica, o treinador Sandro Mendes está impedido de utilizar José Semedo (castigado) e os lesionados Sílvio, André Pedrosa, Mikel Agu e Alex Freitas. Também a debelar de mazelas físicas está o avançado guineense Mendy, que permanece em dúvida. Depois do treino de ontem em Palmela, o plantel prossegue hoje a preparação da partida no Estádio do Bonfim, a partir das 10 horas. O Benfica, líder do campeonato, com 69 pontos, e o Vitória, 11.º classificado, com 31, defrontam-se no domingo, às 20:00 horas, no Estádio da Luz, em Lisboa, em jogo da 29.ª jornada da I Liga.

NUNO VALENTE. Médio sadino afirma que sadinos podem criar alguns problemas ao Benfica e assim retardar a avalancha ofensiva das águias

a mesma atenção. Por defrontar hoje (ontem) na Liga Europa [duelo com os alemães do Eintracht Frankfurt decorria à hora do fecho da presente edição], o Benfica vai ter três dias de descanso. É algo que pode jogar a favor do Vitória? Esse problema é do Benfica e não do Vitória. A nós compete-nos trabalhar bem até ao jogo. A equipa chega a este jogo mais tranquila depois de duas vitórias seguidas. É mais fácil jogar agora? Sim. O oxigénio que ganhámos nos últimos dois jogos é bastante impor-

tante. Vamos encarar o jogo com o Benfica com outra confiança porque vimos de duas vitórias consecutivas, que já não acontecia há algum tempo. Acreditamos que podemos somar pontos na Luz. «Dependemos um bocadinho dos golos do Cádiz» O Vitória tem a quarta melhor defesa do campeonato (27 golos sofridos) e o quarto pior ataque (22 marcados). De que forma vê este contraste? A equipa é bastante pragmática,

defende muito bem e é bastante organizada. Esperamos ter as oportunidades que tivemos nos dois últimos jogos e conseguir concretizá-las neste jogo. É verdade que não fazemos muitos golos e estamos a depender um bocadinho dos golos que o Cádiz tem feito. Temos de continuar a trabalhar, certamente outros jogadores irão fazer golos. Quais as contas da permanência que a equipa faz neste momento? Vai ser até ao fim. As equipas são muito equilibradas, há muita competitividade e os jogos vão ser todos difíceis. Os pontos vão valer

Sócios têm bilhetes para a Luz a 12 euros Entretanto, os sócios vitorianos que queiram marcar presença no Estádio da Luz, em Lisboa, para apoiarem a equipa podem ainda inscrever-se na Gestão de Sócios, no Estádio do Bonfim. O preço do autocarro e do bilhete é de 20 euros, estando a partida no domingo agendada para as 17 horas, em frente ao Bingo. Há também ainda a possibilidade de adquirir apenas o ingresso para a partida por 12 euros, bilhetes que estão disponíveis apenas para os associados com as quotas em dias. RICARDO LOPES PEREIRA


SEXTA-FEIRA 12/04/2019

DESPORTO

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O DIÁRIO DA REGIÃO DE SETÚBAL

II LIGA Cova da Piedade joga esta tarde em Braga

Concentração e perspicácia serão factores essenciais

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CAMPEONATO DE PORTUGAL

Equipas da região jogam todas em casa

Pinhalnovense joga partida quase decisiva com Sacavenense As duas equipas estão separadas apenas por um ponto e encontramse mesmo à beira da linha de água. Quem perder poderá ficar em muito maus lençóis. Amora e Olímpico deverão ter a tarefa mais facilitada POR JOSÉ PINA

P

inhalnovense, Olímpico do Montijo e Amora jogam todos em casa na 30.ª jornada do Campeonato de Portugal, que está a entrar na sua fase derradeira. O Pinhalnovense recebe o Sacavenense, o Olímpico do Montijo joga com o Angrense e o Amora defronta o Vasco da Gama da Vidigueira. No Campo Santos Jorge realiza-se um dos jogos mais importantes da jornada que vai colocar frente a frente duas equipas que se encontram envolvidas na luta pela fuga à despromoção. Pinhalnovense e Sacavenense estão separados apenas por um ponto na tabela classificativa, com a particularidade da equipa de Sacavém

se encontrar mesmo à beira da linha de água com os mesmos pontos do Vasco da Gama da Vidigueira que já está na zona de despromoção. E, se o Sacavenense está assim o Pinhalnovense também não está muito melhor. Por isso, fica a sensação de que poderá ser um jogo praticamente decisivo para qualquer das equipas porque quem perder fica em muito maus lençóis, tendo em conta que passam a faltar apenas quatro jornadas. O Pinhalnovense a jogar em casa ganhou seis vezes e empatou outras tantas e o Sacavenense em terreno alheio tem apenas três vitórias mas empatou em cinco jogos. Quer isto dizer que a equipa de Pinhal Novo parte com algum favoritismo mas há que ter algum cuidado porque o adversário também não vai querer perder. Amora quer regressar às vitórias No Estádio da Medideira, o Amora, que na jornada anterior sofreu um rude golpe nas suas aspirações com a derrota sofrida em Marvila, defronta o Vasco da Gama da Vidigueira que se encontra na zona de despromoção e o regresso às vitórias é o panorama que se apesenta mais viável, até porque matematicamente ainda não está totalmente arredado do seu objectivo. Os 15 pontos de diferença entre

as duas equipas querem certamente dizer alguma coisa e o facto da equipa amorense ter um registo fantástico de 11 vitórias, dois empates e uma derrota nos jogos em casa é bem revelador da tendência que existe quanto ao favorito. Contudo, a equipa deve estar preparada para algumas dificuldades que podem vir a surgir devido à necessidade que a equipa da Vidigueira tem em pontuar para fugir à descida de divisão. Olímpico é favorito No Campo da Liberdade, o Olímpico do Montijo, que segue de forma mais ou menos tranquila na tabela classificativa, defronta um adversário que corre sérios riscos de ser despromovido. Por isso, este é um jogo em que a equipa orientada por David Martins se apresenta claramente como favorita. O Angrense tem revelado muitas limitações e na condição de visitante nos 14 jogos que efectuou obteve apenas uma vitória e três empates, tudo o resto têm sido derrotas. E, para além deste registo apresenta também a segunda defesa mais batida com 34golos sofridos em terreno alheio e o ataque menos concretizador com apenas sete golos marcados. Os números falam por si, de qualquer forma será bom não facilitar para não ser surpreendido.

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Cova da Piedade desloca-se esta tarde a Braga onde defronta pelas 16 horas, no Estádio Municipal 1.º de Maio, a equipa B da cidade dos arcebispos em jogo a contar para a 29.ª jornada do Campeonato da II Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Este é um jogo de extrema importância para as duas equipas que se encontram envolvidas na luta pela manutenção. A equipa B do Sporting de Braga encontra-se numa situação muito delicada no penúltimo lugar com 30 pontos e os piedenses um pouco mais acima com 34 pontos. Como se pode verificar a diferença pontual não é muito acentuada por isso prevê-se que venha a ser um jogo pautado pelo equilíbrio porque com toda a certeza nenhuma das equipas vai querer arriscar demasiado dada a necessidade que ambas têm de pontuar. Os bracarenses para ver se conseguem deixar a zona de despromoção e os piedenses para tentarem trepar mais um ou outro lugar na tabela classificativa. Para este encontro o Sp. Braga vem

de um empate alcançado em Mafra e o Cova da Piedade de uma vitória obtida sobre o Académico de Viseu, num jogo que assinalou o regresso da equipa piedense aos resultados positivos. Em casa os bracarenses já fizeram de tudo um pouco, perderam mais vezes que ganharam e só empataram uma vez e o Cova da Piedade em terreno alheio ganhou quatro vezes e empatou três. Perante estes dados não é fácil fazer qualquer tipo de previsão porque a avaliar pelos resultados obtidos, em qualquer uma das situações, fica a ideia de se tratar de um jogo em que tudo pode acontecer. Por parte dos piedenses há o grande desejo de vencer para afastarem alguns fantasmas que ainda estão a assombrar a equipa mas para isso é preciso que os jogadores dêem o máximo, joguem devidamente concentrados na sua zona defensiva e sejam perspicazes no ataque. Em termos de historial fica a curiosidade das equipas estarem empatadas, com duas vitórias para cada um e um empate, nos cinco jogos realizados entre elas. JOSÉ PINA

1.ª DIVISÃO DISTRITAL Domingo joga-se a 24.ª jornada

Alcochetense defende segundo lugar em Palmela

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Desportivo Fabril, líder incontestável do campeonato, que está muito perto de alcançar o seu objectivo, desloca-se nesta jornada à Charneca e Caparica para mais um confronto que se prevê complicado devido sobretudo às características do relvado. Mas, independentemente do que vier a acontecer uma coisa é certa, o primeiro lugar continuará sempre a ser seu. Na luta pelo segundo lugar, o Alcochetense não vai ter tarefa fácil em Palmela porque vai defrontar uma equipa que pratica bom futebol e o mesmo se poderá dizer em relação ao Vasco da Gama que se desloca ao Campo da Verderena para medir forças com o Barreirense, que luta também

pelo mesmo objectivo. Sesimbra e U. Santiago actuam igualmente fora de casa e também aqui nenhum deles está à espera de facilidades, embora a equipa alentejana defronte o último classificado. Outro dos jogos para acompanhar com especial interesse é o que se realiza no Monte de Caparica, entre o C. Piedade B e o O. Dragon. Jogos da 24.ª jornada: Banheirense - U. Santiago; Palmelense – Alcochetense; Beira Mar de Almada – Sesimbra; Moitense – Grandolense; C. Piedade B – Oriental Dragon; Barreirense – Vasco da Gama; Charneca de Caparica – Desportivo Fabril; FC Setúbal – Alfarim. JOSÉ PINA

FUTEBOL FEMININO Nacional da 2.ª Divisão

Quintajense recebe Estoril e Amora defronta Sporting

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isputa-se este fim-de-semana a segunda jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional Feminino da II Divisão onde participam, na Série Sul, duas equipas da região, Quintajense e Amora. As duas equipas que na primeira jornada obtiveram resultados diferentes [vitória do Amora sobre o Estoril e derrota do Quintajense em Condeixa] preparam-se agora para novos confrontos, no regresso do campeonato, após de três semanas de paragem.

Esta jornada será disputada em dois dias, no sábado, às 16 horas, no Campo Leonel Martins, o Quintajense vai procurar obter a sua primeira vitória na competição na recepção ao Estoril. E, no mesmo dia, à mesma hora, no Estádio da Tapadinha, o Benfica recebe o Condeixa. A jornada ficará completa no domingo com a realização do Amora – Sporting, às 15 horas, no Campo do Serrado, jogo que está a despertar muito interesse entre os amorenses pelo facto do adversário ser quem é.


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O Setubalense, diário da região nº 148  

O Setubalense, diário da região nº 148  

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