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Lúcia Moniz Primeira Sala de alegrou crianças Aula do Futuro d’O Sonho é em Setúbal A actriz e cantora Lúcia Moniz passou ontem por Setúbal para proporcionar um dia diferente a mais de 120 crianças dos três aos cinco anos em duas creches da Instituição O Sonho - O Ninho e Creche O Sonho.

A primeira Sala de Aula do Futuro da península Ibérica e uma das duas únicas da Europa é inaugurada hoje, na Escola Secundária Dom Manuel Martins. Trata-se de um projecto baseado no modelo da sala existente em Bruxelas.

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QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

N.º 24 | Ano I | 4.ª Série www.osetubalense.com | Preço € 0,50 | Diretor João Abreu

Cidade PÁG. 07

Mário Silva é cremado hoje

Mário Silva, funcionário no Jumbo de Setúbal há mais de vinte anos, perdeu a vida num acidente de viação na A2, no Domingo à noite. O corpo está hoje em câmara ardente na Capela da Camarinha e será cremado no Cemitério de Quinta do Conde.

"O 25 de Abril foi um período extraordinário ...hoje é uma amargura" 25 de Abril PÁGS. CENTRAIS Em entrevista a O Setubalense, Odete Santos, ex-deputada do PCP por Setúbal, mostra-se desiludida com o rumo do país mas acredita que vale sempre a pena lutar. Grande defensora dos ideais de Abril, conta várias histórias sobre uma época que viveu com grande intensidade. Desporto PÁG. 13

[ a-gosto.com 

Especial PÁG. 05

Especial Baixa de Setúbal Nesta terceira edição do especial dedicado à Baixa, O Setubalense percorre as ruas Dr. Paula Borba e dos Correeiros para descobrir as principais ofertas comerciais e também um pouco da sua história.

Passar pelo Braga ficou à distância de 11 metros

Voltamos segunda-feira Informamos os nossos leitores e colaboradores que O Setubalense não será publicado na sexta-feira, devido ao feriado de 25 de Abril. Voltamos às bancas na segunda-feira, 28 de Abril.

Edição de Livros • Revistas • Boletins • Cartões • Ofícios • Envelopes • Facturas • Recibos • Guias de Remessa • Flyers • Cartazes • Sacos em Papel • Papel de Embrulho • Caixas • Calendários

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FUNDADA 1951


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BLOCO CLÍNICO

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Bebé Massajado, bebé Saudável! Mito ou verdade? A massagem é uma técnica milenar, tendo sido utilizada desde sempre no Oriente. Na Índia, a massagem foi perpetuada ao longo dos séculos, sendo uma tradição que passa de mãe para filha. Na medida em que acalma, a massagem proporciona ao bebé uma sensação de bem-estar. Os bebés adoram ser tocados, na verdade é algo que os estimula e o toque é uma componente essencial do seu crescimento e desenvolvimento. No útero, o bebé sente todas as carícias que são feitas na barriga da mãe. Após o nascimento, a massagem aumenta não só o vínculo entre os papás e o seu bebé como a percepção das necessidades do bebé, melhorando a confiança quanto à sua capacidade como mãe/pai e aumentando o prazer, interacção

Para os bebés os beneficios que advêm da massagem têm sido suportados por diversos trabalhos de investigação, de onde podemos destacar:

Ajuda a regular e a reforçar as funções respiratória, circulatória e gastrointestinal; Alivio das cólicas, gases e obstipação; Estimula o sistema imunitário, a libertação de hormonas e a digestão, permitindo o ganho de peso; Diminui o stress e a ansiedade, dos bloqueios que se produzem ao encontrar-se diariamente com coisas novas,tornando-o num bebé mais calmo; Melhora os padrões de sono; Ajuda a aumentar a au-

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seu novo mundo. Por isso o curso de massagem do bebé deve ser iniciado por volta do 1º mês de idade. Agora, já é possível aprender com profissionais de saúde especializados na área, as técnicas mais importantes para dar ao seu

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OPINIÃO

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Política

FAZER A CIDADE

40 Anos de abril

H

á 40 anos terminava a mais longa ditadura da Europa. Mas ela não foi a ditadura de um homem. A 1ª República foi derrubada por uma oligarquia económica, pela reunião da direita dos interesses e da política. Destruir o movimento operário organizado e eliminar drasticamente a sua capacidade reivindicativa, era condição central para o aumento dos lucros das classes dominantes. A ditadura era indispensável à imposição destas políticas e o discurso contra a política e os políticos, desacreditando as instituições da República e sobre a necessidade de um “salvador da pátria”, um instrumento para destruir a democracia. O pai de Salazar era feitor em propriedades agrícolas. O filho foi o “feitor” dos donos de Portugal, dos grandes grupos económico-financeiros que hoje continuam com todo o seu poder, sempre construído à sombra do Estado. O seu “milagre financeiro”, significou uma drástica redução da educação e da saúde pública e a ausência de proteção social, agravando a fome e a miséria… Já nos últimos anos da Ditadura, nas “conversas em família” Marcelo Caetano afirmava então,

numa televisão a preto e branco, que “ tinha acabado o tempo das vacas gordas”, pelo que havia que fazer sacrifícios. Era uma situação…inevitável! Nas palavras do ditador, a alternativa era o caos, a anarquia! Mas, afinal, havia alternativa. E não era o caos anunciado, como o demonstraram todos aqueles que construíram e fizeram o 25 de Abril de 1974. E Portugal renasceu das cinzas e rebentou “as portas que Abril abriu”. E o ensino público prosperou, reduzindo-se de forma exemplar o analfabetismo. E o Serviço Nacional de Saúde foi implementado, elevando Portugal, no que se refere à drástica redução das taxas de mortalidade infantil, aos níveis mais elevados do desenvolvimento humano. Desenvolveram-se os direitos do trabalho. O poder local/ autárquico, independente do poder central, afirmou-se levando ao desenvolvimento de um País marcado pelas desigualdades… Hoje, 40 anos depois de Abril, voltamos a ouvir vozes que colocam em causa o regime democrático e a Constituição. Dizem-nos que Portugal não é um país soberano, que tem de se dobrar à vontade dos “mercados”, que não há

alternativa… A receita foi eficaz. Primeiro construiu-se uma economia de casino, destruindo o sector produtivo, esbanjando crédito pelo imobiliário e consumo. Depois quando tal economia se tornou insustentável e a banca e os especuladores diminuíram os lucros, a resposta foi simples…o Estado e os impostos dos portugueses têm de pagar os prejuízos da banca e dos especuladores privados… esta é a origem da famosa dívida que sendo privada, passou a pública… estava instalada a chamada “crise”… Chamam-lhe “crise” para esconder a sua verdadeira natureza, a transferência dos rendimentos do trabalho para o capital, a gigantesca operação de roubo dos dinheiros do Estado e dos impostos dos portugueses em favor da banca e dos especuladores nacionais e internacionais… O capital financeiro quer o máximo de dinheiros públicos num curto prazo. O Estado tem de cortar na saúde, educação ou segurança social, para satisfazer esta gula imensa. Só em juros da dívida pagamos mais que para a educação ou a saúde. A chamada “crise” é a principal fonte de rendimento da banca e dos especuladores e justifica

Memórias de um alfaiate

O Senhor Lince

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ra um cavalheiro, apesar dos seus oitenta e tanos anos, era bom c o n ve r s a d o r e s a b i a m u i t o , Pa s s a v a p e l a minha alfaiataria frequentemente. Vinha todos os meses a Lisboa e quando tinha vagar vinha visitar-me, encomendar um fato novo ou simplesmente para conversar. Era um cliente especial: um fato para ele tinha de ter duas calças, casaco e colete; as calças tinham de ter um bolso secreto e o colete também, por precaução. Eu já sabia que os negócios que só dão lucro para uma parte não eram honestos, mas quis aferir o meu

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raciocínio. Falava-se muito nessa altura duma tal banqueira, a dona Branca, e quis saber a opinião desse meu cliente. A resposta foi rápida e inequívoca. “Ó meu amigo, negócios de banqueiro legais e honestos não são com certeza, porque nunca vi com honestidade juros tão elevados como esses “. A conversa ficou por aqui, pois estava na hora de ir apanhar o transporte para Alcácer. Despedimo-nos com a certeza de que tínhamos a mesma opinião sobre este assunto: honestidade e lucro fácil não combinam. Vitor Gaspar

“O dia inicial inteiro e limpo”

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Álvaro Arranja Bloco de Esquerda Setúbal o esmagamento dos direitos dos trabalhadores. Não há, obviamente, vontade política de acabar com o negócio da “crise”. Como é que eles (os políticos do “arco da governação”) garantiriam os seus futuros lugares em Conselhos de Administração? Mas, como diz um poema de José Saramago, Quando nos julgarem bem seguros, Cercados de bastões e fortalezas, Hão-de ruir em estrondo os altos muros E chegará o dia das surpresas. Também nos anos anteriores a 25 de Abril, não havia alternativa, o povo vivia com medo, o sentimento de impotência reinava…E tudo isso mudou depois de uma canção que diz que “o povo é quem mais ordena”…

m estudo sobre a história do país, levado a cabo pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, recentemente revelado pelo Expresso, revela que quase 60 por cento dos portugueses considera o 25 de Abril como o facto histórico mais importante ocorrido em Portugal desde

nosso. Assim, o que Assunção Esteves vai conseguir é que venha a realizar-se outra cerimónia, esta promovida pelos militares, que acabará por retirar significado ao tradicional evento parlamentar. Tudo isto por falta de sensibilidade e de boa vontade, com as quais tudo se resolveria.

sempre. Muitíssimo mais do que a implantação da república, a adesão do país à CEE ou a restauração nacional em 1640. É curioso que há uns anos o mesmo país votou em Salazar, num programa de televisão (embora sem a cientificidade deste estudo) como o português mais importante de sempre. Estas coisas valem o que valem, mas sobretudo revelam, muito provavelmente, a profunda decepção pela maior parte do pessoal político que hoje nos governa e representa. Nas comemorações destes 40 anos do 25 de Abril ficou claro que Assunção Esteves – a presidente do parlamento – apenas desejava usar os militares de Abril para efeitos decorativos, como uma espécie de cravos humanos, na casa (que devia ser) do povo, a Assembleia da República, mas que está reduzida, em grande parte, a um grupo de representantes da alta finança e dos interesses económicos. A infeliz senhora ainda teve o desplante de dizer que, se os militares querem discursar “o problema é deles”… Não! Está enganada. O problema é

Entretanto, o Expresso e o grupo comunicacional de Balsemão, prestaram um excelente serviço ao país, na Gulbenkian, com a iniciativa: “25 de Abril, 40 anos depois. Valeu a pena?” Claro que valeu a pena, apesar de todas as asneiras de percurso. Basta comparar o país que tínhamos antes de 1974 e o de hoje. Qualquer estudo sociológico sério demonstra que em matéria como cuidados de saúde universal, educação para todos, solidariedade social, já para não falar de liberdade, do fim das guerras de África e do isolamento internacional falam por si. Apesar dos dias que vivemos, enquanto os portugueses zurzirem esta malfadada classe política mas guardarem a memória do 25 de Abril de 1974, há esperança. Por isso, 25 de Abril sempre! Ou, como escreveu Sophia de Mello Breyner Andresen: “Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo”. José Brissos-Lino


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25 DE ABRIL - 40 ANOS

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Setúbal comemora Revolução dos Cravos um pouco por todo o concelho [ DR 

POR VERA MARIANO

O

concelho de Setúbal comemora os 40 anos do 25 de Abril com diversas iniciativas organizadas pelas autarquias e pelas associações locais. Inaugurações, espectáculos musicais, teatro, fogo de artifício, entre outros, marcam as comemorações locais. Um dos pontos altos em Setúbal será na quinta-feira à noite, na Praça do Bocage, com o concerto de Sérgio Godinho, na Praça de Bocage, numa das várias actividades previstas para a véspera do feriado do 25 de Abril. O espectáculo, gratuito e com início às 22h00, é antecedido de distribuição de cravos pela população presente na Praça de Bocage. A presidente da Câmara Mu-

nicipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, discursa após o concerto, cerca de 15 minutos antes da meia-noite. Uma arruada, animada pelo grupo Quinteto Impossível até à placa central da Avenida Luísa Todi, decorre a partir da meia-noite e cinco minutos depois começa um espectáculo de fogo-de-artifício. Nova arruada dinamizada pelo Quinteto Impossível conduz os populares até ao Largo da Misericórdia, onde, às 00h30, na sede da Sociedade Musical Capricho Setubalense, tem início um concerto da banda Jack Shits, numa actuação promovida pela Capricho e pela Experimentáculo – Associação Cultural. Também no dia 24, na Praça de Bocage, é inaugurada uma venda de livros e publicações sobre

todo o dia haverá diversas actividades desportivas, nomeadamente o Torneio da Malha, com a participação de 15 equipas, organizado pelo Real da Malha; torneios de futebol organizados pelo CCDBA e hóquei em patins e patinagem artística, organizado pela Juventude Azeitonese.

Artiset expõe trovas e cantigas

O concerto de Sérgio Godinho é um dos momentos altos das comemorações dos 40 anos da revolução

a Revolução dos Cravos, iniciativa desenvolvida em parceria com a livraria Culsete, que decorre até 27 de Abril.

Reposição da água e iluminação da Fonte Nova é inaugurada sábado Um dos prontos altos das comemorações promovidas pela União das Freguesias de Setúbal (S. Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça) é a inauguração da reposição da Água e Iluminação da Fonte Nova, no sábado, a partir das 21h30. A iniciativa começa com animação e desfile com os Bardoada, seguida da cerimónia de inauguração e termina com um concerto de João Ilha. No entanto, a autarquia organiza outras iniciativas, entre as 10h30 e as 17h30 de sábado, na Praça do Bocage e Jardim de Vanicelos, como actividades de Yoga, pintura, balões, insufláveis, teatro e Y Gold Fit. No domingo, a União das Freguesias de Setúbal promove o Piquenique da Liberdade, entre as 11h00 e as 17h00, no Parque de Merendas da Comenda, com almoço e transporte gratuito. De salientar ainda, no dia 30, a realização de um passeio/ corrida nocturna pelo centro histórico, com concentração prevista para as 23h00, no Largo da Fontenova, e a chegada à Capricho Setubalense está prevista para cerca da meia noite. Às 00h30, tem início o café concerto “Músicas e Poesias de Abril”.

São Sebastião inaugura centro Elmano Sadino No dia 25 de manhã,

a Junta de Freguesia de São Sebastião organiza a já tradicional Corrida da Liberdade, em conjunto com o movimento associativo local e em colaboração com a Câmara Municipal. Esta edição homenageia o atleta olímpico setubalense Edi Maia, campeão nacional de salto com vara. Apesar de a corrida ser um momento alto das comemorações locais, este ano o destaque vai ainda para a inauguração do Centro Sociocultural Elmano Sadino, recuperado pela Junta de Freguesia de São Sebastião. Neste espaço, o antigo centro de saúde da Terroa, vão instalar-se diversas entidades das quais o Teatro do Elefante, a Cruz Vermelha, o Clube de Poetas da Cidade, associações de apoio a pessoas com doença mental, entre outras. No dia 26 de Abril, o Centro é aberto ao público e é feita uma visita guiada que divulga o novo espaço aberto para as pessoas e para o bairro.

Azeitão inaugura Lavadouros de Vila Nogueira de Azeitão Um dos pontos altos das comemorações em Azeitão será a inauguração dos lavadouros de Vila Nogueira, na sexta-feira, às 12h00. Mas as comemorações do dia 25 de Abril começam logo de manhã, às 9h00, com um passeio pedestre organizado pelo S.I.M.B.A., seguido, meia hora depois, de um passeio de cicloturismo pela freguesia, organizado pela junta. Durante

“Entre trovas e cantigas” é o título da exposição de artes plásticas que um grupo de associados da Artiset leva a efeito entre 25 de Abril e 8 de Maio, no espaço das Artes da Casa da Cultura de Setúbal, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril. Estarão expostos, trabalhos de 13 artistas: Acácio Malhador, Amália Oliveira, Ana Branco, Carlos Martins, Carlos Pereira da Silva, C. Vira, Eduardo Carqueijeiro, Graciete Lança, Maria Pires, Matos Pereira, Olinda Lima, Raquel Henriques e Valter Jordão.

Centro de Estudos Bocageanos promove conferência O Centro de Estudos Bocageanos também não quis deixar passar em branco a data e promove no dia 26, sábado, às 16h00, na Casa da Cultura, a conferência “Revolução de Abril: Uma revolução democrática e nacional”. A iniciativa, com o apoio da Câmara de Setúbal, terá como conferencista Domingos Abrantes, dirigente histórico do Partido Comunista Português.

Leitura de poemas anima Praça do Bocage A Escola Secundária Sebastião da Gama e a URAP também assinalam a efeméride com a leitura de poemas alusivos à revolução do 25 de Abril, por alunos dos cursos de Línguas e Humanidades. A iniciativa realiza-se no dia 28 de Abril, às 13h30, na Praça do Bocage. Haverá ainda uma animação representativa de uma cena da peça “Terra e Fogo. Mar e Céu. E a vontade dos Homens”, do grupo de Teatro Metáforas.


l BAIXA DE SETÚBAL a i c e p s e

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Rua Dr. Paula Borba, homenagem a um homem ilustre

F

rancisco de Paula Borba nasceu em 1872, em Angra do Heroísmo, mas cedo veio viver para Setúbal onde se casou e viria a morrer em 1934. Médico-cirurgião muito respeitado, exerceu a sua profissão na Santa casa da Misericórdia e no Montepio, em Setúbal. Foi um dos fundadores do Asilo Bocage (Lar Paula

Borba) com 15 asilados. Posteriormente, tornou-se provedor da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, tendo-se destacado por ter modificado profundamente o antigo hospital, que ficou mais moderno e adequado às necessidades da população. Devido ao seu sucesso no Hospital, foi-lhe entregue a direcção da maior parte das

na

instituições de assistência em Setúbal, as quais conseguiu desenvolver durante vários anos. Tornou-se numa das personalidades setubalenses mais respeitadas e em sua honra, os estabelecimentos comerciais da cidade fecharam as portas durante dois dias, quando Paula Borba faleceu. Uma das principais homenagens que a cidade lhe prestou foi perpetuar o seu nome numa das principais ruas do centro histórico e uma das mais movimentadas da Baixa comercial, com lojas de roupa, produtos cosméticos, perfumaria, ourivesaria e óptica, entre outros.

Loja de produtos maquilhagem marca italiana

Estamos na Baixa Setúbal Abertos Segunda a Sábado e hora de almoço

Largo da Ribeira Velha e Rua dos Correeiros

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ntigamente denominado por Largo da Ribeira Velha, devido à anterior existência de uma praia banhada pelo rio Sado, onde se fazia a descarga do peixe, o Largo Dr. Francisco de Soveral, é um provável ponto de partida para a incursão na Baixa, onde, além de sapatos, malas, flores e roupa juvenil, é possível temperar forças com refeições

Rua dos Correeiros, 24 – 2900 Setúbal Telm.: 918 515 337 E-mail: galopimlivros@hotmail.com

completas, tomar um café, conviver e até ler um livro. O edifício que encerra este largo pelo lado Sul integra o Postigo da Ribeira, estabelecendo uma ligação pedonal com a Av. Luísa Todi. Todo o espaço é dominado pela presença central de um plátano centenário, árvore considerada de interesse público. Aqui também se localizou anteriormente a Casa da

Câmara, depois transferida para a Praça do Bocage. A Rua dos Correeiros atravessa parte da Baixa e faz ligação com quatro artérias: Rua Dr. Paula Borba; Rua Álvaro Castelões; Rua Luís de Camões e Rua dos Almocreves. A sua denominação reporta-nos a uma profissão antiga, a de correeiro, ou seja, pessoa que faz ou vende objectos de couro. Actualmente já

não há existem correeiros nesta rua, no entanto, existem outras lojas como livrarias, boutiques, pronto-a-vestir infantil, sapataria, cabeleireiro e loja de tintas.


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CLASSIFICADOS

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Necrologia

António Pereira da Rocha (1936 - 2014) AGRADECIMENTO

Sua familia vêm por este meio agradecer muito reconhecidamente a toda a equipa de cardiologia e em especial ao Sr. Dr. Filipe Seixo do hospital S. Bernardo-Setúbal todo o carinho e profissionalismo demonstrado durante o seu internamento. A todos Bem Ajam.

OP/ 0119

Quirina Dias Duarte Gonçalves Casimiro

C/ 0081

FALECEU

Classificados

AGRADECIMENTO E MISSA 30.º DIA

Seu esposo, filhos, noras, netos e restante família, vêem por este meio e na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, agradecer a todas as pessoas que a acompanharam ou de outra forma manifestaram o seu pesar. Mais informam que será celebrada Missa do 30.º Dia, Domingo dia 27.04.2014, pelas 17:00 horas na Igreja dos Grilos. Agradecendo desde já a quem queira assistir a este religioso acto.

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MUNICÍPIO DO MONTIJO CÂMARA MUNICIPAL

AVISO

Alteração ao Plano Diretor Municipal de Montijo

Nos termos do nº 2, do artigo 77.°, do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de setembro, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 46/2009, de 20 de fevereiro, torna-se público que a Câmara Municipal de Montijo, deliberou na sua reunião de 19 de março de 2014, iniciar o processo tendente à alteração do Regulamento do Plano Diretor Municipal de Montijo, no sentido de fomentar a instalação de atividades económicas associadas à edificação em espaço agrícola e florestal, designadamente, estufas (para fins exclusivamente agrícolas) e unidades de exploração agropecuárias, designadamente a alteração dos artigos 31.°, 32.° e 36.° do Regulamento do Plano Diretor Municipal de Montijo, de forma a passarem a ter a seguinte redação:

Secção III Disposições específicas Artigo 31.° Edificação no espaço agrícola

12345a) ........................................................; b) ...............................................................; c) ......................................................................; d) ...............................................................; e) ................. .............................; f) .......................................................; g) ..............................................................; h) ..............................................................; i) ................................................................ j) O disposto nas alíneas a), b) e i) do presente número pode não ser aplicado por deliberação fundamentada da entidade licenciadora, precedida de parecer favorável das entidades competentes em matéria de licenciamento da respetiva atividade, em função da relevância económica e social do projeto, sempre que se trate da construção ou ampliação de edificações destinadas a exploração agropecuária, sem exceder a área reconhecida necessária para o fim a que se destina, nem o índice de ocupação 0,20. 6a) ..................................................; b) ......................................................; c) ...........................................................; d) ..........................................................; e) ..................................................; 7a)

Secção III Disposições específicas Artigo 32.º Estufa

1a) Localização apenas permitida no espaço agrícola ou florestal não abrangido por regime, servidão ou restrição que o contrarie, designadamente REN e regime hídrico, observando o afastamento mínimo de 200m a ocorrência com valor patrimonial e cultural; b) Índice de ocupação limite, 0,70. 23Secção III

Disposições específicas Artigo 36.º Edificação no espaço florestal

1234a) ...........................................................; b) .....................................................; c) .......................................................................; d) ......................................................................; e) ................... .............................; f) .........................................................................................................; g) ...................................................................................; h) ..............................................................; i)O disposto nas alíneas a), b) e i) do presente número pode não ser aplicado por deliberação fundamentada da entidade licenciadora, precedida de parecer favorável das entidades competentes em matéria de licenciamento da respetiva atividade, em função da relevância económica e social do projeto, sempre que se trate da construção ou ampliação de edificações destinadas a exploração agropecuária, sem exceder a área reconhecida necessária para o fim a que se destina, nem o índice de ocupação 0,20. 56O procedimento de alteração do Regulamento do Plano Diretor Municipal de Montijo proposto, não implica nem produz efeitos significativos no ambiente, consistindo em mera alteração regulamentar sem efeitos, designadamente na classificação de uso do solo, propondo-se a dispensa do procedimento de Avaliação Ambiental Estratégica nos termos e para os efeitos do disposto no n. ° 1 do artigo 3.° do Decreto-Lei 232/2007, de 15 de Junho. Uma vez assegurado o enquadramento acima descrito e prevendo-se um prazo indicativo de 6 meses para a conclusão deste procedimento, convidam-se todos os interessados a formular sugestões, assim como a apresentar informações, por escrito, até 30 dias úteis contados a partir da data de publicação deste aviso no Diário da República, na Divisão de Planeamento do Território e Urbanismo da Câmara Municipal de Montijo, sobre quaisquer questões que possam ser equacionadas no âmbito deste processo de alteração. Paços do Concelho de Montijo, aos 27 de março de 2014

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Nesta terc dedicad eira ediç ão do percorreo à Baixa, espe as rua O Setubale cial e dos nse Correeir s Dr. Pau as prin os para la Borba e tam cipais ofertas descobri bém um comerci r pouco da sua ais história .

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Nuno Ribeiro Canta

• Ofíci

QUARTA 23.ABRI -FEIRA L.20

N.º 24

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| Ano I | 4.ª 14 Série | Diret or João Abreu

25 de Abril Em ent PÁGS. CENTRAIS

revista desilu a O Set did dos ide a com o rum ubalense, Od ete San ais de Abril, o do país ma tos, exconta várias s acredita que deputada histórias vale sem do PCP por sobre 13 uma épo pre a pen Setúbal, mo a lutar. stra-se ca que Gra viveu com gra nde defens ora nde int ensida de.

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CIDADE

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Acidente na A2 em Palmela provoca um morto

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s festejos do 33º campeonato do Benfica tiveram o pior desfecho possível para Mário Silva que, após o jogo no Estádio da Luz, dirigia-se sozinho para casa e despistou-se no quilómetro 29 da A2, às 21h40, entre as portagens de Coina e a estação de serviço de Palmela. Depois de ter sido autopsiado, o corpo foi liberado ontem á tarde e está em câmara ardente na Capela da Camarinha. O funeral realiza-se hoje, às 15 horas, no complexo funerário de Quinta do Conde, onde será cremado. Mário Silva, 45 anos, trabalhava no hipermercado Jumbo de Setúbal há mais de 20 anos. Morava na Camarinha, com a mulher e duas filhas, uma com 20 e outra menor com oito anos. Na segunda-feira, era grande a consternação no local onde trabalhava, no Jumbo de Setúbal, pelo ines-

Setúbal comemora 154 anos da elevação a cidade [ CMS 

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Maria das Dores Meira passou revista à formatura dos Bombeiros Sapadores de Setúbal

A Mário Silva trabalhava há vários anos no Jumbo de Setúbal

perado falecimento de um colega, um benfiquista convicto de que o seu clube iria sagrar-se campeão nacional e quis ir a Lisboa para assistir ao jogo e à festa. No regresso, deu-se o acidente que o vitimou mortalmente. No local do acidente estiveram elementos da GNR, Bombeiros Voluntários de Palmela e INEM, tendo o óbito sido declarado imediatamente e o corpo transportado para a morgue do Hospital de São Bernardo.

As causas deste acidente ainda são desconhecidas pelo Núcleo de Investigação Criminal (NICAV) da GNR, que avança a O Setubalense que duas outras viaturas embateram contra o veículo imobilizado no meio da via mas sem qualquer ferido. O trânsito esteve completamente cortado no sentido norte-sul da A2 durante duas horas, sendo depois reposto em apenas uma faixa.

iniciativa “Encontros com a História” foi um dos pontos altos do programa que assinalou, no sábado de manhã, nos Paços do Concelho, a celebração dos 154 anos da elevação de Setúbal a cidade. Após a habitual cerimónia do hastear da bandeira do município, nos Paços do Concelho, que contou com a participação da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, bem como de elementos da vereação, seguiu-se uma pequena conferência por Alberto Sousa Pereira. Numa abordagem ao tema da elevação de Setúbal a cidade, o historiador local fez a contextualização histórico-social da efeméride. Setúbal é cidade

Colisão entre ciclista e peão causa ferido grave

A

colisão entre um ciclista e um peão, na manhã de sábado, numa passadeira junto à rotunda que faz ligação entre a Rua da Tebaida e a Rua Almeida Garret, causou ferimentos graves numa senhora idosa. Os dois envolvidos no incidente foram transportados para o Hospital São Bernardo, tendo a vítima com ferimentos mais graves sido submetida a uma operação na perna e transferida ainda no mesmo dia para a Unidade de Neurocirurgia no Hospital Garcia de Orta. O incidente deu-se às

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3 Reparos

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9h20 quando o ciclista, que sofreu uma luxação no ombro, se dirigia no sentido descendente da rua Tebaida para a rotunda. No local estiveram presentes duas ambulâncias do INEM e elementos da PSP para ordenarem o trânsito. O Setubalense teve ainda conhecimento de que a vítima foi submetida a intervenção cirúrgica na cabeça em Almada, tendo então contactado o Hospital Garcia de Orta para perceber em que estado se encontra mas até ao momento tal informação foi vedada.

há 154 anos, tendo o título sido concedido a 19 de Abril de 1860, por D. Pedro V, monarca soberano que respondeu positivamente à petição da Câmara Municipal de Setúbal, de 1858, que solicitava a elevação da outrora vila à categoria de cidade. O programa comemorativo da passagem dos 154 anos da efeméride continua hoje, com a conferência “Elevação de Setúbal a Cidade, estratégia urbana e novos projectos”, que terá lugar às 21h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Depois de uma intervenção de abertura pela presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, e da explicação sobre a evolução e o crescimento urbano de Setúbal até à actualidade, são apresen-

tados dois projectos para o município, a nova Biblioteca Municipal e o Terminal 7. A futura Biblioteca é apresentada por Jordana Tomé, Vítor Quaresma e Filipe Oliveira, três arquitectos do atelier vencedor do concurso público que decorreu em 2013 para apresentação de projectos do novo equipamento, a instalar no Largo José Afonso. O Terminal 7, polo de concentração de actividades náuticas e de promoção de iniciativas lúdicas e comerciais a criar na zona ribeirinha de Setúbal, é será apresentado no encontro, numa intervenção a cargo de Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira, da SAMI Arquitetos.

Reparamos que na Rua Frei António das Chagas, em toda a sua extensão, o estacionamento de carros faz-se nas zonas autorizadas e não autorizadas, isto é, nos locais permitidos e em frente das lojas cujos proprietários pagam os seus impostos para as suas lojas serem visíveis por quem passa e não para estarem ofuscadas com carros estacionados de manhã à noite. Há uma ou duas excepções onde a Câmara de Setúbal colocou pilaretes em frente de lojas - será que os donos dessas lojas são cidadãos de primeira e os outros são cidadãos de segunda? Reparámos que muitos automobilistas continuam a queixar-se dos desníveis ao longo da Avenida Jaime Cortesão, provocados pelas grelhas do sistema de drenagem de águas pluviais. Além de estarem um pouco desnivelados em relação ao asfalto, alguns estão praticamente colados às lombas das passadeiras, o que acaba por provocar um desnível ainda maior. Reparámos que foi alterada a cedência de prioridade no cruzamento entre a Av. Mariano de Carvalho e a Avenida Alexandre Herculano, sendo que agora quem circula na Av. Mariano Coelho tem que respeitar um sinal de STOP. Alertamos para esta mudança dado que os automobilistas que circulam naquela artéria, que vem do Montalvão, estão habituados a ter prioridade e isso poderá causar acidentes.

Este é a passadeira onde ocorreu o acidente


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25 DE ABRIL - 40 ANOS

QUARTAFEIRA 23.ABRIL.2014

Odete Santos, advogada, política e actriz

Uma mulher de Abril “desiludida com o presente e sem esperança no futuro” Odete Santos nasceu a 26 de Abril de 1941, em Pega, na Guarda. Irreverente e defensora das causas em que acredita, é uma mulher de esquerda e de Abril. Desde sempre ligada ao PCP, foi eleita deputada à Assembleia da República, durante 26 anos, pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, município onde reside. Paralelamente à carreira de deputada, foi ainda eleita presidente da Assembleia Municipal de Setúbal, em 2001 e 2005. Dentro do PCP, foi escolhida para integrar o Comité Central do Partido, assim como a Direcção de Organização Regional de Setúbal e o Movimento Democrático de Mulheres. Nas comemorações do 25 de Abril, vai regressar à Assembleia da República para… declamar dois poemas. A O Setubalense, confessa estar descrente quanto ao futuro de Portugal, mas considera que vale sempre a pena lutar pelas liberdades e direitos. POR FÁTIMA BRINCA

Onde é que estava no 25 de Abril de 1974? A dormir na minha caminha e nem sabia que ia acontecer a revolução. De manhã levantei-me para ir ao meu escritório buscar um dossier porque tinha um julgamento nesse dia. Quando entrei no carro ouvi o final de um comunicado do MFA. Pensei que já tinha havido porcaria, que tínhamos perdido a Guiné. Já no tribunal encontrei um juiz, o Guerra Pires, a ouvir as notícias todo entusiasmado. Foi aí que comecei a perceber e até fizemos um acordo no processo para nos despacharmos e para ver o que se tinha passado. Ao princípio ainda estava desconfiada, que fosse um golpe da extrema direita. Só ao fim do dia, quando vi juntar-se gente na Praça do Bocage, e pelas pessoas que estavam presentes, confirmei que era um golpe de sinal positivo. Fiquei toda contente. A sua vida alterou-se muito com a Revolução de Abril? Muito mesmo. Fiz no dia a seguir, 26 de Abril, 33 anos. Foi uma grande

prenda. Começaram as reuniões, nem dormíamos. A minha vida alterou-se completamente. A sua acção política intensificou-se? Já andava na política até porque estava identificada pela PIDE. Chegou a ser presa? Não, mas passei alguns sustos. Quando já estava formada e resolvi concorrer como notária para a Ilha das Flores nos Açores, como fui a única concorrente, pediram informação à PIDE e esta deu como informação, que me foi lida pelo director geral dos registos e notariado, que era do Partido Comunista e que por isso não podia ser funcionária pública. Também não me deram o diploma de professora do ensino particular. Uma vez chamaram-me à PIDE para ser interrogada com o Zeca Afonso e o Daniel Cabrita por causa de uma iniciativa de poesia e música, que houve no Barreiro. Mais tarde fui ver o meu processo da PIDE era uma coisa muito rasca. Fui denunciada por um aluno da Faculdade de Direito, que se infiltrou na rede estudantil, tinha o nome de Nuno Alvares Pereira,

nunca mais me esqueço. Até estava no processo que tinha ido à Tabacaria do Esperança fazer um telefonema para o Dr. Evaristo Gago de Grândola. Era verdade tinha ido marcar uma consulta para a minha mãe.

não querer escrever mais porque era sábado. Eles chamaram-me nesse dia para pensar, que ficava lá no fim-de-semana. Depois então levaram-me ao chefe da PIDE que era o Canto e Silva. Por sinal eu era professora dos filhos dele

"São alguns filhos de Abril, que estão a destruir o país. Até porque acho que não são filhos de Abril eles sempre estiveram do outro lado. Andaram e andam disfarçados."

Os seus interrogatórios foram muito violentos? Não, até davam vontade de rir. Foi interrogada em Setúbal? Fui interrogada uma vez no Bairro Salgado pelo agente Loureiro, que me perguntou sobre a tal festa do Barreiro. Disse-lhe que tinha ido lá dizer uns poemas sem mal nenhum. Perguntou-me o nome dos poemas, eu tinha metido um do Sebastião da Gama pelo meio sobre Jesus Cristo, para disfarçar. O dactilógrafo acabou por

e minha mãe era professora da filha dele. O Canto e Silva perguntou-me sobre as minhas actividades políticas. Disse-lhe que não tinha nenhumas. Levei aquilo na brincadeira mas estava cheia de medo. Mandaram-me embora. Pior do que isso foi antes, um episódio que nunca mais me esqueço. Recebi um recado através de uma colega minha do tempo do Liceu. O Sr. Garrido, que era chefe da Secretaria e bufo da PIDE, mandou-me um recado para ir a casa dele. Disse ao meu pai e ele aconselhou-me a ir.

Odete Santos é uma das mulheres históricas do PCP e foi deputada eleita pelo distrito de

Afinal era um interrogatório disfarçado para ver se me descaia. Perguntaram-me se tinha ido ao Porto, local onde não ia desde os 10 anos, se tinha o pseudónimo de Ana Paula, mas era Olívia. Mais tarde mandou-me um segundo recado, mas disse à tal colega que quando me quisessem interrogar que me chamassem à PIDE. Não me chamaram mais.

“0 25 de Abril foi um período extraordinário… agora é uma amargura!” 40 anos depois do 25 de Abril de 1974 acha que valeu a pena? Vale sempre a pena para adquirir conquistas, muito embora essas conquistas se tenham perdido. Pelo menos conhecemos qual era o valor da liberdade e dos direitos sociais, etc. Foi um período extraordinário, agora é uma amargura. São os filhos de Abril que estão a destruir essas conquistas? São alguns filhos de Abril, que estão a destruir o país. Até porque acho que não são filhos de Abril eles sempre estiveram do

outro lado. Andaram e andam disfarçados. A actual juventude é uma desilusão para a Odete? Já houve uma pior quando se falou na tal geração rasca. Foi um período de muito consumismo, muitas facilidades e depois também foram influenciados por causa dos professores nas escolas. Esse período foi pior que o actual. Hoje a juventude já tem mais consciência, vêem os pais, os avós a sofrer. Eles próprios estão a sofrer. Há muitos jovens a terem que abandonar a escola, as Universidades. Dizem que os pais têm o presente hipotecado e os filhos têm o futuro? O nosso futuro já está hipotecado. Quando oiço dizer, que a divida só se paga numa altura em que já estarei morta e enterrada, até fico com os cabelos em pé. Desconfio é que nem se consegue pagar a divida. O futuro da juventude já está hipotecado. Certamente viveu muitos episódios após o 25 de Abril conte-nos um que a tenha marcado pela positiva e outro pela negativa?


25 DE ABRIL - 40 ANOS

QUARTAFEIRA 23.ABRIL.2014

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deve julgar que é uma beleza. Dá para rir. Quando as pessoas se destacam por isso ou por aquilo há sempre invejas e intrigas. Tem saudades da política activa e do Parlamento? Tenho dito sempre que

"As lutas e as manifestações têm de continuar. “Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”. Isto tem de ter um fim não pode ser. Eles estão a dar cabo do nosso país." não, mas é mentira, tenho muitas saudades. Hoje tinha muita coisa para dizer a estes políticos que nos governam? Ai se tinha! Quando deixou o cargo de deputada foi porque quis? O partido queria que saísse porque já lá esta-

o de Setúbal na Assembleia da República durante 26 anos

Pela negativa foi uma manifestação, na Praça do Bocage, dos construtores civis. Houve uma ocupação da Câmara e queriam deitar-me da varanda abaixo. Nessa altura estava na Comissão Administrativa e o Francisco Lobo era o presidente. Pela positiva recordo-me de uma Assembleia Geral da população de Setúbal no Naval. Mas pela negativa tenho muitos episódios. A história da bandeira da URSS na Câmara… Não tive nada que ver com a bandeira. Estava no café com os meus dois filhos pequenos. Nem subi à Câmara e eles puseram o hino da União Soviética em disco e como não tinham o português começaram a cantar. Não ouvi logo, sou um bocado dura de ouvido. Mas, quando ouvi, levantei-me de imediato, foi um escândalo. Houve ainda uma outra situação quando disseram, que queríamos tirar o Estádio aoVitória. Ainda outro negativo foi quando os chaimites vieram de Évora e entraram na cidade de Setúbal e o Comité de Luta estava reunido na Câmara. Tenho muitos mais episódios negativos até porque os positivos eram aconte-

cimentos que achava normal. Um positivo foi ter visto o fim do Bairro do Forte Velho onde vi ratazanas a morderem crianças.

“Houve uma homenagem, mas fui eu que a fiz” Durante anos foi deputada na Assembleia da República, foi presidente da Assembleia Municipal de Setúbal, politicamente a Odete foi uma mulher muito interventiva, nunca ambicionou ser presidente da Câmara de Setúbal? Fui cabeça de lista, mas perdi as eleições para o Mata Cáceres. E porque não voltou a candidatar-se? Não me interessava. Gostou da experiência na presidência da Assembleia Municipal sadina? Nem toda a gente gostava de mim. Chegaram a dizer-me que estava sempre contra a CDU. Até inventavam que faltava às sessões quando não faltei a nenhuma. Fui um bocadinho mal tratada até ao nível do Partido Comunista. Nunca lhe propuseram

uma homenagem? Houve uma homenagem, mas fui eu que a fiz. Quando fiz 70 anos fiz um recital de poesia. O PCP é que acabou por transformar numa homenagem, mas não era esse o objectivo. Lembra-se de um espectáculo de teatro que foi fazer a Palmela onde disseram que foi condecorada pelo Américo Tomás? Não fui nada, foi mentira. Pertencia ao grupo de teatro da colectividade e fomos fazer um espectáculo do Gil Vicente, no Castelo de Palmela e quem lá estava era o José Hermano Saraiva, que nos foi cumprimentar e eu retribui o cumprimento não ia virar-lhe as contas e uma jornalista, que até já faleceu, pôs isso a correr. Pelo protagonismo que tinha, e ainda tem, existe sempre alguém de alguma forma a querer atingi-la? Há dias estava na internet a fazer umas consultas e encontrei entre outras coisas que o José Cid tinha dito numa festa que tinha namoradas, mas que não eram tão feias como a Odete Santos e a Manuela Ferreira Leite. O homem

va há muitos anos. Eles tinham razão ao querer renovar o Grupo Parlamentar. Entretanto emitiram um comunicado, que avisei logo não estar de acordo porque estavam a chamar-me velha, mas eles teimaram. Não fiquei nem com dor de cotovelo nem com raiva, nem com coisa nenhuma de ter saído… até porque não podia andar ali de bengala.

“Estão a dar cabo do nosso país” Muita gente considera que devia de haver outro 25 de Abril, concorda? Também acho, mas não pela mão do Otelo Saraiva de Carvalho, que tem sido muito violento nas entrevistas que tem dado. Ele diz que a tropa devia destituir o Governo. Embora gostássemos que isso acontecesse não pode ser bem assim. Mas não existe viabilidade nenhuma da história se repetir. Há é viabilidade de um golpe de direita porque a extrema-direita e o fascismo estão em ascensão em todos os países, nomeadamente da Europa. Com a esquerda

dividida tudo piora. Que saída perspectiva para o nosso país? As lutas e as manifestações têm de continuar. “Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”. Isto tem de ter um fim não pode ser. Eles estão a dar cabo do nosso país. Tem saudades de representar e do teatro? Tenho. Esta quarta- feira, 23 de Abril, vou dizer dois poemas à Assembleia da República. Um é do Fernando Pessoa sobre Salazar “Coitadinho do tiraninho não bebe vinho, nem sequer sozinho”. E vou dizer o “Dia de Natal” de António Gedeão. Quem a convidou? Cada grupo parlamentar indicou uma pessoa para ir dizer poemas e o PCP convidou-me. No dia 25 de Abril fui convidada pela Câmara de Porto de Mós para ir a uma tertúlia. O dia 28 passo numa escola em Peniche a falar sobre o dia 25 de Abril. Faz anos a 26 de Abril que prenda gostava de receber? Que o Governo caísse.


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CULTURA

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Banda do Andarilho já tem 25 anos

A importância da dignidade [ DR 

POR JOAQUIM GOUVEIA

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Banda do Andarilho já ganhou um estatuto muito próprio entre as bandas que tocam e cantam na chamada área da música popular portuguesa. Os seus 25 anos conferem-lhe uma longevidade respeitada e apreciada tanto na nossa cidade como pelos palcos que pisam país fora. A amizade e a partilha dos mesmos gostos musicais explicam tamanha aventura na preservação dos nossos melhores cantautores da música popular e de intervenção. Pensam que ainda é cedo mas quando arrumarem os instrumentos e as intenções o farão com a dignidade que a sua longa carreira aconselha. Para já querem continuar na estrada e se a oportunidade um dia aparecer gravarão, finalmente, o seu primeiro disco. Que razões explicam a vossa longevidade enquanto banda de música popular? São já 25 no activo das estradas e dos palcos... Existem dois motivos que para nós explicam esta longevidade. Pela música e pelos autores que tocamos e cantamos, entre os quais se encontram o José Afonso, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho,

Adriano Correia de Oliveira e outros. Por outro lado a amizade que temos entre nós. Somos amigos há muitos anos e isso é importante para a consistência de qualquer projecto. Definem-se com uma banda de música popular ou de intervenção? Podemos considerar ambas as vertentes. Mas falta falar do tradicional que será o cancioneiro que também interpretamos. Uma coisa não está indissociada da outra. Todos estes estilos podem coabitar num grupo de música. Tanto intervimos como somos populares. Digamos que somos uma banda de intervenção que tenta transmitir uma mensagem. E qual é a mensagem? Sentem-se um grupo de esquerda? Na passagem da nossa mensagem somos um grupo de esquerda, não somos indiferentes, estamos num dos lados onde se fala de democracia, de justiça, de liberdade e dos direitos humanos, ou seja, parafraseando Sérgio Godinho... só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a saúde, educação... Porque nunca apostaram em temas originais? Nunca tivemos essa predisposição. Temos, na

Em termos de música popular de Setúbal reconhecem a dedicação de Mário Regalado e dos Galés? Tiveram um papel importante na divulgação da música popular que se faz na cidade e que a identifica. No entanto não é o género que queremos seguir. Lena Pratas (voz), Paulo Sequeira (baixo), Lena Mendes (acordeão) e Jorge Patrício (violas e voz)

verdade, alguns originais que cantamos num ou noutro espectáculo. Enquanto músicos preferimos fazer adaptações de temas conhecidos e de que gostamos. Isso dá-nos prazer e como não somos profissionais entendemos que devemos tirar o maior proveito do que tocamos e cantamos. Que pensam da actualidade da música popular portuguesa? Neste momento pensamos que existem bons grupos jovens a recriar a

boa música dos autores que já falámos. No entanto não há novos autores o que leva a que se continue a cantar o Zeca e os outros. Nota-se uma enorme falta de apoio e incentivo à cultura em todas as suas vertentes e não só apenas na música. Por outro lado as editoras não apostam em novos autores e novos grupos, talvez porque tenham receio do investimento que é necessário fazer. Depois também não há divulgação da música popular portuguesa. As playlist

Câmara apoia associação Água Ardente com três mil euros

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Câmara Municipal de Setúbal vai celebrar um protocolo com a Água Ardente – Produções Teatrais, que inclui a atribuição de um subsídio anual de três mil euros. Além do apoio financeiro, a Câmara Municipal de Setúbal pode ceder, para utilização pontual da companhia, mediante a disponibilidade, o Cinema Charlot – Auditório Municipal e a Casa da Cultura. No âmbito do protocolo, com a vigência de um ano, a Água Ardente – Produções Teatrais compromete-se a realizar cinco sessões de formação dirigidas à população sénior do concelho ou a cidadãos

portadores de deficiência. A participação nas comemorações do Dia Mundial do Teatro, numa parceria com a Autarquia, e a realização de pelo menos uma produção a integrar na programação anual da companhia são outras responsabilidades assumidas. A Água Ardente – Produções Teatrais é uma associação cultural sem fins lucrativos, sediada em Setúbal, que desenvolve actividades de natureza cultural, sobretudo nas áreas da produção de espectáculos e da formação. A Câmara de Setúbal sublinha que a associação procura, “através da realização de oficinas e acções

A Festa do avante tem sido um óptimo palco para a Banda do Andarilho... É, essencialmente, uma optima experiência. O público mostra disponibilidade para nos ouvir. No fundo tem a ver com o próprio ambiente da festa. É um ponto alto para qualquer grupo ou músico deste país.

das rádios, por exemplo, limitam esta área da música. Porque é que nunca gravaram um disco? Nunca tivemos condições financeiras para tal. Temos muitos espectáculos gravados ao vivo mas nenhum foi editado. Também nunca tivemos qualquer contacto de editoras. No entanto a gravação de um disco continua no nosso horizonte. Se a oportunidade aparecer havemos de a concretizar.

Como abordam o vosso futuro? Há uma altura para parar com dignidade mas para nós ainda é cedo. Pensamos que continuamos a ter um caminho a trilhar. O que tocamos e cantamos é intemporal pelo que, pensamos, havemos de continuar nesta estrada da música popular portuguesa. Não queremos deixar fazer esquecer os nossos cantautores. Tocamos, por exemplo, temas dos “Disto & D´Aquilo”, gravados há mais de 30 anos e estão actuais.

Poemas do País da Vida Poeta, dá-me um poema tão branco como branco é o sol da madrugada. Dá-me um Poema de Vida como a vida que não sai do meu olhar. Dá-me um Poema profundo que entre pela janela e me convide ao silêncio onde eu quero rezar. Dá-me um Poema sereno que germine em minha mão para comungar contigo do segredo merecido quando a Vida é solidão.

de formação diversificadas”, criar condições para que o público, em geral, e os cidadãos seniores e portadores de deficiên-

cias, em particular, “possam explorar livremente as suas competências nas diferentes formas de expressão”.

www.poemasdopaisdavida. wordpress.com


REGIÃO

QUARTAFEIRA 23.ABRIL.2014

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Cidadãos querem letras de metal retiradas da Capela das Necessidades Um grupo de cidadãos continua a aguardar que seja cumprida a decisão da Direcção do Património, que ordenou à Câmara de Setúbal a retirada das letras metálicas da Quinta do Alcube, que foram colocadas na Capela das Necessidades. Decorridos mais de dois anos a decisão ainda não foi cumprida.

O

s proprietários da Quinta do Alcube colocaram letras metálicas de identifcação da Quinta, em Junho de 2012, sem autorização da Junta de Freguesia e da Câmara de Setúbal. Um grupo de cidadãos fez uma petição à antiga Junta de Freguesia de S. Simão, à Câmara de Setúbal e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), por considerar ilegal tal situação, já que a capela alberga a Cruz de Vendas, referenciada como património nacional. Três meses depois da apresentação da petição dos cidadãos, os técnicos do IGESPAR e da autarquia sadina realizaram uma visita ao local, tendo, posteriormente, a Direcção Geral do Património ordenado à Câmara de Setúbal

[ DR 

que mandasse proceder à retirada das letras. Mas decorridos quase dois anos, os proprietários ainda não retiraram as letras de metal e os cidadãos responsáveis pela petição, não se conformam com o impasse. A autarquia setubalense poderia intervir mais rapidamente se as letras fossem consideradas publicidade, pois os proprietários não solicitaram autorização para a sua colocação. No entanto, a presidente da Câmara de Setúbal Maria das Dores Meira garantiu que a situação “será resolvida muito em breve”, pois o vereador responsável por esta área “está a tratar do assunto”. Também Celestina Neves, presidente da Junta de Freguesia de Azeitão, considera que “deve ser preservado o local”, pois “trata-se de um edifício que faz parte do património nacional”.

As letras metálicas são contestadas por cidadãos que exigem a sua retirada cumprindo a ordem da Direcção Geral do Património

História da Capela A Ermida de Nossa Senhora das Necessidades foi construída no ano de 1750 para albergar a Cruz de Vendas, belíssimo cruzeiro gótico com cruz floreada, que ostenta Cristo crucificado numa das faces e na outra uma Pietá. Esta ermida tem uma cruz com uma hasta de duas varas e meia de comprimento e em cima

continua uma pequena cruz maravilhosamente lavrada com duas imagens: na parte norte a imagem de Cristo com a vocação de Senhor da Boa Ventura e da parte sul, na cruzada dos braços, a imagem de Nossa Senhora com a vocação das Necessidades, tudo de pedra branca e muito fina. O pé é da mes-

A lenda ma pedra, em oitavado e servem-lhe de ornato dois altares, em cujo pé estão as seguintes letras «por serviço de Deos Vasco Queimado de Villalobos fidalgo da Casa de El Rey e goarda mor que foy do Infante dom Pedro e camareiro e do Concelho dos Duques Fellipe e Carlos de Borgonha mandou pôr aqui esta cruz era mil

quatro centos e setenta e coatro rogai a deos por sua alma». A Cruz de Vendas como também é conhecido o padrão sofreu as vicissitudes do tempo durante séculos, sendo resguardado apenas, nos meados do século XVIII, dentro da Ermida de Nossa Senhora das Necessidades, onde até hoje se encontra.

Conta a lenda que um dia um senhor pretendeu levar a Cruz de Vendas para Lisboa. A Cruz seguiu num carro de bois a caminho de Azeitão, mas quando chegou à portela os animais não conseguiram arrastar a carga, apesar de serem refor-

çados com outras juntas e instigados pela voz e aguilhão dos condutores. O carro não se moveu e com tanto esforço acabou por partir-se. De imediato se atribuiu, que era determinação divina não ir mais além e ali ficou colocada.

As linhas com que o repórter se cose…

A praia do cabaço

A

minha vida parece uma montanha russa com um constante regresso ao passado. A minha juventude não foi propícia a férias, tal como a minha idade sénior. Quando tinha uns 15 ou 16 anos, as minhas férias eram passadas a trabalhar e a ajudar os meus pais nos trabalhos do campo. Hoje, os jornais não me dão tréguas e as férias são para esquecer. Ainda me lembro, quando o sol apertava,

as minhas colegas combinavam uma ida até Tróia, mas acabava por não comparecer, pois havia sempre a horta para regar, as frutas para apanhar, a preparação dos produtos para a minha mãe levar para a venda… Um dia “amarrei o burro”, porque o meu pai não me deixou ir à praia alegando que havia muito trabalho. Com o ar mais inocente do mundo procurou mentalizar-me, dizendo-me

que não podia ir à praia porque tinha que regar as hortaliças e as laranjeiras. Claro, que não conseguiu mudar o meu mau humor, mas resolvi “juntar o útil ao agradável” e fui envergar a “minha ferramenta de trabalho”. De calções, camisete e boné na cabeça fui até à horta, pus o motor a trabalhar, peguei no cabaço e fui regando as couves com toda a coragem. Quando chegou à zona do feijão verde, deitei-

-me na vala, enquanto a água ia correndo e a minha imaginação fértil sonhava com a praia, onde certamente estavam as minhas colegas. O corpo molhado e bem fresco fez-me esquecer, por momentos, o calor abrasador que se fazia sentir. O meu trabalho continuou na rega das laranjeiras. De vez em quando usava o cabaço para atirar com a água pela cabeça e pelo corpo. Depois do trabalho aca-

bado fui mudar de roupa e reparei no vermelhão, que tinha nos braços, nas pernas e na cara. Quando fomos jantar o meu pai olhou-me e disse com ar irónico “tiveste um bom dia de praia, pois estás toda queimada”. Os dias de rega continuaram e no regresso à escola estava com um “bronze” de meter inveja. A minha colega Conceição quis saber onde é que tinha passado férias, pois estava muito bronzeada.

Com um certo ar convicto respondi-lhe “nem queiras saber, mas as minhas férias foram passadas na praia do cabaço”. Claro, que escusado será dizer, que a Conceição ainda deve estar a pensar onde ficará a praia do cabaço, sem imaginar, que era uma ferramenta improvisada pelo meu pai, com uma lata, atravessada por um pau, que se utilizava na rega. Coordenação Região:

Fátima Brinca


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REGIÃO

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Juntas do concelho de Palmela tratam de caminhos e arruamentos

A

s Juntas de Freguesia de Quinta do Anjo, Pinhal Novo e a União de Freguesias de Poceirão e Marateca são responsáveis pela manutenção e conservação de caminhos e arruamentos. Esta decisão surge no âmbito dos Contractos Interadmistractivos que regem a delegação de competências entre Juntas de Freguesia e a Câmara Municipal de Palmela. O montante global a transferir para as juntas de freguesia, durante o ano de 2014, ao abrigo desses contractos, é de 200.822 euros, sendo 46.257 euros para Quinta do Anjo, 46 mil para

[ DR 

Pinhal Novo e 108.471 euros para a União de Freguesias de Poceirão Marateca. Estes montantes foram aprovados, por unanimidade, em reunião pública da autarquia. Segundo a explicação do presidente Álvaro Amaro, Palmela não está contemplada “porque a Câmara tem meios próprios a ainda pode fazer a manutenção e conservação de caminhos e arruamentos nesta freguesia”. Por outro lado, as quatro juntas de freguesia do concelho ficam responsáveis pela conservação e manutenção do mobiliário urbano. Esta proposta, igualmente aprovada por

unanimidade, integra um conjunto de acordos de execução que determinam as condições do exercício das competências delega-

das nas seguintes áreas: assegurar a realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do 1º

ciclo do ensino básico; promover a manutenção dos espaços envolventes dos estabelecimentos de educação pré – escolar e do

1º ciclo do ensino básico; gerir e assegurar a manutenção de espaços verdes e assegurar a limpeza das vias e espaços públicos, sarjetas e sumidouros. O montante global a transferir para as juntas de freguesia, durante este ano, ao abrigo dos presentes Acordos de Execução é de 36.640 euros, distribuídos da seguinte forma: Palmela, 11 mil euros; Quinta do Anjo, 10.515 euros; Pinhal Novo, 11.300 euros e União de Freguesias de Poceirão e Marateca, 3.775 euros. As duas propostas vão agora ser submetidas à deliberação da Assembleia Municipal de Palmela.

BE inaugura sede no Montijo

Assinatura de protocolos marcou início da Universidade Sénior

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Já está a funcionar a Universidade Sénior da Quinta do Conde. A cerimónia de assinatura de protocolos de colaboração entre as sete entidades que integram o projecto marcou a entrada em funcionamento deste novo espaço de aquisição de conhecimentos na freguesia.

O

acto, que decorreu nas instalações do Centro de Inovação e Participação Associativa (CIPA), constituiu o arranque formal desta iniciativa resultante de uma parceria estabelecida para o efeito entre a Junta de Freguesia; Câmara Municipal de Sesimbra; os três agrupamentos de escolas da localidade; o Centro Comunitário e o Centro Cultural Voz do Alentejo. Recorde-se que a Universidade Sénior, encontra-se aberta a cidadãos com idade superior a cinquenta anos, oferecendo no período experimental que decorre até Junho, um conjunto de catorze disciplinas que se estende da cidadania à saúde; da informática à história; da dança à aprendizagem de línguas estrangeiras. No decurso da referida cerimónia, Eduardo Cruz, director do Agrupamento de Escolas Michel Giacometti, considerou que “o arranque de uma Universidade Sénior nesta zona do concelho permite colmatar uma lacuna que se fazia sentir na área da freguesia em matéria de aquisição de conhecimentos”. Reconhecendo o papel de

[ DR 

O

Bloco de Esquerda inaugurou a sua sede no Concelho do Montijo. A cerimónia contou com a presença da deputada eleita pelo círculo de Setúbal Mariana Aiveca e de Joana Mortágua da Comissão Política do BE. De acordo com os bloquistas “após o reforço de autarcas

todas as entidades que se associaram a este processo, mas destacando, de forma particular, a participação dos professores que a ele já aderiram, Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia relembrou que “apesar de só agora ter sido possível concretizar a criação deste pólo de partilha de conhecimentos e ocupação de tempos livres vocacionada para os seniores da localidade, trata-se de uma ideia que remonta a 2010”. No encerrando da cerimónia, Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra sustentou que a ocasião “constitui um momento de celebração da chamada

‘idade maior’ e da grande vontade que evidenciam na aquisição de conhecimentos e valorização pessoal”. De acordo com a vereadora da cultura e educação no município sesimbrense, “aprender tem que assentar na vontade que cada um tem, pelo que este é um momento de grande simbologia, pois constitui um modo de proporcionar às pessoas que deixaram a denominada vida activa, um espaço que visa sublinhar que não deixaram de ser úteis e importantes, dado assumir-se como um espaço de cidadania e participação cívica, no quadro de uma comunidade solidária, fraterna e generosa”.

e do aumento eleitoral do BE no Montijo, bem como do acordo que levou Cipriano Pisco a estar no Executivo da Junta de Freguesia Montijo/ Afonsoeiro em representação do BE, esta sede vem aumentar as nossas responsabilidades para com os montijenses”. Esta nova etapa que o

BE pretende que seja de “contínuo crescimento e consolidação no Montijo será um espaço para aderentes e amigo, em defesa de um Montijo Solidário, de crescimento, sustentável e bonito”. De referir que o espaço fica localizado nas traseiras do Cine Teatro Joaquim de Almeida

Nuno Canta recebe troféus da Champions

N

uno Canta, presidente da Câmara do Montijo, participou na cerimónia da chegada dos troféus da Liga dos Campeões a Lisboa. O presidente da UEFA, Michel Platini, entregou a António Costa, presidente da Câmara de Lisboa os troféus da UEFA ‘Champions League’ e da UEFA ‘Women´s Champions League’, numa cerimónia que decorreu no município da capital. Depois de uma longa viagem no navio Escola

[ DR 

Sagres, as taças europeias percorreram as ruas de Lisboa de eléctrico e metropolitano, antes de chegarem ao Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde irão estar expostas até amanhã, dia 24 de Abril. Recorde-se que a UEFA escolheu o Estádio da Luz para a realização da final da Liga dos Campeões Europeus, no dia 24 de Maio. Antes, dia 22 de Maio, joga-se a final feminina europeia, no Estádio do Restelo.


DESPORTO

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Notas de culpa emitidas travaram ultrapassagem 1ª Liga Penálti falhado por Ricardo Horta podia ter garantido outro desfecho

[ a-gosto.com]

RESULTADO

VITÓRIA

Braga

[ a-gosto.com]

Declarações do mister José Couceiro, treinador do Vitória

“Não vencemos por culpa própria. A responsabilidade é nossa, criámos muitas ocasiões e não as concretizámos. Temos andado a jogar com menos um e não nos têm conseguido controlar como nós controlámos o Sp. Braga hoje. Mesmo com a ansiedade do público, a equipa soube ter personalidade e criar ocasiões. Agora, não concretizámos. Fizemos 24 remates e marcámos um golo. A responsabilidade é nossa. Perdemos dois pontos. O Sp. Braga vinha de uma eliminação difícil e para eles foi um prémio. Mas nós perdemos dois pontos.”

O médio Pedro Tiba estreou-se a marcar com a camisola do Vitória. Um golo marcado a 10 minutos do fim do jogo e que valeu o empate

POR JOAQUIM GUERRA

A

ambição vitoriana, que a dois jogos do final do campeonato podia resultar na ultrapassagem classificativa ao Braga, não teve força suficiente para acelerar rumo ao triunfo. O empate agradou muito mais aos bracarenses, que jogaram mais de uma hora reduzidos a 10, do que aos sadinos, que apesar dos 23 remates direccionados à baliza, apenas chegaram ao golo da igualdade, na recta final de uma partida, em que, pelo segundo jogo consecutivo, a possibilidade de transformar um penálti, acabou falhado. O ritmo lento com que as duas equipas encaram o arranque da partida não fazia prever, que aos 12 minutos, o Braga já festejasse no Bonfim. Nélson Pedroso recebeu a primeira nota de culpa do jogo ao ficar associado ao tento bracarense. O lateral-esquerdo sadino

errou um passe e Pardo aproveitou para abrir o caminho do golo a Éder. O avançado internacional luso, ainda fora da área, biqueirou com força a bola que ainda bateu no poste antes de entrar na baliza do surpreendido Kieszek.

Direitinho para as nuvens Em vantagem, os ‘arsenalistas’ encolheram-se e foi Ricardo Horta quem mais deu nas vistas no que à reação vitoriana respeitou. O extremo depois de dois remates encaixados por Eduardo, voltou a ser protagonista no duelo com o antigo guardião sadino. Aos 25 minutos, surgiu um dos dois casos de arbitragem. Nélson Pedroso, que depois do erro, viria a cotar-se com boa exibição, cruzou da esquerda, Dani cabeceou para grande defesa do guardião, mas os dois embrulharam-se sobre a linha de golo e o árbitro entendeu assinalar

penálti. Resultado: Eduardo viu vermelho directo, o único cartão exibido no jogo por Hugo Miguel, o Braga passou a jogar com 10 e Ricardo Horta, a 11 metros da baliza, agora frente a Cristiano, atirou com força para as nuvens, desperdiçando a igualdade. João Mário, Pedro Tiba e Dani, de quando em vez, provocavam acelerações, mas o Braga segurou-se com linhas baixas até ao intervalo.

O primeiro de Pedro Tiba Conscientes do trabalho que teriam pela frente para derrubar a muralha bracarense, os sadinos entraram na segunda metade mais esclarecidos. Ricardo Horta queria emendar o penálti falhado, e só à sua conta assinou, em quatro minutos, três remates que levaram muito perigo, um dos quais ao poste. O tempo passava e,

Cardozo com regresso azarado

R

amón Cardozo, o avançado paraguaio do Vitória, que havia estado fora dos convocados nos últimos dois meses, na sequência de lesão no joelho esquerdo, o que o levou a ser alvo de uma artroscopia, regressou aos relvados frente ao Braga, em dia do seu 28.º aniversário, mas não foi um dia totalmente feliz.

[ a-gosto.com]

Cardozo volta a estar lesionado

O jogador, já nos descontos da partida, sentiu uma dor , ficou por instantes sentado no relvado, mas ainda terminou a partida dentro de campo. No final, foi-lhe diagnosticada uma entorse no joelho direito. O avançado foi reavaliado esta terça-feira, mas ainda não são conhecidos os resultados dos exames complementares.

apesar da insistência da equipa e da ansiedade dos adeptos, tardava o golo vitoriano. O Braga acomodava-se com a vantagem, mas num das raras acelerações ofensivas, Pardo caiu na área, alegadamente travado por Ozéia. Um segundo caso, aos 75 m, que fez levantar muitos protestos do banco bracarense, mas que a equipa de arbitragem não entendeu ser passível de grande penalidade. O Vitória, que minutos antes havia renovado o ataque com o regressado Cardozo e Miguel Pedro, acabou por construir, com justiça, o golo da igualdade por um suspeito improvável. Pedro Tiba, naquele que foi o seu primeiro golo na prova, aproveitou uma escorregadela de Santos, para fechar as contas de um jogo, que deixou as duas equipas na mesma posição classificativa com que haviam entrado em campo.

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“Os penáltis? Só posso falar em relação ao jogos que são disputados por mim. A decisão do Ricardo Horta marcar foi minha. Sei que ele falhou em Coimbra. Mudou a forma de marcar o penálti. Bateu com força, não colocou e falhou. Definitivamente aprendeu que não pode mudar. O que treinamos é o que aprendemos. Era bom que ele tivesse feito o golo, não fizemos e parabéns ao Sp. Braga.” “Continuar no Vitória? Temos um timing para essas decisões. Em todas as conferências me fazem a questão. Vamos respeitar esses timings. Eu conheço a realidade do Vitória e toda a gente sabe que há uma sintonia de ideias, sempre houve. Mas há outras coisas a serem tratadas. Nunca as tratei publicamente e não vou fazer agora.”

Classificação Estádio do Bonfim, 28.ª Jornada, Liga, segunda-feira, 18 horas 2354 espectadores

VITÓRIA Kieszek (GR), Pedro Queirós, Venâncio, Ozéia, Nélson Pedroso (Cohene, aos 90 m), Dani, Pedro Tiba, João Mário, Zequinha (Cardozo, aos 71 m), Ricardo Horta e Betinho (Miguel Pedro, aos 71 m) . Braga Eduardo (GR) V 25 m, Joãozinho, Paulo Vinícius, Santos, Milijkovic, Mauro, Rúben Micael (Cristiano (GR), aos 28 m), Luís Carlos, Pardo, Rafa (Alan, aos 52 m) e Éder (Custódio, aos 68 m).

Árbitro Hugo Miguel (AF Lisboa) Golos 0-1, por Éder, aos 12 m; 1-1, por Pedro Tiba, aos 80 m.

Liga - Jornada 28 Guimarães - Arouca Marítimo - Académica P. Ferreira - Nacional Gil Vicente - Estoril Belenenses - Sporting Benfica - Olhanense VITÓRIA - Braga F.C. Porto - Rio ave

Benfica Sporting FC Porto Estoril Nacional Marítimo Braga VITÓRIA Académica Guimarães Rio Ave Arouca Gil Vicente Belenenses P. Ferreira Olhanense

J 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28

V 23 20 18 14 11 10 10 9 8 9 8 7 7 5 6 5

E 4 6 4 8 11 7 6 8 9 4 7 7 7 9 5 6

2-3 3-1 0-5 0-0 0-1 2-0 1-1 3-0 D 1 2 6 6 6 11 12 11 11 15 13 14 14 14 17 17

M-S 56-15 53-18 54-22 40-25 42-31 38-43 38-35 37-39 21-33 29-35 21-34 27-41 22-36 17-32 26-55 18-45

P 73 66 58 50 44 37 36 35 33 31 31 28 28 24 23 21

Jogo-treino com o Benfica

A

equipa do Vitória realiza esta quarta-feira, às 10h30, no centro de Estágios do Benfica, no Seixal, um particular frente ao conjunto “B” dos encarnados. Será uma oportunidade para os vitorianos darem se-

quência ao plano de treinos nesta recta final do campeonato, em que José Couceiro vai envolver, além dos atletas da equipa principal, alguns atletas juniores. Quinta-feira o treino da equipa sadina está marcado para o Bonfim, às 10h30.

Eduardo ofereceu camisola à claque

D

epois de aplaudir e ser aplaudido antes do jogo, o guarda-redes bracarense não contava com uma saída tão rápida do relvado do Bonfim, no desafio frente ao Vitória, emblema pelo qual já venceu a Taça da Liga. Aos 25 minutos viu o cartão vermelho directo, no lance que deu origem

[ DR]

Eduardo foi expulso no Bonfim

ao penálti favoravél aos sadinos e saiu cabisbaixo do terreno de jogo. Contudo, os adeptos vitorianos não esqueceram a sua passagem por Setúbal e renovaram aplausos, de pé, ao jogador. Eduardo agradeceu e a caminho dos balneários atirou a camisola para a claque vitoriana, num gesto de simpatia.


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DESPORTO

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Duelo de líderes na II Divisão Distrital O

límpico do Montijo e AD Quinta do Conde jogam, este domingo, às 16 horas, no Campo da Liberdade, no Montijo, naquele que é o jogo mais importante da 6.ª jornada do campeonato da II Divisão Distrital da AF Setúbal. Os montijenses, que seguem na frente da classificação com 29 pontos, recebem o vice-líder da prova, a seis de distância, mas apenas com um ponto de vantagem sobre o Charneca de Caparica (3.º), pelo que os quintaconden-

ses estão obrigados a registar um desfecho semelhante aos charnequenses, sob pena de serem ultrapassados na tabela. O Estrelas do Faralhão (6.º) vai a Sines defrontar o Vasco da Gama local (4.º). Os sadinos ainda não venceram nesta derradeira fase da prova. Recorde-se que, nesta fase final da competição, estão seis equipas envolvidas na luta pelas duas vagas que garantem o acesso á I Distrital.

C. Indústria recebe candidato Almada no Bela Vista A equipa do C. Indústria, que ocupa o 12.º lugar da classificação à partida para a ronda 23 da I divisão Distrital, mede forças este domingo, às 16 horas, no Campo da Bela Vista, com o Almada, adversário, actual 4.º posicionado, que alimenta a ambição de subir de patamar.

Os ‘alvi-negros’, que vêm de um derrota, por 1-0, em Alfarim, sabem que o oponente é complicado, mas prometem mostrar argumentos para somar os três pontos e, assim, poderem afastar-se da zona inferior da classificação geral. Nesta jornada, o Palmelense (11.º) desloca-se a Grândola (5.º).

São Sebastião serve de palco à Corrida da Liberdade A

Junta de Freguesia de S. Sebastião, em conjunto com o movimento associativo local e Câmara Municipal, organiza esta sexta-feira, a nona edição da Corrida da Liberdade, integrada nas comemorações do 25 de Abril. O evento, que homenageia o atleta olímpico setubalense Edi Maia, campeão nacional de salto com vara, vai para a estrada a partir das 10 horas, com a prova longa, com partida e chegada na Avenida Professor Bento Jesus Caraça. A corrida, com um percurso de 6000 metros, passa pe-

las avenidas da Bela Vista, Soeiro Pereira Gomes, Infante D. Henrique e Afonso Albuquerque e praças de Portugal e D. Olga Morais Sarmento. Além da corrida principal, a organização reserva uma manhã com muita animação desportiva, em que estão igualmente agendadas as corridas da Família e do Desporto Adaptado. Aulas de fitness, jogos tradicionais e mostra de artesanato são outras propostas abertas a toda a população para disfrutar um dia de feriado na Freguesia de S. Sebastião.

Ténis de mesa promove encontro entre Vitória e selecção de Angola

[ DR 

A equipa sadina é formada por João Belo, José Reis, Guilherme Faria, José Pedro Francisco, Artur Almeida e David Diniz

POR JOAQUIM GUERRA

O

Vitória e um selecionado em representação de Angola encontram-se esta quinta-feira, a partir das 18 horas, no Bonfim, para uma jornada de promoção do ténis de mesa, reforço dos laços institucionais entre as duas instituições e preparação para as competições que se avizinham. O encontro, que visa a realização de mais de uma dezena de jogos particulares, colocará frente-a-frente três atletas an-

golanos e seis sadinos. No selecionado angolano destaque para a presença do jovem Aléssio Peter, que veste a camisola do Vitória e é recém vencedor da medalha de prata no Campeonato Africano, e que fará equipa juntamente com Edvane Neto e Elizandro André, sob a orientação técnica de Abílio Cruz, treinador com estatuto ITTF Expert, colaborador do Vitória, e que será responsável pela participação de Angola nos Campeonatos Mundiais em Tóquio, Japão, a ter lugar nos próximos dias 26 de Abril a 6 de Maio.

Os jogos contarão com transmissão online através do site USTREAM – canal TTPOR – Academia de Ténis de Mesa de Setúbal. No que respeita à formação do Vitória, a equipa que se apresentará para este confronto amigável, sob a liderança do técnico Domingos Diniz, conta com os mesatenis-

tas João Belo, José Reis, Guilherme Faria, José Pedro Francisco, Artur Almeida e David Diniz. Refira-se que este conjunto de atletas está a preparar a sua participação para a fase final de acesso à 1ª Divisão Nacional, a realizar nos dias 10 e 11 de Maio, no Centro de Alto Rendimento, em Vila Nova de Gaia. Aproveitando a comunicação na Internet, os jogos contarão com transmissão online através do site USTREAM – canal TTPOR – Academia de Ténis de Mesa de Setúbal.

Fotolegenda [ FOTOS: a-gosto.com 

As comemorações do 33.º título de campeão nacional da equipa de futebol do Benfica fez eco em Setúbal. Um pouco por toda a cidade, adeptos setubalenses do emblema da águia saíram à rua para festejar a conquista. A Av. Luísa Tódi foi uma das artérias escolhidas para a celebração, ponto de encontro de largas dezenas de entusiastas benfiquistas que, logo após o triunfo da equipa, por 2-0, frente ao Olhanense, não calaram o contentamento.


ÚTEIS/ LAZER

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

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PASSATEMPOS - SUDOKU Soluções

Cinema CASA DA CULTURA - SALA JOSÉ AFONSO

Travessa Gaspar Agostinho, n.º 1 - 1º andar • 2900-389 Setúbal Serv. Adm. Tel. 265 094 354 • Telem. 912 277 601 Redacção Tel. 265 092 633 e-mail: geral@osetubalense.com

1 Disponível para Amar 24 de Abril, às 21h30

Sinopse:

F

ilme em tom nostálgico e com uma forte componente fatalista que faz um retrato da sociedade de Hong Kong, recriando de forma fidedigna a sua atmosfera musical. O fio narrativo segue as vidas de um jornalista e uma secretária que se mudam para o mesmo prédio, exactamente no mesmo dia, com os respectivos cônjuges. A constante ausência destes e a descoberta de uma traição fazem com que o jornalista e a secretária se

aproximem um do outro e fiquem "in the mood for love". No festival de Cannes de 2000, Tony Leung Chiu Wai ganhou o prémio de melhor actor e Christopher Doyle, Pin Bing Lee e William Chang o grande prémio técnico. Wong Kar-wai (realizador) ganhou o César de melhor filme estrangeiro de 2001. O filme foi também o grande vencedor do festival de cinema de Hong Kong de 2001. Sessão do ciclo Cinema Cá em Casa, organizado pela

13•15•20•24•46 + 1•8

Câmara Municipal de Setúbal, com bilhetes a um euro.

TEATRO DE BOLSO

E

sendo transformada através de vários personagens e episódios/situações pontuais, o relato de vida na prisão nos anos de 194050 e da resistência dos comunistas à ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, das prisões políticas e das perseguições da PIDE/ DGS”.

HOJE

Protecção Civil de Setúbal 800 212 216

Capitania Porto de Setúbal 265 548 270

Protecção à Floresta 177 Táxis 913 201 015 935 910 222 962 012 727

AMANHÃ

CP de Setúbal 265 526 845

TST Setúbal 265 009 721

Céu com periodos de muito nublado

Cruz Vermelha Portuguesa 265 522 578

1 A Estrela de Seis Pontas 25 de Abril – 21h30

Tempo

Câmara Municipal de Setúbal 265 541 500

GNR de Setúbal 265 540 287

presidiários ali fechados por crimes de delito comum, afastados de uma profunda razão de estar preso e sentir em absoluta consciência a perda da liberdade, defender outras ideias e combater com razão outros valores humanos e sociais”. “A dimensão humana, do presidiário, foi

1º 27731 2º 03197 3º 59676

Telefones Úteis

Exposição

ncenação da peça do Teatro Animação de Setúbal (TAS) baseada no livro de Manuel Tiago (Álvaro Cunhal), seguida de sessão de “Conversas sobre Abril”. “A Estrela de Seis Pontas” fala de um preso político que “convive e abraça os anseios e as lutas de muitos outros

LOTARIA CLÁSSICA

EUROMILHÕES

Intoxicações 808 250 143 Piquete Águas do Sado 265 529 800 Piquete EDP 800 506 506 Polícia de Segurança Pública 265 522 022 Polícia Marítima 265 548 275

18º 14º

Periodos de chuva fraca

18º 9º

Marés LINHA DE EMERGÊNCIA Bombeiros Sapadores de Setúbal 265 522 122 Bombeiros Voluntários 265 523 523 Protecção Civil 265 523 223 Cruz Vermelha Portuguesa 965 394 3910

HOJE Hora

04:20 10:43 16:52 23:10

Altura (m)

1.07 2.77 1.22 2.99

Baixa-mar Preia-Mar Baixa-Mar Preia-Mar

AMANHÃ Hora

05:38 12:00 18:06

Altura (m)

0.99 2.88 1.10

Baixa-Mar Preia-Mar Baixa-Mar

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ÚLTIMA HORA

QUARTA-FEIRA 23.ABRIL.2014

Setúbal recebe primeira sala de aula do futuro do país

Rectificação - Grande Marcha de Setúbal

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POR VERA MARIANO

A

primeira Sala de Aula do Futuro da península Ibérica e uma das duas únicas da Europa é inaugurada hoje, pelas 15 horas, na Escola Secundária Dom Manuel Martins, em Setúbal. Trata-se de um projecto baseado no modelo da sala existente na Europen Schoolnet, em Bruxelas, e que permitirá ensinar e aprender com as últimas novidades tecnológicas. De acordo com a Escola Dom Manuel Martins, a Sala de Aula do Futuro “demonstra o interesse que os diversos parceiros nacionais manifestam na educação, tendo disponibilizado equipamentos que vão tornar possível a utilização da SAF com os mais modernos meios de ensino”. O objectivo é, não só que funcione como uma sala para dar aulas aos alunos da escola, mas também para formar professores e divulgar equipa-

Por lapso, na última edição de O Setubalense, o poema vencedor da Grande Marcha de Setúbal 2014 saiu incompleto. Pedimos desculpa aos autores Bruno Frazão (letra) e Artur Jordão (música) e aos nossos leitores e publicamos agora na íntegra a letra de “Setúbal é um poema”, a Grande Marcha de Setúbal 2014 que será cantada na edição deste ano do Concurso das Marchas Populares de Setúbal. SETÚBAL É UM POEMA Haja alegria, a marcha passa Lá vão contentes com o ar de sua graça Saias rodadas, cheias de folhos E os rapazes até lhes brilham os olhos Arcos erguidos, beijando a lua E destemidos lá vão no esplendor da rua Há namoricos, pelas vielas E os manjericos já enfeitam as janelas

A sala de aula do futuro é apetrechada com as últimas novidades tecnológicas

mentos relacionados com o ensino e a sua utilização em contexto, já que a sala é apetrechada por empresas que ali colocaram diversos equipamentos e materiais, alguns dos quais as mais recentes novidades das empresas. “Para as empresas parceiras trata-se de uma oportunidade única para mostrarem os equipamentos que comercializam, de uma forma contextualizada pelo ambiente de uma sala de aula real, com utilizadores reais. Pode ainda constituir uma oportunidade

para o desenvolvimento e/ou melhoria de equipamentos, através do feedback obtido a partir dos utilizadores dos mesmos”, sublinha a escola. Finalmente, para a Direcção-Geral da Educação este projecto marca o arranque da instalação em Portugal de um nicho de formação, permitindo a oportunidade de aplicar no nosso país as metodologias desenvolvidas para este equipamento pela EUN, organização da qual a Direcção Geral de Educação faz parte. Poderá assim

dar-se início à formação dos professores nas metodologias inquiry-based, que fazem parte da mais recente tendência didáctica europeia para o ensino das ciências, tecnologia e matemática. Marc Durando, director executivo da European Schoolnet, afirma o “grande interesse existente na abertura de uma nova sala fora de Bruxelas”, sendo que a colaboração entre a European Schoolnet e a SAF vai ter inicio já em Maio com um workshop do projecto inGenius.

Refrão Acerta o passo Entra na dança Isto não cansa Põe o teu corpo a marchar Anda daí, vem prá folia Que hoje a festa Só termina à luz do dia Olha o compasso Do cavalinho Afinadinho Vai Setúbal desfilar Minha cidade é toda ela Bonita tela com o traço do rio sado Minha cidade cheira a alfazema É um poema com a Serra a seu lado Está mais florida, em cada canto E n´Avenida já se nota um outro encanto Lá vai S. Pedro com liberdade E o São João dá um abraço à cidade É a mais bela, linda baía É a donzela que todo o rapaz queria Santo Antoninho está à cautela Que só o rio é o azul dos olhos dela

Desemprego volta a descer em Março O número de inscritos nos centros de emprego de Setúbal e Palmela voltou a descer no mês de Março, numa tendência que se tem verificado ao longo do ano.

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as estatísticas lançadas pelo IEFP, verifica-se que o concelho de Setúbal possui 7 388 desempregados inscritos no centro de emprego, menos 210 face a Fevereiro, ao passo que Palmela tem 3 041, menos 65. Estes números são refutados pela União de Sindicatos de Setúbal, estrutura afecta à CGTP, que afirma que “o desemprego é bastante mais elevado, uma vez que o IEFP não conta para estas estatísticas com os desempregados em ocupação como os Contratos de Emprego e Inserção (CEI) e os que se encontram em formação profissional”. Até ao fecho desta edição, os sindicatos ainda não tinham lançado os seus números referentes ao desemprego em Março. Em relação a igual período do ano passado, o número de inscritos no centro de emprego nestes dois concelhos diminuiu em 890 no concelho de

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Setúbal e 486 em Palmela. Em contrapartida, houve um aumento de desempregados inscritos há mais de um ano em ambos os concelhos, bem como aqueles que procuram o primeiro emprego. Palmela contava com 1 194 inscritos há mais de um ano em março de 2013, pelo que agora possui 1 270. Já Setúbal viu este número subir dos 2 744 para os 3 094. Relativamente à procura do primeiro emprego, em Março de 2013, os dois concelhos possuíam 614 pelo que hoje tem 729, o que reflecte a dificuldade que os jovens sentem em encontrar ofício pela primeira vez. Apesar deste aumento, registou-se uma diminuição neste ponto particular, ainda que mínima, em relação a Fevereiro, apesar de ter sido registado um amento naqueles que se encontram desempregados há mais de um ano.

Lúcia Moniz encantou crianças d'O Sonho

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A Distrito perdeu mais de cinco mil desempregados 5 499 é o número exacto de inscritos nos centros de empregos do distrito que já não contam para as estatísticas do IEFP face a Março de 2013. Num total de 56 744 no referido mês, hoje estão inscritos 51245. Alcochete é o único concelho do distrito onde se

registou um aumento de desempregados a correr ao centro de emprego, de 944 no ano passado para os 1056 actuais. Por seu lado, Almada continua a ser o destino para o maior número de desempregados inscritos, 11 165, apesar de ter perdido 601 relativamente a 2013. Já Alcácer do Sal é o concelho com menos inscritos no centro de emprego, 578.

actriz e cantora Lúcia Moniz passou ontem por Setúbal para confraternizar com mais de 120 crianças dos três aos cinco anos no infantário O Ninho e na Creche O Sonho. “Foi uma grande partilha de afectos, sorrisos e uma energia positiva inexplicável”, explica Lúcia Moniz, para quem “a sensação de estar junto desta criançada toda é receber mais do que aquilo que se pode dar”. A vinda da cantora que já representou Portugal na Eurovisão é fruto da boa

relação que a IPSS O Sonho possui com a Central Models, sendo que estão programadas mais visitas de figuras públicas no futuro, apesar de ainda ser cedo para avançar com qualquer nome. Com a aproximação do dia da criança, O Sonho admite estar a preparar um grande evento que reúna todas as 300 crianças ao cuidado desta IPSS juntamente com os pais “num ambiente de grande festa e amizade”, frisa Florival Cardoso, presidente desta instituição.

Jornal O Setubalense  

Edição nº 24 dia 23 de Abril de 2014