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Fundador: Abel Gomes Pólvora

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Edição Online: www.osesimbrense.com.pt

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Diretor: Félix Rapaz

ANO LXXXIX • N.º 1205 de 19 de dezembro de 2015 • 1,00 € • Taxa Paga • Sesimbra - Portugal (Autorizado a circular em invólucro de plástico Aut. • DE00592015RL/CCMS)

Sorrisos ao infinito e mais além! Projeto de voluntariado espalha a magia do Natal pelas crianças do IPO


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Atualidade Contatos úteis

nAnulação de cartões SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) 808 201 251; CGD 707 24 24 24 Santander Totta 707 21 24 24 Millennium BCP 707 50 24 24; BPI 21 720 77 00 Montepio Geral 808 20 26 26 Banif 808 200 200 Novo Banco 707 24 73 65 Crédito Agrícola 808 20 60 60 Banco Popular 808 20 16 16 Barclays 707 30 30 30

Farmácias de Serviço

Editorial DR

Félix Rapaz

nBombeiros V. de Sesimbra Piquete Sesimbra: 21 228 84 50 Piquete Qt. Conde: 21 210 61 74 nGNR Sesimbra: 265 242 676 Alfarim: 265 242 670 Quinta do Conde: 21 210 07 18 nPolícia Marítima 21 228 07 78 nProtecção Civil (CMS) 21 228 05 21 nCentros de Saúde Sesimbra: 21 228 96 00 Santana: 21 268 92 80 Quinta do Conde: 265 242 674 nHospital São Bernardo 265 549 000 nComissão Protecção de Crianças e Jovens do Concelho de Sesimbra 21 268 73 45 nPiquete de Águas (CMS) Sesimbra: 21 223 23 21 / 93 998 06 24 Qt. Conde: 21 21 095 06/ 93 998 06 04 nEDP (avarias) 800 50 65 06 nSegurança Social (VIA) 808 266 266 nServiço de Finanças de Sesimbra 212 289 300 nNúmero Europeu de Emergência 112 (Grátis) nLinha Nacional de Emergência Social 144 (Grátis) nSaúde 24 808 24 24 24 nIntoxicações - INEM 808 250 143 nAssembleia Municipal 21 228 85 51 nCâmara Municipal de Sesimbra 21 228 85 00 (Geral) nJ.F. do Castelo 21 268 92 10 nJ.F. de Santiago 21 228 84 10 nJ.F. da Quinta do Conde 21 210 83 70 nCTT Sesimbra: 21 223 21 69 Santana: 21 268 45 74 Quinta do Conde: 21 210 4745

O SESIMBRENSE | 19 DE DEZEMBRO DE 2015

“Vivemos o nosso quotidiano sem entendermos quase nada do mundo”

Carl Sagan

Nos dias que correm o mais importante é não entendermos o mundo como algo de péssimo ou de óptimo, mas como algo que pode ser modificado e pode ser melhorado. O problema do clima da terra tem diferentes origens. A climatologia é uma ciência recente, o Instituto português do mar e da atmosfera, dispõe de séries de dados meteorológicos, cujas primeiras observações remontam a 1865. Nos últimos dois bilhões de anos as mudanças no clima da terra foram causadas por diferentes aspectos, tais como perturbações na orbita da terra, a actividade solar, impactos de meteoros, erupções vulcânicas e a ação do homem.

Farmácias de Serviço com o apoio de:

Farmácia da Cotovia Avenida João Paulo II, 52-C, Cotovia

212 681 685

Farmácia de Santana Estrada Nacional 378, Santana

212 688 370

Farmácia Leão Avenida da Liberdade, 13, Sesimbra

212 288 078

Farmácia Lopes

Rua Cândido dos Reis, 21, Sesimbra

212 233 028

É precisamente a ação do homem que está hoje em causa. Na reunião sobre mudanças climáticas, o objectivo da comunidade internacional deve ser conseguir para o final de século uma economia global livre de carbono e reduzir de forma notável as emissões de CO2. Ora, de que vale traçar objectivos, com efeito, se os velhos hábitos individuais e colectivos permanecerem, mudando só a aparência e o vocabulário. Se o homem não se tornar sujeito responsável a natureza vai sofrer grandes mudanças. A natureza não sabe defender-se. Mas, sabe pagar e paga generosamente o bem com o bem.


Atualidade

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Novos órgãos sociais na Liga dos Amigos de Sesimbra Foram eleitos por maioria, no passado dia 11 de dezembro em Assembleia-Geral, os novos órgãos sociais da Liga dos Amigos de Sesimbra, para o biénio 2016/2017. A apresentação do programa, da única lista candidata, realizou-se no dia 4 de dezembro na sala multiusos da Fortaleza de Santiago. Presidiram à sessão Argentina Marques, Mário Chagas e Paulo Tomaz, atuais presidentes da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal, respetivamente. Do programa apresentado pelos dirigentes, destaca-se a importância da defesa dos interesses culturais, económicos e sociais do concelho de Sesimbra, nomeadamente na promoção da colaboração com órgãos autárquicos e associações sesimbrenses na divulgação, promoção da cultura e património da região, na promoção e organização de conferências públicas, educativas, em especial nas escolas da região e na importância do papel participativo dos associados na divulgação de assuntos relevantes para a vida cultural, económica e social do concelho, bem como, os atos que possam representar atentado ao património cultural e artístico concelhio. A nova direção afirmou estar assim preparada e motivada para ultrapassar os desafios dos próximos dois anos, empenhando-se para conseguir com que a LAS cresça e melhore, alcançando uma maior sustentabilidade e equilíbrio, maior aproximação aos seus sócios e uma melhor comunicação através do seu órgão difusor.

Biénio 2016/2017 Direção Presidente: Mário Chagas Vice-Presidente: Manuel Henriques Vice-Presidente: Bertina Duarte Tesoureiro: Margarida Moreira Secretário: Pedro Mesquita Vogal: Fernando Correia Vogal: Silvina Palmeirim Suplente: Eugénia Bráz Suplente: Pedro Filipe

Assembleia Geral Presidente: Argentina Marques Vice-Presidente: José Martins Secretário: Carlos Sargedas Secretário: Guilherme Cabral Conselho Fiscal Presidente: Paulo Tomaz (CC) Vogal: Cláudia Silva Vogal: Dorindo Gaboleiro

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Pesca

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Surpresas, novidades e algumas reivindicações marcaram a tarde do dia 19 de dezembro

Almoço de Natal da ArtesanalPesca A Artesanalpesca fechou o ano de 2015 com saldo positivo em todas as vertentes e aponta a um 2016 em crescendo, com novos projetos e iniciativas. A boa nova foi dada por Manuel José Pólvora no almoço de Natal da cooperativa de armadores de pesca. Neste almoço de Natal, no Restaurante O Canhão II, onde marcaram presença, entre outros, o Secretário de Estado das

Pescas, José Apolinário e o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, trocaram-se impressões e debateram-se ideias sobre o sector. Para Manuel José Pólvora, hoje a ArtesaPesca é uma referência no setor das pescas. Perante o crescimento verificado ao longo dos últimos anos, reconhece que o marco alcançado se deve essencialmente à sua equipa: cooperantes, armado-

res, pescadores e funcionários, pelo seu esforço, dedicação e compreensão. Relembrou também que o peixe ArtesanalPesca é apreciado e reconhecido pelos seus clientes, estando já a ser exportado para 9 países do mundo. Aproveitando a presença do seu amigo pessoal e Secretário de Estado, José Apolinário, o diretor solicitou publicamente uma maior entrega por parte do Estado na resolução dos problemas das associações e cooperativas de pesca, nomeadamente as de Sesimbra, e por conseguinte dos pescadores. Já Augusto Pólvora relembrou o bom relacionamento entre a autarquia e a cooperativa, na resolução de assuntos inerentes ao setor, exemplo disso a pavimentação do troço que liga Sesimbra ao porto de pesca e a promoção turística de Sesimbra através do slogan Sesimbra é Peixe. José Apolinário, na sua intervenção prometeu defender os interesses da pesca e dos pescadores. Reconheceu o trabalho desenvolvido pela Artesanalpesca, no âmbito internacional e nacional, não esquecendo o papel da responsabilidade social, desenvolvido pela cooperativa, junto da comunidade local. No final foram entregues, de forma simbólica, cheques às instituições que beneficiaram dos presentes atribuídos pela empresa.

Cercizimbra, Centro Paroquial do Castelo, Externato Santa Joana e Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra foram as quatro entidades escolhidas pela ArtesanalPesca, para a atribuição de um simbólico presente de Natal antecipado. Para os representantes das instituições acima referidas, Jorge Rato, André Brazinha, Fernanda Chaves e Manuel Adelino Bernardino, respetivamente, esta ajuda vai permitir dar mais qualidade às atividades diárias desenvolvidas, sendo uma ajuda fulcral na dinamização das suas IPSS’s. Externato Santa Joana Portas em Inox para a cozinha, tacógrafo para a carrinha, talheres e mesas para as salas das crianças Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra Camas articuladas Cercizimbra 30 camas para o jardim-de-infância, dois aparelhos de ar condicionado para o lar residencial e ginásio, dois sofás para unidade residencial Centro Paroquial do Castelo 10 colchões de ginástica e um vídeo projetor


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Pesca

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Opinião

Marcar passo

Carlos Alexandre Macedo

varamessaiola.blogspot.com

O Natal está aí à porta e com ele para além das prendas chega o terrível momento de discussão e definição (imposição) das quotas anuais para a maioria das espécies capturadas pela frota nacional. Mais uma vez teme-se o pior. A proposta da comissão, suportada nos supostos pareceres científicos - cada vez mais dúbios e obedecendo aos mais diversos lobbies dos poderosos europeus - voltam a penalizar a nossa pesca, sobretudo a frota artesanal. Por um lado volta a apontar-se a possibilidade de aumentar quota de uma espécie cuja a quota anual nunca é atingida, como o caso do carapau. Por outro, aponta-se a redução de quota para espécies importantes para frota nacional, como tamboril, pescada, etc. Vale a pena recordar, que a ministra Assunção Cristas no ano passado por esta altura fez uma manobra semelhante, com a mesma espécie, exibindo na comunicação social um ganho falacioso no saldo de quotas, por via do aumento brutal, 30%, da sua quota

para 2015, numa altura em que a captura de carapau tinha ficado abaixo dos 70% daquilo que se podia capturar em 2014. Este tipo de manobras cava fundo naquilo que é a realidade da pesca actual, um jogo de interesses europeus, que serve de moeda de troca em jogadas políticas mais ou menos obscuras e onde os pequenos, como Portugal, saem sempre a perder. Os mecanismos de “swap” (troca), que são desenvolvidos posteriormente a esta negociação é algo sinistro é difícil de qualificar. Decifrando apenas algo, do pouco, que vou sabendo e com o desfasamento de quase um ano, convém perceber que esse excesso de carapau serviu para Portugal trocar com outros países que têm deficit de carapau (por exemplo Espanha), por forma a recebermos tamboril e verdinho de outros países que têm as quotas dessas espécies sobredimensionadas à sua realidade de pesca (por exemplo Espanha e França). Este mecanismo das “swap” (trocas entre estados membros) assume contornos ainda mais sinistros quando a proporção da troca não é directa, ou seja, um quilo de tamboril pode não corresponder a um quilo de carapau. E torna-se absolutamente sinistro quando as trocas deixam de ser tão directas. Quero com isto dizer que possibilidades de pesca podem ser trocadas por batata, pera rocha ou quaisquer outros interesses políticos do país “vendedor”. Este é apenas mais um dos mecanismos inaceitáveis desta

união dos interesses, assente em processos altamente burocratizados e desfasados da realidade, que teimam em penalizar este país que diz ter o melhor peixe do mundo. Só à luz desta realidade transviada se pode compreender que um dos países que fez um maior ajustamento da sua frota, seja em simultâneo aquele onde mais quotas são esgotadas antes do final do ano. Basta olhar para este ano como exemplo, durante o ano encerrou o verdinho, as raias, o tamboril, os lagostins, a sarda, etc. E algumas destas espécies encerraram muito antes do final do ano, sendo apenas reaberta nalguns casos através da utilização dos tais “swaps”. Este ‘status quo’, assente neste mecanismo servem apenas para aprisionar os mais fracos. A tarefa da recém empossada ministra do Mar não se afigura fácil, não é sequer expectável alguma inversão neste sistema. Contudo, espero pelo menos que a demagogia e o jogo baixo das falsas vitórias passe a ser passado. Infelizmente, não é apenas da Europa que nos chegam notícias tristes, por cá uma das últimas notícias do ano foi como um murro no estômago. O prometido novo edifício da Docapesca, para apoio à descarga das embarcações de cerco, que melhoraria as condições de descarga da sardinha, cavala e carapau, não vai avançar. Ou pior, o dinheiro do PROMAR (fundos comunitários) que lhe estava alocado vai, inclusivé, ser

devolvido à precedência. Em vez de melhorarmos as condições de operacionalidade do cais de descarga, não só para as embarcações do cerco, mas para todas -porque retirando as do cerco para um novo local libertar-se-iam as actuais instalações para as restantes embarcações, melhorando por essa via as condições de descarga das embarcações da polivalente e arrasto - não vai acontecer. Tudo vai ficar ainda pior, porque as “gaiolas” que eram usadas para arrumação de material das embarcações vão na mesma ser demolidas, embora não seja construído o novo edifício. Não quero com isto esconder que as ditas “gaiolas” não tinham quaisquer condições e eram um antro de ratos e porcaria. Mas a verdade é que agora nem isso nem o novo edifício. Entretanto, posso afirmar que a ArtesanalPesca já manifestou a sua disponibilidade para tomar em mãos essa empreitada necessária ao Porto e aos pescadores, utilizando uma parte do edifício para utilização própria mas cedendo outra parte para utilização dos restantes operadores. O tempo urge a necessidade mantém-se, faço votos que o bom senso impere e que se articule uma solução rapidamente. Neste caso como noutros, a união faz a força, e pela união de todos os actores deste enredo: pescadores, operadores, administração. Se poderá chegar a uma solução que sirva os interesses gerais de todos e supra as necessidades do Porto de Sesimbra

Seminário promovido pela ADREPES

PROMAR na Península de Setúbal

Resultados e Perspetivas de Futuro foi o tema base da sessão, que contou com cerca de uma centenas de pessoas, no Auditório Conde Ferreira, em Sesimbra. Na sessão de abertura, Isabel Conceição, Presidente da ADREPES, referiu que este tipo de apoio ao investimento terá continuidade no período de programação 2014-2020 através do Desenvolvimento Local de Base Comunitária, na vertente costeira. No decorrer da sessão, o Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora e a Diretora Regional de Agricultura e Pescas da RLVT, Elizete Jardim, focaram as suas intervenções nos 7 anos de aplicação do eixo 4 do PROMAR na Península de Setúbal. Carla Antunes, em representação da Autoridade de Gestão do PROMAR apresentou os números referentes à execução do programa e salientou as principais prioridades estabelecidas no Programa Operacional Mar 2020. A sustentabilidade do setor das pescas foi abordada por Abílio Lima, representante do Team Europa. Natália Henriques da ADREPES apresentou os “Rostos de um Percurso” que teve como objetivo apresentar os investimentos realizados no âmbito do PROMAR no período 20072013.


Cultura

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Opinião

Comemorações de Natal

A Solidariedade em tempo de Natal José Manuel Vieira Através dos séculos, a solidariedade humana sempre foi praticada pelas mais diversas sociedades. Porém, torna-se ainda mais premente nos nossos dias, pois a crise económica e de valores aumentou o sofrimento dos desfavorecidos e a miséria de milhares de homens, mulheres e crianças. Vivemos num “mundo cão”. Há quem afirme que a crise actual da democracia representativa reside na ausência de solidariedade entre os eleitos e os cidadãos, porquanto os valores da ética, da moral e do interesse comum postos em causa pelos governantes, destroem conquistas consignadas na Constituição da República.

Face à moral egoísta do capitalismo internacional, ao sistema de competição entre os países ricos do Norte e os países pobres do Sul, à ganância financeira internacional, à destruição do Estado Social, ao agravamento da pobreza, ao aumento dos desempregados, às gritantes desigualdades criadas pelos usurpadores dos bens e das riquezas produzidas por quem trabalha, urge responder energicamente com práticas solidárias para atenuar a aflição de milhares de lares portugueses: para erradicar a pobreza. Mas, que fique claro que a solidariedade não substitui o dever democrático dos governantes: zelar pela equidade e pela justiça devida a todos os cidadãos. Nos nossos dias há ajuda humanitária, voluntariado e caridade que são essenciais, mas a solidariedade vai mais longe porquanto assenta na

generosidade, na convivência construtiva, na fraternidade - dar - receber - voltar a dar - e na igualdade vinculativa da vida em democracia. A solidariedade constitui o cimento social que une por dentro as pessoas umas às outras e não tem nem cores, nem raças, nem idades, nem credos, nem preço: é um dom gratuito que brota do íntimo bom dos seres humanos. O mundo carece da solidariedade como de pão para a boca, do gesto gratuito que liberta os homens da escravatura tecida pelos sistemas económico, financeiro, político, comunicação social, e pelas relações desumanas do vencedor para com o vencido. A solidariedade, como o Natal, é de todos os dias, de todas as horas: é deste minuto.

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O espírito natalício veio para ficar. Com ele chegam inúmeras atividades e iniciativas que marcam a época e a rotina dos sesimbrenses. Coscorões, sonhos, fatias albardadas e azevias são algumas das especialidades que dão um “sabor” muito caraterístico ao programa de Natal e atraem normalmente centenas de visitantes. Na primeira semana do mês de dezembro destaque para a Mostra de Doces, a Casa do Pai Natal e para as atuações e animações a cargo da Ecos, Renascer, Grupo Coral A Voz do Alentejo, Bota Big Bang, da Anacrusa Big Band, Pe-

dro Marinheiro e Daniel Delaunay. As músicas de Natal continuaram, no segundo fim de semana de dezembro, com o concerto apresentado pela Orquestra Geração da Boa Água, com o espetáculo do Grupo Coral de Sesimbra, que contou com a participação do Quarteto Vox Cantatis, Coral Notas Livres e Coral Notas Livres Juvenil, na Igreja Matriz de Santiago e com a Orquestra Ligeira do Exército, no Parque da Vila. A grande novidade do programa é o Comboio de Natal, que percorreu, no fim de semana de 12 e 13, algumas artéria da Quinta do Conde e que irá estar na vila de Sesimbra no fim de semana de 19 e 20 dezembro. No mesmo fim de semana o Cineteatro Municipal receberá a peça de teatro NatalíciaMente pelo grupo de teatro De Vez em Quando. Para os mais novos, as comemorações reservam ainda várias iniciativas, como ateliês, horas do conto e oficinas, além das iluminações de Natal que voltam a marcar presença em vários locais do concelho, nomeadamente no pinheiro do Largo 5 de Outubro, na vila de Sesimbra, uma das maiores árvores naturais decoradas de Portugal, facto que lhe confere especial interesse.


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Locais

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Antigo quartel da Guarda Fiscal, localizado na Lagoa de Albufeira, reaberto após dez anos

Serviços sociais da GNR inauguram Infraestrutura turística DR

DR

Refeitórios escolares em funcionamento durante as férias de Natal Durante as férias de natal (entre 18 de dezembro, sexta, e 4 de janeiro, segunda, – exceto dias 24 e 31), a Câmara Municipal de Sesimbra terá em funcionamento dois refeitórios escolares, de confeção local, (Escola Básica n.º 3 da Quinta do Conde e Escola Básica de Sampaio), que distribuirão refeições, em regime de catering, às restantes escolas básicas do primeiro ciclo e jardins-de-infância do concelho. Estão abrangidos por este apoio todos os alunos do 1.º ciclo inscritos nas Atividades

Antes das obras de restruturação

Estão concluídas as obras do antigo quartel da Guarda Fiscal da Lagoa de Albufeira, pertencente à Guarda Nacional Republicana. A reestruturação desta infraestrutura, direcionada para a área turística, significa que

Depois das obras de restruturação

estará para breve o regresso dos beneficiários e respetivas famílias dos Serviços Sociais da GNR. Ao que sabemos a data de inauguração ainda não foi determinada em virtude de ainda se encontrarem a decorrer obras

no exterior do edifício, a cargo da Câmara Municipal de Sesimbra. A reestruturação deste edifício, fechado desde 2005, teve início a 13 de abril do corrente ano e cifrou-se na ordem dos 87 mil euros.

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de Tempos Livres das associações de pais e crianças do pré-escolar que neste período se mantêm nos jardins-deinfância na Componente de Apoio à Família (entre as 8 e as 18.30 horas). No total, vão ser servidas cerca de 150 refeições por dia para o 1.º ciclo e 170 no pré-escolar. O que começou por ser um apoio a agregados mais carenciados é hoje um apoio alargado e fundamental para muitas famílias que, por motivos profissionais ou outros, não têm opções para as crianças nas férias de Natal.


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Locais

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Opinião DR

De igual modo Dos Presépios aos meandros da “Moagem”

David Sequerra Um ano mais e uma boa iniciativa a repetir-se, em Sesimbra: a do Concurso de Presépios, num elogiável convite à imaginação e perícia de uns quantos “pexitos” tais como o infatigável Jonas, um artista e um cidadão por quem temos justo apreço. A Igreja Matriz, com o Senhor Padre Manuel viva-

mente interessado, fomentou esse concurso com que se fechou 2015 e no qual surgiram repetidos motivos de agrado, com gente nova a dar sinal de si. Quem ganhou ou quem perdeu pouco interessa. Interessa isso sim, o alcance espiritual da iniciativa que vangloria a Paróquia e proporciona a quem visita a série de presépios uma desejável sensação de bem-estar e adequada religiosidade. Elogios merecidos para um bom final de 2015. Há alguns meses, a ideia de aproveitar uma pequena área

campesina de fronte do recuperado Edifício da Moagem, em Santana, na rotunda onde se exibe o clássico espadarte de bons velhos tempos, pareceu-nos apropriado e feliz, uma espécie de minifeira com produtos da terra, incluindo os queijos do senhor Sabino e de dona Inês, sua rival desde a típica Azoia, às portas do Cabo Espichel. Todavia, essa perspetiva de índole popular não tem correspondido ao que se esperaria com escassez de oferta, política de preços duvidosa, diminuta procura de compradores, reduzida imaginação

quanto ao que se possa ali adquirir. Deseja-se mais dinamismo, mais variedade de produtos, mais animação que possa chamar a atenção de quem circule pela mini-rotunda. É possível, com certeza e quanto antes, tomar estas reticências em consideração. Assim como elogiamos os Presépios, de igual modo, mas no sentido adverso, apomos reticências ao “merca-

dilho” dos fins de semana, demasiado pobre e pouco atrativo. A quem se pode pedir um outro impulso? Para quando a melhoria que se deseja e se impõe? Há espaço disponível, aparcamento fácil e alguns bons produtos da terra. Que nos cheguem boas notícias – desejo que expresso com razão de ser ao longo de 2016.


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Sociedade

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despercebidas.

Sesimbrenses pelo Mundo DR

Cláudia Sofia Arrozeiro Soares Carvalho

O projecto é voltar? Não sei, um dia quem sabe. Eu gostaria pois são aí que estão as minhas raízes. O que te fará voltar? Uma situação económica mais favorável em Portugal, ou então uma grande crise económica na Suíça.

Idade: 32 anos Local: Sion - Suíça Há quanto tempo? 3 anos Profissão? Mère au foyer (dona de casa)

Como matas as saudades? Quando vou de férias tento aproveitar ao máximo as coisas boas da nossa terra (culturais e gastronómicas) e transmito-as aos meus filhos. Tiro também muitas fotos para recordar enquanto estou longe.

Qual o principal motivo que te levou a partir? Procurar um futuro melhor para a minha família. Como o meu marido já estava há um ano emigrado por motivos profissionais, decidimos que seria melhor estarmos todos juntos. Exceptuando a família, claro, de que sentes mais saudades? Sinto muitas saudades do mar, pois como nasci e cresci à beira dele, tenho saudades do barulho

das ondas e do cheiro a maresia. De que forma te manténs atenta ao que se passa em Sesimbra? Através das redes sociais, da família e amigos. De que forma olhas agora para a tua terra a partir daí? De maneira diferente, pois dou mais valor ao nosso património cultural, à nossa gastronomia e a outras pequenas coisas que antes me passavam

O que dirias ou que conselho darias a quem hoje está de partida? Para o fazer com os pés bem assentes na terra, não vir à aventura, pois a vida num país estrangeiro não é tão fácil como por vezes pode parecer. E a quem fica e vê alguém próximo partir? Para pensar que vão em busca de uma vida melhor e mais estável. O que custa mais? A saudade da família. No meu caso tenho muitas saudades

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dos meus pais, pois sou muito pegada a eles e como já não são novos ainda mais. O que te atrai mais e menos nesse país? Há várias coisas que me atraem bastante, como por exemplo o sistema de ensino que é obrigatório a partir dos 4 anos e gratuito incluindo os manuais; o apoio pedagógico, quando necessário, é prestado pelo centro de ensino e em tempo útil. Outro exemplo é o sistema de saúde, que é privado, mas acessível a todas as pessoas e com melhores condições. O que menos gosto é do frio de Inverno, mas é suportável dado que as habitações são bem aquecidas. O que custou mais no processo de adaptação? A Língua, pois aqui fala-se Francês e como eu nunca tive na escola foi mais difícil a adaptação. Onde levas quem te vai visitar aí? Levo a conhecer o centro da Vila de Sion, as Ilhas da Burguesia e as montanhas Nendaz e Siviez. Quando regressas a Sesimbra, o que te apetece logo fazer? Ver o mar e comer uma bela mariscada.


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Sociedade

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em que o brincar não é possível, porque não estão com capacidade física, mental, psicológica ou emocional, para tal… então ficamos no silêncio, num silencio que nos ensina tanto. Também damos apoio aos pais, numa pequena conversa, no estar ali para os ouvir ou para poder ficar mais um pouco com a sua criança, para que possam espairecer ou descarregar emoções longe dos olhos dos seus filhos, ou até para irem tomar um banho… a realidade é que existem ainda muitos pais que não têm suporte para revezar (um familiar, um amigo).

Sorrisos ao infinito e mais além! Projeto de voluntariado espalha a magia do Natal pelas crianças do IPO Jovita Lopes Alexandra Pólvora, impulsionadora deste projeto assume-se como uma pessoa comum que adora estar rodeada de pessoas de bem com a vida. Assim como muitas outras pessoas fantásticas, ela, à primeira vista, aparenta ser uma pessoa normal, igual a todas as outras, mas na verdade não o é. Esta jovem sesimbrense dedica grande parte da sua vida em prol dos outros, de muitos outros que por vezes nem falam a sua própria língua. Para ela o voluntariado Para a Alexandra o voluntariado sente-se e pratica-se sem mais. Está ao alcance de qualquer pessoa, para tal basta apenas querer! Como surgiu a ideia de te tornares voluntária no IPO? Nunca pensei nisso assim à séria, aconteceu tudo tão naturalmente. Adoro crianças, a ingenuidade que as move, a sua espontaneidade e a verdade que trazem espelhada nos olhos. Adoro as gargalhadas, as brincadeiras criativas o imaginário até as traquinices. Desde sempre estive muito ligada às crianças, festas, iniciativas, projetos, teatro … Tudo isto, aliado aos valores e princípios que os meus pais me transmitiram (também eles voluntários nos bombeiros há mais de 40 anos), despertou o meu sentido para o voluntariado… A minha ligação ao IPO começou, salvo erro, há três anos atrás quando soube que tinha sido diagnosticada leucemia a amiga muito querida e colega de trabalho. Para a ajudar, (e a qualquer outra pessoa) após uns meses em que fiz de tudo para engordar uns quilinhos, (como o meu tipo de sangue é Rh O- dador universal, sempre tive vontade de dar sangue mas até então nunca me tinham deixado, porque não tinha peso), fui ao IPO dar sangue e inscrever-me para dadora de medula óssea. Preenchidos os formulários, dirigiram-me para a sala de recolha. Eu que sempre tive pânico de agulhas, lá me deitei, entre o apoio, a paciência, o carinho e a simpatia das enfermeiras que perceberam de imediato o meu nervosis-

mo e medo (da dor), oiço uma voz muito doce -“pareces o meu pai (provocou-me logo uma gargalhada), não tenhas medo, não dói, quer dizer só um bocadinho, mas depois passa logo”. Ali estava uma menina estava sentada com um lencinho na cabecinha, a acompanhar o pai deitado na cama do lado. Foi precisamente essa criança de 6/7 anos, a lutar contra o “terrível monstro”, que me deu força e que me tranquilizou… Entretanto a conversa continuou muito animada entre nós, o tempo voou e eu nem senti a picada! Não sei descrever o meu estado de alma naquele momento, penso que senti um conjunto enorme de sentimentos e emoções. Apenas ficou a certeza que algo mudou em mim… Nesse mesmo dia peguei no computador e inscrevi-me como voluntaria na Liga Portuguesa contra o Cancro. Depois de um longo processo de seleção, entre entrevistas e 7 meses de estágio no IPO em diferentes serviços, recebi a minha bata de voluntaria e a grande notícia de que tinha ficado no serviço, no turno da noite, na Pediatria. O que fazes no teu turno? Bem o meu dia de escala é à terçafeira, assim como o dos meus quatro colegas de voluntariado do meu turno, a partir das 17h começamos a chegar ao 7 piso. Dirigimo-nos ao nosso gabinete, onde se encontra a lista de meninos em internamento nessa semana, com o nome a idade quem está em isolamento e observações específicas de cada criança e necessárias para o decorrer do nosso turno. Em seguida fazemos a visita aos quartos e organizamos as horas dos jantares, definimos um horário com os pais que precisam de nós para ficar com a sua criança enquanto vão jantar. Durante o tempo que lá estamos, e assim de forma muito sucinta, brincamos na sala de convívio com os meninos, jogamos, fazemos pinturas, plasticinas, legos, lemos histórias, vemos desenhos animados…. Damos jantares aos meninos, no quarto individualmente ou em conjunto com outras crianças na sala. Nos casos de isolamento fica um voluntario com a criança no seu quarto, e dentro do possível e das limitações que existem, além do jantar, fazemos todo o resto, existem dias

Um aniversário em data especial A8 de dezembro, data bonita intitulada “Dia da Mãe”, a Igreja da Corredoura, cheia de fiéis e muito alegre, saudou de um modo muito especial o aniversário do seu Pároco Padre Eduardo que se viu envolvido num clima de simpatia e apreço dos seus prosélitos e bons amigos. Houve a cantoria dos “parabéns a você” com salva de palmas e agradecimento emotivo do aniversariante que tem vindo a integrar-se muito bem com toda a gente apreciadora da sua bonomia e simpatia natural. Que passe por cá muitos mais dias 8 de dezembro, rodeado de quantos o estimam e aplaudem as suas iniciativas paroquiais e suas homilias.

É uma aprendizagem constante? Em todos os momentos que passamos naquele piso há algo que no ensina, há algo que nos marca e principalmente há algo que nos modifica. Ninguém sai, daquele piso, como quando entrou… não é fácil, há dias difíceis, muito difíceis, nada nem ninguém nos ensina a lidar com a perda, com o sofrimento, com a dor, nunca estamos preparados e acredito que nem vamos estar… mas o importante é o sentimento de que tudo fizemos para ajudar e de que tudo fizemos para os dias daquelas crianças e famílias serem mais leves e felizes… torna-nos mais humanos e não há melhor recompensa do que esta.

Existe algum(a) menino(a) que te tenha marcado particularmente? Todos os meninos nos deixam marcas de uma forma ou de outra, mas há sempre marcas mais profundas. Criam-se laços muito fortes, são momentos de partilha muito intensos… Há uma menina muito especial, a Sofia tem agora seis anos. Tem uma força incrível e uma energia inesgotável e é de uma ternura encantadora. Foi a primeira menina por quem fiquei responsável, foi amor à primeira vista. Enquanto esteve em fase de internamento ficava sempre comigo, quando saiu pediu-me para a ir visitar à casa Acreditar, foi assim que conheci de perto esta associação. Entre as fases de estar na Acreditar, no Funchal (sua terra natal) e nos internamentos do IPO, houve um momento entre nós duas que me

marcou imenso. Num dos meus turnos, e depois de uma fase prolongada sem ver a Sofia, enquanto eu passava no corredor a menina gritou da sua na cama “Xaninha TOC TOC”, tinha-me visto pela janela! Entro no quarto dou-lhe mil apertões naquelas bochechas, cumprimento a família e ela automaticamente “despeja” os pais e o irmão do quarto. Aquele momento era só nosso. Pediu-me colo, assim que a retirei da cama apercebi-me de que a perna direita da princesa tinha sido amputada, gelei, o meu coração parou por segundos… muito espontânea e perspicaz como ela só, disse -“não fiques triste vais ver que eu vou conseguir andar de bicicleta”. É incrível! No IPO aprendi a relativizar os meus problemas, o importante passou a ser o aqui e o agora. Como surgiu o projeto Sorrisos ao infinito e mais além? O Natal está a chegar, é o momento mais esperado para quase todas as crianças! Momento mágico que as faz sonhar pelo fantástico universo encantado, onde tudo se torna possível! Os seus olhos ganham um brilho mais cintilante… Nesta época natalícia o espírito de família e união aquece-nos o coração, nas crianças não é diferente! Principalmente para as crianças do IPO, que o desejo mais do que qualquer presente é o de regressar a casa sem o “terrível monstro mau”! Muitas crianças que neste momento estão internadas no piso da pediatria do IPO, não vão poder passar o Natal em casa por motivos de tratamento... Tornar o dia de Natal mais alegre e mágico para estes meninos foi motor para esta iniciativa. A ideia era conseguir muitos miminhos/presentes para entregar, não só às crianças que passam o Natal em internamento mas também, deixar presentes para os que vão regressar à pediatria e os que vão pela primeira vez dar entrada neste piso de guerreiros. E ainda distribuir “sorrisos” no Lar do IPO onde estão crianças a residir e na Casa Acreditar! Mas com uma diferença, os presentes têm todos a idade e se é para menino, menina ou para ambos os géneros, a ideia é colocar os presentes nas árvores de Natal dos referidos espaços, para que as crianças os possam ir buscar e consoante o presente que têm em mãos entregam a outra criança, promovendo o espírito de partilha, de dar ao outro, de reunião, de união e de família, tudo porque eles são uma família, não de sangue mas de super-heróis. Esta iniciativa ganhou uma dimensão que eu não esperava, algo que foi pensado e estruturado apenas para esta época “natalícia”… surge agora como um projeto para ter continuidade noutras ocasiões… só tenho a agradecer a todas as pessoas que me apoiaram e que contribuíram com o seu SORRISO. Quem quiser ajudar o que deve fazer? Quem quiser ajudar, nesta iniciativa já não é possível, porque felizmente já alcançamos tantos sorrisos e a logística já está concluída. Mas outras iniciativas surgirão, vão ser divulgadas no grupo dos Sorrisos, no Facebook, com toda a informação necessária para poderem ajudar.

David Sequerra homenageado pela Academia Olímpica O antigo diretor e atual colaborador de O Sesimbrense, David Sequerra, foi homenageado no passado dia 5 de dezembro, na cerimónia do 29º aniversário da Academia Olímpica de Portugal. Há mais de cinco décadas ligado ao desporto, nomeadamente através do movimento olímpico mas também nas seleções de formação da Federação Portuguesa de Futebol, David Sequerra, um dos fundadores do Clube Nacional de Imprensa Desportiva (CNID), desde cedo se dedicou à escrita, como jornalista desportivo e autor de vários livros. No momento da sua declaração de agradecimento, David Sequerra mostrou-se bastante emocionado pela homenagem surpresa, não conseguindo conter as suas lágrimas. O Sesimbrense congratula a Academia Olímpica de Portugal pela ocasião e parabeniza o seu colaborador pela sua distinção.


Desporto

O SESIMBRENSE | 19 DE DEZEMBRO DE 2015

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Encontro de Natal Astralzinho Sesimbra Atletismo VI Meeting de Castro Verde

Sofia Polido Para comemorar o Natal, o grupo de Capoeira Alto Astral Sesimbra organizou um torneio para as crianças que praticam a modalidade. O torneio foi realizado nos dias 12 e 13 de dezembro, no Pavilhão Municipal de Sampaio, com o objectivo de reunir todas as crianças de todos os espaços de treino. O encontro não só se baseou apenas no torneio como também teve aulas para crianças,

jovens e adultos. O evento contou com cerca de 80 crianças, incluindo membros do grupo Alto Astral como também de outros grupos de capoeira. Contou ainda com a presença do Mestre Marco António (Mestre do Grupo Capoeira Alto Astral) e de vários mestres de outros grupos de capoeira. Este foi o primeiro torneio realizado com crianças em Sesimbra, mas teve um grande sucesso, pois com este evento o núcleo do Alto Astral Sesimbra teve como primeiro objectivo passar vá-

rias informações às crianças e jovens que participaram, tais como: saber perder, saber ganhar e ter um espirito competitivo saudável. Todos saíram a ganhar, com as suas medalhas e certificados assinados pelo Mestre Marco António. Mais uma vez o Estagiário Meia-Dúzia está de parabéns por todo o seu trabalho e dedicação a todos os seus alunos. O próximo evento do grupo Capoeira Alto Astral Sesimbra será em parceria com a escola de samba Saltaricos do Castelo no Carnaval de 2016.

No dia 12 de dezembro a Associação Cultural e Desportiva da Cotovia participou no VI meeting de atletismo de Castro Verde tendo sido representada por 7 atletas (Gonçalo Carvalho, Mariana Pereira, Mariana Silva, Daniela Viegas, Nuno Carmo, Cátia Pereira e Catarina Carmo) os quais conseguiram um honroso 7º Lugar por equipas num total de 28 equipas inscritas e 361 atletas. Há que salientar a boa prestação de todos os atletas que conseguiram quatro 2ºs lugares, Nuno Carmo no Dardo com 27 metros e 97 centímetros em infantis masculinos, Cátia Pereira nos 1500 metros com a marca de 5 minutos e 23 segundos em iniciados femininos, Catarina Carmo também nos 1500 metros conseguiu o tempo de 5 minutos e 30 segundos em juvenis femininos e Gonçalo Carvalho nos 60 metros fez a marca de 7,3 segundos obtendo com este tempo mínimos para o nacional de juvenis e uma marca entre os melhores a nível nacional no seu escalão. Os restantes atletas de-

monstraram também uma evolução considerável, a exemplo Mariana Pereira com dois 4ºs lugares nos 60 metros e no comprimento em infantis femininos, Nuno Carmo u 4º lugar nos 60 metros em infantis masculinos, Gonçalo Carvalho 5º lugar na altura em iniciados masculinos e Daniela Viegas em iniciados femininos e Catarina Carmo em juvenis femininos dois 6ºs lugares no peso, cada uma no seu escalão. É importante frisar ainda que a A.C.D.C. teve a atleta Catarina Santos convocada para uma concentração em Lisboa não podendo dar o seu contributo mas estando entre os melhores a nível distrital na representação da A.C.D.C. e da Associação de Atletismo de Setúbal. Todos estes resultados demonstram o bom trabalho realizado pelos atletas que estão num bom caminho para um futuro de sucesso, honrando as cores da A.C.D.C., agora no Alentejo mas, mais tarde quem sabe, a nível nacional entre os melhores de Portugal.


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O Sesimbrense edição 1205 dezembro 2015